1 FINANÇAS PÚBLICA ADMINISTRAÇAO PÚBLICA Prof. CARLOS EDUARDO MARINHO DINIZ.

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  • 1 FINANAS PBLICA ADMINISTRAAO PBLICA Prof. CARLOS EDUARDO MARINHO DINIZ
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  • FINANAS PBLICA CONCEITOS FUNDAMENTAIS
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  • Teoria de Finanas Pblicas A alocao de recursos determinada pelo mercado livre desejvel? Existe espao para que a interveno do estado melhore a vida das pessoas?
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  • Para que Polticas Pblicas? Do nascimento morte, nossas vidas so afetadas de inmeras maneiras pelas atividades do governo. Nascemos em hospitais subsidiados, quando no pblicos... Muitos de ns recebemos uma educao pblica... Virtualmente todos ns, em algum momento de nossas vidas, recebemos dinheiro do governo, como crianas por exemplo, atravs de bolsas de estudo ; como adultos, se estamos desempregados ou incapacitados; ou como aposentados; e todos ns nos beneficiamos do servio pblico Joseph Stiglitz
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  • Medida de Bem-Estar Excedente do Consumidor = Valor para o comprador Quantia paga pelo comprador. Excedente do Produtor = Quantia recebida pelo vendedor Custo de produo. Excedente Total = Excedente do Consumidor + Excedente do Produtor Excedente Total = Valor para compradores Custo de produo.
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  • A reforma e modernizao do estado, com redefinio de suas relaes com a sociedade, um processo eminentemente poltico. Uma nova gesto para a Amrica Latina ( Clad, 1998) Msc. Maria Aparecida Canale Balduino
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  • Para que Polticas Pblicas? Do nascimento morte, nossas vidas so afetadas de inmeras maneiras pelas atividades do governo. Nascemos em hospitais subsidiados, quando no pblicos... Muitos de ns recebemos uma educao pblica... Virtualmente todos ns, em algum momento de nossas vidas, recebemos dinheiro do governo, como crianas por exemplo, atravs de bolsas de estudo ; como adultos, se estamos desempregados ou incapacitados; ou como aposentados; e todos ns nos beneficiamos do servio pblico Joseph Stiglitz
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  • Ineficincia de Mercado Os mercados competitivos apresentam desvio e ineficincia devido a cinco razes bsicas: Poder de mercado; Informao incompleta; Externalidades; Bens pblicos; e Recursos comuns
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  • Poder de Mercado Na existncia de poder de mercado o produtor determina a quantidade produzida para qual a receita marginal seja igual ao custo marginal e vender uma quantidade menor e por um preo mais elevado do que em um mercado competitivo.
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  • Poder de Mercado No Brasil, com a privatizao dos servios de utilidade pblica Telecomunicaes e Energia Eltrica o governo criou a Agncia Nacional de Telecomunicaes (ANATEL) e a Agncia Nacional de Energia Eltrica (ANEEL), com o intuito de regular as atividades destes setores, por natureza pouco competitivos e que prestam um servio essencial populao.
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  • Informao Assimtrica comum que alguma parte envolvida em uma transao, geralmente o consumidor, no possua informao completa sobre o produto que est negociando. Nestes casos o governo deve agir obrigando que toda informao relevante a respeito de um determinado produto seja conhecida por todos os participantes do mercado.
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  • Externalidades Uma externalidade ocorre quando alguma atividade de produo ou consumo possui efeitos indiretos sobre outras atividades de produo ou de consumo que no estejam diretamente refletidas nos preos de mercado.
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  • Externalidades O termo externalidade empregado porque os efeitos sobre os outros itens (custos ou benefcios) so externos ao mercado. Por exemplo, uma usina que despeje seus poluentes num rio, tornando sua gua inadequada para consumo, pesca ou natao das comunidades prximas, estar produzindo externalidades negativas (custos) para elas.
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  • Externalidades Na presena de uma externalidade negativa da produo o custo social maior que o custo privado, de forma que a oferta social fica a esquerda da oferta privada. O resultado que a produo do mercado maior do que a socialmente desejvel.
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  • Externalidades Na presena de uma externalidade positiva da produo o custo privado maior que o custo social, de forma que a oferta social fica a direita da oferta privada. O resultado que a produo do mercado menor do que a socialmente desejvel.
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  • Problema do Carona (Free- Rider) Uma pessoa que se utiliza de um bem mas se recusa a pagar por ele. Um exemplo algum que se recuse a pagar uma taxa para a queima de fogos no final do ano mas sempre assiste ao espetculo. Devido ao problema do carona o setor privado no consegue ofertar bens pblicos em uma quantidade socialmente desejvel. O governo pode resolver o problema da proviso de bens pblicos produzindo estes bens e financiando os custos por meio de tributao.
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  • Recursos Comuns Tragdia dos comuns: Uma parbola que ilustra porque os recursos comuns so mais utilizados do que seria desejvel do ponto de vista social. A soluo para o problema de uso excessivo de recursos comuns descer direito de propriedade. Caso no seja possvel o governo pode criar impostos que diminuam o uso do recurso.
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  • Resumo Em geral as alocaes determinadas pelo mercado so eficientes; Entretanto existem casos onde o mercado falha em determinar a alocao socialmente tima; Nestes casos o governo deve agir ou regulando o mercado ou ofertando diretamente alguns bens.
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  • AS FALHAS DE MERCADO A existncia de bens pblicos; A existncia de monoplios naturais; As externalidades; Os mercados incompletos; As falhas de informao; A ocorrncia de desemprego e inflao; Superposio das falhas de mercado.
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  • RAZES PARA A EXISTNCIA DO GOVERNO O Governo surge como um fato natural da evoluo as sociedades humanas. A existncia do Governo necessria para guiar, corrigir e complementar o sistema de mercado que, sozinho, no capaz de desempenhar todas as funes econmicas.
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  • FUNES BSICAS DA POLTICA FISCAL DO GOVERNO FUNO ALOCATIVA FUNO ALOCATIVA referente ao fornecimento de bens pblicos; FUNO DISTRIBUTIVA FUNO DISTRIBUTIVA referente distribuio de renda; FUNO ESTABILIZADORA FUNO ESTABILIZADORA objetiva um alto nvel de emprego, estabilidade dos preos e o crescimento econmico apropriado.
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  • DEFINIO DO SISTEMA TRIBUTRIO CONCEITOS DE EQIDADE E PROGRESSIVIDADE Princpio do Benefcio Princpio da Capacidade de Pagamento CONCEITO DA NEUTRALIDADE CONCEITO DA SIMPLICIDADE CONCEITO DA SIMPLICIDADE
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  • TIPOS DE IMPOSTOS IMPOSTO DE RENDA IMPOSTO DE RENDA incide sobre as remuneraes, ou seja, salrios, lucros, juros, etc. Ex: IRPF e IRPJ IMPOSTO SOBRE O PATRIMNIO IMPOSTO SOBRE O PATRIMNIO incide quando da posse de ativos; Ex: IPTU e IPVA. IMPOSTO SOBRE AS VENDAS IMPOSTO SOBRE AS VENDAS impostos indiretos e conhecidos tambm como impostos sobre consumo.
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  • IVA IMPOSTO SOBRE O VALOR ADICIONADO Imposto neutro; No afeta a competitividade; Dificuldade de evaso; Carter auto-fiscalizador; Bens de produo podem ser fcil e totalmente isentos.
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  • O GASTO PBLICO H algumas funes que so tpicas do Governo. Dentre elas as mais importantes so: Sade Educao Defesa Nacional Policiamento Regulao Justia Assistencialismo
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  • TENDNCIAS DA EVOLUO DO GASTO PBLICO O gasto pblico aumentou pronunciadamente ao longo do sculo XX. Esforo de guerra Fatores demogrficos Urbanizao Crescimento do PIB per capita Aumento do preo dos servios
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  • Tipos de Tributos O Cdigo Tributrio Nacional define tributo em seu Art. 3 da seguinte forma: Tributo toda prestao pecuniria compulsria, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que no constitua sano de ato ilcito, instituda em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Os tributos podem tomar a forma de impostos, taxas contribuies de melhorias e contribuies sociais. Apesar de no aparecer como tributo nem na Constituio Federal nem no Cdigo Tributrio Brasileiro as contribuies sociais so consideradas como tributos por vrios autores. Isto decorre da importncia crescente que estas contribuies passaram a ter no Brasil.Constituio Federal
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  • Tributos Para poder funcionar regulando atividades do mercado e ofertando bens pblicos o estado precisa de receitas. Estas receitas so obtidas por meio de tributos. A implementao de um tributo deve considerar dois aspectos fundamentais: a neutralidade e a equidade.
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  • Quem Paga um Imposto sobre as Vendas? A quantidade de imposto paga pelo consumidor ser tanto maior quanto menor for a elasticidade preo da demanda e maior for a elasticidade preo da oferta. Nos casos-limite, o nus ser totalmente transferido para o consumidor quando a demanda for perfeitamente inelstica e totalmente suportado pelo produtor quando a oferta for totalmente inelstica.
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  • Elasticidade-Preo da Demanda A elasticidade-preo da demanda mede a intensidade com que a quantidade demandada responde a variaes no preo do bem. Elasticidade-preo da demanda Variao percentual da qtde. demandada Variao percentual do preo =
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  • Tributos e Distribuio de Renda Distribuio Funcional: Quanto da renda do setor privado assumir a forma de lucros e quanto de salrios; Distribuio Pessoal: Que percentual da renda ficar com cada percentil da populao; Distribuio Regional: Como se distribuem os recursos entre as diversas unidades federativas.
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  • Quem Paga um Imposto sobre as Vendas? Preo 5 10 Quantidade 100 6 80 Peso Morto Demanda Oferta Oferta com imposto 4,5 Transferncia ao consumidor
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  • LICITAO
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  • Licitao A licitao um instituto extremamente formal, de rigor excessivo. atravs dele que a Administrao Pblica efetuar concesses, permisses, obras e aquisies. um ato estritamente vinculado Lei 8666/93.Lei 8666/93 O pargrafo nico do art. 1. da Lei 8666/93 estabelece que so obrigados a lanar mo desse instituto os rgos da administrao direta, os fundos especiais, as Autarquias, as fundaes pblicas, as empresas pblicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios
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  • Princpios da Licitao Igualdade veda o estabelecimento de condies que impliquem preferncia em favor de determinados licitantes, em detrimento dos demais. Garante, assim, a igualdade aos participantes do processo na seleo da proposta mais vantajosa. Legalidade a licitao dever ser processada e julgada em estrita observncia lei. Assim, o licitante que se sinta lesado pela inobservncia da norma pode impugnar judicialmente o processo. Impessoalidade o processo de licitao deve ter julgamento impessoal, sem favorecimentos. Deve a Administrao, em suas decises, pautar-se por critrios objetivos, sem levar em considerao as condies pessoais do licitante ou as vantagens por ele oferecidas, salvo as expressamente previstas na lei ou no instrumento convocatrio. Moralidade para processar e julgar as propostas, a administrao deve possuir um comportamento no apenas lcito, mas tambm consoante com a moral, os bons costumes e os princpios de justia e eqidade.
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  • Princpios da Licitao Publicidade deve haver divulgao do processo para o conhecimento de todos os interessados. Alm disso, os atos da administrao praticados nas vrias fases do processo, devem ser abertas aos interessados, para assegurar a todos a possibilidade de fiscalizar sua legalidade. Probidade Administrativa trata-se de um dever do agente. Deve-se processar e julgar a licitao de maneira honesta, de acordo com os interesses da Administrao Pblica, possuindo um comportamento consoante com as regras de boa administrao e com a idia comum de honestidade no seu modo de proceder. Vinculao ao Instrumento Convocatrio o edital constitui a regra da licitao. A Administrao Pblica, no processamento e julgamento da licitao, deve estar estritamente vinculada ao edital, no podendo descumprir suas normas e condies, sob pena de nulidade do processo. Julgamento Objetivo a licitao deve ser julgada nos termos do edital, sem qualquer discricionariedade por parte do agente. O julgamento das propostas dever ser objetivo, de acordo com os critrios previamente estabelecidos no ato convocatrio e conforme os fatores exclusivamente nele referidos, de maneira a possibilitar sua aferio pelos licitantes e pelos rgos de controle
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  • Fases da Licitao Edital primeira fase da licitao, onde so estabelecidas as regras. Cumpridas todas as exigncias da fase externa do edital, os interessados vo se habilitar a fornecer o que a Administrao Pblica pretende, entregando a ela suas propostas. O art. 27, da Lei 8666/93 estabelece as exigncias para a habilitao, dispondo sobre a documentao necessria para a participao no certame. Julgamento apresentados os documentos e obedecidas as exigncias, haver o julgamento das propostas, de acordo com o aspecto subjetivo (anlise dos documentos) e objetivo (qualificao tcnica do produto e capacidade do participante de fornec-lo). Nos casos de excluso de participantes, eles tem direito apresentao de recursos, conforme dispe o art. 109, da Lei 8666/93. Homologao verificado o vencedor da licitao, a Administrao Pblica homologar o resultado. Adjudiao a Administrao Pblica assume o compromisso de adquirir o produto
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  • Modalidades de Licitao Concorrncia a modalidade de licitao utilizada para aquisies de grande porte e que se realiza com ampla publicidade para assegurar a participao de quaisquer interessados que preencham os requisitos previstos no edital (art. 22, pargrafo 1.). A publicidade, nos termos do art. 21, Lei 8666/93, assegurada pela publicao do aviso do edital, no mnimo uma vez. A universalidade significa a possibilidade de participao de quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitao preliminar, comprovem possuir os requisitos mnimos de qualificao exigidos no edital para execuo de seu objeto (art. 22, pargrafo 1., Lei 8666/93).
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  • Modalidades de Licitao Tomada de Preos a modalidade de licitao utilizada para aquisies de mdio porte e que se realiza entre interessados previamente cadastrados ou que preencham os requisitos para cadastramento at o terceiro dia anterior data do recebimento das propostas, observada a necessria qualificao (art. 22, pargrafo 2., Lei 8666/93). Concurso a modalidade de licitao entre quaisquer interessados para escolha de trabalho tcnico, cientfico ou artstico, mediante a instituio de prmio ou remunerao aos vencedores (art. 22, pargrafo 4., Lei 8666/93).
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  • Modalidades de Licitao Convite...