As faces da_espiritualidade__hernandes_dias_lopes

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<ul><li> 1. 1 </li> <li> 2. 2 AAss FFaacceess ddaa EEssppiirriittuuaalliiddaaddee Identificando a face de um cristo verdadeiro Hernandes Dias Lopes Digitalizado por mazinho www. semeadores. net Nossos e-books so disponibilizados gratuitamente, com a nica finalidade de oferecer leitura edificante a todos aqueles que no tem condies econmicas para comprar. Se voc financeiramente privilegiado, ento utilize nosso acervo apenas para avaliao, e, se gostar, abenoe autores, editoras e livrarias, adquirindo os livros. Semeadores da Palavra e-books evanglicos </li> <li> 3. 3 Dado Internacionais de Catalogao na publicao (CIP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Lopes, Hernandes Dias As faces da Espiritualidade / Hernandes Dias Lopes, So Paulo : Editora Candeia, 2000. 1. Espiritualidade I. Ttulo. 00-1959 CDD-248.4 ndice para catlogo sistemtico: 1. Espiritualidade : Cristianismo 248.4 ISBN: 85-7352-100-7 Coordenador de produo : Mauro Wanderley Terrengui Reviso de Provas: Andrea Filatro Editorao, fotolito, impresso e acabamento: Associao Religiosa Imprensa da F 1 Edio: Junho 2000 - 3. 000 exemplares Publicado no Brasil com a devida autorizao e com todos os direitos reservados pela: EDITORA E DISTRIBUIDORA CANDEIA Rua Belarmino Cardoso de Andrade, 108 Interlagos-So Paulo, SP Cep:04809-270 Gostaramos de saber sua opinio sobre este livro. Escreva para a Editora Candeia. Este livro foi relanado pela editora Candeia, com o ttulo "Espiritualidade e Orao" </li> <li> 4. 4 ndice: Dedicatria.................................................................................................... 4 Prefcio......................................................................................................... 5 Introduo..................................................................................................... 8 Captulo 1 A espiritualidade do monte - xtase sem entendimento ..........15 Captulo 2 A espiritualidade do vale - Discusso sem poder.....................27 Capitulo 3 A espiritualidade de Jesus ........................................................43 A Concluso ...............................................................................................57 DEDICATRIA Dedico este livro, com muito carinho, aos meus queridos irmos Laurentino Dias Lopes e Gelson Dias Lopes, a quem o Senhor chamou sua eterna glria, no dia 25 de fevereiro de 2000 e 18 de maro de 2000, respectivamente, pelo rico exemplo de dignidade, amizade e companheirismo que eles me legaram. </li> <li> 5. 5 PREFCIO A identidade de uma pessoa se percebe, normalmente, pela sua face. Podemos no lembrar outros detalhes a respeito de algum, mas sua face , em regra, inesquecvel. A face pode ser "disfarada": escondem-se seus defeitos, maquiam-se suas fragilidades, e, modernamente, empregam- lhe a plstica contra os anos. Mas, ao final, os disfarces no resistem. Continua sendo a mesma face. A espiritualidade a face identificadora do cristo verdadeiro. E nela que se percebe a qualidade do testemunho revelado ao mundo, que se norteiam os caminhos da vida transformada, e que se encaminha o salvo para a glria e re- compensa eterna. Este livro, mais um da lavra abenoadora do rev. Hernandes Dias Lopes, trata das "faces" da espiritualidade. O desenvolto autor expe de forma sbia, contundente e penetrante as lies contidas em uma das mais belas e intrigantes passagens bblicas: a Transfigurao de Cristo, como narrada no Evangelho de Lucas. No momento da transfigurao do rosto de Cristo, as faces das espiritualidades circundantes so tambm reveladas e expostas ao exame. Mas o rev. Hernandes no se detm transfigurao em si: faz desembocar sua exposio no caso da libertao de um jovem possesso, no dia seguinte quele magnificente evento. Anoitecemos e amanhecemos dentro de um contexto to rico quanto poderosamente envolvido pelo ambiente celestial. Lendo As Faces da Espiritualidade, podemos discernir o comportamento, a exteriorizao, as evidncias marcantes e, sobretudo, as conseqncias advindas da prtica das formas de espiritualidade, vislumbradas aqui com muita clareza. E um livro que aborda o assunto proposto de forma direta, sem </li> <li> 6. 6 rodeios, objetivamente, escapando, no entanto, de cometer o crime da superficialidade. Todas as bases que fazem parte do universo da espiritualidade, como a orao, a intimidade com Deus, a autoridade diante do maligno e o revestimento de poder, assim como a viso missionria e a preservao da piedade, so abordadas, oferecendo ao leitor a oportunidade do aprendizado, instigando o corao atento a uma profunda reflexo do seu estado, objetivando a mudana de vida. Alis, o autor, a nosso ver, no tem apenas o objetivo de diagnosticar os problemas das faces da nossa espiritualidade. Longe disso. Ele tambm nos oferece um tratamento necessrio e premente para os tempos difceis que estamos vivendo. Encontramos aqui uma sada para esta poca de falta de identidade e de muita confuso, onde a igreja de Cristo se acha eivada de muitas facetas, onde se criam opes que buscam atender s mais esdrxulas manifestaes de "espiritualidade", em detrimento da Glria do Deus que servimos. Os disfarces religiosos, o xtase diante do fantstico, a busca frentica do fogo estranho, a experincia como a medida da espiritualidade, o arrancar das razes doutrinrias e o desrespeito aos fundamentos da f so confrontados e respondidos altura. Eis aqui uma leitura que contribuir, em muito, para que haja mais autenticidade em nossa devoo. bom degustar, remoer e meditar nas verdades aqui arroladas. O autor nos leva a uma trilha, um caminho, uma viagem. Subiremos ao monte, onde seremos anuviados e amedrontados pelo espetacular, o fantstico. Desceremos ao vale, sentindo-nos impotentes ante s foras do maligno. E, finalmente, s em Jesus encontraremos a resposta e o paradigma para a nossa vida espiritual, para a nossa vitria. Eis aqui um autor que, pelos caminhos da piedade pessoal, tem demonstrado o melhor daquilo que escreve, na prtica de sua vida e no cumprimento de seu ministrio. </li> <li> 7. 7 Pessoalmente, louvo ao Senhor por poder partilhar da sua amizade, no aprendizado sempre constante da Palavra Sagrada, em convivncia e comunho com este servo de Deus, companheiro incansvel e homem de bem. Espero em orao, caro leitor, que voc aproveite ao mximo este que podemos chamar de um "pequeno grande livro". Boa leitura... tima Espiritualidade!!! Rev. Aubrio da Silva Brito Vitria, Maro de 2000 </li> <li> 8. 8 INTRODUO O homem um ser religioso. Desde os tempos mais remotos, ele tem levantado altares. H povos sem leis, sem governos, sem economia, sem escolas, mas jamais sem religio. O homem tem sede do eterno. Deus mesmo colocou a eternidade no corao do homem. Cada religio busca oferecer ao homem o caminho de volta para Deus. E a tentativa desesperada de reconciliao com Deus. A deturpao do pecado, a sagacidade do diabo e a corrupo do mundo entenebreceram a mente humana, e o homem perdeu-se no cipoal desta busca do sagrado. Religies esdrxulas so engendradas com vistas a arrastar os homens para os corredores escuros do obscurantismo espiritual. O pecado embruteceu o homem, o diabo cegou o seu entendimento e por isso, cada vez mais, as religies afastam os homens de Deus, em vez de aproxim-los. A religio um caminho que o homem tenta abrir da terra para o cu. E uma tentativa desesperada e fracassada de chegar a Deus pelos prprios esforos. E a repetio do malogrado projeto da Torre de Babel. Na selva espessa das paixes corrompidas, no labirinto das iluses e nos abismos tene- brosos da alma humana, no se encontram respostas seguras que possam satisfazer os anseios da alma, nem h condies de pavimentar uma estrada de volta do homem para Deus. O pecado rompeu a harmonia e a comunho do homem com Deus, consigo mesmo, com o prximo e com a natureza. O pecado desestruturou o homem e todas as suas relaes. O pecado atingiu e afetou o homem como um todo e atingiu cada rea da sua vida. Aquele que foi criado imagem e semelhana de Deus tornou-se um ser ambguo, confuso e contraditrio. De </li> <li> 9. 9 dentro do corao do homem vasa uma torrente caudalosa de sujidades. O corao humano tornou-se enganoso e desesperadamente corrupto, um poo de sentimentos mesquinhos e desejos abominveis. A corrupo do meio nada mais do que o transbordamento da maldade que est em ebulio no corao do homem. Onde quer que o homem pe a mo, ele contamina o ambiente. Em virtude dessa dolorosa realidade, surgiram e ainda surgem milhares de religies, criadas pelo engenho humano, por mentes corrompidas, espritos manietados e subservientes aos caprichos do diabo, para afastar ainda mais os homens de Deus. H, portanto, muitos "altares esprios, muitos deuses falsos, muitos cultos abominveis para Deus. No poucas vezes, o homem adora a criatura em lugar do criador. Outras vezes, o homem em rebelio contra Deus serve deliberadamente aos prprios demnios. H ainda aqueles que, entorpecidos pelo veneno do pecado, vivem e morrem por heresias crassas que subjugam as conscincias no claustro da mais repugnante ignorncia espiritual. O que mais chocante que h tambm aqueles que, mesmo conhecendo a verdade, adotam um modelo doentio de espiritualidade. Testemunhamos hoje o florescimento do humanismo exacerbado. Tudo gira em torno do homem. O homem o centro e a medida de todas as coisas. A vontade do homem deve ser sempre satisfeita. At mesmo a religio precisa adequar-se s pesquisas de mercado. A verdade perdeu o seu valor fundamental para esta gerao humanista. As pessoas embaladas pelo pragmatismo emergente buscam no a verdade, mas o que funciona: no o que certo, mas o que d certo. Assim, os cultos mais freqentados so aqueles que supervalorizam a experincia, ainda que no aferida pela verdade revelada de Deus. Prevalece o subjetivismo. O que est em voga hoje no o estudo srio, analtico e profundo das Escrituras, mas uma consulta superficial, mstica e </li> <li> 10. 10 sentimental da Palavra. Assim, no h necessidade de seguir as leis da hermenutica sagrada, pois a interpretao das Escrituras ganhou um contorno mgico e sobrenatural. O estudo da Bblia passou a ser irrelevante: o que importa o que o Esprito revela no momento, atravs de pessoas inspiradas. A luz interior tornou-se mais importante do que a revelao escrita de Deus. As pessoas esto vidas para ouvir os profetas do subjetivismo e os intrpretes de sonhos, em vez de examinar as Escrituras. Correm atrs do mstico, no da verdade. Esse expediente tem facilitado o caminho de retorno falsa doutrina do sacerdcio. Seres humanos comuns precisam da mediao de uma pessoa espiritual e iluminada para trazer-lhes uma revelao de Deus. A Palavra escrita de Deus precisa passar pela interpretao mstica e subjetiva de uma pessoa com quem Deus fala diretamente. Com isso, a verdade bblica do sacerdcio universal dos crentes tem sido atacada a partir de seus alicerces. Em virtude desse desvio, floresce no meio evanglico uma procura cada vez maior por profetas e profetisas que possam interpretar sonhos e vises e trazer direto para o povo os mistrios da vontade de Deus. Mergulhados cada vez mais em um analfabetismo bblico, os incautos fluem aos borbotes para esses redutos, sorvendo sem questionar todo o ensino que brota do enganoso corao humano, em vez de beber da gua limpa que jorra das Escrituras. Cavam cisternas rotas e abandonam a fonte das guas vivas. Seguem conselhos de homens e deixam os preceitos do Senhor. Obedecem cegamente a lderes pseudo- espirituais e rejeitam a suficincia das Escrituras. O que est na raiz dessa tendncia o antropocentrismo idoltrico. A preocupao do homem moderno agradar a si mesmo, e no a Deus. Ele quer sentir-se bem. Quer ter experincias arrebatadoras. Ele busca experincias que lhe provoquem calafrios na espinha. Ele tem sede do </li> <li> 11. 11 sobrenatural, est vido por ver sinais e maravilhas, e anda atrs de milagres. Para o homem moderno, a religio precisa apelar no sua razo, mas s suas emoes. Ele no quer conhecer, quer sentir. O culto no racional, sensorial. Sua mente est embotada, sua razo adormecida. No importa o que as pessoas falem, desde que ele experimente uma catarse. Ele no quer julgar os fatos: para ele, tudo o que parece ser sobrenatural bom. O mstico sobrepujou a verdade. O sentimento prevaleceu sobre a razo. As emoes assentaram-se no trono. Elas tm a ltima palavra. Para muitas pessoas, a religio est-se transformando em um pio, um narctico que anestesia a alma e coloca em sono profundo as grandes inquietaes da mente. Para continuar alimentando o homem com fortes emoes e mant-lo em contnuo estado de xtase, preciso criar novidades a cada dia. O culto, ento, passa a ser elaborado com vistas a despertar fortes emoes. A msica executada para mexer com os sentimentos. A mensagem pregada para atender ao gosto da freguesia. Tudo est centrado no propsito de agradar ao homem e. satisfazer seus anseios. E o culto do homem para o homem. E o culto da terra para a terra. E o culto-show, em que o dirigente precisa ter um desempenho eficaz na arte de manipular as emoes. Em 1998 visitei a Igreja Toronto Blessing no Canad. Dali surgiu a teologia do sopro e da gargalhada que se espalhou para vrios lugares do mundo. Observei atentamente as pessoas que entraram no templo. De repente, elas comearam a cantar em estado de xtase. Caram ao cho e ficaram estiradas no assoalho, como se estivessem em profundo sono. Outras comearam a dar gargalhadas sem parar. Uma aura mstica envolveu o ambiente. A msica suave enchia o santurio e grande parte dos ouvintes entrou em uma espcie de catarse. No vi ningum com a Bblia. As pessoas no estavam ali buscando o conhecimento de Deus, mas encon...</li></ul>