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  • MINISTRIO DOS TRANSPORTES

    Braslia/DF Outubro/2015

    Manual do

    Sistema Federal de Viao

    http://www.dnit.gov.br/diretorias/001-rodoviario-banner.jpg/view

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    Repblica Federativa do Brasil

    Dilma Vana Rousseff Presidenta da Repblica Ministrio dos Transportes

    Antnio Carlos Rodrigues Ministro de Estado dos Transportes Natlia Marcassa de Souza Secretria Executiva Secretaria de Poltica Nacional de Transportes

    Herbert Drummond Secretrio de Poltica Nacional de Transportes Eimair Bottega Ebeling Diretor do Departamento de Planejamento de Transportes Katia Matsumoto Tancon Coordenadora-Geral de Avaliao Equipe Tcnica

    Artur Monteiro Leito Junior Analista de Infraestrutura

    Flvio Uriel de Morais Analista de Infraestrutura

    Rone Evaldo Barbosa Analista de Infraestrutura

    Sirla de Ftima Ferreira Leal Moura Analista de Infraestrutura Colaboradores Tcnicos

    Duwal Luiz de Oliveira de Bueno SPNT/MT Euler Jos dos Santos SEGES/MT Marco Antnio Leite Sandoval DNIT Olmpio Luiz Pacheco Moraes DNIT

    MINISTRIO DOS TRANSPORTES

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    SUMRIO

    1. INTRODUO ............................................................................................................................................ 4

    2. ASPECTOS CONCEITUAIS ............................................................................................................................ 5

    2.1. SISTEMA NACIONAL DE VIAO SNV............................................................................................................. 5 2.2. SISTEMA FEDERAL DE VIAO SFV ................................................................................................................ 6

    2.2.1. Subsistema Rodovirio Federal ........................................................................................................... 7 2.2.2. Subsistema Ferrovirio Federal .......................................................................................................... 9 2.2.3. Subsistema Aquavirio Federal ........................................................................................................ 11 2.2.4. Subsistema Aerovirio Federal ......................................................................................................... 11

    3. INCLUSO, ALTERAO OU ABSORO DE VIA DO MODAL RODOVIRIO NO SFV .................................. 12

    3.1. INCLUSO / ALTERAO DE CARACTERSTICAS .................................................................................................. 12 3.2. ABSORO/FEDERALIZAO ......................................................................................................................... 12

    3.2.1. Critrios para a absoro de rodovias ou trechos de rodovias ......................................................... 13 3.2.2. Condies para a absoro de rodovias ou trechos de rodovias ...................................................... 13

    4. PROCEDIMENTOS PARA ABERTURA DE PROCESSO DE ABSORO DE RODOVIAS ESTADUAIS COINCIDENTES COM RODOVIAS FEDERAIS PLANEJADAS .................................................................................. 15

    ANEXO I LEGISLAO CORRELATA ................................................................................................................ 22

    ANEXO I- A: LEI N 12.379, DE 6 DE JANEIRO DE 2011. .................................................................................................. 23 ANEXO I- B: DECRETO N 5.621, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2005. ...................................................................................... 32 ANEXO I- C: PORTARIA DO MINISTRIO DOS TRANSPORTES N 69, DE 25 DE ABRIL DE 2006. ................................................. 34 ANEXO I- D: RESOLUO DNIT N 9, DE 02 DE MAIO DE 2006. ....................................................................................... 35 ANEXO I- E: INSTRUO DE SERVIO/DIREX N 1, DE 8 DE JANEIRO DE 2015. .................................................................... 36

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    1. INTRODUO

    Institudo pela Lei n 12.379, de 6 de janeiro de 2011, o Sistema Nacional de Viao

    constitudo pela infraestrutura fsica e operacional dos vrios modos de transporte de

    pessoas e bens, sob jurisdio dos diferentes entes da Federao. composto pelo

    Sistema Federal de Viao SFV, e pelos sistemas de viao dos Estados, do

    Distrito Federal e dos Municpios.

    De acordo com o art. 10 da Lei 12.379/2011, a alterao ou a incluso de novos

    componentes no SFV somente poder ser feita com base em critrios tcnicos e

    econmicos que justifiquem tais alteraes, alm do atendimento a critrios

    especficos.

    Com o objetivo de apresentar os aspectos conceituais acerca do SNV e do SFV,

    dando nfase aos procedimentos a serem adotados para a absoro/federalizao de

    rodovias, ou trechos de rodovias, a Secretaria de Poltica Nacional de Transportes do

    Ministrio dos Transportes (SPNT/MT) elaborou este Manual, a ser atualizado sempre

    que houver alterao na legislao vigente.

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    2. ASPECTOS CONCEITUAIS

    2.1. Sistema Nacional de Viao SNV

    O Sistema Nacional de Viao SNV constitudo pela infraestrutura fsica e

    operacional dos vrios modos de transporte de pessoas e bens, sob jurisdio dos

    diferentes entes da Federao.

    Quanto jurisdio, o SNV composto pelo Sistema Federal de Viao e pelos

    sistemas de viao dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios (Figura 1).

    Figura 1 - Classificao do SNV quanto jurisdio.

    Quanto aos modos de transporte, o SNV compreende os subsistemas rodovirio,

    ferrovirio, aquavirio e aerovirio (Figura 2).

    Figura 2 - Modos de transportes que constituem o SNV.

    Sistema Nacional de Viao

    (SNV)

    Sistema Federal de Viao (SFV)

    Sistemas Estaduais e Distrital de Viao

    Sistemas Municipais de Viao

    SNV

    Rodovirio Ferrovirio Aquavirio Aerovirio

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    So objetivos essenciais do SNV1:

    I dotar o Pas de infraestrutura viria adequada;

    II garantir a operao racional e segura dos transportes de pessoas e bens;

    III promover o desenvolvimento social e econmico e a integrao nacional.

    Define-se como infraestrutura viria adequada a que torna mnimo o custo total do

    transporte, entendido como a soma dos custos de investimento, de manuteno e de

    operao dos sistemas.

    Entende-se como operao racional e segura a que se caracteriza pela gerncia

    eficiente das vias, dos terminais, dos equipamentos e dos veculos, objetivando tornar

    mnimos os custos operacionais e, consequentemente, os fretes e as tarifas, e

    garantir a segurana e a confiabilidade do transporte.

    2.2. Sistema Federal de Viao SFV

    O Sistema Federal de Viao composto pelos Subsistemas Rodovirio, Ferrovirio,

    Aquavirio e Aerovirio (Figura 3).

    Figura 3 - Composio do Sistema Federal de Viao.

    So objetivos do Sistema Federal de Viao SFV:

    1 Os objetivos do Sistema Nacional de Viao constam no Art. 4 da Lei n 10.233, de 5 de junho de 2001, a qual

    dispe sobre a reestruturao dos transportes aquavirio e terrestre, cria o Conselho Nacional de Integrao de Polticas de Transporte (CONIT), a Agncia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agncia Nacional de Transportes Aquavirios (ANTAQ) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e d outras providncias.

    SFV (Unio)

    Subsistema Rodovirio

    Federal

    Subsistema Ferrovirio

    Federal

    Subsistema Aquavirio

    Federal

    Subsistema Aerovirio

    Federal

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    I assegurar a unidade nacional e a integrao regional;

    II garantir a malha viria estratgica necessria segurana do territrio

    nacional;

    III promover a integrao fsica com os sistemas virios dos pases limtrofes;

    IV atender aos grandes fluxos de mercadorias em regime de eficincia, por

    meio de corredores estratgicos de exportao e abastecimento;

    V prover meios e facilidades para o transporte de passageiros e cargas, em

    mbito interestadual e internacional.

    A administrao do SFV fica a cargo da Unio, compreendendo o planejamento, a

    construo, a manuteno, a operao e a explorao dos componentes deste

    sistema. Essas competncias podem ser exercidas diretamente, por meio de rgos

    ou entidades da administrao federal, ou indiretamente, por meio de concesses,

    autorizaes, arrendamentos a empresas pblicas ou privadas, ou por parcerias

    pblico-privadas.

    2.2.1. Subsistema Rodovirio Federal

    Esse subsistema compreende todas as rodovias (existentes ou planejadas)

    administradas pela Unio, direta ou indiretamente.

    De acordo com a orientao geogrfica (art.13 da Lei n 12.379/2011), as vias que

    integram o Subsistema Rodovirio Federal tm a seguinte classificao:

    Rodovias Radiais: as que partem da Capital Federal, em qualquer direo,

    conectando-a s capitais estaduais ou a pontos perifricos importantes do

    Pas;

    Rodovias Longitudinais: as que se orientam na direo Norte-Sul;

    Rodovias Transversais: as que se orientam na direo Leste-Oeste;

    Rodovias Diagonais: as que se orientam nas direes Nordeste-Sudoeste ou

    Noroeste-Sudeste;

    Rodovias de Ligao: as que, orientadas em qualquer direo e no

    enquadradas nas categorias supracitadas, ligam pontos importantes de duas

    ou mais rodovias federais, ou permitem o acesso a instalaes federais de

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    importncia estratgica, a pontos de fronteira, a reas de segurana nacional

    ou aos principais terminais martimos, fluviais, ferrovirios ou aerovirios

    constantes do SNV.

    De acordo com a classificao acima, estabeleceu-se uma tipologia de nomenclatura

    das rodovias federais (Quadro 1):

    Designao Categoria da rodovia

    BR 0xx (iniciadas em zero) Rodovias Radiais

    BR 1xx (iniciadas em um) Rodovias Longitudinais

    BR 2xx (iniciadas em dois) Rodovias Transversais

    BR 3xx (iniciadas em trs) Rodovias Diagonais

    BR 4xx (iniciadas em quatro) Rodovias de Ligao

    Obs: Os algarismos intermedirio e final so definidos por sistemtica do rgo competente, levando-se em

    considerao a posio geogrfica da referida rodovia em relao a Braslia e aos pontos cardeais.

    Quadro 1 - Nomenclatura das rodovias no SFV.

    A seguir, so apresentados os mapas (Figuras 4, 5, 6 e 7) dos tipos de rodovias

    acima descritos.

    Figura 4 Rodovias Radiais Figura 4 Rodovias Radiais Figura 5 Rodovias Longitudinais

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    No mbito do Subsistema Rodovirio Federal, foi instituda a Rede de Integrao

    Nacional RINTER, composta pelas rodovias que satisfaam a, pelo menos, 1 (um)

    dos seguintes requisitos (art. 16 da Lei n 12.379/2011):

    I promover a integrao regional, interestadual e internacional;

    II ligar capitais de Estados entre si ou ao Distrito Federal;

    III atender a fluxos de transporte de grande relevncia econmica; e

    IV prover ligaes indispensveis segurana nacional.

    2.2.2. Subsistema Ferrovirio Federal

    Esse subsistema compreende todas as ferrovias, existentes ou planejadas,

    pertencentes aos grandes eixos de integrao interestadual, inter-regional e

    internacional, que satisfaam a pelo menos um dos seguintes critrios (art. 20 da Lei

    n 12.379/2011):

    I atender grandes fluxos de transporte de carga ou de passageiro;

    II possibilitar o acesso a portos e terminais do Sistema Federal de Viao;

    III possibilitar a articulao com segmento ferrovirio internacional; e

    IV promover ligaes necessrias segurana nacional.

    Figura 6 Rodovias Transversais Figura 7 Rodovias Diagonais

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    De acordo com a orientao geogrfica (art. 21 da Lei n 12.379/2011), as vias que

    integram o Subsistema Ferrovirio Federal tm a seguinte classificao:

    Ferrovias Longitudinais: as que se orientam na direo Norte-Sul;

    Ferrovias Transversais: as que se orientam na direo Leste-Oeste;

    Ferrovias Diagonais: as que se orientam nas direes Nordeste-Sudoeste ou

    Noroeste-Sudeste;

    Ferrovias de Ligao: as que, orientadas em qualquer direo e no

    enquadradas nas categorias supracitadas, ligam entre si ferrovias ou pontos

    importantes do Pas, ou se constituem em ramais coletores regionais; e

    Acessos Ferrovirios: segmentos de pequena extenso responsveis pela

    conexo de pontos de origem ou destino de cargas e passageiros a ferrovias

    discriminadas nas categorias supracitadas.

    As ferrovias integrantes do Subsistema Ferrovirio Federal so designadas pelos

    smbolos EF (indicativo de estradas de ferro) ou AF (indicativo de acessos

    ferrovirios).

    De acordo com a classificao acima, estabeleceu-se uma tipologia de nomenclatura

    das ferrovias (Quadro 2):

    Designao Categoria da rodovia

    EF 1xx (iniciadas em um) Ferrovias Longitudinais

    EF 2xx (iniciadas em dois) Ferrovias Transversais

    EF 3xx (iniciadas em trs) Ferrovias Diagonais

    EF 4xx (iniciadas em quatro) Ferrovias de Ligao

    Obs 1: Os algarismos intermedirio e final so definidos por sistemtica do rgo competente, levando-se em

    considerao a posio geogrfica da referida ferrovia em relao a Braslia e aos pontos cardeais.

    Obs 2: O smbolo AF seguido pelo nmero da ferrovia a qual o acesso promove a conexo, e complementado

    por uma letra maiscula, sequencial, indicativa dos diferentes acessos ligados mesma ferrovia.

    Quadro 2 - Nomenclatura das ferrovias no SFV.

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    2.2.3. Subsistema Aquavirio Federal

    O Subsistema Aquavirio Federal (art. 25 da Lei n 12.379/2011) abrange as vias e

    instalaes sob competncia jurisdicional da Unio, e composto de:

    I vias navegveis;

    II portos martimos e fluviais;

    III eclusas e outros dispositivos de transposio de nvel;

    IV interligaes aquavirias de bacias hidrogrficas;

    V facilidades, instalaes e estruturas destinadas operao e segurana

    da navegao aquaviria.

    Qualquer interveno destinada a promover melhoramentos nas condies do trfego

    em via navegvel interior deve-se adequar aos princpios e objetivos da Poltica

    Nacional de Recursos Hdricos (Lei n 9.433, de 8 de janeiro de 1997).

    2.2.4. Subsistema Aerovirio Federal

    O Subsistema Aerovirio Federal (art. 34 da Lei n 12.379/2011) abrange as vias e

    instalaes sob competncia jurisdicional da Unio, e constitudo de:

    I os aerdromos pblicos que atendam ao trfego areo civil, regular e

    alternativo, domstico e internacional, no Pas ou que sejam estratgicos para

    a integrao e a segurana nacional;

    II o conjunto de aerovias, reas terminais de trfego areo e demais divises

    do espao areo brasileiro necessrias operao regular e segura de trfego

    areo;

    III o conjunto de facilidades, instalaes e estruturas terrestres de proteo

    ao voo e auxlio navegao area.

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    3. INCLUSO, ALTERAO OU ABSORO DE VIA DO MODAL RODOVIRIO NO SFV

    A seguir so apresentadas as condies e os critrios para a incluso, alterao ou

    absoro de componentes no mbito do Sistema Federal de Viao.

    3.1. Incluso / Alterao de Caractersticas

    De acordo com o art.10 da Lei n 12.379/2011, a alterao de caractersticas ou a

    incluso de novos componentes de transporte somente podero ser feitas com base

    em critrios tcnicos e econmicos que justifiquem as referidas alteraes, e

    dependem:

    Para o caso de transporte terrestre e aquavirio: aprovao de lei especfica,

    de iniciativa do Poder Executivo;

    Para o caso de transporte areo: ato administrativo da autoridade competente.

    Vale ressaltar que as mudanas de traado decorrentes de ampliao de capacidade

    ou de construes de acesso, contornos ou variantes, em rodovias, ferrovias e vias

    navegveis, independem de autorizao legislativa, sendo tais mudanas definidas e

    aprovadas pela autoridade competente, em sua esfera de atuao.

    3.2. Absoro/Federalizao

    Em atendimento ao disposto no art. 2 do Decreto n 5.6212, de 16 de dezembro de

    2005, somente podero ser incorporados Rede Rodoviria sob jurisdio federal,

    mediante portaria especfica do Ministro de Estado dos Transportes, trechos de

    rodovia estadual implantada cujo traado coincida com diretrizes de rodovia federal

    planejada e constante do Sistema Rodovirio Federal.

    Para tanto, deve-se atender a, pelo menos, um dos critrios especficos, conforme

    listados no item 3.2.1.

    2 Este decreto regulamenta a Lei n 5.621, de 10 de setembro de 1973, que dispe sobre o Plano Nacional de

    Viao, e d outras providncias.

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    3.2.1. Critrios para a absoro de rodovias ou trechos de rodovias

    Para a absoro/federalizao de uma rodovia, ou trecho de rodovia, deve-se atender

    a pelo menos um dos seguintes critrios:

    Interligar as capitais dos Estados ao Distrito Federal;

    Interligar capitais estaduais entre si;

    Interligar segmentos e elementos estruturantes e de grande relevncia

    econmica para o transporte rodovirio e outros modos de transportes;

    Promover ligaes indispensveis segurana nacional; e

    Promover a integrao a segmento internacional, inclusive quando objeto de

    tratado.

    3.2.2. Condies para a absoro de rodovias ou trechos de rodovias

    Conforme legislao pertinente ao tema3, a absoro/federalizao de rodovias, ou

    trechos de rodovias, estaduais implantadas, coincidentes com rodovias federais

    planejadas, fica condicionada:

    Ao atendimento de pelo menos um dos critrios supracitados (item 3.2.1);

    apresentao de declarao formal do Governador do Estado, com jurisdio

    sobre a via a ser absorvida, concordando com a transferncia pretendida e

    atestando que a mesma se dar sem nenhum nus Unio tais como

    ressarcimento de despesas de desapropriaes, construo, operao ou

    manuteno que tiver incorrido o rgo ou entidade com jurisprudncia na rea

    at a data da absoro, ou de indenizaes decorrentes dessa absoro at

    a data efetiva de transferncia do trecho, com a aprovao da Assembleia

    Legislativa Estadual;

    apresentao de Declarao formal do Governador do Estado indicando

    claramente que no existe interferncia da via a ser absorvida com reas de

    proteo ambiental ou reas indgenas. Caso contrrio, a Declarao dever

    informar a existncia da interferncia e especificar o trecho que sofre tal

    influncia, devendo o estudo especfico da rea impactada ser includo no rol

    de documentos que comporo o processo de absoro;

    3 A legislao aqui referida encontra-se presente, na ntegra, no Anexo II deste manual.

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    elaborao de Estudo de Viabilidade Tcnica, Econmica e Ambiental

    (EVTEA)4 que justifique a absoro e, no caso de interferncia com terras

    indgenas e/ou de proteo ambiental, elaborao de estudo especfico da

    rea impactada;

    Que a rodovia (ou trecho de rodovia) no tenha sido, previamente, objeto de

    transferncia da Unio para a Unidade da Federao.

    4 O Estudo de Viabilidade Tcnica, Econmica e Ambiental (EVTEA) deve seguir o modelo apresentado no art. 6

    da Instruo de Servio/DIREX n 01/2015, de 08 de janeiro de 2015, publicada no Boletim Administrativo/DNIT n 001, de 05 a 09 de janeiro de 2015.

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    4. PROCEDIMENTOS PARA ABERTURA DE PROCESSO DE ABSORO DE RODOVIAS ESTADUAIS COINCIDENTES COM RODOVIAS FEDERAIS PLANEJADAS

    Os procedimentos para a instruo do processo de absoro esto legalmente

    descritos na Portaria MT n 69, de 25 de abril de 2006, e na Resoluo DNIT n 9, de

    2 de maio de 2006.

    O procedimento descrito neste Manual tem o objetivo de orientar a instruo do

    processo, sem prejuzo ao atendimento integral legislao (Anexo I) no caso de

    eventual divergncia na interpretao do texto elaborado a seguir.

    Atualmente, o rito processual para a absoro/federalizao de rodovias, ou trechos

    de rodovias, junto ao Governo Federal, pode ser dividido, para fins didticos, em duas

    fases sucessivas, conforme discriminao a seguir:

    1 fase Anlise e Deliberao: Essa fase, desenvolvida no mbito do Ministrio

    dos Transportes e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes,

    envolve processos relativos instruo processual, anlise tcnica e jurdica, e

    deliberao acerca do requerimento de absoro/federalizao em questo;

    2 fase Formalizao: Essa fase, realizada no mbito do Departamento Nacional

    de Infraestrutura de Transportes, relaciona etapas pertinentes consolidao formal

    do processo em tela.

    A seguir, encontram-se explicadas as etapas do processo da 1 fase (Processo de

    Anlise e Deliberao da Absoro), bem como o fluxograma referente (Figura 8).

    Etapa I A manifestao de interesse da Unidade de Federao pela

    absoro/federalizao de rodovia (ou trecho de rodovia) estadual/distrital

    implantada coincidente com diretriz de rodovia federal planejada deve se dar

    por escrito, por meio de Ofcio a ser enviado Superintendncia Regional do

    DNIT com jurisprudncia sobre o trecho a ser absorvido.

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    Figura 8 Absoro/federalizao: Fluxograma de anlise e deliberao

    Vale enfatizar que somente sero acatadas as solicitaes que atenderem a

    pelo menos um dos critrios descritos no item 3.2.1. base legal para justificar

    a absoro/federalizao da via em questo.

    Juntamente com o Ofcio no qual consta a solicitao de absoro do trecho,

    devem ser anexados os seguintes documentos:

    o Declarao do Governador do Estado com jurisprudncia sobre a

    rodovia ou trecho a ser absorvido, concordando com a transferncia

    pretendida, devidamente aprovada pela Assembleia Legislativa do

    Estado;

    o Declarao formal do Governador do Estado informando que a

    pretendida transferncia dar-se- sem quaisquer nus Unio tais

    como ressarcimento de despesas de desapropriaes, construo,

    operao ou manuteno que tiver incorrido o rgo ou entidade com

    jurisprudncia na rea at a data de absoro, ou de indenizaes

    decorrentes dessa absoro at a data efetiva de transferncia do

  • 17/49

    trecho. Neste documento tambm deve estar claramente declarado que

    no existe interferncia da via com reas de proteo ambiental ou

    reas indgenas; caso contrrio, a declarao deve informar a existncia

    de interferncia e especificar o trecho que sofre influncia, devendo ser

    includo estudo especfico da rea impactada no rol de documentos que

    iro compor o processo administrativo em tela.

    o Estudo de Viabilidade Tcnica, Econmica e Ambiental (EVTEA) que

    justifique a solicitao de absoro, elaborado conforme o art. 6 da

    Instruo de Servio/DIREX n 01/2015, de 08 de janeiro de 2015.

    Observao: Para o caso dessa documentao ser entregue/enviada para as

    sedes do MT ou do DNIT, em Braslia/DF, o destinatrio enviar o processo

    para a Superintendncia Regional do DNIT competente, a fim de que a mesma

    execute os procedimentos cabveis na sequncia do rito processual (Etapa II).

    Etapa II Aps o recebimento dos documentos constantes na etapa acima,

    cabe ao Superintendente Regional do DNIT analisar a documentao e

    verificar se h (ou no) embasamento legal para a continuidade do processo.

    Em caso positivo, o Superintendente deve emitir Parecer Tcnico concordando

    com a absoro, no qual deve constar que a absoro pretendida atende ao

    disposto no artigo 2 do Decreto n 5.621/2005, alm de expor os motivos que

    justifiquem a absoro, relacionando os benefcios advindos da incorporao

    do trecho estadual coincidente malha rodoviria federal.

    A seguir, o processo formalmente tramitado para a Coordenao Geral de

    Planejamento e Programao de Investimentos (CGPLAN) do DNIT Sede.

    Etapa III Cabe CGPLAN/DNIT a anlise do EVTEA de modo que esta

    anlise deve ser procedida vis--vis s diretrizes estabelecidas na Instruo de

    Servio/DIREX n 01/2015, de 08 de janeiro de 2015 , bem como de toda a

    documentao recebida.

    Para o caso de correo na instruo processual e deferimento do estudo

    apresentado, o documento , a seguir, formalmente tramitado para a Diretoria

    de Planejamento e Pesquisa (DPP) do DNIT Sede.

    Etapa IV Caso esteja de acordo com a absoro/federalizao, cabe ao

    Diretor da DPP/DNIT a emisso de Relato favorvel ao caso em questo,

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    submetendo formalmente o processo deliberao da Diretoria Colegiada do

    DNIT.

    Etapa V Cabe Diretoria Colegiada do DNIT deliberar acerca do relato

    emitido pelo Diretor da DPP/DNIT, apreciando a causa em questo e emitindo

    uma manifestao formal sobre a possibilidade (ou no) de absoro da

    rodovia (ou trecho de rodovia) em tela.

    Caso a causa (absoro/federalizao) seja aprovada, o processo referente

    mesma ser encaminhado, por meio de Ofcio, Secretaria Executiva do

    Ministrio dos Transportes (SE/MT), a fim de que esta secretaria execute os

    procedimentos cabveis na sequncia do rito processual (Etapa VI).

    Caso a causa no seja aprovada, no entanto, o processo retorna

    Superintendncia Regional do DNIT com jurisprudncia na rea em questo

    para que este rgo proceda comunicao da negativa ao requerente.

    Etapa VI Cabe Secretaria Executiva do Ministrio dos Transportes (SE/MT)

    receber e tramitar formalmente o processo Secretaria de Poltica Nacional de

    Transportes (SNPT), no mbito da qual se d a prxima etapa (Etapa VII) do

    rito processual.

    Etapa VII Cabe Secretaria de Poltica Nacional de Transportes (SPNT)

    analisar tecnicamente a proposta de absoro/federalizao em tela, de modo

    a elaborar um Parecer Tcnico opinando sobre tal questo.

    Caso esta Secretaria aprove sem bices a proposta em tela, o processo ser

    encaminhado Consultoria Jurdica do Ministrio dos Transportes (CONJUR/

    MT), a fim de que esta execute os procedimentos pertinentes na sequncia do

    rito processual (Etapa VIII).

    Para o caso de negao da proposta, no entanto, o processo retorna

    Superintendncia Regional do DNIT com jurisprudncia na rea em questo

    para que este rgo proceda comunicao da negativa ao requerente.

    Etapa VIII Aps o recebimento do processo, a CONJUR/MT proceder

    anlise dos aspectos legais e, em seguida, elaborao de um parecer

    conclusivo acerca da proposta de absoro em tela.

    Caso, em seu parecer, a Consultoria Jurdica no encontre bices jurdicos

    proposta em tela, ela proceder elaborao da Portaria de aprovao da

    absoro, a ser assinada pelo Senhor Ministro de Estado dos Transportes na

  • 19/49

    etapa seguinte (Etapa IX). Assim, o processo segue formalmente ao Gabinete

    do Ministro para a ltima etapa dessa fase processual.

    Em o caso de a proposta ser negada no mbito do parecer jurdico, no entanto,

    o processo retorna Superintendncia Regional do DNIT com jurisprudncia

    na rea em questo para que este rgo proceda comunicao da negativa

    ao requerente.

    Etapa IX Aps os trmites precedentes, a proposta, devidamente analisada e

    deferida pelas instncias administrativas competentes, culmina no Gabinete do

    Ministro do Ministrio dos Transportes (GM/MT), onde se consubstancia na

    Portaria de Absoro, assinada pelo Ministro do Estado de Transportes e

    publicada no Dirio Oficial da Unio (DOU).

    Encerrada esta fase do processo administrativo de absoro, fica a

    transferncia efetiva condicionada assinatura do Termo de Transferncia, a

    ser firmado entre o DNIT e o rgo responsvel pela administrao da rodovia

    (ou trecho rodovirio) a ser transferida Unio.

    Tem-se, ento, o incio 2 fase (Processo de Formalizao da Absoro), cujo

    fluxograma (Figura 9) e respectivas explicaes das etapas pertinentes encontram-se

    abaixo.

    Figura 9 Absoro/federalizao: Fluxograma de formalizao

    Etapa I A partir da publicao da Portaria de Absoro no Dirio Oficial da

    Unio (final da 1 fase), o processo formalmente tramitado para a

    Superintendncia Regional do DNIT envolvida a fim de que a mesma proceda

  • 20/49

    indicao dos tcnicos que formaro a comisso responsvel pelo

    levantamento do patrimnio rodovirio a ser transferido Unio.

    Para alm da indicao oficial dos membros integrantes da comisso, a SR-

    DNIT tambm presta, nesta etapa, elaborao da Minuta do Termo de

    Transferncia ato administrativo que encerra o procedimento de absoro,

    como se ver adiante (Etapa III).

    Tanto a indicao dos membros quanto a Minuta do Termo de Transferncia

    so encaminhadas formalmente, no mbito do processo, Diretoria de

    Planejamento e Pesquisa (DPP) do DNIT Sede.

    Etapa II Aps o recebimento do processo, a DPP/DNIT realiza a conferncia

    documental e, para o caso da correo na instruo processual, submete

    formalmente o processo Diretoria Geral do DNIT Sede (DG/DNIT), a qual

    realiza a ltima etapa para a formalizao da absoro/federalizao da via em

    tela (Etapa III).

    Etapa III Cabe Diretoria Geral do DNIT, aps o recebimento do processo, a

    adoo das medidas pertinentes para a publicao, no Dirio Oficial da Unio

    (DOU), da Portaria de Nomeao da Comisso Responsvel pelo Inventrio

    Patrimonial Rodovirio a ser absorvido no mbito do processo em questo.

    Assim, o processo segue pela publicao da referida nomeao, em Portaria,

    dos membros da comisso. Depois, o Inventrio do Patrimnio Rodovirio a

    ser Absorvido elaborado, para, por fim, serem tomadas as medidas

    conclusivas para o processo de transferncia, quais sejam:

    o Assinatura do Termo de Transferncia, pelo Diretor Geral do DNIT, ou

    seu substituto legalmente designado, e pelo responsvel pelo rgo que

    administra a malha rodoviria estadual em questo, e respectiva

    publicao do Extrato do Termo de Transferncia no Dirio Oficial da

    Unio;

    o Emisso de declarao do rgo estadual de que o trecho transferido foi

    retirado do Sistema Rodovirio Estadual e;

    o Recadastramento da rodovia, ou trecho de rodovia, em tela, pela

    DPP/DNIT, alterando a condio do cadastramento para federal, no

    documento Rede Rodoviria do SNV Diviso em trechos.

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    Aps esses trmites, a DPP/DNIT informar s Diretorias envolvidas a concluso da

    federalizao, visando incluso do trecho absorvido nos Planos de Desapropriaes,

    de Manuteno e Adequaes Rodovirias e de Programao Oramentria.

    Cabe enfatizar que a responsabilidade da Unio sobre a malha absorvida somente se

    d aps a concluso do processo, sendo a Unidade Federativa envolvida responsvel

    pela manuteno e intervenes necessrias na rodovia, ou trecho de rodovia,

    durante a tramitao do processo de absoro.

    Devero ser observadas, ainda, as disposies da legislao correlata, apresentada

    no Anexo I.

  • 22/49

    Anexo I - LEGISLAO CORRELATA

    Anexo Nome Ementa Bsica

    A Lei n 12.379, de 6 de janeiro de 2011.

    Dispe sobre o Sistema Nacional de Viao - SNV; altera diversas leis correlatas; e d outras providncias.

    B Decreto n 5.621, de 16 de dezembro de 2005.

    Regulamenta a Lei no 5.917, de 10 de setembro de 1973, que dispe sobre o Plano Nacional de Viao, e d outras providncias.

    C Portaria do Ministrio dos Transportes n 69, de 25 de abril de 2006.

    Aprova procedimentos e critrios para absoro de rodovias estaduais existentes, coincidentes com rodovias federais planejadas.

    D Resoluo DNIT n 9, de 02 de maio de 2006.

    Aprova os procedimentos e critrios a serem seguidos pelo DNIT, relativos absoro de rodovias estaduais implantadas, coincidentes com rodovias federais planejadas.

    E Instruo de Servio/DIREX n 1, de 8 de janeiro de 2015.

    Fixa as condicionantes mnimas exigveis e estabelece os procedimentos a serem seguidos no DNIT, para a absoro de trechos de rodovias estaduais coincidentes com rodovias federais planejadas malha rodoviria.

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    Anexo I- A: Lei n 12.379, de 6 de janeiro de 2011.

    Mensagem de veto

    Dispe sobre o Sistema Nacional de Viao - SNV; altera a Lei no 9.432, de 8

    de janeiro de 1997; revoga as Leis nos

    5.917, de 10 de setembro de 1973, 6.346, de 6 de julho de 1976, 6.504, de 13 de dezembro de 1977, 6.555, de 22 de agosto de 1978, 6.574, de 30 de setembro de 1978, 6.630, de 16 de abril de 1979, 6.648, de 16 de maio de 1979, 6.671, de 4 de julho de 1979, 6.776, de 30 de abril de 1980, 6.933, de 13 de julho de 1980, 6.976, de 14 de dezembro de 1980, 7.003, de 24 de junho de 1982, 7.436, de 20 de dezembro de 1985, 7.581, de 24 de dezembro de 1986, 9.060, de 14 de junho de 1995, 9.078, de 11 de julho de 1995, 9.830, de 2 de setembro de 1999, 9.852, de 27 de outubro de 1999, 10.030, de 20 de outubro de 2000, 10.031, de 20 de outubro de 2000, 10.540, de 1

    o de outubro de 2002, 10.606, de 19 de dezembro de 2002,

    10.680, de 23 de maio de 2003, 10.739, de 24 de setembro de 2003, 10.789, de 28 de novembro de 2003, 10.960, de 7 de outubro de 2004, 11.003, de 16 de dezembro de 2004, 11.122, de 31 de maio de 2005, 11.475, de 29 de maio de 2007, 11.550, de 19 de novembro de 2007, 11.701, de 18 de junho de 2008, 11.729, de 24 de junho de 2008, e 11.731, de 24 de junho de 2008; revoga dispositivos das Leis n

    os 6.261, de 14 de novembro de 1975, 6.406, de 21 de

    maro de 1977, 11.297, de 9 de maio de 2006, 11.314, de 3 de julho de 2006, 11.482, de 31 de maio de 2007, 11.518, de 5 de setembro de 2007, e 11.772, de 17 de setembro de 2008; e d outras providncias.

    A PRESIDENTA DA REPBLICA Fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    CAPTULO I

    DISPOSIES PRELIMINARES

    Art. 1o Esta Lei dispe sobre o Sistema Nacional de Viao - SNV, sua composio, objetivos e

    critrios para sua implantao, em consonncia com os incisos XII e XXI do art. 21 da Constituio Federal.

    Art. 2o O SNV constitudo pela infraestrutura fsica e operacional dos vrios modos de

    transporte de pessoas e bens, sob jurisdio dos diferentes entes da Federao.

    1o Quanto jurisdio, o SNV composto pelo Sistema Federal de Viao e pelos sistemas

    de viao dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios.

    2o Quanto aos modos de transporte, o SNV compreende os subsistemas rodovirio,

    ferrovirio, aquavirio e aerovirio.

    CAPTULO II

    DO SISTEMA FEDERAL DE VIAO

    Art. 3o O Sistema Federal de Viao - SFV composto pelos seguintes subsistemas:

    I - Subsistema Rodovirio Federal;

    II - Subsistema Ferrovirio Federal;

    III - Subsistema Aquavirio Federal; e

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art21xiihttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art21xxihttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art21xxi

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    IV - Subsistema Aerovirio Federal.

    Art. 4o So objetivos do Sistema Federal de Viao - SFV:

    I - assegurar a unidade nacional e a integrao regional;

    II - garantir a malha viria estratgica necessria segurana do territrio nacional;

    III - promover a integrao fsica com os sistemas virios dos pases limtrofes;

    IV - atender aos grandes fluxos de mercadorias em regime de eficincia, por meio de corredores estratgicos de exportao e abastecimento;

    V - prover meios e facilidades para o transporte de passageiros e cargas, em mbito interestadual e internacional.

    Art. 5o Compete Unio, nos termos da legislao vigente, a administrao do SFV, que

    compreende o planejamento, a construo, a manuteno, a operao e a explorao dos respectivos componentes.

    Art. 6o A Unio exercer suas competncias relativas ao SFV, diretamente, por meio de rgos

    e entidades da administrao federal, ou mediante:

    I (VETADO);

    II - concesso, autorizao ou arrendamento a empresa pblica ou privada;

    III - parceria pblico-privada.

    1o (VETADO).

    2o Os Estados, o Distrito Federal e os Municpios podero explorar a infraestrutura delegada,

    diretamente ou mediante concesso, autorizao ou arrendamento a empresa pblica ou privada, respeitada a legislao federal.

    Art. 7o A Unio poder aplicar recursos financeiros no SFV, qualquer que seja o regime de

    administrao adotado.

    Pargrafo nico. Nas hipteses previstas nos incisos I a III do art. 6o, vedada a aplicao de

    recursos da Unio em obra ou servio que, nos termos do respectivo contrato ou outro instrumento de delegao, constitua responsabilidade de qualquer das demais partes envolvidas.

    Art. 8o Os componentes fsicos dos subsistemas integrantes do SFV integram as relaes

    descritivas anexas a esta Lei e sujeitam-se s especificaes e normas tcnicas formuladas pela autoridade competente, qualquer que seja o regime de administrao adotado.

    Art. 9o As rodovias, ferrovias e vias navegveis tero seu traado indicado por localidades

    intermedirias ou pontos de passagem.

    Pargrafo nico. No caso de rodovias, ferrovias e vias navegveis planejadas, as localidades intermedirias mencionadas nas relaes descritivas so indicativas de traado, no constituindo pontos obrigatrios de passagem do traado definitivo.

    Art. 10. A alterao de caractersticas ou a incluso de novos componentes nas relaes descritivas constantes dos anexos desta Lei somente poder ser feita com base em critrios tcnicos e econmicos que justifiquem as alteraes e dependero de:

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htm

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    I - aprovao de lei especfica, no caso do transporte terrestre e aquavirio;

    II - ato administrativo da autoridade competente, designada nos termos da Lei Complementar no

    97, de 9 de junho de 1999, no caso do transporte areo.

    1o So dispensadas de autorizao legislativa as mudanas de traado decorrentes de

    ampliao de capacidade ou da construo de acessos, contornos ou variantes, em rodovias, ferrovias e vias navegveis.

    2o Nos casos previstos no 1

    o, as mudanas sero definidas e aprovadas pela autoridade

    competente, em sua esfera de atuao.

    Art. 11. A implantao de componente do SNV ser precedida da elaborao do respectivo projeto de engenharia e da obteno das devidas licenas ambientais.

    1o (VETADO).

    2o (VETADO).

    CAPTULO III

    DOS SUBSISTEMAS FEDERAIS DE VIAO

    Seo I

    Do Subsistema Rodovirio Federal

    Art. 12. O Subsistema Rodovirio Federal compreende todas as rodovias administradas pela Unio, direta ou indiretamente, nos termos dos arts. 5

    o e 6

    o desta Lei.

    Art. 13. As rodovias integrantes do Subsistema Rodovirio Federal so classificadas, de acordo com a sua orientao geogrfica, nas seguintes categorias:

    I - Rodovias Radiais: as que partem da Capital Federal, em qualquer direo, para lig-la a capitais estaduais ou a pontos perifricos importantes do Pas;

    II - Rodovias Longitudinais: as que se orientam na direo Norte-Sul;

    III - Rodovias Transversais: as que se orientam na direo Leste-Oeste;

    IV - Rodovias Diagonais: as que se orientam nas direes Nordeste-Sudoeste ou Noroeste-Sudeste; e

    V - Rodovias de Ligao: as que, orientadas em qualquer direo e no enquadradas nas categorias discriminadas nos incisos I a IV, ligam pontos importantes de 2 (duas) ou mais rodovias federais, ou permitem o acesso a instalaes federais de importncia estratgica, a pontos de fronteira, a reas de segurana nacional ou aos principais terminais martimos, fluviais, ferrovirios ou aerovirios constantes do SNV.

    Art. 14. As rodovias integrantes do Subsistema Rodovirio Federal so designadas pelo smbolo BR, seguido de um nmero de 3 (trs) algarismos, assim constitudo:

    I - o primeiro algarismo indica a categoria da rodovia, sendo:

    a) 0 (zero), para as rodovias radiais;

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp97.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp97.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htm

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    b) 1 (um), para as rodovias longitudinais;

    c) 2 (dois), para as rodovias transversais;

    d) 3 (trs), para as rodovias diagonais; e

    e) 4 (quatro) para as rodovias de ligao;

    II - os outros 2 (dois) algarismos referem-se posio geogrfica da rodovia relativamente a Braslia e aos pontos cardeais, segundo sistemtica definida pelo rgo competente.

    Art. 15. O Anexo I apresenta a relao descritiva das rodovias pertencentes ao Subsistema Rodovirio Federal.

    Art. 16. Fica instituda, no mbito do Subsistema Rodovirio Federal, a Rede de Integrao Nacional - RINTER, composta pelas rodovias que satisfaam a 1 (um) dos seguintes requisitos:

    I - promover a integrao regional, interestadual e internacional;

    II - ligar capitais de Estados entre si ou ao Distrito Federal;

    III - atender a fluxos de transporte de grande relevncia econmica; e

    IV - prover ligaes indispensveis segurana nacional.

    Art. 17. O Anexo II apresenta a relao descritiva das rodovias integrantes da Rinter.

    Art. 18. Fica a Unio autorizada a transferir aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios, mediante doao:

    I - acessos e trechos de rodovias federais envolvidos por rea urbana ou substitudos em decorrncia da construo de novos trechos;

    II - rodovias ou trechos de rodovias no integrantes da Rinter.

    Pargrafo nico. Na hiptese do disposto no inciso II, at que se efetive a transferncia definitiva, a administrao das rodovias ser, preferencialmente, delegada aos Estados, ao Distrito Federal ou aos Municpios.

    Art. 19. Fica a Unio autorizada a incorporar malha rodoviria sob sua jurisdio trechos de rodovias estaduais existentes, cujo traado coincida com diretriz de rodovia federal integrante da Rinter, mediante anuncia dos Estados a que pertenam.

    Seo II

    Do Subsistema Ferrovirio Federal

    Art. 20. O Subsistema Ferrovirio Federal constitudo pelas ferrovias existentes ou planejadas, pertencentes aos grandes eixos de integrao interestadual, interregional e internacional, que satisfaam a pelo menos um dos seguintes critrios:

    I - atender grandes fluxos de transporte de carga ou de passageiros;

    II - possibilitar o acesso a portos e terminais do Sistema Federal de Viao;

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    III - possibilitar a articulao com segmento ferrovirio internacional;

    IV - promover ligaes necessrias segurana nacional.

    Pargrafo nico. Integram o Subsistema Ferrovirio Federal os ptios e terminais, as oficinas de manuteno e demais instalaes de propriedade da Unio.

    Art. 21. As ferrovias integrantes do Subsistema Ferrovirio Federal so classificadas, de acordo com a sua orientao geogrfica, nas seguintes categorias:

    I - Ferrovias Longitudinais: as que se orientam na direo Norte-Sul;

    II - Ferrovias Transversais: as que se orientam na direo Leste-Oeste;

    III - Ferrovias Diagonais: as que se orientam nas direes Nordeste-Sudoeste e Noroeste-Sudeste;

    IV - Ferrovias de Ligao: as que, orientadas em qualquer direo e no enquadradas nas categorias discriminadas nos incisos I a III, ligam entre si ferrovias ou pontos importantes do Pas, ou se constituem em ramais coletores regionais; e

    V - Acessos Ferrovirios: segmentos de pequena extenso responsveis pela conexo de pontos de origem ou destino de cargas e passageiros a ferrovias discriminadas nos incisos I a IV.

    Art. 22. As ferrovias integrantes do Subsistema Ferrovirio Federal so designadas pelo smbolo EF ou AF, indicativo de estrada de ferro ou de acesso ferrovirio, respectivamente.

    1o O smbolo EF acompanhado por um nmero de 3 (trs) algarismos, com os seguintes

    significados:

    I - o primeiro algarismo indica a categoria da ferrovia, sendo:

    a) 1 (um) para as longitudinais;

    b) 2 (dois) para as transversais;

    c) 3 (trs) para as diagonais; e

    d) 4 (quatro) para as ligaes;

    II - os outros 2 (dois) algarismos indicam a posio da ferrovia relativamente a Braslia e aos pontos cardeais, segundo sistemtica definida pelo rgo competente.

    2o O smbolo AF seguido pelo nmero da ferrovia ao qual est ligado o acesso e

    complementado por uma letra maiscula, sequencial, indicativa dos diferentes acessos ligados mesma ferrovia.

    Art. 23. O Anexo III apresenta a relao descritiva das ferrovias que integram o Subsistema Ferrovirio Federal.

    Art. 24. Fica a Unio autorizada a desativar ou erradicar trechos ferrovirios de trfego inexpressivo, no passveis de arrendamento ou concesso, assegurada a existncia de alternativa de transporte para o atendimento aos usurios do trecho a ser desativado ou erradicado.

    Pargrafo nico. A Unio poder alienar os bens decorrentes da desativao ou erradicao dos trechos ferrovirios previstos no caput deste artigo.

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    Seo III

    Do Subsistema Aquavirio Federal

    Art. 25. O Subsistema Aquavirio Federal composto de:

    I - vias navegveis;

    II - portos martimos e fluviais;

    III - eclusas e outros dispositivos de transposio de nvel;

    IV - interligaes aquavirias de bacias hidrogrficas;

    V - facilidades, instalaes e estruturas destinadas operao e segurana da navegao aquaviria.

    Art. 26. O Anexo IV apresenta a relao descritiva das vias navegveis existentes e planejadas integrantes do Subsistema Aquavirio Federal, segundo a bacia ou o rio em que se situem.

    Art. 27. O Anexo V apresenta a relao descritiva dos portos martimos e fluviais integrantes do Subsistema Aquavirio Federal, segundo a localidade e, no caso de portos fluviais, a bacia ou o rio em que se situem.

    Art. 28. O Anexo VI apresenta a relao descritiva das eclusas e outros dispositivos de transposio de nvel existentes e planejados integrantes do Subsistema Aquavirio Federal, segundo a localidade e a bacia ou o rio em que se situem.

    Art. 29. A utilizao de guas navegveis de domnio de Estado ou do Distrito Federal, para navegao de interesse federal, nos termos da alnea d do inciso XII do art. 21 da Constituio Federal, ser disciplinada em convnio firmado entre a Unio e o titular das guas navegveis.

    Art. 30. Qualquer interveno destinada a promover melhoramentos nas condies do trfego em via navegvel interior dever adequar-se aos princpios e objetivos da Poltica Nacional de Recursos Hdricos, instituda pela Lei n

    o 9.433, de 8 de janeiro de 1997.

    Art. 31. (VETADO).

    Art. 32. A explorao dos portos organizados e de instalaes porturias atender ao disposto na Lei n

    o 8.630, de 25 de fevereiro de 1993, e na Lei n

    o 10.233, de 5 de junho de 2001,

    independentemente do regime de administrao adotado.

    Art. 33. A explorao de travessia aquaviria coincidente com diretriz de rodovia ou ferrovia federal ser sempre de competncia da Unio.

    Seo IV

    Do Subsistema Aerovirio Federal

    Art. 34. O Subsistema Aerovirio Federal constitudo de:

    I - os aerdromos pblicos que atendam ao trfego areo civil, regular e alternativo, domstico e internacional, no Pas ou que sejam estratgicos para a integrao e a segurana nacional;

    II - o conjunto de aerovias, reas terminais de trfego areo e demais divises do espao areo brasileiro necessrias operao regular e segura do trfego areo;

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9433.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8630.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10233.htm

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    III - o conjunto de facilidades, instalaes e estruturas terrestres de proteo ao vo e auxlio navegao area.

    Art. 35. O Anexo VII apresenta a relao descritiva dos aeroportos existentes e planejados integrantes do Subsistema Aerovirio Federal.

    Art. 36. Sero classificados como de interesse federal os aerdromos pblicos que se enquadrem em uma das seguintes situaes:

    I - os que atendem ou que venham a atender, de acordo com as projees de demanda por transporte areo, elaboradas pela autoridade aeronutica, ao trfego areo civil, regular ou no regular, domstico ou internacional, situados nas capitais dos Estados da Federao e do Distrito Federal;

    II - aqueles que se situem nas reas terminais de trfego areo ou nas regies metropolitanas ou outros grandes aglomerados urbanos que exijam para sua gesto e planejamento a ao coordenada de todos os nveis da administrao pblica federal, estadual e municipal;

    III - os que atendem ou que venham a atender, de acordo com as projees de demanda por transporte areo elaboradas pela autoridade aeronutica, ao trfego areo civil, regular, domstico ou internacional no Pas;

    IV - os que, em virtude da sua posio geogrfica, venham a ser considerados alternativos aos aeroportos definidos nos incisos I, II e III, em conformidade com as exigncias tcnicas, operacionais e de segurana do trfego areo;

    V - aqueles que sejam de interesse para a integrao nacional, em razo de servirem a localidade isolada do territrio nacional, no atendida regularmente por outro modo de transporte;

    VI - aqueles que sejam sede de facilidades, instalaes e estruturas terrestres de proteo ao vo e auxlio navegao area necessrios operao regular e segura do trfego areo;

    VII - os que, em virtude da sua posio geogrfica, venham a ser considerados de importncia para a segurana nacional, tais como os localizados nas faixas de fronteira, em regies insulares do mar brasileiro e que forem sede ou apoio de instalaes ou organizaes voltadas defesa do territrio;

    VIII - os que, em virtude de sua posio geogrfica, venham a ser considerados de importncia para o desenvolvimento socioeconmico do Pas, tais como os localizados em reas prximas a grandes empreendimentos de explorao mineral de interesse nacional.

    Art. 37. Fica a Unio autorizada a transferir para Estados, Distrito Federal e Municpios, mediante convnio, a implantao, administrao, operao, manuteno e explorao de aerdromos pblicos, de acordo com esta Lei, com a Lei n

    o 8.399, de 7 de janeiro de 1992, e com a legislao

    aeronutica em vigor.

    CAPTULO IV

    DOS SISTEMAS DE VIAO DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICPIOS

    Art. 38. Os Sistemas de Viao dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios abrangem os diferentes meios de transporte e constituem parcelas do Sistema Nacional de Viao, com os objetivos principais de:

    I - promover a integrao do Estado e do Distrito Federal com o Sistema Federal de Viao e com as unidades federadas limtrofes;

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8399.htm

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    II - promover a integrao do Municpio com os Sistemas Federal e Estadual de Viao e com os Municpios limtrofes;

    III - conectar, respectivamente:

    a) a capital do Estado s sedes dos Municpios que o compem;

    b) a sede do Distrito Federal s suas regies administrativas; e

    c) a sede do Municpio a seus distritos;

    IV - possibilitar a circulao econmica de bens e prover meios e facilidades de transporte coletivo de passageiros, mediante oferta de infraestrutura viria adequada e operao racional e segura do transporte intermunicipal e urbano.

    Art. 39. Os Estados, o Distrito Federal e os Municpios definiro, em legislao prpria, os elementos fsicos da infraestrutura viria que comporo os respectivos sistemas de viao, em articulao com o Sistema Federal de Viao.

    Art. 40. Os Estados, o Distrito Federal e os Municpios devero adequar suas estruturas administrativas para assumirem segmentos da infraestrutura viria federal e a execuo de obras e servios que lhes forem outorgados pela Unio.

    CAPTULO V

    DISPOSIES TRANSITRIAS E FINAIS

    Art. 41. (VETADO).

    Art. 42. O art. 2o da Lei n

    o 9.432, de 8 de janeiro de 1997, passa a vigorar acrescido do seguinte

    inciso XIV:

    Art. 2o .........................................................................

    .............................................................................................

    XIV - navegao de travessia: aquela realizada:

    a) transversalmente aos cursos dos rios e canais;

    b) entre 2 (dois) pontos das margens em lagos, lagoas, baas, angras e enseadas;

    c) entre ilhas e margens de rios, de lagos, de lagoas, de baas, de angras e de enseadas, numa extenso inferior a 11 (onze) milhas nuticas;

    d) entre 2 (dois) pontos de uma mesma rodovia ou ferrovia interceptada por corpo de gua. (NR)

    Art. 43. Ficam aprovadas as relaes constantes dos Anexos desta Lei, que descrevem os componentes fsicos da infraestrutura existente ou planejada dos transportes rodovirio, ferrovirio, aquavirio e aerovirio, com as respectivas regras de nomenclatura, que passam a compor o Sistema Federal de Viao, sob jurisdio da Unio.

    Art. 44. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicao.

    Art. 45. (VETADO).

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9432.htm#art2xivhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htm

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    Braslia, 6 de janeiro de 2011; 190o da Independncia e 123

    o da Repblica.

    DILMA ROUSSEFF Nelson Jobim Guido Mantega Alfredo Pereira do Nascimento Edison Lobo Lus Incio Lucena Adams Jos Lenidas de Menezes Cristino

    Este texto no substitui o publicado no DOU de 7.1.2011

    ANEXO I (VETADO) ANEXO II (VETADO) ANEXO III (VETADO) ANEXO IV (VETADO) ANEXO V (VETADO) ANEXO VI (VETADO) ANEXO VII (VETADO)

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-1.htm

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    Anexo I- B: Decreto n 5.621, de 16 de dezembro de 2005.

    Regulamenta a Lei no 5.917, de 10 de setembro de

    1973, que dispe sobre o Plano Nacional de Viao, e d outras providncias.

    O PRESIDENTE DA REPBLICA, no uso da atribuio que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituio, e tendo em vista o disposto nos arts. 1 e 5 da Lei no 5.917, de 10 de setembro de 1973,

    DECRETA:

    Art. 1o A construo, pavimentao, ampliao de capacidade e recuperao de acessos s

    rodovias integrantes do Plano Nacional de Viao sero autorizadas mediante portaria especfica do Diretor-Geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes - DNIT, observadas as seguintes condies, entre outras estabelecidas por Resoluo do Conselho de Administrao do DNIT:

    I - ficar compreendido entre uma rodovia federal e o limite do permetro urbano de um municpio, desde que no exceda a extenso de 5 km;

    II - corresponder a um nico acesso de rodovia federal ao municpio; e

    III - estar respaldado em estudo tcnico detalhado, elaborado pelo rgo competente, que justifique a viabilidade do empreendimento.

    Pargrafo nico. As condies previstas nos incisos I e II no se aplicam aos acessos a parques nacionais, reas de proteo ambiental, reas indgenas, e reas de segurana nacional, bem como a portos e terminais relevantes do ponto de vista da demanda, que podero atingir a extenso mxima de 8,5 km.

    Art. 2o Podero ser incorporados Rede Rodoviria sob jurisdio federal, mediante portaria

    especfica do Ministro de Estado dos Transportes, trechos de rodovia estadual implantada, cujo traado coincida com diretrizes de rodovia federal planejada e constante do Sistema Rodovirio Federal, que obedea a pelo menos um dos seguintes critrios:

    I - interligar as capitais dos Estados ao Distrito Federal;

    II - interligar segmentos e elementos estruturantes e de grande relevncia econmica para o transporte rodovirio e outros modais de transporte;

    III - promover ligaes indispensveis segurana nacional;

    IV - promover a integrao a segmento internacional, inclusive quando objeto de tratado; e

    V - interligar capitais estaduais.

    1o A incorporao de tais rodovias fica ainda condicionada a:

    I - viabilidade tcnica e econmica da federalizao, comprovada por meio de estudo detalhado elaborado pelo rgo competente;

    II - estudo especfico no caso de interferncia com reas indgenas e de proteo ambiental;

    III - manifestao favorvel do Estado da Federao envolvido;

    http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%205.621-2005?OpenDocumenthttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5917.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5917.htm#art5

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    IV - ausncia de qualquer nus para a Unio, tais como ressarcimento de despesas de desapropriaes, construo, operao ou manuteno que tiver incorrido o rgo ou entidade estadual ou municipal at a data da absoro, ou de indenizaes decorrentes dessa absoro; e

    V - que a rodovia no tenha sido objeto de transferncia da Unio para os Estados.

    2o O Ministro de Estado dos Transportes estabelecer, mediante portaria, os procedimentos a

    serem observados para implementao da referida incorporao.

    Art. 3o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicao.

    Braslia, 16 de dezembro de 2005; 184o da Independncia e 117

    o da Repblica.

    LUIZ INCIO LULA DA SILVA Alfredo Nascimento

    Este texto no substitui o publicado no DOU de 19.12.2005 *

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    Anexo I- C: Portaria do Ministrio dos Transportes n 69, de 25 de abril de 2006.

    Aprova procedimentos e critrios para absoro de rodovias estaduais existentes, coincidentes com rodovias federais planejadas.

    O MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES, no uso das atribuies que lhe confere o Artigo 87, pargrafo nico, inciso II da Constituio Federal, e Considerando o que estabelece o Decreto n 5.621, de 16 de dezembro de 2005, resolve:

    Art. 1 Para a absoro de rodovia ou de trecho de rodovia estadual existente, coincidente com rodovia federal planejada, devero ser obedecidos os seguintes procedimentos e critrios:

    I - Atendimento de pelo menos um dos requisitos estabelecidos no art. 2, do Decreto 5.621, de 2005;

    II - documento com manifestao favorvel absoro do Governo estadual com jurisdio sobre os trechos a serem absorvidos;

    III - declarao firmada pelo Governo do Estado de ausncia de nus, conforme dispe o inciso IV do 1 do art. 2 do Decreto 5.621, de 2005.

    IV - estudos de viabilidade tcnica, econmica e ambiental que justifiquem a absoro;

    V - apresentao de proposta de absoro pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes - DNIT Secretaria Executiva - SE do Ministrio dos Transportes.

    VI - emisso de parecer tcnico da Secretaria de Poltica Nacional de Transportes - SPNT do Ministrio dos Transportes;

    VII - parecer da Consultoria Jurdica do Ministrio dos Transportes;

    VIII - edio da Portaria de absoro com publicao no Dirio Oficial da Unio; e

    IX - encaminhamento ao DNIT da Portaria de absoro, para fins de recadastramento do trecho absorvido no documento Rede Rodoviria do PNV - Diviso de Trechos, por meio do setor responsvel pelo planejamento rodovirio do DNIT.

    Art. 2 A absoro no se efetivar at a assinatura de termo de transferncia do patrimnio, pelo rgo ou entidade estadual competente e pelo DNIT, aps inventrio conjunto, que dever incluir benfeitorias e acessrios da rodovia ou trecho de rodovia a ser absorvido.

    Art. 3 Esta Portaria entrar em vigor na data de sua publicao, ficando revogadas as disposies em contrrio.

    PAULO SRGIO PASSOS

    http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%205.621-2005?OpenDocument

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    Anexo I- D: Resoluo DNIT n 9, de 02 de maio de 2006.

    O Conselho de Administrao do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes - DNIT, no uso de suas atribuies legais, tendo em vista o que estabelece o artigo 2 do Decreto n 5.621 de 16 de dezembro de 2005 e a deliberao adotada na 18 Reunio Ordinria do ano de 2006, concluda nesta data e,

    Considerando o que estabelece a Portaria No- 69, de 25 de abril de 2006, do Ministro de Estado dos Transportes, para atuao do DNIT em relao absoro de rodovias estaduais implantadas, coincidentes com rodovias federias planejadas resolve:

    I - Aprovar os procedimentos e critrios a serem seguidos pelo DNIT, relativos absoro daquelas rodovias:

    1. Encaminhamento, pela Diretoria de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Diretoria Colegiada, de proposta de absoro, contendo:

    a) Documento com manifestao favorvel do Governo Estadual com jurisdio sobre os trechos a serem absorvidos.

    b) Declarao do Governo do Estado de ausncia de quaisquer nus para a Unio, conforme estabelece o artigo 2. Pargrafo 1, inciso IV, do Decreto No- 5.621, de 16 de dezembro de 2005.

    c) Estudos de viabilidade tcnica, econmica e ambiental que justifiquem a absoro.

    2. Aprovao, pela Diretoria Colegiada, da proposta a ser encaminhada, pelo Diretor-Geral do DNIT, Secretaria Executiva do Ministrio dos Transportes.

    3. Inventrio conjunto, com o rgo estadual competente, aps edio e publicao de Portaria de absoro do Ministro de Estado dos Transportes, do patrimnio (incluindo as benfeitorias e acessrios) a ser absorvido.

    4. Assinatura, conjuntamente com o rgo estadual competente, do Termo de Transferncia do patrimnio.

    5. Recadastramento, no documento Rede Rodoviria do PNV - Diviso em Trechos, de trechos absorvidos por Portaria do Ministro de Estado dos Transportes e constantes dos Termos de Transferncia.

    II- Esta Resoluo entra em vigor nesta data.

    MIGUEL MRIO BIANCO MASELLA

    Presidente do Conselho

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    Anexo I- E: Instruo de Servio/DIREX n 1, de 8 de janeiro de 2015.

    Fixa as condicionantes mnimas exigveis e

    estabelece os procedimentos a serem seguidos

    no DNIT, para a absoro de trechos de

    rodovias estaduais coincidentes com rodovias

    federais planejadas malha rodoviria federal.

    O DIRETOR-EXECUTIVO SUBSTITUTO DO DEPARTAMENTO

    NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT, no uso das

    atribuies regimentais que lhe foram delegadas pela Portaria/DG n 1.708, de 21/10/2014,

    publicada no D.O.U., de 22/10/2014, e nos Incisos III, IV e V do Art. 124, do Regimento

    Interno da Autarquia, aprovado pela Resoluo n 10 de 31 de Janeiro de 2007, publicado no

    D.O.U de 26/02/2007, e aps deliberao da Diretoria Colegiada por meio do Relato n

    265/2014-DPP includo na pauta da Reunio do dia 26/12/2014, constante da Ata n 45/2014, e

    CONSIDERANDO a Lei n 12.379, de 6 de janeiro de 2011, que dispe sobre o

    Sistema Nacional de Viao - SNV;

    CONSIDERANDO o Art. 2 do Decreto n 5.621, de 16 de dezembro de 2005,

    que regulamenta a incorporao Rede Rodoviria Federal de trechos de rodovias estaduais

    coincidentes com a diretriz planejada de rodovias do Sistema Rodovirio Federal;

    CONSIDERANDO a Portaria GM MT n 69, de 25 de abril de 2006, que

    aprova os procedimentos para absoro de rodovias estaduais existentes, coincidentes com

    rodovias federais planejadas;

    CONSIDERANDO a Resoluo n 9, de 2 de maio de 2006, do Conselho de

    Administrao do DNIT, que aprova os procedimentos e critrios a serem seguidos pelo DNIT

    relativos absoro de rodovias estaduais existentes, coincidentes com rodovias federais

    planejadas e tendo em vista o contido no Processo n. 50600.090724/2013-79, resolve:

    Art. 1 REVOGAR a Instruo de Servio n 06/2014-DG/DNIT, de 06 de

    junho de 2014, publicada no Boletim Administrativo n 023, de 02 a 06/06/2014.

    Art. 2 ESTABELECER a presente Instruo de Servio para fixar as

    condicionantes e os procedimentos para a absoro de trechos de rodovias estaduais

    coincidentes com rodovias federais planejadas malha rodoviria federal, conforme Art. 2

    Objetivo.

    Art. 3 Objetivo - Esta Instruo de Servio tem por objetivo fixar os

    condicionantes mnimos exigveis e estabelecer os procedimentos para a absoro de trechos de

    rodovias estaduais existentes coincidentes com rodovias federais planejadas malha rodoviria

    federal.

    Art. 4 Definies e Informaes Essenciais - Para os fins desta Instruo de

    Servio so estabelecidas as seguintes definies e informaes.

    I - Sistema Nacional de Viao - SNV - Aprovado pela Lei n 12.379/11,

    objetiva permitir o estabelecimento da infraestrutura de um sistema virio integrado que atenda

    s necessidades do Pas. constitudo pela infraestrutura viria e pela estrutura operacional dos

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    diferentes meios de transporte de pessoas e bens, sob jurisdio da Unio, dos Estados, do

    Distrito Federal e dos Municpios.

    II - Sistema Federal de Viao SFV - Abrange a malha arterial bsica do

    Sistema Nacional de Viao sob jurisdio da Unio, formada por eixos e terminais relevantes

    do ponto de vista da demanda de transporte, da integrao nacional, das conexes

    internacionais e da segurana nacional.

    III - Rede Rodoviria do SNV Diviso em Trechos - Documento emitido pela

    Diretoria de Planejamento e Pesquisa - DPP/DNIT, onde esto relacionados e detalhados todos

    os trechos de rodovias relacionados no Anexo I do SNV, identificando os que se encontram sob

    administrao do DNIT e os que se encontram fora da esfera de atuao do DNIT.

    IV - Rede Rodoviria sob Administrao do DNIT - Formada pelas rodovias

    pertencentes ao SFV sob a jurisdio do Ministrio dos Transportes, cuja responsabilidade

    pelos programas de operao, manuteno, conservao, restaurao e construo est a cargo

    do DNIT e pelas rodovias pertencentes ao SFV sob a jurisdio do Ministrio dos Transportes

    delegadas aos Estados, Distrito Federal e Municpios.

    V - Trechos de Rodovias Estaduais Coincidentes - Segmentos de rodovias

    estaduais implantados cujo traado coincide com a diretriz geral de uma rodovia federal

    planejada e como tal se encontram relacionados no documento Rede Rodoviria do SNV

    Diviso em Trechos.

    Art. 5 Condicionantes - Para a absoro de uma rodovia estadual ou de trechos

    de rodovias estaduais coincidentes malha rodoviria federal necessrio:

    I - atendimento ao disposto no Art. 2 do Decreto n 5.621/2005, ou outro

    instrumento legal que venha substitu-lo;

    II - atendimento ao disposto na Portaria GM MT n 069/2006, ou outro

    instrumento legal que venha a substitu-la;

    III - atendimento ao disposto na Resoluo n 9/2006 do Conselho de

    Administrao do DNIT, ou outro instrumento legal que venha a substitu-la.

    IV - parecer tcnico concordando com a absoro, emitido pela

    Superintendncia Regional do DNIT no estado onde se encontra o trecho que se pretende

    absorver, constando principalmente:

    a) que a absoro atende ao disposto no Decreto n 5.621/2005, estando

    enquadrada em um dos critrios estabelecidos nos incisos de I V do Artigo 2 do Decreto;

    b) exposio dos motivos que justifiquem a absoro proposta, relacionando

    os benefcios advindos da incorporao do trecho estadual coincidente malha rodoviria

    federal.

    V - documento formal do governador do estado com jurisdio sobre a via

    concordando com a transferncia pretendida e que a mesma se dar sem nenhum nus Unio

    at a data efetiva de transferncia do trecho, isto , at a assinatura do termo de transferncia e

    publicao do seu extrato no Dirio Oficial da Unio e no dirio oficial estadual.

    VI - que a declarao referida no Inciso V deste artigo dever indicar claramente

    que no existe interferncia da via com reas de proteo ambiental ou reas indgenas. Caso

    contrrio, a declarao dever informar a existncia da interferncia e especificar o trecho que

    sofre tal influncia, devendo o estudo especfico da rea impactada ser includo no rol de

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    documentos que comporo o processo de absoro e dever ser elaborado conforme descrito no

    artigo 6 desta IS.

    VII - aprovao do documento de concordncia do governador, inciso V, pela

    assembleia legislativa estadual.

    VIII - comprovao da viabilidade tcnica e econmica da absoro, por meio de

    estudo descrito no artigo 5 desta IS.

    Art 6 O estudo referido no inciso VIII, artigo 4 desta IS, dever contemplar

    duas alternativas bsicas, no mnimo:

    I - incorporao da rodovia estadual coincidente malha rodoviria federal, com

    realizao de adequaes e melhoramentos, compatibilizando-a com os padres tcnicos de

    uma rodovia federal, para atendimento da demanda de trfego atual e projetada na via;

    II - construo de rodovia federal em traado paralelo estadual existente,

    considerando as necessidades de trfego atual e futura.

    1 O estudo dever ser apresentado conforme modelo definido pela

    CGPLAN/DPP e conter as seguintes informaes:

    a) o traado do trecho que se pretende absorver, indicando caractersticas

    gerais da rodovia, largura de pista, largura de plataforma, largura da faixa de domnio, obras-

    de-arte especiais e intersees existentes, apontando as diferenas ocorridas em relao ao

    padro de uma rodovia federal;

    b) o traado hipottico da alternativa indicando suas caractersticas gerais,

    que devem ser compatveis com as caractersticas do trecho estadual existente;

    c) documentao grfica que permita a identificao do trecho a ser

    transferido, tais como mapas com indicao das coordenadas geogrficas de seus pontos

    notveis, imagens de satlite (se disponveis) e fotos dos principais elementos constituintes do

    segmento em anlise (travessias urbanas principais, pontes mais significativas, etc.);

    d) relao de travessias urbanas no trecho a ser absorvido. Salvo

    necessidade excepcional do DNIT, as travessias urbanas devem ficar excludas do patrimnio a

    ser absorvido. Os casos onde a excluso das travessias urbanas no for necessria ou os

    segmentos urbanos que no possam ser excludos da absoro devem ser objeto de justificativa

    tcnica dentro do estudo de viabilidade;

    e) relao de segmentos crticos, acessos e qualquer outro ponto que

    apresente relevncia sob o ponto de vista de conflito de trfego ou de risco para a segurana

    dos usurios e pedestres, com documentao fotogrfica e coordenada geogrfica.

    f) estimativa oramentria das principais intervenes necessrias,

    incluindo custos ambientais, para adequar o segmento s caractersticas de uma rodovia federal,

    com base nos Custos Mdios Gerenciais, devendo o estudo indicar a data base para realizao

    das avaliaes;

    g) estimativa oramentria para a construo do novo segmento paralelo

    ao estadual existente, que podero ser elaborados com base nos Custos Mdios Gerenciais,

    devendo o estudo indicar a data base para realizao das avaliaes;

    h) estimativa de volume dirio de trfego do trecho a ser absorvido,

    indicando a fonte e o perodo de coleta dos dados.

    i) benefcios decorrentes da absoro e adequao da rodovia estadual,

    como opo construo da via alternativa, com base no Modelo HDM;

  • 39/49

    j) estimativa dos impactos negativos, caso existam, originrios da futura

    adequao aos padres federais, da rodovia a ser absorvida;

    k) demais vantagens auferidas pela administrao pblica federal, caso

    existam.

    2 O estudo de viabilidade deve ser elaborado em volume impresso com

    formato padronizado (A4, A3, etc.), incluindo cpia em mdia digital, caso no seja elaborado

    pelo DNIT, que deve conter os arquivos originais de texto, planilhas, mapas e demais

    documentos constantes no estudo.

    3 Havendo necessidade, o estudo dever ser elaborado prioritariamente

    pela Coordenao-Geral de Planejamento e Programao de Investimentos/DPP, nos termos

    dos incisos III e IV, do artigo 7 desta IS.

    Art 7 Estudo especfico no caso de interferncia com reas de proteo

    ambiental e reservas indgenas, contendo no mnimo:

    a) localizao precisa da rea em relao ao trecho influenciado;

    b) descrio do tipo de influncia exercida;

    c) descrio geral das medidas mitigadoras e compensatrias dos impactos

    da via na rea protegida;

    d) estimativa de custos para as intervenes relativas s intervenes

    descritas na alnea c deste artigo, que poder ser realizada com base nos Custos Mdios

    Gerenciais, onde for pertinente.

    Art 8 Procedimentos

    I Todos os documentos necessrios para realizao da absoro devero ser

    encaminhados pela Superintendncia Regional DPP/DNIT.

    II - A Coordenao de Planejamento/CGPLAN/DPP analisar preliminarmente a

    documentao encaminhada e, caso considere justificvel o pedido, iniciar os trmites visando

    a absoro proposta.

    III - A COPLAN requisitar Coordenao de Avaliao de Viabilidade e

    Desempenho/CGPLAN/DPP a elaborao do estudo de viabilidade de absoro, havendo

    necessidade, preferencialmente com os recursos de pessoal disponveis na COVIDE.

    IV - Caso o estudo de viabilidade seja elaborado pela COVIDE, a COPLAN ser

    responsvel pela gerao dos arquivos object do modelo HDM com as configuraes bsicas

    (frota, clima, relevo, etc.) para serem usados no estudo citado, com base no Sistema de

    Gerncia de Pavimentos do DNIT (SGP/DNIT).

    V - O pedido de absoro deve ser submetido, por meio de Relato do Diretor de

    Planejamento e Pesquisa, deliberao da Diretoria Colegiada do DNIT que, aps a devida

    apreciao, decidir quanto a aprovao da proposta. Caso a absoro seja aprovada, o processo

    referente mesma ser encaminhado Secretria Executiva do Ministrio dos Transportes para

    os fins previstos na Portaria GM MT n 69, de 25/04/2006.

    VI Ocorrendo a aceitao do Ministrio dos Transportes e a publicao no

    Dirio Oficial da Unio da Portaria assinada pelo Sr. Ministro de Estado dos Transportes

    aprovando a absoro e condicionando os efeitos da Portaria a assinatura do Termo de

    Transferncia, a ser firmado entre o DNIT e o rgo responsvel pela administrao do trecho

    transferido, o processo dever retornar ao DNIT para finalizao.

  • 40/49

    VII Caber Superintendncia Regional envolvida a indicao dos tcnicos

    que formaro a comisso responsvel pelo levantamento do patrimnio rodovirio a ser

    transferido, bem como para preparao de minuta do Termo de Transferncia. O nmero de

    tcnicos, tanto do DNIT quanto do rgo estadual deve ser definido pela Superintendncia

    Regional em conjunto com o rgo estadual responsvel, considerando a complexidade e a

    extenso do trecho a ser transferido.

    VIII - Depois da comunicao da Superintendncia Regional DPP/DNIT, o

    Diretor-Geral do DNIT assinar Portaria nomeando a comisso, a ser publicada no Dirio

    Oficial da Unio.

    IX - A comisso dever relacionar os seguintes elementos durante a realizao

    do Inventrio do Patrimnio Rodovirio:

    a) largura da pista e dos acostamentos;

    b) nmero de faixas;

    c) largura da plataforma;

    d) largura da faixa de domnio e da rea non aedificandi;

    e) ocupao irregular da faixa de domnio e da rea non aedificandi;

    f) descrio sucinta da sinalizao vertical e horizontal;

    g) obras-de-arte especiais - OAE;

    h) Obras-de-arte corrente - OAC;

    i) passivo ambiental, caso exista, descrito de forma sucinta, uma vez que

    seu detalhamento ser objeto de documento exclusivo conforme determina o artigo 6 desta IS;

    j) travessias urbanas (quando no for possvel ou necessria a excluso da

    mesma da absoro);

    k) instalaes operacionais;

    l) outros elementos relevantes constituintes do patrimnio rodovirio a ser

    transferido (travessias urbanas importantes, pontes significativas, etc.), preferencialmente, com

    documentao fotogrfica e localizao por coordenadas geogrficas.

    X - recomendvel, caso o rgo estadual possua, que seja apensado ao

    Inventrio Conjunto do Patrimnio o projeto da ltima interveno no trecho.

    XI - Concomitantemente com a assinatura do Termo de Transferncia, o rgo

    estadual dever emitir uma declarao de que o trecho transferido foi retirado do Sistema

    Rodovirio Estadual.

    XII - O Inventrio Conjunto do Patrimnio e a declarao do governo estadual

    (Anexo A) devem integrar, como anexos, o Termo de Transferncia.

    XIII - O Termo de Transferncia ser assinado pelo Diretor-Geral do DNIT, ou

    seu substituo designado, e pelo responsvel pelo rgo que administra a malha rodoviria

    estadual.

    XIV - Aps a publicao no Dirio Oficial da Unio do Extrato do Termo de

    Transferncia, a DPP/DNIT deve providenciar o recadastramento do trecho, alterando sua

    condio de cadastramento para federal, no documento Rede Rodoviria do SNV Diviso

    em trechos.

  • 41/49

    XV - A DPP/DNIT informar s Diretorias envolvidas a concluso da

    federalizao, visando incluso do trecho absorvido nos Planos de Desapropriaes, de

    Manuteno e Adequaes Rodovirias e de Programao Oramentria.

    Art 9 Modelos de Documentos - So apresentados como anexos modelos dos

    documentos exigidos nesta Instruo de Servio:

    Anexo A Declarao Governador da UF;

    Anexo B Portaria de Nomeao da Comisso de Levantamento do

    Patrimnio Rodovirio;

    Anexo C Relatrio de Inventrio do Patrimnio Rodovirio;

    Anexo D Declarao do rgo Estadual excluindo o Trecho Transferido do

    Sistema Rodovirio Estadual;

    Anexo E Termo de Transferncia do Patrimnio Rodovirio.

    Art 10 Esta Instruo de Servio entra em vigor a partir da sua data de

    publicao.

    ADAILTON CARDOSO DIAS

    Diretor-Executivo Substituto

  • 42/49

    ANEXO A, DA INSTRUO DE SERVIO/DIREX N /2015, DE DE

    DE 2015

    Declarao Governador da UF

    D E C L A R A O

    O Governador do Estado de [UF], Senhor [nome], [documento], [estado civil], residente e

    domiciliado na [endereo], na Cidade de [cidade], declara, para fins de absoro malha

    rodoviria federal do trecho [trecho a ser absorvido] da rodovia estadual [cdigo da

    rodovia estadual], com [extenso] km de extenso, que concorda com a transferncia do

    referido trecho e que a incorporao do mesmo ser realizada sem nenhum nus para a

    Unio.

    Declara ainda a no existncia de interferncia de reas indgenas ou de proteo

    ambiental com o trecho.

    [ou]

    Declara ainda que existe influncia do trecho [descrio do trecho] com a [rea

    indgena ou rea de proteo ambiental] e que eventuais despesas decorrentes da

    reduo do impacto dessa influncia so de responsabilidade do Estado de [UF].

    Desta forma, todas as despesas de construo e manuteno (investimentos e custeio)

    realizadas no segmento at a data efetiva da incorporao, bem como passivos ambientais

    existentes e as questes jurdicas pendentes at esta data so de total responsabilidade do

    Estado de [UF] e no podero, sob qualquer alegao, serem reclamadas ou terem

    solicitao de restituio, seja administrativamente ou judicialmente.

    [capital estadual], [data]

    [Nome]

    GOVERNADOR DO ESTADO DE [UF]

  • 43/49

    ANEXO B, DA INSTRUO DE SERVIO/DIREX N /2015, DE DE DE

    2015

    Portaria de Nomeao da Comisso de Levantamento do Patrimnio Rodovirio

    MINISTRIO DOS TRANSPORTES

    DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES

    PORTARIA N , DE DE DE .

    O DIRETOR-GERAL DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DNIT, no uso das atribuies que lhe

    conferem o Art. 21, incisos IV e V, da Estrutura Regimental da Autarquia, aprovada pelo

    Decreto n 5.765, de 27 de Abril de 2006, publicada no D.O.U. de 28/04/2006, o Art.

    124, incisos IV e V, do Regimento Interno do DNIT, aprovado pela Resoluo n 10, de

    31 de janeiro de 2007, do Conselho de Administrao, publicada no D.O.U. de

    26/02/2007, e tendo em vista o constante do processo n [nmero], resolve:

    Art. 1 - DESIGNAR os servidores [nome], [cargo], Matrcula DNIT n

    [matrcula], como Presidente e [nome], [cargo], Matrcula DNIT n [matrcula], para

    comporem a Comisso de Inventrio Conjunto, objetivando o levantamento do

    patrimnio rodovirio para fins de elaborao do Termo de Transferncia dos trechos da

    rodovia estadual [cdigo da rodovia estadual], coincidentes com a BR-XXX/UF.

    Art. 2 - DESIGNAR os servidores [nome], [cargo], Matrcula n

    [matrcula], e [nome], [cargo], Matrcula n [matrcula], indicados pelo [rgo estadual],

    para comporem a Comisso de Inventrio Conjunto.

    Art. 3 - Esta portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    [Nome]

    Diretor-Geral

  • 44/49

    ANEXO C, DA INSTRUO DE SERVIO/DIREX N /2015, DE DE DE

    2015

    Relatrio de Inventrio do Patrimnio Rodovirio

    Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes DNIT

    [rgo estadual]

    Rodovia BR-XXX

    Trecho: [incio fim]

    Inventrio Conjunto do Patrimnio Rodovirio n [nmero/ano]

    [Data]

    Inventrio do trecho da [rodovia estadual], coincidente com a BR-XXX, [descrio

  • 45/49

    do trecho], para fins de transferncia de patrimnio rodovirio e incorporao Rede

    Rodoviria Federal.

    1- Trecho: [cdigo do trecho no PNV e cdigo do trecho do SRE]

    Local de Incio: [Local de Incio]

    Coordenadas geogrficas: x0x0 y0y0 z0z0 S / x1x1 y1y1 z1z1 O

    Local de Fim: [Local de Fim]

    Coordenadas geogrficas: x2x2 y2y2 z2z2 S / x3x3 y3y3 z3z3 O

    Descrio: [tipo, superfcie, classe]

    Extenso: [km]

    Largura da faixa de domnio: [metros]

    Ocupao da faixa de domnio: [descrio detalhada, com registro fotogrfico das interferncias]

    Largura de pista: [metros]

    Condio do pavimento: [situao geral, sucinta, indicando os principais defeitos]

    Acostamento LD: [Largura em metros, situao geral, sucinta, indicando os principais defeitos]

    Acostamento LE: [largura em metros, situao geral, sucinta, indicando os principais defeitos]

    OAE: [ponte sobre o rio wwwww]

    o Incio: [coordenadas geogrficas]

    o Fim: [coordenadas geogrficas]

    o Extenso: [metros]

    o Largura: [metros]

    o Descrio: [descrio geral do tipo da OAE]

    o Situao: [inspeo visual do estado de conservao geral]

    o [fotos, croquis, desenhos, mapa de localizao]

    Interseo: [entroncamento com a rodovia zzzzz]

    o Local: [coordenadas geogrficas]

    o Situao: [tipo, estado geral, sinalizao]

    o [fotos, croquis, desenhos, mapas]

    OAC: [tipo]

    o Local: [coordenadas geogrficas]

    o Descrio: [descrio geral da OAC com indicao de dimenses aproximadas]

    o Situao: [inspeo visual do estado de conservao geral]

    o [fotos, croquis, desenhos, mapa de localizao]

    Travessia urbana de [localidade]

    o Incio: [coordenadas geogrficas]

    o Fim: [coordenadas geogrficas]

  • 46/49

    o Extenso: [km]

    o Descrio: [descrio geral da travessia, indicando situao do pavimento, nmero de intersees com vias urbanas, tipo de superfcie, dispositivos

    de ordenamento de trnsito e demais informaes relevantes]

    o Largura da faixa de domnio: [metros]

    o Ocupao da faixa de domnio: [descrio detalhada, com registro fotogrfico das interferncias]

    o [fotos, croquis, desenhos, mapa de localizao]

    Sinalizao Vertical: [Tabela com tipo, lado, localizao e situao geral]

    Sinalizao Horizontal: [Tabela com tipo, lado, localizao e situao geral]

    [Demais elementos constantes no trecho]

    2- Trecho: [cdigo do trecho no PNV e cdigo do trecho do SRE]

    ...

    [local e data]

    [nome e assinatura dos membros da comisso]

  • 47/49

    ANEXO D, DA INSTRUO DE SERVIO/DIREX N /2015, DE DE DE

    2015

    Declarao do rgo Estadual excluindo o Trecho Transferido do Sistema Rodovirio Estadual

    D E C L A R A O

    O Sr. [nome], [cargo do dirigente] do [rgo estadual], portador do [documento], [estado

    civil], residente e domiciliado na [endereo], declara, para fins de absoro malha

    rodoviria federal, do segmento [trecho a ser absorvido] da rodovia estadual [cdigo da

    rodovia estadual], com [extenso] km de extenso, que, com a publicao da Portaria GM

    MT n [portaria de absoro], publicada no DOU de [data, nmero, pgina, seo], o

    segmento transferido foi excludo do Sistema Rodovirio Estadual.

    [capital estadual], [data]

    [Nome]

    [Cargo]

  • 48/49

    ANEXO E, DA INSTRUO DE SERVIO/DIREX N /2015, DE DE DE

    2015

    Termo de Transferncia do Patrimnio Rodovirio

    TERMO DE TRANSFERNCIA N [NMERO] DE [ANO]

    Clusula Primeira

    DOS PARTCIPES E SEUS REPRESENTANTES

    O [rgo estadual], inscrito no CGC/MF sob o nmero [nmero], com sede na

    [endereo], neste ato representado pelo seu [cargo], [nome], [nacionalidade],

    [naturalidade], [estado civil], [profisso], [documento], domiciliado [endereo],

    doravante denominado CEDENTE, e o DEPARTAMENTO NACIONAL DE

    INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DNIT, inscrito no CGC/MF sob o

    nmero [nmero], com sede na [endereo], neste ato representado pelo seu Diretor-

    Geral, [nome], [nacionalidade], [naturalidade], [estado civil], [profisso], [documento],

    domiciliado [endereo], doravante denominado RECEPTOR.

    Clusula Segunda

    FUNDAMENTO LEGAL

    Este Termo de Transferncia tem fundamentao legal no Decreto n 5.621/2005,

    Portaria GM MT n 069/2006 e Portaria GM MT n [portaria de absoro], publicada no

    DOU de [data, nmero, pgina, seo].

    Clusula Terceira

    DA FINALIDADE

    Este Termo de Transferncia tem por finalidade a transferncia do patrimnio da

    rodovia estadual [cdigo da rodovia], trecho [trecho], iniciando em [coordenadas] e

    terminado em [coordenadas], coincidente com a rodovia federal BR-XXX, em

    decorrncia da Portaria GM MT n [portaria de absoro], publicada no DOU de [data,

    nmero, pgina, seo].

    Clusula Quarta

    DO OBJETO

    O Objeto deste Termo de Transferncia o patrimnio constitudo pela rodovia estadual

    [cdigo da rodovia], trecho [trecho], e de todas as suas benfeitorias e dos seus

    acessrios, incorporada malha rodoviria federal atravs da Portaria GM MT n

  • 49/49

    [portaria de absoro], publicada no DOU de [data, nmero, pgina, seo].

    Clusula Quinta

    DO PATRIMNIO TRANSFERIDO

    O Patrimnio Transferido consta do Inventrio Conjunto do Patrimnio Rodovirio n

    [nmero/ano], elaborado por tcnicos do RECEPTOR e do CEDENTE, integrante como

    ANEXO deste Termo de Transferncia.

    Clusula Sexta

    DA PUBLICAO

    O RECEPTOR e o CEDENTE faro publicar o extrato do presente Termo de

    Transferncia no Dirio Oficial da Unio e no Dirio Oficial do Estado, no prazo de 20

    (vinte) dias aps a sua assinatura.

    Clusula Stima

    DO FORO

    As partes convenentes elegem o foro de Braslia-DF para dirimir quaisquer dvidas ou

    litgios decorrentes da execuo deste Convnio, com renncia expressa a qualquer

    outro, por mais privilegiado que seja.

    E, por assim estarem justos e acordados as partes assinam este Convnio em 4 (quatro)

    vias de igual forma e teor, na presena das testemunhas adiante nomeadas e assinadas.

    Braslia, [data]

    [Diretor-Geral/DNIT] [Representante do rgo estadual]

    0

    [Testemunhas]

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