Caderno do aluno professoradegeografia 1a vol2

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  • 1a SRIE ENSINO MDIOVolume 2

    GEOGRAFIACincias Humanas

    CADERNO DO ALUNO

  • MATERIAL DE APOIO AOCURRCULO DO ESTADO DE SO PAULO

    CADERNO DO ALUNO

    GEOGRAFIAENSINO MDIO

    1a SRIEVOLUME 2

    Nova edio

    2014-2017

    GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULO

    SECRETARIA DA EDUCAO

    So Paulo

  • Governo do Estado de So Paulo

    Governador

    Geraldo Alckmin

    Vice-Governador

    Guilherme Afif Domingos

    Secretrio da Educao

    Herman Voorwald

    Secretria-Adjunta

    Cleide Bauab Eid Bochixio

    Chefe de Gabinete

    Fernando Padula Novaes

    Subsecretria de Articulao Regional

    Rosania Morales Morroni

    Coordenadora da Escola de Formao e Aperfeioamento dos Professores EFAP

    Silvia Andrade da Cunha Galletta

    Coordenadora de Gesto da Educao Bsica

    Maria Elizabete da Costa

    Coordenadora de Gesto de Recursos Humanos

    Cleide Bauab Eid Bochixio

    Coordenadora de Informao, Monitoramento e Avaliao

    Educacional

    Ione Cristina Ribeiro de Assuno

    Coordenadora de Infraestrutura e Servios Escolares

    Dione Whitehurst Di Pietro

    Coordenadora de Oramento e Finanas

    Claudia Chiaroni Afuso

    Presidente da Fundao para o Desenvolvimento da Educao FDE

    Barjas Negri

  • Caro(a) aluno(a),

    Neste Caderno, nas primeiras Situaes de Aprendizagem, voc retomar alguns conceitos da Geologia, uma importante cincia que estuda a composio, a estrutura e os processos do nosso planeta, sua histria e evoluo para entender diferentes dinmicas.

    O planeta Terra est em contnua transformao desde sua formao, porm algumas mudan-as so to lentas que no as notamos no intervalo de tempo de nossas vidas, como por exemplo, a eroso de uma montanha. Outras so violentas e rpidas, como quando um terremoto ou um tsunami afetam um determinado lugar.

    Sendo assim, sinta-se convidado a descobrir e aprender como ocorrem os fenmenos naturais que criam e modelam a superfcie terrestre, e tambm estudar como os eventos e situaes de risco, conhecidos como desastres, afetam as sociedades.

    As atividades propostas esto fundamentadas em teorias cientficas e, principalmente, na cons-truo de novas leituras das relaes entre as sociedades e dinmicas da natureza e a lgica dos fen-menos naturais na superfcie terrestre, segundo diversas escalas geogrficas.

    Ainda neste volume, nas Situaes de Aprendizagem 5, 6, 7 e 8, trataremos da biosfera (di-menso onde a vida floresce, e que combina a hidrosfera, a atmosfera e a litosfera) e a lgica da distribuio geogrfica das formaes vegetais no mundo.

    O Brasil, por ter uma grande extenso territorial, possui uma das maiores biodiversidades do mundo. Entretanto, a sociedade contempornea transformou esta diversidade em um recurso eco-nmico, que tem sido exaustivamente explorado, pondo em risco a manuteno da vida.

    Voc estudar os impactos ambientais causados pelas atividades humanas, as consequncias e como afetam o planeta Terra; levando em considerao, como algumas medidas esto sendo toma-das para reduzir o efeito negativo causado pelas aes humanas, como os tratados internacionais a respeito das mudanas climticas, a Conveno da Biodiversidade e o Tratado de Kioto.

    As atividades propostas esto centradas nos problemas mais graves da crise socioambiental: as ameaas biodiversidade e a questo das mudanas climticas.

    Esperamos que voc aproveite os contedos estudados nesta srie, especialmente neste vo-lume, pois eles sero importantes para as futuras discusses que voc far no prximo ano do Ensino Mdio.

    Bom estudo!Equipe Curricular de Geografia

    rea de Cincias HumanasCoordenadoria de Gesto da Educao Bsica CGEB

    Secretaria da Educao do Estado de So Paulo

  • Geografia 1a srie Volume 2

    5

    SITUAO DE APRENDIZAGEM 1 ESTRUTURAS E FORMAS DO PLANETA TERRA: OS MOVIMENTOS E O TEMPO NA TRANSFORMAO DAS ESTRUTURAS DA TERRA

    Observe bem seu bairro e, em uma folha avulsa, descreva a geografia dele. Restrinja-se ao mundo inor-gnico (sem vida): o relevo, a hidrografia e o clima.

    Voc pode acrescentar desenhos, em especial do relevo que observar: colinas, morros, fundos de vale etc.

    Leitura e anlise de quadro e imagem

    Examine o quadro a seguir.

    As trs esferas terrestres(Interface onde as esferas se encaixam: superfcie terrestre)

    Esferas Materiais bsicosComposio qumica

    (predomnio)Temperatura

    (limite)Estado da matria

    Litosfera(referncia para o relevo)

    terra e rochas

    materiais pesados: ferro, silcio, magnsio e outros

    cerca de 700 oC slido

    Hidrosfera(referncia para a

    hidrografia)gua materiais leves: hidrognio e oxignio

    cerca de 100 oC lquido

    Atmosfera(referncia para o clima) ar

    materiais leves: nitrognio, oxignio,

    hidrognio e outros gases

    cerca de 50 oC gasoso

    Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.

    !?

    No inclua as obras humanas. A vegetao tambm deve ser ignorada.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    6

    Aps a leitura do quadro, responda s questes a seguir.

    1. O que acontece se a gua for aquecida a 100 C?

    2. O ar atmosfrico tem diversas temperaturas e a mxima, como mostra o quadro, atinge cerca de 50 C. O que acontece quando a temperatura est em 33 C?

    3. O que acontece se os materiais que compem a litosfera forem aquecidos acima da temperatura de 700 C? A imagem a seguir pode servir como um elemento a mais para sua resposta.

    R

    oger

    Res

    smey

    er/C

    orbi

    s/La

    tinsto

    ck

    Erupo do vulco Kilauea no Hava em 12/3/1992. A ativi-dade vulcnica, comum nesse arquiplago, ocorre numa rea no centro de uma placa tectnica. A lava (o magma) que est sendo derramada na superfcie terrestre tem mais de 700 C.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    7

    1. Aps observar a figura ao lado, voc acredita que as esferas ter-restres sofrem alteraes? Seus materiais podem ser transferidos de uma esfera para outra? Justifique.

    2. Os seres humanos esto expostos a eventos da natureza: precipitaes, furaces, enchentes, frio e calor intensos, terremotos, tsunamis, erupes vulcnicas etc. Procure associar os eventos citados s esferas terrestres apresentadas no quadro As trs esferas terrestres. Depois, escolha trs deles e descreva como ocorrem.

    Leitura e anlise de imagem

    Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    8

    Em grupo e sob a orientao de seu professor, pesquise um pouco mais sobre os movimentos das trs esferas. Depois, responda s questes propostas e elabore um relatrio.

    1. Considerando a importncia dos movimentos que ocorrem nas trs esferas terrestres, qual delas se movimenta mais? Por qu?

    M

    ike

    Thei

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    orbi

    s-La

    tinsto

    ck

    Furaco no Sul dos Estados Uni dos da Amrica, no Estado da Flrida. Essa uma rea muito suscetvel a eventos dessa natureza.

    3. Em seu cotidiano, qual(ais) evento(s) proveniente(s) das esferas terrestres voc j vivenciou e qual(ais) voc nunca presenciou? A figura a seguir pode auxili-lo na elaborao da resposta.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Relatrio

    2. A litosfera tambm se movimenta quando no ocorrem terremotos e erupes de vulces? Justifique.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    O que pouco tempo para o ser humano pouco tempo na vida de uma mosca domstica que, em mdia, vive 30 dias? E o que muito tempo na vida do ser humano, digamos 74,6 anos, que era a expectativa de vida ao nascer do brasileiro em 2012, segundo o IBGE, significa muito tempo para os movimentos da hidrosfera? Em 75 anos pode surgir um novo rio natural na superfcie terrestre? comum afirmar que os oceanos existem na superfcie terrestre h pouco tempo, apenas 200 mi-lhes de anos. Esse tempo pouco em relao histria do ser humano ou histria do planeta? Vocs concordam com a afirmao de que o tempo relativo?

    Aps debater as questes, o grupo deve examinar e completar o quadro Guia de reflexes sobre a relatividade do tempo, apresentado na prxima pgina.

    Com base nas questes e tambm no trabalho realizado com a anlise e o preenchimento do Guia de reflexes sobre a relatividade do tempo, em uma folha avulsa, produzam um relatrio con-templando dois aspectos:

    O tempo relativo s referncias que usamos. O tempo da natureza outro, bem diferente do tempo humano.

    Agora a proposta discutir o tempo. As reflexes devem ser debatidas com seus colegas, con-tando com a mediao de seu professor. As questes a seguir orientam a atividade. Voc poder consultar no final do Caderno, a tabela Histria da Terra, no qual se v a histria geolgica da Terra transformada em um ano, o Ano-Terra.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Guia de reflexes sobre a relatividade do tempo Relao temporal

    Considerando o tempo de vida de um ser humano e a histria de suas sociedades, seria possvel perceber que os continentes estavam se afas-tando e os oceanos se alargando?

    Tempo humano

    Tempo da natureza

    possvel afirmar que, para o ser humano, os oceanos sempre tiveram o mesmo tamanho? Afinal, em 2 milhes de anos, o Oceano Atlntico ampliou-se cerca de 24 km, e nos ltimos 10 mil anos, abriu-se somen-te cerca de 120 metros. Argumente.

    Tempo humano

    Tempo da natureza

    Pode-se afirmar que esse tempo natural de abertura dos oceanos um tempo longo para o ser humano? Justifique.

    Tempo humano

    Tempo da natureza

    Considerando-se que o tempo de abertura dos oceanos de 4,4% em relao ao tempo total de formao da Terra, e em relao ao tempo do universo de apenas 1,3%, pode-se falar que a abertura dos ocea-nos um evento natural rpido? Justifique.

    Tempo da natureza (curto)

    Tempo da natureza (longo)

    possvel afirmar que o mesmo tempo que curto pode ser conside-rado longo, dependendo da referncia?

    Tempo da natureza (curto)

    Tempo da natureza (longo)

    Tempo humano

    Tempo da natureza

  • Geografia 1a srie Volume 2

    12

    Preencha o quadro a seguir, aplicando os conhecimentos at aqui trabalhados.

    Os movimentos nas trs esferas inorgnicas da natureza

    Esferas Caractersticas da movimentao em relao ao tempoEfeitos sobre o ser

    humano

    Litosfera

    Movimentao dominante

    Movimentao abrupta

    Hidrosfera

    Movimentao dominante

    Movimentao abrupta

    Atmosfera

    Movimentao dominante

    Movimentao abrupta

  • Geografia 1a srie Volume 2

    13

    Desafio!

    Ser que os movimentos em uma esfera podem provocar movimentos em outra?

    Utilize a imagem a seguir para responder a este desafio.

    S

    mile

    y N

    . Poo

    l/Dal

    las M

    orni

    ng N

    ews/

    Cor

    bis/

    Latin

    stock

    Alagamento na cidade de Nova Orleans, nos EUA, consequn-cia da passagem do furaco Katrina (2005): uma tragdia anunciada.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Leia o texto a seguir.

    O que podemos fazer contra desastres naturais

    A diferena temporal na movimentao das esferas terrestres inorgnicas tem um significado importante para a vida humana, para os espaos humanos. Os eventos relacionados aos movimen-tos da hidrosfera e da atmosfera so mais frequentes no tempo humano. Os eventos naturais que saem de certa rotina (e a ideia de rotina diz respeito ao tempo humano) e perturbam de forma importante a vida e os espaos humanos so chamados desastres. Os desastres mais frequentes em algumas regies do mundo, inclusive no Brasil, relacionam-se hidrosfera e atmosfera. J os desastres relacionados litosfera, como os terremotos e as erupes vulcnicas, no acontecem com tanta frequncia em determinadas regies do mundo. Porm, em outras, mais sensveis a esses movimentos, ocorrem com alguma frequncia. A ideia de desastres surpreendentes pode nos levar a refletir acerca das relaes do ser humano com a natureza: nessa relao, o primeiro (ser humano) transforma muitos aspectos da segunda (natureza) e a isso podemos denominar controle ativo. Mas, em muitas situaes, o ser humano no pode interferir; por exemplo: O que pode a humanidade fazer quanto aos movimentos que provocam terremotos? Podemos estud-los com o intuito de prever quais regies do planeta so mais sensveis a esses eventos e, dessa manei-ra, obter conhecimento para edificar de forma diferenciada, organizar programas de emergncia para proteo e fuga etc. Dessa forma, todas as aes em relao a eventos dessa ordem podem ser denominadas controle passivo, que to mais eficiente quanto maior o conhecimento a respeito dos fenmenos envolvidos.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    1. Defina o que so desastres naturais. Todos os desastres so surpreendentes para o ser humano?

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    2. Considerando os eventos naturais e suas consequncias na vida humana, defina o que controle ativo e controle passivo.

    3. De que forma o aumento do conhecimento sobre os desastres naturais pode tornar mais eficiente o controle passivo?

    Desafio!

    Em filmes, desenhos, programas, ou em gibis e outros meios escritos, que trazem a tem-tica sobre a histria geolgica da Terra, quais so os eventos que mais aparecem? Identifique esses eventos na tabela Histria da Terra (disponvel no final deste Caderno) e busque conclu-ses sobre por que esses eventos ganham maior evidncia.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    A idade da Terra

    James Ussher, um arcebispo irlands que viveu entre 1581 e 1656, ao se manifestar sobre qual seria a idade da Terra, calculou o ano da criao em 4004 a.C., no dia 23 de outubro. Assim, a Terra teria cerca de 6 mil anos e a humanidade, que desde o incio j estava no planeta, corresponderia a 116 geraes.

    Essa viso de uma Terra to jovem perdurou at o incio do sculo XIX. Entendia-se que o planeta no mudava e era habitado por seres vivos imutveis. E, se assim o era, o futuro re-petiria essa mesma realidade. Porm, a essa altura, esse entendimento j era objeto de dvida.

    Georges-Louis Leclerc, o conde de Buffon (1707-1788), foi um naturalista francs que, em sua poca, realizou pesquisas revolucionrias no campo da Biologia (seres vivos) e da Geologia. Para que suas ideias fizessem sentido, a idade da Terra deveria ser de ao menos 35 mil anos.

    No que se baseava Buffon para defender que o planeta e seus habitantes eram mutveis? J se sabia de alguns achados intrigantes na superfcie terrestre. Por exemplo: em 560 a.C., o filsofo grego Xenfanes de Clofon encontrou conchas marinhas incrustadas em estratos ro-chosos no alto de montanhas da Grcia. Como esse material de origem marinha teria chegado ali? J no tempo de Buffon, muitos fsseis haviam sido encontrados, inclusive alguns ossos humanos que eram diferentes dos ossos humanos da poca, assim como objetos feitos pelos homens que os povos atuais no conheciam. Buffon conclura que a Terra, tida como estvel, fora diferente e que o prprio ser humano no tinha sido o mesmo no passado. Logo, havia mudana, o que demandaria um tempo maior do que 6 mil anos.

    As comprovaes sobre a condio mutante da Terra e dos seres vivos vieram posteriormente, justamente por intermdio de uma nova concepo revolucionria a respeito do tempo, desen-volvida por uma cincia dependente do tempo da natureza, que a Geologia.

    O escocs James Hutton (1726-1797), depois de muitas pesquisas, apresentou Royal Society of Edinburgh, em 1785, a primeira anlise bem documentada sobre a idade da Terra. Seu trabalho se chamava Teoria da Terra. O que Hutton apresentou alterava radicalmente o que se pensava na poca. Era uma descrio de uma dinmica at ento negada:

    solos so formados pelo desgaste lento, muito lento, das rochas;as guas martimas, por meio das mars e de suas ondas em choque com as costas litorneas, desgastam rochas; desse desgaste surgem as areias, os sedimentos;no fundo do mar e nas terras baixas acumulam-se camadas e camadas de sedimentos;

    Leitura e anlise de texto e imagem

    Leia o texto a seguir e assinale os termos sobre os quais tem dvida.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    o desgaste das rochas e a acumulao das camadas de sedimentos podiam ser vistos por toda parte.

    E, se isso era verdade, quanto tempo seria necessrio para se formar uma praia com sedimen-tos produzidos pelo desgaste das rochas? Muito, mas muito tempo. Nada disso caberia nos 6 mil anos calculados por James Ussher nem nos 35 mil anos calculados por Buffon. Assim, Hutton descobriu que a Terra era bem mais velha (pelo menos centenas de milhares de anos): ele tinha descoberto um tempo longo. O presente a chave para o passado, afirmou Hutton.

    Na dcada de 1820, as novas possibilidades de entendimento da Terra vislumbradas na janela aberta por Hutton no haviam sido aproveitadas, e a ideia de uma Terra muito antiga era ainda mui-to mal aceita. As coisas mudaram definitivamente quando Charles Lyell (1797-1875), um gelogo ingls, conseguiu examinar as rochas de forma muito mais detalhada do que havia sido feito antes. Ele adotou ideias de Hutton, reuniu muitos exemplos em viagens pelo mundo e produziu provas esmagadoras sobre a antiguidade do planeta, estabelecendo a ideia de um processo geolgico lento e uniforme, expresso pela qual ficou conhecida essa viso terica da formao da litosfera.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    Com base na leitura do texto, acabe de preencher o quadro a seguir registrando os necessrios esclarecimentos e definies. As palavras que voc assinalou durante a leitura tambm devem com-por esse quadro.

    Contedos cientficosTermos-chave Esclarecimentos

    GeologiaCincia que estuda a formao estrutural da Terra; uma cincia do tempo da natureza. Se continussemos admitindo que a Terra tem

    apenas 6 mil anos, no haveria a Geologia.

    DinmicaA lgica dos movimentos de uma realidade qualquer. No caso da

    Terra, reconhecer sua dinmica admitir que o planeta no esttico, mas que est em constante transformao.

    Rocha

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Estratos rochosos

    Observe a imagem e defina:

    Rochas sedimentares

    Mais recenteMais antiga

    Sedimentao num lago ou num mar

    Esquema de estrato rochoso e de camada de sedimentos. Disponvel em: . Acesso em: 26 nov. 2013.

    Fsseis

    Observe a imagem e defina:

    F

    abio

    Col

    ombi

    ni/M

    useu

    de

    Hist

    ria

    Nat

    ural

    de T

    auba

    t

    Fssil de 50 milhes de anos de espcie extinta. Os fsseis so fundamentais para demonstrar que existiram seres vivos diferentes, que h evoluo e que h tempos longos.

    Conchas marinhas

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Vocs podem utilizar livros de Geo-grafia e outros materiais de pesquisa para a elaborao do relatrio.

    Sedimentos

    Camadas de sedimentos

    Processo geolgico lento e uniforme

    Termos-chave

    Aps a leitura do texto A idade da Terra e a elaborao do quadro, produza com seus colegas, em uma folha avulsa, um relatrio considerando o questionamento a seguir.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Explorando os conhecimentos cientficos: o escritor americano Loren Eiseley usa uma belssima imagem para se referir s teorias de James Hutton, que, segundo ele, vislumbrou que um pequeno crrego um agente erosivo incessante que carrega silenciosamente para o fundo dos oceanos, diludos em forma de sedimentos, segmentos imensos e slidos de continentes, ao longo de um tempo que no se conhecia e que ele descobriu: o tempo longo da natureza. Essa descrio pode ser resumida na ideia de um processo geolgico lento e uniforme.

    Alm dos pequenos cursos de gua, so agentes erosivos, entre outros, os ventos e as chuvas. Uma leve eroso, imperceptvel, ao longo de muito tempo pode devastar uma montanha. possvel saber como e em que ritmo?

    Sobre a forma dos seres humanos lidarem com os eventos que ocorrem nas esferas terrestres, correto afirmar que:

    a) o avano da cincia nos permite controlar e evitar os terremotos, que somente acontecem em pases pobres.

    b) os furaces so eventos que no podem ser evitados, mas pode haver preveno para dimi-nuir suas consequncias e a isso podemos denominar controle passivo.

    c) possvel estabelecer um controle ativo sobre os maremotos, criando um sistema de diques nas orlas ocenicas sujeitas a esse evento da litosfera + hidrosfera.

    d) eventos como o aquecimento da atmosfera vo afetar a hidrosfera, mas suas consequncias podem ser diretamente controladas pelo ser humano.

    e) pode-se definir como controle passivo dos eventos naturais a atitude ao alcance dos pases pobres, enquanto controle ativo o que os pases ricos realizam.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    James Hutton e Charles Lyell perceberam a movimentao dos blocos continen-tais? Procurem o significado da palavra Pangeia.

    Como se chegou concluso de que os blocos continentais se movimentam?

    O cientista que pensou isso se baseou em qu?

    Que teoria surgiu para explicar como os fragmentos da Terra se movimentavam? Como foram denominados esses fragmentos da crosta terrestre?

    Apresentem resumidamente as explicaes dominantes para descrever a dinmica da crosta terrestre. Vocs concordam que h duas grandes explicaes, uma que considera um tempo natural longo e outra que considera um tempo natural curto?

    SITUAO DE APRENDIZAGEM 2 ESTRUTURAS E FORMAS DO PLANETA TERRA: OS MOVIMENTOS DA CROSTA TERRESTRE

    Para comeo de conversa

    As teorias e pesquisas inovadoras de James Hutton e Charles Lyell foram capazes de explicar todos os fenmenos que ocorrem na litosfera terrestre? Justifique.

    Com a orientao de seu professor, considerem os questionamentos a seguir para orientar a pesquisa e a produo de um texto coletivo, em uma folha avulsa.

    !?

    Combinem com seu professor o modo de apresentao do relatrio.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Leitura e anlise de mapa

    1. Os mapas da prxima pgina esto representando um processo natural de escala planetria em cinco tempos.

    a) O primeiro mapa representa a Terra h cerca de 250 milhes de anos. Qual o nome do pe-rodo geolgico correspondente? Qual evento mencionado anteriormente est representado nesse mapa?

    b) Qual o perodo geolgico do segundo mapa? Descreva o que voc est vendo, comparando com o mapa anterior.

    c) Qual o perodo geolgico do terceiro mapa? Descreva o que voc est vendo, comparando com o segundo mapa.

    d) Qual o perodo geolgico do quarto mapa? Como se encontram as aberturas entre os blocos con-tinentais, preenchidas por gua, em relao ao mapa anterior e configurao atual dos oceanos?

    e) Observe o quinto mapa, que representa a superfcie terrestre atual. Descreva quais blocos continentais parecem se encaixar, como num jogo de quebra-cabeas.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    23

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  • Geografia 1a srie Volume 2

    24

    2. A crosta terrestre mvel, est fragmentada, e seus fragmentos esto se movimentando. Voc acha que essa afirmao faz sentido? Argumente para sustentar a concluso a que voc chegou.

    Observe o mapa a seguir e responda s questes.

    * A palavra tectnica vem do grego e quer dizer o que constri. Foras tectnicas, que atuam na estrutura da crosta terrestre, movem as placas.Fonte: USGS. This dynamic Earth: the story of plate tectonics. Online edition. Disponvel em: . Verso do mapa com cotas em portugus disponvel em Wikimedia commons: . Acessos em: 26 nov. 2013. Mapa original.

    U

    .S. G

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    Cor

    tesia

    Placas tectnicas*

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    1. Liste as placas tectnicas, indicando sua posio geogrfica. Para isso, preencha o quadro a seguir. Se for preciso, utilize um atlas geogrfico escolar.

    Placas tectnicas: localizao geogrfica

    Nome Continente Oceano Hemisfrio latitudinalHemisfrio

    longitudinal

    1. Sul-americana Amrica do Sul Atlntico Sul (dominante) Ocidental (dominante)

    2. Nazca Pacfico Sul (dominante) Ocidental

    3.

    4.

    5.

    6.

    7.

    8.

    9.

    10.

    11.

    12.

    13.

    14.

    15.

    2. Existem placas tectnicas que so ao mesmo tempo continentais e ocenicas? Cite exemplos.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    3. Localize as reas do encontro das placas. Elas so fundamentais para entender o vulcanismo e os terremotos. Assinale e liste pelo menos cinco dessas reas.

    Com o auxlio das imagens a seguir e do que foi estudado at o momento, responda s questes.

    D

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    As erupes vulcnicas apresentam riscos diferentes. Quando h exploso, a periculosidade imensa, principalmente para as reas habitadas mais prximas ao vulco, como est registrado na histria de erupes trgicas e destruidoras.

    1. Se os continentes e os oceanos se formaram a partir da movimentao das placas porque elas se movem. Mas movem-se sobre o qu?

    2. Por que pode ocorrer atividade magmtica nas reas de encontro das placas? O que acontece com a lava que vaza do interior da Terra?

  • Geografia 1a srie Volume 2

    27

    3. Vulcanismo qualquer vazamento de lava? Quais so as consequncias desse vazamento?

    4. O que acontece quando as placas tectnicas se encontram?

    5. As placas tambm se afastam. O que acontece quando isso ocorre?

    6. Pode haver terremotos em reas mais centrais das placas? Pesquise para justificar sua resposta.

    7. Alfred Wegener foi um visionrio em sua rea cientfica. Com poucos elementos ele antecipou algo que somente cerca de 50 anos depois foi de fato comprovado. Explique sua teoria e a im-portncia que ela teve para a compreenso da dinmica da crosta terrestre.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    28

    1. Alfred Wegener foi um cientista que com seus estudos antecipou algo que somente cerca de 50 anos depois foi de fato comprovado. O que ele visualizou e para que serviu essa sua viso?

    2. O que acontece nas zonas-limite das placas tectnicas?

  • Geografia 1a srie Volume 2

    29

    3. Sobre a teoria da Deriva Continental, pode-se afirmar que:

    a) uma teoria que usa como fundamento os ensinamentos da Bblia e que defendia que o mundo tinha apenas 6 mil anos.

    b) a teoria de James Hutton, mostrando que os processos de constituio da Terra so muito velozes e no precisam se estender no tempo.

    c) a teoria que soma uma viso de tempo lento, cuja principal energia a eroso, a uma viso de tempo mais curto, cuja fora principal o vulcanismo.

    d) a teoria de Wegener, que afirmava que os blocos continentais se movimentam e que um dia j estiveram reunidos num nico bloco continental chamado Pangeia.

    e) a teoria do processo erosivo, que mostra que em tempos longos os continentes iro derivar para o fundo dos oceanos.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    SITUAO DE APRENDIZAGEM 3 ESTRUTURAS E FORMAS DO PLANETA TERRA: A PRODUO DAS FORMAS DA SUPERFCIE TERRESTRE

    Para comeo de conversa

    1. Cite o nome das mais elevadas cadeias montanhosas do mundo e os continentes onde se localizam.

    2. De acordo com o texto e a tabela do tempo geolgico, apresentados a seguir, identifique em que era e perodo surgiram as cadeias montanhosas modernas.

    !?

    Qual o significado dos nomes da escala de tempo geolgico?

    Como vimos anteriormente, a Geologia teve o seu desenvolvimento como cincia no ques-tionamento da idade do planeta Terra. As evidncias fsseis indicavam um mundo muito mais dinmico que o aceito como dogma no sculo XVIII.

    A escala de tempo geolgico foi estabelecida a partir da ideia de que cada camada teria sido depositada durante um perodo especfico, por meio da descrio dos diferentes depsitos de fsseis e uma referncia ao lugar onde foi encontrado.

    O perodo Cambriano tem sua origem na descoberta de um contato entre rochas sedimen-tares (fossilferas) com rochas gneas e metamrficas, que no possuem fsseis, no Pas de Gales, Inglaterra, que era chamada pelos romanos de Cambria.

    Os nomes dos outros perodos tambm seguiram essa lgica: Devoniano (Devonshire, na Inglaterra), Jurssico (montes Jura, no Norte dos Alpes), Permiano (cidade de Perm, Rssia). Outros nomes tm como referncia de origem as tribos que ocupavam a regio do Pas de Gales, o caso dos Perodos Ordoviciano e Siluriano (Ordovices e Silures).

    Com o avano dos estudos dos fsseis, os Perodos foram agrupados em Eras: Paleozoica, que significa vida antiga; Mesozoica, vida intermediria; e Cenozoica, vida recente. Estas, por sua vez, foram agrupadas em divises de tempo maiores conhecidas como ons: Arqueano, que tem a sua origem do grego Archaios, que significa antigo; Proterozoico, que significa vida precoce;

  • Geografia 1a srie Volume 2

    31

    on Era Caractersticas gerais

    Fanerozoico

    Cenozoica

    Perodo Quaternrio: ocorrncia de glaciaes; surgi-mento da espcie humana.

    Perodo Tercirio: formao das cadeias montanhosas atuais; continuao da formao dos continentes; alarga-mento do Oceano Atlntico.

    Mesozoica

    Dividida nos perodos Cretceo, Jurssico e Trissico; de-senvolvimento dos grandes rpteis; evoluo da vegetao; formao das rochas arenticas, calcrias e margas; incio da fragmentao dos continentes (Pangeia); grande atividade vulcnica; desaparecimento dos grandes rpteis.

    Paleozoica

    Dividida nos perodos Permiano, Carbonfero, Devo-niano, Siluriano, Ordoviciano e Cambriano; incio da formao das bacias sedimentares; difuso da vida vegetal e animal na Terra; formao de bacias carbonferas.

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    Proterozoico Muitas transformaes e poucos registros geolgicos; formao de dep-sitos minerais no Brasil; surgimento da vida nos oceanos.

    ArqueanoPlaneta sem vida.

    Hadeano

    Para obter mais informaes sobre as eras e perodos geolgicos, consulte a tabela disponvel no final deste Caderno.

    Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola. Fontes: SALGADO-LABORIAU, M. L. Histria ecolgica da Terra. So Paulo: Edgar Blucher, 1996. p. 8; PRESS, F.; SIEVER, R.; GROTZINGER, J.; JORDAN, T. H. Para entender a Terra. Porto Alegre: Bookman, 2006. p. 259;

    WICANDER, R.; MONROE, J. S. Fundamentos de Geologia. So Paulo: Cengage Learning, 2009. p. 21.

    Fanerozoico, vida visvel; e Hadeano, uma referncia ao submundo dos gregos, uma vez que no h registros geolgicos deste momento.

    Referncia

    TEIXEIRA, W. (Org.); FAIRCHILD, T. R. (Org.); TOLEDO, M. C. M. (Org.); TAIOLI, F. (Org.). Decifrando a Terra. 2.ed. So Paulo: Companhia Editora Nacional - IBEP, 2009.

    Elaborado por Sergio Damiati especialmente para o So Paulo faz escola.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    32

    3. Qual das teorias sobre a constituio e a dinmica da crosta terrestre, apresentadas nas Situaes anteriores, explica a existncia dessas cadeias montanhosas? Por qu?

    Observe o mapa apresentado na pgina 34 e responda s questes.

    1. O que o mapa representa?

    2. Observe o mapa e verifique se, no conjunto dos blocos continentais, h predomnio de terras baixas ou altas. Por exemplo, na Amrica do Sul, o que predomina? E na frica?

    3. Como foi possvel identificar no mapa as reas de maior altitude do planeta?

  • Geografia 1a srie Volume 2

    33

    4. Imagine esse mapa sem legenda nem ttulo. O que as cores empregadas nos induziriam a interpretar?

    5. Agora, voltando legenda, nota-se que os verdes representam terras baixas. Volte a imaginar o mapa sem legenda. Qual tonalidade de verde seria a mais adequada para representar as terras mais baixas? A clara ou a escura? Por qu?

    6. Qual seria a melhor maneira de representar visualmente as diferentes altitudes nesse mapa? Por qu?

  • Geografia 1a srie Volume 2

    34

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  • Geografia 1a srie Volume 2

    35

    A estrutura interna da Terra vista pelas ondas ssmicas

    O ncleo da Terra est situado a cerca de 6370 km de profundidade. Como pudemos obter essa informao? O que mais conhecemos do interior do nosso planeta? Perfurando a crosta terrestre, podemos alcanar apenas uns poucos quilmetros. Conhecemos o in-terior da Terra por intermdio das ondas ssmicas que chegam at a superfcie terrestre. Elas se originam no interior do planeta e se propagam pelas camadas internas com deter-minada direo, velocidade e energia, e se comportam de maneira diferenciada conforme os materiais pelos quais se propagam. Ao atingirem a superfcie, podem ser interpretadas e fornecer indcios sobre o interior da Terra. Podem nos dizer tambm sobre as rochas em estado slido e sobre as que esto parcialmente fundidas, assim como indicar as profun-didades nas quais elas se encontram. Estudando a propagao das ondas ssmicas se pde mapear o interior da Terra. Assim, chegou-se classificao das trs dimenses do planeta (geosferas): crosta, manto e ncleo.

    Crosta: camada mais externa e estreita da Terra. Sua espessura varia de 35 km a 10 km; nas regies montanhosas, a crosta pode alcanar 65 km de espessura. Pode ser subdividi-da em Crosta continental, que menos densa e geologicamente mais antiga e complexa, e Crosta ocenica, mais densa e mais jovem que a continental.

    Manto: a poro mais volumosa (80%) das geosferas. Divide-se em Manto superior e Manto inferior. Situa-se logo abaixo da Crosta e estende-se at quase a metade do raio da Terra. Essa camada recebe a denominao de janela telesssmica, porque oferece as melhores condies para a propagao de ondas ssmicas. Com o estudo dessa geosfera, foram estabelecidos os conceitos de litosfera (conjunto de placas tectnicas que suporta os continentes e as reas ocenicas) e de astenosfera (local onde se acredita que as rochas estejam parcialmente fundidas e que se estende at 700 km de profundidade. O estado no slido da astenosfera o que possibilita o deslocamento, sobre ela, das placas rgidas da litosfera).

    Ncleo: a camada mais interna da Terra, alvo de estudos por meio das ondas ssmi-cas. Corresponde, aproximadamente, a da massa da Terra. As temperaturas no n-cleo so altssimas. O ncleo interno formado por material slido e o ncleo externo, por material liquefeito.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    Leia o texto a seguir, pesquise no material didtico disponvel e responda s questes.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Crosta

    Manto

    Ncleo externoNcleo

    interno

    1. De acordo com o texto, qual a metodologia cientfica para estudar o interior do planeta?

    2. Defina crosta terrestre, manto e ncleo.

    Geosferas da Terra Trajetrias de alguns tipos de ondas ssmicas no interior da Terra

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    Fonte dos dados: TEIXEIRA, W. (Org.); FAIRCHILD, T. R. (Org.); TOLEDO, M. C. M. (Org.); TAIOLI, F. (Org.). Decifrando a Terra. 2.ed. So Paulo: Companhia Editora Nacional - IBEP, 2009.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    37

    3. A espessura da crosta terrestre varia, em mdia, de 35 km a 10 km, mas existem pontos com espessura de 65 km. Como explicar a espessura desses pontos?

    Leitura e anlise de quadro

    Leia o quadro a seguir e fique atento s relaes estabelecidas.

    Diferentes tempos em ao na moldagem de uma cordilheiraTempos Processos Consequncias

    Tempos naturais curtos (*) Movimento tectnico Surgimento da cordilheira

    Tempos naturais curtos (*) Eroso Moldagem e rebaixamento da cordilheira

    Tempos naturais longos (**) Eroso Devastao da cordilheira

    (*) Cerca de 60 milhes de anos. (**) Indefinidos; algo como 1 bilho de anos.Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.

    1. Considerando o quadro, qual a condio atual de uma cordilheira ou cadeia montanhosa? Justifique.

    2. Uma cordilheira pode perder altitude ao longo do tempo? Por qu?

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    3. Uma cordilheira pode ser totalmente devastada pela eroso?

    4. Ser que necessrio, portanto, conceder ao processo erosivo a mesma importncia que se d ao movimento das placas tectnicas?

    1. A eroso se d sobre a crosta terrestre, que formada de rochas. Ela tem a mesma velocidade, isto , erode da mesma maneira os diferentes tipos de rocha? Apresente exemplos.

    2. O que alimenta (o que fornece energia para) o processo erosivo?

    3. Em lugares chuvosos h eroso mais intensa? Por qu?

  • Geografia 1a srie Volume 2

    39

    4. Comente e explique o quadro a seguir.

    Eroso mais eficiente rochas moles + clima chuvoso

    Eroso menos eficiente rochas duras + clima seco

    Pesquise em seu material didtico, em atlas geogrficos e em outras fontes e, com base em seus conhecimentos, levante dados organizados sobre a estrutura rochosa dos blocos continentais, seguindo o roteiro. Voc pode ilustrar sua pesqui-sa com imagens dos principais tipos de rocha.

    Combine com seu professor o modo de apresentao dos resultados.

    Quais so os tipos de rocha existentes?

    Como os estratos rochosos se distribuem geograficamente no Brasil? importante lembrar que as rochas reunidas formam conjuntos maiores, estruturas de vrios tipos: macios cris-talinos, cadeias montanhosas e bacias sedimentares.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Encontrando as formas de relevo

    Imagine que somos navegantes e estamos nos aproximando de terra firme. Desembarcamos numa praia, que um terreno plano. Se fssemos medir quantos metros subimos do nvel do mar para o nvel da praia, chegaramos a algo em torno de 10 metros. Mas, se continuarmos indo para o interior do continente, possvel que encontremos terrenos bem mais elevados e mais irregu-lares. Assim, podemos chegar a uma concluso simples, mas muito interessante: um elemento importante das formas de relevo sua altitude, ou seja, a altura do terreno em relao ao mar. Logo, existem terras baixas, existem terras altas e, entre elas, altitudes intermedirias.

    Outra concluso igualmente simples, mas no menos importante: uma praia um terreno mais ou menos regular, sem muitas ondulaes. um terreno horizontalizado que por vezes adentra no continente em grandes extenses. Mas h tambm terrenos irregulares. Existem, portanto, terrenos planos e terrenos irregulares, que podem se combinar com outras condies: terrenos baixos e ter-renos altos. Com essas concluses, temos alguns critrios iniciais para uma primeira observao de duas formas bsicas do relevo: as plancies, reas planas ou levemente onduladas e limitadas por aclives, e os planaltos, reas planas ou levemente onduladas e limitadas por declives.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    No alto da Cordilheira dos Andes, h grandes

    extenses de reas planas que so conhecidas como

    altiplanos andinos. Por sua grande horizon-

    talizao e altitude, os altiplanos correspondem verdadeiramente ao seu nome: altos + planos ou

    planos + altos (planaltos).

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    Leitura e anlise de texto e imagem

    Leia e reflita sobre o texto e as imagens a seguir.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    41

    Aplicao 1 Caracterize a geografia das formas do seu lugar

    1. Voc mora numa rea onde o terreno predominantemente plano? A rea onde voc vive baixa em relao ao nvel do mar? Descreva-a.

    2. Terras muito baixas esto sempre prximas ao mar? Terras altas esto sempre longe do mar? possvel estar em terras muito baixas e distantes do mar? Em qual dessas categorias voc inclui a maior parte dos terrenos da Amaznia?

    Nesta configurao insular podem ser no-

    tadas diversas altitudes, desde as plancies

    sedimentares quase ao nvel do mar at

    cadeias montanhosas de elevada altitude.

    Montanhas e encostas rochosas, Ilha Gergia

    do Sul (territrio britnico entre as ilhas

    Malvinas e Sandwich do Sul), 2005.

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  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Tipo de relevo Nome Altitude Localizao

    Plancies

    Planaltos

    Cadeias montanhosas

    3. Considerando os terrenos das proximidades do lugar em que voc mora, quais so as formas de relevo que voc visualiza?

    4. Considerando a resposta da questo anterior, quais so os limites de relevo de sua regio? Para estabelecer esses limites voc precisa consultar um mapa em que escala?

    Aplicao 2 A geografia das formas dos blocos continentais

    Com base no mapa Planisfrio fsico (p. 34), preencha o quadro a seguir, identificando cinco plancies, cinco planaltos e trs cadeias montanhosas.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    43

    1. Sobre as formas de relevo da Terra pode-se afirmar que:

    a) as plancies so frequentemente muito baixas e planas, e grande parte delas se encontra em zonas litorneas, principalmente.

    b) as terras mais baixas se encontram nos continentes de menor extenso, como a Austrlia e a Amrica Central.

    c) no centro dos continentes as terras tendem a ser sempre mais baixas em funo de serem zonas de encontro de placas tectnicas.

    d) o elemento mais importante para caracterizar as formas de relevo a irregularidade do terreno: se so planas ou irregulares, visto que as altitudes so muito prximas.

    e) as altitudes mais elevadas so encontradas nos terrenos de formao litornea, em razo do choque das placas ocenicas com as continentais.

    2. Quando se fala em eroso correto dizer que:

    a) se trata de um processo de desgaste interno das placas tectnicas que ocorre nas zonas--limite dessas placas.

    b) se trata de um fenmeno provocado pelas erupes vulcnicas no percurso da corrida de lavas, durante as primeiras horas da erupo.

    c) se trata de um fenmeno de velocidade distinta de desgaste das rochas, que se acelera em certas situaes e mais lento em outras.

    d) se trata de um processo que forma cadeias montanhosas pela acumulao lenta, mas cons-tante, de sedimentos.

    e) se trata de um processo que rebaixa as montanhas em tempo acelerado e pode ser notado pelo ser humano.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    SITUAO DE APRENDIZAGEM 4 RISCOS EM UM MUNDO DESIGUAL: DESASTRES NATURAIS E PREVENO UMA CONSTRUO DO ESPAO GEOGRFICO

    Para comeo de conversa

    1. No Brasil, estamos sujeitos a desastres naturais que tm origem na estrutura geolgica da Terra, como terremotos devastadores e erupes vulcnicas perigosas? Comente.

    2. Riscos ambientais relacionados Geologia ocorrem somente em virtude de desastres naturais que resultam de atividades vulcnicas e terremotos? Justifique.

    3. Quais so os riscos que podem ocorrer nas cidades em razo de fatores geolgicos? D exemplos de cidades que tenham reas de risco.

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  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Fonte: WORLDMAPPER. Disponvel em: . Acesso em: 14 maio 2014.

    Leitura e anlise de mapa e grfico

    Observe o mapa a seguir.

    WORLDMAPPER. Disponvel em: . Acesso em: 23 abr. 2014. Mapa original.

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    Mortos em terremotos, 1975-2000

    1. Qual medida foi utilizada para dimensionar a extenso dos pases no mapa? Para auxiliar na resposta, observe o grfico que deu origem ao mapa.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    46

    2. As relaes de vizinhana entre os pases e os continentes foram mantidas? E as formas dos pases e dos continentes, ainda lembram as formas definidas com base em medidas do terreno? Explique suas respostas.

    3. Com base no mapa, destaque alguns pases/regies com maior e menor incidncia de mortos em terremotos.

    Com base nos materiais utilizados nas atividades anteriores o mapa Mortos em terremotos, 1975-2000, o grfico que deu origem a esse mapa e o mapa Placas tectnicas (p. 24) produza com seu grupo, em uma folha avulsa, um relatrio a respeito dos seguintes aspectos.

    O que h em comum entre as zonas de maior nmero de mortos em terremotos e a distri-buio das placas tectnicas?

    Qual o nmero estimado de mortos em terremotos entre 1975-2000? Quais foram os pases que apresentaram o maior nmero de vtimas?

    Haveria populaes mais protegidas e pre-paradas para os impactos dos desastres na-turais que outras? De que forma essa pro-teo interferiria no nmero de vtimas?

    Combinem com seu professor o modo de apresentao dos resultados.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    47

    Leitura e anlise de texto e imagem

    Ainda reunidos em grupos, leiam os dois relatos sobre casos associados ao vulcanismo e observem atentamente as imagens que os acompanham.

    O caso do vulco Nevado del Ruiz

    Do total mundial de vtimas fatais de desastres vulcnicos de 1975 a 2000, 86% morreram na Colmbia. A maior parte delas vivia na cidade de Armero, que foi surpreendida pela erupo do vulco Nevado del Ruiz, no dia 13 de novembro de 1985. O vulco explodiu per-to das 15 horas, arremessando cinzas e outros materiais sobre a cidade, sem grandes consequn-cias. O pior estava por vir: s 23h35, chegou cidade uma enorme enxurrada de lama, com grande velocidade, com uma altura de seis metros, um dos principais perigos de uma erupo vulcnica. A lama era principalmente uma combinao de neve derretida, grande quantidade de gua por causa de uma chuva torrencial e pores de solo carregadas pela enxurrada. Essa enorme avalanche durou de 10 a 15 minutos e a destruio da cidade de Armero foi quase total. Das 4,5 mil casas existentes, apenas 80 no foram destrudas. Cerca de 25 mil pessoas (aproximada-mente 3 4 da populao da cidade) morreram nessa catstrofe.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    Armero, Colmbia, cinco dias aps a erupo vulcnica do Nevado del Ruiz, ocorrida em 13/11/1985. Cerca de 25 mil pessoas morreram em uma tragdia em que no foram previstos todos os riscos desse tipo de evento natural.

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    O caso do vulco Vesvio

    O Vesvio se localiza no Sul da Itlia, numa rea onde habitam 3 milhes de pessoas. Ali se situa a cidade de Npoles, construda sobre uma espessa camada de cinzas lanada numa erupo por volta de 1780 a.C. Nessa regio foi instalado o Observatrio Vesuviano, com es-pecialistas vulcanlogos.

    Esse vulco, em 79 d.C., soterrou a cidade de Pompeia, razo pela qual deve ser monito-rado. Mas preciso mais: Ser que esse vulco capaz de ter erupes maiores e mais graves do que aquela que atingiu Pompeia? Por que importante saber isso? Porque as estratgias de evacuao esto planejadas levando em conta a erupo que destruiu Pompeia; se na histria do vulco houver erupes maiores, ser preciso rever as estratgias de proteo. Por isso se estuda a histria das erupes. Nesse estudo, novidades esto surgindo. Foram encontrados indcios de uma erupo de 3 780 anos atrs (erupo de Avellino), bem mais violenta do que a que destruiu Pompeia. Ela coloca sob nova perspectiva a potncia vulcnica do Vesvio.

    Uma erupo como a de Avellino seria capaz de destruir Npoles e toda a regio circun-dante e provocar muitas mortes. S que Npoles no est nos planos de evacuao, pois no se admite que possa ocorrer uma erupo na proporo da de Avellino isso uma nova desco-berta ainda sob discusso. Os planos que existem so para evacuar 600 mil pessoas que esto mais prximas do vulco e, caso haja uma erupo nas propores da de Avellino, esse plano no ser suficiente para evacuar toda a populao do entorno do vulco.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

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    Erupo do Vesvio em 1944. Abaixo dele, a cidade de Npoles, que se situa numa rea de risco diante do perigo que o Vesvio representa.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    1. Em Armero, o intervalo entre a exploso do vulco e a enxurrada de lama foi de oito horas. Era possvel prever o risco de uma enxurrada de lama? Justifique.

    2. importante considerar as informaes cientficas sobre os riscos das erupes vulcnicas em programas de proteo das populaes? Por qu?

    3. Considerando o conceito de controle passivo, podemos concluir que a baixa eficincia desse controle foi responsvel pela envergadura da tragdia de Armero? Justifique.

    4. O caso do vulco Vesvio um bom exemplo de controle passivo eficiente? Por qu?

    5. Por que os estudos sobre as erupes vulcnicas devem considerar tambm as marcas do passado, e no apenas a atividade atual dos vulces?

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    6. Tendo em vista o nmero de vulces existentes no mundo, voc acha que o controle passivo est sendo bem realizado? Justifique.

    7. Considerando a condio dos pases mais pobres, os que so suscetveis a terremotos e erupes vulcnicas estariam bem protegidos? Por qu?

    Leitura e anlise de imagem e texto

    1. Observe a imagem a seguir e responda s questes.

    Exemplo de destruio provocada pelo tsunami. Sumatra, Indonsia, 26/12/2004.

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    a) O que voc sabe sobre esse tsunami que atingiu a Indonsia em 2004? Quais foram os pases afetados por esse desastre?

    b) O que um maremoto (ou tsunami)? Escreva o que voc sabe a respeito.

    2. Leia o texto que segue, tendo em mente as escalas geogrficas dos eventos naturais e humanos.

    Tsunami do ndico: um desastre regional de amplitude mundial

    Em 26 de dezembro de 2004, s 0h58, um tremor de terra poderoso (9 graus na escala Richter) foi registrado no litoral da Indonsia, em Sumatra. Foi o quarto tremor mais potente desde 1900. Ele promoveu uma mudana vertical no fundo do Oceano ndico e provocou um tsunami espanto-so. Uma imensa coluna de gua deslocou-se para as regies litorneas em alta velocidade, invadindo tambm as regies do interior com um potencial destrutivo muito elevado. E por que foi destrutivo? Pela sua fora natural e em razo das condies do espao geogrfico das reas atingidas.

    Em diferentes momentos, as guas foram alcanando as reas litorneas. Sua propagao foi de 12 horas. A coluna de gua chegou at a Somlia e a Tanznia, a 5 mil km do epicentro do tremor. O balano da destruio (humana e material) foi trgico. As reas costeiras, mais baixas e mais povoadas, foram devastadas. A gua carregava uma quantidade enorme de des-troos, o que aumentava seu potencial destrutivo.

    Calcula-se que houve mais de 128 mil mortos na Indonsia, 30 mil no Sri Lanka, mais de 12 mil na ndia e mais de 5 mil na Tailndia, sendo 2245 turistas (mais de 2,8 mil desapareci-dos, sendo 898 turistas). Esses foram os pases mais afetados. No total, calcula-se mais de 180 mil vtimas fatais, s quais preciso acrescentar dezenas de milhares de desaparecidos e milhes de desalojados.

    Rapidamente, a comoo diante do desastre tornou-se mundial; os donativos afluram de todos os lados, alcanando a soma de 2 bilhes de dlares. O fenmeno de escala regional logo se ampliou para a escala do globo. Nessa difuso, juntaram-se narrativas, imagens de profissionais e de amadores, descries mais ou menos cientficas do tsunami e de suas consequncias etc. O fenmeno foi bas-tante midiatizado pelas grandes redes, mas tambm pela internet, nos fruns e nos blogs. Essa grande exposio deu a esse desastre uma dimenso indita na histria da humanidade.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

  • Geografia 1a srie Volume 2

    52

    a) O que foi esse maremoto? Qual a relao entre ele e o movimento das placas tectnicas?

    b) Com o auxlio de um mapa-mndi poltico, localize as reas citadas no texto.

    c) O tsunami atingiu reas tursticas, vitimando um grande nmero de pessoas de diversas na-cionalidades. Voc acredita que a enorme repercusso desse desastre se deu em funo desse fato? Justifique.

    3. Voc concorda com a afirmao de que a repercusso do tsunami em escala mundial pode signi-ficar uma forma de aproximao dos povos, visto que a solidariedade que se organizou veio de lugares dos quais no passado no viria? Justifique.

  • Geografia 1a srie Volume 2

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    Quadro de questionamentos sobre as consequncias do tsunami de 2004

    O que est acontecendo agora nos pases vitimados pelo tsunami de 2004? Como foi retomar a vida depois da devastao? Como construir novos espaos? Ser que agora vai se pensar de outra maneira na localizao geogrfica da ocupao do espao nas regies litor-neas? E ser reavaliada a qualidade das edificaes, dada a fora destrutiva do tsunami? E o sistema de proteo, como o monitoramento das condies ocenicas, os meios para o alerta geral e para a evacuao, ser que tudo isso est sendo considerado? Ser que tudo faz parte das preocupaes dos construtores e dos governantes? Por fim: Ser que os pases atingidos tm condies econmicas e sociais de incorporar essa experincia e os novos saberes para construir espaos humanos mais bem protegidos e mais dignos?

    Com base nos questionamentos a seguir e no que foi estudado at o momento, elabore um texto em uma folha avulsa, sintetizando as principais ideias a respeito do tsunami.

    1. Considerando a ideia de controle passivo de fenmenos naturais, correto afirmar que o Brasil est bem preparado para proteger a populao de terremotos e exploses vulcnicas?

    2. Considerando os riscos associados ao vulcanismo e aos terremotos, pode-se afirmar que o con-trole passivo das sociedades humanas satisfatrio para evitar prejuzos humanos e materiais?

  • 54

    Geografia 1a srie Volume 2

    !? SITUAO DE APRENDIZAGEM 5

    A VINCULAO ENTRE CLIMA E VEGETAO NO MEIO AMBIENTE

    Para comeo de conversa

    1. Quais so as condies da litosfera para que a vida vegetal se manifeste?

    2. Qual a contribuio da hidrosfera para a vida vegetal?

    3. Qual a importncia da atmosfera para a vida vegetal?

    4. A vida vegetal um fenmeno isolado, que existe por si s, ou as plantas dependem dos elementos no vivos dos ambientes? Explique.

  • 55

    Geografia 1a srie Volume 2

    Leitura e anlise de texto

    1. Leia o texto a seguir.

    A complexidade dos fenmenos

    importante saber de que modo os elementos naturais se relacionam e como viabilizam a vida vegetal. Tambm fundamental entender como esses elementos se combinam e interferem na distribuio das formaes vegetais nas terras emersas do planeta. Para isso, preciso, inicialmente, saber lidar com fenmenos complexos.

    O que um fenmeno complexo?

    Trata-se do produto de vrias relaes estabelecidas entre mltiplos fatores. , portanto, diferente de um fenmeno simples, produto de um nico fator.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    Considerando o texto e suas respostas anteriores, voc acha que a vida vegetal um fenmeno simples ou complexo? Justifique.

    2. Observe o esquema a seguir e responda s questes.

    Esquema da composio da biosfera

    litosfera (estrutura geolgica e relevo) + hidrosfera (rios, lagos e guas subterrneas) + atmosfera (fenmenos climticos) = domnios naturais

    domnios naturais + solos + vida (formaes vegetais e fauna) = biosfera

    a) O que domnio natural?

  • 56

    Geografia 1a srie Volume 2

    b) O que biosfera?

    3. Leia o texto e, com base nos seus conhecimentos, responda s questes a seguir.

    Solos e vegetao

    Os domnios naturais (litosfera, hidrosfera e atmosfera) combinados so uma referncia para pensarmos a biosfera e a manifestao da vida. Nas paisagens naturais das terras emersas, a vida se expressa principalmente por meio da vegetao. A vegetao est presa superfcie da crosta continental, ou seja, a uma poro da litosfera de onde as plantas retiram o que neces-srio para nascer e crescer: nutrientes e gua.

    Esses elementos, nutrientes e gua, encontram-se no solo, camada fina que recobre parte da litosfera continental e que abriga e alimenta as plantas. Por isso, o solo pode ser conside-rado uma passagem do mundo sem vida para o mundo da vida, do mundo inorgnico para o mundo orgnico.

    Os materiais que compem os solos resultam de dois processos naturais que vm ocorrendo h muito tempo: a desagregao das rochas e a decomposio dos restos dos seres vivos (plantas e animais). Como as condies da litosfera, da hidrosfera e do clima influenciam esses processos, h uma variedade de formao de solos. Isso explica por que h alguns solos mais adequados para o desenvolvimento das plantas do que outros.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    a) O que solo?

    b) Comente o seguinte trecho do texto: [...] o solo pode ser considerado uma passagem do mundo sem vida para o mundo da vida, do mundo inorgnico para o mundo orgnico.

  • 57

    Geografia 1a srie Volume 2

    No final deste volume (da pgina 89 a 94), voc vai compor um glossrio dos novos termos que ir conhecer ao longo dos estudos com este Caderno. Alguns termos j esto apresentados. Comece agora seu glossrio com os termos que voc viu nesta Situao de Aprendizagem. Exemplos: estrato, savana, floresta, herbceo etc.

    Esse glossrio ser complementado em outras atividades deste Caderno.

    Desafio!

    1. Existem combinaes das esferas inorgnicas (abiticas) que so ideais para a vida? Se a resposta for positiva, como seriam essas combinaes?

    2. Existem combinaes que dificultam a proliferao da vida? Comente uma situao em que isso ocorreria.

  • 58

    Geografia 1a srie Volume 2

    Leitura e anlise de imagem e quadro

    1. Observe a imagem a seguir.

    Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.

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    Glaciares Glaciares

    Glaciares Rochas Nuas

    Rochas Nuas Estepe

    Estepes Esparsas rvores Esparsas

    Savana

    Floresta Densa

    Clima Temperado Clima Tropical

    Floresta de Conferas

    Floresta Temperada

    a) Considerando as duas situaes climticas presentes na imagem, o que acontece com o porte da vegetao medida que as altitudes aumentam?

    b) O que acontece com a temperatura medida que as altitudes aumentam?

    c) Considerando a altitude de 3 000 metros, o que acontece com a vegetao no clima temperado e no clima tropical?

    Variao vegetacional segundo altitudes (ou andares)

  • 59

    Geografia 1a srie Volume 2

    2. Agora, observe o quadro a seguir.

    Tipos de formao vegetal

    Estratos Caractersticas Estratos constituintes Formaes vegetais

    Arbreo rvores, plantas com tronco. Variam de 2,3 metros a 80 metros.Dominante: arbreo.Secundrios: arbustivo e herbceo. Floresta

    Arbustivo Arbustos, plantas sem troncos, com galhos e de pequena altura.Dominante: arbustivo.Secundrios: arbreo e herbceo. Savana

    (*)

    Herbceo Ervas, plantas sem tronco e sem galhos. Vegetao rasteira.

    Dominante: herbceo.Secundrio: arbustivo.

    Pradaria (Estepe)

    Dominante exclusivo: herbceo. Tundra

    (*) As savanas podem, em algumas situaes (margens de rios, por exemplo), no ter nenhum estrato claramente dominante.

    Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.

    Para compreender a classificao das formaes vegetais, qual elemento-chave deve ser obser-vado no quadro? Justifique.

    3. Na figura Variao vegetacional segundo altitudes, observe os nomes das formaes vegetais. A seguir, descreva-as utilizando o quadro classificatrio Tipos de formao vegetal.

  • 60

    Geografia 1a srie Volume 2

    4. Observe o quadro a seguir.

    Comparando com o quadro anterior, a Caatinga e o Cerrado pertencem a qual tipo de vegetao?

    1. Calcula-se que, da massa total de vegetao, mais de corresponde s florestas tropicais, con-centradas numa faixa estreita dos blocos continentais, enquanto os quase restantes so de todos os outros tipos de vegetao. Assinale a afirmao que explica a razo dessa distribuio to desigual.

    a) As florestas tropicais no tm uma massa de vegetao to maior do que a dos outros biomas. Mas esses ltimos foram removidos pelo ser humano, enquanto o bioma tropical est intacto.

    b) As florestas tropicais tm o domnio do estrato arbreo, que possui grande porte. Como em outras reas no h florestas, a massa das florestas tropicais maior.

    c) Os biomas no tropicais representam menor massa de vegetao em funo da maior popu-lao humana que habita suas reas.

    d) Em ambientes tropicais, o calor e a umidade favorecem a proliferao da vida vegetal de grande porte. Nos outros ambientes, essa situao no to favorvel.

    e) A insuficincia de gua impede que a vegetao tenha grande porte em reas no tropicais. As temperaturas mais baixas no interferem nesse processo.

    CaatingaDomnio de plantas xerfitas (adaptadas falta de gua),

    com estrato arbustivo e herbceo e tambm rvores esparsas. Vegetao quase sempre aberta.

    CerradoDomnio dos trs estratos, com plantas adaptadas

    escassez de gua, mas sem tantas plantas espinhosas e xerfitas. Vegetao quase sempre aberta.

    Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.

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    Geografia 1a srie Volume 2

    2. Numa localidade de clima chuvoso, porm muito frio, em que ocorre at precipitao de neve, pode haver florestas? Nessas condies, como voc acha que ser a vegetao?

    3. Considerando as alternativas a seguir, indique a que representa o domnio natural mais propcio para a abundncia e a diversidade da vida vegetal.

    a) Terrenos rochosos muita umidade temperaturas baixas altitudes moderadas.

    b) Terrenos rochosos baixa umidade temperaturas altas altitudes elevadas.

    c) Terrenos menos rochosos muita umidade temperaturas altas altitudes baixas.

    d) Terrenos menos rochosos baixa umidade temperaturas baixas altitudes baixas.

    e) Terrenos menos rochosos muita umidade temperaturas baixas altitudes altas.

    4. Ao observar as paisagens naturais, percebe-se que elas so produtos de um conjunto de relaes entre vrios elementos (relevo, clima, guas, vegetao e fauna), que s podem ser explicados caso se leve em considerao os outros. Exemplo: as formas de vegetao dependem das condies do clima, do relevo, da disponibilidade de gua etc. Isso permite afirmar que os fenmenos naturais na superfcie terrestre so complexos?

  • 62

    Geografia 1a srie Volume 2

  • 63

    Geografia 1a srie Volume 2

    SITUAO DE APRENDIZAGEM 6 A DISTRIBUIO DAS FORMAES VEGETAIS: A QUESTO DA BIODIVERSIDADE

    Para comeo de conversa

    1. Entre os elementos dos domnios naturais, qual deles mais influencia a proliferao da vida? Por qu?

    2. Voc estudou que no existem florestas nas altitudes mais elevadas. Com base nesse fato, que relao pode ser estabelecida entre as altitudes e as condies para o desenvolvimento das espcies vegetais?

    3. Qual a relao entre as diferentes latitudes e as condies para o desenvolvimento das espcies vegetais?

    4. As formaes florestais apresentam quantos estratos de vegetao? Esse tipo de organizao favorece ou dificulta a diversidade de espcies vegetais?

    !?

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    Geografia 1a srie Volume 2

    O grau de biodiversidade no Brasil

    A maior parte do territrio brasileiro encontra-se na faixa intertropical. Apenas uma pequena poro est situada numa zona subtropical, ao sul do Trpico de Capricrnio. Essa condio repercute de forma positiva na diversidade de espcies vegetais e animais. Por isso, o Brasil apresenta grande biodiversidade e reconhecido internacionalmente como detentor de megadiversidade.

    Mas no s a posio predominantemente tropical que favorece a biodiversidade. A extenso territorial do Brasil propicia ambientes tropicais diferentes: h terrenos mais secos, mais midos, mais altos e mais baixos.

    5. Quais so os estratos encontrados nas savanas? Nesse bioma, h potencialmente grande variedade de espcies? Justifique.

    6. A tundra e as estepes so biomas com domnio quase total do estrato herbceo. Isso favorece ou dificulta a diversidade de espcies vegetais?

    7. A biodiversidade varia segundo as condies de cada bioma. Quais so e onde esto localizados os biomas com a maior diversidade de espcies no planeta?

    Leia o texto a seguir e converse com os colegas de seu grupo sobre os aspectos nele abordados.

  • 65

    Geografia 1a srie Volume 2

    1. Aps a conversa, faam uma pesquisa para complementar as informaes apresentadas no texto.

    Em atlas geogrficos ou livros didticos, pesquisem mapas-mndi climticos e de relevo.

    Cruzem os tipos de clima com as altitudes do relevo. Isso vai permitir a localizao dos domnios naturais com melhores condies para a multiplicao da diversidade biolgica.

    2. Agora preencham a tabela com as reas megadiversas abordadas no texto e outras pesquisadas pelo grupo.

    Localidades megadiversasLocal/regio Continente Hemisfrio Latitude (intervalo)

    3. Em uma folha avulsa, faam um relato sobre o que perceberam nesse trabalho de identificao de lo-calidades megadiversas.

    4. Aps a apresentao dos relatrios de todos os grupos, debatam sobre a seguinte questo: Com o aquecimen-to global, o que pode acontecer com a distribuio da vegetao no mundo? Pensem, por exemplo, nas reas mais frias, que ficaro mais aquecidas.

    Combinem com seu professor como o texto ser apresentado.

    Das florestas tropicais que esto no Brasil, a Mata Atlntica e a Floresta Amaznica so consideradas as que possuem maior biodiversidade do planeta. Recentemente, tambm o Cerrado e a Caatinga, dois tipos diferentes de savana, foram considerados formaes de grande biodiversidade. Do 1,5 milho de tipos de seres vivos conhecidos na Terra, 10% vi-vem no Brasil, o que justifica nossa condio de pas megadiverso.

    Quase todos os pases que fazem parte do grupo de detentores de megadiversidade esto em zonas tropicais; alguns deles so da Amrica do Sul, como a Colmbia e a Venezuela.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

  • 66

    Geografia 1a srie Volume 2

    Individualmente, registre a seguir uma sntese do debate do grupo.

    Leia os textos a seguir.

    [...] os restos fossilizados de dentes de mamferos agora preservados nos sedimentos do Himalaia tambm sugerem uma mudana na vegetao da regio h cerca de 8 Ma [milhes de anos]. Os formatos dos dentes sugerem que nessa poca houve uma mudana acentuada de animais comedores de arbustos (que se alimentavam de rvores e arbustos [...]) para pasteja-dores (comedores de grama [...]); alm disso, alguns mamferos de floresta identificveis (p.ex., orangotangos) desapareceram da regio naquela poca.

    COCKELL, Charles (org.). Sistema Terra-Vida: uma introduo. Traduo Silvia Helena Gonalves. So Paulo: Oficina de Textos, 2011. p. 174.

    A glaciao Wrm-Wisconsin

    Voc j ouviu falar em glaciao? O que ela significa? Por que h glaciao? O que foi a glaciao Wrm-Wisconsin?

    O fenmeno da glaciao (que estudado na paleoclimatologia) um rebaixamento geral da temperatura da Terra que vem ocorrendo periodicamente ao longo da histria natural do nosso planeta. A um perodo de glaciao sucede-se um de aquecimento global.

    As glaciaes esto ligadas a alteraes astronmicas na rbita da Terra em torno do Sol e na inclinao do eixo da Terra. Essas alteraes diminuem a taxa de insolao sobre a Terra, provo-cando a reduo da temperatura e mergulhando o planeta em eras de gelo.

  • 67

    Geografia 1a srie Volume 2

    A glaciao Wrm-Wisconsin foi a ltima que ocorreu no planeta, entre 70 mil e 12 mil anos atrs. H 20 mil anos, ela estava no seu auge: as geleiras chegaram a cobrir cerca de 30% dos oceanos e 32% das terras emersas. Atualmente, vivemos num perodo interglacial: as gelei-ras cobrem apenas 10% da superfcie terrestre e esto concentradas nas regies polares.

    Consequncias da glaciao Wrm-Wisconsin para a vegetao

    1. H 12 mil anos, a Terra era muito mais fria. Portanto, a distribuio da vegetao era outra. O Deserto do Saara, por exemplo, era menor, e havia vegetao em parte do territrio hoje ocupado por ele.

    2. Se a temperatura da Terra caiu, isso significa que as zonas frias e as temperadas ficaram maiores e que as zonas tropicais diminuram. Descaracterizou-se na glaciao, portanto, a tropicalidade (calor e umidade).

    3. Houve expanso da rea dos biomas mais adaptados ao frio e seca. Assim, florestas tro-picais perderam terreno e savanas ganharam espao por conta da maior adaptao ao clima seco. Afinal, medida que o frio aumenta, as precipitaes diminuem.

    4. Com a ampliao das reas frias, muitas plantas no se adaptaram ao novo clima da glacia-o e desapareceram: reduziu-se a diversidade biolgica.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    1. O que significa glaciao? Por que ela ocorre?

    2. Atualmente, a Terra no mais to fria como h 12mil anos. O que ocorreu nesse perodo?

  • 68

    Geografia 1a srie Volume 2

    3. Se a cincia sabe o que aconteceu depois de Wrm-Wisconsin, poder ento prever o que acontecer diante do aquecimento global? Justifique.

    4. Pode-se afirmar que, com o avano do frio e da seca, houve reduo da biodiversidade? Justifique.

    5. Quando o clima ficou mais quente, a biodiversidade anterior glaciao de Wrm-Wisconsin se recomps? Por qu?

  • 69

    Geografia 1a srie Volume 2

    1. Converse com seus colegas e seu professor a respeito dos fenmenos de desflorestamento e desertificao. Depois, responda s questes a seguir.

    a) Como provocado o desflorestamento?

    b) O que desertificao? O que a provoca: Causas naturais ou a ao humana? Explique.

    2. Observe o mapa da pgina 70 para responder s questes a seguir.

    a) Em quais regies do mundo a desertificao elevada?

    b) Onde se encontram as regies de desflorestamento elevado? H, nesse caso, alguma associao com as zonas de maior povoamento?

  • 70

    Geografia 1a srie Volume 2

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    Roberto GIMENO e Patrice MITRANO, abril de 2006La Documentation Franaise

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  • 71

    Geografia 1a srie Volume 2

    c) H desflorestamento tanto em reas tropicais quanto em reas temperadas? Considerando o que voc j estudou, as florestas so similares nessas duas reas? Compare-as do ponto de vista da biodiversidade e tambm quanto s consequncias da remoo da vegetao dessas florestas pelo ser humano.

    d) So muitas ou poucas as reas que no esto sofrendo desflorestamento ou desertificao? Quais so elas? Por que se encontram na situao representada no mapa?

    e) No entorno do Deserto do Saara (frica), a situao crtica de desertificao pode ser atribuda atuao humana?

    f ) Por que a Amaznia aparece no mapa como rea de desflorestamento moderado?

  • 72

    Geografia 1a srie Volume 2

    g) correto afirmar que est ocorrendo desertificao no Nordeste do Brasil? Por qu?

    h) H proximidade geogrfica entre a rea de desertificao e a de desflorestamento no Brasil? H relao entre esses processos?

    1. Numa localidade de clima chuvoso, porm muito frio, em que ocorre at precipitao de neve, pode haver florestas? Nessas condies, como voc acha que ser a vegetao?

    2. De que maneira a glaciao conhecida como Wrm-Wisconsin afetou a distribuio da biodi-versidade atual?

  • 73

    Geografia 1a srie Volume 2

  • 74

    Geografia 1a srie Volume 2

    SITUAO DE APRENDIZAGEM 7 AS VARIAES DE ESCALA GEOGRFICA DOS IMPACTOS AMBIENTAIS

    Para comeo de conversa

    1. O que so impactos ambientais? Justifique.

    2. Quando um grupo humano realiza uma ao sobre a natureza, o impacto ocorre somente no ponto que sofreu a ao? Por qu?

    3. Os desastres naturais normalmente geram impactos apenas nos pontos em que ocorreram? Justifique.

    4. Observe a lista a seguir:

    um terremoto (evento na litosfera);

    um furaco (evento na atmosfera clima);

    uma erupo de um vulco (evento na litosfera).

    Pensando nas consequncias para a natureza e para o ser humano, quais so as escalas geogrficas dos impactos dos eventos listados? Ou seja: At onde podem chegar os impactos desses eventos?

    !?

  • 75

    Geografia 1a srie Volume 2

    Leitura e anlise de quadro e texto

    1. Observe o quadro a seguir.

    Escala geogrfica de eventos naturais

    Eventos Esfera onde se originam Impactos diretos

    Terremoto Litosfera Locais e regionais

    Furaco Atmosfera Locais e regionais

    Erupo vulcnica Litosfera Locais e regionais

    Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.

    a) Dos eventos do quadro, quais tm potencial para provocar impactos em uma escala mais ampla? Por qu?

    b) certo dizer que, para ns, brasileiros, esses eventos parecem externos? Justifique.

    c) Um terremoto que ocorre no Peru pode afetar a populao de So Paulo? Por qu?

  • 76

    Geografia 1a srie Volume 2

    2. Leia os casos a seguir.

    Caso 1: um agrupamento indgena qualquer no interior da Amaznia atua sobre a super-fcie terrestre de seu territrio e cria seu espao geogrfico, suas aldeias, suas roas e suas trilhas. Sabe-se, atualmente, que as prprias formaes florestais eram (e so) modificadas pelos indgenas, pois h sculos eles interferem na distribuio de rvores frutferas ao longo de suas muitas trilhas de caa.

    Caso 2: uma sociedade moderna, por exemplo, a estadunidense, atua sobre a superfcie de seu territrio, que, em termos comparativos, j bem mais amplo e integrado do que o territrio de um grupo indgena, mesmo que esse grupo seja nmade. O grau de modificao da superfcie natural incomparvel. Porm, no d para dizer que a ao dos estadunidenses se restringe ao seu territrio, pois comum vermos as aes desse pas em outras reas do mundo, utilizando, para tal, diversos meios, como ao militar, meios econmicos e culturais etc.

    a) Preencha o quadro a seguir com a escala geogrfica de atuao e o grau de modificaes que um grupo indgena e uma sociedade moderna podem promover no espao geogrfico.

    Agrupamentos humanos Escala Transformaes no espao

    Grupo indgena

    Sociedade moderna

    b) As aes da sociedade estadunidense (das instituies, das empresas, da indstria cultural) chegam at o Brasil? Justifique dando exemplos.

  • 77

    Geografia 1a srie Volume 2

    Ampliao da escala geogrfica

    Erupo do Krakatoa: a Ilha de Krakatoa, que fica na atual Indonsia, sofreu uma erupo vulcnica avassaladora em 1883. O volume de resduos que a erupo lanou na atmosfera atingiu uma grande altitude e se espalhou pelo mundo levado pelas correntes da alta tro-posfera, a camada da atmosfera na qual vivemos. Mesmo trs anos depois, observadores do mundo inteiro descreviam crepsculos e amanheceres coloridos produzidos pela refrao dos raios solares nas partculas lanadas pelo Krakatoa.

    Erupo do Pinatubo: essa erupo ocorreu em 1991 nas Filipinas, numa rea prxima Indonsia e com as mesmas caractersticas geolgicas. O volume de resduos que o Pi-natubo lanou na atmosfera esfriou o clima local e regional por alguns anos, e tal efeito chegou at a Europa. Neste caso, as consequncias tambm ultrapassaram a escala local, com o impulso das foras climticas que resultam da dinmica atmosfrica.

    Acidente na Usina Nuclear de Chernobyl: em 26 de abril de 1986, na Ucrnia, um aci-dente na usina nuclear provocou vazamento de material radioativo extremamente nocivo para a vida. Como em uma erupo vulcnica, esse material atingiu toda a Europa do Leste e do Norte, devido ao da dinmica atmosfrica. A diferena que, neste caso, houve um acidente provocado pela ao humana, diferentemente dos exemplos anteriores, em que as erupes tiveram causas naturais.

    Acidente nuclear de Fukushima: mais recentemente, em maro de 2011, aps sofrer o impacto da passagem de um tsunami, a central nuclear de Fukushima no Japo teve o seu sistema de resfriamento danificado, provocando o colapso de quatro reatores nucleares e causando o vazamento de material radioativo para o meio ambiente. Segundo especialistas, todos os dias 300 toneladas de gua do Oceano Pacfico so contaminadas, ameaando, alm do Japo e seus vizinhos, toda a Costa Leste da Amrica do Norte e Central.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    c) Todos os grupos sociais (sociedades nacionais e corporaes transnacionais, por exemplo) tm capacidade de ampliar suas aes a escalas geogrficas regionais e at globais? Por qu?

    3. Leia o texto a seguir.

  • 78

    Geografia 1a srie Volume 2

    a) Os quatro eventos relatados no texto so de mesma natureza? Explique.

    b) Todos esses eventos tm impactos em diferentes escalas geogrficas? Explique.

    c) Por que os fenmenos climticos podem ampliar os impactos locais de um evento natural ou de um acidente provocado pelo ser humano at uma escala mais ampla?

    Em seu caderno, produza um texto a respeito dos seguintes aspectos:

    O espao geogrfico sofre os efeitos (impactos) das aes humanas e da dinmica e dos eventos da natureza. Por vezes, eles se integram: uma ao humana pode interferir na dinmica da natureza. O clima uma espcie de amplificador das escalas geogrficas de eventos naturais e humanos ocorridos na superfcie terrestre.

  • 79

    Geografia 1a srie Volume 2

    Observe o mapa da prxima pgina e responda s questes a seguir.

    1. Por que alguns pases da Europa apresentam um consumo maior de energia por habitante? Jus-tifique dando exemplos.

    2. Faa uma descrio de onde esto (e quais so) os pases que mais consomem energia per capita.

  • 80

    Geografia 1a srie Volume 2

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    British Petroleum

  • 81

    Geografia 1a srie Volume 2

    Em seu caderno, produza um texto que trate das seguintes relaes:

    Consumo de energia impactos ambientais escalas geogrficas dos impactos ambientais ampliao e integrao de escalas

    Ao humana para prover a vida material consumo de energia escala local e regional emisso de CO2 escala local e regional aquecimento da atmosfera escala global

    1. O que voc acha que pode acontecer ao planeta com o aquecimento global? D exemplos.

    2. Leia o texto a seguir.

    A instabilidade da dinmica climtica

    Os especialistas em questes climticas detectaram que as temperaturas mdias do planeta ten-dem a se elevar. Essa elevao pode ser mais ou menos detectada na maior parte das terras emersas, mas h zonas do planeta onde a temperatura diminuiu.

    Em vista da intensa e cada vez mais acelerada emisso de CO2 na atmosfera por parte do ser humano, legtimo, do ponto de vista cientfico, verificar a relao entre esses dois fenmenos: elevao da temperatura e emisso de CO2. Alis, a maioria dos cientistas que estudam direta ou indiretamente essa problemtica afirma que o aquecimento global, nas ltimas dcadas, est sendo intensificado pela ao humana.

    No entanto, Jacques Lvy, gegrafo francs, lembra que o clima terrestre um sistema bas-tante instvel, que conheceu muita variao em sua dinmica ao longo da histria do planeta.

  • 82

    Geografia 1a srie Volume 2

    a) Os fenmenos climticos so complexos ou simples? Por qu?

    b) O texto admite que o aquecimento global pode estar associado ao humana. H contro-vrsias sobre esse fenmeno? Por qu?

    Aquecimentos e resfriamentos severos alternaram-se por motivos naturais. Como ter certeza de que a sobrecarga atual de CO2 emitido pelo ser humano uma das causas do aquecimento atual, se fenmenos semelhantes j ocorreram sem que houvesse participao humana? Talvez os motivos naturais sejam suficientes para explicar essa modificao do clima. Porm, no possvel ter certeza disso.

    A questo : no caso do aquecimento global, esto sendo contrapostas e integradas, em um mesmo raciocnio, a escala dos fenmenos humanos e a escala dos fenmenos naturais. E bom relembrar que a ao humana est envolvida apenas em parte dos processos que integram a dinmica climtica. As discusses sobre esse tema ainda so frgeis. Ainda no se pode, de ma-neira consistente, articular tempos curtos e tempos longos, em parte por causa da dificuldade de reconstruir a histria climtica do planeta, como afirma Lvy.

    Mesmo que se chegue a um consenso sobre as causas do aquecimento global, um novo campo de discordncias j bem visvel: Quais sero as consequncias desse aquecimento? A Amaznia vai se transformar em um deserto? Muitos afirmam isso, mas outros dizem o contrrio: a Amaznia vai se expandir.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

  • 83

    Geografia 1a srie Volume 2

    1. Os fenmenos climticos podem ser considerados meios de transporte que carregam para uma escala mais ampla os impactos locais de um evento natural ou de um acidente provocado pelo ser humano. Explique por qu.

    2. possvel afirmar que as escalas geogrficas das aes humanas possuem a mesma lgica que as escalas geogrficas dos fenmenos naturais? Justifique.

  • 84

    Geografia 1a srie Volume 2

    SITUAO DE APRENDIZAGEM 8 A DEFESA DE PONTOS SENSVEIS DO MEIO AMBIENTE: OS TRATADOS SOBRE O CLIMA E A BIODIVERSIDADE

    Para comeo de conversa

    1. As questes ambientais so consideradas assuntos exclusivamente internos dos pases? Por qu?

    2. Qual a sua opinio sobre os protestos internacionais relacionados ao desmatamento da Amaznia?

    3. Como o governo brasileiro reage a esses protestos? Explique.

    Leia o texto.

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    Conveno sobre biodiversidade

    Em 1992, por ocasio da Eco-92, Conferncia das Naes Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), realizada na cidade do Rio de Janeiro, foi assinado um tratado internacional denominado Conveno sobre Diversidade Biolgica. No ano seguinte, o documento foi ratificado pelo Congresso Nacional brasileiro, o que transformou esse tratado internacional em lei nacional.

  • 85

    Geografia 1a srie Volume 2

    O Artigo 1 da Conveno assinala:

    Os objetivos desta Conveno, a serem cumpridos de acordo com as disposies perti-nentes, so a conservao da diversidade biolgica, a utilizao sustentvel de seus compo-nentes e a repartio justa e equitativa dos benefcios derivados da utilizao dos recursos genticos, mediante, inclusive, o acesso adequado aos recursos genticos e a transferncia adequada de tecnologias pertinentes, levando em conta todos os direitos sobre tais recursos e tecnologias, e mediante financiamento adequado.

    Referncia

    NAES UNIDAS. Conveno sobre Diversidade Biolgica. Disponvel em: . Acesso em: 22 jan. 2014.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    1. O desmatamento da Amaznia, da Mata Atlntica ou de qualquer bioma no Brasil choca-se com o tratado internacional assinado pelo Brasil em 1992? O governo estaria desrespeitando alguma lei brasileira ao no conseguir conter o desmatamento? Justifique.

    2. Nos ltimos 30 anos, as sociedades locais e os grupos e instituies internacionais tm se vol-tado para o debate sobre a relao do ser humano com o meio natural. A esse respeito pode ser dito que:

    a) apesar dessa nova conscincia, as iniciativas para amenizar os efeitos da ao humana so isoladas e no resultaram em acordos internacionais importantes.

    b) as aes a favor da questo ambiental esto se consolidando em tratados internacionais cujos efeitos tm ajudado a sensibilizar as sociedades atuais.

    c) as formas de organizao internacional para enfrentar a crise ambiental so apenas regionais, pois ainda no foi possvel tomar iniciativas em nvel mundial.

    d) os principais tratados em relao crise ambiental ainda no conseguiram incluir uma das questes fundamentais dessa crise: a da perda da biodiversidade.

    e) a perda da biodiversidade atinge os pases pobres, que so os nicos que podem tomar iniciativa para agir em escala mundial, embora no contem com o apoio dos outros pases.

  • 86

    Geografia 1a srie Volume 2

    No texto Conveno sobre biodiversidade, so citados instituies, pases e eventos que se or-ganizaram para enfrentar formalmente os problemas ambientais.

    Em grupo, faam uma pesquisa para responder questo: Quais so as principais confern-cias promovidas pela Organizao das Naes Unidas sobre o clima e o meio ambiente?

    Pesquisem o que so as instituies, os eventos ou os documentos relacionados s questes am-bientais, como a Conferncia das Naes Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), tambm conhecida como Eco-92 ou Rio-92, a Conferncia da Cpula da Terra, a Conveno sobre Diversidade Biolgica e o Congresso Nacional brasileiro.

    Escolham uma das conferncias para aprofundar a pesquisa.

    Considerem, tambm, as seguintes questes:

    Por que a biodiversidade pode ser considerada patrimnio da humanidade? Em que pases as ameaas biodiversidade so mais graves?

    Por que a biodiversidade vista como condio para a continuidade da vida?

    Pesquisa 1

    Leiam os textos a seguir.

    Conveno sobre mudanas climticas globais

    Desde a dcada de 1980, evidncias cientficas sobre a possibilidade de mudana do clima em nvel mundial vm despertando um interesse crescente da populao. Nos anos 1990, uma srie de conferncias internacionais apelava para a urgncia de um tratado mundial para enfrentar tal problema. O Programa das Naes Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Organizao Meteorolgica Mundial (OMM) responderam a esses chamados criando o Painel Intergovernamental sobre Mudana do Clima (IPCC), encarregado de apoiar com trabalhos cientficos as negociaes desse tratado. Assim, iniciou-se o documento Conveno-Quadro das Naes Unidas sobre Mudanas do Clima, um dos tratados firmados na Eco-92:

    As Partes desta Conveno,

    Reconhecendo que a mudana do clima da Terra e seus efeitos negativos so uma preocu-pao comum da humanidade,

    Pesquisa 2

  • 87

    Geografia 1a srie Volume 2

    Preocupadas com que atividades humanas esto aumentando substancialmente as con-centraes atmosfricas de gases de efeito estufa, com que esse aumento de concentraes est intensificando o efeito estufa natural e com que disso resulte, em mdia, aquecimento adicional da superfcie e da atmosfera da Terra e com que isso possa afetar negativamente os ecossistemas naturais e a humanidade, [...]

    Referncia

    NAES UNIDAS. Conveno-Quadro das Naes Unidas sobre Mudanas do Clima. Disponvel em: . Acesso em: 14 maio 2014.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    Protocolo de Kioto

    Se a Conveno-Quadro das Naes Unidas sobre Mudanas do Clima foi assinada por todos os pases participantes da Eco-92, o mesmo no ocorreu com o Protocolo de Kioto (1997). Isso porque a conveno apresentou apenas propostas, sem estabelecer prazos nem limites para a emisso de poluentes, diferentemente do protocolo assinado na cidade de Kioto, no Japo. Esse novo compromisso internacional, que havia sido previsto na Eco-92, tinha como objetivo estabelecer metas para a reduo da emisso de gases que intensificam o efeito estufa, com destaque para o CO2. E esse compromisso implicava mudanas importantes e difceis nas eco-nomias dos pases, em especial quanto matriz energtica.

    Os pases que mais emitiam os gases poluentes arcariam com custos econmicos elevados. O presidente dos Estados Unidos da Amrica, George W. Bush (2001-2008), declarou que no submeteria o avano da economia estadunidense aos sacrifcios necessrios implementao das medidas propostas. Alm disso, ele contestava a validade cientfica do diagnstico sobre o aquecimento global. Com esses argumentos, o pas no assinou o tratado internacional, que passou a vigorar em 16 de fevereiro de 2005.

    No entanto, a presso sobre os EUA voltou a aumentar em 2007, com a publicao dos relatrios do IPCC, que reafirmaram de forma mais enftica a relao entre emisso de CO2 e aquecimento global. Cada vez mais, a sociedade civil, assim como polticos de todo o mundo, tem entendido que a mudana climtica j comeou e que medidas so necessrias e urgentes.

    Elaborado por Jaime Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    Combinem com seu professor como os resultados de cada uma das pesquisas sero apresentados.

    De todas as instituies e tratados mencionados nos textos, a principal referncia em vigor o Proto-colo de Kioto. Por isso, a pesquisa ser sobre ele: quais iniciativas anteriores esto em sua origem; o que esse tratado representa para a questo das mudanas cli-mticas; quando o protocolo foi assinado e quais so seus objetivos; o calendrio para atingir os objetivos estabelecidos; o sucesso e as dificuldades etc.

  • 88

    Geografia 1a srie Volume 2

    Continue a composio do glossrio apresentado ao final deste Caderno. Nos textos que voc leu, foram sugeridos (em laranja) alguns termos.

    Com relao s mudanas climticas, correto afirmar que:

    a) elas esto controladas graas diminuio da emisso de gases de efeito estufa promovida pelos EUA.

    b) referem-se ao aquecimento global proveniente do declnio do perodo glacial que comeou nos ltimos 20 anos.

    c) todos os pases assumiram o compromisso de diminuir a emisso dos gases que aumentam as temperaturas, e os resultados positivos j surgiram discretamente.

    d) o Protocolo de Kioto fracassou integralmente e deixou de ser uma referncia para as aes de combate ao volume de emisses de gases.

    e) na Eco-92, j havia preocupao quanto a um aquecimento global provocado pelas atividades humanas e j podiam se observar vrios estudos e iniciativas relacionados ao humana no meio ambiente.

  • 89

    Geografia 1a srie Volume 2

    GlossrioAquecimento global:

    Atmosfera (ver tambm Clima e Domnios naturais): conjunto de gases combinados que envolvem a superfcie terrestre a que chamamos de ar. Biosfera (ver tambm Meio ambiente e Orgnico): conjunto da vida vegetal e animal no interior dos domnios naturais.

    Clima (ver tambm Atmosfera):

    Complexidade (ver tambm Simplicidade):

    Conservao:

    Diversidade biolgica:

  • 90

    Geografia 1a srie Volume 2

    Domnios naturais (ver tambm Atmosfera, Hidrosfera, Litosfera e Inorgnico): 1. a interao da atmosfera com a litosfera e a hidrosfera forma um domnio natural; 2. mundo inorgnico.

    Efeito estufa:

    Emisso: liberao, na atmosfera, de gases de efeito estufa e/ou de seus precursores em rea e perodo determinados.

    Estrato:

    Floresta:

    Gases de efeito estufa:

    Herbceo:

    Hidrosfera (ver tambm Domnios naturais):

    Inorgnico (ver tambm Domnios naturais):

  • 91

    Geografia 1a srie Volume 2

    Litosfera (ver tambm Domnios naturais):

    Matriz energtica:

    Meio ambiente:

    Mudana do clima:

    Orgnico (ver tambm Biosfera e Meio ambiente):

    Recursos genticos:

    Savana:

    Simplicidade (ver tambm Complexidade):

    Solo (ver tambm Biosfera, Meio ambiente e Orgnico):

  • 92

    Geografia 1a srie Volume 2

    Utilizao sustentvel:

    Vegetao: 1. forma de vida que se desenvolve nos solos, consumindo nutrientes e gua e usando a energia solar; 2. forma de vida que se desenvolve nas terras emersas, fixada ao solo.

  • 93

    Geografia 1a srie Volume 2

  • 94

    Geografia 1a srie Volume 2

  • 95

    Geografia 1a srie Volume 2

    Ano-Terra Histria da Terra Tempo geolgico

    Ms Data

    Eventos marcantes e seus registros (idades em milhes

    de anos = Ma)

    Principais tendn-cias e inovaes Subdiviso

    Jane

    iro

    Primeiro dia, da meia-noite

    at 15h35

    4 566: Formao da nebulosa solar.

    O on Hadeano marcado pela acreo do planeta, impactos gigantescos, oceanos de magma e intenso

    magmatismo, diferen-ciao e desvalorizao do interior do planeta.

    Do dia 6 ao dia 14 (4 500 e 4 400 Ma) a conveco catica e a rpida reciclagem das rochas da superfcie

    impedem a formao de placas estveis. (Fase pr-placa da tectnica global).

    No dia 14 de janeiro, (4 400 Ma) aparecem

    microplacas e, na segunda quinzena de fevereiro, o primei-ro protocontinente (4 000 a 3 850 Ma),

    onde hoje a Groen-lndia.

    ONHADEANO

    (4 566 a 3 850 Ma)

    4 563: Planetsimos comeam a se formar por acreo.

    4 558: Planetsimos maiores j exibem magmatismo plutnico e vulcnico.

    s 11h30 do dia 5

    4 510: A Lua se forma quando um planetsimo do tamanho de Marte colide com a Terra, ainda em formao.

    s 6h45 do dia 6

    4 500: Transformaes no jovem Sol criam um vento solar to in-tenso que a atmosfera primordial da Terra "varrida" para o espao, arrefecendo a superfcie do pla-neta. Vulcanismo libera grandes quantidades de gs carbnico e vapor de gua.

    s 16h05 do dia 8

    4 470: Acreo da Terra e dife-renciao do ncleo metlico (Fe, Ni) esto praticamente conclu-das e a atmosfera, rica em CO2, reestabelecida.

    s 6h30 do dia 14

    4 400: Cristais de zirco (ZrSiO4) com esta idade so os mais antigos objetos terrestres datados. So evidncias da existncia, na poca, de crosta continental grantica e da alterao de rochas por meio aquo-so (hidrosfera). A Terra se torna propcia vida primitiva.

    s 0h do dia 17

    4 366: Termina a fase de aque-cimento do interior do planeta por meio de impactos acrecio-nrios (energia cintica calor) e diferenciao interna (energia gravitacional potencial calor).

  • 96

    Geografia 1a srie Volume 2

    Feve

    reiro

    No incio do dia 12

    4 040: Mais antigas rochas conhecidas gnaisses de Acasta, Canad.

    s 5h45 do dia 15

    4 000: Ncleo interno se cris-taliza, dando incio ao campo magntico terrestre.

    Do dia 23 at o dia 2 de

    maro

    3 900 a 3 800: Retomada de im-pactos gigantes criam as maiores crateras da Lua e ameaam a sobrevivncia de quaisquer formas de vidas presentes na Terra.

    A partir das 5h45 do dia 27 at o dia 15 de maro

    3 850-3 650: Forma-se o mais an-tigo registro conhecido de rochas supracrustais, como lavas e rochas sedimentares, agora metamor-fizadas (ilha Aklia e Isua, SW Groenlndia).

    Estas rochas evidenciam a existn-cia de pequenos protocontinentes e incluem grafite, interpretado por alguns pesquisadores como a mais antiga evidncia de vida na Terra.

    O incio do on Arqueano base do registro geolgico

    mais antigo de rochas sedimentares.

    A fase de microplacas termina no dia 30

    de maio (2 700 Ma) aps a consolidao de placas litosfricas

    de dimenses e relevo expressivos.

    Inicia-se a fase de tran-sio tectnica, que culminar no dia 13

    de outubro com o sur-gimento do "ciclo de Wilson" e a tectnica

    global moderna.

    A atmosfera comea a se tornar oxidante a partir do dia 6 de maio (3 000 Ma)

    devido expanso de microrganismos

    fotossintetizantes, como as cianobac-

    trias. Como conse-quncia, deposita-se

    quantidade gigantesca de ferro nos oceanos.

    ON ARQUEANO (3 850 a 2 500

    Ma)

    Mar

    o

    s 5h do dia 27

    3 500: Fsseis mais antigos: estro-matlitos e microfsseis orgnicos (evidncias de vida procaritica j diversificada) W Austrlia. Pores duradouras (cratnicas) se formam nos protocontinentes maiores (oeste da Austrlia e sul da frica).Intensa atividade vulcnica irrom-pe na Lua.

    Abril s 5h do dia 4

    3 400: Rochas mais antigas da Amrica do Sul o tonalito de So Jos do Campestre, prximo de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil.

    Mai

    o s 3h50 do dia 30

    2 700: Mais antigas evidncias bio-geoqumicas (quimiofsseis) de fo-tossntese oxignica (cianobactrias) e de esteris, compostos produzidos apenas por eucariotos. Formao ferrfera da Serra dos Carajs depositada.

  • 97

    Geografia 1a srie Volume 2

    Junh

    os 3h35 do

    dia 15 2 500: O incio da era Paleoproterozoica. O on Proterozoico

    marcado por profun-das modificaes na

    atmosfera, magmatis-mo, sedimentao, cli-ma e regime tectnico,

    cada vez mais pare-cidos com processos

    modernos.

    A retirada de gs carbnico da atmos-

    fera por processos intempricos e por

    organismos fotossinte-tizantes reduz o efeito estufa do Arqueano e provoca a primeira glaciao de extenso continental no dia 17 de julho (2 100 Ma).

    A atmosfera se torna oxidante em julho

    (2 300 a 2 000 Ma).

    Com o aumento de oxignio na atmos-fera e a expanso de reas de guas rasas

    habitveis em torno de continentes, surgem grandes inovaes

    evolutivas: vida euca-ritica simples (micro-algas) entre o fim de

    julho (2 000 Ma) e fim de agosto (1 600), al-gas marinhas plurice-lulares microscpicas e sexualidade a partir do dia 27 de agosto

    (1 200 Ma) e, animais, finalmente, apenas no dia 14 de novembro (600 Ma), ao final da era Neoproterozoica.

    ERA

    PALE

    OPR

    OT

    ERO

    ZOIC

    A

    ON

    PR

    OT

    ERO

    ZOIC

    O (2

    500

    A 5

    42 M

    a)

    s 3h20 do dia 23

    2 400: Formao ferrfera e os estromatlitos mais antigos do Brasil depositam-se no Quadri-ltero Ferrfero, Minas Gerais (Brasil).

    Julh

    o

    s 3h20 do dia 1

    2 300: Mais antigos depsitos sedimentares continentes aver-melhados (red beds), considerados como evidncia geolgica de uma atmosfera oxidante.

    s 3h05 do dia 17

    2 100: Mais antigas evidncias de glaciao continental extensa (Canad). Marca paleontolgica representada pela microflora pro-caritica silicificada de Gunflint (Canad).

    s 6h45 do dia 23

    2 023: Impacto de meteorito em Vredefort, frica do Sul (cria cra-tera de 300 km de dimetro).

    s 2h55 do dia 25

    2 000: O fssil enigmtico, Grypania, talvez represente os pri-meiros organismos megascpicos (algas eucariticas?).

    Agos

    to

    s 2h40 do dia 6

    1 850: Impacto de Sudbury, Canad, forma cratera de 250 km de dimetro.

    ERA

    MES

    OPR

    OT

    ERO

    ZOIC

    A(1

    600

    a 1 0

    00 M

    a)s 2h40 do dia 10 1 800: Forma-se o suposto pri-meiro supercontinente, Nuna.

    s 2h10 do dia 26

    1 600: Incio da era Mesoproterozoica.

    Sete

    mbr

    o

    s 1h40 do dia 27

    1 200: Mais antiga evidncia de multicelularidade eucaritica e de sexualidade rodofceas micros-cpicas (Canad). Agregao do supercontinente Rodnia se inicia.

  • 98

    Geografia 1a srie Volume 2

    Out

    ubro

    s 1h25 do dia 13

    1 000: Incio da era Neoprotero-zoica. Agregao final de Rodnia.

    Termina a fase de transio na tectnica

    e inicia-se a fase da tectnica global mo-derna, caracterizada por ciclos de Wilson

    (expanso do assoalho ocenico e subduo).

    Na primeira quinzena de novembro (750 a

    600 Ma) a Terra passa por dois episdios de

    glaciao extrema.

    No curto intervalo de 14 a 18 de novembro

    (600 a 542 Ma), a vida animal pluri-

    celular e megascpica aparece e diversifica-

    -se, estabelecendo praticamente todos seus principais filos.

    ERA

    NEO

    PRO

    TER

    OZO

    ICA

    (1 00

    0 a

    542

    Ma)

    ON

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    O (2

    500

    A 5

    42 M

    a)

    Nov

    embr

    o

    Do dia 2 ao dia 14

    750 a 700: Suposta glaciao global (bola de neve) Sturtiana. Rodnia comea a se fragmentar e dispersar.

    630 a 600: Suposta glaciao glo-bal (bola de neve) Marinoana.

    Dia14

    s 0h45

    600: Mais antigas evidncias de animais invertebrados (metazo-rios) representados por embries e ovos fosfatizados (China). Inicia--se o perodo Ediacarano (600 a 542 Ma), importantssimo para a evoluo biolgica.

    s19h55

    590: Impacto de Acraman, Austrlia, forma cratera de 90 km de dimetro.

    s 15h10 do dia 15

    580: Glaciao Gaskiers, extensa mas no global.

    Entre os dias 16 e 18

    575 a 542: Fauna de Ediacra: mais antiga associao de fsseis macroscpicos de supostos meta-zorios. Distribuio mundial.

    s 0h40 do dia 18

    550: Mais antigos invertebrados com conchas (exoesqueletos mi-neralizados), Nambia e Corum-b, Mato Grosso do Sul, Brasil.

  • 99

    Geografia 1a srie Volume 2

    Nov

    embr

    o

    s 16h05 do dia 18

    542: Incio da era Paleozoica e do perodo Cambriano. O perodo se distingue pela diferenciao evoluti-va de praticamente todos os filos de metazorios conhecidos, inclusive os cordados, de 550 a 530 Ma. O supercontinente Gondwana se consolida.

    O on Fanerozoico comea com a irra-diao evolutiva a

    exploso cambriana de organismos capazes de secretar carapaas, conchas e esqueletos.

    A vida deixa de ser dominada por micror-

    ganismos e se torna visvel, macroscpica, organizada em ecos-

    sistemas cada vez mais complexos. A biosfera

    passa a fazer parte fsica e qumica do meio

    ambiente, interagindo intensamente com a hidrosfera, litosfera e

    atmosfera.

    A vida animal e vegetal invade e conquista os

    continentes.

    Surgem os vertebrados, inclusive os peixes, anfbios e rpteis.

    Trs episdios de gla-ciao afetam o clima

    global.

    Extines alternam com irradiaes evoluti-vas. A maior de todas as extines conhecidas ao final do Permiano, ter-mina a era Paleozoica.

    Cam

    bria

    no(5

    42 a

    488

    Ma)

    ERA

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    (542

    a 2

    51 M

    a)

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    OZO

    ICO

    (542

    a 0

    Ma)

    s 23h45 do dia 22

    488: Incio do Ordoviciano: Invertebrados com conchas se diversificam. Surgem os pei-xes e plantas muito simples. Glaciao e importante poca de extino marcam o fim do perodo. Instalam-se grandes bacias sedimentares, Paran, Parnaba, Amazonas e Solimes, que permanecero importantes stios de deposio durante o Paleozoico e Mesozoico.

    Ord

    ovic

    iano

    (488

    a 4

    44 M

    a)

    s 12h do dia 26

    444: Incio do Siluriano: As plantas e grupos de invertebrados invadem, efetivamente, os terre-nos baixos dos continentes. S

    iluria

    no(4

    44 a

    416

    M

    a)

    s 17h45 do dia 28

    416: Incio do Devoniano: As plantas conquistam de vez os continentes desenvolvendo folhas e sementes e construindo as primeiras florestas. Aparecem os anfbios e os insetos. Extino e glaciao ao final do perodo.

    Dev

    onia

    no

    (416

    a 3

    59 M

    a)

  • 100

    Geografia 1a srie Volume 2

    Dez

    embr

    o

    s 7h10 do dia 3

    359: Incio do Carbonfero: Acmulo de grandes depsitos de carvo no Hemisfrio Norte. Extensa glaciao carbonfera--permiana nos continentes do Hemisfrio Sul, inclusive no Brasil. Primeiros rpteis.

    Car

    bon

    fero

    (359

    a 2

    99 M

    a)

    ON

    FA

    NER

    OZO

    ICO

    (542

    a 0

    Ma)

    s 2h10 do dia 8

    299: Incio do Permiano: Expanso das gimnospermas e diversificao dos rpteis. Final da agregao do supercontinente Pangea. Extino permiana, a mais severa de todas, marca o fim do Permiano e do Paleozoico.

    Perm

    iano

    (299

    a 2

    51 M

    a)

    s 22h05 do dia 11

    251: Incio do Trissico: Surgem os dinossauros, os rpteis voa-dores, os rpteis marinhos e os mamferos, com vantagem para os rpteis durante o Mesozoico. Importante poca de extino ao final do perodo.

    Inicia-se a era Mesozoica, a era dos rpteis, mas tambm

    um importante perodo para as gimnospermas, os peixes sseos, os mo-luscos e muitas formas

    de microplncton.

    Clima globalmente muito quente ao longo

    de toda a era.

    Pangea comea a se desagregar, antes do fim da primeira quinzena do ms, dando ori-

    gem, ao longo do resto do ano, aos oceanos,

    continentes e principais feies fisiogrficas da Terra. Amrica do Sul

    se separa da frica.

    Derrames vulcnicos s 14h28 do dia 21 (130 Ma) enchem a bacia do

    Paran com mais de um milho de quilme-

    tros cbicos de lavas.

    Tri

    ssic

    o(2

    51 a

    200

    Ma)

    ERA

    MES

    OZO

    ICA

    (251

    a 6

    5,5

    Ma)s 0h14 do dia 16

    200: Incio do Jurssico: Mais antigas aves. Diversificao dos dinossauros. Ju

    rss

    ico

    (200

    a 14

    6 M

    a)

    s 7h40 do dia 20

    146: Incio do Cretceo: Processos iniciados ao final do Jurssico no Gondwana levam separao da Amrica do Sul e frica, com a formao de inmeras bacias costei-ras, que mais tarde viraro stios de acumulao de petrleo. Surgem os mamferos placentrios. Aparecem as angiospermas (plantas com flores e frutos) que rapidamente se tor-nam as plantas mais diversificadas.

    O perodo e a era terminam com a repentina extino em massa dos dinossauros, rpteis voadores, grandes rpteis marinhos e muitos outros grupos de animais e plantas, supostamente por causa do impacto de um asteroide no Mxico.

    Cre

    tce

    o(1

    46 a

    65,

    5 M

    a)

  • 101

    Geografia 1a srie Volume 2

    Dez

    embr

    o

    s 18h15 do dia 26

    65,5: Incio do perodo Palege-no (e do antigo perodo Terci-rio) e da poca Paleoceno (65,5 a 55,8 Ma): Irradiao evolutiva dos mamferos, angiospermas e inse-tos. Primeiros primatas e cavalos.

    Incio da era Ceno-zoica: A Terra assume

    sua configurao biolgica, geogrfica e

    climtica moderna.

    Aves, mamferos placentrios, insetos,

    roedores, peixes sseos e angiospermas domi-

    nam a biota.

    Os Alpes, Himalaias e Andes se levantam. P

    ale

    geno

    (65,

    5 a

    23,0

    Ma)

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    (65,

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    1,8

    Ma)

    ERA

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    OZO

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    (542

    a 0

    Ma)

    s 12h45 do dia 27

    55,8: Incio do Eoceno (55,8 a 33,9 Ma): Surgem as baleias.

    s 6h45 do dia 29

    33,9: Incio do Oligoceno (33,9 a 23,0 Ma): Gelo comea a formar o manto polar na Antrtica, tor-nando o clima global mais rido. Com isso as florestas se retraem e as savanas se ampliam, e com eles, as gramneas e mamferos adapta-dos a ambientes abertos.

    s 3h50 do dia 30

    23,0: Incio do perodo Negeno e da poca Mioceno (23,0 a 5,3 Ma): Vulcanismo constri Fernando de Noronha entre 12 e 2 Ma atrs. Irradiao dos passarinhos e bovinos.

    Ne

    geno

    (23,

    0 a

    0 M

    a)

    Dia31

    s 12h30

    6: Mais recente ancestral dos chimpanzs e humanos (Sahelanthropus), Chade.

    s 13h40

    5,3: Incio da poca Piloceno (5,3 a 1,8 Ma): A atual era de gelo se instala no Hemisfrio Norte.

    s 19h55

    2: Surge a inteligncia humana e o gnero Homo, nosso ancestral direto, se diferencia, culturalmen-te, dos outros homindeos.

    O clima esfria-se e mantos de gelo cobrem os polos, iniciando uma nova idade de gelo no

    Hemisfrio Norte entre 17h15 e 18h15 do dia

    31 (3,5 a 3,0 Ma).

    Aparecem inteligncia humana e cultura em torno das 20h (2 Ma). Nas quatro horas finais,

    o homem consegue interferir na natureza como nenhum outro

    animal antes, com consequncias positivas e negativas ainda inade-quadamente conhecidas.

    s 20h25

    1,8: Incio da poca Pleistoceno (e comeo do perodo Quater-nrio) (1,8 a 0,01 Ma). Glacia-es se intensificam. O homem se espalha pelo mundo.

    Qua

    tern

    rio

    (1,8

    a 0

    Ma)

    s 23h45

    0,01: Incio da poca Holoceno (ou Recente) (0,01 a 0 Ma): As geleiras continentais se retraem, o clima melhora e as primeiras sociedades humanas aparecem.

    s 24h0: Hoje. E o futuro? Olhe num espelho prximo e arrisque uma previso.

    Fonte: TEIXEIRA, Wilson. (Org.); FAIRCHILD, T. R. (Org.); TOLEDO, M. C. M. (Org.); TAIOLI, F. (Org.). Decifrando a Terra. 2.ed. So Paulo: Companhia Editora Nacional - IBEP, 2009. v. 1. p. 621-623. Companhia Editora Nacional, 2009

  • 102

    Geografia 1a srie Volume 2

    Filme

    O inferno de Dante (Dantes Peak). Direo: Roger Donaldson. EUA, 1997. 108 min. 12 anos. Harry Dalton (Pierce Brosnan), um vulcanologista (perito em fenmenos vulcnicos), e Rachel Wando (Linda Hamilton), a prefeita da pequena cidade de Dante, tentam conven-cer o conselho dos cidados e outros gelogos a declarar estado de alerta, pois um vulco muito prximo, que est inativo h vrios sculos, entrar em erupo. Mas interesses eco-nmicos so contrariados com a notcia: o alerta pode afastar um grande empresrio que pretende fazer investimentos e gerar 800 empregos diretos na cidade.

    reas de risco: informao para preveno. 12 min. Vdeo elaborado pelo Instituto de Pesquisas Tecnolgicas (IPT) que orienta para preveno de riscos. Traz informaes para identificao de riscos e preveno de acidentes. Disponvel em: . Acesso em: 22 jan. 2014.

    Sites

    Folha Online. Disponvel em: . Acesso em: 26 nov. 2013. Animao da Folha Online de um vulco e mapa da ocorrncia de vulces na Terra.

    Instituto Geofsico EPN. Disponvel em: . Acesso em: 26 nov. 2013. Portal do Instituto Geofsico do Equador, pas que tem vrios vulces e sofre abalos ssmicos. Em espanhol.

    Instituto Geolgico do Estado de So Paulo. Disponvel em: . Acesso em: 22 jan. 2014.

    Star news. Disponvel em: . Acesso em: 26 nov. 2013. Informaes e imagens de vulces.

  • CONCEPO E COORDENAO GERALNOVA EDIO 2014-2017

    COORDENADORIA DE GESTO DA EDUCAO BSICA CGEB

    Coordenadora Maria Elizabete da Costa

    Diretor do Departamento de Desenvolvimento Curricular de Gesto da Educao Bsica Joo Freitas da Silva

    Diretora do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino Mdio e Educao Profissional CEFAF Valria Tarantello de Georgel

    Coordenadora Geral do Programa So Paulo faz escolaValria Tarantello de Georgel

    Coordenao Tcnica Roberto Canossa

    Roberto Liberato

    S el Cristina de lb er e o

    EQUIPES CURRICULARES

    rea de Linguagens Arte: Ana Cristina dos Santos Siqueira, Carlos Eduardo Povinha, Ktia Lucila Bueno e Roseli

    Ventrella.

    Educao Fsica: Marcelo Ortega Amorim, Maria Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt,

    Rosngela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto

    Silveira.

    Lngua Estrangeira Moderna (Ingls e Espanhol): Ana Beatriz Pereira Franco, Ana Paula de Oliveira Lopes, Marina Tsunokawa Shimabukuro

    e Neide Ferreira Gaspar.

    Lngua Portuguesa e Literatura: Angela Maria Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Id Moraes dos

    Santos, Joo Mrio Santana, Ktia Regina Pessoa,

    Mara Lcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli

    Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves.

    rea de Matemtica Matemtica: Carlos Tadeu da Graa Barros, Ivan Castilho, Joo dos Santos, Otavio Yoshio

    Yamanaka, Rosana Jorge Monteiro, Sandra Maira

    Zen Zacarias e Vanderley Aparecido Cornatione.

    rea de Cincias da Natureza Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e

    Rodrigo Ponce.

    Cincias: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli, Gisele Nanini Mathias, Herbert Gomes da Silva e

    Maria da Graa de Jesus Mendes.

    Fsica: Anderson Jacomini Brando, Carolina dos Santos Batista, Fbio Bresighello Beig, Renata

    Cristina de Andrade Oliveira e Tatiana Souza da

    Luz Stroeymeyte.

    Qumica: Ana Joaquina Simes S. de Mattos Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, Joo Batista Santos Junior, Natalina de Ftima Mateus e Roseli Gomes de Araujo da Silva.

    rea de Cincias Humanas Filosofia: Emerson Costa, Tnia Gonalves e Tenia de Abreu Ferreira.

    Geografia: Andria Cristina Barroso Cardoso, Dbora Regina Aversan e Srgio Luiz Damiati.

    Histria: Cynthia Moreira Marcucci, Maria Margarete dos Santos Benedicto e Walter Nicolas Otheguy Fernandez.

    Sociologia: Alan Vitor Corra, Carlos Fernando de Almeida e Tony Shigueki Nakatani.

    PROFESSORES COORDENADORES DO NCLEO PEDAGGICO

    rea de Linguagens Educao Fsica: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine Budiski de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali Rodrigues dos Santos, Mnica Antonia Cucatto da Silva, Patrcia Pinto Santiago, Regina Maria Lopes, Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonalves Ferreira Viscardi, Silvana Alves Muniz.

    Lngua Estrangeira Moderna (Ingls): Clia Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva, Edna Boso, Edney Couto de Souza, Elana Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba Kozokoski, Fabiola Maciel Saldo, Isabel Cristina dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos, Ktia Vitorian Gellers, Ldia Maria Batista Bom m, Lindomar Alves de Oliveira, Lcia Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza, Neusa A. Abrunhosa Tpias, Patrcia Helena Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato Jos de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de Campos e Silmara Santade Masiero.

    Lngua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonalves Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, Letcia M. de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz, Mrcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina Cunha Riondet Costa, Maria Jos de Miranda Nascimento, Maria Mrcia Zamprnio Pedroso, Patrcia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar Alexandre Formici, Selma Rodrigues e Slvia Regina Peres.

    rea de Matemtica Matemtica: Carlos Alexandre Emdio, Clvis Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi, Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia, Evaristo Glria, Everaldo Jos Machado de Lima, Fabio Augusto Trevisan, Ins Chiarelli Dias, Ivan Castilho, Jos Maria Sales Jnior, Luciana Moraes Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello, Mrio Jos Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi, Rodrigo Soares de S, Rosana Jorge Monteiro,

    Rosngela Teodoro Gonalves, Roseli Soares Jacomini, Silvia Igns Peruquetti Bortolatto e Zilda Meira de Aguiar Gomes.

    rea de Cincias da Natureza Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro Rodrigues Vargas Silvrio, Fernanda Rezende Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara Santana da Silva Alves.

    Cincias: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson Lus Prati.

    Fsica: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula Vieira Costa, Andr Henrique Ghel Ru no, Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael Plana Simes e Rui Buosi.

    Qumica: Armenak Bolean, Ctia Lunardi, Cirila Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S. Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura C. A. Xavier, Marcos Antnio Gimenes, Massuko S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Slvia H. M. Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus.

    rea de Cincias Humanas Filosofia: lex Roberto Genelhu Soares, Anderson Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio Nitsch Medeiros e Jos Aparecido Vidal.

    Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Clio Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza, Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez, Mrcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos, Mnica Estevan, Regina Clia Batista, Rita de Cssia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Librio, Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato e Sonia Maria M. Romano.

    Histria: Aparecida de Ftima dos Santos Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete Silva, Cristiane Gonalves de Campos, Cristina de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin SantAna Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo, Priscila Loureno, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas.

    Sociologia: Anselmo Luis Fernandes Gonalves, Celso Francisco do , Lucila Conceio Pereira e Tnia Fetchir.

    Apoio:Fundao para o Desenvolvimento da Educao - FDE

    CTP, Impresso e acabamentoGr ca e Editora Posigraf

  • A Secretaria da Educao do Estado de So Paulo autoriza a reproduo do contedo do material de sua titularidade pelas demais secretarias de educao do pas, desde que mantida a integri-dade da obra e dos crditos, ressaltando que direitos autorais protegidos*devero ser diretamente negociados com seus prprios titulares, sob pena de infrao aos artigos da Lei no 9.610/98.

    * Constituem direitos autorais protegidos todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que no estejam em domnio pblico nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais.

    * Nos Cadernos do Programa So Paulo faz escola so indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos contedos apresentados e como referncias bibliogrficas. Todos esses endereos eletrnicos foram checados. No entanto, como a internet um meio dinmico e sujeito a mudanas, a Secretaria da Educao do Estado de So Paulo no garante que os sites indicados permaneam acessveis ou inalterados.* Os mapas reproduzidos no material so de autoria de terceiros e mantm as caractersticas dos originais, no que diz respeito grafia adotada e incluso e composio dos elementos cartogrficos (escala, legenda e rosa dos ventos).

    Cincias Humanas Coordenador de rea: Paulo Miceli. Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Lus Martins e Ren Jos Trentin Silveira.

    Geografia: Angela Corra da Silva, Jaime Tadeu Oliva, Raul Borges Guimares, Regina Araujo e Srgio Adas.

    Histria: Paulo Miceli, Diego Lpez Silva, Glaydson Jos da Silva, Mnica Lungov Bugelli e Raquel dos Santos Funari.

    Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe, Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina Schrijnemaekers.

    Cincias da Natureza Coordenador de rea: Luis Carlos de Menezes. Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabola Bovo Mendona, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana, Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo.

    Cincias: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite, Joo Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto, Julio Czar Foschini Lisba, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Mara Batistoni e Silva, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo Rogrio Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro, Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordo, Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.

    Fsica: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Iv Gurgel, Lus Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti, Maurcio Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell Roger da Puri cao Siqueira, Sonia Salem e Yassuko Hosoume.

    Qumica: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valena de Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidio.

    Caderno do Gestor Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de Felice Murrie.

    GESTO DO PROCESSO DE PRODUO EDITORIAL 2014-2017

    FUNDAO CARLOS ALBERTO VANZOLINI

    Presidente da Diretoria Executiva Mauro de Mesquita Spnola

    GESTO DE TECNOLOGIAS APLICADAS EDUCAO

    Direo da rea Guilherme Ary Plonski

    Coordenao Executiva do Projeto Angela Sprenger e Beatriz Scavazza

    Gesto Editorial Denise Blanes

    Equipe de Produo

    Editorial: Amarilis L. Maciel, Ana Paula S. Bezerra, Anglica dos Santos Angelo, Bris Fatigati da Silva, Bruno Reis, Carina Carvalho, Carolina H. Mestriner, Carolina Pedro Soares, Cntia Leito, Eloiza Lopes, rika Domingues do Nascimento, Flvia Medeiros, Giovanna Petrlio Marcondes, Gisele Manoel, Jean Xavier, Karinna Alessandra Carvalho Taddeo, Leslie Sandes, Main Greeb Vicente, Mara de Freitas Bechtold, Marina Murphy, Michelangelo Russo, Natlia S. Moreira, Olivia Frade Zambone, Paula Felix Palma, Pietro Ferrari, Priscila Risso, Regiane Monteiro Pimentel Barboza, Renata Regina Buset, Rodolfo Marinho, Stella Assumpo Mendes Mesquita, Tatiana F. Souza e Tiago Jonas de Almeida.

    Direitos autorais e iconografia: Beatriz Fonseca Micsik, Dayse de Castro Novaes Bueno, rica Marques, Jos Carlos Augusto, Juliana Prado da Silva, Marcus Ecclissi, Maria Aparecida Acunzo Forli, Maria Magalhes de Alencastro, Vanessa Bianco e Vanessa Leite Rios.

    Edio e Produo editorial: R2 Editorial, Jairo Souza Design Gr co e Occy Design projeto gr co .

    CONCEPO DO PROGRAMA E ELABORAO DOS CONTEDOS ORIGINAIS

    COORDENAO DO DESENVOLVIMENTO DOS CONTEDOS PROGRAMTICOS DOS CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS CADERNOS DOS ALUNOS Ghisleine Trigo Silveira

    CONCEPO Guiomar Namo de Mello, Lino de Macedo, Luis Carlos de Menezes, Maria Ins Fini coordenadora e Ruy Berger em memria .

    AUTORES

    Linguagens Coordenador de rea: Alice Vieira. Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins, Geraldo de Oliveira Suzigan, Jssica Mami Makino e Sayonara Pereira.

    Educao Fsica: Adalberto dos Santos Souza, Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana Venncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Renata Elsa Stark e Srgio Roberto Silveira.

    LEM Ingls: Adriana Ranelli Weigel Borges, Alzira da Silva Shimoura, Lvia de Arajo Donnini Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Fidalgo.

    LEM Espanhol: Ana Maria Lpez Ramrez, Isabel Gretel Mara Eres Fernndez, Ivan Rodrigues Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia Gonzlez.

    Lngua Portuguesa: Alice Vieira, Dbora Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, Jos Lus Marques Lpez Landeira e Joo Henrique Nogueira Mateos.

    Matemtica Coordenador de rea: Nlson Jos Machado. Matemtica: Nlson Jos Machado, Carlos Eduardo de Souza Campos Granja, Jos Luiz Pastore Mello, Roberto Perides Moiss, Rogrio Ferreira da Fonseca, Ruy Csar Pietropaolo e Walter Spinelli.