patologia da orelha interna

150
DOENÇAS DA ORELHA INTERNA

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Page 1: Patologia Da Orelha Interna

DOENÇAS DA

ORELHA INTERNA

Page 2: Patologia Da Orelha Interna

ANATOMIA

Orelha Interna

Page 3: Patologia Da Orelha Interna

Labirinto Ósseo

ANATOMIA

Page 4: Patologia Da Orelha Interna

Labirinto Membranoso

ANATOMIA

Page 5: Patologia Da Orelha Interna

Labirinto Membranoso

ANATOMIA

Page 6: Patologia Da Orelha Interna

Cóclea

ANATOMIA

Page 7: Patologia Da Orelha Interna

Rampas da Cóclea

Rampa média

Rampa timpânica

Rampa vestubular

ANATOMIA

Page 8: Patologia Da Orelha Interna

Órgão de Corti

ANATOMIA

Page 9: Patologia Da Orelha Interna

Células Ciliadas

ANATOMIA

Page 10: Patologia Da Orelha Interna

Gânglio Espiral

ANATOMIA

Page 11: Patologia Da Orelha Interna

Vascularização

ANATOMIA

Page 12: Patologia Da Orelha Interna

PATOLOGIAS

Genética

Autoimune

Infecciosa

Traumática

Tóxica

Metabólica

Vascular

Neoplásica

Idiopática

Degenerativa

Etiologia

Page 13: Patologia Da Orelha Interna

DISACUSIAS GENÉTICAS

A disacusia neurossensorial acomete 1,3

~ 2,3 a cada 1000 crianças

Responsável por cerca de 50% das

perdas auditivas congênitas

Aumento relativo na prevalência da

disacusia de origem genética

Introdução

Page 14: Patologia Da Orelha Interna

Isoladas ou em síndromes (cerca de 30%)

Variável em intensidade

Usualmente é congênita, mas pode ter

expressão tardia

Raramente é do tipo condutivo

Podem envolver estruturas membranosas,

ósseas ou ambas

DISACUSIAS GENÉTICAS

Características

Page 15: Patologia Da Orelha Interna

Padrão vertical de transmissão

50% de chance de um heterozigoto

afetado transmitir o gene ao descendente

Genes dominantes podem apresentar

diferentes graus de penetrância

Diferentes membros da família podem

apresentar expressividade variável

DISACUSIAS GENÉTICAS

Herança Autossômica Dominante

Page 16: Patologia Da Orelha Interna

Herança Autossômica Dominante

DISACUSIAS GENÉTICAS

Page 17: Patologia Da Orelha Interna

Sindrômicas

Síndrome de Waardenburg

Síndrome de Treacher Collins

Síndrome Branquio-oto-renal

Neurofibromatose, otosclerose,

osteogênese imperfeita

DISACUSIAS GENÉTICAS

Herança Autossômica Dominante

Page 18: Patologia Da Orelha Interna

Herança Autossômica Dominante

Síndrome de Waardenburg

DISACUSIAS GENÉTICAS

Page 19: Patologia Da Orelha Interna

Herança Autossômica Dominante

Síndrome de Waardenburg

1 : 4000 nascidos vivos

Alterações pigmentares:

white forelock,

heterochromia irides,

premature graying,

vitiligo

Alterações crânio-faciais:

dystopia canthorum,

broad nasal root,

synophrys

DISACUSIAS GENÉTICAS

Page 20: Patologia Da Orelha Interna

Herança Autossômica Dominante

Síndrome de Treacher Collins

DISACUSIAS GENÉTICAS

Page 21: Patologia Da Orelha Interna

Herança Autossômica Dominante

Síndrome de Treacher Collins

Malformações faciais:

hipoplasia malar, downward

slanting palpebral fissures,

coloboma of lower eyelids,

hypoplastic mandible,

malformations of external

ear or ear canal, dental

malocclusion, and cleft palat

DISACUSIAS GENÉTICAS

Page 22: Patologia Da Orelha Interna

Herança Autossômica Dominante

Otosclerose Coclear

DISACUSIAS GENÉTICAS

Page 23: Patologia Da Orelha Interna

Forma mais comum de surdez genética

Ambos os pais devem ser portadores

para que ocorra perda auditiva no

descendente

Neste caso a chance é de 25%

Caracterizada por um padrão horizontal

de indivíduos afetados

DISACUSIAS GENÉTICAS

Herança Autossômica Recessiva

Page 24: Patologia Da Orelha Interna

Herança Autossômica Recessiva

DISACUSIAS GENÉTICAS

Page 25: Patologia Da Orelha Interna

Sindrômicas

Síndrome de Usher

Síndrome de Pendred

Síndrome de Jervell e Lange-

Neilsen

DISACUSIAS GENÉTICAS

Herança Autossômica Recessiva

Page 26: Patologia Da Orelha Interna

Ligadas ao X

- Síndrome de Alport

Multifatoriais

Mitocondriopatias

DISACUSIAS GENÉTICAS

Outras

Page 27: Patologia Da Orelha Interna

Diagnóstico precoce, preciso e dirigido

para a causa

A consulta a um geneticista é

recomendada quando se suspeita de

disacusia hereditária

A avaliação genética deve considerar o

prognóstico e a chance de recorrência

DISACUSIAS GENÉTICAS

Conclusão

Page 28: Patologia Da Orelha Interna

DISACUSIAS IMUNOMEDIADAS

A orelha interna é um órgão

imunocompetente

Saco endolinfático é o local de maior

atividade imunológica

Reprodução em modelo animal de lesão

imunomediada (DNS, disfunção

vestibular, degeneração do g. espiral,

atrofia do órgão de Corti, vasculite e

hidrópsia)

Bases Fisiopatológicas

Page 29: Patologia Da Orelha Interna

Saco endolinfático

DISACUSIAS IMUNOMEDIADAS

Bases Fisiopatológicas

Page 30: Patologia Da Orelha Interna

Mais freqüente em mulheres (65%)

Idade entre 30 e 45 anos

Doença auto imune associada

Antecedente familiar para doença auto

imune ou DNS

DISACUSIAS IMUNOMEDIADAS

Quadro Clínico Geral

Page 31: Patologia Da Orelha Interna

Perda auditiva neurossensorial,

freqüentemente bilateral, assimétrica,

progressiva (semanas a meses) e

associada a sintomas vestibulares

Menos comumente perda auditiva súbita

ou flutuante

Zumbidos , plenitude aural

DISACUSIAS IMUNOMEDIADAS

Quadro Clínico ORL

Page 32: Patologia Da Orelha Interna

Lesão imunomediada

DISACUSIAS IMUNOMEDIADAS

Page 33: Patologia Da Orelha Interna

Audiometria tonal sem padrão

característico

Redução bilateral da resposta calórica

na ENG

MRI

DISACUSIAS IMUNOMEDIADAS

Exames Complementares

Page 34: Patologia Da Orelha Interna

Testes de antígeno não específicos: VHS,

PCR, ICC, auto anticorpos,

complemento

Teste de antígenos específicos:

transformação leucocitária, inibição da

migração de leucócitos, anticorpos

contra antígenos da orelha interna (hsp-

70)

Análise do HLA

DISACUSIAS IMUNOMEDIADAS

Exames Laboratoriais

Page 35: Patologia Da Orelha Interna

Iniciar tratamento precoce

Prova terapêutica

Corticóides sistêmicos, imunossupressão,

plasmaferese

DISACUSIAS IMUNOMEDIADAS

Tratamento

Page 36: Patologia Da Orelha Interna

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Pode acometer de forma súbita a orelha

interna

Risco de seqüela permanente

Incidência vem reduzindo (MMR)

Introdução

Page 37: Patologia Da Orelha Interna

Virais

- Caxumba, rubéola, citomegalovírus, herpes simples,

varicela, Ebtein-Barr vírus, vírus da hepatite,

adenovirus, influenza, parainfluenza, coxsackie,

encefalites, HIV.

Bacterianas

- Sífilis, secundária à otites médias, meningites

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Etiologia

Page 38: Patologia Da Orelha Interna

Podem ocorrer no período pré-, peri- ou pós-

natal

Diagnóstico clínico

01. DNS durante curso de doença viral

clinicamente bem definida

02. DNS com identificação de vírus (sorologia)

03. DNS durante surto epidêmico de doença

viral

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Virais

Page 39: Patologia Da Orelha Interna

Virais

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Page 40: Patologia Da Orelha Interna

Infecção congênita

- Infecção primária da mãe durante a gestação

- 1~5% tem manifestação clínica

- Inaparente ao parte na maioria dos casos

- Corirretinite, microencefalia, DNS, retardo

desenvolvimente neurológico, retardo de

crescimento intrauterino e hepatoesplenopatia

- 2~25% podem desenvolver DNS nos primeiros

anos de vida

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

CMV

Page 41: Patologia Da Orelha Interna

Infecção pós-natal

- Quadro variável, evolução benigna

- Síndrome mononucleose ‘like’

- Lesão da orelha interna é rara

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

CMV

Page 42: Patologia Da Orelha Interna

Diagnóstico

- Isolamento do vírus

- Sorologia

- Otoemissões, BERA

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

CMV

Page 43: Patologia Da Orelha Interna

Infecção congênita

- Infecção primária da mãe durante a gestação

- 20~80% tem manifestação clínica

- Malformações cardíacas, oculares, retardo

mental e DNS (50%)

- 10~20% podem apresentar DNS ao longo dos

primeiros anos

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Rubéola

Page 44: Patologia Da Orelha Interna

Infecção pós-natal

- Quadro de evolução benigna

- Lesão da orelha interna é rara

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Rubéola

Page 45: Patologia Da Orelha Interna

Diagnóstico

- Isolamento do vírus

- Sorologia

- Otoemissões, BERA

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Rubéola

Page 46: Patologia Da Orelha Interna

Clínica

- Parotidite, orquite ou ooforite e nos casos

complicados meningoencefalite

- DNS profunda, secundária à meningoencefalite,

unilateral, que instala-se ao final do quadro clínico

Diagnóstico

- Isolamento do vírus

- Sorologia

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Caxumba

Page 47: Patologia Da Orelha Interna

Varicela

Herpes Zoster

Herpes Zoster Ótico (Ramsay Hunt)

- Reativação do VVZ acometendo o nervo facial e,

menos freqüentemente, o oitavo par ipsilateral

- Otalgia, lesões bolhosas na concha, PFP, alteração do

paladar, hipoacusia, zumbidos e crise vertiginosa

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Varicela Zoster

Page 48: Patologia Da Orelha Interna

Ramsay Hunt

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Page 49: Patologia Da Orelha Interna

Diagnóstico é clínico

Tratamento

- Antivirais (aciclovir)

- Corticóide sistêmico

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Ramsay Hunt

Page 50: Patologia Da Orelha Interna

Sarampo

- DNS é rara mesmo nos casos complicados por

encefalite

Influenza, Parainfluenza e Adenovírus

- Causam tipicamente infecções respiratórias

- Podem causar encefalite e DNS secundária ou

causar DNS isolada, sem comprometimento do SNC

- Tratamento com vasodilatadores e corticóides

sistêmicos

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Page 51: Patologia Da Orelha Interna

Incidência

- Alterações cocleovestibulares acometem cerca de

50% dos portadores

Mecanismos

- Otites agressivas

- Sarcoma Kaposi no osso temporal

- Aracnoidite ou neurite acometendo o oitavo

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

HIV

Page 52: Patologia Da Orelha Interna

Complicação de afecção da orelha média

- Mecanismos

01. Propagação de toxinas via janela oval ou redonda

para os líquidos labirínticos com subseqüente lesão

celular (labirintite asséptica)

02. Propagação do microorganismo, através de lesão

óssea, ligamento anular ou janelas para a orelha

interna (labirintite séptica)

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Bacterianas Inespecíficas

Page 53: Patologia Da Orelha Interna

Complicação de afecção da orelha média

Clínica

- Febre, cefaléia, hipoacusia, zumbidos e vertigens

Tratamento

- Antibióticos e corticóides sistêmícos

- Drenagem cirúrgica

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Bacterianas Inespecíficas

Page 54: Patologia Da Orelha Interna

Complicação de afecção do SNC

Mecanismos

01. Lesão do oitavo par secundária à aracnoidite

02. Propagação do microorganismo, através do

aqueduto coclear, malformações ósseas para a

orelha interna (labirintite séptica)

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Bacterianas Inespecíficas

Page 55: Patologia Da Orelha Interna

Complicação de afecção do SNC

Clínica

- Pode ser encoberto pela meningite

Tratamento

- Antibióticos e corticóides sistêmícos

- Implante coclear???

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Bacterianas Inespecíficas

Page 56: Patologia Da Orelha Interna

Otossífilis

Primária Secundária

Assintomática Tabes dorsalis

Paralisia generalizada Sífilis meningo vascular

Terciária

Pele, óssos e vísceras Sistema cardiovascular Neurossífilis

Meningite sifilítica aguda

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Page 57: Patologia Da Orelha Interna

DISACUSIAS IMUNOMEDIADAS

Otossífilis

Page 58: Patologia Da Orelha Interna

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Podem ocorrer alterações evidentes

durante os primeiros anos de vida ou a

doença pode permanecer latente com

expressão tardia como na sífilis terciária

Sífilis Congênita

Page 59: Patologia Da Orelha Interna

Sífilis Congênita

Dentes de Hutchinson

DOENÇAS INFECCIOSAS DA

ORELHA INTERNA

Page 60: Patologia Da Orelha Interna

DNS TRAUMÁTICAS

Trauma mecânico

- Fratura do osso temporal

- Barotrauma

Trauma acústico

- Agudo

- Crônico (PAIR)

Classificação

Page 61: Patologia Da Orelha Interna

22% das fraturas de crânio

Adultos jovens são os mais acometidos

3 homens : 1 mulher

Acidentes com automóveis e motocicletas

correspondem a 50% dos casos.

DNS TRAUMÁTICAS

Fratura do Osso Temporal

Page 62: Patologia Da Orelha Interna

Classificação

- Longitudinais

- Transversais

- Mistas

DNS TRAUMÁTICAS

Fratura do Osso Temporal

Page 63: Patologia Da Orelha Interna

Quadro Clínico

- Otorragia (hemotímpano)

- Otorréia hialina (fístulas liquóricas)

- Paralisia facial periférica

- Hipoacusia, zumbidos

- Vertigem

DNS TRAUMÁTICAS

Fratura do Osso Temporal

Page 64: Patologia Da Orelha Interna

Avaliação

- ATLS

- História clínica e exame físico completo

- Exame de imagem (CT, MRI)

- Na suspeita de fístula, teste de glicose e 2-

transferrina

- Audiometria e impedanciometria, assim que

possível

- Eletroneurografia

- Testes topográficos do nervo facial

DNS TRAUMÁTICAS

Fratura do Osso Temporal

Page 65: Patologia Da Orelha Interna

DNS TRAUMÁTICAS

Fratura do Osso Temporal

Page 66: Patologia Da Orelha Interna

Topografia

Ruptura do labirinto membranoso

- Intracoclear (Ménière)

- Janela oval/redonda (Fístula

perilinfática)

DNS TRAUMÁTICAS

Barotrauma

Page 67: Patologia Da Orelha Interna

História clínica

Evento desencadeante

- Espirros

- Levantar objeto pesado

- Manobra de Valsalva, assoar o nariz

- Exposição a mudanças de pressão

(vôos, mergulhos)

DNS TRAUMÁTICAS

Barotrauma

Page 68: Patologia Da Orelha Interna

População de risco

- Espadectomia/estapedotomia prévia

- Malformação da orelha interna

(Mondini, aqueduto coclear alargado)

DNS TRAUMÁTICAS

Barotrauma

Page 69: Patologia Da Orelha Interna

Diagnóstico

- Audio – perda auditiva súbita ou rapidamente

progressiva

- Presença de evento desencadeante

- Excluir processo inflamatório, neoplasia

- Exames – sinal de Hennebert e fenômeno de Tullio

O DIAGNÓSTICO DEFINITIVO É CIRÚRGICO

DNS TRAUMÁTICAS

Barotrauma

Page 70: Patologia Da Orelha Interna

Tratamento

- Repouso absoluto

- Cabeceira elevada

- Não levantar peso

- Não assoar o nariz, evitar espirros

- Dieta laxativa

- Audiometria seriada

DNS TRAUMÁTICAS

Barotrauma

Page 71: Patologia Da Orelha Interna

Tratamento (cont.)

Após 5 dias:

- Se melhora, 6 semanas com atividades leves

- Se não houver melhora, cirurgia

DNS TRAUMÁTICAS

Barotrauma

Page 72: Patologia Da Orelha Interna

Perda auditiva súbita, permanente

causada pela exposição a um som

intenso, da ordem de 130 ~140 dB

Lesão causada pelo trauma direto às

células sensoriais

DNS TRAUMÁTICAS

Trauma acústico (agudo)

Page 73: Patologia Da Orelha Interna

DNS TRAUMÁTICAS

Trauma acústico

Page 74: Patologia Da Orelha Interna

DNS TRAUMÁTICAS

Trauma acústico

Page 75: Patologia Da Orelha Interna

DNS TRAUMÁTICAS

Trauma acústico

Page 76: Patologia Da Orelha Interna

Intensidade variável da perda auditiva

Podem estar presente lesões na MT e

cadeia ossicular

Zumbido, otalgia, vertigem

Audiometria com DNS e associada ou

não a perda condutiva

DNS TRAUMÁTICAS

Trauma acústico

Page 77: Patologia Da Orelha Interna

Perda auditiva gradual, resultado de

anos de exposição a ruído

Características:

01. Sempre é neurossensorial

02. Bilateral e simétrica

03. Raramente profunda

04. Não progride sem exposição ao ruído

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR (Trauma acústico crônico)

Page 78: Patologia Da Orelha Interna

Características (cont.):

05. A taxa de progressão é tanto menor quanto maior

a perda

06. As freqüências mais altas são mais afetadas

(4KHz)

07. Perda máxima após 10~15 anos de exposição

08. Ruído contínuo é mais lesivo que o intermitente

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 79: Patologia Da Orelha Interna

Histopatologia

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 80: Patologia Da Orelha Interna

Histopatologia

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 81: Patologia Da Orelha Interna

Histopatologia

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 82: Patologia Da Orelha Interna

Histopatologia

PAIR

DNS TRAUMÁTICAS

Page 83: Patologia Da Orelha Interna

Histopatologia

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 84: Patologia Da Orelha Interna

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 85: Patologia Da Orelha Interna

Critérios de Risco

- 5% dos indivíduos com exposição crônica a um ruído

de 80 dBA desenvolverão PAIR

- 5~15% se a intensidade do ruído for 85dBA e

15~25% para 90dbA

- Quanto maior a energia sonora, maior o risco de

PAIR

- Um aumento de 3dB na intensidade do som

equivale a dobrar a intensidade da pressão sonora

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 86: Patologia Da Orelha Interna

Regra dos 5

Níveis permitidos

- 90dBA por 8 horas

- 95dBA por 4 horas

- 100dBA por 2 horas

- 105dBA por 1 hora

- 110dBA por 30 minutos

- 115dBA por 15 minutos

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 87: Patologia Da Orelha Interna

Interações

Presbiacusia

Drogas ototoxicas

-Aminoglicosídeos, cisplatina, furosemida, AAS

S. químicas

- Tolueno, monóxido de carbono

Vibração

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 88: Patologia Da Orelha Interna

Tratamento (profilaxia)

- Medida da intensidade sonora

- Equipamentos menos ruidosos

- Redução do tempo de exposição

- Protetores auriculares

- Audiometrias seriadas

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 89: Patologia Da Orelha Interna

Protetores auriculares

DNS TRAUMÁTICAS

PAIR

Page 90: Patologia Da Orelha Interna

OTOTOXICIDADE

Definição

- Lesão da cóclea ou sistema vestibular

causada pela exposição a substâncias

químicas.

Fontes

- Mercúrio

- Antibióticos

- Antineoplásicos

Page 91: Patologia Da Orelha Interna

Aminoglicosídeos

Cocleotóxicos

- Amicacina, canamicina,

neomicina, netilmicina

Vestibulotóxicos

- Estreptomicina, gentamicina,

sisomicina

Podem ocorrer simultaneamente

OTOTOXICIDADE

Page 92: Patologia Da Orelha Interna

Cocleotoxicidade

Aumento de 10-20 dB no limiar em uma

ou mais freqüências

Incidência de 6-13%

Fatores de risco

- Diuréticos, insuficiência renal,

tratamento prolongado, idosos,

DNS preexistente

OTOTOXICIDADE

Aminoglicosídeos

Page 93: Patologia Da Orelha Interna

Aminoglicosídeos

OTOTOXICIDADE

Page 94: Patologia Da Orelha Interna

Aminoglicosídeos

Ototoxicidade por Gentamicina

OTOTOXICIDADE

Page 95: Patologia Da Orelha Interna

Aminoglicosídeos

OTOTOXICIDADE

Page 96: Patologia Da Orelha Interna

Cocleotoxicidade

- Acomete inicialmente as altas freqüências

- Perda profunda

- Irreversível

OTOTOXICIDADE

Aminoglicosídeos

Page 97: Patologia Da Orelha Interna

Prevenção

Farmacológica

Clínica

- Uso de drogas menos tóxicas

(netilmicina)

- Identificar pacientes de risco

- Audiometrias seriadas

- ENG

- Ajuste de dose, duração da

terapia

OTOTOXICIDADE

Aminoglicosídeos

Page 98: Patologia Da Orelha Interna

Perda reversível

- Macrolídeos, diuréticas, AINEs e salicilatos,

quinino

Perda irreversível

- Cisplatina

OTOTOXICIDADE

Outras drogas

Page 99: Patologia Da Orelha Interna

Lesão possível em humanos

Orientar o paciente

Prescrever pelo mínimo tempo

necessário

Evitar em ouvido sem otorréia

Cuidado com alterações vestibulares

prévias

OTOTOXICIDADE

Antibióticos tópicos

Page 100: Patologia Da Orelha Interna

LABIRINTOPATIA METABÓLICA

Alterações no metabolismo dos

carboidratos

Alterações no metabolismo dos lipídeos

Alterações hormonais:

- Tireoideanos

- Esteróides

Etiologia

Page 101: Patologia Da Orelha Interna

Em 80 pacientes com queixas

vestibulares e/ou auditivas:

1 Tireoideanas

53 Lipidêmicas

55 Glicêmicas

Porcentagem Alterações

LABIRINTOPATIA METABÓLICA

Incidência

Page 102: Patologia Da Orelha Interna

Redução no

aporte de

nutrientes

Redução na

ação da

bomba Na-K

Aumento

de Na+ na

endolinfa

Hydrops

Fisiopatologia

LABIRINTOPATIA METABÓLICA

Page 103: Patologia Da Orelha Interna

Início algumas horas após alimentação

Hipoacusia flutuante, vertigens, sensação

de plenitude aural e zumbidos

Duração de minutos até dias

LABIRINTOPATIA METABÓLICA

Quadro Clínico

Page 104: Patologia Da Orelha Interna

Audiometria

Glicemia de jejum, GTT (5h)

Curva glico-insulinêmica

Lipidograma, hormônios tireoideanos

Eletrococleografia, Teste do glicerol

ENG

LABIRINTOPATIA METABÓLICA

Exames Complementares

Page 105: Patologia Da Orelha Interna

Tratamento da patologia de base

Medicamentoso

LABIRINTOPATIA METABÓLICA

Tratamento

Page 106: Patologia Da Orelha Interna

Dieta e hábitos:

- Dieta fracionada a cada 3h

- Redução do açúcar, introdução dos adoçantes

- Troca do pão branco pelo de glúten

- Observar efeitos da ingesta de uva, figo, jabuticaba,

caqui, mamão papaya

- Restrição da cafeína (ref. tipo cola), chocolates, chá

preto, abolir tabaco e álcool

- Exercícios físicos

LABIRINTOPATIA METABÓLICA

Tratamento (cont.)

Page 107: Patologia Da Orelha Interna

VASCULARES

Fisiopatologia

Hipoperfusão da orelha interna

Page 108: Patologia Da Orelha Interna

TRANSITÓRIAS X DEFINITIVAS

IRREVERSÍVEIS X REVERSÍVEIS

VASCULARES

Fisiopatologia

Hipoperfusão da orelha interna

Page 109: Patologia Da Orelha Interna

Hipotensão postural, ICC, arritmias,

placas ateromatosas, roubo da subclávia,

síndromes cervicais, drogas

hipotensoras, diuréticos,

tromboembolismo, vaso espasmos,

hipercoaguabilidade

VASCULARES

Etiologia

Page 110: Patologia Da Orelha Interna

Depende da duração e localização do

insulto

Quanto mais próximo da orelha interna,

mais específico

- Tonturas, vertigem, quedas, hipoacusia, zumbidos

VASCULARES

Quadro clínico

Page 111: Patologia Da Orelha Interna

Quadro clínico

VASCULARES

Page 112: Patologia Da Orelha Interna

Tratar patologia de base

Reavaliar terapia medicamentosa

- Diuréticos, anti-hipertensivos, ansiolíticos

Vasodilatadores periféricos

- Diidroergocristina, cinarizina, Beta histina

Hemorreológicos

- Pentoxifilina, Ginkgo Biloba (EGb 761)

Cirurgia

VASCULARES

Tratamento

Page 113: Patologia Da Orelha Interna

NEOPLASIAS

Schwannoma vestibular

1/100.000 habitantes

8% de todos os tumores intracranianos

Idade entre 35 a 55 anos

2 mulheres :1 homem

Neurinoma do Acústico

Page 114: Patologia Da Orelha Interna

Neurinoma do Acústico

NEOPLASIAS

Page 115: Patologia Da Orelha Interna

Neurinoma do Acústico

Schwannoma Vestibular

NEOPLASIAS

Page 116: Patologia Da Orelha Interna

Quadro clínico

- Perda auditiva progressiva (95%), ocasionalmente

com surdez súbita (10-19%)

- 1% dos casos de perda auditiva assimétrica

- Zumbido unilateral

- Vertigem

NEOPLASIAS

Neurinoma do Acústico

Page 117: Patologia Da Orelha Interna

Neurinoma do Acústico

NEOPLASIAS

Page 118: Patologia Da Orelha Interna

Audiometria e imitanciometria

- Perda auditiva em agudos (rampa descendente)

- Recrutamento pode estar ausente

- Ausência de reflexos estapediano

- Discriminação desproporcionalmente baixa

Exames radiográficos: CT e MRI

Potencial evocado de tronco cerebral

(BERA), ENG

NEOPLASIAS

Neurinoma do Acústico

Page 119: Patologia Da Orelha Interna

NEOPLASIAS

Neurinoma do Acústico

Page 120: Patologia Da Orelha Interna

Neurinoma do Acústico

NEOPLASIAS

Page 121: Patologia Da Orelha Interna

Remoção cirurgia

Radiocirurgia estereotáxica: tumores

menores que 3 cm, pacientes com mais

de 65 anos, condições médicas do

paciente.

Tratamento conservador

NEOPLASIAS

Neurinoma do Acústico

Page 122: Patologia Da Orelha Interna

Crises paroxísticas de vertigem típica,

hipoacusia neurossensorial flutuante,

zumbidos e sensação de plenitude aural,

relacionada à hidrópsia endolinfática.

Se a causa é definida → Síndrome de Ménière

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 123: Patologia Da Orelha Interna

Descrita em 1861 por Prosper Ménière.

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 124: Patologia Da Orelha Interna

Doença de Ménière

IDIOPÁTICAS

Page 125: Patologia Da Orelha Interna

Doença de Ménière

IDIOPÁTICAS

Page 126: Patologia Da Orelha Interna

Doença de Ménière

IDIOPÁTICAS

Page 127: Patologia Da Orelha Interna

2,4 milhões de pessoas no EUA

Idade entre 30 a 50 anos

Sem preferência para sexo

Bilateral

(estatística variável, de 33 a 78%)

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 128: Patologia Da Orelha Interna

Quadro clínico

Tríade sintomas vestibulares, auditivos e

plenitude aural

- Vertigem (96%)

- Perda auditiva (87%)

- Zumbidos (91%)

- Plenitude aural (74%)

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 129: Patologia Da Orelha Interna

Fisiopatologia

A endolinfa é produzida na estria

vascu-lar e reabsorvida no ducto e

saco endolin-fático. Suspeita-se que

ocorra uma falha no mecanismo de

reabsorção.

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 130: Patologia Da Orelha Interna

Fisiopatologia

Estria vascular Ducto e saco endolinfático

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 131: Patologia Da Orelha Interna

Etiologias identificáveis

- Trauma

- Meningite

- Otosclerose

- Doença auto imune

- Doença Metabólica

- Sífilis

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 132: Patologia Da Orelha Interna

Exames complementares

Audiometria e impedanciometria

- Perda auditiva em graves (rampa ascendente)

ou plana.

- Presença de recrutamento de Metz.

- Redução do limiar em 10 dB em 2 freqüências

após glicerol

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 133: Patologia Da Orelha Interna

Teste do Glicerol

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 134: Patologia Da Orelha Interna

Eletrococleografia: relação entre o potencial

de somação e o potencial de ação

- Normal até 0.3

- Border line 0.3 a 0.5

- Anormal > 0.5

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 135: Patologia Da Orelha Interna

Exames complementares

- Estudos radiográficos (CT e MRI)

- Estudos laboratoriais (FTA-abs, glicemia,

função tireoideana, colesterol e provas

autoimunes)

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 136: Patologia Da Orelha Interna

Tratamento Clínico

- Depressores vestibulares (cinarizina e

dimenidrato)

- Diuréticos (hidroclortiazida) e dieta

hipossódica (1,5 g)

- Agentes pró-circulatórios (betahistina,

gingko biloba)

Outros

- Aplicação IM estreptomicina ou

gentamicina

- Câmara hiperbárica

- Tratamento imunológico

IDIOPÁTICAS Doença de Ménière

Page 137: Patologia Da Orelha Interna

Tratamento

Gentamicina Intra timpânica

- 40mg/ml em 2 aplicações diárias , 0.3 a 0.5

ml, após colocação de TA

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 138: Patologia Da Orelha Interna

Tratamento

Cirúrgico

- Descompressão de saco endolinfático

- Labirintectomia transcanal ou

trasmastoidea (em pacientes com SRT

de 60dB ou discriminação pior que

30%)

- Neurectomia vestibular (fossa média

ou posterior)

IDIOPÁTICAS

Doença de Ménière

Page 139: Patologia Da Orelha Interna

IDIOPÁTICAS

Descompressão do saco endolinfático

Doença de Ménière

Page 140: Patologia Da Orelha Interna

Perda auditiva devida a alterações

do ouvido interno e vias auditivas

centrais decorrente do

envelhecimento destas estruturas

DEGENERATIVAS

Presbiacusia

Page 141: Patologia Da Orelha Interna

Presbiacusia

Degeneração Neural

DEGENERATIVAS

Page 142: Patologia Da Orelha Interna

Presbiacusia

Degeneração da Estria vascular

DEGENERATIVAS

Page 143: Patologia Da Orelha Interna

Etiologia

- Infecções

- Intoxicações

- Traumas

- Fatores genéticos

DEGENERATIVAS

Presbiacusia

Page 144: Patologia Da Orelha Interna

Quadro clínico

- Hipoacusia bilateral, simétrica, progressiva, de

início insidioso

- Início entre 40 e 80 anos

- História familiar positiva

- Zumbidos, recrutamento

“Não precisa gritar porque eu não sou surdo!!!!”

DEGENERATIVAS

Presbiacusia

Page 145: Patologia Da Orelha Interna

Exames complementares

Audiometria e Imitanciometria

- Curva descendente com perda acima dos

2000Hz

- Reflexo do estapédio presente

- Recrutamento

BERA

- Aumento de latência e redução da

amplitude da onda V

DEGENERATIVAS

Presbiacusia

Page 146: Patologia Da Orelha Interna

Tratamento

DEGENERATIVAS

Presbiacusia

Page 147: Patologia Da Orelha Interna

DEGENERATIVAS

Presbiacusia

Tratamento

Page 148: Patologia Da Orelha Interna

DEGENERATIVAS

Presbiacusia

Tratamento

Page 149: Patologia Da Orelha Interna

DEGENERATIVAS

Presbiacusia

Page 150: Patologia Da Orelha Interna

DEGENERATIVAS

Presbiacusia

Tratamento