origem das penas

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O Papel das Penas Alternativas no Processo de Ressocializao do Apenado na Comarca de FortalezaSUMRIO: INTRODUO; 1 ORIGEM E EVOLUO DAS PENAS; 1.1 Origem das penas; 1.2 Evoluo das penas no mundo; 1.2.1 Perodo Primitivo; 1.2.2 Perodo Antigo; 1.2.3 Perodo Medieval; 1.2.4 Perodo Moderno; 1.2.5 Perodo Contemporneo; 1.3 Evoluo das penas no Brasil; 1.3.1 Perodo Colonial; 1.3.2 Perodo Imperial; 1.3.3 Perodo Republicano; 2 PENAS ALTERNATIVAS; 2.1 Conceito; 2.2 Aspectos histricos; 2.3 Legislao pertinente; 2.4 Regras de Tquio; 3 LEGISLAO BRASILEIRA DAS PENAS ALTERNATIVAS LEI N 9.714/98; 3.1 Cominao e aplicao das penas alternativas; 3.2 Pressupostos necessrios substituio; 3.2.1 Pressupostos objetivos; 3.2.2 Pressupostos subjetivos; 3.3 Espcies de penas alternativas; 3.3.1 Prestao pecuniria; 3.3.2 Perda de bens e valores; 3.3.3 Prestao de servios comunidade ou a entidades pblicas; 3.3.4 Interdio temporria de direitos; 3.3.4.1 Proibio do exerccio de cargo, funo, ou atividade pblica, bem como de mandado eletivo; 3.3.4.2 Proibio do exerccio de profisso, atividade ou ofcio que dependam de habilitao especial, de licena ou autorizao do poder pblico; 3.3.4.3 Suspenso de autorizao ou de habilitao para dirigir veculo; 3.3.4.4 Proibio de freqentar determinados lugares; 3.3.5 Limitao de fim de semana; 3.4 Converso das penas alternativas em privativas de liberdade; 3.5 Detrao penal; 3.6 Penas alternativas e crimes hediondos; 4 EXECUO DAS PENAS ALTERNATIVAS NA VARA ESPECIALIZADA DA COMARCA DE FORTALEZA; 4.1 Criao da vara e competncia; 4.2 Composio da Vara de Execuo de Penas Alternativas; 4.3 Do juiz; 4.4 Do Ministrio Pblico; 4.5 Do defensor pblico; 4.6 A equipe tcnica; 4.7 O procedimento nas penas restritivas de direitos; 4.8 Clculo da pena de prestao de servios comunidade; 4.9 Monitoramento do cumprimento das penas alternativas; 4.9.1 Relao entre a Vara de Execuo de Penas Alternativas e Instituies Conveniadas; 4.9.2 Controle de freqncia e contabilidade das horas de servios prestados; 4.9.3 Fiscalizao pelos integrantes da equipe tcnica; 4.10 Fim do cumprimento de pena alternativa; 5 PROCESSO DE RESSOCIALIZAO DOS APENADOS NA COMARCA DE FORTALEZA; 5.1 Ressocializao dos Apenados atravs da pena de Prestao de Servios Comunidade; 5.2 Ressocializao dos apenados pela pena de limitao de fim de semana; 5.3 Perfil scio-econmico dos apenados; CONCLUSO; REFERNCIAS INTRODUO O presente trabalho trata do estudo das penas alternativas, as quais, presentes os requisitos de sua aplicabilidade, substituem as penas privativas de liberdade nos crimes cujas penas sejam inferiores a 04 (quatro) anos. As penas alternativas so mecanismos que proporcionam aos apenados uma experincia socializadora positiva, bem como um envolvimento da sociedade no processo de recuperao de suas relaes interpessoais, familiares e sociais, de forma que os mesmos retornem regenerados sociedade, livres das mazelas que os infectaram. Este um tema de relevante importncia, visto que os doutrinadores e estudiosos do direito penal buscam uma forma de impor uma pena que ressocialize os infratores, pois est comprovado que o crcere degenera ainda mais o indivduo submetido a ele. Com a falncia do sistema carcerrio, no s o brasileiro como tambm o mundial, os representantes

estatais vm se preocupando, cada vez mais, com a reformulao do sistema de penas, em face do desvirtuamento dos objetivos das penas privativas de liberdade, qual seja, reeducar os presos, a fim de prepar-los para retornarem vida social. Urge ressaltar que as penas alternativas so vistas por muitos doutrinadores como um instrumento necessrio para reverter esse quadro catico do sistema penitencirio, contribuindo, assim, para a resoluo do problema da superlotao dos presdios e buscando a consecuo da finalidade do crcere. Com o advento da Lei n 9.714/98, a qual alterou alguns dispositivos previstos no art. 43 do Cdigo Penal Brasileiro, foi ampliado o rol das penas restritivas de direitos (penas alternativas), tornando-se oportuno alguns questionamentos: Quais os benefcios trazidos para o apenado, sociedade e Estado com a aplicao das penas alternativas? As penas alternativas recuperam o apenado? As penas alternativas, por serem medidas mais brandas do que as penas privativas de liberdade, estimulam a criminalidade e a reincidncia? Neste contexto, o objetivo geral deste trabalho consiste em mostrar a importncia das penas alternativas no processo de ressocializao dos apenados na Comarca de Fortaleza. J o objetivo especfico busca investigar o cumprimento das penas alternativas como forma de recuperao do condenado; identificar os principais benefcios trazidos com a aplicao das penas alternativas e examinar o funcionamento da Vara de Execues de Penas Alternativas da Comarca de Fortaleza VEPA e sua eficcia no processo de ressocializao do apenado. As hipteses do trabalho monogrfico sero investigadas atravs de pesquisas bibliogrficas, documentais e de campo, atravs visitas entidades conveniadas VEPA, que recebem os apenados para cumprimento de penas alternativas, vara especializada de penas alternativas. Quanto utilizao dos resultados, a pesquisa ser pura. Com relao abordagem, trata-se de uma pesquisa qualitativa, por ser usada em populao pequena. Quanto aos objetivos a pesquisa ser descritiva e exploratria. Dividimos o trabalho em cinco captulos. No primeiro faremos uma breve passagem pela origem e evoluo das penas no mundo e no Brasil, reforma penal de 1984 e advento da Lei 9.714/98. No segundo captulo trataremos do conceito, aspectos histricos, origem e princpios norteadores das penas alternativas. No terceiro abordaremos a legislao ptria pertinente s penas alternativas Lei n 9.714/98, destacando os pressupostos objetivos e subjetivos para a aplicao das alternativas penais, suas espcies e finalidade. No quarto captulo falaremos sobre a execuo das penas alternativas na vara especializada da Comarca de Fortaleza, enfatizando sua estrutura e funcionamento. J no quinto e ltimo captulo aduziremos acerca do papel das penas restritivas de direitos na ressocializao do apenado no mbito da Comarca de Fortaleza, apresentando alguns dados e grficos cedidos pela VEPA para comprovao dos benefcios alcanados com a aplicao das penas alternativas priso e resultados das pesquisas de campo. 1. ORIGEM E EVOLUO DAS PENAS

Com o estudo da evoluo histrica do direito penal, chegamos facilmente concluso de que o sistema repressivo sempre esteve (na Antigidade, Idade Mdia e na poca absolutista) a servio dos interesses da classe dominante, ocasionando uma opresso classe dominada. J no direito contemporneo, com a implementao do Estado Democrtico, esse privilgio de classes fora abolido, pois todos os que violassem bens jurdicos tutelados pelas leis penais sofreriam punies. Vale ressaltar, que o sistema punitivo que vigora atualmente deve ser visto com um carter

transitrio, pois como mostra a experincia histrica, o Direito est em constante transformao para acompanhar a evoluo social, no perdendo, deste modo, sua eficcia. Entretanto, para uma melhor compreenso dos princpios e idias que fundamentam o sistema punitivo contemporneo, torna-se necessria a anlise da evoluo histrica do Direito Penal e seu sistema de sanes, examinando-se seus perodos, os quais se dividem em: primitivo, antigo, medieval, moderno e contemporneo. 1.1 Origem das penas

As penas so mecanismos de que se valem as normas para que seja garantida a proteo dos bens jurdicos por elas tutelados. Elas existem desde os primrdios da humanidade, oriundas da necessidade de uma forma de punio aos indivduos que vivessem margem das normas de condutas. A partir do momento em que o homem passou a se organizar em grupos, surgiram os primeiros conflitos de interesses, frutos da competio e ambio inerentes ao instinto humano. Movido por seus desejos, o indivduo, muitas vezes, ultrapassava seus direitos, violando os direitos de terceiros, ou mesmo, utilizava-se de formas ilcitas e ilegais para concretizar seus anseios. As primeiras penas eram aplicadas de forma violenta e desumana, dotadas de cunho emocional e religioso, sendo as punies estabelecidas pelo prprio grupo aos infratores. As formas mais primitivas de penas foram o escrnio, a expulso da comunidade, a vingana de grupo contra grupo e a pena de morte, a qual consistia na destruio do homem, eliminando-o da comunidade e evitando que o mesmo viesse a cometer novos delitos, conturbando a paz social. 1.2 1.2.1 Evoluo das Perodo Penas no Mundo Primitivo

No perodo primitivo, as penas eram revestidas de um certo misticismo, decorrente da ligao dos grupos s divindades. Como conseqncia deste vnculo religioso, era atribuda s normas um carter divino. Quando um indivduo violava uma regra comportamental, o grupo rebelava-se contra ele aplicando-lhe uma sano, com o intuito de que fosse restabelecida a proteo dos deuses. Segundo Joo Jos Leal (1998, p. 58/59) ... a reao contra o infrator, envolta no manto da magia e do sobrenatural, baseava-se na idia de reconciliao do grupo com seu deus (ou deuses) protetor. Pode-se nitidamente perceber que a represso ao infrator era de natureza coletiva e no individual, posto que, era o grupo, como um todo homogneo, o interessado maior na punio do transgressor normativo, superando interesse do prprio ofendido. Nesse perodo, as punies apresentavam-se sob duas formas: a perda da paz, a qual ocasionava a expulso do indivduo do convvio social por ter infringido uma norma, que tenha provocado a ira dos deuses, buscando-se com essa expulso a manuteno da paz grupal; a vingana de sangue, que consistia na represso das condutas de outros indivduos estranhos ao grupo. Com o desdobramento da sociedade em cls unidos pelo vnculo da consanginidade, surgiram duas novas modalidades de punio, a vingana privada e a composio.

1.2.2

Perodo

Antigo

No perodo antigo, marcado pelo nascimento das primeiras civilizaes, surge a figura do soberano como representante do p

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