1 Visão Sistemática da Gestão Pública ADMINISTRAÇAO PÚBLICA Prof. CARLOS EDUARDO MARINHO DINIZ.

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<ul><li> Slide 1 </li> <li> 1 Viso Sistemtica da Gesto Pblica ADMINISTRAAO PBLICA Prof. CARLOS EDUARDO MARINHO DINIZ </li> <li> Slide 2 </li> <li> Definio de Administrao Pblica Administrao Pblica todo o aparelhamento do Estado, preordenado realizao de seus servios, visando satisfao das necessidades coletivas. Administrar gerir os recursos pblicos; significa no s prestar servios, execut-lo, como tambm dirigir, governar, exercer a vontade com o objetivo de obter um resultado til. </li> <li> Slide 3 </li> <li> Administrao Pblica X Administrao Privada A administrao pblica difere de forma fundamental da administrao privada. Seu objetivo atender de forma continuada s necessidades mais essenciais da coletividade, ela tem a obrigatoriedade de atender as necessidades pblicas. Na Administrao Pblica no h liberdade pessoal. Enquanto na administrao particular lcito fazer tudo que a lei no probe, na Administrao Pblica s lcito fazer o que a lei autoriza. </li> <li> Slide 4 </li> <li> Administrao Pblica A administrao pblica est intrinsecamente relacionada ao servio pblico e ambos esto ligados idia de governo e de Estado. O Estado brasileiro, de acordo com o artigo 18 da Constituio Federal, organizado como uma Repblica Federativa sendo composto por trs nveis de governo: Governo Federal (Unio), os Governos Estaduais e os Governos Municipais. Compem tambm a Federao o Distrito Federal e os Territrios.artigo 18 da Constituio Federal </li> <li> Slide 5 </li> <li> Administrao Pblica Os Estados e o Distrito Federal gozam de autonomia perante a Unio, entretanto no possuem soberania. Os Municpios so dotados de autonomia administrativa, uma caracterstica peculiar da Federao Brasileira. A Federao caracterizada, portanto, pela unio indissolvel de seus entes federados. </li> <li> Slide 6 </li> <li> Administrao Pblica As atribuies e competncias dos Estados Federados so definidas no Captulo III da Constituio Federal. Captulo III da Constituio Federal As atribuies e competncias dos Municpios so definidas no Captulo IV da Constituio Federal.Captulo IV da Constituio Federal As atribuies e competncias do Distrito Federal e dos Territrios so definidas no Captulo V da Constituio Federal. Captulo V da Constituio Federal </li> <li> Slide 7 </li> <li> Administrao Pblica A estrutura administrativa de cada estado e municpio definida pelos prprios governos estaduais e municipais. As prefeituras e os governos estaduais tem seus servios organizados em Secretarias, com subordinao ao Prefeito ou ao Governador do Estado. As Prefeituras tambm podero prestar servio pblico por meio de Subprefeituras e Administraes Distritais. Os servios de responsabilidade dos Governos Estaduais e Municipais podero ser realizados pela administrao direta, pela administrao indireta ou ainda por particulares mediante concesso a partir de processo licitatrio. </li> <li> Slide 8 </li> <li> Administrao Pblica A administrao direta ou centralizada constituda dos servios integrados na estrutura administrativa do Gabinete do Governador e Secretarias de Estado, no mbito estadual, e, na administrao municipal, no Gabinete do Prefeito e nas Secretarias Municipais. A administrao indireta ou descentralizada aquela atividade administrativa, caracterizada como servio pblico ou de interesse pblico, transferida ou deslocada do Estado, para outra entidade por ele criada ou cuja a criao por ele autorizada. </li> <li> Slide 9 </li> <li> Administrao Indireta Autarquias Servio autnomo, criado por lei, com personalidade de direito pblico interno, com patrimnio e receita prprios, para executar atividades tpicas da administrao pblica. Entidades Paraestatais Ente disposto paralelamente ao Estado, para executar atividades de interesse do estado,mas no privativo do Estado. </li> <li> Slide 10 </li> <li> Entidades Paraestatais Empresas Pblicas Entidade dotada de personalidade jurdica de direito privado, com patrimnio prprio e capital exclusivamente governamental, criao autorizada por lei, para explorao de atividade econmica ou industrial, que o governo seja levado a exercer por fora de contingncia ou convenincia administrativa. Sociedades de Economia Mista Entidade dotada de personalidade jurdica de direito privado, com patrimnio prprio, criao autorizada por lei para a explorao de atividade econmica ou servio, com participao do poder pblico e de particulares no seu capital e na sua administrao. </li> <li> Slide 11 </li> <li> Entidades Paraestatais Fundaes Institudas pelo poder pblico so entidades dotadas de personalidade jurdica de direito privado, com patrimnio prprio, criao autorizada por lei, escritura pblica e estatuto registrado e inscrito no Registro Civil das Pessoas Jurdicas, com objetivos de interesse coletivo (geralmente de educao, ensino, pesquisa, assistncia social e etc) com a personificao de bens pblicos, sob o amparo e o controle permanente do Estado. Servios Sociais Autnomos Autorizados por lei, com personalidade de direito privado, com patrimnio prprio e administrao particular, com finalidade especfica de assistncia ou ensino a certas categorias sociais ou determinadas categorias profissionais, sem fins lucrativos. </li> <li> Slide 12 </li> <li> Exemplos de Autarquias Autarquias Previdencirias Instituto de Previdncia do Estado de So Paulo Autarquias Profissionais Ordem dos Advogados do Brasil Autarquias Industriais Depto. Nacional de Estradas e Rodagens Depto. Estadual de guas e Energia Eltrica Autarquias Especiais Banco Central do Brasil Comisso Nacional de Energia Nuclear </li> <li> Slide 13 </li> <li> Teoria de Finanas Pblicas A alocao de recursos determinada pelo mercado livre desejvel? Existe espao para que a interveno do estado melhore a vida das pessoas? </li> <li> Slide 14 </li> <li> Para que Polticas Pblicas? Do nascimento morte, nossas vidas so afetadas de inmeras maneiras pelas atividades do governo. Nascemos em hospitais subsidiados, quando no pblicos... Muitos de ns recebemos uma educao pblica... Virtualmente todos ns, em algum momento de nossas vidas, recebemos dinheiro do governo, como crianas por exemplo, atravs de bolsas de estudo ; como adultos, se estamos desempregados ou incapacitados; ou como aposentados; e todos ns nos beneficiamos do servio pblico Joseph Stiglitz </li> <li> Slide 15 </li> <li> Medida de Bem-Estar Excedente do Consumidor = Valor para o comprador Quantia paga pelo comprador. Excedente do Produtor = Quantia recebida pelo vendedor Custo de produo. Excedente Total = Excedente do Consumidor + Excedente do Produtor Excedente Total = Valor para compradores Custo de produo. </li> <li> Slide 16 </li> <li> A reforma e modernizao do estado, com redefinio de suas relaes com a sociedade, um processo eminentemente poltico. Uma nova gesto para a Amrica Latina ( Clad, 1998) Msc. Maria Aparecida Canale Balduino </li> <li> Slide 17 </li> <li> Para que Polticas Pblicas? Do nascimento morte, nossas vidas so afetadas de inmeras maneiras pelas atividades do governo. Nascemos em hospitais subsidiados, quando no pblicos... Muitos de ns recebemos uma educao pblica... Virtualmente todos ns, em algum momento de nossas vidas, recebemos dinheiro do governo, como crianas por exemplo, atravs de bolsas de estudo ; como adultos, se estamos desempregados ou incapacitados; ou como aposentados; e todos ns nos beneficiamos do servio pblico Joseph Stiglitz </li> <li> Slide 18 </li> <li> Ineficincia de Mercado Os mercados competitivos apresentam desvio e ineficincia devido a cinco razes bsicas: Poder de mercado; Informao incompleta; Externalidades; Bens pblicos; e Recursos comuns </li> <li> Slide 19 </li> <li> Poder de Mercado Na existncia de poder de mercado o produtor determina a quantidade produzida para qual a receita marginal seja igual ao custo marginal e vender uma quantidade menor e por um preo mais elevado do que em um mercado competitivo. </li> <li> Slide 20 </li> <li> Poder de Mercado No Brasil, com a privatizao dos servios de utilidade pblica Telecomunicaes e Energia Eltrica o governo criou a Agncia Nacional de Telecomunicaes (ANATEL) e a Agncia Nacional de Energia Eltrica (ANEEL), com o intuito de regular as atividades destes setores, por natureza pouco competitivos e que prestam um servio essencial populao. </li> <li> Slide 21 </li> <li> Informao Assimtrica comum que alguma parte envolvida em uma transao, geralmente o consumidor, no possua informao completa sobre o produto que est negociando. Nestes casos o governo deve agir obrigando que toda informao relevante a respeito de um determinado produto seja conhecida por todos os participantes do mercado. </li> <li> Slide 22 </li> <li> Externalidades Uma externalidade ocorre quando alguma atividade de produo ou consumo possui efeitos indiretos sobre outras atividades de produo ou de consumo que no estejam diretamente refletidas nos preos de mercado. </li> <li> Slide 23 </li> <li> Externalidades O termo externalidade empregado porque os efeitos sobre os outros itens (custos ou benefcios) so externos ao mercado. Por exemplo, uma usina que despeje seus poluentes num rio, tornando sua gua inadequada para consumo, pesca ou natao das comunidades prximas, estar produzindo externalidades negativas (custos) para elas. </li> <li> Slide 24 </li> <li> Externalidades Na presena de uma externalidade negativa da produo o custo social maior que o custo privado, de forma que a oferta social fica a esquerda da oferta privada. O resultado que a produo do mercado maior do que a socialmente desejvel. </li> <li> Slide 25 </li> <li> Externalidades Na presena de uma externalidade positiva da produo o custo privado maior que o custo social, de forma que a oferta social fica a direita da oferta privada. O resultado que a produo do mercado menor do que a socialmente desejvel. </li> <li> Slide 26 </li> <li> Problema do Carona (Free- Rider) Uma pessoa que se utiliza de um bem mas se recusa a pagar por ele. Um exemplo algum que se recuse a pagar uma taxa para a queima de fogos no final do ano mas sempre assiste ao espetculo. Devido ao problema do carona o setor privado no consegue ofertar bens pblicos em uma quantidade socialmente desejvel. O governo pode resolver o problema da proviso de bens pblicos produzindo estes bens e financiando os custos por meio de tributao. </li> <li> Slide 27 </li> <li> Recursos Comuns Tragdia dos comuns: Uma parbola que ilustra porque os recursos comuns so mais utilizados do que seria desejvel do ponto de vista social. A soluo para o problema de uso excessivo de recursos comuns descer direito de propriedade. Caso no seja possvel o governo pode criar impostos que diminuam o uso do recurso. </li> <li> Slide 28 </li> <li> Resumo Em geral as alocaes determinadas pelo mercado so eficientes; Entretanto existem casos onde o mercado falha em determinar a alocao socialmente tima; Nestes casos o governo deve agir ou regulando o mercado ou ofertando diretamente alguns bens. </li> <li> Slide 29 </li> <li> Tipos de Tributos O Cdigo Tributrio Nacional define tributo em seu Art. 3 da seguinte forma: Tributo toda prestao pecuniria compulsria, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que no constitua sano de ato ilcito, instituda em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Os tributos podem tomar a forma de impostos, taxas contribuies de melhorias e contribuies sociais. Apesar de no aparecer como tributo nem na Constituio Federal nem no Cdigo Tributrio Brasileiro as contribuies sociais so consideradas como tributos por vrios autores. Isto decorre da importncia crescente que estas contribuies passaram a ter no Brasil.Constituio Federal </li> <li> Slide 30 </li> <li> Tributos Para poder funcionar regulando atividades do mercado e ofertando bens pblicos o estado precisa de receitas. Estas receitas so obtidas por meio de tributos. A implementao de um tributo deve considerar dois aspectos fundamentais: a neutralidade e a equidade. </li> <li> Slide 31 </li> <li> MODELOS BSICOS DE ADMINISTRAO PBLICA ADMINISTRAO PATRIMONIAL ADMINISTRAO BUROCRTICA ADMINISTRAO GERENCIAL </li> <li> Slide 32 </li> <li> INTRODUO No primeiro perodo do Estado de Direito, iniciado na segunda etapa do Estado Moderno, instaurou-se o chamado Estado de Direito Liberal, estruturado sobre os princpios da legalidade, igualdade e separao de poderes, todos objetivando assegurar a proteo dos direitos individuais, nas relaes entre particulares e entre estes e o Estado; o papel do Direito era o de garantir as liberdades individuais, j que se proclamava, com base no direito natural, serem os cidados dotados de direitos fundamentais, universais, inalienveis. O Estado de Direito Liberal, embora idealizado para proteger as liberdades individuais, acabou por gerar profundas desigualdades sociais, provocando reaes em busca da defesa dos direitos sociais do cidado. </li> <li> Slide 33 </li> <li> No segundo perodo do Estado de Direito, iniciado em meados do sculo XIX, atribui-se ao Estado a misso de buscar a igualdade entre os cidados; para atingir essa finalidade, o Estado deve intervir na ordem econmica e social para ajudar os menos favorecidos; a preocupao maior desloca-se da liberdade para a igualdade. O individualismo, imperante no perodo do Estado Liberal, foi substitudo pela idia de socializao, no sentido de preocupao com o bem comum, com o interesse pblico. Isto no significa que os direitos individuais deixassem de ser reconhecidos e protegidos; pelo contrrio, estenderam o seu campo, de modo a abranger direitos sociais e econmicos. </li> <li> Slide 34 </li> <li> RGOS DO GOVERNO PROMOVER AUTONOMIZAO DOS RGOS GOVERNAMENTAIS AGNCIAS REGULADORAS PRODUTO PROBLEMAS PROGRAMAS (UNIDADES AUTNOMAS DE GESTO) GERENTES COBRANA DE RESULTADOS CONTRATO DE GESTO REFORMA GERENCIAL Autonomizao e Programas AGNCIAS EXECUTIVAS AFERIAO DE RESULTADOS </li> <li> Slide 35 </li> <li> A diviso clssica do direito entre direito pblico e direito privado sugere duas formas de propriedade: FORMAS DE PROPRIEDADE PROPRIEDADE PBLICA PRIVADA </li> <li> Slide 36 </li> <li> No capitalismo contemporneo, com o aparecimento das atividades no-exclusivas de Estado, as formas de propriedade so trs: FORMAS DE PROPRIEDADE CONCEPO MODERNA PBLICA NO ESTATAL Pertence a pessoas ou grupos Realiza lucro PBLICA ESTATAL Envolve o uso do poder de Estado PROPRIEDADE PRIVADA de interesse pblico No realiza lucro Permite parceria ou co- gesto entre o Estado e a sociedade civil Abre-se ao controle social Rege-se pelo direito privado </li> <li> Slide 37 </li> <li> Quem Paga um Imposto sobre as Vendas? Preo 5 10 Quantidade 100 6 80 Peso Morto Demanda Oferta Oferta com imposto 4,5 Transferncia ao consumidor </li> <li> Slide 38 </li> <li> Quem Paga um Imposto sobre as Vendas? A quantidade de imposto paga pelo consumidor ser tanto maior quanto menor for a elasticidade preo da demanda e maior for a elasticidade preo da oferta. Nos casos-limite, o nus ser totalmente transferido para o consumidor quando a demanda for perfeitamente inelstica e totalmente suportado pelo produtor quando a oferta for totalmente inelstica. </li> <li> Slid...</li></ul>