O beijo da vida

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  • 1. O Beijo da Vida

2.

  • Em seu livroMortal Lessons:Notes on the Art of Surgery,o cirurgio Richard Selzer conta acerca da noite em que estava ao lado da cama de uma jovem que se recuperava de uma cirurgia facial. Ela estava com a boca retorcida por causa de uma paralisia. Seu aspecto chegava quase a ser cmico. Havia um tumor em seu queixo. Para remov-lo, Selzer teve de cortar um pequeno facial aquele que segue at os msculos bucais. A boca da jovem ficaria torta pelo resto da vida.

3.

  • Um jovem estava em p no quarto, do outro lado da cama. Esse casal parecia mergulhado em seus prprios pensamentos, distante do cirurgio
  • Quem so eles? Selzer perguntou a si mesmo. Ele e essa boca deformada que eu fiz, que se olham e se tocam um ao outro to generosa e carinhosamente?
  • Por que a minha boca vai ficar assim para sempre? ela lhe perguntou observando seu jeito.

4.

  • porque o nervo teve de ser cortado, explicou Selzer.
  • Ela acenou com a cabea sem dizer uma palavra.
  • Mas o jovem sorri: Eu gosto dela, diz. Ficou at bonita!
  • De repente, Selzer percebe quem era o jovem e abaixou a cabea. Indiferente presena do cirurgio, o jovem esposo se inclina para beijar a boca retorcida da esposa. Selzer estava to perto que pde ver como ele acomodou seus lbios para se ajustarem aos dela, a fim de mostrar-lhe que eles ainda podiam se beijar.

5. O Divino Beijo da Vida 6.

  • Fico a pensar como Deus acomodou Seus lbios para soprar nas narinas de Ado o flego da vida (Gnesis 2:7). Voc consegue imaginar isso? O dom da vida concedido humanidade num ntimo encontro face a face. Deus faz uma obra de arte a partir do barro. A ligao com Sua obra de arte comea a crescer no processo gentil da criao. Ento chega o toque final. Quem poderia imaginar?
  • Apenas Deus!

7.

  • Lbios vivos tocam as frias narinas de barro. Um silencioso sopro de vida se move da boca de Deus Sua escultura sem vida. Os lbios de barro se enrubescem com a vida. Os olhos frios e sem expresso se abrem para ver os olhos saltitantes de Deus. A face sorridente do Criador ainda est muito prxima. As mos divinas ainda seguram suas faces. a primeira experincia de vida de Ado um encontro face a face com Deus.
  • Que momento!
  • Que intimidade!

8. Uma Identidade dada porDeus 9. Qual a imagem que temos de Deus?

  • Que melhor imagem poderia nos ser dada do que aquela de Deus segurando a face de Ado em Suas mos e acomodando Seus lbios s narinas de barro do primeiro homem para traz-lo vida?
  • De Deus nos fazendo Sua imagem e Sua semelhana? Do pensamento de que nossa identidade moral e espiritual vem diretamente dEle?

10. DiferentesTeoriaspara aNaturezaHumana 11. Existem no mundo atual diferentes teorias para a natureza humana. Evolucionistas, socilogos, psiclogos, adeptos da Nova Era, marxistas, budistas, muulmanos e vrios cristos tm vestido os seres humanos com essa ou aquela forma. 12. Marxistas

  • Dizem que somos moldados pela sociedade.

13. Evolucionistas

  • Dizem que somos o ponto final de um desenvolvimento natural biolgico no qual apenas o mais apto sobrevive.

14. Nova Era

  • Somos deuses e parte de uma grande conscincia csmica.

15. Existencialistas

  • Temos um caminho bem aberto diante de ns ondecada um faz suas escolhas por si mesmo e para aquilo que lhe importante.

16. Jean Paul Sartre escreveu:

  • ... O homem como uma bolha de conscincia num oceano do nada, flutuando por a at a bolha estourar.

17. A VerdadeiraIdentidadeHumana 18.

  • Se no tivermos um senso claro de nossa identidade interior, podemos sentir-nos perdidos e annimos em meio aos bilhes de pessoas com as quais dividimos o nosso planeta. O futuro pode parecer absurdo, vazio, sem sentido. Muito da decadncia moral de nossa sociedade, e os desencontros de nossas famlias, so resultado da confuso acerca de quem realmente somos.

19.

  • Mas as boas-novas do Gnesis que fomos feitos imagem de um Deus que nos ama e est trabalhando para nos salvar!
  • Esse despertar boca-a-narina do p inerte nico e significativo. a pea central do ensino bblico acerca de quem somos.
  • Nosso propsito na vida. Nossa responsabilidade final. Nossos direitos, dignidade e carter moral.

20.

  • Naomi Rosemblatt escreve que ser feito imagem de Deus faz com que sejamos um centro espiritual porttil. Onde quer que formos, esse centro espiritual vai conosco. Se definirmos a ns mesmos como tendo sido feitos imagem de Deus, ningum mais pode vir com outra definio. Com esse senso de identidade espiritual firmemente enraizado em ns, ningum poder usurp-lo ou tir-lo de ns, mesmo quando experimentamos momentos difceis na vida.

21. Concluso

  • A mensagem de Gnesis nos fala de um Deus que no somente tem o poder de trazer alguma coisa do nada o que inclui o vazio de nossa vida mas que Ele tem disposio para faz-lo. Isso foi declarado no Calvrio, onde os lbios de Jesus foram marcados com palavras de dor, angstia e perdo.

22.

  • O Apocalipse promete-nos que na nova criao a face de Deus ser novamente vista pelos seres humanos (Apocalipse 22:4). Ento Seus lbios sero marcados com palavras de bnos e um sorriso alegre, at mesmo cantante.
  • Mas mesmo hoje, em meio dor e provao, somos convidados a meditar naquele primeiro momento do divino amor Deus acomodando Seus lbios para soprar nos seres humanos que haveriam de refletir Suas qualidades pessoais e morais no mundo.

23.

  • A promessa da nova criao afirma no somente quem somos, mas tambm para onde estamos indo. Vivemos na luz moral que irradia de ambas as criaes, a passadae a futura. Ela afirma nossa identidade moral e herana quem somos no mundo.

24.

  • Fonte:Larry Lichtenwalter,Dilogo Universitrio,17 2, 2005, pp. 22 e 23.
  • Adaptado por Milton Panetto Junior.