Caderno do aluno professoradegeografia 2a vol2

Download Caderno do aluno professoradegeografia 2a vol2

Post on 12-Apr-2017

763 views

Category:

Education

4 download

TRANSCRIPT

  • 2a SRIE ENSINO MDIOVolume 2

    GEOGRAFIACincias Humanas

    CADERNO DO ALUNO

    GEO 2 SERIE MEDIO_CAA.indd 1 18/02/14 15:09

  • MATERIAL DE APOIO AOCURRCULO DO ESTADO DE SO PAULO

    CADERNO DO ALUNO

    GEOGRAFIAENSINO MDIO

    2a SRIEVOLUME 2

    Nova edio

    2014-2017

    governo do estado de so paulo

    secretaria da educao

    So Paulo

  • Governo do Estado de So Paulo

    Governador

    Geraldo Alckmin

    Vice-Governador

    Guilherme Afif Domingos

    Secretrio da Educao

    Herman Voorwald

    Secretria-Adjunta

    Cleide Bauab Eid Bochixio

    Chefe de Gabinete

    Fernando Padula Novaes

    Subsecretria de Articulao Regional

    Rosania Morales Morroni

    Coordenadora da Escola de Formao e Aperfeioamento dos Professores EFAP

    Silvia Andrade da Cunha Galletta

    Coordenadora de Gesto da Educao Bsica

    Maria Elizabete da Costa

    Coordenadora de Gesto de Recursos Humanos

    Cleide Bauab Eid Bochixio

    Coordenadora de Informao, Monitoramento e Avaliao

    Educacional

    Ione Cristina Ribeiro de Assuno

    Coordenadora de Infraestrutura e Servios Escolares

    Dione Whitehurst Di Pietro

    Coordenadora de Oramento e Finanas

    Claudia Chiaroni Afuso

    Presidente da Fundao para o Desenvolvimento da Educao FDE

    Barjas Negri

  • Caro(a) aluno(a),

    Neste volume, as primeiras Situaes de Aprendizagem tratam de aspectos essenciais da po-pulao brasileira, sua dinmica demogrfica e social.

    Voc estudar conceitos fundamentais relacionados temtica da formao da populao brasileira: miscigenao, raa, etnia, preconceito e discriminao; sobre a dinmica demogrfica, entender os conceitos de taxa de natalidade, taxa de mortalidade, crescimento natural ou vege-tativo e transio demogrfica; assim como os relacionados com a populao economicamente ativa e com a segregao socioespacial.

    As atividades propostas so fundamentadas no uso da leitura de grficos, tabelas e mapas, para que voc compreenda a formao do povo brasileiro, sua evoluo, sua distribuio no territrio nacional e tambm a dinmica populacional e suas caractersticas.

    Ainda neste volume, nas Situaes de Aprendizagem 5, 6, 7 e 8, voc ter a oportunidade de estudar como as formas do planeta so moldadas por foras que tem sua origem no interior da Terra, os agentes endgenos, por exemplo, os terremotos e vulces, e por meio da ao de agentes externos, o clima, por exemplo.

    A partir das atividades propostas, voc estudar as formas do relevo brasileiro, suas origens, evoluo e como ele classificado.

    Outro tema importante tratado neste volume so os recursos naturais, principalmente a questo da gua, sua distribuio, disponibilidade e problemas associados ao desperdcio. Assim, voc poder refletir sobre a questo dos recursos naturais e sua gesto na realidade brasileira, e tambm as posturas ticas que permeiam as relaes do ser humano com a natureza.

    Esperamos que voc aproveite os contedos estudados nesta srie, especialmente neste vo-lume, pois eles sero importantes para as futuras discusses que voc far no prximo ano do Ensino Mdio.

    Bom estudo!

    Equipe Curricular de Geografiarea de Cincias Humanas

    Coordenadoria de Gesto da Educao Bsica CGEBSecretaria da Educao do Estado de So Paulo

  • 5

    Geografia 2a srie Volume 2

    !? SiTuAO dE APrENdizAGEM 1

    MATrizES CulTurAiS dO BrASil

    1. Observe a imagem a seguir, do Monumento s naes indgenas, do artista Siron Franco.

    Foto panormica do Monumento s naes indgenas, do artista plstico Siron Franco. Aparecida de Goinia (GO), 2002.

    D

    iom

    cio

    Gom

    es/O

    Pop

    ular

    /AE

    Leitura e anlise de imagem e texto

    a) Em sua opinio, qual foi a inteno do artista ao destacar o contorno territorial do Brasil em um monumento dedicado s naes indgenas?

    b) Esse monumento composto por 500 totens quadrangulares ou triangulares, com ima-gens da iconografia indgena em baixo-relevo em suas faces laterais, alm de esculturas de objetos, utenslios ou rituais sagrados de diferentes povos indgenas, todos reproduzidos minuciosamente em concreto pelo artista, a partir de peas datadas da poca pr-cabralina.

  • 6

    Geografia 2a srie Volume 2

    Navio de emigrantes (1939-1941), de Lasar Segall. leo com areia sobre tela, 230 x 275 cm.

    A

    cerv

    o do

    Mus

    eu L

    asar

    Seg

    all-

    Ibr

    AM

    /Min

    C

    Em que essas informaes complementam a opinio que voc tinha a respeito da inteno do artista ao produzir esse monumento?

    2. Agora, observe a imagem Navio de emigrantes. Em sua opinio, quais sensaes o artista lasar Segall tentou representar em relao aos emigrantes?

  • 7

    Geografia 2a srie Volume 2

    Qual a mensagem explicitada nesse trecho?

    Com base nas questes anteriores e nas orientaes do seu professor, pesquise informaes sobre a miscigenao e o mito da democracia racial na sociedade brasileira e registre em seu caderno. Em seguida, voc dever compartilhar a sua pesquisa com a turma por meio de um debate.

    Afro-brasileiroThade e dJ Hum

    [...] Vamos sentar aqui no cho, colocar o boxe do lado e ouvir o som do GOGMano bem pesado, Cmbio Negro e racionais, meu irmoAfinal, o que bom tem que ser provadoTanta coisa boa e voc a parado, acuado, por isso que insistoSou preto atrevido e gosto quando me chamam de macumbeiroToco atabaque em rodas de capoeira, e toco direitoMinha cultura primeiro, o meu orgulho ser um negro verdadeiro afro-brasileiroSabe quem eu sou? Afro-brasileiroMe diga quem (4 vezes)Somos descendentes de zumbiGrande guerreiro.

    Editora Brava Gente (dueto Edies Musicais).

    3. leia o trecho da letra da cano Afro-brasileiro, de Thade e dJ Hum, apresentado a seguir.

  • 8

    Geografia 2a srie Volume 2

    Uma abordagem conceitual das noes de raa, racismo, identidade e etnia

    [...] No sculo XViii, a cor da pele foi considerada como um critrio fundamental e divisor dgua entre as chamadas raas. [...]

    No sculo XiX, acrescentou-se ao critrio da cor outros critrios morfolgicos como a forma do na-riz, dos lbios, do queixo, do formato do crnio, o ngulo facial etc. para aperfeioar a classificao. [...]

    No sculo XX, descobriu-se, graas aos progressos da Gentica Humana, que havia no san-gue critrios qumicos mais determinantes para consagrar definitivamente a diviso da huma-nidade em raas estanques. Grupos de sangue, certas doenas hereditrias e outros fatores na hemoglobina eram encontrados com mais frequncia e incidncia em algumas raas do que em outras, podendo configurar o que os prprios geneticistas chamaram de marcadores genticos. O cruzamento de todos os critrios possveis (o critrio da cor da pele, os critrios morfolgicos e qumicos) deu origem a dezenas de raas, sub-raas e subsub-raas. As pesquisas comparativas levaram tambm concluso de que os patrimnios genticos de dois indivduos pertencentes a uma mesma raa podem ser mais distantes que os pertencentes a raas diferentes; um marcador gentico caracterstico de uma raa pode, embora com menos incidncia, ser encontrado em outra raa. Assim, um senegals pode, geneticamente, ser mais prximo de um noruegus e mais distante de um congols, da mesma maneira que raros casos de anemia falciforme podem ser en-contrados na Europa etc. Combinando todos esses desencontros com os progressos realizados na prpria cincia biolgica (gentica humana, biologia molecular, bioqumica), os estudiosos desse campo de conhecimento chegaram concluso de que a raa no uma realidade biolgica, mas sim apenas um conceito, alis cientificamente inoperante, para explicar a diversidade humana e para dividi-la em raas estanques. Ou seja, biolgica e cientificamente, as raas no existem.

    A invalidao cientfica do conceito de raa no significa que todos os indivduos ou todas as populaes sejam geneticamente semelhantes. Os patrimnios genticos so diferentes, mas essas diferenas no so suficientes para classific-las em raas. O maior problema no est nem na classificao como tal, nem na inoperacionalidade cientfica do conceito de raa. Se os natu-ralistas dos sculos XViii-XiX tivessem limitado seus trabalhos somente classificao dos gru-pos humanos em funo das caractersticas fsicas, eles no teriam certamente causado nenhum problema humanidade. Suas classificaes teriam sido mantidas ou rejeitadas como sempre aconteceu na histria do conhecimento cientfico. infelizmente, desde o incio, eles se deram o direito de hierarquizar, isto , de estabelecer uma escala de valores entre as chamadas raas. O fizeram erigindo uma relao intrnseca entre o biolgico (cor da pele, traos morfolgicos)

    Leitura e anlise de texto

    leia o texto a seguir e responda s questes.

  • 9

    Geografia 2a srie Volume 2

    1. Quais foram os critrios utilizados pelos naturalistas europeus no sculo XiX para estabelecer o conceito de raa?

    2. Considerando-se a gentica, possvel dividir a humanidade em raas? Explique sua resposta.

    3. Por que o autor afirma que o conceito de raa carregado de ideologia?

    e as qualidades psicolgicas, morais, intelectuais e culturais. Assim, os indivduos da raa branca foram decretados coletivamente superiores aos das raas negra e amarela, em fun-o de suas caractersticas fsicas hereditrias, tais como a cor clara da pele, o formato do crnio (dolicocefalia), a forma dos lbios, do nariz, do queixo etc. que, segundo pensavam, os tornam mais bonitos, mais inteligentes, mais honestos, mais inventivos etc. e consequentemente mais aptos para dirigir e dominar as outras raas, principalmente a negra, mais escura de todas, e consequentemente considerada como a mais estpida, mais emocional, menos honesta, menos inteligente e, portanto, a mais sujeita escravido e a todas as formas de dominao. [...]

    Podemos observar que o conceito de raa, tal como o empregamos hoje, nada tem de bio-lgico. um conceito carregado de ideologia, pois como todas as ideologias, ele esconde uma coisa no proclamada: a relao de poder e de dominao. [...]

    MuNANGA, Kabengele. Uma abordagem conceitual das noes de raa, racismo, identidade e etnia. Palestra proferida no 3o Seminrio Nacional relaes raciais e Educao PENESB rJ, 5/11/03. disponvel em: . Acesso em: 26 nov. 2013.

  • 10

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de grco

    Observe o grfico com seu professor e seus colegas para responder questo a seguir.

    Fonte: iBGE. Sntese de indicadores sociais Uma anlise das condies de vida da populao brasileira 2010. disponvel em: . Acesso em: 23 abr. 2014.

    Comparando os dados de 1999 com os de 2009, qual a grande mudana na distribuio tnico-racial da populao brasileira? Em sua opinio, por que isso acontece?

  • 11

    Geografia 2a srie Volume 2

    1. Analise o grfico a seguir e responda:

    Fonte: iBGE. Sntese de indicadores sociais - Uma anlise das condies de vida da populao brasileira 2012. disponvel em: . Acesso em: 12 dez. 2013.

    O que estes dados revelam a respeito do acesso dos brasileiros educao?

  • 12

    Geografia 2a srie Volume 2

    2. leia a reportagem a seguir e analise criticamente essa situao.

    No Brasil, negros e mulheres ficam mais tempo desempregados, diz estudo

    Negros e mulheres so os grupos que ficam mais tempo desempregados no Brasil, segundo pes-quisa feita pelo dieese (departamento intersindical de Estatstica e Estudos Socioeconmicos). [...]

    O desemprego subiu para 6% em junho, maior nvel desde abril de 2012, de acordo com o iBGE (instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica).

    de acordo com o dieese, 53,9% dos trabalhadores que procuram emprego h menos de um ano so mulheres e 53,3%, negros. A taxa aumenta entre os desempregados h mais de um ano: nesta situao, 63,2% so mulheres e 60,6%, negros.

    Ainda conforme a pesquisa, trabalhadores com ensino mdio completo ou superior incompleto so a maior parcela dos que esto desempregados h muito tempo, representando 46,2% do total.

    Nota: O segmento de negros composto por pretos e pardos e o de no negros engloba brancos e amarelos.

    Fonte: Portal de notcias uol. disponvel em: . Acesso em: 13 dez. 2013.

    3. Com base em seus conhecimentos, responda: Por que apenas a miscigenao das etnias no permite afirmar a existncia de uma democracia racial no Brasil? Justifique sua resposta.

  • 13

    Geografia 2a srie Volume 2

    Com base nos mapas das prximas pginas e em seus conhecimentos, responda questo a seguir.

    Segundo o critrio da cor da pele adotado pelo iBGE, a distribuio da populao brasileira pode ser compreendida se forem considerados tambm os processos de povoamento e ocupao do territrio nacional. Assinale a alternativa que expressa essa relao corretamente.

    a) A maior concentrao de populao preta est no Nordeste e a de pardos, no Norte e no Nordeste, legado de uma intensa concentrao escravagista africana que, desde meados do sculo XVi, predominou nas duas regies devido antiga cultura canavieira.

    b) No Centro-Oeste h certo equilbrio entre as populaes branca e parda por causa dos descendentes de povos europeus e orientais que se dirigiram regio ao longo do sculo XX, para se dedicar colonizao de novas terras.

    c) A porcentagem de populao preta no Sul do pas expressiva perante as demais regies e reflete um processo de colonizao e povoamento similar ao de outras regies brasileiras, principalmente com a presena de negros.

    d) Os brancos so maioria nas regies Sul e Sudeste, devido grande concentrao de descen-dentes de europeus (principalmente italianos e alemes) ou de outros povos de cor branca (por exemplo, rabes).

    e) A maior parcela das populaes indgena e parda est no Norte, o que se deve intensa mestiagem ocorrida a partir da construo da rodovia Transamaznica.

  • 14

    Geografia 2a srie Volume 2

    iBGE. Atlas do censo demogrfico 2010. rio de Janeiro: iBGE, 2013, p. 197. disponvel em: . Acesso em: 23 maio 2014. Mapa original (supresso de escala numrica; mantida a grafia).

    Populao por cor ou raa preta e indgena

  • 15

    Geografia 2a srie Volume 2

    iBGE. Atlas do censo demogrfico 2010. rio de Janeiro: iBGE, 2013, p. 196. disponvel em: . Acesso em: 23 maio 2014. Mapa original (supresso de escala numrica; mantida a grafia).

    Populao por cor ou raa branca e parda

  • 16

    Geografia 2a srie Volume 2

    SiTuAO dE APrENdizAGEM 2 A diNMiCA dEMOGrFiCA

    Para comeo de conversa

    1. Considerando as caractersticas de sua famlia, preencha os dados do formulrio a seguir.

    !?

    2. Converse com seus colegas e seu professor a respeito da cartografia das famlias dos alunos da sua turma. depois, responda:

    a) Houve movimentos migratrios de uma gerao para outra? Comente as principais tendn-cias encontradas na turma.

  • 17

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de grco e tabela

    b) O nmero de filhos aumentou ou diminuiu de uma gerao para outra? Comente as prin-cipais tendncias encontradas na turma.

    1. Observe o grfico a seguir e responda s questes.

    Crescimento populacional brasileiro entre 1890 e 2010 e projeo para 2020

    1890 1900 1910 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020

    50

    0

    5

    1015

    20

    25

    30

    35

    40

    4544,3

    37,8

    21,6

    37,8

    17,3 17,3

    25,9

    35,132,7

    27,723,3

    15,612,3 13,6

    Crescimento populacional brasileiro entre 1890 e 2010 e projeo para 2020%

    Fontes: iBGE. Anurio estatstico do Brasil, 1995, 2001; Censo demogrfico 2010; Fonte: iBGE, diretoria de Pesquisas, Coordenao de Popu-lao e indicadores Sociais, Projeo da Populao por Sexo e idade para o Brasil, Grandes regies e unidades da Federao 2013.

    a) Com base em seus conhecimentos e nos dados do grfico, possvel afirmar que a populao brasileira est passando por uma exploso demogrfica? Justifique sua resposta.

  • 18

    Geografia 2a srie Volume 2

    Brasil: taxas de natalidade, de mortalidade e de crescimento vegetativo da populao

    Perodos Natalidade (por mil)Mortalidade

    (por mil)Crescimento vegetativo

    (por mil)

    1872-1890 46,5 30,2 16,3

    1891-1900 46,0 27,8 18,2

    1901-1920 45,0 26,4 18,6

    1921-1940 44,0 25,3 18,7

    1941-1950 43,5 19,7 23,8

    1951-1960 41,5 15,0 26,5

    1961-1970 37,7 9,4 28,3

    1971-1980 34,0 8,0 26,0

    1981-1990 27,4 7,8 19,6

    1991-2000 22,1 6,8 15,3

    2001-2005 20,0 6,8 13,2

    2006-2010 16,4 6,3 10,2

    2011-2013 14,2 6,3 7,9Fontes: CArVAlHO, Alceu Vicente W. de. A populao brasileira: estudo e interpretao. rio de Janeiro: iBGE, 1960; HuGON, Paul. Demografia brasileira: ensaio de demoeconomia brasileira. So Paulo: Atlas/Edusp, 1973; iBGE. Anurio estatstico do Brasil,

    1993, 1995, 2000; Sntese de indicadores sociais, 2002; iBGE. Brasil em sntese. disponvel em: . Acesso em: 10 mar. 2014.

    b) Na cartografia da turma, a variao do nmero de filhos de uma gerao para outra reflete, de certa forma, a situao do crescimento populacional brasileiro representada no grfico? Explique.

    2. Converse com seus colegas e seu professor para responder s questes referentes tabela a seguir.

  • 19

    Geografia 2a srie Volume 2

    a) Quais variveis so utilizadas para determinar o crescimento natural ou vegetativo da populao de um pas?

    b) Como calculado o crescimento vegetativo? Exemplifique com dados da tabela.

    c) Como so definidas as taxas de mortalidade e de natalidade de um pas?

    3. de acordo com os dados apresentados no grfico Crescimento populacional brasileiro entre 1890 e 2010 e projeo para 2020, quais motivos explicam as taxas de crescimento da popula-o brasileira entre 1890 e 1930?

    4. Qual dos perodos apresentados no grfico a seguir corresponde ao de grande crescimento vegetativo? Justifique sua resposta.

    %

    Brasil: taxas de natalidade, mortalidade e de crescimento vegetativo da populao (por mil habitantes)

    Taxa de Natalidade

    Taxa de Mortalidade14,2

    6,305

    101520253035404550

    Brasil: taxas de natalidade, mortalidade e de crescimento vegetativo da populao (por mil habitantes)

    %o

    1872

    -1890

    1891

    -1900

    1901

    -1920

    1921

    -1940

    1941

    -1950

    1951

    -1960

    1961

    -1970

    1971

    -1980

    1981

    -1990

    1991

    -2000

    2001

    -2005

    2006

    -2010

    2011

    -2013

    Fontes: CArVAlHO, Alceu Vicente W. de. A populao brasileira: estudo e interpretao. rio de Janeiro: iBGE, 1960; HuGON, Paul. Demografia brasileira: ensaio de demoeconomia brasileira. So Paulo: Atlas/Edusp, 1973; iBGE. Anurio estatstico do Brasil, 1993, 1995, 2000;

    Sntese de indicadores sociais, 2002; Brasil em Sntese. disponvel em: . Acesso em: 25 mar. 2014.

  • 20

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de grco

    1. Quais relaes podem ser estabelecidas entre os dados do grfico a seguir e a situao do cres-cimento populacional brasileiro representada no grfico Crescimento populacional brasileiro entre 1890 e 2010 e projeo para 2020?

    5

    6

    7

    Mdia de lhos por mulher

    Brasil: reduo da taxa de fecundidade, 1940 a 2010 e projees para 2013 e 2020

    1940 1950 1960 1970 1980 1991 2000 2010 2013 20200

    2

    3

    4

    1

    6,2 6,2 6,35,8

    4,4

    2,92,4

    1,9 1,8 1,6

    Brasil: reduo da taxa de fecundidade, 1940 a 2010 e projees para 2013 e 2020

    Fontes: iBGE. Censo demogrfico, 1940-2000; iBGE, diretoria de Pesquisas, Coordenao de Populao e indicadores Sociais, Projeo da Populao por Sexo e idade para o Brasil, Grandes regies e unidades da Federao 2013.

    2. Observe o grfico a seguir.

    Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

    Sem instruo e Fundamentalincompleto

    Fundamental completo eMdio incompleto

    Mdio completo e Superiorincompleto

    Superior completo0,50

    1,00

    0,00

    4,00

    3,50

    3,00

    2,50

    2,00

    1,50

    Taxas de fecundidade total, por nvel de instruo das mulheres, segundo as Grandes Regies - 2010Taxas de fecundidade total, por nvel de instruo das mulheres, segundo as Grandes Regies 2010

    Fonte: Censo demogrfico 2010. Nupcialidade, Fecundidade e Migrao. resultados da Amostra. disponvel em: . Acesso em: 25 mar. 2014.

  • 21

    Geografia 2a srie Volume 2

    Quais informaes apresentadas neste grfico contribuem para explicar a reduo da taxa de fecundidade das mulheres brasileiras?

    3. Quais outros motivos podem ser considerados para explicar a reduo na taxa de fecundidade brasileira, principalmente a partir da dcada de 1980?

    1. Observe a figura da prxima pgina, que apresenta os grficos de representao das fases da transio demogrfica, assim como um mapa-mndi com a fase em que se encontravam os pases em 2000.

    a) Procure explicar o significado da expresso transio demogrfica.

    b) Analise os grficos da transio demogrfica e explique o que ocorre em cada uma das trs fases apresentadas.

    Leitura e anlise de grco e mapa

  • 22

    Geografia 2a srie Volume 2

    LAtla

    s du

    mon

    de d

    iplo

    mat

    ique

    . Par

    is: A

    rman

    d C

    olin

    , 200

    6. p

    . 38.

    Map

    a or

    igin

    al.

    Philippe rekacewicz, Le Monde Diplomatique, ParisMun

    do: e

    stg

    ios d

    e tr

    ansi

    o

    dem

    ogr

    fica,

    200

    0

  • 23

    Geografia 2a srie Volume 2

    c) Com base na observao do mapa-mndi, d exemplos de pases representativos de cada uma das fases da transio demogrfica e, aps conversar com seus colegas e seu professor, procure levantar hipteses que justifiquem a classificao desses pases nessas fases.

    d) Em sua opinio, quais fatores so responsveis pela manuteno de vrios pases africanos na Fase i? Quais aes poderiam ser realizadas para a mudana dessa situao?

    e) Explique por que o Brasil encontra-se na fase de transio demogrfica em curso (Fase ii).

    Leitura e anlise de grco

    1. Com base nas semelhanas visuais das estruturas etrias das pirmides do Brasil, da rssia, da ndia, da China e da frica do Sul, apresentadas na prxima pgina, distribua os quatro pases em dois grupos. depois, procure caracterizar a estrutura etria desses grupos.

    Grupo Pases Caractersticas da estrutura etria

    1

    2

  • 24

    Geografia 2a srie Volume 2

    Fonte: Naes unidas. Perspectivas da Populao Mundial Reviso de 2010. disponvel em: .

    Acesso em: 10 mar. 2014.

    Pirmides etrias Brasil, Rssia, ndia, China e frica do Sul 2010

    BrasilHomens Mulheres

    United Nations Department of Economic and Social Affairs/Population DivisionWorld Population Prospects: The 2010, Volume II: Demographic Proles 273

    Brazil2010

    Total population (thousands) .................................. 194 946Population density (persons per square km) ........... 23Percentage of population under age 15................... 25.5Percentage of population age 15-24........................ 17.2Percentage of population age 15-64........................ 67.6Percentage of population aged 65+......................... 7.0

    2005-2010

    Annual rate of population change (percentage) ...... 0.9Total fertility (children per woman)........................ 1.90Under-five mortality (5q0) per 1,000 live births .... 29Life expectancy at birth (years) .............................. 72.2

    Note: data presented for the projection period 2010-2100 refer tothe medium fertility variant.

    The designations employed and the presentation of material on this mapdo not imply the expression of any opinion whatsoever on the part of theSecretariat of the United Nations concerning the legal status of anycountry, territory, city or area or of its authorities, or concerning thedelimitation of its frontiers or boundaries.

    Population by age groups and sex (absolute numbers)

    The dotted line indicates the excess male or female population in certain age groups. The data are in thousands or millions.

    ndiaHomens Mulheres

    United Nations Department of Economic and Social Affairs/Population DivisionWorld Population Prospects: The 2010, Volume II: Demographic Proles 773

    Russian Federation2010

    Total population (thousands) .................................. 142 958Population density (persons per square km) ........... 8Percentage of population under age 15................... 15.0Percentage of population age 15-24........................ 14.4Percentage of population age 15-64........................ 72.2Percentage of population aged 65+......................... 12.8

    2005-2010

    Annual rate of population change (percentage) ...... -0.1Total fertility (children per woman)........................ 1.44Under-five mortality (5q0) per 1,000 live births .... 17Life expectancy at birth (years) .............................. 67.7

    Note: data presented for the projection period 2010-2100 refer tothe medium fertility variant.

    The designations employed and the presentation of material on this mapdo not imply the expression of any opinion whatsoever on the part of theSecretariat of the United Nations concerning the legal status of anycountry, territory, city or area or of its authorities, or concerning thedelimitation of its frontiers or boundaries.

    Population by age groups and sex (absolute numbers)

    The dotted line indicates the excess male or female population in certain age groups. The data are in thousands or millions.

    frica do SulHomens Mulheres

    United Nations Department of Economic and Social Affairs/Population DivisionWorld Population Prospects: The 2010, Volume II: Demographic Proles 513

    India2010

    Total population (thousands) .................................. 1 224 614Population density (persons per square km) ........... 373Percentage of population under age 15................... 30.6Percentage of population age 15-24........................ 19.2Percentage of population age 15-64........................ 64.5Percentage of population aged 65+......................... 4.9

    2005-2010

    Annual rate of population change (percentage) ...... 1.4Total fertility (children per woman)........................ 2.73Under-five mortality (5q0) per 1,000 live births .... 72Life expectancy at birth (years) .............................. 64.2

    Note: data presented for the projection period 2010-2100 refer tothe medium fertility variant.

    The designations employed and the presentation of material on this mapdo not imply the expression of any opinion whatsoever on the part of theSecretariat of the United Nations concerning the legal status of anycountry, territory, city or area or of its authorities, or concerning thedelimitation of its frontiers or boundaries.

    Population by age groups and sex (absolute numbers)

    The dotted line indicates the excess male or female population in certain age groups. The data are in thousands or millions.

    ChinaHomens Mulheres

    United Nations Department of Economic and Social Affairs/Population DivisionWorld Population Prospects: The 2010, Volume II: Demographic Proles 333

    China, Macao SAR2010

    Total population (thousands) .................................. 544Population density (persons per square km) ........... 20 910Percentage of population under age 15................... 13.1Percentage of population age 15-24........................ 15.8Percentage of population age 15-64........................ 79.9Percentage of population aged 65+......................... 7.0

    2005-2010

    Annual rate of population change (percentage) ...... 2.4Total fertility (children per woman)........................ 1.01Under-five mortality (5q0) per 1,000 live births .... 6Life expectancy at birth (years) .............................. 80.0

    Note: data presented for the projection period 2010-2100 refer tothe medium fertility variant.

    Population by age groups and sex (absolute numbers)

    The dotted line indicates the excess male or female population in certain age groups. The data are in thousands or millions.

    RssiaHomens Mulheres

    United Nations Department of Economic and Social Affairs/Population DivisionWorld Population Prospects: The 2010, Volume II: Demographic Proles 833

    South Africa2010

    Total population (thousands) .................................. 50 133Population density (persons per square km) ........... 41Percentage of population under age 15................... 30.1Percentage of population age 15-24........................ 20.1Percentage of population age 15-64........................ 65.2Percentage of population aged 65+......................... 4.6

    2005-2010

    Annual rate of population change (percentage) ...... 1.0Total fertility (children per woman)........................ 2.55Under-five mortality (5q0) per 1,000 live births .... 79Life expectancy at birth (years) .............................. 51.2

    Note: data presented for the projection period 2010-2100 refer tothe medium fertility variant.

    The designations employed and the presentation of material on this mapdo not imply the expression of any opinion whatsoever on the part of theSecretariat of the United Nations concerning the legal status of anycountry, territory, city or area or of its authorities, or concerning thedelimitation of its frontiers or boundaries.

    Population by age groups and sex (absolute numbers)

    The dotted line indicates the excess male or female population in certain age groups. The data are in thousands or millions.

  • 25

    Geografia 2a srie Volume 2

    2. Considerando o que voc estudou at agora e a anlise comparativa da questo anterior, explique por que a pirmide etria brasileira sinaliza um estgio de transio demogrfica.

    3. Quais informaes podem ser obtidas a partir da leitura da pirmide etria de um pas?

    Observe o mapa ndice de Envelhecimento, 2010 na prxima pgina.

    Com base nas informaes do mapa, comente a questo do envelhecimento populacional no Brasil e a distribuio espacial do ndice de Envelhecimento no Brasil.

  • 26

    Geografia 2a srie Volume 2

    iBGE. Atlas do censo demogrfico 2010. rio de Janeiro: iBGE, 2013, p. 45. disponvel em: . Acesso em: 23 maio 2014. Mapa original (supresso de escala numrica; mantida a grafia).

    ndice de Envelhecimento, 2010

  • 27

    Geografia 2a srie Volume 2

    A dinmica demogrfica brasileira modificou-se ao longo do tempo. interprete o grfico a seguir, relativo ao perodo de 1872 a 2010.

    Brasil: crescimento vegetativo 1872-2010

    1872

    -1890

    1891

    -1900

    1901

    -1920

    1921

    -1940

    1941

    -1950

    1951

    -1960

    1961

    -1970

    1971

    -1980

    1981

    -1990

    1991

    -2000

    2001

    -2005

    2006

    -2010

    Taxa de Mortalidade

    Crescimento vegetativo

    Taxa de Natalidade5045

    4035

    30

    25

    2015

    10

    5

    0

    Fontes: CArVAlHO, Alceu Vicente W. de. A populao brasileira: estudo e interpretao. rio de Janeiro: iBGE, 1960; HuGON, Paul. Demografia brasileira: ensaio de demoeconomia brasileira. So Paulo: Atlas/Edusp, 1973; iBGE. Anurio estatstico do Brasil,

    1993, 1995, 2000; Sntese de indicadores sociais, 2002; Brasil em Sntese. disponvel em: . Acesso em: 25 mar. 2014.

    Avalie as afirmativas em relao s mudanas representadas no grfico.

    i. Considerando-se o perodo de 1970 a 2010, pode-se afirmar que houve uma reduo no cresci-mento vegetativo do pas, processo em grande parte relacionado ao acesso da populao aos mto-dos contraceptivos, urbanizao e maior participao da mulher no mercado de trabalho.

    ii. A partir da crise da dcada de 1980, amplas polticas governamentais de controle da natalidade resultaram na queda do crescimento vegetativo e no ingresso do pas na fase mais avanada da transio demogrfica.

    iii. Considerando o perodo de 1970 a 2010, verifica-se que ocorreu um desequilbrio entre as taxas de natalidade e de mortalidade, provocando um elevado aumento populacional, em virtude dos avanos da medicina, do aumento da taxa de fecundidade e da maior participao da mulher no mercado de trabalho.

    iV. Em meados do sculo XX, a redistribuio espacial da populao, pelo crescimento da migrao campo-cidade, e a acelerao do processo de urbanizao foram fatores que contriburam de maneira expressiva para a reduo das taxas de natalidade. Alm disso, sobretudo a partir de 1970, as maiores taxas de escolarizao e a insero da mulher no mercado de trabalho con-triburam para maior reduo das taxas de fecundidade.

  • 28

    Geografia 2a srie Volume 2

    As afirmativas corretas so indicadas pela opo:

    a) i e ii.b) iii e iV.c) i e iV.d) ii, iii e iV.e) i, ii, iii e iV.

  • 29

    Geografia 2a srie Volume 2

    !? SiTuAO dE APrENdizAGEM 3

    O TrABAlHO E O MErCAdO dE TrABAlHO

    Para comeo de conversa

    Quantas mulheres moram na sua casa? Elas trabalham? Se sim, em qu? Se no, o que elas fazem?

    Leitura e anlise de grfico, mapa e texto

    1. Considerando o papel desempenhado pelas mulheres no decorrer da histria brasileira, quais mudanas podem ser constatadas a partir da leitura do grfico, do mapa e do texto a seguir?

    Chefia de famliaNmero de famlias formadas por casais com filhos e chefiadas por mulheres. Brasil, 1999 e 2009.

    LegendaCada janela corresponde a:

    500 mil famlias

    100 mil famlias

    787 mil famlias 4,1 milhes famlias

    50 mil famlias

    10 mil famlias

    1999 2009

    Fonte: Retrato das desigualdades de gnero e raa 4a edio

    Fonte: iPEA. Retrato das desigualdades de gnero e raa 2011 4a edio. disponvel em: . Acesso em: 17 jan. 2014.

  • 30

    Geografia 2a srie Volume 2

    iBGE. Atlas do censo demogrfico 2010. rio de Janeiro: iBGE, 2013, p. 182. disponvel em: . Acesso em: 23 maio 2014. Mapa original (mantida a grafia).

    Segundo o iBGE, o Censo demogrfico de 2010 revelou que o percentual de famlias che-fiadas por mulheres no pas passou de 22,2% para 37,3%, entre 2000 e 2010. Para o iBGE, res-ponsvel pela famlia a pessoa reconhecida como tal pelos demais membros do lar. A mudana do papel da mulher na sociedade, a insero no mercado de trabalho, o aumento da escolaridade em nvel superior e a reduo da fecundidade so determinantes para a questo da autonomia feminina.

    referncia: Censo Demogrfico 2010. disponvel em: . Acesso em: 17 jan. 2014.

    Brasil: domiclios sob responsabilidade de mulheres no total de domiclios, 2010

  • 31

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de grco

    1. Com base no grfico a seguir e no material didtico disponvel, responda s questes propostas.

    Fontes: iBGE. Anurio estatstico do Brasil, 1978, 1982, 1994, 1995; Pesquisa nacional por amostra de domiclios, 2001, 2005.

    %Brasil: distribuio da PEA por setores de produo, 1940-2005 (em %)

  • 32

    Geografia 2a srie Volume 2

    a) Como o iBGE define a Populao Economicamente Ativa (PEA) e como realizada sua distribuio?

    b) Quais atividades esto relacionadas aos setores primrio, secundrio e tercirio da economia?

    c) Ao considerar as dcadas de 1940 a 1960 e o perodo aps a dcada de 1970 at a atualida-de, h uma alterao muito significativa em relao distribuio da populao economica-mente ativa pelos diferentes setores da economia. Aponte as causas e algumas consequncias dessa alterao.

  • 33

    Geografia 2a srie Volume 2

    Observe o grfico.

    econmica, predominava a populao ocupada masculina. Na administrao pblica e, sobretudo, nos servios domsticos, a populao ocupada feminina era maioria em 2011. Frente s estimativas de 2003, os crescimentos mais relevantes nas participaes das mulheres ocorreram no comrcio, nos servios prestados empresas e nos outros servios, com aumento de 4,4; 4,7; 3,6 pontos percentuais, respectivamente. Nas atividades, onde historicamente h predomnio, seja de homens ou de mulheres, praticamente no ocorreram alteraes, como na construo, com os homens e nos servios domsticos com as mulheres.

    FONTE: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenao de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Mensal de Emprego 2003-2011.*Mdia das estimativas mensais.

    O crescimento da escolaridade feminina tem se consolidado nos ltimos anos e se manifestado nos diversos setores da atividade econmica. Um exemplo o comrcio, onde, em 2003, as mulheres com 11 anos ou mais de estudo ocupadas nessa atividade totalizavam 51,5%, enquanto os homens com a mesma caracterstica alcanavam 38,4%. Na construo, esses percentuais se diferenciavam ainda mais: 55,4% de mulheres e 15,8% de homens. Em 2011, os percentuais de participao alcanados por elas foram superiores aos dos homens em praticamente todos os grupamentos de atividade. A exceo ocorreu na indstria, onde o crescimento deles foi maior em 1,7 ponto percentual. A superioridade da presena feminina com nvel superior tambm foi vericada nos grupamentos de atividade, com destaque para a construo (atividade majoritariamente desenvolvida do sexo masculino). No entanto, apesar do predomnio de homens, a proporo de mulheres que possuam nvel superior foi bem mais elevada que a deles: 28,6% das mulheres e 4,7% dos homens ocupados na construo em 2011. A administrao pblica e os servios prestados empresas foram os grupamentos que apresentaram as maiores propores de mulheres, tanto com 11 anos ou mais de estudo, quanto com nvel superior.

    Nos avanos frente a 2003, as mulheres com 11 anos ou mais de estudo se destacaram, com crescimento, em pontos percentuais (p.p.), na indstria (14,0 p.p.), na construo (17,9 p.p.), no comrcio, (15,2 p.p.) e nos outros servios (15,1 p.p.). Nessas mesmas atividades, os homens com essa escolaridade tambm alcanaram crescimento signicativo: 16,8 (p.p.), 10,8 (p.p.), 13,8 (p.p). e 15,7 (p.p.), na mesma ordem. Quando a comparao referiu-se aos que possuam nvel superior completo, o destaque ocorreu na construo, onde as mulheres atingiram um crescimento de 8,3 (p.p.), enquanto os homens, crescimento de 0,6 (p.p.) entre 2003 e 2011.

    64,6

    64,0

    94,3

    93,9

    61,8

    57,5 62

    ,7

    58,0

    38,0

    35,9

    5,3

    5,2

    62,0

    58,4

    35,4

    36,0

    5,7

    6,1

    38,2 42

    ,6

    37,3 42

    ,0

    62,1

    64,1

    94,8

    94,8

    38,0 41

    ,6

    2003 2011 2003 2011 2003 2011 2003 2011 2003 2011 2003 2011 2003 2011

    Indstria Construo Comrcio ServiosPrestados aEmpresas

    AdministraoPblica

    ServiosDomsticos

    Outros Servios

    Homens Mulheres

    Participao na populao ocupada, por grupamentos de atividade, segundo o sexo (%) (2003 e 2011)*

    Fonte: Pesquisa Mensal de Emprego PME iBGE (08/03/2012). disponvel em:. Acesso em: 03 abr. 2014.

    Agora, responda:

    1. Caracterize a participao das mulheres de acordo com os agrupamentos de atividade nos anos de 2003 e 2011.

  • 34

    Geografia 2a srie Volume 2

    2. discorra sobre a atual situao das mulheres no mercado de trabalho comparando-a, de forma geral, com a dos homens.

    Em 1970, o trabalho feminino correspondia a 21% da Populao Economicamente Ativa (PEA) brasileira. Em 2011, segundo dados da Pesquisa Mensal do Emprego 2003-2011, realizada pelo iBGE, esse percentual saltou para 46,1%. Entre outros fatores, o aumento significativo das mulhe-res no mercado de trabalho se deve:

    a) igualdade profissional conquistada pelas mulheres perante os homens no mercado de trabalho, com acentuada reduo das disparidades dos ganhos salariais entre eles.

    b) ao aumento da industrializao brasileira e consequente expanso das oportunidades de traba-lho no setor secundrio, com melhor remunerao para as mulheres.

    c) ao maior nvel de escolarizao da populao feminina no perodo, o que favorece sua ocupao em atividades mais qualificadas e mais bem remuneradas, tanto para as brancas como para as demais categorias segundo a cor da pele nos dados do iBGE.

    d) necessidade de a mulher trabalhar fora de casa para aumentar o oramento familiar e pelo fato de muitas famlias serem chefiadas exclusivamente por mulheres.

    e) maior escolaridade das mulheres quando comparada dos homens e queda da taxa de fe-cundidade, fatores que evitam a situao de desemprego como ocorre com grande parcela das mulheres negras.

  • 35

    Geografia 2a srie Volume 2

    SiTuAO dE APrENdizAGEM 4 A SEGrEGAO SOCiOESPACiAl E A EXCluSO SOCiAl

    Com a orientao de seu professor, rena artigos e reportagens de jornais, revistas, sites, entre outros, que tratam de diferentes aspectos da desigualdade social no Brasil, buscando inclusive dados sobre indi-cadores sociais. Esse material ser apresentado na sala de aula em data a ser definida pelo seu professor.

    Leitura e anlise de texto

    leia os dois textos a seguir e responda questo.

    !?

    Desenvolvimento Humano[...]

    O crescimento econmico de uma sociedade no se traduz automaticamente em quali-dade de vida e, muitas vezes, o que se observa o reforo das desigualdades. preciso que este crescimento seja transformado em conquistas concretas para as pessoas: crianas mais saudveis, educao universal e de qualidade, ampliao da participao poltica dos cidados, preservao ambiental, equilbrio da renda e das oportunidades entre toda a populao, maior liberdade de expresso, entre outras. Assim, ao colocar as pessoas no centro da anlise do bem--estar, a abordagem de desenvolvimento humano redefine a maneira com que pensamos sobre e lidamos com o desenvolvimento nacional e localmente.

    O conceito de desenvolvimento humano, bem como sua medida, o ndice de desenvolvimento Humano idH, foram apresentados em 1990, no primeiro relatrio de desenvolvimento Humano do Programa das Naes unidas para o desenvolvimento, idealizado pelo economista paquistans Mahbub ul Haq e com a colaborao e inspirao no pensamento do economista Amartya Sen.

    A popularizao da abordagem de desenvolvimento humano se deu com a criao e adoo do idH como medida do grau de desenvolvimento humano de um pas, em alternativa ao Produto interno Bruto, hegemnico poca como medida de desenvolvimento.

    O idH rene trs dos requisitos mais importantes para a expanso das liberdades das pessoas: a oportunidade de se levar uma vida longa e saudvel sade , ter acesso ao conhecimento educao - e poder desfrutar de um padro de vida digno renda.

    [...]Fonte: Atlas de desenvolvimento Humano no Brasil 2013.

    disponvel em: . Acesso em: 10 mar. 2014.

  • 36

    Geografia 2a srie Volume 2

    O ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o ndice de Desenvolvimento Humano ajustado desigualdade (IDHAD)

    O ndice de desenvolvimento Humano (idH), ponto central do relatrio de desenvolvi-mento Humano que elaborado, desde 1990, pelo Programa das Naes unidas para o desen-volvimento (PNud), surgiu como uma proposta de se qualificar o desenvolvimento das naes a partir de ndices que superavam, do ponto de vista dos criadores do idH (Mahbub ul Haq e Amartya Sen), a qualificao das naes a partir da noo simplista de Produto interno Bruto (PiB) per capita. Como vimos no texto anterior, esses ndices referem-se a uma vida longa e sau-dvel (sade), acesso ao conhecimento (educao) e padro de vida (renda) medido pela renda Nacional Bruta (rNB). A partir da juno desses trs ndices, chega-se ao valor do idH, que medido na escala entre 0 e 1, e que classifica as naes em quatro grupos: idH muito elevado, idH elevado, idH mdio e idH baixo.

    Em 2011, considerando-se as crticas de que o idH tambm tendia a uma anlise simplista das naes, o PNud trouxe novas variveis ao relatrio de desenvolvimento Humano, que so consolidadas no ndice de desenvolvimento Humano ajustado desigualdade (idHAd). Nesse ndice, considera-se a desigualdade de renda que ocorre internamente ao territrio das naes, a mortalidade infantil e a pobreza de rendimentos. O ndice de desenvolvimento Humano Ajustado desigualdade (idHAd) tem o objetivo de estudar a distribuio do nvel mdio do desenvolvimento humano em relao esperana de vida, ao nvel de escolaridade e ao controle sobre os recursos. A maior diferena entre o idH e o idHAd indica a existncia de desigualdades.

    Com o idHAd, as naes por ele avaliadas ganham classificao paralela classificao do idH. Por exemplo, de acordo com o relatrio de desenvolvimento Humano 2013, com um idH de 0,730, o Brasil alcanou a 85a posio entre os 188 pases analisados pelo PNud, ficando dentro do grupo dos pases com idH elevado. No entanto, quando avaliado do ponto de vista do idHAd, o Brasil alcanou a pontuao de 0,531, ficando atrs de pases como Jordnia, China, Gabo, Moldvia e uzbequisto, que possuem idH inferior ao do Brasil e pertencentes ao grupo de idH mdio.RefernciaPrograma das Naes unidas para o desenvolvimento (PNud). Relatrio de Desenvolvimento Humano 2013 Ascenso do Sul: Progresso Humano num Mundo Diversificado. disponvel em: . Acesso em: 23 abr. 2014.

    Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.

    A partir da leitura dos dois excertos, escreva um texto apresentando a sua concluso sobre a relao entre desenvolvimento humano e desigualdade social. Na sua argumentao, apresente exemplos verificados no lugar em que voc vive.

  • 37

    Geografia 2a srie Volume 2

  • 38

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de imagem

    Observe a charge e, em uma folha avulsa, elabore um texto acerca das formas de segregao socioespacial encontradas nas cidades brasileiras.

    1. unicamp 2002 recentemente o shopping center rio-Sul o primeiro a ser construdo na cidade do rio de Janeiro foi invadido por um grupo de 130 pessoas formado por sem-teto, favelados, estudantes e punks. Os manifestantes, com esta invaso pacfica, inauguraram uma forma nova de protesto. (Adaptado de Folha de S. Paulo, 05/08/2000.)

    a) relacione essa manifestao ao exerccio da cidadania e s formas de organizao espacial das cidades contemporneas.

    Angeli. Folha de S.Paulo, 6 jun. 1999. p. 1-2.

    A

    ngel

    i

  • 39

    Geografia 2a srie Volume 2

    b) Alm do shopping center, cite outro exemplo de segregao socioespacial no meio urbano. Justifique sua resposta.

  • 40

    Geografia 2a srie Volume 2

    !?

    Situao de aprendizagem 5 a tectnica de placaS e o relevo braSileiro

    Leitura e anlise de tabela e quadro

    1. observe os dados apresentados na tabela e analise-os com base nas informaes do quadro. depois, responda s questes.

    Maiores abalos no Brasil

    Localizao Ano Magnitude (*)

    vitria (eS) 1955 6,3

    porto dos gachos (mt) 1955 6,2

    tubaro (Sc) 1939 5,5

    codajs (am) 1983 5,5

    pacajus (ce) 1980 5,2

    litoral de So paulo 2008 5,2

    mogi guau (Sp) 1922 5,1

    Joo cmara (rn) 1986 5,1

    plataforma (rS) 1990 5,0

    itacarambi (mg) 2007 4,9

    mara rosa (go) 2010 4,5

    montes claros (mg) 2012 4,5

    Joo cmara (rn) 2010 2,7

    porangatu (go) 2012 2,7(*) na escala richter

    Fonte: observatrio Sismolgico da universidade de braslia (unb). disponvel em: . acesso em: 29 jan. 2014.

  • 41

    Geografia 2a srie Volume 2

    Entenda os efeitos dos terremotos

    os sismlogos usam a escala de magnitude para representar a energia ssmica liberada por cada terremoto. veja a seguir a tabela com os efeitos tpicos de cada terremoto em diversos nveis de magnitude.

    Escala Richter Efeitos do terremoto

    menos de 3,5 geralmente no sentido, mas pode ser registrado

    3,5 a 5,4 Frequentemente no se sente, mas pode causar pequenos danos

    5,5 a 6,0 ocasiona pequenos danos em edificaes

    6,1 a 6,9 pode causar danos graves em regies onde vivem muitas pessoas

    7,0 a 7,9 terremoto de grande proporo, causa danos graves

    de 8 graus ou mais

    terremoto muito forte. causa destruio total na comunidade atingida e em comunidades prximas

    esta tabela aberta, portanto no possvel determinar um limite mximo de graus. ainda que cada terremoto tenha uma magnitude nica, os efeitos de cada abalo ssmico variam bastante devido

    distncia, s condies do terreno, s condies das edificaes e a outros fatores.

    Fonte: Folha Online, 6 mar. 2007, fornecido pela Folhapress. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013.

    a) com base em dados do instituto de geologia do departamento do interior dos estados unidos da amrica, estima-se que ocorram cerca de 500 mil terremotos por ano no mundo, dos quais 100 mil deles podem ser sentidos e 100 causam alguma forma de danos ou vtimas. considerando a tabela e o quadro, por que no h registro na memria da populao brasileira acerca dos terremotos que aqui ocorreram?

  • 42

    Geografia 2a srie Volume 2

    A instabilidade da crosta terrestre

    o interior da terra guarda mistrios que sempre excitaram a imaginao do ser hu-mano, entre outras razes, porque uma srie de eventos que tm origem nessa parte do pla-neta manifesta-se na superfcie e nos atinge, como o caso dos terremotos e das erupes vulcnicas. alm da imensa produo fantasiosa, foram muitas as teorias que pretenderam explicar os processos que ocorrem no interior da terra.

    uma grande dificuldade emprica e concreta impe-se de incio. o interior do planeta diretamente inatingvel, e todas as informaes de que se dispem so indiretas e difceis de analisar. nos ltimos tempos, a pesquisa do interior de nosso planeta passou a ser feita pela interpretao de ondas ssmicas que se propagam at a superfcie terrestre pois tm

    b) em abril de 2009, um terremoto de magnitude 6,3 graus na escala richter, equivalente ao terremoto ocorrido em 1955 no litoral de vitria (eS), provocou a morte de pelo menos 287 pessoas na regio de laquila, cidade localizada no centro da itlia, alm de ter destrudo quase inteiramente a provncia. considerando que a fora letal de um terremoto no se associa apenas intensidade de seu epicentro, converse com seus colegas e seu professor e responda:

    Quais outros fatores explicam o nmero de vtimas na itlia e a inexistncia delas no brasil?

    Leitura e anlise de texto, mapa e quadro

    1. leia o texto a seguir e responda s questes.

  • 43

    Geografia 2a srie Volume 2

    a) o autor afirma que uma srie de eventos que ocorrem no interior da terra manifesta-se externamente. Quais exemplos so citados?

    b) o autor afirma que o interior da terra guarda mistrios que sempre instigaram a imaginao do ser humano e que h uma enorme dificuldade em se obter respostas para essas inquietaes. por que isso ocorre?

    comportamentos distintos ao atravessarem diferentes materiais e, tambm, pelo estudo do vulcanismo e dos terremotos.

    a concluso a que se chegou que a crosta terrestre dinmica, vem se transformando ao longo do tempo da natureza, e essa transformao pode ser explicada com base na teoria das placas tectnicas. a crosta terrestre uma fina casca slida sobre o magma, mas no contnua; ao contrrio, trata-se de uma justaposio de placas que se movimentam sobre o magma, e essa movimentao explica grande parte da fisionomia atual da superfcie ter-restre.

    uma referncia-chave para essa interpretao terica nos leva para um passado de mais de 250 milhes de anos, quando os blocos continentais atuais (eursia, frica, amrica, austrlia e antrtida) formavam um nico e gigantesco bloco: a pangeia (ou seja, toda a terra). de l para c, esse bloco foi se fragmentando e dando origem aos continentes atuais. nesse processo, os intervalos que surgiram entre os fragmentos continentais fo-ram preenchidos pelas guas, e a se encontra a origem dos oceanos. por que a pangeia se fragmentou? porque a crosta terrestre formada de placas que se movimentam. assim, a estabilidade da crosta apenas aparente.

    elaborado por Jaime oliva especialmente para o So paulo faz escola.

  • 44

    Geografia 2a srie Volume 2

    c) considerando a evoluo dos estudos geolgicos, a quais concluses os cientistas chegaram quanto s caractersticas da crosta terrestre?

    d) de acordo com o texto, qual foi a referncia-chave para chegar a essas concluses sobre as caractersticas da crosta terrestre?

    e) por que a pangeia se fragmentou?

    2. observe o mapa da prxima pgina.

    a) identifique as placas que atuam em contato com a placa Sul-americana.

  • 45

    Geografia 2a srie Volume 2

    b) observe o quadro a seguir.

    Brasil: trs terremotos, 2007-2008Quando Local Epicentro

    novembro de 2007 So paulo chile oeste do brasildezembro de 2007 itacarambi (mg) no local

    abril de 2008 So paulo oceano atlntico leste do brasilelaborado especialmente para o So paulo faz escola.

    analise os dados e elabore algumas hipteses sobre cada um dos epicentros, destacando sua localizao e a atuao das placas tectnicas em cada um deles.

    Fonte: uSgS. This dynamic Earth: the story of plate tectonics. online edition. disponvel em: .verso do mapa com cotas em portugus disponvel em Wikimedia commons: .

    acessos em: 26 nov. 2013. mapa original.

    u

    . S. g

    eolo

    gica

    l Sur

    vey.

    cor

    tesia

    Placas tectnicas

  • 46

    Geografia 2a srie Volume 2

    3. observe o mapa apresentado na pgina seguinte e responda s questes.

    a) identifique as reas mais propensas a terremotos na amrica do Sul.

    b) Qual relao pode ser estabelecida entre as reas mais propensas a terremotos na amrica do Sul e a disposio das placas tectnicas?

    c) Qual dos terremotos identificados no quadro brasil: trs terremotos, 2007-2008 (p. 45) era mais provvel de ocorrer? Justifique.

  • 47

    Geografia 2a srie Volume 2

    New

    York

    Bost

    on

    Mon

    treal

    Toro

    nto

    Chi

    cago

    Phila

    delp

    hia

    Los

    Ange

    les

    San

    Fran

    cisc

    o

    Hou

    ston

    Mia

    mi

    Dal

    las

    So

    Paul

    oR

    io D

    e Ja

    neiro

    Rec

    ife

    Belo

    Hor

    izont

    e

    Joha

    nnes

    burg

    Alex

    andr

    ia

    Nap

    oli

    Barc

    elon

    a

    Mila

    no

    Man

    ches

    ter

    Birm

    ingh

    am

    Mad

    ras

    Bang

    alor

    e

    Bom

    bay H

    yder

    abad

    Cal

    cutta

    Kara

    chi

    Laho

    re

    Gua

    ngzh

    ou

    Wuh

    anSh

    angh

    ai

    Tian

    jin

    Shen

    yangHar

    bin

    Osa

    kaNag

    oya

    Yoko

    ham

    aPu

    san

    Sing

    apor

    e

    Sydn

    ey

    Mel

    bour

    ne

    St. P

    eter

    sbur

    g

    Ho

    Chi

    Min

    h C

    ity

    Det

    roit

    Mn

    chen

    Fran

    kfur

    tVa

    ncou

    ver

    Seat

    tle

    Anch

    orag

    e

    Perth

    Man

    aus

    Cap

    e To

    wn

    Vlad

    ivost

    ok

    Om

    skN

    ovos

    ibirs

    k

    Yaku

    tsk

    Den

    ver

    Salt

    Lake

    City

    Fairb

    anks

    Nor

    dvik

    Irkut

    sk

    Okh

    otsk

    Lanz

    hou

    Ur

    mqi

    Edin

    burg

    h

    Was

    hing

    ton

    D.C.

    seriA soneuB

    Lim

    a

    Sant

    iago

    Bogo

    ta

    Car

    acas

    Kins

    hasa

    Lago

    s

    Algi

    ers

    Cai

    ro

    Bagh

    dad

    Athi

    nai

    Rom

    aM

    adrid

    Tehr

    an

    Paris

    Buda

    pest

    Berli

    n

    Mos

    kva

    Lond

    on

    Del

    hi

    Dha

    ka

    Yang

    on

    Krun

    g Th

    ep

    Hon

    g Ko

    ng

    Taip

    ei

    Man

    ila

    Jaka

    rta

    Beijin

    g

    Toky

    oSe

    oul

    Mex

    ico

    City

    Kiev

    Otta

    wa

    Belm

    opan

    Gua

    tem

    ala

    San

    Salva

    dorT

    eguc

    igal

    pa

    Man

    agua Sa

    n Jo

    sePa

    nam

    a

    La H

    aban

    a

    King

    ston

    Port-

    au-P

    rince

    Sant

    o Do

    ming

    o

    San

    Juan

    Port

    of S

    pain

    Qui

    to

    Geo

    rget

    own

    Para

    mar

    ibo

    Bras

    lia

    Rm

    ire

    La P

    az

    Asun

    cion

    oedivetnoM

    Mas

    eru

    Mba

    bane

    Map

    uto

    Gab

    oron

    e

    Anta

    nana

    rivo

    Win

    dhoe

    k

    Har

    are

    Lusa

    ka

    Lilo

    ngwe

    Luan

    da

    Pret

    oria

    Dar

    es

    Sala

    am

    Kiga

    liN

    airo

    bi

    Kam

    pala

    Bras

    savi

    lle

    Libr

    eville

    Yaou

    nd

    Bang

    uiM

    alab

    o

    Muq

    dish

    o

    ds

    be

    ba

    Dijb

    outi

    Khar

    toum

    Asm

    era

    San'

    '

    N'D

    jam

    ena

    Niam

    ey

    Oua

    gado

    ugou

    Bam

    ako

    Mon

    rovi

    aAb

    idja

    nAc

    cra

    Lome

    Porto Novo

    Free

    tow

    nC

    onak

    ry

    Banj

    ul

    Biss

    au

    Dak

    arNou

    akch

    ott

    Rab

    at

    Tuni

    s

    Tar

    bulu

    s

    Ar R

    iyad

    Dim

    ashq

    Bayr

    t

    Nic

    osia

    Anka

    ra

    Ashk

    haba

    d

    Kbo

    l

    Islam

    abad

    Baku

    Mas

    qat

    Abu

    Dhab

    i

    Doha

    Al K

    uway

    t

    T'Bi

    lisi

    Yere

    van

    kekhsi B

    Buju

    mbu

    raTel A

    viv-Y

    afo

    Amm

    an

    Kish

    inev

    Bucu

    rest

    i

    Sofiy

    aSk

    opje

    Tira

    neTi

    togr

    adSa

    raje

    voBe

    ogra

    dZa

    greb

    Ljub

    ljana

    Wie

    nBr

    atisl

    ava

    War

    szaw

    a

    Prah

    a

    Viln

    ius

    Rig

    a

    Min

    sk

    Tallin

    n

    Hel

    sink

    i

    Stoc

    khol

    mO

    slo

    Brux

    elle

    s

    Amst

    erda

    m

    Lisb

    oa

    Dub

    lin

    Bern

    Alm

    aty

    Tash

    kent D

    usha

    nbe

    Kath

    man

    duTh

    imph

    u

    Han

    oi

    Vian

    gcha

    n

    Ula

    anba

    atar Ph

    nom

    Pen

    h

    P'y

    ngya

    ng

    Band

    ar S

    eri B

    egaw

    an

    Port

    Mor

    esby

    Can

    berra

    Wel

    lingt

    on

    Kual

    a Lu

    mpu

    r

    Col

    ombo

    Rey

    kjav

    k

    Kobe

    nhav

    n

    180

    150

    120

    90

    60

    30

    018

    015

    012

    090

    60

    30

    180

    150

    120

    90

    60

    30

    018

    015

    012

    090

    60

    30

    0

    30

    30

    60

    90

    60

    60

    90

    30

    0

    30

    60

    10%

    de

    prob

    abili

    dade

    de

    exce

    dnc

    ia e

    m 5

    0 an

    os, p

    ero

    do d

    e re

    torn

    o de

    475

    ano

    sAC

    ELER

    AO

    MX

    IMA

    DO S

    UBST

    RATO

    ROC

    HOSO

    (m/s

    )2

    Proj

    eo

    Rob

    inso

    n

    00.

    20.

    40.

    81.

    62.

    43.

    24.

    04.

    8

    MO

    DER

    ADO

    PER

    IGO

    PER

    IGO

    BAIX

    OAL

    TO

    PER

    IGO

    PER

    IGO

    MU

    ITO

    ALT

    O

    Mun

    do: p

    erig

    o s

    smic

    o

    glo

    bal

    Seism

    ic H

    azar

    d as

    sess

    men

    t pro

    gram

    . disp

    onv

    el e

    m: . a

    cess

    o em

    : 23

    mai

    o 20

    14.

    map

    a or

    igin

    al (b

    ase

    cart

    ogr

    fica

    com

    gen

    eral

    iza

    o; a

    lgum

    as fe

    ie

    s do

    terr

    itrio

    no

    est

    o re

    pres

    enta

    das;

    man

    tida

    a gr

    afia)

    .

  • 48

    Geografia 2a srie Volume 2

    4. observe o quadro a seguir.

    Placas tectnicas e terremotos

    rea de contato de placas

    limites convergentes: no choque (encontro), as placas tendem a ter suas bordas destrudas e a provocar processos de soerguimento.

    limites divergentes: no afastamento das placas, abrem-se fissuras por onde vaza magma, e ali aumenta a atividade interna.

    limites conservativos: as placas no se encontram nem se afastam, mas deslizam lateralmente entre si ao longo de falhas profundas que atravessam a litosfera e marcam o limite entre as placas (falhas trans-formantes).

    Entorno do centro da placa

    a atividade interna somente repercute na superfcie caso encontre fissuras, falhas e fragilidades na placa.*

    * tremores no centro das placas so mais raros e mais fracos, ao contrrio das bordas, onde a atividade interna, denominada ssmica, mais intensa.

    elaborado especialmente para o So paulo faz escola. Fonte: teiXeira, Wilson; toledo, maria cristina motta de; FaircHild, Thomas rich; taioli, Fabio. Decifrando a Terra. So paulo: ibep, 2007.

    como as placas se movimentam, podem acontecer trs situaes nas reas de contato. Quais so elas?

  • 49

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de texto e mapa

    leia o texto a seguir.

    para compreender o relevo sul-americano, necessrio conhecer as influncias resultantes da evoluo e do dinamismo dos movimentos das placas tectnicas (ver coleo de mapas na prxima pgina).

    apesar de a pangeia ter iniciado sua fragmentao h aproximadamente 225 milhes de anos, foi somente h 200 milhes de anos que gondwana, um grande bloco de terras emersas ao Sul do planeta, comeou a se desprender desse continente nico. o processo de fragmen-tao continuou e, h cerca de 145 milhes de anos, gondwana tambm comeou a se romper. a partir desse rompimento, iniciou-se a formao do oceano atlntico, separando o que viria a ser a amrica do Sul e a frica a antrtida e uma poro da sia tambm se formaram a partir de rupturas na gondwana.

    ao se soltar da placa africana, a placa Sul-americana principiou o seu deslocamento para oeste.

    algumas alteraes no relevo da costa leste do brasil podem ter se iniciado nesse processo.

    Foi ainda com esse movimento de divergncia entre as placas africana e Sul-americana que, ao longo do tempo, formou-se o fundo do oceano atlntico em virtude da intruso de material magmtico que foi se solidificando , parte dele vinculada placa Sul-americana e parte, placa africana. assim, enquanto se afastavam, essas placas aumentaram sua dimenso, com o acrscimo do assoalho ocenico, criando uma nova extenso de 4 100 quilmetros.

    com esse movimento em direo ao oeste, a placa Sul-americana tambm acabou se encontrando com a placa de nazca. esta, mais densa, mergulhou sob a placa Sul-ameri-cana, soerguendo sua borda e dando origem cordilheira dos andes, h cerca de mais de 60 milhes de anos. H interpretaes que procuram explicar que a formao dos andes teria repercutido em todo o conjunto da placa. trata-se de uma repercusso desigual, visto que algumas reas de rochas menos resistentes foram mais soerguidas do que outras, estas constitudas de rochas mais resistentes. Foi nesse momento essa a hiptese que teriam ocorrido os movimentos que deram origem s escarpas da Serra do mar e da Serra da manti-queira (roSS, 1996). no entanto, h pesquisas que revelam indcios de que parte do relevo da costa leste do brasil no teria uma relao to imediata com o soerguimento dos andes.

    Referncia

    roSS, Jurandyr l. Sanches (org.). Geografia do Brasil. So paulo: edusp, 1996.elaborado por angela corra da Siva especialmente para o So paulo faz escola.

    A Tectnica das Placas e sua influncia na geomorfologia da Amrica do Sul

  • 50

    Geografia 2a srie Volume 2

    ibg

    e. A

    tlas g

    eogr

    fico

    esco

    lar.

    rio

    de Ja

    neiro

    : ibg

    e, 2

    004.

    p. 6

    4-65

    . map

    a orig

    inal.

    Der

    iva

    Con

    tine

    ntal

    : da

    Pang

    eia

    at

    noss

    os d

    ias

    Font

    es: G

    ran

    atla

    s ilu

    stra

    do d

    el m

    undo

    . Bue

    nos

    Aire

    s: R

    eade

    rs D

    iges

    t, c1

    999.

    1 a

    tlas

    (288

    p.):

    map

    as; U

    SGS.

    Thi

    s dyn

    amic

    Ear

    th: t

    he s

    tory

    of

    pla

    te te

    cton

    ics.

    Onl

    ine

    edit

    ion.

    Dis

    pon

    vel e

    m: . A

    cess

    o em

    : 27

    dez.

    201

    0.

  • 51

    Geografia 2a srie Volume 2

    1. Quando e como se iniciou a formao da amrica do Sul? Quais outros blocos de terras foram formados nesse processo?

    2. a regio da placa Sul-americana onde se localiza o atual brasil sofreu alguma alterao resultante do processo de formao do oceano atlntico? Justifique.

    3. Quais hipteses so apresentadas no texto para explicar a relao entre o movimento da placa Sul-americana e o modelado do relevo brasileiro?

  • 52

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de mapa e quadro

    1. observe o mapa e o quadro a seguir. converse a respeito deles com seus colegas e seu professor e, depois, responda s questes propostas.

    Fonte: roSS, Jurandyr l. Sanches. os fundamentos da geografia da natureza. in: _____ (org.). Geografia do Brasil. So paulo: edusp, 1996. p. 47.

    Brasil: grandes estruturas

  • 53

    Geografia 2a srie Volume 2

    Representao no mapa

    crtons pr-brasilianos

    Faixas de dobramentos do ciclo brasiliano

    bacias sedimentares fanerozoicas

    Simplificao operacional reas cratnicas

    Dobramentos antigos Bacias sedimentares

    Breve definio

    terrenos mais antigos do brasil muito

    desgastados pela eroso rochas

    metamrficas muito antigas

    (2 a 4,5 bilhes de anos)

    rochas intrusivas (magmticas) antigas

    (1 a 2 bilhes de anos).

    reas de soerguimento de cadeias de

    montanhas, orognese ou dobramentos (1 a 4 bilhes de

    anos).

    terrenos mais recentes (600 milhes de anos

    para c) rochas sedimentares (arenitos, calcrio, argilitos etc.) rochas mais moles,

    menos resistentes.

    elaborado especialmente para o So paulo faz escola.

    a) indique as principais estruturas geolgicas encontradas no territrio brasileiro. Quando elas se formaram e quais so as caractersticas de cada uma delas?

    b) Qual a estrutura geolgica predominante no territrio brasileiro? como se pode explicar essa predominncia?

  • 54

    Geografia 2a srie Volume 2

    c) em qual das estruturas geolgicas ocorrem as maiores riquezas minerais do brasil? Quais minerais so esses?

    Desafio!

    para o aprofundamento desta Situao de aprendizagem, propomos a realizao de duas tarefas:

    1. construo de um glossrio: utilizando como fonte livros didticos, atlas e outros mate-riais, a ideia construir um glossrio com vrios termos que apareceram na Situao de aprendizagem. eis alguns exemplos: geologia, eroso, rochas metamrficas, rochas sedi-mentares, sedimentos, soerguimento, dobramentos, orognese etc.

    2. todos os eventos mencionados, assim como a data de vrias formaes, esto assinalados com um tempo numrico. exemplos: soerguimento da cordilheira dos andes (60 milhes de anos); abertura do ocenico atlntico (200 milhes de anos); bacias sedimentares no brasil (a partir de 600 milhes de anos). a ideia que, com a escala geolgica do tempo, vocs identifiquem individualmente as eras, os perodos e as pocas de tudo o que foi datado nesta Situao de aprendizagem.

    no final deste caderno est disponvel para consulta a Histria geolgica da terra. no Quadro ano-terra, possvel encontrar informaes para o desenvolvimento desta atividade.

    o geofsico marcelo assumpo, da universidade de So paulo (uSp), est mapeando a estru-tura da placa sob o brasil (a Sul-americana). J descobriu que ela mais fina e frgil em algumas regies, como no nordeste. esse fato, somado provvel presena de uma falha tectnica, faz desta a regio com mais riscos ssmicos do pas. em seu caderno, comente essa afirmao.

  • 55

    Geografia 2a srie Volume 2

    com relao estrutura tectnica do territrio brasileiro, correto dizer que:

    a) a costa leste, por se encontrar na borda da placa Sul-americana, possui as montanhas mais eleva-das do brasil.

    b) a fronteira oeste do brasil est livre de eventos como tremores por causa da imensa distncia da cordilheira dos andes.

    c) a posio do brasil no interior da placa Sul-americana explica a baixa ocorrncia de eventos ssmicos nos ltimos 60 milhes de anos.

    d) ao Sul do brasil, as reas de serras resultam de dobramentos que ocorreram nos ltimos 60 milhes de anos e que deram origem tambm aos andes.

    e) o brasil instvel em termos tectnicos em funo das vrias fissuras e falhas existentes na placa Sul-americana, que sustenta a amrica do Sul.

  • 56

    Geografia 2a srie Volume 2

    Situao de aprendizagem 6 aS FormaS de relevo braSileiro e aS FuneS daS claSSiFicaeS

    Para comeo de conversa

    considerando o que voc estudou at agora, apresente o significado dos seguintes termos:

    relevo:

    modelado:

    geomorfologia:

    topografia:

    !?

  • 57

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de texto

    leia o texto a seguir.

    A fora da eroso

    como explicar a configurao atual das formaes montanhosas?

    Se a resposta se referir apenas s foras tectnicas como aquelas que constroem as ca-deias montanhosas, ela estar incompleta. um elo fundamental na explicao precisa vir luz: foras associadas ao clima e, mais diretamente, eroso devem ser consideradas. a melhor maneira de se referir configurao montanhosa dizer que ela produto de interaes entre pro-cessos tectnicos, climticos e erosivos. tendo em vista essa interao, pode-se explicar a altura mxima das montanhas, alm do tempo necessrio para esculpir ou destruir uma cadeia montanhosa.

    depois de observar por longo tempo o processo de eroso, muitos gelogos chegaram concluso de que ela a principal fora que configurou as cadeias montanhosas tal como as observamos atualmente. minsculas gotas de chuva contribuem em boa parte para a definio da fisionomia e da altura dessas cadeias.

    elaborado por Jaime oliva especialmente para o So paulo faz escola.

    aps a leitura e a discusso com seus colegas e seu professor, responda s questes a seguir.

    1. de acordo com o texto, como se explica a configurao atual das formaes montanhosas?

    2. Qual a concluso a que os gelogos chegaram aps observarem por muito tempo a ao dos processos erosivos?

  • 58

    Geografia 2a srie Volume 2

    3. os agentes internos e externos podem ser responsveis tanto pela construo quanto pela destruio do relevo. com base no que voc estudou at agora, apresente exemplos dessas duas possibilidades.

    4. preencha o quadro com o significado das macroformas de relevo solicitadas.

    Formas de relevo

    Macroformas Elementos envolvidos

    Planaltos

    Plancies

    Cadeias montanhosas

    Depresses

    aps preencher o quadro, responda: temos, em nosso territrio, cadeias montanhosas recentes?

  • 59

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de mapa

    observe o mapa da prxima pgina e responda s questes a seguir.

    1. com base no mapa, indique as principais formas de relevo encontradas no brasil.

    2. leia a descrio das principais formas de relevo encontradas no brasil e preencha as lacunas indicando o nome correto de cada uma delas.

    a) __________________________________: superfcies elevadas, mais ou menos planas, delimitadas por escarpas, onde o processo de eroso supera o de sedimentao. em geral, so formas residuais, isto , relevos que restaram de formaes antigas, divididos em qua-tro tipos.

    b) __________________________________: apresentam tipos bem diversificados, sendo de-finidas como um modelado de relevo que se apresenta mais baixo do que as reas vizinhas. em seu trabalho, ross reconhece um total de 11 espalhadas pelo brasil.

    c) __________________________________: reas, em geral, planas, constitudas por de-posio de sedimentos de origem marinha, lacustre ou fluvial. esses terrenos, onde predomina a sedimentao, so encontrados em seis pores do territrio brasileiro.

  • 60

    Geografia 2a srie Volume 2

    Font

    e: r

    oSS

    , Jur

    andy

    r l. S

    anch

    es. o

    s fun

    dam

    ento

    s da

    geog

    rafia

    da

    natu

    reza

    . in:

    ___

    __ (o

    rg.).

    Geo

    grafi

    a do

    Bra

    sil. S

    o p

    aulo

    : edu

    sp, 1

    996.

    p. 5

    3.

    Bra

    sil:

    form

    as d

    e re

    levo

  • 61

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de mapa

    observe o mapa a seguir.

    abSaber, aziz. Os domnios de natureza no Brasil: potencialidades paisagsticas. So paulo: ateli editorial, 2007, encarte. mapa original.

    Terras baixasflorestadas equatoriais

    Domnios Morfoclimticos Brasileiros(reas Nucleares 1965)

    Chapades tropicais interiorescom cerrados e florestas-galeria

    reas mamelonarestropical-atlnticas florestadas

    Depresses intermontanas einterplanlticas semiridas

    Planaltos subtropicaiscom araucrias

    Coxilhas subtropicaiscom pradarias mistas

    (No diferenciadas)

    I. Amaznico

    II. Cerrado

    III. Mares de morros

    Do

    mn

    ios

    IV. Caatingas

    V. Araucrias

    VI. Pradarias

    Faixas de transio

  • 62

    Geografia 2a srie Volume 2

    tomando por base o mapa domnios morfoclimticos brasileiros, identifique quais foram os elementos da paisagem considerados pelo autor para construir o mapa.

    1. todas as macroformas do relevo esto, de modo geral, presentes no territrio brasileiro? explique.

    2. Se a altitude for tomada como nico parmetro, o que pode ser dito a respeito do relevo brasileiro?

  • 63

    Geografia 2a srie Volume 2

    considerando o processo de eroso e sua relao com as formas de relevo, correto dizer que:

    a) as plancies so formas de relevo, em geral planas, produto do trabalho de deposio de sedimentos.

    b) os planaltos so formas baixas e planas de relevo, resultado da deposio de sedimentos ero-didos em zonas mais altas.

    c) a eroso a principal fora formadora das grandes cadeias montanhosas, que nada mais so do que planaltos entrecortados e esculpidos.

    d) as plancies so formas planas e altas no topo das cadeias montanhosas, resultado da deposio sedimentar.

    e) planaltos so terras mais baixas que as vizinhas, resultantes do trabalho de eroso elica e fluvial em reas mais elevadas.

  • 64

    Geografia 2a srie Volume 2

    Situao de aprendizagem 7 guaS no braSil: geSto e interveneS

    Para comeo de conversa

    leia o texto a seguir.

    !?

    guas no Brasil

    o brasil apresenta uma situao confortvel, em termos globais, quanto aos recursos hdricos. a disponibilidade hdrica per capita, determinada a partir de valores totalizados para o pas, indica uma situao satisfatria, quando comparada aos valores dos demais pases informados pela organizao das naes unidas (onu). entretanto, apesar desse aparente conforto, existe uma distribuio espacial desigual dos recursos hdricos no ter-ritrio brasileiro. a maior disponibilidade hdrica concentra-se na regio hidrogrfica amaznica, onde se encontra o menor contingente populacional. assim, reas muito mais povoadas no tm toda essa disponibilidade de gua. algumas delas vivem, inclusive, situaes de escassez hdrica.

    Fonte: conjuntura dos recursos hdricos no brasil 2012. agncia nacional de guas (ana). disponvel em: .

    acesso em: 29 jan. 2014.

    1. conforme o texto, o brasil enfrenta problemas com o abastecimento de gua para o consumo da populao e para as atividades econmicas que exigem o uso da gua?

    2. o que so bacias hidrogrficas? Quais so as mais importantes do territrio brasileiro?

  • 65

    Geografia 2a srie Volume 2

    Leitura e anlise de mapa e tabela

    com base nos mapas e na tabela responda s questes a seguir.

    elaborado por Simone Freitas dias, agncia nacional de guas (ana). diviso Hidrogrfica nacional, set. 2009. mapa original.

    Brasil: regies hidrogrficas

  • 66

    Geografia 2a srie Volume 2

    Brasil: rea, produo hdrica absoluta e relativa e a disponibilidade hdrica das regies hidrogrficas

    Vazo Mdia

    Regio Hidrogrfica rea (km2)*m3/s** % Disponibilidade hdrica (m3/s)

    amaznica 3 869 953 132 145 73,4 73 748

    tocantins-araguaia 918 822 13 799 7,6 5 447

    atlntico nordeste ocidental 274 301 2 608 1,4 320

    parnaba 333 056 767 0,4 379

    atlntico nordeste oriental 286 802 774 0,4 91

    So Francisco 638 576 2 846 1,6 1 886

    atlntico leste 388 160 1 484 0,8 305

    atntico Sudeste 214 629 3 167 1,8 1 145

    atlntico Sul 187 552 4 055 2,3 647

    paran 879 873 11 831 6,6 5 956

    uruguai 174 533 4 103 2,3 565

    paraguai 363 446 2 359 1,3 782

    Total 8 532 802 179 938 100 91 271

    *considera apenas o territrio brasileiro; ** dados de dezembro de 2012.

    Fonte: conjuntura dos recursos hdricos no brasil 2012. agncia nacional de guas (ana). disponvel em:

    acesso em: 29 jan. 2014.

  • 67

    Geografia 2a srie Volume 2

    Fontes: IBGE, Censo Demogrfi co 2010; Atlas nacional do Brasil Milton Santos. Rio de Janeiro: IBGE, 2010; e Agncia Nacional de guas - ANA, 2002.

    Nota: Redefi nio da sistemtica de codifi cao de bacias hidrogrfi cas para a Poltica Nacional de Recursos Hdricos instituda pela Resoluo n 30, do Conselho Nacional de Recursos Hdricos - CNRH, de 11 de dezembro de 2002, publicada no Dirio Ofi cial da Unio em 19 de maro de 2003.

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %%

    %%

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    %

    /

    #Y #Y

    #Y

    #Y

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    55

    5

    5

    5

    5

    5

    5

    O C

    E A

    N O

    A T

    L

    N T I C O

    -25

    -15

    -5

    -75 -65 -55 -45 -35 -30

    -25

    -15

    -5

    -35-45-55-655 5

    -10

    O C

    E A

    N O

    TRPICO DE CAPRIC

    RNIOTRPICO DE CAPRICRNIO

    -40-50-60-70

    EQUADOR

    -20

    -30

    -70 -60 -50 -40

    -30

    -20

    -10

    0

    P A

    C

    F I

    C O

    0

    C H I L E

    C O L O M B I A

    A R G E N T I N A

    V E N E Z U E L A

    P E R

    P A R A G U A Y

    U R U G U A Y

    SURINAME GUYANE

    GUYANA

    B O L I V I A

    Pindar

    Paraguai

    Cuiab

    Aragu

    aia

    Pe l otas

    PARA

    N

    PA

    RAN

    Pardo

    MAMOR

    MAR

    OW

    IJNE

    R.

    Trombetas

    CORA

    NT IJN

    ESS

    EQUIB

    O

    Tacutu

    Jufari

    Catrimani

    ORINOCO

    M AR

    AON

    PUT UMAYO

    AMA ZONAS

    JA PUR

    Abac

    ax

    i s

    TAP

    AJS

    TOCAN

    T INS

    Parna

    ba

    Parnab

    a

    Toca

    ntins

    Urubamba

    Jeq uitinhon h

    a

    PARA

    NABA

    RIO

    Rio

    Francis

    co

    S.

    Dos

    Gurguia

    Acre

    R.

    R.

    Nhamund

    Oiapoque

    Jauape

    riBRAN

    CO

    R.

    Guaina

    R. Papuri

    META

    R.

    R.

    RO

    R.

    R.

    R.

    R.

    R.

    Machado

    ou

    Jiparan

    Abun

    Rio

    R.Ene

    R.

    Amapari

    R.

    R.

    Apurimac

    Vaups

    Ro

    Uaups

    Ro

    R.

    R.Moa

    Purus

    Rio

    Rio

    UrucuTe

    f

    Rio

    Itu

    Itaqu

    a

    Rio

    Rio

    PAR

    Ro

    RIVER

    de

    Madre

    Ro

    Beni

    Ro

    Rio

    Rio

    Itapecuru

    Rio

    Gurup

    i

    Rio

    IRIRI

    RIO

    Iriri

    Rio

    PurusRio

    Rio

    Juru

    Araguari

    JARI

    JariRio

    Paru

    Rio

    Rio

    Rio

    Rio

    Alala

    CAQUET

    RO

    RO

    IRIO

    RIO

    RIO

    Rio Uraricoera

    RO

    Iana

    Rio

    Aripua

    n

    RO

    RO

    JURU

    RIO

    SOLIMES

    R.

    Mucuri

    GRANDE

    Carinha

    nha

    Rio

    R.

    R.

    R.

    Araguari

    Rio

    R.

    R.

    do Sul

    Paraba

    Rio

    R.

    RIO

    RIO

    TIET

    CorrentesRio

    Doce

    R.

    R.Quara

    R.

    Rio Apa

    GRANDE

    GUAPAY

    Dulce

    Salado

    Ro Ro

    Pilcomayo

    Bermejo

    Ro

    Ro

    RO

    URUGUAY

    R.

    RioUruguai

    R.

    Manuel

    So

    R.

    R.

    S.

    R.

    R.

    Rio

    Pires

    Teles

    R.

    RO

    Negro

    MADEI

    RA

    Rio

    Rio

    Rio

    Juruen

    a

    XINGU

    Rio

    Rio

    ou

    Paranapanema

    RIO

    SO

    FRANCISCO

    R.

    Rio

    RioRIO

    GUAPOR

    Fran

    cisco

    RioPARAG

    UAY

    RIO

    ARAG

    UAIA

    RIO

    Xing

    u

    RIO

    AMAZONAS

    RIO

    RIO

    Javari

    RIONEGRO

    ItiquiraRio

    Arquip. de Fernando de Noronha

    Rio Juru Rio PurusRio Madeira

    Rio Capivari

    Rio Oiapoque

    Rio I

    Rio Itaja

    Rio AraguariRio Trombetas

    Rio Nhamund

    Rio Guaba/Lagoa

    Rio GuamRio Japur

    Rio Par

    Rio Paru

    Rio Uruguai

    Rio Jari

    Rio Javari

    Rio Paraguai

    Rio AraguaiaRio Tocantins

    Rio Tapajs

    Rio Xingu

    Rio Negro

    Rio Paran

    Rio Capibaribe

    Rio Vaza-Barris

    Rio Inhambupe

    Rio Jequiri

    Rio Potengi

    Rio Una

    Rio Curimata

    Rio SoMateus

    Rio Maca

    Rio Itapemirim

    Rio Paraba

    Rio Coruripe

    Rio Apodi

    Rio Mucuri

    RioPiranhas-A

    Rio Itanhm

    Rio MunimRio Turiau

    Rio Itapicuru

    Rio Paraba do Sul

    RioJequitinhonha

    Rio Gurupi

    Rio Paraguau

    Rio Itapecuru

    Rio Acara

    Rio Jaguaribe

    Rio deContas

    Rio Pardo

    Rio Mearim

    Rio Doce

    Rio Parnaba

    Rio So Francisco

    Rio Ribeirado Iguape

    A M A Z N I C

    A

    S

    O

    F R

    A N

    C I

    S C

    O

    P A R N

    A B A

    T O

    C A

    N T

    I N

    S -

    AR

    A G

    UA

    I A

    ATLNTICO NORDESTEO

    RIEN

    TAL

    ATLN

    TICO NOR D ESTE O

    CIDENT

    AL

    A T

    L

    N T

    I C O

    L

    E S

    T E

    P A

    R A N

    PARAGUAI

    U R

    U G

    U A I

    A TL N T I

    C O

    S U

    L

    A T L N T I C

    O

    S U

    D E

    S T

    E

    Densidade demogrfica por bacia hidrogrfica

    2010BOA VISTA

    MACAP

    BELM

    SO LUS

    MANAUS

    RIO BRANCO

    PORTOVELHO

    CUIAB

    CAMPOGRANDE

    GOINIA

    BRASLIA

    PALMAS

    TERESINA

    FORTALEZA

    NATAL

    JOO PESSOA

    RECIFE

    MACEI

    ARACAJU

    SALVADOR

    VITRIA

    BELOHORIZONTE

    RIO DE JANEIROSO PAULO

    CURITIBA

    PORTO ALEGRE

    FLORIANPOLIS

    ASUNCIN

    LA PAZ

    BOGOT CAYENNE

    Atol das Rocas

    Arquip. de Abrolhos

    75 750 150 225 km

    PROJEO POLICNICA

    ESCALA

    Hab/km

    Limite de grande baciaLimite de sub-bacia

    Populao(hab. x1.000)

    rea densamenteurbanizada

    at 500500 a 1.000

    1.000 a 2.5002.500 a 5.000

    5.000 a 12.600

    54.641

    Capital:

    %

    %%%%%

    #Y

    /

    5

    NacionalEstadualInternacional

    at 2

    3 a 15

    16 a 50

    51 a 100

    101 a 131

    327

    733

    ibge. Atlas do censo demogrfico 2010. rio de Janeiro: ibge, 2013. mapa original (mantida a grafia).

    agora, responda s questes.

    a) o que se pode dizer a respeito da distribuio geogrfica da gua no brasil?

  • 68

    Geografia 2a srie Volume 2

    com base nessas informaes, analise os problemas que ocorrem em seu municpio e/ou na cidade de So paulo, capital do estado, relativos ao uso da gua como recurso natural.

    Problemas de abastecimento nas grandes cidades: escassez; dificuldade de trata-mento; reas de mananciais habitadas e degradadas; reas de captao muito distantes; custos elevados do sistema de captao, tratamento e distribuio.

    Problemas de poluio das guas: rios contaminados ao longo de seu curso por atividades econmicas, por falta de saneamento bsico, pelo recolhimento de esgotos domsticos etc.

    Desperdcio da gua: crena ingnua numa abundncia sem custos; gastos absurdos de gua potvel e tratada para lavar automveis, caladas etc.; falta de controle de vazamentos etc.

    reas muito povoadas versus escassez hdrica: o semirido nordestino, com excesso de populao para suas condies.

    Barragens nos rios: acmulo de sedimentos; alterao negativa da fauna fluvial; au-mento da evaporao e desperdcio das guas.

    b) com base na tabela, indique em ordem decrescente as maiores vazes mdias encontradas no territrio brasileiro.

    Leitura e anlise de texto

    leia as informaes a seguir.

  • 69

    Geografia 2a srie Volume 2

    com a orientao de seu professor, pesquise em sites da internet e/ou no material didtico dis-ponvel na escola a situao do rio tiet. considere, para tanto, os seguintes aspectos:

    rio tiet. camada de espuma cobrindo trecho do rio, prximo ao cebolo: interligao entre as marginais do tiet e do pinheiros. So paulo (Sp), 3 out. 2003.

    m

    atui

    ti m

    ayez

    o/Fo

    lhap

    ress

    combine com seu professor como ser a apresentao da pesquisa.

    como a estrutura bsica do rio tiet na rea de metrpole e como ela favorece a degradao do rio?

    o rio muito usado pela populao? de que maneira? Quais efeitos tem esse uso para o rio e para o ambiente?

  • 70

    Geografia 2a srie Volume 2

    com a orientao de seu professor, realizem uma pesquisa considerando as seguintes questes:

    Leitura e anlise de texto

    leia o texto a seguir.

    rio So Francisco. parte da barragem da usina Hidreltrica de Xing. canind de So Francisco (Se), 2004.

    W

    erne

    r rud

    hart

    /Kin

    o

    aps a produo dos relatrios, combine com seu professor como ser feito o debate.

    o que a transposio do rio So Francisco? por que ela foi proposta?

    Quais so as possveis conse-quncias dessa transposio?

    uma obra dessa envergadura foi suficientemente discutida pela populao?

    Gesto Integrada dos Recursos Hdricos

    a lei federal no 9.433/97 instituiu a poltica nacional de recursos Hdricos que se baseia nos seguintes fundamentos: a gua um recurso limitado de domnio pblico dotado de valor eco-nmico, a unidade de planejamento e gerenciamento deve ser o limite das bacias hidrogrficas e a sua gesto deve ser feita de forma descentralizada e contar com a participao do poder pblico, dos usurios e da comunidade.

    criado tambm pela lei no 9.433/97, o Sistema nacional de gerenciamento dos recursos Hdricos (SngrH) possui uma estrutura institucional composta por entidades de gesto propo-sitoras e executivas. por se tratar de um sistema nacional, conta com entidades federais e estaduais, tendo os seguintes objetivos: coordenar a gesto integrada das guas; administrar os conflitos rela-cionados aos usos dos recursos Hdricos; implementar a poltica nacional dos recursos Hdricos;

  • 71

    Geografia 2a srie Volume 2

    planejar, regular e controlar o uso, a preservao e a recuperao; promover a cobrana pelo uso da gua (o que pagamos na conta o tratamento e a distribuio e coleta de esgoto).

    para que esses objetivos sejam alcanados, integram o SngrH: conselho nacional de re-cursos Hdricos cnrH rgo mximo do sistema nacional de recursos hdricos, tem carter normativo e deliberativo. composto por representantes do poder executivo Federal ministrio do meio ambiente e Secretaria da presidncia da repblica, dos conselhos estaduais de recursos Hdricos, dos usurios e das organizaes civis de recursos hdricos. o cnrH responsvel por administrar os conflitos de uso dos recursos hdricos em ltima instncia e subsidiar a formao da poltica nacional de recursos hdricos. tambm de sua responsabilidade a criao de comits de bacias de domnio federal, alm de determinar os valores de cobrana pelo uso da gua. a agncia nacional de guas ana uma autarquia federal, possui autonomia administrativa e finan-ceira. exerce o papel de uma agncia reguladora e responsvel pela utilizao dos rios de domnio da unio. atua tambm como uma agncia executiva responsvel pela implementao do sistema nacional de recursos hdricos. a ana tambm gerencia os recursos provenientes da cobrana pelo uso da gua em rios de domnio da unio e fiscaliza e concede a outorga de direito de uso dos recursos hdricos. conselhos estaduais de recursos Hdricos So os fruns mximos no mbito estadual das discusses e deliberaes sobre as bacias hidrogrficas que esto sob seu domnio. tm a responsabilidade de elaborar o plano estadual de recursos Hdricos, dando subsdios para a implantao da poltica estadual de recursos Hdricos, representando o conselho nacional de recursos Hdricos. comits de bacias Hidrogrficas a poltica nacional dos recursos Hdricos tem como um de seus fundamentos a gesto descentralizada e participativa. os comits de bacias contam com a participao de representantes dos poderes pblicos, dos setores usurios de guas e da sociedade civil organizada, sendo tripartite, ou seja, todos os segmentos tm direito a voto na mesma proporo. competncia do comit de bacias Hidrogrficas: arbitrar conflitos e usos de recursos hdricos, aprovar e acompanhar a execuo do plano de recursos Hdricos da bacia hidrogrfica, propor aos conselhos nacional e estadual os usos dos recursos e propor valores e es-tabelecer mecanismos para a cobrana pelo uso da gua. agncias de guas devem atuar como uma Secretaria executiva do seu respectivo comit, gerenciando os recursos obtidos pela cobrana do uso da gua, alm de outros recursos destinados. deve ainda manter cadastro de usurios e balano da disponibilidade hdrica, elaborar o plano de recursos Hdricos para a aprovao do comit, realizar estudos, planos e projetos a ser executados com o recurso proveniente da cobrana do uso da gua. rgos e poderes pblicos de todos os nveis que se relacionam com a gesto de recursos hdricos, como exemplo as secretarias de meio ambiente.Refernciapalcio do planalto presidncia da repblica. disponvel em: . acesso em: 25 abr. 2014.

    elaborado por Sergio damiati especialmente para o So paulo faz escola.

    1. mencione os principais fundamentos da poltica nacional de recursos Hdricos.

  • 72

    Geografia 2a srie Volume 2

    2. Quais so as vantagens de se estabelecer uma poltica integrada de gerenciamento dos recursos hdricos?

    a qualidade das guas no brasil tem sido comprometida por diversas formas de poluio: lana-mento de esgotos domsticos no tratados e de efluentes industriais, contaminao por agrotxicos, mercrio de garimpos, derramamentos de leo etc. consulte o Mapa das Bacias/Regies Hidrogr-ficas do Estado de So Paulo e identifique a ugrHi onde est localizada a escola ou sua residncia.Faa uma pesquisa individual sobre os instrumentos utilizados na gesto dos recursos hdricos pelo poder pblico nessa ugrHi.

    Regio Hidrogrfica da Vertente Paulista do Rio ParanapanemaUGRHI 14 - Alto ParanapanemaUGRHI 17- Mdio ParanapanemaUGRHI 22 - Pontal do Paranapanema

    Regio Hidrogrfica Aguape/PeixeUGRHI 20 - AguapeUGRHI 21- Peixe

    Bacia do Rio TietUGRHI 05 - Piracicaba, Capivari e JundiaUGRHI 06 - Alto TietUGRHI 10 - Sorocaba e Mdio TietUGRHI 13 - Tiet - JacarUGRHI 16 - Tiet - BatalhaUGRHI 19 - Baixo Tiet

    Regio Hidrogrfica da Vertente LitorneaUGRHI 03 - Litoral NorteUGRHI 07- Baixada SantistaUGRHI 11 - Ribeira de Iguape e Litoral Sul

    Regio Hidrogrfica de So Jos dos DouradosUGRHI 18 - So Jos dos Dourados

    Bacia do Rio Paraba do SulUGRHI 02 - Paraba do Sul

    Regio Hidrogrfica da Vertente Paulista do Rio GrandeUGRHI 01 - Serra da MantiqueiraUGRHI 04 - PardoUGRHI 08 - Sapuca-Mirim/GrandeUGRHI 09 - Mogi-GuauUGRHI 12 - Baixo Pardo/GrandeUGRHI 15 - Turvo/Grande

    Mapa das Bacias/Regies Hidrogrficasdo Estado de So Paulo

    1717

    1414

    2222

    2020

    1919

    2121

    1111

    7733

    1616

    1313

    101066

    55

    12121515 88

    99

    44

    11

    1818

    22

    plano estadual de recursos Hdricos do estado de So pauloperH 2012-2015. disponvel em:. acesso em: 4 jun. 2014. mapa original.

  • 73

    Geografia 2a srie Volume 2

    1. Sobre o rio So Francisco, correto afirmar que:

    a) o principal esforo das autoridades governamentais o de recuper-lo, de modo a garantir que suas guas abasteam todo o semirido nordestino.

    b) ele est sendo objeto de obra cuja meta fazer migrar parte de suas guas para zonas do semirido de relevo desnivelado em relao ao leito natural do rio.

    c) ele est sendo desviado para uma rea do nordeste que compe o agreste de pernambuco, na qual se desenvolve o cultivo de soja para fins comerciais.

    d) ele est sendo revitalizado, com a retirada das barragens do mdio curso, e esse o sentido principal da expresso transposio do So Francisco.

    e) as obras atuais visam abrir canais para atrair, das partes mais altas do semirido nordestino, guas para revitalizar o rio.

    2. Qual a situao dos recursos hdricos brasileiros nos grandes centros urbanos?

  • 74

    Geografia 2a srie Volume 2

    Situao de aprendizagem 8 geSto doS recurSoS naturaiS: o eStado da arte no braSil

    Para comeo de conversa

    o que significa desenvolvimento sustentvel?

    Leitura e anlise de texto

    1. leia o texto a seguir.

    !?

    Gesto dos recursos naturais

    uma gesto sustentvel dos recursos naturais requer, como condies indispensveis sua implementao, posturas mais abrangentes dos governos e da sociedade. como ponto bsico para a implementao das estratgias propostas, so estabelecidas as seguintes premissas:

    a) participao;b) disseminao e acesso informao;c) descentralizao das aes;d) desenvolvimento da capacidade institucional; e) interdisciplinaridade da abordagem da gesto de recursos naturais, promovendo a insero

    ambiental nas polticas setoriais.

    vrios aspectos influenciam e interagem no processo de gesto dos recursos naturais, que precisa considerar, alm das relaes intrnsecas entre os prprios recursos, as relaes de inter-dependncia com as dinmicas econmica, social e poltica. isso pressupe: conhecimento especfico sobre os fatores naturais como recursos potenciais inseridos em

    um ecossistema; conhecimento especfico quanto ao estado (natural ou transformado) desses fatores; definio precisa de unidades de anlise e, dentro destas, das inter-relaes e sinergias que

    ocorrem entre os fatores biticos e abiticos.novaeS, Washington (coord.); ribaS, otto; novaeS, pedro da costa. Agenda 21 brasileira: bases para discusso.

    braslia: mma/pnud, 2000. p. 58.

  • 75

    Geografia 2a srie Volume 2

    a) Quais estratgias devem ser implementadas para que se consiga a gesto sustentvel dos recursos naturais?

    b) Quais so as condies necessrias para a criao de polticas de gesto dos recursos naturais?

    2. agora, leia o texto a seguir.

    Constituio Federal do Brasil, 1988, Ttulo VIII, Captulo VI, Artigo 225

    todos tm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder pblico e coletividade o dever de defend-lo e preserv-lo para as presentes e futuras geraes. [...]

    disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013.

    possvel afirmar que a constituio de 1988, em seu artigo 225, incorpora a ideia de susten-tabilidade? Justifique sua resposta.

  • 76

    Geografia 2a srie Volume 2

    recursos do solo. recursos hdricos. recursos ocenicos e das zonas costeiras. recursos da diversidade biolgica.

    os recursos naturais so tratados como bens pblicos?

    H investimentos no reconhecimento e na conservao desses recursos?

    combinem com seu professor como ser a apresentao da pesquisa.

    retome as anotaes realizadas em sala de aula aps a apresentao de cada um dos grupos de trabalho da pesquisa em grupo e, em seu caderno, elabore um texto argumentativo com o seguinte tema: Principais ameaas aos recursos naturais no Brasil.

    Sobre os recursos naturais, correto dizer que:

    a) eles esto praticamente esgotados, pois so os mesmos desde a origem das sociedades humanas e so intensamente usados.

    b) os diferentes grupos sociais usam distintos recursos naturais, com finalidades diversas; logo, relacionam-se de formas diferentes com a natureza.

    c) aqueles de origem abitica (inorgnica) so os que resistem mais ao uso humano, devido sua capacidade de recuperao, como o caso da gua.

    d) aqueles de origem bitica so os mais utilizados pelo ser humano, pois so cultivados por ele, evitando seu uso no estado natural.

    e) a maioria dos mananciais de recursos naturais no brasil alvo de polticas de conservao bas-tante adequadas, uma vez que eles so uma das nossas principais riquezas.

    Sob orientao de seu professor, esco-lha com seu grupo um dos recursos natu-rais relacionados ao lado e realizem uma pesquisa sobre a situao atual do recurso escolhido.

    para organizar o trabalho, considerem os seguintes questionamentos:

  • 77

    Geografia 2a srie Volume 2

    Ano-Terra Histria da Terra Tempo geolgico

    Ms Data

    Eventos marcantes e seus registros (idades em milhes

    de anos = Ma)

    Principais tendn-cias e inovaes Subdiviso

    Jane

    iro

    primeiro dia, da meia-noite

    at 15h35

    4 566: Formao da nebulosa solar.

    o on Hadeano marcado pela acreo do planeta, impactos gigantescos, oceanos de magma e intenso

    magmatismo, diferen-ciao e desvalorizao do interior do planeta.

    do dia 6 ao dia 14 (4 500 e 4 400 ma) a conveco catica e a rpida reciclagem das rochas da superfcie

    impedem a formao de placas estveis. (Fase pr-placa da tectnica global).

    no dia 14 de janeiro, (4 400 ma) aparecem

    microplacas e, na segunda quinzena de fevereiro, o primei-ro protocontinente (4 000 a 3 850 ma),

    onde hoje a groen-lndia.

    ONHADEANO

    (4 566 a 3 850 Ma)

    4 563: planetsimos comeam a se formar por acreo.

    4 558: planetsimos maiores j exibem magmatismo plutnico e vulcnico.

    s 11h30 do dia 5

    4 510: a lua se forma quando um planetsimo do tamanho de marte colide com a terra, ainda em formao.

    s 6h45 do dia 6

    4 500: transformaes no jovem Sol criam um vento solar to in-tenso que a atmosfera primordial da terra "varrida" para o espao, arrefecendo a superfcie do pla-neta. vulcanismo libera grandes quantidades de gs carbnico e vapor de gua.

    s 16h05 do dia 8

    4 470: acreo da terra e dife-renciao do ncleo metlico (Fe, ni) esto praticamente conclu-das e a atmosfera, rica em co2, reestabelecida.

    s 6h30 do dia 14

    4 400: cristais de zirco (zrSio4) com esta idade so os mais antigos objetos terrestres datados. So evidncias da existncia, na poca, de crosta continental grantica e da alterao de rochas por meio aquo-so (hidrosfera). a terra se torna propcia vida primitiva.

    s 0h do dia 17

    4 366: termina a fase de aque-cimento do interior do planeta por meio de impactos acrecio-nrios (energia cintica calor) e diferenciao interna (energia gravitacional potencial calor).

  • 78

    Geografia 2a srie Volume 2

    Feve

    reiro

    no incio do dia 12

    4 040: mais antigas rochas conhecidas gnaisses de acasta, canad.

    s 5h45 do dia 15

    4 000: ncleo interno se cris-taliza, dando incio ao campo magntico terrestre.

    do dia 23 at o dia 2 de

    maro

    3 900 a 3 800: retomada de im-pactos gigantes criam as maiores crateras da lua e ameaam a sobrevivncia de quaisquer formas de vidas presentes na terra.

    a partir das 5h45 do dia 27 at o dia 15 de maro

    3 850-3 650: Forma-se o mais an-tigo registro conhecido de rochas supracrustais, como lavas e rochas sedimentares, agora metamor-fizadas (ilha aklia e isua, SW groenlndia).

    estas rochas evidenciam a existn-cia de pequenos protocontinentes e incluem grafite, interpretado por alguns pesquisadores como a mais antiga evidncia de vida na terra.

    O incio do on Arqueano base do registro geolgico

    mais antigo de rochas sedimentares.

    a fase de microplacas termina no dia 30

    de maio (2 700 ma) aps a consolidao de placas litosfricas

    de dimenses e relevo expressivos.

    inicia-se a fase de tran-sio tectnica, que culminar no dia 13

    de outubro com o sur-gimento do "ciclo de Wilson" e a tectnica

    global moderna.

    a atmosfera comea a se tornar oxidante a partir do dia 6 de maio (3 000 ma)

    devido expanso de microrganismos

    fotossintetizantes, como as cianobac-

    trias. como conse-quncia, deposita-se

    quantidade gigantesca de ferro nos oceanos.

    ON ARQUEANO (3 850 a 2 500

    Ma)

    mar

    o

    s 5h do dia 27

    3 500: Fsseis mais antigos: estro-matlitos e microfsseis orgnicos (evidncias de vida procaritica j diversificada) W austrlia. pores duradouras (cratnicas) se formam nos protocontinentes maiores (oeste da austrlia e sul da frica).intensa atividade vulcnica irrom-pe na lua.

    abril s 5h do dia 4

    3 400: rochas mais antigas da amrica do Sul o tonalito de So Jos do campestre, prximo de natal, rio grande do norte, brasil.

    mai

    o s 3h50 do dia 30

    2 700: mais antigas evidncias bio-geoqumicas (quimiofsseis) de fo-tossntese oxignica (cianobactrias) e de esteris, compostos produzidos apenas por eucariotos. Formao ferrfera da Serra dos carajs depositada.

  • 79

    Geografia 2a srie Volume 2

    Junh

    os 3h35 do

    dia 15 2 500: O incio da era Paleoproterozoica. O on Proterozoico

    marcado por profun-das modificaes na

    atmosfera, magmatis-mo, sedimentao, cli-ma e regime tectnico,

    cada vez mais pare-cidos com processos

    modernos.

    a retirada de gs carbnico da atmos-

    fera por processos intempricos e por

    organismos fotossinte-tizantes reduz o efeito estufa do arqueano e provoca a primeira glaciao de extenso continental no dia 17 de julho (2 100 ma).

    a atmosfera se torna oxidante em julho

    (2 300 a 2 000 ma).

    com o aumento de oxignio na atmos-fera e a expanso de reas de guas rasas

    habitveis em torno de continentes, surgem grandes inovaes

    evolutivas: vida euca-ritica simples (micro-algas) entre o fim de

    julho (2 000 ma) e fim de agosto (1 600), al-gas marinhas plurice-lulares microscpicas e sexualidade a partir do dia 27 de agosto

    (1 200 ma) e, animais, finalmente, apenas no dia 14 de novembro (600 ma), ao final da era neoproterozoica.

    era

    pale

    opr

    ot

    ero

    zoic

    a

    ON

    PR

    OT

    ERO

    ZOIC

    O (2

    500

    A 5

    42 M

    a)

    s 3h20 do dia 23

    2 400: Formao ferrfera e os estromatlitos mais antigos do brasil depositam-se no Quadri-ltero Ferrfero, minas gerais (brasil).

    Julh

    o

    s 3h20 do dia 1

    2 300: mais antigos depsitos sedimentares continentes aver-melhados (red beds), considerados como evidncia geolgica de uma atmosfera oxidante.

    s 3h05 do dia 17

    2 100: mais antigas evidncias de glaciao continental extensa (canad). marca paleontolgica representada pela microflora pro-caritica silicificada de gunflint (canad).

    s 6h45 do dia 23

    2 023: impacto de meteorito em vredefort, frica do Sul (cria cra-tera de 300 km de dimetro).

    s 2h55 do dia 25

    2 000: o fssil enigmtico, Grypania, talvez represente os pri-meiros organismos megascpios (algas eucariticas?).

    agos

    to

    s 2h40 do dia 6

    1 850: impacto de Sudbury, canad, forma cratera de 250 km de dimetro.

    era

    meS

    opr

    ot

    ero

    zoic

    a(1

    600

    a 1 0

    00 m

    a)s 2h40 do dia 10 1 800: Forma-se o suposto pri-meiro supercontinente, nuna.

    s 2h10 do dia 26

    1 600: Incio da era Mesoproterozoica.

    Sete

    mbr

    o

    s 1h40 do dia 27

    1 200: mais antiga evidncia de multicelularidade eucaritica e de sexualidade rodofceas micros-cpicas (canad). agregao do supercontinente rodnia se inicia.

  • 80

    Geografia 2a srie Volume 2

    out

    ubro

    s 1h25 do dia 13

    1 000: Incio da era Neoprotero-zoica. agregao final de rodnia.

    termina a fase de transio na tectnica

    e inicia-se a fase da tectnica global mo-derna, caracterizada por ciclos de Wilson

    (expanso do assoalho ocenico e subduo).

    na primeira quinzena de novembro (750 a

    600 ma) a terra passa por dois episdios de

    glaciao extrema.

    no curto intervalo de 14 a 18 de novembro

    (600 a 542 ma), a vida animal pluri-

    celular e megascpica aparece e diversifica-

    -se, estabelecendo praticamente todos seus principais filos.

    era

    neo

    pro

    ter

    ozo

    ica

    (1 00

    0 a

    542

    ma)

    ON

    PR

    OT

    ERO

    ZOIC

    O (2

    500

    A 5

    42 M

    a)

    nov

    embr

    o

    do dia 2 ao dia 14

    750 a 700: Suposta glaciao global (bola de neve) Sturtiana. rodnia comea a se fragmentar e dispersar.

    630 a 600: Suposta glaciao glo-bal (bola de neve) marinoana.

    dia14

    s 0h45

    600: mais antigas evidncias de animais invertebrados (metazo-rios) representados por embries e ovos fosfatizados (china). inicia--se o perodo ediacarano (600 a 542 ma), importantssimo para a evoluo biolgica.

    s19h55

    590: impacto de acraman, austrlia, forma cratera de 90 km de dimetro.

    s 15h10 do dia 15

    580: glaciao gaskiers, extensa mas no global.

    entre os dias 16 e 18

    575 a 542: Fauna de ediacra: mais antiga associao de fsseis macroscpicos de supostos meta-zorios. distribuio mundial.

    s 0h40 do dia 18

    550: mais antigos invertebrados com conchas (exoesqueletos mi-neralizados), nambia e corum-b, mato grosso do Sul, brasil.

  • 81

    Geografia 2a srie Volume 2

    nov

    embr

    o

    s 16h05 do dia 18

    542: Incio da era Paleozoica e do perodo Cambriano. o perodo se distingue pela diferenciao evoluti-va de praticamente todos os filos de metazorios conhecidos, inclusive os cordados, de 550 a 530 ma. o supercontinente gondwana se consolida.

    O on Fanerozoico comea com a irra-diao evolutiva a

    exploso cambriana de organismos capazes de secretar carapaas, conchas e esqueletos.

    a vida deixa de ser dominada por micror-

    ganismos e se torna visvel, macroscpica, organizada em ecos-

    sistemas cada vez mais complexos. a biosfera

    passa a fazer parte fsica e qumica do meio

    ambiente, interagindo intensamente com a hidrosfera, litosfera e

    atmosfera.

    a vida animal e vegetal invade e conquista os

    continentes.

    Surgem os vertebrados, inclusive os peixes, anfbios e rpteis.

    trs episdios de gla-ciao afetam o clima

    global.

    extines alternam com irradiaes evoluti-vas. a maior de todas as extines conhecidas ao final do permiano, ter-mina a era paleozoica.

    cam

    bria

    no(5

    42 a

    488

    ma)

    era

    pale

    ozo

    ica

    (542

    a 2

    51 m

    a)

    ON

    FA

    NER

    OZO

    ICO

    (542

    a 0

    Ma)

    s 23h45 do dia 22

    488: Incio do Ordoviciano: invertebrados com conchas se diversificam. Surgem os pei-xes e plantas muito simples. glaciao e importante poca de extino marcam o fim do perodo. instalam-se grandes bacias sedimentares, paran, parnaba, amazonas e Solimes, que permanecero importantes stios de deposio durante o paleozoico e mesozoico.

    ord

    ovic

    iano

    (488

    a 4

    44 m

    a)

    s 12h do dia 26

    444: Incio do Siluriano: as plantas e grupos de invertebrados invadem, efetivamente, os terre-nos baixos dos continentes. S

    iluria

    no(4

    44 a

    416

    m

    a)

    s 17h45 do dia 28

    416: Incio do Devoniano: as plantas conquistam de vez os continentes desenvolvendo folhas e sementes e construindo as primeiras florestas. aparecem os anfbios e os insetos. extino e glaciao ao final do perodo.

    dev

    onia

    no

    (416

    a 3

    59 m

    a)

  • 82

    Geografia 2a srie Volume 2

    dez

    embr

    o

    s 7h10 do dia 3

    359: Incio do Carbonfero: acmulo de grandes depsitos de carvo no Hemisfrio norte. extensa glaciao carbonfera--permiana nos continentes do Hemisfrio Sul, inclusive no brasil. primeiros rpteis.

    car

    bon

    fero

    (359

    a 2

    99 m

    a)

    ON

    FA

    NER

    OZO

    ICO

    (542

    a 0

    Ma)

    s 2h10 do dia 8

    299: Incio do Permiano: expanso das gimnospermas e diversificao dos rpteis. Final da agregao do supercontinente pangea. extino permiana, a mais severa de todas, marca o fim do permiano e do paleozoico.

    perm

    iano

    (299

    a 2

    51 m

    a)

    s 22h05 do dia 11

    251: Incio do Trissico: Surgem os dinossauros, os rpteis voa-dores, os rpteis marinhos e os mamferos, com vantagem para os rpteis durante o mesozoico. importante poca de extino ao final do perodo.

    Inicia-se a era Mesozoica, a era dos rpteis, mas tambm

    um importante perodo para as gimnospermas, os peixes sseos, os mo-luscos e muitas formas

    de microplncton.

    clima globalmente muito quente ao longo

    de toda a era.

    pangea comea a se desagregar, antes do fim da primeira quinzena do ms, dando ori-

    gem, ao longo do resto do ano, aos oceanos,

    continentes e principais feies fisiogrficas da terra. amrica do Sul

    se separa da frica.

    derrames vulcnicos s 14h28 do dia 21 (130 ma) enchem a bacia do

    paran com mais de um milho de quilme-

    tros cbicos de lavas.

    tri

    ssic

    o(2

    51 a

    200

    ma)

    era

    meS

    ozo

    ica

    (251

    a 6

    5,5

    ma)s 0h14 do dia 16

    200: Incio do Jurssico: mais antigas aves. diversificao dos dinossauros. Ju

    rss

    ico

    (200

    a 14

    6 m

    a)

    s 7h40 do dia 20

    146: Incio do Cretceo: processos iniciados ao final do Jurssico no gondwana levam separao da amrica do Sul e frica, com a formao de inmeras bacias costei-ras, que mais tarde viraro stios de acumulao de petrleo. Surgem os mamferos placentrios. aparecem as angiospermas (plantas com flores e frutos) que rapidamente se tor-nam as plantas mais diversificadas.

    o perodo e a era terminam com a repentina extino em massa dos dinossauros, rpteis voadores, grandes rpteis marinhos e muitos outros grupos de animais e plantas, supostamente por causa do impacto de um asteroide no mxico.

    cre

    tce

    o(1

    46 a

    65,

    5 m

    a)

  • 83

    Geografia 2a srie Volume 2

    dez

    embr

    o

    s 18h15 do dia 26

    65,5: Incio do perodo Palege-no (e do antigo perodo Terci-rio) e da poca Paleoceno (65,5 a 55,8 Ma): irradiao evolutiva dos mamferos, angiospermas e inse-tos. primeiros primatas e cavalos.

    Incio da era Ceno-zoica: a terra assume

    sua configurao biolgica, geogrfica e

    climtica moderna.

    aves, mamferos placentrios, insetos,

    roedores, peixes sseos e angiospermas domi-

    nam a biota.

    os alpes, Himalaias e andes se levantam. p

    ale

    geno

    (65,

    5 a

    23,0

    ma)

    terc

    irio

    (65,

    5 a

    1,8

    ma)

    era

    cen

    ozo

    ica

    (65,

    5 a

    0 m

    a)

    ON

    FA

    NER

    OZO

    ICO

    (542

    a 0

    Ma)

    s 12h45 do dia 27

    55,8: Incio do Eoceno (55,8 a 33,9 Ma): Surgem as baleias.

    s 6h45 do dia 29

    33,9: Incio do Oligoceno (33,9 a 23,0 Ma): gelo comea a formar o manto polar na antrtica, tor-nando o clima global mais rido. com isso as florestas se retraem e as savanas se ampliam, e com eles, as gramneas e mamferos adapta-dos a ambientes abertos.

    s 3h50 do dia 30

    23,0: Incio do perodo Negeno e da poca Mioceno (23,0 a 5,3 Ma): vulcanismo constri Fernando de noronha entre 12 e 2 ma atrs. irradiao dos passarinhos e bovinos.

    ne

    geno

    (23,

    0 a

    0 m

    a)

    dia31

    s 12h30

    6: mais recente ancestral dos chimpanzs e humanos (Sahelanthropus), chade.

    s 13h40

    5,3: Incio da poca Piloceno (5,3 a 1,8 Ma): a atual era de gelo se instala no Hemisfrio norte.

    s 19h55

    2: Surge a inteligncia humana e o gnero Homo, nosso ancestral direto, se diferencia, culturalmen-te, dos outros homindeos.

    o clima esfria-se e mantos de gelo cobrem os polos, iniciando uma nova idade de gelo no

    Hemisfrio norte entre 17h15 e 18h15 do dia

    31 (3,5 a 3,0 ma).

    aparecem inteligncia humana e cultura em torno das 20h (2 ma). nas quatro horas finais,

    o homem consegue interferir na natureza como nenhum outro

    animal antes, com consequncias positivas e negativas ainda inade-quadamente conhecidas.

    s 20h25

    1,8: Incio da poca Pleistoceno (e comeo do perodo Quater-nrio) (1,8 a 0,01 ma). glacia-es se intensificam. o homem se espalha pelo mundo.

    Qua

    tern

    rio

    (1,8

    a 0

    ma)

    s 23h45

    0,01: Incio da poca Holoceno (ou Recente) (0,01 a 0 ma): as geleiras continentais se retraem, o clima melhora e as primeiras sociedades humanas aparecem.

    s 24h0: Hoje. e o futuro? olhe num espelho prximo e arrisque uma previso.

    Fonte: teiXeira, Wilson. (org.); FaircHild, t. r. (org.); toledo, m. c. m. (org.); taioli, F. (org.). Decifrando a Terra. 2.ed. So paulo: companhia editora nacional - ibep, 2009. v. 1. p. 621-623. companhia editora nacional, 2009

  • 84

    Geografia 2a srie Volume 2

    Filmes

    O fio da memria. direo: eduardo coutinho. brasil, 1991. 115 min. composto de duas partes, o documentrio um memorial sobre a histria do negro no brasil aps a abolio. ao retratar a vida do trabalhador de salina e artista gabriel Joaquim dos Santos, o filme apresenta algumas manifestaes culturais dos brasileiros afrodescendentes, sua luta contra a desagregao tnica e o tipo de racismo constitudo aps a mudana social de escraviza-dos a trabalhadores livres.

    O povo brasileiro. direo: isa grinspum Ferraz. brasil, 2000. Srie de dez programas que recriou para a televiso a narrativa do livro com mesmo ttulo do antroplogo darcy ri-beiro. cada programa apresenta 25 minutos de discusso sobre a formao dos brasileiros, sua origem mestia e a singularidade do sincretismo cultural que dela resultou. as imagens percorrem todo o brasil, reunindo material de arquivo raro e vrios depoimentos interes-santes de personalidades brasileiras. o conjunto de fitas vHS com os dez programas da srie pode ser adquirido na cinematogrfica Superfilmes, em So paulo, ou na Fundar (Fundao darcy ribeiro), no rio de Janeiro, ambos por via postal.

    Livros

    braz, Jlio emlio. Na cor da pele. So paulo: larousse do brasil, 2005. o livro aborda as contradies de um dos pilares da identidade brasileira: a mistura de etnias. por meio da narrativa do dia da formatura de um jovem negro, o autor discute o preconceito de cor, muitas vezes disfarado na atitude tipicamente brasileira de celebrar a mestiagem. o texto do autor mostra que nossa suposta democracia racial marcada por malabaris-mos lingusticos e atitudes racistas, que tendem a embranquecer ou mesmo a tornar a cor da pele invisvel.

    garaY, irene; becKer, bertha K. (org.). Dimenses humanas da biodiversidade: o desafio de novas relaes sociedade-natureza no sculo XXi. petrpolis: vozes, 2006. o livro apresenta uma coletnea de textos sobre a importncia da biodiversidade, enfati-zando principalmente o desafio das novas relaes entre sociedade e natureza no sculo XXi.

    trigueiro, andr. Mundo sustentvel. So paulo: globo, 2005. o autor jornalista especializado em questes ambientais e, neste livro, apresenta uma srie de entrevistas com especialistas em poltica ambiental acerca dos grandes desafios ambientais para o sculo XXi, indicando tambm acervos que podero ser acessados pela internet para complementar as discusses.

  • 85

    Geografia 2a srie Volume 2

    von atzingen, maria cristina. Cultura de paz: o que os indivduos, grupos, escolas e organizaes podem fazer pela paz no mundo. So paulo: Fundao peirpolis, 2006. este livro retoma as reflexes tericas e prticas sobre princpios que garantem a dignidade hu-mana, levando em conta o respeito s diferenas, a superao das situaes de excluso, a tolerncia e a solidariedade entre os povos, a rejeio violncia, a preservao do planeta e o dilogo como instrumento de negociao, propondo ferramentas para sua aplicao nas escolas, nas empresas e na sociedade civil.

    Revistas e documentos pblicos

    novaeS, Washington (coord.); ribaS, otto; novaeS, pedro da costa. Agenda 21 brasileira: bases para discusso. braslia: mma/pnud, 2000. documento que prope a implementao dos processos de sustentabilidade e de desenvolvimento sustentvel no brasil.

    revista Megadiversidade, editada pela conservao internacional brasil. o nmero 1-2 do volume 2, de dezembro de 2006, traz uma discusso sobre os desafios econmicos para a conservao ambiental, alm de apontar a necessidade de compreender a relao entre economia e conservao da diversidade biolgica.

    Sites

    Conscincia Negra. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013. vrios textos disponveis no centro de referncia em educao mrio covas focalizam as diferentes formas de discriminao e preconceito, apresentam dados histricos que explicam a origem das divergncias entre povos e raas no brasil, re-latam o processo de escravido, desde a colonizao at a abolio, e detalham experincias educacionais sobre o tema e atividades desenvolvidas por professores em sala de aula.

    Fundao Nacional do ndio Funai. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013. em cumprimento constituio de 1988, a Funai o rgo governa-mental brasileiro responsvel pela poltica indigenista no brasil. este site possui um amplo painel de notcias, vrias sees de informaes histricas e links para outros portais rela-cionados ao tema.

    Instituto Brasileiro de Anlises Sociais e Econmicas Ibase. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013. o objetivo do site a divulgao de informaes e projetos de cunho social e ambiental. apresenta reas como a agenda Social rio, o balano Social e responsabilidade das empresas, legislao, biblioteca virtual, oramento pblico, questes sobre a mulher e excluso social, entre outros.

    Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica IBGE. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013. instituio da administrao pblica Federal, subordinada

  • 86

    Geografia 2a srie Volume 2

    ao ministrio do planejamento, oramento e gesto, o ibge oferece uma viso completa e atual do pas, o que torna a consulta ao seu site indispensvel.

    IBGE teen. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013. Seo ldica do instituto brasileiro de geografia e estatstica, com jogos e in-formaes para crianas e adolescentes.

    Ncleo de Estudos Negros NEN. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013. o nen uma organizao fundada em 1986 em prol do movimento negro de Santa catarina, que busca assegurar o desenvolvimento sustentvel nas comunidades negras, urbanas e rurais, e garantir os direitos sociais a partir de seus estudos, pesquisas e de seus programas de ao nas reas da educao, justia, trabalho e cidadania. a partir desse site, professores e alunos podero acessar inmeros outros, relevantes e de qualidade para discutir questes sobre a populao brasileira, as desigualdades e os preconceitos em torno de suas diferenas tnicas.

    Reprter Brasil. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013. traz reportagens sobre lugares onde problemas sociais so alarmantes.

    Urbanizao. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013. o site da Faculdade de arquitetura e urbanismo da universidade de So paulo (uSp) aborda temas relativos urbanizao e indicadores econmicos e sociais da cidade de So paulo.

    nos endereos a seguir, de instituies e empresas estatais, possvel ter uma viso das polticas relacionadas aos recursos naturais.

    Ministrio de Minas e Energia. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013.

    Ministrio do Meio Ambiente. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013.

    Petrobras. disponvel em: . acesso em: 26 nov. 2013.

  • CONCEPO E COORDENAO GERALNOVA EDIO 2014-2017

    COORDENADORIA DE GESTO DA EDUCAO BSICA CGEB

    Coordenadora Maria Elizabete da Costa

    Diretor do Departamento de Desenvolvimento Curricular de Gesto da Educao Bsica Joo Freitas da Silva

    Diretora do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino Mdio e Educao Profissional CEFAF Valria Tarantello de Georgel

    Coordenadora Geral do Programa So Paulo faz escolaValria Tarantello de Georgel

    Coordenao Tcnica Roberto Canossa

    Roberto Liberato

    Suely Cristina de Albuquerque Bomfim

    EQUIPES CURRICULARES

    rea de Linguagens Arte: Ana Cristina dos Santos Siqueira, Carlos Eduardo Povinha, Ktia Lucila Bueno e Roseli

    Ventrella.

    Educao Fsica: Marcelo Ortega Amorim, Maria Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt,

    Rosngela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto

    Silveira.

    Lngua Estrangeira Moderna (Ingls e Espanhol): Ana Beatriz Pereira Franco, Ana Paula de Oliveira Lopes, Marina Tsunokawa Shimabukuro

    e Neide Ferreira Gaspar.

    Lngua Portuguesa e Literatura: Angela Maria Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Id Moraes dos

    Santos, Joo Mrio Santana, Ktia Regina Pessoa,

    Mara Lcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli

    Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves.

    rea de Matemtica Matemtica: Carlos Tadeu da Graa Barros, Ivan Castilho, Joo dos Santos, Otavio Yoshio

    Yamanaka, Rosana Jorge Monteiro, Sandra Maira

    Zen Zacarias e Vanderley Aparecido Cornatione.

    rea de Cincias da Natureza Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e

    Rodrigo Ponce.

    Cincias: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli, Gisele Nanini Mathias, Herbert Gomes da Silva e

    Maria da Graa de Jesus Mendes.

    Fsica: Anderson Jacomini Brando, Carolina dos Santos Batista, Fbio Bresighello Beig, Renata

    Cristina de Andrade Oliveira e Tatiana Souza da

    Luz Stroeymeyte.

    Qumica: Ana Joaquina Simes S. de Mattos Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, Joo Batista Santos Junior, Natalina de Ftima Mateus e Roseli Gomes de Araujo da Silva.

    rea de Cincias Humanas Filosofia: Emerson Costa, Tnia Gonalves e Tenia de Abreu Ferreira.

    Geografia: Andria Cristina Barroso Cardoso, Dbora Regina Aversan e Srgio Luiz Damiati.

    Histria: Cynthia Moreira Marcucci, Maria Margarete dos Santos Benedicto e Walter Nicolas Otheguy Fernandez.

    Sociologia: Alan Vitor Corra, Carlos Fernando de Almeida e Tony Shigueki Nakatani.

    PROFESSORES COORDENADORES DO NCLEO PEDAGGICO

    rea de Linguagens Educao Fsica: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine Budiski de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali Rodrigues dos Santos, Mnica Antonia Cucatto da Silva, Patrcia Pinto Santiago, Regina Maria Lopes, Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonalves Ferreira Viscardi, Silvana Alves Muniz.

    Lngua Estrangeira Moderna (Ingls): Clia Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva, Edna Boso, Edney Couto de Souza, Elana Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba Kozokoski, Fabiola Maciel Saldo, Isabel Cristina dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos, Ktia Vitorian Gellers, Ldia Maria Batista Bomfim, Lindomar Alves de Oliveira, Lcia Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza, Neusa A. Abrunhosa Tpias, Patrcia Helena Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato Jos de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de Campos e Silmara Santade Masiero.

    Lngua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonalves Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, Letcia M. de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz, Mrcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina Cunha Riondet Costa, Maria Jos de Miranda Nascimento, Maria Mrcia Zamprnio Pedroso, Patrcia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar Alexandre Formici, Selma Rodrigues e Slvia Regina Peres.

    rea de Matemtica Matemtica: Carlos Alexandre Emdio, Clvis Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi, Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia, Evaristo Glria, Everaldo Jos Machado de Lima, Fabio Augusto Trevisan, Ins Chiarelli Dias, Ivan Castilho, Jos Maria Sales Jnior, Luciana Moraes Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello, Mrio Jos Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi, Rodrigo Soares de S, Rosana Jorge Monteiro,

    Rosngela Teodoro Gonalves, Roseli Soares Jacomini, Silvia Igns Peruquetti Bortolatto e Zilda Meira de Aguiar Gomes.

    rea de Cincias da Natureza Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro Rodrigues Vargas Silvrio, Fernanda Rezende Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara Santana da Silva Alves.

    Cincias: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson Lus Prati.

    Fsica: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula Vieira Costa, Andr Henrique Ghelfi Rufino, Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael Plana Simes e Rui Buosi.

    Qumica: Armenak Bolean, Ctia Lunardi, Cirila Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S. Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura C. A. Xavier, Marcos Antnio Gimenes, Massuko S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Slvia H. M. Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus.

    rea de Cincias Humanas Filosofia: lex Roberto Genelhu Soares, Anderson Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio Nitsch Medeiros e Jos Aparecido Vidal.

    Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Clio Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza, Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez, Mrcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos, Mnica Estevan, Regina Clia Batista, Rita de Cssia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Librio, Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato e Sonia Maria M. Romano.

    Histria: Aparecida de Ftima dos Santos Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete Silva, Cristiane Gonalves de Campos, Cristina de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin SantAna Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo, Priscila Loureno, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas.

    Sociologia: Anselmo Luis Fernandes Gonalves, Celso Francisco do , Lucila Conceio Pereira e Tnia Fetchir.

    Apoio:Fundao para o Desenvolvimento da Educao - FDE

    CTP, Impresso e acabamentoPlural Indstria Grfica Ltda.

  • A Secretaria da Educao do Estado de So Paulo autoriza a reproduo do contedo do material de sua titularidade pelas demais secretarias de educao do pas, desde que mantida a integri-dade da obra e dos crditos, ressaltando que direitos autorais protegidos*devero ser diretamente negociados com seus prprios titulares, sob pena de infrao aos artigos da Lei no 9.610/98.

    * Constituem direitos autorais protegidos todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que no estejam em domnio pblico nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais.

    * Nos Cadernos do Programa So Paulo faz escola so indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos contedos apresentados e como referncias bibliogrficas. Todos esses endereos eletrnicos foram checados. No entanto, como a internet um meio dinmico e sujeito a mudanas, a Secretaria da Educao do Estado de So Paulo no garante que os sites indicados permaneam acessveis ou inalterados.* Os mapas reproduzidos no material so de autoria de terceiros e mantm as caractersticas dos originais, no que diz respeito grafia adotada e incluso e composio dos elementos cartogrficos (escala, legenda e rosa dos ventos).

    Cincias Humanas Coordenador de rea: Paulo Miceli. Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Lus Martins e Ren Jos Trentin Silveira.

    Geografia: Angela Corra da Silva, Jaime Tadeu Oliva, Raul Borges Guimares, Regina Araujo e Srgio Adas.

    Histria: Paulo Miceli, Diego Lpez Silva, Glaydson Jos da Silva, Mnica Lungov Bugelli e Raquel dos Santos Funari.

    Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe, Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina Schrijnemaekers.

    Cincias da Natureza Coordenador de rea: Luis Carlos de Menezes. Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabola Bovo Mendona, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana, Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo.

    Cincias: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite, Joo Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto, Julio Czar Foschini Lisba, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Mara Batistoni e Silva, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo Rogrio Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro, Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordo, Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.

    Fsica: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Iv Gurgel, Lus Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti, Maurcio Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell Roger da Purificao Siqueira, Sonia Salem e Yassuko Hosoume.

    Qumica: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valena de Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidio.

    Caderno do Gestor Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de Felice Murrie.

    GESTO DO PROCESSO DE PRODUO EDITORIAL 2014-2017

    FUNDAO CARLOS ALBERTO VANZOLINI

    Presidente da Diretoria Executiva Mauro de Mesquita Spnola

    GESTO DE TECNOLOGIAS APLICADAS EDUCAO

    Direo da rea Guilherme Ary Plonski

    Coordenao Executiva do Projeto Angela Sprenger e Beatriz Scavazza

    Gesto Editorial Denise Blanes

    Equipe de Produo

    Editorial: Amarilis L. Maciel, Ana Paula S. Bezerra, Anglica dos Santos Angelo, Bris Fatigati da Silva, Bruno Reis, Carina Carvalho, Carolina H. Mestriner, Carolina Pedro Soares, Cntia Leito, Eloiza Lopes, rika Domingues do Nascimento, Flvia Medeiros, Giovanna Petrlio Marcondes, Gisele Manoel, Jean Xavier, Karinna Alessandra Carvalho Taddeo, Leslie Sandes, Main Greeb Vicente, Mara de Freitas Bechtold, Marina Murphy, Michelangelo Russo, Natlia S. Moreira, Olivia Frade Zambone, Paula Felix Palma, Pietro Ferrari, Priscila Risso, Regiane Monteiro Pimentel Barboza, Renata Regina Buset, Rodolfo Marinho, Stella Assumpo Mendes Mesquita, Tatiana F. Souza e Tiago Jonas de Almeida.

    Direitos autorais e iconografia: Beatriz Fonseca Micsik, Dayse de Castro Novaes Bueno, rica Marques, Jos Carlos Augusto, Juliana Prado da Silva, Marcus Ecclissi, Maria Aparecida Acunzo Forli, Maria Magalhes de Alencastro, Vanessa Bianco e Vanessa Leite Rios.

    Edio e Produo editorial: R2 Editorial, Jairo Souza Design Grfico e Occy Design (projeto grfico).

    CONCEPO DO PROGRAMA E ELABORAO DOS CONTEDOS ORIGINAIS

    COORDENAO DO DESENVOLVIMENTO DOS CONTEDOS PROGRAMTICOS DOS CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS CADERNOS DOS ALUNOS Ghisleine Trigo Silveira

    CONCEPO Guiomar Namo de Mello, Lino de Macedo, Luis Carlos de Menezes, Maria Ins Fini (coordenadora) e Ruy Berger (em memria).

    AUTORES

    Linguagens Coordenador de rea: Alice Vieira. Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins, Geraldo de Oliveira Suzigan, Jssica Mami Makino e Sayonara Pereira.

    Educao Fsica: Adalberto dos Santos Souza, Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana Venncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Renata Elsa Stark e Srgio Roberto Silveira.

    LEM Ingls: Adriana Ranelli Weigel Borges, Alzira da Silva Shimoura, Lvia de Arajo Donnini Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Fidalgo.

    LEM Espanhol: Ana Maria Lpez Ramrez, Isabel Gretel Mara Eres Fernndez, Ivan Rodrigues Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia Gonzlez.

    Lngua Portuguesa: Alice Vieira, Dbora Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, Jos Lus Marques Lpez Landeira e Joo Henrique Nogueira Mateos.

    Matemtica Coordenador de rea: Nlson Jos Machado. Matemtica: Nlson Jos Machado, Carlos Eduardo de Souza Campos Granja, Jos Luiz Pastore Mello, Roberto Perides Moiss, Rogrio Ferreira da Fonseca, Ruy Csar Pietropaolo e Walter Spinelli.

  • 1a SRIE ENSINO MDIOVolume 2

    GEOGRAFIACincias Humanas

    CADERNO DO ALUNO

    GEO 1 SERIE MEDIO_CAA.indd 1 18/02/14 15:07