revista rock meeting #50

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Revista Rock Meeting #50 - Destaques: Sepultura, Coluna – Doomal no Doomsday Fest, News – World Metal, Shows – Monsters of Rock, Entrevista – Instincted | Riccardo Veronese | Sodoma | Hicsos, Diário de Bordo – Black Sabbath, Novas Colunas – Lapada | Movie. contato@rockmeeting.net | rockmeeting.net. Free download - http://bit.ly/RockMeetingN-50

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  • Editorial

    Todo mundo tem um sonho. A dimen-so chega a ser surreal, inconcebvel, impossvel. O campo das ideias to frtil que assusta. Mas um campo que deve ser explorado. A, o sonho de torna real. Seus medos foram colocados em segundo plano ou des-cartados , a vida ficou mais fcil, at respirar ficou mais simples. Corao batendo mais for-te, arrepios, friozinho na barriga... Neste sentimento que estamos aqui, na edio N 50, feita com toda dedicao e pensando simplesmente no que apresentar ao leitor. Grandes novidades, promoes e uma infinidade de informao que trazemos para todos. Queremos que aproveite ao mximo esta edio especial e confira a coletnea que produzimos especialmente para os nossos lei-tores. Muito obrigado. Sem vocs no estara-mos aqui!

    I had a

    dream...

  • Table of Contents06 - Nova Coluna - Lapada 09 - Coluna - Doomal13 - News - World Metal17 - Entrevista - Riccardo Veronese22 - Dirio de Bordo - Black Sabbath26 - Review - Monsters of Rock32 - Capa - Sepultura44 - Entrevista - Instincted48 - Nova Coluna - Movie51 - Entrevista - Sodoma54 - Entrevista - Hiscos

  • Direo Geral Pei Fon

    Reviso Katherine Coutinho Rafael Paolilo

    Capa Alcides Burn

    Diagramao Pei Fon Contedo Breno Airan Daniel Lima Colaboradores Canuto Jonanthas Ellen Maris Mauricio Melo (Espanha) Sandro Pessoa Wildred Gadelha Agradecimentos Alexandre Afonso Charley Gima

    CONTATO

    Email: contato@rockmeeting.netFacebook: Revista Rock MeetingTwitter: @rockmeetingVeja os nossos outros links:www.meadiciona.com/rockmeeting

  • Quando, h alguns meses, a amiga Pei Fon me convidou para escrever uma coluna na Rock Meeting, eu aceitei imediatamente. Mas depois me perguntei: sobre o que eu escreverei? T bem, eu escre-vo sobre metal desde 1990 e assunto nunca vai faltar. Nunca. O aspecto que me deixou inicialmente preocupado, que, nunca houve tanta notcia sobre metal. So milhares de sites, blogs, colunas, textos, vdeos, podcasts e por a vai. Muita informao. Talvez, em ex-cesso, mas isso uma outra questo. De modos que me lembrei na hora de escrever este texto de um debate que partici-pei no dia 17 outubro. O pessoal do festival No Ar Coquetel Molotov, evento que completou a dcima edio no ms passado, me convidou para discutir a cena pernambucana junto a Mathias Canudo (guitarrista do Desalma) e Alcides Burn (designer, vocalista do Inner Demons Rise e dono da The Burn Produc-tions). Entre os assuntos que conversamos, um, eu gostaria de explorar mais a fundo: a presena (no caso, a ausncia) do pblico nos eventos mais recentes.

    H alguns anos, a reclamao geral era que os shows locais no eram prestigia-dos pelo pblico local. Uma cena que conta com nomes como Decomposed God, The Ax, Malkuth, Terra Prima e Cruor, s para citar os mais antigos, estava sofrendo com audin-cias pequenas. Mas os shows de bandas do Sudeste e de fora do Brasil sempre tinham bastante pblico. De uns dois anos para c, a coisa se ampliou. No s os eventos locais es-tavam vazios. Gradativamente, voc via que bandas de So Paulo tambm tocavam para

    De quem a culpa?

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  • ningum. E notamos, infelizmente, este ano que o fenmeno chegou aos nomes estrangei-ros. S neste ano, tivemos no Recife shows de bandas como Skull Fist, Enforcer, Destruc-tion (duas vezes), Circle II Circle, Legion of the Damned e Vader. exceo do primeiro show do Destruction, em janeiro, e do Abril Pro Rock (que teve Sodom, Krisiun e Dead Kennedys), todos os outros eventos deram prejuzo. Agora a pergunta: por que isso est ac-ontecendo? De quem a culpa? Das bandas?

    Dos produtores? Do pblico? Em minhas conversas e pesquisas, a reclamao geral com o pblico. Mas, em minha opinio, quem menos tem culpa. Para mim, o que h de errado a maneira como se est comuni-cando com quem frequenta os shows. um assunto complexo e, muito provavelmente, vai voltar coluna Lapada. Vai, porque, ou ele se resolve de uma maneira ou de outra. Mais importante: sem pblico, no se faz metal. At o ms que vem.

    De quem a culpa?Foto: Pei Fon

    Pblico compareceu em massa no primeiro show do Destruction em janeiro, no Recife. O que no aconteceu na sua segunda passagem, em setembro.

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    Doomsday Fest - Resenha Como a grande maioria das pessoas sabem, o doom metal no dos subgneros mais populares da msica pesada. Mas isso no impediu de forma alguma o sucesso do primeiro Doomsday Fest, evento que reuniu cinco excelentes bandas do gnero na noite do ltimo dia 12 de outubro. Cheguei ao Arena Metal s 22h, hor-rio em que estava previsto o inicio do even-to, e a casa ainda estava relativamente vazia. Claramente havia um atraso na programa-o, coisa que j virou de praxe em eventos do tipo. O que surpreendeu, no entanto, foi a quantidade de pessoas que comearam a che-gar no local. Logo o espao do Arena, que no pequeno, se encontrava quase todo ocupa-do. Com aproximadamente uma hora de atraso por conta de problemas tcnicos e o

    tempo de setlist reduzido, a Lgubres sobe ao palco para dar incio ao festival, abrindo com a msica Heavy Chains Of Sorrows Put My Soul to Down. O grupo, que lanou um slipt com a banda Les Mmoires Fall em 2012, ape-sar de ter seu tempo de palco reduzido, no mostrou desnimo. Passando uma energia super positiva ao pblico, emendaram com Autumn Of The Soul, tambm contida no split. Para fechar o set escolheram a tima e indita Death (or Hymn Of Essential True).A banda paulistana mostra um doom metal cheio de melodia, peso e bem executado. S fica minha ressalva para o vocais, que a meu ver, poderiam ser mais trabalhados. Aps um pequeno intervalo para troca

    Por Mirella Max (HellArise)Fotos: Fabio Braga

    Apoc

    alyp

    ticha

    os

  • de equipamentos das bandas, vem ao palco Les Mmoires Fall, banda de So Jos dos Campos (SP) que se prepara para lanar o primeiro lbum intitulado Endless Dark-ness of Sorrow. Dando incio ao show com a indita Mourning Your Death e emendando com My Death, o grupo mostra a que veio, tocando um doom com fortes influncias de gothic metal, mesclando vocais guturais com femininos. Seguiram com as tambm novas River Of Pain e My Last Pain, para finali-

    zarem o set com a tima e j conhecida De-ception. A banda, que tem apenas dois anos de idade, deixa uma tima primeira impresso ao ouvinte. Fugindo daquele doom mais ar-rastado e adicionando um pouco mais de dinmica s msicas, o sexteto liderado por Emerson Mrdien deixa uma boa impresso ao vivo e aquela curiosidade de conferir o vin-douro full-lenght. Logo aps, diretamente de Goinia (GO), veio o ApocalyptichaoS. Depois de uma breve introduo intitulada Prelude to De-cember a banda entra com a nova Lies, emendando na empolgante Reborn From My Ashes. Os goianos seguem com Cry In The Dark, o excelente single de 2012 que vem apenas para aumentar a empolgao do pblico. Em seguida, sobe ao palco Rafael Sade (HellLight) para um cover improvisado de Teargas do Katatonia, o que cativa ainda mais os presentes. Never Be, mais uma no-vidade para os fs, vem para anteceder Ne-mesis, o primeiro single da banda, que fecha o set no ponto alto do show. Mesmo com a voz do vocalista San-dro Pessoa danificada em funo da longa viagem, a banda conseguiu fazer uma apre-sentao extremamente bem executada, di-

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  • nmica e que em momento algum se tornou entediante. Com um som pesado mas cheio de melodia, com passagens tanto lentas quan-to mais rpidas, o ApocalyptichaoS deixa um gostinho de quero mais, pois se os trabalhos de estdio tem uma tima produo, ao vivo o grupo no fica nada atrs. Com um intervalo um pouco mais lon-go dessa vez, chega a vez do Mythological Cold Towers, aclamada banda com 20 anos de estrada e amplo reconhecimento nacio-nal e internacional. Abrindo com Lost Path to Ma-noa, msica do aclamado Immemo-rial de 2011, a banda leva o pblico frenesi, emendando com a clssica In The Forgotten Melancholic Waves of The Eternal Sea. Em seguida arrebatam com o pblico com Fal-len Race e Like an Ode Forged In Immemo-rial Eras, tambm do ltimo trabalho, e The Shrines of Ibez. Immemorial e Akakor foram escolhidas para dar sequncia ao espe-tculo, terminando com Contemplating The Brandish Of The Torches. Mantendo a ateno dos presentes em todos os momentos, a banda mostrou o por-qu do sucesso entre o pblico do doom me-tal. Apesar de no ser um som pra qualquer um, tendo menos dinmica e msicas com uma caracterstica mais arrastada, a exce-

    lente execuo e todo o feeling esbanjado pe-los paulistanos garante o bom entretenimen-to. Por ltimo e j com a casa um pouco mais vazia (aparentemente boa parte do pes-soal havia vindo especialmente para ver o Mythological Cold Towers), veio o HellLight, banda de funeral doom j bem conhecida na cena e que dispensa apresentaes. Deram incio com as novas No God Above, No De-vil Below e Shades of Black, seguindo com

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  • a j clssica Nexus Alma do album Fune-ral Doom. Apresentando a tambm nova Unsacred, deram sequncia com Winters Theatre, do primeiro lbum do grupo. Para encerrar o set escolheram Fear No Evil, que foi recebida com entusiasmo e cantada por boa parte dos presentes. Assim, a banda de So Paulo