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  • 1

    CURSO DE ESPECIALIZAO EM DIREITO PROCESSUAL PENAL TURMA III

    ROBERTO SOARES BULCO COUTINHO

    OS EFEITOS DA REFORMA PROCESSUAL PENAL NO PROCESSO PENAL

    MILITAR

    FORTALEZA

    2017

  • 2

    ROBERTO SOARES BULCO COUTINHO

    OS EFEITOS DA REFORMA PROCESSUAL PENAL NO PROCESSO PENAL MILITAR

    Monografia submetida a banca examinadora e a coordenao do curso de ps-graduao da Escola Superior da Magistratura do Estado do Cear (ESMEC), como requisito parcial para a obteno do ttulo de Especialista em Direito Processual Penal, sob a orientao de contedo do professor Jorge Di Ciero Miranda.

    FORTALEZA

    2017

  • 3

    ROBERTO SOARES BULCO COUTINHO

    OS EFEITOS DA REFORMA PROCESSUAL PENAL NO PROCESSO PENAL

    MILITAR

    Monografia submetida a banca examinadora e a coordenao do curso de ps-graduao da Escola Superior da Magistratura do Estado do Cear (ESMEC), como requisito parcial para a obteno do ttulo de Especialista em Direito Processual Penal.

    Aprovada em: ____/____/____

    BANCA EXAMINADORA

    ____________________________________________

    Jorge Di Ciero Miranda, mestre

    Universidade de Fortaleza (UNIFOR)

    ______________________________________________

    Deodato Jos Ramalho Neto, mestre

    Universidade de Fortaleza (UNIFOR)

    ______________________________________________

    Luciano Tonet, mestre

    Universidade de Fortaleza (UNIFOR)

  • 4

    RESUMO

    O presente trabalho busca analisar a aplicabilidade do novo rito processual comum ao

    procedimento para apurao dos crimes militares de competncia da justia militar, no mbito

    estadual e federal. No incio faz a apresentao do novo rito processual penal comum

    decorrente da reforma processual de 2008, advinda da Lei n 11.719, de 20 de junho de 2008.

    Em seguida feita uma anlise histrica da ideia e necessidade da reforma processual penal,

    diante das garantias previstas na Constituio Federal, o contraditrio efetivo, a ampla defesa,

    a durao razovel, a celeridade, a identidade fsica do juiz e a efetividade do processo.

    Indica, ainda, que as normas processuais oriundas da nova legislao no eram de incio

    aplicadas ao processo penal militar, prevalecendo a tese de que se aplicava o procedimento

    previsto no Cdigo de Processo Penal Militar, pois se no era caso de omisso, no poderia,

    com base na analogia, se socorrer do rito processual comum. Apresenta a evoluo no

    entendimento do Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justia na aplicao das

    regras do rito processual comum do Cdigo de Processo Penal aos ritos previstos em leis

    especiais. Finaliza apontando deciso proferida pelo Supremo Tribunal Federal, com

    deslocamento do interrogatrio para o final da instruo, em todos os procedimentos penais,

    inclusive os previstos em leis especiais, como o caso do Cdigo de Processo Penal Militar.

    Destaca a necessidade de conferir abrangncia na aplicao da ordem emanada da referida

    deciso para outros atos processuais alm do interrogatrio, como a previso de resposta

    acusao e deciso de ratificao do recebimento da denncia ou de absolvio sumria, bem

    como da audincia nica, buscando maior eficcia aos princpios do contraditrio, ampla

    defesa e celeridade.

    Palavras-chave: Processo penal militar. Reforma processual penal. Procedimentos especiais.

    Rito do Cdigo de Processo Penal Militar. Abrangncia e aplicao.

  • 5

    ABSTRACT

    The present work aims to analyze the applicability of the new procedural rite common to the

    procedure for the investigation of military crimes within the jurisdiction of the military courts,

    in the state and federal spheres. Outset of this, the presentation of the new common criminal

    procedural rite resulting from the procedural reform of 2008, coming from the Law No.

    11,719, of June 20, 2008. Followed by a historical analysis of the idea and necessity of

    criminal procedural reform, given the guarantees provided in the Federal Constitution, the

    effective contradictory, the ample defense, the reasonable duration, the readiness, the physical

    identity of the judge and the effectiveness of the process. It also states that, the procedural

    rules originating from the new legislation initially were not applied to military criminal

    proceedings, with the prevailing view that the procedure provided for the Military Criminal

    Procedure Code was applicable. Since it was not an omission, on the analogy basis, to avail

    itself of the ordinary procedural rite. It presents the evolution in the understanding of the

    Supreme Court and Superior Court of Justice in the application of the rules of the common

    procedural process of the Code of Criminal Procedure to the procedural provided by special

    laws. It ends with a decision handed down by the Federal Supreme Court with the

    displacement of the interrogation to the end of the investigation in all procedures in,cluding

    those provided by special laws, such as the Military Criminal Procedure Code. It emphasizes

    the need to confer comprehensiveness in the application of the order emanating from that

    decision to other procedural acts besides the interrogation, such as the complaint response

    prediction and ratification decision of the complaint receipt or summary acquittal, as well as

    from the single audience, seeking greater effectiveness to the principles of the contradictory,

    ample defense and celerity.

    Keywords: Military criminal proceedings. Criminal procedure reform. Special procedures.

    Rite of the Military Criminal Procedure Code. Comprehensiveness and application..

  • 6

    SUMRIO

    1

    2

    2.1

    2.2

    2.3

    3

    3.1

    3.2

    3.3

    3.4

    4

    4.1

    4.2

    5

    INTRODUO........................................................................................................

    JUSTIA MILITAR.................................................................................................

    Histrico....................................................................................................................

    Estrutura, organizao e competncia.......................................................................

    Legislao processal penal militar............................................................................

    A REFORMA PROCESSUAL PENAL DE 2008....................................................

    Princpios constitucionais orientadores.....................................................................

    Modificaes no procedimento comum ordinrio do Cdigo de Processo Penal.....

    Os ritos no Cdigo de Processo Penal Militar..........................................................

    Princpios constitucionais e o processo penal militar................................................

    DECISO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO HC 127.900/AM............

    Evoluo...................................................................................................................

    Aplicao da deciso do Supremo Tribunal Federal nos feitos da justia militar.....

    CONCLUSO..........................................................................................................

    REFERNCIAS........................................................................................................

    6

    8

    8

    11

    17

    24

    24

    28

    37

    42

    49

    49

    59

    65

    73

  • 7

    1. INTRODUO

    O presente trabalho tem como objeto a reforma processual penal, ocorrida em

    2008, decorrente das Leis n 11.689, 11.690 e 11.719 (BRASIL, 2008), que introduziram

    modificaes significativas ao processo penal e os procedimentos e tiveram como escopo

    principal adequar o processo penal Constituio Federal de 1988 e suas garantias e

    princpios, com prevalncia do sistema acusatrio. A anlise se restringe Lei n 11.719/2008,

    que tratou de dispositivos relativos suspenso do processo, emendatio libelli e mutatio libelli

    e aos procedimentos penais, com prevalncia do princpio da oralidade e alterao substancial

    nos ritos procedimentais.

    As modificaes no procedimento penal do Cdigo de Processo Penal

    introduzidas pela reforma e pela Lei n 11.719/2008 tero especial enfoque, com introduo

    da fase de anlise da viabilidade da denncia e a da absolvio sumria, e tambm a nova

    ordem na produo de provas em audincia, tornando o interrogatrio ato final da instruo,

    privilegiando a unidade da audincia. Ser examinado que as alteraes tiveram como

    objetivo a mxima efetividade do contraditrio e a ampla defesa, com observncia da durao

    razovel do processo, visando a celeridade do processo e a efetividade da ao penal.

    Ser objeto de anlise a aplicabilidade da reforma processual penal e as

    modificaes introduzida pela Lei n 11.719/08 no Cdigo de Processo Penal comum ao rito

    procedimental do Cdigo de Processo Penal Militar, mediante a concentrao dos atos

    processuais, englobando os atos de instruo em audincia e tambm os atos postulatrios,

    como a resposta acusao, e no somente com a realizao do interrogatrio como ltimo

    ato da instruo.

    O estudo foi motivado pelo reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal e

    Superior Tribunal de Justia da prevalncia do princpio da especialidade e que as

    mod

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