Desenvolvimento e Gesto Territorial no Estado de Alagoas ...

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VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ Desenvolvimento e Gesto Territorial no Estado de Alagoas: Analisando o ndice de Desenvolvimento Sustentvel dos Territrios Rurais do Alto Serto, do Litoral Norte e do Agreste Luciano Celso Brando Guerreiro Barbosa (MADE/UFPR e UFAL) Economista, Doutorando em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela UFPR e Professor Assistente do Curso de Cincias Econmicas do Campus do Serto/UFAL. lucianocbgb@hotmail.com Tatiana Frey Biehl Brando (Campus do Serto/UFAL) Contadora, Especialista em Auditoria e Percia Contbeis CEAP/Maurcio de Nassau e Professora Assistente do Curso de Cincias Contbeis do Campus do Serto/UFAL. tatianabiehl@hotmail.com Genilucy Ramos da Silva (Campus do Serto/UFAL) Graduanda em Cincias Contbeis Campus do Serto/UFAL genypacc@hotmail.com) Rodolfo da Silva Alves (Campus do Serto/UFAL) Graduando em Cincias Econmicas Campus do Serto/UFAL rodolfo.ufal@gmail.com Walria Geovanna Bezerra da Silva (Campus do Serto/UFAL) Graduanda em Cincias Econmicas Campus do Serto/UFAL waleria.ufal@gmail.com Resumo Este artigo detm como objetivo analisar como a gesto do territrio e as polticas voltadas para o desenvolvimento do Estado de Alagoas foram elaboradas e gerenciadas e quais foram seus reflexos sobre o ndice de Desenvolvimento Sustentvel dos Territrios do Alto Serto, do Litoral Norte e do Agreste. Para sua elaborao foi: (i) realizada uma ampla reviso de literatura acerca da temtica proposta; (ii) realizado uma anlise do ndice de Desenvolvimento Sustentvel (IDS) dos Territrios do Alto Serto, Agreste e Litoral Norte pertencentes ao Estado de Alagoas e gerido pelo Ministrio do Desenvolvimento Agrrio (MDA); e (iii) analisado a relao entre o processo de desenvolvimento do Territrio alagoano, os pressupostos do desenvolvimento sustentvel e os debates acerca dos novos mailto:lucianocbgb@hotmail.commailto:tatianabiehl@hotmail.commailto:genypacc@hotmail.commailto:rodolfo.ufal@gmail.commailto:waleria.ufal@gmail.comVI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ meios de se construir o desenvolvimento, tendo como parmetro para a discusso o IDS dos trs Territrios alagoanos citados acima. Este artigo chegou concluso de que para que venha ocorrer um slido processo de desenvolvimento preciso que este seja construdo a partir da articulao entre as potencialidades locais, a participao do Estado e a mobilizao da sociedade civil. Ou seja, na busca por desenvolvimento local o Estado e a sociedade civil devem gerenciar de maneira conjunta e endgena o territrio, mobilizando todos os recursos (humano, social, intelectual, ecolgico, financeiro e fsico) necessrios gerao de riqueza, emprego e melhoria da qualidade de vida. Palavras-chave gesto territorial, desenvolvimento, sustentabilidade Introduo Apesar de possuir uma grande potencialidade para o desenvolvimento de atividades socioeconmicas ligadas ao setor rural (produo agrcola, agroindustrializao e turismo rural) e deter uma imensa bases de recursos naturais, Alagoas apresenta um dos piores indicadores de desenvolvimento socioeconmico do pas. Este fato deriva-se da m gesto do territrio e da baixa capacidade de articulao e mobilizao social dos diversos atores sociais. A consequncia desta m gesto e do baixo nvel de capital social uma situao de degradao social e ambiental e uma excluso econmica dos atores sociais mais descapitalizados economicamente. Neste sentido, Alagoas precisa construir um processo de desenvolvimento que contemple os princpios fundamentais da sustentabilidade, tais como: justia social, preservao/conservao ecolgica e incentivo e consolidao de atividades econmicas locais que possam repercutir globalmente. Assim, o objetivo do referido artigo ser analisar como a gesto do territrio e as polticas voltadas para o desenvolvimento do Estado de Alagoas foram elaboradas e gerenciadas e quais foram seus reflexos sobre o ndice de Desenvolvimento Sustentvel dos Territrios do Alto Serto, do Litoral Norte e do Agreste. Metodologia e informaes utilizadas Para a elaborao deste trabalho foi: (i) realizada uma ampla reviso de literatura acerca da temtica proposta; (ii) realizado uma anlise do ndice de Desenvolvimento Sustentvel (IDS) dos Territrios do Alto Serto, Agreste e Litoral Norte pertencentes ao Estado de Alagoas e gerido pelo Ministrio do Desenvolvimento Agrrio (MDA); e (iii) analisado a relao entre o processo de desenvolvimento do Territrio alagoano, os pressupostos do desenvolvimento sustentvel e os debates acerca dos novos VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ meios de se construir o desenvolvimento, tendo como parmetro para a discusso o IDS dos trs Territrios alagoanos citados acima. Este trabalho possui como fundamento estruturante a argumentao de Sachs (2002, p.53), que define o desenvolvimento como um meio de estabelecer [...] um aproveitamento racional e ecologicamente sustentvel da natureza em benefcio das populaes locais, levando-as a incorporar a preocupao com a conservao da biodiversidade aos seus prprios interesses, como um componente de estratgia de desenvolvimento. Neste sentido, o desenvolvimento deve ter como premissa basilar a construo de um processo que deve ser estruturado a partir dos anseios locais, respeitando a capacidade de suporte dos ecossistemas locais, ao tempo que deve propiciar emprego, renda e riqueza para o local por meio da gesto territorial (processos produtivos, saberes locais e biodiversidade). Como fundamento secundrio, tem-se a proposta da elaborao do ndice de Desenvolvimento Sustentvel (IDS), construdo pela Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) (2011) o qual possui o objetivo de analisar situaes que possibilite compreender a realidade de forma mais sucinta, para que assim possa auxiliar no desempenho e implantao de polticas publica condizentes com as particularidades de cada territrio rural. Desenvolvimento Sustentvel No bojo da discusso inerente a relao entre desenvolvimento e gesto territorial os fundamentos concernentes ao desenvolvimento sustentvel detm um papel central para este debate, uma vez que a construo de um processo de desenvolvimento com bases sustentveis demanda uma eficiente gesto dos mltiplos recursos existentes no territrio (humano, ecolgico, cultural, econmico, social, intelectual, geogrfico e poltico) de maneira a articul-los em prol do bem-estar socioambiental dos diversos atores sociais inseridos no territrio, tendendo a se espraiar para as regies circunvizinhas. Isto decorre do fato de que o desenvolvimento sustentvel busca satisfazer as necessidades das geraes atuais, no comprometendo as necessidades das geraes futuras. Desta forma, deve-se optar pela estruturao de sistemas produtivos que gerem melhoria nas condies socioeconmicas da populao (renda, maior acessibilidade a bens e servios, etc.) sem destruir o ambiente. Neste sentido, Perico e Ribeiro (2005, p. 47), afirmam que [...] as limitaes do capital social, a VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ homogneos de desenvolvimento pode contemplar a diversidade de particularidades existentes em todas as partes do globo? Ao contrrio, esta disseminao est gerando diversos e graves problemas para os territrios. s vezes at inviabilizando sua manuteno ao longo prazo, uma vez que a lgica reprodutiva empregada pode ir de encontro capacidade ecossistmica, cultural e econmica local. Por isso, o desenvolvimento sustentvel, deve ser visto como um processo que vai alm da busca por crescimento [...] Ele exige uma mudana no teor do crescimento, a fim de torna-lo menos intensivo de matrias-primas e energia, e mais equitativo em seu impacto CMMAD (1991, p.56). Ainda segundo a CMMAD (1991, p.10) [...] o desenvolvimento sustentvel no um estado permanente de harmonia, mas um processo de mudana no qual a explorao dos recursos, a orientao dos investimentos, os rumos do desenvolvimento tecnolgico e a mudana institucional esto de acordo com as necessidades atuais e futuras [...]. Sendo assim, percebe-se que a construo de um processo de desenvolvimento que almeje ser sustentvel vai alm da simples busca por nveis crescentes de crescimento econmico traduzido por aumento da produtividade e de consumo, mas deve estruturar instrumentos e/ou mecanismos que possibilite a emergncias das vocaes existentes no territrio, de maneira a construir sistemas de produtivos e de inovao locais a partir das experincias, saberes e potencialidade e limites ecolgicos existentes no territrio. Debatendo o Processo de Desenvolvimento do Estado de Alagoas Alagoas um Estado eminentemente rural. De sua rea total de 27.779,343 Km2, 75,9% ocupado por estabelecimentos agrcolas. Alm disso, 93% do total dos estabelecimentos rurais alagoanos so considerados familiares (VERAS, 2011). No que concerne populao residente, de acordo com o ltimo Censo Demogrfico de 2010 do IBGE, o Estado possui uma populao de 3.120.494 habitantes, sendo que 26,36% residem na zona rural. Ainda de acordo com o este Censo, 68,2% da populao alfabetizada, sendo que na zona rural, apenas, 14,8% da populao alfabetizada. Com relao renda, em 2009, segundo o IPEA, 21,3% da populao total de Alagoas detinham uma renda domiciliar per capita inferior linha de extrema pobreza e 47,7% populao total detinha renda domiciliar per capita inferior linha de pobreza (maiores percentuais do Brasil). Observa-se ainda, segundo o IBGE (Censo demogrfico de 2010), que a incidncia de pobreza no Estado de 59,54%, alm disso, ainda em 2010, 30,4% da populao percebia uma renda mensal de at 1 salrio mnimo. VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ O cenrio exposto acima demonstra o quo preocupante a situao de Alagoas, demonstrando que o planejamento e a gesto territorial pr-desenvolvimento, esto sendo elaborados e executados de maneira falha. Isto decorre da pouca importncia dada pelo governo estadual ao rural no percebendo sua importncia para o desenvolvimento sustentvel do Territrio alagoano, sendo os aportes financeiros, prioritariamente, destinados aos territrios mais urbanizados em detrimento dos territrios rurais, ao invs de buscar sua articulao, de maneira a construir um Territrio unificado a partir de suas singularidades e complexidades (econmica, social, ecolgica, poltica, geogrfica e cultural). Tal situao no derivada da inrcia do governo em elaborar polticas desenvolvimentistas, pblicas e/ou setoriais, mas decorre de falhas na elaborao e gesto destas polticas. Sendo que tais falhas, geralmente, foram decorrentes da errnea concepo dos gestores ao associar as aes para a obteno de desenvolvimento busca incessante por crescimento econmico, sem se preocupar com os impactos que seriam gerados sobre as dimenses sociais e ambientais. Neste sentido, a lgica construda pelos gestores pblicos associou o desenvolvimento ao investimento num nico setor (o sucroenergtico), ou num mix reduzido de indstrias/setores que se constituiriam no carro chefe da economia1. A ideia era que estes investimentos concentrados iriam trazer um rpido e satisfatrio retorno econmico para o Estado, que num segundo momento iria beneficiar toda a populao. Alm disso, foram concedidos diversos incentivos e isenes fiscais para que algumas empresas de cunho nacional e/ou multinacional se instalassem em Alagoas em detrimento dos empreendimentos socioeconmicos locais. Todavia, estas polticas surtiram um efeito contrrio. Alm de gerar um empobrecimento do Estado devido vulnerabilidade decorrente das oscilaes de preo e demanda no mercado interno e internacional, os impactos sobre a dimenso social gerou uma grave e intensiva degradao dos recursos naturais, que por sua vez inviabilizou a reproduo socioeconmica de diversos atores sociais, uma vez que para obter retornos financeiros crescentes eram obrigados a degradar os ecossistemas onde esto instalados os empreendimentos econmicos. Outro impacto sobre a natureza oriundo do processo de contaminao dos recursos hdricos e da ocupao de reas ecologicamente frgeis. Esse processo decorrente dos fluxos migratrios da populao residente do interior do Estado para a Capital em busca de melhores condies de vida. 1 Conferir Digues Jnior (2006); Lira (2007) e Cavalcanti Filho (2004), por exemplo. VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ A partir do cenrio traado acima, percebe-se que Alagoas deve buscar um processo de desenvolvimento que seja estruturado a partir da articulao entre as potencialidades locais, a participao do Estado e a mobilizao da sociedade civil. Ou seja, na busca por desenvolvimento local o Estado e a sociedade civil devem gerenciar de maneira conjunta e endgena o territrio, mobilizando os recursos necessrios gerao de riqueza, emprego e melhoria da qualidade de vida. Contudo, o processo de construo do desenvolvimento em Alagoas seguiu uma lgica diferente, uma vez que este processo se consolidou (e ainda se consolida) a partir da indstria canavieira, como comentam Lustosa e Rosrio (2011, p.33-34): Em decorrncia de sua formao socioeconmica e poltica, Alagoas se depara com srias limitaes quanto a definio de um modelo de desenvolvimento endgeno sustentvel e justo. O padro adotado em todo o estado um modelo agrrio herdado do perodo colonial, com pequenas adaptaes, assentado basicamente na agroindstria sucroalcooleira, responsvel pela consolidao do elevado padro de concentrao fundiria [...] Todavia, cabe salientar, que de maneira incipiente existem propostas para diversificar a matriz produtiva do Estado. Um exemplo disto so os investimentos que esto sendo concedidos agricultura familiar. Dentro dessa perspectiva Cabral (2008, p. 37) prope que haja uma [...] diversificao da produo agrcola e o incentivo a culturas potencialmente rentveis no nosso solo como as de fumo, milho, arroz, coco, palma forrageira, algodo, batatinha, amendoim, mamona e algaroba [...]., ou seja, percebe-se que para comear a desenvolver uma regio dever-se-ia incentivar os vrios tipos de produtos j existentes no local. Porm, Cabral (2008, p. 103) argumenta que [...] o desenvolvimento no obtido apenas por meio do fortalecimento da agricultura, da indstria e do comrcio, mas, sobretudo, com a promoo humana [...]. Neste sentido, o Estado de Alagoas deve investir em iniciativas que articule as dimenses social, econmica, cultural, geogrfica e ecolgica detendo como objetivo fundamental a melhoria da qualidade de vida da sociedade a partir da acessibilidade dos diferentes grupos sociais aos bens e servios que supram suas necessitadas a partir de suas particularidades. O ndice de Desenvolvimento Sustentvel (IDS) dos Territrios do Agreste, Litoral Norte e Alto Serto Alagoano Para este trabalho foi utilizado como referncia o conceito de ndice de Desenvolvimento Sustentvel (IDS) do Ministrio do Desenvolvimento Agrrio (MDA), uma vez que os dados aqui apresentados e analisados foram construdos por esta instituio e foram coletadas de sua base de dados, VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ especificamente, do Sistema de Gesto Estratgica (SGE), gerenciado pela Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT). De acordo com o Manual da SDT/MDA (2011, s.n.) o ndice de Desenvolvimento Sustentvel (IDS) [...] considera a multidimensionalidade do desenvolvimento e prev a aferio de informaes sobre as dimenses Social, Ambiental, Econmico, Cultural e Poltico-Institucional. Alm disso, opta-se por fazer o levantamento de dados demogrficos das populaes investigadas, com o objetivo de descrever suas caractersticas e compreend-las juntamente com as dimenses do desenvolvimento. Ainda segundo a SDT/MDA (2011, s.n.) Na composio do IDS, cada dimenso (Social, Ambiental, Econmica, Cultural, Politico-Institucional e Demogrfica) reconhecida como um sub-ndice. Cada sub-ndice composto por variveis que foram selecionadas de acordo com as caractersticas e importncia para se aferir cada dimenso. Assim, o IDS busca compreender como as diversas dimenses componentes do territrio esto se comportando e como tal fato se reflete sobre o processo de desenvolvimento do territrio. Alm disso, a partir do IDS possvel analisar situaes que possibilite compreender a realidade de forma mais sucinta, para que assim possa auxiliar no desempenho e implantao de polticas pblica condizentes com as particularidades de cada territrio rural. O IDS medido por meio de uma escala que varia de 0 (zero) a 1 (um), onde o valor 1 representa a melhor situao almejada e 0 a pior situao. Aps est breve explicao acerca do IDS, abaixo segue o Quadro 1 com os indicadores, e seus respectivos sub-ndices, concernentes ao IDS dos Territrios do Agreste, Litoral Norte e Alto Serto. No que concerne ao IDS Territorial observa-se que o IDS do Territrio do Alto Serto apresenta o menor valor, sendo que detm como priores indicadores o Cultural e Econmico e como melhor indicador o Social. Por outro lado, o IDS do Territrio do Litoral Norte possui o maior valor entre os trs Territrios analisados, destacando-se como piores indicadores, tambm, o Cultural e o Econmico e como melhores indicadores o Demogrfico e o Ambiental. Todavia, cabe salientar que o IDS dos trs Territrios est num intervalo de valor caracterizado como Nvel Crtico. A desigualdade existente entre o IDS do Territrio do Litoral Norte com o IDS do Alto Serto apresenta um problema inerente gesto territorial do Estado, qual seja: a priorizao pela execuo de aes de desenvolvimento mais diversificadas no Litoral (turismo, agricultura, agroindustrializao, etc.) em detrimento das aes de desenvolvimento mais concentradas no Serto (a maioria das aes voltada as atividades econmicas ligadas a ovinocaprinocultura e apicultura). Uma das explicaes para tal fato a errnea concepo em associar o Serto a uma rea inspita para o desenvolvimento de atividades econmicas diversificadas, devido as suas caractersticas VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ ecolgicas. Numa trajetria contrria o Litoral Norte considerada uma regio com grande potencial econmico, uma vez que os fatores ambientais no so considerados empecilhos, mas potencialidades. INDICADORES Agreste Litoral Norte Alto Serto IDS Territorial 0,326 0,343 0,227 Poltico- Institucional 0,428 0,360 0,329 Participao eleitoral: Comparecimento nas eleies 0,386 0,445 0,285 Conselhos: Nmero mdio de conselhos municipais 0,203 0,078 0,065 Participao nos conselhos territoriais 0,431 0,221 0,263 Transferncias intergovernamentais da Unio 0,690 0,699 0,703 Culturais 0,331 0,246 0,145 ndice de Gesto Municipal em Cultura IGMC 0,329 0,243 0,143 ndice de Fortalecimento institucional IGMG-FI 0,337 0,267 0,152 ndice de Infra-estrutura e recursos Humanos IGMC-IH 0,336 0,254 0,140 ndice de Ao Cultural IGMC-AC 0,320 0,220 0,144 Sociais 0,389 0,399 0,413 IDH longevidade 0,332 0,398 0,289 IDH Educao 0,325 0,214 0,269 Nmero de leitos hospitalares 0,036 0,066 0,074 Nmero de homicdios 0,445 0,624 0,682 Famlias atendidas por transferncia de benefcios sociais 0,804 0,695 0,749 Econmicos 0,183 0,236 0,111 IDH Renda 0,231 0,139 0,160 Participao da agricultura no PIB 0,173 0,412 0,157 Rendimento agrcola 0,126 0,141 0,018 Agricultura familiar 0,095 0,039 0,072 Exportaes 0,001 0,023 0,000 Gini Renda 0,001 0,023 0,000 Ambientais 0,491 0,483 0,477 rea de Matas e Florestas 0,005 0,004 0,021 rea de Unidades de Conservao - - - rea Utilizada 0,978 0,962 0,933 Demogrfico 0,337 0,539 0,341 Taxa de urbanizao 0,383 0,576 0,247 Densidade demogrfica 0,096 0,056 0,033 Razo entre Populao Masculina e Feminina 0,533 0,985 0,744 Quadro 1 IDS dos Territrios do Agreste, Litoral Norte e Alto Serto, em 2011. Fonte: SDT/MDS Legenda IDS 0,00 0,20 = Alta possibilidade de colapso 0,20 0,40 = Nvel crtico 0,40 0,60 = Nvel instvel 0,60 0,80 Nvel estvel 0,80 1,00 Nvel timo VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ O Quadro 1 apresenta algumas questes interessantes. Por exemplo, tanto o Litoral Norte quanto o Alto Serto apresenta um sub-ndice Conselhos: Nmero mdio de conselhos municipais inserido num intervalo de valor caracterizado como alta possibilidade de colapso. Complementando esta anlise inserindo a discusso o sub-ndice Participao nos conselhos territoriais (que est caracterizado como nvel crtico), observa-se que h um baixo nvel de capital social nestes territrios, uma vez que os seus atores sociais detm uma baixa capacidade de organizao e mobilizao social e de poder de participao nos processos decisrios, sendo considerados sujeitos passivos no processo de desenvolvimento de seu territrio, fato este que limita a construo de um processo que almeje ser sustentvel. Outro dado preocupante refere-se ao indicador econmico. Os trs Territrios apresentam indicadores com valores muito baixos: Territrios do Agreste e Alto Serto (alta possibilidade de colapso) e Territrio do Litoral Norte (nvel crtico). Tal cenrio demonstra quo grave a situao econmica do Estado de Alagoas, uma vez que, mesmo possuindo vocao, vasta rea com terras que podem ser utilizadas para a prtica agropecuria e recursos naturais em abundncia seus indicadores se apresentam em nveis preocupantes. Exemplo disso o Territrio do Alto Serto, onde todos os seus sub-ndices esto caracterizados como alta possibilidade de colapso. Est situao deriva-se da percepo errnea dos gestores pblicos de que este territrio, devido suas condies endafoclimtica, constitui-se numa regio invivel a diversas atividades econmicas. De fato, este Territrio apresenta diversos fatores limitantes ao desenvolvimento e gesto de algumas atividades econmicas, at mesmo inviabiliza a execuo de algumas atividades. Todavia, existe uma pluralidade de tecnologias e sistemas produtivos que podem adequar-se a esta regio de maneira a gerar melhores condies de vida por meio da gerao de emprego, renda e melhoria das condies socioambientais. Um exemplo disto o desenvolvimento de sistemas agroecolgicos e/ou orgnicos de produo, como j ocorre na regio. Ou elaborar produtos e servios que estejam estruturados a partir de prticas balizadas na Indicao Geogrfica, por exemplo, o turismo nas margens do Rio So Francisco. Assim, observa-se que o Territrio do Alto Serto possui em quase todas as categorias a pior situao em relao aos outros dois territrios, exceto nos sub-ndices, Transferncias intergovernamentais da Unio; Nmero de leitos hospitalares; rea de Unidades de Conservao; Famlias atendidas por transferncia de benefcios sociais e rea de matas e Florestas. Contudo, cabe salientar, que os Territrios do Agreste e do Litoral Norte no esto to distantes da realidade VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ do Alto Serto, uma vez que, tambm, possuem valores muito baixo para seus indicadores e sub-ndices. Desenvolvimento, ndice de Desenvolvimento Sustentvel e o Desenvolvimento dos Territrios Alagoano A partir das informaes apresentadas acima observa-se que o Estado de Alagoas possui um longo caminho a percorrer para obter um desenvolvimento com bases sustentveis, por meio do reconhecimento das particularidades econmicas, sociais, culturais e ecolgicas existentes no Territrio. Desta forma, para Lustosa e Rosrio (2011, p. 44) Alagoas deve estruturar [...] polticas pblicas que privilegiem o processo de diversificao produtiva baseado em pequenas empresas e na empresa rural, elementos que constituem em maioria o tecido empresarial alagoano [...]. Neste cenrio, emergem novas possibilidades, uma vez que desenvolvimento local, a interveno participativa do Estado e a gesto territorial possibilitam a construo de polticas, programas e aes desenvolvimentistas balizadas na inovao e no empreendedorismo social, econmico e ecolgico. Um exemplo, disso seria o Arranjo Produtivo Local (APL), que quando bem estruturado (a partir das demandas, da diversidade e da vocao local) constitui numa estratgia importante de articulao e desenvolvimento do local e de sua populao, por meio do desenvolvimento econmico e da justia social e econmica. Desta forma, como explica Sachs (2003, p. 147), os APLs [...] emergem como resultado de uma conjuno de fatores sociais, culturais e econmicos, e manifestados ao longo do tempo. No possvel suprir inteiramente sua ausncia por meio de polticas voluntaristas. [...]. Por todas essas razes, os arranjos produtivos locais merecem prioridade na agenda dos protagonistas do desenvolvimento territorial integrado e sustentvel e das instituies que participam da elaborao das estratgias locais. Neste sentido, Sachs argumenta que o desenvolvimento territorial se estrutura endogenamente a partir da articulao das potencialidades territoriais e dos atores sociais que devem se perceber como sujeitos ativos e necessrios para a obteno de um desenvolvimento com bases sustentveis, uma vez que so eles os principais interessados e/ou impactos pelos resultados oriundos dos processos de desenvolvimento. Todavia, a gesto territorial no Estado de Alagoas, na maioria das vezes, ainda ocorre por meio de uma concentrao do poder decisrio nas mos dos gestores pblicos, no criando um espao para a articulao entre os diversos atores sociais, e desta forma, mantendo-os como sujeitos passivos dos processos decisrios e de desenvolvimento. VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ Este distanciamento entre a elaborao das aes de desenvolvimento por um grupo de tecnocratas e a realidade onde esto imersos os atores que iro receber essas aes de desenvolvimento, constri um ambiente de desarticulao das aes que sero implementadas no Territrio, uma vez que os atores sociais no reconhecem as propostas definidas pelos gestores pblicos como solues aos problemas existentes no Territrio. Assim, uma eficiente gesto territorial emerge a partir da base (territrio) onde sero implantadas as aes de desenvolvimento, tendo como parmetro as demandas e propostas construdas pelos atores sociais do territrio articulada com as propostas e instrumentos advindos dos gestores pbicos. A partir das informaes contidas no Quadro 2 nota-se que o Territrio do Alto Serto possui poucos programas voltados para o desenvolvimento quando comparando com os outros dois Territrios analisados. Exemplo disto, so os reduzidos nmeros de APLs existentes na regio. Este territrio, a pesar dos limitantes ecolgicos, detm vocao para inserir-se nos diversos APLs geridos pela Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econmico de Alagoas (SEPLANDE/AL) e/ou pelo SEBRAE/AL. PROGRAMAS TERRITRIOS AGRESTE LITORAL NORTE ALTO SERTO APL da Apicultura no Serto APL Ovinocaprinocultura no Serto APL Turismo caminhos do So Francisco APL Fruticultura no Agreste APL Piscicultura Delta do So Francisco APL Mveis no Agreste APL Mandioca no Agreste APL Cultura do Inhame no Vale do Paraba APL Horticultura no Agreste APL Laranja no Vale do munda APL Turismo Costa dos Corais APL Turismo Lagoas e Mares do Sul APL Tecnologia da Informao Incubadora Programa SEBRAE de artesanato Aprisco Nordeste Comrcio justo e solidrio Territrio da cidadania Alto Serto Programa de agricultura integrada e sustentvel- PAIS Lei geral municipal Negcio a negcio SEBRAE alagoas no territrio do alto serto Varejo competitivo Programa SEBRAE artesanato VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ Cadeia txtil e Confeces REDESIM Incluso Digital Central de Negcios Sala do empreendedor SEBRAE alagoas no territrio do Mdio Serto Indstria Cermica do Estado de Alagoas Fortalecimento da Indstria de Leite de Alagoas Territrio da Cidadania do Agreste Territrio da Cidadania do Litoral Norte Rede de Parceiros Modernizao da Feira Livre Produo Integrada de Laranja Lima na Mata Alagoana Agente de desenvolvimento Local Fortalecimento da Indstria de Leite e Derivados de Lagoas SEBRAE Alagoas no Territrio da Bacia Leiteira Empreendedor SEBRAE Alagoas no Territrio do Agreste Fortalecimento da Indstria de Leite de Alagoas Turismo de Negcios e Eventos do Agreste SEBRAE Alagoas no Territrio da Mata Alagoana Biodiesel Central Fcil de Atendimento Empresarial Escritrio Regional do SEBRAE Orienta Fcil Qumica e Plstico Turismo em Alagoas Turismo de Negcios e Eventos do agreste Varejo Competitivo em Arapiraca Agente Local de Inovao Lei Geral Aprovada PVC, Petrleo, Gs e energia Civilizao do acar Ostreicultura na regio do litoral do estado de Alagoas Indstria da cermica Vermelha Prpolis Vermelha na regio Litornea e Lagunar de Alagoas Melhoria da competitividade dos Sales de beleza Modernizao dos Servios (clnicas mdicas) PROCOMPI Quadro 2 Aes, polticas e programas de desenvolvimentos existentes nos Territrios do Agreste, Litoral Norte e Alto Serto, em 2011. Fonte: SEBRAE/AL; SEPLANDE/AL. Outro ponto importante que as aes de desenvolvimento elaboradas e geridas pelas diversas instituies pblicas (SEPLANDE/AL, SEAGRI/AL e MDA, por exemplo) ou de economia mista VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ (SEBRAE/AL), na maioria das vezes no se complementam criando diversos conflitos em sua execuo, fato este que inviabilizam sua continuao ao longo prazo. Desta forma, estas instituies precisam se articular e sobrepor suas aes de desenvolvimento de maneira a construir uma proposta de desenvolvimento que se estruture a partir de uma rede de relacionamento e organizao, articulando os diversos atores sociais em volta de um interesse coletivo: a construo de um processo de desenvolvimento includente e que exera uma baixa presso sobre os recursos naturais. Esta desarticulao interinstitucional na conduo e articulao das aes de desenvolvimento para os Territrios alagoanos reflete diretamente sobre os baixos valores dos IDS dos Territrios e de seus respectivos indicadores e sub-ndices. Isto decorre do fato de que uma m gesto do territrio correlacionado com a baixa participao dos diversos atores sociais nas tomadas de decises inviabiliza que ocorra uma evoluo dos IDS, gerando uma tendncia estagnao econmica e degradao social e ambiental no Territrio. Sachs (2007, p. 22) afirma que [...] o desenvolvimento a efetivao universal do conjunto dos direitos humanos, desde os direitos polticos e cvicos, passando pelos direitos econmicos, sociais e culturais, e termina nos direitos ditos coletivos, entre os quais est, por exemplo, o direito a um meio ambiente saudvel. Por isso, o Estado detm um papel fundamental na gesto do territrio, uma vez esta instituio possui como fundamento basilar a busca por justia social e econmica para todos os cidados. Apesar de ser dada pouca importncia, a justia social, ao lado da justia econmica e ambiental, so fatores importantssimos para a construo dos ndices de desenvolvimento social. Franco (2002) argumenta que esses ndices no foram obtidos, apenas, a partir, ou em decorrncia, do seu extraordinrio crescimento econmico, uma vez que crescer economicamente no significa desenvolver socialmente. Para que haja um desenvolvimento social, de fato, torna-se necessrio que haja uma distribuio de renda justa e que seja proporcionado um ambiente ecologicamente equilibrado. Ainda, segundo Franco (2002, p. 47-48) o desenvolvimento O movimento sinrgico, captvel por alteraes de algumas variveis de estado, que consegue estabelecer uma estabilidade dinmica em um sistema complexo, no caso, uma coletividade humana. Crescimento movimento. Mas movimento no pode ser reduzido a crescimento. VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ Portanto, o Estado deve se comportar como um articulador das demandas social, econmica e ecolgica, possibilitando aos diversos atores sociais locais o livre acesso aos circuitos econmicos, desde uma esfera espacial local at a global, e aos bens e servios sociais e econmicos disponveis, como forma de maximizar o bem-estar social da populao inseridas nos diversos Territrios contidos no Estado de Alagoas. Consideraes Finais Apesar, segundo dados da SINDACAR-AL, em 2011, do Estado de Alagoas ser considerado o maior produtor de cana-de-acar da regio Nordeste e o quinto produtor do Brasil, essa vitalidade econmica no se converteu em benefcios socioeconmicos para a populao e/ou para os diversos Territrios contidos no Estado, ao contrrio, criou um ambiente propcio a pobreza, marginalizao socioeconmica, degradao ambiental, migraes e conflitos, seja na zona rural ou urbana. O ndice de Desenvolvimento Sustentvel (IDS) apresentados e debatidos neste trabalho demonstraram que o Estado, no transcorrer do tempo, no articulou de maneira correta as cinco dimenses que compe este ndice e que so os pilares fundamentais para a construo de um processo de desenvolvimento com bases sustentveis. Como exemplo desta afirmao, pode ser questionado o fato da desarticulao entre dimenso cultural e econmica. Sendo assim, como gerar riqueza e qualidade de vida se no for respeitado s particularidades culturais do local e de seus atores sociais? Portanto, para que venha ocorrer um slido processo de desenvolvimento preciso que este seja construdo a partir da articulao entre as potencialidades locais, a participao do Estado e a mobilizao da sociedade civil. Ou seja, na busca por desenvolvimento local o Estado e a sociedade civil deve gerenciar de maneira conjunta e endgena o territrio, mobilizando todos os recursos (humano, social, intelectual, ecolgico, financeiro e fsico) necessrios gerao de riqueza, emprego e melhoria da qualidade de vida. Portanto, ao analisar os ndices de Desenvolvimento Sustentvel e o processo de gesto do desenvolvimento dos Territrios do Agreste, Litoral Norte e Alto Serto Alagoano conclui-se que apesar de existir polticas voltadas para o crescimento econmico do Estado o mesmo no conseguiu se desenvolver, uma vez que no foram contempladas as diversas particularidades existentes nestes Territrios, ou mesmo no foram articuladas as diversas demandas inerentes aos atores sociais contidos nestes Territrios, de maneira a mobiliz-los em prol de seu desenvolvimento. VI Encontro Nacional da Anppas 18 a 21 de setembro de 2012 Belm - PA Brasil _______________________________________________________ Ao contrrio, a busca incessante por acumulao intensiva de capital ao curto prazo gerou um ambiente propcio excluso social, econmica e ambiental, gerada por uma errnea gesto territorial por parte dos gestores pblicos que definiram, de maneira centralizada, quais seriam as aes desenvolvimentistas que deveriam ser implantadas nos Territrios sem a consulta prvia dos diversos atores sociais, e desta forma, criando um abismo entre os atores sociais dos territrios e as aes de desenvolvimento a serem implantadas, uma vez que tais aes no contemplam a realidade onde esto inseridos estes atores. Referncias Bibliogrficas CABRAL, Luiz Antonio Palmeira. Planos de desenvolvimento de Alagoas 1960-2000. Macei: EDUFAL:SEPLAN: Fundao Manoel Lisboa, 2005. CAVALCANTI FILHO, Arnbio. Alagoas: novo tempo de oportunidades. Macei: Governo de Alagoas, 2004. 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