1 FINANÇAS PÚBLICA ADMINISTRAÇAO PÚBLICA Prof. CARLOS EDUARDO MARINHO DINIZ.

Download 1 FINANÇAS PÚBLICA ADMINISTRAÇAO PÚBLICA Prof. CARLOS EDUARDO MARINHO DINIZ.

Post on 22-Apr-2015

106 views

Category:

Documents

3 download

TRANSCRIPT

  • Slide 1
  • 1 FINANAS PBLICA ADMINISTRAAO PBLICA Prof. CARLOS EDUARDO MARINHO DINIZ
  • Slide 2
  • FINANAS PBLICA CONCEITOS FUNDAMENTAIS
  • Slide 3
  • Teoria de Finanas Pblicas A alocao de recursos determinada pelo mercado livre desejvel? Existe espao para que a interveno do estado melhore a vida das pessoas?
  • Slide 4
  • Para que Polticas Pblicas? Do nascimento morte, nossas vidas so afetadas de inmeras maneiras pelas atividades do governo. Nascemos em hospitais subsidiados, quando no pblicos... Muitos de ns recebemos uma educao pblica... Virtualmente todos ns, em algum momento de nossas vidas, recebemos dinheiro do governo, como crianas por exemplo, atravs de bolsas de estudo ; como adultos, se estamos desempregados ou incapacitados; ou como aposentados; e todos ns nos beneficiamos do servio pblico Joseph Stiglitz
  • Slide 5
  • Medida de Bem-Estar Excedente do Consumidor = Valor para o comprador Quantia paga pelo comprador. Excedente do Produtor = Quantia recebida pelo vendedor Custo de produo. Excedente Total = Excedente do Consumidor + Excedente do Produtor Excedente Total = Valor para compradores Custo de produo.
  • Slide 6
  • A reforma e modernizao do estado, com redefinio de suas relaes com a sociedade, um processo eminentemente poltico. Uma nova gesto para a Amrica Latina ( Clad, 1998) Msc. Maria Aparecida Canale Balduino
  • Slide 7
  • Para que Polticas Pblicas? Do nascimento morte, nossas vidas so afetadas de inmeras maneiras pelas atividades do governo. Nascemos em hospitais subsidiados, quando no pblicos... Muitos de ns recebemos uma educao pblica... Virtualmente todos ns, em algum momento de nossas vidas, recebemos dinheiro do governo, como crianas por exemplo, atravs de bolsas de estudo ; como adultos, se estamos desempregados ou incapacitados; ou como aposentados; e todos ns nos beneficiamos do servio pblico Joseph Stiglitz
  • Slide 8
  • Ineficincia de Mercado Os mercados competitivos apresentam desvio e ineficincia devido a cinco razes bsicas: Poder de mercado; Informao incompleta; Externalidades; Bens pblicos; e Recursos comuns
  • Slide 9
  • Poder de Mercado Na existncia de poder de mercado o produtor determina a quantidade produzida para qual a receita marginal seja igual ao custo marginal e vender uma quantidade menor e por um preo mais elevado do que em um mercado competitivo.
  • Slide 10
  • Poder de Mercado No Brasil, com a privatizao dos servios de utilidade pblica Telecomunicaes e Energia Eltrica o governo criou a Agncia Nacional de Telecomunicaes (ANATEL) e a Agncia Nacional de Energia Eltrica (ANEEL), com o intuito de regular as atividades destes setores, por natureza pouco competitivos e que prestam um servio essencial populao.
  • Slide 11
  • Informao Assimtrica comum que alguma parte envolvida em uma transao, geralmente o consumidor, no possua informao completa sobre o produto que est negociando. Nestes casos o governo deve agir obrigando que toda informao relevante a respeito de um determinado produto seja conhecida por todos os participantes do mercado.
  • Slide 12
  • Externalidades Uma externalidade ocorre quando alguma atividade de produo ou consumo possui efeitos indiretos sobre outras atividades de produo ou de consumo que no estejam diretamente refletidas nos preos de mercado.
  • Slide 13
  • Externalidades O termo externalidade empregado porque os efeitos sobre os outros itens (custos ou benefcios) so externos ao mercado. Por exemplo, uma usina que despeje seus poluentes num rio, tornando sua gua inadequada para consumo, pesca ou natao das comunidades prximas, estar produzindo externalidades negativas (custos) para elas.
  • Slide 14
  • Externalidades Na presena de uma externalidade negativa da produo o custo social maior que o custo privado, de forma que a oferta social fica a esquerda da oferta privada. O resultado que a produo do mercado maior do que a socialmente desejvel.
  • Slide 15
  • Externalidades Na presena de uma externalidade positiva da produo o custo privado maior que o custo social, de forma que a oferta social fica a direita da oferta privada. O resultado que a produo do mercado menor do que a socialmente desejvel.
  • Slide 16
  • Problema do Carona (Free- Rider) Uma pessoa que se utiliza de um bem mas se recusa a pagar por ele. Um exemplo algum que se recuse a pagar uma taxa para a queima de fogos no final do ano mas sempre assiste ao espetculo. Devido ao problema do carona o setor privado no consegue ofertar bens pblicos em uma quantidade socialmente desejvel. O governo pode resolver o problema da proviso de bens pblicos produzindo estes bens e financiando os custos por meio de tributao.
  • Slide 17
  • Recursos Comuns Tragdia dos comuns: Uma parbola que ilustra porque os recursos comuns so mais utilizados do que seria desejvel do ponto de vista social. A soluo para o problema de uso excessivo de recursos comuns descer direito de propriedade. Caso no seja possvel o governo pode criar impostos que diminuam o uso do recurso.
  • Slide 18
  • Resumo Em geral as alocaes determinadas pelo mercado so eficientes; Entretanto existem casos onde o mercado falha em determinar a alocao socialmente tima; Nestes casos o governo deve agir ou regulando o mercado ou ofertando diretamente alguns bens.
  • Slide 19
  • AS FALHAS DE MERCADO A existncia de bens pblicos; A existncia de monoplios naturais; As externalidades; Os mercados incompletos; As falhas de informao; A ocorrncia de desemprego e inflao; Superposio das falhas de mercado.
  • Slide 20
  • RAZES PARA A EXISTNCIA DO GOVERNO O Governo surge como um fato natural da evoluo as sociedades humanas. A existncia do Governo necessria para guiar, corrigir e complementar o sistema de mercado que, sozinho, no capaz de desempenhar todas as funes econmicas.
  • Slide 21
  • FUNES BSICAS DA POLTICA FISCAL DO GOVERNO FUNO ALOCATIVA FUNO ALOCATIVA referente ao fornecimento de bens pblicos; FUNO DISTRIBUTIVA FUNO DISTRIBUTIVA referente distribuio de renda; FUNO ESTABILIZADORA FUNO ESTABILIZADORA objetiva um alto nvel de emprego, estabilidade dos preos e o crescimento econmico apropriado.
  • Slide 22
  • DEFINIO DO SISTEMA TRIBUTRIO CONCEITOS DE EQIDADE E PROGRESSIVIDADE Princpio do Benefcio Princpio da Capacidade de Pagamento CONCEITO DA NEUTRALIDADE CONCEITO DA SIMPLICIDADE CONCEITO DA SIMPLICIDADE
  • Slide 23
  • TIPOS DE IMPOSTOS IMPOSTO DE RENDA IMPOSTO DE RENDA incide sobre as remuneraes, ou seja, salrios, lucros, juros, etc. Ex: IRPF e IRPJ IMPOSTO SOBRE O PATRIMNIO IMPOSTO SOBRE O PATRIMNIO incide quando da posse de ativos; Ex: IPTU e IPVA. IMPOSTO SOBRE AS VENDAS IMPOSTO SOBRE AS VENDAS impostos indiretos e conhecidos tambm como impostos sobre consumo.
  • Slide 24
  • IVA IMPOSTO SOBRE O VALOR ADICIONADO Imposto neutro; No afeta a competitividade; Dificuldade de evaso; Carter auto-fiscalizador; Bens de produo podem ser fcil e totalmente isentos.
  • Slide 25
  • O GASTO PBLICO H algumas funes que so tpicas do Governo. Dentre elas as mais importantes so: Sade Educao Defesa Nacional Policiamento Regulao Justia Assistencialismo
  • Slide 26
  • TENDNCIAS DA EVOLUO DO GASTO PBLICO O gasto pblico aumentou pronunciadamente ao longo do sculo XX. Esforo de guerra Fatores demogrficos Urbanizao Crescimento do PIB per capita Aumento do preo dos servios
  • Slide 27
  • Tipos de Tributos O Cdigo Tributrio Nacional define tributo em seu Art. 3 da seguinte forma: Tributo toda prestao pecuniria compulsria, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que no constitua sano de ato ilcito, instituda em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Os tributos podem tomar a forma de impostos, taxas contribuies de melhorias e contribuies sociais. Apesar de no aparecer como tributo nem na Constituio Federal nem no Cdigo Tributrio Brasileiro as contribuies sociais so consideradas como tributos por vrios autores. Isto decorre da importncia crescente que estas contribuies passaram a ter no Brasil.Constituio Federal
  • Slide 28
  • Tributos Para poder funcionar regulando atividades do mercado e ofertando bens pblicos o estado precisa de receitas. Estas receitas so obtidas por meio de tributos. A implementao de um tributo deve considerar dois aspectos fundamentais: a neutralidade e a equidade.
  • Slide 29
  • Quem Paga um Imposto sobre as Vendas? A quantidade de imposto paga pelo consumidor ser tanto maior quanto menor for a elasticidade preo da demanda e maior for a elasticidade preo da oferta. Nos casos-limite, o nus ser totalmente transferido para o consumidor quando a demanda for perfeitamente inelstica e totalmente suportado pelo produtor quando a oferta for totalmente inelstica.
  • Slide 30
  • Elasticidade-Preo da Demanda A elasticidade-preo da demanda mede a intensidade com que a quantidade demandada responde a variaes no preo do bem. Elasticidade-preo da demanda Variao percentual da qtde. demandada Variao percentual do preo =
  • Slide 31
  • Tributos e Distribuio de Renda Distribuio Funcional: Quanto da renda do setor privado assumir a forma de lucros e quanto de salrios; Distribuio Pessoal: Que percentual da renda ficar com cada percentil da populao; Distribuio Regional: Como se distribuem os recursos entre as diversas unidades federativas.
  • Slide 32
  • Quem Paga um Imposto sobre as Vendas? Preo 5 10 Quantidade 100 6 80 Peso Morto Demanda Oferta Oferta com imposto 4,5 Transferncia ao consumidor
  • Slide 33
  • LICITAO
  • Slide 34
  • Licitao A licitao um instituto extremamente formal, de rigor excessivo. atravs dele que a Administrao Pblica efetuar concesses, permisses, obras e aquisies. um ato estritamente vinculado Lei 8666/93.Lei 8666/93 O pargrafo nico do art. 1. da Lei 8666/93 estabelece que so obrigados a lanar mo desse instituto os rgos da administrao direta, os fundos especiais, as Autarquias, as fundaes pblicas, as empresas pblicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios
  • Slide 35
  • Princpios da Licitao Igualdade veda o estabelecimento de condies que impliquem preferncia em favor de determinados licitantes, em detrimento dos demais. Garante, assim, a igualdade aos participantes do processo na seleo da proposta mais vantajosa. Legalidade a licitao dever ser processada e julgada em estrita observncia lei. Assim, o licitante que se sinta lesado pela inobservncia da norma pode impugnar judicialmente o processo. Impessoalidade o processo de licitao deve ter julgamento impessoal, sem favorecimentos. Deve a Administrao, em suas decises, pautar-se por critrios objetivos, sem levar em considerao as condies pessoais do licitante ou as vantagens por ele oferecidas, salvo as expressamente previstas na lei ou no instrumento convocatrio. Moralidade para processar e julgar as propostas, a administrao deve possuir um comportamento no apenas lcito, mas tambm consoante com a moral, os bons costumes e os princpios de justia e eqidade.
  • Slide 36
  • Princpios da Licitao Publicidade deve haver divulgao do processo para o conhecimento de todos os interessados. Alm disso, os atos da administrao praticados nas vrias fases do processo, devem ser abertas aos interessados, para assegurar a todos a possibilidade de fiscalizar sua legalidade. Probidade Administrativa trata-se de um dever do agente. Deve-se processar e julgar a licitao de maneira honesta, de acordo com os interesses da Administrao Pblica, possuindo um comportamento consoante com as regras de boa administrao e com a idia comum de honestidade no seu modo de proceder. Vinculao ao Instrumento Convocatrio o edital constitui a regra da licitao. A Administrao Pblica, no processamento e julgamento da licitao, deve estar estritamente vinculada ao edital, no podendo descumprir suas normas e condies, sob pena de nulidade do processo. Julgamento Objetivo a licitao deve ser julgada nos termos do edital, sem qualquer discricionariedade por parte do agente. O julgamento das propostas dever ser objetivo, de acordo com os critrios previamente estabelecidos no ato convocatrio e conforme os fatores exclusivamente nele referidos, de maneira a possibilitar sua aferio pelos licitantes e pelos rgos de controle
  • Slide 37
  • Fases da Licitao Edital primeira fase da licitao, onde so estabelecidas as regras. Cumpridas todas as exigncias da fase externa do edital, os interessados vo se habilitar a fornecer o que a Administrao Pblica pretende, entregando a ela suas propostas. O art. 27, da Lei 8666/93 estabelece as exigncias para a habilitao, dispondo sobre a documentao necessria para a participao no certame. Julgamento apresentados os documentos e obedecidas as exigncias, haver o julgamento das propostas, de acordo com o aspecto subjetivo (anlise dos documentos) e objetivo (qualificao tcnica do produto e capacidade do participante de fornec-lo). Nos casos de excluso de participantes, eles tem direito apresentao de recursos, conforme dispe o art. 109, da Lei 8666/93. Homologao verificado o vencedor da licitao, a Administrao Pblica homologar o resultado. Adjudiao a Administrao Pblica assume o compromisso de adquirir o produto
  • Slide 38
  • Modalidades de Licitao Concorrncia a modalidade de licitao utilizada para aquisies de grande porte e que se realiza com ampla publicidade para assegurar a participao de quaisquer interessados que preencham os requisitos previstos no edital (art. 22, pargrafo 1.). A publicidade, nos termos do art. 21, Lei 8666/93, assegurada pela publicao do aviso do edital, no mnimo uma vez. A universalidade significa a possibilidade de participao de quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitao preliminar, comprovem possuir os requisitos mnimos de qualificao exigidos no edital para execuo de seu objeto (art. 22, pargrafo 1., Lei 8666/93).
  • Slide 39
  • Modalidades de Licitao Tomada de Preos a modalidade de licitao utilizada para aquisies de mdio porte e que se realiza entre interessados previamente cadastrados ou que preencham os requisitos para cadastramento at o terceiro dia anterior data do recebimento das propostas, observada a necessria qualificao (art. 22, pargrafo 2., Lei 8666/93). Concurso a modalidade de licitao entre quaisquer interessados para escolha de trabalho tcnico, cientfico ou artstico, mediante a instituio de prmio ou remunerao aos vencedores (art. 22, pargrafo 4., Lei 8666/93).
  • Slide 40
  • Modalidades de Licitao Convite a modalidade de licitao utilizada para aquisies de pequeno porte e que se realiza entre, no mnimo, trs interessados do ramo pertinente a seu objeto, cadastrados ou no, escolhidos e convidados pela unidade administrativa, e da qual podem participar tambm aqueles que, no sendo convidados, estiverem cadastrados na correspondente especialidade e manifestarem seu interesse com antecedncia de 24 horas da apresentao das propostas (art. 22, pargrafo 3., Lei 8666/93). a nica modalidade de licitao em que a lei no exige publicao de edital, j que a convocao se faz por antecedncia, por meio da chamada carta-convite. Leilo a modalidade de licitao entre quaisquer interessados para a venda de bens mveis inservveis para a administrao ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienao de bens imveis prevista no art. 19, a quem possa oferecer o maior lance, igual ou superior ao da avaliao (art. 22, pargrafo 5., Lei 8666/93).
  • Slide 41
  • Dispensa e Inexigibilidade A dispensa pode ocorrer, por exemplo, em casos de extrema urgncia, para o atendimento de situaes de calamidade pblica, ou grave perturbao da ordem. A inexigibilidade pode ocorrer, por exemplo, nos casos de contratao de pessoa conhecida do meio artstico, ou ainda nos casos em que a aquisio de materiais, equipamentos ou gneros s possam ser fornecidos por um produtor, dada a exclusividade do produto. A diferena bsica entre os dois casos est no fato de que, na dispensa, h possibilidade de competio que justifique a licitao; de modo que a lei faculta a dispensa, que fica inserida na competncia discricionria da administrao. Nos casos de inexigibilidade, no h possibilidade de competio, porque s existe um objeto ou uma pessoa que atenda s necessidades da Administrao Pblica; a licitao , portanto, invivel.
  • Slide 42
  • Penalidades A no observncia dos dispositivos da Lei 8666/93 acarretas penas que vo desde Sanes Administrativas a pena de Deteno. Uma listagem completa destas punies encontra-se no Cap. 4 da Lei 8666/93. As penas so descritas nos artigos 89 a 99.
  • Slide 43
  • Exerccio de Sala Liste e explique trs justificativas econmicas para a existncia de um governo. O que so externalidades? Por que a existncia de externalidades negativas na produo faz com que a quantidade de mercado seja maior que a socialmente tima? Como o governo pode agir para corrigir este problema? Defina excedente do produtor, excedente do consumidor e excedente total. Com o auxlio de um grfico mostre como a implementao de um imposto afeta o excedente total. Explique os conceitos de equidade e neutralidade na aplicao de um tributo. Por que o imposto de renda dito atender o critrio de equidade mas no o de neutralidade? Represente graficamente a cunha fiscal sobre os salrios. Por que mudanas na legislao trabalhista podem reduzir (ou aumentar) a cunha fiscal? De tempos em tempos empresrios da FIESP pedem a reduo da cunha fiscal sobre a taxa de juros. Explique o que eles desejam. Explique os conceitos de equidade e neutralidade na aplicao de um tributo. Por que o imposto de renda dito atender o critrio de equidade mas no o de neutralidade?
  • Slide 44
  • GASTO PBLICO
  • Slide 45
  • Gasto Pblico Tipos de Classificao do Gasto Pblico Pela finalidade do gasto. Pela natureza do dispndio. Pelo agente encarregado da execuo do gasto. Quanto finalidade, os gastos so normalmente classificados em funes, programas e subprogramas, dependendo do grau de agregao adotado. A classificao das despesas por funes necessria para efetiva implantao da tcnica do oramento-programa, que objetiva aumentar a eficincia e a eficcia na programao dos dispndios governamentais.
  • Slide 46
  • Gasto Pblico Funo: maior nvel de agregao das diversas reas de despesa que competem ao setor pblico. Subfuno: Partio da funo, visando agregar determinado subconjunto de despesa do setor pblico. Pode ser combinada com funes diferentes daquelas a que esteja vinculada na forma do Anexo da Portaria n 42/99 do MOG. Programa: Instrumento de organizao da ao governamental que visa concretizao dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no plano plurianual.
  • Slide 47
  • Gasto Pblico A classificao quanto a natureza do gasto feita a partir de quatro categorias: Custeio; Investimento; Transferncias; Inverses Financeiras; A classificao das despesas por categoria econmica inspira-se no esquema estabelecido na Contabilidade Nacional e objetiva dimensionar a participao do dispndio governamental nos principais agregados da anlise macroeconmica.
  • Slide 48
  • Classificao da Despesa por Categoria Econmica Despesas Correntes Pessoal e Encargos Sociais Juros e Encargos da Dvida Outras Despesas Correntes Transferncias a Estados, DF e Municpios Benefcios Previdencirios Outras Despesas de Capital Investimentos Inverses Financeiras Amortizao da Dvida Outras Despesas de Capital
  • Slide 49
  • Gasto Pblico E m termos agregados, a distribuio por categoria de gasto depende da distribuio da despesa por finalidade. Em princpio, quanto maior a parcela das despesas pblicas destinadas a produo de bens pblicos (ou semelhantes), maior a despesa com pessoal no total do oramento. Uma participao mais elevada do investimento costuma estar associada a uma nfase em programas de melhoria e expanso da infraestrutura econmica.
  • Slide 50
  • Despesa No-Financeira do Governo Federal (% do PIB)
  • Slide 51
  • Poltica Fiscal A arrecadao e o gasto do governo, alm de viabilizar projetos importantes e corrigir externalidades, afetam a produo de uma determinada economia. Este o aspecto macroeconmico das finanas pblicas. O uso da tributao e do gasto para afetar a economia como um todo chamado de poltica fiscal.
  • Slide 52
  • Dficit Nominal O dficit nominal corresponde ao total de gastos do governo menos o total arrecadado. O dficit nominal pode ser calculado pelo mtodo acima da linha ou abaixo da linha, quando calculado pelo ltimo mtodo costuma ser chamado de Necessidade de Financiamento do Setor Pblico (NFSP).
  • Slide 53
  • Clculo do Dficit Nominal Mtodo acima da linha: Consiste no clculo do dficit por meio dos fluxos de receitas e despesas. Mtodo abaixo da linha: Consiste no clculo do dficit por meio da variao na dvida pblica.
  • Slide 54
  • Dficit Primrio O dficit primrio obtido a partir do dficit nominal. Seu clculo exclui as despesas e receitas financeiras. Como o governo brasileiro paga mais juros do que recebe o dficit nominal maior que o primrio. Nos ltimos anos as contas brasileiras apresentam supervit primrio e dficit nominal.
  • Slide 55
  • Resultado do Setor Pblico no Brasil
  • Slide 56
  • Dficit Operacional O dficit operacional igual ao dficit primrio acrescido do pagamento de juros reais. Este conceito foi muito usado no Brasil nos perodos de inflao elevada.
  • Slide 57
  • Gasto Pblico e Demanda Agregada Quando o governa aumenta seus gastos ocorre um aumento da despesa total que causa um deslocamento para direita da demanda agregada. De acordo com os economistas keynesianos o deslocamento da demanda agregada causa um aumento da produo, pelo menos no curto prazo. Economistas das escolas clssica e novo-clssica acreditam que o deslocamento da demanda agregada apenas aumenta o nvel geral de preos. Na perspectiva keynesiana um ajuste fiscal tende a reduzir o PIB, pelo menos no curto prazo. Na perspectiva clssica um ajuste fiscal tende a liberar mais recursos para o setor privado e pode aumentar o PIB.
  • Slide 58
  • Determinao do Produto e do Preo DA P Q OA DA Q OA DA DA P Caso ClssicoCaso Keynesiano Caso Keynesiano Extremo Q OA DA DA P
  • Slide 59
  • Dficit Pblico e Taxa de Juros Quando o governo gasta mais do que arrecada, o dficit oramentrio resultante reduz a poupana nacional. Isto reduz a oferta de fundos emprestveis a disposio das firmas e das famlias.
  • Slide 60
  • Dficit Pblico e Taxa de Juros Taxa de juros Fundos emprestveis Oferta Demanda Nova oferta
  • Slide 61
  • Inflao e Dficit Pblico Para financiar seus gastos sem aumentar os impostos nem vender ttulos no mercado o governo pode imprimir moeda. A receita obtida com a impresso de moeda chamada senhoriagem. Imprimir moeda para financiar gastos causa inflao. A inflao pode ser vista como um imposto sobre as pessoas que guardam dinheiro.
  • Slide 62
  • Curva de Laffer para o Imposto Inflacionrio Arrecadao Inflao Mximo de arrecadao do Imposto Inflacionrio
  • Slide 63
  • Inflao e Dficit Pblico Efeito Oliveira-Tanzi O aumento da inflao reduz o valor real da arrecadao de outros impostos devido a existncia de uma defasagem entre o fato gerador do imposto e a sua coleta. Efeito Patinkin Taxas de inflao altas ajudam a reduzir o dficit pblico devido a queda do valor real dos gastos pblicos.
  • Slide 64
  • Leis Oramentrias (C.F. art. 165) Plano Plurianual (PPA): Estabelece o planejamento de mdio prazo (quatro anos). Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO): Faz a ligao entre o plano e o oramento do ano. Lei Oramentria Anual (LOA): Trata-se do oramento propriamente dito, com a previso de toas as receitas e despesas do ano.
  • Slide 65
  • Leis Oramentrias At o dia 31 de agosto do primeiro ano de mandato presidencial, o Poder Executivo envia o projeto do PPA ao Congresso Nacional, que vigorar de seu segundo ano de mandato at o fim do primeiro ano de mandato do prximo Presidente da Repblica. O projeto da LDO encaminhado ao Congresso at 15 de abril de cada ano. Entre outras atribuies, essa lei estabelece metas e prioridades para a elaborao do oramento, limita as despesas de capital e estabelece as polticas de aplicaes das agncias financeiras oficiais para o ano seguinte. O Poder Executivo envia o projeto de LOA ao Congresso Nacional at 31 de agosto de cada ano, acompanhado de mensagem em que se analisam a macroeconomia e a situao fiscal do pas. Esse projeto de lei engloba o oramento fiscal, o oramento da seguridade social e o oramento de investimento de empresas que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital com direito a voto.
  • Slide 66
  • Unidades Oramentrias rgos Setoriais SOF Presidente da Repblica Congresso Nacional Processo Oramentrio
  • Slide 67
  • Classificao dos Processos Oramentrios Processo Hierrquico: O ministro das finanas possui poder sobre os demais ministros e os parlamentares no podem alterar o total de gastos, apenas sua distribuio. Processo Colegiais: Existe igualdade entre os ministros setoriais e o ministro das finanas. No Legislativo, os parlamentares poderiam aumentar o total dos gastos e o dficit pblico.
  • Slide 68
  • Os gastos pblicos podem ser classificados sob trs pticas principais: Da finalidade do gasto; Da natureza do dispndio; (Custeio, Investimento, Transferncias e Inverses. Do agente encarregado da execuo do gasto. CLASSIFICAO DOS GASTOS PBLICOS
  • Slide 69
  • IVA IMPOSTO SOBRE O VALOR ADICIONADO Imposto neutro; No afeta a competitividade; Dificuldade de evaso; Carter auto-fiscalizador; Bens de produo podem ser fcil e totalmente isentos.
  • Slide 70
  • O GASTO PBLICO H algumas funes que so tpicas do Governo. Dentre elas as mais importantes so: Sade Educao Defesa Nacional Policiamento Regulao Justia Assistencialismo
  • Slide 71
  • ESTRUTURA FUNCIONAL DAS DESPESAS FEDERAIS A distribuio por funes e programas dos gastos pblicos mudou significativamente durante os ltimos 30 anos. Ver grfico.
  • Slide 72
  • Slide 73
  • Principais mudanas: Expanso significativa da funo seguridade social; Perda de participao dos investimentos em infra-estrutura econmica; Moderado aumento na participao dos gastos em sade e educao; Aumento da participao dos gastos com bens pblicos.
  • Slide 74
  • DESPESA SEGUNDO A CATEGORIA ECONMICA Outra forma de analisar as despesas pblicas (perodo de 1970 a 1975) A evoluo da despesa corrente do governo aponta para um crescente aumento; O crescimento das despesas com os juros da dvida pblica, explica pelo aumento do dficit pblico (endividamento); Os dispndios com transferncias apresentaram um crescimento acentuado na dcada de 90; Aumento dos gastos com inativos e pensionistas a partir dos anos 90; Os gastos com investimentos so mais volteis.
  • Slide 75
  • COMPOSIO DOS GASTOS POR NVEL DE GOVERNO GOVERNO FEDERAL GOVERNO FEDERAL Gastos com consumo, transferncias correntes, investimentos, pagamento de juros e amortizao da dvida correspondem em mdia a 91,5% do total dos gastos; ESTADOS ESTADOS Gastos bem diferentes do Governo Federal Gastos com consumo representam em mdia 42,5% do oramento estadual; MUNICPIOS MUNICPIOS Os Municpio despenderam em mdia 2/3 de seus gastos com consumo, superando a proporo dos Estados.
  • Slide 76
  • Pases com elevado nvel de renda despenderam em mdia 46% de seu oramento com consumo; Pases com renda baixa, a proporo foi menor, mas os gastos com salrios representaram a maior fatia (5,6% do PIB ou 20,3 do oramento total); PADRES INTERNACIONAIS
  • Slide 77
  • Nos 3 grupos de pases as transferncias ocuparam parcelas importantes do oramento (aumento da expectativa de vida X envelhecimento da populao); Os pases com elevado nvel de renda despenderam maiores recursos nas reas de sade e educao (10% do PIB ou 25,6% dos gastos totais) em relao aos demais pases (4,1% do PIB ou 17,2% dos dispndios totais). PADRES INTERNACIONAIS
  • Slide 78
  • ORAMENTO PBLICO
  • Slide 79
  • Histria do Planejamento no Setor Pblico Brasileiro Plano SALTE: Adotado em 1947 no governo do presidente Eurico Dutra. Foi o pioneiro do planejamento pblico no Brasil. Priorizava as reas de Sade, Alimentao, Transporte e Energia (esta a razo do nome). Previa financiamento dos gastos com recursos da Receita Federal e com emprstimos externos. Plano de Metas: Implementado no governo do presidente Juscelino Kubitschek. Avanava na idia de submeter o desenvolvimento do pas a ao do estado. Tinha como alvos os setores de energia e transporte, a indstria intermediria, as indstrias produtoras de equipamentos e a construo de Braslia.
  • Slide 80
  • Histria do Planejamento no Setor Pblico Brasileiro I Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND): Implementado no incio dos anos 70 pelo governo Mdici marcou o perodo conhecido como Milagre Brasileiro. Caracterizava-se pelos grandes projetos de integrao nacional e pela expanso das fronteiras de desenvolvimento. II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND): Elaborado no governo Geisel tinha como foco a indstria de base e a busca de autonomia em insumos bsicos. Mostrava clara preocupao com a questo energtica, estimulando a pesquisa em energias alternativas (e.g. energia nuclear e programa do lcool) e realizando a construo de novas hidreltricas. A crise do petrleo que ocorreu no final dos anos setenta inicia um longo perodo de estagnao na economia brasileira e marca o fim dos grandes programas de planejamento do desenvolvimento.
  • Slide 81
  • A Constituio de 1988 e o PPA A Constituio de 1988, em seu artigo 165, estabelece que, por iniciativa do Poder Executivo, deve ser elaborado o Plano Plurianual (PPA). O PPA deve estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administrao pblica federal para despesas de capital e outras delas decorrentes e para as despesas relativas a programas de durao continuada. A vigncia do PPA inicia-se no segundo ano do mandato presidencial e termina no primeiro ano do mandato seguinte.
  • Slide 82
  • A Constituio de 1988 e o PPA PPA 1991 1995: Elaborado apenas como forma de obedecer a Constituio, no apresentou caractersticas marcantes quanto ao planejamento pblico. PPA 1996 1999: Introduziu novos conceitos no planejamento federal, entre eles os eixos de integrao e desenvolvimento (referncia espacial das polticas de desenvolvimento) e o conceito de projetos estruturantes. PPA 2000 2003: Sua marca registrada o conceito de gesto por resultados. Adotou o programa como unidade de gesto, integrou plano, oramento e gesto, e estabeleceu critrios para gerenciamento e avaliao de desempenho nos programas federais. PPA 2004 2007: Este PPA ainda encontra-se em execuo e, portanto, no pode ser avaliado. Para detalhes a respeito deste PPA clique aqui.clique aqui Conhea os PPAs a partir de 1996
  • Slide 83
  • Oramento Programa Na primeira fase do planejamento pblico (1940 1980) o foco estava em grandes programas de desenvolvimento. Na segunda fase (1988 at hoje) a questo central a gesto dos recursos pblicos. A necessidade de garantir que os gastos pblicos tenham a maior eficincia possvel exige o uso de novos mtodos de deciso oramentria. Tais mtodos, conhecidos como oramento- programa juntamente com o uso de mtodos privados de gerenciamento contribuem para um melhor uso dos recursos pblicos. A principal caracterstica do oramento-programa, que o distingue dos chamados mtodos tradicionais, a nfase no objetivo do gasto, em vez de preocupao com a categoria do dispndio.
  • Slide 84
  • Oramento Programa A necessidade de garantir que os gastos pblicos tenham a maior eficincia possvel exige o uso de novos mtodos de deciso oramentria. Tais mtodos, conhecidos como oramento-programa juntamente com o uso de mtodos privados de gerenciamento contribuem para um melhor uso dos recursos pblicos. A principal caracterstica do oramento-programa, que o distingue dos chamados mtodos tradicionais, a nfase no objetivo do gasto, em vez de simples preocupao com a categoria do dispndio.
  • Slide 85
  • Exigncias para Implementao do Oramento Programa Avaliao e comparao dos diferentes programas desenvolvidos pelo governo em termos de sua contribuio para os objetivos nacionais; Determinao de como os objetivos preestabelecidos podem ser atingidos com um mnimo de dispndio de recursos; Projeo das aes governamentais para um horizonte de tempo superior ao perodo usual de um ano; e Reviso dos objetivos, programas e oramentos luz da experincia passada e de modificaes na conjuntura.
  • Slide 86
  • Razo Custo Benefcio O critrio da razo custo/benefcio consiste na comparao do valor presente dos benefcios com o valor presente dos custos.
  • Slide 87
  • Razo Custo Benefcio Em geral projetos que apresentam uma razo custo-benefcio maior do que um so considerados como justificveis.
  • Slide 88
  • Problemas com Anlise Custo- Benefcio Como identificar e medir custos e benefcios? Qual a taxa apropriada para descontar estimativas futuras de custos e benefcios no clculo dos respectivos valores atuais? Como estabelecer o perodo em que se fazem notar os custos e os benefcios dos projetos? Como agregar custos e benefcios de vrios projetos complementares, tendo em vista estender a anlise no nvel de programas executados pelo governo?
  • Slide 89
  • Oramento Programa e PPA Ao implementar o oramento-programa tornou-se essencial avaliar com mais cuidado as caractersticas dos programas contidos no PPA. Desta forma os programas so divididos em aes, que por sua vez, dividem-se em projetos e atividades. As Orientaes para Elaborao do PPA 2004/2007 do Governo do Piau exemplificam bem a lgica de funcionamento do PPA.Orientaes para Elaborao do PPA 2004/2007
  • Slide 90
  • PPA, LDO e LOA A LDO o elo entre o PPA e a LOA. Uma das principais funes da LDO ser a de selecionar dentre os programas includos no PPA aqueles que tero prioridade na execuo do oramento subseqente. A elaborao do Projeto de Lei de Diretrizes Oramentrias (PLDO) dever ser realizada pelo Poder Executivo e submetida apreciao e aprovao do Poder Legislativo. No caso de municpios, o prazo de encaminhamento e aprovao da LDO deve contar na Lei Orgnica do Municipal (LOM). Caso no esteja previsto nenhum prazo na LOM, o Executivo poder encaminh-la a qualquer tempo, desde que se garanta um prazo razovel para sua apreciao e aprovao e no se comprometa a elaborao oramentria.
  • Slide 91
  • Lei de Diretrizes Oramentrias A lei de diretrizes oramentrias compreender as metas e prioridades da administrao pblica federal, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subseqente, orientar a elaborao da lei oramentria anual, dispor sobre as alteraes na legislao tributria e estabelecer a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento. (Constituio Federal, Art. 165)Constituio Federal, Art. 165 Alm de dispor sobre estes tpicos, a LDO dever conter dois Anexos, o Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de Riscos Fiscais. O Art. 63 da Lei de Responsabilidade Fiscal faculta aos Municpios com menos de 50 mil habitantes elaborar os referidos anexos apenas a partir de 2005. Exemplos da LDO para o Municpio do Rio de Janeiro, inclusive os anexos, podem ser encontrados aqui.aqui
  • Slide 92
  • Lei Oramentria Anual O Oramento Anual (estabelecido pela LOA) visa concretizar os objetivos e metas propostas no PPA, segundo as diretrizes estabelecidas pela LDO. A proposta de LOA compreende os trs tipos distintos de oramento da Unio, a saber: Oramento Fiscal: compreende os poderes da Unio, os Fundos, os rgos, Autarquias, inclusive as especiais e Fundaes institudas e mantidas pela Unio; abrange, tambm, as empresas pblicas e sociedades de economia mista em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto e que recebam desta quaisquer recursos que no sejam provenientes de participao acionria, pagamentos de servios prestados, transferncias para aplicao em programas de financiamento atendendo ao disposto na alnea "c" do inciso I do art. 159 da CF e refinanciamento da dvida externa. Oramento de Seguridade Social: compreende todos os rgos e entidades a quem compete executar aes nas reas de sade, previdncia e assistncia social, quer sejam da Administrao Direta ou Indireta, bem como os fundos e fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico; compreende, ainda, os demais subprojetos ou subatividades, no integrantes do Programa de Trabalho dos rgos e Entidades mencionados, mas que se relacionem com as referidas aes, tendo em vista o disposto no art. 194 da CF Oramento de Investimento de Empresas Estatais: previsto no inciso II, pargrafo 5 do art. 165 da CF, abrange as empresas pblicas e sociedades de economia mista em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.
  • Slide 93
  • Exemplo de LOA LOA do Municpio do Rio de Janeiro;LOA do Municpio do Rio de Janeiro Texto do Projeto de Lei Metas Fiscais LOA do Municpio de Foz do Iguau;LOA do Municpio de Foz do Iguau LOA do Estado de So Paulo;LOA do Estado de So Paulo LOA da Unio Pgina do Senado Federal Pgina da Cmara dos Deputados Um guia para elaborao da LOA pode ser encontrado aqui. aqui Diretrizes para Elaborao da Lei Oramentria de 2004.Diretrizes para Elaborao da Lei Oramentria de 2004
  • Slide 94
  • Plano Diretor do Municpio O Poltica de Desenvolvimento Urbano, executada pelo poder pblico municipal, implementada no Captulo II do Ttulo VII da Constituio Federal (Art. 182 e Art. 183).no Captulo II do Ttulo VII da Constituio Federal Seu objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funes sociais das cidades e garantir o bem-estar de seus habitantes. O instrumento para a Poltica de Desenvolvimento Urbano o Plano Diretor dos Municpio. Veja aqui o Plano Diretor do Municpio de Maceiaqui
  • Slide 95
  • Problemas com a Elaborao do Plano Diretor Segundo o Prof. Roberto Braga da UNESP os Planos Diretores tem apresentado problemas em decorrncia de dois pontos bsicos: A lei, ao obrigar as prefeituras a realizar um plano diretor, no conscientizou os agentes pblicos da importncia do planejamento. Os planos so elaborados por pessoas estranhas administrao pblica local.
  • Slide 96
  • A diviso clssica do direito entre direito pblico e direito privado sugere duas formas de propriedade: FORMAS DE PROPRIEDADE PROPRIEDADE PBLICA PRIVADA
  • Slide 97
  • No capitalismo contemporneo, com o aparecimento das atividades no-exclusivas de Estado, as formas de propriedade so trs: FORMAS DE PROPRIEDADE CONCEPO MODERNA PBLICA NO ESTATAL Pertence a pessoas ou grupos Realiza lucro PBLICA ESTATAL Envolve o uso do poder de Estado PROPRIEDADE PRIVADA de interesse pblico No realiza lucro Permite parceria ou co- gesto entre o Estado e a sociedade civil Abre-se ao controle social Rege-se pelo direito privado
  • Slide 98
  • REDESENHO DO APARELHO DO ESTADO ATIVIDADES EXCLUSIVAS DO ESTADO ATIVIDADES NO- EXCLUSIVAS PRESSUPEM O EXERCCIO DE PODER DO ESTADO DE REGULAMENTAR, FISCALIZAR E FOMENTAR Arrecadao Tributria Segurana Pblica Controle Ambiental, etc SO DE INTERESSE PBLICO, MAS PODEM SER DELEGADAS OU PRODUZIDAS POR TERCEIROS COM O APOIO E SUPERVISO DO ESTADO Educao Sade Meio Ambiente Desenvolvimento em C & T, etc APARELHO DO ESTADO Concepo Moderna Agncias Executivas Organizaes Sociais Agncias Reguladoras Mandato de Diretores e Independncia do Governo Contrato de Gesto
  • Slide 99
  • FORMA DE PROPRIEDADE FORMA DE ADMINISTRAO Estatal Pblica No-Estatal PrivadaBurocrticaGerencial Privatizao Publicizao ATIVIDADES DE ESTADO EXCLUSIVAS NO-EXCLUSIVAS PRODUO PARA O MERCADO
  • Slide 100
  • PARTE 8 A LRF
  • Slide 101
  • O QUE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL ? Basicamente, um conjunto de normas para que a Unio, os Estados e os Municpios administrem com prudncia suas receitas e despesas, e evitem desequilbrios oramentrios e o endividamento excessivo.
  • Slide 102
  • OS PILARES DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL ? Cinco pilares: Sistema de planejamento e execuo oramentria; Controle dos trs grandes agregados de despesas: pessoal, seguridade (sade, assistncia social e previdncias) e juros; Controle e restries ao endividamento; Transparncia; Sanes de carter pessoal.
  • Slide 103
  • O QUE DEVER SER FEITO EM TERMOS DE PLANEJAMENTO ? l Plano Plurianual (art. 3) l Lei de Diretrizes Oramentrias l Lei de Oramento Anual
  • Slide 104
  • TRANSPARNCIA Relatrios peridicos. Divulgao de planos, oramentos, prestaes de contas e relatrios na internet (linguagem clara, objetiva). Audincias pblicas e incentivo participao popular na elaborao e discusso dos planos, LDO e oramentos.
  • Slide 105
  • O QUE OS ESTADOS DEVERO FAZER Preparar sua Administrao (modernizao e informatizao) para: controlar melhor suas receitas e despesas e a execuo do oramento; Procurar fontes alternativas para financiamento de seus projetos (parcerias); No contar mais com a possibilidade de refinanciamento de suas dvidas pela Unio ou Estados.
  • Slide 106
  • O QUE OS GOVERNANTES DEVERO FAZER Preparar-se para elaborar e cumprir um oramento (previses criteriosas, limitao de empenho. Oramento real, no fictcio); Preparar-se para fazer uma administrao mais transparente e prestar contas, periodicamente, populao e ao Poder Legislativo (dever ser incentivada a participao popular e dada ampla divulgao ao PPA, LDO, oramentos, relatrios e prestaes de contas - art. 48);
  • Slide 107
  • O QUE OS GOVERNANTES DEVERO FAZER Preparar-se poltica e administrativamente para as dificuldades de realizar obras no final do mandato; No contar com a prtica de inscrio em restos a pagar como forma de rolar dvidas com fornecedores (limitao de empenho); Preparar-se para estabelecer e cumprir metas de arrecadao, despesas e resultado primrio.
  • Slide 108
  • COMENTRIOS FINAIS A nfase da LRF em controlar a dvida, proteger o patrimnio e planejar a administrao dos entes pblicos tem por objetivo maior melhorar a vida da populao.

Recommended

View more >