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Ciência e Religião Osame Kinouchi Laboratório de Divulgação Científica Departamento de Física e Matemática Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto Universidade de São Paulo

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Ciência e ReligiãoOsame Kinouchi

Laboratório de Divulgação CientíficaDepartamento de Física e Matemática

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão PretoUniversidade de São Paulo

Cientistas

Filósofos

Religiosos

Ciência e Religião:

Conflito Separação Diálogo Integração

Disclaimer

Palestra centrada na interação entre teologia judaico-cristã e ciência contemporânea

Motivo: teologia = filosofia racional da religião

Comentários sobre ciências da religião

Comentários sobre movimento Nova Era e ciência

Comentários sobre budismo e ciência

Ação e Reação…

(…) Racionalismo Sec. XVII Pietismo (…) Iluminismo Sec. XVIII Romantismo (…) Materialismo Sec. XIX Espiritualismo (…) Modernismo 1 metade Sec. XX Idealismo (…) Progressismo 2 metade Sec. XX Contracultura (Science Wars) (…) Culture Wars Sec. XXI

Polaridades culturais

Ideologias: Reacionarismo vs Iluminismo Romantismo vs Realismo Idealismo vs Materialismo Integralismo vs Liberalismo econômico Poder Carismático vs Poder Racional Conservadorismo vs Liberalismo cultural Tecnofobia vs Tecnofilia Passado vs Futuro Tradição vs Modernidade Espiritualismo vs Ciência

Fundamentos sociais: Aristocracia vs Burguesia Pequena Burguesia vs Trabalhadores Campo vs Cidade Provincianismo vs Cosmopolitismo

Fundamentalismo e Criacionismo: reação contra liberalismo teológico e liberação dos costumes

EUA, Austrália e paísesMuçulmanos. Brasil?

Nova Era e novas religiões: reação contra racionalismo tecnológico

Contra-Reação: Neo-Ateísmo e Movimento Cético

Richard Dawkins, Oxford University´s Professor of the Public Understanding of Science

Fontes político-ideológicas de conflitos religião-ciência

Principais resultados do conflito atual Crescente polarização ideológica (pode ser notada nos comentários das colunas

de jornais e blogs jornalísticos de ciência, por exemplo)

d

Guerra fria cultural (Culture Wars)

)

Posições religiosas e seculares moderadas ficam esvaziadas e criticadas por ambos os pólos.

A comunidade científica internacional é vista com suspeita ou como inimiga comum por fundamentalistas religiosos (sejam evangélicos, muçulmanos, hindus ou budistas), extrema-direita esotérica, movimento de Anticiência, esquerda romântica e movimento Nova Era

Separação

Non-Overlaping Magisteria (NOMa)

N

"O Magistério da ciência abrange o reino empírico: do que o Universo é feito (fato) e porque ele funciona dessa maneira (teoria).

O Magistério da religião se estende por questões de significado último e valor moral. Estes dois magistérios não se sobrepõem, nem englobam todo inquérito (considere, por exemplo, o Magistério da arte e do significado de beleza)."

Stephen Jay Gould (1999)

S

NOMa adotado pela NAS

"Cientistas, como muitos outros, são tocados com espanto pela ordem e complexidade da natureza. Com efeito, muitos cientistas são profundamente

religioso. Mas, ciência e religião ocupam dois reinos separados da experiência humana. Exigir que sejam

combinado afeta a glória de cada um."

Science and Creationism – National Academy of Sciences (1999)

S

Diálogo?

Diálogo

PhD em Ciência ↔ PhD em Teologia/Ciências da Religião

Professores de Ciência ↔ Padres/Pastores/Palestrantres

Ciências nas escolas ↔ Pregações/livros populares

Leigos em ciência ↔ Leigos em religião

Diálogo entre que níveis?

O diálogo já existe entre (alguns) cientistas e (alguns) teólogos Ambos são minoria em suas respectivas comunidades Suas opiniões não chegam (e talvez não possam chegar) aos respectivos

leigos

Jornais Acadêmicos

Prêmio Templeton

Integração (forçada) pode levar à pseudociência...

Pseudociência = conjunto de crenças ou teoria que afirma possuir evidências científicas a seu favor quando não é exatamente o caso.

Evidência científica = evidência que pode ser examinada com rigor pelos adversários da teoria.

Religiões e práticas espirituais não se constituem como pseudociência enquanto não fizerem afirmações pseudocientíficas.

Exemplo: Reencarnação e as pesquisas científicashttp://www.apologiaespirita.org/espiritismo_ciencia/reencarnacao_e_as_pesquisas_cientificas.htm

Apesar de que muitas pessoas insistem em levar a idéia da reencarnaçãoexclusivamente para o lado religioso, na verdade, é um princípio que deverá ter a Ciência como apoio, pois se trata de uma lei natural que é da alçada dela, portanto, nada tem a ver com religião, nem tampouco com a filosofia, embora sob esses dois pontos também possamos justificá-la.

Fica evidente que provas existem, o que não existe ainda é o reconhecimento delas pela Ciência oficial, mas é questão de tempo, principalmente, quando um físico quântico na crista da onda, afirma que a reencarnação é provada cientificamente, numa atitude, para a atualidade, corajosa. Mas como, certamente, Amit Goswami é honesto rendeu-se às evidências. Cabe aos outros cientistas seguir-lhe o exemplo. Seguramente esse é o caminho pelo qual a Ciência passará a aceitá-la como verdade científica.

Reexaminando o conflito

Velhas fontes de conflito

Éticas tradicionais podem conflitar com éticas seculares

Crítica da modernidade

Crítica da Ciência

Não é necessário ser religioso para fazer tais críticas: Escola de Frankfurt, socioconstrutivismo, ecofeminismo etc.

Criticando a crítica da ciência: a crítica aos males da ciência/tecnologia seria um disfarce para a fonte real de insatisfação, o desejo secreto por uma visão de mundo romântica ou espiritual? Max Horkheimer = teólogo judeu?

Novas fontes de conflito

Psicologia evolucionária da religião e da moral

Neurobiologia da espiritualidade e neuroteologia

Interesse renovado pela crítica histórica, textual e arqueológica dos textos e tradições religiosas

Avanços da física e biologia sobre questões originalmente filosóficas e “cosmogônicas”: origem do Universo, origem da Vida, origem da Mente.

Ciência e Budismo

Alguns mitos sobre o Budismo:− Não existe conceito de Deus no Budismo− Buda não sofre processo de endeusamento no Budismo− O Budismo é uma filosofia racional, não baseada na fé− Não existem milagres no Budismo− Isso faria do Budismo uma religião mais compatível com a ciência moderna

Tais afirmações não correspondem à natureza e história do Budismo, em especial às versões mais disseminadas do mesmo. Verificar Mahayana e Pure Land Buddhism na wikipedia (inglesa)

Tais afirmativas poderiam constituir filosofias budistas particulares, minoritárias, no Budismo, assim como existem teologias minoritárias no Judaísmo e Cristianismo mais compatíveis com a Ciência

Divulgação Científica Ciencia da Fé – Portal G1http://g1.globo.com/Sites/Especiais/0,,9982.html

SEG,16/3/200915h14

Crença no Arrebatamento é colagem de textos bíblicos, dizem especialistasTentativa de harmonizar profecias apocalípticas data do século 19. Autores da Bíblia escreveram pensando em seu contexto imediato.

TER,10/3/200906h00

Cientistas identificam áreas do cérebro ligadas à fé religiosaAo pensar em Deus, pessoas usam regiões ligadas à interação com outros. Resultados indicam que não há 'órgão divino' único na mente humana.

SEX,6/3/200908h44Acreditar em Deus reduz ansiedade e estresse, diz estudoPesquisa mostra que pessoas religiosas se incomodam menos com erros.

Blogs Científicos

Google it:

Anel de Blogs CientíficosBlogs de CiênciaScience Blogs Brasil

Terceira Cultura

www.edge.org

A terceira cultura é constituída por cientistas e outros pensadores do mundo empírico que, através do seu trabalho e escrita expositória, estão tomando o lugar do intelectual tradicional em tornar visível os significados profundos de nossas vidas, redefinindo quem e o que somos.

Filmes leves para o final de semana...

A verdade está lá fora...

ArXivhttp//:arxiv.org/

500.000 artigos científicos com acesso abertoNem todos julgados por pares ou publicados em revistas sérias... use o bom senso ou pergunte a um amigo da área!

Reflexões de cientistas religiosos

Scientific and Philosophical Challenges to Theism

Don N. Page(Submitted on 31 Dec 2007 (v1), last revised 14 Feb 2008 (this version, v3))

Modern science developed within a culture of Judeo-Christian theism, and science and theism have generally supported each other. However, there are certainly areas in both science and religion that puzzle me. Here I outline some puzzles that have arisen for me concerning everlasting life, human free will, divine free will, the simplicity and probability of God, the problem of evil, and the converse problem of elegance.

Comments: 25 pages, LaTeX, to be published in Melville Y. Stewart, ed., Science and Religion in Dialogue (Blackwell Publishing Inc., Oxford), from a series of lectures sponsored by the Templeton Foundation and given at Shandong University in Jinan, China, autumn 2007;

Cite as: arXiv:0801.0247v3 [physics.gen-ph]

Cosmologia

Eternal Inflation

Alan H. Guth (MIT)

A

The basic workings of inflationary models are summarized, along with the arguments that strongly suggest that our universe is the product of inflation. It is argued that essentially all inflationary models lead to (future-)eternal inflation, which implies that an infinite number of pocket universes are produced. Although the other pocket universes are unobservable, their existence nonetheless has consequences for the way that we evaluate theories and extract consequences from them. The question of whether the universe had a beginning is discussed but not definitively answered. It appears likely, however, that eternally inflating universes do require a beginning.

Comments: 15 pages, including 2 figures, LaTeX 2.09. Review talk given at the conference on ``Cosmic Questions,'' April 14-16, 1999, Washington, D.C., organized by the Dialogue on Science, Ethics, and Religion of the American Association for the Advancement of Science. To be published in the proceedings, The New York Academy of Sciences Press

Cite as: arXiv:astro-ph/0101507v1

Universo e Multiverso

Birth of the Universe from the Multiverse

Laura Mersini-Houghton (Submitted on 22 Sep 2008)

6

It is fair to say that the deepest mystery in our understanding of nature is the birth of our universe. Much of the dilemma over the last decades comes from the extraordinarily small probability that the universe started with the high energy Big Bang as compared to the chance of nucleating any other event. How can Big Bang cosmology be $10^{10^{123}}$ times less likely than nucleating the present cold universe, while accumulating such exquisite agreement with astrophysical data? Why don't we see the other nucleations that, if left to chance, seem to overwhelmingly outnumber us? Here I discuss the point of view that the selection of the initial conditions can be meaningfully addressed only within the framework of the multiverse and that the reason why Big Bang inflation was preferred over other events lies in the quantum dynamics of the landscape of the initial patches. The out-of-equilibrium dynamics selected the 'survivor' universes be born at high energies and the 'terminal' universes at low energies. I briefly review the testable predictions of this theory, in particular the giant void observed in 2007. The second part focuses on the extended framework, in particular a set of postulates needed for defining the multiverse. Comments: Invited book chapter in the book 'Beyond Big Bang', 25 pages Cite as: arXiv:0809.3623v1 [hep-th]

Filosofia da Matemática e Teologia

The Banach-Tarski paradox or what mathematics and religion have in common

Volker Runde(Submitted on 28 Feb 2002)

We give a popular account of the Banach-Tarski paradox and its connections with the axiom of choice.

Comments: 5 pages; intended for high school students and teachersSubjects: General Mathematics (math.GM)

MSC classes: 00A08, 97A20Journal reference: Pi in the Sky 2 (2000), 13-15

Cite as: arXiv:math/0202309v1 [math.GM]

Ciência (computacional) da religião

A model for the evolutionary diversification of religions

Michael Doebeli, Iaroslav Ispolatov (Submitted on 1 Oct 2008)

We address the problem of diversification in religions by studying selection on cultural memes that colonize humans hosts. In analogy to studying the evolution of pathogens or symbionts colonizing animal hosts, we use models for host-pathogen dynamics known from theoretical epidemiology. In these models, religious memes colonize individual humans. Rates of transmission of memes between humans, i.e., transmission of cultural content, and rates of loss of memes (loss of faith) are determined by the phenotype of the cultural memes, and by interactions between hosts carrying different memes. In particular, based on the notion that religion can lead to oppression of lower classes once a religious society has reached a certain size, we assume that the rate of loss increases as the number of humans colonized by a particular meme phenotype increases. This generates frequency-dependent selection on cultural memes, and we use evolutionary theory to show that this frequency dependence can generate the emergence of coexisting clusters of different meme types. The different clusters correspond to different religions, and hence our model describes the emergence of distinct descendent religions from single ancestral religions. Comments: 23 pages, 2 figures Cite as: arXiv:0810.0296v1 [physics.soc-ph]

Astrobiologia e SETI

DARWIN - A Mission to Detect, and Search for Life on, Extrasolar Planets

C. S. Cockell, A. Leger, M. Fridlund, T. Herbst, L. Kaltenegger, O. Absil, C. Beichman, W. Benz, M. Blanc, A. Brack, A. Chelli, L. Colangeli, H. Cottin, V. Coude du Foresto, W. Danchi, D. Defrere, J.-W. den Herder, C. Eiroa, J. Greaves, T. Henning, K. Johnston, H. Jones, L. Labadie, H. Lammer, R. Launhardt, P. Lawson, O. P. Lay, J.-M. LeDuigou, R. Liseau, F. Malbet, S. R. Martin, D. Mawet, D. Mourard, C. Moutou, L. Mugnier, F. Paresce, A. Quirrenbach, Y. Rabbia, J. A. Raven, H. J. A. Rottgering, D. Rouan, N. Santos, F. Selsis, E. Serabyn, H. Shibai, M. Tamura, E. Thiebaut, F. Westall, White, J. Glenn (Submitted on 13 May 2008)

W

The discovery of extra-solar planets is one of the greatest achievements of modern astronomy. The detection of planets with a wide range of masses demonstrates that extra-solar planets of low mass exist. In this paper we describe a mission, called Darwin, whose primary goal is the search for, and characterization of, terrestrial extrasolar planets and the search for life. Accomplishing the mission objectives will require collaborative science across disciplines including astrophysics, planetary sciences, chemistry and microbiology. Darwin is designed to detect and perform spectroscopic analysis of rocky planets similar to the Earth at mid-infrared wavelengths (6 - 20 micron), where an advantageous contrast ratio between star and planet occurs. The baseline mission lasts 5 years and consists of approximately 200 individual target stars. Among these, 25 to 50 planetary systems can be studied spectroscopically, searching for gases such as CO2, H2O, CH4 and O3. Many of the key technologies required for the construction of Darwin have already been demonstrated and the remainder are estimated to be mature in the near future. Darwin is a mission that will ignite intense interest in both the research community and the wider public. Cite as: arXiv:0805.1873v1 [astro-ph]