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Uma breve história do Terceiro Setor.

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  • 1. Terminologia e Conceito

2. O O O O O O O O O O O O O O OTerceiro Setor Solidariedade Assistencialismo Caridade Responsabilidade Social Responsabilidade Social Corporativa (Empresarial) Voluntariado Voluntariado Corporativo (Empresarial) Filantropia Filantropia com resultados Negcios Sociais Setor 2.5 Investimento Social Privado Sustentabilidade Cidadania Corporativa (Empresarial) 3. Viso setorial 4. Primeiro e Segundo Setor O Primeiro Setor: corresponde vontade popular,que se manifesta por meio do voto e confere poder aos governantes; O Segundo Setor: corresponde livre iniciativa, que opera o mercado e define parte da agenda econmica utilizando o lucro como instrumento; O que caracteriza cada setor em relao aos recursos financeiros: O Primeiro Setor: dinheiro pblico para fins pblicos; O Segundo Setor: dinheiro privado para fins privados; 5. Terceiro Setor - Origem O O Terceiro Setor tem sua origem nas suas associaesreligiosas no perodo colonial brasileiro, quando no era possvel estabelecer uma distino entre estado e Igreja, e entre interesse pblicos e privados. No havia distino entre responsabilidade publica e privada. Eram estas entidades as maiores responsveis pela educao, sade e assistncia social. As associaes laicas (no religiosas) s comeam a ter destaque a partir do final do sculo XIX. O Na dcada de 30 surgiu a cidadania regulada, onde entidades associativas forma substitudas por sindicatos e organizaes classistas. O O fenmeno das organizaes no governamentais teve surgimento nos ltimos 30 anos, como forma de resistncia organizada contra a ditadura militar 6. Novo Terceiro Setor partir da dcada de 90 surge o novo Terceiro Setor, que no mais se contrapes ao governo a ao mercado e sim se torna igualitrio na sua forma de agir. O O termo usado para fazer referncia ao conjunto de sociedades privadas ou associaes que atuam no pas sem finalidade lucrativa. O terceiro setor atua exclusivamente na execuo de atividades de utilidade pblica. Possuem gerenciamento prprio, sem interferncias externas. O Entre as organizaes que fazem parte do Terceiro Setor, podemos citar principalmente as ONGs (Organizaes No Governamentais) e OSCIPs (Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico), Universidades, Hospitais privados, Instituies religiosas. O As associaes do Terceiro Setor atuam, principalmente, prestando servios para pessoas carentes que no podem contratar servios do setor privado (segundo setor) e onde o governo no faz seu papel (primeiro setor). O 7. Terceiro Setor 8. Siglas Terceiro Setor O Em geral utilizado para identificar entidadesdedicadas ao ensino e pesquisa. As designaes OSCIP e OS, porm, so qualificaes que as associaes e fundaes podem receber, uma vez preenchidos os requisitos legais, assim como ocorre com as titulaes de Utilidade Pblica Municipal (UPM), Estadual (UPE) e Federal (UPF) e o Certificado de entidade beneficente de assistncia social (CEBAS). Portanto, associao e fundao so os dois modelos possveis, de acordo com o Cdigo Civil brasileiro, de constituio de pessoas jurdicas integrantes do Terceiro Setor, que podem tambm receber ttulos de OSCIP, OS, dentre outros. 9. Solidariedade O Solidariedade o ato de bondade com todas aspessoas a nossa volta, com prioridade das pessoas com mais dificuldades alimentares, financeiras e fsicas. O Uma adeso circunstancial causa ou empresa de outros. Por norma, este termo emprega-se para denominar uma ao generosa ou bemintencionada. Sua raiz etimolgica faz referncia a um comportamento in-solidum, ou seja, que se unem os destinos de duas ou mais pessoas. Portanto, ser solidrio no s prestar ajuda, uma vez que tambm implica um compromisso com aquele a quem se se oferece a sua solidariedade. O Palavras que designam solidariedade: AJUDA, AMPARO, APOIO, COOPERAO, COPARTICIPAO 10. Assistencialismo O Assistencialismo a doutrina ou prtica polticaque defende a assistncia aos mais carenciados da sociedade, a doutrina baseada no conceito de assistncia, obrigao que contraem os governos com seus cidados por meio de uma constituio pela qual se assinala o carter de dignidade de todo ser humano sem distines de tipo algum, e pela qual o governo h de assisti-los no que se refere subsistncia mnima bsica. O Conceito e prtica de organizar e prestar assistncia a membros ou camadas mais carentes de uma sociedade, ao invs de atuar para a eliminao das causas de sua carncia. 11. Caridade O Sentimento ou uma ao altrusta de ajuda aalgum sem busca de qualquer recompensa. A prtica da caridade notvel indicador de elevao moral e uma das prticas que mais caracterizam a essncia boa do ser humano, sendo, em alguns casos, chamada de ajuda humanitria. O Palavras que designam caridade: BENEVOLNCIA, INDULGNCIA, PERDO, COMPAIXO, AMOR AO PRXIMO. 12. Responsabilidade Social Corporativa Base histrica (dcada de 60) O A responsabilidade social corporativa era aceitacomo doutrina nos EUA e Europa at o sculo XIX, quando o direito de conduzir negcios de forma corporativa era uma questo de prerrogativa do Estado ou Monarquia e no um interesse econmico privado (Hood, 1998). O Com a independncia dos EUA, os estados americanos comearam a aprovar legislao que permitisse a auto-incorporao (self-incorporation) como alternativa incorporao por ato legislativo especfico. O A premissa fundamental da legislao sobre corporaes era de que seu propsito era a realizao de lucros para seus acionistas. 13. Caso Ford X Dodge OEm 1919, a questo da responsabilidade e discricionariedade dos dirigentes de empresas abertas veio tona publicamente pelo julgamento na Justia Americana do caso Dodge versus Ford. Tratava-se da amplitude da autoridade de Henry Ford, presidente e acionista majoritrio, em tomar decises que contrariavam interesses de um grupo de acionistas da Ford, John e Horace Dodge. Em 1916, Henry Ford, argumentando a realizao de objetivos sociais decidiu no distribuir parte dos dividendos esperados, revertendo-os para investimentos na capacidade de produo, aumento de salrios e como fundo de reserva para a reduo esperada de receitas devido ao corte nos preos dos carros. A Suprema Corte de Michigan se posicionou a favor dos Dodges, justificando que a corporao existe para o benefcio de seus acionistas e que diretores corporativos tm livre arbtrio apenas quanto aos meios de se alcanar tal fim, no podendo usar os lucros para outros fins. A filantropia corporativa e o investimento na imagem da corporao para atrair consumidores poderiam ser realizados, na medida em que favorecessem os lucros dos acionistas. 14. Depresso e Segunda Guerra OOOAps os efeitos da Grande Depresso e o perodo da Segunda Guerra Mundial, a noo de que a corporao deve responder apenas aos seus acionistas sofreu ataques na academia, principalmente pelo trabalho de Berle e Means, The Modern Corporation and Private Propertyi (Berle e Means, 1932, apud Frederick,1994), argumentando que os acionistas eram passivos proprietrios que abdicavam controle e responsabilidade para a direo da corporao. A Justia determina, ento, que uma corporao pode buscar o desenvolvimento social, estabelecendo em lei a filantropia corporativa. A partir da, defensores da responsabilidade social corporativa comearam a argumentar que, se a filantropia era uma ao legtima da corporao, ento outras aes que priorizam objetivos sociais em relao aos retornos financeiros dos acionistas seriam de igual legitimidade. (exe.: abandono de linhas de produto lucrativas, porm destrutivas ao ambiente natural e social) 15. Responsabilidade Social Corporativa Os primeiros estudos que tratam da responsabilidade social tiveram incio nos Estados Unidos, na dcada de 50, e na Europa, nos anos 60. As primeiras manifestaes sobre este tema surgiram, no incio do sculo, em trabalhos de Charles Eliot (1906), Arthur Hakley (1907) e John Clarck (1916). No entanto, tais manifestaes no receberam apoio, pois foram consideradas de cunho socialista. Foi somente em 1953, nos Estados Unidos, com o livro Social Responsabilities of the Businessman, de Howard Bowen, que o tema recebeu ateno e ganhou espao. O Na dcada de 70, surgiram associaes de profissionais interessados em estudar o tema: American Accouting Association e American Institute of Certified Public Accountants. a partir da que a responsabilidade social deixa de ser uma simples curiosidade e se transforma num novo campo de estudo. O A responsabilidade social revela-se ento um fator decisivo para o desenvolvimento e crescimento das empresas. O 16. Contraponto da RSC OO tema atacado e apoiado por vrios autores desde ento (Jones, 1996). Jones (1996) esclarece que o posicionamento contrrio baseado nos conceitos de direitos da propriedade (Friedman, 1970) e funo institucional conceituada por Leavitt em 1958. Pela perspectiva dos direitos da propriedade, argumenta-se que a direo corporativa, como agente dos acionistas, no tem o direito de fazer nada que no atenda ao objetivo de maximizao dos lucros, mantidos os limites da lei. Agir diferente uma violao das obrigaes morais, legais e institucionais da direo da corporao. Por outro lado, o ponto central do argumento da perspectiva pela funo institucional est em que outras instituies, tais como governo, igrejas, sindicatos e organizaes sem fins lucrativos, existem para atuar sobre as funes necessrias ao cumprimento da responsabilidade social corporativa. Gerentes de grandes corporaes no tm a competncia tcnica, o tempo ou mandato para tais atividades, as quais constituem uma tarifa sobre o lucro dos acionistas, nem foram eleitos democraticamente para tal, como o so os polticos. 17. Contraponto da RSC O Jones (1996) faz uma abordagem crtica aoconceito de responsabilidade social corporativa, concluindo que o conceito e discurso da responsabilidade social corporativa carecem de coerncia terica, validade emprica e viabilidade normativa, mas que oferecem implicaes para o poder e conhecimento dos agentes sociais. Considera que os argumentos a favor se