direito administrativo - princípios básicos

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  • PRINCPIOS BSICOS

  • SUPREMACIA DO INTERESSE PBLICO

    PRINCPIOS BSICOS

    O interesse pblico prevalece sobre o interesse individualrespeitadas as garantias constitucionais e pagas as indenizaesdevidas, quando for o caso.

    PRESUNO DE LEGITIMIDADE

    Presuno da verdade, que diz respeito certeza dos fatos;

    Presuno da legalidade, presume-se, at prova em contrrio, quetodos os seus atos sejam praticados com observncia das normaslegais pertinentes.

    A presuno relativa Juris tantum.

  • AUTOTUTELA

    PRINCPIOS BSICOS

    Smula 473: A administrao Pblica pode anular os seusprprios atos, quando eivados de vcios que os tornem ilegais,porque deles no se originam direitos, ou revog-los, por motivode convenincia e oportunidade, respeitados os direitosadquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciao judicial.

    CONTINUIDADE DO SERVIO PBLICO

    Os servios pblicos no podem parar, devendo manter-sesempre em funcionamento, dentro das formas e perodos prpriosda prestao.

  • CONTINUIDADE DO SERVIO PBLICO

    DISCUSSES:

    Greve do servidor pblico?

    Interrupo de servio de concesso e permisso?

    Aplicao da exception non adimplenti contractus em Contratosda Administrao?

  • CONTINUIDADE DO SERVIO PBLICO

    Se o servio deve ser ininterrupto, o servidor tem direito degreve?

    O servidor pblico tem sim direito de greve (art.37, VII, CF).

    Ocorre que este dispositivo enuncia que o direito de greve doservidor pblico ser exercido conforme a lei especfica.

    Mas, qual essa lei especfica? Essa lei especfica ordinria oucomplementar?

  • PRINCPIOS BSICOS

    Art. 37.

    VII - o direito de greve ser exercido nos termos e nos limitesdefinidos em lei especfica; (Redao dada pela EmendaConstitucional n 19, de 1998)

  • CONTINUIDADE DO SERVIO PBLICO

    Aplicabilidade das Normas Constitucionais

    Norma de eficcia plena aplicao imediata, auto executria;

    Norma de eficcia contida h o direito; pode-se exerc-lo desde

    j, mas a lei pode, futuramente, restringir esse direito.

    Norma de eficcia limitada no se pode exercer enquanto no

    vier a lei.

  • PRINCPIOS BSICOS

    GREVE DO SERVIDOR PBLICO:

    O servidor tem o direito a greve;

    A greve uma norma de eficcia limitada;

    A greve ser regulamentada por uma lei ordinria;

  • CONTINUIDADE DO SERVIO PBLICO

    (MI 670; MI 708 e MI 712).

    O STF admite a greve dos servidores enquanto no for aprovada a lei especfica do servidor pblico, aplicando-se a lei do trabalhador privado no que couber (Lei 7.783/89).

    Esse mandado de injuno marcou a histria do MI, passando a ter efeitos concretos, ao invs de meramente declaratrios.

  • PRINCPIOS BSICOS

    Em decorrncia da aplicao deste princpio, o particularcontratado para executar servio pblico no pode alegar aexceo do contrato no cumprido.

    ISONOMIA OU DA IGUALDADE

    O princpio da igualdade consiste em tratar desigualmente osdesiguais e igualmente os iguais (Aristteles).

    Fundamenta a exigncia de concurso pblico e licitao.

    Contudo, o art.78XV da Lei de Licitaes e Contratos, permite asuspenso dos servios no caso de atraso de pagamento por maisde 90 dias, salvo se houver calamidade pblica, perturbao naordem ou guerra.

  • CONTINUIDADE DO SERVIO PBLICO

    Outra questo com relao dos efeitos do MI, que ele sempre foi inter partes.

    Nesse caso, o STF mudou tambm seu posicionamento, reconhecendo para esses MI o efeito erga omnes, fundamentando que era para evitar um inchao de aes.

    Esse caso foi uma exceo, no significando que todos os MI do STF tero efeitos concretos e erga omnes.

  • CONTINUIDADE DO SERVIO PBLICO

    Ento, hoje, o servidor tem sim direito de greve, com a aplicao da lei do trabalhador privado.

  • PRINCPIOS BSICOS

    GREVE DO SERVIDOR PBLICO:

    O servidor tem o direito a greve;

    A greve uma norma de eficcia limitada;

    A greve ser regulamentada por uma lei ordinria;

    De acordo com o Supremo Tribunal Federal o exerccio dagreve ser possvel nos moldes da iniciativa privada.

  • PRINCPIOS BSICOS

    Limita a discricionariedade administrativa, na medida em que aatividade administrativa deve guardar uma proporo adequadaentre os meios que se emprega e o fim que a lei quer alcanar.

    INDISPONIBILIDADE OU PODER-DEVER

    A administrao no pode transigir, ou deixar de aplicar a lei, seno nos casos expressamente permitidos.

    RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE

    Fundamenta a limitao do Estado em fazer acordos judiciais.

  • CONTINUIDADE DO SERVIO PBLICO

    (FCC/2009/TJ/SE) A regra geral de proibio de greve nos serviospblicos, a faculdade de a Administrao utilizar equipamentos einstalaes de empresa que com ela contrata, e a necessidade deinstitutos com a suplncia, a delegao e a substituio, soconsequncias do princpio da?

    a) continuidade do servio pblico.

    b) autotutela.

    c) legalidade.

    d) Segurana Jurdica

  • CONTINUIDADE DO SERVIO PBLICO

    A EXCEPTIO NON ADIMPLETI CONTRACTUS

    Esta expresso latina que significa a exceo do contrato nocumprido.

    a regra, nos contratos bilaterais, pois um "meio de defesa parauma das partes que ainda no cumpriu com sua obrigao porquea parte contrria tambm no o fez.

  • PRINCPIOS BSICOS

    Em decorrncia da aplicao deste princpio, o particularcontratado para executar servio pblico no pode alegar aexceo do contrato no cumprido.

    ISONOMIA OU DA IGUALDADE

    O princpio da igualdade consiste em tratar desigualmente osdesiguais e igualmente os iguais (Aristteles).

    Fundamenta a exigncia de concurso pblico e licitao.

    Contudo, o art.78XV da Lei de Licitaes e Contratos, permite asuspenso dos servios no caso de atraso de pagamento por maisde 90 dias, salvo se houver calamidade pblica, perturbao naordem ou guerra.

  • PRINCPIOS BSICOS

    Limita a discricionariedade administrativa, na medida em que aatividade administrativa deve guardar uma proporo adequadaentre os meios que se emprega e o fim que a lei quer alcanar.

    RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE

  • RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE

    Agir de forma razovel significa agir de forma lgica, comcoerncia, congruncia, conforme os padres do homem mdio.

    No direito administrativo, esses dois princpios aparecem semprejuntos.

    Probem-se, aqui, os excessos e os despropsitos.

    Limita a discricionariedade administrativa, na medida em que aatividade administrativa deve guardar uma proporo adequadaentre os meios que se emprega e o fim que a lei quer alcanar;

  • RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE

    No devem ser impostas aos administrados obrigaes, sanesou restries em medida superior quela estritamente necessriaao atendimento do interesse pblico, devendo-se adequarrazoavelmente os meios aos fins.

    Assim, exige-se do agente da Administrao Pblica um agir comadequao e proporcionalidade, sem abusos, sem excessos.

  • RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE

    Art. 2, Lei 9.784 - A Administrao Pblica obedecer, dentreoutros, aos princpios da legalidade, finalidade, motivao,razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa,contraditrio, segurana jurdica, interesse pblico e eficincia.

    Razoabilidade e proporcionalidade so princpios implcitos na CF,mas expressos na norma infraconstitucional, como se observa dalei 9.784/99, art. 2.

  • RAZOABILIDADE X PROPORCIONALIDADE

    Antigo instituto do direito anglo-saxo, que remonta a clausulaLaw of the land inscrita na Magna Carta de 1215,

    O conceito de razoabilidade surgiu h muitos anos atrs, tendosua origem e desenvolvimento ligados garantia do devidoprocesso legal,

    Desenvolveu-se tambm mais tarde nos Estados Unidos com umaspecto muito mais substantivo ou material (substantive dueprocess of law), para permitir ao Judicirio investigar o prpriomrito dos atos do poder pblico, a fim de verificar se esses atosso razoveis, ou seja, se esto conforme a razo, supondoequilbrio, moderao e harmonia.

  • RAZOABILIDADE X PROPORCIONALIDADE

    Diferentemente do princpio da razoabilidade, as primeiras noesde proporcionalidade surgiram com o direito alemo e prussianona transio do sculo XVIII para o sculo XIX, a fim de que fosselimitado o poder de polcia da Administrao Pblica em suaatuao, com base nos ideais liberais e de superao da eraabsolutista.

  • CONCEITOS DO PRINCPIO DA RAZOABILIDADE

    O princpio da razoabilidade, no contexto jurdico-sistemtico dabusca do interesse pblico primrio, a exigncia de justificada eadequada ponderao administrativa, aberta nos exatos limitesconstitucionais em que a regra de competncia habilitadoraautorizar, dos princpios, valores, interesses, bens ou direitosconsagrados no ordenamento jurdico, impondo aos agentesadministrativos que maximize a proteo jurdica dispensada paracada qual, segundo o peso, importncia ou preponderncia quevenham adquirir e ostentar em cada caso objeto de deciso. JosRoberto Pimenta de Oliveira.

  • O PRINCPIO DA PROPORCIONALIDADE

    A proporcionalidade uma derivao do Direito Administrativo, aqual assumiu importncia no mbito constitucional com o TribunalConstitucional Alemo, regulando a aplicao dos direitos egarantias fundamentais, a partir dos ideais de Direitos Humanossurgidos aps a Segunda Guerra Mundial.

    Basicamente fundado na relao de causalidade existente entreum meio e um fim a ser atingido, ou seja, o princpio daproporcionalidade exige a melhor escolha de um meio para quedeterminado fim seja alcanado.

  • EXERCCIO

    (Analista/TRT/8R/FCC/2010) Agente pblico que, sendocompetente e adotando regular processo disciplinar comdireito ao contraditrio e ampla defesa, aplica sanoadministrativa de demisso a se