1 Visão Sistemática da Gestão Pública ADMINISTRAÇAO PÚBLICA Prof. CARLOS EDUARDO MARINHO DINIZ.

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  • 1 Viso Sistemtica da Gesto Pblica ADMINISTRAAO PBLICA Prof. CARLOS EDUARDO MARINHO DINIZ
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  • Definio de Administrao Pblica Administrao Pblica todo o aparelhamento do Estado, preordenado realizao de seus servios, visando satisfao das necessidades coletivas. Administrar gerir os recursos pblicos; significa no s prestar servios, execut-lo, como tambm dirigir, governar, exercer a vontade com o objetivo de obter um resultado til.
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  • Administrao Pblica X Administrao Privada A administrao pblica difere de forma fundamental da administrao privada. Seu objetivo atender de forma continuada s necessidades mais essenciais da coletividade, ela tem a obrigatoriedade de atender as necessidades pblicas. Na Administrao Pblica no h liberdade pessoal. Enquanto na administrao particular lcito fazer tudo que a lei no probe, na Administrao Pblica s lcito fazer o que a lei autoriza.
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  • Administrao Pblica A administrao pblica est intrinsecamente relacionada ao servio pblico e ambos esto ligados idia de governo e de Estado. O Estado brasileiro, de acordo com o artigo 18 da Constituio Federal, organizado como uma Repblica Federativa sendo composto por trs nveis de governo: Governo Federal (Unio), os Governos Estaduais e os Governos Municipais. Compem tambm a Federao o Distrito Federal e os Territrios.artigo 18 da Constituio Federal
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  • Administrao Pblica Os Estados e o Distrito Federal gozam de autonomia perante a Unio, entretanto no possuem soberania. Os Municpios so dotados de autonomia administrativa, uma caracterstica peculiar da Federao Brasileira. A Federao caracterizada, portanto, pela unio indissolvel de seus entes federados.
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  • Administrao Pblica As atribuies e competncias dos Estados Federados so definidas no Captulo III da Constituio Federal. Captulo III da Constituio Federal As atribuies e competncias dos Municpios so definidas no Captulo IV da Constituio Federal.Captulo IV da Constituio Federal As atribuies e competncias do Distrito Federal e dos Territrios so definidas no Captulo V da Constituio Federal. Captulo V da Constituio Federal
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  • Administrao Pblica A estrutura administrativa de cada estado e municpio definida pelos prprios governos estaduais e municipais. As prefeituras e os governos estaduais tem seus servios organizados em Secretarias, com subordinao ao Prefeito ou ao Governador do Estado. As Prefeituras tambm podero prestar servio pblico por meio de Subprefeituras e Administraes Distritais. Os servios de responsabilidade dos Governos Estaduais e Municipais podero ser realizados pela administrao direta, pela administrao indireta ou ainda por particulares mediante concesso a partir de processo licitatrio.
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  • Administrao Pblica A administrao direta ou centralizada constituda dos servios integrados na estrutura administrativa do Gabinete do Governador e Secretarias de Estado, no mbito estadual, e, na administrao municipal, no Gabinete do Prefeito e nas Secretarias Municipais. A administrao indireta ou descentralizada aquela atividade administrativa, caracterizada como servio pblico ou de interesse pblico, transferida ou deslocada do Estado, para outra entidade por ele criada ou cuja a criao por ele autorizada.
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  • Administrao Indireta Autarquias Servio autnomo, criado por lei, com personalidade de direito pblico interno, com patrimnio e receita prprios, para executar atividades tpicas da administrao pblica. Entidades Paraestatais Ente disposto paralelamente ao Estado, para executar atividades de interesse do estado,mas no privativo do Estado.
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  • Entidades Paraestatais Empresas Pblicas Entidade dotada de personalidade jurdica de direito privado, com patrimnio prprio e capital exclusivamente governamental, criao autorizada por lei, para explorao de atividade econmica ou industrial, que o governo seja levado a exercer por fora de contingncia ou convenincia administrativa. Sociedades de Economia Mista Entidade dotada de personalidade jurdica de direito privado, com patrimnio prprio, criao autorizada por lei para a explorao de atividade econmica ou servio, com participao do poder pblico e de particulares no seu capital e na sua administrao.
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  • Entidades Paraestatais Fundaes Institudas pelo poder pblico so entidades dotadas de personalidade jurdica de direito privado, com patrimnio prprio, criao autorizada por lei, escritura pblica e estatuto registrado e inscrito no Registro Civil das Pessoas Jurdicas, com objetivos de interesse coletivo (geralmente de educao, ensino, pesquisa, assistncia social e etc) com a personificao de bens pblicos, sob o amparo e o controle permanente do Estado. Servios Sociais Autnomos Autorizados por lei, com personalidade de direito privado, com patrimnio prprio e administrao particular, com finalidade especfica de assistncia ou ensino a certas categorias sociais ou determinadas categorias profissionais, sem fins lucrativos.
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  • Exemplos de Autarquias Autarquias Previdencirias Instituto de Previdncia do Estado de So Paulo Autarquias Profissionais Ordem dos Advogados do Brasil Autarquias Industriais Depto. Nacional de Estradas e Rodagens Depto. Estadual de guas e Energia Eltrica Autarquias Especiais Banco Central do Brasil Comisso Nacional de Energia Nuclear
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  • Teoria de Finanas Pblicas A alocao de recursos determinada pelo mercado livre desejvel? Existe espao para que a interveno do estado melhore a vida das pessoas?
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  • Para que Polticas Pblicas? Do nascimento morte, nossas vidas so afetadas de inmeras maneiras pelas atividades do governo. Nascemos em hospitais subsidiados, quando no pblicos... Muitos de ns recebemos uma educao pblica... Virtualmente todos ns, em algum momento de nossas vidas, recebemos dinheiro do governo, como crianas por exemplo, atravs de bolsas de estudo ; como adultos, se estamos desempregados ou incapacitados; ou como aposentados; e todos ns nos beneficiamos do servio pblico Joseph Stiglitz
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  • Medida de Bem-Estar Excedente do Consumidor = Valor para o comprador Quantia paga pelo comprador. Excedente do Produtor = Quantia recebida pelo vendedor Custo de produo. Excedente Total = Excedente do Consumidor + Excedente do Produtor Excedente Total = Valor para compradores Custo de produo.
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  • A reforma e modernizao do estado, com redefinio de suas relaes com a sociedade, um processo eminentemente poltico. Uma nova gesto para a Amrica Latina ( Clad, 1998) Msc. Maria Aparecida Canale Balduino
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  • Para que Polticas Pblicas? Do nascimento morte, nossas vidas so afetadas de inmeras maneiras pelas atividades do governo. Nascemos em hospitais subsidiados, quando no pblicos... Muitos de ns recebemos uma educao pblica... Virtualmente todos ns, em algum momento de nossas vidas, recebemos dinheiro do governo, como crianas por exemplo, atravs de bolsas de estudo ; como adultos, se estamos desempregados ou incapacitados; ou como aposentados; e todos ns nos beneficiamos do servio pblico Joseph Stiglitz
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  • Ineficincia de Mercado Os mercados competitivos apresentam desvio e ineficincia devido a cinco razes bsicas: Poder de mercado; Informao incompleta; Externalidades; Bens pblicos; e Recursos comuns
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  • Poder de Mercado Na existncia de poder de mercado o produtor determina a quantidade produzida para qual a receita marginal seja igual ao custo marginal e vender uma quantidade menor e por um preo mais elevado do que em um mercado competitivo.
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  • Poder de Mercado No Brasil, com a privatizao dos servios de utilidade pblica Telecomunicaes e Energia Eltrica o governo criou a Agncia Nacional de Telecomunicaes (ANATEL) e a Agncia Nacional de Energia Eltrica (ANEEL), com o intuito de regular as atividades destes setores, por natureza pouco competitivos e que prestam um servio essencial populao.
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  • Informao Assimtrica comum que alguma parte envolvida em uma transao, geralmente o consumidor, no possua informao completa sobre o produto que est negociando. Nestes casos o governo deve agir obrigando que toda informao relevante a respeito de um determinado produto seja conhecida por todos os participantes do mercado.
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  • Externalidades Uma externalidade ocorre quando alguma atividade de produo ou consumo possui efeitos indiretos sobre outras atividades de produo ou de consumo que no estejam diretamente refletidas nos preos de mercado.
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  • Externalidades O termo externalidade empregado porque os efeitos sobre os outros itens (custos ou benefcios) so externos ao mercado. Por exemplo, uma usina que despeje seus poluentes num rio, tornando sua gua inadequada para consumo, pesca ou natao das comunidades prximas, estar produzindo externalidades negativas (custos) para elas.
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  • Externalidades Na presena de uma externalidade negativa da produo o custo social maior que o custo privado, de forma que a oferta social fica a esquerda da oferta privada. O resultado que a produo do mercado maior do que a socialmente desejvel.
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  • Externalidades Na presena de uma externalidade positiva da produo o custo privado maior que o custo social, de forma que a oferta social fica a direita da oferta privada. O resultado que a produo do mercado menor do que a socialmente desejvel.
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  • Problema do Carona (Free- Rider) Uma pessoa que se utiliza de um bem mas se recusa a pagar por ele. Um exemplo algum que se recuse a pagar uma taxa para a queima de fogos no final do ano mas sempre assiste ao espetculo. Devido ao problema do carona o setor privado no consegue ofertar bens pblicos em uma quantidade socialmente desejvel. O governo pode resolver o problema da proviso de bens pblicos produzindo estes bens e financiando os custos por meio de tributao.
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  • Recursos Comuns Tragdia dos comuns: Uma parbola que ilustra porque os recursos comuns so mais utilizados do que seria desejvel do ponto de vista social. A soluo para o problema de uso excessivo de recursos comuns descer direito de propriedade. Caso no seja possvel o governo pode criar impostos que diminuam o uso do recurso.
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  • Resumo Em geral as alocaes determinadas pelo mercado so eficientes; Entretanto existem casos onde o mercado falha em determinar a alocao socialmente tima; Nestes casos o governo deve agir ou regulando o mercado ou ofertando diretamente alguns bens.
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  • Tipos de Tributos O Cdigo Tributrio Nacional define tributo em seu Art. 3 da seguinte forma: Tributo toda prestao pecuniria compulsria, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que no constitua sano de ato ilcito, instituda em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Os tributos podem tomar a forma de impostos, taxas contribuies de melhorias e contribuies sociais. Apesar de no aparecer como tributo nem na Constituio Federal nem no Cdigo Tributrio Brasileiro as contribuies sociais so consideradas como tributos por vrios autores. Isto decorre da importncia crescente que estas contribuies passaram a ter no Brasil.Constituio Federal
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  • Tributos Para poder funcionar regulando atividades do mercado e ofertando bens pblicos o estado precisa de receitas. Estas receitas so obtidas por meio de tributos. A implementao de um tributo deve considerar dois aspectos fundamentais: a neutralidade e a equidade.
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  • MODELOS BSICOS DE ADMINISTRAO PBLICA ADMINISTRAO PATRIMONIAL ADMINISTRAO BUROCRTICA ADMINISTRAO GERENCIAL
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  • INTRODUO No primeiro perodo do Estado de Direito, iniciado na segunda etapa do Estado Moderno, instaurou-se o chamado Estado de Direito Liberal, estruturado sobre os princpios da legalidade, igualdade e separao de poderes, todos objetivando assegurar a proteo dos direitos individuais, nas relaes entre particulares e entre estes e o Estado; o papel do Direito era o de garantir as liberdades individuais, j que se proclamava, com base no direito natural, serem os cidados dotados de direitos fundamentais, universais, inalienveis. O Estado de Direito Liberal, embora idealizado para proteger as liberdades individuais, acabou por gerar profundas desigualdades sociais, provocando reaes em busca da defesa dos direitos sociais do cidado.
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  • No segundo perodo do Estado de Direito, iniciado em meados do sculo XIX, atribui-se ao Estado a misso de buscar a igualdade entre os cidados; para atingir essa finalidade, o Estado deve intervir na ordem econmica e social para ajudar os menos favorecidos; a preocupao maior desloca-se da liberdade para a igualdade. O individualismo, imperante no perodo do Estado Liberal, foi substitudo pela idia de socializao, no sentido de preocupao com o bem comum, com o interesse pblico. Isto no significa que os direitos individuais deixassem de ser reconhecidos e protegidos; pelo contrrio, estenderam o seu campo, de modo a abranger direitos sociais e econmicos.
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  • RGOS DO GOVERNO PROMOVER AUTONOMIZAO DOS RGOS GOVERNAMENTAIS AGNCIAS REGULADORAS PRODUTO PROBLEMAS PROGRAMAS (UNIDADES AUTNOMAS DE GESTO) GERENTES COBRANA DE RESULTADOS CONTRATO DE GESTO REFORMA GERENCIAL Autonomizao e Programas AGNCIAS EXECUTIVAS AFERIAO DE RESULTADOS
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  • A diviso clssica do direito entre direito pblico e direito privado sugere duas formas de propriedade: FORMAS DE PROPRIEDADE PROPRIEDADE PBLICA PRIVADA
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  • No capitalismo contemporneo, com o aparecimento das atividades no-exclusivas de Estado, as formas de propriedade so trs: FORMAS DE PROPRIEDADE CONCEPO MODERNA PBLICA NO ESTATAL Pertence a pessoas ou grupos Realiza lucro PBLICA ESTATAL Envolve o uso do poder de Estado PROPRIEDADE PRIVADA de interesse pblico No realiza lucro Permite parceria ou co- gesto entre o Estado e a sociedade civil Abre-se ao controle social Rege-se pelo direito privado
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  • Quem Paga um Imposto sobre as Vendas? Preo 5 10 Quantidade 100 6 80 Peso Morto Demanda Oferta Oferta com imposto 4,5 Transferncia ao consumidor
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  • Quem Paga um Imposto sobre as Vendas? A quantidade de imposto paga pelo consumidor ser tanto maior quanto menor for a elasticidade preo da demanda e maior for a elasticidade preo da oferta. Nos casos-limite, o nus ser totalmente transferido para o consumidor quando a demanda for perfeitamente inelstica e totalmente suportado pelo produtor quando a oferta for totalmente inelstica.
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  • Elasticidade-Preo da Demanda A elasticidade-preo da demanda mede a intensidade com que a quantidade demandada responde a variaes no preo do bem. Elasticidade-preo da demanda Variao percentual da qtde. demandada Variao percentual do preo =
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  • Tributos e Distribuio de Renda Distribuio Funcional: Quanto da renda do setor privado assumir a forma de lucros e quanto de salrios; Distribuio Pessoal: Que percentual da renda ficar com cada percentil da populao; Distribuio Regional: Como se distribuem os recursos entre as diversas unidades federativas.
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  • Estrutura do Poder Legislativo A estrutura do Poder Legislativo Federal definida no Captulo I do Ttulo IV da Constituio Federal. Captulo I do Ttulo IV da Constituio Federal O Poder Legislativo a nvel federal exercido pelo Congresso Nacional, sendo este composto pela Cmara dos Deputados e pelo Senado Federal. A Cmara dos Deputados composta por representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional em cada Estado, em cada Territrio e no Distrito Federal. O Senado Federal composto por representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos pelo princpio majoritrio.
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  • Estrutura do Poder Legislativo Cabe ao Congresso Nacional a fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial da Unio e das entidades da administrao direta e indireta. A fiscalizao dever ocorrer em relao legalidade, legitimidade, economicidade, aplicao das subvenes e renncia de receitas. O Tribunal de Contas da Unio dever auxiliar o Congresso Nacional a realizar o controle externo.
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  • Tribunal de Contas da Unio As competncias do Tribunal de Contas da Unio esto definidas no Art. 71 da Constituio Federal, entre elas destacam-se:Art. 71 da Constituio Federal julgar as contas dos administradores e demais responsveis por dinheiros, bens e valores pblicos da administrao direta e indireta, includas as fundaes e sociedades institudas e mantidas pelo Poder Pblico federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuzo ao errio pblico. fiscalizar a aplicao de quaisquer recursos repassados pela Unio mediante convnio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Municpio. aplicar aos responsveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanes previstas em lei, que estabelecer, entre outras cominaes, multa proporcional ao dano causado ao errio
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  • Poder Legislativo nos Estados O poder legislativo nos Estados exercido pela Assemblia Legislativa. O nmero de Deputados Assemblia Legislativa corresponder ao triplo da representao do Estado na Cmara dos Deputados e, atingido o nmero de trinta e seis, ser acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. Compete s Assemblias Legislativas dispor sobre seu regimento interno, polcia e servios administrativos de sua secretaria, e prover os respectivos cargos. Outras atribuies da Assemblia Legislativa so definidas pelos Estados. As atribuies da Assemblia Legislativa de So Paulo podem ser encontradas na pgina: http://www.al.sp.gov.br/portal/site/alesp/menuitem.0774a36fcc9b5ea 4176679cd560041ca/ http://www.al.sp.gov.br/portal/site/alesp/menuitem.0774a36fcc9b5ea 4176679cd560041ca/
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  • Poder Legislativo nos Municpios Nos Municpios a funo legislativa exercida pelas Cmaras Municipais. Esta composta por vereadores que so eleitos a cada quatro anos. Alm da funo legislativa cabe Cmara Municipal fiscalizar a executivo municipal. O controle externo da Cmara Municipal ser exercido com o auxlio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Municpio ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municpios, onde houver.
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  • AS FALHAS DE MERCADO A existncia de bens pblicos; A existncia de monoplios naturais; As externalidades; Os mercados incompletos; As falhas de informao; A ocorrncia de desemprego e inflao; Superposio das falhas de mercado.
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  • RAZES PARA A EXISTNCIA DO GOVERNO O Governo surge como um fato natural da evoluo as sociedades humanas. A existncia do Governo necessria para guiar, corrigir e complementar o sistema de mercado que, sozinho, no capaz de desempenhar todas as funes econmicas.
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  • FUNES BSICAS DA POLTICA FISCAL DO GOVERNO FUNO ALOCATIVA FUNO ALOCATIVA referente ao fornecimento de bens pblicos; FUNO DISTRIBUTIVA FUNO DISTRIBUTIVA referente distribuio de renda; FUNO ESTABILIZADORA FUNO ESTABILIZADORA objetiva um alto nvel de emprego, estabilidade dos preos e o crescimento econmico apropriado.
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  • DEFINIO DO SISTEMA TRIBUTRIO CONCEITOS DE EQIDADE E PROGRESSIVIDADE Princpio do Benefcio Princpio da Capacidade de Pagamento CONCEITO DA NEUTRALIDADE CONCEITO DA SIMPLICIDADE CONCEITO DA SIMPLICIDADE
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  • TIPOS DE IMPOSTOS IMPOSTO DE RENDA IMPOSTO DE RENDA incide sobre as remuneraes, ou seja, salrios, lucros, juros, etc. Ex: IRPF e IRPJ IMPOSTO SOBRE O PATRIMNIO IMPOSTO SOBRE O PATRIMNIO incide quando da posse de ativos; Ex: IPTU e IPVA. IMPOSTO SOBRE AS VENDAS IMPOSTO SOBRE AS VENDAS impostos indiretos e conhecidos tambm como impostos sobre consumo.
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  • IVA IMPOSTO SOBRE O VALOR ADICIONADO Imposto neutro; No afeta a competitividade; Dificuldade de evaso; Carter auto-fiscalizador; Bens de produo podem ser fcil e totalmente isentos.
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  • O GASTO PBLICO H algumas funes que so tpicas do Governo. Dentre elas as mais importantes so: Sade Educao Defesa Nacional Policiamento Regulao Justia Assistencialismo
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  • TENDNCIAS DA EVOLUO DO GASTO PBLICO O gasto pblico aumentou pronunciadamente ao longo do sculo XX. Esforo de guerra Fatores demogrficos Urbanizao Crescimento do PIB per capita Aumento do preo dos servios
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  • PANORAMA MUNDIAL
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  • Panorama Mundial Inglaterra; Estados Unidos sia Amrica Latina
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  • Tipos de Reforma Reforma Administrativa; Modernizao Administrativa; Reforma do Estado; Reforma do Aparelho do Estado;
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  • Por que precisamos de uma nova gesto pblica? O mundo est mudando; O Estado est mudando; As organizaes e sua gesto esto mudando; As pessoas esto mudando; Estado Democrtico; Avano da Tecnologia;
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  • O MUNDO EST MUDANDO da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento O ESTADO EST MUDANDO.. de provedor direto para promotor, orquestrador e regulador
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  • Mudanas A crise do Estado; A 1 gerao das reformas do Estado; Os caminhos da Nova Gesto Pblica: Modernizao da Gesto: Tecnologia de Gesto; Tecnologia da Informao e Comunicao(TIC); Construo de uma Nova Institucionalidade Pblica
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  • Funes Contemporneas do Estado Alocao: arrecadao/oramento prestao de servios Distributiva: assegurar distribuio compensar imperfeies Estabilizao: econmica poltica Governabilidade Governana
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  • AS ORGANIZAES E SUA GESTO ESTO MUDANDO.. das burocracias mecanicistas aos modelos gerenciais procedimentos versus resultados; centralizao e padronizao versus flexibilidade; captura por interesses versus foco no cliente; insulamento versus transparncia e controle social;
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  • A Emergncia da Nova Gesto Pblica: 1. Motivaes tericas: Neoinstitucionalismo econmico: escolha pblica, principal/agente, custos de transao etc; Gesto contempornea; 2. Experincias paradigmticas: Gr Bretanha, Nova Zelndia, Austrlia Estados Unidos 3. Influncias: programas de privatizao; cooperao internacional; consultorias;
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  • Que Nova Gesto Pblica? Corrente neo-pblica: refora conceito de cidadania; reforar valores da coisa pblica nos servidores (eficcia, eficincia e tica); reconhecer novos direitos como garantia dos cidados; ter como horizonte a satisfao do cidado (simplificao, reduo de tempos etc); focar na universalidade e igualdade; incrementar qualidade e quantidade de servios;
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  • Que Nova Gesto Pblica? Corrente neo-empresarial: de provedor a intermediador nas vendas; adoo de linguagem e conceitos do setor privado; viso do cidado reduzida a cliente; fragmentao da administrao a unidades menores e autnomas; distanciar a AP do direito pblico;
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  • Os Princpios (1/2) O foco no cidado/cliente; Orientao para resultados: Planejamento estratgico; Indicadores de desempenho; nfases no controle social (transparncia e accountability): Conselhos; Oramento Participativo; Governo Eletrnico; Contratualizao e flexibilizao da gesto
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  • Os Princpios (2/2) Valorizao e desenvolvimento das pessoas: Remunerao varivel; Capacitao( Escola de Governo); Flexibilizao do regime jurdico;
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  • Cmara Municipal Cabe a Cmara Municipal regulamentar o vencimentos dos vereadores, respeitados os limites impostos pelos incisos VI e VII do Art. 29 da Constituio Federal.VI e VII do Art. 29 da Constituio Federal O Art. 29-A da Constituio Federal, includo pela Emenda Constitucional n 5 de 2000 estabelece os limites para os gastos das Cmaras Municipais.Emenda Constitucional n 5 de 2000
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  • Licitao A licitao um instituto extremamente formal, de rigor excessivo. atravs dele que a Administrao Pblica efetuar concesses, permisses, obras e aquisies. um ato estritamente vinculado Lei 8666/93.Lei 8666/93 O pargrafo nico do art. 1. da Lei 8666/93 estabelece que so obrigados a lanar mo desse instituto os rgos da administrao direta, os fundos especiais, as Autarquias, as fundaes pblicas, as empresas pblicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios
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  • Princpios da Licitao Igualdade veda o estabelecimento de condies que impliquem preferncia em favor de determinados licitantes, em detrimento dos demais. Garante, assim, a igualdade aos participantes do processo na seleo da proposta mais vantajosa. Legalidade a licitao dever ser processada e julgada em estrita observncia lei. Assim, o licitante que se sinta lesado pela inobservncia da norma pode impugnar judicialmente o processo. Impessoalidade o processo de licitao deve ter julgamento impessoal, sem favorecimentos. Deve a Administrao, em suas decises, pautar-se por critrios objetivos, sem levar em considerao as condies pessoais do licitante ou as vantagens por ele oferecidas, salvo as expressamente previstas na lei ou no instrumento convocatrio. Moralidade para processar e julgar as propostas, a administrao deve possuir um comportamento no apenas lcito, mas tambm consoante com a moral, os bons costumes e os princpios de justia e eqidade.
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  • Princpios da Licitao Publicidade deve haver divulgao do processo para o conhecimento de todos os interessados. Alm disso, os atos da administrao praticados nas vrias fases do processo, devem ser abertas aos interessados, para assegurar a todos a possibilidade de fiscalizar sua legalidade. Probidade Administrativa trata-se de um dever do agente. Deve-se processar e julgar a licitao de maneira honesta, de acordo com os interesses da Administrao Pblica, possuindo um comportamento consoante com as regras de boa administrao e com a idia comum de honestidade no seu modo de proceder. Vinculao ao Instrumento Convocatrio o edital constitui a regra da licitao. A Administrao Pblica, no processamento e julgamento da licitao, deve estar estritamente vinculada ao edital, no podendo descumprir suas normas e condies, sob pena de nulidade do processo. Julgamento Objetivo a licitao deve ser julgada nos termos do edital, sem qualquer discricionariedade por parte do agente. O julgamento das propostas dever ser objetivo, de acordo com os critrios previamente estabelecidos no ato convocatrio e conforme os fatores exclusivamente nele referidos, de maneira a possibilitar sua aferio pelos licitantes e pelos rgos de controle
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  • Fases da Licitao Edital primeira fase da licitao, onde so estabelecidas as regras. Cumpridas todas as exigncias da fase externa do edital, os interessados vo se habilitar a fornecer o que a Administrao Pblica pretende, entregando a ela suas propostas. O art. 27, da Lei 8666/93 estabelece as exigncias para a habilitao, dispondo sobre a documentao necessria para a participao no certame. Julgamento apresentados os documentos e obedecidas as exigncias, haver o julgamento das propostas, de acordo com o aspecto subjetivo (anlise dos documentos) e objetivo (qualificao tcnica do produto e capacidade do participante de fornec-lo). Nos casos de excluso de participantes, eles tem direito apresentao de recursos, conforme dispe o art. 109, da Lei 8666/93. Homologao verificado o vencedor da licitao, a Administrao Pblica homologar o resultado. Adjudiao a Administrao Pblica assume o compromisso de adquirir o produto
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  • Modalidades de Licitao Concorrncia a modalidade de licitao utilizada para aquisies de grande porte e que se realiza com ampla publicidade para assegurar a participao de quaisquer interessados que preencham os requisitos previstos no edital (art. 22, pargrafo 1.). A publicidade, nos termos do art. 21, Lei 8666/93, assegurada pela publicao do aviso do edital, no mnimo uma vez. A universalidade significa a possibilidade de participao de quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitao preliminar, comprovem possuir os requisitos mnimos de qualificao exigidos no edital para execuo de seu objeto (art. 22, pargrafo 1., Lei 8666/93).
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  • Modalidades de Licitao Tomada de Preos a modalidade de licitao utilizada para aquisies de mdio porte e que se realiza entre interessados previamente cadastrados ou que preencham os requisitos para cadastramento at o terceiro dia anterior data do recebimento das propostas, observada a necessria qualificao (art. 22, pargrafo 2., Lei 8666/93). Concurso a modalidade de licitao entre quaisquer interessados para escolha de trabalho tcnico, cientfico ou artstico, mediante a instituio de prmio ou remunerao aos vencedores (art. 22, pargrafo 4., Lei 8666/93).
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  • Modalidades de Licitao Convite a modalidade de licitao utilizada para aquisies de pequeno porte e que se realiza entre, no mnimo, trs interessados do ramo pertinente a seu objeto, cadastrados ou no, escolhidos e convidados pela unidade administrativa, e da qual podem participar tambm aqueles que, no sendo convidados, estiverem cadastrados na correspondente especialidade e manifestarem seu interesse com antecedncia de 24 horas da apresentao das propostas (art. 22, pargrafo 3., Lei 8666/93). a nica modalidade de licitao em que a lei no exige publicao de edital, j que a convocao se faz por antecedncia, por meio da chamada carta-convite. Leilo a modalidade de licitao entre quaisquer interessados para a venda de bens mveis inservveis para a administrao ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienao de bens imveis prevista no art. 19, a quem possa oferecer o maior lance, igual ou superior ao da avaliao (art. 22, pargrafo 5., Lei 8666/93).
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  • Dispensa e Inexigibilidade A dispensa pode ocorrer, por exemplo, em casos de extrema urgncia, para o atendimento de situaes de calamidade pblica, ou grave perturbao da ordem. A inexigibilidade pode ocorrer, por exemplo, nos casos de contratao de pessoa conhecida do meio artstico, ou ainda nos casos em que a aquisio de materiais, equipamentos ou gneros s possam ser fornecidos por um produtor, dada a exclusividade do produto. A diferena bsica entre os dois casos est no fato de que, na dispensa, h possibilidade de competio que justifique a licitao; de modo que a lei faculta a dispensa, que fica inserida na competncia discricionria da administrao. Nos casos de inexigibilidade, no h possibilidade de competio, porque s existe um objeto ou uma pessoa que atenda s necessidades da Administrao Pblica; a licitao , portanto, invivel.
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  • Penalidades A no observncia dos dispositivos da Lei 8666/93 acarretas penas que vo desde Sanes Administrativas a pena de Deteno. Uma listagem completa destas punies encontra-se no Cap. 4 da Lei 8666/93. As penas so descritas nos artigos 89 a 99.
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  • Exerccio de Sala Liste e explique trs justificativas econmicas para a existncia de um governo. O que so externalidades? Por que a existncia de externalidades negativas na produo faz com que a quantidade de mercado seja maior que a socialmente tima? Como o governo pode agir para corrigir este problema? Defina excedente do produtor, excedente do consumidor e excedente total. Com o auxlio de um grfico mostre como a implementao de um imposto afeta o excedente total. Explique os conceitos de equidade e neutralidade na aplicao de um tributo. Por que o imposto de renda dito atender o critrio de equidade mas no o de neutralidade? Represente graficamente a cunha fiscal sobre os salrios. Por que mudanas na legislao trabalhista podem reduzir (ou aumentar) a cunha fiscal? De tempos em tempos empresrios da FIESP pedem a reduo da cunha fiscal sobre a taxa de juros. Explique o que eles desejam. Explique os conceitos de equidade e neutralidade na aplicao de um tributo. Por que o imposto de renda dito atender o critrio de equidade mas no o de neutralidade?
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  • Unidade II Planejamento Pblico
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  • Gasto Pblico Tipos de Classificao do Gasto Pblico Pela finalidade do gasto. Pela natureza do dispndio. Pelo agente encarregado da execuo do gasto. Quanto finalidade, os gastos so normalmente classificados em funes, programas e subprogramas, dependendo do grau de agregao adotado. A classificao das despesas por funes necessria para efetiva implantao da tcnica do oramento-programa, que objetiva aumentar a eficincia e a eficcia na programao dos dispndios governamentais.
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  • Gasto Pblico Funo: maior nvel de agregao das diversas reas de despesa que competem ao setor pblico. Subfuno: Partio da funo, visando agregar determinado subconjunto de despesa do setor pblico. Pode ser combinada com funes diferentes daquelas a que esteja vinculada na forma do Anexo da Portaria n 42/99 do MOG. Programa: Instrumento de organizao da ao governamental que visa concretizao dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no plano plurianual.
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  • Gasto Pblico A classificao quanto a natureza do gasto feita a partir de quatro categorias: Custeio; Investimento; Transferncias; Inverses Financeiras; A classificao das despesas por categoria econmica inspira-se no esquema estabelecido na Contabilidade Nacional e objetiva dimensionar a participao do dispndio governamental nos principais agregados da anlise macroeconmica.
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  • Classificao da Despesa por Categoria Econmica Despesas Correntes Pessoal e Encargos Sociais Juros e Encargos da Dvida Outras Despesas Correntes Transferncias a Estados, DF e Municpios Benefcios Previdencirios Outras Despesas de Capital Investimentos Inverses Financeiras Amortizao da Dvida Outras Despesas de Capital
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  • Gasto Pblico E m termos agregados, a distribuio por categoria de gasto depende da distribuio da despesa por finalidade. Em princpio, quanto maior a parcela das despesas pblicas destinadas a produo de bens pblicos (ou semelhantes), maior a despesa com pessoal no total do oramento. Uma participao mais elevada do investimento costuma estar associada a uma nfase em programas de melhoria e expanso da infraestrutura econmica.
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  • Despesa No-Financeira do Governo Federal (% do PIB)
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  • Poltica Fiscal A arrecadao e o gasto do governo, alm de viabilizar projetos importantes e corrigir externalidades, afetam a produo de uma determinada economia. Este o aspecto macroeconmico das finanas pblicas. O uso da tributao e do gasto para afetar a economia como um todo chamado de poltica fiscal.
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  • Dficit Nominal O dficit nominal corresponde ao total de gastos do governo menos o total arrecadado. O dficit nominal pode ser calculado pelo mtodo acima da linha ou abaixo da linha, quando calculado pelo ltimo mtodo costuma ser chamado de Necessidade de Financiamento do Setor Pblico (NFSP).
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  • Clculo do Dficit Nominal Mtodo acima da linha: Consiste no clculo do dficit por meio dos fluxos de receitas e despesas. Mtodo abaixo da linha: Consiste no clculo do dficit por meio da variao na dvida pblica.
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  • Dficit Primrio O dficit primrio obtido a partir do dficit nominal. Seu clculo exclui as despesas e receitas financeiras. Como o governo brasileiro paga mais juros do que recebe o dficit nominal maior que o primrio. Nos ltimos anos as contas brasileiras apresentam supervit primrio e dficit nominal.
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  • Resultado do Setor Pblico no Brasil
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  • Dficit Operacional O dficit operacional igual ao dficit primrio acrescido do pagamento de juros reais. Este conceito foi muito usado no Brasil nos perodos de inflao elevada.
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  • Gasto Pblico e Demanda Agregada Quando o governa aumenta seus gastos ocorre um aumento da despesa total que causa um deslocamento para direita da demanda agregada. De acordo com os economistas keynesianos o deslocamento da demanda agregada causa um aumento da produo, pelo menos no curto prazo. Economistas das escolas clssica e novo-clssica acreditam que o deslocamento da demanda agregada apenas aumenta o nvel geral de preos. Na perspectiva keynesiana um ajuste fiscal tende a reduzir o PIB, pelo menos no curto prazo. Na perspectiva clssica um ajuste fiscal tende a liberar mais recursos para o setor privado e pode aumentar o PIB.
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  • Determinao do Produto e do Preo DA P Q OA DA Q OA DA DA P Caso ClssicoCaso Keynesiano Caso Keynesiano Extremo Q OA DA DA P
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  • Dficit Pblico e Taxa de Juros Quando o governo gasta mais do que arrecada, o dficit oramentrio resultante reduz a poupana nacional. Isto reduz a oferta de fundos emprestveis a disposio das firmas e das famlias.
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  • Dficit Pblico e Taxa de Juros Taxa de juros Fundos emprestveis Oferta Demanda Nova oferta
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  • Inflao e Dficit Pblico Para financiar seus gastos sem aumentar os impostos nem vender ttulos no mercado o governo pode imprimir moeda. A receita obtida com a impresso de moeda chamada senhoriagem. Imprimir moeda para financiar gastos causa inflao. A inflao pode ser vista como um imposto sobre as pessoas que guardam dinheiro.
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  • Curva de Laffer para o Imposto Inflacionrio Arrecadao Inflao Mximo de arrecadao do Imposto Inflacionrio
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  • Inflao e Dficit Pblico Efeito Oliveira-Tanzi O aumento da inflao reduz o valor real da arrecadao de outros impostos devido a existncia de uma defasagem entre o fato gerador do imposto e a sua coleta. Efeito Patinkin Taxas de inflao altas ajudam a reduzir o dficit pblico devido a queda do valor real dos gastos pblicos.
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  • Leis Oramentrias (C.F. art. 165) Plano Plurianual (PPA): Estabelece o planejamento de mdio prazo (quatro anos). Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO): Faz a ligao entre o plano e o oramento do ano. Lei Oramentria Anual (LOA): Trata-se do oramento propriamente dito, com a previso de toas as receitas e despesas do ano.
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  • Leis Oramentrias At o dia 31 de agosto do primeiro ano de mandato presidencial, o Poder Executivo envia o projeto do PPA ao Congresso Nacional, que vigorar de seu segundo ano de mandato at o fim do primeiro ano de mandato do prximo Presidente da Repblica. O projeto da LDO encaminhado ao Congresso at 15 de abril de cada ano. Entre outras atribuies, essa lei estabelece metas e prioridades para a elaborao do oramento, limita as despesas de capital e estabelece as polticas de aplicaes das agncias financeiras oficiais para o ano seguinte. O Poder Executivo envia o projeto de LOA ao Congresso Nacional at 31 de agosto de cada ano, acompanhado de mensagem em que se analisam a macroeconomia e a situao fiscal do pas. Esse projeto de lei engloba o oramento fiscal, o oramento da seguridade social e o oramento de investimento de empresas que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital com direito a voto.
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  • Unidades Oramentrias rgos Setoriais SOF Presidente da Repblica Congresso Nacional Processo Oramentrio
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  • Classificao dos Processos Oramentrios Processo Hierrquico: O ministro das finanas possui poder sobre os demais ministros e os parlamentares no podem alterar o total de gastos, apenas sua distribuio. Processo Colegiais: Existe igualdade entre os ministros setoriais e o ministro das finanas. No Legislativo, os parlamentares poderiam aumentar o total dos gastos e o dficit pblico.
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  • Histria do Planejamento no Setor Pblico Brasileiro Plano SALTE: Adotado em 1947 no governo do presidente Eurico Dutra. Foi o pioneiro do planejamento pblico no Brasil. Priorizava as reas de Sade, Alimentao, Transporte e Energia (esta a razo do nome). Previa financiamento dos gastos com recursos da Receita Federal e com emprstimos externos. Plano de Metas: Implementado no governo do presidente Juscelino Kubitschek. Avanava na idia de submeter o desenvolvimento do pas a ao do estado. Tinha como alvos os setores de energia e transporte, a indstria intermediria, as indstrias produtoras de equipamentos e a construo de Braslia.
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  • Histria do Planejamento no Setor Pblico Brasileiro I Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND): Implementado no incio dos anos 70 pelo governo Mdici marcou o perodo conhecido como Milagre Brasileiro. Caracterizava-se pelos grandes projetos de integrao nacional e pela expanso das fronteiras de desenvolvimento. II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND): Elaborado no governo Geisel tinha como foco a indstria de base e a busca de autonomia em insumos bsicos. Mostrava clara preocupao com a questo energtica, estimulando a pesquisa em energias alternativas (e.g. energia nuclear e programa do lcool) e realizando a construo de novas hidreltricas. A crise do petrleo que ocorreu no final dos anos setenta inicia um longo perodo de estagnao na economia brasileira e marca o fim dos grandes programas de planejamento do desenvolvimento.
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  • A Constituio de 1988 e o PPA A Constituio de 1988, em seu artigo 165, estabelece que, por iniciativa do Poder Executivo, deve ser elaborado o Plano Plurianual (PPA). O PPA deve estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administrao pblica federal para despesas de capital e outras delas decorrentes e para as despesas relativas a programas de durao continuada. A vigncia do PPA inicia-se no segundo ano do mandato presidencial e termina no primeiro ano do mandato seguinte.
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  • A Constituio de 1988 e o PPA PPA 1991 1995: Elaborado apenas como forma de obedecer a Constituio, no apresentou caractersticas marcantes quanto ao planejamento pblico. PPA 1996 1999: Introduziu novos conceitos no planejamento federal, entre eles os eixos de integrao e desenvolvimento (referncia espacial das polticas de desenvolvimento) e o conceito de projetos estruturantes. PPA 2000 2003: Sua marca registrada o conceito de gesto por resultados. Adotou o programa como unidade de gesto, integrou plano, oramento e gesto, e estabeleceu critrios para gerenciamento e avaliao de desempenho nos programas federais. PPA 2004 2007: Este PPA ainda encontra-se em execuo e, portanto, no pode ser avaliado. Para detalhes a respeito deste PPA clique aqui.clique aqui Conhea os PPAs a partir de 1996
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  • Oramento Programa Na primeira fase do planejamento pblico (1940 1980) o foco estava em grandes programas de desenvolvimento. Na segunda fase (1988 at hoje) a questo central a gesto dos recursos pblicos. A necessidade de garantir que os gastos pblicos tenham a maior eficincia possvel exige o uso de novos mtodos de deciso oramentria. Tais mtodos, conhecidos como oramento- programa juntamente com o uso de mtodos privados de gerenciamento contribuem para um melhor uso dos recursos pblicos. A principal caracterstica do oramento-programa, que o distingue dos chamados mtodos tradicionais, a nfase no objetivo do gasto, em vez de preocupao com a categoria do dispndio.
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  • Oramento Programa A necessidade de garantir que os gastos pblicos tenham a maior eficincia possvel exige o uso de novos mtodos de deciso oramentria. Tais mtodos, conhecidos como oramento-programa juntamente com o uso de mtodos privados de gerenciamento contribuem para um melhor uso dos recursos pblicos. A principal caracterstica do oramento-programa, que o distingue dos chamados mtodos tradicionais, a nfase no objetivo do gasto, em vez de simples preocupao com a categoria do dispndio.
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  • Exigncias para Implementao do Oramento Programa Avaliao e comparao dos diferentes programas desenvolvidos pelo governo em termos de sua contribuio para os objetivos nacionais; Determinao de como os objetivos preestabelecidos podem ser atingidos com um mnimo de dispndio de recursos; Projeo das aes governamentais para um horizonte de tempo superior ao perodo usual de um ano; e Reviso dos objetivos, programas e oramentos luz da experincia passada e de modificaes na conjuntura.
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  • Razo Custo Benefcio O critrio da razo custo/benefcio consiste na comparao do valor presente dos benefcios com o valor presente dos custos.
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  • Razo Custo Benefcio Em geral projetos que apresentam uma razo custo-benefcio maior do que um so considerados como justificveis.
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  • Problemas com Anlise Custo- Benefcio Como identificar e medir custos e benefcios? Qual a taxa apropriada para descontar estimativas futuras de custos e benefcios no clculo dos respectivos valores atuais? Como estabelecer o perodo em que se fazem notar os custos e os benefcios dos projetos? Como agregar custos e benefcios de vrios projetos complementares, tendo em vista estender a anlise no nvel de programas executados pelo governo?
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  • Oramento Programa e PPA Ao implementar o oramento-programa tornou-se essencial avaliar com mais cuidado as caractersticas dos programas contidos no PPA. Desta forma os programas so divididos em aes, que por sua vez, dividem-se em projetos e atividades. As Orientaes para Elaborao do PPA 2004/2007 do Governo do Piau exemplificam bem a lgica de funcionamento do PPA.Orientaes para Elaborao do PPA 2004/2007
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  • PPA, LDO e LOA A LDO o elo entre o PPA e a LOA. Uma das principais funes da LDO ser a de selecionar dentre os programas includos no PPA aqueles que tero prioridade na execuo do oramento subseqente. A elaborao do Projeto de Lei de Diretrizes Oramentrias (PLDO) dever ser realizada pelo Poder Executivo e submetida apreciao e aprovao do Poder Legislativo. No caso de municpios, o prazo de encaminhamento e aprovao da LDO deve contar na Lei Orgnica do Municipal (LOM). Caso no esteja previsto nenhum prazo na LOM, o Executivo poder encaminh-la a qualquer tempo, desde que se garanta um prazo razovel para sua apreciao e aprovao e no se comprometa a elaborao oramentria.
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  • Lei de Diretrizes Oramentrias A lei de diretrizes oramentrias compreender as metas e prioridades da administrao pblica federal, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subseqente, orientar a elaborao da lei oramentria anual, dispor sobre as alteraes na legislao tributria e estabelecer a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento. (Constituio Federal, Art. 165)Constituio Federal, Art. 165 Alm de dispor sobre estes tpicos, a LDO dever conter dois Anexos, o Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de Riscos Fiscais. O Art. 63 da Lei de Responsabilidade Fiscal faculta aos Municpios com menos de 50 mil habitantes elaborar os referidos anexos apenas a partir de 2005. Exemplos da LDO para o Municpio do Rio de Janeiro, inclusive os anexos, podem ser encontrados aqui.aqui
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  • Lei Oramentria Anual O Oramento Anual (estabelecido pela LOA) visa concretizar os objetivos e metas propostas no PPA, segundo as diretrizes estabelecidas pela LDO. A proposta de LOA compreende os trs tipos distintos de oramento da Unio, a saber: Oramento Fiscal: compreende os poderes da Unio, os Fundos, os rgos, Autarquias, inclusive as especiais e Fundaes institudas e mantidas pela Unio; abrange, tambm, as empresas pblicas e sociedades de economia mista em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto e que recebam desta quaisquer recursos que no sejam provenientes de participao acionria, pagamentos de servios prestados, transferncias para aplicao em programas de financiamento atendendo ao disposto na alnea "c" do inciso I do art. 159 da CF e refinanciamento da dvida externa. Oramento de Seguridade Social: compreende todos os rgos e entidades a quem compete executar aes nas reas de sade, previdncia e assistncia social, quer sejam da Administrao Direta ou Indireta, bem como os fundos e fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico; compreende, ainda, os demais subprojetos ou subatividades, no integrantes do Programa de Trabalho dos rgos e Entidades mencionados, mas que se relacionem com as referidas aes, tendo em vista o disposto no art. 194 da CF Oramento de Investimento de Empresas Estatais: previsto no inciso II, pargrafo 5 do art. 165 da CF, abrange as empresas pblicas e sociedades de economia mista em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.
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  • Exemplo de LOA LOA do Municpio do Rio de Janeiro;LOA do Municpio do Rio de Janeiro Texto do Projeto de Lei Metas Fiscais LOA do Municpio de Foz do Iguau;LOA do Municpio de Foz do Iguau LOA do Estado de So Paulo;LOA do Estado de So Paulo LOA da Unio Pgina do Senado Federal Pgina da Cmara dos Deputados Um guia para elaborao da LOA pode ser encontrado aqui. aqui Diretrizes para Elaborao da Lei Oramentria de 2004.Diretrizes para Elaborao da Lei Oramentria de 2004
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  • Plano Diretor do Municpio O Poltica de Desenvolvimento Urbano, executada pelo poder pblico municipal, implementada no Captulo II do Ttulo VII da Constituio Federal (Art. 182 e Art. 183).no Captulo II do Ttulo VII da Constituio Federal Seu objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funes sociais das cidades e garantir o bem-estar de seus habitantes. O instrumento para a Poltica de Desenvolvimento Urbano o Plano Diretor dos Municpio. Veja aqui o Plano Diretor do Municpio de Maceiaqui
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  • Problemas com a Elaborao do Plano Diretor Segundo o Prof. Roberto Braga da UNESP os Planos Diretores tem apresentado problemas em decorrncia de dois pontos bsicos: A lei, ao obrigar as prefeituras a realizar um plano diretor, no conscientizou os agentes pblicos da importncia do planejamento. Os planos so elaborados por pessoas estranhas administrao pblica local.
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  • A diviso clssica do direito entre direito pblico e direito privado sugere duas formas de propriedade: FORMAS DE PROPRIEDADE PROPRIEDADE PBLICA PRIVADA
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  • No capitalismo contemporneo, com o aparecimento das atividades no-exclusivas de Estado, as formas de propriedade so trs: FORMAS DE PROPRIEDADE CONCEPO MODERNA PBLICA NO ESTATAL Pertence a pessoas ou grupos Realiza lucro PBLICA ESTATAL Envolve o uso do poder de Estado PROPRIEDADE PRIVADA de interesse pblico No realiza lucro Permite parceria ou co- gesto entre o Estado e a sociedade civil Abre-se ao controle social Rege-se pelo direito privado
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  • REDESENHO DO APARELHO DO ESTADO ATIVIDADES EXCLUSIVAS DO ESTADO ATIVIDADES NO- EXCLUSIVAS PRESSUPEM O EXERCCIO DE PODER DO ESTADO DE REGULAMENTAR, FISCALIZAR E FOMENTAR Arrecadao Tributria Segurana Pblica Controle Ambiental, etc SO DE INTERESSE PBLICO, MAS PODEM SER DELEGADAS OU PRODUZIDAS POR TERCEIROS COM O APOIO E SUPERVISO DO ESTADO Educao Sade Meio Ambiente Desenvolvimento em C & T, etc APARELHO DO ESTADO Concepo Moderna Agncias Executivas Organizaes Sociais Agncias Reguladoras Mandato de Diretores e Independncia do Governo Contrato de Gesto
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  • FORMA DE PROPRIEDADE FORMA DE ADMINISTRAO Estatal Pblica No-Estatal PrivadaBurocrticaGerencial Privatizao Publicizao ATIVIDADES DE ESTADO EXCLUSIVAS NO-EXCLUSIVAS PRODUO PARA O MERCADO
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  • REFORMA DO ESTADO BRASIL Constituio de 1988; Estado Democrtico Plano Real; Ajuste Fiscal
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  • REFORMA DO ESTADO BRASIL Plano Diretor da Reforma Cadernos MARE Emenda Constitucional N19 Emenda Constitucional N 20
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  • BRASIL Pontos Principais Princpio da Eficincia; Controle de Resultados; Controle Social; Ncleo Estratgico do Estado Agncias Reguladoras, Agncias Executivas
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  • BRASIL Pontos Principais da Reforma Organizaes Sociais; Contrato de Gesto; Carreiras Exclusivas de Estado; Gestores Pblicos Escola de Governo Emprego Pblico;

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