latim - apostila

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  • PDF gerado usando o pacote de ferramentas em cdigo aberto mwlib. Veja http://code.pediapress.com/ para mais informaes.PDF generated at: Mon, 15 Sep 2014 20:02:58 UTC

    Latim

  • ContedoPginas

    Capa 1Introduo 1Pronncia 2Fonologia 5Anlise sinttica 6Declinaes 8Lio 1 9Apndice 11Lio 2 13Apndice 15Lio 3 18Apndice 211a declinao 232a declinao 253a declinao 274a declinao 315a declinao 32Verbos 33Presente do Indicativo Ativo 34Infinitivo e Imperativo 43Futuro do Indicativo Ativo 47Depoentes (Presente e Futuro do Indicativo Ativo, Imperativo e Infinitivo) 51Pretrito Perfeito do Indicativo Ativo 58Pronomes 60Adjetivos 64Numerais 67Conjunes e preposies 69Advrbios 69Conjugao Verbal 71Palavras latinas derivadas do Grego 85Bibliografia 85

    RefernciasFontes e Editores da Pgina 86

  • Fontes, Licenas e Editores da Imagem 87

    Licenas das pginasLicena 88

  • Capa 1

    Capa

    Latim

    Introduo

    Animao mostrando a extenso do ImprioRomano em alguns anos.

    O Latim uma lngua do ramo itlico da famlia Indo-Europia.Pertence ao grupo centum e era falada pelo povo da antiga Roma. uma lngua altamente flexional e, em conseqncia disso, tem umagrande flexibilidade na ordem das palavras.

    Inicialmente um dialeto itlico falado na regio do Lcio (VETVSLATIVM, entre o rio Tibre, o curso baixo do rio nio, a cadeia dosApeninos, o territrio dos Volscos e o Mar Tirreno), o Latim tornou-seuma lngua importante medida em que os seus falantes (os romanos)ganhavam destaque na regio. Com as expanses militares de Roma ea conseqente importncia alcanada pelo Imprio Romano, tornou-seuma espcia de lngua universal do mundo ocidental, mantendo suaimportncia mesmo depois da queda do Imprio.

    A lngua se expandiu juntamente com o Imprio Romano (ver mapa aolado), apesar de que nas regies orientais o Grego continuasse predominando.O Latim perdurou at depois da queda do Imprio Romano. A Igreja Catlica o tem como lngua oficial at hoje.Obras literrias e teolgicas em Latim foram escritas durante toda a Idade Mdia. Vrios cientistas e filsofosmodernos (Descartes, Newton, Leibniz etc.) escreveram obras originalmente em Latim. At hoje ele usado emalguns termos jurdicos, na taxonomia dos seres vivos e outras questes de nomenclatura cientfica.Do Latim derivam as lnguas romnicas: Portugus, Espanhol, Catalo, Italiano, Francs, Romeno, Galego,Occitnico, Sardo, Romanche, etc.

  • Introduo 2

    PerodosReconhecem-se os seguintes perodos da lngua: Pr-clssico, do sculo VII a.C. ao sculo II a.C. Clssico, do sculo II a.C. ao sculo II d.C. Latim Vulgar, incluindo o perodo patrstico, do sculo II ao V d.C. Perodo Medieval, do sculo VI ao sculo XIV. Do sculo XV at agora.

    O livroO objetivo deste livro tornar-se um mtodo de latim utilizvel em cursos universitrios. Autodidatas tambmpodero us-lo. Neste caso, h a seguinte sugesto ao estudante, para trabalhar cada lio:1.1. Leia, se possvel, duas vezes o vocabulrio da lio. Procure memoriz-lo, mas fique vontade para consult-lo

    sempre que for necessrio.2.2. Leia o corpo da lio. Ela trar explicaes gramaticais e exemplos, sempre que possvel, retirados de originais

    latinos, adaptados ou no.3.3. Faa os exerccios. Eles so importantes para a fixao dos contedos.4.4. Confira suas respostas com a correo fornecida.

    Esta pgina um esboo de lnguas. Ampliando-a voc ajudar a melhorar o Wikilivros.

    PronnciaExistem trs formas de pronncia na lngua latina: a pronncia eclesistica ou italiana; usada pela igreja a pronncia clssica (reconstruda); elaborada a partir de estudos sobre a pronncia de povos prximos.

    Acredita-se que seja a que mais se aproxima da pronncia praticada na antiguidade. a pronncia portuguesa; usada nas escolas do Brasil e em Portugal apenas para fins didticos.

    Pronncia clssicaO latim s tinha letras maisculas. As minsculas so utilizadas pela primeira vez na Idade Mdia. A pronncia porslabas, muito parecida com o portugus.As vogais podem ser longas ou curtas. Na evoluo do latim para o portugus as vogais longas tornam-se fechadas eas vogais breves tornam-se abertas.A, letra chamada em latim A, quando longo mais ou menos como em levar, quando breve como em chazinhoB, BE, como em barcoC, CE, sempre como em carro (tambm em -CE-, -CI-). Arcaicamente, o C tambm podia ser um G (cfr. CAIVS eGAIVS)D, DE, como em deixarE, E, quando longo como em dedo, quando breve como em vetarF, EF, como em fevereiroG, GE, sempre o g portugus em gato (tambm em -GE-, -GI-; nos -GUE-, -GUI- o u pronunciado, comosemivogal)

  • Pronncia 3

    H, HACCA, s os falantes muito cultos aspiravam o H (como o ingls hen) mesmo na poca clssica, para a maioriaera mudo na alturaI, I, quando longo como em rudo, quando breve como em enormeJ: esta letra no existia em latim clssico, foi criada na Idade Mdia para fazer diferena entre o i vogal e o iconsonntico para o que muitos i latinos foram evoluindoK, KA, como o C latino; arcaicamente havia uma diferena entre C e K, mas perdeu-se e o K s ficou nalgumaspalavras: KARTHAGO (mas tambm CARTHAGO), KALENDA... muitas delas emprestadas da lngua grega;L, EL, como em levarM, EM, como em muito, no nasaliza as vogais anteriores a eleN, EN, como em nomeO, O, quando longo como em toda, quando breve como em mormenteP, PE, como em portugusQ, QV, sempre antes do u semivogal, -QV-. A diferena clara em, p.ex. CVI e QVI: em CVI o u vogal e tnico,"c-i", em QVI o u semivogal e o i o tnico, "kw"R, ER, possivelmente como em caro, ou talvez como em carro (rr no uvular, mas alveolar, o "clssico" europeu ecomo se pronncia ainda nas zonas rurais de Portugal, em frica ou na Galiza), talvez ambos dois segundo regrassimilares s do portugusS, ES, possivelmente como em sT, TE, como em tempo (t do padro europeu)V, V, nunca como o v portugus, sempre vogal ou semivogal: quando vogal longo, como em mido, quando vogalbreve como em surdo, quando semivogal como em mau. semivogal quando diante de outra vogal, como emSOLVO ou QVARTVS. Na Idade Mdia, o V minsculo grafava-se "u", o "u" afinal foi utilizado s para o som vogale "v" para o consonntico (como no portugus);X, EX, "gs" ou "ks", segundo a palavra (LEX-LEGIS, gs; DUX-DUCIS, ks)Y, YPSILLON, como o u francs ou o /ue alemo, a letra grega e no latina (este som no existe em latim), masempregou-se para emprstimos do grego;Z, ZETA, como o z alemo, aproximadamente "ts", tambm para emprstimos do grego;H tambm estes dgrafos para emprstimos gregos:CH, como o j espanhol ou o ch alemo; tambm aparece em palavras latinas, nelas talvez um K levementeaspirado, dizer, K+H, (PVLCHER, LACHRIMA) ou apenas um simples KPH, aproximadamente como um P aspirado (PHILOSOPHIA)RH, como o R ou RR (RHETOR, RHOMBVS)TH, como em ingls thin ou o c/z espanhol da pennsulaAs letras para os emprstimos gregos tendiam a ser pronunciadas com os sons mais prximos do latim, assim o Ypronunciava-s I ou V, o Z como S, CH como K, TH como T, PH como F, etc.As letras das consoantes podem ser duplas, BB, CC, DD, FF, GG, LL, MM, NN, LL, PP, RR, SS, TT, mesmo a vogalVV (MORTVVS)... a pronncia como duas letras separadas em slabas diferentes, ILLE "IL-LE" (ou um L maislongo), tm valor fonolgico, p.ex. ANVS, "A-NVS", "(mulher) velha", no , nem se pronncia como ANNVS,"AN-NVS", "ano", SVMVS, "SV-MVS", "ns somos", no tem a ver com SVMMVS, "SVM-MVS", "o mais alto".Arcaicamente, as vogais longas por vezes eram escritas como duplas, nos tempos da Repblica com um acento grave (APEX), e no Imprio com algo parecido a um acento agudo. Mas nunca foi universal nem unanimemente aceite. Na Idade Mdia, sobretudo nos livros de aprendizagem, adotou-se o costume de grafar as vogais longas com um

  • Pronncia 4

    tracinho acima (mcron), e as breves com um u pequeninho (brquia).H ditongos e tritongos (muito raros), AE, AV, EI, EV, OE, OI, VI, e pronunciavam-se com os sons correspondentes,mas muito cedo foram evoluindo para outros sons, p.ex. AE passou a ser pronunciado como um E aberto, OE como Efechado, AV como o "ou" (ow) portugus, etc.H estes grupos consonnticos: BL, BR, CL, CR, DR, FL, FR, GL, GN, GR, PL, PR, SC, SCR, SGR, SP, SPL, ST,STR, TR, a pronncia deles a unio dos sons, mas fazem parte duma nica slaba: DRV-SVS, GNA-TVS; qualqueroutro caso as consonantes fazem parte de slabas diferentes: AR-TIS, MOR-TEM, PROP-TER, OM-NI-AHoje o latim escrito empregando letras maisculas e minsculas segundo as regras universais, e utilizando adiferena na escrita do u vogal e consonntico, u/v, isto , mortuus e no MORTVVS ou unum e no VNVM, mascave (de CAVE) e no caue (em geral: v sempre entre vogais). O emprego do i/j fica vontade mas dentro dumacoerncia (ou utilizado o j, ou no ).As slabas em latim so abertas se terminam em vogal, fechadas se em consoante. Uma slaba breve se aberta econtm uma vogal breve: fu-ga, do-mi-na, ou quando vai diante doutra vogal (ainda que tiver uma vogal longa ouum ditongo): au-re-us, om-ni-a. A slaba longa se fechada ou contm uma vogal longa.No latim no h palavras oxtonas, exceto as poucas que perdem uma vogal final: educ (edc, de educe), illic (il-lc,de illice).As palavras com duas slabas so paroxtonas: unda (nda), rosa (rsa).Se houver mais de duas slabas: so paroxtonas se a penltima slaba longa, amicus (amcus), frumentum(frumntum). Tambm se a ltima slaba uma partcula encltica, fratresque (fratrsque, mas frtres), reginave(reginve, mas regna).Em todos os demais casos so proparoxtonas: dominus (dminus), agricola (agrcola).H palavras tonas, proclticas ("colam" por diante) ou enclticas (por trs). As enclticas puxam para si o acento:Inter (tona) +homines (hmines) = interhomines (interhmines); ipse (pse) + met (tona) = ipsemet (ipsmet). Masse no era considerada composta (como em portugus "porm" ou "decerto", p.ex.), no acontecia: itaque (taque,"ento"), itaque (ita+que > itque, "e assim").

    Pronncia eclesistica ou italianaDurante a Idade Mdia o latim era pronunciado segundo as regras fonti