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DAS PENAS NO DIREITO CASTRENSE. Professora Lorena Braga Raposo. DAS PENAS De acordo com o CPM, as penas classificam-se em principais e acessórias. As penas principais estão classificadas no art. 55, a saber: a ) morte; b) reclusão; c) detenção; d) prisão; e) impedimento; - PowerPoint PPT Presentation

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DAS PENAS NO DIREITO CASTRENSE

DAS PENAS NO DIREITO CASTRENSEProfessora Lorena Braga RaposoDAS PENAS

De acordo com o CPM, as penas classificam-se em principais e acessrias. As penas principais esto classificadas no art. 55, a saber:

a) morte;

b) recluso;

c) deteno;

d) priso;

e) impedimento;

f)suspenso do exerccio do posto, graduao, cargo ou funo;

g) reforma. aplicada em caso de guerra declarada (art. 5, XLVII, alnea a, da CF e art. 55, a, do CPM e ser executada por fuzilamento art. 56, sendo que a sentena definitiva de condenao morte comunicada, logo que passe em julgado, ao Presidente da Repblica, e no pode ser executada seno depois de 07 dias aps o julgamento. Como adverte a Exposio de Motivos do CPM n8, alongou-se de cinco para sete dias o prazo de comunicao ao Presidente da Repblica de sentena definitiva de condenao pena de morte, para atender s hipteses de distncia do local de julgamento e possveis dificuldades de comunicao em estado de guerra. Manteve-se, porm, a norma do Cdigo vigente, de execuo imediata da pena quando o exigir o interesse da ordem e da disciplina militares. Nesse sentido dispe o art. 57 e seu pargrafo nico do CPM. PENA DE MORTETem o mnimo de um ano e o mximo de 30 anos (art. 58, primeira parte do CPM), em regra aplicada quele sujeito a mesma pena superior a 02 anos, pois a pena privativa de liberdade por mais de 02 anos, aplicada a militar, cumprida em penitenciria militar e, na falta dessa, em estabelecimento prisional civil, ficando o recluso ou detento sujeito ao regime conforme legislao penal comum, de cujos benefcios e concesses tambm poder gozar. (art. 61).PENA DE RECLUSOTem no mnimo de 30 dias e o mximo de 10 anos (art. 58, segunda parte do CPM) e, como na recluso, aplicada quele cuja pena for superior a 02 anos. PENA DE DETENOResulta na converso de penas de recluso ou de deteno at 02 anos, aplicada a militar, quando no cabvel a suspenso condicional da pena (art. 59). Em se tratando de oficial, este cumprir apena em recinto do estabelecimento militar (art. 59,I), que em regra ser a unidade militar em que serve. Em se tratando de praa, dever cumprir a pena em estabelecimento penal militar, onde ficar separada de presos que estejam cumprindo pena disciplinar ou pena privativa de liberdade por tempo superior a 02 anos (art. 59, pargrafo nico).PENA DE PRISO aplicada nos delitos de insubmisso. Sujeita o condenado a permanecer no recinto da unidade, sem prejuzo da instruo militar. Em regra goza o condenado do benefcio da menagem que ser no prprio quartel, independentemente de deciso judicial, podendo, entretanto, ser cassada pela autoridade militar, por convenincia da disciplina (art. 266 do CPPM).

PENA DE IMPEDIMENTOConceito e alcance da menagemA menagem uma priso cautelar concedida ao militar ou civil que tenha praticado um crime militar cuja pena privativa de liberdade em abstrato no exceda a quatro anos. Para a concesso da menagem deve ser considerada a natureza do crime e os antecedentes do acusado.O local de cumprimento da menagem segundo o art. 264 do Cdigo de Processo Penal Militar o lugar em que residia o militar quando ocorreu o crime, ou a sede do juzo que o estiver apurando, ou ainda o quartel, acampamento, ou estabeleci mento ou sede de rgo militar.Com base nas regras estabelecidas no Cdigo, conclui-se que a menagem um benefcio concedido ao acusado para se evitar que este fique em um estabelecimento prisional est o julgamento em 1 instncia do processo ao qual responde pela prtica em tese de um crime militar. O mesmo tratamento ser dispensado ao civil que tenha praticado um crime militar.A menagem foi criada em 1969 sendo um avano para a legislao militar, ao permitir uma espcie de priso especial, independentemente do grau de instruo do acusado. Mas, em atendimento ao art. 267 do Cdigo de Processo Penal Militar, este instituto perde a sua validade com a prolao de uma sentena condenatria, ainda que esta no tenha transitado em julgado.Consiste na agregao, no afastamento, no licenciamento ou na disponibilidade do condenado, pelo tem fixado na sentena, sem prejuzo de seu comparecimento regular sede do servio. No ser contado como tempo de servio, para qualquer efeito, o do cumprimento da pena. o que dispe o art. 64 do CPM. So penas aplicadas aos crimes de exerccio de comrcio por oficial, cuja pena consiste na suspenso do exerccio de posto, de 06 meses a 02 anos, ou reforma (art. 204 do CPM); ou ao crime de inobservncia da lei, regulamentao ou instruo, disposto no art. 324 do CPM. PENA DE SUSPENSO DO EXERCCIO DE POSTO, GRADUAO, CARGO OU FUNOComo dispe o art. 65 do CPM, sujeita o condenado a situao de inatividade, no podendo perceber mais de 25 soldo, por ano de servio, nem perceber importncia superior a do soldo. Reforma a situao do militar definitivamente desligado do servio ativo. Como pena, est prevista no art. 266 do COM, como modalidade alternativa ou cumulativa, se o agente oficial.

PENA DE REFORMAO que soldo?Vencimento bsico percebido por um militar. As penas acessrias esto discriminadas no art. 98 do CPM, a saber:

I a perda de posto e patente;II a indignidade para o oficialato;III - a incompatibilidade com o oficialato;IV a excluso das foras armadas;V a perda da funo pblica, ainda que eletiva;VI a inabilitao para o exerccio de funo pblica;VII a suspenso do ptrio poder, tutela ou curatela;VIII a suspenso dos direitos polticos.

Em regra, elas se apresentam anexadas a uma pena principal, muito embora possam ocorrer as hipteses de o oficial perder o posto e a patente sem que tenha cometido crime ao ser submetido a Conselho de Justificao. Assim, seu fundamento pode ser a natureza do crime cometido ou a falta do cumprimento de certos deveres. Normalmente, a imposio da pena acessria deve constar expressamente da sentena, salvo as hipteses previstas em lei (art. 107 do CPM). POSTO o grau hierrquico do Oficial, conferido por ato do Presidente da Repblica ou do Ministro Militar e confirmado em Carta Patente (Lei n 5.774/71, art. 17, 1). Portanto, posto privativo de oficialato. GRADUAO o grau hierrquico da praa, conferido pela autoridade militar competente (lei 5.774/71, art. 17, 3). Portanto, privativo da praa.V-se, pois, que o oficial das Foras Armadas s perder o posto e a patente aps ser submetido ao processo regulado pelo Conselho de Justificao (Lei n 5.836/72) e julgado pelo Superior Tribunal Militar.Exemplificando: se o oficial das Foras Armadas for condenado a uma pena de 05 anos de recluso, seja por tribunal comum ou militar, somente perder o posto e a patente aps a deciso do Superior Tribunal Militar em face do que foi apurado em Conselho de Justificao. I a perda de posto e patente;Dispe o art. 100 do CPM: Art. 100. Fica sujeito declarao de indignidade para o oficialato o militar condenado, qualquer que seja a pena, nos crimes de traio,espionagem ou cobardia, ou em qualquer dos definidos nos arts. 161, 235, 240, 242, 243, 244, 245, 251, 252, 303, 304, 311 e 312.

Indigno, no sentido lxico, aquele que praticou a indignidade: baixo, ordinrio, inconveniente. Portanto, independentemente da pena aplicada ao oficial, este no ser digno da farda se cometer quaisquer daqueles crimes enumerados pelo legislador, reveladores da sua indignidade. Como visto, trata-se de uma das razes pelas quais o oficial perder o posto e a patente, aps ser submetido ao Conselho de Justificao e julgado por tribunal competente. II a indignidade para o oficialato;Dispe o art. 101 do CPM:Art. 101. Fica sujeito declarao de incompatibilidade com o oficialato o militar condenado nos crimes dos arts. 141 e 142.

Se trata agora de incompatibilidade do oficial com sua profisso. Equivale a dizer que o legislador entendeu que aqueles crimes cometidos pelo oficial denotam sua incompatibilidade com a profisso que abraou. No se trata aqui de aferir de sua indignidade e sim a inconciliao entre o crime praticado e sua profisso. Tambm ser instaurado Conselho de Justificao para apurao de sua incompatibilidade, que ser julgado pelo tribunal competente. III - a incompatibilidade com o oficialato;Dispe o art. 102 do CPM:Art. 102. A condenao da praa a pena privativa de liberdade, por tempo superior a dois anos, importa sua excluso das foras armadas.No podendo o condenado gozar do benefcio do sursis ou suspenso condicional da pena, tendo em vista que no caso a execuo da pena privativa de liberdade no pode ser superior a 02 anos (art. 84 do CPM), sua excluso automtica quando a pena for superior a 02 anos.

Entretanto, o art. 125, 4, da CF, este dispositivo legal dispe em sua parte final que cabe ao tribunal competente decidir sobre a perda de posto e da patente dos oficiais e da graduao das praas. As praas so submetidas a Conselhos de Disciplina.

IV a excluso das foras armadas;Vamos relembrar o que sursis no CP?Sursis uma suspenso condicional da pena, aplicada execuo da pena privativa de liberdade, no superior a dois anos, podendo ser suspensa, por dois a quatro anos, desde que:*o condenado no seja reincidente em crime doloso;*a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstncias autorizem a concesso do benefcio; *no seja indicada ou cabvel a substituio por penas restritivas de direitos.

medida de poltica criminal noCP, que tem o fim de estimular o condenado a viver, doravante de acordo com os imperativos sociais cristalizados na lei penal, de onde logicamente para ser concedido necessrio haver convico de que no haver perigos sociedade.

Dispe o art. 103 do CPM:Art. 103. Incorre na perda da funo pblica o assemelhado ou o civil: I - condenado a pena privativa de liberdade por crime cometido com abuso de poder ou violao de dever inerente funo pblica;II - condenado, por outro crime, a pena privativa de liberdade por mais de dois anos.Pargrafo nico. O disposto no artig

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