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Arquitetura, Design e Arte

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  • Entrevista: Patio 2.12 Recetas Urbanas MMMM..., Meva, colectivo de arquitecura Boamistura, colectivo artsticoColectivo artstico

    Martorell

    Habitao Social

    Pedregulho complexo habitacional habitaosocial no esquecimento

    encontro

  • Editores:Manuel Ruz / Alejandro Llanes

    Design Grfico:Sergio Rocha / Julia Martnez

    Elaborao/ Editorial:Arq21Arquitectos

    Documentao:Julia Martnez

    Administrao:Alejandro Llanes

    Traduo:Sergio Rocha

    Produo:Arq21Arquitectos

    Design:Julia Martnez / Sergio Rocha

    Colaboradores:Joo lves / Sergi Gmez Planella

    Directora de contenidos:Ana Mara Camacho

    Calle Marqus de Pickman, 5 esc.2 1B41005 Sevilla, Espaa.

    www.arqmp.comwww.arq21arquitectos.com

    email: arqmp@arq21arquitectos.com

  • Faz mais de cinco anos que a nossa empresa via como a Espanha caminhava na direo de um futuro incerto. Dia aps dia, falava-se do estourou a bolha imobiliria, at que de um dia para outro explodiu em nossas mos. De-pois de pensar muito, decidimos que a melhor soluo era buscar novos horizontes, fora da Espanha. Comeamos a nossa primeira investida no Norte da frica e Emirados rabes Unidos. Dubai parecia um milagre no deserto, mas como arquitetos e engenheiros, demoramos muito tempo para digerir o que estava acontecendo. Vimos o sonho de um Emir, criando uma outra realidade, com base em pet-rodlares, mas no entendamos muito bem para quem estava direcionado esse produto. O tempo deu-nos razo e a bolha imobiliria estou na sua prpria mo. Depois de nossa incurso nos pases rabes, decidimos que era mais fcil para nos conectar com a Amrica Latina, mais perto de nossas razes, cultural e de costumes. Faz trs anos, que estamos trabalhando muito para atender vrios dos pases do continente americano. Depois de muitas viajes e estudos de mercado. Decidimos que a prxima edio da nossa revista fosse dedicada habitao social. Do Mxico Argentina, temos visto como se desenvolve um modelo de habitao social, exceto as pequenas variaes, que em todos os pases existem. As polticas de ajuda dos gover-nos para a compra por parte da populao de habitao social nos ltimos anos, os desenvolvimento das polticas pblicas e privadas do setor, veem nesses projetos, uma maneira certa de ganhar muito dinheiro. Por um lado, isso bom, criou-se um mercado imobilirio e uma revi-talizao da construo, se necessria, nos pases em desenvolvimento. O problema ocorre quando este de-senvolvimento importante da habitao social, no esta apoiada por polticas governamentais, planos territoriais e de desenvolvimento urbano, para complementar esse modelo.

    Editorial

    Depois de trs anos, vemos que em todos esses pases comeam a proliferar milhares de casas iguais no meio do nada, sem qualquer regulamentao, sem esttica, sem respeitar ao meio ambiente e sem um mnimo de qualidade na construo. Repete-se uma e outra vez o mesmo modelo, um modelo que est muito longe de ser sustentveis, ambientalmente amigvel, e com um mni-mo de conforto. Os governos no precisam investir uma quantidade significativa de dinheiro para obter algumas regras para proteger ou fazer cumprir estas normas mni-mas, penso que este debate j suficientemente falado, h muita coisa escrita, s preciso aplic-las. Depois de anos de experincia como arquitetos e engenheiros, no podemos acreditar que o mesmo modelo construdo em Puebla (Mxico) serve para La Chorrera no Panam ou Londrina no Brasil. Nesta edio, queremos deixar claro que no uma necessidade, que os tcnicos de ambos os lados do Atlntico, juntando-se, criando alianas com o desenvolvimento de uma modelo, sustentvel, econmi-co e tornando rentvel e atraente para os inversores, pois acreditamos que o modelo deve de ser suficientemente competitivo e atraente para o inversor veja como um negcio rentvel para investir nele. Durante todo este processo muito importante educar o consumidor, para que veja em tudo isto, uma necessidade na hora de com-prar a sua casa. Se o comprador necessita ou procura uma habitao sustentvel, com um mnimo de qualidade na construo, a oferta vai ir por esse caminho.

  • Monografa- Affonso E. Reydi 1Por ngela Garca-Hidalgo

    Monografa: Mxico, La vivienda social en el olvido 5 Por Beatriz Garca Peralta

    I Concurso de fotografa Arq Meeting Point 7 Monografa: Rompemoldes 15Por Alejandro Llanes Martn-Romo

    Estudio de arquitectura: Arberola Martorell Estudio de arquitectura: Francisco Mangado 24

    Estudio de arquitectura: Milla, Mira y Navarro 30 Estudio de arquitectura: Antoni Barcel y Brbara Baanz 32

    Colectivo artstico Tranva Cero 37

    ndice

    19

    40 Estudio de arquitectura: Zon-e

    46 ONG Techo

    50 Estudio de arquitectura: Sab

    53 Colectivo artstico: Boamistura

    58 Recetas Urbanas

    62 Colectivo artstico: mmmm....

    66 Colectivo artstico: Meva

  • UN NUEVO MODELO DE VIVIENDA SOCIAL: EL COM-PLEJO HABITACIONAL PEDREGULHO. Affonso E. Reidy.Affonso Eduardo Reidy, nascido em 1909 em Paris, Frana. Es-tudou arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro entre 1926 e 1930, cidade onde desenvolve a sua carrei-ra e morrer, em 1964, com a idade de 55, deixando um legado arquitetnico, que marcou a histria da arquitetura moderna. Influenciado durante a sua formao por Walter Gropius, Mies van der Rohe e Le Corbusier. Reyki vai ser um dos pioneiros no desenvolvimento da arquitetura moderna, junto a Lucio Costa e Oscar Niemeyer, transformaram a paisagem arquitetnica do Brasil. Tambm atuou como professor de Urbanismo na Escola Nacional de Arquitetura e foi premiado com o primeiro prmio da exposio da Primeira Bienal de So Paulo em 1953, com o projeto do Conjunto Residencial Pedregulho, que analisaremos a continuao. Affonso E. Reidy assumiu em 1932 o Departa-mento de Arquitetura e Planejamento da cidade de Rio de Ja-neiro. Sob sua direo se realiza a remoo do morro de Santo Antonio. Em 1936, participa da equipe de um dos projetos mais emblemticos da Arquitetura Moderna Brasileira, o Ministrio da Educao e Sade, localizado no centro do Rio de Janeiro, projetado por uma equipe de jovens arquitetos liderados por Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Carlos Leo, Hernani Vasconcellos e o paisagista Burle Marx.

    Affonso Eduardo Reydi Arquitecto brasileo, nacido en Pars en 1909. Curs sus estudios en

    la Escuela Nacional de Bellas Artes de Ro de Janeiro, formndose como arquitecto en el ao 1930. Junto a su esposa, form parte en la nueva generacin de arquitec-tos brasileos liderados por Lcio Costa y que revolucionara la es-ttica de la ciudad. En 1932 fue jefe de obras de Ro de Janeiro y bajo su mandato se llev a cabo el desmonte del morro San Antonio.Sus obras ms im-portantes son el Museo de Arte Moderno de Ro de Janeiro (1954) y el Complejo Residencial de Pedregulho (1955). Form parte tambin del grupo de arquitectos que llev a cabo el proyecto del albergue de Boa Vontade. Entre sus obras se cuentan el enterramiento de la avenida Beira-Mar, el tnel Rio-Comprido-Lagoa y el edificio de la polica municipal. Tuvo una fuerte influencia de Le Corbusier, Walter Gropius y Mies Van der Rohe. Ms tarde ejerci cmo profesor de Urbanismo en la Facultad de Ar-quitectura hasta su muerte en 1964

    Mais tarde, colabora com o escritorio de Alfred Agache (editor do Plano Diretor do Rio de Janeiro) e participa do projeto do Aterro do Flamengo, em 1962.Sua experincia dentro do setor pblico, realizando anlises ur-banas, lhe d um conhecimento, significativamente maior do que qualquer membro de sua gerao. Em colaborao com Carmen Portinho, diretora do Jornal Municipal Engenheria, de-terminou uma mudana significativa na relao entre planeja-mento urbano e construo de habitaoes sociales.Reidy, torna-se um dos principais exemplos de integrao das tarefas intelectuais brasileiros do novo Estado, ao expressar os limites dessa relao. Suas obras esto inseridas em uma etapa onde a integrao social, deve servir para levar o progresso cidade.Entre suas obras esto o Albergue Boa Vontade, em 1931, execu-tada no governo do presidente Getlio Vargas, criado para hos-pedar durante a noite pessoas que viviam na rua, foi um projeto pioneiro da arquitetura social da nova modernidade, implanta-do na quela epoca.Em 1952, projeta o Residencial Marques de So Vicente. Con-junto residencial projetado para substituir uma favela e abrigar 5.262 pessoas com problemas de sade e conforto. Este projeto utiliza novamente forma sinuosas como as do Pedregulho.Em 1957 projeta a Sede do Instituto de Segurana do Estado da Guanabara / GBI, este edifcio ser a sede de uma instituio que o oferece ajuda e assistncia social.Muitos elogiaram a Reidy e considerandoa ele uns dos mais importantes arquitetos brasileiros, pela sua atitude tcnica, ri-gorosa e simplificada. Com uma lgica estrutural, associava o lugar em seus projetos, para assim conseguir uma adaptao realidade urbana, projetos como um veculo de sociabilidade, materiais, aspectos de construo, etc, mais alm da arquitetura plstica e monumental de Niemeyer. Reidy utiliza, literalmente, os ditados de Le Corbusier segundo o qual as tcnicas so a base de lirismo.Em uma entrevista com Affonso E. Reidy realizada por Ferrei-ra Goultard e Alfredo Brito, no dia 11 de maro de 1961, para o suplemento dominical do Jornal do Brasil, Reidy d solues para a preocupao geral da questo da habitao no Brasil, que poderiam ser aplicadas nesse momento de crise em que nos en-contramos. O Brasil um dos pases que vem negligenciando o problema da habitao. Poderamos dizer que um problema ignorado. Que existem muito poucas realizaes no setor, en-quanto o dficit habitacional aumenta imparvel e, portanto, as favelas esto crescendo como cogumelos. At hoje no houve entre ns uma sria tentativa de encarar o problema, dirigindo-o c