carta programa resgate 2016

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Nossa Carta Programa com nossas propostas para a disputa do Centro Acadêmico XI de Agosto no ano de 2016.

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INSTITUCIONAL

Institucional 3Coordenadorias 4

Cidade e Política 6Movimento Estudantil 7LGBT 9Movimento Negro 12Feminismo 13

Projeto de Combate à Violência Contra a Mulher 14Projeto Estereótipos 15Projeto Cidadania na Escola 16Projeto Revista Acadêmica 17Eventos 18

Comunicação e Transparência 19Tesouraria 20Repensando os Espaços da Faculdade 23

Ensino Jurídico 24Cultural 26Responsabilidade Social 29Festas e Integração 30

Resumo das Propostas 31

O Centro Acadêmico XI de Agosto é a entidade representativa das e dos estudantes da Faculdade de Direito da USP. Fundado em 1903, o XI é o mais antigo Centro Acadêmico do Brasil e sempre foi um agente ativo nas transformações do país. O Resgate acredita que o XI de Agosto deve atuar ativamente nas diversas questões políticas e sociais que se apresentam. O XI só conseguirá retomar seu potencial mobilizador quando a gestão que o ocupa atuar em dois sentidos: dentro e fora da Faculdade.

Atuar dentro da Faculdade é entender que o XI precisa representar os estudantes nos projetos e eventos que realiza, e também é compreender que possui uma complexa estrutura que exige responsabilidade e seriedade da gestão. É necessário ter em mente que quando aqueles que o ocupam esquecem ou negligenciam esse olhar para dentro, o XI perde sua força como agente político, vez que essa força vem das ideias e da participação de seus associados.

A atuação fora da Faculdade é imprescindível no contexto de uma universidade pública. O conhecimento desenvolvido no

ambiente acadêmico deve se aliar ao popular para empreender as mudanças tão necessárias à sociedade. Dessa forma, o Centro Acadêmico deve ser um instrumento para a mobilização dos estudantes, e isso só é possível se feito de forma horizontal e democrática: XI e estudantes trabalhando em conjunto para fazer com que a sua voz e as vozes da sociedade influenciem o ambiente politico nacional. É inconcebível uma política acadêmica fechada em si mesma ou que esteja pautada exclusivamente pelos interesses de um partido político externo. Com a proposta de uma atuação dentro e fora da faculdade, o Resgate se coloca na disputa pelo Centro Acadêmico XI de Agosto. Acreditamos que uma boa gestão se constrói com pessoas e com ideias. Por isso convidamos a todas e todos a conhecer nossas ideias para o XI através desta Carta Programa, que tão bem reflete a gestão que pretendemos realizar. Convidamos também a participar ativamente da gestão 2016 do Centro Acadêmico junto conosco, caso eleitos, ajudando a realizar nossos projetos, propondo novas pautas e discutindo as direções políticas e administrativas que o XI deverá seguir para se recompor.

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COORDENADORIAS O Estatuto do XI, concebido em 1984, prevê uma organização ultrapassada, estando em desacordo com as funções políticas, acadêmicas, sociais e administrativas do Centro Acadêmico. É de conhecimento geral que o modelo previsto no Estatuto é inefetivo e não representa a realidade da gestão, pois prevê funções desnecessárias e uma divisão atrasada. Uma das alternativas apresentadas foi a chapa colegiada, que demonstrou completa falta de organização e dificultou a participação das e dos estudantes na gestão. Entendemos que cabe aos partidos que disputam o Centro Acadêmico repensar o Estatuto do XI, revendo os modelos retrógrados e deficientes que esse impõe, como pretende o Resgate. Pensando nisso, apresentamos uma nova proposta de chapa: as Coordenadorias. O objetivo é melhor distribuir a atuação política, a gestão financeira e a agenda acadêmica em três eixos, cada um com autonomia e agenda própria.

A Coordenadora Política organizará a gestão para promover as pautas políticas do XI dentro e fora da Faculdade, integrando as diretorias e garantindo uma boa atuação.

Diretoria de Projetos: responsável por tocar as grandes iniciativas da gestão presentes na Carta Programa e os projetos que surgirem ao longo do ano;

Diretoria de Eventos: responsável por organizar a SEREC, Semana do XI, debates eleitorais, além de outros eventos de destaque;

Diretoria de Comunicação e Transparência: responsável por garantir a transparência da gestão, trazer de volta os Jornais do XI e manter o canal de diálogo entre a gestão e os alunos através do futuro site do XI e das redes sociais;

Diretoria de Movimento Estudantil: responsável do XI pela interlocução com entidades de representação estudantil, movimentos sociais, ONGs e pela integração do XI com movimentos representantes das minorias.

CoordenadoriaAdministrativa

Coordenadoria Política

Coordenadoria Acadêmico-Social

Coordenador Administrativo

Coordenadora Política

Coordenador Acadêmico-Social

Diretora de Finanças

Diretora de Projetos

Diretor de Ensino Jurídico

Diretor de Arrecadação

Diretor de Eventos

Diretora Cultural

Diretor de Patrimônio

Diretor de Comunicação e Transparência

Diretora de Festas

Diretor de Entidades

Diretora de Movimento Estudantil

Diretor de Responsabilidade Social

Cada diretor organizará os membros da gestão para promover as pautas relacionadas à sua diretoria, ou seja, não atuará sozinho.

Será referência para receber críticas, dúvidas e sugestões. COORDENADORIA ADMINISTRATIVA

O Coordenador Administrativo fará com que a tesouraria, agora atribuída a quatro frentes, funcione de forma coesa frente ao planejamento financeiro da gestão.

Diretoria de Finanças: responsável pelas contas e pelo planejamento da tesouraria do XI;

Diretoria de Patrimônio: responsável pelo contato com locadores, funcionários e fornecedores do XI, além da manutenção do Porão;

Diretoria de Arrecadação: responsável por buscar recursos e apoios extraordinários;

Diretoria de Entidades: responsável pelo diálogo com as entidades e pelo pagamento de repasse.

O Coordenador Acadêmico-Social organizará os diretores na condução das pautas de ensino, pesquisa e extensão, cultura e integração da comunidade acadêmica.

Diretoria de Ensino Jurídico: responsável pela promoção de eventos e discussão de temas acadêmicos, como o novo PPP, workshops e Congressos Jurídicos;

Diretoria de Festas: responsável pela realização das festas do XI, englobando as cervejadas, as festas semanais no Porão e a Peruada;

Diretoria Cultural: responsável por trazer de volta a agenda cultural da cidade no XI, com a realização de eventos, exposições e cine-debates;

Diretoria de Responsabilidade Social: responsável por projetos de bem-estar da comunidade, com a promoção de atitudes sustentáveis e filantrópicas.

COORDENADORIAS 54

COORDENADORIA ACADÊMICO-SOCIALCOORDENADORIA POLÍTICA

CIDADE E POLÍTICA

A Secretaria de Segurança Pública fechou parceria com a Reitoria da USP para fortalecer a presença da Polícia Militar nos espaços universitários. Sendo uma instituição violenta, treinada com táticas de guerra e que perpetua a segregação racial e social, a PM não é solução para a melhoria da segurança, seja na Cidade Universitária, seja no Centro de São Paulo. A presença da PM no campus da USP não reduziu a criminalidade, ao invés disso, protagonizou casos de racismo, preconceito e opressão. Entendemos que é essencial buscar soluções alternativas de segurança, por exemplo, no caso da SanFran uma possibilidade é pressionar politicamente a diretoria para criar um BUSP que realize o caminho Metro Sé - Largo São Francisco.

Em agosto de 2015 foi aprovada, em segundo turno, a redução da maioridade penal na Câmara dos Deputados. Com 320 votos a favor e 152 contra, o Congresso mostrou mais uma vez o seu conservadorismo. Vemos nesta PEC uma medida paliativa que erroneamente enxerga no sistema carcerário um meio eficiente de combate à criminalidade, ignorando o alto índice de reincidência em grandes prisões, as condições degradantes do sistema e o contato que os jovens têm com o crime organizado. Cabe apontar que menos de 10% dos crimes são cometidos por menores, mostrando que a redução se trata de uma política populista para aumentar o poder punitivo estatal, quando deveria se preocupar em prover as garantias constitucionais de educação, cultura e lazer.

Mesmo sendo parte do cotidiano na Centro da cidade, muitas vezes ignoramos a realidade que nos cerca. Estão presentes nos centro centenas de pessoas vivendo em situação de rua, expostas a condições degradantes e sem qualquer amparo do Estado. Essas pessoas chegam às ruas pelo vício em drogas, problemas psicológicos, abandono familiar e, inclusive, por homo e transfobia na família. Uma vez nas ruas, se deparam com o esquecimento e a invisibilidade. A interação entre a população que transita pelo centro com essa parcela de invisibilizados se resume, muitas vezes, à doação de esmolas. As políticas públicas não são diferentes, pois ao invés de promover a reintegração dos moradores em situação de rua, são na verdade políticas superficiais ou que apenas aumentam a exclusão social, como vimos em 2012 na Operação Espantalho. Em 2012, na gestão do Centro Acadêmico, o Resgate realizou o documentário “Eu Existo”, que relatou e denunciou o cotidiano da vida na rua. Para 2016, propomos inaugurar um debate institucionalizado entre o XI, organizações da sociedade civil e prefeitura de São Paulo que se mantenha em gestões futuras.

MOVIMENTO ESTUDANTIl

café da manhã no bandejão: a USP já tem a verba liberada com destino específico aos restaurantes universitários. O que precisamos fazer é pressionar os órgãos de decisão para implantar essa medida na Faculdade. Cabe lembrar que a implantação do café da manhã no bandejão deverá ser feita de maneira transparente, de modo que seus termos sejam discutidos com toda a comunidade acadêmica e não sobrecarregue os funcionários e funcionárias. O café da manhã nos restaurantes universitários é uma demanda antiga dos estudantes, e já se encontra disponível tanto nos restaurantes da Cidade Universitária quanto nos restaurantes dos campi do interior.

O XI de Agosto, além de ser um instrumento de representação dos alunos da faculdade, teve um papel importantíssimo em lutas políticas e em promover bandeiras como a democracia e o combate às desigualdades. Desse modo, com o objetivo de recuperar o papel do XI em relação à sociedade, o Resgate, caso seja gestão em 2016, organizará diversos eventos culturais e sociais em comunidades da periferia de São Paulo, a exemplo do projeto “Cidadania na Escola”, para conversar e debater de forma horizontal temas como a violência policial, a LGBTfobia, o empoderamento de mulheres e o mito da democracia racial.

BUSP: buscaremos levar ao Diretor a demanda de um BUSP que vá do Centro à Cidade Universitária, passando por algum metrô. Essa conquista é necessária para possibilitar uma maior integração entre os cursos e garantir o acesso dos alunos da Sanfran a aulas na Cidade Universitária, grupos de pesquisa, eventos e bibliotecas que se encontram em outros campus da USP.

casa dos estudantes: uma política de permanência estudantil de moradia é fundamental em uma universidade pública, pois amplia o acesso à universidade às classes menos favorecidas. Por esses motivos, o XI de Agosto deve dar todo apoio institucional à entidade, respeitando a autonomia dos moradores e da diretoria.

Por estar localizada no centro de São Paulo, a São Francisco acaba ficando distante da realidade e das vantagens que possui a Cidade Universitária, especialmente em relação às políticas de permanência estudantil, como o transporte, a moradia e a alimentação. Como gestão do Centro Acadêmico XI de Agosto, o Resgate se compromete a pautar junto à Faculdade questões centrais de permanência estudantil:

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O XI E O CENTRO

o xi na periferia

UNIVERSIDADE

A SANFRAN TAMBÉM É USP

Em 2016 muitas pautas importantes estarão presentes da agenda política do país e do mundo. Já em 2015 vimos uma série de episódios em que ocorreram violações graves aos direitos humanos e retrocessos em direitos sociais. Para citar exemplos, em âmbito internacional vivemos uma das maiores ondas migratórias da história, que promete ser ainda maior no próximo ano, em decorrência dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio. No Brasil assistimos à tentativa de redução da maioridade penal e de permissão à terceirização das atividades-fim no Congresso Nacional. Apesar de serem fatos distantes, convergem no que diz respeito ao papel do movimento estudantil.

O Resgate sempre acreditou no papel transformador do XI de Agosto, e entende que a atuação do Centro Acadêmico pode ser muito mais ampla, forte e se tornar referência perante os estudantes. Em 2016, as pautas consideradas regressivas continuarão na agenda do Governo Federal e do Governo de São Paulo, aprofundando os cortes na educação e na saúde, devendo a sociedade estar organizada para evitar retrocessos aos direitos humanos e sociais e se solidarizar e se comprometer com a proteção às minorias políticas e à soberania nacional, envolvendo a máxima participação dos estudantes nessas questões.

Somados a isso, no próximo ano ocorrerão as Olimpíadas no Rio de Janeiro e as Eleições municipais. Não é preciso dizer o tamanho do papel que o XI possuirá também na condução de debates acerca dessas questões. Em 2014 cansamos de observar graves violações aos direitos trabalhistas, durante as obras da Copa do Mundo, e também aos direitos humanos, como no caso do presídio de Pedrinhas, que passaram despercebidas pela gestão Contraponto à época. Também não houve sequer um debate relevante ou sabatina com os candidatos ou representantes destes ao cargo de Presidente da República, Governador ou Senador.

Foi o Resgate, enquanto oposição, que trouxe para a Faculdade os dois eventos com representantes desses candidatos, no primeiro e no segundo turno das eleições presidenciais. No próximo ano, nos comprometemos a realizar eventos representativos e plurais com os candidatos à prefeitura de São Paulo para permitir aos estudantes e à sociedade como um todo que formem sua opinião de forma imparcial.

A atuação de todos os estudantes é de extrema importância para conseguir um avanço efetivo na política. Como importante força do pensamento da juventude do país e como protagonistas de muitas mobilizações, temos como obrigação organizar diversos setores da sociedade na luta para barrar o retrocesso e para intensificar as mudanças conquistadas a duras penas pelo povo brasileiro.

L G B T Se a legalização do casamento homoafetivo nos EUA significou grande vitória ao movimento LGBT, e se a representação de nossa causa parece aumentar cada vez mais, sobretudo no meio televisivo e propagandístico, também há razões para descomemorar o ano que se passou. Funcionando como verdadeiro epicentro do retrocesso, a Câmara dos Deputados trouxe a público as discussões do Estatuto da Família e do “Distritão”. Em ambos os casos, os congressistas conservadores deixaram claro ao que vieram: retirar direitos de parcelas já fragilizadas da sociedade civil.

Talvez o evento mais simbólico desta contradição, que infelizmente acompanha o desenvolvimento de nossa pauta, tenha sido a própria Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 2015. Por um lado, expressão de reconhecimento e motivo de alegria, pois reúne, anualmente, milhões de pessoas, de diferentes orientações sexuais e identidades de gênero. Desta vez, no entanto, os desdobramentos do evento chocaram a comunidade, relembrando-nos que os avanços conquistados por muitos custam mais a alguns.

É o caso das e dos transexuais, parcela invisibilizada dentro do próprio movimento, e que, assim como a atriz Viviany Belebony, são alvos cotidianos de agressões físicas e morais, de abusos e preconceitos que consternam e revoltam. Viviany interpretou o mártir Jesus Cristo na última Parada, como forma de representar a dor da LGBTfobia, e por essa razão, em agosto deste ano, foi agredida a facadas perto de sua casa, em uma triste e irônica demonstração do ódio que a atriz quis denunciar.

Diante dos fatos narrados, a plenária LGB do Resgate propõe uma reflexão acerca de alguns dos acontecimentos relevantes para o movimento em 2015. Os eventos destacados representam, afinal, um panorama do que já foi feito e do que ainda temos por fazer. Queremos uma faculdade mais do que tolerante, espaços mais do que representativos: queremos combatividade aos retrocessos e engajamento por novas conquistas! Para que isso seja possível, contamos com o protagonismo da comunidade LGBT da São Francisco, hoje muito bem representada pela nossa “Frente” – a qual, reunindo independentes e membros de vários coletivos, constitui, sem dúvida, um dos citados avanços. Também acreditamos na disputa pela consciência da faculdade como um todo, por meio da construção da pauta em ambientes abertos e convidativos. Deste modo, valorizamos o apoio de toda e qualquer pessoa disposta a abrir mão de seus preconceitos e a caminhar conosco em direção a uma faculdade verdadeiramente inclusiva.

98MOVIMENTO ESTUDANTIL

MOVIMENTO ESTUDANTIL

É notável, infelizmente, que dentro do próprio movimento LGBT as mulheres lésbicas, os e as bissexuais e os e as transexuais são reiteradamente invisibilizados. Nos próprios espaços da faculdade, as mulheres lésbicas e bissexuais e os homens bissexuais sentem maior dificuldade de viver livremente sua orientação sexual, seja pelo machismo estrutural que afeta inclusive o movimento LGBT, seja pela ideal preconceituoso de que o bissexual é um indeciso, que não suporta tomar um lado.

A questão transexual é ainda mais problemática. Com a estatística de que cerca de 90% de sua população encontra-se na prostituição, em virtude do abandono familiar e do preconceito insuportável no ambiente escolar, sua expectativa de vida no Brasil não passa dos 40 anos e a conquista de direitos, como a alteração de documentos ou o direito à cirurgia de transgenitalização custeada pelo SUS, ainda parece distante.

O Resgate se compromete a dar visibilidade para as mulheres lésbicas, pessoas bissexuais e transexuais por meio do XI de Agosto. Além do Projeto Estereótipos, do qual esse tema será parte importante, visamos a dar visibilidade às pessoas não-binarias, aos demissexuais, aos pansexuais , aos polissexuais, aos assexuados e todas as outras orientações sexuais e identidades de gênero que não têm o respeito e a consciência social merecidos.

Da atuação de congressistas empenhados na manutenção do status quo, surgiram este ano ao menos duas propostas nocivas aos direitos dos LGBTs.

Em maio, a ofensiva veio capitaneada pelo PMDB, sobretudo na pessoa de Eduardo Cunha. Este encampou a proposta do “Distritão” no que tange à reforma política. Trata-se da mudança do sistema atual de eleição de deputados e vereadores (sistema proporcional em lista aberta) para o sistema distrital puro adotado apenas em dois países (Afeganistão e Jordânia). Dentre tantos erros apontados na proposta, como a excessiva individualização das campanhas e enfraquecimento dos partidos, sobressai o problema da diminuição da representatividade de minorias no Legislativo. Isso porque o voto LGBT ou dos negros, por exemplo, tende a estar espalhado por maiores extensões territoriais, tornando-se muito mais difícil que essas minorias consigam eleger seus representantes como os mais votados em cada distrito.

Já em setembro, o projeto reacionário ficou ainda mais claro, com a proposta do “Estatuto da Família”, aprovada em comissão especial após verdadeira batalha no website da Câmara, pela aprovação ou reprovação dos termos da proposta. Notáveis exceções, como as deputadas Érika Kokay e Maria do Rosário, defenderam a causa LGBT, opondo-se à definição retrógrada de família como “o núcleo formado a partir da união entre homem e mulher”.

Uma das principais vertentes do Resgate em termos de igualdade LGBT passa pela construção de um espaço saudável e confortável para todas e todos que possuem orientação sexual e/ou identidade de gênero diferente da esperada pela sociedade. Este espaço confortável tem sido conquistado pelos LGBTs na São Francisco por meio da militância nas mais diversas esferas. No entanto, aqueles que decidem seguir a carreira da advocacia não encontram nos escritórios um ambiente acolhedor, em que se possa expressar livremente a sua diversidade. Ainda, a evolução na carreira de advogadas e advogados LGBTs tende a ser mais complicada e exigir um esforço muito maior do que se espera de heterossexuais e cisgêneros.

Pensando nisso, os LGBs do Resgate, em conjunto com LGBTs organizados em outros grupos ou LGBTs independentes que se interessem pelo projeto, realizarão reuniões para a discussão de políticas para escritórios de advocacia voltadas especificamente para estagiárias e estagiários, advogadas e advogados lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Os pontos, a serem detalhados em grupo, deverão passar por: Posicionamento público de respeito e promoção à diversidade LGBT;

Igualdade de benefícios para casais do mesmo sexo;

Proibição específica à discriminação em virtude de orientação sexual e identidade de gênero;

Utilização institucional do nome social de travestis e transexuais. Nesse sentido, tendo por premissa que a atuação política do XI de Agosto não deve se limitar ao espaço da faculdade, pretende-se elaborar um manifesto e cobrar dos grandes escritórios de São Paulo que adotem as políticas convencionadas, em troca de um selo de “Escritório LGBT Friendly” a ser concedido publicamente pelo XI de Agosto e de deduções nos pagamentos feitos a título de patrocínio.

1110 L G B TL G B TMAIS VISIBILIDADE PROJETO ESCRITÓRIOS LGBT FRIENDLY

MOVIMENTO NEGRO

No dia 18 de novembro, em Brasília, ocorrerá a marcha nacional das mulheres negras. As companheiras tomam a rua para reivindicar pautas essenciais para uma parcela da população que sofre diariamente com o machismo e com o racismo. A marcha pleiteia o respeito aos direitos das mulheres pretas, o fortalecimento da identidade negra, além da busca por melhores condições trabalhistas e equidade salarial, passando, é claro, pela valorização da mulher negra e de suas ancestrais que se engajaram na luta por melhores condições de vida. Essa marcha não é uma manifestação de minoria numérica, elas são uma grande parcela da população brasileira e precisam ser ouvidas e atendidas. Diante disso as negras do Resgate enxergam a extrema importância desse movimento para a construção do protagonismo negro nas reinvindicações sociais. Esse tipo de evento deve servir de exemplo e de inspiração para a comunidade universitária, principalmente aos operadores do direito que possuem enorme divida com as negras brasileiras. A gestão do Centro Acadêmico XI de agosto deve reforçar essa luta, dentro e fora do direito.

No ano de 2015, dos 560 convocados na primeira chamada nos cursos de Direito da USP, apenas 17 deles se auto-declararam negras e negros. Esse quadro que chega a ser assustador é um dos sintomas da representatividade do ensino superior brasileiro, do qual a população negra está praticamente excluída, prejudicando em muito o conteúdo de nossa produção acadêmica.

Esta triste conjuntura requer a ação do Centro Acadêmico no sentido de colaborar com a conscientização dos associados sobre o tema e pressionar as instâncias de poder na Universidade, junto às demais entidades representativas dos estudantes, por políticas de inclusão.

O Resgate acredita que as cotas exercem uma função essencial para o estabelecimento de um ambiente acadêmico realmente equitativo. Trata-se de uma dívida histórica com a população negra, submetida a longos períodos de exploração escrava e a práticas racistas institucionalizadas. Vemos que, tal como a riqueza é sucedida, a miséria também se herda.

A inércia de seguidas gestões da USP, bem como o desinteresse da classe política no Estado têm colaborado para a manutenção do quadro de desigualdade entre negros e brancos. Neste cenário, a adoção das cotas como mecanismo de inclusão social visa a efetiva presença das negras e negros na universidade pública: acesso a um espaço que lhes têm sido tradicionalmente negado.

O Resgate posiciona-se a favor de ações afirmativas que, como essa, incentivam a ocupação negra do espaço acadêmico, assim como do combate a quaisquer demonstrações de preconceito racial. Propomos um rompimento definitivo com a indiferença às diferenças. São urgentes a identificação de vulnerabilidades em nosso contexto social e o incentivo às políticas de valorização da diversidade, sem jamais perder de vista a ação protagônica dos coletivos negros nesta luta que lhes é própria.

FEMINISMO

A luta feminista avançou muito nos últimos anos. O tema vem ocupando um espaço cada vez maior e já é debatido com frequência nas Universidades, nas ruas e até mesmo dentro de lares mais conservadores. Nesse sentido, os direitos das mulheres deveriam marcar presença nos programas de qualquer candidato político minimamente engajado.

Na sociedade o machismo é estrutural e está enraizado em todos os âmbitos: desde a falta de representatividade de mulheres no Congresso, até a insistente culpabilização da mulher pelas opressões a que ela é submetida. Para piorar a situação, existe, no Brasil, uma tendência de banalização destrutiva das opressões: as pessoas sistematicamente se recusam a reconhecer a existência do machismo. Ele se torna, assim, um inimigo invisível.

Enquanto partido político, o Resgate acredita que é essencial fazer campanhas insistentes sobre a existência do machismo e meios de combatê-lo. Em 2015, fizemos uma intervenção visual sobre a cultura do estupro, com texto e eventos problematizando-a. Precisamos continuar construindo essa pauta dentro e fora da Faculdade. Por isso, trazemos projetos que denunciam a violência contra a mulher e a imposição de estereótipos ditos como ideias na sociedade.

1312

MARCHA DAS MULHERES NEGRAS COTAS

CAUSA NEGRA NA FACULDADE

PROJETO DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O machismo estrutural promove as mais diversas violências contra as mulheres, tornando essencial lutar contra isso de forma exaustiva, ampla e assertiva. Pensando nisso, as mulheres do Resgate acreditam que o XI deve trazer projetos e debates que beneficiem mulheres de dentro e fora da universidade.

Diante dos diversos atos de machismo que presenciamos ao longo do ano, como a criação de um site que incentiva o estupro de mulheres, idealizamos, inspiradas pela professora Helena Lobo em evento realizado por nós, o Projeto de Combate à Violência Contra a Mulher. Este projeto será composto por uma série de ações com o objetivo de desconstruir atitudes de machismo e violência.

São elas:

Rodas de Discussão sobre violência contra a mulher em outras faculdades dentro da USP, principalmente aquelas com mais casos de violência sexual;

Assessoria jurídica específica para atender vítimas de violência, de preferência com processo seletivo separado, privilegiando estágiarias e advogadas (em possível parceria com entidades);

Discussão sobre a violência contra a mulher em comunidades carentes, com ênfase em caracterizar a violência doméstica e conscientizar as mulheres de seus direitos e como prosseguir em caso de abuso;

Campanha de conscientização em estações de metrô e ônibus, realizada por alunas.

Acreditamos que, enquanto cidadãs, é nosso dever tentar mudar as estruturas opressoras existentes. Afinal, repetir um discurso alinhado sobre combate às opressões é muito importante simbolicamente, mas o Resgate acredita fortemente que ações devem acompanhar as falas.

PROJETO ESTEREÓTIPOS

estereótipo

es.te.re.ó.ti.poImagem mental padronizada, tida coletivamente por um grupo, refletindo uma opinião demasiadamente simplificada, atitude afetiva ou juízo incriterioso a respeito de uma situação, acontecimento, pessoa, raça, classe ou grupo social

É muito comum ouvir pessoas falando que uma das maiores qualidades do Brasil é ser ”um país de diferenças” e que nós, brasileiros, abraçamos essas diferenças. Mas não é o que observamos na prática. Presenciamos, todos os dias, notícias de atitudes preconceituosas e desrespeitosas que visam atacar justamente aquilo que é tido como o melhor do Brasil: a diversidade.

Pensando nisso, o Resgate formulou um projeto de combate aos estereótipos. Tantas pessoas são, continuamente, encaixadas em estereótipos com base em gênero, cor da pele, orientação sexual e outras características. Esses estereótipos agem em dois sentidos, impondo uma concepção do ideal e aceitável e reduzindo a diversidade a estigmas sociais. Queremos mostrar a todos que ser mulher, ser gorda, ser LGBT, ser tatuado ou ser soropositivo nada mais significa do que ser mulher, ser gorda, ser LGBT, ser tatuado ou ser soropositivo. Não é a sociedade que define o indivíduo, cada um deve ter a liberdade de viver sua singularidade.

“ Para fomentar esse debate, faremos uma série de eventos na São Francisco:

Essas questões são vitais, mas ainda assim são, frequentemente, renegadas em todos os âmbitos. São raramente visibilizadas, seja dentro ou fora da universidade. Por esse motivo, o Resgate quer fomentar essas discussões. Toda luta é importante e, enquanto partido político, acreditamos que é nosso dever ajudar.

1514

De GRID a HIV: os mitos da soropositividade

Transfobia em debate e invisibilização dos homens trans

Distúrbios alimentares, gordofobia e o potencial destrutivo dos padrões estéticos

Exposição: qual é o seu estereótipo?

A marginalização social tem cor e classe: o racismo enquanto ferramenta perpetuadora de esterótipo

PROJETO REVISTA ACADÊMICA

O Resgate propõe a criação de uma

Revista Acadêmica do XI de Agosto. Nela,

autores renomados e estudantes publicarão

artigos sobre um tema definido anualmente

pela comunidade acadêmica. Essa revista

seguirá os critérios de publicação da CAPES

à risca, de modo a garantir sua qualidade e o

reconhecimento de seus artigos.

Eixos de Avaliação - CAPES

- proposta do programa - corpo docente - corpo discente - teses e dissertações - produção intelectual e inserção social

A Revista Acadêmica do XI de Agosto será,

portanto, uma forma de incentivar a produção

acadêmica dos estudantes, fomentando a

pesquisa, pilar importante da Universidade.

PROJETO CIDADANIA NA ESCOLA

Num modelo dinâmico e aberto, discutimos temas relevantes da política nacional e de cidadania, sem qualquer hierarquia ou imposição de ideias. Os alunos questionam, problematizam e constroem seu posicionamento. É a partir de um debate muito rico, que se adquire novos conhecimentos e uma maior possibilidade de reflexão sobre a realidade atual.

O que buscamos é, ao contrário das aulas que eram lecionadas no passado, um espaço para pensamento livre, capaz de discordâncias saudáveis e de um crescimento da consciência cidadã.

Fizemos algumas experiências iniciais com apenas membras e membros do Resgate. A partir delas, começamos a consolidar o projeto enquanto uma possibilidade de extensão na faculdade.

“A educação é um daqueles grandes consensos retóricos no Brasil. Todos consideram a educação importante, mas são poucos aqueles que se mobilizam.” (Antônio Corrêa de Lacerda, Coordenador da Pós Graduação em Economia Política na Pontifícia Universidade Católica - PUCSP)

O sistema educacional público brasileiro é extremamente deficitário. Um dos pontos problemáticos é a falta de conscientização política e cidadã, fatores essenciais para o desenvolvimento do pensamento crítico e para o incentivo à participação direta na política nacional.

Acreditar em uma educação cidadã é entender que os jovens devem conhecer o processo democrático brasileiro, como o funcionamento das instituições e os meios de participação popular. Essa construção não deve ser feita de modo doutrinário, tal qual feito no atual método conservador de ensino, mas sim através de um diálogo que proporcione aos jovens bases para a reflexão que estimule o pensamento crítico, objetivo do projeto “Cidadania na Escola”.

1716

EVENTOS

É papel do Centro Acadêmico XI de Agosto proporcionar a integração dos novos associados que se juntam a nós. A Semana de Recepção aos Calouros é a melhor forma para que isso aconteça de maneira saudável e construtiva.

A SEREC é uma oportunidade de trazer temas relevantes para serem discutidos entre os novos estudantes e grandes personalidades do Direito, como os pilares da Universidade e as novas tendências da prática jurídica, além de discussões políticas.

A Semana do XI é composta por diversos eventos que representam o contexto político em que a Faculdade e o país se inserem. Na semana do dia XI de Agosto, pretendemos trazer diversos debates, rodas de conversa e apresentações culturais que aproximem os alunos de pautas nacionais importantes, como forma de agregar conhecimento político.

A Semana do Estágio, evento da Sanfran Jr. em conjunto com o Centro Acadêmico, é uma execelente oportunidade para as e os estudantes entrarem em contato com o trabalho em escri-tórios, empresas e órgãos públicos. O evento serve para a aproximação do franciscano com o mercado de trabalho e, a cada ano, deve-se prezar pelo aperfeiçoamento desse modelo.

O ano de 2016 será marcado pelas eleições municipais. Nestes momentos, o Resgate sempre prezou por trazer à Faculdade debates políticos e rodas-viva com os candidatos, como ocorreu em 2012 e em 2014. Acreditamos que um embate de ideias é enriquecedor e essencial para a formação política. Em 2014, o Coletivo Contraponto, na gestão do Centro Acadêmico, omitiu-se em trazer os candidatos, de forma que coube ao Resgate esta função. A gestão, completamente voltada à campanha por um candidato à presidência, abandonou o seu dever enquanto XI durante os meses de agosto a outubro, transformando o Centro Acadêmico em comitê de campanha para um partido. Em sentido contrário, o Resgate se compromete a promover eventos de apresentação dos candidatos e de suas propostas, que serão debatidas de maneira crítica no meio acadêmico. É extremamente importante promovermos o diálogo e a livre manifestação de ideias (sempre em respeito aos direitos humanos), construindo assim um ambiente verdadeiramente democrático. Nesse sentido, entendemos que o XI não pode ser utilizado como um simples instrumento de imposição da linha política da gestão! O Resgate irá, além de promover os conhecidos debates e rodas-viva, criar um Manifesto do XI com uma série de compromissos que serão propostos aos candidatos, questões como direitos das mulheres, dos LGBT, dos negros e outros temas que serão discutidos em conjunto com os estudantes.

COMUNICAÇÃO ETRANSPARÊNCIA

A transparência do XI é de extrema relevância para possibilitar a participação dos estudantes nos projetos, eventos e, é claro, na tesouraria do Centro Acadêmico. No entanto, as gestões têm encontrado enormes dificuldades em garantir aos alunos conhecimento sobre a atuação da gestão e, consequentemente, meios de participação. Tendo em vista estas dificuldades, o Resgate propõe uma série de medidas:

Reuniões bimestrais de tesouraria. Com uma prestação de contas compreensível e atualizada, acreditamos que é também necessário apresentar estes dados nos meios eletrônicos, para que cada vez mais alunas e alunos estejam inteirados das atividades administrativas do XI.

Reabrir o Site do XI. Precisamos reinaugurar o site do XI, com um novo modelo que seja funcional, prático e verdadeiramente acessível aos alunos. Acreditamos na importância do acesso às informações para a comunidade acadêmica. Por isso, já estamos realizando o desenvolvimento desse site, para que esse projeto se concretize independente da gestão que assumir.

Redes Sociais. As redes sociais devem ser utilizadas para promover as atividades do Centro Acadêmico retomando este meio de diálogo com os estudantes.

Calendário da Gestão. Apresentar o calendário de eventos, projetos, congressos e festas, facilitando a organização da gestão, e a participação dos estudantes.

Jornal do XI. O jornal não é apenas uma formalidade repleta de previsões holísticas e receitas culinárias, como feito pela gestão Canto Geral, ou um espaço de doutrinação, como feito pela gestão Contraponto. O Resgate, sabendo da importância desse meio de informação e de construção política, se propõe a produzir publicações bimestrais, trazendo uma discussão ampla e plural sobre diversos temas internos e externos à faculdade, tal qual fazíamos em nossas antigas gestões. Além disso, acreditamos ser de extrema importância abrir espaços nesse meio de publicação para a comunidade discente, coletivos, grupos de pesquisa e extensão.

1918

SEREC

SEMANA DO XI

SEMANA DO ESTÁGIO

FUNDO DO XI

TESOURARIA A situação financeira do Centro Acadêmico XI de Agosto agravou-se muito nos últimos anos. A tesouraria do XI envolve muito mais do que pagar salários e repasses. É uma atividade complexa que demanda total comprometimento da gestão. Um tesouraria bem estruturada, organizada e funcional é de fato essencial para o desenvolvimento de projetos políticos, acadêmicos e sociais que o XI se proponha a pautar. Ainda, há a necessidade de garantir segurança econômica para as entidades, que dependem do repasse para continuar com as suas atividades. O ano de 2016 será delicado para as finanças do XI, pois será um ano de reestruturação.

Dessa forma, o Resgate se compromete a agir para com o XI de maneira responsável, oferecendo o suporte que as entidades precisam e sempre mantendo uma linha de diálogo aberta com a faculdade, pautada pela transparência.

Criado na gestão Resgate de 2008 após o recebimento de aproximadamente 5 milhões de reais de antigas ações da FEPASA, o Fundo do XI é o maior meio de financiamento do C.A. atualmente. Mensalmente uma quantia é retirada do fundo, o que permite o funcionamento das entidades e não compromete o patrimônio do XI. Durante esse ano, o FIXI e seu papel essencial na estruturação do XI foram muito abordados e discutidos. Contudo, devemos sempre ter em mente que o Fundo é o responsável pela garantia da segurança financeira do XI a longo prazo, de modo que saques não devem ser vistos como medidas recorrentes. Ao contrário, o XI deve garantir a solidez financeira do Fundo, visando sua manutenção como provedor de recursos para o C.A. no futuro.

Atualmente, as rendas fixas do C.A.,

advindas dos aluguéis (do Porão e do Campo

do XI) e do FIXI, mostram-se incapazes de cobrir

todas as despesas mensais. Mesmo com uma

reforma estrutural no quadro deficitário do C.A.,

há a necessidade de captação de apoio externo,

visando a realização de projetos, eventos e

congressos, além de ajudar no pagamento de

despesas do XI.

O Resgate se propõe, para isso, a

empregar grandes esforços para buscar

meios de captação e patrocínio necessários

para sustentar um Centro Acadêmico com as

funções política, acadêmica e social que são

devidas ao XI.

A venda de artigos temáticos do Centro Acadêmico é importante não apenas na SEREC, mas também ao longo do ano, pois é uma forma de complementar as receitas do XI. Dessa forma, retomaremos a Lojinha do XI, contando com a venda de diversos produtos personalizados.

O PPA (Projeto de Participação do Aluno) tem o objetivo de aproximar as e os estudantes da gestão do C.A. por meio de projetos que são sugeridos e aprovados pelos próprios estudantes. Dessa forma, os recursos são retirados do FIXI para serem utilizados em projetos do OP (Orçamento Participativo) e FIA (Fundo de Iniciativas Acadêmicas). O PPA, o OP e o FIA são muito importantes para os alunos e para as entidades, e o Resgate se compromete a manter esse canal de diálogo aberto com toda a comunidade discente.

20 21TESOURARIALOJINHA DO XI

PPA

FODEX

CAMPO DO XI

Desde 1955 o Centro Acadêmico XI de Agosto conta com um terreno no Ibirapuera, conhecido como Campo do XI, que é até hoje um espaço de treino para atletas e de integração dos estudantes, além de ser uma fonte de renda para o C.A. por meio dos aluguéis que arrecada. Até 1986, a Prefeitura de São Paulo não cobrava o IPTU do Campo do XI, contudo, houve uma mudança após um recadastramento da Prefeitura e, desde então, o XI vem acumulando uma gigantesca dívida de IPTU, a qual está sendo cobrada em um processo de execução e vem sendo também questionada em um processo administrativo. Após anos sem qualquer andamento do processo, recentemente foi negado o pedido do XI para suspensão da execução. Isso, somado com o fato de o pedido de imunidade tributária também já ter sido negado, significa que o processo de execução foi retomado. Atualmente, é necessário buscar uma alternativa possível para o Campo do XI. Nós acreditamos que, enquanto gestão, é importante retomar o contato e o diálogo com a Associação de Antigos Alunos, com o corpo docente e com cada uma das entidades, especialmente com a Associação Atlética Acadêmica XI de Agosto (entidade responsável pela administração do Campo do XI). O processo de imunidade precisa ser trabalhado com muito cuidado. Para isso, precisamos colocar os livros contábeis em ordem, estabelecer o maior contato possível com as autoridades e buscar apoio do corpo docente e dos antigos alunos. Nesse sentido, é preciso estabelecer um contato sólido com a prefeitura para traçar estratégias de atuação. Acreditamos, ainda, ser de extrema importância trazer informes contínuos dos andamentos do processo de execução para a comunidade discente, para incentivar a participação dos estudantes nessa pauta.

Durante o ano de 2015, houve uma proposta da gestão Canto Geral para que o CI fosse fechado e para que as dívidas trabalhistas e rescisórias fossem pagas então com o Saque do FIXI. Nós nos posicionamos contrariamente a essa proposta por acreditarmos ser de extrema importância para os estudantes um ensino de línguas mais acessível.

Acreditamos, no entanto, que isso deve ser feito por meio de um projeto sustentável financeiramente, tendo em vista que ele é deficitário para o XI.

Assim, nos comprometemos a discutir alternativas de reestruturação do Centro de Idiomas, seja diminuindo o número de línguas oferecidas, seja buscando parcerias que, em conjunto, consigam fazer com que o CI continue sendo uma opção para os estudantes, sem onerar excessivamente as contas do Centro Acadêmico.

REPENSANDO OS ESPAÇOS DA FACULDADE

O Porão da SanFran é muito importante para a comunidade acadêmica por se tratar de um espaço de convivência e descontração dos estudantes. Entretanto, nas últimas gestões, o espaço esvaziou-se por diversos motivos, que vão desde a questão do fumo até a sensação de abandono do espaço que as duas últimas gestões passaram à Faculdade. Assim, trazemos como propostas:

Fumo: apoio à instalação de bituqueiras, incentivando o fumo do lado de fora e tornando o ambiente mais salubre para os alunos e, principalmente, para os funcionários que lá trabalham. Acessibilidade: o Porão hoje é inacessível para aqueles que têm dificuldades em subir e descer escadas, e por isso deve-se buscar alternativas para tornar o espaço mais acessível. Lixo: Instalação de lixeiras grandes no interior do porão. Manutenção dos Equipamentos de Som: os equipamentos de som do Porão estão em situação precária e precisam de reparos para as festas e eventos do CA.

A falta de estrutura é verificada na São Francisco inclusive em relação às bibliotecas da Faculdade: temos o maior acervo de literatura jurídica da América Latina, porém grande parte dos livros está estocada de forma completamente inapropriada em um prédio bastante mal cuidado. Por essa razão, os professores Coutinho e Virgílio, membros da Comissão de Bibliotecas, iniciaram um projeto para a criação da Nova Biblioteca. O primeiro passo foi a escolha de um projeto que não apenas contemplasse a necessidade de uma biblioteca apta a acolher as obras de forma ideal, mas também de um centro de cultura e bons espaços para estudo. O projeto, dessa forma, apresenta uma biblioteca muito bem estruturada, apta a abrigar centenas de milhares de livros que estarão abertos ao público, além de salas de estudo, um auditório e um café. Além disso, uma vez que promove fácil acesso a uma ampla coleção bibliográfica, o projeto beneficiaria também qualquer estudante de direito, que muitas vezes não consegue obter importantes obras para sua formação jurídica. A próxima fase do projeto, agora, consiste nacontratação de um orçamento para a obra de

reforma total do atual Prédio Anexo IV. Atualmente, com a situação financeira em que se encontra a USP, marcada pelos cortes de gastos, é evidente a dificuldade em viabilizar o projeto. Entretanto, existem alternativas, como a captação de recursos privados de forma transparente, legítima e responsável. É importante ressaltar que os professores Virgílio e Coutinho são bastante claros ao afirmar que estes recursos seriam destinados exclusivamente às obras de engenharia, descartando qualquer hipótese de interferência na determinação do conteúdo dos livros ou das atividades jurídicas ou culturais que acontecerão nos espaços da Nova Biblioteca. O Resgate propõe que as discussões acerca do projeto sejam trazidas aos estudantes da Faculdade, uma vez que se trata de uma matéria extremamente relevante para todo o corpo discente. Afinal, é importante que todos possam verdadeiramente participar das tomadas de decisão que afetam as rotinas dos estudantes e, principalmente, no que tange a tão necessária Nova Biblioteca da Faculdade de Direito da USP.

2322TESOURARIAPORÃO

NOVA BIBLIOTECA

CENTRO DE IDIOMAS

ENSINO JURÍDICO Como XI de Agosto, a gestão deve constantemente buscar o aprimoramento do ensino jurídico na Universidade. Isso passa tanto por uma reforma completa e estrutural da grade, quanto por uma atuação articulada do CA que vise enriquecer o ambiente acadêmico da faculdade, promovendo eventos, congressos, workshops e grupos de estudos.

A atuação do XI no meio acadêmico converge com a atuação da Representação Discente em muitas pautas. Nesse sentido, é fundamental que o C.A. contribua com a RD na mobilização dos estudantes para que nossos interesses sejam defendidos perante os órgãos de decisão da Faculdade.

A Faculdade possui uma grade ultrapassada e engessada, que não acompanhou a evolução de um ensino de qualidade. A única maneira efetiva de mudar essa realidade é através da mobilização da comunidade acadêmica, com ativa participação dos alunos.

O que vemos atualmente é a falta de autonomia na escolha da grade, dado o oferecimento restrito de optativas e de créditos livres (contabilizados por monitorias, grupos de extensão e pesquisas), o que impossibilita o envolvimento em atividades como pesquisa e extensão.

A própria comunidade docente tomou a iniciativa de propor um novo PPP ao idealizar o “Sanfran 190”, coordenado pela Professora Maria Paula Dallari. As discussões realizadas durante o ano, com apoio da RD, poderiam ter dito o apoio do Centro Acadêmico, no seu poder mobilizador, para aproximar essa pauta dos estudantes, evitando-se, assim, a arbitrariedade das decisões.

Neste sentido, o Resgate se compromete a auxiliar a RD na construção de um debate qualificado com os estudantes, professores e funcionários para a aprovação de uma reforma da grade que materialize o tripé universitário: ensino, pesquisa e extensão.

Semana do Intercâmbio. Eventos com agências de fomento, professores envolvidos e alunos que já participaram dos programas de intercâmbio para tornar acessíveis informações sobre as burocracias dos processos de seleção e oferecimento de bolsas de estudos, aumentando a publicidade das vagas. Simpósio de Iniciação Científica. Trazer órgãos de incentivo à pesquisa, como a FAPESP e o CNPQ, para dialogar com os estudantes, fornecendo informação e contatos importantes para o desenvolvimento de pesquisas.

Fomentar o debate acadêmico é também uma das funções do XI auxiliando na formação jurídica dos associados. Em gestões anteriores do Resgate, a preocupação com essa pauta gerou benefícios concretos para a realidade acadêmica com a realização de inúmeros congressos, os quais foram negligenciados nas últimas gestões. Em 2016, sugerimos como temas:

- 20 Anos da Lei de Arbitragem- Direito Administrativo e Políticas Públicas- Direito Penal Econômico e Compliance- Direito Eleitoral- Criminal Profiling- 40 anos da LSA: Novos temas de Direito Societário

Continuando o tema de incentivo ao ensino jurídico, sugerimos a criação de grupos de estudos como:

- Grupo de Estudos sobre o Novo CPC- Grupo de Estudos em Macroeconomia

GRANDES JURISTAS NAS ARCADAS

Uma das formas de despertar o interesse dos alunos para pesquisa e extensão é colocá-los em contato com grandes pesquisadores e doutrinadores da área jurídica. Fomentar o debate entre as diferentes gerações de pensadores e a comunidade discente é o objetivo desse projeto que o Resgate tem como gestão do Centro Acadêmico XI de Agosto em 2016. Baseando-se em diversos ciclos de palestras, debates e aulas públicas, os eventos nos permitirão ouvir experiências das maiores referências no Brasil e no mundo na área do direito, aprimorando o aprendizado na faculdade.

O Resgate já realizou diversos eventos da série “Grandes Juristas”, em que os alunos de dentro e fora da Faculdade tiveram a oportunidade de entrar em contato com professores como Tércio Sampaio Ferraz Jr., Eros Grau e Dalmo Dallari. Continuaremos esta série de aulas magnas com professores que são referência no meio jurídico.

24 ENSINO JURÍDICO 25

NOVO PPP

GRUPOS DE ESTUDOS

CONGRESSOS ACADÊMICOSWORKSHOPS

CULTURAL

Durante as décadas de 1960 e 1970, o Brasil vivia sob um regime político ditatorial militar marcado por autoritarismo e repressão. O governo mantinha o controle em vários aspectos da vida social brasileira, principalmente na área da cultura. Dessa forma, na música, em especial, surgiram canções de cunho social e de protestos, que chegaram a uma grande parcela da população devido à participação desses músicos nos grandes festivais realizados pelas emissoras de televisão, dentre os quais o mais marcante foi o Festival de Música Popular Brasileira de 1966. Por entender a importância da música como forma de acesso à sensibilidade, como entretenimento e como poderoso instrumento de lutas políticas, o Resgate propõe celebrar os 50 anos do Festival de 66 com eventos, rodas de conversa e muita MPB tocando no porão!

A influência da Cultura Pop em nossas vidas é inegável! As gerações dos nascidos a partir da década de 1980 são marcadas pelos modismos universais, músicas-chiclete de sucesso inter-continental, uma crescente indústria cinematográfica, a explosão dos super-heróis que surgiram nos quadrinhos e agora dominam as grandes produções de Hollywood, além de muitos outros temas. O Resgate fará uma semana sobre a História dessa Cultura industrial e massificada que tanto nos envolve. Das piadinhas antigas aos irresistíveis “memes” das redes sociais, dos “tijolões” ao iPhone, da Madonna à Britney. As marcas da cultura de massa - saudosas ou não - serão lembradas e revividas com exposições, eventos e, por fim, uma agitada festa no porão.

Em um mundo globalizado como o nosso, divergências culturais e sociais são recorrentes, mas nem sempre aceitas. Somada a essa realidade, a intensificação das imigrações estimula o preconceito e a xenofobia em relação à religião e aos diferentes tipos de crenças e filosofias de vida espalhados pelo globo.

O senso comum e a falta de conhecimento aprofundado faz com que muitas religiões sejam estereotipadas e menosprezadas, criando um ambiente caótico, repleto de ignorância e desamor. Por acreditar na riqueza da pluralidade e por perceber como é necessário um maior entendimento sobre os distintos modos de crer e viver, o Resgate propõe uma roda de conversa com representantes de diversas religiões do Brasil, de modo a traçar paralelos, perceber as discordâncias e adensar o nosso conhecimento. O Resgate propõe tolerância.

Quem não ficou sabendo do atrito entre Taylor Swift e Nicki Minaj via Twitter, a respeito das indicações aos VMAs desse ano? É claro que a notícia se espalhou e virou fofoca virtual instantânea. O que nem todo mundo parou para pensar foi no real mérito dos comentários de Nicki Minaj: “por que tão poucas mulheres negras conseguem prestígio no meio musical?”, “por que isso acontece mesmo sendo a cultura negra uma das grandes vertentes na música pop do século XXI?” e “o que significa a apropriação da cultura negra pelo mundo pop, que insiste em se manter branco?” A verdade é que Beyoncé é exceção, enquanto Taylor Swift é regra. Pensando em mulheres que fizeram história, é impossível não lembrar do papel fundamental de Nina Simone no âmbito musical e na luta por igualdade racial. A diva do jazz também foi uma grande ativista pelos direitos civis nos Estados Unidos, sendo sua canção “Mississippi Goddamn” um marco para a causa negra. Ressalta-se o lançamento do filme “What Happened, Miss Simone?” de Liz Garbus, que trata da vida da Miss Nina Simone. Pela necessidade de se discutir a participação e a representatividade da mullher negra no meio musical, o Resgate exibirá o filme citado com uma posterior mesa de debate para que essas questões sejam explicitadas e debatidas.

Todos somos adeptos ao funk que toca no Porão, ao forró nas festas juninas e ao samba no carnaval. Essas marcas brasileiras, que possuem origens claras na periferia, parecem ser aceitas e naturalizadas em nossa sociedade e também na faculdade. Entretanto, sabemos que isso não é verdade: pratica-se, muitas vezes, certa seletividade de caráter elitista em relação a tudo o que vem da periferia. Assistimos a movimentos elitistas que buscam privar muitos de acessar ambientes dominados por poucos. A cultura da periferia parece ser abraçada por todos, mas a realidade é que por ela se passa um filtro, e a classe menos favorecida da nossa sociedade continua sendo marginalizada. O Resgate propõe uma semana de visibilidade à real cultura da periferia, com convidados para rodas de conversa que coloquem em pauta a evidente seletividade cultural praticada e, muitas vezes, não percebida.

FEMA

Evento criado para dar espaço aos muitos talentos que o franciscano pode ter, o Festival de Música das Arcadas chegará à sua 23ª Edição em 2016. O Resgate terá mais diálogo com as bandas para discutir o regulamento desde abril e realizar a Primeira Fase ainda no primeiro semestre, podendo dar ainda mais visibilidade às bandas até que cheguemos à

grande final!

2726 CULTURAL50 ANOS DO FESTIVAL DE 66 HISTÓRIA DA CULTURA POP MÚSICA E CULTURA NEGRA A CULTURA DA PERIFERIA E A

SELETIVIDADE ELITISTA

Entendendo como necessária a melhor percepção do outro e do espaço que frequentaremos por no mínimo cinco anos, o Resgate fará um dia voltado para dinâmicas corporais. Uma diferente oportunidade de socialização e auto conhecimento, que irá permitir o esquecimento temporário da excessiva racionalização que essa Faculdade exige.

A opção pelo vegetarianismo e pelo veganismo é crescente em uma sociedade consumista, na qual são notáveis os esforços para poupar os animais das crueldades a que são submetidos, seja pela indústria alimentícia ou pela indústria de cosméticos.

O Resgate realizará uma feira de cultura vegetariana e vegana com uma exposição de fotografias sobre o tema, trazendo empreendimentos que lidam com essa gastronomia ou com produtos relacionados.

FEIRA DO LIVRO

A Feira do Livro é um evento importante para que todos os alunos possam comprar livros a um preço mais acessível. O Resgate pretende manter as feiras semestrais, trazendo cada vez mais editoras para o pátio e não só divulgando o evento para os alunos da São Francisco, mas também para estudantes de outras faculdades e moradores da região.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O Resgate apresenta um plano de responsabilidade social que visa ao bem-estar no espaço interno dos associados e funcionários e no impacto positivo na comunidade externa à Faculdade de Direito. O partido se compromete a buscar benefícios coletivos através de projetos pontuais e sustentáveis a serem desenvolvidos pela gestão do Centro Acadêmico de forma independente ou em parceria com os grupos de estudo e extensão.

Trote SolidárioA recepção dos calouros, além de ser uma primeira oportunidade para a conscientização anti-opressões, é o momento ideal para promover mobilização de causas sociais. A matrícula e a Olimpíada dos Calouros serão enriquecidas com atividades de arrecadação de alimentos, por exemplo, para despertar o interesse da comunidade acadêmica por atividades filantrópicas.

Campanha do AgasalhoCom a chegada do inverno em São Paulo, as pessoas em situação de rua têm que lidar com o frio e a falta de abrigos. Com a força de mobilização do XI de Agosto, promoveremos uma campanha para despertar a consciência sobre um grave problema social do centro de São Paulo e arrecadar agasalhos e cobertores dentro e fora da Faculdade.

Adoção e Direito dos AnimaisCentenas de animais são abandonados nas ruas todos os dias e, graças ao trabalho de ONGs, são abrigados e recebem cuidados. Em parceria com essas organizações e com interessados pelo Direito dos Animais na Faculdade, queremos promover debates sobre os problemas do abandono e incentivar a adoção.

Posto de Coleta e Reciclagem

A destinação inadequada de resíduos é um problema ambiental grave, que se intensifica com uma cultura de consumo exagerado. O Resgate propõe a inauguração de um posto de coleta de materiais recicláveis no XI e uma campanha de conscientização sobre a importância de se adquirir esse hábito. O material recolhido, em especial alumínio e óleo, será encaminhado para cooperativas de reciclagem.

Incentivo à Leitura

Dada a realidade cultural brasileira, com livros caros e pouco hábito de leitura, é necessário promover ações de incentivo. A atuação do Centro Acadêmico em escolas e bibliotecas da periferia pode despertar o interesse de crianças e jovens através de uma campanha de arrecadação de livros e incentivo à leitura.

2928CULTURALYOGA E DINÂMICAS CORPORAIS

FEIRA DE CULTURA VEGETARIANA E VEGANA

FESTAS E INTEGRAÇÃO

3130

As festas marcam o calendário franciscano, sendo bastante aguardadas tanto pelos alunos quanto por pessoas de fora. Na área social, portanto, o Resgate se pautará por quatro frentes: integração, combate às opressões, responsabilidade financeira e inovação. As festas são importantes por entreter e integrar franciscanas e franciscanos, além de estimular a confraternização entre os franciscanos e estudantes de outras faculdades. Em 2016 firmaremos parcerias com outros Centros Acadêmicos para realizar eventos em conjunto. Para que as festas sejam um momento de total descontração, o Resgate se compromete a estabelecer uma Comissão Anti-Opressões em todas as festas e momentos de integração, para que as atitudes racistas, machistas e ou LGBTfóbicas sejam extintas desses ambientes. Importante dizer que faremos um planejamento responsável para que as festas não sejam prejudiciais à saúde financeira do XI, por sabermos que são uma importante fonte de renda extraordinária para o Centro Acadêmico. Diante disso, buscaremos também firmar parcerias e buscar patrocínios que viabilizem a execução de festas de qualidade. Traremos festas inovadoras no decorrer do ano, sem esquecer as tradicionais festas franciscanas: FICA, Cervejada do XI, Baile do XI, Cervejada do Peru, Grito do Peru e Peruada, propondo diferentes atrações, novas bebidas e temas, sem que isso implique na perda de sua essência. A Peruada, tradicionalmente onerosa às finanças do XI, requer alternativas para que não seja financeiramente danosa ao CA e não se torne um ambiente opressor às minorias. Dessa forma, o Resgate pretende apresentar meios de otimizar a Peruada. A princípio, temos a ideia do Fundo do Peru: com a venda de canecas e itens temáticos da peruada ao longo do ano, pretendemos compor um fundo que auxilie nas despesas desse evento.

Olimpíadas no Porão

FESTAS E INTEGRAÇÃO Torneio de Truco e Beerpong Tequilada PopDivas Carna XI Direitoria Heroico Pancadão St. Patrick’s Transmissão das Olimpíadas Porãoke Terças Acústicas Happy Holi XI Cervejada do XI Baile do XI reformulado Peruada (Fundo do Peru) FICA

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Trote Solidário Posto de Coleta e Reciclagem Incentivo à Leitura Campanha do Agasalho Adoção e Direito dos Animais

CULTURAL 50 anos do Festival de 66 História da Cultura Pop Crenças e Filosofias Música e Cultura Negra Yoga e dinâmicas cORPORAIS Feira de Cultura Vegetariana e Vegana A cultura da periferia e a seletividade elitista FEIRA DO LIVRO FEMA

ENSINO JURÍDICO Semana do Intercâmbio Simpósio de Iniciação Científica Congressos Acadêmicos Grupos de Estudos Grandes Juristas nas Arcadas Apoio ao Novo PPP

REPENSANDO OS ESPAÇOS DA FACULDADE

NOVA BIBLIOTECA PORÃO

TESOURARIA, COMUNICAÇÃO E TRANSPARÊNCIA

Reuniões bimestrais de Tesouraria Reabrir o site do XI Diálogo pelas Redes Sociais Calendário da Gestão Jornal do XI Lojinha do XI Captação e Patrocínio SITUAÇÃO DO CAMPO DO XI Reestruturação do C.I.

PERMANÊNCIA ESTUDANTIL Café da manhã no bandejão BUSP APOIO À CASA DOS ESTUDANTES

PROJETO DE COMBATE à violência contra a mulher

PROJETO Revista Acadêmica

Eleições 2016: debates e Manifesto do XI

O QUEVAMOS

FAZEREM2016

PROJETO ESCRITÓRIOSLGBT FRIENDLY

projeto estereótipos PROJETO Cidadania na Escola

COORDENADORIA POLÍTICA

Bruna MarquesCoordenadora

Política

Amanda GarciaDiretora de

Projetos

Felipe MinhoniDiretor de

Eventos

Pedro GabiattiDiretor de

Comunicação e Transparência

Ingred SouzaDiretora de

Movimento Estudantil

COORDENADORIA ADMINISTRATIVA

Matheus ChodinCoordenador

Administrativo

Beatriz RodriguesDiretora de

Finanças

Carlos HerculanoDiretor de

Arrecadação

Marcelo AraujoDiretor de Patrimônio

Alexandre CardosoDiretor de Entidades

COORDENADORIA ACADÊMICO-SOCIAL

Rafael RiccomiCoordenador

Acadêmico-Social

Tomas JulioDiretor de

Ensino Jurídico

Nina NobregaDiretora Cultural

Juliana DuarteDiretora de

Festas

Humberto RezendeDiretor de

Responsabilidade Social

Adrielle FregateArtur BoarettoBruna ColetoBruno SicilianoCamila du PlessisCarla Ribeiro Cecilia Cabrini Emanuela AngeloniEric ImbimboFelipe MarottaFernando SaletaGabriel HenriqueGustavo Guimarães

Demais Membros e Colaboradores

Joaquim ArrudaJuan Dantas Julio BarbozaKevin Eiji Leticia CamargoLeonardo NovettiLucas MartinezLuciano CarvalhoLuisa BonoLuiza TellesMarcello KairallaMARCUS VINICIUS BRUMMariana Bissoni

Mariana BrandãoMARIANA LONGATOMarilia PegorinMateus Coelho Michel LutaifMYRIAM PANCIOLIOlivia ZequiPaula GonçalvesPEDRO CLEMESHAPedro HalembeckPedro KhouriRafaela LellisRafael Docampo

Renata Barbosa Richard SouzaRodrigo MetznerRogério CostaRui VianaSérgio Montandon Tarcísio TamaniniThayná CarvalhoTiago BalestriniVera AnandaViniccius BoaventuraVinicius BassoVitor Castro