uma nova historia do tempo - stephen hawking

Download Uma Nova Historia Do Tempo - Stephen Hawking

Post on 14-Jul-2016

14 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Fisica.

TRANSCRIPT

  • DADOS DE COPYRIGHT

    Sobre a obra:

    A presente obra disponibilizada pela equipe Le Livros e seus diversos parceiros,com o objetivo de oferecer contedo para uso parcial em pesquisas e estudosacadmicos, bem como o simples teste da qualidade da obra, com o fimexclusivo de compra futura.

    expressamente proibida e totalmente repudivel a venda, aluguel, ou quaisqueruso comercial do presente contedo

    Sobre ns:

    O Le Livros e seus parceiros disponibilizam contedo de dominio publico epropriedade intelectual de forma totalmente gratuita, por acreditar que oconhecimento e a educao devem ser acessveis e livres a toda e qualquerpessoa. Voc pode encontrar mais obras em nosso site: LeLivros.site ou emqualquer um dos sites parceiros apresentados neste link.

    "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e no mais lutandopor dinheiro e poder, ento nossa sociedade poder enfim evoluir a um novo

    nvel."

  • Ttulo originalA briefer history of time Copyright 2005, Stephen HawkingCopyright da traduo 2005, Ediouro Publicaes S. A. Criao/formatao ePubRelquia TraduoVera de Paula Assis CapaAdriana Morenofoto: Miguel Riopa/Gctty Images Reviso tcnicaLaerte Sodr Jr. CopidesquePina Bastos RevisoRachel Agavino Produo editorialPaulo Veiga PocketOuro um selo da Agir Editora Ltda.Todos os direitos reservados.Rua Nova Jerusalm, 545 - BonsucessoRio de Janeiro - RJ - CEP: 21042-235Tel: (21) 3882-8200 - Fax: (21) 3882-8212/8313 CIP-BRASIL. CATALOGAO-NA-FONTESINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJH325nHawking, S. W. (Stephen W.), 1942 -Uma nova histria do tempo / Stephen Hawking e LeonardMlodinow; traduo Vera de Paula Assis. - Rio de Janeiro:PocketOuro, 2008 .il. Traduo de: Abriefer history of timeInclui bibliografiaISBN 978-85-61706-07-4

  • 1 . Cosmologia. 2 . Espao e tempo. I. Mlodinow, Leonard, 1954 -, II.Ttulo.08-4276. CDD: 523-1 CDU: 524

  • Sumrio

    AgradecimentosPrefcioCaptulo 1

    PENSANDO SOBRE O UNIVERSOCaptulo 2

    A EVOLUO DA NOSSA REPRESENTAO DO UNIVERSOCaptulo 3

    A NATUREZA DE UMA TEORIA CIENTFICACaptulo 4O UNIVERSO DE NEWTONCaptulo 5

    RELATIVIDADECaptulo 6

    ESPAO CURVOCaptulo 7

    O UNIVERSO EM EXPANSOCaptulo 8

    O BIG BANG, BURACOS NEGROS E A EVOLUO DO UNIVERSOCaptulo 9

    GRAVIDADE QUNTICACaptulo 10

    BURACOS DE MINHOCA E VIAGENS NO TEMPOCaptulo 11

    AS FORAS DA NATUREZA E A UNIFICAO DA FSICAANEXOS

    Albert EinsteinGalileu GalileiIsaac Newton

    GlossrioILUSTRAESSobre o autor

  • Agradecimentos

    Agradecemos nossa editora, Ann Harris, da Bantam, por nos emprestarsua considervel experincia e talento em nossos esforos para aprimorar omanuscrito. A Glen Edelstein, diretor de arte da Bantam, por seus incansveisesforos e por sua pacincia. nossa equipe de arte, Philip Dunn, James Zhang eKees Veenenbos, por dedicar parte do tempo para aprender um pouco de fsicae, ento, sem sacrificar o contedo cientfico, dar uma aparncia fabulosa aolivro. Aos nossos agentes, Al Zuckerman e Susan Ginsburg, da Writers House,por sua inteligncia, afeio e apoio. A Monica Guy, pela leitura da provagrfica. E queles que generosamente leram vrias verses provisrias domanuscrito na nossa busca por passagens que poderiam ser mais bem elucidadas:Donna Scott, Alexei Mlodinow, Nicolai Mlodinow, Mark Hillery, Joshua Webman,Stephen Youra, Robert Barkovitz, Martha Lowther, Katherine Bali, AmandaBergen, Jeffrey Boehmer, Kimberly Comer, Peter Cook, Matthew Dickinson,Drew Donovanik, David Fralinger, Eleanor Grewal, Alicia Kingston, VictorLamond, Michael Melton, Mychael Mulhern, Matthew Richards, Michelle Rose,Sarah Schmitt, Curtis Simmons, Christine Webb e Christopher Wright.

  • Prefcio

    O ttulo deste livro difere em uma nica palavra do ttulo de um livropublicado pela primeira vez em 1988. Uma breve histria do tempo esteve na listade best-sellers do Sunday Times londrino durante 137 semanas e vendeu cerca deum exemplar para cada grupo de 750 homens, mulheres e crianas na terra. Foium incrvel sucesso para um livro que enfocou algumas das questes maisdifceis da fsica moderna.

    Contudo, tais questes tambm so extremamente empolgantes, poisabordam as grandes perguntas bsicas: O que realmente sabemos sobre 0universo? Como sabemos? De onde veio e para onde est indo o universo? Estasquestes foram a essncia de Uma breve histria do tempo e tambm so o focodeste livro.

    Nos anos seguintes publicao de Uma breve histria do tempo, as reaesao livro vieram de leitores de todas as idades, de todas as profisses e de todo omundo. Um pedido muitas vezes repetido foi o de uma nova verso, quemantivesse a essncia de Uma breve histria mas explicasse os conceitos maisimportantes de uma maneira mais clara, mais pausada. Embora fosse razovelesperar que tal livro tivesse o ttulo Uma menos breve histria do tempo, tambmtinha ficado claro que poucos leitores esto em busca de uma dissertaovolumosa prpria para um curso de cosmologia em nvel universitrio.

    Assim, esta a presente abordagem. Ao escrever Uma nova histria dotempo, mantivemos e ampliamos a essncia do livro original, embora tenhamostido o cuidado de manter o tamanho e a legibilidade. Esta histria brevssima,pois uma parte do contedo mais tcnico foi deixada de fora, mas achamos queisso foi mais do que compensado por um tratamento mais sagaz do material que realmente o corao do livro.

    Aproveitamos tambm a oportunidade para atualizar a obra e incluir novosresultados tericos e observacionais. Uma nova histria do tempo descreve oprogresso recente feito na busca por uma teoria unificada completa de todas asforas da fsica. Em particular, descreve o progresso obtido na teoria das cordase nas dualidades ou correspondncias entre teorias aparentemente diferentesda fsica, que constitui um indcio de que existe uma teoria unificada da fsica. Nolado observacional, o livro inclui novas e importantes observaes, como as feitaspelo satlite Explorador da Radiao Csmica de Fundo (COBE, nas iniciaisinglesas) e pelo Telescpio Espacial Hubble{*}

    Cerca de quarenta anos atrs, Richard Fey nman disse: Temos a sorte deviver numa era em que ainda estamos fazendo descobertas. E como a descobertada Amrica voc s a descobre uma vez. A era em que vivemos aquela naqual estamos descobrindo as leis fundamentais da natureza. Hoje, estamos maisperto do que nunca de entender a natureza do universo. Nosso objetivo aoescrever este livro compartilhar parte da excitao dessas descobertas e a novarepresentao da realidade que est consequentemente emergindo.

  • Captulo 1

    PENSANDO SOBRE O UNIVERSO

    Vivemos num estranho e maravilhoso universo. Apreciar sua idade,tamanho, violncia e beleza exige uma imaginao extraordinria. O lugar quens, seres humanos, ocupamos neste vasto cosmo pode parecer beminsignificante, e, portanto, tentamos dar um sentido a tudo isso e ver onde quenos encaixamos. Algumas dcadas atrs, um cientista famoso (alguns dizem queteria sido Bertrand Russell) deu uma palestra pblica sobre astronomia. Eledescreveu como a Terra gira numa rbita ao redor do Sol e como o Sol, por suavez, gira ao redor do centro de uma vasta coleo de estrelas que chamamos denossa galxia. No final da palestra, uma velhinha, no fundo da sala, levantou-se edisse: O que voc nos disse uma grande bobagem. O mundo , na verdade,um prato chato apoiado nas costas de uma tartaruga gigante. O cientista lanouum sorriso superior antes de replicar: E a tartaruga est de p sobre o qu?Voc muito esperto, meu jovem, muito esperto, disse a senhora. Aconteceque so tartarugas de cima a baixo!

    Hoje em dia, a maioria das pessoas acharia bastante ridcula a imagem donosso universo como uma torre infinita de tartarugas. Mas por que deveramossupor que nosso conhecimento melhor? Esquea por um minuto o que vocsabe ou acha que sabe sobre o espao. Ento, olhe fixamente para cima,para o cu noturno. Como voc interpretaria todos aqueles pontos de luz? Seriamfogos minsculos? Pode ser difcil imaginar o que eles realmente so, pois o querealmente so est muito alm de nossa experincia comum. Se voc costumaficar observando as estrelas, provvel que j tenha visto uma luz fugidia quepaira perto do horizonte no crepsculo. E um planeta, Mercrio, mas ele no nem um pouco parecido com nosso prprio planeta. Um dia em Mercrio duradois teros do ano na Terra. A superfcie atinge temperaturas acima de 400 grausCelsius quando o Sol aparece e depois cai para quase -200 graus Celsius s altashoras da noite. Por mais diferente que Mercrio seja de nosso prprio planeta, muito mais difcil imaginar uma estrela tpica, que uma enorme fornalha quequeima bilhes de quilos de matria a cada segundo e atinge temperaturas dedezenas de milhes de graus em seu ncleo.

    Outra coisa difcil de imaginar a que distncia os planetas e as estrelasrealmente esto. Os chineses antigos construram torres de pedra para queconseguissem ter uma viso mais prxima das estrelas. natural imaginar que asestrelas e os planetas estejam muito mais perto do que realmente esto afinal,no dia-a-dia, no temos experincia alguma com as enormes distncias doespao. Essas distncias so to imensas que nem sequer faz sentido medi-las emmetros ou quilmetros, como medimos a maioria dos comprimentos. Em vezdisso, usamos o ano-luz, que a distncia que a luz percorre em um ano. Em umnico segundo, um feixe de luz percorrer 300 mil quilmetros; logo, um ano-luz

  • uma distncia muitssimo grande. A estrela mais prxima, com exceo donosso Sol, chamada Prxima do Centauro (tambm conhecida como Alfa doCentauro C), que est a uma distncia de aproximadamente quatro anos-luz. Isto to longe que, mesmo com a mais veloz espaonave atualmente naspranchetas, uma viagem at ela levaria cerca de 10 mil anos.

    Os povos antigos tentaram com afinco entender o universo, mas eles aindano tinham desenvolvido nossa matemtica e cincia. Hoje, temos ferramentaspoderosas: fe

View more >