PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO ?· Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentável e Solidário…

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  • PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO

    SUSTENTVEL E SOLIDRIO DO EXTREMO SUL-

    BAHIA

    BAHIA

    2016

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    2

    GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA

    SECRETARIA DE PLANEJAMENTO

    SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO RURAL

    COORDENAO DO TERRITRIO DE IDENTIDAE COSTA DO

    DESCOBRIMENTO

    CONSULTORES DO PLANO TERRITORIAL DE

    DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL E SOLIDRIO DO

    TERRITRIO

    DANIELLA SILVA RIBEIRO

    CARO ARAJO DOS SANTOS

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    3

    APRESENTAO

    O Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo Sul

    da Bahia - PTDRSS, foi elaborado e aprovado pelo Colegiado Territorial, resultado de uma

    construo coletiva em diversas temticas, realizada ao longo de 2015 e 2016. Este Plano

    uma sntese de diversos estudos e planejamentos feitos na regio como o Plano construdo em

    2011 com os 21 municpios, antes do desmembramento do Territrio: o PTDRS de 2011. O

    Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentvel e Solidrio de 2013, tambm o Plano

    de Desenvolvimento da Costa das Baleias, construdo em 2012; a Conferncia Territorial de

    Segurana Alimentar e Nutricional de 2015, a Conferncia Territorial de Juventude Rural de

    2015, a Conferncia Territorial de Direitos da Mulher 2015, o planejamento do Plano

    Plurianual Participativo PPA Participativo 2015, o planejamento territorial 2015, Plano

    Estadual de Habitao e Regularizao Fundiria do Estado da Bahia e o Plano de Ao

    Territorial da Mandiocultura- BNB.

    Ele um instrumento de gesto dinmico que deve ser retroalimentado. Seu

    horizonte abrange 8 anos, equivalente ao perodo de execuo de dois PPA Participativos,

    podendo ser revisado ao final da execuo do PPA 2016-2019, de acordo com avaliao do

    prprio Colegiado Territorial, por orientao do CEDETER ou do rgo coordenador da

    poltica de desenvolvimento territorial da Bahia.

    Metodologicamente, adotou-se um texto texto-base e um roteiro orientador das

    discusses, permitindo que participantes das diferentes esferas (Municipal, Territorial,

    Estadual e Nacional) se concentrassem na elaborao de um Plano comum adequado a sua

    realidade, contribuindo, assim, para elaborao do Plano Territorial de Desenvolvimento

    Sustentvel e Solidrio.

    Para o Territrio foi importante considerar os diagnsticos existentes. Mas foi

    ressaltada a falta de anlise, sistematizao e apropriao pelo pblico no meio rural. Buscou-

    se ento uma forma participativa de reviso dos dados secundrios e primrios, com o

    objetivo de proporcionar o entendimento da realidade e problemtica local e dos fatores que

    conformam a identidade territorial, alm de dar os subsdios necessrios ao Documento Final.

    O Plano tambm busca reconhecer a diversidade e as especificidades do mundo rural, levando

    em considerao as prticas de promoo de igualdade de gnero, raa, etnia e gerao. Alm

    dos seguimentos ligados ao rural, tambm o urbano e os setores econmicos do Territrio

    participaram desta construo.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

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    O PTDSS, portanto, fruto de intenso dilogo e esforo de elaborao

    conjunta entre a sociedade civil e as trs esferas de governo. Ele

    corresponde, ainda, contribuio do Extremo Sul da Bahia para construo

    de um Desenvolvimento INTEGRADO Sustentvel e Solidrio.

    PRINCPIOS E DIRETRIZES DO PTDRSS

    Em consonncia aos encaminhamentos da 2 CNDRSS, o PTDSS do Extremo Sul

    Baiano, tem como princpios e diretrizes:

    a democracia como fundamento bsico da cultura poltica e das relaes

    sociais; a sustentabilidade, em suas mltiplas dimenses, como orientao

    fundamental para reduzir as desigualdades sociais e regionais; a incluso

    como ampliao dos mecanismos de democratizao poltica, social, cultural

    e econmica da sociedade brasileira, assegurando a participao igualitria

    de todos os segmentos sociais; a diversidade como reconhecimento da

    importncia dos patrimnios ambiental, sociocultural, econmico e poltico

    existente nos espaos rurais; a igualdade como resultado das transformaes

    na dimenso da vida social para superao das desigualdades econmicas, de

    gnero, gerao, raa, cor e etnia na sociedade brasileira; a solidariedade

    como responsabilidade individual e coletiva compartilhada em favor de

    ordem econmica, social, poltica, ambiental e cultural mais justa, tendo por

    base os princpios da autogesto e da cooperao.

    Da mesma forma, definiram-se, ainda, as diretrizes estratgicas do

    processo de desenvolvimento: a potencializao da diversidade ambiental,

    sociocultural, econmica e poltico-institucional e a valorizao das

    mltiplas funes desempenhadas pelos espaos rurais; a dinamizao

    econmica, a incorporao de inovaes e a democratizao do acesso s

    tecnologias voltadas construo de modelo sustentvel de produo

    agropecuria, extrativista, florestal, pesqueira e aqucola; o fortalecimento

    dos fatores de atratividade geradores de qualidade de vida, incluso social e

    igualdade de oportunidades nos espaos rurais; o fortalecimento de um

    arranjo institucional integrador das aes do Estado brasileiro e a

    consolidao dos mecanismos de controle e gesto social, com base no

    protagonismo das organizaes da sociedade civil. PNDSS

    Alm dos Princpios e diretrizes acima mencionados, o PTDSS adota os princpios

    e diretrizes estabelecidas pela Lei N 13.214 de 29/12/2014 para a Poltica de

    Desenvolvimento Territorial do Estado da Bahia e pelo Plano Plurianual Participativo PPA

    2016-2019.

    O artigo 2 da Lei N 13.214 menciona que a Poltica de Desenvolvimento

    Territorial da Bahia dever observar os seguintes princpios: da dignidade humana, do

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

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    desenvolvimento sustentvel, da solidariedade, da justia social e ambiental, da funo

    socioambiental da propriedade, da participao social e da cooperao. J o PPA define como

    princpios norteadores: a incluso social, a participao social, a sustentabilidade ambiental, a

    afirmao dos direitos do cidado, o desenvolvimento socioeconmico com equidade, a

    gerao de emprego e renda, a gesto transparente e democrtica e a excelncia na gesto.

    Quanto as diretrizes, o artigo 3 da Lei 13.214 diz que a Poltica de

    Desenvolvimento Territorial observar as seguintes diretrizes: estabelecer estratgias de

    desenvolvimento territorial sustentvel e solidrio, fomentar a coeso social e reduzir as

    desigualdades territoriais, valorizar o potencial de desenvolvimento dos Territrios de

    Identidade, respeitar a diversidade cultural e territorial, promover o uso sustentvel dos

    recursos naturais, promover a insero competitiva dos territrios baianos, estimular o

    desenvolvimento da democracia participativa e promover a ao integrada dos entes

    federados.

    O PPA 2016-2019 define 14 Diretrizes Estratgicas e dentre elas, 04 dialogam

    diretamente com a Poltica de Desenvolvimento Territorial: 1) desenvolvimento sustentvel e

    incluso socioprodutiva, 2) reduo da pobreza extrema, 3) desenvolvimento rural e

    agricultura familiar, e 4) democracia e participao social.

    CAPTULO 1

    HISTRICO

    O Territrio de Identidade Extremo Sul surge, de acordo com Correia, seguindo a

    regionalizao administrativa do Estado. Ainda segundo (Dias, 2006), a Bahia passa a ter no

    PPA 2004/2007 a diviso adotada por Territrios de Identidade. Neste territrio a metodologia

    de criao das Instncias Territoriais foi implantada pela CEPLAC em 2004. O Territrio

    Extremo Sul, naquele momento, fora criado com 21 municpios. Sendo eles os municpios de

    Alcobaa, Belmonte, Caravelas, Eunpolis, Guaratinga, Ibirapo, Itabela, Itagimirim,

    Itamaraj, Itanhm, Itapebi, Jucuruu, Lajedo, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viosa, Porto

    Seguro, Prado, Santa Cruz de Cabrlia, Teixeira de Freitas, Vereda. Desde sua criao, pouca

    informao se tem deste Territrio, diferente dos Territrios Rurais apoiados pelo MDA, onde

    havia uma Instituio contratada que trabalhava como Secretaria Executiva, e com um

    articulador territorial trabalhando como consultor do Territrio; o Territrio Extremo Sul no

    teve uma secretaria executiva. Seus registros de presena das reunies, Atas, Projetos

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

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    implantados, dentro outros documentos; esto pulverizados em arquivos pessoais de atores

    locais.

    Segundo relatos do sr. Rubens Leme Farias, membro do Ncleo Diretivo do

    Colegiado, e atuante desde a criao do Territrio, houve momentos de mobilizao desde

    2004 a 2015. Todos eles vindos da demanda do prprio territrio como a elaborao do Plano

    Safra Territorial 2007/2008. A entidade responsvel pela mobilizao e animao do

    Territrio Extremo Sul foi a CEPLAC. Mesmo no sendo reconhecidos como Territrio

    Rural pelo MDA, o Colegiado se reunia periodicamente. Fizeram vrias propostas de

    PROINF, levantamento de demandas de polticas de infraestrutura e participaram do primeiro

    PPA Territorial 2008/2011. Neste primeiro exerccio de levantamento de prioridades do

    Territrio, educao e sade ficaram com mais da metade dos votos. Ali j haviam

    representantes do Territrio no Comit de Acompanhamento do Plano Plurianual (Cappa).

    Em 2010, atravs de um convenio com ING/POLO sindical, Rubens Farias assumiu o papel

    de articulador territorial pelo Plo Sindical. Ali houve liberao de recursos para realizao de

    reunies e oficinas no territrio em todos os Municpios do Extremo sul, onde deram incio

    construo do PTDRS. Naquele mesmo ano foi elaborado e aprovado o regimento interno do

    territrio, e na mesma ocasio foi aprovado o nome de Pedro dos Anjos (representante da

    FETRAF na regio) para coordenador do Colegiado do Territrio de Identidade do Extremo

    Sul. Ainda em 2010 foi construdo o Plano de Desenvolvimento Sustentvel da Costa das

    Baleias pela empresa FUTURA, contratado e custeado pelo Conselho de Desenvolvimento

    Econmico e Social (Codes) da Bahia, e pelas empresas de celulose: ArcelorMittal, Fibria e

    Suzano. Muito questionado pelos seguimentos da sociedade civil organizada, principalmente

    as da rea de agricultura e de meio ambiente, mas com efetiva participao de membros do

    territrio em todo o processo de construo. No foi homologado como o Plano do

    Territrio porque o PTDRS j estava sendo construdo paralelo a ele. Naquele momento

    haviam cerca de 40 entidades no Territrio, poucas homologadas e outras com pouca

    participao. Ainda em 2010 teve incio o debate sobre o desmembramento do Territrio. Em

    2012 foi criado o Territrio Costa do Descobrimento desmembrando do Extremo Sul. Em

    2013, pela RESOLUO N 94 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural

    Sustentvel CONDRAF, o Extremo Sul passa a incorporar o Programa Nacional de

    Desenvolvimento Sustentvel de Territrios Rurais PRONAT.

    Alguns poucos registros foram levantados pelo NEDETES com apoio

    do ADT (Agente de Desenvolvimento Territorial), como um relatrio de 2004,

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

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    onde se reuniu como Frum de Desenvolvimento. Segundo arquivos do Territrio

    conseguidos por membros do Colegiado, este Frum se reuniu para Socializao da Poltica

    da Poltica de Desenvolvimento Territorial e Composio deste Frum. Em uma segunda

    reunio (ambas em Itamaraju no Banco do Nordeste) para eleio da coordenao do

    Frum, para levantamentos de demandas regionais e para articulaes com o Ministrio da

    Integrao. H um vcuo de documentos histricos deste perodo at o momento em que o

    Nedetes assumiu. Atualmente, uma secretaria assumida pela CEPLAC, tem tentado organizar

    a documentao histrica do Territrio.

    CARACTERSTICAS

    O Territrio de Identidade Extremo Sul composto por 13 municpios: Alcobaa,

    Caravelas, Ibirapu, Itamaraju, Itanhm, Jucuruu, Lajedo, Medeiros Neto, Mucuri, Nova

    Viosa, Prado, Teixeira de Freitas e Vereda. Ocupa uma rea de 18.514,33 Km2. Limita-se

    com o Territrio de Identidade Costa do Descobrimento, com os Estados de Minas Gerais e

    Esprito Santo, e com o Oceano Atlntico.

    Segundo os dados do Plano Estadual de Habitao e Regularizao Fundiria do

    Estado da Bahia (Governo do Estado da Bahia, 2012) o Territrio abriga uma populao de

    416.859 habitantes, com densidade de 24,81hab/km e crescimento de 12,01% no perodo de

    2000 a 2010.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

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    Tem como polo o municpio de Teixeira de Freitas, que um Centro Sub-Regional

    A e abriga a maior populao com 138.341 habitantes e conta ainda com Itamaraju, sub- polo,

    na categoria Centro de Zona A. Predominantemente rural, tem como principais atividades

    econmicas a agropecuria alm de significativa produo da indstria de celulose. Os nveis

    de renda so baixos e o percentual da populao em situao de extrema pobreza de 9,36%,

    ndice elevado, mas abaixo do percentual do estado da Bahia, que foi de 14,31% em 2010.

    Doze municpios encontram-se em situao de vulnerabilidade econmica e social.

    O clima predominante o mido a submido. Insere-se no bioma Mata Atlntica,

    com Floresta ombrfila densa e Floresta estacional semidecidual, o que atrai a explorao da

    regio pois so potencialmente aptas para plantaes com bom desempenho silvicultural.

    (http://www.dialogoflorestal.org.br/, s.d.).

    Apresenta tambm formaes pioneiras com influncia fluviomarinha (mangue) e

    possui as unidades de conservao: rea de Proteo Permanente (APA) da Ponta da

    Baleia/Abrolhos, Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Reserva Extrativista de Cassurub,

    APA da Costa Dourada, Parque Nacional do Descobrimento, dentre outras. (Governo do

    Estado da Bahia, 2012)

    Mapa: Territrio de Identidade Extremo Sul e rede de transportes. Fonte: SEI, 2009. Elaborao GTA, 2012.

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    Sul da Bahia

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    Diversas reas do territrio se encontram legalmente protegidas, tendo sido

    identificadas 28 unidades de conservao, que esto total ou parcialmente inseridas no

    territrio, sendo a maioria contemplada em Reservas Particulares de Patrimnio Natural. Em

    se considerando reas privadas destinadas conservao, a RPPN criada por iniciativa do

    proprietrio rural sem que haja desapropriao das terras, assumindo o compromisso de uso

    da reserva de maneira sustentvel, com objetivo de fomentar o desenvolvimento de pesquisas

    cientficas e de proteo dos recursos naturais e hdricos. Apesar do nmero expressivo de

    reas protegidas, apenas 5% do territrio est contido em reas destinadas para conservao, o

    que totaliza uma rea de cerca de 95.492 ha. H um predomnio de unidades de conservao

    de uso sustentvel, e dentre estas, se destacam a APA Ponta da Baleia/Abrolhos, localizada

    nos municpios de Nova Viosa, Caravelas e Alcobaa, equivalente a aproximadamente

    37.465 ha da costa do territrio, e a RESEX Cassurub, abrangendo rea equivalente a 32.629

    ha. (Governo do Estado da Bahia, Preliminar)

    Ainda segundo o ZEE (Zoneamento Ecolgico Econmico) no territrio, foram

    identificados nove stios arqueolgicos localizados principalmente nos municpios de Ibirapu

    (1), Itamaraju (3), Mucuri (2), Nova Viosa (2) e Vereda (1), que se reportam a arte rupestre,

    estruturas construtivas e artefatos de cermica, cujos stios esto associados, em sua maioria, a

    ocupaes do perodo Pr-Colonial.

    O turismo uma das principais atividades econmicas da regio, com grande

    fluxo de turistas para seu litoral. Considerado como fator relevante para a diversificao e

    fortalecimento da economia regional, o turismo apresenta grande perspectiva de expanso,

    principalmente nos municpios situados ao longo do litoral. No Extremo Sul, localiza-se o

    segundo mais importante plo turstico do Estado da Bahia, a Costa do Descobrimento,

    dotada de infra-estrutura hoteleira e do aeroporto de Teixeira de Freitas.

    Quanto aos Arranjos Produtivos, todos os documentos pesquisados destacam no

    setor industrial, o municpio de Mucuri, a Bahia Sul Celulose (Suzano), uma das principais

    indstrias de papel do continente. O Extremo Sul a segunda regio de maior atrao de

    investimentos da Bahia e nela est concentrada a produo de celulose do Estado. O sistema

    silvicultor integrado do Extremo Sul tem se revelado competitivo economicamente, apesar de

    excludente do ponto de vista social. A percepo, especialmente do setor empresarial, de que

    o territrio uma das regies do mundo mais atrativas para implantao de florestas visando

    produo de celulose, e de melhor produtividade. O manejo do solo classificado no nvel C,

    se caracterizando por um alto nvel tecnolgico. (Governo do Estado da Bahia, Preliminar)

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

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    O Territrio beneficiou-se da montagem de nova infra- estrutura para viabilizar a

    produo de celulose. E ainda conta com investimentos de implantao de derivados da

    fruticultura (concentrados, nctares e gelias), no setor mineral (mrmores e granitos em

    Teixeira de Freitas) e ao segmento metal-mecnico (retfica e manuteno de mquinas em

    Mucuri). Entre os investimentos de ampliao, encontram-se projetos de grande porte

    alocados ao segmento madeireiro. No setor agropecurio, o Extremo-Sul possui aptides

    diversas. Tem na pecuria bovina a utilizao dominante, seguida do cultivo do mamo,

    cacau, caf, coco-da-baia, abacaxi, melancia, mandioca e eucalipto. (PTDRS Extremo Sul da

    Bahia, 2011)

    Segundo o Plano Territorial (PTDRS Extremo Sul da Bahia, 2011), a economia dessa regio

    est concentrada na cultura do eucalipto (Celulose) com cerca de 70% do PIB regional.

    A regio j foi uma rea de domnio exclusivo da Mata Atlntica, at pouco mais de 50 anos.

    Essa vegetao foi devastada de forma intensiva a partir da construo da BR 101. A Mata foi

    dizimada para alimentar serrarias, cujas reas foram substitudas por pastagens e por culturas

    de subsistncia. A agricultura foi uma das principais fontes de renda da regio. Seus solos

    ricos aps a derrubada da floresta propiciavam colheitas generosas. A pecuria foi

    desenvolvida de forma extensiva e ainda hoje uma das principais atividades econmicas,

    porm, com a perda gradativa de importncia como ocorreu com a agricultura de subsistncia,

    ambas sendo substitudas pela monocultura do eucalipto.

    Hoje na regio, a grande preocupao ambiental a invaso da monocultura do

    eucalipto que vem nas ltimas duas dcadas provocando desemprego e substituio da

    produo agrcola e pecuria e leva grande contingente da populao rural para as periferias

    das cidades, especialmente as de maior porte, gerando todos os tipos de mazelas

    caractersticas dos grandes centros urbanos do pas como violncia, favelizao, misria, entre

    outros.

    Excluindo a produo de papel e celulose, essa regio apresenta um baixo nvel de

    industrializao. A agricultura tambm merece destaque, principalmente a produo de batata-

    doce (em Caravelas e em Teixeira de Freitas), de caf (Prado e Itamaraju), de cana-de-acar

    (Caravelas e Medeiros Neto), de mamo (Nova Viosa) e de maracuj (Teixeira de Freitas). A

    rodovia BR-101, corta o Territrio no sentido norte-sul permitindo uma importante integrao

    com outros Territrios, alm das BRs-418 e 489, que interligam os seus municpios. O

    transporte areo local viabilizado devido presena de um terminal areo em Teixeira de

    Freitas.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

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    Segundo o ZEE,

    A bovinocultura apresenta um sistema estagnado, com pouco dinamismo e

    indicadores de desempenho inferiores a outras regies do Estado. Com relao ao nvel de

    manejo de solo, a classificao atribuda ao territrio A, ou seja, com um baixo nvel

    tecnolgico. Assim como em todo o Estado, a prtica da pecuria extensiva consolidada.

    A cacauicultura apresenta destaque dentro do territrio apenas no municpio de

    Itamaraju, o qual responde por elevados valores de produo e de rea correspondente para

    plantao. Apesar da significncia do cultivo do cacau no municpio, o manejo do solo se

    baseia em prticas de baixo a mdio nvel tecnolgico, classificado, portanto, no nvel A/B.

    Os municpios de Prado e Itamaraju so os que possuem maior destaque na

    cafeicultura, tanto no valor de produo, quanto na rea plantada. O cultivo e a produo

    deste arranjo no envolvem agricultores familiares, justamente por demandar tcnicas

    complexas e elevados investimentos. A tendncia de expanso deste cultivo no se apresenta de

    forma expressiva.

    A cana de acar pode ser observada melhor no oeste do Extremo Sul da Bahia,

    onde a prtica deste arranjo mais relevante. O maior destaque desse territrio o Municpio

    de Ibirapu, onde desde 2003 a produo segue a tendncia de aumento do territrio

    nacional, salvaguardada as suas propores. O manejo do solo se classifica no nvel C,

    refletindo um alto nvel tecnolgico de todo o processo do manejo.

    O arranjo produtivo do mamo notado em um modelo tradicional, o qual se

    caracteriza por no passar por processos elaborados de ps-colheita. No observada a

    participao de agricultores familiares devido ao fato de exigir bases tecnolgicas avanadas

    e altos investimentos, inclusive para manuteno e qualificao da tcnica. O manejo do solo

    classificado neste territrio no nvel B, baseado em um nvel tecnolgico mdio.

    A mandioca o produto com melhor perspectiva de produo neste Territrio,

    com alta aptido em sete municpios: Caravelas, Alcobaa, Teixeira de Freitas, Itanhm,

    Jucuruu, Itamaraju e Prado. Em Mucuri, Nova Viosa, Ibirapu, Medeiros Neto e Vereda

    verifica-se um ndice mdio de aptido enquanto o municpio de Lajedo revela baixo

    potencial para tal cultura. Baseados em relatos e no planejamento do Colegiado Territorial, a

    Cmara Temtica de Agricultura Familiar, assessorada pelo Banco do Nordeste, est criando

    o Plano de Ao Territorial da Mandiocultura. Todos os municpios, atravs de seus CMDS

    (Conselhos Municipais de Desenvolvimento Sustentvel).

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

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    Mapa: Aptido agrcola dos solos para cultura da mandioca no Territrio de Identidade Extremo

    Sul. Fonte: GEOHIDRO, SONDOTCNICA, 2010. Elaborao: GTA, 2012.

    Apesar da produo de dend ser bastante representativa em outros Territrios

    tambm localizados na faixa litornea do estado da Bahia, no Extremo Sul apenas dois

    municpios, Caravelas e Alcobaa, possuem aptido agrcola para o dend (Governo do

    Estado da Bahia, 2012).

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

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    CADEIAS PRODUTIVAS

    QUALIDADE AMBIENTAL

    Segundo o ZEE (Governo do Estado da Bahia, Preliminar), Os impactos

    ambientais acumulados nesse territrio foram avaliados em relao aos potenciais poluidores

    dos empreendimentos e atividades econmicas.

    TERRITRIO MUNICPIO CNPJ ENTIDADE VALOR

    SUBPROJETOS SOCIOAMBIENTAIS

    Extremo Sul Itamaraju 10.274.932/0001-86 ASSOC. PATAXO DA ALDEIA TREVO DO

    PARQUE

    248.000,00

    Extremo Sul Itanhm 19.880.454/0001-22 ASSOC. DAS MULHERES DO CORREGO

    DO MUTUM

    294.000,00

    Extremo Sul Mucuri 02.668.144/0001-46 ASSOC. DO ASSENTAMENTO PAULO

    FREIRE

    173.000,00

    Extremo Sul Itanhm 02.516.183/0001-28 ASSOC. DOS PEQUENOS AGRICULTORES

    DA FAZENDA SAOGERALDO

    300.000,00

    Subprojetos para o Mercado da Cadeia Produtiva da Apicultura e da Meliponicultura

    Extremo Sul

    Teixeira de

    Freitas 00.763.833/0001-04

    ASSOC. DOS APICULTORS DO EXTREMO

    SUL DA BAHIA 925.115,22

    Extremo Sul Caravelas 04.610.411/0001-50

    ASSOC. DOS PRODUTORES

    REMANESCENTES QUILOMBOLAS DE

    VOLTA MIUDA 647.000,00

    Extremo Sul Alcobaa 16.238.107/0001-02

    ASSOC. DOS PRODUTORES RURAIS DO

    PROJETO 40 45 152.000,00

    Subprojetos para o Mercado da Cadeia Produtiva da Bovinocultura de Leite COM ASSISTNCIA TCNICA

    - ATER)

    Extremo Sul Caravelas 17.068.126/0001-09

    ASSOC. COMUNITARIA DOS PEQUENOS

    PRODUTORES DE VALE- ME DEUS 152.500,00

    Extremo Sul Alcobaa 05.895.012/0001-45

    ASSOC. COMUNITARIA DOS PEQUENOS

    PRODUTORES RURAIS DE ITAITINGA 221.941,57

    Extremo Sul Ibirapu 04.768.472/0001-40

    ASSOC. DE PEQUENOS PRODUTORES DO

    PALMITAL 129.918,57

    Extremo Sul Itanhm 04.342.493/0001-07

    COOP. DOS PRODUTORES DE LEITE DO

    VALE DE ITANHEM 656.077,86

    Subprojetos para o Mercado da Cadeia Produtiva da Bovinocultura de Leite SEM ASSISTNCIA TCNICA

    - ATER)

    Extremo Sul Jucuruu 06.879.804/0001-99

    COOP. REGIONAL AGROECOLGICA DO

    ENTORNO DO DESCOBRIMENTO

    1.016.53

    1,78

    TOTAL DE RECURSOS NO TERRITRIO

    4.916.12

    5,00

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    14

    No que se refere aos empreendimentos mapeados pela FIEB (2012), o TI Extremo

    Sul apresenta um total de 195 indstrias, a maior parte concentrada no municpio de Teixeira

    de Freitas com pouco mais da metade dos empreendimentos levantados. A partir desse

    mapeamento, quase 50% das indstrias foram classificadas como sendo de baixo potencial

    poluidor, concentrando-se, principalmente, no municpio de Teixeira de Freitas. Como

    exemplos dos segmentos que mais se destacam em quantidade neste grupo, vale citar os

    segmentos de fabricao de mveis e de produtos de madeira (29%), fabricao de alimentos

    (20%) e fabricao de artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais

    semelhantes (18%).

    As indstrias classificadas como de mdio potencial poluidor representam 22% do

    total dos empreendimentos mapeados e concentram-se em sua maioria nos municpios de

    Teixeira de Freitas (20) e Itamaraju (9). Os segmentos que tem maior destaque neste grupo

    so os de fabricao de alimentos e bebidas (41%) e metalurgia e fabricao de produtos de

    metal (34%). H tambm a ocorrncia de seis empreendimentos do setor de construo, sendo

    que metade deles esto localizados no municpio de Teixeira de Freitas.

    As indstrias com alto potencial poluidor, por sua vez, representam 29% do total

    de indstrias existentes do Extremo Sul. Neste grupo, destacam-se empreendimentos em trs

    municpios voltados extrao de pedra, areia e argila. Os demais segmentos com alto

    potencial poluidor so representados principalmente pelos setores de fabricao de produtos

    cermicos e aparelhamento e outros trabalhos em pedras (37%), e de fabricao de produtos

    derivados do petrleo; fabricao de produtos qumicos, de farmoqumicos e farmacuticos

    (27%).

    As atividades relacionadas com a agricultura, que mais se destacam no territrio

    so as culturas da cana de acar, mamo, maracuj, cacau e caf, todas consideradas de

    mdio potencial poluidor de acordo com o Decreto Estadual n 14.032/12. Em comparao

    com os demais territrios, o TI Extremo Sul ocupa a dcima sexta posio em relao rea

    destinada agricultura no Estado, segundo dados da PAM (IBGE, 2010a). Para a

    macrorregio Litoral Sul, o TI Extremo Sul supera apenas o TI Costa do Descobrimento em

    rea cultivada.

    Para os empreendimentos vinculados agricultura familiar, o TI Extremo Sul

    ocupa a 23 posio em nmero de estabelecimentos no estado da Bahia. Em 2006, este

    territrio apresentou cerca de 9,5 mil estabelecimentos de agricultura familiar, os quais se

    enquadram como mdio potencial poluidor. Concentram-se em Itamaraju, Itanhm, Jucuruu

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    15

    e Alcobaa onde o conjunto detm cerca de 47% dos estabelecimentos de agricultura familiar

    no territrio. Por outro lado, o municpio de Lajedo possui apenas 100 destes

    estabelecimentos familiares.

    As atividades relacionadas com a silvicultura possuem diferentes potenciais

    poluidores associados. A extrao de carvo vegetal faz-se presente no TI Extremo Sul com

    108.214 toneladas produzidas, e se enquadra como atividade de mdio potencial poluidor. Por

    outro lado, a extrao de madeira possui um potencial poluidor alto, com mais de 275 mil m

    de toras de madeira produzidas para outras finalidades e 8,9 milhes de m de madeira em

    tora para papel e celulose. Destacam-se os municpios de Mucuri, Nova Viosa e Caravelas

    que somam quase 69% da madeira produzida no territrio de identidade.

    Ainda segundo o ZEE (Governo do Estado da Bahia, Preliminar) sobre a

    qualidade ambiental, foram analisados os principais potenciais poluidores que comprometem

    a qualidade das guas superficiais, do ar e do solo, alm de indicar as ocorrncias das

    principais reas importantes para a conservao da biodiversidade, conforme apresentado no

    Volume 5 Indicao dos Padres de Qualidade Ambiental.

    No que diz respeito qualidade das guas superficiais, no TI Extremo Sul

    apresentam-se resultados de sete pontos de monitoramento estabelecidos pelo Programa

    Monitora do Inema. Com relao ao IQA, os resultados revelam uma condio aceitvel em

    todos os pontos (rios Mucuri, Jucuruu Brao Norte, Jucuruu Brao Sul, Alcobaa e

    Peruipe). Para o IET, as condies se encontram menos favorveis, com condio aceitvel

    apenas em Jucuruu (rio Jucuruu Brao Norte) e em Alcobaa (rio Alcobaa), enquanto

    Mucuri (rio Mucuri) e Teixeira de Freitas (rio Alcobaa) indicam condio crtica. Os demais

    pontos para este parmetro apresentou resultado em condio regular.

    A populao que no beneficiada com servio de tratamento dos esgotos

    primrios (provenientes de vaso sanitrio) antes de seu encaminhamento a algum corpo

    hdrico, ou que no deposita estas contribuies em fossas, se apresenta mais elevada no

    municpio de Teixeira de Freitas. No entanto, proporcionalmente, alm de Teixeira de Freitas,

    os municpios de Medeiros Neto e Itanhm tm um percentual maior de no atendimento.

    Encontram-se neste territrio 11 empreendimentos industriais que desenvolvem

    atividades com potencial de poluio das guas superficiais. Estes empreendimentos esto

    voltados principalmente para indstria de papel e celulose e se concentram no municpio de

    Mucuri. Destacam-se tambm trs empreendimentos voltados para agroindstria, localizados

    em Ibirapu, Medeiros Neto e Itanhm.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    16

    Segundo o PTDRS (PTDRS Extremo Sul da Bahia, 2011) o sistema de

    abastecimento de gua do Territrio composto pelas Bacias hidrogrficas de

    Peruipe\Itanhm\Jucuruu, destacando em Itanhm, com o crrego gua fria, gua preta,

    Manuel Antnio, do Rezende, ferrugem, seco, do sul. Em Nova viosa, rio Peruipe, rio do

    peixoto, rio pau alto, rio do pato. Mucuri, mucurizinho, pampa e urucu.Jucuruu, crrego de

    gado bravo e crrego do ouro.

    Para a qualidade do ar, o TI Extremo Sul tem como destaque os municpios de

    Teixeira de Freitas, Itamaraju e Nova Viosa com relao frota de veculos nos municpios.

    A respeito das indstrias com potencial de emisso de poluentes do ar, destaca-se a fabricao

    de papel e celulose, especialmente no municpio de Mucuri. Por fim, no que se refere

    qualidade do ar, foi identificada a presena de mineradoras na fase de requerimento de

    registro de extrao de cascalho; fase de registro de extrao de areia, cascalho e granito e na

    fase de concesso de lavra para extrao de gua mineral, caulim, granito e gnaisse.

    Na anlise dos fatores que comprometem a qualidade do solo, tratando-se da

    inadequada disposio final dos resduos slidos, quase todos os municpios apresentam lixo

    como alternativa de disposio. Apenas os municpios de Alcobaa e Caravelas possuem

    aterros sanitrios simplificados para dispor os seus resduos. O municpio de Teixeira de

    Freitas o nico que conta com um aterro sanitrio convencional.

    As queimadas, fator de reduo da qualidade do solo, foram identificadas em nove

    municpios deste territrio, estando concentradas especialmente nos municpios de Jucuruu e

    Mucuri. Por ltimo, foram analisados o uso da terra e a cobertura vegetal, o que revelou que o

    tipo de uso predominante a pecuria, ocupando cerca de 36% da rea do territrio, seguido

    pela agricultura e silvicultura, ambas com 17%. A cobertura vegetal representativa,

    ocupando uma rea total de aproximadamente 28% do territrio.

    Com relao s ocorrncias das principais reas importantes para a conservao

    da biodiversidade, identificaram-se as seguintes ocorrncias: reas de Importncia Biolgica,

    IBA e KBA. A vegetao remanescente representa em torno de 20% da rea do TI Extremo

    Sul.

    RECURSOS HDRICOS

    Segundo o Plano Costa das Baleias, 2012, a regio possui um extenso litoral, alm

    de ser dotado de importantes rios que formam em sua foz manguezais e ecossistemas

    importantes para a reproduo de espcies marinhas, o que favorece a atividade pesqueira. E

    ainda h atualmente em funcionamento na Regio Hidrogrfica Nacional do Atlntico Leste,

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    17

    dois comits estaduais, conforme existncia das bacias: Bacia Hidrogrfica dos Rios Perupe,

    Itanhm e Jucuruu (aprovado pela Resoluo CONERH 63, de 26 de novembro de 2009) e

    Bacia Hidrogrfica dos Rios Frades, Buranhm e Santo Antnio (aprovados pela Resoluo

    CONERH n 64 de 26 de novembro de 2009); e na Regio Hidrogrfica Nacional do

    Atlntico Sudeste, a ser institudo, o da Bacia Hidrogrfica do Riacho Doce (SEIA, 2011).

    A Bacia Hidrogrfica dos Rios Perupe, Itanhm e Jucuruu constituda pelas

    pores das bacias hidrogrficas dos rios Jucuruu, Itanhm e Perupe situadas no Estado da

    Bahia, desde sua divisa com Minas Gerais at sua foz no Oceano Atlntico, acrescida do

    Crrego do Meio (CONERH, 2009). Os municpios que a compem so: Alcobaa,

    Caravelas, Guaratinga, Ibirapu, Itabela, Itamaraju, Itanhm, Jucuruu, Lajedo, Medeiros

    Neto, Mucuri, Nova Viosa, Prado, Teixeira de Freitas e Vereda. Os municpios de Itamaraju,

    Jucuruu e Prado11 pertencem Bacia Hidrogrfica dos Rios Frades, Buranhm e Santo

    Antnio (CONERH, 2009). A Bacia Hidrogrfica do Riacho Doce constituda pelas

    pores da bacia hidrogrfica do Riacho Doce e subbacias dos afluentes da margem esquerda

    do Rio Itanas situadas no Estado da Bahia, desde os limites com Minas Gerais, desaguando

    no Estado do Esprito Santo (CONERH, 2009).

    Segundo avaliao da AAE as guas superficiais, em termos de qualidade,

    so relativamente homogneas em todo o territrio, demonstrando

    contaminao orgnica, em decorrncia da falta de tratamento de esgotos

    urbanos e do carreamento de fertilizantes orgnicos. As guas subterrneas,

    em geral, so consideradas de boa qualidade (IMA, 2010, p. 28).

    Quanto ao regime hidrolgico, observa-se uma regularidade hdrica, sendo,

    segundo a AAE, o Extremo Sul como um todo a regio que sofre menos

    tenso pela utilizao dos Recursos Hdricos. Este fato justificado pela

    presena de florestas plantadas que pode ter um efeito de reduo hdrica

    anual, se comparado situao desejvel da presena da Mata Atlntica, mas

    aumenta a vazo mnima, garantindo a disponibilidade hdrica em poca de

    estiagem, alm de outros efeitos positivos, pois, reduz o volume anual de

    sedimentos carregados pelos rios aumentando a vida til de reservatrios e

    reduzindo impactos ao ambiente com o assoreamento de rios, diminuindo a

    frequncia das cheias, como mostra a Tabela 27 (UFRJ/COPPE/LIMA,

    2010).

    BACIA HIDROGRFICA DOS RIOS PERUPE, ITANHM E

    JUCURUU1

    1 Documento contento sugestes de aes que podem ser desenvolvidas para o prximo ano pelo

    Comit de Bacias dos rios Perupe, Itanhm e Jucuruu. Joo Batista Lopes da Silva Universidade

    Federal do Sul da Bahia

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    18

    Descrio geogrfica das bacias dos rios Perupe, Itanhm e Jucuruu

    As bacias dos rios Perupe, Itanhm e Jucuruu, possuem rea total de 17.938

    km2, onde o rio Perupe apresenta 5.603 km

    2, rio Itanhm 6.379 km

    2 e rio Jucuruu 5.956 km

    2

    (Figura 1). As reas das bacias abrangem os seguintes municpios na Bahia: Prado, Itamaraju,

    Jucuruu, Itanhm, Medeiros Neto, Teixeira de Freitas, Alcobaa, Vereda, Lajedo, Ibirapu,

    Caravelas, Nova Viosa, Mucuri. Tambm abrangem os seguintes municpios de Minas

    Gerais: Palmpolis, Santa Helena de Minas, Machacalis, Bertpolis, Umburatiba, Fronteira

    dos Vales, Rio do Prado, Felisberto, guas Formosas. A bacia do rio Perupe abrange os

    seguintes municpios: Caravelas-BA, Nova Viosa-BA, Ibirapu-BA, Lajedo-BA, Mucuri-

    BA, Teixeira de Freitas-BA, Serra dos Aimors-MG. A bacia do rio Itanhm abrange os

    seguintes municpios: Alcobaa-BA, Teixeira de Freitas-BA, Medeiros Neto-BA, Itanhm-

    BA, Umburatiba-MG, Machacalis-MG, Bertpolis-MG, Fronteiras dos Vales-MG, Santa

    Helena de Minas-MG, guas Formosas-MG. A bacia do rio Jucuruu abrange os seguintes

    municpios: Prado-BA, Itamaraju-BA, Vereda-BA, Jucuruu-BA, Palmpolis-MG, Rio do

    Prado-MG, Felisburgo-MG.

    Figura 1. Bacias dos rios Perupe, Itanhm e Jucuruu.

    1.1. Situao da cobertura vegetal na bacia do rio Perupe

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    19

    Figura 2. Situao do uso e ocupao do solo na bacia do rio Perupe em 2013. (Fonte: Frum

    Florestal, 2016).

    Tabela 1. Classes de uso e ocupao do solo na bacia do rio Perupe em 2013

    Classes de uso e ocupao do solo rea (km2) rea (%)

    Agricultura 338,07 6,04%

    Agricultura Anual 92,03 1,64%

    Campo mido degradado 311,13 5,56%

    Curso de gua 54,50 0,97%

    Eucalipto 2.053,14 36,70%

    Lagos, lagos, represas 3,68 0,07%

    Outras Classes 76,04 1,36%

    Pastagem 1.407,10 25,15%

    Restinga / Mangue / Mussununga / Afloramento 120,01 2,15%

    Seringal 1,10 0,02%

    Vegetao Florestal 1.137,60 20,33%

    Total na Bahia 5.594,39 100,00%

    Fonte: Frum Florestal, 2016.

    1.2. Situao do uso e ocupao do solo na bacia do rio Itanhm em 2013 no estado da Bahia

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

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    20

    Figura 3. Situao do uso e ocupao do solo na bacia do rio Itanhm em 2013. (Fonte:

    Frum Florestal, 2016).

    Tabela 2. Classes de uso e ocupao do solo na bacia do rio Itanhm em 2013

    Classes de uso e ocupao do solo rea (km2) rea

    (%)

    Agricultura 117,12 2,41%

    Agricultura Anual 14,56 0,30%

    Campo mido degradado 74,65 1,53%

    Curso de gua 9,67 0,20%

    Eucalipto 674,72 13,86%

    Lagos, lagos, represas 1,74 0,04%

    Outras Classes 42,83 0,88%

    Pastagem 3.007,34 61,77%

    Restinga / Mangue / Mussununga / Afloramento 77,10 1,58%

    Vegetao Florestal 849,11 17,44%

    Total na Bahia 4.868,85 100,00%

    Fonte: Frum Florestal, 2016.

    Abaixo segue o mapeamento realizado durante a excurso pelo rio Itanhm, partido de Teixeira de

    Freitas-BA at o municpio de Fronteira dos Vales-MG.

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    Sul da Bahia

    21

    Figura 4. Trajeto percorrido durante a excurso a nascente do rio Itanhm, partido de Teixeira de

    Freitas-BA at Fronteira dos Vales-MG.

    Figura 5. Levantamento realizado durante o trajeto percorrido durante a excurso a nascente do rio

    Itanhm, partido de Teixeira de Freitas-BA at Fronteira dos Vales-MG Trecho prximo a Medeiros

    Neto BA.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    22

    Figura 6. Levantamento realizado durante o trajeto percorrido durante a excurso a nascente do rio

    Itanhm, partido de Teixeira de Freitas-BA at Fronteira dos Vales-MG Trecho aps Medeiros Neto-

    BA em direo a Umburativa-MG, usina a fio de gua sem gua e eutrofizao do rio Itanhm.

    Figura 7. Levantamento realizado durante o trajeto percorrido durante a excurso a nascente do rio

    Itanhm, partido de Teixeira de Freitas-BA at Fronteira dos Vales-MG Trecho aps Medeiros Neto-

    BA em direo a Umburativa-MG, nascente com represa sem gua.

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    Sul da Bahia

    23

    Figura 8. Levantamento realizado durante o trajeto percorrido durante a excurso a nascente do rio

    Itanhm, partido de Teixeira de Freitas-BA at Fronteira dos Vales-MG Trecho aps Medeiros Neto-

    BA em direo a Umburativa-MG.

    Figura 9. Levantamento realizado durante o trajeto percorrido durante a excurso a nascente do rio

    Itanhm, partido de Teixeira de Freitas-BA at Fronteira dos Vales-MG Trecho aps Machalis-MG,

    com crrego transformado em esgoto e nascentes preservadas.

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    Sul da Bahia

    24

    Figura 10. Levantamento realizado durante o trajeto percorrido durante a excurso a nascente do rio

    Itanhm, partido de Teixeira de Freitas-BA at Fronteira dos Vales-MG Trecho aps Machalis-MG,

    com nascentes preservadas.

    Figura 11. Levantamento realizado durante o trajeto percorrido durante a excurso a nascente do rio

    Itanhm, partido de Teixeira de Freitas-BA at Fronteira dos Vales-MG Trecho em Fronteira dos

    Vales-MG, com nascentes preservadas.

    1.3. Situao do uso e ocupao do solo na bacia do rio Jucuruu em 2013 no estado da Bahia

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    25

    Figura 12. Situao do uso e ocupao do solo na bacia do rio Jucuruu em 2013. (Fonte:

    Frum Florestal, 2016).

    Tabela 3. Classes de uso e ocupao do solo na bacia do rio Jucuruu em 2013

    Classes de ocupao de uso e ocupao do solo rea

    (km2)

    rea (%)

    Agricultura 204,39 3,90%

    Agricultura Anual 58,94 1,12%

    Campo mido Degradado 76,65 1,46%

    Curso de gua 7,28 0,14%

    Eucalipto 119,34 2,28%

    Lagos, lagos, represas 2,01 0,04%

    Outras Classes 27,65 0,53%

    Pastagem 3.119,94 59,54%

    Restinga / Mangue / Mussununga / Afloramento 142,02 2,71%

    Vegetao Florestal 1.481,57 28,28%

    Total na Bahia 5.239,812 100,00%

    Fonte: Frum Florestal, 2016.

    Plano de aes que devem ser desenvolvidas pelo Comit de Bacias dos rios

    Perupe, Itanhm e Jucuruu para o ano de 2017

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    26

    Para reverter o quadro apresentado nas tabelas 1 a 3 onde as bacias apresentam de vegetao

    nativa somente: rio Perupe, 20,33%; rio Itanhm, 17,44%; e rio Jucuruu, 28,28% propem-se as

    seguintes aes:

    1. Novas incurses aos principais rios da bacia, como feito nascente do rio Itanhm. Assim,

    deve ser feito incurses aos rios Perupe e Jucuruu;

    2. Tambm deve ser realizadas incurses e identificao de nascentes dos rios e seus afluentes.

    Estas identificaes devem ser realizadas com equipamento de Geolocalizao do tipo GNSS

    (GPS, GLONASS, GALILEU);

    3. Aps a identificao das nascentes, devem ser escolhidas algumas para projeto piloto:

    a. Identificao da necessidade de controle mecnico de eroso;

    b. Cercamento da rea escolhida;

    c. Verificao da necessidade de desbaste da rea;

    d. Identificao das espcies vegetais mais adaptadas rea e a condio que a

    vegetao da nascente;

    e. Escolha do mtodo de recuperao: plantio de mudas; sacos de aniagem; serapilheira;

    etc.

    4. Palestras itinerantes s comunidades:

    a. Formas de conservao de solo e gua

    b. Manejo da irrigao

    c. Legislao ambiental

    d. Legislao sobre recursos hdricos

    5. Reunies do Comit de Bacias itinerantes

    a. Realizar reunies em locais diferentes

    MUDANAS CLIMTICAS

    Sobre as Mudanas climticas, o Plano Costa das Baleias traz as seguintes

    consideraes:

    Existe hoje um amplo consenso cientfico e poltico de que estamos entrando num

    perodo de mudanas climticas sem precedentes e, de acordo com o IPCC, sigla em ingls

    para Painel Intergovernamental de Mudanas Climticas, nenhuma regio do planeta estar

    total- mente a salvo dos efeitos decorrentes dessas alteraes.

    Os cenrios climticos projetados pelo IPCC at o final deste sculo, do mais

    otimista ao mais pessimista, sinalizam um aumento da temperatura mdia mundial entre 2 a

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    27

    4,5C, em relao temperatura mdia do perodo 1980 1999 (IPCC, 2007, p. 12). Isto trar

    consequncias graves para todos os setores da sociedade.

    A combinao das alteraes do clima, escassez de chuva associada a altas

    temperaturas e altas taxas de evaporao, poder levar a uma crise nos recursos hdricos e

    intensificar as dificuldades de acesso gua. A agricultura e a gerao de hidroeletricidade

    poderiam ser afetadas por mudanas na distribuio das chuvas ou na ocorrncia de perodos

    secos extensos.

    Na Amrica do Sul, temperaturas mais altas e uma maior durao da estao

    seca podero aumentar a frequncia de estiagens sazonais rigorosas iniciadas

    pelo episdio El Nio / Oscilao Sul (ENSO) e de anomalias da

    temperatura da superfcie do mar (SST) no Atlntico, contribuindo para

    incndios cada vez mais frequentes e intensos, os quais ameaaro a

    distribuio e integridade ambiental dos biomas brasileiros, em particular os

    predominantemente florestais e com maior riqueza de espcies e endemismo:

    a Amaznia e a Mata Atlntica (MARENGO et al. 2009, citados por

    ALEIXO et.al, 2010, p.194).

    A mudana climtica poder alterar a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas,

    podendo haver a perda de biodiversidade e de recursos naturais, ainda mais quando se acrescentam s

    mudanas climticas os efeitos das alteraes da cobertura de vegetao, especialmente

    desmatamentos.

    Populaes de espcies ameaadas tero um risco maior de extino em

    funo do sinergismo de presses adversas, incluindo mudanas de uso da

    terra e fragmentao de habitats. A perda irreversvel de espcies acarretar

    impactos adversos em atividades socioeconmicas em funo da alterao de

    servios ambientais, como polinizao e controle natural de pragas e pestes,

    e atividades recreativas, incluindo o ecoturismo (CANHOS et.al, 2008, p.

    139 e 140).

    Ecossistemas costeiros e ribeirinhos em reas sob influncia das mars podero ser

    profundamente alterados, com uma eventualmente rpida elevao do nvel do mar. Segundo Marengo

    et.al. (2010, p. 37) os recifes de corais so especialmente vulnerveis s mudanas na temperatura da

    gua; calcula-se que um aumento entre 3C e 4C causaria sua morte.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    28

    A mudana climtica poder acarretar aumento do risco de incidncia de

    doenas como malria, dengue, febre amarela e encefalite. Tais doenas

    teriam condies mais favorveis para se expandir num planeta mais quente,

    em parte porque os insetos que as carregam (caso da malria e da dengue)

    teriam mais facilidade para se reproduzir. Aumentaria ainda o risco de

    contrair, por meio da gua, salmonelose, clera e outras doenas

    (MARENGO et. al., 2010, p. 37).

    Tambm senso comum que o aumento da temperatura global dever afetar de

    modo mais intenso as regies mais pobres do planeta, menos aptas a se adaptarem s

    transformaes impostas pelo clima. No Brasil, a regio mais vulnervel aos efeitos das

    mudanas climticas o Nordeste, que ainda a mais carente do pas e que apresenta os mais

    elevados nveis de concentrao de renda e desigualdades socioeconmicas.

    O estudo "Mudanas Climticas na Costa das Baleias" realizado pelo

    Departamento de Engenharia Ambiental da Escola Politcnica da Universidade Federal da

    Bahia, como parte deste plano, concluiu que os cenrios de clima no futuro projetados para a

    regio da Costa das Baleias no perodo de 2071 a 2100, indicam que o aumento da

    temperatura do ar e do vento e a reduo da precipitao e da umidade relativa do ar, so

    compatveis com aqueles apresentados por Marengo et al (2007) para a regio Nordeste, o que

    deve resultar em reduo da disponibilidade hdrica. Recomenda ainda que o efeito do

    balano hdrico integra- do nas bacias hidrogrficas ou em parcelas de cultivo deve ser

    investigado em trabalhos futuros, de maneira que a gesto dos recursos hdricos e o

    planejamento do desenvolvimento regional possam considerar os possveis impactos sobre o

    abastecimento humano e animal, a demanda para cultivos agroflorestais e gerao de energia

    hidreltrica, e prever medidas de mitigao e adaptao s mudanas climticas.

    A pesquisa "Mudanas Climticas, Migraes e Sade: Cenrios para o

    Nordeste", coorde- nada pelo CEDEPLAR/UFMG e FIOCRUZ (2008), indica os seguintes

    impactos sociais e econmicos das mudanas climticas sobre o Nordeste do pas nas

    prximas dcadas:

    a. Queda do PIB e diminuio das terras frteis:

    No cenrio mais drstico, as mudanas climticas podem provocar uma reduo

    mdia de 11,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste at 2050. O setor agrcola, base

    da subsistncia de milhes de famlias, deve ser o mais afetado, uma vez que mudanas na

    temperatura e no regime de chuvas afetam a disponibilidade de terras aptas para a

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    29

    agropecuria. Outra consequncia esperada da retrao no setor a transferncia dos

    agricultores para outras regies de seus Estados ou do pas ou ainda para setores da economia

    menos afetados

    b. Diminuio da renda e do consumo das famlias:

    A queda do PIB e o aumento populao devero levar, no cenrio de efeitos

    climticos mais intensos, a renda per capita dos nordestinos a crescer 11,9% menos do que

    aumentaria at 2050 sem as alteraes no clima. Com aumento moderado da temperatura, o

    crescimento da renda at 2050 ser 6,4% menor. Em alguns casos, essa reduo do nvel de

    incremento poder causar uma diminuio real na renda per capita de algumas regies. Como

    a renda fundamental para a capa- cidade adaptativa, pode-se esperar que parte da populao,

    em especial aquela de mais baixo nvel educacional, tenha maior dificuldade para migrar e

    lidar com os impactos das mudanas climticas.

    c. Migrao em alta a partir de 2035:

    Por afetarem a agricultura, em especial a agricultura de subsistncia, as mudanas

    climticas devem influenciar os fluxos de migrao no Nordeste nas prximas dcadas. Caso

    o cenrio pessimista se confirme, a taxa de migrao, hoje em queda, pode crescer de modo

    significativo em pouco mais 20 anos e alcanar 0,36% da populao no perodo 2035-2040 e

    0,34% no perodo 2045-2050. So ndices, respectivamente, 24% e 17% mais elevados do que

    a taxa que se observaria (0,29%) na ausncia de mudanas climticas.

    d. Vulnerabilidade a doenas e mais gastos na sade:

    O crescimento mais lento da eco- nomia, associado a uma possvel reduo de

    trabalho nas reas mais afetadas pela seca, pode desencadear importantes ondas migratrias.

    Projees demogrficas sugerem o aumento de at 24% nos ndices de migrao. Com o

    rearranjo populacional cresce a probabilidade de disseminao de enfermidades endmicas no

    Nordeste, como mal de Chagas, dengue, leptospirose e esquistossomose, alm da

    leishmaniose visceral e da leishmaniose tegumentar. Alm de contribuir ainda que de forma

    indireta para o espalhamento dessas doenas infecciosas dependentes do clima, a elevao

    da temperatura poder agravar as enfermidades crnico-degenerativas da populao de idosos,

    que deve quadruplicar de tamanho e somar 13,5 milhes de pessoas com mais de 65 anos em

    2050. O impacto das mudanas climticas sobre a vida das pessoas deve aumentar os gastos

    municipais e estaduais com sade e assistncia social. A necessidade de investimento nessas

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    30

    reas pode ainda ser ampliada por outro fator: o envelhecimento da populao, consequncia

    da queda na fecundidade e do aumento da longevidade.

    A pesquisa conclui ainda que: a) Maranho, Bahia, Alagoas e Cear so os

    estados que apresentaro mais dificuldade para lidar com os efeitos das mudanas climticas

    sobre as doenas infecciosas e a sade infantil; b) os estados mais vulnerveis a enfrentar

    problemas com a desertificao so Rio Grande do Norte, Paraba, Pernambuco, Bahia e

    Cear; c) Pernambuco, Cear e tambm a Paraba devem sentir mais a interferncia do clima

    na economia e nas taxas de migrao, ao passo que Bahia e Cear so mais suscetveis a

    sofrer aumento nos gastos de sade.

    Desse modo, a adoo de estratgias de adaptao, deve ser parte imprescindvel

    das Polticas Pblicas. Estratgias de adaptao ao lado de aes de mitigao necessitam

    incluir a elaborao de polticas e planejamento de longo prazo que se traduzam em resulta-

    dos no curto prazo com vistas a minimizar as consequncias das mudanas do clima na

    regio, assim como prepar-la para melhor adaptar-se aos impactos inevitveis.

    Programas pblicos de transferncia de renda, como o Bolsa Famlia, podem

    amenizar os problemas econmicos gerados pelas mudanas climticas. Eles devem aumentar

    a capacidade adaptativa das pessoas e diminuir o impulso migratrio. Mas no passariam de

    medidas paliativas. Sem a ao integrada de todas as esferas de governo (municipal, estadual

    e federal), da sociedade civil organizada e at mesmo da populao, no haver avanos

    significativos (CEDEPLAR e FIOCRUZ, 2008, p. 45). Para evitar que os piores cenrios se

    concretizem, ser necessrio construir, o mais breve possvel, uma economia de baixo

    carbono, o que exige ampla reestruturao dos investimentos socioeconmicos e reformulao

    de nosso modo de vida, mais prximos, o quanto possvel, da chamada sustentabilidade

    (CEDEPLAR e FIOCRUZ, 2008, p. 4).

    DESENVOLVIMENTO URBANO

    O maior municpio do Territrio Teixeira de Freitas, classificado nas Regies de

    Influncia das Cidades (2008) como Centro Sub-Regional A, tendo como subpolo o

    municpio de Itamaraju (Centro de Zona A).

    Teixeira de Freitas pertence rede de influncia do Rio de Janeiro, ao qual se liga

    atravs de Vitria (ES). Exerce influncia direta sobre os centros locais Alcobaa, Caravelas,

    Ibirapu, Itanhm, Jucuruu, Lajedo, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viosa e Vereda, sendo

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    31

    polo tambm para Itamaraju (Centro de Zona A), que por sua vez atrai para sua rede o

    municpio de Prado.

    CARACTERSTICAS DEMOGRFICAS

    O Territrio de Identidade Extremo Sul possui uma populao total de 416.859

    habitantes, com densidade de 24,81hab/km. No perodo de 2000 a 2010 apresentou

    crescimento de 12,01%. O municpio de Teixeira de Freitas, que um Centro Sub- Regional

    A, abriga a maior populao com 138.341 habitantes, nmero muito acima do municpio de

    Lajedo, com apenas 3.733 habitantes. (Governo do Estado da Bahia, 2012)

    Teixeira de Freitas o municpio de maior porte, com mais de 100 mil habitantes,

    seguido de Itamaraju, na faixa entre 50 e 100 mil habitantes. Alcobaa, Caravelas, Itanhm,

    Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viosa e Prado encontram-se na faixa com populao entre 20

    e 50 mil. Apenas um municpio, Jucuruu, tem populao entre 10 e 20 mil habitantes. J

    Lajedo, Vereda e Ibirapu tm populao inferior a 10 mil habitantes.

    Municpios

    Populao

    Variao Densidade

    Demogrfica

    Situao do

    Domiclio Taxa de

    Urbaniza

    o

    Dinmica Populacional

    1991

    2000

    2010 1991/2000 2000/2010

    2000

    2010

    Urbana

    Rural

    2000

    2010

    Alcobaa

    15.410

    20.900

    21.271

    35,63

    1,78

    14,16

    14,36

    11.085

    10.186

    52 Rural

    Atraente

    Rural

    Esvaente

    Caravelas 19.763 20.103 21.414 1,72 6,52 8,4 8,95 11.309 10.105 53 Rural

    Letrgico

    Rural

    Letrgico

    Ibirapu

    8.290

    7.096

    7.956

    -14,4

    12,12

    9,02

    10,1

    4.532

    3.424

    57 Rural

    Esvaente

    Rural

    Atraente

    Itamaraju 64.308 64.144 63.069 -0,26 -1,68 27,02 27,73 49.785 13.284 79 Ambivalente

    Esvaente

    Centro de

    Zona A

    Itanhm

    23.225

    21.334

    20.216

    -8,14

    -5,24

    7,24

    13,81

    14.206

    6.010

    70 Rural

    Esvaente

    Rural

    Esvaente

    Jucuruu 16.012 12.377 10.290 -22,7 -16,86 8,59 7,36 2.292 7.998 22 Rural

    Esvaente

    Rural

    Esvaente

    Lajedo

    3.818

    3.409

    3.733

    -10,71

    9,5

    5,55

    6,08

    2.076

    1.657

    56 Rural

    Esvaente

    Rural

    Letrgico

    Medeiros

    Neto

    23.059 21.235 21.560 -7,91 1,53 17,02 17,4 17.964 3.596 79 Rural

    Esvaente

    Rural

    Esvaente

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    32

    Evoluo populacional (1991-2010) e dinmica populacional (2000-2010) do Territrio de

    Identidade Extremo Sul, por municpio.

    Na dcada de 1990, o TI Extremo Sul teve um crescimento de 11,38%, acima da

    mdia do estado da Bahia. De 2000 a 2010, com crescimento de 12,01%, ultrapassou em

    quase 5% a mdia do Estado. O maior crescimento em todo perodo foi de Teixeira de Freitas,

    que na dcada de 1990 cresceu 25,65% e no perodo entre 2000 e 2010 cresceu 28,71%.

    Acima das mdias do Estado e do Territrio esto tambm os municpios de Mucuri e Nova

    Viosa.

    Em 2010, o municpio Teixeira de Freitas foi elevado de Centro Urbano (em

    2000) categoria Centro Sub-regional A e o municpio de Itamaraju passou a Centro de Zona

    A, em 2010. Alm destes, apenas Ibirapu teve um significativo crescimento passando de

    rural esvaente em 2000 a rural atraente, em 2010. Sete municpios tm mantido sua

    classificao estacionada no perodo, apenas dois deles em situao favorvel: Mucuri e Nova

    Viosa, como rurais atraentes. Itanhm, Jucuruu, Medeiros Neto e Vereda so rurais

    esvaentes, e Caravelas em pior situao manteve-se classificado como rural letrgico. Os

    municpios que caram uma categoria so Alcobaa e Prado, de rural atraente, em 2000, para

    rural esvaente, em 2010, e por ltimo Lajedo, de rural esvaente para rural letrgico. Dos

    treze municpios, onze foram classificados como rurais quanto ao padro de ocupao,

    configurando o perfil predominante do Territrio (Governo do Estado da Bahia, 2012).

    Mucuri

    17.606

    28.062

    36.026

    59,39

    28,38

    15,79

    20,23

    27.492

    8.534

    76 Rural

    Atraente

    Rural

    Atraente

    Nova Viosa

    25.570

    32.076

    38.556

    25,44

    20,2

    24,18

    29,15 33.526 5.030 87 Rural

    Atraente

    Rural

    Atraente

    Prado

    22.632

    26.498

    27.627

    17,08

    4,26

    15,83

    15,87

    15.474

    12.153

    56 Rural

    atraente

    Rural

    esvaente

    Teixeira de

    Freitass 85.547 107.486 138.341 25,65 28,71 92,97 118,86 129.263 9.078 93

    Centro

    Urbano

    Centro Sub-

    regional A

    Vereda

    8.914

    7.450

    6.800

    -16,42

    -8,72

    8,99

    7,78

    1.379

    5421

    20

    Rural

    Esvaente

    Rural

    Esvaente

    TI Extremo

    Sul

    34.154 72.170 16.859 11,38 12,01 21,63 24,81 320.383 96.476 78

    -

    -

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    33

    Fonte: IBGE, 2011b. Elaborao: GTA, 2012.

    GNERO

    Nos perodos de 1991 a 2000 e de 2000 a 2010, as populaes masculina e

    feminina esto gradativamente mais prximas em nmero, o que se verifica principalmente

    nos polos, Teixeira de Freitas e Itamaraju, que tem apresentado predominncia da populao

    feminina.

    Municpios

    1991

    1991

    2000 2010

    Homens Mulheres Homens Mulhere

    s

    Homens Mulheres

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    34

    Alcobaa 7.959 7.451 10.677 10.223 10.815 10.456

    Caravelas 10.042 9.721 10.228 9.875 10.873 10.541

    Ibirapo 4.221 4.069 3.625 3.471 4.098 3.858

    Itamaraju 32.346 31.962 32.318 31.826 31.460 31.609

    Itanhm 11.846 11.379 10.880 10.454 10.295 9.921

    Jucuruu 8.434 7.578 6.555 5.822 5.399 4.891

    Lajedo 1.995 1.823 1.733 1.676 1.837 1.896

    Medeiros Neto 11.620 11.439 10.701 10.534 11.049 10.511

    Mucuri 9.181 8.425 14.328 13.734 18.186 17.840

    Nova Viosa 12.969 12.601 16.272 15.804 19.418 19.138

    Prado 11.546 11.086 13.588 12.910 13.990 13.637

    Teixeira de

    Freitas

    42.818 42.729 53.189 54.297 68.077 70.264

    Vereda 4.635 4.279 3.952 3.498 3.564 3.236

    TI Extremo

    Sul

    169.612 164.542 188.046 184.124 209.061 207.798

    JUVENTUDE

    Segundo o (Governo do Estado da Bahia, 2012) obedecendo tendncia nacional

    e tambm estadual, h uma contnua modificao na pirmide etria: a base se estreita e o

    topo se alarga, alterando o perfil da demanda por servios pblicos. Considerando apenas os

    domiclios particulares permanentes, os dados da Tabela 12 demonstram que em 19,36% dos

    domiclios residem responsveis com cnjuge e em 38,27% estes so acompanhados de filhos

    ou enteados. O Territrio de Identidade Extremo Sul apresenta uma densidade domiciliar de

    3,36, pouco abaixo da mdia estadual que de 3,41 habitantes por domiclio.

    Municpio 1991 2000 2010

    0 a 14

    anos

    15 a

    64

    anos

    65 anos

    e mais 0 a 14

    anos

    15 a 64

    anos

    65

    anos emais

    0 a 14

    anos

    15 a

    64

    anos

    65 anos

    e

    mais

    Alcobaa 43,88 51,95 4,17 36,67 58,09 5,23 29,77 63,7 6,53

    Caravelas 42,22 53,01 4,77 35,32 58,45 6,23 29,17 63,89 6,94

    Ibirapo 38,9 54,69 6,41 30,27 61,47 8,26 26,02 64,12 9,87

    Itamaraju 43,15 53,07 3,78 34,27 60,5 5,22 27,56 65,04 7,39

    Itanhm 39,09 55,47 5,45 31,82 60,12 8,06 24,43 64,33 11,25

    Jucuruu 46,3 49,86 3,84 37,37 57,43 5,2 28,08 63,94 7,99

    Lajedo 36,25 57,83 5,92 29,63 61,81 8,57 24,43 65,28 10,29

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    35

    Populao residente por grupos de idade, para os anos de 1991, 2000 e 2011, por municpio do

    Territrio de Identidade Extremo Sul, em porcentagem (%). Fonte: IBGE, 1991; IBGE, 2000; IBGE,

    2011b. Elaborao: GTA, 2012.

    Destacam-se as POPULAES TRADICIONAIS que, segundo o Plano Territorial (PTDRS

    Extremo Sul da Bahia, 2011) caracterizam-se assim:

    Ciganos

    As comunidades de Ciganos existentes no Territrio do Extremo Sul esto nos 13

    municpios mais vale destacar Teixeira de Freitas, Medeiros Neto (com representante na

    Cmara de vereadores) com bairros onde eles esto inseridos. Apesar da existncia so

    comunidades introspectivas e de vida distante da comunidade do municpio. sabido que no

    existe poltica pblica destinada a este pblico.

    Pescadores

    De acordo com dados fornecidos pelo Projeto GeografAR, do ano de 2011, as

    associaes e comunidades pesqueiras esto distribudas em seis municpios, estimando um

    universo total de 12 associaes e colnias de pescadores artesanais, porm estas no

    possuem articulaes em conjunto, consequentemente perdendo a sua fora de representao

    poltica. Motivo pelo qual os poucos investimentos alocados no atingem os seus objetivos

    em funo da falta de continuidade e da pequena conscientizao por parte dos pescadores.

    Segundo o (PTDRS Extremo Sul da Bahia, 2011), nas colnias visitadas foi

    observada a existncia de uma frota pesqueira pequena e sucateada. A maioria dos pescadores

    cadastrados nas colnias e associaes no possui embarcao prpria, segundo os

    presidentes consultados, a maioria dos pescadores trabalha em parceria com mdios e grandes

    atravessadores. As embarcaes na sua maioria no possuem registro junto a marinha, o que

    Medeiros

    Neto

    37,86 56,58 5,56 31,52 60,81 7,67 25,17 64,53 10,3

    Mucuri 42,58 53,81 3,61 36,28 59,62 4,1 29,59 65,41 5

    Nova

    Viosa

    42,71 53,3 3,99 36,85 58,19 4,96 30,05 63,7 6,25

    Prado 45,03 51,44 3,53 37,81 57,64 4,55 31,17 62,7 6,13

    Teixeira de Freitas

    39,49 57,01 3,5 32,51 62,74 4,75 26,59 67,38 6,04

    Vereda 40,46 54,8 4,73 34,86 58,08 7,06 27 63,07 9,93

    TI

    Extremo

    Sul

    41,38 54,06 4,56 34,24 59,61 6,14 27,62 64,39 7,99

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    36

    dificulta qualquer tipo de investimento junto aos rgos financiadores. Outro grande

    empecilho do desenvolvimento da pesca no Territrio a carncia de infraestrutura para

    recepo, conservao e beneficiamento nos pontos de desembarque, o que favorece o

    surgimento da cadeia de intermediao, encarece o produto para o consumidor e baixa a

    qualidade.

    No litoral do Territrio identificam-se as comunidades de pescadores, destacando

    os municpios de Mucuri, Prado, Medeiros Neto, Nova Viosa, Caravelas e Alcobaa. A

    maioria dos pescadores no possui barco e dependem da parceria, e seus produtos so

    vendidos a atravessadores.

    A falta de um conhecimento mais amplo dos recursos pesqueiros, suas potencialidades e as

    caractersticas da plataforma continental da regio Nordeste, tornando a pesca no Estado da

    Bahia eminentemente artesanal, sendo que apenas 9,5% do pescado so capturados por micro

    e pequenas empresas cooperativas e frigorficos, proprietrios ou arrendatrios de

    embarcao, que tambm utilizam dos mesmos mtodos de captura dos pescadores. (Bahia

    pesca)

    Tm muitos que querem deixar por causa da dureza que a pescaria t enfrentando. Mas t

    acontecendo o contrrio: t aumentando o nmero de pescadores aqui, por uma questo de

    sobrevivncia mesmo, a pesca abraa aquele que no tem outra oportunidade. Uilson

    Lixinha.

    Comunidade Quilombolas

    Desconsiderados pelos portugueses os ndios e os negros eram considerados como

    seres inferiores, animais, pago desconhecido de Deus, sem direito a respeito, a vida digna e

    feliz. O que justificava tamanho descaso e que a guerra contra o pago era considerada justa.

    Assim como, apropriar-se dos despojos de uma guerra justa. A classe dominante dos

    latifundirios e ruralistas, aqueles negros no possuam o direito sequer de ter uma histria.

    Nos dias atuais veem-se os negros continuamente sendo excludos, pois vivem, em sua grande

    maioria em taperas de barro batido, sem acesso educao, sade, respeito pela dignidade

    humana e lutam para serem reconhecidos como remanescentes de Quilombo, buscando

    garantir o domnio da terra, preservao dos traos culturais, educao que viesse resgatar os

    dialetos e histria, e acesso a poltica agrria e agrcola. (PTDRS Extremo Sul da Bahia, 2011)

    No que diz respeito a comunidades remanescentes quilombolas, segundo dados do

    Projeto GeografAR e CDA de 2012, foram identificados sete aglomerados, concentrados nos

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    37

    municpios de Nova Viosa e Ibirapu. Porm h registros de algumas Comunidades Rurais

    Quilombolas, localizadas nos municpios de Alcobaa, Caravelas, Nova viosa, Ibirapu e

    Mucuri, porm h uma resistncia em certifica-las como tal. Por algumas entrevistas feitas

    pelo NEDETES, viu-se que a questo da propriedade da terra a grande questo de

    resistncia destas comunidades.

    Uma das funes da Fundao Cultural Palmares formalizar a existncia de

    comunidades Quilombolas, assessor-las juridicamente e desenvolver projetos, programas e

    polticas pblicas de acesso cidadania. 8 comunidades localizadas no Territrio Extremo Sul

    so certificadas pela Palmares. So elas:

    Fonte: (Palmares,s.d.)

    Comunidades Indgenas

    Assegurar que o prazo, o ritmo e a forma de desenvolvimento da implantao das

    florestas minimizem os impactos danosos ao meio ambiente e cultura dos ndios (Resoluo

    1.239\96 CRA)

    O Territrio do Extremo Sul possui vrias tribos vivendo principalmente nos

    municpios de Itamaraju e Prado. Os ndios Pataxs vivem no Extremo sul da Bahia divididos

    nas Aldeias Barra Velha, Meio da Mata, Boca da Mata, Trevo do Parque, Guaxuma, Cassiana,

    Aldeia Nova do Monte Pascoal, Corumbauzinho, Craveiro, guas Belas, Alegria Nova, Tau,

    Pequi, Tiba, Cahy, Aldeia Velha, Coroa Vermelha, Mata Medonha E Ibiriba;

    A populao indgena vem ao longo dos tempos sendo expulsa de suas terras, at

    mesmo a criao de Parques nacionais de proteo a natureza motivo para esse vandalismo e

    Estado Municpio Cdigo do

    IBGE Comunidade

    Data de

    Publicao

    BA Nova Viosa 2923001 Helvcia 19/04/2005

    BA Nova Viosa 2923001 Cndido Mariano* 08/06/2005

    BA Nova Viosa 2923001 Mutum 08/06/2005

    BA Nova Viosa 2923001 Nai 08/06/2005

    BA Nova Viosa 2923001 Rio do Sul 08/06/2005

    BA Nova Viosa 2923001 Volta Mida 08/06/2005

    BA Itanhm 2916005 Mota 13/03/2007

    BA Ibirapu 2912806 Vila Juazeiro 19/11/2009

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    38

    injustia, alm da perda das terras para os fazendeiros e recentemente para empresas de

    cultivo de eucalipto.

    SADE

    Apesar de seu porte, o municpio de Teixeira de Freitas conta com rede hospitalar

    menor que Caravelas, municpio este que oferece a maior cobertura hospitalar do Territrio,

    seguido por Alcobaa e Itanhm. Dos treze municpios do TI Extremo Sul, apenas Ibirapu e

    Lajedo no tm cobertura hospitalar. Jucuruu e Vereda passaram a oferecer este servio no

    perodo entre 2005 e 2008. Nova Viosa tm a menor cobertura hospitalar do Territrio. Todos

    os municpios que oferecem servios de sade contam com unidades conveniadas ao SUS

    (Sistema nico de Sade). (Governo do Estado da Bahia, 2012)

    Dados da Secretaria da Sade de 2005 apontam a existncia dos seguintes

    profissionais de sade da rede pblica integrada aos SUS: Mdicos: 772; Odontlogos: 180;

    Enfermeiros: 248

    Quanto s doenas transmissveis de notificao obrigatria, foram registrados os seguintes

    casos mais freqentes, em 2008: Dengue: 997; Hepatite viral: 197; Hansenase: 189

    Cumpre ressaltar o aumento do nmero de casos de Dengue, que em 2006 foi de

    114 e diminuio dos casos de hansenase. Em 2015 foi criado o Consrcio Pblico

    Intermunicipal de Sade do Extremo Sul da Bahia (Consade).

    Fonte: SEI, 2010a. Elaborao: GTA, 2012.

    Neste Territrio, quanto ao nmero de bitos por grupos de causas, os maiores

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    39

    percentuais se devem a: I- Doenas do aparelho circulatrio: 24,8%; II - Causas externas:

    21,40%; III -Causas mal definidas: 14,23%; IV- Neoplasias: 9,36%.

    O ndice de mortalidade do Territrio (6,14%) ainda mais alto que a mdia do

    estado da Bahia (5,45%). Quanto ao ndice de Sade o Territrio Extremo Sul tem mdia

    superior do Estado, no perodo de 2004 a 2006. A mdia se elevou nos nveis de sade,

    mas o grau de desigualdade aumentou.(Governo do Estado da Bahia, 2012).

    Nmero de bitos por faixa etria, por municpio do Territrio de Identidade

    Extremo Sul, para o ano de 2009.

    Fonte: SESAB/DIS/SIM, 2011. Elaborao: GTA, 2012.

    Os municpios de Lajedo, Caravelas, Jucuruu, Medeiros Neto, Nova Viosa,

    Prado e Vereda tiveram um aumento significativo no INS (Inqurito Nacional de Sade).

    Com exceo de Jucuruu, estes municpios esto entre os cem com melhor classificao do

    ndice no Estado. Tiveram queda no ndice os municpios de Alcobaa, Ibirapu, Itamaraju,

    Itanhm, Mucuri e Teixeira de Freitas, todos abaixo da mdia do Territrio. Lajedo o

    municpio com melhor ndice de Sade do Territrio e do estado da Bahia, o nico no

    nvel 1. Nenhum dos municpios deste Territrio se encontra no nvel 4, eles se dividem

    entre os nveis 2 e 3.(Governo do Estado da Bahia, 2012).

    Mapa: Classificao dos municpios do Territrio de Identidade Extremo Sul segundo os

    nveis de INS, para o ano de 2006.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    40

    Fonte: adaptado de SEI, 2010a. Elaborao: GTA, 2012.

    EDUCAO

    Segundo o (Governo do Estado da Bahia, 2012), h cobertura para Educao

    Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Mdio em todos os municpios do Territrio, tanto

    nas zonas urbana como rural. O ensino profissionalizante do SENAC complementa a rede

    de ensino oferecendo cursos nas reas de Artes, Comrcio, Gesto, Imagem Pessoal e

    Turismo e Hospitalidade, nos municpios de Itanhm, Itamaraju, Alcobaa, Prado e

    Teixeira de Freitas, com 906 alunos matriculados (SEI, 2010a).

    O ensino superior atendido pelas seguintes instituies:

    Faculdade do Sul da Bahia: privada, localizada em Teixeira de Freitas, oferece os

    cursos de graduao em Administrao, Biomedicina, Cincias Contbeis, Direito,

    Pedagogia, Gesto de Recursos Humanos, Anlise e Desenvolvimento de Sistemas,

    Enfermagem, Engenharia de Produo, Tecnologia em Petrleo e Gs, Tecnologia

    em Agronegcios, Turismo, Engenharia Mecatrnica, Jornalismo e

    Marketing.Oferece tambm cursos de ps-graduao.

    Universidade Estadual da Bahia: localizada em Teixeira de Freitas oferece cursos

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    41

    de Licenciatura em Matemtica, Letras, Pedagogia, Histria e Cincias Biolgicas.

    Faculdade de Cincias Sociais Aplicada FACISA: localizada em Itamaraju, com

    cursos de Administrao, Direito e Enfermagem.

    UFBA - Licenciatura em Matemtica Distncia no polo de Itamaraju.

    (Governo do Estado da Bahia, 2012)

    UFSB

    Em 16 de agosto de 2011 foi enviado ao Congresso Nacional o Projeto de Lei

    2207/2011 que dispunha sobre a criao da Universidade Federal do Sul da Bahia. Logo

    aps o anncio do envio do PL ao Congresso, a Universidade Federal da Bahia, como

    primeira instituio de ensino superior da Bahia, na condio de tutora, institui uma

    comisso interna para iniciar o processo de construo do projeto, iniciando uma srie de

    reunies nos municpios propostos como sede dos novos campi.

    Em 09 de abril de 2013 a Cmara de Deputados aprova o Projeto de Lei 2207 e o

    envia ao Senado. Em 8 de maio de 2013, o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei

    12/2013, incorporando o PL 2207/2011, que propunha o estabelecimento de uma nova

    instituio federal de ensino superior na Regio Sul do Estado da Bahia. Em 5 de Junho, a

    Presidenta Dilma Rousseff sancionou-o como Lei 12.818/2013, criando a

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA, com Reitoria em Itabuna e campi em

    Teixeira de Freitas e Porto Seguro.

    A Comisso de Implantao da Universidade Federal do Sul da Bahia

    UFSB1 foi designada pelo Ministro da Educao, atravs da Portaria SESu/MEC no.

    108/2012, de 26/06/2012. Ampliada por representantes das instituies parceiras e

    consultores voluntrios ad hoc, cumpriu sua finalidade numa sequncia de reunies de

    trabalho, realizadas na Universidade Federal da Bahia, instituio tutora. As datas das

    reunies da Comisso de Implantao: 15/8/2012; 22/8/2012; 5/9/2012; 10/9/2012;

    26/9/2012; 31/9/2012, 17/10/2012, 15/12/2012, 9/01/2013; 5/3/2013; 20/3/2013.

    IFBaiano

    O Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecnologia Baiano (IF Baiano) foi

    criado em 2008 e uma instituio de Ensino Mdio e Superior, focado na Educao

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    42

    Profissional e Tecnolgica. Sua proposta levar alternativas s demandas da comunidade,

    atravs de ensino, pesquisa e extenso, articulando-se com o mundo do trabalho.

    Assim, egressos do Ensino Fundamental, Mdio ou Superior tm a

    possibilidade de estudar no Instituto atravs de cursos tcnicos Integrados, Subsequentes

    (presenciais e EaD), Proeja de graduao e ps-graduao ou ainda fazer cursos de

    capacitao ofertados, atravs de Programas de Extenso.

    Nmero de estabelecimentos, matrculas e docentes por nvel de ensino,

    localizao e competncia administrativa, para o ano de 2010, do Territrio de Identidade

    Extremo Sul.

    Nvel de Ensino

    Rural Urba

    na

    Total

    Fed

    era

    l

    Est

    ad

    ual

    Mu

    nic

    ipa

    l

    Pa

    rtic

    ula

    r

    Est

    ad

    ual

    Mu

    nic

    ipa

    l

    Pa

    rtic

    ula

    r

    Educao Infantil

    Estabelecimentos - 2 152 - 1 126 49 330

    Docentes - 3 77 - 2 605 143 830

    Matrculas - 75 1.

    80

    9

    - 39 9.655 2.102 13.680

    Ensino

    Fundamental Estabelecimentos - 3 253 - 19 174 51 500

    Docentes - 25 678 - 292 2.447 433 3.875

    Matrculas - 255 10.

    33

    0

    - 5.970 55.929 6.304 78.788

    Ensino Mdio

    Estabelecimentos 1 3 1 - 26 4 10 45

    Docentes 1

    9

    63 6 - 631 35 106 860

    Matrculas 1

    6

    1

    1.363 19 - 13.759 360 872 16.534

    Educao de

    Jovens e Adultos Estabelecimentos - 3 63 - 14 92 1 173

    Docentes - 15 159 - 132 538 6 850

    Matrculas - 177 1.

    69

    6

    - 2.420 7.511 19 11.823

    Fonte: SEI, 2011e. Elaborao: GTA, 2012.

    A mdia do ndice de Educao no Territrio Extremo Sul supera a mdia

    estadual no perodo considerado, tendo evoludo de 2004 para 2006, com destaque para o

    municpio de Teixeira de Freitas com melhor classificao no Territrio, seguido de

    Lajedo e Itamaraju. Estes se encontram entre os 50 municpios com melhor ndice de

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    43

    Educao (2006) do Estado e se enquadram no nvel 2. Todos os outros municpios esto

    no nvel 3 e seis deles, Alcobaa, Caravelas, Itanhm, Mucuri, Nova Viosa e Prado, esto

    abaixo da mdia do Territrio.

    SERVIOS BSICOS

    O ndice de Acesso aos Servios Bsicos composto pelas variveis consumo de

    gua tratada e consumo de energia eltrica residencial apontando a abrangncia desses

    servios bsicos nos municpios, sendo este ndice componente do IDS, ndice de

    Desenvolvimento Social. O Territrio Extremo Sul como um todo se encontra bem acima da

    mdia do Estado, com oito municpios entre os 100 melhor classificados no ndice.

    Entretanto, apenas dois municpios se enquadram no nvel 2, Teixeira de Freitas e Lajedo. A

    maior parte dos municpios se encontra no nvel 3 em ISB, com exceo apenas de Vereda e

    Jucuruu que esto classificados na pior categoria, nvel 4 (SEI, 2010a). (Governo do Estado

    da Bahia, 2012)

    DESENVOLVIMENTO SOCIAL

    O ndice de Desenvolvimento Social do Territrio de Identidade Extremo Sul est

    acima da mdia estadual em todos os indicadores INS, INE, ISB, IRMCH para o ano de

    2006 (Figura 40), tendo os municpios de Teixeira de Freitas, Lajedo, Muuri e Medeiros

    Neto no nvel 2. E o restante dos municpios se encontra no nvel 3. (Governo do Estado da

    Bahia, 2012).

    Mapa: Classificao dos municpios do Territrio de Identidade Extremo Sul segundo os

    nveis de IDS, para o ano de 2006.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    44

    Fonte: adaptado de SEI, 2010. Elaborao: GTA, 2012.

    ASPECTOS SOCIOECONMICOS

    POBREZA

    Os dados da Tabela abaixo demonstram que os indicadores de pobreza no

    Territrio so significativos. O Territrio Extremo Sul apresenta um percentual de 9,36% das

    famlias vivendo em situao de extrema pobreza. Entretanto, o terceiro melhor colocado no

    estado da Bahia que tem mdia de 14,31%.

    Na faixa que indica o nmero de domiclios sem rendimentos, encontra-se

    tambm em terceiro lugar em comparao aos outros Territrios, com 4,69%, tambm abaixo

    da mdia do Estado que de 5,54%. Em relao aos domiclios na situao de pobreza, com

    rendimentos mensais per capita inferiores a R$140,00, encontra-se em sexto lugar, com

    percentual de 13,27%, pouco acima da mdia do Estado, 12,92%. O municpio com maior

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    45

    percentual de famlias em situao de extrema pobreza Jucuruu, com 24,13%, seguido de

    Prado, com 14,64% e Alcobaa, com 13,87%. Teixeira de Freitas tem o menor percentual em

    situao de pobreza, 5,76%. Jucuruu tambm o municpio com maior percentual de

    domiclios classificados sem rendimentos, com 9,91%. Tambm com alto percentual nessa

    faixa esto Caravelas, com 7,89% e Mucuri, com 7,29%, todos acima da mdia do Estado.

    (Governo do Estado da Bahia, 2012).

    Pobreza por domiclios particulares ocupados, por municpio do Territrio de

    Identidade Extremo Sul, para o ano 2010.

    Municpios

    Domiclios particulares ocupados

    Total

    Sem rendimentos

    Com rendimento domiciliar per capita

    Extrema

    Pobreza*

    de R$1,00 a R$70,00 de R$71,00 a R$140,00

    Total

    %

    Urb. Rur. Total % Urb. Rur. Total % Urb. Rur. Total %

    Alcobaa 6.051 186 157 343 5,67 217 380 597 9,87 417 580 997 16,48 840 13,87

    Caravelas 6.133 269 215 484 7,89 207 272 479 7,81 459 602 1.061 17,30 821 13,39

    Ibirapu 2.467 17 64 81 3,28 37 51 88 3,57 139 137 276 11,19 145 5,89

    Itamaraju 18.793 470 243 713 3,79 799 381 1.180 6,28 1.885 807 2.692 14,32 1684 8,96

    Itanhem 6.248 89 127 216 3,46 332 152 484 7,75 592 350 942 15,08 637 10,19

    Jucuruu 2.926 17 273 290 9,91 66 435 501 17,12 106 377 483 16,51 706 24,13

    Lajedo 1.220 13 19 32 2,62 28 24 52 4,26 70 67 137 11,23 75 6,12

    Medeiros Neto 6.862 325 98 423 6,16 406 59 465 6,78 774 220 994 14,49 764 11,13

    Mucuri 10.606 515 258 773 7,29 251 180 431 4,06 889 412 1.301 12,27 978 9,22

    Nova Viosa 11.209 530 115 645 5,75 579 116 695 6,20 1.404 246 1.650 14,72 1.151 10,27

    Prado 7.702 276 227 503 6,53 409 363 772 10,02 637 600 1.237 16,06 1.128 14,64

    Teixeira de

    Freitas

    41.311 1.082 94 1176 2,85 1.409 139 1.548 3,75 3.866 425 4.291 10,39 2.379 5,76

    Vereda 2.094 11 114 125 5,97 30 148 178 8,50 72 267 339 16,19 266 12,72

    TI Extremo

    Sul

    123.622 3.800 2.004 5.804 4,69 4.770 2.700 7.470 6,04 11.310 5.090 16.400 13,27 11.573 9,36

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    46

    * Os domiclios classificados na Extrema Pobreza correspondem a 70,7% do total de

    pessoas Sem Rendimento somados ao total de pessoas com rendimento mdio domiciliar

    per capita entre R$ 1,00 e R$ 70,00 (MDS, 2011a).

    Fonte: IBGE, 2011d. Elaborao: GTA, 2012.

    Excluso Social

    Ainda segundo o (Governo do Estado da Bahia, 2012) a anlise dos subndices

    que compem o ndice de Excluso Social mostra que o Territrio Extremo Sul, em 2000, j

    estava acima dos nveis estaduais. Dez de seus 13 municpios estavam entre os 25% com os

    melhores ndices do estado da Bahia. Seis municpios se encontram acima da linha da

    excluso, so eles: Ibirapu, Lajedo, Medeiros Neto, Nova Viosa, Mucuri e Teixeira de

    Freitas, sendo estes dois ltimos municpios os que apresentam melhor ndice. Desagregando-

    se o ndice de Excluso Social temos que: no ndice de Pobreza: ainda que seja um dos piores

    indicadores do estado da Bahia, os municpios do Territrio Extremo Sul esto acima da

    mdia estadual e nenhum deles est abaixo da linha de excluso. Outro do Emprego Formal:

    mesmo estando acima da mdia estadual, todos os municpios esto abaixo da linha de

    excluso. Quanto a desigualdade social: h apenas um municpio acima da linha de excluso:

    Mucuri. Quanto a alfabetizao: acima da mdia do Estado que como um todo no est abaixo

    da linha de excluso) nenhum dos municpios est entre os excludos e Alcobaa, Ibirapu,

    Itamaraju, Itanhm, Mucuri, Medeiros Neto, Nova Viosa, Prado e Teixeira de Freitas esto

    no segundo nvel de incluso. Sobre a escolaridade: Teixeira de Freitas est no segundo nvel

    de incluso. Apenas Jucuruu e Vereda esto abaixo da linha de excluso. E quanto aos

    indicadores de vulnerabilidade, nenhum dos municpios est entre os excludos.

    Indicadores componentes do IES, por municpio do Territrio de Identidade de

    Extremo Sul, para o ano 2000, classificados segundo os quatro nveis do Quadro 5.

    Municpio

    ndices que compem o IES

    Excluso

    Social

    Po

    bre

    za

    Em

    pre

    go

    Fo

    rma

    l

    Des

    igu

    ald

    ad

    e

    Alf

    ab

    etiz

    a

    o

    Esc

    ola

    rid

    ad

    e

    Ju

    ven

    tud

    e

    Vio

    ln

    cia

    Alcobaa 0,320 0,072 0,041 0,656 0,291 0,487 0,907 0,363

    Caravelas 0,299 0,080 0,047 0,622 0,305 0,506 1,000 0,378

    Ibirapu 0,355 0,110 0,035 0,656 0,266 0,633 1,000 0,410

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    47

    Itamaraju 0,355 0,091 0,064 0,660 0,311 0,512 0,963 0,391

    Itanhem 0,296 0,051 0,055 0,660 0,264 0,587 1,000 0,385

    Jucuruu 0,258 0,035 0,044 0,487 0,154 0,442 1,000 0,328

    Lajedo 0,335 0,110 0,068 0,610 0,273 0,654 1,000 0,414

    Medeiros Neto 0,320 0,096 0,055 0,663 0,290 0,613 0,985 0,403

    Mucuri 0,424 0,207 0,129 0,695 0,413 0,489 0,971 0,444

    Nova Viosa 0,373 0,134 0,059 0,671 0,330 0,483 1,000 0,404

    Prado 0,337 0,097 0,064 0,655 0,329 0,450 0,969 0,381

    Teixeira de Freitas 0,462 0,120 0,102 0,745 0,427 0,569 0,957 0,447

    Vereda 0,246 0,063 0,031 0,581 0,190 0,540 1,000 0,354

    Extremo Sul 0,337 0,097 0,061 0,643 0,296 0,536 0,981 0,392

    Legenda: Nvel 1: verde; Nvel 2: amarelo; Nvel 3: laranja; Nvel 4:

    vermelho.Fonte: AMORIM; POCHMANN, 2003. Elaborao: GTA, 2012.

    BOLSA FAMLIA

    Os dados levantados indicam que 38,08% da populao recebe o Bolsa Famlia no

    Territrio Extremo Sul. No entanto, esse percentual est acima dos ndices de pobreza

    extrema dos municpios, exceto Mucuri, onde o programa no atende a todas as famlias aptas

    a receber o benefcio.(Governo do Estado da Bahia, 2012). Famlias beneficiadas pelo

    Programa Bolsa Famlia, por municpio do Territrio de Identidade Extremo Sul, para o ano

    de 2010.

    Municpios

    Populao

    Domiclios

    permanentes

    Famlias

    beneficiadas

    Porcentagem de

    Famlias

    beneficiadas

    Alcobaa 21.271 6.051 2.861 47,28%

    Caravelas 21.414 6.133 2.842 46,34%

    Ibirapu 7.956 2.467 992 40,21%

    Itamaraju 63.069 18.793 8.193 43,60%

    Itanhem 20.216 6.248 2.642 42,29%

    Jucuruu 10.290 2.926 1.815 62,03%

    Lajedo 3.733 1.220 531 43,52%

    Medeiros Neto 21.560 6.862 3.140 45,76%

    Mucuri 36.026 10.606 1.635 15,42%

    Nova Viosa 38.556 11.209 4.149 37,01%

    Prado 27.627 7.702 3.366 43,70%

    Teixeira de Freitas 138.341 41.311 13.880 33,60%

    Vereda 6.800 2.094 1.035 49,43%

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    48

    TI Extremo Sul 416.859 123.622 47.081 38,08%

    Fonte: MDS, 2011b. Elaborao: GTA, 2012.

    EMPREGO E RENDA

    Considerada a capital do Territrio Extremo Sul, Teixeira de Freitas sempre teve a

    sua vocao voltada para atividades pecurias, o que reflete o cenrio no Territrio como um

    todo. Entretanto, os municpios mais desenvolvidos e que concentram maior populao

    tendem a concentrar os empregos formais nas reas de administrao pblica, com 28,03% no

    Territrio e comrcio, com 21,36%, deixando as atividades agropecurias apenas em terceiro

    lugar, com 19,78% seguido de perto pelo setor de servios com 18,20%. Em 2002, 53,8%

    estavam na agropecuria, 44% no setor tercirio e 3% na indstria.

    Distribuio dos domiclios do Territrio de Identidade de Extremo Sul segundo as classes

    de rendimento mensal, para o ano de 2009.

    Fonte: MTE, 2011. Elaborao: GTA, 2012.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    49

    QUALIFICAO DE MO DE OBRA

    O ndice de Qualificao de Mo de Obra aponta municpios em melhor

    classificao, embora nenhum deles se encontre no nvel 1. Mucuri e Ibirapu se enquadram

    no nvel 2. Sete deles, a maioria, se encontra no nvel 3 e apenas quatro esto no nvel 4:

    Alcobaa, Vereda, Itanhm e Jucuruu. (Governo do Estado da Bahia, 2012).

    INFRAESTRUTURA

    A classificao relativa ao ndice de Infraestrutura revela o Territrio Extremo Sul

    predominantemente no nvel 4, a categoria mais baixa, com sete municpios nele enquadrados.

    Cinco municpios, Nova Viosa, Ibirapu, Medeiros Neto, Teixeira de Freitas e Itamaraju,

    esto no nvel 3 e apenas Mucuri se encontra no nvel 2, melhor classificao do Territrio.

    (Governo do Estado da Bahia, 2012).

    Mapa: Classificao dos municpios do

    Territrio de Identidade Extremo Sul segundo

    os nveis de IQM, para o ano de 2006.

    Fonte: adaptado de SEI, 2010a. Elaborao: GTA,

    2012.

    Mapa: Classificao dos municpios do Territrio

    de Identidade Extremo Sul segundo os nveis de

    INF, para o ano de 2006.

    Fonte: adaptado de SEI,

    2010a. Elaborao: GTA,

    2012.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    50

    PRODUTO INTERNO BRUTO - PIB

    O setor de Servios o que mais contribui com o PIB do Territrio. Apesar do

    Territrio ser caracteristicamente rural, o setor Agropecurio o menos expressivo. O setor da

    Indstria contribui um pouco acima do agropecurio, tendo como destaque o municpio de

    Mucuri, muito frente dos demais, conforme indica a Tabela abaixo.

    PIB por setores econmicos, PIB municipal e PIB per capita, por municpio do Territrio de

    Identidade Extremo Sul, para o ano de 2010.

    Municpios

    Valor adicionado (em milhes de R$) PIB (em

    milhes de

    R$)

    PIB per

    capita (R$) Agropecuria Indstria Servios

    Alcob

    aa

    74,06 7,53 66,92 154,67 7.611,00

    Caravelas 99,74 7,70 67,46 182,53 8.318,00

    Ibirap

    u

    18,27 6,55 25,74 53,95 6.895,00

    Itamaraju 143,39 41,36 238,27 448,99 6.650,00

    Itanh

    m

    34,21 7,26 59,05 105,07 4.959,00

    Jucuru

    u

    27,50 2,51 22,75 54,04 5.052,00

    Lajed

    o

    12,49 1,34 11,69 26,28 7.332,00

    Medeiros Neto 28,71 25,43 73,94 136,30 6.023,00

    Mucur

    i

    54,38 605,83 231,96 1.013,58 29.096,00

    Nova Viosa 62,99 22,83 121,00 224,00 6.217,00

    Prado 131,38 12,44 88,26 239,60 9.186,00

    Teixeira de

    Freitas

    42,94 119,37 640,96 906,74 7.321,00

    Vered

    a

    18,46 2,05 18,59 40,57 5.512,00

    TI

    Extremo

    Sul

    748,52 862,20 1.666,59 3.586,32 8.474,77

    Porcentagem

    em relao

    ao setor de

    econmico

    8,83%

    24,04%

    46,47%

    -

    -

    Nota: Na composio do PIB municipal tambm est includo o Imposto sobre Produtos, que no faz parte da

    anlise no contexto deste Plano Habitacional. Fonte: SEI, 2011b. Elaborao: GTA, 2012.

    DESENVOLVIMENTO ECONMICO

    O ndice de Desenvolvimento Econmico IDE reflete o desempenho do

    Territrio quanto aos ndices componentes anteriormente analisados, INF, IQM e IPM.

    Embora a produo do Territrio de Identidade Extremo Sul, em geral, seja muito baixa, a

    qualificao da populao e infraestrutura esto em nvel mdio, o que garante bom

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    51

    desempenho no IDE de alguns municpios. Mucuri o nico na categoria nvel 2 e cinco

    municpios alcanam nvel 3: Nova Viosa, Ibirapu, Teixeira de Freitas, Medeiros Neto e

    Itamaraju. Os sete municpios restantes enquadram-se no nvel 4. Ainda que nenhum

    municpio esteja no nvel 1, melhor classificao, nove deles se encontram entre os 100

    melhor qualificados, fazendo com que a mdia do IDE do Territrio seja superior mdia do

    estado da Bahia.(Governo do Estado da Bahia, 2012).

    ESTRUTURA FUNDIRIA

    Atualmente o Territrio apresenta uma concentrao fundiria bastante alta (Plano

    Costa das Baleias 2012), realidade igual evidenciada em todo o estado da Bahia. Essa

    constatao corroborada pelos dados da estrutura fundiria da regio e do estado. Destaca-se

    que tanto para a regio, quanto para o estado, h uma concentrao de estabelecimentos nas

    faixas compreendidas entre 5 e 50 hectares.

    A concentrao de terras medida pelo Gini muito elevada. No caso do Territrio

    o ndice de Gini ficou em 0,88250 e para o estado da Bahia o ndice ficou em 0,88244. Um

    fator de crtica social relacionado questo fundiria diz respeito alta concentrao de terras

    do Territrio com a ocupao da silvicultura e o modelo monocultural da atividade, conforme

    pode ser observado a figura abaixo.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    52

    CAPACIDADE INSTITUCIONAL DOS MUNICPIOS

    O levantamento das atuais condies institucionais do Territrio de Identidade

    Extremo Sul serve de instrumento para definir as bases a serem utilizadas pelo futuro plano,

    apontando os pontos crticos e suas potencialidades. A seguir, sero aqui apontadas as

    estruturas de governo existentes e a legislao disponvel em mbito municipal para lidar com

    as questes habitacionais.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    53

    Instrumentos de Planejamento Municipal: Os seguintes municpios possuem legislao

    especifica sobre:

    Zonas de Interesse Social: Caravelas, Itamaraju, Jucuruu e Prado.

    Zonas de Interesse Especial:

    Ambiental: Alcobaa, Caravelas, Itamaraju, Jucuruu, Mucuri, Nova Viosa, Prado.

    Histrico: Alcobaa, Caravelas, Nova Viosa.

    Cultural: Alcobaa, Caravelas, Nova Viosa e Prado.

    Paisagstico: Alcobaa, Caravelas, Itamaraju e Prado.

    Arquitetnico: Alcobaa, Nova Viosa e Prado. Instrumentos de Poltica Urbana

    PLANO DIRETOR

    Pronto: Sete municpios: Alcobaa, Caravelas, Itamaraju, Mucuri, Nova Viosa,

    Prado e Teixeira de Freitas. Em elaborao: Trs municpios: Itanhm, Jucuruu e Medeiros

    Neto.

    Parcelamento do Solo: Alcobaa, Caravelas, Itamaraju, Mucuri, Nova Viosa e Teixeira de

    Freitas.

    Zoneamento: Alcobaa, Caravelas, Mucuri, Nova Viosa, Prado e Teixeira de Freitas.

    Cdigo de Obras: Alcobaa, Caravelas, Ibirapu, Itamaraju, Mucuri, Nova Viosa, Prado.

    Contribuio de Melhoria: Alcobaa, Itamaraju, Mucuri e Teixeira de Freitas.

    Solo Criado: Alcobaa, Itamaraju e Prado.

    Abairramento:

    Plano de Saneamento bsico:

    Plano de Resduos Slidos:

    INSTRUMENTOS DE GESTAO

    Cadastro do IPTU informatizado (86% dos municpios dispem de cadastro imobilirio

    informatizado para cobrana do IPTU)

    Planta Genrica de Valores informatizada: 76% dos municpios;

    Programa de gerao de emprego e renda: 76% dos municpios.

    CONSELHOS E FUNDOS

    Educao: 85% dos municpios possuem Conselho Municipal de Educao, e 12 municpios

    possuem Fundo Municipal de Educao;

    Cultura: Alcobaa;

    Desenvolvimento Urbano: Nova Viosa, e Teixeira de Freitas;

    Meio Ambiente: 19 municpios possuem CMMA e 13 deles, Fundo Municipal de Meio

    Ambiente.

    Comit de Bacia: 9 municpios. (ver quais participam do Comit)

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    54

    No Territrio verifica-se que esto instalados os Conselhos Municipais de sade,

    da educao, da merenda escolar, meio ambiente, proteo ao idoso, cultura, tutelar, dos

    direitos da criana e adolescente, educao e cultura, assistncia social, alimentao escolar,

    habitao, direito da mulher, antidroga, acessibilidade, de desenvolvimento rural sustentvel;

    Sindicato dos trabalhadores rurais ligados a FETRAF e FETAG; Sindicato de produtores

    rurais ligados a FAEB; Pastoral da criana; ONGs; Colnias de pescadores; Associaes de

    classe; Comit de bacias hidrogrficas. (...) Muitas esto inativas, sem nenhuma atividade,

    outras esto em funcionamento. Identifica-se tambm no territrio a presena de diversos

    movimentos sociais voltados para a reforma agrria, tais como: MST, MLT, FETAG,

    FETRAF, PNCF. Existem cooperativas de crdito como o Bancoob, Sincoob, Coopexsulba,

    Cafaed, alm de outras que esto em processo de implantao e cooperativas de servios

    tcnicos, tais como a COOTEBA. Dentre os rgos governamentais encontra-se a EBDA,

    CEPLAC, ADAB, BNB, Banco do Brasil, Caixa Econmica, DERBA, IBAMA, Bahia Pesca,

    UNEB, SUDIC, CERB, IMA, DIREC, DIRES. (PTDRS Extremo sul da Bahia, 2012).

    HABITAO

    Dos 13 municpios que compem o Territrio, quatro declaram no possuir

    qualquer instncia organizativa para tratar de problemas habitacionais. So eles: Ibirapu,

    Lajedo, Medeiros Neto e Nova Viosa. Cinco municpios declaram ter Plano Municipal de

    Habitao: Caravelas, Itanhm, Mucuri, Nova Viosa e Prado (MC/SNH/DICT, CAIXA,

    2011). Nos oito municpios restantes esse instrumento est em processo de elaborao.

    Quanto Regularizao Fundiria, apenas Alcobaa e Prado afirmam ter legislao

    especfica. Alcobaa declara ter programas nessa rea. Registram a presena de favelas os

    municpios de Alcobaa, Caravelas, Itamaraju, Mucuri, Prado e Teixeira de Freitas. Em

    relao existncia de loteamentos clandestinos, registram presena os municpios de

    Alcobaa, Itamaraju, Mucuri, Nova Viosa, e Teixeira de Freitas.

    DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL NO TERRITRIO

    O Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio - PTDSS um

    instrumento para orientar aos integrantes dos Colegiados Territoriais e aos assessores da

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    55

    poltica de desenvolvimento territorial na Bahia. Ele pretende agregar qualidade tcnica e

    alto nvel de apropriao, para ser um instrumento efetivo de planejamento e suporte

    gesto social para o desenvolvimento do Territrio de Identidade Extremo Sul.

    O PTDSS foi construdo de forma democrtica e participativa. Com participao ativa, dos

    membros do Colegiado, no processo de construo do Plano. Dado ao acmulo de registros

    de processos anteriores de participao social, seja na elaborao dos Planos ou na realizao

    de Conferncias Territoriais temticas ou setoriais, segue uma sistematizao das

    informaes, os encaminhamentos e as resolues, que fazem parte do documento base, para

    subsidiar a elaborao da nova edio do Plano.

    Dimenso Socioeconmica Procura a organizao social e econmica dos

    territrios segundo suas potencialidades, capazes de se tornarem dinamizadoras do

    desenvolvimento e geradoras das competncias sistmicas para a sustentabilidade.

    Caracteriza-se, portanto, por dois processos: a organizao social das potencialidades do

    territrio e a reestruturao social das atividades produtivas ali predominantes, a partir da

    construo dos nveis de acumulao territorial e o desenvolvimento constante da

    produtividade e da intersetorialidade socioprodutiva.

    DESAFIO

    POTENCIALIDADES

    - Modelo de produo insustentvel com

    base na prtica indiscriminada

    monoculturas seja de eucalipto ou cana de

    acar, de uso de agrotxicos, alm de uso

    de energia de alto custo para a produo

    agrcola, e prticas de cultivo e criao

    que levam a greves problemas ambientais

    falta de potencialidade e alternativas de

    fontes de energia para produo.

    Irregularidade hdrica

    - pouca presena de poltica de ATER

    - Existncia de iniciativas de produo

    sustentvel e agroecolgica como quintais

    produtivos e sistemas agroflorestais.

    - Presena da agricultura familiar e da

    economia solidria nas cadeias produtivas

    da bovinocultura, da pesca artesanal, da

    ovinocaprinocultura apicultura,

    mandiocultura, artesanato, criao de

    pequenos animais, reaproveitamento dos

    resduos,

    - Avanos nas atividades pecurias como a

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    56

    pblica, gratuita e continuada, com

    reduo de tcnicos nas instituies

    executoras, tendo como uma de suas

    consequncias o uso ineficiente do crdito

    rural. Impactando na sade e meio

    ambiente- Precariedade no

    processamento, beneficiamento, do mel.

    Certificao do mel, produo da

    agricultura familiar agroecolgica e

    produo de empreendimentos da

    economia solidria, do pescado em geral.

    - Problemas gerais de comercializao da

    produo da agricultura familiar com forte

    presena dos atravessadores, deficincia

    ou ausncia de logstica para realizao de

    feiras e dificuldades de escoamento da

    produo. - Baixo nvel de organizao

    dos agricultores familiares tanto no

    mbito da produo quanto da

    comercializao, acentuada pelo

    descrdito no associativismo e

    cooperativismo.

    melhoria do padro gentico na

    bovinocultura e ampliao da criao de

    galinhas caipiras e aves em geral.

    Diminuio do nmero de atendimento de

    famlias por tcnicos. Melhoramento

    gentico das espcies vegetais

    - Os recursos naturais e equipamentos

    sociais existentes no Territrio favorecem

    a prtica do Turismo. Criar mecanismos

    para que equipamentos sociais sejam

    tambm favorveis nas outras cadeias

    produtivas presentes no plano.

    - Existncia de espaos de

    comercializao para a agricultura

    familiar no territrio. No existe espaos

    definidos para comercializao dos

    produtos da AF

    - Presena de associaes comunitrias.

    - Existncia de programas do governo

    federal voltados a garantia da segurana

    alimentar, acesso gua e apoio a

    agricultura familiar (PRONAF, DRS,

    Plano Safra, PROINF, PAC I e II) e outros

    programas como o Luz para Todos.

    - Presena de rgos promotores e

    organismos no governamentais

    executoras de ATER e das Bases de

    Servios de Comercializao. (Fonte:

    PTDRS) A poltica no chega a todos

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    57

    - O PPA 2016-2019 regionalizado

    estabelece os seguintes objetivos

    estratgicos para este territrio, que

    dialogam com essa dimenso:

    a) Fortalecer as cadeias produtivas do

    territrio, com nfase na agricultura de

    base familiar O ppa no menciona e

    economia solidria

    b) Garantir a democratizao do acesso a

    gua para uso humano e produtivo de

    forma racional (Fonte: PPA). Ter acesso

    as outras tecnologia sociais de

    captao|produo de gua

    Intensificar a fiscalizao do uso da gua

    e gesto dos recursos hdricos

    Dimenso sociocultural e Educacional - Procura identificar e resgatar a histria

    da formao dos territrios e as caractersticas sociodemogrficas da diversidade

    sociocultural, bem como as suas relaes com os direitos educao, sade e o

    fortalecimento da identidade cultural, visando construo da sustentabilidade democrtica

    do desenvolvimento dos territrios. Quanto educao, deve ser vista como mecanismo

    sistmico de reproduo social e cultural dos novos valores, comportamentos imaginrios e

    simblicos da sustentabilidade dos territrios.

    DESAFIOS

    POTENCIALIDADES

    Nos aspectos sociais e da sade existem

    desafios no territrio relacionados s

    Nos aspectos sociais e da sade destacam-

    se as seguintes potencialidades gerais:

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    58

    seguintes questes gerais:

    - inexistncia, insuficincia e precariedade

    de equipamentos pblicos para

    atendimento populao do territrio, tais

    como centros de convivncia, centros de

    tratamento especfico, hospitais de nveis

    secundrios e tercirios, servios como

    SAMU, unidades de sade, equipamentos

    socais (CREAS, CAPs, etc.) e aterros

    sanitrios.

    - deficincia na oferta de cursos tcnicos e

    superiores das reas de sade e cincias

    agrrias e falta de estruturao dos j

    existentes.

    - deficincia, insuficincia, precarizao e

    falta de qualidade na prestao de

    servios populao do territrio nas

    reas social, de sade e saneamento

    pblico nas zonas urbana e rural

    (implementao de fossas spticas,

    cloradores e demais melhorias).

    - deficincia, insuficincia e rotatividade

    de profissionais e mercantilizao dos

    servios mdicos.

    - ausncia e insuficincia de programas

    especficos para o enfrentamento de

    problemas graves nas reas social e de

    sade no territrio relacionados a gravidez

    na adolescncia, tratamento de

    dependentes qumicos e lcool,

    hansenase, tuberculose, HIV, doenas do

    - Existncia de polticas pblicas

    importantes como o SUS, SUAS, PSF,

    Brasil Sorridente, Programa Sade da

    Famlia, Projeto So Jos, UPAs e

    Programa de Cisternas.

    - Existncia de profissionais de sade

    competentes e um polo de educao

    permanente.

    - As polticas de sade no territrio so

    compatveis com o sistema SUS, existem

    Conselhos de Sade, projetos especficos

    de promoo da sade e poltica de sade

    mental. (Fonte: PTDRS). Se houver

    impedimento, por exigncia de populao

    mnima, sugerir a construo de centros

    compartilhados, na forma de micro-polos,

    para atender a populao de pequenos

    municpios prximos, atravs dos

    consrcios de Sade j estabelecidos.

    Nos aspectos educacionais e culturais

    destacam-se as seguintes potencialidades

    gerais:

    -Existncia e avanos nas polticas

    pblicas educacionais como PNDE,

    FNDE, Caminho da Escola, Brasil

    Alfabetizado, Regulamentao do Piso

    Nacional dos Professores de Ensino

    Mdio e PRONERA.

    - Melhoria dos indicadores do IDEB nos

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    59

    aparelho circulatrio, hipertenso,

    cardiopatia e diabetes, servios de

    hemodilise, enfrentamento da violncia

    contra a mulher e combate ao extermnio

    da juventude por ameaas e morte.

    Nos aspectos educacionais e culturais

    existem desafios no territrio relacionados

    as seguintes questes gerais:

    - inexistncia, insuficincia e precariedade

    de equipamentos pblicos para

    atendimento populao do territrio, tais

    como bibliotecas, salas de multimeios,

    laboratrios de cincia e informtica,

    espaos culturais, refeitrios, escolas do

    campo e transporte escolar, com

    profissionais capacitados.

    - deficincia, insuficincia, precarizao e

    falta de qualidade na prestao de

    servios populao do territrio nas

    reas de educao e cultura, que se

    refletem em problemas de evaso escolar

    alta, reduzido nmero de matrculas de

    educao infantil, drogas e violncia nas

    escolas.

    - ausncia e deficincia de programas e

    polticas pblicas centradas no esporte e

    no lazer, bem como locais apropriados

    para a realizao de atividades de lazer e

    poliesportivas.

    municpios do territrio.

    - A diversidade cultural, ambiental e

    humana do territrio.

    - A realizao de fruns de debate sobre

    educao, cultura e turismo e a

    consolidao do Comit Temtico da

    Cultura no Colegiado Territorial.

    - O PPA 2016-2019 regionalizado

    estabelece os seguintes objetivos

    estratgicos para este territrio, que

    dialogam com essa dimenso:

    a) Garantir uma sade pblica de

    qualidade, humanizada com garantia de

    financiamento das esferas pblicas e

    compatvel com as necessidades nos trs

    nveis de ateno: primria, secundria e

    terciria.

    b) Consolidar uma educao

    contextualizada inclusiva em tempo

    integral com a participao das famlias,

    qualificao profissional e

    acompanhamento de equipes

    multiprofissional e interdisciplinar.

    c) Reduzir a violncia e a criminalidade

    na cidade e no campo.

    - Existncia da Escola Popular de

    Agroecologia Egdio Bruneto e de

    assentamentos agroecolgicos.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    60

    - rotatividade de profissionais da

    educao, falta de qualificao e

    formao continuada de professores e

    valorizao com liberao de recursos e

    capacitao dos profissionais da cultura e

    grupos culturais das comunidades e povos

    tradicionais do territrio.

    - falta de fiscalizao de polticas federais,

    estaduais e municipais de educao e dos

    recursos j implementados e por

    implementar, a exemplo de laboratrios

    de informtica ociosos, falta de

    profissionais capacitados, infraestrutura

    dos estabelecimentos escolares e da

    situao das vias pblicas de acesso s

    escolas, tanto na zona urbana quanto

    rural.

    - falta de acesso da populao jovem do

    campo ao Ensino Mdio e superior,

    tcnico ou acadmico, ausncia de escolas

    famlia agrcola e de cursos tcnicos

    realizados nas reas rurais, para que

    beneficiem a juventude rural e fomente a

    permanncia no campo, por meio do

    PRONERA, do PRONATEC e demais

    programas j existentes.

    - predominncia de relaes de influncia,

    favor e compadrio, efetivadas sobretudo

    por meio de cargos comissionados sem

    concurso ou qualificao tcnica

    especfica, tanto no sistema educacional

    quanto no setor de cultura e demais

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    61

    secretarias e rgos municipais.

    - falta de transparncia em relao

    dotao oramentria nas Secretarias

    Municipais e remanejamento s vezes

    indevido de recursos de um rgo para

    outro, muitas vezes sem rubrica e sem

    planejamento ou sem respeitar o

    planejamento.

    - desvalorizao da cultura local pela

    invisibilidade de grupos, aes e

    iniciativas locais/regionais, pela ausncia

    de locais culturais apropriados,

    especficos para a cultura como teatros e

    centros culturais.

    - falta de polticas, programas e aes

    voltados para a comunicao, com foco

    no fomento ao acesso s informaes de

    interesse pblico sobre direitos da

    populao, funcionamento dos rgos

    pblicos e das polticas pblicas, com

    vistas ao amplo envolvimento dos

    diversos atores sociais para que sejam

    capazes de participar amplamente e de

    fiscalizar.

    - falta de abordagem de contedos, na

    matriz curricular da escola bsica,

    relacionados agroecologia,

    cooperativismo, gnero, poltica e

    cidadania, religies e culturas indgena e

    de matriz africana, em respeito Lei

    Federal 10.639, de 9 de janeiro de 2003.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    62

    Dimenso ambiental - Consiste na valorizao e avaliao da situao das

    questes e dos componentes do meio ambiente dos territrios e seu bioma, assim como a

    identificao dos passivos ambientais em busca da sustentabilidade.

    DESAFIOS

    POTENCIALIDADES

    Existncia de problemas

    ambientais que afetam: a) os

    solos desertificao e

    queimadas;

    Problemas hdricos -

    assoreamento dos rios e audes,

    destruio de matas ciliares,

    localizao de cemitrios

    prximos a nascentes e presena

    de resduos de agrotxicos nas

    guas superficiais e

    subterrneas;

    Conselhos Municipais de Meio

    Ambiente sem participao

    popular

    Falta programas de proteo de

    fauna e flora- extino de

    espcies animais e vegetais,

    desmatamento, queimadas,

    ocupao de reas de

    preservao permanente.

    Destinao inadequada de

    resduos slidos

    Inexistncia de polticas de

    aproveitamento do lixo como

    Diversidade de riquezas naturais

    Energias solar e elica

    Eco turismo

    Existncia do Frum florestal para dialogar o

    sistema florestal

    Criao de Conselhos Municipais de Meio

    Ambiente (verificar a existncia e atuao

    dos conselhos nos municpios)

    Existncia de Comits de Bacias

    Hidrogrficas e Polticas Nacional e Estadual

    de Recursos Hdricos e do Meio Ambiente

    Existncia de atores sociais sensibilizados

    para a importncia da implantao de novas

    prticas que visam a reduo do lixo.

    (mobilizao da sociedade e movimentos

    sociais)-

    Experincias exitosas de comercializao de

    reciclveis. (foco em alguns produtos

    papelo e plstico)

    Existncia do Consorcio de Infraestrutura

    Regionalizao do PPA 2016-2019

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    63

    fonte de renda e trabalho.

    No aplicao da Poltica

    Nacional de Resduos Slidos

    Fragilidade dos rgos

    ambientais na fiscalizao das

    unidades de conservao e das

    atividades que impactam

    negativamente o meio ambiente

    Ausncia de estrutura e pessoal

    dos rgos fiscalizadores na

    regio

    Ausncia dos Planos de

    Recursos Hdricos nos

    municpios

    Destinao do lixo Rural

    Ausncia de fossas nas

    comunidades rurais e

    construes de fossas

    inadequadas

    Falta assistncia tcnica para

    orientaes

    Adeso dos municpios aos

    consrcios de infraestrutura e

    sade

    Inexistncia do plano de

    recursos hdricos e das agncias

    nos Comits de Bacias -PIJ

    Recuo no plantio de eucalipto

    nas estradas vicinais nos

    municpios

    Uso inadequado do solo

    Falta de prticas de

    conservacionistas

    estabelece objetivos estratgicos para este

    territrio, que dialogam com essa dimenso:

    a) Garantir a democratizao do acesso a

    gua para uso humano e produtivo de forma

    racional

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    64

    Dimenso Poltico- Institucional - Consiste na anlise das estruturas de poder e

    das representaes sociais nos espaos polticos dos territrios para compreender as relaes

    entre polticas pblicas, os projetos polticos que as representam, as institucionalidades a elas

    vinculadas e a governabilidade scio territorial, na perspectiva da configurao de uma

    moderna esfera pblica ampliada, democrtica e com protagonismo dos atores locais. Entre os

    dias 08/09/2015 e 09/10/2015, em atuao coordenada em todo o Brasil, o Ministrio Pblico

    Federal fez a avaliao dos portais da transparncia dos 5.568 Municpios e 26 Estados e o

    Distrito Federal. O exame levou em conta aspectos legais e boas prticas de transparncia e

    foi feito com base em questionrio elaborado pela Estratgia Nacional de Combate

    Corrupo e Lavagem de Dinheiro (ENCCLA). Seu objetivo medir o grau de

    cumprimento da legislao, por parte de municpios e estados, numa escala que vai de zero a

    dez. Os aspectos avaliados esto no documento: OBSERVATRIO DE INFORMAES

    MUNICIPAIS: NDICE DE TRANSPARNCIA MUNICIPAL. Segundo este documento, o

    ndice de Transparncia Nacional mdio, envolvendo Estados e Municpios foi de 3,92.

    Embora ainda esteja muito aqum do ideal. importante avaliar como a administrao

    pblica encara a transparncia das polticas pblicas executadas al. Seguem os ndices

    municipais do Extremo Sul (Ministrio Pblico Federal. ndice Nacional da Transparncia,

    2015).

    Alcobaa 4,7

    Caravelas 4,6

    Ibirapu 4,3

    Itamaraju 0,2

    Itanhm 7,1

    Jucuru 3,9

    Lagedo 3,3

    Medeiros Neto 0

    Mucuri 5,1

    Nova Viosa 5

    Prado 3,5

    Teixeira de Freitas 7

    Vereda 6,2

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    65

    DESAFIOS

    POTENCIALIDADES

    - Baixo ndice de articulao entre os nveis

    federal, estadual e municipais, na gesto das

    polticas pblicas.

    - Baixa participao dos prefeitos (ou

    representantes) e outros gestores pblicos

    municipais no Colegiado Territorial.

    - Fragilidade de algumas instituies pblicas

    e privadas resultando em baixo nvel de

    envolvimento no acompanhamento de

    projetos territoriais

    - insuficiente empoderamento da sociedade

    civil para participar da gesto social dos

    projetos e aes no territrio.

    - Falta de envolvimento das equipes tcnicas

    locais na elaborao de projetos de amplitude

    territorial. Falta de estruturao de trabalho

    com o fortalecimento dos rgo j existentes

    - Falta de assessores tcnicos contratados e

    falta de boas condies de trabalho

    - Insuficiente capacidade institucional

    instalada no territrio para a gesto de

    polticas pblicas. Fica

    Falta de transparncia no exerccio da gesto

    pblica, Criao efetiva de canais de

    comunicao e informao (ouvidorias) e o

    cumprimento da prpria execuo da lei da

    tranparnciapara que a comunidade tenha

    acesso, especificar LAI (Lei de acesso

    informao), lei 12.527/11

    - Funcionamento e fortalecimento das

    instncias do Colegiado Territorial,

    incluindo a estruturao dos Comits

    de Mulheres Juventude, agricultura

    familiar, psicultura, comunidades

    tradicionais, apicultura, segurana

    pblica (extermnio de jovens,

    mulheres, em ateno zona rural)

    - Compromisso e participao efetiva

    da maioria dos coletivos organizados

    do territrio, com destaque para os

    Sindicatos de Trabalhadores Rurais,

    Associaes Comunitrias, ONGs,

    empresas.

    - NEDETES atuante e parceiro na

    poltica territorial. Continuidade do

    projeto NEDETEs na assessoria do

    colegiado

    Parceria de entidades como CEPLAC,

    BAHIATER, CAR, IFBaiano, UFSB,

    ONGs de ATER no Territrio.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    66

    CAPTULO 2 MATRIZ DE OBJETIVOS, ESTRATGIAS E METAS

    Com o histrico de debates no territrio foi possvel, a partir de um texto-base, a

    organizao de momentos do planejamento que possibilitaram a reflexo mais aprofundada

    para melhorar o direcionamento das tomadas de decises no Territrio.

    A Poltica territorial no foi interrompida desde 2004, mesmo sem o apoio

    adequado como logstica. O territrio tomou um novo rumo recentemente com a formatao

    de uma personalidade jurdica, o que trar mobilidade para as aes at ento sem apoio. Os

    equipamentos adquiridos para o Territrio, o imvel e todos os bens junto a ele, podero ser

    usados, de forma transparente, para a evoluo da poltica territorial e para as estratgias de

    integrao de polticas no Territrio.

    Tambm observou-se a necessidade de investir recursos e oportunidades dos

    Comits de Mulheres, jovens e principalmente de Povos e comunidades tradicionais. A partir

    da o Territrio acrescentou como eixo aglutinador o tema: GENERO E GERAO. Outra

    necessidade foi a discusso especfica sobre RECURSOS HDRICOS, devido a baixa

    participao nos Comits de Bacias, e por ter o territrio diferentes painis com relao ao

    dficit hdrico.

    Diante da necessidade de anlise para alm das questes que tocam mais

    diretamente a dinmica do territrio e abranja de fato as quatro dimenses do

    desenvolvimento sustentvel na abordagem territorial, este captulo trar a descrio dos

    Eixos de Desenvolvimento, que auxiliaram na elaborao participativa do diagnstico

    territorial e na elaborao/qualificao dos PTDSS.

    O PTDSS aponta um nvel de planejamento macro para os prximos 08 anos. A

    partir dessa Matriz ser construda uma Agenda Territorial de Desenvolvimento Sustentvel,

    onde sero definidos aes, programas e projetos a serem executadas em perodos sucessivos

    de 2 em 2 anos. O PTDSS o instrumento de planejamento estratgico, enquanto as

    Agendas de Desenvolvimento Territorial, derivadas do PTDSS, sero os instrumentos de

    planejamento operacional.

    Essa execuo do PTDSS, junto a construo da Agenda Territorial de

    Desenvolvimento, remete a organizao da Matriz de objetivos, estratgias e metas em cinco

    grandes eixos que daro origem as agendas: i) Desenvolvimento Econmico e Ambiental com

    Incluso Socioprodutiva, ii) Estrutura Fundiria e Acesso Terra, iii) Formao e

    Organizao Social e iv) Infraestrutura e Servios Pblicos, v) Gesto de Recursos Hdricos.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    67

    Assim, faz-se um vnculo objetivo entre o planejamento estratgico e o planejamento

    operacional, na medida em que as agendas seguiro a organizao da Matriz.

    METAS ORGANIZADAS POR PRAZOS

    CURTO PRAZO (0 A 2 ANOS)

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo: Assegurar o desenvolvimento socioeconomico e ambiental, bem como o

    fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia com ampliao de renda, da

    produo e da disponibilidade e acesso a alimentos saudveis. (PNDRS).

    Estratgia: Fomentar a agroindustrializao, a comercializao, o PAA, o PNAE e

    outros mercados. Como tambm a gesto, a organizao, o empreendedorismo, o

    cooperativismo da agricultura familiar e economia solidria, dos povos e comunidades

    tradicionais, assentados de reforma agrria, jovens e mulheres, considerando suas

    particularidades e potencialidades territoriais, implantando infraestrutura para

    beneficiamento dos produtos da agricultura familiar;

    META Inserir 650 famlias no PAA e PNAE;

    META Inserir 8 empreendimentos de economia solidria nas compras pblicas;

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Assegurar o desenvolvimento socioeconomico e ambiental, bem como o

    fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia com ampliao de renda, da

    produo e da disponibilidade e acesso a alimentos saudveis. (PNDRS).

    Estratgia: Promover a qualificao ambiental do territrio atravs de aes de

    educao ambiental e recuperao florestal.

    META Fortalecer o comit de bacias hidrogrficas;

    META Fomentar recuperao das APPs nas reas da agricultura familiar;

    META Atender 100% dos empreendimentos da agricultura familiar com o CEFIR;

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo: Garantir o cumprimento das leis ambientais afim de promover o controle das

    atividades predatrias da iniciativa privada no meio ambiente do territrio. (PNDRS).

    Estratgia: Fiscalizar, monitorar e punir os causadores de danos socioambientais das

    atividades das empresas mineradoras, e das que dependem de monocultura para sua

    produo silvcola e pecuria.

    META Instrumentalizar os rgos de fiscalizao do consrcio territorial, com 2

    carros e 2 equipes de campo (um profissional de nvel superior e dois fiscais de nvel

    mdio);

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    68

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Promover etnodesenvolvimento, autonomia das mulheres e da juventude

    rural atravs da organizao produtiva e econmica. (PNDRS).

    Estratgia: Inserir jovens e mulheres trabalhadoras rurais e urbanas como sujeitos

    ativos dos processos de desenvolvimento do territrio.

    META 1 Criar o Programa Jovem Agricultor, que incentive a participao da

    juventude na agricultura, fornecendo ATER, crdito e infraestrutura.

    META 2 Fortalecer e incentivar a criao de associaes de mulheres, fornecendo

    ATER, crdito e infraestrutura;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Promover a regularizao fundiria no territrio.

    Estratgia: Melhorar o mecanismo de legalizao das comunidades quilombolas,

    indgenas e assentamentos rurais;

    META Regularizar 30% das comunidades quilombolas, indgenas, acampamentos e

    assentamentos rurais; (INCRA) (PNCF);

    META Disponibilizar uma equipe estruturada para desenvolvimento das atividades

    pertinentes ao CDA;

    META 20% das terras da agricultura familiar, comunidades quilombolas, indgenas,

    acampamentos e assentamentos rurais regularizadas;

    META Agilizar o processo de reconhecimento da Comunidade Quilombola de Vale

    me Deus;

    META Assentar 20% das famlias que se encontram acampadas no territrio;

    META Cumprir recomendao do MDSA para realizao dos despejos s aps

    negociada a desocupao;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Fiscalizar as atividades de empresas ligadas a monocultivos no territrio.

    Estratgia: Avaliar e monitorar a monocultura do eucalipto e da cana-de-acar;

    META Resolver 20% dos processos jurdicos relacionados a crimes ambientais

    ligados a monocultura de cana-de-acar ou eucalipto;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Fiscalizar as atividades de empresas ligadas a monocultivos no territrio.

    Estratgia: Limitar reas de plantio de eucalipto;

    META Tornar lei que no mximo 20% da rea agricultvel de cada municpio possa

    ser utilizada para plantio de eucalipto.

    META 100% do eucaliptal distando no mnimo 10 quilmetros das reas urbanas;

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    69

    META - 100% do eucaliptal distando no mnimo 1 quilmetro de comunidades e casas

    rurais;

    META - 100% do eucaliptal recuado no mnimo 50 metros de cada lado das estradas

    vicinais e das redes eltricas;

    META - Retirada de 30% das cmeras fixadas nas torres de observao do eucaliptal;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Fiscalizar as atividades de empresas ligadas a monocultivos no territrio

    Estratgia: Avaliar e monitorar as monoculturas existentes no territrio;

    META Resolver 20% dos processos jurdicos relacionados a crimes ambientais;

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover a gesto e a participao social na implementao, no

    monitoramento e na avaliao de polticas pblicas. (PNDRS).

    Estratgia: Realizar processo de formao de capacidades e competncias em

    desenvolvimento territorial, sustentvel e gesto participativa de polticas pblicas.

    META - Implantar de um sistema de acompanhamento e monitoramento das aes

    territoriais;

    META - Ampliar de 50% da participao das organizaes sociais, pblicas e privadas

    do territrio que participam com regularidade das instncias de gesto de polticas

    pblicas;

    META Garantir recursos financeiros para formao sobre poltica territorial nos

    municpios;

    META - Ampliar de 4 para 10, os tcnicos/as integrados no ncleo tcnico do colegiado

    territorial com dedicao parcial e integral de tempo;

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover a gesto e a participao social na implementao, no

    monitoramento e na avaliao de polticas pblicas. (PNDRS).

    Estratgia: Fortalecer os consrcios intermunicipais;

    META Continuar com o Programa Eletrificao Rural;

    META Prover infraestrutura para funcionamento do consrcio intermunicipal

    existente;

    META Garantir que todas as patrulhas mecnicas sejam administradas pelo conselho

    municipal de desenvolvimento sustentvel - CMDS, atendendo a rea rural;

    META Construir 50 poos artesianos por ano nos municpios do territrio;

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    70

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover a gesto e a participao social na implementao, no

    monitoramento e na avaliao de polticas pblicas. (PNDRS).

    Estratgia: Estruturar e capacitar os rgos de fiscalizao e monitoramento de danos

    socioambientais das atividades de empresas que atuam no territrio;

    META Propor a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC com as

    empresas causadoras dos impactos ambientais;

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover processos de planejamento, integrao e gesto do

    desenvolvimento sustentvel dos territrios de identidade, considerando as dimenses

    de gnero, etnia, gerao, povos e comunidades tradicionais e de terreiro. (PNDRS).

    Estratgia: Desenvolver cursos para a formao de jovens, mulheres e povos e

    comunidades tradicionais nas temticas contempladas nesse PTDSS.

    META Firmar parceria com instituies pblicas de ensino no territrio para

    promoo de cursos de formao em associativismo, gesto e cadeias produtivas de

    acordo com a realidade local, considerando as dimenses tnicas;

    META Formar a primeira turma do Curso de Agroecologia e Sistemas Agroflorestais;

    META Formar a primeira turma do PRONATEC CAMPO;

    META Criar curso de graduao em agronomia fornecido por instituies pblicas de

    ensino no territrio;

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover a regularizao fundiria no territrio

    Estratgia: Capacitao tcnica de funcionrios da Secretaria da Fazenda dos

    municpios de Teixeira de Freitas e Itamaraj;

    META Formar 5 funcionrios da Secretaria da Fazenda para emisso de Bloco de

    Notas da Agricultura familiar;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Consolidar uma educao contextualizada, inclusive, em tempo integral com

    a participao das famlias, com qualificao profissional e acompanhamento de equipe

    multiprofissional e interdisciplinar. (PPA).

    Estratgia: Ampliar e melhorar a educao nos municpios do territrio;

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    71

    META Reduzir em 20% as taxas de evaso escolar nos municpios do territrio;

    META Revitalizar a Escola Famlia Agrcola de Itanhm;

    META Disponibilizar transporte, demandado por estudantes das universidades,

    moradores da zona rural do territrio;

    META Concluir das obras e pleno funcionamento das creches existentes nos

    municpios do territrio;

    META - 30% das escolas do campo, indgenas e quilombolas com currculo, gesto

    democrtica e com plena participao das comunidades beneficiadas;

    META Fiscalizar os veculos de transporte escolar, garantindo o cumprimento das leis

    de transito;

    META Garantir que os veculos de transporte escolar possuam seguro e inspeo

    tcnica;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover o acesso da populao a polticas pblicas voltadas melhoria da

    qualidade de vida, por meio participao social, integrao de aes institucionais e

    articulao e interferedativa. (PNDRS).

    Estratgia: Estruturar e fomentar a criao de Conselhos Municipais de Cultura com

    ampla participao popular do territrio;

    META Garantir que todos os segmentos de editais ou cursos de formao, adotem o

    recorte territorial, com recorte de cota mnima por territrio;

    META Realizar um diagnstico territorial para registrar todas as manifestaes

    culturais e comunidades tradicionais;

    META Financiar e promover Festivais de Cultura Municipais no territrio;

    META - Criar Editais de cultura territoriais;

    META - Implantao do centro territorial de cultura;

    META - Reestruturao do centro de Cultura Indgena do Trevo do Parque;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Garantir uma sade pblica de qualidade, humanizada, com garantia de

    financiamento das esferas pblicas e compatvel com as necessidades dos trs nveis de

    ateno, primria, secundria e terciria. (PPA).

    Estratgia: Ampliar o acesso da populao s aes e servios de sade, com

    resolutividade, fortalecendo o Sistema nico de Sade SUS;

    META Ampliar e estruturar o Programa Sade da Famlia e fortalece-lo na zona rural;

    META - Reduzir em 50% da rotatividade dos profissionais de sade no territrio.

    META Promover cursos de formao continuada dos profissionais da rea de sade

    pblica do territrio;

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    72

    META - Promover cursos de atendimento humanizado nos espaos de sade pblica do

    territrio;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover o acesso da populao a polticas pblicas voltadas melhoria da

    qualidade de vida, por meio participao social, integrao de aes institucionais e

    articulao e interferedativa. (PNDRS).

    Estratgia: Melhoria das estruturas de rodovias Federais, Estaduais e Municipais, bem

    como a ampliao e a instalao de redes eltricas e de gua, possibilitando a integrao

    territorial.

    META Fornecer energia e gua para 30% das residncias rurais do territrio;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Reduzir a violncia e a criminalidade na cidade e no campo. (PPA)

    Estratgia: Garantir aos grupos de vulnerabilidade socioeconomica acesso s polticas

    pblicas.

    META Incentivar e estruturar Conselhos Municipais de Mulheres, Juventude, Idosos,

    Crianas e Adolescentes;

    META Estruturar com recursos fsicos e humanos a DEAM de Teixeira de Freitas;

    META Criar e estruturar Casas de Acolhimento a Mulheres em Situao de Violncia

    nos municpios do territrio;

    META - Criar e estruturar Casas de Acolhimento a Idosos;

    META Criar Fruns, Delegacias e Comits de combate ao preconceito racial;

    META Criar e fortalecer Fruns e Comits de combate ao preconceito contra

    Lsbicas, Homossexuais, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgneros;

    META Criar e fortalecer Fruns e Comits das questes de gnero;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover o acesso da populao a polticas pblicas voltadas melhoria da

    qualidade de vida, por meio participao social, integrao de aes institucionais e

    articulao e interferedativa. (PNDRS).

    Estratgia: Promover meios de formao e comunicao sobre gesto social e

    participao popular;

    META Realizar Fruns Municipais anuais nos 13 municpios do territrio sobre

    Gesto Social e Participao Popular;

    META Realizar Frum Territorial anual sobre Gesto Social e Participao Popular;

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    73

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover etnodesenvolvimento e a autonomia das mulheres e da juventude

    rural e urbana por meio da qualificao das polticas e servios pblicos. (PNDRS).

    Estratgia: Promover o desenvolvimento esportivo do territrio;

    META Promover e estruturar Conselhos Municipais de Esporte e Lazer;

    Eixo: Recursos Hdricos

    Objetivo: Garantir a democratizao do acesso gua para uso humano e produtivo de

    forma racional.(PPA)

    Estratgia: Promover a formao e a estruturao do Comit de Bacias do Perupe,

    Itanhm e Jucuru - CBHPIJ, afim de estabelecer um Plano de Ao de acordo com as

    demandas identificadas pelo diagnstico das Bacias;

    META Criar um edital para efetuar o diagnstico da Bacia do PIJ;

    META Fornecer um espao fsico (sala) e recursos humanos para a administrao do

    CBHPIJ;

    META Estimular parcerias pblico-privada para financiamento de projetos na rea de

    educao ambiental, recuperao de reas degradadas, recuperao de matas ciliares,

    identificao e recuperao de nascentes;

    META Formar parcerias com as universidades e Institutos pblicos do territrio para

    ceder equipe tcnica para participao no Comit de Bacias e do Plano de Ao do

    CBHPIJ;

    META Estabelecer parceria com a SEMA para mapeamento e marcao de pontos de

    GPS das nascentes existentes no territrio;

    METAS ORGANIZADAS POR PRAZOS

    MDIO PRAZO (3 A 6 ANOS)

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Assegurar o desenvolvimento social econmico e ambiental, bem como o

    fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia com ampliao de renda, da

    produo e da disponibilidade e acesso a alimentos saudveis. (PNDRS).

    Estratgia: Fomentar a agroindustrializao, a comercializao, o PAA, o PNAE e

    outros mercados, a gesto, a organizao, o empreendedorismo, o cooperativismo da

    agricultura familiar e economia solidria, dos povos e comunidades tradicionais,

    assentados de reforma agrria, jovens e mulheres, considerando suas particularidades e

    potencialidades territoriais, implantando infraestrutura para beneficiamento dos

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    74

    produtos da agricultura familiar;

    META Criar a semana da agricultura familiar e economia solidria, com a

    participao de 650 agricultores e empreendimentos de economia solidria do territrio;

    META Ofertar 52 dias de campo no ano, para turma de 20 agricultores familiares e

    empreendimentos de economia solidria, com tema indicado por eles;

    META Inserir 1000 famlias no PAA e PNAE;

    META Inserir 16 empreendimentos de economia solidria nas compras pblicas;

    META Ofertar 1 curso por ms sobre beneficiamento de produtos para a agricultura

    familiar, para 20 agricultores;

    META Fomentar um programa de agricultura agroecolgica que certifique 50

    agricultores por ano;

    META - Capacitar no mnimo 8 famlias em cada cadeia produtiva contempladas no

    bahia produtiva;

    META - Criar um banco de dados das cadeias produtivas da agricultura familiar do

    territrio;

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Assegurar o desenvolvimento socioeconomico e ambiental, bem como o

    fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia com ampliao de renda, da

    produo e da disponibilidade e acesso a alimentos saudveis. (PNDRS).

    Estratgia: Promover a qualificao ambiental do territrio atravs de aes de

    educao ambiental e recuperao florestal.

    META Promover capacitao em educao ambiental, atravs de minicursos para 150

    presidentes de associaes e cooperativas do territrio;

    META Implantar um programa de arborizao urbana nos treze municpios do

    territrio totalizando 6500 rvores plantadas por ano;

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Garantir o cumprimento das leis ambientais afim de promover o controle das

    atividades predatrias da iniciativa privada no meio ambiente do territrio. (PNDRS).

    Estratgia: Fiscalizar, monitorar e punir os causadores de danos socioambientais das

    atividades das empresas mineradoras, e das que dependem de monocultura para sua

    produo silvcola e pecuria.

    META Cobrar do judicirio a realizar anualmente um mutiro para agilizar os

    processos ambientais em tramitao;

    META Criar um programa para reverter as multas em desenvolvimento para o

    territrio, na forma de estradas, mquinas e outros.

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Fortalecer o desenvolvimento socioeconmico, ambiental e o fortalecimento

    da agricultura familiar e da agroecologia, com ampliao da renda, da produo e da

    disponibilidade e acesso a alimentos saudveis. (PNDRS).

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    75

    Estratgia: Assegurar a poltica de ATER continuada, na quantidade e qualidade

    adequadas para agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais, assentados de

    reforma agrria, jovens, negros e mulheres.

    META Assistir tecnicamente todos os agricultores familiares portadores de DAP em

    cada municpio do territrio;

    META Garantir assistncia tcnica contextualizada para povos e comunidades

    tradicionais para 100% dos agricultores do territrio;

    META Garantir a qualificao contextualizada para tcnicos do territrio;

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Promover etnodesenvolvimento, autonomia das mulheres e da juventude

    rural atravs da organizao produtiva e econmica. (PNDRS).

    Estratgia: Inserir jovens e mulheres trabalhadoras rurais e urbanas como sujeitos

    ativos dos processos de desenvolvimento do territrio.

    META Formar 20 jovens por ano no programa Jovem Apicultor;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Promover a regularizao fundiria no territrio

    Estratgia: Melhorar o mecanismo de legalizao das comunidades quilombolas,

    indgenas e assentamentos rurais

    META Implantar escritrio da CDA no territrio;

    META Regularizar 50% das comunidades quilombolas, indgenas, acampamentos e

    assentamentos rurais; (INCRA) (PNCF);

    META 40% das terras da agricultura familiar, comunidades quilombolas, indgenas,

    acampamentos e assentamentos rurais regularizadas;

    META Aumentar em 50% o valor do crdito fundirio para o territrio;

    META Assentar 60% das famlias que se encontram acampadas no territrio;

    META Formar uma equipe de mediao de conflitos agrrios no territrio;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Fiscalizar as atividades de empresas ligadas a monocultivos no territrio.

    Estratgia: Avaliar e monitorar a monocultura do eucalipto e da cana-de-acar;

    META Resolver 50% dos processos jurdicos relacionados a crimes ambientais

    ligados a monoculturas de eucalipto ou cana-de-acar;

    META - Estabelecer parceria com o Ministrio Pblico para priorizar o julgamento dos

    processos jurdicos relacionados a crimes ambientais;

    META Exigir Estudo de Impacto Ambiental e o Relatrio de Impacto Ambiental

    (EIA- RIMA) relacionados a crimes ambientais;

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    76

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Fiscalizar as atividades de empresas ligadas a monocultivos no territrio.

    Estratgia: Limitar reas de plantio de eucalipto;

    META - Retirada de 50% das cmeras fixadas nas torres de observao do eucaliptal;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Promover a regularizao fundiria no territrio

    Estratgia: Avaliar e monitorar as monoculturas existentes no territrio;

    META Criar comisso (funai , sesai, cras indgena, mp) para solucionar problemas

    advindas das atividades dos maxacali;

    META Exigir aprovao do colegiado territorial para finalizao do zee;

    META Cobrar do dner/dnit a manuteno da br 101;

    ----------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover a gesto e a participao social na implementao, no

    monitoramento e na avaliao de polticas pblicas. (PNDRS).

    Estratgia: Realizar processo de formao de capacidades e competncias em

    desenvolvimento territorial, sustentvel e gesto participativa de polticas pblicas.

    META - Estruturar das cmaras setoriais com disponibilidade de recursos e pessoal,

    para desenvolver trabalhos no territrio;

    META - Criar, revitalizar e integrar os espaos ou instncias territoriais de gesto de

    polticas pblicas;

    META - Estruturar e fortalecer o colegiado territorial, dos conselhos municipais, dos

    comits, dos fruns setoriais e outras instncias de participao e representao poltico-

    social;

    META- Identificar pelo menos 10 polticas pblicas de maior impacto para o

    desenvolvimento territorial e instaurar mecanismos de acompanhamento e

    monitoramento participativo;

    META - Capacitar o ncleo diretivo e um grupo de pelo menos 10 especialistas em

    desenvolvimento territorial e gesto participativa de polticas pblicas;

    META - Ampliar de 9 para 26 o nmero de representantes da gesto pblica com

    capacitao bsica em desenvolvimento territorial e gesto participativa de polticas

    pblicas;

    META Garantir que o territrio atravs do codeter fiscalize as obras estaduais de cada

    municpio do territrio e encaminhar relatrio atravs do cappa;

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover a gesto e a participao social na implementao, no

    monitoramento e na avaliao de polticas pblicas. (PNDRS).

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    77

    Estratgia: Estruturar e capacitar os rgos de fiscalizao e monitoramento de danos

    socioambientais das atividades de empresas que atuam no territrio;

    META Capacitar os agentes das trs esferas de fiscalizao para monitorar e fiscalizar

    as empresas causadoras de impactos socioambientais no territrio;

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover a gesto e a participao social na implementao, no

    monitoramento e na avaliao de polticas pblicas. (PNDRS).

    Estratgia: Promover processos de planejamento, integrao e gesto do

    desenvolvimento sustentvel dos territrios de identidade, considerando as dimenses

    de gnero, etnia, gerao, povos e comunidades tradicionais e de terreiro.

    META - Ampliar em 50% da participao das mulheres, jovens e povos e comunidades

    tradicionais nos espaos e instncias de gesto de polticas pblicas no territrio;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Consolidar uma educao contextualizada, inclusive, em tempo integral com

    a participao das famlias, com qualificao profissional e acompanhamento de equipe

    multiprofissional e interdisciplinar. (PPA).

    Estratgia: Ampliar e melhorar a educao nos municpios do territrio;

    META Reduzir em 60% as taxas de evaso escolar nos municpios do territrio;

    META Criar duas Escolas Famlia Agrcola no mbito territorial com a metodologia

    de alternncia;

    META - 60% das Escolas do territrio com prticas de gesto democrtica e

    participativa;

    Meta Ampliar e implantar oferta de Ensino Integrado educao profissional em

    todos os municpios do territrio;

    META - 60% das escolas do campo, indgenas e quilombolas com currculo, gesto

    democrtica e com plena participao das comunidades beneficiadas;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover o acesso da populao a polticas pblicas voltadas melhoria da

    qualidade de vida, por meio participao social, integrao de aes institucionais e

    articulao e interferedativa. (PNDRS).

    Estratgia: Estruturar e fomentar a criao de Conselhos Municipais de Cultura com

    ampla participao popular do territrio;

    META Viabilizar a participao e a realizao de Conferncias de Cultura no

    territrio;

    META- Ampliar e modernizar os equipamentos das Secretarias de Cultura dos

    municpios do territrio;

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    78

    META - Incentivar e financiar escolas de msica e dana nos municpios do territrio;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Garantir uma sade pblica de qualidade, humanizada, com garantia de

    financiamento das esferas pblicas e compatvel com as necessidades dos trs nveis de

    ateno, primria, secundria e terciria. (PPA).

    Estratgia: Ampliar o acesso da populao s aes e servios de sade, com

    resolutividade, fortalecendo o Sistema nico de Sade SUS;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover o acesso da populao a polticas pblicas voltadas melhoria da

    qualidade de vida, por meio participao social, integrao de aes institucionais e

    articulao e interferedativa. (PNDRS).

    Estratgia: Melhoria das estruturas de rodovias Federais, Estaduais e Municipais, bem

    como a ampliao e a instalao de redes eltricas e de gua, possibilitando a integrao

    territorial.

    META Fornecer energia e gua para 60% das residncias rurais do territrio

    META Implantar programas de energia alternativa solar e elica;

    META Atender os pedidos de ampliao de rede eltrica em todos os municpios do

    territrio;

    META Atender os pedidos de ampliao de rede de abastecimento de gua em todos

    os municpios do territrio;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover etnodesenvolvimento e a autonomia das mulheres e da juventude

    rural e urbana por meio da qualificao das polticas e servios pblicos. (PNDRS).

    Estratgia: Garantir aos grupos de vulnerabilidade socioeconomica acesso s polticas

    pblicas.

    META Garantir a criao e funcionamento da Delegacia Especializada no

    atendimento Mulher - DEAM nos municpios com mais de 50 mil habitantes do

    territrio (ITAMARAJ, JUCURUU, MUCURI E NOVA VIOSA);

    META Criar uma DEAM em Alcobaa, para atender Alcobaa, Prado e Caravelas;

    META Criar uma DEAM em Medeiros Neto, para atender Medeiros Neto, Itanhm,

    Lajedo, Ibirapu e Vereda;

    META Fortalecer com infraestrutura (carro e equipe tcnica) para o atendimento do

    centro de referncia da assistncia social - cras volante na zona rural;

    META Implantar o ncleo de atendimento mulher- NAM (com equipe tcnica

    especializada) em todos os municpios do territrio, para atender mulheres em situao

    de violncia;

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    79

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover o acesso da populao a polticas pblicas voltadas melhoria da

    qualidade de vida, por meio participao social, integrao de aes institucionais e

    articulao e interferedativa. (PNDRS).

    Estratgia: Promover meios de formao e comunicao sobre gesto social e

    participao popular;

    META Criar cursos itinerantes no territrio de formao sobre democracia

    participativa e controle social;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover etnodesenvolvimento e a autonomia das mulheres e da juventude

    rural e urbana por meio da qualificao das polticas e servios pblicos. (PNDRS).

    Estratgia: Promover o desenvolvimento esportivo do territrio;

    META Realizar 1(uma) competio Municipal anual;

    Eixo: Recursos Hdricos

    Objetivo: Garantir a democratizao do acesso gua para uso humano e produtivo de

    forma racional.(PPA)

    Estratgia Promover a formao e a estruturao do Comit de Bacias do Perupe,

    Itanhm e Jucuru - CBHPIJ, a fim de estabelecer um Plano de Ao de acordo com as

    demandas identificadas pelo diagnstico das Bacias;

    META Capacitar a equipe tcnica do comit e os secretrios municipais de meio

    ambiente do territrio para auxiliar o mapeamento;

    META Financiar e promover dois fruns territoriais por ano do Comit das Bacias

    PIJ;

    META Promover Circuitos Municipais das Bacias do Territrio, onde haver

    divulgao do mapeamento e formao em educao ambiental;

    META Capacitar a equipe tcnica do comit e os secretrios municipais de meio

    ambiente do territrio para auxiliar o mapeamento;

    META Fomentar pesquisas nas universidades e Institutos Pblicos do territrio sobre

    a Bacia Hidrogrfica do PIJ;

    METAS ORGANIZADAS POR PRAZOS

    LONGO PRAZO (6 A 8 ANOS)

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Assegurar o desenvolvimento social econmico e ambiental, bem como o

    fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia com ampliao de renda, da

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    80

    produo e da disponibilidade e acesso a alimentos saudveis. (PNDRS).

    Estratgia: Fomentar a agroindustrializao, a comercializao, o PAA, o PNAE e

    outros mercados, a gesto, a organizao, o empreendedorismo, o cooperativismo da

    agricultura familiar e economia solidria, dos povos e comunidades tradicionais,

    assentados de reforma agrria, jovens e mulheres, considerando suas particularidades e

    potencialidades territoriais, implantando infraestrutura para beneficiamento dos

    produtos da agricultura familiar;

    META Inserir 1500 famlias no PAA e PNAE;

    META Inserir 26 empreendimentos de economia solidria nas compras pblicas;

    META Legalizar e operacionalizar um consrcio das vigilncias sanitrias municipais

    (SUASA), que criem um selo de livre comrcio dos produtos solidrios/agroecolgicos

    do territrio;

    META Adquirir o selo de origem para produtores reconhecidamente da regio (mel,

    cachaa, cacau, farinha de mandioca, caf, beiju, goma, urucum, pimenta-do-reino,

    banana);

    META Reformar os Mercados Municipais de todas as cidades do Territrio e ampliar

    onde for necessrio;

    META Construir e estruturar um viveiro Territorial para distribuio de mudas

    nativas e frutferas;

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Assegurar o desenvolvimento socioeconomico e ambiental, bem como o

    fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia com ampliao de renda, da

    produo e da disponibilidade e acesso a alimentos saudveis. (PNDRS).

    Estratgia: Promover a qualificao ambiental do territrio atravs de aes de

    educao ambiental e recuperao florestal.

    META Promover uma campanha de valorizao do meio ambiente nos treze

    municpios do territrio;

    META Distribuir 50 mil mudas nativas por ano na semana do meio ambiente;

    META Implementar programa de recuperao de reas degradadas em parceria com

    as instituies de ensino superior e conservao de mananciais superficiais e

    subterrneos;

    META Incentivar a criao de 26 RPPN e 13 Unidades de Conservao;

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Garantir o cumprimento das leis ambientais afim de promover o controle das

    atividades predatrias da iniciativa privada no meio ambiente do territrio. (PNDRS).

    Estratgia: Fiscalizar, monitorar e punir os causadores de danos socioambientais das

    atividades das empresas mineradoras, e das que dependem de monocultura para sua

    produo silvcola e pecuria.

    META 4 Criar Patrulha ambiental nos 13 municpios, composta de: um veculo e

    equipe (profissional de nvel superior e 2 de nvel mdio);

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    81

    Eixo: Desenvolvimento Econmico e Ambiental com Incluso Socioprodutiva

    Objetivo : Fortalecer o desenvolvimento socioeconmico, ambiental e o fortalecimento

    da agricultura familiar e da agroecologia, com ampliao da renda, da produo e da

    disponibilidade e acesso a alimentos saudveis. (PNDRS).

    Estratgia: Inserir jovens e mulheres trabalhadoras rurais e urbanas como sujeitos

    ativos dos processos de desenvolvimento do territrio.

    META Garantir o acesso de 650 agricultores ao crdito fundirio;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Promover a regularizao fundiria no territrio.

    Estratgia: Melhorar o mecanismo de legalizao das comunidades quilombolas,

    indgenas e assentamentos rurais;

    META Regularizar 100% das comunidades quilombolas, indgenas, acampamentos e

    assentamentos rurais; (INCRA) (PNCF);

    META 100% das terras da agricultura familiar, comunidades quilombolas, indgenas,

    acampamentos e assentamentos rurais regularizadas;

    META 100% das terras Indgenas demarcadas;

    META 100% das terras Quilombolas demarcadas;

    META Assentar 100% das famlias que se encontram acampadas no territrio;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Fiscalizar as atividades de empresas ligadas a monocultivos no territrio.

    Estratgia: Avaliar e monitorar a monocultura do eucalipto e da cana-de-acar;

    META Resolver 100% dos processos jurdicos relacionados a crimes ambientais

    ligados a monocultura de cana-de-acar ou eucalipto;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Fiscalizar as atividades de empresas ligadas a monocultivos no territrio.

    Estratgia: Limitar reas de plantio de eucalipto;

    META - Retirada de 100% das cmeras fixadas nas torres de observao do eucaliptal;

    Eixo: Governana Fundiria e Acesso a Terra

    Objetivo: Fiscalizar as atividades de empresas ligadas a monocultivos no territrio

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    82

    Estratgia: Avaliar e monitorar as monoculturas existentes no territrio;

    META Resolver 100% dos processos jurdicos relacionados a crimes ambientais;

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover a gesto e a participao social na implementao, no

    monitoramento e na avaliao de polticas pblicas. (PNDRS).

    Estratgia: Realizar processo de formao de capacidades e competncias em

    desenvolvimento territorial, sustentvel e gesto participativa de polticas pblicas.

    META - Reestruturar os centros de referncia em Assistncia Social (CRAS) urbano,

    com equipe tcnica completa (assistente social e psiclogo) e espao fsico adequado;

    META Implantar o CRAS indgena para atender as aldeias existentes no territrio;

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover a gesto e a participao social na implementao, no

    monitoramento e na avaliao de polticas pblicas. (PNDRS).

    Estratgia: Fortalecer os consrcios intermunicipais;

    MET Disponibilizar mquinas e implementos para manuteno das estradas vicinais;

    Eixo: Eixo formao cidad e organizao social

    Objetivo: Promover a regularizao fundiria no territrio

    Estratgia: Desenvolver cursos para a formao de jovens, mulheres, povos e

    comunidades tradicionais.

    META Estabelecer cota de participao nos cursos das temticas do territrio de 50%

    para jovens, mulheres e povos e comunidades tradicionais;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Consolidar uma educao contextualizada, inclusive, em tempo integral com

    a participao das famlias, com qualificao profissional e acompanhamento de equipe

    multiprofissional e interdisciplinar. (PPA).

    Estratgia: Ampliar e melhorar a educao nos municpios do territrio;

    META Reduzir em 80% as taxas de evaso escolar nos municpios do territrio;

    META Universalizar a educao infantil para 100% das escolas das cidades do

    territrio;

    META Criar e fomentar cursos de ps-graduao nas reas de cincias humanas nas

    instituies de ensino pblicas existentes no territrio;

    META - 100% das Escolas do territrio com prticas de gesto democrtica e

    participativa;

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    83

    META - Criar no mnimo uma escola (fundamental e mdio) por municpio, em tempo

    integral no territrio;

    META Criar cursos de aperfeioamento e capacitao de professores do Ensino mdio

    e fundamental a cada 3 anos;

    META Estabelecer que pelo menos 95% dos alunos de 6 a 14 anos concluam o

    Ensino Fundamental na idade recomendada, conforme Plano Nacional de Educao -

    PNE;

    META Estabelecer que todos os municpios atinjam IDEB igual ou superior s mdias

    estabelecidas pelo PNE 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental; 5,5 nos anos

    finais do ensino fundamental; e 5,2 no ensino mdio;

    META - 100% das escolas do campo, indgenas e quilombolas com currculo, gesto

    democrtica e com plena participao das comunidades beneficiadas;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover o acesso da populao a polticas pblicas voltadas melhoria da

    qualidade de vida, por meio participao social, integrao de aes institucionais e

    articulao e interferedativa. (PNDRS).

    Estratgia: Estruturar e fomentar a criao de Conselhos Municipais de Cultura com

    ampla participao popular do territrio;

    META- Implantar/estruturar dos Conselhos Municipais de polticas pblicas com

    garantia da dotao oramentria;

    META - Criar um centro de promoo cultural de matriz Africana.

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Garantir uma sade pblica de qualidade, humanizada, com garantia de

    financiamento das esferas pblicas e compatvel com as necessidades dos trs nveis de

    ateno, primria, secundria e terciria. (PPA).

    Estratgia: Ampliar o acesso da populao s aes e servios de sade, com

    resolutividade, fortalecendo o Sistema nico de Sade SUS;

    META Ampliar, equipar e contratar equipe tcnica para os espaos especializados de

    sade ambulatorial e hospitalar;

    META - Implantar um centro de recuperao para dependentes qumicos no territrio;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover o acesso da populao a polticas pblicas voltadas melhoria da

    qualidade de vida, por meio participao social, integrao de aes institucionais e

    articulao e interferedativa. (PNDRS).

    Estratgia: Melhoria das estruturas de rodovias Federais, Estaduais e Municipais, bem

    como a ampliao e a instalao de redes eltricas e de gua, possibilitando a integrao

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    84

    territorial.

    META Fornecer energia e gua para 100% das residncias rurais do territrio;

    META - Recuperar: BA 290 (Alcobaa / Itanhm); BA 489 (Prado / Itamaraju); BA 695

    (Lajedo / BA 693); BA 693 (Ibirapo); BA 690 (Vereda / Medeiros Neto) Concluir a

    pavimentao: BA 284 (Itamaraju / Jucuruu/ divisa MG); BA 290 (Itanhm / divisa

    MG); Construir: BA 696 LIGANDO a BA 290 A BR 418; BA 699 (Itanhm /

    Jucuruu); BA 126; Concluir a linha verde do rio Jequitinhonha at a divisa com ES;

    META - Implantar antenas de telefonia mvel nas reas rurais, melhorar a infraestrutura

    da rede existente e melhorar o sinal de TV no territrio;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover o acesso da populao a polticas pblicas voltadas melhoria da

    qualidade de vida, por meio participao social, integrao de aes institucionais e

    articulao e interferedativa. (PNDRS).

    Estratgia: Garantir aos grupos de vulnerabilidade socioeconomica acesso s polticas

    pblicas.

    META - Implantar/estruturar os Conselhos Municipais para a democratizao do acesso

    de polticas pblicas com garantia da dotao oramentria;

    META Garantir que Conselhos Municipais tenham representes das Zonas Rurais;

    META Garantir junto a Assistncia Social a erradicao do trabalho infantil;

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover o acesso da populao a polticas pblicas voltadas melhoria da

    qualidade de vida, por meio participao social, integrao de aes institucionais e

    articulao e interferedativa. (PNDRS).

    Estratgia: Promover meios de formao e comunicao sobre gesto social e

    participao popular;

    META - Atualizar o CADunico - Cumprir o pacto de aprimoramento do SUAS

    (MDSA);

    Eixo: Infraestrutura e Servios Pblicos

    Objetivo: Promover etnodesenvolvimento e a autonomia das mulheres e da juventude

    rural e urbana por meio da qualificao das polticas e servios pblicos. (PNDRS).

    Estratgia: Promover o desenvolvimento esportivo do territrio;

    META Garantir a participao de no mnimo 10% dos estudantes de cada municpio

    do Territrio nas competies intermunicipais;

    META Patrocinar uma equipe do Territrio para o Campeonato Estadual e Nacional;

    META Qualificar profissionais da rea de sade esportiva para conduo das

    atividades da sua escola;

    META Garantir que 50% da participao nas competies intermunicipais e

    territoriais devem ser de mulheres;

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    85

    Eixo: Recursos Hdricos

    Objetivo: Garantir a democratizao do acesso gua para uso humano e produtivo de

    forma racional.(PPA)

    Estratgia Promover a formao e a estruturao do Comit de Bacias do Perupe,

    Itanhm e Jucuru - CBHPIJ, afim de estabelecer um Plano de Ao de acordo com as

    demandas identificadas pelo diagnstico das Bacias;

    META Criar o Plano de Ao para as Bacias PIJ

    META Criar a Agencia das Bacias Hidrogrficas do PIJ para gerir financeiramente as

    atividades pelo Comit de Bacias Hidrogrficas;

    META Estabelecer parceria com o Ministrio Pblico para que as multas oriundas de

    danos s Bacias Hidrogrficas do PIJ sejam revertidas como recursos para a Agncia

    das BHPIJ;

    VISO DE FUTURO

    Destacam-se como itens importantes para a viso de futuro: Igualdade Qualidade

    de vida Fortalecimento e dinamizao econmica Sustentabilidade Agroecologia

    Respeito natureza Povos e Comunidades Tradicionais Fortalecimento social Dignidade

    Orgulho Capital social.

    A viso precisa orientar o Plano para a construo dos Eixos Aglutinadores. Est

    sendo proposta uma frase, assim seria mais fcil para exprimir a viso de futuro, j com os

    eixos de desenvolvimento e as linhas de ao construdos. Aqui se teria uma ideia de quais os

    caminhos a seguir e como essa caminhada deve acontecer para se chegar aonde se quer

    (futuro).

    O Territrio desenvolvido de forma sustentvel, justa e igualitria, onde os agricultores e

    agricultoras, assentados, indgenas, pescadores, ribeirinho, quilombolas e a populao em

    geral vivam com dignidade, qualidade de vida e orgulho de sua histria e conquistas.

    Como queremos o Territrio no futuro?

    Com as reas degradadas recuperadas

    Com a agricultura forte, melhor planejada e gerando mais renda

    Com saneamento bsico adequado na cidade e no campo

    Com agroturismo forte e integrado

    Com a educao do campo implantada e fazendo a diferena

    Com educao de qualidade para todos

    Com respeito s leis ambientais

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    86

    Com reas livres de agrotxicos, transgnicos e pulverizaes areas

    Que as reas de preservao permanentes (APP) fossem respeitadas

    Um Territrio ecologicamente correto

    Com diversificao agrcola e com a agricultura baseada na agroecologia

    Com o agricultor e agricultora familiar autnomos

    Economicamente vivel e ecologicamente correto

    Com maior integrao entre as prefeituras e com elas falando a mesma lngua

    Com as polticas pblicas distribudas equitativamente

    Com uma economia solidria

    Com parcerias construdas

    Com atitude cidad

    Com a reconstruo do que foi destrudo

    Com a economia limpa e socialmente satisfatria

    Com o fim das desigualdades sociais

    Um Territrio mais consciente e valorizado

    Com desenvolvimento sustentvel

    Com uma qualidade de vida saudvel

    ARRANJO INSTITUCIONAL

    Atualmente esto homologadas 96 entidades no Colegiado do Territrio.

    importante salientar que, quando o NEDETES assumiu os trabalhos no Territrio no havia

    nenhum controle de quais entidades estavam homologadas, qual a frequncia da entidade nas

    reunies do Colegiado, etc, e depois da passagem do NEDETES fica este legado. Os arquivos

    e levantamentos organizados.

    A relao segue em anexo.

    GESTO SOCIAL

    A Gesto Social do PTDSS deve ser construda pelo Colegiado Territorial

    (Assemblia Territorial) de forma contnua com base na diviso de tarefas, com

    comprometimento das entidades, de forma participativa, buscando-se a descentralizao e

    transparncia. Apresentar de maneira contnua, na forma de acordos coletivos em plenria, a

    estratgia de gesto do PTDSS, ou seja: quem participa, como ser feita a gesto, de que

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    87

    modo os caminhos estabelecidos sero respeitados e implementados. Os pilares deste modelo

    de gesto so: Transparncia, Participao e Sustentabilidade.

    Desenho sugerido para Gesto Social

    1) Colegiado Territorial

    a) Fortalecer as Instncias: papis e gerenciamento social

    i) Plenria diretrizes e prioridades

    ii) Ncleo tcnico formato (composio por especialidade e CT), papel

    iii) Comisso Gestora (Ncleo diretivo) instancia de articulao poltica

    iv) Cmaras temticas setoriais discutir as propostas temticas e setoriais

    b) Planejamento Operacional (anual)

    i) Ferramenta do planejamento das aes operacionais por ano;

    c) Comunicao

    2) Acordo de Trabalho/Negociao

    a) Agendas e compromissos

    b) Espaos permanentes

    3) Monitoramento

    a) Execuo - Indicadores fsicos (nmero, percentuais, etc.)

    Resultados e Impactos (indicadores qualitativos) benefcios para o pblico previsto, e

    resultados sociais, econmicos e ambientais.

    AO PARA DIVULGAO E APROPRIAO DO PTDSS

    a. Oficinas de divulgao do Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio;

    b. Oficinas territoriais itinerantes (nas diferentes cidades do territrio);

    c. Comunicao permanente das reunies territoriais: informao dos projetos e atividades

    para comprometimento das entidades pblicas e sociedade civil

    d. Comunicao para a comunidade, diretamente com a base

    e. Divulgar em todos os meios a finalidade do Territrio de Identidade

    f. Utilizar os conselhos para divulgar as atividades do territrio

    g. Confeccionar panfleto/folheto sobre o territrio, de forma objetiva, para distribuir nos

    rgos representantes

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    88

    AO PARA ORGANIZAO INTERNA

    a) Reformular regimento interno e aprovar no colegiado

    b) Articular com as pessoas do municpio para viabilizar transporte para as oficinas territoriais

    de maneira regular

    c) Revitalizao do colegiado: mobilizao do colegiado, buscar representantes dos

    municpios dos setores urbanos

    d) Comprometimento dos rgos representantes das despesas dos representantes: regularidade

    no repasse

    e) Flexibilizar o regimento de forma a no penalizar, mas atrair as pessoas para as reunies. O

    objetivo aproximar as entidades.

    f) A no participao das entidades seja penalizada aos poucos, para no serem privilegiadas

    quando distribudos os recursos e projetos via Territrio

    MONITORAMENTO E AVALIAO DO PTDSS

    A estratgia de monitoramento e avaliao do Plano envolve: Acompanhamento do que foi

    programado e executado;

    Avaliao peridica com a Programao do monitoramento;

    Verificao das metas, com estabelecimento de mecanismos para discusso com a base do

    Territrio;

    Comprometimento do Colegiado Territorial.

    AES PARA GESTO DO PTDSS

    1 Criar mecanismo de mobilizao e participao:

    Parceria entre o poder pblico, sociedade civil, empresas, associaes, fundaes, entidades

    e Ongs para elaborao de projetos voltados para o Territrio.

    Melhorar a comunicao interna e o marketing (ex.: grupo de e-mail e waths app).

    Maior comprometimento do Poder Pblico Municipal e Sociedade Civil no Territrio.

    O Colegiado CRIAR UM FUNDO para custear as despesas da sociedade civil nas oficinas

    e reunies provindas do mesmo.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    89

    Tornar as oficinas do colegiado itinerantes para maior participao do poder pblico

    municipal.

    2 Dilogo entre os agentes do Territrio:

    Criar um site do Territrio do Capara onde poder ser consultados todos os projetos,

    aplicao de recursos e a participao e presena do colegiado.

    Criar um grupo de e-mail para maior comunicao interna.

    Interagir com o Consrcio Construir.

    Reunies com prefeitos para formalizar acordos e comprometimento para implantao do

    PTDRSS.

    3 Planos e processos de desenvolvimento do Territrio:

    Parcerias para viabilidade de recursos de diversos segmentos para sustentabilidade dos

    projetos apresentados ao Territrio.

    Delegar poderes a cmara tcnica para elaborar projetos, aprovados pelo colegiado, e

    fiscalizar a execuo do mesmo.

    Criar um plano estratgico para fortalecimento da agricultura no Territrio em parceria com

    os municpios.

    Valorizar os projetos do agro e ecoturismo do Territrio.

    Garantir um maior repasse de recursos do poder pblico municipal para o Consrcio para

    que o mesmo possa custear algumas despesas do colegiado para um melhor desempenho do

    mesmo.

    Garantir que o Governo Estadual faa previso oramentria voltada para o

    desenvolvimento do Territrio

    Contratao de ADT.

    Levantamento peridico das aes do PTDSS atravs de reunies do Conselho.

    4 Realizar Audincia Pblica para apresentao do PTDRSS

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    90

    CAPTULO 3

    GESTO DO DESENVOLVIMENTO

    Este plano tem em seu diagnstico e horizonte a promoo de um modelo de

    desenvolvimento que melhore a qualidade de vida para toda a populao, especialmente para

    as mais pobres das reas rurais, e que assegure a qualidade ambiental e a sustentabilidade dos

    recursos naturais. O desenvolvimento proposto neste instrumento utiliza como estratgia a

    abordagem territorial, ancorando-se na intersetorialidade e integrao das polticas pblicas e

    nos mecanismos de participao, controle e gesto social das polticas.

    Um instrumento subsequente a este documento a elaborao de um Plano de

    Ao. Tecnicamente ele utilizado para estabelecer detalhadamente as aes necessrias para

    se alcanar um resultado desejado e resolver problemas. Desse modo, o colegiado territorial

    precisar construir um plano de ao de forma a organizar minuciosamente os passos a serem

    trilhados para a execuo do PTDSS no horizonte temporal de 10 anos.

    Para tornar-se efetivo, este planejamento necessitar desencadear diversos

    processos de articulao, negociao e, principalmente, maneiras de coloc-lo em prtica.

    Ser importante que ao longo dos 10 anos previstos para sua execuo se constitua um ncleo

    contnuo de acompanhamento. Este grupo poder ser formado por pessoas de variados

    segmentos, com aprovao dos nomes em plenria do colegiado territorial. Dever estabelecer

    uma sistemtica de funcionamento com reunies peridicas. Sua funo ser a de acompanhar

    e monitora a execuo do PTDSS, podendo propor ao colegiado estratgias e orientaes para

    o desenvolvimento do plano.

    Dentro de um processo sistemtico de acompanhamento mais democrtico do

    PTDSS prope-se uma avalio semestral por todo o Colegiado Territorial, constando como

    item de pauta numa plenria ordinria ou extraordinria. Estes dois momentos anuais sero

    importantes para realizar uma anlise ampliada sobre o desenvolvimento do PTDSS, podendo

    reafirmar os direcionamentos adotados ou ento corrigir eventuais dificuldades identificadas.

    Nestes momentos ser fundamental que o ncleo tcnico de acompanhamento do plano

    apresente informaes do seu trabalho, fornecendo subsdios para as anlise e tomadas de

    decises do colegiado.

    Por fim, uma ltima estratgia ser o dilogo e a articulao permanentes com as

    instncias municipais e estaduais do poder pblico, eventualmente envolvendo rgos

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    91

    federais. Isso porque grande parte dos recursos e da capacidade de execuo das metas

    estabelecidas neste plano est diretamente vinculada s definies do oramento pblico, a

    decises poltico-administrativas e definies de governo. Assim, ser fundamental

    estabelecer um canal permanente de dilogo com os mais variados setores e rgos do poder

    pblico.

    Para que tudo isso que foi proposto anteriormente se concretize em funo da

    implementao do PTDSS do Territrio de Identidade Costa do Descobrimento e da conduo

    do seu desenvolvimento essencial o fortalecimento da participao social nas instncias de

    gesto do territrio.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    92

    REFERNCIAS

    (2015). Conferncia Territorial da Juventude Rural . Teixeira de Freitas.

    (2016). Conferncia Territorial de Assistncia Tcnica e Extenso Rural.

    (2015). Conferncia Territorial de Segurana Alimentar.

    Conselho de Desenvolvimento Econmico e Social da Bahia. (2012). Plano de

    Desenvolvimento Sustentvel da Costa das Baleias. Salvador.

    Governo do Estado da Bahia. (2012). Plano Estadual de Habitao e Regularizao

    Fundiria do Estado da Bahia. Salvador.

    Governo do Estado da Bahia. (Preliminar). Zoneamento Ecolgico-Econmico (ZEE).

    http://www.dialogoflorestal.org.br/. (s.d.). Fonte: Dilogo Florestal.

    Ministrio Pblico Federal. ndice Nacional da Transparncia . (2015).

    http://www.oim.tmunicipal.org.br/abre_documento.cfm?arquivo=_repositorio/_oim/_d

    ocumentos/8637FBC1-E46F-9C64-

    E7DCD1913BCE47E309012016123344.pdf&i=3011.

    Palmares, F. (s.d.). http://www.palmares.gov.br/?page_id=88&estado=BA.

    (2014). Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentvel e Solidrio.

    PTDRS Extremo Sul da Bahia. (2011). PTDRS Extremo Sul da Bahia.

    PPA 2016 - 2019 Governo do Estado da Bahia

    (2014). Planejamento Territorial

    (2016) Planejamento Cmara Temtica de Mulheres

    2009. PTDRSS Territrio Capara ES

    Documento contento sugestes de aes que podem ser desenvolvidas para o prximo

    ano pelo Comit de Bacias dos rios Perupe, Itanhm e Jucuruu. Joo Batista Lopes

    da Silva Universidade Federal do Sul da Bahia

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    93

    ANEXO 1

    Associao de Pais e Amigos dos Excepcionais APAE

    Aldeia Indgena Renascer

    ALVA Associao Lutar pela Vida em Abundncia

    AMACS Associao de Moradores e agricultores de Cruzeiro do Sul

    AMPAC ASSOCIACAO DE MARISQUEIROS DE PONTA DE AREIA E CARAVELAS

    APES ASSOCIAO DOS PREFEITOS DO EXTREMO SUL

    APESCA Associacao Dos Pescadores de Rede de Arrasto, Boeira, Fundo e Arraieira de

    Caravelas

    APPRA - Associao de Aruanda - Itanhm

    APRAFNA Associao dos Produtores Rurais da Agricultura Familiar de Nova Alegria

    APRHOPE

    ASS. DOS PEQUENOS PRODUTORES RURAIS DO ASSENTAMENTO ZUMBI DOS

    PALMARES - MUCURI

    ASS. DOS PRODUTORES RURAIS DE CNDIDO MARIANO

    ASS. TRABALHADORES DA AGRICULTURA FAMILIAR da Comunidade ARARA

    ASS.PRODUTORES RURAIS DA COMUNIDADE SAO SEBASTIAO - ITANHM

    Associao Aldeia Cultural

    Associao Apcola de Mucuri APICOM

    Associacao Comunitaria do Bairro California - Jucuruu

    ASSOCIACAO COMUNITARIA DOS PEQUENOS PRODUTORES RURAIS DE

    ITAITINGA

    Associacao Comunitaria Nossa Terra - Ascont de Mucuri, BA

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    94

    Associao das marisqueiras POnta de Areia e Caravelas

    ASSOCIACAO DE AGRICULTURA FAMILIAR DE HELVECIA - A.A.F.H

    ASSOCIAAO de Assistencia Social, Educacional e Espiritual - ECC

    Associao de Marisqueiros(as), aquicultores(as) e pescadores(as) de Nova Viosa -

    ASMAP

    Associao de meio Ambiente de Itanhm AMAI

    Associao de Mulheres Agricultoras Agroecologistas - Flores da Terra

    Associao de Mulheres do Crrego do Mutum

    Associao de pequenos produtores da Jacutinga I MUCURI

    Associao de pequenos Produtores do Palmital - Ibirapu

    Associacao do Assentamento Paulo Freire de Mucuri, BA

    Associao dos agricultores familiares do crrego da lagoa - Jucuruu

    Associao dos moradores e agricultores rurais do corrego dos Marins - Jucuruu

    Associao dos Peq. Prod. Rurais de Novo Destino

    Associao dos Pequ Prod Rurais de Jacutinga

    Associao dos pequenos produtores de Vale Me Deus

    Associao dos Pequenos Produtores Rurais de Taquari - Alcobaa

    Associao dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento BELA MANHA

    Associao dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento Rosa do Prado

    Associao dos Produtores da Agricultura Familiar da Comunidade Crrego Brao do Sul

    CARAVELAS

    Associacao Dos Produtores Rurais de Rio do Sul de Mucuri, BA

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    95

    Associao dos Produtores Rurais do Assentamento Corumbau

    Associao dos Produtores Rurais do assentamento Euclides Neto

    Associao dos Produtores Rurais do assentamento Euclides Neto

    Associao dos Produtores Rurais do Assentamento Herdeiros da Terra

    Associao dos Produtores Rurais do assentamento So Joo

    Associao dos Produtores Rurais do Projeto de Assentamento Pau Brasil

    Associao Flora Brasil - Itamaraju

    Associao Indgena Vida Nova Aldeia Renascer

    Associao para Preservao do Plo do Descobrimento

    Associao Produtores Rurais Quilombo II

    Associao Quilombola Rio do Sul

    Associao Rancho Queimado

    Banco do Nordeste

    CAFAED - A cooperativa Regional da Agricultura Familiar Agroecolgica do Entorno do

    Descobrimento LTDA

    Cmara de vereadores de Teixeira de Freitas

    CATRESUL - Centro de Apoio aos Trabalhadores Rurais do Extremos Sul

    CEDRO-CENTRO ECODESENVOLVIMENTO

    Centro Esprita Nosso Lar

    CEPLAC Comisso Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira

    CMDRS Mucuri

    Colonia de Pescadores e Aquicultores Z-24 de Alcobaa

    Colonia de Pescadores e Aquicultores Z-25 de Caravelas Ponta de Areia

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    96

    Colonia de Pescadores e Aquicultores Z-35 de Mucuri de Mucuri, BA

    COMJUV Conselho Municipal da Juventude da Cidade de Teixeira de Freitas

    Conselho das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Extremo Sul

    COOPERATIVA DAS MARISQUEIRAS E PESCADORES DE CARAVELAS -

    COOMPESCAR

    ECC Associao

    Escola Famlia Agrcola de Itanhm

    FAEB Federao da Agricultura e Pecuria do Estado da Bahia

    FEBAMEL - Federao Baiana de Apicultura e Meliponicultura

    FETRAF Federao dos Trabalhadores da Agricultura Familiar

    FIBRIA CELULOSE S/A

    FORUM DE DESENVOLVIMENTO DE CARAVELAS

    Fundao Padre Jos Koopmans

    Gapis Grupo de Apoio Para A Inclusao Social de Barro Preto, BA

    Instituto Federal Baiano campus Teixeira de Freitas

    MLT Movimento e Luta pela Terra

    ONG PASPAS

    POLIMATA SOLUES AMBIENTAIS LTDA

    PR ASSENTAMENTO BELA MANH

    Prefeitura Municipal de Ibirapu

    Prefeitura Municipal de Itamaraju

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    97

    Prefeitura Municipal de JUCURUU

    PREFEITURA MUNICIPAL DE MUCURI

    Prefeitura Municipal de Prado

    PREFEITURA TEIXEIRA DE FREITAS

    ROTARY CLUB POSTO DA MATA

    Secretaria de Estado de Cultura

    Sindicato de Trabalhadores na Agricultura Familiar do Vale do Jucuruu

    Sindicato de Trabalhadores Rurais de Itanhm e Vereda

    Sindicato dos trabalhadores rurais do municpio de Teixeira de Freitas

    Sociedade So Vicente de Paula

    STR DE IBIRAPU

    TERRA VIVA

    UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia

    Universidade do Estado da Bahia UNEB

    UNOPAR - Universidade Norte do Paran

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    98

    ANEXO 2

    COMIT GESTOR DA MANDIOCULTURA DO TERRITRIO DE IDENTIDADE DO EXTREMO SUL DA BAHIA

    Municpios participantes: Alcobaa, Caravelas, Itamaraju, Jucuruu, Lajedo, Mucuri, Prado, Teixeira de Freitas

    PLANO DE AO TERRITORIAL Posio em 15/12/2016

    ATIVIDADE ECONMICA

    MANDIOCULTURA

    PARTICIPANTES

    ENTIDADE/REPRESENTAO NOME DO TITULAR NOME DO SUPLENTE

    CMDS de Alcobaa Rubens Lene R. Farias Iza Neres Dionor

    CMDS de Caravelas Marina Pereira Portela Kladiji Pperi de Alcntara

    CMDS de Itamaraju Joo de Sousa Esteves Dora Lcia Chagas Cancela

    CMDS de Jucuruu Adriano Longo Ribeiro Carlito Santos Souza

    CMDS de Mucuri Eumir Sebastio Rodrigues Jayme Jos Bastos Leito

    CMDS de Lajedo Antonio Freire de Oliveira Jnior

    Edgar Souza Porto

    CMDS de Prado Jos Luiz Ribeiro C Edson Viana dos Santos

    CMDS de Teixeira de Freitas Antonio Carlos

    Ncleo Diretivo do Territrio

    Pedro Almeida dos Anjos

    BNB Superintendncia Estadual da BA

    Araildes Martins Ribeiro Lcio Antonio de Oliveira

    IFBaiano Ricardo Lopes de Melo

    GAPIS Charles Castro Patrcia Santos Magalhes

    BAHIATER Fabiana Longo Ribeiro Telmo Moreira de Souza

    ADAB Roberto Carlos Oliveira de Andrade

    FBRIA Wilson Stavarenjo Narcsio Luiz Loss

    NEDET Tadeu Mageste da Silva

    CAR / SDR Fernando S. Camargo

    CEPLAC Ivan Dias da Rocha Joaquim Ramalho de Souza

    SINTRAF Vale do Jucuruu Demstenes Silva Soares

    Polmata Adonias Lima da R. Jnior Jeilly Vivianne Ribeiro

    CAVI Cooperativa de Agricultores do Vale do Itaitinga

    Elton Ray Silva Santiago Augusto Zago

    Associao dos Pequenos Produtores Rurais da Pontinha II

    Erineuza Bezerra de Oliva Renilda de Oliva Moraes

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    99

    APOIO

    (colocar aqui a logomarca das

    demais entidades)

    Teixeira de Freitas / BA, 15 de dezembro de 2016.

    I ATIVIDADE PRIORIZADA E JUSTIFICATIVA

    MANDIOCULTURA Essa atividade econmica de suma importncia por ser praticada pela maioria dos agricultores familiares do Territrio de Identidade do Extremo Sul da Bahia, geradora de ocupao e renda, que vem possibilitando a integrao das famlias em torno de seu desenvolvimento. Apesar da importncia socioeconmica, a sua explorao resume-se basicamente na produo de farinha e razes frescas, no sendo utilizado todo o potencial da cultura, atravs da verticalizao da produo.

    II CONTEXTUALIO E DEFINIO DO PROBLEMA

    A baixa produtividade da cultura da mandioca no Territrio do Extremo Sul da Bahia, estimada em 12 ton/ha, destoa de resultados obtidos por alguns agricultores familiares que utilizam um sistema de produo mais eficiente e chegam a produzir uma mdia de 20 a 22 ton/ha. Essa baixa produtividade est relacionada falta de prticas agronmicas, de manejo adequado e utilizao de material gentico com pouco potencial produtivo.

    III OBJETIVO GERAL

    Aumentar em 30% a produtividade da mandioca (ton de raiz / ha) em reas cultivadas por 40 agricultores familiares pertencentes aos municpios de Alcobaa, Caravelas, Itamaraju, Jucuruu, Lajedo, Mucuri, Prado e Teixeira de Freitas, integrantes do Projeto Piloto da Mandiocultura, num perodo de 03 anos.

    IV METAS ANUAIS

    Meta Ano 01

    Aumentar a produtividade da mandioca em 10%.

    Avaliao

    Realizado Meta Indicador (%de execuo)

    Posio Comentrio

    Meta Ano 02

    Aumentar a produtividade da mandioca em 20%.

    Avaliao

    Realizado Meta Indicador (%de execuo)

    Posio Comentrio

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    100

    Meta Ano 03

    Aumentar a produtividade da Mandioca em 30%.

    Avaliao

    Realizado Meta Indicador (%de execuo)

    Posio Comentrio

    V OBJETIVOS ESPECFICOS

    Categoria

    Nmero de

    Ordem

    Descrio do objetivo

    INSUMOS 1 Disponibilizar material gentico adequado ao territrio.

    PRODUO

    2 3 4

    Implantar sistemas de cultivo da mandioca utilizando prticas agronmicas adequadas e respeitando as peculiaridades das propriedades. Viabilizar a realizao de eventos de capacitao das famlias integrantes do Projeto, com foco na sustentabilidade da atividade. Buscar parceria com entidades pblicas, a exemplo da Embrapa, Ceplac, IFBaiano, Bahiater, Secretarias Estaduais e Secretarias Municipais de Agricultura, Senar e entidades particulares para disponibilizao de uma ATER de qualidade e efetiva.

    BENEFICIAMENTO

    5 6 7

    Adequar os produtos derivados da mandioca legislao sanitria vigente. Diversificar a atividade atravs da produo de fcula, beiju, biscoitos, rao animal e outros produtos, alm da farinha. Buscar um padro de qualidade para os produtos derivados da mandioca.

    COMERCIALIZAO 8 Contribuir para a melhoria da comercializao dos produtos atravs do sistema cooperativo e da economia solidria.

    INFRAESTRUTURA

    9 Criar uma rede de infraestrutura de beneficiamento e comercializao visando a padronizao do produto e armazenamento adequado.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    101

    FINANCIAMENTO 10 Apoiar financeiramente as demandas de crdito do pbico-

    alvo do Projeto.

    OBJETIVO ESPECFICO N. 01

    Disponibilizar material gentico adequado ao territrio. Ao Municpios Entidade

    Responsvel Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Firmar parceria com a Embrapa Cruz das Almas para a implantao do Projeto RENIVA no Territrio.

    Territrio Comit Gestor Territorial / Ncleo Diretivo do Territrio

    Maio /17

    Promover uma misso tcnica Embrapa Cruz das Almas, com os membros do Comit Territorial, a fim de conhecer o Projeto RENIVA e a proposta de parceria com o Extremo Sul da Bahia.

    Territrio Comit Gestor Territorial

    Maro / 17

    Firmar parceria com o IFBaiano, campus Teixeira de Freitas, para implantao de unidades de multiplicao rpida do RENIVA.

    Territrio Comit Gestor Territorial / Ncleo Diretivo do Territrio

    Maio /17

    Firmar parceria com o Instituto Biofbrica para fornecimento de mudas, geneticamente melhoradas, aos agricultores participantes do Projeto.

    Territrio

    Comit Gestor Territorial / Ncleo Diretivo do Territrio

    Maio/17

    Identificar, reproduzir e distribuir material gentico, de qualidade superior, indicado por mandiocultores do territrio.

    Territrio Comit Gestor Territorial

    Dezembro/17

    OBJETIVO ESPECFICO N. 02

    Implantar sistemas de cultivo da mandioca utilizando prticas agronmicas adequadas e respeitando as peculiaridades das propriedades.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    102

    OBJETIVO ESPECFICO N. 02

    Implantar sistemas de cultivo da mandioca utilizando prticas agronmicas adequadas e respeitando as peculiaridades das propriedades.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Promover encontro com tcnicos da Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egdio Brunetto, Fbria, IFBaiano, UFSB, Polmata e outras instituies do territrio para definir prticas agroecolgicas adequadas ao cultivo da mandioca.

    Territrio Comit Gestor Territorial

    Maro/17

    Implantar no municpio 05 unidades de produo de, no mximo 01 ha por propriedade, de acordo com o sistema de produo definido para o territrio.

    Alcobaa

    Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/17

    Implantar no municpio 05 unidades de produo de, no mximo 01 ha por propriedade, de acordo com o sistema de produo definido para o territrio.

    Caravelas Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/17

    Implantar no municpio 05 unidades de produo de, no mximo 01 ha por propriedade, de acordo com o sistema de produo definido para o territrio.

    Itamaraju Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/17

    Implantar no municpio 05 unidades de produo de, no mximo 01 ha por propriedade, de acordo com o sistema de produo definido para o territrio.

    Jucuruu Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/17

    Implantar no municpio 05 unidades de produo de, no mximo 01 ha por propriedade, de acordo com o sistema de produo definido para o

    Lajedo Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/17

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    103

    OBJETIVO ESPECFICO N. 02

    Implantar sistemas de cultivo da mandioca utilizando prticas agronmicas adequadas e respeitando as peculiaridades das propriedades.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    territrio.

    Implantar no municpio 05 unidades de produo de, no mximo 01 ha por propriedade, de acordo com o sistema de produo definido para o territrio.

    Mucuri Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Novembro/17

    Implantar no municpio 05 unidades de produo de, no mximo 01 ha por propriedade, de acordo com o sistema de produo definido para o territrio.

    Prado Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Novembro/17

    Implantar no municpio 05 unidades de produo de, no mximo 01 ha por propriedade, de acordo com o sistema de produo definido para o territrio.

    Teixeira de Freitas

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Novembro/17

    Realizar 01 dia de campo sobre o cultivo da mandioca, de acordo com o sistema de produo definido.

    Itamaraju Jucuruu Prado Alcobaa

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Maio/17

    Realizar 01 dia de campo sobre o cultivo da mandioca, de acordo com o sistema de produo definido.

    Caravelas Teixeira de Freitas Mucuri Lajedo

    Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Agosto/17

    Realizar 01 evento de capacitao sobre planejamento da cultura, visando a sua sustentabilidade e viabilidade econmica.

    Itamaraju Jucuruu Prado Alcobaa

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Maro/18

    Realizar 01 evento de capacitao sobre planejamento da cultura,

    Caravelas Teixeira de Freitas

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Maio/18

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    104

    OBJETIVO ESPECFICO N. 02

    Implantar sistemas de cultivo da mandioca utilizando prticas agronmicas adequadas e respeitando as peculiaridades das propriedades.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    visando a sua sustentabilidade e viabilidade econmica.

    Mucuri Lajedo

    Comit

    Gestor Local

    OBJETIVO ESPECFICO N. 03

    Viabilizar a realizao de eventos de capacitao das famlias integrantes do Projeto, com foco na sustentabilidade da atividade.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Promover o 1 Seminrio Territorial da Mandiocultura.

    Territrio Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Outubro / 18

    Realizar dia de campo (evento semestral) nas unidades demonstrativas do municpio.

    Alcobaa

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    A partir de Junho / 18

    Realizar dia de campo (evento semestral) nas unidades demonstrativas do municpio.

    Caravelas Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    A partir de Junho / 18

    Realizar dia de campo (evento semestral) nas unidades demonstrativas do municpio.

    Itamaraju Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    A partir de Junho / 18

    Realizar dia de campo (evento semestral) nas unidades demonstrativas do municpio.

    Jucuruu Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    A partir de Junho / 18

    Realizar dia de campo (evento semestral) nas unidades demonstrativas

    Lajedo Comit

    Gestor

    A partir de Junho / 18

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    105

    OBJETIVO ESPECFICO N. 03

    Viabilizar a realizao de eventos de capacitao das famlias integrantes do Projeto, com foco na sustentabilidade da atividade.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    do municpio. Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Realizar dia de campo (evento semestral) nas unidades demonstrativas do municpio.

    Mucuri Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    A partir de Junho / 18

    Realizar dia de campo (evento semestral) nas unidades demonstrativas do municpio.

    Prado Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    A partir de Junho / 18

    Realizar dia de campo (evento semestral) nas unidades demonstrativas do municpio.

    Teixeira de Freitas

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    A partir de Junho / 18

    Apoiar a realizao de 01 oficina sobre a destinao da manipueira e preservao dos recursos hdricos.

    Itamaraju Jucuruu Prado Alcobaa

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Junho/17

    Apoiar a realizao de 01 oficina sobre a destinao da manipueira e preservao dos recursos hdricos.

    Caravelas Teixeira de Freitas Mucuri Lajedo

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Junho/17

    Promover 01 curso de associativismo e cooperativismo junto aos agricultores familiares, integrantes do projeto.

    Itamaraju Jucuruu

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Julho/ 17

    Promover 01 curso de associativismo e

    Prado Alcobaa

    Comit Agosto/17

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    106

    OBJETIVO ESPECFICO N. 03

    Viabilizar a realizao de eventos de capacitao das famlias integrantes do Projeto, com foco na sustentabilidade da atividade.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    cooperativismo junto aos agricultores familiares, integrantes do projeto.

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Promover 01 curso de associativismo e cooperativismo junto aos agricultores familiares, integrantes do projeto.

    Caravelas Teixeira de Freitas

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Setembro/17

    Promover 01 curso de associativismo e cooperativismo junto aos agricultores familiares, integrantes do projeto.

    Mucuri Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Outubro/17

    Promover 01 curso de associativismo e cooperativismo junto aos agricultores familiares, integrantes do projeto.

    Lajedo

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Novembro/17

    Promover 01 curso com foco em planejamento, gesto, produo, agregao de valor e comercializao.

    Itamaraju Jucuruu

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Abril/19

    Promover 01 curso com foco em planejamento, gesto, produo, agregao de valor e comercializao.

    Prado Alcobaa

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Maio/19

    Promover 01 curso com foco em planejamento, gesto, produo, agregao de valor e comercializao.

    Caravelas Teixeira de Freitas

    Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Junho/19

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    107

    OBJETIVO ESPECFICO N. 03

    Viabilizar a realizao de eventos de capacitao das famlias integrantes do Projeto, com foco na sustentabilidade da atividade.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Promover 01 curso com foco em planejamento, gesto, produo, agregao de valor e comercializao.

    Mucuri Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Julho/19

    Promover 01 curso com foco em planejamento, gesto, produo, agregao de valor e comercializao.

    Lajedo

    Comit

    Gestor

    Territorial /

    Comit

    Gestor Local

    Agosto/19

    OBJETIVO ESPECFICO N. 04

    Buscar parceria com entidades pblicas, a exemplo da Embrapa, Ceplac, IFBaiano, Bahiater, Secretarias Estaduais e Secretarias Municipais de Agricultura, Senar e entidades particulares para disponibilizao de uma ATER de qualidade e efetiva.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Firmar termo de compromisso com a Secretria de Desenvolvimento Rural do Estado visando garantir a implantao e funcionamento dos SEMAFs (Servios Municipais de Apoio Agricultura Familiar)

    Territrio Comit Gestor Territorial / Ncleo Diretivo do Territrio

    Maio / 17

    Firmar parceria com a CEPLAC, empresas e organizaes de assistncia tcnica a fim de garantir ATER para os agricultores do projeto.

    Territrio Comit Gestor Territorial / Ncleo Diretivo do Territrio

    Maio / 17

    OBJETIVO ESPECFICO N. 05

    Adequar os produtos derivados da mandioca legislao sanitria vigente. Ao Municpios Entidade

    Responsvel Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Mapear as principais estruturas de

    Territrio Comit Gestor

    Maio/18

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    108

    OBJETIVO ESPECFICO N. 05

    Adequar os produtos derivados da mandioca legislao sanitria vigente. Ao Municpios Entidade

    Responsvel Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    beneficiamento existentes no Territrio para diagnosticar as deficincias em termos da legislao vigente.

    Territorial / Comit Gestor Local

    Estabelecer parceria com a ADAB e Vigilncia Sanitria dos municpios a fim de adequar o funcionamento das principais unidades de beneficiamento, localizadas no Territrio.

    Territrio Comit Gestor Territorial

    Novembro/ 17

    OBJETIVO ESPECFICO N. 06

    Diversificar a atividade atravs da produo de fcula, beiju, biscoitos, rao animal e outros produtos, alm da farinha.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Firmar parceria com o Senar, Sebrae, Embrapa, IFBaiano para qualificao do agricultor e sua famlia na confeco dos produtos.

    Territrio Comit Gestor Territorial

    Abril / 17

    Promover 01 misso tcnica a regio de referncia na diversificao da produo de derivados da mandioca.

    Alcobaa Caravelas Itamaraju Jucuruu Lajedo Mucuri Prado Teixeira de Freitas

    Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Setembro / 18

    Promover 01 misso tcnica a regio de referncia na diversificao da produo de derivados da mandioca.

    Alcobaa Caravelas Itamaraju Jucuruu Lajedo Mucuri Prado Teixeira de Freitas

    Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Setembro / 19

    OBJETIVO ESPECFICO N. 07

    Buscar um padro de qualidade para os produtos derivados da mandioca.

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    109

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Promover no municpio uma oficina sobre boas prticas de fabricao de alimentos.

    Alcobaa

    Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/18

    Promover no municpio uma oficina sobre boas prticas de fabricao de alimentos.

    Caravelas Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/18

    Promover no municpio uma oficina sobre boas prticas de fabricao de alimentos.

    Itamaraju Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/18

    Promover no municpio

    uma oficina sobre boas

    prticas de fabricao de

    alimentos.

    Jucuruu Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/18

    Promover no municpio

    uma oficina sobre boas

    prticas de fabricao de

    alimentos.

    Lajedo Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/18

    Promover no municpio

    uma oficina sobre boas

    prticas de fabricao de

    alimentos.

    Mucuri Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/18

    Promover no municpio

    uma oficina sobre boas

    prticas de fabricao de

    alimentos.

    Prado Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/18

    Promover no municpio

    uma oficina sobre boas

    prticas de fabricao de

    alimentos.

    Teixeira de Freitas

    Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Novembro/18

    Desenvolver uma marca para os produtos derivados da mandioca, produzidos no territrio.

    Territrio Comit Gestor Territorial

    Junho / 19

    Articular junto aos rgos competentes a certificao

    Territrio Comit Gestor

    Junho / 19

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    110

    OBJETIVO ESPECFICO N. 07

    Buscar um padro de qualidade para os produtos derivados da mandioca. Ao Municpios Entidade

    Responsvel Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    dos produtos da agricultura familiar, derivados da mandioca, oriundos do referido projeto.

    Territorial

    OBJETIVO ESPECFICO N. 08

    Contribuir para a melhoria da comercializao dos produtos atravs do sistema cooperativo e da economia solidria.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Apoiar a criao de uma cooperativa dos agricultores familiares, em nvel territorial, para fins de produo, beneficiamento e comercializao.

    Territrio Comit Gestor Territorial

    Maio / 2019

    OBJETIVO ESPECFICO N. 09

    Criar uma rede de infraestrutura de beneficiamento e comercializao visando a padronizao do produto e armazenamento adequado.

    Ao Municpios Entidade Responsvel

    Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Criar uma rede de fornecedores dos produtos derivados da mandioca a fim de atender as demandas do mercado institucional (PNAE, PAA, Hospitais, Creches, Presdio), supermercados locais e regionais (atacado e varejo).

    Territrio Comit Gestor Territorial / Comit Gestor Local

    Junho / 19

    OBJETIVO ESPECFICO N. 10

    Apoiar financeiramente as demandas de crdito do pbico-alvo do Projeto. Ao Municpios Entidade

    Responsvel Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    Elaborar uma nota tcnica relativa ao zoneamento agrcola do cultivo da mandioca no territrio, a

    Territrio Comit Gestor Territorial / Comit

    Abril / 18

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    111

    OBJETIVO ESPECFICO N. 10

    Apoiar financeiramente as demandas de crdito do pbico-alvo do Projeto. Ao Municpios Entidade

    Responsvel Data Prevista de Concluso

    Ocorrncia (Data /

    Descrio)

    % de execuo

    ser encaminhada ao Ministrio da Agricultura, a fim de atualizao do calendrio agrcola.

    Tcnico

    Articular a firmatura de um acordo de cooperao com os principais parceiros institucionais objetivando apoio financeiro ao projeto.

    Territrio Comit Gestor Territorial / Ncleo Diretivo do Territrio

    Julho / 17

    Teixeira de Freitas BA, 15 de dezembro de 2016.

    SIGNATRIOS: NCLEO DIRETIVO DO TERRITRIO ________________________________________ BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A _________________________________ CMDS DE ALCOBAA____________________________________________ CMDS DE CARAVELAS ____________________________________________ CMDS DE ITAMARAJU _____________________________________________ CMDS DE JUCURUU _______________________________________________ CMDS DE LAJEDO _________________________________________________ CMDS DE MUCURI ___________________________________________________ CMDS DE PRADO ___________________________________________________ CMDS DE TEIXEIRA DE FREITAS _________________________________________ FBRIA _____________________________________________________________ IFBAIANO __________________________________________________________ CEPLAC _____________________________________________________________

  • Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentvel e Solidrio do Extremo

    Sul da Bahia

    112

    BAHIATER _________________________________________________________ CAR _____________________________________________________________ ADAB _____________________________________________________________ POLMATA__________________________________________________________ NEDETES _______________________________________________________________ SINTRAF VALE DO JUCURUU ______________________________________________ SINTRAF ALCOBAA CARAVELAS____________________________________________ GAPIS _________________________________________________________________ CAVI Cooperativa de Agricultores do Vale do Itaitinga _______________________ Assoc dos Peqs Produtores Rurais da Pontinha II ______________________________

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