penas e medidas alternativas - .penas em espécie, aplicação e execução das penas; (2) medidas

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  • GRADUAO 2014.1

    PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS

    AUTOR: ANDR PACHECO TEIXEIRA MENDESCOLABORAO: PAULO RICARDO FIGUEIRA MENDES

  • SumrioPenas e Medidas Alternativas

    BLOCO I. PENAS EM ESPCIE, APLICAO E EXECUO DAS PENAS................................................................................... 8Aula 1 e 2 Refl exo sobre as fi nalidades da pena no Direito Penal (Por que e para que punir?) .................. 8Aula 3 e 4 Pena privativa de liberdade .................................................................................................... 11Aula 5 e 6 Priso-pena e priso processual .............................................................................................. 17Aula 7 e 8 Pena restritiva de direitos I e II. Pena de multa....................................................................... 23Aula 9 e 10 Dosimetria I e II. Efeitos da condenao. ............................................................................. 33Aula 11 e 12 Concurso de crimes I e II. ................................................................................................. 47Aula 13 Medida de segurana ................................................................................................................. 52Aula 14 Ao penal ................................................................................................................................ 59Aula 15 Extino da punibilidade I ........................................................................................................ 61Aula 16 e 17 Extino da punibilidade II e III. Prescrio ...................................................................... 63Aula 18 Lei de Execuo Penal LEP (7.210/84) ................................................................................. 68

    BLOCO II. MEDIDAS DESPENALIZADORAS ................................................................................................................ 72Aula 19 Suspenso condicional da pena e livramento condicional .......................................................... 72Aula 20, 21 e 22 Juizados Especiais Criminais I, II e III. Composio civil dos danos. Transao penal.

    Suspenso condicional do processo. ................................................................................... 75

    BLOCO III. INTRODUO PARTE ESPECIAL ............................................................................................................. 79Aula 23 Crimes contra a vida ................................................................................................................. 79Aula 24 Crimes contra o patrimnio ...................................................................................................... 85Aula 25 Crimes contra a pessoa Leses Corporais: integridade fsica .................................................. 87Aula 26 Leis penais extravagantes/Direito penal complementar .............................................................. 89

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    1 GALEANO, Eduardo. O livro dos abra-os. Traduo: Eric Nepomuceno. 2 Ed. Porto Alegre: L&PM, 2010, p. 81.

    2 ROXIN, Claus. Derecho penal: parte general. Tomo I. Fundamentos. La es-tructura de la teoria del delito. 2 Ed. Trad.: Diego-Manuel Luzon Pea et. al. Madrid: Editorial Civitas, 1997, p. 51.

    Um sistema de desvnculo: Boi sozinho se lambe melhor... O prximo, o outro, no seu irmo, nem seu amante. O outro um competidor, um inimigo, um obstculo, a ser vencido ou uma outra coisa a ser usada. O sistema, que no d de comer, tampouco d de amar: condena muitos fome de po e muitos mais fome de abraos.1

    I. INTRODUO

    A funo do direito penal a proteo subsidiria de bens jurdicos2. O instrumento de que se vale o direito penal para realizar a tarefa de proteger subsidiariamente os bens jurdicos fundamentais a pena.

    O que pena?

    Para fi ns didticos, podemos dividir a noo de pena em quatro acepes: jurdica, histrica, sociolgica e fi losfi ca.

    Jurdica

    Na sua acepo jurdica, a pena a sano legal que corresponde ao crime de algum que foi condenado de forma defi nitiva. A pena exige, nesse senti-do, uma sentena condenatria transitada em julgado num processo judicial com respeito ao contraditrio e a ampla defesa. A principal sano, bem as-sim o paradigma de aplicao de pena a pena privativa de liberdade.

    Ao longo do processo de criminalizao, a pena passa por trs fases de individualizao: cominao, aplicao e execuo. O legislador comina (normalmente prev uma escala de tempo mnimo e mximo de privao de liberdade), o juiz aplica (dentro dessa escala e segundo os critrios de dosime-tria) e a administrao penitenciria, sob o controle do judicirio, executa (o previsto na sentena condenatria).

    Histrica

    Em sentido histrico se analisa o que as diversas sociedades ao longo do tempo entenderam como pena, os meios de sua aplicao e como serviram legitimao do poder do Estado e s formas de dominao social. A origem da pena pblica marcada pela formao dos Estados nacionais e pelo con-fi sco do confl ito, ou seja, da interveno estatal nos confl itos entre indivduos

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    sob sua jurisdio. A passagem contemporaneidade (revolues do sculo XVIII) marcada pela substituio das penas corporais pela pena de priso, consolidada no sculo XIX com a revoluo industrial.

    No Brasil independente conjugou-se liberalismo e escravido, as penas corporais (aoites) para os escravos conviveram com as penas de priso para as pessoas livres durante o sculo XIX (Cdigo Criminal de 1830). A primei-ra priso construda como adaptao ao projeto penitencirio da moderni-dade foi em 1850, a Casa de Correo do Rio de Janeiro. Conviviam, no en-tanto, um poder punitivo pblico (para pessoas livres) e um poder punitivo domstico (dos senhores sobre seus escravos). A centralizao e publicizao defi nitiva do poder punitivo ocorreram somente no sculo XX, primeiro com o Cdigo Penal de 1890 e, posteriormente, consolidada pelo Cdigo Penal de 1940.

    Sociolgica de acordo com os direitos humanos

    No sentido sociolgico, a pena juridicamente defi nida apenas a expres-so legal da punio estatal. Nessa dimenso, outras formas de punio por parte do Estado tambm podem ser consideradas penas, ainda que no o sejam formalmente. Elas podem ser: a) legais, mas sem as garantias prprias do direito penal (ex. medida de segurana de internao de doentes mentais; medida socioeducativa de internao de menores infratores); b) ilegais, na atuao concreta das agncias do sistema penal (ex. morte causada em con-fronto policial; maus-tratos e tortura aos presos).

    Zaff aroni entende que essas situaes devem ser abrangidas pelo direito penal como forma de garantir o respeito aos diretos humanos no marco do Estado democrtico de direito, ou seja, a abrangncia da defi nio de pena deve abarcar essas situaes como forma de controle da tendncia autoritria das prticas punitivas estatais.

    Filosfica

    No sentido fi losfi co, a pena um fundamento e uma funo atribuda sano criminal, o prprio signifi cado de sua existncia como forma de coero social. Dissuaso, retribuio, neutralizao, reeducao, so normal-mente os sentidos atribudos pena. Elas so dividas em absolutas (retribui-o), que possuem um valor em si, ou relativas (preventivas), que buscam uma determinada funcionalidade, utilidade social.

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    II. DELIMITAO DO CONTEDO DA DISCIPLINA

    O curso de Penas e Medidas Alternativas dividido em trs blocos: (1) penas em espcie, aplicao e execuo das penas; (2) medidas despenali-zadoras; e (3) introduo parte especial.

    No bloco I, o curso ter como foco a dimenso jurdica da pena (comina-o, aplicao e execuo da pena). Mas nosso estudo dialogar com as outras acepes da pena mencionadas acima.

    No bloco II, o objeto do curso passa a ser o processo de desprisionalizao, por meio da anlise das chamadas medidas despenalizadoras, introduzidas pela lei 9.099/95.

    No Bloco III, com o encerramento do estudo da parte geral do direito pe-nal (teoria da norma penal, teoria do crime e teoria da pena), ser oferecido ao aluno um panorama introdutrio da parte especial do direito penal (crimes em espcie).

    Abaixo, o cronograma do curso:

    AULA TEMA

    1Apresentao do Curso: objetivos, metodologia, avaliao e bi-bliografi a. BLOCO I. Penas em espcie, aplicao e execuo das penas. Refl exo sobre as fi nalidades da pena no Direito Penal I

    2 Refl exo sobre as fi nalidades da pena no Direito Penal II

    3 Pena privativa de liberdade I

    4 Pena privativa de liberdade II

    5 Priso-pena x priso processual I

    6 Priso-pena x priso processual II

    7 Pena restritiva de direitos I

    8 Pena restritiva de direitos II. Pena de multa

    9 Dosimetria I

    10 Dosimetria II. Efeitos da condenao

    11 Concurso de crimes I

    12 Concurso de crimes II

    13 Medidas de segurana

    14 Ao penal

    15 Extino da punibilidade I

    16 Extino da punibilidade II Prescrio

    17 Extino da punibilidade III Prescrio

    18 Lei de Execuo Penal LEP (7.210/84)

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    AULA TEMA

    19BLOCO II. Medidas Despenalizadoras (desprisionalizao). Sus-penso condicional da pena e livramento condicional

    20Juizados Especiais Criminais I. Composio civil dos danos. Transa-o penal. Suspenso condicional do processo.

    21Juizados Especiais Criminais II. Composio civil dos danos. Transa-o penal. Suspenso condicional do processo.

    22Juizados Especiais Criminais III. Composio civil dos danos. Tran-sao penal. Suspenso condicional do processo.

    23 BLOCO III. Introduo Parte Especial. Vida

    24 Introduo Parte Especial. Patrimnio

    25 Introduo Parte Especial. Integri

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