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  • O

    NUMA LINGUAGEMSIMPLIFICADA

    Adaptao:

    L.NEILMORIS

  • 2 AllanKardec

    O LIVRO DOS

    ESPRITOSNUMA LINGUAGEMSIMPLIFICADA

    AllanKardec

    Adaptao:L.NEILMORIS

  • 3 OLIVRODOSESPRITOSLinguagemSimplificada

    OLIVRODOSESPRITOSNumalinguagemSimplificadaAllanKardec

    Ttulooriginalemfrancs:LELIVREDESESPRITSLanadoem18deabrilde1857Paris,Frana

    Adaptaode:LouisNeilmoris

    2009Brasil

    www.luzespirita.org.br

  • 4 AllanKardec

    Nota da adaptao

    Apropostadestetrabalhotrazerao meiopopularoconsoloeailuminaoqueOLIVRODOSESPRITOS,escritopelomemorvelCodificadorAllanKardec,sob a orientao de mentores espirituais. Um livro revolucionrio, no sendoexageronenhumquesediga:amaiorobraliterriadetodosostempos.

    Mas, convenhamos, as tradues brasileiras, at ento disponveis, aindaoferecemgrandemassapopulargravesobstculosparaumaperfeitacompreenso,noporfalhadostradutoresmuitopelocontrrio,maspelafidelidadecomqueverteramdosoriginaisemfrancsparaoportugus,mantendoaelevadaelocuo.Kardec, eminente autoridade em lingustica, evidentemente, s poderia escrever alturadosuperiornvelculturaldeseuscontemporneos.Destaforma,enadamaisjusto,asversesprocuramsempreequilibraralinguagem.

    Estaadaptaoprocurasimplificarotextoutilizandosedevocbulosmaiscomuns,maisatualizados,noentanto,semalteraroteordaargumentao.

    As novas verdades que a maravilhosa Doutrina Esprita nos traz devemestaraoalcancedetodos,porumaquestoderespeitoedeamor.

    LouisNeilmoris

  • 5 OLIVRODOSESPRITOSLinguagemSimplificada

    OLivrodosEspr itosPRINCPIOSDADOUTRINAESPRITA

    Sobreaimortalidadedaalma,anaturezadosEspritosesuasrelaescomoshomens,asleismorais,avidapresente,avidafuturaeoporvirdaHumanidadesegundoosensinosdadospor Espritossuperiorescoma

    cooperaodediversosmdiuns recebidosecoordenadospor:

    ALLANKARDEC

  • 6 AllanKardec

    SumrioIntroduo aoestudodaDoutrinaEsprita pg.11Prolegmenos pg.37

    PARTEPRIMEIRADascausaspr imr ias

    CAPTULOIDeDeus pg.41DeuseoInfinitoProvasdaexistnciadeDeusAtributosdaDivindadePantesmo

    CAPTULOIIDoselementosgeraisdoUniverso pg.45ConhecimentodoprincpiodascoisasEspritoematriaPropriedadesdamatriaEspaouniversal

    CAPTULOIIIDaCriao pg.50FormaodosmundosFormaodosseresvivosPovoamentodaTerra.AdoDiversidadedasraashumanasPluralidadedosmundosConsideraeseconcordnciasbblicasconcernentescriao

    CAPTULOIVDoPrincpiovital pg.56SeresorgnicoseinorgnicosAvidaeaMorteIntelignciaeinstinto

    PARTESEGUNDADomundoespr itaoumundodosEspr itos

    CAPTULOIDosEspritos pg.61OrigemenaturezadosEspritosMundonormalprimitivoFormaeubiquidadedosEspritosPerispritoDiferentesordensdeEspritosEscalaesprita

  • 7 OLIVRODOSESPRITOSLinguagemSimplificada

    Terceiraordem. EspritosimperfeitosSegundaordem BonsEspritosPrimeiraordem EspritospurosProgressodosEspritosAnjosedemnios

    CAPTULOIIDaencarnaodosEspritos pg.74ObjetivodaencarnaoAalmaMaterialismo

    CAPTULOIIIDavoltadoEsprito,extintaavidacorprea,vidaespiritual pg.80AalmaapsamorteSeparaodaalmaedocorpoPerturbaoespiritual

    CAPTULOIVDapluralidadedasexistncias pg.85AreencarnaoJustiadareencarnaoEncarnaonosdiferentesmundosTransmigraesprogressivasSortedascrianasdepoisdamorteSexonosEspritosParentesco,filiaoParecenasfsicasemoraisIdeiasinatas

    CAPTULOVConsideraessobreapluralidadedasexistncias pg.99CAPTULOVIDavidaesprita pg.104

    EspritoserrantesMundostransitriosPercepes,sensaesesofrimentosdosEspritosEnsaiotericodasensaonosEspritosEscolhadasprovasAsrelaesnoalmtmuloRelaesdesimpatiaedeantipatiaentreosEspritos.MetadeseternasRecordaodaexistnciacorpreaComemoraodosmortos.Funerais

    CAPTULOVIIDavoltadoEspritovidacorporal pg.128PreldiodavoltaUniodaalmaedocorpoFaculdadesmoraiseintelectuaisdo homemInflunciadoorganismoIdiotismo,loucuraAinfnciaSimpatiaeantipatiaterrenasEsquecimentodopassado

    CAPTULOVIIIDaemancipaodaalma pg.144OsonoeossonhosVisitasespritasentrepessoasvivas

  • 8 AllanKardec

    TransmissoocultadopensamentoLetargia.Catalepsia.MortesaparentesSonambulismoxtaseDuplavistaResumotericodosonambulismo,doxtaseeda duplavista

    CAPTULOIXDaintervenodosEspritosnomundocorporal pg.159FaculdadequetmosEspritosdepenetraremnossospensamentosInflunciaocultadosEspritosemnossospensamentoseatosPossessosConvulsionriosAfeioqueosEspritosvotamacertaspessoasAnjosdeguarda. Espritosprotetores,familiaresousimpticosPressentimentosInflunciadosEspritosnosacontecimentosdavidaAodosEspritossobreosfenmenosdaNaturezaOsEspritosduranteoscombatesPactosPoderoculto.Talisms.FeiticeirosBnosemaldies

    CAPTULOXDasocupaesemissesdosEspritos pg.182CAPTULOXIDostrsreinos

    OsmineraiseasplantasOsanimaiseohomemMetempsicose

    PARTETERCEIRADasleismorais

    CAPTULOIDaleidivinaounatural pg.198CaracteresdaleinaturalConhecimentodaleinaturalObemeomalDivisodaleinatural

    CAPTULOIIDaleideadorao pg.205ObjetivodaadoraoAdoraoexteriorVidacontemplativaAprecePolitesmoSacrifcios

    CAPTULOIIIDaleidotrabalho pg.213NecessidadedotrabalhoLimitedotrabalho.Repouso

    CAPTULOIVDaleidereproduo pg.216Populao doGlobo

  • 9 OLIVRODOSESPRITOSLinguagemSimplificada

    SucessoeaperfeioamentodasraasObstculosreproduoCasamentoecelibatoPoligamia

    CAPTULOVDaleideconservao pg.220InstintodeconservaoMeiosdeconservaoGozodosbensterrenosNecessrioesuprfluoPrivaesvoluntrias.Mortificaes

    CAPTULOVIDaleidedestruio pg.226DestruionecessriaedestruioabusivaFlagelosdestruidoresGuerrasAssassnioCrueldadeDueloPenademorte

    CAPTULOVIIDaleidesociedade pg.234NecessidadedavidasocialVidadeinsulamento.VotodesilncioLaosdefamlia

    CAPTULOVIIIDaleidoprogresso pg.237EstadodenaturezaMarchadoprogressoPovosdegeneradosCivilizaoProgressodalegislaohumanaInflunciadoEspiritismonoprogresso

    CAPTULOIXDaleideigualdade pg.245IgualdadenaturalDesigualdadedasaptidesDesigualdadessociaisDesigualdadedasriquezasAsprovasderiquezaedemisriaIgualdadedosdireitosdohomemedamulherIgualdadeperanteotmulo

    CAPTULOXDaleideliberdade pg.251LiberdadenaturalEscravidoLiberdadedepensarLiberdadedeconscinciaLivrearbtrioFatalidadeConhecimentodofuturoResumotericoda motivao dasaeshumanas

  • 10 AllanKardec

    CAPTULOXIDaleidejustia,deamoredecaridade pg.263JustiaedireitosnaturaisDireitodepropriedade.RouboCaridadeeamordoprximoAmormaternoefilial

    CAPTULOXIIDaperfeiomoral pg.269AsvirtudeseosvciosPaixesOegosmoCaracteresdohomemdebemConhecimentodesimesmo

    PARTEQUARTADasesperanaseconsolaes

    CAPTULOIDaspenasegozosterrenos pg.280FelicidadeeinfelicidaderelativasPerdadosentesqueridosDecepes.Ingratido.AfeiesdestrudasUniesantipticasTemordamorteDesgostodavida.Suicdio

    CAPTULOIIDaspenas egozosfuturos pg.291ONada.VidafuturaIntuiodaspenasegozosfuturosIntervenodeDeusnaspenaserecompensasNaturezadaspenasegozosfuturosPenastemporaisExpiaoearrependimentoDuraodaspenasfuturasRessurreiodacarneParaso,infernoepurgatrio

    Concluso pg.311

  • 11 OLIVRODOSESPRITOSLinguagemSimplificada

    Introduo ao estudo da Doutrina Esprita

    I

    Paradesignar coisasnovassonecessriaspalavrasnovas.Assimexigeaboacompreenso,paraevitaraconfusoqueocorreaspalavrastmvriossentidos.Os termos: espiritual, espiritualista, espiritualismo tm uma definio bemdefinida, e acrescentarlhes nova significao, para apliclos doutrina dosEspritos,seriamultiplicaroscasosdenumerosaspalavrascommuitossignificados.Defato,oespiritismooopostodomaterialismo.Aquelequeacreditahaveremsialguma coisa almdamatria espiritualista.Entretanto, isso no quer dizer quecreianaexistnciadosEspritosouemsuascomunicaescomomundovisvel.Emvez das palavras espiritual,espiritualismo,ns usamos, para indicara crenanosseresespirituais,os termosespritaeespiritismo,cuja forma lembraaorigemeosentido da raiz da palavra e que, por issomesmo, apresentam a vantagem de serperfeitamentecompreensveis, deixandoao vocbuloespiritualismo asignificaoque lheprpria.Diremos,pois,queadoutrinaespritaouoEspiritismo temporprincpio as relaes do mundo material com os Espritos ou seres do mundoinvisvel. Os adeptos do Espiritismo sero os espritas, ou, se quiserem, osespiritistas.

    Comoespecialidade,O LIVRODOSESPRITOS contmadoutrinaespritacomo generalidade, ligase doutrina espiritualista, que uma de suascaractersticas. Essa a razo porque traz no cabealho do seu ttulo as palavras:Filosofiaespiritualista.

    II

    Igualmente,houtrapalavraquetodosnsdevemosentender,porseremsiumdosfechosdeabbada,ouseja,asustentao detodadoutrinamoraleserobjetodeinmerascontrovrsias,porfaltadeumaacepobemdeterminada.apalavraalma. A divergncia de opinies sobre a natureza da alma nasce da aplicaoparticularquecadaumdaesse termo.Umalnguaperfeita,emquecadaideia fosseexpressaporumtermoprprio,evitaria muitasdiscusses.

    Segundouns,aalmaoprincpiodavidamaterialorgnica,quenotemexistnciaprpriaeterminacomavida:omaterialismopuro.Nestesentidoeporcomparao,dizsedeum instrumento rachado,quenoemitemaisnenhumsom:notemalma.De acordo comessaopinio,aalmaseriaefeitoenocausa.

  • 12 AllanKardec

    Outrospensamqueaalmaoprincpiodainteligncia,agenteuniversaldoqual cada ser absorve certa poro. Segundo esses, haveria em todo o Universoapenasumanicaalmaadistribuircentelhas(partesdamesmaalma)pelosdiversosseresinteligentesduranteavidadesteseque,comamorte,cadacentelhavoltariafontecomum,ondesemisturariacomotodo,comoosriachoseosriosvoltamaomar,dondesaram.Essaopiniodiferedaanterior emque,nestahiptese,nohemnssomentecorpo,masquerestaalgumacoisaapsamorte.Contudo,quasecomosenadasubsistisse,porque,nohavendoindividualidade,no teramosmaisconscincia de nsmesmos.Dentro desta opinio, a almauniversal seriaDeus, ecadaserum pedao dadivindade. Essauma variantedo pantesmo.1

    Finalmente,segundooutros,aalmaumsermoral,distinto,independentedamatriaequeconservasuaindividualidadeapsamorte.Estadefinio,semdvida,amaiscomum,porque,debaixodeumnomeoudeoutro,aideiadesseserquesobreviveaocorposeencontra,noestadodecrenainstintiva,n