turma regular intensiva 2013.1 (presencial) manhã - processo penal - aula 11 26.03.13

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Curso: TURMA REGULAR INTENSIVA Matéria: PROCESSO PENAL Prof: MARCOS PAULO Aula: 11 - Bloco: 1-4 CURSO: TURMA REGULAR INTENSIVA DISCIPLINA: PROCESSO PENAL PROFESSOR: MARCOS PAULO AULA 11 BLOCO: 1-4 MATÉRIA: PROCESSO PENAL Indicações de bibliográficas: DIGITE AQUI AS INDICAÇÕES E APERTE ENTER APÓS CADA INDICAÇÃO Leis e artigos importantes: Código Penal Código de Processo Penal Constituição Federal TEMA: Jurisdição e Competências PROFESSOR: Marcos Paulo Continuação da aula passada Jurisdição e Competências 1. Característica da Jurisdição a. Substitutividade A vontade do juiz substituindo a vontade das partes. Quando o juiz homologa o art 74, art 76 L 9.099 e 89, ele não estará substituindo a vontade de ninguém. Ele estará integrando a vontade das parte. Com esse exemplo, podemos dizer que essa característica é relativa. b. Definitividade A vontade do Estado-juiz tende a ser definitiva. Também é uma característica relativa. Ex: jurisdição cautelar, que se caracteriza pela provisoriedade (inverso da definitividade).

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    CURSO: TURMA REGULAR INTENSIVA DISCIPLINA: PROCESSO PENAL PROFESSOR: MARCOS PAULO AULA 11 BLOCO: 1-4 MATRIA: PROCESSO PENAL

    Indicaes de bibliogrficas:

    DIGITE AQUI AS INDICAES E APERTE ENTER APS CADA INDICAO

    Leis e artigos importantes:

    Cdigo Penal

    Cdigo de Processo Penal

    Constituio Federal

    TEMA: Jurisdio e Competncias

    PROFESSOR: Marcos Paulo

    Continuao da aula passada

    Jurisdio e Competncias

    1. Caracterstica da Jurisdio

    a. Substitutividade

    A vontade do juiz substituindo a vontade das partes. Quando o juiz homologa o art 74, art 76

    L 9.099 e 89, ele no estar substituindo a vontade de ningum. Ele estar integrando a vontade

    das parte. Com esse exemplo, podemos dizer que essa caracterstica relativa.

    b. Definitividade

    A vontade do Estado-juiz tende a ser definitiva. Tambm uma caracterstica relativa. Ex:

    jurisdio cautelar, que se caracteriza pela provisoriedade (inverso da definitividade).

  • Curso: TURMA REGULAR INTENSIVA Matria: PROCESSO PENAL Prof: MARCOS PAULO Aula: 11 - Bloco: 1-4

    A competncia vai fixar os limites dentro dos quais a jurisdio ser validamente exercida.

    Assim, teremos: Competncia em razo da matria, da funo, funcional, territorial. As trs

    primeiras tero competncia absoluta e a ltima relativa.

    Como essas regras tm natureza absoluta, se mostram improrrogveis, j a relativa

    prorrogvel. Na absoluta teremos atos nulos, ou seja, insanveis.

    Obs: No associar nulidade absoluta a inexistncia jurdica, conforme prope, por exemplo,

    Ada Peregrini. O ato nulo existe e produz efeitos at que sobrevenha uma declarao expressa de

    nulidade. Como existe sujeita-se a precluso, que se resolver sempre pr ru.

    Inexistncia hoje s se concebe materialmente, quando o ato apresenta vcios to graves

    que nem aptido potencial tem para produzir efeitos. Ex: Ausncia de jurisdio.

    O art. 617 do CPP expresso quando veta a reformatio in pejus ex officio. Significa que o

    tribunal no pode agravar uma sentena sem ter sido provocado pela acusao. Ele no pode agir

    de ofcio. A vedao da reformatio in pejus ex officio alcana nulidade. A smula 160 STF tambm

    alcana as hipteses de nulidade absoluta.

    Nessa mesma linha no admite-se a reformatio in pejus indireta, que pressupe anulao da

    primeira sentena de ofcio pelo tribunal ou acolhendo recurso da defesa. A nova sentena no

    poder ser mais gravosa do que a primeira, porque do contrrio o atuar ex officio do tribunal acabou

    sendo in pejus ou o recurso exclusivo da defesa acabou agravando a condenao, havendo nos

    dois casos ofensa ao artigo 617 do CPP (tambm conhecida como efeito prodrmico da sentena).

    Obs: Nestes casos a prescrio passa a ter como parmetro no a pena mxima cominada

    em abstrato, e sim a concretizada na primeira sentena. Esta vedao alcana tambm as

    hipteses de incompetncia absoluta do juzo, pois do contrrio haveria um desestmulo ao recurso,

    ofendendo o art. 8, 2, h do Pacto de So Jos da Costa Rica (Dec. 678/92), e se desconstituiria

    uma sentena j transitada em julgado para a acusao. Com isso, esse pacto para o STF e STJ

    ir resultar em uma incompetncia absoluta.

    O mesmo se aplica a reviso criminal que s pode ser pro ru De maneira que, a

    incompetncia absoluta do sentenciante justifica a nulidade de uma condenao, mas no a de

    uma absolvio ou extino da punibilidade, o que perpassaria por uma reviso pr societate.

    Obs.1: A afronta a competncias constitucionais dariam asu sim a inexistncia jurdica da

    sentena, em relao a qual inoponveis seriam o art 617 e o art 626, do CPP, tese rejeitada

    pelos tribunais superiores, conforme visto.

    Obs.2: Polastri/ Jos Barcelo de Souza/ Calmon de Passos Tal posio filia-se aos

    tribunais superiores, mas abre uma exceo: incompetncia de jurisdio (embora uma e indivisvel,

    a jurisdio se expressa em duas matizes, uma civil e outra penal, logo um ato de contedo penal

    praticado por um juzo cvel, equivale a ausncia de jurisdio, e consequente inexistncia material

    do ato, sendo inoponveis os artigos 617 e 626, , CPP.

    Tal orientao tampouco partilhada pelos tribunais superiores porque cindiria jurisdio,

    o que una e indivisvel. Na realidade, a questo tambm se resolve no plano da competncia, no

    sendo exceo aos art. 617 e 626, do CPP.

    Comentado [NL1]: Verificar

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    A defesa pode arguir a incompetncia absoluta do juzo a qualquer tempo da persecuo

    penal, via exceo; petio simples; alegaes preliminares; alegaes finais; em grau de recurso;

    em sede de HC e reviso criminal.

    A incompetncia absoluta uma zona de conforto para o ru, pois nos termos do art 567 do

    CPP, anula os atos decisrios a partir do recebimento da denncia, que tem cunho decisrio. Logo,

    a prescrio no foi interrompida nos termos do art. 117, I, CP, e, em apreo ao princpio da

    causalidade (art. 573, 1, CPP), nulos sero todos os atos subsequentes. Assim, arguir de plano a

    incompetncia absoluta s interessante para defesa se o imputado estiver preso, buscando-se o

    relaxamento da custdia.

    Obs: Partindo da premissa de que os tribunais superiores toleram recebimentos da denncia

    sem fundamentao, Pacceli vai ponderar minoritariamente- que o recebimento seria mero

    despacho. Logo, no incidiria em relao a ele o art. 567 do CPP havendo a interrupo da

    prescrio.

    Olvida o autor, entretanto, que os tribunais superiores toleram a ausncia de fundamentao

    do recebimento por razes poltica (evitar a incidncia do art. 573, 1, CPP), aduzindo como

    argumento oficial evitar pr-julgamento.

    Os tribunais superiores, entretanto, no questionam o carter decisrio do recebimento da

    denncia, tanto que a incompetncia absoluta nulifica o processo desde o seu recebimento, sendo

    unanime os tribunais superiores a respeito. De dezembro de 2011 para frente, o STF tem ido alm,

    sustentando que o prprio oferecimento da denncia seria nulo, desafiando nova denncia e no

    mera ratificao nos termos do artigo 568 do CPP. Ver aula 06, parte final (25/02).

    A incompetncia absoluta do juzo nulifica anula os atos decisrios, sendo que dentro desses

    atos decisrios, teremos medidas cautelares probatrias, dando asus a provas nulas (imprestveis),

    nos termos do art. 573, 1 do CPP, como tambm ilcitas, art 157, caput, CPP, pois obtidas em

    descompasso com o art. 5, LIII, CF, devendo ser desentranhada dos autos e depois de preclusa a

    deciso de desentranhamento inutilizadas, art 157, 1 CPP.

    Obs.1: Lopes Jr. e Nicolitte ampliam o art 567 do CPP, afirmando que por terem repercusso

    meritria, os atos instrutrios tambm seria nulos, devendo ser refeitos pelo juiz natural, at para

    resguardar o princpio da identidade fsica do juiz (art 399, 2, CPP).

    Majoritariamente, entretanto, os tribunais superiores, a contrrio sensu, admitem a

    conservao dos atos instrutrios nos autos, apenas sustentando a possibilidade de ratificao dos

    depoimentos perante o juiz natural em apreo a identidade fsica.

    CUIDADO: Prova oral antecipada ser desentranhada porque emana de uma deciso de

    produo antecipada de provas; a prova regularmente colhida em carter definitivo fica nos autos

    desafiando apenas ratificao pelo juzo competente. O juiz efetivamente competente poder...

    01:19

    A incompetncia absoluta do juzo cognosciva ex ofcio, nos termos do art 109, CPP, que

    uma norma interessada ao juzo ou tribunal processante. Uma vez entregue a prestao

    jurisdicional, adentra em grau de recurso, quando h de se observar o art. 617 do CPP, que uma

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    regra que se projeta para todo e qualquer recurso. E se sobrevier o trnsito em julgado atenta-se

    para o art. 626, do CPP.

    Incompetncia territorial: minoritariamente (Prado, Aury Lopes Jr, Silva Jardim, Nicolite), se

    entende que, em apreo a garantia do juiz natural, a incompetncia territorial tambm seria

    cognoscvel de ofcio, nos termos do art 109, CPP. At porque no se pode ressalvar onde a lei no

    o fez. Por conseguinte, para esses autores, todas as regras de processo penal teriam competncia

    absoluta.

    Em sentido contrrio, a smula 706, STF, que cuida da competncia por preveno, defende

    que a competncia territorial tem competncia relativa, no se l aplicando o art. 109 do CPP.

    Exceo: 10 dias, resposta preliminar (art. 108 c/c 396-A, 1, CPP), em peas distintas art. 111,

    CPP. Esse prazo de 10 dias imprprio, mas gera precluso temporal, nos termos do art. 396 A,

    2, CPP.