Lógica - Immanuel Kant

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  • 1. ESTUDOS ALEMES IMMANUEL KANT Srie coordenada porEDUARDO PORTELLA, EMMANUEL CARNEIRO LEO, MUNIZ SODR, GUSTAVO BAYER.LGICACIP-Brasil. Catalogao-na-fonteSindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ.Kant, Immanuel, 1724-1804K25LLgica / Immanuel Kant ; traduo do texto originalestabelecido por Gottlob Benjamin Jsche de Guido Antnio deAlmeida. Rio de Janeiro : Tempo Brasileiro, 1992(Biblioteca Tempo Universitrio ; 93. Srie Estudos alemes)Traduo de : Immanuel Kants Logik ein Handbuch zuVorlesungen.ISBN 85-282-0037-X1. Lgica. I. Jsche, Gottlob Benjamin. II.Ttulo. III. Srie.CDD -160TEMPO BRASILEIRO92-0341 CDU -16 Rio de Janeiro - RJ - 1992

2. BIBLIOTECA TEMPO UNIVEKSITKIO- 93 Colcho dirigida por EDUARDO PORTELLA Professor da Universidade Federal do Rio de JaneiroNota preliminar do tradutor Para facilitar as referncias e o cotejo das passagens citadas, a numerao das pginas da primeira edio, bem como da edioTradu/ido do original alemo:crtica publicada pela Deutsche Akademie der Wissenschaften (Kants Iinmanucl Kanix Lo^ik Gesammelte Schrifien, vol. IX), est indicada margem do texto dn Handbiich zn Voresungen.traduzido. Um nmero precedido da letra "A" indica o nmero da [Lgica de Immanuel Kanlpgina da 1a edio, precedido das letras "Ak" indica o nmero da Um Manual para Prelees] pgina da edio da Academia. Uma barra inclinada: "/" no texto traduzido indica o comeo da pgina correspondente em uma dessas duas edies.Texto estabelecido por:Parnteses agudos: "" - separam as palavras Gotlob Benjamin Jcischealemes, conservadas no texto traduzido para melhor governo do leitor. As palavras latinas ou gregas entre parnteses redondos: "("> ")" - pertencem ao texto original. O leitor encontrar ao final uma nota sobre a traduo deCopyright: alguns termos tcnicos. @1800, Knigsberg Friedrich NicoloviusTraduo: Guido Antnio de A lineidaCapa: Antnio Dias e montagem de Elisabeth Lafayelle com gravura do Patrimnio da Cultura Prussiana Preussischer Kullurbesitz (Berlim)Todos os direitos reservados sEDIES TEMPO BRASILEIRORua Gago Coutinho, 61 - Tel.: 205-5949Caixa Postal 16099 - CEP 22221Rio de Janeiro - RJ - Brasil 3. DedicatriaAIII/ A SUA EXCELNCIA O SENHOR EBERHARD JULIUS E. VON MASSOW Ministro do Estado e do Reino da Prssia, Chefe do Departamento Eclesistico em Negcios da Igreja e da Escola Evanglico-Luterana e tambm de todos os Negcios de Cabidos e Conventos, bem como do Clero Catlico, Primeiro-Presidente dos Consistrios Superiores Evanglico-Luteranos, Curador-Mor das Universidades etc. etc. respeitosamente dedicadopelo editor Gottlob Benjamin Jsche,doutor e livre-docente na Universidade de Knigsberg, membro da Douta Sociedade de Frankfurt sobre o Oder. 4. NDICE GERAL 5. VII. B) A perfeio lgica do conhecimento segundo a relao - A verdade - Verdade material e verdade formal ou lgica - Critrios da verdade lgica - A falsidade e o erro - A aparncia, como fonte do erro -Meios para evitar os erros 67LGICA pgina VIII. C) A perfeio lgica do conhecimento segundo a qualidade - Clareza - ^ Conceito de uma caracterstica em geral -PREFCIO de Jsche 19Diferentes espcies de caractersticas - Determinao da essncia lgica de uma coisa -INTRODUO Diferena entre a essncia lgica eI. O conceito da Lgica29a essncia real -II.Principais divises da Lgica - Exposio - Distino, um grau superior de clareza - Utilidade desta cincia - Distino esttica e distino lgica - esboo de uma histria da Lgica34Diferena entre a distino analtica eIII. O conceito de Filosofia em geral -a distino sinttica 75 A Filosofia considerada segundo o conceito IX.A perfeio lgica do conhecimento da escola e segundo o conceito do mundo - segundo a modalidade - A certeza - Requisitos e finalidade essenciais do filosofar - O conceito de assentimento em geral - Os problemas mais geraisModos do assentimento: opinar, crer, saber - e mais elevados desta cincia 39A convico e a persuaso -IV.Breve esboo de uma Histria da Filosofia . . . 44Reserva e suspenso do juzo -V. O conhecimento em geral - Juzos provisrios - Conhecimento intuitivo Os prejuzos, suas fontes principais e conhecimento discursivo:principais formas 83 intuio e conceito e aquilo que os distingueX. A probabilidade - em particular - Perfeio lgica eExplicao do provvel - perfeio esttica do conhecimento50Diferena entre a probabilidade eVI.Perfeies lgicas particulares a verossimilhana - do conhecimento - Probabilidade matemtica e filosfica - A) A perfeio lgica do conhecimento A dvida - Subjetiva e objetiva - segundo a quantidade: a grandeza -A maneira de pensar ou mtodo cptico, Grandeza extensiva e grandeza intensiva - dogmtico e crtico de filosofar - Amplido c elaborao a fundo ouHipteses 98 importncia e fecundidade do conhecimento - Determinao do horizonteAPNDICE: Da distino entre o conhecimento de nossos conhecimentos 57 terico e o conhecimento prtico103 6. I.DOUTRINA GERAL DOS ELEMENTOS . . . 105 # 22. A qualidade dos juzos: afirmativos,Captulo I: DOS CONCEITOS l107 negativos c infinitos123 # 23. A relao dos juzos: categricos,# 1.O conceito em geral e a diferena entrehipotticos c disjuntivos124intuio c conceito109 #24. Juzos categricos124#2. Matria e forma dos conceitos109 #25. Juzos hipotticos125# 3.Conceito emprico e conceito puro109 # 26. Modos de conexo nos juzos hipotticos:# 4.Conceitos dados (a priori ou a poleror) emodus ponens cmodus lollens125conceitos factcios111 #27. Juzos disjuntivos125# J.Origem lgica dos conceitos111 # 28. Matria e forma dos juzos disjuntivos 126# 6.Ato lgico da comparao, reflexo e #29. Carter peculiar dos juzos disjuntivos 126abstrao112 # 30. A modalidade dos juzos: problemticos,#7. Contedo e extenso dos conceitos113 assertricos e apodcticos 127# 8. Grandeza da extenso dos conceitos113 # 31. Juzos exponveis128#9. Conceitos superiores c conceitos inferiores . . .114 # 32. Proposies tericas e# 10. Gnero e espcie 114 proposies prticas 129# 11. Gnero supremo e espcie nfima115 # 33. Proposies indemonstrveis e# 12. Conceito mais lato e conceito mais estrito - proposies demonstrveis129Conceitos recprocos 115 #34. Princpios129# 13. Relao do conceito inferior com o superior -# 35. Princpios intuitivos e discursivos:Do mais lato com o mais estrito116 axiomas e acroamas 129# 14. Regras universais em vista da# 36. Proposies analticas csubordinao dos conceitos 116 proposies sintticas 130# 75. Condies do surgimento de conceitos # 37. Proposies tautolgicas 130superiores e inferiores: abstrao lgica e# 38. Postulado e problema 131determinao lgica116 #59. Teoremas, corolrios, lemas e esclios131#76.Uso dos conceitos in abstracto e in concreto . . . 117 #40. Juzos de percepo e juzos de experincia . . . 131Captulo II: DOS JUZOS119 Captulo III: DAS INFERNCIAS133#77. Explicao de um juzo em geral 121 # 41. A inferncia em geral135# 18. Matria e forma dos juzos 121 # 42. Inferncias imediatas c mediatas 135# 79. Objeto da reflexo lgica -# 43. Inferncias do entendimento, da razo ea mera forma dos juzos121 do poder de julgar 135# 20. Formas lgicas dos juzos: quantidade,qualidade, relao e modalidade121 I.AS INFERNCIAS DO ENTENDIMENTO . . 135# 27. A quantidade dos juzos: universais, # 44. A natureza peculiar das inferncias doparticulares c singulares122 entendimento 135 #45. Modos das inferncias do entendimento 136 7. #46. 1. Inferncias do entendimento# 66. Inferncias da razo mistas por (relativamente quantidade dos juzos)converso das proposies - Figuras 144 per indicia suballernata136 # 67. As quatro figuras das inferncias 145#47. 2. Inferncias do entendimento# 68. A razo determinante da sua diferena (relativamente qualidade dos juzos) pela posio diferente do termo mdio 145 per indicia oposila 137 # 69. Regras para a primeira figura, a nica legtima .145#48. ) Inferncias do entendimento# 70. Condio da reduo das per indicia contradictorie oposita137 trs ltimas figuras primeira146#49. b] Inferncias do entendimento# 71. Regra da segunda figura146 per indicia contrarie oposita 137 # 72. Regra da terceira figura 146#50. c) Inferncias do entendimento# 73. Regra da quarta figura 147 per indicia snbconlrarie oposila138 # 74. Resultados gerais acerca das trs ltimas figuras147#51. 3. Inferncias do entendimento# 75. 2. As inferncias da razo hipotticas 147 (relativamente relao dos juzos)#76. O princpio das inferncias hipotticas 148 per indicia conversa siveper conversionem 138 #77. J. Inferncias da razo disjuntivas 148#52. Converso pura e converso alterada . . 138 # 78. Princpio das inferncias da razo disjuntivas . . 149#53. Regras gerais da converso139 # 79. O dilema 149#54. 4. Inferncias do entendimento# 80. Inferncias da razo formais e ocultas (relativamente modalidade dos juzos) (ratiocinia forma lia e cryplica)150 per indicia contraposita139#55. Regra geral da contraposio140 III.AS INFERNCIAS DO PODER DE JULGAR . 150 #81.O poder de julgar determinante e reflexionante 150II.AS INFERNCIAS DA RAZO 140 #52.Inferncias do poder de julgar reflexionante . . 150#56. A inferncia da razo cm geral140 # 83. Princpio dessas inferncias 150#57. Princpio universal # 84. Induo e analogia - As duas espcies de de todas as inferncias da razo140 inferncias do poder de julgar 151#55. Os componentes essenciais #55.Inferncias da razo simples e compostas . . . . 152 da inferncia da razo140 #56.Ratiocinalio polysyllogistica152#59. Matria e forma das inferncias da razo . . .141 #57.Prossilogismos e epissilogismos152#60. Diviso das inferncias da razo# 55. O sorites ou a cadeia de inferncias 152 (segundo a relao) # 59. Sorites categricos e hipotticos153 em categricas, hipotticas e disjuntivas . . . . 141 # 90. A falcia - O paralogismo - O sofisma153#61. A diferena peculiar entre as inferncias # 91. O salto na inferncia153 da razo categricas, hipotticas e disjuntivas . 142 #92.Pelitio principii - Circnlns inprobando154#62. /. Inferncias categricas da razo 142 #93.Probatioplus cminnsprobans 154#63. Princpio das inferncias categricas da razo .143#64. Regras para as infernciasII. DOUTRINA GERAL DO MTODO 155 categricas da razo143#65. Inferncias categricas da razo puras e mistas 144 # 94. Maneira c mtodo 157 8. #779. 5. Mtodo acroamtico ou mtodo erotemtico 166# 95. A forma da cincia - O mtodo 157 #220. Meditar 167# 96. Doutrina do mtodo -Seu objeto c sua finalidade 157 ANEXO: NOTCIA DO PROE IMMANUEL KANT# 97. Meios de promoverSOBRE A ORGANIZAO DEa perfeio lgica do conhecimento157SUAS PRELEES NO# 98. Condies da distino do conhecimento . . . .158SEMESTRE DE INVERNO DE 1765-1766 169I.PROMOO DA PERFEIO LGICADO CONHECIMENTO PELA DEFINIO, Nota sobre a traduo de alguns termos181EXPOSIO E DESCRIODOS CONCEITOS 158#99. A definio158# 100. Definio analtica e definio sinttica158# 101. Conceitos dados e conceitos factciosa pror c a posteriori 159# 76*2. Definies sintticaspor exposio ou por construo 159# 103. Impossibilidade de definiesempiricamente sintticas159# 104. Definies analticas por desmembramento deconceitos dados a priori ou a posteriori160#105. Exposies e descries 160#106. Definies nominais e definies reais161# 107. Os principais requisitos da definio162#108. Regras para o exame das definies162#109. Regras para a elaborao das definies 162II.PROMOO DA PERFEIO LGICA DO CONHECIMENTO PELA DIVISO LGICA DOS CONCEITOS . . . . 163# 110. Conceito da diviso lgica 163#111. Regras gerais da diviso lgica 164#112. Codiviso e subdiviso164#113. Dicotomia e politomia 164#114. Diferentes divises do mtodo 165#115. 7. Mtodo cientfico ou mtodo popular165# 776. 2. Mtodo sistemtico ou mtodo fragmentrio . 165#117. 3. Mtodo analtico ou mtodo sinttico 166#118. 4. Mtodo silogstico - Mtodo tabelar166 9. AV . /PREFACIO J faz um ano e meio desde que Kant me confiou o encargode preparar para o prelo sua Lgica, tal como a expusera a seusouvintes em lies pblicas, e de entreg-la ao pblico sob a formade um manual compendioso. Para esse fim, recebi dele o manuscritopessoal de que se servira em suas lies, com a expresso daparticular e honrosa confiana em mim e de que, familiarizado comoA viestou com os princpios de seu / sistema em geral, eu haveria aquitambm de abordar com facilidade o desenvolvimento de suas ideias,no iria desfigurar nem falsificar seus pensamentos, mas haveria deapresent-los com a necessria clareza e exatido e, ao mesmotempo, na ordem conveniente. Mas, visto que, desta maneira, aoassumir o honroso encargo e procurando lev-lo a cabo to bemquanto podia, em conformidade com o desejo e a expectativa doestimvel sbio, mestre e amigo meu reverenciadssimo, tudo o queconcerne exposio - roupagem e ao acabamento, apresentaoe ordenao dos pensamentos - deve ser em parte posto na minhaconta, incumbe-me tambm, naturalmente, prestar contas disso aoleitor desta nova obra kantiana. Eis aqui, pois, algumas explicaesmais detalhadas sobre este ponto. Desde o ano de 1765, o senhor professor Kant baseavaA VII sempre o seu curso de Lgica no / tratado de Meier (Georg FriedrichMeier, Auszug aus der Vernunftlehre [Suma da Doutrina da Razo],Halle: Gebauer, 1752); por razes sobre as quais se explicou numprograma que publicou para anunciar seu curso no ano de 1765/1)O exemplar do referido compndio, de que se servira em suas lies,Ak 4est, como todos os outros livros de / que se servia para esse fim,recheado de papis; suas observaes e comentrios gerais, bemcomo os especiais, que se referem inicialmente ao texto docompndio nos diversos ##, encontram-se em parte nos papisentremeados, em parte na margem em branco do prprio tratado. E(1) V. no anexo a "Notcia da Organizao de suas Prelees no Semestrede Inverno de 1765-1766" (N.T.).19 10. so esses apontamentos, que ficaram consignados por escrito aqui e acol em notas c comentrios dispersos, que agora constituem emdesta parte da Filosofia terica em particular teria elaborado a conjunto o depsito de materiais a que recorria Kant cm suas lies c Lgica cm conformidade com seu projeto arquitetnico, o qual est que ele, de tempos cm tempos, cm parte ampliava com novas ideias,delineado cm suas linhas bsicas essenciais na Crtica da Razo Pura,A VIII / em parte revia c corrigia sem cessar no tocante a diferentes matriasse isso lhe houvesse aprazido c se o seu mister de uma particulares. Eles contm, pois, pelo menos o essencial de tudo aquilof u n d a m e n t a o c i e n t f i c a do sistema total da Filosofia que o famoso comentador do tratado de Mcicr costumava comunicarpropriamente dita - da Filosofia do que realmente verdadeiro e sobre a Lgica a seus ouvintes em lies proferidas num estilo livre,certo - (mister este muito mais importante e mais difcil, que s ele e que havia considerado digno de ser consignado. como primeiro e s ele cm sua originalidade podia levar a cabo) lhe No que concerne, agora, apresentao c ordenao dos houvesse permitido pensar na elaborao pessoal de uma Lgica. temas nesta obra, acreditei levar a cabo da maneira mais acertada as Todavia, ele podia muito bem deixar este trabalho a cargo de outros, ideias e princpios do grande homem atendo-me, em vista da que soubessem com discernimento e com juzo imparcial utilizar economia e diviso do todo em ger...