direito penal e direito penal militar

Download Direito Penal e Direito Penal Militar

Post on 12-Jan-2016

31 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Direito Penal e Direito Penal Militar

TRANSCRIPT

  • Direito Penal e Direito Penal

    Militar. Breve resumo e

    consideraes. 1413

    Direito Penal e Direito Penal Militar. Breve resumo e consideraes. Concurso Analista

    MPU.

    1- Observaes importantes- Direito Penal.

    3- Observaes importantes- Direito Penal Militar.

    Material referente a aula de Analista do Ministrio Pblico da Unio no Portal Ciclo:

    http://www.portalciclo.com.br/ver_outros_concursos.asp?cod=283

    1- Observaes importantes- Direito Penal.

    Dividimos o tema APLICAO NA LEI PENAL em DUAS ESPCIES:

    a) APLICAO NA LEI PENAL NO TEMPO;

    b) APLICAO NA LEI PENAL NO ESPAO.

    Dentre os PRINCPIOS DO DIREITO PENAL, temos o PRINCPIO DA LEGALIDADE

    previsto na CONSTITUIO FEDERAL[1] e no CDIGO PENAL[2] e temos tambm o

    PRINCPIO DA ANTERIORIDADE, na verdade o PRINCPIO DA ANTERIORIDADE

    ao lado do PRINCPIO DA TAXATIVIDADE, so PRINCPIOS que se encontra

    DENTRO DO PRINCPIO DA LEGALIDADE, pois, temos que o PRINCPIO DA

    LEGALIDADE apresenta 4 (quatro) desdobramentos: 1- a Lei Penal tem que ser ANTERIOR PRINCPO DA ANTERIORIDADE DA LEI

    PENAL.

  • Ou seja, a LEI tem que ser ANTERIOR

    PRTICA DO CRIME

    2- a Lei Penal tem que ser ESCRITA Significa que NO EXISTE COSTUME

    INCRIMINADOR, ou seja, APENAS LEI pode

    INSTITUIR (CRIAR) INFRAES PENAIS, os

    COSTUMES tem duplo objetivo no DIREITO

    PENAL:

    a) ORIENTAR o CONGRESSO NACIONAL

    para que o mesmo legisle em Direito Penal, p.ex.,

    criao ou revogao de alguns crimes;

    b) AUXILIA na INTERPRETAO DA LEI

    PENAL, pois o DIREITO PENAL se utiliza de

    alguns termos que necessitam ser interpretados a

    luz dos COSTUMES, p.ex.: CRIMES CONTRA

    A HONRA, Difamao. Art. 139 Difamar

    algum, imputando-lhe fato ofensivo

    suareputao: Pena deteno, de trs meses a

    um ano, e multa., o termo REPUTAO deve

    ser interpretado de acordo com os COSTUMES,

    ou ainda Furto.Art. 155 Subtrair, para si ou

    para outrem, coisa alheia mvel: Pena

    recluso, de um a quatro anos, e multa. 1 A

    pena aumenta-se de um tero, se o crime

    praticado durante o repouso noturno., o termo

    REPOUSO NOTURNO DIFERENTE DE

    NOITE, pois REPOUSO NUTORNO deve ser

    interpretado de acordo com os COSTUMES. 3- a Lei Penal tem que ser ESTRITA Significa que apenas se admite ANALOGIA EM

    DIREITO PENAL A FAVOR DO RU

    (ANALOGIAIN BONAM PARTEM) e NUNCA que PREJUDIQUE O RU (ANALOGIA IN

    MALAM PARTEM). ANALOGIA a

    UTILIZAO de uma LEI para regular um

    determinado tema na AUSNCIA DE LEI

    (LACUNA)- INTEGRAO DA LEI PENAL.

    P.ex.: funcionrio pblico que solicita vantagem a

    um particular para deixar de fazer determinado ato

    de ofcio, o funcionrio pblico pratica

    CORRUPO PASSIVA[3], pois o mesmo

    SOLICITOU VANTAGEM, mas o particular NO

    PRATICA CRIME, pois CORRUPO

    ATIVA[4]dispe Oferecer ou prometer vantagem indevida, no caso os verbos (ncleos do tipo) no foram realizados, pois embora a

    CONDUTA SEJA PARECIDA (ANLOGA),

  • prejudicaria o ru. Se admite-se ABORTO no caso

    de ESTUPRO, art. 128, II, CP[5] a Lei Penal

    NADA DISPE (LACUNA) sobre ESTIUPRO

    DE VULNERVEL, mas por ANALOGIA IN

    BONAM PARTEM admite-se tambm a realizao do Aborto.

    4- a Lei Penal deve ser CLARA e OBJETIVA PRINCPIO DA TAXATIVIDADE.

    Significa que a Lei Penal no pode gerar dvidas

    aos seus destinatrios

    OBS1. Quando em DIREITO PENAL se fala em LEI, devemos lembrar que temos

    vrias ESPCIES NORMATIVAS PRIMRIAS previstas na CONSTITUIO

    FEDERAL[6], dentre estas ESPCIES NORMATIVAS PRIMRIAS apenas

    algumas poderiam dispor e regular o Direito Penal: I emendas Constituio II leis complementares III leis ordinrias

    OBS1. Aps a EC N.45/04, podemos acrescentar TRATADOS INTERNACIONAIS.

    Com relao ao tema, fugindo do Direito Penal, ver textos de LUIZ FVIO GOMES[7] e

    VALRIO MAZZUOLI[8].

    Com relao a APLICAO DA LEI PENAL, temos:

    a) APLICAO NA LEI PENAL NO TEMPO= temos a REGRA, chamada de TEMPUS

    REGIT ACTUM, ou seja, aplica a Lei Penal que esta em vigncia. Desta regra temos

    EXCEO: EXTRATIVIDADE DA LEI PENAL, que significa aplicar uma Lei Penal fora do mbito de sua

    vigncia, que se subdivide em duas ESPCIES:

    1) RETROATIVIDADE DA LEI PENAL: aplicao de uma LEI PENAL MAIS BENFICA

    aos fatos ocorridos ANTES do perodo de sua vigncia, com previso na CONSTITUIO

    FEDERAL (Art. 5. XL a lei penal no retroagir, salvo para beneficiar o ru;[9]) e no

    CDIGO PENAL (Lei penal no tempo Art. 2 Ningum pode ser punido por fato que lei

    posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execuo e os efeitos penais da

    sentena condenatria. (Redao dada pela Lei n 7.209, de 11.7.1984) Pargrafo nico A lei

    posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que

    decididos por sentena condenatria transitada em julgado. (Redao dada pela Lei n 7.209, de

    11.7.1984));

    2) ULTRATIVIDADE DA LEI PENAL: aplicao de uma LEI PENAL MAIS BENFICA,

    J REVOGADA a fatos ocorridos DURANTE O PERODO DE SUA VIGNCIA, ou seja, a

    Lei Penal por ser MAIS BENFICA e devido ao fato de que o CRIME ter sido praticado

    DURANTE O PERODO DE SUA VIGNCIA, ter seus efeitos refletidos, mesmo j revogada.

    OBS1. A ULTRATIVIDADE DA LEI PENAL no tem previso EXPRESSA

    CONSTITUIO FEDERAL e nem no CDIGO PENAL, CRIAO DOUTRINRIA

    e tambm considerada como CLUSULA PTREA.

  • OBS2. Apenas falamos em EXTRATIVIDADE DA LEI PENAL (RETROATIVIDADE

    DA LEI PENAL e ULTRATIVIDADE DA LEI PENAL[10]) se a LEI PENAL FOR MAIS

    BEFFICA, portanto, LEI PENAL MAIS BEFFICA um GNERO que se extra

    DUAS ESPCIES: 1) Novatio Legis Mellius ou Lex Mitior uma LEI PENAL MAIS BEFFICA que

    AINDA CONSIDERA O FATO COMO CRIME,

    mas BENEFIA O RU DE QUALQUER

    FORMA, reduzindo a penal criando Direitos e

    benefcios, etc.

    2) Abolitio Criminis uma LEI PENAL MAIS BEFFICA que NO

    MAIS CONSIDERA O FATO COMO CRIME,

    portanto, REVOGA-SE O CRIME.

    OBS1. Com relao ao PRINCPIO DA RETROATIVIDADE DA LEI PENAL

    MAIS BENFICA, temos uma FLEBILIZAO DA COISA JULGADA, pois mesmo que

    j tivermos SENTENA PENAL CONDENATRIA TRANSITADA EM JULGADO (ou

    no), a Lei Penal ir RETROAGIR.

    OBS2. Com relao LEI PENAL MAIS GRAVE (Lex Gravior ou Novatio Legis em

    Pejus), trata-se de uma Lei Penal que DE QUALQUER FORMA prejudica o ru, ou

    criando crimes, ou ainda aumentando a pena de crimes j existentes, reduzindo

    Direitos e benefcios do ru, nestas hipteses a LEI PENAL SER IRRETROATIVA.

    Ainda com relao a APLICAO DA LEI PENAL NO TEMPO, temos LEI PENAL

    TEMPORRIA E EXCEPCIONAL e TEMPO DO CRIME.

    Lei excepcional ou temporria (Includo pela Lei n 7.209, de 11.7.1984). Art. 3 A

    lei excepcional ou temporria, embora decorrido o perodo de sua durao ou

    cessadas as circunstncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante

    sua vigncia. (Redao dada pela Lei n 7.209, de 1984) Lei excepcional a Lei Penal que se aplica dentro de um TEMPO

    EXCEPCIONAL, ou seja, dentro de um TEMPO

    INDETERMINADO, como p.ex. uma determinada

    Lei Penal aplicada DURANTE UM ESTADO DE

    EMERGNCIA (ESTADO DE STIO ou

    ESTADO DE DEFESA), portanto, se um CRIME

    FOR PRATICADO no perodo desse ESTADO DE

    EMERGNCIA, mesmo quando esta termina,

    aplicamos a LEI EXEPCIONAL.

    Lei temporria a Lei Penal que se aplica dentro de um TEMPO

    PR-DETERMINADO pelo Legislador, ou seja,

    diversamente no exemplo acima, aqui o TEMPO

    estipulado na prpria Lei, p.ex., 6 meses, 1 ano, 1

    ms, etc, portanto, se um CRIME FOR

    PRATICADO neste perodo, mesmo quando

    termina o tempo pr-determinado, aplicamos a LEI

    TEMPORRIA.

    OBS1. Aplica-se a LEI EXEPCIONAL ou a LEI TEMPORRIA MESMO SENDO MAIS

    GRAVE.

  • OBS2. A LEI EXEPCIONAL e a LEI TEMPORRIA so ULTRATIVAS, ou seja,

    SERO APLICADAS aos FATOS OCORRIDOS DURANTE O PERODO DE SUA

    VIGNCIA, mesmo que J REVOGADAS.

    OBS3. Com relao RETROATIVIODADE, APENAS se aplica com relao LEI

    PENAL MAIS BENFICA, mas com relao a ULTRATIVIDADE pode-se aplic-la em

    casos de LEI PENAL MAIS GRAVE (A LEI EXEPCIONAL e a LEI TEMPORRIA, art.

    3, CP)

    Com relao ao TEMPO e LUGAR DO CRIME, temos 3 (trs) TEORIAS sempre

    cobradas em Concursos Pblicos.

    TEMPO DO CRIME.

    1- Teoria da Atividade Considera-se que o crime foi praticado no

    MOMENTO da CONDUTA (AO OU

    OMISSO)

    2- Teoria do Resultado Considera-se que o crime foi praticado no

    MOMENTO do RESULTADO (AO OU

    OMISSO)

    3- Teoria Mista ou da Ubiquidade Considera-se que o crime foi praticado no

    MOMENTO da CONDUTA (AO OU

    OMISSO) ASSIM COMO no MOMENTO

    RESULTADO

    Com relao ao TEMPO DO CRIME o CDIGO PENAL adota a TEORIA DA

    ATIVIDADE:

    Tempo do crime

    Art. 4 Considera-se praticado o crime no momento da ao ou omisso, ainda que outro seja o

    momento do resultado.(Redao dada pela Lei n 7.209, de 1984)

    LUGAR DO CRIME.

    1- Teoria da Atividade Considera-se que o crime foi praticado no

    LUGAR da CONDUTA (AO OU OMISSO)

    2- Teoria do Resultado Considera-se que o crime foi praticado no

    LUGAR do RESULTADO (AO OU

    OMISSO)

    3- Teoria Mista ou da Ubiquidade Considera-se que o crime foi praticado no

    LUGAR da CONDUTA (AO OU OMISSO)

    ASSIM COMO no LUGAR DO RESULTADO

    Com relao ao LUGAR DO CRIME