immanuel kant[1]

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  • 1. Immanuel Kant: Criticismo e Deontologia
  • 2. Racionalismo Kantiano
    • A filosofia kantiana funda o criticismo, algo entre o dogmatismo e o ceticismo. Entre esses extremos, procura posicionar-se a filosofia kantiana, conciliando inclusive o empirismo e o idealismo, redundando num racionalismo que a acaba por reorientar os rumos das filosofias moderna e contempornea.
  • 3.
    • O conhecimento s possvel para Kant na medida em que interagem condies materiais de conhecimento advindas da experincia (o que os sentidos percebem) com condies formais de conhecimento (o que a razo faz com que os sentidos percebam). A experincia o incio do conhecimento, mas sozinha incapaz de produzir conhecimento.
  • 4.
    • Isso quer dizer que os sentidos absorvem da experincia dados, informaes... que a razo elabora e organiza; dessa unio do que a experincia fornece com o que a razo operacionaliza, porque nela j esto as condies formais para tanto, que possvel o conhecimento.
  • 5.
    • O homem na doutrina kantiana, governa-se com base em leis inteligveis (puramente racionais) e naturais (empricas e sensveis), correspondendo estas duas categorias diferentes entre si, de acordo com a prpria proposta geral das reflexes do sistema filosfico criticista.
    • A teoria kantiana do conhecimento informa que os objetos so contaminados pela razo humana.
  • 6. tica Kantiana
    • A tica uma questo de suma importncia no contexto das idias kantianas.
    • A tica kantiana revolucionria, no sentido de que inaugura um conjunto de preocupaes muito peculiares, que no se confundem com as preocupaes teleolgicas ou utilitaristas ou hedonistas; sua contribuio portanto, marcante.
  • 7.
    • A preocupao kantiana est em dizer que a razo humana insuficiente para alcanar o modelo ideal de realizao da felicidade humana.
    • O criticismo detecta na razo um instrumento incapaz de fornecer todas as explicaes e de produzir todas as informaes necessrias para explicar as razes ltimas do existir, do querer, do existir eticamente.
  • 8.
    • O que inquieta Kant nas suas discusses, de um lado relatar a insuficincia do sistema racional para a resoluo do conflito tico humano, bem como, de outro lado, relatar que no na experincia sensvel se encontrar o elemento que garanta a felicidade e a realizao tica humanas.
  • 9.
    • Kant preocupa-se em fundamentar a prtica moral no na pura experincia, mas em uma lei aprioristicamente inerente racionalidade universal humana.
    • O imperativo categrico , pois, nico, e como segue: age s, segundo uma mxima tal, que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal.
  • 10.
    • O imperativo categrico nico, absoluto, e no deriva da experincia. No tem em vista a felicidade, mas de sua observncia decorre a felicidade. O imperativo hipottico guiaria, nas sendas prticas, o homem no sentido de alcanar objetivos prticos, como o da felicidade.
  • 11.
    • H ainda o imperativo da moralidade que no se refere matria da ao e ao que desta possa resultar, mas forma e ao princpio onde ela resulta, consistindo o essencialmente bom da ao no nimo que se nutre por ela, seja qual for o xito.
  • 12.
    • O homem que age moralmente dever faz-lo no porque visa realizao de qualquer outro algo (alcanar o prazer, realizar-se na felicidade, auxiliar a outrem,...) mas pelo simples fato de colocar-se de acordo com a mxima do imperativo categrico.
  • 13.
    • A felicidade em si no fundamento e nem a finalidade da moral. O dever tico deve ser alcanado e cumprido exatamente porque se trata de um dever, e simplesmente pelo fato de ser um dever.
    • A liberdade est indistintamente ligada noo de autonomia. A autonomia da vontade de agir de acordo com a mxima de vida gerada pelo imperativo categrico so pontos fortes e altos do sistema tico kantiano.
  • 14.
    • Na filosofia moral kantiana, a vontade aparece como absolutamente autnoma, liberta de qualquer heteronomia que s poderia conspurcar a pureza primitiva em que se concebe constituda a vontade. E a suprema liberdade da vontade residir, no contexto da filosofia kantiana, exatamente em estar vinculado ao dever, ao imperativo categrico.
  • 15.
    • vontade uma espcie de causalidade dos seres vivos, enquanto racionais, e liberdade seria a propriedade desta causalidade,pela qual pode ser eficiente, independente de causas estranhas que a determinem.
    • Ser kantianamente tico significa agir conforme ao dever, inclusive em detrimento dos prprios desejos, tendncias e inclinaes.
  • 16.
    • A moralidade pois, a relao das aes com autonomia da vontade, isto , com a possvel legislao universal,por meio das mximas da mesma.
    • Todas as mximas tem efetivamente:
    • uma forma ;
    • uma matria;
    • uma determinao integral .
  • 17. Direito e Moral
    • Direito e moral distinguem-se no sistema kantiano como duas partes de um mesmo todo unitrio, a saber, duas partes que se relacionam exterioridade e interioridade, uma vez relacionadas liberdade interior e a liberdade exterior.
    • O agir tico significa o cumprimento do dever pelo dever.
  • 18.
    • A moralidade pressupe autonomia, liberdade, dever e auto-convencimento; a juridicidade pressupe coercitividade.
    • A doutrina da coercitividade comea a ganhar alento com a filosofia kantiana, na seqncia dos estudos de Thomasius, o que marca profundamente o cenrio da filosofia jurdica.
  • 19.
    • Sntese elaborada por Bobbio:
    • O direito pertence ao mundo das relaes externas.
    • Ele se constitui na relao de dois ou mais arbtrios.
    • A sua funo no de prescrever este ou aquele dever substancial com relao aos sujeitos dos vrios arbtrios, mas de prescrever-lhes a maneira de coeexistir.
  • 20.
    • As pretenses jurdicas so menores que as pretenses morais. Aquelas deitam-se sobre regulamentao da conduta, para que faculte a co-existncia pacfica entre as vontades e as liberdades humanas (conforme a da conduta lei positiva), estas visam moralizao do homem no conceito de dever segundo o imperativo (conformidade da conduta ao imperativo e inteno do agir de acordo com o imperativo).
  • 21.
    • O Estado ser nesse contexto, o instrumento para realizao dos direitos, trata-se de um Estado somente de direitos, que regulamenta o convvio das liberdades. Sua meta a de garantir as liberdades, de modo a permitir que todos convivam, que todos subsistam, que todos possam governar-se a si prprios, segundo a lei moral, mas sem obstruir que outros tambm vivam de acordo com seus fins pessoais e prprios.
  • 22.
    • A necessidade da paz igualmente imperativa para a ordem internacional como o Estado o para a constituio das limitaes s liberdades individuais. Dessa forma que emerge, da teoria kantiana, a noo de paz perptua, ideal a ser atingido somente se consolidada a formao de uma federao, espcie de associao entre Estados, sem perda de soberania ou formao e um e

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