Caderno do aluno professoradegeografia 1a vol1

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1a SRIE ENSINO MDIOCaderno do AlunoVolume 1GEOGRAFIACincias HumanasMATERIAL DE APOIO AOCURRCULO DO ESTADO DE SO PAULOCADERNO DO ALUNO GEOGRAFIAENSINO MDIO1a SRIEVOLUME 1Nova edio2014-2017GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULOSECRETARIA DA EDUCAOSo PauloGoverno do Estado de So PauloGovernadorGeraldo AlckminVice-GovernadorGuilherme Afif DomingosSecretrio da EducaoHerman VoorwaldSecretrio-AdjuntoJoo Cardoso Palma FilhoChefe de GabineteFernando Padula NovaesSubsecretria de Articulao RegionalRosania Morales MorroniCoordenadora da Escola de Formao e Aperfeioamento dos Professores EFAPSilvia Andrade da Cunha Galletta Coordenadora de Gesto da Educao BsicaMaria Elizabete da CostaCoordenadora de Gesto de Recursos HumanosCleide Bauab Eid BochixioCoordenadora de Informao, Monitoramento e Avaliao EducacionalIone Cristina Ribeiro de AssunoCoordenadora de Infraestrutura e Servios EscolaresAna Leonor Sala AlonsoCoordenadora de Oramento e FinanasClaudia Chiaroni AfusoPresidente da Fundao para o Desenvolvimento da Educao FDEBarjas NegriCaro(a) aluno(a),Agora, na 1a srie do Ensino Mdio, voc est convidado(a) a retomar os conceitos, temas e contedos estudados no Ensino Fundamental de forma bem mais aprofundada. Comearemos pelo estudo da Cartografia, instrumento fundamental para o conhecimento geo-grfico. Neste volume voc ter a oportunidade de ampliar o seu conhecimento sobre os elementos fundamentais de construo do mapa: projeo, escala, mtrica e linguagem. Compreender que a Cartografia deve ser tida como uma linguagem indispensvel, que propicia um acesso importante s realidades espaciais. As relaes, as transformaes da realidade das sociedades e os arranjos mundiais de poder no mundo contemporneo tambm so considerados nas atividades e Situaes de Aprendizagem, principalmente por meio da abordagem sobre a ordem mundial construda pela ao geopoltica, o papel dos Estados Unidos e os conflitos regionais.Os estudos sobre globalizao tambm sero retomados, agora com maior enfoque a dois im-portantes aspectos deste fenmeno: a base geogrfica pela qual a globalizao est assentada, ou seja, as redes geogrficas, que do suporte para que tanto os fluxos materiais (de pessoas, de objetos, de mercadorias) quanto imateriais (informaes culturais, financeiras, polticas etc.) se tornem cada vez mais acelerados; e o peso da economia globalizada, que coloca em evidncia a fragilidade de muitos pases ante esta ordem mundial.Com o advento de novas tecnologias, tornou-se possvel uma melhor mobilidade espacial, sen-do possvel viajar longas distncias em questes de horas, ou poucos dias. A internet, por exemplo, permite-nos estar cada vez mais conectados s redes sociais, de comunicao, entre outras. Atual-mente, em instantes, somos informados sobre o que est acontecendo do outro lado do planeta. Com um clique, temos acesso aos mais diversos povos e culturas. Com alguns softwares, podemos viajar pelo planeta... No entanto, sabemos que deslocar-se de um pas a outro no to simples. Existem regras. Assim como existem regras que regulam os fluxos materiais e imateriais. Ainda, a internet no de domnio igual para todos. Nesse contexto, a questo que se coloca : quem so os agentes que detm o espao globalizado? Quem o regula? Quem equaliza as redes? Espera-se que por meio da inter-pretao de mapas temticos, grficos, iconografias, textos, voc possa refletir sobre essas questes e mais, sensibilizar-se acerca da busca de um bem comum entre os pases. Isso possvel? Bom estudo!Equipe Curricular de Geografiarea de Cincias HumanasCoordenadoria de Gesto da Educao Bsica CGEBSecretaria da Educao do Estado de So PauloGeografia 1a srie Volume 15SITUAO DE APRENDIZAGEM 1 OS ELEMENTOS QUE CONSTITUEM OS MAPAS: OS RECURSOS, AS ESCOLHAS E OS INTERESSESLeitura e anlise de mapa1. Veja o mapa entregue pelo seu professor e/ou indicado em seu livro didtico. Para comear, observe o mapa diretamente, mas sem olhar o ttulo e a legenda. Discuta com seus colegas e registre:a) O que o mapa est representando (por exemplo: distribuio da populao, de cidades, de escolas em um pas, da vegetao, altitudes do relevo etc.)?b) Qual a situao geogrfica do(s) fenmeno(s) representado(s) no mapa?c) Voc sabia que vrios mapas publicados em jornais e revistas (e tambm em livros didticos e atlas geogrficos escolares) podem conter erros cartogrficos (erros de linguagem)? Voc acha que o mapa examinado por voc tem erros? Justifique.!?Geografia 1a srie Volume 162. Analise o mapa a seguir e responda s questes.a) O que o mapa est representando?b) Em quais pases/regies se encontram as maiores e as menores concentraes do fenmeno representado? E as situaes intermedirias? Em sntese: o que possvel dizer a respeito da expectativa de vida no mundo?c) Esse mapa no tem erros cartogrficos. Justifique essa afirmao.Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico).Expectativa de vida, 200947 58 69 75 83 ausnciade dadosmtodo estatstico: mdias ajustadasFonte: Organizao Mundial da Sade (OMS), www.who.org Atelier de cartographie de Sciences Po, 2012Geografia 1a srie Volume 17Leitura e anlise de mapaObserve o mapa a seguir.Atelier de Cartographie de Sciences Po. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico).1. Responda, analisando o mapa, sem olhar para o ttulo e a legenda:a) O que esse mapa est representando?Geografia 1a srie Volume 18b) O que representam os crculos? O que significam os crculos maiores? E os menores? Onde se concentram mais crculos?c) O que representam as tonalidades de cor laranja no interior dos crculos? O que significa a tonalidade mais escura? E a mais clara?d) Onde h a predominncia de crculos com tonalidades de cor laranja mais escuras?2. Agora, considere os dados que o mapa apresenta:a) Quais so as trs maiores aglomeraes urbanas da Amrica do Sul? Qual delas a mais populosa?b) Quais so as trs maiores aglomeraes urbanas da sia? Qual a populao absoluta total em 2010 em cada uma dessas aglomeraes?Geografia 1a srie Volume 19c) Em quais regies do mundo o fenmeno das grandes aglomeraes urbanas mais represen-tativo? E onde ele menos representativo? Com base na anlise do mapa, o que mais voc considera importante comentar a respeito desse fenmeno?d) Cite exemplos de grandes aglomeraes que tiveram crescimento mais rpido entre 1990 e 2010.3. Esse mapa tem erros cartogrficos? Quais? Voc o considera um bom mapa? Justifique.4. Qual o recurso cartogrfico utilizado e como aplicado para comunicar o tamanho das aglo-meraes urbanas? E qual o recurso (e como usado) para mostrar velocidades diferentes no crescimento dessas aglomeraes? Voc concorda que esses recursos compem a linguagem do mapa? Justifique.Geografia 1a srie Volume 110Leitura e anlise de mapaSob a orientao do seu professor, voc e seus colegas vo explorar os mapas apresentados nas pginas 11 e 12 e responder s questes a seguir:1. O que esses mapas esto representando?2. Quais so as diferenas entre os mapas apresentados e os mapas-mndi que voc est habituado a ver? Explique.3. Esses quatro mapas apresentam semelhanas e diferenas.a) Liste e explique algumas semelhanas.b) Liste e explique algumas diferenas.Geografia 1a srie Volume 111Planisphre, projection Mercator, 2011. Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem indicao de norte geogrfico).Projeo de Mercator Escala no Equador:0 2 000 kmProjeo MercatorCarlos A. Furuti. Disponvel em: . Acesso em: 23 jul. 2013. Mapa original (sem escala; sem indicao de norte geogrfico).Projeo de Peters Geografia 1a srie Volume 112Planisphre, projection Buckminster Fuller, 2011. Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe).Projeo de Buckminster Fuller Projeo Buckminster FullerPlanisphre, projection Bertin1950, 2011. Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico).Projeo de Bertin, 1950Projection J. Bertin, 1950Projection Buckminster FullerGeografia 1a srie Volume 113 Desafio!Tendo como base o que foi apresentado pelo seu professor e as atividades que voc realizou, responda s questes a seguir.1. Imagine uma fotografia de 6 x 8 cm retratando uma pessoa de 1,8 metro de corpo inteiro.a) No que diz respeito s medidas, o que h em comum entre essa fotografia e um mapa?b) Que nome se d, em Cartografia, a esse fator de reduo?2. Um mapa-mndi foi reduzido 23 milhes de vezes. Isso quer dizer que a Terra 23 milhes de vezes maior que o mapa? Justifique.3. Se uma pequena cidade tiver de ser representada em um mapa, ser preciso reduzir sua rea na mesma proporo em que necessrio reduzir o planeta para represent-lo em um mapa? Por qu?Geografia 1a srie Volume 1141. Leia o quadro a seguir.Quadro descritivo das projeesMercatorA deformao do tamanho das superfcies torna-se mxima prxima aos po-los. Essa projeo exagera visualmente a importncia territorial dos pases do Hemisfrio Norte, pois a maior poro das massas continentais dessa regio est localizada nas maiores latitudes, diferentemente das massas continentais do Hemisfrio Sul, que esto concentradas nas proximidades do Equador. PetersEm comparao com a de Mercator: restabelece o tamanho correto das superfcies continentais e, com isso, revaloriza visualmente os pases do Hemisfrio Sul.BertinFiel na relao entre os tamanhos das superfcies dos continentes, uma das boas solues para os mapas temticos, apesar de no ser to comum.Buckminster FullerCentrada no Polo Norte, apresenta uma organizao dos continentesincomum quando comparada s outras projees.a) A projeo de Buckminster Fuller mostra o mundo a partir do Polo Norte. Com base no qua-dro anterior e no mapa (p. 12), comente as implicaes disso para a representao do mundo.Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.Geografia 1a srie Volume 115b) As outras trs projees (Mercator, Peters e Bertin) mostram o mundo a partir de onde?2. Leia, a seguir, um pequeno texto sobre uma das projees apresentadas.Projeo de Buckminster FullerA projeo Dymaxion, de Buckminster Fuller, foi concebida para permitir uma melhor com-preenso das questes humanas e pr em evidncia as relaes entre os diferentes povos. uma tentativa para encontrar a forma cartogrfica mais adequada para a poca das telecomunicaes em escala mundial, dos transportes intercontinentais, das interdependncias econmicas. Essa projeo reduz as distores habituais, fornece uma viso mais precisa das dimenses relativas dos territrios, dos oceanos e dos mares, e uma imagem menos hierarquizada do planeta.Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola. Na passagem do texto em que se diz que essa projeo reduz as distores habituais, pode-se entender, ento, que ela no possui distores? Justifique.Geografia 1a srie Volume 116Carlos A. Furuti. Disponvel em: . Acesso em: 23 jul. 2013. Mapa original (sem indicao de norte geogrfico).Leitura e anlise de mapaVeja com ateno o mapa a seguir.Projeo equidistante cilndrica ou equirretangular 1. Este mapa representa o mundo inteiro, com suas terras emersas e oceanos, em um espao de apenas 16 x 8 cm. Como isso possvel?2. Agora, observe os traos verdes.a) Voc vai notar que, apesar de eles serem do mesmo comprimento, varia a indicao de quilme-tros para cada um. Em qual regio se localizam os traos com valores mais baixos? E mais altos?Geografia 1a srie Volume 117b) H uma correspondncia entre o nmero de centmetros do trao verde, o nmero de quilmetros que est indicado nele e o tamanho do terreno que ele demarca? Explique.c) Escolha dois traos verdes diferentes no mapa. Quanto vale cada centmetro no terreno, no ponto onde o trao escolhido foi traado?3. Compare as seguintes informaes sobre dois mapas: o primeiro foi reduzido 23 milhes de vezes em relao ao terreno que representa (a Terra inteira, por exemplo); o segundo foi reduzido 10 mil vezes em relao a uma pequena cidade. Qual dos dois pode apresentar mais detalhes do terreno que representa? E se voc quiser inserir a pequena cidade no mapa que foi reduzido 23 milhes de vezes, como ela aparecer?4. Por que as medidas variam na projeo equidistante?Geografia 1a srie Volume 118Leitura e anlise de mapa Veja, com bastante ateno, os dois mapas a seguir:SASI Group (University of Sheffield) and Mark Newman (University of Michigan). Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original. SASI Group (University of Sheffield) and Mark Newman (University of Michigan). Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original.Populao absoluta, 2000 Mapa territorial de referncia Geografia 1a srie Volume 1191. Qual dos dois mapas est mais prximo dos mapas-mndi at agora apresentados? Quais so as principais diferenas entre o mapa mais incomum e os demais planisfrios j apresentados?2. Com base no mapa Populao absoluta, 2000, responda s questes a seguir.a) Quais so os pases mais populosos? b) Quais blocos continentais (ou territrios de pases) esto bem alterados, no tamanho e na forma, ao se comparar esse mapa com outros, mais convencionais?c) Esse tipo de representao chama-se anamorfose. Procure o significado dessa palavra e relacione-o com as formas do mapa.Geografia 1a srie Volume 120Leitura e anlise de grfico e mapaVeja e analise as variveis visuais que podem ser utilizadas na elaborao de mapas, grficos etc.Fonte: DURAND, M.-F. et al. Atlas de la mondialisation. dition 2008. Paris: Presses de Sciences Po, 2008. p. 13.14 1 2 4xyAs variveis visuais tamanhovalore tambme tambme tambme tambmgranulaocororientaoforma2 dimensesdo planoSegundo Jacques Bertin Benot MARTIN, dezembro de 2005As variveis da imagemAs variveis de separao1. Se quisermos mostrar quantidades em um mapa por exemplo, tamanho de populao ou dos volumes econmicos de comrcio , devemos usar quais variveis visuais, entre as que esto no grfico? Por qu?Geografia 1a srie Volume 1212. Quando o objetivo de um mapa for mostrar uma ordem, uma gradao por exemplo, do mais alto para o mais baixo (relevo), do mais quente para o mais frio (clima) ou do mais rico para o mais pobre (questes sociais) , qual varivel visual deve ser usada? Justifique.3. E se quisermos expor em um mapa onde se localizam fenmenos diferentes por exemplo, recursos naturais distintos ou tipos diferentes de uso econmico do territrio (agricultura, indstria, minerao etc.) ou, ento, simplesmente destacar pases ou Estados diferentes em um mapa , qual varivel visual seria a correta? Por qu?Geografia 1a srie Volume 1224. O que o mapa a seguir est representando? Por que se utilizou a seta como varivel visual para representar o fenmeno? Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala).Geografia 1a srie Volume 123 Desafio!Em grupo, selecionem pelo menos cinco mapas de fontes diversas (livros didticos, atlas geogrficos escolares, revistas, jornais, Cadernos do Aluno etc.) e, seguindo as orientaes de seu professor, analisem cada mapa de acordo com estes critrios:1. Classifiquem de que tipo eles so, conforme tabela a seguir, justificando a escolha de vocs.Tipos de mapasFuno NomeMostrar quantidades Mapa quantitativoColocar ordem em um mesmo fenmeno Mapa ordenadoMostrar relaes entre localidades diferentes e as qualidades dessas relaes Mapa qualitativoO fenmeno a prpria medida bsica do mapa (no usa as medidas do terreno) AnamorfoseElaborado especialmente para o So Paulo faz escola.2. Indiquem se os mapas possuem erros cartogrficos, de que tipo so esses erros e como vocs acham que deveria ser a representao correta.3. Ao final da anlise, respondam: possvel um nico mapa trabalhar com duas variveis visuais (por exemplo, um mapa ser quantitativo e ordenado ao mesmo tempo)? H algum exemplo nos mapas selecionados que vocs podem indicar? E no Caderno do Aluno? Justifiquem.Geografia 1a srie Volume 1244. Observem atentamente os mapas a seguir e classifiquem-nos de acordo com o quadro Tipos de mapas (p.23): a) Mapa (nomenclatura da ONU)Fonte: World Resources Institute, Earth Trends, Environmental Information,http://earthtrends.wri.orgAtelier de cartographie de Sciences Po, 2010bacias dosprincipais riosfronteirasfronteiras contestadasBacias hidrogrficas dos grandes rios e fronteiras estatais, 2010Segundo Marie-Franoise DURAND, Philippe COPINSCHI, Benot MARTIN, Patrice MITRANO,Delphine PLACIDI-FROT, Atlas de la mondialisation, dossier spcial Russie, Paris, Presses de Sciences Po, 2010Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico).b) Mapa Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico).Geografia 1a srie Volume 125c) Mapa 1,2 53 92 126 206ausnciade dadosmtodo estatstico: mdias ajustadasFonte: UNESCO, www.uis.unesco.org Atelier de cartographie de Sciences Po, 2012Assinaturas de celular, 2010Por 100 pessoasAtelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico).d) Mapa Populao em 2050 SASI Group (University of Sheffield) and Mark Newman (University of Michigan). Disponvel em: . Acesso em: 21 nov. 2013. Geografia 1a srie Volume 126Em seu caderno, elabore um texto para responder seguinte questo: Mapas representam a verda-de das superfcies terrestres, ou so criaes humanas, teis, porm imperfeitas e subjetivas?VOC APRENDEU?Considerando todos os mapas vistos e analisados, responda s questes a seguir.1. Quais so os elementos cartogrficos at aqui identificados nesta Situao de Aprendizagem?2. Que referncias de medidas so utilizadas para chegar escala e s projees?Geografia 1a srie Volume 127Geografia 1a srie Volume 128SITUAO DE APRENDIZAGEM 2 O SENSORIAMENTO REMOTO: A DEMOCRATIZAO DAS INFORMAES!?Veja a imagem de satlite na prxima pgina, que mostra o mundo noite.1. A imagem de satlite representa de forma plana a superfcie da Terra, que curva. Isso pode ser feito sem criar uma projeo, sem a aplicao de uma escala de reduo? Pode-se dizer que a imagem de satlite tem as mesmas distores de um mapa? Explique.2. possvel que uma nica imagem de satlite represente toda a Terra noite? Justifique.Geografia 1a srie Volume 129O mundo noite: imagem de satlite. Fonte: . Acesso em: 12 nov. 2013. NasaGeografia 1a srie Volume 1303. Essa imagem uma montagem. Isso abre possibilidades para equvocos e/ou distores intencionais? Justifique.4. Qual das representaes, mapa ou imagem, a que melhor expressa a realidade? Justifique.Compare a imagem O mundo noite: imagem de satlite (p. 29) com o mapa Evoluo das 150 metrpoles mais populosas, 2010 (p. 7). Para tanto, utilize o roteiro a seguir e, em seu caderno, escreva um texto apresentando os resultados obtidos. Compare as zonas com maior concentrao de iluminao com as de maior aglomerao urbana e veja se h alguma coincidncia. Identifique as zonas mais intensas e as mais dispersas de iluminao no territrio dos Estados Unidos da Amrica e compare se h outras situaes como essa na imagem. Por exemplo: assim na ndia ou na China? Identifique as zonas mais iluminadas da imagem e, observando o mapa, descreva a urbanizao ali existente. Comente no seu texto se o uso conjunto da imagem de satlite e do mapa das metrpoles mais populosas acrescentou mais informaes e enriqueceu a viso espacial do fenmeno urbano no mundo.Geografia 1a srie Volume 131Sensoriamento remotoRemoto quer dizer distante, logo, o sensoriamento remoto um meio para a obteno de in-formaes a distncia. O sensor capta a interao dos objetos com a radiao eletromagntica, e essa interao transformada em informao. Esse um dos tipos de sensor que existem.As fotografias areas so outro produto do sensoriamento remoto, podendo ser utilizadas, por exemplo, para produo de mapas. Elas so obtidas no chamado nvel suborbital. No nvel orbital (sensores ticos orbitais localizados em satlites) so coletadas informaes meteoro-lgicas, teis para previses do tempo, por exemplo. Mas um uso fundamental das imagens de satlite est ligado ao estudo e localizao de recursos naturais, como no caso do satlite Landsat.As condies orbitais em que se encontram os satlites permitem que suas imagens cubram grandes extenses da superfcie terrestre de forma repetitiva. Permitem tambm a coleta de infor-maes em diferentes pocas do ano e em anos distintos, o que facilita os estudos dinmicos em diferentes escalas, desde as continentais e as regionais at as locais, como, por exemplo, disponi-bilizar a imagem de uma casa.Alm de desenvolver mapas, o sensoriamento remoto permite, ainda, obter informaes sobre reas minerais, bacias de drenagem, agricultura, florestas; fazer previses com relao ao planejamento urbano e regional; monitorar desastres ambientais, como enchentes, polui-o de rios e reservatrios, eroso, deslizamentos de terras, secas; monitorar desmatamentos; realizar estudos sobre correntes ocenicas e movimentao de cardumes, aumentando, assim, a produtividade da atividade pesqueira; realizar estudos para a construo de rodovias e li-nhas de fibra tica; fazer estimativas de reas plantadas em propriedades rurais para fins de fiscalizao do crdito agrcola; identificar reas de preservao permanente e avaliar o uso 1. Leia o texto considerando o roteiro a seguir. Ao longo da leitura individual, grife as palavras que desconhece e os trechos que gerarem dvidas. Em dupla, procure descobrir o significado das palavras j destacadas e os termos e passagens que vocs grifaram no texto, anotando-os em seu caderno. Ainda em dupla, releia o texto e destaque as definies e as passagens principais (por exem-plo, o que sensoriamento remoto, o que o sensoriamento suborbital, o que o sensoria-mento orbital, o que o sensoriamento remoto orbital pode nos informar etc.).Geografia 1a srie Volume 132a) Como funciona o sensor remoto para a obteno de imagens de satlite?b) Quais so os principais usos do sensoriamento remoto?2. Examine detidamente o quadro a seguir. Satlite geoestacionrio Satlite orbitalTem uma rbita equatorial e movimenta-se com velocidade coincidente com a de rotao da Terra.Percorre uma rbita em torno da Terra, circulando-a vrias vezes por dia.Pode captar muitas imagens de uma mesma poro da superfcie terrestre em um curto intervalo de tempo.Pode captar imagens de diversas pores da superfcie terrestre, registrando-as com detalhes.Por fornecer dados contnuos, apropriado para acompanhar dinmicas locais e a evoluo de eventos, como a incidncia de queimadas na Amaznia, sendo tambm usado na rea de telecomunicaes.Apropriado para produzir informaes mais detalhadas e precisas, algumas das quais no seriam possveis de ser obtidas de outra forma.Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.do solo; implantar polos tursticos ou industriais; avaliar o impacto da instalao de rodovias, ferrovias ou de reservatrios etc.Os dados obtidos por sensoriamento remoto contribuem para o desenvolvimento do plane-jamento regional, ao disponibilizar informaes privilegiadas, que, depois de cruzadas com dados socioeconmicos, permitem estabelecer panoramas de alta confiabilidade com relao s reais necessidades dos municpios, apontando reas de vulnerabilidade ambiental.Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.Geografia 1a srie Volume 133a) Considerando o quadro e a anlise realizada, defina o que um sensor remoto orbital e res-ponda se existem satlites com essa tecnologia.b) Qual dos dois tipos de satlite geoestacionrio ou orbital mais adequado para acompanhar a evoluo de fenmenos (captados em imagens) durante um curto espao de tempo? Por qu?c) Qual dos dois tipos de satlite geoestacionrio ou orbital pode obter imagens mais amplas da superfcie terrestre? Por qu?Veja a imagem de satlite a seguir para responder s questes.1. Qual parte do globo terrestre a imagem mostra?2. Que fenmeno da natureza ficou registrado na imagem? Por que se retrata regularmente o fen-meno em destaque na imagem?Geografia 1a srie Volume 134Fonte: Departamento de Satlites Ambientais do INPE (12 mar. 2008). Disponvel em: . Acesso em: 12 nov. 2013.3. Essa imagem foi registrada por um satlite geoestacionrio. Em que posio em relao Terra se encontrava esse satlite para poder tirar essa foto? Depto de Satlites Ambientais do INPEGeografia 1a srie Volume 135Voc e seus colegas, sob orientao do seu professor, vo realizar uma pesquisa sobre imagens de satlite presentes em nosso cotidiano. Para tanto, considerem o roteiro a seguir.1. Individualmente, coletem imagens de satlite disponveis em jornais e revistas (caso no as encontrem, vocs podem busc-las em livros didticos e paradidticos, atlas geogrficos escolares etc.). Cataloguem cada uma delas de acordo com os seguintes critrios: 2. Em grupo, analisem o resultado da coleta que cada um fez e, com esse material organizado, elaborem, em uma folha avulsa, um relatrio sobre as imagens de satlites que esto presentes em nosso cotidiano. Devem integrar os relatrios itens como:Em seu caderno, faa um texto para discutir a importncia das imagens de satlite com base nas questes a seguir. Qual a utilidade das imagens de satlite para a previso dos fenmenos climticos (se for necessrio, faa uma pequena pesquisa no seu livro didtico, ou em outro material ou fonte)? Qual o tipo de satlite ideal para o monitoramento climtico: geoestacionrio ou orbital? Justifique no texto a sua opo. tema da imagem (clima, desmatamento, urbano etc.); extenso coberta pela imagem (por exemplo: Amrica do Sul, Brasil ou uma cidade); veculo no qual a imagem foi publicada (jornal ou revista); data da publicao e da imagem (se houver); periodicidade da seo na qual a imagem foi publicada (se a imagem aparece em uma seo peridica ou em uma publicao eventual, associada a um assunto especfico). para que servem as imagens e qual o uso que as pessoas podem fazer delas; o que as imagens relativas a um mesmo fenmeno permitem conhecer deste fenmeno (um exemplo: h muitas informaes recentes sobre o desmatamento na Amaznia, e bem provvel que vocs terminem encontrando imagens que os ajudem a ter uma viso de conjunto desse fenmeno).Geografia 1a srie Volume 136Geografia 1a srie Volume 137SITUAO DE APRENDIZAGEM 3 GEOPOLTICA: O PAPEL DOS ESTADOS UNIDOS E A NOVA DESORDEM MUNDIALPara comeo de conversa1. Existe um termo muito utilizado para se falar da situao mundial, das relaes e dos conflitos internacionais: geopoltica. O que h por trs dessa palavra que mistura os termos geo e poltica? Ser uma mistura de geografia e poltica? Justifique sua resposta.2. A invaso do Iraque pelos Estados Unidos da Amrica, em 2003, derrubou o presidente Saddam Hussein.a) A Organizao das Naes Unidas (ONU), fundada em outubro de 1945, aps o fim da Segunda Guerra Mundial, tem como uma de suas funes tentar resolver conflitos interna-cionais. A invaso do Iraque pelos EUA foi discutida na ONU? Por qual rgo da entidade? Que pases participaram dessa discusso?b) A ONU aprovou a invaso? Todos os pases estavam de acordo com os EUA? Em caso nega-tivo, quais se manifestaram contra?c) Um ano antes de ocupar o Iraque, os EUA invadiram o Afeganisto. Onde se localizam esses dois pases? O que voc sabe a respeito dessa regio do mundo?!?Geografia 1a srie Volume 138d) Por que, em um prazo to curto, os EUA invadiram militarmente o Afeganisto e o Iraque? Qual a relao dessa invaso com o atentado terrorista aos EUA, em 11 de setembro de 2001? Justifique.Leitura e anlise de mapaPara responder s questes, veja o mapa a seguir, que mostra uma ideia de ordem mundial.1. Procure localizar e identificar as reas onde havia fronteiras fechadas durante a Guerra Fria (observe a legenda, se necessrio).2. O que esse fechamento de fronteiras simbolizava? Teria ele relao com a ampliao das relaes das superpotncias da poca? Quais eram essas superpotncias?3. Voc sabia que a rea sob influncia da Unio das Repblicas Socialistas Soviticas (URSS) foi chamada de Cortina de Ferro e procurava se fechar influncia da superpotncia estadunidense? Esse fato no indica a grande importncia existente na capacidade geogrfica dos pases de atuar na arena internacional? Justifique.Geografia 1a srie Volume 139La bipolarit et lordre westphalien (1950-1980). Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013.Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico). Traduo: Rene Zicman.Projeo de J. Bertin, 1950A BIPOLARIDADE E A ORDEM WESTFALIANA - 1950-1980Os territriosA bipolaridadePases ligados aos EUA por um acordo militar, como a OtanFronteiras fechadaspela Guerra FriaImplante do EstadoConflitos ligados definio das identidades territoriais ou separatistasOutros pases ligados ao bloco do Oeste (1980)Outros pases ligados ao bloco do Leste (em torno de 1980)Conflitos ou crises ligadosao enfrentamento Leste-OestePases ligados URSSpor um acordo militar, como o Pacto de VarsviaCoreia, 1950-53Cuba 1962Nicargua1979-90IrlandaPas BascoSaara Ocid.Ex-IugoslviaCurdistoNigria 1970-75EtipiaSomliaSri LankaGrandes Lagosanos 1960 e 1990Indochina, Vietn1945-75Oficina de cartografia da Sciences Po,R. GIMENO, C. GOIRAND, outubro de 1998Geografia 1a srie Volume 140Observe o quadro:Pas Fora militar Fora econmicaFora culturalFora geogrfica (fora espacial)EUA ++++ ++++ ++++ ++++Frana + +++ +++ +++Alemanha +++ ++ +++Japo +++ +++ +++Reino Unido (Inglaterra) ++ +++ +++ +++China +++ +++ ++ ++ndia ++ ++ +++ ++Espanha + ++ ++ ++Rssia +++ ++ ++ ++Brasil ++ + +Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.Fora militarFora econmicaFora culturalFora geogrfica(fora espacial)2. Quais pases podem ser designados como superpotncias e quais seriam apenas potncias?1. Defina os elementos presentes no quadro.Geografia 1a srie Volume 1413. Qual seria a fora geogrfica exercida pelo Brasil? Justifique.Leitura e anlise de textoLeia o texto e assinale todas as passagens que abordam as aes do governo dos EUA voltadas para o exterior com vistas a: a) ampliar seu territrio; b) proteger seu territrio; c) aumentar sua influncia regional. Para cada tipo de ao, use uma cor diferente para grifar o texto.A vocao geopoltica dos EUANo curso da histria, a potncia de um Estado nacional territorial se manifestou por aes de dominao, tanto econmicas como culturais; pela conquista de territrios, quando populaes fo-ram destrudas, submetidas, assimiladas ou incorporadas ao Estado mais poderoso. Mas a potncia tambm se manifestou como proteo com relao aos Estados mais frgeis. Aumentar o nmero de aliados, em especial, se so vizinhos, ajudou a resistir a invases e agresses de outras potncias.Os EUA, a grande superpotncia do mundo contemporneo, inscreve-se nessa histria desde a sua independncia. Um marco notrio da sua postura geopoltica ativa ficou conhecido como a Doutrina Monroe. Em 2 de dezembro de 1823, o presidente James Monroe enviou ao Congresso estadunidense a seguinte mensagem:Julgamos propcia esta ocasio para afirmar, como um princpio que afeta os direitos e interesses dos Estados Unidos, que os continentes americanos, em virtude da condio livre e independente que adquiriram e conservam, no podem mais ser considerados, no futuro, como suscetveis de colonizao por nenhuma potncia europeia.A preveno contra as potncias colonizadoras europeias da poca, para proteo de seu territ-rio em constituio, passava pela aliana com os pases vizinhos das Amricas do Norte, Central e do Sul e pelo apoio a esses pases contra essas mesmas potncias. Alis, Monroe foi o primeiro presidente a reconhecer as colnias espanholas como independentes. Pode-se afirmar que nesse momento apenas se configurava o que j havia sido fecundado anteriormente e enunciado pe-los seus primeiros presidentes, como George Washington e Thomas Jefferson.Posteriormente, respaldados nessa viso geopoltica de proteo contra outras po-tncias, os EUA partiram para a ampliao do seu prprio territrio. Alm de acordos amigveis e da compra de territrios, os EUA tambm fizeram guerras e submeteram ou-tros povos, como testemunham as brutais aes militares contra indgenas e mexicanos durante o processo de ampliao do territrio estadunidense para o Oeste (chegando at o Oceano Pacfico) e para o Sul.Alguns anos depois, um novo presidente, James Knox Polk, exacerbou o contedo da Doutrina Monroe, que pregava a Amrica para americanos. Com Polk, ampliou-se a in-Geografia 1a srie Volume 142fluncia direta no contexto americano, o que j mostrava o pas como potncia que criava uma ordem regional, no caso. Este presidente defendia a ideia de que os EUA estariam abertos a qualquer pas que estivesse disposto a anexar-se a eles. Na verdade, isso pode ser interpretado como uma justificativa para a anexao de antigas reas coloniais espanholas: Texas, Novo Mxico, Califrnia, Colorado, Utah e Arizona, que estavam associadas ao Mxico. Com isso, este ltimo foi despojado de do seu territrio na poca.Em meados do sculo XIX, a ampliao do territrio dos EUA continuava alternando compras, acordos e anexaes. Os Estados Unidos adquiriram dimenses continentais. Mas quela altura o pas dividia-se internamente entre os interesses do Norte, que almejava modernizao econmica e o fim da escravido, e os interesses do Sul, dominado por uma aristocracia agrria sustentada pela escravido. Esses interesses inconciliveis redundaram em uma guerra civil que terminaria com a derrota do Sul. A partir desse momento, o pas entrou em um perodo de grande desenvolvimento.A expanso da rede ferroviria e de comunicao teve um papel fundamental na consoli-dao geogrfica desse territrio continental e na coeso de uma sociedade ainda desarticulada. Some-se a isso o enorme desenvolvimento agrcola no Sul e no Oeste, que de nada adiantaria se o escoamento dessa produo no fosse protegido por uma legislao que garantisse reserva de mercado e restringisse produtos estrangeiros, o que um exemplo de ao geopoltica. Tudo isso contribuiu para que os EUA alcanassem a liderana poltica nas Amricas, acentuada por aes cada vez mais agressivas nas Amricas Central e do Sul. Na poca j se falava no imperialismo estadunidense, expresso at hoje brandida por muitas lideranas e foras polticas do continente.No sculo XX, por exemplo, a Amrica Central foi alvo de uma formidvel ao geopol-tica dos EUA, ao essa caracterizada pelo expansionismo econmico e pelo militarismo prote-tor. Os investimentos na rea foram significativos, passando inclusive pela construo de uma infraestrutura de grande porte: o Canal do Panam.Quando esse investimento correu o risco de ser apropriado pelas foras locais dos pases da Amrica Central, aes intervencionistas foram realizadas em nome da liberdade, da demo-cracia, figuras de um bem comum que no existem realmente. Isso deixa esse intervencionismo nu, revelando sua verdadeira motivao: os interesses prprios dos EUA e a autoproteo, a qualquer custo e em qualquer territrio, de seus negcios.Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.1. Complete o quadro a seguir, sintetizando os aspectos abordados no texto.Aes do governo estadunidense voltadas para o exterior com vistas a:Ampliar seu territrioProteger seu territrioAumentar sua influncia regionalGeografia 1a srie Volume 1432. Comparando-se essa trajetria dos EUA com a do Brasil, haveria aspectos semelhantes no que diz respeito s aes em relao aos seus vizinhos e ao mundo? Justifique.3. Considerando o que foi lido, voc acha que se pode definir geopoltica como aquela ao voltada para o exterior (para os vizinhos e o mundo), visando defesa dos interesses e s estratgias de expanso do poder de uma nao? Justifique, usando o exemplo dos EUA.4. O Estado nacional e territorial dos EUA (a sociedade estadunidense) declararam seus motivos para invadir o Iraque. Que outros motivos pode ter tido o governo estadunidense para essa in-vaso? Justifique com base no texto.5. O que faz que o governo e o Congresso estadunidense, sua populao, enfim, decidam pela guer-ra, se outros pases, at mesmo os aliados, so contra? Essa ousadia geopoltica dos EUA pode ser atribuda sua condio de nica superpotncia contempornea? Argumente.Geografia 1a srie Volume 144APRENDENDO A APRENDERA histria da formao dos EUA como uma superpotncia pode ser objeto de vrias ativi-dades de aprofundamento. E aqui voc pode aproveitar uma oportunidade que vem do prprio poderio dos EUA: o cinema estadunidense. Essa manifestao muito familiar: est em grande quantidade nas salas de cinema, mas tambm nas videolocadoras e na televiso. Alm da diverso, com orientao, possvel usar os filmes dos EUA como fonte de aprendizado da geopoltica em si e da ao geopoltica estadunidense no mundo. Voc j reparou quantos filmes de guerra o cinema americano produz? Voc j notou que existem filmes que j representam episdios da histria recen-te, como a guerra no Iraque? Quando voc assistir a um filme dessa natureza, procure ficar atento s localidades; s questes levantadas; aos interesses que esto em jogo etc. Tudo isso bastante til.Leia o texto a seguir, que aborda aes recentes dos EUA no mundo. Ele traz um conjunto de termos muito usados nas discusses conflituosas das relaes internacionais (geopoltica, imperia-lismo, doutrina, barbrie, terrorismo, medidas de exceo etc.). Grife todos aqueles que no foram compreendidos, procure seus significados no dicionrio e registre-os em seu caderno.A Doutrina Bush e A Sndrome do 11 de setembroAps o ano de 2001, uma data ganhou a condio de sndrome mundial o 11 de setembro. A histria recheada de eventos que adquirem significados extremamente reveladores, pois representam continuidades e descontinuidades, atingindo o imagin-rio de uma forma tal que, a partir de um dado momento, o que ainda no percebido, ganha novos contornos. Assim ocorreu com o 11 de setembro de 2001. Aps esses seis anos, com a dissipao da poeira da Histria, possvel compreender melhor as razes e os propsitos que justificam a escalada do terror e as novas cartadas em jogo no sistema internacional. [...]A Doutrina Bush a Estratgia de Segurana Nacional dos EUA, encaminhada pelo pre-sidente George W. Bush ao Congresso em setembro de 2002, sob o impacto dos atentados de 11 de setembro de 2001, e revista no segundo mandato, em maro de 2006. Trata-se, de fato, de uma articulao de direita que, desde 1970, tenta impor suas ideias para mudar os rumos da poltica externa estadunidense, com o intuito de criar as condies para um novo Oriente Mdio, no qual os EUA teriam influncias diretas.Geografia 1a srie Volume 145Logo aps os ataques de 11 de setembro, anlises conservadoras apontavam que os futuros conflitos adviriam de um choque entre o Ocidente, judaico-cristo, e o Oriente, islmico e multi-facetado, o que configurava a adoo de uma postura maniquesta do Bem contra o Mal.O alvo da Doutrina Bush no se resume, apenas, a combater o terrorismo islmico. Ela nada mais do que o incio da aplicao da teoria dos falces, ou seja, do novo imperialismo alinhado com Israel. Aps o brbaro ataque s torres gmeas e ao Pentgono, a sociedade estadunidense, antes relutante em apoiar projetos de interveno direta, passou a endossar as medidas de exceo.A Doutrina Bush, ao criar o eixo do mal, criou tambm as condies para perpetuar o que o escritor Demtrio Magnoli denomina poca de barbrie, ou seja, no uma declarao de guerra a um Estado, mas ao terror, e este difuso e no tem residncia fixa.Cabe, sem dvida, uma reflexo acerca do conceito de terrorismo. Teoricamente considera-se terrorismo o uso da violncia sistemtica, com objetivos polticos, contra civis ou alvos militares que no estejam em operao de guerra. Como explicar, porm, aes de Estado como os ataques a Hiroshima e Nagasaki, ao final de II Guerra Mundial, e as aes israelenses nos territrios palestinos e agora no Sul do Lbano? H que se estabelecer uma nova classificao de terrorismo o de Estado. E por meio dele que as potncias militares sustentam a tese de que a melhor defesa o ataque. [...]SILVA, Angela Corra da. A sndrome do 11. Revista Discutindo Geografia. So Paulo: Escala Educacional, 2006. Adaptado.1. Como aparece a palavra geopoltica nesse texto? De que forma ela empregada para se referir s estratgias dos EUA no Oriente Mdio?2. Considerando-se a dimenso da geopoltica que corresponde defesa do seu territrio, em que passagem do texto esse aspecto pode ser identificado? Essa dimenso j aparecia nas aes hist-ricas dos EUA? Vale consultar o texto anterior para essa resposta.Geografia 1a srie Volume 1463. Outra dimenso da geopoltica a ao fora do seu territrio, procurando aumentar a influncia do pas sobre os seus vizinhos, por exemplo. Nesse sentido, compare as aes mencionadas no texto A vocao geopoltica dos EUA com as que aparecem no texto A Doutrina Bush e A Sndrome do 11 de setembro. O que mudou?4. A Doutrina Bush coerente com a denominada Doutrina Truman. Pode-se dizer que a partir deste momento as aes geopolticas estadunidenses j haviam adquirido escala mundial, quer dizer, tinham extrapolado a escala regional? Justifique. Desafio!A proposta agora aumentar o quadro da pgina 40 com mais cinco pases. Escolha aqueles sobre os quais voc possui informaes, ou a respeito dos quais consegue pesquisar rapidamente. Em seguida, atribua a eles sinais segundo suas foras em cada um dos itens.Pas Fora militarFora econmicaFora culturalFora geogrfica (fora espacial)Geografia 1a srie Volume 147Os pases que voc acrescentou ao quadro, e qualificou com sinais, podem ser chamados de potncias? Eles se encontram em situao prxima ou abaixo do Brasil? Justifique.Agora, seu desafio elaborar um mapa que represente, de maneira clara e objetiva, as foras geopolticas da atualidade. Para isso, os passos so os seguintes: O que cartografar: o quadro qualitativo da fora (militar, econmica, cultural e geogr-fica) dos pases, que pode lhes dar a condio de potncia, foi acrescido de mais cinco na-es. E todos os integrantes da lista devem ser classificados segundo as quatro categorias do quadro. Ateno: mesmo que se chegue concluso de que existem vrios nveis de potn-cia, para a realizao de um mapa que tenha qualidade visual e capacidade comunicativa, preciso reduzir a informao visual ao que o olho humano apreende. Por isso, mais de quatro grupos j comea a escapar dessa capacidade do olho humano. Quais seriam, ento, as quatro categorias de potncias? Tal o destaque dos EUA que no h sentido em consider-los em conjunto com outras potncias. Trata-se da nica superpo-tncia; logo, esse pas representar a primeira categoria. A segunda categoria ser composta dos pases que podem ser chamados de potncia (os que esto no quadro e mais algum que voc tenha acrescentado). A terceira categoria ser composta do Brasil e de outros que, na pesquisa, voc tenha considerado razoavelmente prximos ao nosso pas. A quarta catego-ria ser dos pases restantes. Como cartografar: o primeiro passo ser encontrar uma projeo que transmita o que se quer expressar. Exercite esse mapa nas diversas projees apresentadas no comeo deste Caderno (p. 11 e 12) e, posteriormente, defina aquela que melhor expressou visualmente a ordem mundial comandada pelas potncias. A linguagem: a ideia dessa cartografia no mostrar onde ficam os pases da tabela, e sim mostrar as foras diferentes, as diversas condies de potncia, da mais forte para a mais fraca. Assim, preciso ordenar o fenmeno, o que pode ser feito usando tonalidades de uma nica cor. Escolha essa cor e aplique os tons mais fortes para as maiores potncias e os mais fracos para os pases mais frgeis.Geografia 1a srie Volume 148 Ataques a Hiroshima e Nagasaki. Ataques de 11 de setembro de 2001 Nova Iorque (EUA).Busquem informaes sobre os seguintes fatos histricos mencionados no texto A Doutrina Bush e A Sndrome do 11 de setembro e elaborem, em uma folha avulsa, um texto que explique a posio geopoltica dos EUA em cada um desses fatos histricos.Geografia 1a srie Volume 149SITUAO DE APRENDIZAGEM 4 OS DESERDADOS NA NOVA ORDEM MUNDIAL: AS PERSPECTIVAS DE ORDEM MUNDIAL SOLIDRIAPara comeo de conversaConsiderando o mundo em que vivemos, voc pode afirmar que h paz? Liste os conflitos que voc conhece, os que venham sua memria. Procure organiz-los do mais antigo ao mais recente e tambm situe onde eles ocorreram ou ocorrem.!?Geografia 1a srie Volume 150Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico).Leitura e anlise de mapaVeja detidamente o mapa a seguir.AfeganistoColmbiaVenezuelaEquadorIraqueSudoSomliaLibriaB. RDCCongoCamaresSri LankaRssiaVietnSriaP. J.AngolaSrviaB.Ale.Fr.SuciaC.EUA Reino UnidoPaquistoIrTurquiaTanzniaR.ZmbiaU.QuniaEti.Eri. ImenChadeArgliaMauritniaEgitoRep. C.-AfricanaCosta do MarfimSaaraOcidental ndiaBirmniaBangladeshButoNepalAfeganistoQuirguistoColmbiaPeruMxicoGuatemalaIraqueSudoAzerbaijoUzbequistoTurcomenistoSomliaLibriaSenegalMaliBurundi RDCCongoRssiaFilipinasLbanoChipreSriaPalestinaIsraelAngolaGergiaArmniaSrviaMacedniaKosovoBsnia e HerzegovinaPaquistoTurquiaRuandaZimbbueUgandaQuniaEtipiaEritreiaImenChadeNgerArglia LbiaRep. C.-AfricanaCosta do MarfimNigriaTogondiaBirmniaLaosTailndiaIndonsiaTimor-LesteBangladeshSri LankaNepalTailndiaMalsiaChina1 900 0001 030 000100 000Os refugiados palestinos no figuram no mapa. Eles no so da competncia do ACNUR, mas da Agncia das Naes Unidas de Assistncia aos Refugiadosda Palestina no Oriente Prximo (UNRWA), criada em 1949 e responsvel pelos programas de cooperao (educao, sade, assistncia social,luta contra pobreza, projetos de desenvolvimento). Eles so definidos como aqueles que residiam na Palestina entre junho de 1947 e maio de 1948e perderam moradia e meios de sobrevivncia devido ao conflito rabe-israelense de 1948. Os atuais 5 milhes de refugiados palestinos vivemna proximidade ou dentro dos 58 campos oficiais (Jordnia, Lbano, Sria, Gaza e Cisjordnia). 500 00040 00020 000EfetivosQuantidade3 672 1001 000 00062 000200 000Refugiados (movimentostransfronteirios)Efetivos internosassistidos pelo ACNUR Deslocados internos (dentro de um Estado)Deslocados internosmencionados pelo ACNURFontes: ACNUR, Statistical Yearbook 2010, Trends in Displacement, Protection and Solutions, Genebra, 2011, www.unhcr.org ;IMDC, www.internal-displacement.orgAbreviaes: C. : Crocia, B. : Bsnia e Herzegovina,P. : Palestina,J. : Jordnia, U. : Uganda,R. : Ruanda, B. : Burundi.Atelier de cartographie de Sciences Po, 2012Deslocados internos e refugiados segundo ACNUR, situao no final de 2010Geografia 1a srie Volume 1511. Observe a segunda parte da figura, cujo ttulo Refugiados (movimentos transfronteirios). Que mapa esse? Qual seu tipo, segundo as classificaes feitas na primeira parte deste Caderno? Qual a principal varivel utilizada?2. Alm de direes, essa varivel visual aplicada ao mapa est informando mais alguma coisa? Justifique.3. Onde se situam os maiores fluxos de refugiados? Quais so suas principais direes?4. Qual a tendncia mais comum dos refugiados no seu movimento de fuga?PESQUISA EM GRUPOSob orientao de seu professor, organizem-se em grupos e faam uma rpida pesquisa sobre uma das reas apresentadas no mapa da pgina 50.O objetivo saber, de forma bsica, qual conflito est em andamento (guerra entre pases, guerra civil), suas razes e consequncias para a populao. Combine com seu professor como devero ser apresentadas as pesquisas da turma.Geografia 1a srie Volume 152 Desafio!Leia o excerto a seguir, que apresenta um testemunho sobre um dos conflitos notados no mapa anterior. Quando Ishmael Beah tinha 12 anos e Serra Leoa j sofria com os ataques realizados pela Frente Unida Revolucionria , ele teve contato com os primeiros refugiados produzidos pelo incio da guerra civil, que passavam por seu vilarejo e contavam histrias terrveis. [...] Beah ainda no sabia que dentro de alguns meses, em 1993, seria a vez dele de fugir dos rebel-des e, aos 13, seria obrigado a se juntar ao Exrcito, tornando-se uma das milhares de crianas--soldado que lutariam na guerra civil que deixou milhares de mortos no pas de 5 milhes de habitantes. [...] Para Beah, um ano foi tempo suficiente para ter sua vida completamente modificada. Dos banhos de rio e partidas de futebol, nada restou. A nica preocupao era so-breviver. Na fuga, perdeu-se de toda a sua famlia. Passou fome, escapou da morte, presenciou assassinatos [...]. Quando acreditava que havia alcanado a segurana, recebeu um ultimato do Exrcito: todos os homens teriam que pegar em armas ou ento deixar a cidade. Era matar ou morrer. [...] Antes da batalha, as crianas recebiam anfetaminas [...]. Para completar, havia a lavagem cerebral. Eles manipulam a raiva que voc tem por dentro por ter perdido a famlia. Eles diziam: Voc perdeu sua famlia e esses caras so responsveis por isso. Precisa ving-los. Voc no tem outra escolha a no ser acreditar neles, diz Beah. [...] SUMMA, Renata. Ex-menino-soldado revive horror da guerra em livro. Folha de S.Paulo, 6 jul. 2007. Disponvel em: . Acesso em: 13 jul. 2013.Debata com seus colegas a respeito das questes a seguir e, ao final, registre suas concluses.1. O que justificaria o uso de crianas como soldados em conflitos?2. Qual a responsabilidade das potncias mundiais no surgimento e na manuteno desses conflitos?Geografia 1a srie Volume 153Leitura e anlise de mapaObserve o mapa a seguir.mtodo estatstico:mdias ajustadas com isolamento dos valores extremosAusncia de informaoAPD em dlares por habitante(mdia de 5 anos, 2000-2004)Estados doadores *0,0500,220,801,502,12Mdia mundial* A Coreia do Sul no um pas doador, mas no recebe mais APDRoberto Gimeno e Oficina de cartografia da Sciences Po, setembro de 2006MXIMATaiwanMacaundiaArbia SauditaHong KongBermudasMxicoDominicaKuwaitEAU2,122,031,951,931,501,481,461,111,061,05Palau,Micronsia,llhas Marshall, Nauru, Kiribati,Ilhas Salomo, Tuvalu, Samoa, Vanuatu, Fiji, Tonga, Ilhas CookProjeo J. BertinAjuda pblica ao desenvolvimento (pases beneficirios)Aide publique au dveloppement (pays bnficiaires). Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 23 jul. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico). Traduo: Rene Zicman.1. Em termos de cartografia, compare esse mapa com o mapa Deslocados internos e refugiados segundo ACNUR, situao no final de 2010 (p. 50). As representaes so diferentes ou seme-lhantes? Justifique.2. Quais so os pases que mais ajudam no desenvolvimento de outros pases? Ser a superpotn-cia? Ou sero outros os principais beneficiadores dos pases mais pobres?Geografia 1a srie Volume 1543. Na sua opinio, qual o interesse desses pases ao auxiliar os pases pobres?4. Os principais pases beneficiados so os mais pobres? O Brasil se enquadra nessa condio?5. Na Amrica Latina, quais so os pases menos beneficiados? Faa uma lista com ao menos cinco deles e diga se eles esto entre os mais pobres ou entre os mais ricos.6. Essas ajudas podem ser includas no conjunto das aes geopolticas ou, na verdade, represen-tam uma ao que foge aos interesses isolados e correspondem construo de uma nova soli-dariedade mundial? Justifique.7. O fato de parte significativa da opinio pblica mundial, assim como lderes de instituies e pases importantes, ter se colocado contra a invaso do Iraque pelos Estados Unidos da Amrica, somado ao avano das polticas de ajuda internacional (um exemplo encontra-se no mapa em anlise), pode significar um enfraquecimento da geopoltica estadunidense? Justifique.Geografia 1a srie Volume 155Depois do atentado terrorista a Nova Iorque, os EUA invadiram o territrio do Afeganisto, suposto esconderijo do lder terrorista Osama bin Laden. Devido operao militar, mais de 1 milho de pessoas fugiram para o Paquisto, seu vizinho. Em seu caderno, comente essa situao e compare com outras situaes visualizveis no mapa de refugiados.Geografia 1a srie Volume 156!? SITUAO DE APRENDIZAGEM 5 A MUDANA DAS DISTNCIAS GEOGRFICAS E OS PROCESSOS MIGRATRIOSPara comeo de conversa1. A populao brasileira foi formada, em boa medida, por povos vindos de outras partes do mundo, por processos migratrios estrangeiros. Quais foram os principais grupos que vieram para c? Quando vieram e para que parte do nosso territrio eles se dirigiram?2. Considerando os grupos citados e a poca em que vieram, estime quanto tempo duravam, em mdia, as viagens martimas. 3. Um grupo importante de imigrantes que se estabeleceu no Brasil nas primeiras dcadas do sculo XX foi o de japoneses. O Brasil o pas que tem a maior comunidade de origem japonesa fora do Japo. Para fazer o percurso Japo Brasil, que distncia geogrfica teve de ser percorrida por esses imigrantes?Geografia 1a srie Volume 1571. O navio Kasato Maru trouxe os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, em 1908. Considerando essa data, a distncia Japo Brasil e as caractersticas visuais do navio, tente estimar quanto tempo durou essa viagem. 2. Se o imigrante japons aqui chegando se arrependesse, seria fcil voltar imediatamente ao Japo? Justifique.3. Atualmente, existem muitos brasileiros trabalhando no Japo. Para chegar a esse distante pas da sia, quanto tempo leva em mdia a viagem de avio? Kasato Maru foi o primeiro navio que trouxe imigrantes japoneses ao Brasil, em 1908. Cortesia Jos Giraud/Laire Jos GiraudObserve a imagem a seguir: Geografia 1a srie Volume 1584. Os brasileiros que esto no Japo so imigrantes definitivos ou trabalhadores temporrios? Existe a possibilidade de eles retornarem facilmente ao Brasil?5. Pode-se afirmar que hoje o Japo ficou mais perto do Brasil? Faz sentido dizer que a distncia geogrfica que separa esses dois pases tem outro significado em comparao com o tempo de viagem do Kasato Maru? Justifique.6. Nos dias atuais, o que permite percorrer essa distncia com maior facilidade e rapidez?Leitura e anlise de mapaObserve o mapa na prxima pgina e responda s questes.1. A projeo desse mapa foi apresentada na Situao de Aprendizagem 1. Qual ela? Quais so suas caractersticas quando comparada a um mapa-mndi que voc est acostumado a observar?2. Nesse mapa esto representados dois aspectos de um mesmo fenmeno, as migraes interna-cionais. Voc consegue identificar onde esses aspectos so mais intensos sem consultar a legen-da? Com base em sua resposta, explique por que esse um mapa para ver, e no para ler.Geografia 1a srie Volume 159Les migrations, fin du XXe sicle. Atelier de Cartographie de Sciences Po. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico).3. Nesse mapa esto representados fluxos que correspondem a diferentes quantidades. a) Qual foi o recurso grfico usado para dar a ideia de movimento de um continente ou de um pas a outro? Voc acha que todos vo entend-lo da mesma maneira? Por qu?b) Que varivel visual foi utilizada para mostrar que um fluxo tem mais imigrantes que o outro?c) Cite trs pases (e/ou regies) no planeta que esto recebendo os maiores fluxos migratrios. Na sua opinio, por que eles atraem tantos imigrantes?d) De quais locais partem esses fluxos migratrios? Se usarmos os pontos cardeais, podemos dizer que se trata de um movimento migratrio sul norte? O que mais se pode deduzir?Geografia 1a srie Volume 1604. Esse mapa tambm representa a maior ou a menor presena dos imigrantes na composio da populao dos pases. a) Que varivel visual usada nesse caso?b) Voc considera correto escolher a tonalidade mais escura de uma cor para representar maior intensidade de um fenmeno? Justifique.c) Considerando a participao dos imigrantes no conjunto das populaes dos pases, o mapa nos d que tipo de informao?Leia com ateno o quadro a seguir. Comparando-o com o mapa As migraes, final do sculo XX (p. 59), indique as quantidades relativas aos fluxos migratrios. Se for preciso, some alguns valores representados pelas setas. Caso julgue necessrio, utilize outro mapa-mndi para auxiliar na identificao dos diferentes pases.Os grandes sistemas migratrios contemporneosQuantidades relativas aos fluxos migratrios (em milhes)1. Magreb Frana2. Subcontinente indiano Inglaterra3. Oriente Prximo e Cucaso Alemanha4. frica Meridional Europa5. ndia e Paquisto pases petroleiros do Oriente Mdio6. Amrica do Sul e Amrica Central e Caribe Estados UnidosGeografia 1a srie Volume 161Fonte: DURAND, M.-F. et al. Atlas de la mondialisation. dition 2008. Paris: Presses de Sciences Po, 2008. p. 24.Leitura e anlise de grfico Veja o grfico a seguir: 1. Com base no grfico, o que se pode afir-mar a respeito dos fluxos migratrios in-ternacionais?2. O grfico nos mostra a variao no fluxo de imigrantes direcionado a alguns pases. O que ele revela de mais evidente ao longo do tempo? 3. Compare a evoluo dos fluxos de imigrantes na Europa Ocidental e na Argentina.Geografia 1a srie Volume 1624. Considerando a participao dos imigrantes no conjunto da populao dos EUA e os fluxos (ta-manho e direo) representados no mapa As migraes, final do sculo XX (p. 59), voc acha que a participao dos imigrantes na populao dos EUA vai diminuir ou aumentar? Por qu?Em pequenos grupos, considerem os trs materiais apresentados: o mapa As migraes, final do sculo XX (p.59); o quadro Os grandes sistemas migratrios contemporneos (p.60); o grfico Evoluo dos efetivos de migrantes, 1910-2000 (p.61).Produzam um relatrio sobre um dos sistemas migratrios contemporneos. Para tal, faam uma pesquisa sobre o fluxo escolhido. O relatrio dever ter trs partes:Parte 1 Caracterizao do fluxo escolhidovolumes estatsticos que podem ser extrados do mapa e do grfico;direes geogrficas origem e destino;temporalidades quando se iniciou, perodo em que se acelerou, situao atual;condio anterior do pas (ou da rea) que recebe o fluxo que grau de participao os imi-grantes j tm na composio da populao daquele pas.Parte 2 Compreenso do sistema migratriocaractersticas econmicas e sociais dos pases (e/ou regies) de onde saram ou esto saindo migrantes;caractersticas econmicas e sociais dos pases (e/ou regies) que receberam ou esto rece-bendo migrantes.Parte 3 Avaliao sobre os fluxos migratriosA sugesto aqui realar a importncia da diminuio das distn-cias geogrficas e a acelerao das interaes entre pessoas. Esses dois fatores estariam construindo uma globalizao das relaes humanas (o aumento da mobilidade geogrfica de bens, de mercadorias e pes-soas para alm dos limites territoriais dos pases e das regies vizinhas).Uma frase pode inspirar a finalizao desse relatrio debatido em grupo: O documento mais importante nesse mundo globali-zado no a carteira de identidade, e sim o passaporte.Combinem com seu professor o modo de apresentao do re- latrio.Geografia 1a srie Volume 1631. Leia com ateno as informaes que se encontram no quadro a seguir: Caractersticas das migraes internacionais contemporneas1. Nos ltimos 40 anos, houve o dobro de migrao internacional, o que traz muitas difi-culdades nas relaes sociais em vrias partes do mundo.2. So aproximadamente 200 milhes de migrantes internacionais em 2005. Apenas 3% da populao mundial. Eles so: migrantes regulares, clandestinos, refugiados etc.3. So tanto homens quanto mulheres. E 50% so economicamente ativos.4. Onze pases desenvolvidos concentram 40% dos imigrantes.5. No so os mais pobres que migram mais, pois no fcil migrar ( preciso ser acolhido e ter recursos, algo que os pobres imigrantes no conseguem facilmente).6. Aos migrantes propriamente ditos se acrescentam as migraes temporrias: por exemplo, o turismo, que mobiliza 700 milhes de pessoas ao ano.7. Para as informaes, bens e servios, no h tanta restrio na circulao, enquanto para a migrao h vrios freios. Depois dos anos 1970, as fronteiras esto se fechando aos imi-grantes, o que fez aumentar o nmero de imigrantes clandestinos. Por exemplo: seriam uns 7 milhes nos EUA.8. Para os pases de origem, por vezes as consequncias so negativas, como, por exemplo, no caso da fuga de crebros; por outras, so positivas para grupos que permanecem, em razo da remessa de recursos: em 2005 foram 225 bilhes de dlares, o que representa mais que a ajuda oficial direta para o desenvolvimento. Por vezes, um imigrante sustenta, em mdia, dez pessoas no seu pas de origem.Fonte: DURAND, M.-F. et al. Atlas de la mondialisation. dition 2006. Paris: Presses de Sciences Po, 2006. p. 22-23. Faa uma redao em seu caderno utilizando as informaes presentes nesse quadro, assim como outras que apareceram na Situao de Aprendizagem. Escolha um dos temas: A mudana das distncias geogrficas ou Os processos migratrios.2. Quais so as facilidades que os migrantes atuais tm em relao aos do passado? Descreva-as e discuta.Geografia 1a srie Volume 1643. Quais so as dificuldades que se impem ao processo migratrio da atualidade? Descreva-as e discuta.4. Leia com ateno:A ideia de que o tempo suprime o espao provm de uma interpretao delirante do encurtamento das distncias, com os atuais progressos no uso da velocidade pelas pessoas, coisas e informaes. A ver-dade que as informaes no atingem todos os lugares. [...] mnima a parcela de pessoas que mesmo nos pases mais ricos se beneficiam plenamente dos novos meios de circulao.SANTOS, Milton. A natureza do espao: tcnica e tempo, razo e emoo. So Paulo: Edusp, 1996. p. 161. Que aspecto da realidade est sendo destacado pelo autor nesse trecho do texto?5. Como pode ser explicado o crescimento da migrao clandestina em mbito mundial?Geografia 1a srie Volume 1656. Tomando como referncia a acelerao dos processos migratrios nos ltimos 40 anos, pode-se afirmar que:a) Os processos migratrios internacionais se aceleraram bastante, embora o continente euro-peu no tenha sofrido nenhum tipo de movimentao importante nesse perodo.b) Houve um aumento dos processos migratrios multidirecionais com o aumento da mo-bilidade humana, com predomnio de movimentos para os pases ricos.c) As migraes esto intensas com o fim da intolerncia tnica, o que significa que independen-temente da origem do imigrante ele ser absorvido no novo pas com os direitos de cidadania.d) Graas s polticas de cooperao entre os pases, criou-se um mercado de trabalho na escala mundial, o que permite uma imigrao internacional sem obstculos.e) Com a facilidade atual para os imigrantes, eles tendem a se enraizar mais nos seus novos pases, sendo cada vez mais difcil o retorno a seus pases de origem. Geografia 1a srie Volume 166Leitura e anlise de mapaSITUAO DE APRENDIZAGEM 6 A GLOBALIZAO E AS REDES GEOGRFICAS!?a) Que tipo de mapa esse? Que varivel visual est sendo utilizada nessa representao?b) Identifique onde ocorrem as manifestaes mais intensas do fenmeno representado. Cite algumas reas (pases e/ou regies) onde isso ocorre.1. Observe o mapa a seguir.Parcela de internautas(em %) 0,2 14 36 61 95ausnciade dadosmtodo estatstico: mdias ajustadasFonte: Unio Internacional de Telecomunicaes, www.itu.int Atelier de cartographie de Sciences Po, 2012Internautas, 2010Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico).Geografia 1a srie Volume 167c) Identifique as reas onde o fenmeno menos representativo. Cite pelo menos trs pases em diferentes continentes.d) Por que pode ser dito que esse um mapa para ver? Justifique.e) Descreva o mapa. possvel afirmar que o mundo inteiro est cada vez mais presente em cada lugar? Isso significa que as mesmas coisas esto em todos os lugares?2. Agora observe o mapa a seguir.SASI Group (University of Sheffield) e Mark Newman (University of Michigan). Disponvel em: . Acesso em: 24 jul. 2013.a) Por que, nesse mapa, as extenses dos blocos continentais e dos pases foram alteradas em relao s projees habituais?Mundo: posse de computadores pessoais, 2002Geografia 1a srie Volume 168b) Tendo ao lado um mapa-mndi convencional (com medidas baseadas no terreno), responda: considerando os blocos continentais e os pases, quais esto com suas extenses diminudas na anamorfose?c) Agora, ao contrrio, quais blocos continentais e pases esto com suas extenses aumentadas?d) Como a Amrica do Sul aparece nesse mapa?3. Com base nos dois mapas anteriores, responda s questes a seguir.a) Compare as situaes dos Estados Unidos da Amrica e da frica.b) O que pode ser dito em relao ao Brasil?c) possvel afirmar que a rede mundial conecta principalmente os pases desenvolvidos? Por qu? Qual desses mapas melhor informa sobre esse fenmeno?4. Computadores domsticos, nas empresas, nas instituies pblicas, conectados ao sistema tele-fnico e que permitem acesso a uma rea comum constituem uma rede? Justifique.Geografia 1a srie Volume 1695. possvel identificar, no espao das reas urbanas, outras infraestruturas que se organizam em redes? D exemplos.1. Um dos maiores exemplos da acelerao contempornea a do fluxo de informaes. Como o acesso a esse fluxo na atualidade?2. O que circula pela internet? Isso pode gerar proveito econmico? Explique.3. O poderio e o desenvolvimento econmico, assim como o desenvolvimento social, passam atual-mente tambm pelo acesso e pela capacidade de expanso e de controle dessa rede? Justifique.4. A maior ou menor participao em um mundo mais amplo, um mundo em que a distncia geogrfica tornou-se um obstculo menor (ou diferente), depende do acesso aos fluxos de infor-maes, de mercadorias, de capitais etc.? Justifique.Geografia 1a srie Volume 1705. Comente a seguinte afirmao: Quando se fala em globalizao, possvel entender que existe uma presena muito maior do mundo em cada localidade. H uma nova organizao do espao geogrfico que permite que o mundo esteja aqui e que tambm estejamos no mundo.1. H pouco tempo, o que hoje chamamos corporaes transnacionais eram conhecidas como empresas multinacionais. Por que voc acha que os termos mudaram? Empresa diferente de corporao? Em que medida o prefixo multi difere de trans? Explique.Geografia 1a srie Volume 1712. Considere o quadro a seguir e examine-o com ateno. Ele expe uma nova realidade geogrfica presente em nosso mundo.Produo industrial, agrcola e de servios mundializada; Interconexao potencial do mundo como um todo;Espao composto por inovaes tcnicas e cientficas;Intensos fluxos acelerados de bens materiais e de informaes;Espao estruturado como uma malha de redes espaciais. GlobalizaoCorporaes transnacionais;Estados nacionais (potncias e superpotncias). Agentes da globalizaoReordenamentos espaciais;Nova escala das relaes humanas: dos territrios nacionais para contextos geogrficos mais amplos, podendo chegar escala do planeta. Consequncias da globalizaoA malha de redes geogrficas da globalizao no envolve inteiramente o territrio nacional de um pas;O poder e as regras nos espaos globais esto em grande medida nas mos das corporaes transnacionais. A realidade globalElaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.A economia globalizadaa) Qual o papel das novas tecnologias nessa nova configurao mundial? Quais so as conse-quncias dessa nova ordem geogrfica para as relaes humanas? Justifique.b) Observe no quadro a presena e o papel das corporaes transnacionais. Indique em que situao elas aparecem e procure explicar o significado das referncias a essas corporaes.c) Em que tipo de espao, de fato, as grandes corporaes baseiam suas atividades? Geografia 1a srie Volume 1723. Leia agora um pequeno trecho de uma obra do gegrafo brasileiro Milton Santos:O interesse das grandes empresas economizar tempo, aumentando a velocidade da circulao. [...] Corporatizao do territrio a destinao prioritria de recursos para atender as necessidades geogr-ficas das grandes empresas.SANTOS, Milton. A natureza do espao: tcnica e tempo, razo e emoo. So Paulo: Edusp, 1996. p. 270. Qual a ideia central do texto? Em que medida essa ideia ajuda a compreender a lgica da globa-lizao econmica e o papel das corporaes transnacionais?Leitura e anlise de mapaObserve o mapa.Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.0 677 kmEspecializao e troca entre filiais de uma corporao automobilstica no Sudeste AsiticoOCEANOPACFICOOCEANONDICO0 600 kmNM A L S I AI N D O N S I AF I L I P I N A STAILNDIASistemas de transmissoPeas de motorEquipamentos eltricosPeas de forjariaGeografia 1a srie Volume 1731. Descreva o papel da seta como smbolo principal nessa representao cartogrfica.2. Qual o papel das cores nessa representao cartogrfica?3. Esse um mapa quantitativo ou qualitativo? Justifique.4. O que est representado nesse mapa? Podemos dizer que se trata da visualizao da rede geogr-fica de uma transnacional no Sudeste Asitico? Justifique.5. Considerando o significado da palavra montadora, responda: observando o mapa, possvel concluir que as filiais da corporao automobilstica atuam de forma integrada e complementar? Por qu?Geografia 1a srie Volume 1746. Se as filiais especializam-se fazendo apenas algumas peas, logo o automvel no fica completo em nenhuma delas. Considerando esse aspecto, o que pode ser entendido como empresa (ou fi-lial) montadora? No Brasil, as indstrias automobilsticas podem ser consideradas montadoras?7. Voltando observao do mapa, fica claro por que a empresa pode ser designada como uma corporao transnacional? Justifique.Reunidos em pequenos grupos, realizem uma pesquisa procurando at onde for possvel montar a rede geogrfica de uma corporao transnacional automobilstica.A fonte principal, nesse caso, a internet. Como a pesquisa em grupo, pode-se organizar uma visita casa de algum componente do grupo que tenha acesso internet ou a uma lan house acessvel a todos.ProcedimentosEntrem no site de qualquer grande corporao automobilstica;As informaes necessrias so as seguintes: unidades da empresa nos diversos pases e fun-es dessas unidades;Assinalem no mapa da prxima pgina a localizao das unidades nos diversos pases, criando um smbolo para as respectivas funes. Por exemplo: se for uma rea em que se produzem motores, faam um quadrado vermelho; se for uma rea em que se produzem peas de cm-bio, indiquem com um quadrado verde, e assim por diante. Organizem uma legenda e assim tero um esboo da rede geogrfica mundial de uma corporao transnacional. Lembrem-se, tambm, de citar a fonte dos dados e de dar um ttulo ao mapa.Geografia 1a srie Volume 175Planisphre, projection Bertin1950, 2011. Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico).Ttulo: _________________________________________________________________________________________________________________________________ Projection J. Bertin, 1950Geografia 1a srie Volume 176Leitura e anlise de imagem e quadroVista area de condomnio fechado. Barueri (SP), jun. 2006. Delfim Martins/Pulsar Imagens Juca Martins/Olhar ImagemFachada de shopping center, na Avenida Faria Lima. So Paulo (SP), 2006.Observe com ateno as fotos e o quadro a seguir:ABGeografia 1a srie Volume 177Redes geogrficas em So PauloPontos Habitaes em condomnio fechado centros administrativos isolados tambm em formato de condomnio fechado centros comerciais (shopping centers, hipermercados) fechados e protegidos outras instalaes do tipo (hotis, resorts urbanos)Linhas Vias expressas, avenidas cuja circulao predominantemente automobilstica1. Com base na observao da foto A e nas informaes que voc possui, caracterize o que um condomnio fechado residencial.2. Observe a foto B e, com as informaes que voc possui, caracterize o que um shopping center.3. Analisando as informaes das questes anteriores e utilizando seus conhecimentos, d exem-plos de redes geogrficas na cidade de So Paulo.Geografia 1a srie Volume 178Compare as redes geogrficas da cidade de So Paulo com a rede geogrfica da corporao automobilstica transnacional e, com base no texto, responda s questes:1. Pode-se considerar esses dois exemplos como duas redes geogrficas fechadas? Justifique.2. Que semelhanas podem ser apontadas entre a circulao de bens na rede da corporao auto-mobilstica e na rede geogrfica urbana de So Paulo?3. Ambas as redes recebem grandes investimentos. Isso significa automaticamente desenvolvimento social e econmico para os territrios onde essas redes esto implantadas? Justifique.4. Faz sentido afirmar que a rede geogrfica concorre com o territrio pleno? Explique.Leitura e anlise de textoAgora leia o texto a seguir:Segundo relatrio da UNCTAD (vide texto a seguir, na pgina 79), mais de 50% dos capitais, de bens de produo, de servios e de tecnologia que as corporaes transnacionais pem em movimento, circulam internamente em suas estruturas, quer dizer, em suas prprias redes. Outro ngulo dessa lgica: o mesmo relatrio permite concluir que aproximadamente 30% das exportaes mundiais so trocas no interior das redes das corporaes (a participao das transnacionais no total das exportaes de 66%). uma movi-mentao econmica que no se irradia para os territrios dos pases onde elas esto instaladas.Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.Geografia 1a srie Volume 179Segundo a Conferncia das Naes Unidas sobre Comrcio e Desenvolvimento (CNUCED, ou UNCTAD na sigla em ingls), em 2000 havia 65 mil empresas transnacionais, o que significava um montante de 850 mil filiais (CNUCED, 2001, p. 1). Algumas outras informaes extradas da prpria argumentao da Situao de Aprendizagem e do relatrio citado da UNCTAD podem ajudar a construir um breve perfil das corporaes transnacionais:1. Sua estratgia e sua organizao so concebidas na escala mundial.2. Todos os ramos de atividades econmicas esto presentes em suas atividades.3. As transnacionais tendem a se organizar em redes geogrficas globais.4. Em 1999, empregavam 54 milhes de pessoas e totalizaram 19 trilhes de dlares em vendas.5. Analisando o relatrio da UNCTAD, o economista Antnio Corra de Lacerda destacou que o patrimnio das transnacionais de 25 trilhes de dlares e que, no montante das exportaes mundiais, suas operaes representam 66% do total.6. As cem maiores corporaes detm um nmero de negcios acumulados de 2,1 trilhes de dlares, o que equivale a um PIB e meio de um pas como a Frana.7. Pelo peso econmico e por sua capacidade de influenciar as polticas econmicas dos Estados nacionais onde se instalam, elas tornaram-se atores muito importantes na cena internacional contempornea.8. Atualmente, a ao geopoltica dos Estados deve considerar a presena dessa nova fora (corpora-es) e tambm de uma terceira fora que se ergue, que so as organizaes no governamentais.RefernciaCNUCED Conferncia das Naes Unidas sobre Comrcio e Desenvolvimento. Informe sobre las inversiones en el mundo. Nova Iorque/Genebra: Naes Unidas, 2001. Disponvel em: . Acesso em: 24 jul. 2013.Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.1. Leia o texto a seguir.a) Identifique os elementos no texto que mostram que as corporaes transnacionais se organizam na escala mundial.Geografia 1a srie Volume 180b) Produza um texto com base em duas das informaes listadas tentando explicar e ampliar os seus significados.2. Sobre as redes geogrficas das corporaes transnacionais no Brasil, correto afirmar que:a) os pontos dessas redes, em especial das transnacionais automobilsticas, encontram-se somente no Sudeste desenvolvido.b) as transnacionais esto desmontando suas instalaes no pas, como aconteceu no Rio Grande do Sul, em razo das restries ao comrcio internacional no Brasil.c) atualmente, as transnacionais se instalam no pas com o apoio financeiro (isenes fiscais) de governos estaduais, interessados em industrializar seus Estados.d) as transnacionais tm muitas dificuldades de fazer circular equipamentos entre outros pontos de sua rede em outros pases, em razo da rigidez das leis brasileiras.e) as deficincias infraestruturais brasileiras no campo das telecomunicaes dificultam o funcio-namento das redes e desestimulam os investimentos das transnacionais em nosso territrio.Geografia 1a srie Volume 181Geografia 1a srie Volume 182SITUAO DE APRENDIZAGEM 7 OS GRANDES FLUXOS DO COMRCIO MUNDIAL E A CONSTRUO DE UMA MALHA GLOBALPara comeo de conversa1. Vamos comear relembrando algumas ideias trabalhadas nas outras Situaes de Aprendizagem. Defina:a) acelerao dos fluxos: b) redes tcnicas: c) redes geogrficas: d) corporaes transnacionais: 1. Elabore um mapa quantitativo de fluxos com base nos dados da tabela apresentada na prxima pgina. Os passos que devem ser percorridos so os que seguem.!?Geografia 1a srie Volume 183a) Leia cuidadosamente os dados da tabela a seguir para se familiarizar com essas informaes, que sero a base do mapa: Principais fluxos comerciais na escala mundial, 2004Direes Valores em dlares (*)sia (**) Amrica do Norte 533 bilhessia (**) Europa (***) 400 bilhesEuropa (***) Amrica do Norte 400 bilhesEuropa (***) sia (**) 300 bilhesAmrica do Norte sia (**) 300 bilhesOriente Mdio sia (**) 200 bilhesAmrica do Norte Europa (***) 200 bilhesEuropa (***) CEI 100 bilhesCEI Europa (***) 100 bilhessia (**) Oriente Mdio 100 bilhesAmricas do Sul e Central Amrica do Norte 100 bilhesEuropa (***) Oriente Mdio 100 bilhesOriente Mdio Europa (***) 50 bilhesAmrica do Norte Amricas do Sul e Central 50 bilhesEuropa (***) Amricas do Sul e Central 50 bilhesAmricas do Sul e Central Europa (***) 50 bilhes(*) Valores arredondados para facilitar o exerccio cartogrfico. (**) sia sem o Oriente Mdio e a CEI asitica. (***) Europa sem a parte europeia da CEI.Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola. Fonte: Atelier de Cartographie de Sciences Po. Commerce mondial de marchandises, 2004. In: DURAND, M.-F. et al. Atlas de la mondialisation. dition 2008. Paris: Presses de Sciences Po, 2008. p. 105.b) Escolha o smbolo grfico ideal. Para os fluxos, a seta indica movimento e direo. Alm disso, permite expressar a quantidade com a manipulao da sua largura. c) Defina classes de representao. Na base de dados apresentada, temos seis categorias que esto assinaladas com cores (no se deve us-las no mapa). Cada categoria ter no mapa uma largura de seta. A mais grossa ser a que representa um fluxo de mercadorias no valor de 533 bilhes de dlares. razovel que essa seta tenha 1 centmetro de largura; assim, Geografia 1a srie Volume 184as outras vo se estreitar proporcionalmente, realizando-se uma operao simples (uma regra de trs). Veja o exemplo: 533 bilhes 1 cm largura 300 bilhes x cm largura em que x = 0,6 cm. Chega-se a esse 0,6 cm pelo arredondamento da diviso de 300 por 533. d) Trace e defina as direes no mapa mudo a seguir, acrescentando, tambm, ttulo e legenda. Ele est confeccionado com base na projeo Buckminster Fuller. Os blocos continentais no fundo do mapa devem ter uma nica cor. Uma cor leve e neutra para no ofuscar as setas. Define-se uma nica cor para as setas e com o auxlio de gabaritos de desenho geomtrico (ou qualquer outro recurso) traam-se as setas, que seguramente vo ter de ser curvas para atender direo e para no se sobreporem umas s outras. Neste mesmo Caderno, h um exemplo de mapa de fluxos de migrantes (p. 59) que pode ser usado como referncia. Planisphre, projection Buckminster Fuller, 2011. Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 5 nov 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe).Ttulo: Projection Buckminster FullerGeografia 1a srie Volume 1852. Analise o mapa que voc elaborou.a) Descreva suas principais informaes.b) H predominncia dos fluxos com um perfil do tipo pases desenvolvidos pases subde-senvolvidos? Justifique.c) O que estaria acontecendo com a sia? Como se construiu sua importncia como polo exportador? Explique.1. Escolha dois dos fluxos contidos no quadro e que foram representados no mapa. Em seguida, escreva sobre eles procurando apresentar elementos que os justifiquem: os volumes e os produ-tos envolvidos; as empresas etc. Seu livro didtico de Geografia e outros materiais podem ajudar e enriquecer sua pesquisa.Geografia 1a srie Volume 1862. Olhando as direes dos fluxos comerciais internacionais e seus volumes, pode-se afirmar que os EUA perderam importncia no comrcio internacional? Justifique.3. O volume de exportao de bens das Amricas do Sul e Central para os EUA superior im-portao dos EUA para essa mesma regio. Essa situao pode ser explicada porque:a) essa rea (Amricas do Sul e Central) uma grande exportadora de commodities (bens agr-colas, bens primrios) e os EUA, por outro lado, so um grande consumidor desses bens.b) a Amrica do Sul, em especial o Brasil e a Venezuela, atualmente grande exportadora de petrleo para o maior mercado consumidor de energia, que so os EUA.c) os EUA transferiram grande parte de suas transnacionais automobilsticas para as Amricas do Sul e Central, e essa importao composta de automveis de suas prprias fbricas.d) a regio das Amricas do Sul e Central, em razo do seu empobrecimento, perdeu a capa-cidade de importar dos EUA, que, por sua vez, mantm suas compras para no agravar a situao.e) cresceu o valor das exportaes das Amricas do Sul e Central, pois essas so cada vez mais compostas por bens industriais, que valem muito mais no comrcio mundial.4. A presena da sia no contexto dos fluxos comerciais internacionais de chamar a ateno. Esse papel pode ser explicado considerando:a) o fato de a China ter se transformado num pas capitalista e ter aumentado exponencialmente o seu poder de consumo.b) o fato de o Japo ter se aberto recentemente para o mercado internacional, com seus produtos de baixo custo, graas ao tambm baixo custo da mo de obra nesse pas.c) o fato de os EUA terem instalado no Japo um grande nmero de corporaes automobils-ticas, que agora abastecem o mundo todo.d) o fato de o Extremo Oriente ter se transformado num imenso e eficiente centro produtor (formado pela China, Japo e Coreia do Sul) de produtos industrializados.e) o fato de essa regio ser um imenso centro receptor de imigrantes, em especial na China, em vista da baixa especializao da mo de obra nativa no trabalho industrial.Geografia 1a srie Volume 187SITUAO DE APRENDIZAGEM 8 REGULAMENTAR OS FLUXOS ECONMICOS NA ESCALA MUNDIAL: POSSVEL ENCONTRAR UM BEM COMUM?Para comeo de conversa1. Tendo em vista a ordem mundial constituda pelos pases e suas relaes, o que pode ser dito sobre as diferentes foras (econmica e poltica) desses pases?2. Qual a referncia fundamental no relacionamento dos pases? H um bem comum como ho-rizonte ou, na verdade, o que conta so os interesses de cada pas? Justifique sua resposta.3. Os fluxos comerciais entre os pases ocorrem livremente? Por qu?4. O que alfndega? Qual sua principal funo?5. Voc acha que ocorrem conflitos gerados pelos fluxos comerciais entre os pases? Em que medi-da fluxos comerciais de outros pases podem ajudar ou prejudicar a economia do Brasil? Justifi-que sua resposta. !?Geografia 1a srie Volume 188Em busca de uma regulao mundial: as organizaes econmicas internacionaisAo lado da ONU funcionam as instituies e os organismos encarregados de, na escala mundial: 1. regular os problemas de financiamento das operaes de desenvolvimento; 2. controlar a estabi-lidade das moedas; e 3. amenizar e administrar as barreiras alfandegrias. As instituies que atuam em cada uma dessas misses so: o Banco Mundial, o Fundo Monetrio Internacional (FMI) e a Organizao Mundial do Comrcio (OMC).Com recursos que provm de contribuies dos pases-membros (quase todos os pases do mun-do) e de ttulos lanados no mercado financeiro, o Banco Mundial empresta recursos financeiros a longo prazo para os pases necessitados, com taxas de juros reduzidas. Por sua vez, o FMI produto de um dos acordos de Bretton Woods, em 1944, atuando em favor da estabilidade financeira dos pases-membros. Assim como o Banco Mundial, seus recursos so uma somatria de cotas de capitais dos pases-membros. Os emprstimos concedidos so como socorros financeiros e somente so autorizados aps exame da poltica econmica do pas beneficirio, que deve estar de acordo com a linha de atuao do FMI. Em fevereiro de 2011, o FMI contava com 187 pases--membros (fonte: , acesso em: 24 jul. 2013). No h dvidas de que, no campo das relaes econmicas internacionais, as trocas comerciais e as de servios so de difcil negociao. A primeira tentativa de se criar uma regulao se deu em 1947, com um acordo amplo sobre as tarifas alfandegrias e sobre o comrcio (GATT). Esse acontecimento est na origem da OMC. O objetivo era favorecer a diminuio das barreiras alfandegrias e lutar contra os protecionismos, facilitando, assim, o comrcio. Sua misso era de fixar normas, regras, regulamentos e arbitrar as diferenas. Essas aes foram interpretadas como meios de promoo da paz. Isso porque se entendia que o protecionismo era um fator de conflitos, que poderia inclusive levar a guerras. As novas rodadas de negociao do GATT foram incluindo mais pases e mais produtos nos acordos. A ltima rodada foi em 1994, quando se resolveu criar a OMC, um frum permanente para as negocia-es, visando a uma instituio que chegasse a ter poder de sano sobre os pases que no respeitassem os acordos. Em julho de 2008, a OMC j contava com 153 pases-membros. A Conferncia Ministerial com representantes desses pases seu principal rgo de deciso. As reunies acontecem de dois em dois anos e nelas se definem as orientaes e as reformas na regulamentao do comrcio mundial. A anlise dos conflitos comerciais levados para a OMC mostra duas tendncias: 1. um aumento dos litgios comerciais e 2. uma concentrao do comrcio em poucas regies os EUA e a Unio Europeia (UE) controlam 40% do comrcio mundial. Os principais litgios comerciais do-se justamente entre esses dois grandes atores do comrcio mundial (EUA e UE).Leitura e anlise de textoLeia com ateno o texto que segue. Grife as passagens mais importantes e assegure-se de que compreendeu a ordem cronolgica descrita no texto.Geografia 1a srie Volume 1891. No quadro a seguir, descreva cada uma das organizaes econmicas internacionais citadas no texto.Em 1999, em Seattle (EUA), a conferncia da OMC sofreu um grande abalo. Os conflitos entre os EUA e a Unio Europeia, a presena mais ativa dos pases em desenvolvimento, a irrupo dos movi-mentos antiglobalizao e outros que propunham outro modelo de globalizao paralisaram as decises. Aumentou a a desconfiana sobre a eficcia das instituies multilaterais para atuar num mundo mar-cado por foras desiguais e interesses contraditrios. As queixas fundamentais sobre a regulamentao do comrcio mundial referem-se ao papel marginal dos pases mais pobres, cujos interesses so atropelados pelas potncias econmicas. A OMC no estaria enfrentando essa postura nem os conflitos que existiam anteriormente s regulamentaes. A situao evoluiu um pouco em 2001. A negociao foi mais transparente e dela extraiu-se um pro-grama de desenvolvimento. Mas esse processo foi bloqueado na rodada seguinte, em razo das posies inconciliveis em torno da questo agrcola: EUA, Unio Europeia, G20 (grupo dos pases emergentes) e pases da frica protagonizaram os desentendimentos. O G20 e os pases africanos mostraram seu descontentamento com os EUA e a Unio Europeia, que insistiam em manter subsdios s suas agricul-turas, uma clara forma de protecionismo. Na rodada de 2005 (Hong Kong), chegou-se a um acordo parcial a respeito dos subsdios agrcolas: os EUA prometeram atenuar as subvenes agricultura at 2013. H que se aguardar, mas no momento o que se v a fora da lgica anterior OMC valendo no interior dos organismos econmicos interna-cionais: um mundo sem regulamentaes ou um mundo onde as regulamentaes ajustam-se mais aos interesses das grandes potncias.Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.Banco MundialFundo Monetrio InternacionalOrganizao Mundial do ComrcioGeografia 1a srie Volume 1902. [...] No h dvidas de que, no campo das relaes econmicas internacionais, as trocas comer-ciais e as de servios so de difcil negociao. [...].a) Por que voc acha que isso acontece? H alguma relao entre esta afirmao e o fato de haver grande desigualdade econmica entre os pases do mundo? Justifique.b) Discuta com seus colegas e seu professor a seguinte afirmao, procurando consider-la no mbito das relaes econmicas internacionais: Os pases do mundo ainda movem-se pela lgica da geopoltica, ou seja, os interesses internos de cada pas so soberanos aos dos demais pases. Registre aqui uma sntese da discusso.c) No contexto do comrcio internacional, voc acha necessria a criao de instrumentos de regulamentao, como o GATT? Por qu?3. Segundo o texto, o objetivo do GATT [...] era favorecer a diminuio das barreiras alfande-grias e lutar contra os protecionismos, facilitando, assim, o comrcio. Sua misso era de fixar normas, regras, regulamentos e arbitrar as diferenas. Essas aes foram interpretadas como meios de promoo da paz. Isso porque se entendia que o protecionismo era um fator de con-flitos, que poderia inclusive levar a guerras. [...].a) Defina os termos em destaque, explicando por que eles so os maiores entraves ao comrcio internacional.Geografia 1a srie Volume 191b) Por que, em ltima instncia, a regulao das relaes econmicas internacionais conside-rada, no GATT, como meio de promoo da paz?c) Por que os pases procuram relaes comerciais para alm da escala nacional, mesmo com as medidas protecionistas? Quais so as vantagens?4. Considerando o texto e, tambm, o mapa de fluxos comerciais elaborado anteriormente (p. 84), por que voc acha que os EUA e a UE so os principais protagonistas de litgios comerciais levados OMC?5. Quais so as principais queixas a respeito da eficcia da OMC na regulamentao do comrcio mundial? Cite um exemplo do texto e comente-o. Desafio!Agora, a ideia aplicar em situaes imaginadas as linhas de raciocnio desenvolvidas, que se referem ao protecionismo comercial. 1. Situao I: produtores agrcolas num pas qualquer (pas A), envolvidos com suas atividades, lutando para conseguir boas safras, veem-se em dificuldades para vender sua produo. Por isso, esses agricultores vo recorrer aos seus governos, que eles elegeram e apoiam, para pedir ajuda. Mas, por que no vendem sua produo? Porque os compradores tiveram acesso a pro-dutos agrcolas mais baratos e de melhor qualidade vindos de outros pases.Geografia 1a srie Volume 192a) Os agricultores do pas A devem aceitar essa lgica do mercado? Por qu?b) provvel que os agricultores reivindiquem ao seu governo proteo contra os invaso-res estrangeiros? Voc faria o mesmo? No lgico que o governo deva proteg-los e no favorecer agricultores de outros pases? Por qu? 2. Situao II: no mesmo pas A, as indstrias esto se desenvolvendo muito, crescendo e ven-dendo seus produtos pelo mundo. Diante disso, alguns pases comeam a reagir aumentando as barreiras alfandegrias como medida protecionista contra seus produtos. a) Os pases que aumentaram as barreiras alfandegrias esto legitimamente protegendo sua indstria nacional? Voc acha essa atitude correta? Justifique sua resposta.b) O que vo fazer esses industriais do pas A que esto vendo seus mercados diminurem? certo pressionar seus governos para combater o protecionismo dos outros? Eles esto corretos? Justifique sua resposta.3. No primeiro caso (Situao I), o governo do pas A vai adotar polticas protecionistas; j no segundo caso (Situao II), dever combater polticas protecionistas. Isso no incoerente? Justifique sua resposta, procurando pensar numa soluo razovel para o dilema.4. Com base na discusso das duas situaes, elabore em seu caderno um texto sobre prticas comerciais protecionistas, enfatizando as perspectivas, as solues e o que voc acha justo que acontea em relao a elas.Geografia 1a srie Volume 1931. Em seu caderno, faa uma redao refletindo sobre a afirmao a seguir: Os conflitos internacionais gerados pelas relaes comerciais tm uma natureza estranha. Como todos os envolvidos agem segundo interesses legtimos e prprios, ningum est errado em princpio. Todos esto certos. o conflito do certo contra o certo. E, se num conflito temos a convico de que estamos certos, como vamos abrir mo de nossas posies? No seria importante reconhecer que o outro tambm est certo?Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.2. Faa uma breve pesquisa, buscando definies sintticas sobre outras organizaes (e institui-es) que vm surgindo para pensar e organizar as relaes internacionais. Registre-as em seu caderno. Vejam, a seguir, alguns exemplos dessas organizaes:Grupo do G8 (pases economicamente mais poderosos). Muitos analistas dizem que o que se decide entre eles o que realmente conta no cenrio das relaes comerciais no mundo. Grupo do G20 (pases emergentes). O Brasil uma das lideranas desse grupo, que pres-siona para que os pases ricos admitam regras de interesse comum, diminuam suas polticas protecionistas etc. Frum Social Mundial, promovido por organismos que defendem uma outra globalizao, uma outra ordem mundial.3. Os organismos econmicos procuram conciliar interesses conflitantes na escala mundial. Eles tm sido bem-sucedidos? Por qu?4. Quais so os organismos responsveis por estruturar ajudas e regulaes entre os pases envolvidos nos fluxos econmicos internacionais? Descreva situaes de conflito enfrentadas em mbito interno nesses organismos. Geografia 1a srie Volume 1945. Considerando a composio diversificada da OMC, correto dizer que:a) as potncias econmicas relutam em participar das negociaes, pois, embora tenham o maior poderio econmico, perdem as votaes, uma vez que representam uma clara minoria.b) os pases emergentes encontram resistncia dentro da OMC para fazer valer sua condio de portadores da produo com tecnologia mais avanada.c) os pases mais pobres, fundamentados nas atividades agrcolas, protegem seus mercados por no resistirem concorrncia das potncias, que possuem agricultura mais desenvolvida. d) organizar polticas protecionistas mais rgidas est entre as principais funes da OMC, organizao de combate ao comrcio sem regras na escala mundial.e) a OMC defende maior fluidez do comrcio, mas no tem conseguido evitar o choque entre grandes potncias, nem cuidar melhor dos interesses dos pases emergentes. CONCEPO E COORDENAO GERALNOVA EDIO 2014-2017COORDENADORIA DE GESTO DA EDUCAO BSICA CGEBCoordenadora Maria Elizabete da CostaDiretor do Departamento de Desenvolvimento Curricular de Gesto da Educao Bsica Joo Freitas da SilvaDiretora do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino Mdio e Educao Profissional CEFAF Valria Tarantello de GeorgelCoordenadora Geral do Programa So Paulo faz escolaValria Tarantello de GeorgelCoordenao Tcnica Roberto Canossa Roberto Liberato S el Cristina de lb er e oEQUIPES CURRICULARESrea de Linguagens Arte: Ana Cristina dos Santos Siqueira, Carlos Eduardo Povinha, Ktia Lucila Bueno e Roseli Ventrela.Educao Fsica: Marcelo Ortega Amorim, Maria Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt, Rosngela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto Silveira.Lngua Estrangeira Moderna (Ingls e Espanhol): Ana Paula de Oliveira Lopes, Jucimeire de Souza Bispo, Marina Tsunokawa Shimabukuro, Neide Ferreira Gaspar e Slvia Cristina Gomes Nogueira.Lngua Portuguesa e Literatura: Angela Maria Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Id Moraes dos Santos, Joo Mrio Santana, Ktia Regina Pessoa, Mara Lcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves.rea de Matemtica Matemtica: Carlos Tadeu da Graa Barros, Ivan Castilho, Joo dos Santos, Otavio Yoshio Yamanaka, Rodrigo Soares de S, Rosana Jorge Monteiro, Sandra Maira Zen Zacarias e Vanderley Aparecido Cornatione. rea de Cincias da Natureza Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e Rodrigo Ponce. Cincias: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli, Gisele Nanini Mathias, Herbert Gomes da Silva e Maria da Graa de Jesus Mendes. Fsica: Carolina dos Santos Batista, Fbio Bresighello Beig, Renata Cristina de Andrade Oliveira e Tatiana Souza da Luz Stroeymeyte.Qumica: Ana Joaquina Simes S. de Matos Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, Joo Batista Santos Junior e Natalina de Ftima Mateus.rea de Cincias Humanas Filosofia: Emerson Costa, Tnia Gonalves e Tenia de Abreu Ferreira.Geografia: Andria Cristina Barroso Cardoso, Dbora Regina Aversan e Srgio Luiz Damiati.Histria: Cynthia Moreira Marcucci, Maria Margarete dos Santos e Walter Nicolas Otheguy Fernandez.Sociologia: Alan Vitor Corra, Carlos Fernando de Almeida e Tony Shigueki Nakatani.PROFESSORES COORDENADORES DO NCLEO PEDAGGICOrea de Linguagens Educao Fsica: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine Budisk de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali Rodrigues dos Santos, Mnica Antonia Cucatto da Silva, Patrcia Pinto Santiago, Regina Maria Lopes, Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonalves Ferreira Viscardi, Silvana Alves Muniz.Lngua Estrangeira Moderna (Ingls): Clia Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva, Edna Boso, Edney Couto de Souza, Elana Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba Kozokoski, Fabiola Maciel Saldo, Isabel Cristina dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos, Ktia Vitorian Gellers, Ldia Maria Batista Bom m, Lindomar Alves de Oliveira, Lcia Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza, Neusa A. Abrunhosa Tpias, Patrcia Helena Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato Jos de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de Campos e Silmara Santade Masiero.Lngua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonalves Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, Letcia M. de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz, Mrcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina Cunha Riondet Costa, Maria Jos de Miranda Nascimento, Maria Mrcia Zamprnio Pedroso, Patrcia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar Alexandre Formici, Selma Rodrigues e Slvia Regina Peres.rea de Matemtica Matemtica: Carlos Alexandre Emdio, Clvis Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi, Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia, Evaristo Glria, Everaldo Jos Machado de Lima, Fabio Augusto Trevisan, Ins Chiarelli Dias, Ivan Castilho, Jos Maria Sales Jnior, Luciana Moraes Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello, Mrio Jos Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi, Rodrigo Soares de S, Rosana Jorge Monteiro, Rosngela Teodoro Gonalves, Roseli Soares Jacomini, Silvia Igns Peruquetti Bortolatto e Zilda Meira de Aguiar Gomes. rea de Cincias da Natureza Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro Rodrigues Vargas Silvrio, Fernanda Rezende Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara Santana da Silva Alves.Cincias: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson Lus Prati. Fsica: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula Vieira Costa, Andr Henrique Ghel Ru no, Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael Plana Simes e Rui Buosi. Qumica: Armenak Bolean, Ctia Lunardi, Cirila Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S. Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura C. A. Xavier, Marcos Antnio Gimenes, Massuko S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Slvia H. M. Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus. rea de Cincias Humanas Filosofia: lex Roberto Genelhu Soares, Anderson Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio Nitsch Medeiros e Jos Aparecido Vidal.Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Clio Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza, Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez, Mrcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos, Mnica Estevan, Regina Clia Batista, Rita de Cssia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Librio, Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato e Sonia Maria M. Romano.Histria: Aparecida de Ftima dos Santos Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete Silva, Cristiane Gonalves de Campos, Cristina de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin SantAna Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo, Priscila Loureno, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas. Sociologia: Anselmo Luis Fernandes Gonalves, Celso Francisco do , Lucila Conceio Pereira e Tnia Fetchir.Apoio:Fundao para o Desenvolvimento da Educao - FDECTP, Impresso e acabamentoGr ca e Editora PosigrafA Secretaria da Educao do Estado de So Paulo autoriza a reproduo do contedo do material de sua titularidade pelas demais secretarias de educao do pas, desde que mantida a integri-dade da obra e dos crditos, ressaltando que direitos autorais protegidos*devero ser diretamente negociados com seus prprios titulares, sob pena de infrao aos artigos da Lei no 9.610/98.* Constituem direitos autorais protegidos todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que no estejam em domnio pblico nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais.* Nos Cadernos do Programa So Paulo faz escola so indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos contedos apresentados e como referncias bibliogrficas. Todos esses endereos eletrnicos foram checados. No entanto, como a internet um meio dinmico e sujeito a mudanas, a Secretaria da Educao do Estado de So Paulo no garante que os sites indicados permaneam acessveis ou inalterados.* Os mapas reproduzidos no material so de autoria de terceiros e mantm as caractersticas dos originais, no que diz respeito grafia adotada e incluso e composio dos elementos cartogrficos (escala, legenda e rosa dos ventos).Cincias Humanas Coordenador de rea: Paulo Miceli. Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Lus Martins e Ren Jos Trentin Silveira. Geografia: Angela Corra da Silva, Jaime Tadeu Oliva, Raul Borges Guimares, Regina Araujo e Srgio Adas.Histria: Paulo Miceli, Diego Lpez Silva, Glaydson Jos da Silva, Mnica Lungov Bugelli e Raquel dos Santos Funari.Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe, Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina Schrijnemaekers.Cincias da Natureza Coordenador de rea: Luis Carlos de Menezes. Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabola Bovo Mendona, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana, Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo.Cincias: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite, Joo Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto, Julio Czar Foschini Lisba, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Mara Batistoni e Silva, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo Rogrio Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro, Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordo, Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.Fsica: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Iv Gurgel, Lus Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti, Maurcio Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell Roger da Puri cao Siqueira, Sonia Salem e Yassuko Hosoume. Qumica: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valena de Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidio.Caderno do Gestor Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de Felice Murrie.GESTO DO PROCESSO DE PRODUO EDITORIAL 2014-2017FUNDAO CARLOS ALBERTO VANZOLINIPresidente da Diretoria Executiva Antonio Rafael Namur MuscatVice-presidente da Diretoria Executiva Alberto Wunderler RamosGESTO DE TECNOLOGIAS APLICADAS EDUCAODireo da rea Guilherme Ary PlonskiCoordenao Executiva do Projeto Angela Sprenger e Beatriz ScavazzaGesto Editorial Denise BlanesEquipe de ProduoEditorial: Amarilis L. Maciel, Anglica dos Santos Angelo, Bris Fatigati da Silva, Bruno Reis, Carina Carvalho, Carla Fernanda Nascimento, Carolina H. Mestriner, Carolina Pedro Soares, Cntia Leito, Eloiza Lopes, rika Domingues do Nascimento, Flvia Medeiros, Gisele Manoel, Jean Xavier, Karinna Alessandra Carvalho Taddeo, Leandro Calbente Cmara, Leslie Sandes, Main Greeb Vicente, Marina Murphy, Michelangelo Russo, Natlia S. Moreira, Olivia Frade Zambone, Paula Felix Palma, Priscila Risso, Regiane Monteiro Pimentel Barboza, Rodolfo Marinho, Stella Assumpo Mendes Mesquita, Tatiana F. Souza e Tiago Jonas de Almeida.Direitos autorais e iconografia: Beatriz Fonseca Micsik, rica Marques, Jos Carlos Augusto, Juliana Prado da Silva, Marcus Ecclissi, Maria Aparecida Acunzo Forli, Maria Magalhes de Alencastro e Vanessa Leite Rios.Edio e Produo editorial: R2 Editorial, Jairo Souza Design Gr co e Occy Design projeto gr co .CONCEPO DO PROGRAMA E ELABORAO DOS CONTEDOS ORIGINAISCOORDENAO DO DESENVOLVIMENTO DOS CONTEDOS PROGRAMTICOS DOS CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS CADERNOS DOS ALUNOS Ghisleine Trigo SilveiraCONCEPO Guiomar Namo de Mello, Lino de Macedo, Luis Carlos de Menezes, Maria Ins Fini coordenadora e Ruy Berger em memria .AUTORESLinguagens Coordenador de rea: Alice Vieira. Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins, Geraldo de Oliveira Suzigan, Jssica Mami Makino e Sayonara Pereira.Educao Fsica: Adalberto dos Santos Souza, Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana Venncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Renata Elsa Stark e Srgio Roberto Silveira.LEM Ingls: Adriana Ranelli Weigel Borges, Alzira da Silva Shimoura, Lvia de Arajo Donnini Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Fidalgo.LEM Espanhol: Ana Maria Lpez Ramrez, Isabel Gretel Mara Eres Fernndez, Ivan Rodrigues Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia Gonzlez.Lngua Portuguesa: Alice Vieira, Dbora Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, Jos Lus Marques Lpez Landeira e Joo Henrique Nogueira Mateos.Matemtica Coordenador de rea: Nlson Jos Machado. Matemtica: Nlson Jos Machado, Carlos Eduardo de Souza Campos Granja, Jos Luiz Pastore Mello, Roberto Perides Moiss, Rogrio Ferreira da Fonseca, Ruy Csar Pietropaolo e Walter Spinelli.