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    Prof. Ms. Cristian Wittmann

    Aborda os instrumentos jurdicos de fiscalizao sobre a atuao dos Agentes pblicos; rgos pblicos; Entidades integradas na Administrao Pblica;

    Tem como objetivos fundamentais garantir o respeito aos direitos subjetivos dos usurios e assegurar a observncia

    das diretrizes constitucionais da Administrao.

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    Natureza Jurdica Os mecanismos de controle tm natureza jurdica de princpio fundamental da Administrao Pblica.

    Fundamento material Art. 6, V do Decreto-Lei 200/67: As atividades da Administrao Federal obedecero aos seguintes princpios fundamentais: a) planejamento; b) coordenao; c) descentralizao; d) delegao de competncia; e) controle

    Quanto ao rgo controlador Controle legislativo: aquele realizado pelo parlamento com auxlio dos Tribunais de Contas

    Controle Judicial: promovido pelas aes constitucionais perante o poder Judicirio. Sempre mediante provocao Pode ser exercido a priori ou a posteriori.

    Controle Administrativo: controle exercido pela prpria administrao (autotutela); pode ser de ofcio ou por provocao.

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    Quanto a extenso Controle Interno: realizado por um Poder sobre seus prprios rgos e agentes;

    Controle Externo: quando o rgo fiscalizador se situa fora do mbito do poder controlado;

    Quanto a natureza Controle de Legalidade: analisa a compatibilidade da atuao administrativa com o ordenamento jurdico.

    Controle de mrito: exercido somente pela prpria Administrao quanto aos juzos de convenincia e oportunidade de seus atos

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    Quanto ao mbito: Controle de subordinao: aquele realizado por autoridade hierarquicamente superior quele que praticou o ato controlado.

    Controle por vinculao: o poder de influncia exercido pela Administrao direta sobre as entidades descentralizadas. Controle finalstico.

    Quanto ao momento de exerccio Controle prvio: aquele realizado antes do ato controlado. Ex: mandado de segurana;

    Controle concomitante: promovido concomitante execuo da atividade controlada. Ex: fiscalizao durante a execuo de obra pblica.

    Controle posterior: realizado aps a prtica de um ato. Ex: ao popular proposta visuando anular ato lesivo.

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    Quanto a iniciativa Controle de ofcio: realizado sem a necessidade de provocao da parte interessada. Ex: instaurao de processo disciplinar para apurar falta funcional praticada por servidor pblico;

    Controle provocado: aquele que depende da iniciativa da parte interessada: Ex: aes constitucionais para controle de atos.

    O controle administrativo fundamentado no poder de autotutela. Os meios so superviso ministerial e o controle hierrquico.

    Recurso hierrquico prprio e imprprio Prprio: aquele endereado autoridade superior que praticou o ato recorrido. Pode ser interposto sem a necessidade de previso legal.

    Imprprio: dirigido autoridade que no ocupa posio de superioridade hierrquica. S poder ser interposto com expressa previso legal. Ex: Recurso contra deciso tomada pela autarquia endereada ao Ministro da pasta

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    realizado no mbito dos parlamentos e dos rgos auxiliares do Poder Legislativo. Abrange o controle poltico sobre o exerccio da funo administrativa e o controle finalstico sobre a gesto dos gastos pblicos nos trs poderes.

    Dispositivos constitucionais Art 48, XI: Cabe ao Congresso Nacional legislar sobre criao e extino de Ministrios e rgos da administrao pblica;

    Art. 49, V: sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegao legislativa;

    Art. 50: A Cmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comisses, podero convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de rgos diretamente subordinados Presidncia da Repblica para prestarem, pessoalmente, informaes sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausncia sem justificao adequada.

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    Dispositivos constitucionais Art 58, par. 3: O Congresso Nacional e suas Casas tero comisses permanentes e temporrias, constitudas na forma e com as atribuies previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criao. 3 - As comisses parlamentares de inqurito, que tero poderes de investigao prprios das autoridades judiciais, alm de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, sero criadas pela Cmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um tero de seus membros, para a apurao de fato determinado e por prazo certo, sendo suas concluses, se for o caso, encaminhadas ao Ministrio Pblico, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

    Dispositivos constitucionais Art 71, par. 1: Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, ser exercido com o auxlio do Tribunal de Contas da Unio, ao qual compete: 1 - No caso de contrato, o ato de sustao ser adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que solicitar, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabveis.

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    Dispositivos constitucionais Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da Repblica nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exrcito e da Aeronutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;

    So auxiliares do Poder Legislativo no controle externo das atuaes administrativas.

    Possuem competncia para fiscalizao de quaisquer entidades pblicas ou privadas que utilizem dinheiro pblico, incluindo as contas do Ministrio Pblico , do Poder Legislativo e do Poder Judicirio.

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    mbitos de existncia TCU: Tribunal de Contas da Unio, auxiliar do Congresso Nacional.

    TCEs: Tribunais de Contas dos Estados, auxiliares das Assemblias Legislativas.

    TCDF: Tribunal de Contas do Distrito Federal, auxiliar da Cmara Legislativa Distrital.

    TCMs: Somente dois municpios: So Paulo e Rio de Janeiro.

    Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, ser exercido com o auxlio do Tribunal de Contas da Unio, ao qual compete:

    I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da Repblica, mediante parecer prvio que dever ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;

    II - julgar as contas dos administradores e demais responsveis por dinheiros, bens e valores pblicos da administrao direta e indireta, includas as fundaes e sociedades institudas e mantidas pelo Poder Pblico federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuzo ao errio pblico;

    III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admisso de pessoal, a qualquer ttulo, na administrao direta e indireta, includas as fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico, excetuadas as nomeaes para cargo de provimento em comisso, bem como a das concesses de aposentadorias, reformas e penses, ressalvadas as melhorias posteriores que no alterem o fundamento legal do ato concessrio;

    IV - realizar, por iniciativa prpria, da Cmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comisso tcnica ou de inqurito, inspees e auditorias de natureza contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judicirio, e demais entidades referidas no inciso II;

    V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a Unio participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;

    VI - fiscalizar a aplicao de quaisquer recursos repassados pela Unio mediante convnio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Municpio;

    VII - prestar as informaes solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comisses, sobre a fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspees realizadas;

    VIII - aplicar aos responsveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanes previstas em lei, que estabelecer, entre outras cominaes, multa proporcional ao dano causado ao errio;

    IX - assinar prazo para que o rgo ou entidade adote as providncias necessrias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;

    X - sustar, se no atendido, a execuo do ato impugnado, comunicando a deciso Cmara dos Deputados e ao Senado Federal;

    XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.

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    1 - No caso de contrato, o ato de sustao ser adotado

    diretamente pelo Congresso Nacional, que solicitar, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabveis.

    2 - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, no efetivar as medidas previstas no pargrafo anterior, o Tribunal decidir a respeito.

    3 - As decises do Tribunal de que resulte imputao de dbito ou multa tero eficcia de ttulo executivo.

    4 - O Tribunal encaminhar ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatrio de suas atividades. XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.

    Smula n. 347 STF: O Tribunal de contas, no exerccio de suas atribuies, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do Poder Pblico.

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    O controle judicial das atividade

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