FARMACOLOGIA PRINCÍPIOS BÁSICOS

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<p>FARMACOLOGIA PRINCPIOS BSICOS "A administrao de medicamento uma das maiores responsabilidades equipe de enfermagem A utilizao de medicamentos uma das intervenes mais utilizadas no ambiente hospitalar, no entanto, estudos, ao longo dos ltimos anos, tm evidenciado a presena de erros no tratamento medicamentoso causando prejuzos aos pacientes que vo desde o no-recebimento do medicamento necessrio at leses e mortes (LEAPE et al. 1995; TXIS &amp; BARBER, 2003).FARMACOLOGIACONCEITOSAfarmacologia a cincia que estuda os frmacos e os medicamentos sob todos os aspectos, isto , a fonte, a absoro, o destino no organismo, o mecanismo de ao e os seus efeitos.MEDICAMENTO-Produto farmacutico, tecnicamente elaborado com finalidade profiltica, curativa, paliativa ou para fins de diagnstico.Possui propriedades benficas, comprovadas cientificamente.Todo medicamento um frmaco, mas nem todo frmaco um medicamento.Placebo (placeo = agradar):tudo o que feito com inteno benfica para aliviar o sofrimento:frmaco/medicamento/droga/ remdio (em concentrao pequena ou mesmo na sua ausncia).Nocebo:efeito placebo negativo. O "medicamento" piora a sade.Origem Reino animal: retirado de glndulas ou rgo de animais Ex: soro antiofdico, insulina Reino vegetal: Ex: papoula, beladona, digitalina Qumicos: sintetizados em laboratrios Ex: AAS Reino mineral: retirado de fontes minerais. Ex: ferro, iodo, clcio.Ao dos medicamentos Local:quando age no local onde aplicado pele ou mucosa sem passar na corrente sangunea, ou quando age diretamente no sistema digestrio, sem passar pela corrente sangunea. Ex: pomadas e loes, colrio. Ao Sistmica: Quando seu princpio ativo precisa ser absorvido e entrar na corrente sangunea, para depois chegar ao local da ao. Ex: Dipirona VO absoro no estmago/intestino delgado entra na corrente sangunea local (dor de cabea) alivia a dor. Furosemida EV entra na corrente sangunea e exerce sua funo no rim.DoseDose Quantidade de medicamento que deve ser administrado;Posologia dose de medicamento, por dia ou perodo, para obteno de efeito teraputico desejado;Dose mnima- a menor quantidade de um medicamento capaz de produzir efeito teraputico;Dose mxima a dose maior capaz de produzir efeito teraputico sem apresentar efeitos indesejveis;Dose teraputica - a quantidade mnima de um frmaco capaz de produzir efeito desejado; Dose de Ataque- a dose administrada no Incio do tratamento com objetivo de alcanar a rapidamente a concentrao efetiva; Dose letal- a dose capaz de matar 50% de uma populao.Vias de Administrao1) ENTERAL: Quando o frmaco entra em contato primeiramente com o trato digestivo (SL, oral, bucal e retal)2) PARENTERAL: No utilizam tubo digestivo.(injeo, cutnea, respiratria, conjuntival, etc...)Absoro a passagem do frmaco do local em que foi administrado para a circulao sistmica.Mecanismo de Primeira Passagem ametabolizaodo frmaco pelo fgado e pela microbiota intestinal, antes que o frmaco chegue circulao sistmica. As vias de administrao que esto sujeitas a esse efeito so:via oralevia retal(em propores bem reduzidas).Distribuio Aps absoro, as drogas dissolvem-se no plasma e so distribudos para os diversos tecidos.Biotransformao ou metabolismo a transformao do frmaco em outra(s) substncia(s), por meio de alteraes qumicas, geralmente sob ao de enzimas inespecficas. A biotransformao ocorre principalmente no fgado, nos rins, nos pulmes e no tecido nervoso.Excreo ou eliminao a retirada do frmaco do organismo, seja na forma inalterada ou na de metablitos ativos e/ou inativos.TIPOS DE FRMACO Frmaco Agonista - intensifica ou estimula um receptor; Frmaco Antagonistas Interage com um receptor mas no estimula, impede as aes de um agonista. Frmaco competitivos- compete com o agonista pelos stios receptores.CLASSIFICAO DAS FORMAS FARMACUTICASFORMA SLIDA: P (granular) Comprimidos Drgeas Pastilhas Supositrios Cpsulas PlulasFormas FarmacuticasComprimidos: medicamento ou medicamentos em p, sob compresso em geral, de forma circular;Drgeas: so grnulos com medicamentos envolvidos em camada de acar, polidos e coloridos ;Plulas: pequenas drgeas;Cpsulas: Medicamento em p ou grnulos, envolvidos em gelatina solvel, que deve ser dissolvido no intestino.Supositrio: forma alongada, sendo sua base de glicerina, gelatina ou manteiga de cacau;Xarope: medicamento+acar+gua;Elixir: medicamento+acar+lcool;Emulso: combinao de dois lquidos que no se misturam, devendo ser agitada antes de usar.Vias de AdministraoINALAO PULMES CORAO CIRC. SISTMICAVIA ORAL ESTMAGO/INTESTINO CIRC. PORTA CIRC. SISTMICAVIA IM MSCULO CIRC. GERALVIA EV DIRETA NA CIRCULAOADMINISTRAO ORAL Na grande maioria, os frmacos so tomados pela boca e engolidos. Mtodo mais seguro, conveniente e econmico. Cerca de 75% de um frmaco administrado absorvido em 1-3 h. Comprimidos, drgeas, cpsulas e xaropes. Limitaes: Incapacidade de absoro de alguns frmacos: vmito; Destruio de alguns frmacos por ao de enzimas digestivas; Irregularidades na absoro; Quando o paciente est em jejum para cirurgia ou exame; Necessidade de colaborao do paciente.ADMINISTRAO SUBLINGUAL rea de superfcie pequena. Protege-se o frmaco do metabolismo de primeira passagem heptico e do pH cido do estmago; A via sublingual possui ao mais rpida do que a via oral. Grande irrigao local e coneco vasos de grande calibre drenagem venosa da boca se faz para veia cava superior. Exemplo clssico:Nitroglicerina.Desvantagens Via Sublingual Imprprio para substncias irritantes ou de sabores desagradveis.Administrao RetalVantagens Evitar a destruio do frmaco por enzimas digestivas ou pelo baixo pH do estmago; Pode ser administrado em paciente inconsciente; Em caso de enjo e vmito .Desvantagem Muitos frmacos irritam a mucosa do reto; Desconforto; Absoro irregular e incompleta.Exemplo clssico: supositrios.Administrao Parenteral Principais: intravenosa, subcutnea e intramuscular.ADMINISTRAO PULMONARVantagens: Absoro imediata para o sangue, ausncia das perdas pela primeira passagem heptica; No caso das pneumopatias, aplicao do frmaco no local desejado.Desvantagens: Mtodo trabalhoso; Impossibilidade de ajuste da dose; Muitos gases e drogas causam irritao no epitlio pulmonar.ADMINISTRAO ENDOVENOSA Concentraes obtidas com rapidez, efeitos imediatos e com preciso. Na administrao endovenosa no ocorre absoro, apenas distribuio. A concentrao mxima eficaz que chega aos tecidos depende fundamentalmente da rapidez da injeo.ADMINISTRAO ENDOVENOSA til nas emergncias (situaes mdicas onde requer-se rpida ao das drogas); Permite o ajuste da posologia; Adequada no caso de grandes volumes e de substncias irritativas quando diludas.Desvantagens: Grande risco de efeitos adversos (concentraes altas nos tecidos de forma muito rpida) - solues devem ser injetadas lentamente com monitoramento do paciente. Inadequadas para substncias muito oleosas ou insolveis. No existe recuperao aps a droga ser injetada.Antagonista (Drogas competitivas)Ex: flumazenil sobre o efeito de Benzodiazepnicos. Repeties de injees intravenosas necessitam de uma veia prvia. Situaes especiais (pediatria): dificuldade quanto tcnica. Estresse.ADMINISTRAO INTRAMUSCULAR Efeitos mais rpidos que a oral; Administrao em pacientes at mesmo inconscientes; Adequada para volumes moderados; veculos aquosos, Oleosos e suspenses.Desvantagens da Via Intramuscular Dor; Aparecimento de leses musculares pela aplicao de substncias irritantes; Aparecimento de processos inflamatrios.Intra ssea Acesso venoso Indireto; Absoro Imediata;Indicao Pediatria; Urgncia e Emergncia;Administrao Via Intratecal Barreira hematoenceflica impedem ou retardam a entrada dos frmacos no SNC. Utilidade:Injees no espao subaracnideo vertebral para efeitos locais e rpidos nas meninges ou no eixo crebromedular, como nas raquianestesias ou nas infeces agudas do SNC.Administrao Subcutnea Nesta via a absoro lenta atravs dos capilares, de forma contnua e segura. Usada para administrao de vacinas (anti-rbica e anti-sarampo), anticoagulantes (heparina) e hipoglicemiantes (insulina).Desvantagens: Inadequada para grandes volumes, o volume no deve exceder 1,0 ml. Possvel dor e necrose por substncias irritativas.Via Intradrmica os medicamentos so administrados abaixo da pele; Absoro lente; Usada para pequenos volumes (0,1 a 0,5 ml);Usada para reaes de hipersensibilidade: Teste de ppd; Teste para alergias.Via Transdrmica A droga aplicada diretamente sobre a pele (contato) para ser absorvida para a circulao.Adesivo- Forma farmacutica: Hormnios; Analgsicos; Reposio de Nicotina.Via Tpica Utilizada para se obter efeitos localizados apenas na rea de aplicao.Formas farmacuticas mais comuns: Cremes e loes; Solues (tpicas, orais, nasais, otolgicas) Colrios.Aplicao TpicaMUCOSAS: Absoro extremamente rpida; Pode causar toxicidade sistmica.PELE: Poucos frmacos penetram rapidamente na pele integra.OBS:Pele hidratada mais permevel que a ressecada.SoluesSolues CristalideSo solues eletrolticas que se movem livremente entre os compartimentos intravascular e os espaos intersticiais.Pode ser hipotnico, isotnico ou hipertnico;Sem Eletrlitos ou com eletrlitos na mesma concentrao do plasma.EletrlitosSo substncias qumicas ativas Ctions (+) e nons (-).Principais eletrlitos com Ions (+) no Sangue:Sdio, potssio, clcio, magnsio e hidrognio.Principais eletrlitos com Ions (-) no Sangue:Bicarbonato, Cloreto, fosfato, sulfato e Proteinato.ColoideSo Solues usadas como expansor de volume e so consideradas protenas plasmtica;- So molculas muito grande;- Exerce presso onctica.- Possui o mesmo efeito das solues hipertnicas.Solues CristaloidesSolues IsotnicasPossuem osmolaridade entre 240- 340 mOsm/l, ou seja, muito semelhante do sangue.Mesma presso osmtica, mantendo equilbrio de gua entre o meio EC e o meio IC.Exemplo: Soro glicosado 5%, soro fisiolgico 0,9%.Soro Glicosado 5%Este composto de gua e glicose;Soluo Isotnica com 252 mOsm/L;Pode ser prescrito sozinho ou com eletrlitos.Ex: KCl, NaCl, Gluc Ca, MgSO4;1L = 200 KcalSoro Glicosado 5%Diluies contraindicadas com Soro Glicosado:- Fenitona- Favorece o a cristalizao;- Ampicilina Sdica- Altera a estabilidade.Est contraindicado a infuso de hemoderivados concomitante com SG 5%.Soro Fisiolgico 0,9%Soluo composta por Cloreto de Sdio (Nacl);Soluo Isotnica com 308 mOsm/L;Utilizado Para:- Diluio de alguns frmacos;- Hidratao;- Reposio volmica;- nica soluo que pode ser administrada concomitantemente com hemoderivados;Infuses contnuas podem causar:Hipernatremia, Hipocalcemia e Sobrecarga circulatria.Soro RingerSoluo salina com eletrlitos ( potssio e clcio);Muito utilizado na reposio de fluidos e eletrlitos:- Perdas Gastrointestinais;- DesidrataoSoro Ringer Lactato uma soluo eletroltica que contm ons lactato.Solues HipotnicasPossuem uma osmolaridade menor que 240mOsm/l. Estas solues deslocam lquidos para fora do compartimento intravascular. Sua osmolaridade menor que a do sangue.Quando infundidas a gua difunde-se para o meio IC provocando o inchamento das clulas.Ex. soro fisiolgico 0,45%.Indicao-Hipernatremia;- Outras condies de hiperosmolaridade;Efeitos Colaterais- Depleo de lquido intravascular;- Hipotenso;- Edema Celular;- Leso Celular.Solues HipertnicasPossuem uma osmolaridade maior que 340 mOsm/l. A osmolaridade maior que a do sangue.Promovem a retirada do liquido das clulas e dos compartimentos interticiais para o compartimento intravascular, ou seja, quando infundidos rapidamente podem fazer com que a gua sai do interior da clula para o meio extracelular (EC).Ex. soro fisiolgico a 10%, 20%, glicose 50% e albumina a 25%.Indicao-Hiponatremia;-Outras condies de hiporosmolaridade;Efeitos Colaterais- Elevao da Volemia;- Hipertenso;- EAP.Solues ColoidaisAlbumina uma protena plasmtica; preparado a partir do plasma humano; uma protena plasmtica; preparado a partir do plasma humano;Dextran uma coloide Sinttico;Altera o processo de agregao plaquetria;Indicao- Choque hipovolmico (no hemorrgico);- Aumentar a Presso arterial.Contra-indicao- Hemorragia;- Choque hemorrgico;- Distrbio de coagulao.Substncias VesicantesSo aqueles agentes que, quando depositado no tecido subcutneo causam:- Necrose tissular;- Comprometimento de tendes, nervos e vasos adjacentes.- Somente enfermeiros e mdicos treinados devero administrar vesicantes;- A extenso do comprometimento pode levar varias semanas para se tornar totalmente aparente.- Ex: Mostarda Nitrogenada, Mitomicina, Vimblastina.</p> <p>CATTER CENTRAL DE INSERO PERIFRICA PICCDefinio: um cateter venoso central de acesso perifrico, confeccionado em material macio e flexvel (Silicone ou poliuretano) de longa permanncia para terapia intravenosa.Indicando para todas a faixas de idade em uso de drogas vasoativas, nutrio, Parenteral-NPT prolongada, antibioticoterapia e infuses hipertnicas.O que define o uso do PICC? Tipo de droga Durao da terapia Condies da rede vascular perifrica Patologia e estado clnico do pacienteQuem vai fazer a insero do meu cateter PICC/Midline?Normalmente, o cateter instalado no leito hospitalar e inserido por um Enfermeiro com a devida certificao para PICC. indicado uma radiografia depois da insero do cateter para verificar se ele est adequadamente posicionado.LegislaoResoluo do COFEN n 258/2001Art 1- Considera Lcito a insero do CCIP.Art 2- O enfermeiro para desempenho de tal atividade, dever ter se submetido qualificao e/ou capacitao profissional.Veias preferenciais para insero- Baslica;- Ceflica ou mediana cubital;- Jugular.Indicaes Antibioticoterapia Terapia intravenosa por mais de 7 dias. Nutrio parenteral Terapia hiperosmolares ou com ph no fisiolgico Drogas parenterais vesicantesContra Indicaes Rede Venosa comprometida; Trombose venosa; Coleta de sangue Infuso de hemoderivados; Necessidade de veias para outros propsitos; Infeco, escoriao ou queimaduras na regio de puno venosa.Vantagens Menos estresse, dor; Menos venodisseces Evita Complicaes: infeco, leses por infiltraes e extravasamento, pneumotrax, hemotrax Inserido por enfermeiros Evitar mltiplas punes venosas Preserva sistema vascular perifrico Acesso central de longa permanncia Facilidade na insero e remooDesvantagens Requer treinamento especial para insero e manuteno; No suturado; Requer acesso em veias calibrosas e ntegras; No permite a verificao de presso arterial em membro cateterizado; Tempo de 45 minutos a uma hora de procedimento.Localizao do cateter-Posio ideal, no tero distal da veia cava superior .Equipo:- Trocar equipo a cada 72h (datar a troca).- Trocar equipo imediatamente aps infuso de NPT.- Usar via exclusiva para infuso de NPTCuidado de enfermagem na manuteno do cateterEm caso de obstruo parcial ou total do cateter, no tentar desobstru-lo diretamente com uma seringa.Em caso de banho de imerso envolva o membro onde foi inserido o cateter com saco plstico protegendo-o do contato com a gua.No deve ativar o cateter at a confirmao da localizao;Aps a infuso de solues hiperosmolares, e medicamentos, lavar o cateter com soluo salina a 0,9%;No recomendada a infuso de hemoderivados devido ao risco de obstruo, hemlise...</p>