12 edio da Revista Fale Mais Sobre Isso

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Uma Revista dedicada ao universo da Sade e, em especial, Sade Mental.

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  • Novo exame em Uberlndia e regiopag. 19

    pag. 16

    Campanhas para a promoo de hbitossaudveis

    Habilidades sociais e a sade dos relacionamentospag. 34

    Formao de preo Sade MentalEcoendoscopiaDevo dar descontoao meu paciente?pag. 20

    Para que servem, quando faz-lase quais so os seus limites?

    edio 12 | 2013

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio2013 3

    Responsabilidade social na comunicao

    estratgico consultar um profissional

    Editorial

    Fale Mais Sobre Isso: uma Revista dedicada ao universo da Sade e da Sade Mental.

    Todo meio de comunicao deveria ter conscincia da responsabilidade que possui em relao s informaes que passa sociedade. Em um pas em que a Educao, ainda, deixa muito a desejar, rdios, televises, revistas e at mesmo outdoors deveriam, por princpio, se comprometer com a divulgao de contedos de qualidade e conhecimentos capazes de promover apenas o bem entre as pessoas. O bem em se tratando de Sade, em se tratando da nossa sociabilidade e dos comportamentos humanos em geral.

    Mas quo eficiente um meio de comunicao consegue ser ao tentar gerar comportamentos do bem e hbitos saudveis entre os indivduos? Essa a discusso que o texto "Mudana de hbitos a golpes de publicidade" (pgina 16) apresenta. Ns, profissionais da Sade, devemos nos preocupar com essa questo, afinal, sem a ajuda dos meios de comunicao de massa dificilmente conseguiremos disseminar as informaes que podem ajudar a sociedade a ser mais saudvel ou a conhecer as novidades que os profissionais da Sade tem a oferecer aos indivduos (como, por exemplo, o texto "Ecoendoscpio ou Ultrassom Endoscpico" pode atestar, na pgina 19).

    Alm disso, esta edio da Fale Mais Sobre Isso tambm contribui com a campanha de conscientizao masculina sobre o Cncer de Prstata (Novembro Azul), apresentando 7 boas respostas da Oncologia Clnica a respeito do tema (pgina 14). Por fim, tambm trouxemos na nesta 12 edio da Revista a contribuio da Reumatologia e da Psicologia em relao questo das dores reumticas e a possibilidade de depresso entre as pessoas que as possuem (pgina 12). E por falar em Psicologia, no deixe de ler os textos sobre a importncia da funo materna no desenvolvimento psquico das crianas (pgina 37) e de nos ajudar a engrossar o coro dos que defendem a radicalizao do melhoramento das condies maternas aps o parto - como, por exemplo, por meio da ampliao do tempo em que a mulher que acabou de dar a luz possa, exclusivamente, se dedicar a cuidar do recm nascido.

    Mais uma vez, portanto, nos esforamos em produzir uma revista til e interessante, como todo meio de comunicao deveria se preocupar em ser. A todos, ento, uma boa leitura!

    ANO NOVO, VIDA NOVA? A prxima edio da Revista Fale Mais Sobre Isso (Dezembro/2013) ser focada no seguinte tema: "Ano Novo, Vida Nova? Se voc quer nos ajudar a enriquecer essa discusso e escrever sobre isso, procure-nos agora! 34 9966.1835

    Promoes desta Edio

    Confira!

    Medtec_pg 05Brou'ne_pg 35

    www.facebook.com/falemaissobreissowww.youtube.com/user/falemaissobreisso

    EditorLeonardo Abraho

    revistafalemaissobreisso@yahoo.com.br

    www.falemaissobreisso.com.br

    Mais da Fale Mais Sobre Isso:

  • Agradecimento(...)Quando o porteiro do meu condomnio me entrega a correspondncia, acho o mximo, receber, de graa, em minha casa, uma Revista to interessante e rica de contedos de dentro e de fora de Uberlndia. A gente agradece!

    Maria Jos, 43 anos, por email

    A matria Conversando sobre Medicina (11 edio), com os mdicos Ricardo e Leonardo Pacheco, me surpreendeu positivamente ao relacionar Medicina, Uberlndia, Ps-Modernidade e o intelectual britnico David Harvey (...). Parabns Revista! Que tal falarem sobre Zygmunt Bauman e a vida de hoje?

    Anderson, 46 anos, pelo site da Revista

    No pensei que viveria at chegar o dia em que os alvos muros da Zona Sul de Uberlndia se entregassem a mais genuna forma de arte urbana do sculo XX o Grafite. Palmas ao proprietrio da casa que permitiu o trabalho, ao autor da anlise publicada pela Revista (11 edio) e prpria Revista por perceber o movimento e abrir espao para a reflexo a respeito do tema(...).

    Eduardo, 49 anos, por email

    Que tal?

    Grafite na Zona Sul

    Envie comentrios e sugestes pelo e-mail revistafalemaissobreisso@yahoo.com.br com nome completo, profisso, cidade e idade.

    Dos LeitoresNotcias

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    Artigo

    Saiba Mais Sobre Isso

    Fisioterapia

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    Terapia Ocupacional

    Fonoaudiologia

    Enfermagem

    Artigo

    Saiba Mais Sobre Isso

    Cultura e Arte

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    Maior dose de ondansetrona eficaz para tratar o alcoolismoLtio e estimulao cognitiva aumetam neurogneseRestrio de lactose reduz Sndrome do Instestino Irritvel

    Quem cuida da sade sabe se cuidar?

    Edio 11Outubro de 2013

    Cncer de Prstata

    Doenas reumticas podem levar a depresso

    Mudando hbitos a golpes de publicidade

    Uma nova viso do ser: Medicina Integrativa

    Ecoendoscpio ou ultrasom endoscpico

    Formao de preo

    Por que fazer pilates?

    Shiatsu

    Pesquisa aborda o papel materno na hemodilise infantil

    Presbiacusia - A perda auditiva relacionada idade

    Enfermagem - Um breve histrico

    Habilidades sociais e a sade dos relacionamentos

    Eventos do passado influenciam opo por permanecer solteiro

    A arte de fotografar espetculos

    Funo materna vai alm de aspectos da experincia corporal

    Guia de Profissionais | Psiclogos(as)

    ndiceM

    edici

    na

    Sad

    e Men

    tal

    Guia

    Coordenador: Leonardo Abraho

    Reviso Tcnica (Medicina):

    Dra. Carolina N. Cunha Debs (CRM: 58.248)

    Reviso Tcnica (Sade Mental):

    Psiclogo Leonardo Abraho (CRP: 36.232/04)

    Projeto Grfico e Diagramao:

    Miguel Neto 34 9670.9610

    Comercial: 34 9966.1835 | 9221.6622

    Tiragem: 4.000 unidades

    Impresso e Pr Impresso: Grfica 3 Pint

    Distribuio:

    Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telgrafos)

    Entrega gratuita e dirigida | Udia-Ari/MG

    Expediente

    A Revista Fale Mais Sobre Isso distribuda em hospitais, clnicas, consultrios e laboratrios de sade, edifcios comerciais, escritrios de profissionais liberais, condomnios residenciais, escolas, restaurantes, padarias e outros pontos com grande fluxo de pessoas de Uberlndia e Araguari. Alm disso, a Fale Mais Sobre Isso entregue pelos Correios a Mdicos e Dentistas presentes em um mailing com 2.000 nomes em Udi e Ari. Se voc tem interesse em ser nosso parceiro comercial, favor entrar em contato pelos telefones 34 9966.1835 ctbc e 34 9221.6622 tim, ou revistafalemaissobreisso@yahoo.com.br.

    Mais

    Sad

    e

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio2013 5

    Notcias e descobertas da mediciNa

    Notcias Medicina

    Maior dose de ondansetrona eficaz para tratar o alcoolismo

    A ondansetrona, substncia comumente utilizada para evitar nusea em pessoas que esto sob quimioterapia, teve sua eficcia testada no tratamento de dependentes de lcool. Em estudo realizado no Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o mdico Joo Maria Corra Filho (jmcorreaf@usp.br) verificou sua ao em dose maior do que vem sendo utilizada e comprovou o retardamento do consumo de lcool, alm da reduo de sintomas de depresso e do desejo pelas bebidas alcolicas. Ele tambm descobriu quais so os fatores que tornam o abandono do tratamento mais propcio.

    A ondansetrona atua como antagonista do receptor da serotonina, substncia envolvida com a sensao de prazer promovida pela bebida alcolica. Assim, esse antagonismo faz com que o prazer que poderia sentir ao se ingerir a bebida diminua, explica Corra Filho, que testou a dose de 16 miligramas (mg) por dia, usada atualmente apenas para tratamento de enjo. Esta dosagem diria maior do que a aplicada anteriormente 4 microgramas a cada

    quilo do paciente (mcg/kg) e surtiu efeito nos pesquisados em relao aos medicados com placebo. Os dependentes medicados com o frmaco demoraram mais a ingerir o primeiro gole de bebida alcolica (54,7 versus 40,9 dias, em mdia, a partir do incio do tratamento) e a ter o primeiro consumo intenso (58,4 versus 45,4 dias, em mdia).

    Alm disto, a pesquisa descobriu que a dose de 16 mg testada, alm de diminuir o prazer na bebida, chegou a melhorar sintomas depressivos dos testados, bem como a reduzir o desejo de consumir lcool. A pesquisa foi feita de 2007 a 2010 com 102 alcoolistas, com idade entre 18 e 60 anos, que buscaram tratamento para a dependncia no IPq. Metade deles recebeu placebo e a outra metade, as 16 mg da ondansetrona, divididas em duas doses dirias, por via oral. A medicao foi acompanhada de entrevistas sobre os sintomas depressivos e tcnicas motivacionais, exames para avaliar o consumo ou no de lcool, conversas com a famlia e de encontros no grupo Alcolicos Annimos (AA). Fonte: Agncia USP de Notcias

    Substncia ajuda no retardamento do consumo de lcool, alm da reduo de sintomas de depresso e do desejo pelas bebidas alcolicas

    O abandono do tratamento foi grande e chegou a 50% dos pesquisados, taxa equivalente mdia de outros tipos procedimentos de reabilitao, de acordo com a literatura mdica. O pesquisador, porm, no esperava este resultado, j que o ensaio clnico foi planejado para no perder pacientes ao longo do tratamento. Quando o dependente no ia aos encontros semanais, a gente ligava para a famlia, chamava, buscava onde estava o paciente para ver se ele aparecia, conta o mdico.

    Aps a etapa do tratamento, os resultados foram comparados a outras pesquisas com metodologias iguais feitas no mesmo grupo de estudo, o Programa Interdisciplinar de Estudos de lcool e Drogas, mas que usavam medicamentos diferentes, como o topiramato, o acamprosato e a naltrexona. O que se comprovou que a porcentagem de pesquisados que concluram o processo foi equivalente entre todas as substncias. Corra Filho explica que aparentemente, a maior adeso depende de questes pessoais e do tipo de tratamento que ofertado, e no do efeito direto dos medicamentos avaliados.

    No estudo intitulado Eficcia da ondansetrona no tratamento de dependentes de lcool e orientado por Danilo Antonio Baltieri, foi elaborada uma tipologia dos perfis de pacientes mais propcios a concluir ou no o tratamento. Os resultados mostraram que os mais suscetveis desistncia so aqueles mais novos, que comearam os problemas por consumir bebida alcolica precocemente, tm maior histrico familiar de alcoolismo, menos sintomas depressivos e maior gravidade do alcoolismo. J os fatores que individualmente aumentaram a chance da continuidade do tratamento foram a preferncia pela cerveja, o tabagismo, a idade mais elevada e a assiduidade no grupo do AA.

    Abandono do tratamento

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 20136

    Ltio e estimulao cognitiva aumentam neurognese Restrio de lactose

    reduz Sndrome do Intestino Irritvel

    Fonte: agncia UsP de Notcias Fonte: agncia UsP de Notcias

    NotciasMedicina

    O TRATAMENTO combinado entre ltio e enriquecimento ambiental (estimulao cognitiva e fsica) pode potencializar a sobrevivncia de novas clulas geradas no crebro de animais adultos, como mostra pesquisa do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clnicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O tratamento combinado poderia constituir uma estratgia mais eficaz para promover a sobrevivncia de novos neurnios e melhorar a funo cognitiva na doena de Alzheimer. Porm, como o estudo foi realizado em animais adultos saudveis, necessrio realizar pesquisa adicional para avaliar com mais clareza as implicaes desses resultados, aponta a psicloga Evelin Lisete Schaeffer (schaffer@usp.br), coordenadora e idealizadora do projeto.

    O ltio utilizado como estabilizador do humor no tratamento do transtorno afetivo bipolar. J o enriquecimento ambiental com estimulao cognitiva e fsica significa proporcionar um ambiente mais estimulante com oportunidade para desafios fsicos e mentais.

    Em pesquisa com animais, um ambiente enriquecido com elementos de estimulao fsica e cognitiva consiste de uma gaiola que pode conter rodas de corrida, escadas, gangorra, tubos de plstico coloridos conectados para formar tneis, e brinquedos

    como bolinhas de borracha e pequenos objetos de madeira de diferentes formas e cores, descreve Evelin. Esses elementos so reorganizados e renovados em geral a cada dia para estimular o comportamento exploratrio dos animais.

    Para seres humanos, representa engajamento regular na prtica de exerccios fsicos e envolvimento contnuo em atividades cognitivamente estimuladoras, como assistir televiso, ouvir msica, ler jornais, revistas e livros, jogar cartas e xadrez, desafiar palavras-cruzadas e quebra-cabeas, e interessar-se por artes, ao longo da vida, declara.

    O objetivo do estudo foi avaliar se o tratamento de camundongos adultos com uma combinao de ltio e ambiente enriquecido com estmulos fsicos e cognitivos poderia ter um efeito potencializador sobre a neurognese no hipocampo. Neurognese o processo de formao de novos neurnios a partir de clulas-tronco residentes no prprio crebro. Hipocampo uma estrutura cerebral envolvida nas funes cognitivas de aprendizado e memria, que por sua vez so prejudicadas com o envelhecimento cerebral e a doena de Alzheimer.

    Aps 4 semanas de tratamento, a anlise do crebro dos animais revelou que aqueles que receberam o tratamento combinado tiveram um aumento significativamente maior da taxa de sobrevivncia de novas clulas geradas no hipocampo, em comparao soma dos efeitos produzidos pelo tratamento isolado apenas com ltio ou com o ambiente enriquecido. Portanto, houve um efeito de interao, e no um efeito aditivo, entre ltio e ambiente enriquecido.

    Para Evelin, pesquisas futuras poderiam investigar o efeito de interao entre ltio e ambiente enriquecido na neurognese e memria em modelos animais transgnicos para a doena de Alzheimer, e no desempenho cognitivo de idosos com a doena em estgio inicial e com comprometimento cognitivo leve, que podem evoluir para Alzheimer.

    Uma dieta com restrio de lactose foi responsvel pela melhora dos pacientes portadores da Sndrome do Intestino Irritvel (SII). A doena psicossomtica, ou seja, no tem causa anatmica especfica, mas reflexo de perturbaes no organismo, como o estresse, a ansiedade e possveis infeces anteriores. Os testes foram realizados na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e a pesquisa pela nutricionista Marlia Pinheiro Csar (mariliapinheirocesar@usp.br). Os sintomas da SII so clicas que passam e voltam, gases que provocam distenso do abdmen, crises alternadas de diarreia e priso de ventre, sensao de que o intestino no foi plenamente esvaziado aps a evacuao.

    Segundo Marilia, o estudo teve como principal objetivo avaliar se a dieta com restrio de lactose gera melhora dos sintomas em todos os pacientes com SII ou somente naqueles que possuem m digesto de lactose diagnosticada.

    Entre as possveis causas da SII, esto as ineficincias nos movimentos intestinais ou o intestino pode sofrer com sensibilidade no alongamento. A sua deteco depende da excluso de outras doenas que possuem causas aparentes. .Dentre os pacientes estudados, havia dois tipos: aqueles com apenas a SII e os que apresentavam, alm da SII, uma m digesto de lactose diagnosticada. Em todos os 81 pacientes foi realizado o exame para diagnosticar a m digesto de lactose. Aps esse processo, foi aplicada uma dieta com restrio de lactose em todos os envolvidos na pesquisa. O acompanhamento mdico dos pacientes foi capaz de comprovar que ambos os grupos com SII obtiveram algum tipo de melhora com a dieta de restrio de lactose.

    Os resultados deram respaldo para outros estudos que visam entender melhor a relao da digesto da lactose e a SII. O que me surpreendeu foi o fato de que todos melhoraram com a dieta com restrio de lactose, o que provavelmente defende o fato de serem outros componentes do leite que no a lactose que causem melhora nesses pacientes, ao serem retirados, comenta Marlia.

    Estudo foi realizado em animais, mas possui desdobramentos em relao aos humanos

    Neurognese no hipocampo

    Causas da Doena

    Experimento

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 20138

    Quem cuida da sadesabe se cuidar?

    MedicinaMais Ateno

    Assim como outros profissionais, a classe mdica tambm sofre com problemas de sade relacionados ao trabalho. Comer mal e em p, trabalhar em vrias instituies ao mesmo tempo, dormir pouco e emendar plantes so apenas alguns dos fatores responsveis por um estilo de vida nada saudvel. As consequncias variam de dores no corpo e alergias a estresse crnico e uso de drogas.

    por Revista Mdicos das Gerais

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio2013 9

    DISCUTIDO COM UMA frequncia um pouco maior hoje, tal cenrio preocupante em todas as regies do pas. De acordo com o especialista no assunto, Joo Gabriel Marques Fonseca, professor do departamento de Clnica Mdica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ainda so tmidas as reflexes sobre a excessiva carga de trabalho, presso psicolgica, salrios, doenas e consumo de drogas no meio mdico.

    Mas, aos poucos, comea-se a discutir o assunto nas universidades e nas instituies de sade. Ele comeou a estudar o tema depois de observar em seu consultrio o aumento de pacientes mdicos com problemas graves de sade. Atualmente, sua atuao voltada atenuao do estresse e

    promoo da sade. Em conversa com a revista Mdico das Gerais (publicao da Associao Mdica de Minas Gerais), o profissional apontou as principais dificuldades enfrentadas pela classe e alguns passos que podem levar a uma melhor qualidade de vida.

    Quais so os problemas de sade que mais atingem a classe mdica?

    As queixas dos mdicos so as mesmas do restante da populao, porm o que pude observar que, geralmente, os sintomas que apresentam so mais frequentes e intensos. Entre os principais males que os acometem esto dores pelo corpo (cabea e lombar), insnia, hipertenso, problemas cutneos, dores nas juntas, ansiedade e depresso. Eu diria que tudo isso vem em funo do estresse da rotina mdica, da falta de qualidade de vida. Dos cerca de 350 mil mdicos existentes no Brasil, quase metade possui at 35 anos de idade e 50% dessa parcela tem o planto como a forma mais comum de trabalho. Alm disso, dados do CFM indicam a incidncia de uso excessivo de bebida alcolica e drogas por parte dos mdicos, os quais, melhor que ningum, sabem dos males que tal comportamento provoca. Entre os mais jovens (at 29 anos), cerca de 80% ilustram esse quadro e consomem lcool em excesso. Ocorre que o uso independe do conhecimento. O consumo emocional. O conhecimento racional.

    Quais seriam os principais motivos que contribuem para a reduo da qualidade de vida dos mdicos?

    So muitos os problemas que permeiam o dia a dia do mdico. Primeiro, preciso pensar nas estatsticas que envolvem a

    classe. Em mdia, o nmero de mdicos no pas cresce 4% ao ano, sendo que a populao cresce 1,1%. Entretanto, a distribuio dos profissionais irregular no territrio nacional. H regies com altssima concentrao de mdicos e outras com baixa. Isso provoca um desequilbrio entre oferta e demanda e,

    no caso das reas que possuem muitos profissionais, queda de salrios. Trata-se de um panorama complexo no qual a profisso perdeu o glamour de outrora. Na poca de Machado de Assis, eram trs as principais profisses valorizadas na sociedade: padre, delegado e mdico. Hoje, mdico a quarta profisso que as pessoas menos gostariam de ter de acordo com pesquisa espontnea do Datafolha de 2000 , perdendo apenas para policial, gari e lixeiro. Esse um levantamento sociologicamente interessante.

    Dados do CFM de 2007 mostram que o nmero de mdicos que tm at trs vnculos empregatcios ultrapassa a casa dos 80%. Isso implica em uma situao bvia: o profissional no tira frias. Torna-se difcil encontrar um tempo de descanso. Aliado ao forte apelo emocional que a atividade exige, o trabalho impacta na sade mental. Em qu mais poderia resultar presso psicolgica, salrio baixo e mais de um emprego ao mesmo tempo?

    Em que medida as rpidas mudanas ditadas pelo mundo globalizado impactam a atividade dos mdicos?

    A imensurvel quantidade de informaes que existem hoje acerca de qualquer assunto torna o estudo, muitas vezes, difcil. Estar diante de um emaranhado incompreensvel de informaes tcnicas, ter de analis-las em detalhes e no ter tempo para isso deixa o profissional confuso. complicado se manter atualizado. Isso prprio do mundo atual e afeta outras profisses tambm.

    Os mdicos tm discutido a qualidade de vida da prpria classe?

    O Conselho Federal de Medicina (CFM), os conselhos regionais e as associaes mdicas esto se articulando em torno da sade dos mdicos como tema a ser discutido. Existem poucos estudos sobre o assunto. Um deles foi desenvolvido pela psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Hospital das Clnicas de So Paulo. Com o livro O mdico como paciente, Editora Lemos Editorial, 1999, ela inaugurou a discusso sobre a qualidade de vida dos mdicos. Pouco a pouco, um movi-mento coletivo ganha fora. Apesar de as reflexes ainda serem tmidas, come-moramos o fato de que elas existem. A tendncia que essas ideias sejam cada vez mais debatidas.

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201310

    Qual o papel da graduao na discusso desse tema? As universidades tm se preocupado em formar profissionais conscientes de sua prpria condio?

    Com certeza essa uma disciplina que deveria ser mais abordada nas universidades. Na UFMG, estamos fazendo uma reformulao na grade curricular que ir contemplar a sade do mdico em vrios momentos do curso, propondo constantes discusses. essencial que o mdico trabalhe o seu autoconhecimento para atender melhor seus pacientes. Entretanto, a realidade torna essa busca invivel, uma vez que comum o profissional trabalhar trs vezes por semana durante a noite e no ter tempo suficiente para isso. preciso acharmos outras formas para a classe discutir o assunto. Nesse sentido, iniciativas como a desta revista tm um papel fundamental na conscientizao dos profissionais da rea.

    Quais mudanas poderiam ser feitas na organizao do trabalho mdico para a melhoria da sade desses profissionais?

    O segredo est no autocuidado. O mdico precisa se alimentar melhor. Somos a categoria profissional que mais se alimenta em p. Cuidar da postura tambm muito importante. Uma boa medida a prtica diria de alongamentos. Existem hospitais e universidades que oferecem programas para mdicos relacionados a atividades fsicas ainda que pouco frequentados.

    Igualmente relevante a proteo corporal. O profissional tem de se lembrar que lida com pacientes com doenas transmissveis e deve manter as vacinas em

    dia. Tambm possvel trabalhar algumas atitudes para atenuar o fumo e reduzir a bebida alcolica. Um estudo publicado em setembro de 2005 no Journal of American Medical Association (Jama), um dos mais importantes do setor, lido por milhes de mdicos, relatou que a performance psquica de um mdico aps um planto de 24 horas a mesma de uma pessoa alcoolizada. Dormir melhor outro grande passo. Com certeza, difcil. A pessoa que d planto vive com a irregularidade do sono. E, no caso do mdico, o cenrio ainda pior. Um motorista de nibus que trabalha durantea noite, geralmente, tem o dia para dormir e descansar. um ritmo constante. J o mdico fica at 36 horas sem dormir.

    O que mais contribui para que mdicos vivam em um ambiente cada vez mais desfavorvel?

    Hoje h intolerncia ao dilogo. As relaes interpessoais esto desgastadas. Existe certa informalizao das relaes. As coisas esto comercializadas. Isso tem um peso forte em se tratando da relao mdico-paciente, principalmente no que toca ao poder da palavra mdica. Um mdico pode destituir um presidente da repblica com um laudo. A sua palavra capaz de levar um sujeito do inferno para o cu. J dizia Jos Fernandes Pontes, professor de gastroenterologia da USP, um dos grandes pensadores da relao mdico-paciente que morreu h dez anos: a palavra na boca do mdico equivale faca na mo de um louco. Esses investimentos na relao entre mdico e paciente precisam ser discutidos. O tema j estudado em algumas escolas de medicina. A UFMG tem um trabalho sistemtico nessa rea.

    Ainda discreto, mas tende a crescer.

    O que a classe pode fazer para amenizar as presses do mundo contemporneo?

    preciso pensar na organizao do dia a dia. Aprender a gerenciar tempo e aes.

    Geralmente, a nfase que a gente d na tarefa. Mas melhor refletir sobre o que cabe no tempo disponvel. preciso considerar as formas sistemticas de treinar. Fazer uma coisa de cada vez. Na expresso vou fazer o melhor possvel, dita por muitos, a nfase na palavra melhor. uma boa prtica priorizar o possvel.

    Como o mdico pode administrar as presses cotidianas, aliviar o estresse e levar uma vida mais saudvel?

    Uma boa sada o investimento em conhecimento, educao. Porque quanto mais a pessoa se restringe ao conhecimento tcnico, menos conhecimento ela tem. Quando voc s estuda um assunto e fica incapaz de pensar outra coisa, ocorre o estreitamento perceptivo. aconselhvel o investimento na arte, qualquer que seja sua forma, at mesmo as chamadas menores como culinria e decorao. Esse tipo de arte deve ser includo na forma de expanso do conhecimento, assim como literatura, msica, cinema. No conheo soluo mais eficiente para expandir o conhecimento. A prtica de esporte, no s fsica, tambm aconselhvel. Ensina a pessoa a perder, ganhar, respeitar limites. importante fazer de tudo. Ficar parado e s no tcnico no ajuda ningum.

    Um estudo publicado em setembro de 2005 no

    Journal of American Medical Association (Jama), um dos mais

    importantes do setor, lido por milhes de mdicos, relatou

    que a performance psquica de um mdico aps um planto

    de 24 horas a mesma de uma pessoa alcoolizada.

    Fonte: Revista Mdico das Gerais

  • falemaissobreisso.com.br12

    Doenas reumticas podem levar depresso

    Especialistas afirmam que acompanhamento psicolgico e atividade fsica promovem melhoria na qualidade de vida destes pacientes.

    Dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) apontam que as doenas reumticas, como artrose e artrite, entre outras relacionadas aos problemas nos ossos e articulaes, atingem 15 milhes de pessoas no Brasil. So responsveis pela segunda maior causa de afastamento do trabalho e o terceiro principal motivo de aposentadoria por invalidez permanente no pas.

    Entre esses milhes de reumticos est Ermantina Fernandes de Oliveira, 85 anos, moradora da zona rural de Cascalho Rico (MG). Ela conta o quanto as dores causadas pela artrose limitaram as atividades rotineiras causando tristeza e angstia. Desde jovem fao doces. Era muito prazeroso ir ao pomar para colher as frutas e, hoje, no posso. Sempre gostei de colocar a mo na massa, participar de todo o processo. Nunca pensei que um dia no teria condies de fazer o que tanto amo, revela.

    De acordo com mdico reumatologista em Uberlndia, Carmo de Freitas (CRM 7312), de modo geral o reumtico tem tendncia a ser um paciente com dor crnica e limitao fsica. Nestes casos, o exerccio fsico to importante quanto o prprio medicamento. Prtica da atividade fsica, em diversas modalidades, aliada ao uso correto da medicao, ao controle clnico laboratorial e dosagem correta do medicamento oferecem melhor qualidade de vida para esses pacientes, enfatiza o membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

    Dores e limitaes no dia-a-dia podem ainda desencadear depresso, como afirma o psiclogo, Leonardo Abraho. So grandes as chances de uma pessoa desenvolver consequncias psicolgicas

    quando a dor passa a ocupar um espao muito significativo na vida do indivduo, podendo, inclusive, ser a condio por meio da qual ela se relaciona com o mundo e as demais pessoas. Alm disso, frente s realidades adversas, o psiquismo humano sempre desenvolve formas de se proteger criando verdadeiros mecanismos de defesa que podem resultar em comportamentos incomuns no histrico do indivduo e das suas relaes sociais, explica.

    Incidncia de indivduos com doena reumtica e depresso levou pesquisadores holandeses e americanos a estudarem o risco de mortalidade neste grupo de pacientes. Para pesquisa Depression Predicts Mortality in RA, foram coletados dados de 530 pacientes com artrite reumatide no norte da Califrnia (EUA), entre 2003 e 2009. Pesquisadores identificaram que a depresso frequente entre estes pacientes e pode ser o fator de maior mortalidade nessa populao. Resultados apontaram ainda que o risco de morte para os homens deprimidos foi duas vezes maior do que o das mulheres deprimidas.

    Para evitar que os reumticos passem a integrar o quadro de mais de 350 milhes de pessoas com depresso no mundo, conforme nmeros da Organizao Mundial da Sade (OMS), Abraho alerta sobre necessidade de manterem acompanhamento mdico com um especialista em dor, e tambm consultar, regularmente, um psiclogo. No h dor, ou percepo de dor, desvinculada das condies psicolgicas do indivduo. Psicoterapia, portanto, pode ser extremamente til s pessoas com dores crnicas, principalmente a hipnose, justifica.

    Prtica da atividade fsica, em diversas modalidades, aliada ao

    uso correto da medicao, ao controle clnico laboratorial e

    dosagem correta do medicamento oferecem melhor qualidade de

    vida para esses pacientes.

    MedicinaMais Ateno

    por caro Oliveirafoto_ douglas Luzz

    Dr. Carmo de Freitas, Mdico Reumatologista

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201314

    J que no existe preveno para o

    Cncer de Prstata, o diagnstico

    precoce ainda mais importante. Portanto,

    a partir dos 50 anos de idade, todo

    homem dever fazer o exame de toque

    retal e o PSA.

    Cncer de Prstata

    Medicina Fale Mais PerguntaMedicina

    Dra. Paula Philbert L. Canto (CRM/MG 45.526), mdica especialista em tratamento do cncer (Oncologia Clnica), responde a perguntas sobre o Cncer de Prstata.

    Qual a funo/importncia da Prstata no organismo do homem?

    A prstata uma glndula cuja principal funo a produo do lquido prosttico. Esse lquido, e os espermatozides produzidos nos testculos, iro constituir o smen.

    O Cncer de Prstata uma doena que acomete apenas idosos?

    No. Apesar de ser muito mais freqente na populao idosa, pode acometer adultos antes dos 65 anos de idade. Quanto mais idoso for o homem, maior a chance de ter o Cncer de Prstata.

    Quais so os seus principais sintomas?Podem existir sintomas locais

    como dificuldade para urinar, jato urinrio fraco, sensao de esvaziamento incompleto da bexiga, poliria (ir muitas vezes ao banheiro), nictria (acordar freqentemente durante a noite para ir ao banheiro), dor para urinar, infeces freqentes de urina. Tambm podem existir sintomas gerais como perda de peso sem causa aparente, dores sseas progressivas e fraqueza.

    Qual a importncia do chamado "exame de toque" em sua detecco?

    O exame de toque que o Mdico realiza faz parte dos exames de rastreamento das doenas da Prstata, no apenas o cncer. Por meio deste exame, verifica-se o tamanho da Prstata e se existem nodulaes em sua superfcie.A importncia deste exame que permite o diagnstico precoce de alteraes na prstata, alteraes inclusive sugestivas de cncer. Com o diagnstico precoce, no s as chances de cura so maiores, como, tambm, os efeitos colaterais do tratamento so menores. Outro exame que faz parte dos exame de rastreamento do Cncer de Prstata a dosagem

    sangunea - o PSA (Prostate Specific Antigen, em Ingls).

    O que o Mdico leva em considerao na hora de optar entre as diferentes

    linhas de tratamento (radioterapia, quimioterapia, remoo do tumor ou da prstata)?

    O tamanho do tumor, sua extenso e as condies clnicas do paciente.

    O tratamento deixa sequelas? Em caso afirmativo, quais?

    No existe nenhum tipo de tratamento sem seqelas. No caso do tratamento do Cncer de Prstata, os principais efeitos colaterais do tratamento (tanto de radioterapia quanto de cirurgia ) so: alteraes da libido, da potncia sexual e alteraes urinrias como incontinncia urinria, disria e hematria (sangramento na urina). A durao e a severidade destes efeitos colaterais iro depender do conjunto das condies clnicas do paciente e das tcnicas utilizadas no tratamento. Outra modalidade empregada no tratamento do Cncer de Prstata o bloqueio hormonal que tambm pode levar a disfunes sexuais durante seu uso.

    O que os homens podem fazer a ttulo de preveno ao Cncer de Prstata?

    Alguns estudos sugerem que alimentaes ricas em antioxidantes como os fitoeteris poderiam reduzir a chance do desenvolvimento dessa doena, mas os resultados dos estudos no so conclusivos.Por algum tempo, pensou-se que o uso de finasterida poderia diminuir o aparecimento do Cncer de Prstata, mas, atualmente, os estudos no confirmaram esta hiptese.J que no existe preveno para o Cncer de Prstata, o diagnstico precoce ainda mais importante. Portanto, a partir dos 50 anos de idade, todo homem dever fazer o exame de toque retal e o PSA.

  • DEPOIMENTOS

    Oncocentro completa aniversrio!Clnica especializada no tratamento do cncer

    O Oncocentro de Uberlndia est completando um ano de atividades. A clnica conta com um corpo clnico especializado e desenvolve trabalhos no tratamento dos vrios tipos de cncer. A equipe formada por profissionais de diversas especialidades, que trabalham de forma conjunta para proporcionar momentos bons fase difcil na vida de um paciente: a de tratamento da doena. Mas com o acompanhamento de mdicos totalmente capacitados e especialistas no assunto, este momento acaba se tornando de esperana.

    Para a oncologista Dra. Paula Philbert Lajolo, o primeiro ano de trabalho na cidade foi muito feliz. O que podemos ressaltar, fazendo um panorama de tudo o que desenvolvemos, foi a parte humana do atendimento, que um dos nossos

    diferenciais. Temos toda a tecnologia necessria, mas o grande diferencial o cuidado que temos com as pessoas, disse. Segundo ela, o paciente no visto como um doente, mas como algum que precisa de ajuda. Assim podemos dar todo o suporte necessrio durante esta etapa to difcil que algumas pessoas tm que passar, afirmou.

    Para os pacientes, o atendimento recebido foi de alta qualidade. E so eles quem desejam os parabns pelo aniversrio do Oncocentro. Desejo que o Oncocentro continue cuidando muito bem das prximas pessoas que passarem por aqui. Eu fui muito bem cuidada e muito bem tratada aqui, disse a dona de casa Susy Aparecida.

    A auxiliar de enfermagem Antnia Maria, tambm deseja que os funcionrios e

    mdicos da clnica continuem tratando muito bem os pacientes. E nos dando sempre muita esperana para o tratamento, afirmou. Eliane Cunha, administradora de empresas, ressaltou a determinao existente no corpo clnico do Oncocentro. Eu, sinceramente, agradeo porque fui muito bem acolhida e tenho certeza que fiz uma opo muito certa por escolher a clnica, disse.

    Para a coordenadora administrativa Noeli Aparecida, que foi a primeira paciente do Oncocentro em Uberlndia, a esperana de que o trabalho da clnica continue por muitos anos. Isso porque a importncia que tm os mdicos, os enfermeiros e todo o corpo clnico do Oncocentro, que est ali te ajudando o tempo todo, imprescindvel para o acompanhamento da nossa doena, afirmou.

    Dra. Paula Philbert Lajolo, oncologistaEste primeiro ano de funcionamento

    foi muito feliz para o Oncocentro. O que podemos ressaltar, fazendo um panorama de todo o trabalho, foi a parte humana do atendimento, que um dos nossos diferenciais. Temos toda a tecnologia necessria, mas o grande diferencial o cuidado do paciente. Ns no o enxergamos com uma doena, mas de uma maneira completa, assim podemos dar todo o suporte necessrio para a pessoa durante esta etapa to difcil que algumas pessoas tm que passar.

    Antnia Maria, auxiliar de enfermagemParabns para o Oncocentro pelo primeiro

    ano de vida. Desejo que os funcionrios e mdicos da clnica continuem tratando muito bem os pacientes e nos dando sempre muita esperana.

    Eliane Cunha, administradora de empresasEu desejo que a clnica continue com essa

    determinao que existe aqui hoje, que de tratar os pacientes com muito carinho e dar muito apoio. E eu, sinceramente, agradeo porque fui muito bem acolhida e tenho certeza que fiz uma opo muito certa por escolher a clnica.

    Noeli Aparecida, coordenadora administrativaEu dou os parabns para o Oncocentro e

    espero que por muito tempo a clnica continue porque a importncia que tem os mdicos, os enfermeiros e todo o corpo clnico que est ali te ajudando imprescindvel para o acompanhamento da nossa doena.

    Susy Aparecida, dona de casaDesejo que o Oncocentro continue cuidando

    muito bem das prximas pessoas que passarem por aqui. Eu fui muito bem cuidada e muito bem tratada aqui.

    Medicina Publi-editorial

    por Marcelo Calfat

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201316

    Quase trs dcadas insistindo no ABC da preveno contra a Aids ("a" de abstinncia; "b" de fidelidade ["be faithful" em ingls] e "c" de camisinha), e o nmero de novos infectados s comeou a baixar em relao direta com a extenso dos tratamentos, segundo os dados divulgados h um ms pela Onusida (Programa Conjunto das Naes Unidas para o HIV/SIDA).

    Dezenas de campanhas sobre o uso de drogas, e o que se ouve ultimamente que, diante da impossibilidade de erradic-las, preciso pelo menos tir-las dos crculos mafiosos. Milhares de estudos sobre os danos do tabaco - com sua correspondente publicidade-, e h necessidade de leis restritivas para que o consumo comece a diminuir. Ou, no lado oposto, um clamor sobre os benefcios da dieta mediterrnea (ou da saudvel em geral) e o sobrepeso e a obesidade j afetam a metade dos adultos espanhis.

    Esses quatro exemplos propem uma pergunta: para que servem, quando faz-las e quais so os limites das campanhas para promoo de hbitos saudveis?

    A publicidade de bons comportamentos se parece com as demais, mas tem excees. Para comear, quer conseguir algo mais profundo e permanente que uma mudana de perfume ou de carro. E isso "muito

    mais difcil", adverte Mara Neira, diretora do Departamento de Sade Pblica e Meio Ambiente da OMS (Organizao Mundial da Sade). "Quando nos referimos ao comportamento individual, essas campanhas costumam falhar. Essa parte pessoal funciona muito pouco", reconhece.

    Neira, que tambm foi responsvel pelo Plano Nacional sobre Aids na Espanha, quando este existia, oferece um amplo repertrio de comportamentos que gostaria de mudar, o que no considera fcil. "Um dos que mais me preocupam o cncer de pele. Causa 60 mil mortes por ano, e est aumentando", diz. "Mas lutamos contra a moda de ser bronzeado..." O uso de antibiticos quando no so necessrios ou as campanhas de saneamento so outros exemplos. "No sabe como difcil conseguir em certos lugares que usem a latrina", comenta. " preciso uma mudana social. Quando for malvisto em pblico, como j comea a acontecer com o tabaco, estaremos mais perto de acabar com o alcoolismo. Mas preciso haver uma mudana geral, campanhas muito agressivas e um fator que empurre. Ou medidas legislativas."

    No preciso ir muito longe para ver o efeito deste ltimo. O caso do tabagismo na Espanha claro. ngel Gil, vice-reitor de Pesquisa e Relaes Internacionais da

    Universidade Rei Juan Carlos e especialista em sade pblica, no tem dvidas em alguns casos. "No tabagismo, o sucesso no foi das campanhas, foi da lei." Em outros aspectos, entretanto, Gil menos taxativo. "Em alguns casos as campanhas cumprem seu papel." Por exemplo, voltando ao caso da Aids, comenta que estas tiveram "muito sentido no incio, quando no havia tratamento". o mesmo que afirma a Onusida. "Em grupos como as mulheres dedicadas prostituio em alguns lugares, sim, serviram." Mas seu porta-voz no duvida de que afinal a medicao foi a ferramenta definitiva. "Depois chegaram os coquetis antivirais e parece que houve um relaxamento na preveno. As pessoas lhe tiram a importncia. Alm disso, no podemos passar 30 anos com a mesma estratgia", diz Gil.

    Essa viso chega a um dos casos de maior xito: a reduo das mortes em acidentes de trnsito. Na Espanha a evoluo foi espetacular. "O nmero de mortos est h nove anos em declnio", disse um porta-voz da Direo Geral de Trfego (DGT). "Claro que intervieram muitos fatores, como a melhora das estradas e dos carros, embora ultimamente com a crise estejam envelhecendo. Tambm que a assistncia sade hoje muito mais rpida. Antes tnhamos que ir com um helicptero da DGT transferir os feridos; agora isso

    Mudando hbitos a golpes de publicidade

    Campanhas de publicidade: para que servem, quando faz-las e quais so os seus limites para promoo de hbitos saudveis?

    Exemplos de Campanhas voltadas para uma vida saudvel

    CapaMedicina

    fonte_El Pas |por_Emlio de Benito | tradutor_ Luiz Roberto Mendes Gonalves

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio2013 17

    feito pelas ambulncias das comunidades." Esse porta-voz est convencido de que as campanhas servem. "Ns as fazemos desde 1960. Se no acreditssemos que so teis, no gastaramos 10 milhes de euros por ano com elas", diz.

    exatamente essa persistncia no trabalho que d uma ideia de que efeito podem ter essas iniciativas. "Em 1992, mudamos a colocao. At ento usvamos hamsters ou crianas [e a mortalidade no parava de subir, poderia ter acrescentado]. Este ano comeamos a usar imagens realistas, ou recriaes de acidentes, em uma linha mais dura."

    O grfico dos mortos em acidentes mostra esse impacto, mas tambm uma estagnao posterior. O porta-voz da DGT o admite, e em seu discurso voltam a aparecer as outras medidas. "A carteira por pontos entrou em vigor em 1 de julho de 2006. Mas antes havia o procedimento sancionador. Criou-se uma Promotoria Especial de Segurana Viria, e as pessoas notaram que as multas eram cobradas e que podiam lhe tirar a carteira de motorista por um ou trs meses", admite.

    Esse aspecto que poderamos chamar de repressivo tambm destacado por Mara Neira. "Muitas campanhas foram feitas sobre a convenincia de usar o cinto de segurana, mas enquanto no viram que perdiam pontos no o usaram." O professor Gil confirma essa ideia. "As campanhas de trnsito so muito gerais, no foram destinadas a pblicos especficos. As pessoas, sobretudo os jovens, quando pegam o carro no pensam que podem se matar ou ficar paralticos. O que temem que lhes tirem os pontos, perder a carteira." Por isso o catedrtico acredita que talvez as campanhas de trnsito futuras devessem se concentrar nesses aspectos. E isso apesar de que "entre jovens o declnio de mortes no ltimo ano foi maior", diz o porta-voz da DGT.

    Os casos do trfego e do tabaco, com a combinao de leis e iniciativas publicitrias, so uma amostra de algo que os especialistas consultados destacam: a multiplicidade da abordagem. E, por contraste com os dados, pem mais em relevo a situao do consumo de drogas, que na Espanha no diminui quando se observa a tendncia geral, isso apesar dos esforos dedicados. Tambm um assunto em longo prazo e complexo, admite Ignacio Caldern, diretor da Fundao de Ajuda Contra a Dependncia de Drogas (FAD), provavelmente a organizao mais ativa da Espanha. "Temos 27 anos e mais de 45 campanhas", diz Caldern. "E o que aprendemos a ser seletivos. No podemos estar sempre com a campanha do 'Diga no droga'", admite.

    Como aconteceu com a Aids, as drogas, embora mais antigas, tm um pico de presena social nos anos 1980, que quando a FAD comeou a trabalhar. "O fenmeno evoluiu, e no mais algo satnico, demonizado", diz Caldern. Em linha com essa evoluo, a FAD mudou sua estratgia. "Nunca quisemos doutrinar, mas sim sensibilizar, fazer refletir. E por isso em 2011 mudamos nossa misso para trabalhar em drogas e na preveno de comportamentos de risco que afetam a evoluo pessoal de crianas e jovens."

    Um exemplo desse esforo sua ltima campanha, que pode servir como modelo de outro dos aspectos que concernem esse assunto: trata-se da que, dirigida a jovens, se concentrava nas 144 horas que estes dedicam a beber nas frias e que, portanto, as retiram de outras atividades. "Com o tema do lcool estvamos entre gregos e troianos. Ningum se atrevia a abord-los. At que dissemos: e por que no coloc-lo? Tnhamos claro que no poderia ser uma cruzada antietlica; se tivssemos usado a moral, teramos nos equivocado", diz. A campanha acaba de receber um prmio Echo en EEUU (Feito nos EUA).

    A iniciativa teve um grande xito, medida em termos publicitrios. Isso relativamente fcil de avaliar, afirma Jos Antnio Torres, diretor-geral da Opportunity, empresa dedicada consultoria de publicidade. "Pode-se medir a recordao, o impacto." Nisso, as campanhas de preveno de sade pblica so como as demais. Mas em outros produtos depois se pode avaliar se aumentaram as vendas do detergente ou da colnia. E aqui no possvel.

    "Tampouco o objetivo", diz Torres. "As mudanas de hbitos so em mdio ou longo prazo. Mas sim, pode-se medir a mudana de percepo sobre o que se tratou", explica Torres. Claro que para tanto " preciso fazer uma medio prvia". Mas isso custa dinheiro, algo que, como indica um especialista em sade pblica que prefere no ser citado, "no sobra nem para o governo

    nem para as ONGs".

    A mudana de percepo no implica que os comportamentos vo se modificar, admite Pablo Alzugaray, presidente da Schakleton, empresa publicitria que fez o projeto. " to falso que uma campanha mude os hbitos em curto prazo como que no ajudem a faz-lo em longo", diz, convencido. " o que aconteceu com a Aids nos primeiros anncios sobre o uso da camisinha, ou os de segurana viral. o que eu chamo de estratgia de chuva fina", afirma Alzugaray. "No se pretende uma

    mudana de um ms para outro, e sim de uma dcada para outra." "Se agora temos a percepo de que diminuiu o uso da camisinha, talvez seja porque h menos campanhas", aponta.

    Esse enfoque defendido por alguns especialistas. O especialista em sade pblica est convencido de que as campanhas funcionam. "Basta ver como as de consumo conseguem mudar nossos hbitos." O problema, aponta, que "em geral o governo e as ONGs que as realizam tm pouco dinheiro, comparadas com as grandes empresas", e no fazem uma avaliao posterior. O especialista aponta outra via, que algumas ONGs utilizam a seu

    favor: o boca a boca, saber o que acontece na rua. "Pretender mudar os hbitos s com campanhas intil, mas h processos que funcionam sozinhos. Os programas de intercmbio de seringas certamente serviram para combater a Aids em viciados em herona, mas ver que a pessoa ao lado adoecia provavelmente fez muito mais, mesmo que fosse para deixar a agulha e passar ao 'chino' [a droga fumada]", diz.

    Gemma Miranda, dietista nutricionista especializada em sade pblica, concorda. Miranda d nfase a um dos grandes fracassos - pelo menos no momento -, que a luta contra a obesidade. Todos sabem o que se deve comer, mas o sobrepeso aumenta. "Em preveno deve-se gastar dinheiro", diz a nutricionista. "O que acontece que no h recursos para fazer campanhas que se perpetuem no tempo. preciso faz-las intensivas, com pouca carga, informativas, com poucas mensagens e claras. E em todo lugar."

    Dos problemas atuais de sade pblica, talvez a obesidade - uma epidemia do sculo 21, como a chamam - seja a pior. Rene toda a complexidade do exposto: afeta uma mudana importante da necessidade mais bsica, comer. E o tratamento complicadssimo (quando existe). "Mais que campanhas, h necessidade de educao, e um processo em muito longo prazo", disse a representante da OMS. " como com o bilingusmo: s as crianas que o aprendem quando pequenas o levaro prtica", afirma o professor universitrio. "A vida moderna no ajuda", insiste a nutricionista.

    O que acontece que no h recursos para

    fazer campanhas que se perpetuem no tempo.

    preciso faz-las intensivas, com pouca carga,

    informativas, com poucas mensagens e claras. E em

    todo lugar.

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201318

    Uma nova viso do ser: Medicina Integrativa

    A CINCIA MDICA apresentou um avano considervel no ltimo sculo. Temos ao nosso dispor um leque enorme e diversificado de terapias, exames diagnsticos e medicamentos. Porm, ainda no atingimos um patamar no qual, alm de tratar a doena, prevenimos de maneira eficaz seu surgimento e alcanamos a cura.

    A medicina atual desmembrou-se em uma srie de especialidades que produzem conhecimento sobre uma pequena parte do corpo humano: cardiologia, ortopedia, endocrinologia, neurologia etc. Temos um sistema de sade focado no atendimento doena. Ele no previne o adoecimento: reage aos sintomas. No busca entender o paciente integralmente: somente a parte do corpo que est acometida por alguma patologia.

    A Medicina Integrativa (MI) uma abordagem mdica orientada para a cura, tendo como foco o cuidado do paciente como um todo: mente, corpo e esprito. Preconiza uma parceria entre o paciente e o mdico no processo de cura. No sinnimo de medicina alternativa ou complementar, pois no rejeita a medicina convencional e to pouco aceita tratamentos complementares sem um olhar crtico.

    Em rpida ascenso nos Estados Unidos, a MI vem sendo encarada com seriedade, principalmente porque sua prtica reduz os custos mdicos, deslocando o foco dos tratamentos para a promoo da sade. A MI tem conquistado espao em instituies de pesquisa, hospitais, unidades de sade e consultrios mdicos ao propor mudanas na viso fragmentada do ser humano.

    Organizada como movimento em universidades norte-americanas de pesquisa a partir de meados

    dos anos 1970, uma de suas grandes inovaes est na mudana de paradigma: sai a doena como foco principal da ateno e entra o paciente inteiro - mente, corpo e esprito - no centro do cuidado. Parece simples, mas um deslocamento gigantesco que modifica toda a prtica mdica, numa reao em cascata: o paciente visto como agente responsvel por sua melhora, a consulta inclui ateno diferenciada, a relao mdico-paciente se fortalece, a escolha de terapias se expande. At mesmo o conceito de cura ampliado, deixando de ser entendido apenas como ausncia de doena (viso ainda comum hoje em dia) para ser visto como restaurao do bem-estar fsico, mental e social. Outro diferencial da MI a nfase na capacidade inata de recuperao do organismo; isso significa dizer que somos capazes de participar ativamente do nosso processo de cura, pois ela vem de dentro e no de fora. Dentre as formas mais conhecidas de MI, podemos citar a Homeopatia e a Acupuntura.

    evidente as transformaes que o sistema de sade e a medicina vem passando em todo o mundo. A potncia Estados Unidos est com srios problemas em seu sistema de sade, gerando reflexos importantes em suas polticas econmicas e sociais. Nosso pas tambm passa por momento delicado em seu sistema de sade...

    Essa nova vertente da sade, a MI, tenta otimizar custo e eficcia, oferecendo aos cidados uma oportunidade de obter uma qualidade de vida satisfatria. Procure um profissional mdico que tenha uma viso ampliada do processo sade-doena e descubra o quanto podemos ser mais saudveis e FELIZES!

    Referncia_Medicina Integrativa- a cura pelo equilbrio (Paulo de Tarso Lima)

    Dr. Rogrio Ferreira Guimaresmedicina Homeoptica | crm mG 47091

    34 9796.1717rogerioferreiraguimaraes@gmail.com

    ArtigoMedicina

    Somos capazes de

    participar ativamente

    do nosso processo de

    cura, pois ela vem de

    dentro e no de fora.

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio2013 19

    Ecoendoscopia digestiva

    O que ?A Ecoendoscopia Digestiva, ou ultrassonografia endoscpica, um

    exame que combina endoscopia e ecografia de alta resoluo. Trata-se de um exame realizado com um endoscpio fino e flexvel, especialmente equipado com uma sonda (transdutor) de ecografia em miniatura que se encontra acoplada extremidade do aparelho, e que permite a realizao de ecografia no interior do tubo digestivo.

    O ecoendoscpio pode ser introduzido atravs da boca (Ecoendoscopia Alta, para avaliao do esfago, estmago e duodeno) ou do nus (Ecoendoscopia Baixa, para avaliao do clon e reto). O transdutor ecogrfico permite obter imagens detalhadas das diversas camadas da parede do tubo digestivo em toda a sua espessura, bem como avaliar em profundidade outras estruturas vizinhas do aparelho digestivo, incluindo gnglios linfticos, vasos sanguneos, o mediastino, fgado, vescula biliar, vias biliares e pncreas.

    Por que necessria a Ecoendoscopia?A Ecoendoscopia tem implicaes importantes na abordagem

    diagnstica e no tratamento de variadas situaes clnicas.

    Habitualmente, a Ecoendoscopia solicitada na sequncia de exames endoscpicos e/ou de imagem, com o objetivo de esclarecer achados desses exames ou complementar a investigao. Entre as indicaes mais frequentes para a realizao deste exame encontra-se o estadiamento de tumores do aparelho digestivo, a avaliao de leses subepiteliais da parede do tubo digestivo e a avaliao de doenas biliares e pancreticas.

    A Ecoendoscopia permite, por exemplo, determinar a extenso da disseminao de certos tumores do trato digestivo ou do trato respiratrio, ao avaliar com preciso a profundidade da invaso do tumor na parede e se existe j disseminao para os gnglios linfticos adjacentes ou estruturas vitais vizinhas, tal como vasos sanguneos importantes.

    Por outro lado, a Ecoendoscopia permite tambm esclarecer se um determinado abaulamento da parede do tubo digestivo corresponde a uma compresso provocada por um rgo vizinho, ou a uma leso da prpria parede recoberta por uma mucosa de aspecto normal; neste caso, a Ecoendoscopia permite caracterizar essa leso avaliando com preciso o seu tamanho, camada de origem e diversas caractersticas morfolgicas, podendo sugerir o diagnstico mais provvel. Em casos que houver indicao, podero ser obtidas bipsias sob controle ecogrfico (Ecoendoscopia com puno por agulha) que complementam a investigao.

    NOTA IMPORTANTE Estas informaes pretendem apenas fornecer indicaes gerais, no substituindo o aconselhamento mdico definitivo. essencial que discuta com o seu mdico acerca da sua condio clnica especfica.

    Rua Arthur Bernardes, 426 | Martins | (34) 3292.1400 | Uberlndia/MGwww.viagastro.net.br

    por Dr. Haroldo Luis O. Gomes Rocha | CRM MG 39921 | Mdico Gastroenterologista

    Saiba Mais Sobre Isso Publi-editorial

    Relativamente patologia biliar e pancretica, a ecoendoscopia pode ter aplicao na investigao de tumores do pncreas ou das vias biliares, clculos (litase) da vescula ou das vias biliares, estudo da pancreatite crnica, colees lquidas do pncreas, entre outras. Uma possvel aplicao teraputica da Ecoendoscopia envolve justamente, em casos selecionados, a drenagem de leses csticas do pncreas.

    Diagnstico e estadiamento de tumores do trato gastrointestinal (esfago, estmago, duodeno e reto);

    Avaliao de leses subepiteliais do trato gastrointestinal;

    Diagnstico de compresses extrnsecas;

    Avaliao de leses slidas e/ou csticas do pncreas;

    Pesquisa de microlitase vesicular e coledocolitase no diagnosticada em outros exames de imagem;

    Avaliao de leses expansivas mediastinais;

    Estadiamento de neoplasias pulmonares;

    Estadiamento de neoplasias do tubo disgestivo (esfago-estmago, papila, reto);

    Obteno de material atravs de puno ecoguiada de locais de difcil acesso por outros mtodos como mediastino, retroperitneo, pncreas, etc.

    Teraputica (drenagem ou alcoolizao de cistos pancreticos, alcoolizao de plexo celaco, acesso a via biliar)

    Principais Indicaes:

    O que acontece aps a Ecoendoscopia?A ecoendoscopia no implica habitualmente em internao

    do paciente, embora possa ser necessrio em alguns casos. O paciente ser monitorizado na rea de recuperao da unidade onde efetuou o exame, at que a maioria dos efeitos da sedao tenha desaparecido. Normalmente a recuperao aps o exame requer um perodo de repouso inferior a uma hora, podendo posteriormente ter alta. O seu mdico poder fornecer algumas informaes preliminares sobre o resultado do exame, embora resultados definitivos de alguns testes, incluindo bipsias, possam demorar alguns dias.

    A Ecoendoscopia habitualmente um procedimento muito seguro e bem tolerado. Embora possam ocorrer complicaes, elas so raras.

  • O preo possui relao direta com a percepo de qualidade e com o montante do desembolso.

    Formao de preo

    Fabola Matos

    Esta questo possivelmente foi pensada pelo menos em algum momento por parte dos profissionais de sade liberais. O que devido em termos desta prtica? Ceder s presses de uma cultura, na qual a pessoa normalmente se ofende ao no ter a solicitao de desconto atendida, ou ter uma posio clara em relao ao preo cobrado e poder transmitir isto ao seu cliente/paciente?

    Isto nos remete a dois importantes temas relacionados questo do desconto, a saber, a Formao de Preo e a Percepo de Valor a partir do preo estabelecido.

    Vejamos um exemplo: Voc cobra R$ 500,00 por um procedimento e, ao informar este valor ao cliente, o mesmo reclama dizendo que est caro e pede um desconto. Ento voc prope um novo valor: R$ 400,00. Mas isso pode significar - aos olhos do cliente/paciente - que se estava cobrando R$ 100,00 a mais do que deveria, do que seria justo. Ele/ela talvez pense que no exista um critrio para formao do preo, e sim, unicamente, o desejo do profissional em relao aos vencimentos.

    O preo possui relao direta com a percepo de qualidade e com o montante do desembolso. A relao entre estes dois elementos recebe o nome de Valor.

    Valor, ento, a relao entre a percepo que o cliente faz com relao qualidade de um determinado servio ou produto e o preo cobrado por ele.

    Com isto, podemos entender que uma alta demanda por descontos, ou seja, se praticamente todos os seus pacientes esto pedindo desconto, isto pode ser visto como um sintoma, e no como o problema em si. . . O problema talvez seja que o cliente/ paciente no esteja percebendo uma qualidade na prestao do servio, ou no consultrio, que justifique seu preo. Se for este o caso, busque diferenciais urgentemente. Procure sair do lugar comum, oferea servios diferentes e especiais, com um atendimento nico.

    Entretanto, h casos em que o desconto recomendado... Por exemplo, ao atender pacientes antigos e paladinos, ou quando o cliente decide pagar o tratamento vista. Uma dica em relao ao percentual de desconto que este no deve chegar a dois dgitos, ou seja, d descontos de, no mximo, 9%.

    Antigamente, quando se pensava, propriamente, na constituio do preo, somavam-se, resumidamente, os custos fixos, mais os custos variveis de um procedimento, a remunerao profissional (ou pr-labore), a depreciao de equipamentos e instalaes, os impostos, mais o lucro.

    Os custos fixos so aqueles que ocorrem independentemente de sua produo ou do funcionamento da clinica ou consultrio. Exemplos: aluguel da sala, gua, luz, telefone, condomnio, manuteno equipamentos, salrio de funcionrios, encargos e benefcios trabalhistas, pr-labore do profissional etc. No se esquecendo das provises para frias e dcimo terceiro salrio de seus funcionrios.

    J os custos variveis, como o nome j diz, so aqueles proporcionais produo, pois s ocorrem se o procedimento acontecer, e de acordo com a quantidade de trabalho executado.

    Um elemento fundamental na composio

    de preo final a constituio de um fundo de investimento. preciso prever um capital para usar no reinvestimento de seu consultrio (empresa), o que pode ser feito a cada 10 anos, por exemplo, na aquisio de novos equipamentos, cadeiras etc.

    To simples assim, depois de tudo somava-se um lucro pretendido e formava-se o preo/honorrio.

    Porm, atualmente o mercado quem determina o valor dos seus honorrios pois h outros elementos interagindo: os preos praticados pela concorrncia, o poder aquisitivo do seu pblico alvo, o relacionamento com intermedirios (convnios), e at sua formao profissional, o tempo de experincia, o nome (marca) que voc criou etc.

    Ao perceber que no possvel uma modificao nos preos, tenha o foco em uma boa gesto dos custos fixos e variveis. Calcular bem os seus custos e o limite do valor a ser cobrado extremamente necessrio e essencial.

    Voc poder gerenciar estrategicamente o seu preo se investir na diferenciao, oferecendo benefcios ao cliente: estacionamento, horrios flexveis, confortvel living-room, caf, sala de relaxamento etc. Mas, antes de investir, pergunte-se: meu pblico valoriza isso e pode pagar por isto? Busque as respostas sob o olhar matemtico e comercial.

    Por fim, o preo seleciona clientes. Portanto, defina, primeiramente, qual o seu pblico alvo. Classes A e B esto dispostas a pagar pelo diferencial de sua marca e do conforto de sua clinica/consultrio. Por outro lado, as classes C e D esperam preos mais acessveis e, segundo pesquisas, trs entre quatro esto dispostas a trocar de profissional se os preos aumentarem.

    Consultora de Gesto em Sade com mais de 10 anos de experincia em administrao / atendimento em Sade. Professora do MBA em Gesto de Clnicas Mdicas e Odontolgicas (FASAM) na disciplina de Certificaes de Qualidade em Sade. Mestre Educao pela UFU/MG. MBA em Marketing Estratgico pela UFU/MG (Fagen). MBA em Gesto em Sade pela FGV/SP. MBA in Company em Gesto Empresarial pela FDC/BH.

    fabiolacmatos@hotmail.com

    GestoMedicina

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201324

    FisioterapiaPubli-Editorial

    Por que fazer pilates?Todos sabem que praticar atividade fsica importante para a qualidade de vida, mas, entre as tantas opes, fica a duvida sobre qual escolher. Que o PILATES faz bem para o corpo e mente no segredo. Mas, voc saberia dizer por qu?

    So milhares de exerccios disponveis, com e sem aparelhos e acessrios, podendo ser adaptado s necessidades individuais de cada pessoa, tornando-se acessvel a todas as idades.

    Os resultados aparecem com rapidez. Com poucos dias de prtica, voc vai perceber a melhora no seu corpo e ganhar muita disposio.

    Se voc praticar com regularidade, sentir a melhora no alinhamento da coluna e tambm na sua postura. Seu corpo ganhar flexibilidade e energia.

    A maioria dos exerccios do Pilates visa fortalecer o nosso core, que o centro do nosso corpo - tambm chamado por Powerhouse - e o conjunto dos msculos profundos das costas, abdmen e do assoalho plvico. Com isso, h uma grande melhora no equilbrio e na estabilidade, o que possibilita a reduo do impacto sobre a coluna vertebral durante as atividades dirias que voc realiza e a preveno dos diversos tipos de dores nas costas.

    Durante a prtica, voc presta mais ateno no seu corpo e em como ele se move. Com a melhor compreenso dos movimentos vem a autoconscincia. esta combinao de bem estar fsico e mente que faz do Pilates um mtodo to nico e poderoso.

    A tcnica fortalece e, ao mesmo tempo, alonga a musculatura, melhora o tnus muscular e aumenta a amplitude dos movimentos das articulaes.

    O Pilates faz voc se concentrar na sua respirao. Quanto melhor voc comea a respirar, mais eficiente o seu corpo se torna.

    34 3086.1945 | Av. Antnio Marcos Pvoa Jnior, 413 | B. Vigilato Pereira (em frente ao Clube Cajba)

    O mtodo Pilates indicado para a reabilitao fsica, condicionamento fsico e bem estar geral.O PILATES indicado para o PBLICO EM GERAL, pois, atravs dele, o praticante adquire fora muscular com resistncia, o que pode prepar-lo para trabalhos em posturas repetitivas

    Para atletas: o mtodo ajuda na preveno de leses, otimiza o aumento de potncia e resistncia musculoesqueltica.

    Para as gestantes: por trabalhar muito a musculatura do assoalho plvico, beneficia o parto natural, bem como o fortalecimento da musculatura lombar, e membros preparando a futura mame para o ps parto.

    Para idosos: oferece alm do fortalecimento muscular, mais equilbrio o que aumenta a autonomia e confiana em atividades corriqueiras.

    Para crianas: aumenta a concentrao e conscincia corporal, focando no alongamento da musculatura proporcionando uma melhor postura.

    Estudos comprovam a eficincia do mtodo Pilates no tratamento das diversas patologias da coluna vertebral, bem como de outras dores crnicas como artroses, artrites e at mesmo fibromialgia, pois os exerccios de fora e alongamento, aliados a uma correta respirao, causam uma sensao de prazer e relaxamento.

    InstrutorOs benefcios do Pilates s dependem da correta execuo dos exerccios. As instrues devem ser seguidas com fidelidade. Por isso a importncia de procurar por instrutores bem capacitados, com formao adequada, que prezem pela qualidade e respeitem os princpios desse mtodo to completo.

    Em Breve Novidades em nosso Studio:COREALIgN

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201326

    De origem japonesa, a palavra significa pres-so (atsu) com os dedos (shi) e consiste em uma forma de manipulao que utiliza a presso feita com os dedos sobre pontos especficos do corpo e ao longo de trajetos denominados meridianos, visando restabelecer e estimular o fluxo energ-tico do organismo.

    Segundo a medicina oriental, existe uma energia que permeia todo o Universo e que est presente em todos os seres vivos. Essa energia chamada Ki pelos japoneses, Chi pelos chineses, Prana pelos indianos e, no ocidente, conhecida como Energia Vital.

    De acordo com a abordagem oriental, essa Ener-gia flui no organismo atravs de uma rede de ca-nais denominados meridianos que percorrem todo o corpo, da cabea aos ps. Quando o indivduo est saudvel, essa energia se encontra em equi-lbrio, fluindo livremente atravs dos meridianos. No entanto, por algum estmulo externo ou por um funcionamento anormal dos rgos internos, a energia pode ficar bloqueada em alguns pontos dos meridianos, dando origem doenas.

    A manipulao feita sobre esses pontos atra-vs da terapia Shiatsu, ajuda a desbloquear e normalizar o fluxo energtico, restabelecendo seu equilbrio e, consequentemente, propor-cionando sade.

    O Shiatsu no visa tratar de nenhuma doena em si. Preocupa-se, simplesmente, em restabelecer o fluxo de Energia Vital do organismo para que o mesmo se fortalea e crie condies de eliminar as enfermidades por meios prprios alm de toxinas nocivas ao seu funcionamento.

    O Shiatsu procura tratar o indivduo como um todo, pois na viso oriental, no faz sentido tratar um dis-trbio qualquer como um fenmeno isolado e sim como parte de um contexto. Portanto, a nfase na sade e no na doena.

    Embora seja, essencialmente, uma terapia pre-ventiva visando fortalecer o organismo elevan-do os nveis de vitalidade do mesmo, o Shiatsu, tambm utilizado com eficcia no tratamento de distrbios como:

    contra-indicado em casos de febre, doenas de pele, fraturas, varizes e osteoporose. Cada sesso trabalhada de acordo com a necessida-de do paciente e tem durao de 1h a 1h30min.

    Dentre os benefcios do Shiatsu destacam-se:

    Contraturas musculares na regio dos ombros e da cervical causadas por tenses.

    Dores musculares nas costas.

    Dores causadas pela compresso do nervo isquitico (citico), gerando dores na parte superior dos glteos e posterior das coxas.

    Dores de cabea.

    Leses por esforo repetitivo (LER)

    Possibilita que o indivduo desperte uma consci-ncia mais profunda sobre seu prprio corpo, suas tenses e desequilbrios.

    A normalizao do fluxo energtico produz uma sensao de leveza, relaxamento e bem estar.

    Diminuio dos nveis de tenso fsica e emocional.

    Melhorias na circulao sangunea, eliminao das toxinas e no fortalecimento do funcionamen-to dos rgos.

    ShiatsuTerapias ComplementaresMais Sade

    O Shiatsu uma tcnica japonesa milenar que harmoniza as energias, acalma a mente e alivia incmodos

    Shiatsuterapeuta formada pela Instituio Toyo Seitai Jissen Gakuin em Nagoya, Japo, onde residiu durante 7 anos buscando descobrir e conhecer os mistrios de uma cultura milenar fascinante

    34 8874.7617 | 9107.8293 | tamuramichelle@hotmail.com

    O Shiatsu no visa tratar de nenhuma doena em si. Preocupa-se, simplesmente,

    em restabelecer o fluxo de Energia Vital do organismo para que o mesmo se fortalea.

    por Michelle Tamura

    falemaissobreisso.com.br 12a edio 201326

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio2013 27

    H cerca de seis meses eu procurei tratamento com shiatsu , devido a do-res nas costas. Alm da melhora , te-nho observado um grande relaxamen-to da musculatura e articulaes, que tem sido muito benfico para mim. O ambiente, a msica de fundo, o est-mulo dos sentidos, a tcnica tudo con-tribui para a eficcia do tratamento.

    Voltei a pouco tempo do Japo, com muitas dores, e com bastante dor de cabea, foi quando uma colega minha me apresentou a Michelle, inicial-mente tinha uma ideia bem diferente de Terapias Complementares. Logo na primeira sesso, j me senti bem melhor, dores essas que vinham j a algum tempo, resultado de trabalho pesado e carga horria bem puxada.

    Ainda fao o tratamento, no dei-xando passar sequer uma sesso, pois me ajuda muito.

    No consigo conceber minha vida hoje sem o shiatsu. Depois do nascimento dos filhos, a cor-reria e a m postura no trabalho, as dores musculares apareceram. Desapareceram gracas a esse m-todo teraputico.

    Maria Bernadete Jeha Arajo , 53 anos

    Flavio Tomio , 27 anos

    Leandra R. Rodrigues, 41 anos

    DEPOIMENTOS

    falemaissobreisso.com.br 12a edio2013 27

  • Consumida pelos orientais h milhares de anos, o goji Berry, que j muito utilizado nos EUA, ainda novidade no Brasil e vem conquistando cada vez mais espao no cardpio dos brasileiros. Originria do sul da sia - China, Tibete e ndia -, a fruta a sensao do momento nas dietas e destaca-se tambm por suas propriedades benficas sade.

    Rica em variedade de aminocidos, vitaminas, minerais, cidos graxos insaturados, antioxidantes e polissacardeos, o goji berry agrada primeira vista por ser pouco calrica. Uma colher de sopa da fruta possui cerca de 50 calorias. Cada 100 g de goji berry seca

    tem 2.500 mg de vitamina C. Isso faz com que ela seja 50 vezes mais poderosa do que, por exemplo, a laranja. E da? Bom, considerando que um estudo da Universidade do Arizona (EUA) revelou que quando nosso corpo atinge o nvel correto de vitamina C - algo entre 4,6 e 15 mg -, ele passa a queimar gordura com mais facilidade, a superfruta pode tornar-se uma grande aliada do emagrecimento.

    Alm disso, por ser muito rica em protenas e oligoelementos como zinco e ferro, a fruta melhora o sistema imunolgico e ajuda a equilibrar os nveis hormonais. Assim, o funcionamento do organismo ser otimizado e o metabolismo, acelerado.

    Entenda por que o Goji berry o novo superalimento que ajuda na dieta.

    D i casDe Me

    Goji Berry:o novo superalimento do momento.

    Fonte_Uol Notcias

  • NO DOMINGO 03 de Novembro foi realizada a primeira edio da Uberlndia 10 Milhas. A corrida reuniu mais de 1,5 mil pessoas, entre amadores e profissionais. A prova foi dividida nas categorias masculino e feminino e em trs percursos diferentes: trs milhas (4,828 km), cinco milhas (8,046 km) e dez milhas (16,093 km).

    A Cocal Alimentos escolheu o evento para lanar o Arroz Integral Cocal Miri. Em seu stand recebeu a presena VIP da blogueira Gabriela Pugliesi que abrilhantou o lanamento do mais novo produto. Gabriela tirou dvidas sobre alimentao saudvel, alm de tirar fotos com centenas de fs que acompanham seu trabalho nas redes sociais. Amei estar em Uberlndia. Os uberlandenses tm uma energia muito positiva. Sem contar que o Cocal Miri Integral maravilhoso. Um alimento rico em fibras, protenas e vitaminas do complexo B, comentou a blogueira, que hoje tem mais de 420 mil seguidores no Instagram.

    Gabriela Pugliesi lana arroz integral em Uberlndia

    Fotos_Leandro Souza/Rogrio Custdi

    Mais Sade Publi-editorial

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201330

    Pesquisa aborda o papel materno na hemodilise infantil

    Terapia OcupacionalMais Sade

    as mes respondiam a uma pergunta aberta sobre a experincia de acompanhar o filho na hemodilise. A partir das respostas, abordvamos outros pontos e desenvolvamos outras perguntas para complementar o relato.Ao todo, 11 mulheres participaram do projeto, sendo as sete primeiras selecionadas apenas pelo critrio de que o filho realizava tratamento hemodialtico. Entre as demais mes, duas vivenciavam o incio do tratamento e outras duas tinham filhos na fila de espera do transplante. A funo dos dois ltimos grupos era permitir a observao do impacto inicial do tratamento e a possvel mudana de perspectivas uma vez estando na fila do transplante.

    Fernanda conta que o primeiro grupo de mulheres disseram enxergar na mquina de hemodilise um objeto de extrema ameaa, que poderia levar o filho morte. O receio da mquina tamanho que muitas delas negam a necessidade do tratamento. Esse ponto inclusive tambm pode ser observado no segundo grupo, com o impacto inicial, afirma.

    O projeto observou tambm o grau de dependncia criada pela mquina hemodialtica tanto nas crianas e adolescentes, quanto nas mes, e avaliou a influncia do transplante na mudana dessa perspectiva. Fernanda cita que a vida das mes tambm estava fortemente presa mquina, e que eram recorrentes os relatos de que a cirurgia de transplante poderia possibilitar a liberdade da vida delas. Muitas mes abdicam do trabalhos, deixam de buscar o lazer e acabam criando um isolamento social. Isso deixa a criana ainda mais vulnervel a transtornos emocionais.

    As mes podem apresentar papel mais positivo no tratamento se amparadas psicossocialmente pelos profissionais de sade.

    UM ESTUDO DESENVOLVIDO na Escola de Enfermagem (EE) da USP abordou o papel das mes no tratamento de hemodilise dos filhos. Os resultados apontaram que as mes podem apresentar papel mais positivo no tratamento se amparadas psicossocialmente pelos profissionais de sade.

    A dissertao de mestrado da terapeuta ocupacional Fernanda Mieto buscou avaliar qual o sentido que a figura materna d para a experincia de hemodilise sofrida pelo filho. Estudos desenvolvidos anteriormente na Alemanha j apontam para uma menor qualidade de vida das famlias com pacientes que fazem o tratamento hemodialtico, quando em comparao a um tratamento a base de medicamentos e ao processo de transplante. Segundo a pesquisadora, a ideia seria trazer essas observaes de conflitos e problemas na famlia para o universo materno. Muitas pesquisas investigavam a vivncia da criana e do adolescente com insuficincia renal crnica, mas nenhuma tratava diretamente da experincia do tratamento, sobretudo com enfoque nas mes.A insuficincia renal crnica uma leso nos rins, os quais apresentam uma perda progressiva das suas funes. Em um tratamento conservador, so utilizadas apenas a medicao e uma dieta rigorosa. Quando o paciente apresenta menos de 10% da funo renal, utiliza-se tratamentos dialticos, como a hemodilise, e a pessoa tambm busca o transplante. No caso da hemodilise, a pessoa tratada em uma unidade hospitalar de trs a cinco vezes por semana, por um perodo de 4 horas por dia.A pesquisa se baseou na teoria fundamentada em dados. Inicialmente

    por Fernando Pivetti

    Fonte_Agncia USP de Notcias

  • PresbiacusiaA perda auditiva relacionada idade

    por Lucimara Honria Silva | Fonoaudiloga | CRF: 6-8569

    Fonoaudiologia Publi-editorial

    A perda auditiva pode estar relacionada a diversos fatores que afetam a sade auditiva, entre eles a gentica, a exposio a rudos, o acmulo de cera no canal auditivo, as Otites, algumas doenas com Rubola, Varola ou Toxoplasmose, e at mesmo ao envelhecimento, tambm conhecida como Presbiacusia, ou seja, a perda auditiva relacionada idade.

    muito comum os indivduos serem afetados em sua capacidade auditiva ao envelhecer, o motivo ainda desconhecido, e possvel que ocorra mais em algumas famlias que em outras. Essa interferncia no ocorre somente na capacidade de ouvir sons, mas tambm no entendimento das conversas dirias.

    A Presbiacusia considerada uma das causas mais comuns de perda auditiva nos adultos, sendo que fatores como doenas sistmicas e metablicas ou at hbitos inadequados podem agravar esse quadro de perda auditiva. Ela se manifesta de forma lenta e com o passar dos tempos vai progredindo, sendo que a percepo desta ir

    ocorrer quando notado alguma dificuldade de ouvir a linguagem falada.

    Com o envelhecimento, os rgos internos do ouvido tambm iro envelhecer progressivamente, afetando assim, as estruturas constituintes dos ouvidos. Aos poucos os elementos localizados na cclea do ouvido interno iro se atrofiar, ocorrendo contnua perda das clulas ciliadas, levando assim, a perda auditiva.

    A Rede de Clnicas Direito de Ouvir conta com 180 unidades especializadas no tratamento e adaptao de aparelhos auditivos. So 300 clnicas espalhadas por diversas regies do Brasil inclusive a franquia em Uberlndia. Todas contando com profissionais especializados no processo de adaptao de prtese auditiva dos seus pacientes. Levando qualidade de vida e bem estar em todo processo pr e ps venda.

    Conhea a Direito de Ouvir atravs do site: www.direitodeouvir.com.br

  • EnfermagemUm breve histrico

    Getlio FreitasEnfermeiro | Coren/MG 257.390

    gfpaula@facthus.edu.br

    Mestre em Ateno a Sade (UFTM) | Analista em Fiscalizao da Vigilncia Sanitria e Uberaba/MG

    A ATIVIDADE DO ENFERMEIRO se mostra to diversificada quanto o mundo no qual vivemos. Apesar do amplo acesso s informaes, ainda comum se verificar o dficit de conhecimento da populao e at dos profissionais da sade sobre esta profisso. A Enfermagem possui uma histria muito bonita pautada na abnegao, compaixo e dedicao ao prximo e que luta pela manuteno destas caractersticas to nobres que se perdem, diariamente, aos olhos da mercantilizao da sade.

    A enfermagem (historicamente uma profisso feminina) era exercida por cozinheiras, faxineiras e prostitutas que eram obrigadas a acompanhar soldados durante as guerras para prestar todos os cuidados que fossem necessrios. Um perodo marcado pela submisso das mulheres e que foi desafiado por uma jovem chamada Florence Nightingale que acreditava ter recebido um chamado de Deus para se tornar enfermeira. Desta forma, desafiou sua famlia e a sociedade construindo as bases da enfermagem moderna. A contribuio mais importante

    de Florence foi sua participao na Guerra da Crimia (1853 a 1856) quando, junto a outras 38 enfermeiras treinadas por ela, desembarcaram nos campos de Scutari localizados na Turquia. L, elas aplicaram conhecimentos cientficos no controle de infeco do ambiente (preocupao de se evitar a disseminao de doenas), cuidados com a limpeza das leses de forma assptica e um processo organizacional de extrema importncia, pois as enfermeiras sistematizavam seus cuidados deixando os feridos mais graves mais prximos de suas bases de trabalho.

    Florence voltou como herona em 1856 e foi condecorada pela rainha Vitria, sendo a segunda mulher mais conhecida de sua poca. Como contraiu febre tifoide durante o perodo que esteve na guerra e voltou com srias restries fsicas, passou a se dedicar na formao de novas enfermeiras e fundou a Escola de Enfermagem do Hospital Saint Thomas (1860). Vale ressaltar que, desde a primeira escola, j havia uma diviso no trabalho da enfermagem, pois existiam as Lady Nurses e as nurses, sendo que, as primeiras, eram preparadas para o ensino e superviso

    de pessoal e foram responsveis pela difuso do sistema Nightingale na Europa e no mundo. As nurses moravam e trabalhavam no hospital durante todo o curso, recebiam um salrio e, aps o curso, eram destinadas ao cuidado direto com o paciente.

    No Brasil, a profisso chegou no final do sculo XIX a partir da formao de sua primeira escola, e se desenvolveu a partir do sistema Nightingale compondo a diviso do trabalho que se mantem at os nossos dias. Hoje, esta profisso possui o maior contingente de fora de trabalho em sade do pas. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, cerca de 1,5 milhes de profissionais. Porm, somente 20% deste contingente possui ensino superior, marca esta que trs vezes menor que o nmero necessrio.

    importante a discusso e esclarecimento sobre a atividade da Enfermagem em todos os meios de comunicao visto que, a partir do conhecimento dos profissionais de todas as reas de sade (a prpria Enfermagem deve estar includa), que poderemos exercer uma atividade em sade de forma multi e transdisciplinar.

    EnfermagemMais Sade

    Esta profisso possui o maior contingente de fora de trabalho em sade do pas. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, cerca de 1,5 milhes de profissionais.

  • Mais que um amigoTer um cachorrinho pode fazer muito bem ao desenvolvimento das crianas e sade dos adultos

    Saiba Mais sobre a sade do seu Pet!

    LEVAR PARA CASA um cachorrinho de estimao pode ser muito benfico s crianas e aos adultos. Segundos estudos de profissionais ligados Sade Mental, o simples contato com a pele do animal, pelo toque, contribui para o organismo humano liberar as substncias responsveis pela sensao de bem-estar. A viso do animalzinho brincando, correndo e pulando complementa o processo e intensifica a experincia.

    De acordo com um estudo realizado pela American Heart Association, criar um animal reduz fatores de risco para doenas cardacas, como a presso alta, colesterol ruim elevado, estresse, obesidade e ajudam, ainda, na recuperao de pacientes infartados. Alm disso, um estudo realizado Instituto de Tratamento do Cncer Infantil, em So Paulo, mostrou que a visita dos bichos suspendia provisoriamente a dor nas crianas doentes.

    Na verdade, crianas que crescem ao lado desses companheirinhos tendem a ser adultos mais responsveis. O animalzinho far com que ela comece a perceber as necessidades de outro ser, como necessidade de o cozinho beber gua, por exemplo, e assim desenvolva noes de responsabilidade (e de amor ao prximo por meio da assistncia as suas necessidades).

    Outro aspecto que pode ser levado em considerao: um cachorrinho uma presena constante a preencher carncias psicossociais e a afastar a solido do idoso, do divorciado, do solteiro ou dos pais que veem as crias sarem de casa. Um cachorrinho carinhoso, e brincalho, pode representar vrios papis na vida dos seus donos, como, por exemplo, assumindo o papel de filho, amigo ou irmo, nas saudveis fantasias que a imaginao humana desenvolve para colorir a realidade.

    Fonte_uol.com.br

    Um cachorrinho carinhoso, e brincalho, pode

    representar vrios papis na vida dos seus donos.

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201334

    ArtigoSade Mental

    Os resultados de agir de forma socialmente habilidosa beneficiam tanto as relaes quanto a prpria pessoa.

    Habilidades sociais e a sade dos relacionamentos

    PROBLEMAS DE RELACIONAMENTO no so novidade de nosso tempo. Sabemos que conflitos interpessoais entre casais, entre pais e filhos ou no ambiente de trabalho existem desde que existe a humanidade. Mas em tempos de comunicao e vidas aceleradas, esses conflitos podem ser ainda mais agravados, uma vez que temos tido menos tempo para conversar (e ouvir). Ento, o que est no centro destes conflitos? Afora as questes particulares de cada pessoa, como sua prpria histria de vida, caractersticas de personalidade e questes situacionais, existe um padro de habilidades comportamentais tpico s interaes sociais so as habilidades sociais e a falta dessas habilidades pode resultar em uma srie de dificuldades de relacionamento.

    As habilidades sociais constituem um repertrio comportamental especial, isto , com caractersticas prprias. Essas caractersticas dizem respeito adequao do comportamento s demandas contextuais, ou seja, s particularidades de cada situao.

    O que isto quer dizer? Quer dizer que as habilidades sociais no se referem a um nico tipo de comportamento, ou a uma nica forma de interao, ao contrrio, elas envolvem diversas formas de interao sendo que todas possuem uma caracterstica em comum: conduzem satisfao pessoal e interpessoal mais do que insatisfao.

    Ou seja, o que caracteriza um comportamento como socialmente habilidoso seu resultado, no sua forma. Assim, quanto mais habilidades sociais ns tivermos, mais competentes seremos em nossas interaes com outras pessoas.

    Na prtica de nossas interaes, manifestamos 3 principais tipos de comportamentos, so eles: os comportamentos passivos, agressivos e assertivos. Os comportamentos passivos

    ocorrem quando temos dificuldade em saber ou dizer o que queremos e pensamos, dificuldade em dizer no, quando acatamos as vontades e interesses dos outros mais do que nossas prprias vontades e interesses.

    Quem age assim com muita frequncia pode se sentir sobrecarregado, desgastado, infeliz consigo mesmo e insatisfeito com a vida, fatores que podem resultar em conflitos interpessoais.

    Os comportamentos agressivos so aqueles impositivos, em que a pessoa impe sua vontade, opinies e desejos sobre os outros, podendo ser ofensivo (fsica ou verbalmente).

    Pessoas predominantemente agressivas tm muitos conflitos interpessoais, sentem-se nervosas e irritadas com frequncia, sentem-se desgastadas e podem ter uma imagem negativa de si mesmos, podendo experimentar culpa. J os comportamentos assertivos caracterizam-se pela parceria e respeito, ou seja, o que eu quero e penso to importante quanto o que o outro quer e pensa.

    Assim, a forma de interao caracteriza-se por uma conciliao entre os objetivos pessoais e coletivos. Pessoas assertivas sabem dizer o que querem e pensam, colaboram com outras pessoas, sabem dizer no sem ser ofensivas, sentem-se bem consigo e com suas interaes.

    Dessa forma, os padres passivo e agressivo relacionam-se mais com os conflitos interpessoais. Porm, no se assuste se voc se identificou mais com um padro de comportamento do que com outro, pois ningum totalmente passivo ou agressivo ou assertivo. Todos ns desempenhamos esses padres de interao em maior ou menor grau.

    Alm disso, ser socialmente habilidoso no significa apenas ser assertivo, mas sim saber agir da maneira mais adequada em cada situao de interao. Dessa forma,

    em algumas situaes pode ser mais til ser passivo e no expor suas opinies para evitar uma discusso calorosa no ambiente de trabalho ou ento, ser agressivo e defender seu filho ou cnjuge de uma situao de risco.

    Comportamentos normalmente includos nas habilidades sociais envolvem: pr-atividade; habilidade comunicativa de forma clara, direta e completa; competncias para fazer e recusar pedidos, elogiar, agradecer, desculpar-se; empatia; postura fsica adequada situao de interao; contato visual direto com o interlocutor; percepo adequada do ambiente; aparncia fsica adequada situao; dentre outros.

    Uma srie de diferentes comportamentos pode ser considerada socialmente habilidosa, desde que eles permitam ao sujeito uma relao interpessoal bem-sucedida conforme as caractersticas de seu contexto particular. Enfim, se estamos falando da sade de nossas relaes, temos que buscar desenvolver nossas habilidades sociais.

    Desenvolvemos essas habilidades de diversas formas: ao longo da vida, com nossas experincias e o resultado delas; espelhando-nos em modelos de pessoas significativas que apresentam essas habilidades; ou podemos ainda receber instruo e treinamento, quando nossas habilidades sociais encontram-se defasadas e nossas relaes prejudicadas. A psicoterapia, especialmente as abordagens comportamental e cognitivo-comportamental trabalham com o desenvolvimento e treinamento dessas habilidades em seus clientes.

    Assim como o prejuzo em nossas relaes prejudica nossa sade mental, os resultados de agir de forma socialmente habilidosa beneficiam tanto as relaes quanto a prpria pessoa. Por isso, vale muito a pena investir no desenvolvimento dessas habilidades!

    Ana Carolina Rimoldi de Lima | CRP 30207/04Psicoterapeuta cognitivo-comportamental, mestre em Psicologia da sade e docente de Psicologia

    34 9660.0217 / 9173.8731rlanacarolina@yahoo.com.br

  • Consumido em quantidade moderada, o chocolate traz inmeros benefcios sade, segundo o Dr. Osman Gioia, mdico nutrlogo e vice-presidente da Associao Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Rico em vitaminas, minerais, protenas, carboidratos e gorduras, o chocolate uma tima fonte de energia. De acordo com o Dr. Osman, fazem parte de sua composio alguns estimulantes naturais. Cada substncia responsvel por um reexo no organismo. A cafena estimula o sistema nervoso, a teobromina incentiva a musculatura, a feniletilamina responsvel pela disposio, a anandamida tranquilizante e o triptofano percussor da serotonina, que proporciona a sensao de bem-estar, aponta o mdico nutrlogo. Ele explica que essas substncias tambm ajudam as mulheres a suportar os efeitos da TPM, pois agem de forma positiva nas estruturas especcas do crebro. Para o Dr. Durval Ribas Filho, mdico nutrlogo e presidente da ABRAN, os benefcios vo alm do prazer. Os chocolates tambm contm outras poderosas substncias que favorecem e previnem as doenas cardiovasculares, explica o mdico. A presena de antioxidantes, como os polifenis e os avonides, impede o acmulo de gordura na parede dos vasos sanguneos e evita obstrues, diminuindo, consequentemente, o risco de ataques cardacos. Alm disso, uma investigao da Universidade de Berkeley, na Califrnia, indica a ao de tosteris, para adsoro do colesterol, completa o Dr. Durval. Em relao aos tipos de chocolates, os de sabor amargo podem ser considerados os mais bencos, mas sempre preciso ter cuidado com os exageros.

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201336

    Fonte: Agncia USP de Notcias

    ArtigoSade Mental

    Contedos inconscientes e as caractersticas da modernidade interferem na maneira como nos comportamos e nos relacionamos.

    Eventos do passado influenciam opo por permanecer solteiro

    ANLISES PSICANALTICAS permitiram psicloga Sandra Aparecida Serra Zanetti (sandra.zanetti@gmail.com) perceber que pessoas que se definem como solteiros por opo, ainda que respaldadas por uma modernidade mais individualista e narcsica, tm acontecimentos passados que, de forma inconsciente, as influenciam a no criar vnculos amorosos.

    Esses solteiros, atualmente, esto mais vontade para assumir sua opo sem serem julgados. Antigamente, se um homem permanecesse solteiro, ele era criticado, mas hoje em dia, ele tem mais liberdade para tomar essa deciso diz a psicloga, que tambm professora na Universidade Estadual de Londrina (UEL). A pesquisa de doutorado foi realizada no Instituto de Psicologia (IP) da USP e orientada por Isabel Cristina Gomes.

    No caso de rejeio da construo de vnculos amorosos, Sandra buscou verificar a formao da subjetividade tanto pelo contexto sociocultural quanto por anlise psicanaltica. Como contedos inconscientes interferem na maneira como nos comportamos? questiona.

    Para formular o cenrio sociocultural deste posicionamento, a pesquisadora consultou obras de autores contemporneos como Zygmunt Bauman e Anthony Giddens. Para ela, esses autores ajudam a desenhar a sociedade contempornea. Procurei fazer uma triagem do que era descrito por estes

    autores para caracterizar comportamentos dos solteiros diz.

    A investigao ajudou a definir modos de se comportar. Os fenmenos encontrados foram: o modelo tecnolgico, o consumismo e o narcisismo moderno conta. No modelo tecnolgico, Sandra descreve adultos que sem se darem conta, elegem o modelo do computador para assumir as diversas tarefas do dia-a-dia. J o consumismo faz com que as pessoas se tratem como mercadorias, substituveis e volveis. No narcisismo moderno, o modelo competitivo da sociedade impele que as pessoas ajam voltadas prioritariamente para si, garantindo assim, uma forma de sobreviver frente s exigncias atuais socioculturais.

    De 20 participantes iniciais, Sandra selecionou seis, 3 homens e 3 mulheres, com idades entre 25 e 35 anos, para garantir um vis mais qualitativo ao trabalho. Nas entrevistas individuais, que funcionaram como sesses psicanalticas, procurou sondar por acontecimentos passados mais especficos que pudessem ter influncia na opo por ser solteiro. Atrelei essas trs caractersticas com a forma de vida de cada um esclarece.

    O que percebeu que, apesar da maior liberdade por continuar solteiro, fatos ocorridos guiavam essa opo nos participantes, de forma inconsciente. Sandra citou, como exemplo, o divrcio tumultuado dos pais dessas pessoas, quando elas eram mais jovens.

    ModernidadeAinda assim, a pesquisadora no deixa de salientar como a modernidade transforma as formas de relacionar das pessoas. Hoje, em geral, as pessoas no se veem obrigadas a casar, ou seja, tm mais opes de escolher como querem viver, e isso, para a pesquisadora, positivo. No entanto, diz, carregamos o peso de tomar essas decises. Estamos mais sozinhos e mais exigentes. Estamos mais suscetveis e sem suporte.

    Na estruturao narcsica, as pessoas esto to preocupadas consigo mesmas que veem relacionamentos como um incmodo. Elas preferem, segundo a pesquisadora, se centrar em tarefas cotidianas prprias e abrir mo de vnculos que as distrassem de alguma forma.

    A formao de um vnculo exige lidar com frustraes diante da projeo de caractersticas no parceiro, que no se provam reais. Nunca conhecemos algum de fato. Isso da condio humana. Essa dificuldade diminui a capacidade de construir e manter vnculos e, nessa fragilidade narcsica, a decepo e o sofrimento se tornam um fardo supervalorizado. como se essas pessoas no pudessem se expor. Elas se fecham para a realidade diz Sandra, e continua Essa interferncia [relao], mesmo que resulte numa decepo, pode ser boa, pois traz amadurecimento e desenvolvimento de recursos psquicos para lidar com a frustrao. Ou seja, um enriquecimento que d bagagem para enfrentar dificuldades. Perde-se ao no se vincular finaliza.

    por Mariana Melo

  • Saiba Mais Sobre Isso Sade Mental

    Funo materna vai alm de aspectos da experincia corporalUM ESTUDO EVIDENCIOU que aspectos como condies sociais, corporais e subjetivas no so os nicos elementos construtores da maternidade. A pesquisa desenvolvida no Instituto de Psicologia (IP) da USP revelou que os laos sociais so um fator decisivo na formao da funo materna, muito alm da experincia corporal.

    A proposta da tese de doutorado da psicloga Vera Iaconelli (vera.iaco@hotmail.com) foi problematizar as condies e adversidades encontradas na parentalidade contempornea. Segundo a pesquisadora, o estudo buscou ampliar reflexes sobre o tema para alm da dupla me-beb, recolocando a mulher em um lugar protagonista, sem esquecer o lugar do pai. A pesquisa teve incio a partir do atendimento de um caso de tentativa de infanticdio no Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal_Gerar. Buscou-se a partir de ento discutir algumas das condies para a construo da funo materna, afirma Vera.

    Foi realizado um levantamento qualitativo de base psicanaltica, com a construo de caso como forma de abordar o material. O intuito foi focar a problematizao da teoria sobre a funo materna em termos culturais e psicanalticos. Trabalhei com um nico caso atendido na clnica social, embora tenha utilizado diversos outros durante o processo a ttulo de ilustrao. Foi realizado um acompanhamento do tratamento da paciente, por meio de encontros com a equipe do hospital, o beb internado e os familiares em momentos diferentes.

    Foram privilegiados trs grandes eixos, que so a experincia corporal, o lugar do sujeito e o lao social. Para tal, a pesquisadora trabalhou em cima do percurso histrico antecedente ao que se entende hoje por maternidade, os diferentes discursos sobre o corpo e as questes do lao social na constituio da funo materna. Dessa forma,

    pde-se apontar como a funo materna atravessada pela lgica dessubjetivante do mundo contemporneo.

    Os resultados apontaram que os laos sociais so os elementos que daro condies para que o beb seja inserido numa linhagem que dar suporte para a me e o prprio beb. Vale ressaltar que a experincia corporal no pode ser negligenciada. Dessa forma, as condies sociais, corporais e subjetivas so necessrias embora no suficiente para a construo da maternidade. Vera afirma ainda que cabe psicologia delimitar a potncia e limite de cada campo revelando sempre que possvel as inesgotveis ideologias que atravessam os saberes.

    Tabus da maternidadeAfirmando que a quantidade de tabus que ainda vigoram

    quanto ao tema maternidade muito alta, a pesquisadora aponta para a falta de interesse dos psicanalistas em geral quanto aos temas correlatos perinalidade (gestao, parto e ps-parto). Assuntos como violncia obsttrica, medicalizao e falta de apoio social a parentalidade so pontos relevantes para a psicanlise mas no tm sido enfrentados quando se pensa a funo materna.

    Vera acredita que o projeto possa contribuir para a desidealizao da maternidade ao mesmo tempo em que revela potencialidades igualmente negligenciadas. A ideia que uma mulher que largou um beb recm nascido em situao de abandono e risco pode vir a se tornar uma me devotada comum, se assim o desejar e for escutada dignamente. Ela alerta para os problemas que se potencializam com a falta de garantias na maternidade. A falta de garantias pode ser assustadora, mas se explorarmos o lado da psicanlise nessa conjuntura, possvel que se abra novas perspectivas.

    Funo materna na modernidade tem sido atravessada por uma lgica dessubjetivante.

    Fonte: Agncia USP de Notcias

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201338

    Sade MentalPubli-editorial

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    JOgOS E DESAFIOS Atividades ldicas que desenvolvem: capacidade de resolver problemas dirios; evoluo do pensamento ao; autoconfiana para elaborar estratgias e tomar decises; trabalho em equipe; raciocnio lgico; pensamento lateral, inteligncia visuoespacial e autoestima.

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    DINMICAS E NEURBICAS Atividades prazerosas que nos permitem sair da zona de conforto oxigenando nosso crebro. Somos desafiados a vivenciar contextos/situaes, definir estratgias e pensar de maneira reversvel, estimulando o desenvolvimento de novos padres e conexes neuronais. Por meio das dinmicas e neurbicas h o desenvolvimento da liderana, capacidade de expresso, segurana, autoestima, inteligncia intrapessoal e relacionamento interpessoal.

    ABRINDO HORIZONTES Desafios lgicos e criativos que permitem ao crebro expandir seus limites e desenvolver uma capacidade superior de percepo e raciocnio, explorando o pensar fora da caixa, o que proporcionar solues inteligentes advindas do aprimoramento do raciocnio lgico; pensamentos laterais (capacidade de olhar um problema e enxergar suas mltiplas solues e abordagens); disciplina ao elaborar estratgias; e grande capacidade em solucionar problemas de forma rpida e criativa.

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio2013 39

  • falemaissobreisso.com.br 12a edio 201340

    Cultura e ArteFotografia

    falemaissobreisso.com.br 12a edio 201340

  • A arte de fotografar espetculos

    Tcnica, sensibilidade e mercado. Saiba a diferena entre foto autoral e comercial.

    por Michele Borgesfotos_douglas Luzz

    Do surgimento da fotografia no sculo XIX at os dias de hoje muita coisa mudou. No comeo, poder parar o tempo, reter para sempre uma imagem que jamais se repetiria, era algo mgico, considerado por muitos at mesmo um ato de bruxaria.

    Hoje fotografar tornou-se atividade rotineira a partir do avano tecnolgico e do acesso s cmeras digitais.

    Porm, conseguir capturar a melhor imagem a ser eternizada uma arte que requer sensibilidade, tcnica, estudo e desenvoltura em um mercado exigente para quem vive desta arte.

    Fotografia e especialidades

    A fotografia no fugiu regra no mundo especializado. So vrios os segmentos em que um fotgrafo pode atuar: eventos sociais e corporativos, moda, esportes, fotografia area, produtos, espetculos artsticos, entre tantos outros.

    Douglas Luzz fotografa profissionalmente desde 2006 e tem se especializado em alguns destes setores, entre os quais est a fotografia de espetculo.

    Para ele, existem dois tipos de fotografia de espetculo: a autoral e a comercial.

    A primeira delas mais despretensiosa e livre. A liberdade que se tem em realizar esse tipo de fotografia infinita, pois demanda muito mais intuio e sensibilidade do fotgrafo, afirma Luzz, que tambm d algumas dicas para quem quer realizar boas fotografias de espetculos.

    A primeira delas jamais usar o flash. Alm de destruir a beleza da luz natural, tira a concentrao dos artistas,

    comenta o fotgrafo que acaba de chegar de uma turn na qual percorreu nove cidades brasileiras.

    Acompanhei o Grupo EMCANTAR durante dois meses. Fotografei o espetculo cnico musical ESCUTATRIA 18 vezes. Neste caso, o desafio foi trazer sempre um novo olhar, explorando novos ngulos de uma mesma cena e at mesmo aspectos menos importantes, mas que compem a cena no detalhe, explica Luzz.

    Foto comercial: a imagem que vende

    Neste cenrio, segundo Douglas, o fotgrafo tem que conciliar sensibilidade artstica e olhar mercadolgico. Para isso, conhecer o cliente e suas necessidades fundamental. Tecnicamente, sugiro que o fotgrafo se posicione estrategicamente no palco ou na platia, mantendo-se sempre atento para no perder cenas importantes que podem ser usadas futuramente para divulgao do espetculo, em campanhas publicitrias, folders, sites, etc. . .

    Outras dicas do fotgrafo:

    Procure no ultrapassar o ISO 1600 (sensibilidade luz). Assim se evita grande concentrao de rudo na imagem.

    Devido a pouca iluminao dos cenrios artsticos, o ideal usar trip ou monop.

    Se o espetculo for noturno ou em lugares fechados, recomenda-se o uso de roupa preta para no chamar ateno.

    falemaissobreisso.com.br 12a edio2013 41

  • Adriana Francisca de OliveiraPsicologia ClnicaClientela: crianas, adolescentes e adultosR. Agenor Paes, 244 | Centro | Uberlndia/MG34 9206.4776 tim | 34 9641.9305 ctbc34 8812.4230 oinossocantopsicologia.blogspot.com adrianafopsi@hotmail.com

    Amanda Oliveira Moura Psicologia Clnica (Especialista em Anlise Transacional)Clientela: adultosRua Duque de Caxias, 450 | Ed. ChamsSala 1212 Centro | Uberlndia/MG34 9149.9599 | amanda_om@hotmail.com

    Anderson Faria garciaPsicologia ClnicaTerapia Cognitivo Comportamental Hipnoterapia EricksonianaClientela: Adolescentes, adultos e casaisRua Augusto Csar, 415 | FundinhoUberlndia/MG34 3235.5051 | 9635.5051andersonpsicoterapia@outlook.com

    Ana Carolina Rimoldi de LimaPsicologia ClnicaTerapia Cognitivo ComportamentalPalestras sobre Sade MentalClientela: adolescentes e adultosPa. Clarimundo Carneiro, 83 | Centro | Uberlndia/MG34 9173.8731 | 9660.0217

    Carolina Azevedo CherulliPsicologia Clnica (Orientao Vocacional Profissional)Clientela: crianas, adolescentes e adultos.Pa Dr. Manoel Crosara, 85Uberlndia/MG - 34 9102.0010Catalo/GO - 64 3411.4649carolinacherulli@ymail.com

    Caroline Freitas | Psicologia Clnica (Terapia Cognitivo Comportamental)Clientela: crianas, adolescentes, adultos, casais (individual e grupos)R. Bernardo Cupertino, 300 | Bairro Martins Uberlndia/MG34 9962.1685 | 34 9195.1440 TIMatiliofreitas@hotmail.com

    Caroline Neves Alves | Psicologia Clnica, Escolar e Orientao ProfissionalClientela: crianas, adolescentes, adultosR. Gardnia, 71 | Centro | Uberlndia/MG34 9133.4023 | 34 8847.1023carolinenalves@yahoo.com.br

    Ceclia Alves AlmeidaPsicologia ClnicaClientela: adolescentes, adultos e casaisR. Cel. Manoel Alves, 305Fundinho | Uberlndia/MG34 3235.9259 | 34 9691.4355ceciaalmeida@gmail.com

    Cludia Soares | Psicologia Clnica (Anlise Transacional e Sistmica)Clientela: adultosRua Quintino Bocaiva, 148Clnica Interage34 9808.5183

    Deise Carvalho | Psicologia Clnica (Anlise Transacional) Psicodrama Constelao Sistmica FamiliarClientela: adolescentes, adultos, casais e gruposRua Professora Juvenilia dos Santos, 1197 Bairro Santa Mnica Uberlndia/MG34 3219.5692 | 34 9911.3329

    Elias Leite de Oliveira | Psicologia Clnica (Hipnose e Regresso / Abordagem Junguiana)Clientela: adolescentes, adultos e idososR. Bernardo Cupertino, 300 - Bairro Martins Clnica Espao Vital34 9673.1503 | eliasleitepsi@yahoo.com.br

    Elizngela das Graas MirandaPsicologia Clnica EscolarClientela: crianas, adolescentes, adultos, pais, famlias e gruposR. Gardnia, 71 | Centro | Uberlndia/MG34 9172.9037 | 9792.9037 | 8886.3966elizangelapsicologia@yahoo.com.br

    Fernanda Blascovi | Psicologia Clnica (Terapia Cognitivo-Comportamental)Clientela: crianas, adolescentes e adultos.Rua Hortncio de Moraes, 1559B. Cazeca |Uberlndia/MG34 3234.7130 | 34 8851.0339 fernanda@integraretcc.com.br

    guilherme Nunes P. Silva | Psicologia Clnica e EscolarClientela: adolescentes e adultos | Inclusive atendimento domiciliarR. Agenor Paes, 32 | Centro | Uberlndia/MG 34 8845.3680

    Katia Beal| Psicologia ClnicaClientela: Crianas, adolescentes, adultos, casais, famlias e idososR. Bernardo Guimares, 589Fundinho | Uberlndia/MG 34 3229.2547 | 3223.7347 | 8403.7734katiabeal@gmail.com34 8855.5880 | 3084.2425

    Luana Branco |Psicologia ClnicaClientela: crianas e adolescentesAv. Getlio Vargas, 275 | sala 911Ed. Metropolitan | Centro | Uberlndia/MG34 9802.4618brancoluana@hotmail.com

    Marcela da Silveira RezendePsicologia Clnica (Terapia Cognitivo-Comportamental)Clientela: crianas e adultosR. Bernardo Cupertino, 300 | Bairro Martins Clnica Espao Vital | Uberlndia/MG34 9107.7906 | 34 3223.7389

    Maria Luiza Zago de BritoPsicologia ClnicaClientela: adultosR. Polidoro de Freitas Rodrigues, 170BairroVigilato Pereira | Uberlndia/MG34 9116.6700 | 34 3216.2063

    Marina Rodrigues Alves LinoPsicologia ClnicaTerapia Cognitivo-ComportamentalClientela: adultosR. Polidoro de Freitas Rodrigues, 40 Bairro Vigilato Pereira | Uberlndia/MG34 3236.7814 | 34 9667.2230marina.lino@netsite.com.br

    Michele Biaggio | Psicologia Clnica Hipnoterapia | CoachingClientela: adolescentes, adultos e idososR. Bernardo Cupertino, 300Bairro Martins | Uberlndia/MG34 3223.7389 | 34 8816.5331michele.sicheroli@gmail.com

    Scheila Maria Ferreira SilvaPsicologia Clnica | Orientao Profissional e de CarreiraClientela: adultos e adolescentesAv. Cesrio Alvim 818 | Sala 1008Ed. Uberlndia 2000 | Uberlndia/MG34 9963.6005 | 34 3211.8714

    Slvia Martins garciaPsicologia Clnica e EscolarClientela: crianas, adolescentes e adultosAtendimento individual e grupalR. Gardnia, 71 |Centro | Uberlndia/MG 34 9993.9918 ctbc | 34 9240.4962 tim silivam2@yahoo.com.br

    Sirlei Ribeiro gianniniPsicologia ClnicaTerapia Cognitivo Comportamental Hipnoterapia Ericksoniana | Coaching Orientao Vocacional e Consultoria OrganizacionalClientela: Adolescentes, adultos, casais, grupos e famliasRua Augusto Csar, 415 | FundinhoUberlndia/MG34 8855.5880 | 3084.2425sirlei-ribeiro@uol.com.br | sdr@gtconsult.com.brwww.logusconsult.com.br

    Tatiana Capute PonsanciniPsicologia ClnicaClientela: crianas, adolescentes e adultosR. Quintino Bocaiva, 886 | Uberlndia/MG 34 3224.7344 / 34 9184.4501taticaputep@gmail.com

    Tatiane Medeiros Cunha | Psicologia Clnica (Anlise Transacional)Hipnoterapia Ericksoniana Clientela: crianas, adolescentes, adultos e casaisRua Agenor Paes, 244 | Centro | Uberlndia/MG34 8811.7164 | 34 9211.6536

    Thamy de Morais MirandaPsicologia Clnica (Psicoterapia Cognitivo-Comportamental)Clientela: crianas, adolescentes, adultos e idososAv. Cipriano Del Fvero, 794Centro | Uberlndia/MG | clinicaacolher.com34 3083.6720 thamy@clinicaacolher.com

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