Fale Mais Sobre Isso 11 edio

Download Fale Mais Sobre Isso 11 edio

Post on 07-Feb-2016

223 views

Category:

Documents

0 download

DESCRIPTION

11 edio da Revista Fale Mais Sobre Isso - uma revista dedicada ao universo da Sade e da Sade Mental.

TRANSCRIPT

  • Pai e filho cirurgiesfalam sobre os caminhos da Medicinapag. 18

    UberlndiaCirurgio Dentista explica os benefciosdos implantes dentriospag. 26

    Mais SadeAraguariCirurgio Plsticoresponde a perguntas sobre a sua especialidade pag. 13

    O que o paciente (e os seus familiares) tm a nos dizer?No ms em que comemoramos o Dia do Mdico, o Dia do Dentista e o Dia do Fisioterapeuta, vale a pena falarmos sobre a gesto de relacionamento com os pacientes.

    edio 11 | 2013

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 3

    Outubro: um ms muito especial

    estratgico consultar um profissional

    Editorial

    Fale Mais Sobre Isso: uma Revista dedicada ao universo da Sade e da Sade Mental.

    NO MS De OutubRO, os dias 12, 13, 15, 18 e 25 so, respectivamente, os dias da Criana, do Fisioterapeuta, do Professor, do Mdico e do Dentista. Outubro, portanto, um ms muito especial em termos de datas comemorativas. Nele, comemoramos a condio a partir da qual todo futuro construdo (Dia da Criana), a profisso sem a qual esse futuro no se constri (Dia do Professor) e trs outras importantssimas profisses diretamente ligadas ao universo da Sade (Dia do Fisioterapeuta, Dia do Mdico e Dia do Dentista). Por isso, nesta edio da Fale Mais Sobre Isso trouxemos vrias produes relativas a essas temticas, como, por exemplo: a entrevista sobre Implantes Dentrios com o Cirurgio Dentista Dr. Jonimar Otoni Ferreira (pgina 26); os artigos sobre "Power Plate" e "Drenagem Linftica", escritos, respectivamente, pelas Fisioterapeutas eva Simone (pgina 30) e Flvia Faria Nascimento (pgina 30); o artigo sobre A importncia do brincar na infncia, da Psicloga Renata Rezende Lacerda (pgina 38); o artigo sobre "educao e Mediao", da Professora Marilza Abraho P. Rezende (pgina 44); e, ainda, algumas consideraes da prpria revista a partir de uma boa conversa com os Mdicos Cirurgies Dr. Ricardo Pacheco e Dr. Leonardo Pacheco (pgina 18). em especial, esta edio apresenta uma importante contribuio do Advogado Ronaldo behrens a respeito de uma das mais fundamentais questes para todos os profissionais ligados s reas da Sade: a gesto de relacionamento com os pacientes (pgina 24). A todas as pessoas contempladas pelas datas comemorativas de Outubro, registramos, aqui, os nossos parabns! e a todos os nossos leitores, boa leitura e bons pensamentos!

    Promoes desta edio

    Confira!

    Medtec_pg 05brou'ne_pg 34

    Mulher que se toca, se cuida!

    www.facebook.com/falemaissobreissowww.youtube.com/user/falemaissobreisso

    editorLeonardo Abraho

    revistafalemaissobreisso@yahoo.com.br

    www.falemaissobreisso.com.br

    Mais da Fale Mais Sobre Isso:

  • Aquela foraOs artigos que li na Fale Mais Sobre Isso sobre tabagismo ainda no conseguiram me fazer parar de fumar mas me deram aquela fora para eu pensar mais ainda em estratgias para isso!

    Hamilton, 52 anos, pelo site da revista

    Achei muito instrutivo o texto da dentista (Mirna S. Cordeiro) sobre Cncer bucal. Normalmente pensamos ou nos preocupamos apenas com outras formas de cncer.

    Snia, 45 anos, por email

    encontrei a Fale Mais Sobre Isso em uma clnica mdica e a levei para casa (com a autorizao da secretria da clnica, informo). Fiquei muito interessada nas informaes sobre Psicologia e Psicoterapia na edio sobre o Dia do Psiclogo, (...)eu precisava mostrar ao meu marido e aos meus filhos a importncia do meu tratamento.

    Vnia, 42 anos, por email

    Conhecimento

    Para a famlia

    envie comentrios e sugestes pelo e-mail revistafalemaissobreisso@yahoo.com.br com nome completo, profisso, cidade e idade.

    Dos LeitoresNotcias

    Cardiologia

    Medicina

    Gastroenterologia

    Gesto

    Capa

    Literatura

    Odontologia

    Fisioterapia

    Nutrio

    Fonoaudiologia

    Artigo

    educao

    Artigo

    Artigo

    Cultura e Arte

    0506

    08

    12

    10

    14 16171821

    22

    23

    24

    262728

    3030

    34

    36

    3840

    44

    5052

    46

    46

    54

    At 73% dos erros cometidos em hospitais no pas so evitveisProtocolos Clnicos ordenam atendimento oncolgicoPresena feminina na Medicina aumenta no brasil

    Sade do Corao: voc est pronto para comear a agir?

    edio 10Agosto de 2013

    Saiba mais sobre Cirurgia Vascular

    Doena do Fluxo Gastroensofgico ou DRGe

    Vitamina D e suas multifaces

    "Meu filho adoece tanto!"Saiba mais sobre Cirurgia PlsticaConversando sobre MedicinaCncer de Mama

    Marketing e Sade

    um livro para quem ama a Medicina

    Gerenciando o relacionamento com os pacientes

    Saiba mais sobre Implantes Dentriostecnologia CAD/CAM na odontologia modernaPr-Natal odontolgico

    Power Plate: eficiente, verstil, moderno. A ginstica do futuro

    Saiba mais sobre Drenagem Linftica

    Castanhas: um punhado de muita sade

    Voc tem zumbido no ouvido?

    A importncia do brincar

    Por que agradar ao outro?

    educao e Mediao

    um portal para o Grafite

    Artista mineiro reconhecido internacionalmente pela Dana

    O que Coaching de Performance?

    transtornos Alimentares

    Guia de Profissionais | Psiclogos(as)

    ndiceM

    edici

    na

    Sad

    e Men

    tal

    Guia

    Coordenador: Leonardo Abraho

    Reviso Tcnica (Medicina):

    Dra. Carolina N. Cunha Debs (CRM: 58.248)

    Reviso Tcnica (Sade Mental):

    Psiclogo Leonardo Abraho (CRP: 36.232/04)

    Projeto Grfico e Diagramao:

    Miguel Neto 34 9670.9610

    Comercial: 34 9966.1835 | 9221.6622

    Tiragem: 4.000 unidades

    Impresso e Pr Impresso: Grfica 3 Pint

    Distribuio:

    Correios (empresa brasileira de Correios e telgrafos)

    entrega gratuita e dirigida | udia-Ari/MG

    Expediente

    A Revista Fale Mais Sobre Isso distribuda em hospitais, clnicas, consultrios e laboratrios de sade, edifcios comerciais, escritrios de profissionais liberais, condomnios residenciais, escolas, restaurantes, padarias e outros pontos com grande fluxo de pessoas de uberlndia e Araguari. Alm disso, a Fale Mais Sobre Isso entregue pelos Correios a Mdicos e Dentistas presentes em um mailing com 2.000 nomes em udi e Ari. Se voc tem interesse em ser nosso parceiro comercial, favor entrar em contato pelos telefones 34 9966.1835 ctbc e 34 9221.6622 tim, ou revistafalemaissobreisso@yahoo.com.br.

    Mais

    Sad

    e

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 5

    Notcias e descobertas da mediciNa

    Notcias Medicina

    At 73% dos erros cometidos em hospitais no pas so evitveis

    At 73% DOS eRROS que acontecem dentro de hospitais brasileiros, como medicaes trocadas ou operao de membros errados, poderiam ser evitados.

    o que apontam estudos da Fiocruz apresentados no QualiHosp (congresso de qualidade em servios de sade) e que ajudaram o Ministrio da Sade a criar novas normas de segurana hospitalar que passam a valer a partir de 2014.

    As pesquisas, feitas em dois hospitais pblicos do Rio, encontraram uma incidncia mdia de 8,4% de eventos adversos, semelhante aos ndices internacionais.

    No brasil, no entanto, alto o ndice de problemas evitveis: de 66,7% a 73%. em outros pases, a incidncia variou de 27% (Frana) a 51% (Austrlia).

    em nmeros absolutos, isso significa que, em 2008, dos 11,1 milhes de internados no SuS, 563 mil foram vtimas de erros evitveis.

    " um quadro barra pesada. Nos pases desenvolvidos, existem polticas de segurana bem consolidadas. Aqui estamos acordando com um pouco de atraso", diz Walter Mendes, pesquisador da Fiocruz e consultor do comit do programa de segurana do paciente.

    "A questo adotar mecanismos que impeam que o erro chegue ao doente", afirma.

    A morte da menina Stephanie teixeira, 12, que no ano passado recebeu vaselina em vez de soro nas veias, um exemplo de erro evitvel. Os frascos eram idnticos, e os nomes dos produtos estavam em etiqueta Fonte: Folha equilbrio (Folha de So Paulo)

    Na maioria das vezes, medidas simples (e boa vontade) resolveriam o problema

    PREVENO FALHA EM HOSPITAIS LOCAIS ONDE MAIS ACONTECEMEVENTOS ADVERSOS, EM %

    de mesma cor.Para Angela Maria da Paz, gerente da

    Anvisa (Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria), esses casos acontecem porque as instituies no seguem protocolos.

    No brasil, diz ela, os eventos adversos so subnotificados e, em geral, s se tornam visveis quando viram caso de polcia. "existe a cultura do castigo, as pessoas escondem, tm medo. O erro deve ser aproveitado como aprendizado, no para punio."

    Para o professor Jess Mara Aranaz Andrs, chefe do servio de medicina preventiva do hospital Sant Joan d'Alacant (espanha), a reparao do erro pode ser resolvida de vrias formas, como pela compreenso e correo ou por indenizao.

    "S no pode haver culpabilizao porque isso leva ocultao. Se escondermos a cabea na areia feito avestruz, no vamos aprender."

    O pesquisador Paulo Santos Sousa, professor da universidade Nova de Lisboa (Portugal), diz que as mudanas devem ser de cultura.

    "bactria no tem asas. ela passa de paciente para paciente porque algum a carregou nas mos. Sempre se soube que lavar as mos importante, mas continua sendo um desafio."

    Segundo Angela Paz, da Anvisa, a agncia construir uma ferramenta eletrnica para monitorar os eventos adversos e agir na preveno.

    um dos pontos da poltica, segundo ela, uma negociao com o Ministrio da educao para que as faculdades de medicina coloquem em seus currculos o tema de segurana do paciente.

    Outra ideia disseminar essas informaes ao paciente para que ele se torne atuante no processo, e no um mero espectador.

    INCIDNCIA E EVITABILIDADE

    Incidncia, em % Incidncia, em %

    Nova Zelndia

    Austrlia

    Inglaterra

    Canad

    Dinamarca

    Frana

    brasil

    16,6 51

    37

    48

    40

    27

    73,3*

    12,9

    19,8

    7,5

    14,5

    9

    8,3** ltimo estudo disponvel (Ibeas-brasil) Fontes: Walter Mendes, pesquisador da Fiocruz

    PROPORO DE ERROS EVITVEIS (BRASIL), EM%

    Infeco associada ao cuidado 24,62

    Complicaes cirrgicas/anestsicas 20

    lcera de presso 18,46

    Dano por atraso ou falha de tratamento 18,46

    Complicaces por puno venosa 7,69

    Dano por queda 6,15

    Dano por medicamento 4,62

    5

    11,9

    34,7

    48,5

    Outros

    utI

    Centrocirrgico

    enfermaria

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 20136

    Protocolos clnicos ordenam atendimento oncolgico Presena

    feminina na Medicina

    aumenta no brasil

    Fonte: agncia UsP de Notcias Fonte: agncia UsP de Notcias

    NotciasMedicina

    ORDeNAR A ASSIStNCIA MDICA dos pacientes em tratamento do cncer no Hospital das Clnicas de Ribeiro Preto (HCFMRP) por meio de protocolos clnicos. esse foi o objetivo de um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeiro Preto (FMRP) da uSP, liderados pelo professor eduardo Magalhes Rego, do Departamento de Clnica Mdica Hematologia e Hemoterapia. eles contaram ainda com a participao de Andrs Poveda, do Instituto Valenciano de Oncologia e fundador do Grupo espanhol de Pesquisa de Cncer de Ovrio (GeICO).

    Segundo o professor Rego, com base na experincia do grupo espanhol, que um dos maiores grupos de pesquisa de oncologia clnica do mundo, os protocolos definem qual a melhor estratgia de tratamento dentro do que h disponvel no hospital da rede pblica. O protocolo orienta como o paciente, com determinado diagnstico de cncer, deve ser tratado, com a indicao de drogas, formas de cirurgias, intensidade de radioterapia, entre outros.

    Seu colega espanhol, Poveda, explica que os protocolos foram elaborados a partir de guias internacionais. Ordenar a assistncia de todos os dias uma maneira de que, quando h um caso, o mdico j tenha definido as formas de tratamento.

    Redes multicntricasA participao de Andrs Poveda na

    sistematizao do protocolo s o incio de uma pareceria entre a FMRP e o GeICO. O grupo espanhol tem experincia na formao de redes multicntricas em estudos clnicos, na qual vrios hospitais adotam o mesmo protocolo

    de pesquisa para a melhoria na obteno de resultados. A proposta que a Faculdade de Medicina participe dessa rede multicntrica.

    O professor eduardo Rego explica que o projeto de pesquisa ainda est sendo estabelecido e ser sobre o cncer de colo de tero, junto com o professor Jurandyr Moreira de Andrade, do Departamento de Ginecologia e Obstetrcia. Ainda vamos submet-lo ao comit de tica da Faculdade. Queremos comparar o efeito de um tipo de quimioterapia, que ns chamamos de neoadjuvante. ela utilizada para determinados estgios do cncer de colo, mas esses estgios ainda no esto bem estabelecidos e isso que queremos analisar. Provavelmente, alm do grupo espanhol, centros mexicanos participaro do estudo.

    Outra parceria estabelecida com o professor Andrs Poveda o intercmbio de pesquisadores. No prximo ano, residentes e ps-graduandos da uSP Ribeiro Preto faro treinamento no Instituto Valenciano de Oncologia. De acordo com Poveda, o Instituto voltado para assistncia mdica e pesquisa. ele destaca que o modelo adotado no tratamento de pacientes diferenciado, pois integrado ao redor de uma patologia.

    O paciente atendido por uma equipe multidisciplinar que no muda. Quando ele chega ao instituto ele ser atendido sempre pelo mesmo fisioterapeuta, psiclogo, radioterapeuta, entre outros. O servio no separado e isso uma vantagem ao paciente, pois conhece a equipe e se sente confiante, e para o tratamento que mais eficaz. toda semana a equipe se rene para discutir novas ideias.

    O NMeRO De MuLHeReS que entram na medicina no brasil maior que o de homens desde 2009, revela pesquisa da Faculdade de Medicina da uSP (FMuSP). A pesquisa mostra que o sexo feminino maioria em especialidades ligadas ateno bsica sade - como a clnica mdica, pediatria e ginecologia e obstetrcia - e bem menor na rea de cirurgia. Por exemplo, na cirurgia cardiovascular h 90% de homens, na neurocirurgia so 91,8%, na ortopedia 95% e na urologia 98,8%.

    Conforme os registros nos CRMs, as mulheres mdicas representam 39,9% entre aproxidamente 400 mil profissionais registrados no Pas. Desde 2009, o nmero de mulheres que entram na medicina superou o de homens, diz Mrio Scheffer, professor do Departamento de Medicina Preventiva da FMuSP. Conforme a pirmide etria dos mdicos se aproxima dos 60 anos, o nmero de homens bem maior, reflexo da formao de um maior contingente masculino entre 1970 e 2000, enfatiza.

    "A feminizao acelerada tambm verificada em pases como Inglaterra, Irlanda e Noruega.

    Ateno bsicaDe acordo com Scheffer, o brasil

    passa por mudanas com uma forte tendncia de envelhecimento da populao e aumento na prevalncia de doenas crnicas no transmissveis. Isso exigir um reordenamento dos servios de sade a partir da ateno primria, onde esto as especialidades com maior presena de mulheres, diz. Outros estudos mostram que, apesar de cumprir jornadas de trabalho menores e ter nmero menor de vnculos, devido as atividades familiares, a mulher mdica consegue harmonizar melhor a relao com os pacientes, alm de possuir maior capacidade para atuar em equipes multidisciplinares.

    O protocolo orienta como o paciente deve ser tratado

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 7

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 20138

    Sade do Corao: voc est pronto para comear a agir?

    Inatividade fsica causa 6% de mortes globais. Fatores de risco, como obesidade, diabetes e a falta de atividade fsica, presentes na infncia podem aumentar muito a probabilidade de uma criana desenvolver doenas cardacas quando adulto. Mesmo 30 minutos de atividade moderada-intensa cinco dias por semana reduzem o risco de doenas cardacas e derrames.

    Mais e mais as pessoas esto buscando alimentos processados que geralmente contm alto teor de acar, sal, gorduras saturadas e trans.

    Dietas no-saudveis esto ligadas a 4 dos 10 maiores fatores de risco causadores de morte no mundo. uma dieta saudvel para o corao, rica em frutas e vegetais, ajuda a prevenir doenas cardiovasculares e derrames.

    Cardiologia Medicina

    Aes urgentes devem ser tomadas para proteger a sade do corao das crianas para evitar o futuro impacto fsico, emocional e financeiro por conta das doenas cardiovasculares e derrames.

    Fonte: Sociedade brasileira de Cardiologia

    1. Mantenha-se ativo

    2. tenha uma dietasaudvel para o corao

    3. Diga "no" ao tabaco

    4. Saiba seus nmeros

    Ateno:

    Ateno:

    Ateno:

    Ateno:

    Atividades fsicas no necessariamente so exerccios! Outras atividades como tarefas domsticas contam, como passar o dia cuidando do jardim ou pedir s crianas para ajudar na limpeza!

    estabelea metas realistas construir nveis de atividades gradativamente ser menos desgastante do que tentar correr uma maratona na primeira tentativa.

    busque grupos de atividades fsicas na sua regio algumas cidades possuem grupos de ciclistas ou corredores que podem auxili-los incluir exerccios na sua agenda ocupada.

    Pode paracer difcil parar de comer os alimentos que voc gosta. Ao invs de evitar doces completamente, troque o chocolate ou outros doces por alternativas como manga e outras frutas.

    Faa comidas saudveis e chamativas para as crianas - escolha alimentos coloridos para os pratos das crianas e as envolva na cozinha

    Limite o consumo de sal para menos de 5 gramas por dia (aproximadamente uma colher de ch)

    Pondere o tamanho das pores; use pratos menores, e assegure a ingesto de maiores pores de frutas e vegetais do que o carboidratos e carnes.

    crucial banir o cigarro de sua casa para proteger o futuro da sua famlia.

    Visite um profissional de sade que possa aferir sua presso arterial, nveis de colesterol e glicemia, peso e ndice de massa corprea (IMC).

    uma vez sabendo seus riscos de doenas cardiovasculares, possvel desenvolver um plano de ao especfico para melhorar sua sade cardiaca . Deixe este plano de ao claramente visvel em sua casa como um lembrete! Seu mdico pode tambm aconselh-lo sobre opes de tratamentos apropriados sempre que necessrio.

    um em cada 2 fumantes morrer de doenas relacionadas ao tabagismo, infelizmente, mais e mais crianas e adolescentes comeam a fumar. O tabagismo passivo mata mais de 600.000 mil pessoas no fumantes a cada ano, incluindo crianas. Nelas, o fumo passivo pode causar morte sbita. Parar de fumar e evitar o fumo passivo reduz o risco de doenas cardiovasculares e derrames.

    Seguindo os passos acima, voc e sua famlia podem reduzir os riscos de doenas cardiovasculares e derrames em qualquer lugar do mundo, mas importante manter exames regulares sobre a sade do seu corao.

    Doenas cardacas e derrames so evitveis e frequentemente desencadeados por fatores de riscos, como: presso alta, colesterol alto, sobrepeso e obesidade, tabagismo, ou a presena do diabetes.

    eduque as crianas sobre os perigos causados pelo tabagismo, para ajud-la a no escolher o tabagismo no futuro.

    Se voc achando difcil para fumar, procure um profissional de sade para aconselh-lo ou pea um apoio ao seu chefe, pois seu local de trabalho pode fornecer servios de auxilio para parar de fumar.

    assista a nossa entrevista sobre "tabagismo" com o psiclogo Wesley Nazareth em www.youtube/user/falemaissobreisso

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201310

    O Que A doena do refluxo gastroesofgico ou DRGe ocorre quando o esfncter inferior do esfago (eIe) no se fecha apropriadamente e o contedo do estmago extravasa de volta para o esfago. O eIe um anel de msculo na parte inferior do esfago que age como uma vlvula entre o esfago e o estmago. O esfago transporta o alimento da boca para o estmago.

    Quando o cido refludo do estmago toca a parede do esfago, ele causa uma sensao de queimao no trax ou garganta denominada pirose (azia). O gosto do lquido pode at ser sentido na parte de trs da boca e chamado de indigesto cida. A azia que ocorre mais que duas vezes numa semana pode ser considerada DRGe e ela pode, eventualmente, conduzir a problemas mais srios de sade.

    Qualquer um, incluindo bebs, crianas e mulheres grvidas, podem ter DRGe.

    um problema comum? trata-se de um dos problemas mais comuns relacionados ao aparelho digestivo. estima-se que cerca de 45% da populao ocidental relate a ocorrncia de um episdio de refluxo por ms e que 5 a 10% destes indivduos faam referncia diria ao sintoma. O refluxo mais comum em idosos e em gestantes.

    SINtOMASQuais os sintomas da DRGe?

    Os principais sintomas de DRGe so azia persistente e regurgitao de cido. Algumas pessoas tm DRGe sem azia. Ao invs, elas

    apresentam dor no trax, rouquido pela manh ou dificuldades para engolir. Voc pode sentir como se tivesse comida engasgada na sua garganta ou como voc estivesse afogado ou sua garganta apertada. A DRGe tambm pode causar tosse seca e mau hlito.

    Seu mdico pode solicitar exames complementares para avaliar seus sintomas, quando no est claro se eles so de fato causados por refluxo cido; ou se voc estiver sofrendo complicaes da doena como disfagia, sangramento e engasgos; ou ainda se seus sintomas no estiverem melhorando com o uso da medicao. Muitas vezes tambm so solicitados exames para se avaliar o grau de agressividade da doena para adequar o tratamento quilo que necessrio no seu caso.

    CAuSAQuando consultar um mdico devido DRGe?

    Ningum sabe porque as pessoas tm DRGe. uma hrnia de hiato pode contribuir. A hrnia de hiato ocorre quando a parte alta do estmago est acima do diafragma, a parede muscular que separa o estmago do trax. O diafragma ajuda o eIe a manter o cido no estmago, impedindo que suba para o esfago. Quando uma hrnia de hiato est presente, mais fcil do cido subir. Desta maneira, uma hrnia de hiato pode causar refluxo. A hrnia de hiato pode ocorrer em pessoas de qualquer idade; muitas pessoas sadias acima de 50 anos tm uma pequena.

    Outros fatores que podem contribuir para a DRGe incluem: Ingesto de bebidas alcolicas, sobrepeso, gravidez, fumo;

    Certas comidas tambm podem estar associadas com eventos de refluxo, como: frutas ctricas, chocolate, bebidas com cafena, frituras e comidas gordurosas, alho e cebola, essncias de menta, alimentos apimentados, comidas baseadas em tomate, como molho de espaguete, pimenta e pizza.

    IR AO MDICOQuando consultar um mdico devido DRGe? Se voc vem tendo azia ou qualquer um dos outros sintomas por alguns momentos, voc deveria procurar seu mdico. Visite um gastroenterologista, o mdico que trata doenas do estmago e dos intestinos. Dependendo da gravidade da sua DRGe, o tratamento compreende uma ou mais das seguintes alteraes do estilo de vida, medicamentos ou cirurgia.

    Alteraes do estilo de vida:

    Se voc fuma, pare, no tome bebida alcolica, emagrea, se necessrio faa refeies pequenas, vista roupas bem folgadas, evite deitar-se at 3 horas aps uma refeio, eleve a cabeceira da cama cerca de 15 a 20 centmetros, colocando blocos de Madeira debaixo dos ps da cama. O uso de travesseiros extras no ajudar.

    O que fazer se os sintomas persistem? Se a sua azia no melhora com alteraes dos hbitos de vida ou medicamentos, voc dever fazer alguns exames, sempre com a orientao de seu gastroenterologista.

    Doena do refluxo gastroesofgico ou DRGE

    GastroenterologiaMedicina

    Fonte: Federao brasileira de Gastroenterologia

    A azia que ocorre mais que duas vezes numa semana pode ser considerada DRGe

  • O que a especialidade mdica conhecida por Cirurgia Vascular?

    Cirurgia Vascular uma especialidade mdica cirrgica responsvel pela preveno, diagnstico, tratamento e acompanhamento das doenas dos vasos do corpo (artrias, veias e linfticos). Como preveno atua de forma a orientar hbitos de vida, exerccios fsicos regulares e at mesmo uso de medicamentos que previnem doenas vasculares. No diagnstico alia a clnica aos exames laboratoriais e de imagem, sempre com preferncia aos exames no invasivos. Para o tratamento utiliza-se tanto da mudana dos hbitos de vida e do uso de medicamentos como de cirurgias que podem ser convencionais (abertas) ou endovasculares ( realizadas por dentro dos vasos). O acompanhamento feito de forma peridica com objetivo de atingir a preveno, estabilizao ou a cura dessas doenas.

    Como ocorre o processo de formao do especialista em Cirurgia Vascular?

    Aps seis anos do curso superior de Medicina necessrio a formao bsica como cirurgio geral atravs da Residncia Mdica em Cirurgia Geral com durao de dois anos, pr-requisito para a prxima etapa, mais dois anos de Residncia Mdica em Cirurgia Vascular. essa formao pode ser complementada com mais um ano ou dois em Cirurgia endovascular, cursos de ultrassonografia Vascular, entre outros.

    Como os conhecimentos da especialidade mdica Cirurgia Vascular dialogam com os

    outros saberes das demais cincias da Sade? Para cuidar do paciente como um todo imprescindvel um

    tratamento multidisciplinar aliando outras reas de conhecimento como, por exemplo, a Fisioterapia necessria reabilitao do paciente no ps operatrio de vrias cirurgias; o acompanhamento psicolgico e at mesmo psiquitrico de alguns pacientes que possuem dificuldades de cessar o tabagismo; o educador fsico que orienta atividades fsicas regulares etc. Atividades que em conjunto melhoram o resultado obtido.

    em que a vida moderna tem preocupado os Cirurgies Vasculares?

    A vida moderna trouxe uma srie de hbitos que tm como consequncias o aumento de fatores de risco predisponentes para doenas cardiovasculares como o stress, a obesidade, o sedentarismo que levam aos fatores de risco causais diretamente relacionados ao dano cardiovascular como por exemplo as dislipidemias, a hipertenso arterial, a intolerncia a glicose, o diabetes, o tabagismo etc. esses danos resultam em doenas graves como os Acidentes Vasculares Cerebrais ( AVC's, tambm conhecidos como derrames cerebrais), Infarto Agudo do Miocrdio(IAM), Doena Aterosclertica Oclusiva Perifrica (DAOP) que podem deixar sequelas e diminuir significativamente a qualidade de vida do indivduo.

    e em que a vida moderna tem ajudado os Cirurgies Vasculares?

    O avano tecnolgico obtido nos ltimos anos proporciona ao cirurgio vascular um diagnstico mais preciso das doenas vasculares e consequentemente um tratamento mais efetivo. tcnicas menos invasivas como os procedimentos endovasculares seja para tratamento das doenas arteriais ( endoprteses no tratamento de aneurismas ou uso de stens nas olcuses perifricas) ou para tratamento de doenas venosas (laser ou radiofrequncia na cirurgia de varizes) tm como vantagens menor tempo de internao, recuperao mais rpida do paciente alm de ser menos invasivo.

    Como especialista nessa rea, gostaria de deixar um recado aos leitores da Revista Fale Mais Sobre Isso?

    A mudana no estilo de vida hoje uma prerrogativa essencial na melhora da qualidade de vida da populao em geral. Para prevenir e tratar as doenas cardiovasculares muito importante a implementao de uma alimentao saudvel, reduo do consumo de bebidas alcolicas, abandono do cigarro, prtica regular de exerccios fsicos e perda de peso quando necessrio. todas essas prticas sob acompanhamento de um mdico especialista em conjunto a outros profissionais da sade asseguram o resultado almejado.

    Saiba mais sobre Cirurgia Vascular

    MedicinaSaiba Mais Sobre Isso

    Dra. Viviane Vernica Fernandes de Freitascrm 48.087rua santa Helena, 416 | tabajaras | Uberlndia/mG34 3236.3378 | vivianeveronica@yahoo.com.br

  • Reparou como cada vez mais as pessoas esto chegando

    mais cedo e saindo mais tarde do trabalho? por isso

    que a giroflex-forma juntou qualidade, modernidade

    durabilidade, design e beleza para oferecer solues

    inteligentes para o seu espao de trabalho.

    giroflex-formaLEMBRE DESSE noME quanDo pREciSaR uniR qualidade e design no SEu ESpao DE tRaBaLho.

    loja giroflex-forma uberlndia

    Rua Rodolfo Correa, 47038400-148 Lidice Uberlndia MG T 55 34 3229.6658andre.silva@giroflexformauberlandia.com.br

    www.giroflexforma.com.br

    Job: arte: An_Rev Casa Cor Formato: 220x300 mm escala: 100% 300DPIAn Casa Cor_Giroflex_220x300_V1.indd 1 25/09/13 17:24

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201314

    Vitamina D e suas multifacesMedicinaArtigo

    por Dra. Roberta borges de Castroendocrinologista Peditrica e mestre em Pediatriacrm: 37769-mGmorada do ser - rua coronel alves, 305Uberlndia/mG - 34 3235.9259

    COM O INCIO DO VeRO retoma-se os questionamentos sobre o sol.. . Seria o sol to nocivo? O sol essencial na produo de vitamina D pela pele, sobretudo aquele que incide entre 10 e 15 horas da manh, perodo no qual tem-se a maior concentrao de raios ultravioleta b, que, em excesso, deixam a pele irritada e vermelha, alm de aumentar o risco de cncer de pele. Da segue-se o dilema, visto que nas ltimas dcadas constatou-se associao do cncer de pele e exposio solar sem proteo e, atualmente, a recomendao dos dermatologistas de no sair de casa sem passar um filtro solar.

    entretanto, no h consenso se a exposio solar aos raios mais intensos responsveis pela produo da vitamina D, mesmo que em curto perodo de tempo por dia, a longo prazo, seria suficiente para causar cncer de pele. Diante deste impasse, nota-se que apesar de morarmos num pas tropical, com fartura de sol, a deficincia de vitamina D na populao tem sido preocupante. e, tal fato agravado pelos hbitos de vida em que pessoas passam horas em escritrios, as crianas ficam muito tempo confinadas em ambientes fechados envolvidas com computador e televiso. No brasil, estudos mostram prevalncia de baixos nveis de vitamina D em cerca de 60% dos adolescentes, de 40 a 58% entre adultos jovens e 42 a 83% dos idosos. Vrios fatores influenciam na produo de vitamina D pela pele:

    Uso de protetor solar: o filtro solar reduz em mais de 90% a produo de vitamina D. O ideal seria expor braos e pernas por 10 a 30 minutos entre 10 15 hs, sem protetor solar, trs vezes por semana, dependendo da estao climtica, latitude e pigmentao da pele. Porm devido falta de consenso sobre os riscos desta exposio, a maioria dos mdicos no recomendam tal prtica. Mas seu organismo agradece se praticar uma atividade diria com o sol brilhando, de pelo menos 15 minutos, antes das 10h00 e aps 16h00.

    Cor da pele: a melanina, considerada como protetor solar natural, absorve os raios ultravioletas. Assim, quanto mais escura a pele, maior a necessidade de se expor aos raios solares para produzir a mesma quantidade de vitamina D que uma pessoa de pele clara;

    Envelhecimento: com o envelhecimento h o afinamento da derme e epiderme o que diminui a reserva de substrato na pele necessrio para produo de vitamina D.

    importante ressaltar que horas consecutivas de exposio solar no aumenta o estoque de vitamina D, uma vez que

    possumos mecanismos fisiolgicos de defesa, em que a vitamina D em excesso, mais precisamente a pr-vitamina D3, convertida a produtos inertes ao organismo, o que protege contra a intoxicao.

    A vitamina D, erroneamente chamada de vitamina, uma vez que vitaminas so substncia essenciais que no podem ser produzidas pelo organismo, um hormnio esteroide, que age principalmente no DNA celular, estimulando e inibindo a transcrio de genes. Nos seres humanos, somente 10 - 20% da vitamina D proveniente da dieta: a vitamina D3 presente em peixes gordurosos de guas frias e profundas, como atum, salmo; e a vitamina D2 presente em fungos comestveis.

    Atribui-se vitamina D a funo de importante regulador do metabolismo do clcio. entretanto, estudos atuais tem mostrado as multifaces deste hormnio, uma vez que a vitamina D tem importante papel no sistema imunolgico, estimulando a produo de substncias que funcionam como antibiticos naturais, alm de papel imunomodulador, uma vez que a deficincia desta vem sendo relacionada com alguns tipos de cncer, diabetes mellitus, esclerose mltipla, artrite reumatoide, dentre outras.

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 15

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201316

    "Meu filho adoece tanto"!MedicinaArtigo

    Dra. Grazielle Vitorino Moreira

    Pneumologista Peditrica | crm-mG 38801Neocentro clnica | Peditrica

    gravitorino@gmail.com

    av. raulino cotta Pacheco,55 | Uberlndia/mG34 3235.1126

    falemaissobreisso.com.br 11a edio 201316

    eStA FRASe MuItO OuVIDA no consultrio e, para explic-la precisamos rever algumas questes que envolvem

    as Infeces de Repetio das Vias Areas Superiores (IVAS ). elas se caracterizam por 3 ou mais infeces por perodo ou semestre de outono-inverno.

    O que nos defende das diferentes infeces o sistema imunolgico. ele o responsvel por produzir anticorpos e clulas que combatem os organismos invasores. No incio da vida o sistema imunolgico bastante imaturo, at por volta dos 09 meses de vida, o lactente ainda tem em seu organismo as defesas da me que foram transferidas via placenta e nessa fase entre 04 e 09 meses de idade a criana passa por uma baixa de defesas pela perda destes anticorpos maternos. Lembramos ainda da importncia do aleitamento materno, atravs do qual os recm-nascidos ou lactentes podem receber um reforo a sua proteo. A partir dos 09 meses, o sistema imunolgico da criana comea a se desenvolver, mas s ir atingir nveis adequados de proteo por volta dos 04 anos de idade.

    Alm da imaturidade do sistema imunolgico, so citados pela literatura alguns fatores de risco associados s IVAS de repetio

    dentre eles: exposio a aglomeraes, presena de animais no domiclio,

    uso de chupetas e o mais importante seria

    a frequncia a

    creches onde as crianas compartilham experincias, beijo, abraos e as infeces. estudos comprovam que crianas saudveis podem adoecer de 6 a 10 vezes no ano , sendo este fator pior quanto mais nova a criana, e a tendncia de estabilizao e at diminuio das IVAS em crianas que permaneceram por mais de 3 anos consecutivos na creche. Outro fator relevante a exposio fumaa de cigarro como um importante irritante das vias areas que pode potencializar a gravidade das infeces .

    em um estudo ambulatorial com crianas com queixas de IVAS de repetio, verificou-se que 50% delas eram provavelmente saudveis, 30% eram alrgicas, 10% eram portadoras de alguma doena crnica, e apenas 10% eram imunodeficientes. Assim importante ficar atento para alguns sinais de alerta que podem indicar a investigao de imunodeficincia nas crianas que apresentam 2 ou mais pneumonias no ltimo ano; 04 ou mais novas otites no ltimo ano; estomatites de repetio; infeces intestinais de repetio/diarria crnica; 01 episdio de infeco sistmica grave (meningite, sepse); asma grave, efeito adverso ao bCG; histria familiar de imunodeficincia, entre outros.

    Por isso, bem possvel que seu filho seja saudvel e esteja adoecendo muito para ativar e amadurecer seu sistema imunolgico e com o tempo esta fase passar, procure um mdico especialista e tire suas dvidas, pois pais tranquilos tero filhos seguros e felizes .

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 17

    Saiba mais sobre Cirurgia Plstica

    O que a especialidade mdica conhecida por Cirurgia Plstica?

    etimologicamente, a palavra cirurgia plstica procede do grego e significa: capacidade de dar ou modificar a forma. essa especialidade mdica dividida em duas grandes vertentes.: cirurgia plstica reparadora que tem como objetivo corrigir leses deformantes, defeitos congnitos ou adquiridos, e a cirurgia plstica esttica que realizada no paciente com o objetivo de realizar benefcios sua aparncia.

    Como ocorre o processo de formao do especialista em Cirugia Plstica?

    Para ingressar na Sociedade brasileira de Cirurgia Plstica (SbCP), o mdico dever fazer especializao de dois anos em cirurgia geral, trs anos de cirurgia plstica em servio credenciado pela SbCP e/ou MeC, prestar e ser aprovado em prova escrita e oral, para se tornar membro especialista da SbCP.

    Como os conhecimentos da Cirurgia Plstica dialogam com os outros saberes das demais

    cincias da Sade?A cirurgia plstica est especialmente ligada

    psicologia. O corpo ocupa forte relao com o psiquismo, a cirurgia plstica pode ser entendida como uma sada para a insatisfao e o desequilbrio da conexo corpo e mente. inegavl a importncia da representao do corpo na mente humana. baseada nela que acontecem as relaes, a produo cognitiva e emocional.

    Atravs de modificaes corporais, os sentimentos tambm vo se modificando e alterando comportamentos.

    A cirurgia plstica coloca-se como um instrumento de transformao do corpo e tambm da sua representao mental. O ato cirrgico acaba solucionando e trazendo alvio para um psiquismo inconformado.

    em que a vida moderna preocupa os Cirurgies Plsticos?

    A imposio da mdia e dos padres de beleza, acaba mobilizando o indivduo em sua percepo de si e, concomitantemente, na sua auto-estima. A aparncia, ou seja, a impresso fsica, passou a ser um importante elemento de julgamento nas interaes sociais. O comportamento se estrutura no que considerado mais belo ou menos belo. Assim, a beleza passa a ser um valor social que pode garantir sucessos ou fracassos, tanto nas relaes interpessoais quanto na vida profissional. Inserido nesse contexto, o cirurgio plstico tem a obrigao de orientar os pacientes, evitando exageros, frustraes e expectativas irreais.

    em que a vida moderna tem ajudado os Cirurgies Plsticos?

    Os avanos cientficos-tecnolgicos da medicina e a globalizao dos conhecimentos mdicos nos ltimos anos, nos deram condies de executar procedimentos cada vez mais satisfatrios e seguros para os pacientes, minimizando o risco de intercorrncias. Associado a tais fatores, a imposio de padres de beleza pela sociedade moderna causou um aquecimento no mercado da cirurgia plstica. Ns hoje somos o segundo pas em nmero de cirurgias plsticas no mundo, perdendo apenas para os estados unidos.

    " de fundamental importncia que toda cirurgia plstica seja realizada por um cirurgio plstico credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plstica que conta com 5200 membros e tem 65 anos de medicina sria. Acesse www.cirurgiaplastica.org.br e confira se seu medico credenciado".

    Dr. eduardo de Melo Ferreiracrm/mG 43292/rQe 24887 | crm/Go 16922/rQe 8425cirurgio Plstico

    membro da sociedade brasileira de cirurgia Plstica.dudumff@gmail.com

    O Cirurgio Plstico tem a obrigao de orientar

    os pacientes, evitando

    exageros, frustraes e expectativas

    irreais.

    Medicina Saiba Mais Sobre Isso

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201318

    Conversando sobre Medicina

    MedicinaOpinio

    DAVID HARVey, gegrafo britnico autor do livro Condio Ps-Moderna (ed. Loyola), sintetizou o que seria a essncia da poca em que vivemos: a flexibilidade dos atuais processos de produo econmica, a flexibilidade dos padres de consumo da sociedade, o constante surgimento de novidades em todos os processos do mercado de trabalho e, em especial, ao constante surgimento de novidades tecnolgicas em todas as reas em que os homens atuam.

    em outras palavras, e em consonncia com outros intelectuais, Harvey acredita que a poca em que vivemos uma poca essencialmente caracterizada pela ocorrncia de grandes e velozes transformaes nas maneiras como os homens se organizam para trabalhar, se relacionar e sobreviver.

    e por que estamos falando sobre isso? Porque essas transformaes das quais Harvey fala tambm se fizeram sentir no universo da Sade, o universo ao qual a Fale Mais Sobre Isso se dedica. e uma rpida conversa com os principais atores envolvidos nesse universo (profissionais da sade e as pessoas que os procuram) suficiente para comprovar a pertinncia das reflexes desenvolvidas pelo autor britnico.

    Querendo falar mais sobre isso, iniciamos, agora, uma srie de conversas com os profissionais de sade da nossa regio procurando saber o que tm pensado e lhes proporcionando um espao para que possam expor os seus pensamentos.

    Nossas primeiras conversas ocorreram com os dois cirurgies da famlia Pacheco: Dr. Ricardo Pacheco Cirurgio Geral, e Dr. Leonardo Pacheco Cirurgio Vascular. Ambos atuam na Clnica Angioclnica.

    em conversa com a Fale Mais Sobre Isso, dois grandes cirurgies de uberlndia, pertencentes a diferentes geraes de mdicos da cidade, ajudam-nos a pensar sobre os caminhos da Medicina

    eu penso assim e tentei passar isso ao meu filho, que foi meu

    aluno, e a todos os meus alunos. Pensem o seguinte: o centro de

    tudo o paciente.Dr. Ricardo Pacheco

    Dr. Ricardo Pacheco, 62 anos, Cirurgio Geral formado em 1975 na 3 turma do Curso de Medicina da universidade Federal de uberlndia, professor do curso desde 1979 e atual Chefe do Servio de Cirurgia Geral da uFu, conversou conosco em sua clnica e, com muita disposio, falou sobre a Medicina de ontem e de hoje, as peculiaridades relativas s distintas geraes de mdicos e os desafios da profisso na atualidade. As transformaes as quais David Harvey referiu-se em seu livro tambm foram percebidas pelo Dr. Ricardo:

    Nesses anos todos houve uma mudana radical de tudo cultural, tecnolgica. Hoje as coisas se tornaram muito dinmicas, as informaes se difundem com uma rapidez enorme, e o aluno hoje conhece muito mais coisas do que conheceria antigamente, a tecnologia ajuda nisso e, at a, tudo bem.

    Contudo, seu experiente olhar de professor tambm est atento s questes trazidas pela ampla disponibilidade das novas tecnologias: acho que a presso, o mercado de trabalho, a violncia, as pessoas hoje esto muito mais pragmticas ao escolher as coisas baseadas naquilo que elas querem e a tecnologia encanta. Consequentemente, as pessoas s vezes escolhem fazer Medicina j pensando na tecnologia, no esto pensando em ser cirurgio como eu, cortar, fazer as coisas com a mo, elas esto pensando j na cirurgia pelo rob.

    tal situao o encantamento que as tecnologias produzem sobre os homens -, acabam por colocar os mdicos em uma difcil condio. Quando, entusiasmados com elas, as elegem como elemento central na relao com os pacientes, correm o risco de serem acusados de frieza na relao com os mesmos. e quando no as utilizam, ou as utilizam pouco, so acusados de no se preocuparem com a exatido do diagnstico. Quem est l em cima est martelando na cabea que a Medicina Tradicional talvez j no seja a ideal, que se no fizer exames, se no usar a tecnologia, se no fizer ressonncia magntica, se no fizer isso, no fizer aquilo, no se tem diagnstico adequado, desabafa o mdico e professor Ricardo, angustiado com a desvalorizao que a atuao verdadeiramente clnica vem sofrendo de alguns anos para c e, consequentemente, com o encarecimento da Medicina.

    O encantamento com as potencialidades tecnolgicas tem a sua razo de ser no fato de, no raras vezes, as novas tecnologias possibilitarem verdadeiros milagres no tratamento de doenas ou preveno das mesmas, auxiliando mdicos e pacientes na soluo de problemas, s vezes, gravssimos.

    por Leonardo Abraho

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 19

    . . .hoje existe menos romantismo e mais objetividade. No s querer ajudar o prximo e fazer o bem. temos

    que nos preocupar em administrar nossa carreira, em pagar as contas, com as polticas do governo, diversos

    tipos de demanda judicial, enfrentar e conviver com as crescentes imposies de planos de sade

    Dr. Leonardo Pacheco

    Contudo, as preocupaes do Dr. Ricardo com a crescente desvalorizao da atuao clnica perante o paciente desvalorizao que tambm guarda relao com a forte presso que os jovens mdicos sofrem para se especializarem o mais cedo possvel tambm podem ser explicadas pelo fato de a desvalorizao da clnica significar, quase que automaticamente, desvalorizao da comunicao com o paciente ou o empobrecimento da relao pessoal mdico-paciente.

    e isso um problema. um problema que pode ter consequncias psicolgicas, como a insegurana do paciente em relao ao seu mdico, ou at mesmo consequncias jurdicas, quando a falta de uma adequada comunicao entre as partes faz crescer o risco de interpelaes judiciais. De novo, o Mdico-Professor fornece-nos uma importante contribuio: o relacionamento mdico-paciente, na minha opinio, talvez no seja a opinio de muitos, ainda fundamental, pois voc saber interagir com o paciente, ou seja, a parte clnica, fundamental para voc chegar parte final que atender bem o seu cliente. Eu penso assim e tentei passar isso ao meu filho, que foi meu aluno, e a todos os meus alunos. Pensem o seguinte: o centro de tudo o paciente. O distanciamento que gera vrios problemas, e o paciente no s a doena que ele tem, tem vrias outras coisas e s vezes ele vai ao mdico e quer que voc o escute. Tem que ter tempo.

    Mas como ter tempo nesses tempos em que vivemos em que a velocidade e a novidade assim como a velocidade das novidades so as senhoras das nossas horas? Como ter tempo se, conforme Harvey citando Karl Marx, economia de tempo: a isso se resume, em ltima estncia, toda economia?

    Nesse ponto da conversa, o filho-aluno do Dr. Ricardo, Dr. Leonardo Pacheco, 36 anos, mdico formado em 2003 na 49 turma do Curso de Medicina da uFu e especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, contribui com uma importante observao: O tempo para conversar com o paciente tambm importante, tanto quanto os exames e aparelhos modernos. O diferencial de hoje que os prprios pacientes mudaram a postura durante uma consulta ou exame (no estilo cotidiano), e por isso, o tempo passa a ser to importante quanto preciso do diagnstico. A grande maioria dos pacientes valoriza, alm da pontualidade, a objetividade e a resolubilidade at mais do que o tempo gasto em anamnese.

    O tempo, portanto, espreme-se, hoje, entre as mltiplas condies a que tem que servir na ps-modernidade: o tempo do atendimento ao paciente, o tempo de conversa com o paciente, o tempo da audio do paciente, o tempo da resposta ao paciente, o tempo da eficincia do tratamento e o tempo dos outras demandas que tambm exigem tempo, afinal, conforme diz o

    Dr. Leonardo, hoje existe menos romantismo e mais objetividade. No s querer ajudar o prximo e fazer o bem. Temos que nos preocupar em administrar nossa carreira, em pagar as contas, com as polticas do governo, diversos tipos de demanda judicial, enfrentar e conviver com as crescentes imposies de planos de sade. Portanto, no s saber medicina, mas ter uma noo mais abrangente e concreta de toda realidade que nos cerca.

    Com certeza, no h quem duvide das inmeras e srias responsabilidades a que os mdicos esto submetidos ao longo de suas carreiras. Contudo, a ps-modernidade, com a sua mirade de complexas novidades e pesadas cobranas, as intensificou e as aumentou, contribuindo para as novas geraes de mdicos terem uma viso ainda apaixonada e entusiasmada da profisso, porm, menos idealista, como atesta o Dr. Leonardo: ter um pai mdico me ajudou a entender o que queria da medicina e a ter noo mais real do que a vida do mdico fora das escolas. Ento, em momento algum, a viso romntica de medicina como sacerdcio foi uma esperana na minha escolha.

    Alm disso, a atualidade e as suas ininterruptas transformaes tambm produziram alteraes naquela que parte fundamental dos processos de tratamento a que as pessoas se submetem ao procurar os servios mdicos: a relao mdico-paciente. em se tratando do universo da Sade - e paralelamente ao avano das novas tecnologias aplicadas aos procedimentos mdicos -, a relao mdico-paciente talvez seja a dimenso que mais sofreu modificaes ao longo das ltimas dcadas. Segundo o Dr. Leonardo, antigamente, a medicina era realmente um sacerdcio e o mdico praticamente incontestado. Hoje, entre outras coisas, as polticas governamentais buscam uma desmitificao da carreira mdica o que quebra a relao mdico-paciente. Outra evoluo importante o acesso informao que est difundida nas redes sociais. Qualquer um pode ter acesso a diversos tipos de informao e, em alguns casos, a falta de senso crtico para discernir a boa informao da ruim, tambm atrapalha o relacionamento com o paciente.

    Naturalmente, essas novas realidades escassez de tempo, presses poltico-mercadolgicas, novidades tecnolgicas e novas posturas dos pacientes modernos impem aos mdicos uma sempre renovada condio: a obrigatoriedade da evoluo ininterrupta dos seus conhecimentos e das suas prticas profissionais. Como sempre, e como nunca. Ou, como arremata o Dr. Leonardo: hoje no h espao para o mais ou menos ou mediano. A partir do momento em que resolveu seguir uma especialidade, tem que saber o mximo do que a cerca. Sob pena de estar fora das condies ps-modernas.

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201320

    Resp

    ons

    vel C

    lnic

    o e

    tcn

    ico:

    Dr.

    Leon

    ardo

    F. P

    ache

    co C

    RM/M

    G : 3

    8779

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 21

    Medicina Mais Ateno

    Cncer de mamaSinais e sintomas

    Deteco

    O SINAL MAIS COMuM do cncer da mama o aparecimento de um ndulo ou endurecimento, sobretudo um ndulo que no desaparece e que no muda de aspecto quando apalpado. bom lembrar que alguns desses ndulos podero ser benignos e s o mdico que poder identific-los corretamente.

    Outros sinais que devem ser buscados so: edema (inchao), ruga (retrao da pele), "dimple" (covinha, escavao), eritema, ulcerao da pele e sangramento pelo mamilo, desvio do mamilo, alterao da arola.

    embora os canceres de mama no incio no apresentem dor, qualquer dor mamria, fora do perodo pr-menstrual, deve ser relatada ao mdico. Complementando o auto-

    exame, toda mulher na idade de 20 a 40 anos deveria procurar um especialista para examinar suas mamas a cada 02 anos e,

    acima de 40, a cada ano. Muitos tumores de mama so detectados pela

    prpria paciente ou por seu parceiro. A melhor

    maneira da mulher descobrir um ndulo em sua mama perdendo alguns minutos e conhecendo as suas prprias mamas, examinando-as mensalmente no sentido de encontrar qualquer anormalidade. Vale salientar que muitas alteraes no significam cncer (qualquer modificao percebida pela mulher dever ser levada imediatamente ao seu mdico).

    Mulheres acima de 20 anos deveriam examinar suas mamas pelo menos uma vez ao ms. Para aquelas que ainda menstruam, o ideal seriam oito a dez dias aps a menstruao, quando aquele edema e a turgescncia das mamas (prprias do perodo menstrual) j desapareceram.

    Mulheres que esto na menopausa ou ps-menopausa devem realizar o auto-exame das mamas em qualquer poca do ms (para faz-lo basta que escolham um determinado dia do ms - algumas escolhem o 1 dia do ms, outras o 15 dia, outras o dia que corresponde ao aniversrio etc.).

    Quando descoberto precocemente, tem grande chance de cura

    IMPORtANte

    Fonte: Sociedade brasileira de Cancerologia

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201322

    A cincia que tambm pode lhe ajudar, e muito, a satisfazer o cliente

    Marketing em Sade

    Fabola Matos

    PODeMOS CONCeItuAR O MARKetING como: a cincia que estuda as inter-relaes mercadolgicas envolvidas em qualquer atividade econmica, com ou sem fins lucrativos, buscando a identificao de necessidades e desejos de consumidores potenciais e sua satisfao atravs de produtos ou servios, com qualidade real e percebida.

    entretanto, percebemos o entendimento por parte dos profissionais de sade, comumente, de Marketing, como sinnimo de Propaganda. tal ideia fornece subsdios para se perceber a prtica do Marketing como antitico, mercantilista etc.

    existem profissionais com grande facilidade em lidarem com as questes comerciais, de atendimento ao cliente e organizao administrativa, e conquistam rapidamente o sucesso no consultrio ou clnica, enquanto outros,

    Consultora de Gesto em Sade com mais de 10 anos de experincia em administrao /atendimento em Sade. Professora do MbA em Gesto de Clnicas Mdicas e Odontolgicas (FASAM) na disciplina de Certificaes de Qualidade em Sade. Mestre educao

    pela uFu/MG. MbA em Marketing estratgico pela uFu/MG (Fagen). MbA em Gesto em Sade

    pela FGV/SP. MbA in Company em Gesto empresarial pela FDC/bH.

    fabiolacmatos@hotmail.com

    GestoMedicina

    mesmo sendo tecnicamente muito bons, possuem certa dificuldade em lidar com as referidas questes. No entanto, a falta de habilidades no pode ser questo impeditiva. . . O marketing serve de orientao a ambos. No a panaceia que ir resolver todos os males da profisso, mas um importante conjunto de ferramentas e metodologias que, se bem utilizados e com propsitos bem planejados, podem contribuir com importantes resultados.

    Fazer marketing ento, conhecer muito bem as inter-relaes de mercado, ou seja, todos os participantes envolvidos no negcio em que atua (clientes, concorrentes, colaboradores, fornecedores, intermedirios, legislao/tica). Quem so? Como pensam? Que objetivos possuem? Como se relacionam entre si e conosco? estas so algumas perguntas que a cincia do Marketing procura responder.

    O marketing procura identificar quais so as necessidades e desejos dos consumidores potenciais, verificando os meios de satisfaz-las, buscando diferenciais, isto pontos que o distinguem de seus concorrentes.

    Nem sempre so coincidentes, a percepo de qualidade por parte do cliente e do profissional de sade. O que voc considera qualidade, nem sempre visto assim por seu cliente. Qualidade, neste caso, parece estar mais relacionada com as expectativas do que com os fatos em si. Se as expectativas forem satisfeitas parece ter qualidade a consulta ou tratamento realizado, caso contrrio no.

    Voc, profissional, precisa ter como objetivo promover esta diferenciao constante, buscando maiores conhecimentos em tcnicas no clnicas, como, relacionamento pessoal, administrao, negociao, etc. A forma de reunir tudo isto podemos chamar de Marketing.

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 23

    Literatura Medicina

    Um livro para quem ama a Medicina

    Autor: NOAH GORDON | Editora: Rocco

    De uma forma bastante encantadora, "O Fsico", de Noah Gordon, remete aos primrdios da Medicina

    O F S ICO descreve toda a trajetria de Rob Cole, um mdico do sculo XI que fica rfo de pai e me na infncia e, para poder sobreviver, torna-se aprendiz de um barbeiro cirurgio, charlato antitico que viaja pela Inglaterra vendendo um elixir para ganhar seu sustento. Quando Rob toma conhecimento de Avicena, um grande mdico, que mestre em uma escola de medicina extraordinria na Prsia, resolve ir para l.

    Comeando assim uma viagem que dura dois anos e atravessa toda a europa,

    aventura esta muito bem descrita em detalhes sobre os povos, seus hbitos e costumes dos lugares por onde passou.

    Quando finalmente chega Prsia, Rob tem que fingir ser um judeu, pois a escola no aceitava cristos. L, fica conhecendo o famoso mdico e sua esposa, por quem se apaixona. uma aventura s vezes turbulenta, s vezes sensual, s vezes divertida, mas sempre narrando a dedicao de um apaixonado pela arte de salvar vidas, com uma linguagem bastante acessvel e envolvente.

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201324

    Gerenciando o relacionamento com os pacientes

    Dr. Ronaldo behrensscio-advogado no esc. Portugal murad: direito de Negcios. consultor jurdico especialista em direito em sade, com atuao em clnicas e hospitais para estruturao jurdica, trabalho preventivo e centrado no relacionamento com pacientes, gesto de conflitos, mediao. Advogado atuante na defesa de mdicos em processos nos conselhos de medicina. coordenador da cmara setorial do setor da sade da cmara mineira de mediao e arbitragem (camiNas); Professor da Fundao Unimed e da Faculdade milton campos; conselheiro da oab/mG.

    Ouvir o que os pacientes e seus familiares tm a dizer, e dar tratamento profissional as suas questes, s traz benefcios ao universo da Sade.

    CapaMedicina

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 25

    Incentivar e tratar a manifestao dos usurios (pacientes ou familiares) pode vir a ser uma alavanca

    para um processo de melhoria da relao com o paciente e at mesmo dos cuidados assistenciais.

    ReCeNteMeNte ReLI uM ARtIGO PubLICADO no Valor econmico em 16 de maio deste ano (estudantes querem unir medicina com administrao Por Rebecca Knight | Do Financial times), que provocou minha reflexo acerca da percepo dos estudantes de Medicina com relao formao que tm tido em nosso Pas.

    No obstante o artigo analise o cenrio norte-americano, no estranho, entre ns, ouvir de profissionais recm-formados palavras de ressentimento por no terem tido a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em gesto e mesmo em negociao. e essa uma realidade em, praticamente, todos os cursos nas reas de Sade.

    De fato, nossas Faculdades passam completamente ao largo deste assunto e, da, uma abordagem puramente assistencialista e cientfica ao paciente; tirando espao precioso do dilogo, da compreenso do contexto de vida e mesmo das convices filosficas e espirituais dos mesmos.

    Alm de nublar o tratamento, esta miopia no processo teraputico pode, em algumas hipteses, dada a incompreenso ou inconformismo ou at discordncia do paciente com o tratamento que lhe fora proposto, ser fonte inesgotvel de discusses, conflitos ou mesmo litgios judiciais movidos por eles.

    No acredito que estejamos vinculados a este nico caminho e confiar ou na sorte ou mesmo na letargia de nossa sociedade em exercer seu poder de reclamao para no sermos processados.

    Contrariamente, entendo que incentivar e tratar a manifestao dos usurios (pacientes ou familiares) pode vir a ser uma alavanca para um processo de melhoria da relao com o paciente e at mesmo dos cuidados assistenciais: uma ideia nem um pouco revolucionria, embora ainda embrionria para o segmento hospitalar e demais segmentos em Sade.

    Para um melhor desenvolvimento deste trabalho, necessita-se de uma metodologia de suporte, pensada para guiar a instituio em cada etapa importante do processo de escuta dos pacientes e seus familiares, colocando-o como centro das atenes diversas. e dando todo o suporte possvel aos profissionais da sade.

    No so raras as tentativas dos hospitais de perseguir este caminho de ouvir seus pacientes , notadamente por meio da instalao das Ouvidorias e SACs. em clnicas e/ou demais consultrios

    ligados ao universo da Sade, tais como clnicas de Fisioterapia e de Odontologia, essa iniciativa ainda bastante incipiente.

    Contudo, recolher as reclamaes dos pacientes somente parte da tarefa possvel. Alm disso, poder-se-a utilizar estas instncias formais como meios de mediao de conflitos com os pacientes e, ainda, se se tratasse de forma qualitativa e quantitativa as questes postas pelos usurios, poder-se-a fornecer um suporte verdadeiro para melhoras em termos de qualidade assistencial e de acolhimento.

    Ainda, se se promovesse um treinamento de todo o corpo de funcionrios para a prtica da escuta do paciente e familiares, incentivando-se uma busca ativa da opinio destes atores, o universo de dados a se trabalhar em funo desta melhoria ampliar-se-a exponencialmente.

    Portanto, advogo que o ponto chave no est somente no trato de problemas postos; mas sim na busca da opinio de forma ativa, sistmica, disseminada, incentivada e, a partir dos dados recolhidos, promover uma justa gesto destas reclamaes, de forma centralizada, seja para mediar conflitos, seja para estabelecer metas e indicadores de melhorias de processos assistenciais ou no, seja para simplesmente dar suporte ao Jurdico do hospital nas aes eventualmente propostas.

    experincias demonstram que ter cincia de uma queixa de um usurio-cliente e, de forma imediata, tratar do problema, favorece geralmente uma resoluo rpida e eficaz da adversidade apontada e permite limitar os riscos de um contencioso.

    esta gesto de relacionamento com os pacientes e familiares favorece no somente a estes usurios, mas tambm aos prprios mdicos e demais profissionais da sade, que tero referncias para a preveno e o trato de conflitos instaurados.

    enfim, nada mais pertinente do que este desejo dos estudantes de Medicina: verem em seus cursos princpios bsicos de gesto, tais como os tratados neste paper. Nada mais inteligente do que as instituies suprirem esta falta (espero que momentnea) e desenvolverem para si boas prticas de gesto de relacionamento com os pacientes, cuidando desta relao e trazendo benefcios aos trs lados deste diagrama: pacientes profissionais da Sade hospitais, clnicas e consultrios.

    assista a nossa entrevista com o dr. ronaldo behrens em www.falemaissobreisso.com.br

  • Saiba mais sobre Implantes DentriosOdontologiaMais Sade

    Dr. Jonimar Otoni Ferreira

    Implantando dignidade, auto-estima e bem estar.Dr. Jonimar Otoni Ferreira

    reabilitao oral e implantodontiacro-mG 24790 | cro-Go 8587 | cro-mt 5248

    FALE MAIS: O que pode ser feito em relao a uma pessoa que perdeu os dentes h dcadas?Os ossos da face se mantm em funo da presena das razes e do estmulo mastigatrio. Na ausncia das razes, o osso absorvido. Para pessoas que perderam os dentes h dcadas, h inmeras tcnicas reconstrutivas de enxertia ssea que permitem devolver o osso em espessura e algumas vezes em altura, e, atravs de implantes, reconstruir a mastigao e a esttica da pessoa.

    FALE MAIS: O que a falta de dentes pode provocar?Consequncias que vo da mastigao ao psicolgico, descontextualizando, socialmente, o indivduo. A perda de um ou mais elementos dentrios causa movimentao dos demais dentes contguos ou que mordiam contra estes. Haver um desequilbrio de toda mordida, provocando, com o passar dos anos, dores orofaciais, perda da eficcia mastigatria, possvel perda de outros dentes e at prejuzos estticos a depender do local.

    FALE MAIS: Todo tratamento imediato?No. O tratamento imediato restrito apenas a situaes permitidas. Mesmo assim, ele permanecer em provisrio at completar o prazo de integrao do osso local ao implante. e isso varia de acordo com o local.

    FALE MAIS: E quando o tratamento imediato indicado?em regies estticas (por exemplo, fraturas dentrias anteriores), para pessoas que faro inmeros implantes ao mesmo tempo (pois o maior nmero de pilares implantes -

    determina uma maior estabilidade).

    Dividimos a responsabilidade com o paciente tornando-o ciente das perspectivas quanto ao xito ou insucesso da indicao. A vantagem o dente de volta em, no mximo 48 horas, e, em alguns casos, no mesmo dia.

    FALE MAIS: Todo caso tem soluo?Quase todos os casos so solucionveis. Mesmo quando a perda ssea extrema, existe a possibilidade de fixao do implante no osso zigomtico (face) para devoluo de dentes atravs de prteses fixadas sobre os mesmos. H uma gama de procedimentos e a multidisciplinaridade da nossa profisso torna possvel todo caso ter uma soluo. Nem todas so atravs de implantes e, quando no for possvel a reconstruo ssea, existem meios de tornar todo caso solucionvel.

    FALE MAIS: O Sr. acha que, atualmente, a ideia de um implante dentrio j se solidificou ou h ainda receios? H rejeio em implantes? E quais seriam os motivos de insucesso no tratamento?Mais do que nunca, hoje as pessoas procuram um profissional com o objetivo de criar condies para o tratamento. Dentro de cada famlia j tem algum que vivencia a experincia e o resultado do implante, em maior ou menor grau de satisfao, mas todos cientes de que algo que veio para ficar e j est solidificado.

    Porm, muitos ainda no tem a conscincia de que implante no oferece risco de rejeio. existem 4 formas de um implante ter insucesso: a) diabetes no compensada; b) excesso de carga sobre o implante; c) infeco pr, trans ou ps-operatria e d) aquecimento tecidual

    durante a cirurgia. Mas esses casos no so casos de rejeio.

    FALE MAIS: Qual o peso da questo financeira na deciso de se fazer um implante?Quando o implante unitrio, o paciente consegue fazer a devoluo de um dente pois o processo parcelvel, tornando-o acessvel. Quando o tratamento mais longo, pode ser feito por etapas. Mesmo aquele que tem necessidade de fazer enxertos ou vrios implantes, basta planejar o tratamento e viabiliz-lo.

    FALE MAIS: Quando o implante indicado e quando no o ?O implante uma opo quando no h salvao do dente ou quando da ausncia do mesmo. Sempre que possvel, devemos preservar o dente.

    Se houver ausncia de osso no local necessrio para a colocao do implante e for impossvel repor esse osso, temos um caso de impossibilidade do implante. uma informao importante: para a devoluo de inmeros dentes, no h a necessidade de um implante para cada dente perdido. possvel se reabilitar uma pessoa que perdeu os dentes h muito tempo com apenas poucos implantes. No h necessidade de implantes individuais.

    FALE MAIS: Qual a durao de um tratamento de implante?De 4 a 12 meses, sendo possvel que, por meio de associao a outras especialidades, o tratamento demore at 30 meses para ser concludo. Isso depende de cada caso. As necessidades ortodnticas de um paciente podem elevar o tempo de durao de um tratamento.

    No ms em que se comemora o Dia do Dentista (25 de outubro), saiba mais sobre um dos mais importantes trabalhos do Cirurgio Dentista

    Uberlndia Av. Nicomedes Alves dos Santos, 249 | 34 3236.0907 | 34 3234.8344Buriti Alegre 64 3444.2507 | Goiatuba 64 3495.4968 | Alto Araguaia 66 3481.2118 | Centralina 34 3267.2621

    reabilitao oral e implantodontia| cro-mG 24790 | cro-Go 8587 | cro-mt 5248

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 27

    Tecnologia CAD/CAM na Odontologia Moderna

    Odontologia Mais Sade

    Dr. thiago de Almeida Prado Naves Carneirocirurgio-dentistaGraduado em odontologia FoUFU; mestre em odontologia FoUFU; doutorando em odontologia FoUFU; Visiting scholar at the UNc dental school chapel Hill eUa.

    www.thiagocarneiro.blogspot.com | tapncarneiro@hotmail.com

    Sistema usado h mais de 20 anos por cirurgies-dentistas e laboratrios de prtese ao redor do mundo comea a ser melhor difundido no brasil.

    AS LtIMAS DCADAS tROuXeRAM MuItAS mudanas para a prtica clnica diria na odontologia e a tecnologia tem sido cada vez mais aplicvel e acessvel. Muitos recursos novos foram incorporados e tm mostrado resultados promissores.

    Na rea que compreende a reabilitao oral, odontologia restauradora e prtese dentria, o desenvolvimento de inmeros sistemas CAD-CAM, traz para mais perto, uma tecnologia totalmente inovadora. O Computer-aided Design / Computer-aided manufacturing (CAD/CAM) um sistema usado h mais de 20 anos por cirurgies-dentistas e laboratrios de prtese ao redor do mundo, porm ainda muito pouco conhecido pela maioria dos profissionais de Odontologia, principalmente no brasil.

    Poucos tiveram a oportunidade de ter acesso a este tipo de tecnologia, no entanto, isto comea a mudar. Com os avanos tecnolgicos, a diminuio de custos e a maior divulgao, mais profissionais tm tido a oportunidade de conhecer e trabalhar com esta nova sistemtica de obteno de prteses odontolgicas.

    O sistema consiste em um escaneamento digital de um molde, modelo ou at mesmo diretamente da boca, onde se obtm um modelo virtual possibilitando o planejamento e confeco do trabalho restaurador em um computador. As informaes do computador so enviadas para uma mquina fresadora, que executar o processo de usinagem, de maneira robtica e computadorizada, obtendo peas com alto grau de preciso e esttica, alm de uma significativa diminuio do tempo clnico e laboratorial.

    O desenvolvimento de novos produtos e tcnicas na odontologia tem buscado materiais mais resistentes, estticos, e que tenham ainda, agilidade e rapidez em sua confeco.

    Com o passar dos anos, diferentes mtodos de fabricao de restauraes de cermica pura foram desenvolvidos e introduzidos no mercado, at chegar no CAD/CAM.

    Com esta tecnologia, alguns procedimentos clnicos convencionais como a confeco de provisrio e moldagens com materiais a base de silicone, podem ser evitados, alm de diminuir consideravelmente o tempo de processamento laboratorial. Isto sem contar todas as etapas clnicas de provas que so realizadas durante todo este perodo, podendo levar mais de cinco semanas para finalizar um trabalho reabilitador.

    Assim, um trabalho restaurador definitivo pode ser executado em apenas algumas horas, evitando que o paciente tenha que retornar vrias vezes ao consultrio.

    Independente da forma de obteno, um critrio muito importante que deve ser levado em conta a adaptao marginal, pois um dos maiores problemas relacionados falha em prteses fixas a crie, por infiltrao bacteriana nas pequenas imperfeies ao longo da juno da restaurao. Sistemas CAD/CAM tm mostrado maior grau de preciso de assentamento e menores valores de desajuste quando comparados aos mtodos convencionais e isto vem sendo comprovado por diversas pesquisas cientificas.

    Para a implantodontia esta nova tecnologia tambm traz considerveis vantagens, com uma melhoria no assentamento das estruturas protticas e uma passividade difcil de ser conseguida pelos processos convencionais utilizados pelos diversos laboratrios de prtese dentria.

    Deste modo, e possvel concluir que a tecnologia CAD/CAM j uma realidade na odontologia moderna e apresenta diversas vantagens, principalmente em relao esttica, resistncia, comodidade e rapidez.

  • OdontologiaMais Sade

    Pr-natal odontolgicoOS RuMOS DA SADe COMeAM a ser definidos cedo, ainda na gravidez, e pela boca da me. Por isso to importante que a futura mame faa o pr-natal odontolgico, conjunto de aes preventivas que servem para a manuteno da sua sade bucal e da do beb.

    Durante a gravidez, as futuras mes no devem ter receio em cuidar da sade bucal. Gravidez no doena, e, apesar dos cuidados que se deve ter no atendimento odontolgico grvidas, como a ateno ao tempo que a mulher passa sentada na cadeira, no h restries quanto a tratamentos, explica a cirurgi-dentista Mrcia Vasconcelos, consultora da AbO em Odontopediatria.

    As alteraes hormonais tpicas da gravidez deixam as gengivas mais suscetveis a problemas nos vasos capilares e nos tecidos, o que deve aumentar a ateno. Soma-se a isso a dedicao da me ao beb em detrimento de sua prpria sade. Durante a gravidez, muitas mulheres descuidam, por exemplo, da higienizao oral, o que um grande erro, porque, alm de prejudicar a sua prpria sade, os problemas decorrentes disso podem afetar a criana. uma infeco na boca pode se espalhar e prejudicar o beb, alerta Mrcia Vasconcelos.

    Ao nascer, a criana precisa voltar ao cirurgio-dentista desta vez, para que as condies da formao da boca sejam avaliadas. Se o nico alimento do beb o leite materno, no h necessidade de higienizao oral. A borra que o leite forma na boca da criana importante para o desenvolvimento de imunidades, explica Mrcia. Caso seja utilizada mamadeira ou outros artifcios, a higiene oral deve ser feita com gaze ou algodo. A prxima visita ao consultrio odontolgico deve acontecer quando o primeiro dente nascer, para que novas orientaes sejam dadas.

    A gestao tambm pede cuidados especiais com a sade bucal da futura mame

    Fonte: Associao brasileira de Odontologia

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 29

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201330

    Saiba mais sobre Drenagem Linftica

    POWER PLATE: eficiente, verstil, moderno. A ginstica do futuro.

    Drenagem Linftica (DLM): um procedimento teraputico efetuado pelas mos de um profissional capacitado sobre a superfcie cutnea do paciente, de maneira a favorecer a circulao linftica, que se apresenta alterada em virtude de diferentes etilogias. O profissional capacitado, portanto, deve saber sobre anatomia, fisiologia e patologia linftica, bem como sobre o tratamento multidiciplinar.

    Os objetivos da drenagem linftica, quando executado com critrio e indicao, resulta na diminuio do edema e da fibrose, alvio da dor, preveno de processos inflamatrios (linfangite e erisipela), reduo da incidncia de celulite e, sobretudo, profilaxia da elefantase.

    Infeces Locais Agudas.trombose venosa sem critrio de protocolo para tratamentoHipersensibilidade cutnea alrgicaRegies com tumefaes infectadas

    Contra Indicaes:LinfedemasPs mastectomiaPs cirrgico de varizesGestantesPacientes em tratamento oncolgicoPacientes com sndromes metablicas (diabetes,ovrios policioticos... )

    Indicaes:

    FisioterapiaMais Sade

    H 5 ANOS AtRS eu DeSCObRI o Power Plate. Meu corpo fsico vivia

    um momento muito difcil e doloroso. eu sentia dores em todo o corpo - at minha alma doa -, e muita responsabilidade ser Fisioterapeuta e sentir tantas dores. Conheci o Power Plate, por meio dele eu me curei, e hoje estou livre das dores. todos os dias, fielmente, fao Power Plate por 20 minutos.

    Hoje me sinto saudvel, pois os benefcios so inmeros: aumento da fora muscular, da densidade ssea, cura da osteoporose, da osteopenia, reduo das dores musculares, aumento da produo hormonal (Anti-ADe, Detox, Menopausa, Andropausa), aumento da flexibilidade, auxlio no emagrecimento (te

    deixa magrinho!), aumento da capilarizao (timo para manter os cabelos saudveis!), enrijecimento da pele, reduo da celulite, combate ao estresse e ansiedade.

    Alm disso, ainda melhora a qualidade de vida dos portadores de AVC (Acidente Vascular Cerebral), Mal de Parkinson, Obesidade, esclerose Mltipla, esclerose Lateral Amiotrfica e outras. enfim: o Power Plate recupera a qualidade de vida e o bem estar! Pratique-o!

    As contra-indicaes so para os portadores de marca-passo, mulheres grvidas e pessoas com labirintite (no concordo, pois cura).

    LUZ E AMOR EVA SIMONE

    contato@studioevasimone.com www.studioevasimone.com

    34 3210.8020 | 34 9977.1344R. Carajs, 326 | B.Altamira | Udia/MG

    por Flvia Faria NascimentoFisioterapeuta | Crefito 101092 | 34 3235.3557 | faria_fisio@yahoo.com.brav. Getlio Vargas, 250 | centro | Uberlndia/mG

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201332

    O 1 DESIGN RESIDENCE DE UBERLNDIA

    Venha conhecerde perto e se encantar com

    este novo conceito que a GSP traz para Uberlndia.

    Perspectiva Ilustrada da Portaria

    UBERLND IA

    GSP Arts Uberlndia Empreendimentos Imobilirios Ltda. Av. Nicomedes Alves dos Santos, 355 - Sala 3 - Uberlndia - MG. CEP: 38400-170. Creci HIT: 22141-J. Creci GSP: 16845-J. Matrcula No R.4-150943.

    TERRENOSA PARTIR DE

    400M

    COMERCIALIZAO: REALIZAO:

    (34) 3217.0000Av. Vereador Carlito Cordeiro, s/n

    Planto de Vendas: Rua Rafael Marino Neto, 36

    www.artsuberlandia.com.br

    loteamento fechado

    A9-005-13 ANUNCIO - A - FINAL.indd 1 23/09/13 13:43

  • O 1 DESIGN RESIDENCE DE UBERLNDIA

    Venha conhecerde perto e se encantar com

    este novo conceito que a GSP traz para Uberlndia.

    Perspectiva Ilustrada da Portaria

    UBERLND IA

    GSP Arts Uberlndia Empreendimentos Imobilirios Ltda. Av. Nicomedes Alves dos Santos, 355 - Sala 3 - Uberlndia - MG. CEP: 38400-170. Creci HIT: 22141-J. Creci GSP: 16845-J. Matrcula No R.4-150943.

    TERRENOSA PARTIR DE

    400M

    COMERCIALIZAO: REALIZAO:

    (34) 3217.0000Av. Vereador Carlito Cordeiro, s/n

    Planto de Vendas: Rua Rafael Marino Neto, 36

    www.artsuberlandia.com.br

    loteamento fechado

    A9-005-13 ANUNCIO - A - FINAL.indd 1 23/09/13 13:43

  • Alm de saborosas, as castanhas so nutritivas, boas para o corao e ajudam a saciar a fome, sendo aliadas de quem quer perder peso rpido.

    A seguir, apresentamos cinco motivos para incluir as castanhas em sua dieta.

    As castanhas ajudam a emagrecer

    embora sejam bastante calricas, as castanhas ajudam emagrecer, pois do ao estmago a sensao de saciedade, ou seja, voc se sente mais cheio aps ingeri-las.

    Cientistas acreditam que essa sensao de saciedade ao comer castanhas est relacionada ao seu valor nutritivo, pois contm grande concentrao de protenas, fibras e gordura.

    Alm disso, estudos mostram que as dietas que incluem castanhas em seu cardpio, possuem melhores resultados do que aquelas que no o fazem.

    As castanhas so boas para o corao

    As castanhas so excelentes para manter o bom funcionamento do corao, pois contm

    o aminocido arginina, que ajuda a manter os vasos sanguneos mais dilatados, facilitando o fluxo sanguneo.

    Pesquisas mostram que os consumidores de castanhas apresentam menor prevalncia de problemas comohipertenso, obesidade abdominal e colesterol.

    As castanhas so ricas em gorduras saudveis

    Apesar de o nome causar apatia, principalmente por quem quer emagrecer, nem todas as gorduras so ruins (algumas so indispensveis para o bom funcionamento do organismo).

    A maioria das castanhas rica em gorduras saudveis.

    As castanhas so ricas em nutrientes

    Alm de serem boas para o corao, as castanhas contm nutrientes indispensveis para uma dieta saudvel.

    As castanhas so muito ricas em fibras, protena, clcio, ferro, potssio, zinco, selnio, vitamina e, cido flico e outros.

    importante lembrar que o selnio ajuda no equilbrio da tireide, o que por sua vez previne alteraes de peso, ajuda a evitar tumores, deixa o sistema imunolgico mais forte e protege contra a ao dos radicais livres.

    As castanhas so excelentes ingredientes

    As castanhas podem ser utilizadas como ingredientes no preparo de uma infinidade de pratos, adicionando alm de seus nutrientes, um sabor nico quela receita para o fim-de-semana.

    Mostramos as principais razes pelas quais as castanhas no podem deixar de fazer parte de sua dieta.

    Alm de serem altamente nutritivas e fazerem bem ao corao as castanhas podem auxiliar quem quer perder aqueles quilinhos a mais, pois seu consumo provoca sensao de saciedade, ajudando a controlar o peso.

    Contudo, importante lembrar que, por serem ricas em gorduras, as castanhas devem ser consumidas moderadamente, ou seja, sem excessos.

    uma poro diria de nozes, amndoas e afins garante um corao mais protegido, combate o envelhecimento precoce e ajuda a aplacar a fome. No saia de casa sem o seu kit.

    D i casDe Me

    Castanhas: um punhado de muita sade

  • falemaissobreisso.com.br 10a edio 201336

    Voc tem zumbido no ouvido? Ento este artigo para voc!

    Lucimara Honria Silva Fonoaudiloga | CRF: 6-8569

    O ZuMbIDO NO OuVIDO, conhecido cientificamente como

    tinnitus, uma sensao sonora gerada pela agitao das vias auditivas para compensar a perda auditiva. Cada pessoa pode lidar com uma forma de manifestao diferente, desde um som de campainha, sopro, rugido, zunido, assobio, sussurro ou at o chiado.

    Segundo a Organizao Mundial da Sade (OMS), este incmodo atinge milhes de brasileiros e pode ser um sintoma de vrias doenas diferentes. As origens deste incmodo sonoro podem variar, mas geralmente so advindas do excesso de cera, infeces e leses. No entanto, outros fatores que aparentemente no tm a ver com o sistema auditivo podem dar origem a esse sintoma, tais como desvios de coluna,

    alteraes cardiovasculares, diabetes, disfunes da articulao da mandbula e consumo excessivo de cafena, lcool e tabaco, assim como a longa exposio a rudos.

    O zumbido se manifesta quando as vias auditivas passam a enviar impulsos mesmo sem haver uma fonte gerando o som. Assim, o grande obstculo para o tratamento desse tipo de manifestao sonora descobrir o que leva a essa emisso, j que o zumbido no uma doena, e sim, um sintoma.

    A ligao entre zumbido e perda auditiva facilita muito o seu tratamento, assim, nesses casos, para a maioria dos pacientes o uso de aparelho amplificador suficiente para acabar ou reduzir os dois problemas.

    Na presena de perda auditiva, a

    adaptao de prteses auditivas pode melhorar no s a capacidade de ouvir por meio da amplificao dos sons, como tambm diminuir a percepo do zumbido.

    A Rede de Clnicas Direito de Ouvir conta com 180 unidades especializadas no tratamento e adaptao de aparelhos auditivos. So 300 clnicas espalhadas por diversas regies do brasil inclusive a franquia em uberlndia. todas contando com profissionais especializados no processo de adaptao dos seus pacientes. Levando qualidade de vida e bem estar em todo processo pr e ps venda.

    Conhea a Direito de Ouvir atravs do site: www.direitodeouvir.com.br.

    FonoaudiologiaMais Sade

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 37

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201338

    ArtigoSade Mental

    Renata Rezende LacerdaPsicloga Clnica | Psicodramatista

    rrlacerda.psi@hotmail.comCRP: 32214/04

    A importncia do brincarAs brincadeiras ajudam a criana a desenvolver o senso crtico, a inteligncia e a autonomia

    bRINCAR FuNDAMeNtAL para o desen-volvimento infantil e a principal forma da criana se comunicar consigo mesma e com o mundo. toda criana precisa de tempo e espao para brincar, por isso muito impor-tante que os pais estimulem seus filhos, pro-piciando um ambiente rico e adequado para as brincadeiras e brincando com eles.

    A atividade ldica extremamente praze-rosa para a criana e facilita a expresso de seus sentimentos e pontos de vista; alm dis-so, oferece inmeras possibilidades de apren-dizagem e desenvolve diversas capacidades, como: a ateno, a memria, a imitao, a imaginao, o pensamento, a linguagem, en-tre outros, favorecendo assim o desenvolvi-mento integral da criana em seus aspectos fsico, cognitivo, emocional e social.

    brincando as crianas exploram o mundo num processo permanente de descoberta e com isso se preparam para a vida, assimilan-do a cultura na qual esto inseridas; interio-rizando valores; socializando; enfrentando desafios; experimentando papis sociais; criando, seguindo ou questionando regras, enfim, compreendendo como as coisas so e funcionam. Os problemas enfrentados nas

    brincadeiras fazem a criana amadurecer ao procurar solues e alternativas, tambm de-senvolvem seu senso crtico, sua inteligncia e sua autonomia. Atravs da brincadeira, elas ultrapassam a realidade e a transformam por meio da imaginao e da criatividade.

    Vale lembrar que cada faixa etria tem ne-cessidades e interesses diferentes. Crianas pequenas tm dificuldade em dividir seus brinquedos, j as maiores gostam de jogos em grupo. Segundo Piaget, o brincar essen-cial no processo de construo do conheci-mento e apresenta caractersticas diferentes de acordo com o desenvolvimento das estru-turas mentais. esse desenvolvimento segue etapas classificados por ele como estgios de desenvolvimento, que so:Sensrio-Motor (0 aos 2 anos) A criana ad-quire controle motor e percebe o ambiente sensorialmente (tato e viso). A explorao manual dos objetos e do prprio corpo (jogos de manipulao) caracterstica dessa fase. A inteligncia prtica e se desenvolve atravs das aes (imitaes);Pr-Operatrio (2 aos 7 anos) A simbologia fundamental nesta fase (brincadeiras de faz de conta, desenhos). Ocorre um inten-

    so desenvolvimento da linguagem e com-preenso dos papis sociais (papel de me, pai, mdico, professora, etc). O pensamento intuitivo, egocntrico e mgico. Confunde a aparncia com a realidade e no tem a no-o de reversibilidade. No aceita a ideia do acaso e tudo deve ter uma explicao (fase dos porqus);Operatrio-Concreto (7 aos 11 anos) A crian-a desenvolve as noes de tempo, espao, velocidade, causalidade, etc. J capaz de fazer anlises lgicas, mas ainda depende do mundo concreto para chegar abstrao. Isso permite a representao de uma ao no sen-tido inverso (reversibilidade). As brincadeiras e jogos com regras favorecem o incremento do autocontrole (jogos coletivos e de tabulei-ro), alm de propiciar o desenvolvimento de estratgias de tomada de decises e reflexo sobre suas aes;Operatrio-Formal (12 anos em diante) A representao agora permite a abstrao total. As estruturas mentais (cognitivas) alcanam seu nvel mais elevado de desenvolvimento, o raciocnio se torna lgico e sistemtico, permitindo o surgimento do pensamento hipottico-dedutivo.

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 39

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201340

    ArtigoSade Mental

    Por que agradar ao outro? Anderson Faria GarciaPsiclogo Clnico | CRP: 39759/04andersonpsicoterapia@outlook.comRua Augusto Csar, 415 | Fundinho34 3235.5051 | 9635.5051

    AS PeSSOAS, S VeZeS, encontram-se em si-tuaes em que complicado estabelecer uma linha divisria entre ser franco e ser insensvel, ter a capacidade de se expressar sem ferir seus direitos ou os do outro, e, ainda, ter a sua indivi-dualidade preservada sem se sentir egosta. um exemplo comum seria quando recebemos uma vi-sita em casa. Mesmo se estivermos ocupados, com afazeres, tentamos, quase que por reflexo, segurar o visitante ao mximo, temos o hbito de dizer - quase que universalmente em nossa cultura - no v, ainda est cedo. O visitante, por sua vez, talvez atrasado para outro compromisso, estende por mais tempo a visita para tentar agradar ao anfitrio.

    ento, temos dois indivduos jogando com uma situao ilusria que mascara o que poderia ter sido considerado uma recepo e visita calorosas, mas que, no fim, pode trazer prejuzos para ambos. Como seria mais fcil podermos apenas lembrar a visita que temos um compromisso e, essa, por sua vez, entender e tambm poder ter a liberdade de seguir em frente.

    Como difcil dizer no para as pessoas, sem ter medo de ser rejeitado ou julgado. Alguns in-divduos tm a necessidade de sempre agradar aos outros e, s vezes, o fazem sem necessidade, apenas por insegurana ou para suprir o prprio medo de rejeio.

    A psicoterapia o melhor caminho para traba-lhar a assertividade, para fortalecer a autoestima, ajudando a diferenciar o comportamento social-mente habilidoso do no habilidoso, trazendo maior segurana nas nossas decises, pois sere-mos capazes de aprender a diferenciar e navegar nas situaes com as quais nos depararmos.

    Nunca tarde para sermos sinceros e viver-mos o real. trabalhar a assertividade e as ha-bilidades sociais pode nos tornar mais autn-ticos. No existe idade correta para iniciar e todos podem se beneficiar.

    s vezes, esse comportamento pode ser fruto da insegurana ou do medo de rejeio

  • TerapiaCognitivoComportamental

    34 3234.7130 | 3084.6467 | Rua Hortncio de Moraes, 1559 | B. Cazeca | Uberlndia/MG

    Psiclogos(as)Cntia Marques Alves - CRP 25718/04

    Elson Kagimura - CRP 22769/04

    Fernanda Blascovi - CRP 35626/04

    Pablo Fernando Souza Martins - CRP 22766/04

    Atendimento de crianas, adolescentes e adultos.

    www.integraretcc.com.br | integraretcc@yahoo.com

    Informaes e inscries:www.integraretcc.com.br

  • Sade MentalPubli-editorial

    Desafios da preparao para o vestibular e o ENEM: como enfrent-los?

    estudar exige tcnica e a organizao de um planejamento sistemtico

    Curso moderno e dinmico que desenvolve habilidades e mltiplas inteligncias potencializando o desempenho escolar, profissional e pessoal.

    34 3214.1700Rua Felisberto Carrejo, 1270 | Fundinhouberlndia/MG

    Gestora Pedaggica - Supera uberlndia | simone.uberlandia@metodosupera.com.br

    Simone Vieira de Melo Shimamoto

    MuItO Se teM DebAtIDO sobre as angstias e ansiedades geradas nos jovens ao enfrentarem os processos de preparao para exames como vestibular e eNeM. Podemos dizer que, alm do perfil extremamente quantitativo da educao escolar no brasil, outro equvoco enfrentado o desconhecimento do que seja, de fato, estudar.

    Comecemos nossa conversa destacando algumas tentaes: estudar em casa, resistindo internet, televiso, geladeira e ao sono; estudar em grupo (ou conversar?); deixar para a ltima hora (ainda tenho tempo; melhor que no esqueo...); parar todas as atividades fsicas e sociais para aproveitar ao mximo o tempo de estudos.

    Pensemos em cada uma delas. Primeiramente, o lugar ideal para realizar seus estudos , preferencialmente, o espao individualizado de uma biblioteca. Caso isso no seja possvel, organize um local em casa, arejado e com tima claridade, no se esquecendo de deixar todo o material necessrio, alm de uma garrafa de gua na mesa para manter-se saudvel e ainda evitar as idas e vindas cozinha.

    Quanto aos amigos e colegas, deixemos tais encontros para debates, passeios e horas de lazer, nunca para estudar, pois estudo uma atividade que se realiza individualmente: voc consigo mesmo, suas leituras, releituras e escritas. Vejam bem: registrar escrevendo, e no digitando. estudar escrever. O estudo, portanto solitrio e ativo, permitir que o jovem aprimore sua inteligncia, sua criatividade e sua cultura. No se estuda para a prova ou para passar de ano, mas para aprender, aprimorar conhecimentos. Durante a aula possvel entender, mas para aprender preciso estar sozinho, lendo, escrevendo e exercitando o entendido.

    Deixar para a ltima hora... Pssima ideia. O estudo deve acontecer todos os dias, gradativamente. Para isso, a melhor forma a organizao de um planejamento sistemtico que envolva: 1) reviso das aulas vivenciadas no dia; 2) realizao dos exerccios propostos e levantamento de possveis dvidas. A construo dessa autonomia, alm de permitir aquisio de conhecimentos, muito importante para o amadurecimento e a melhoria da autoestima do jovem.

    Alm da organizao dos tempos e espaos, imprescindvel que o estudante faa uma agenda (ou tabela), distribuindo as disciplinas nos dias da semana (de acordo com o horrio da escola) e estabelecendo horrios especficos para estudos. As disciplinas a serem estudadas

    no dia devem ser intercaladas pelo nvel de desafio, o que varia de acordo com cada pessoa. entre uma disciplina e outra, ou a cada duas disciplinas estudadas, pode-se pensar em 10 minutos de descanso para saborear uma fruta, ouvir uma boa msica, brincar com o cachorro, conversar...

    Parar todas as atividades fsicas e sociais para aproveitar ao mximo o tempo de estudos uma excelente ideia para quem deseja ficar doente, estressado, ansioso, com dificuldades na concentrao e, consequentemente, na aquisio de novos conhecimentos. Nossa sade fsica e cerebral requerem atitudes qualitativamente diferenciadas. Para isso, atividade fsica, ginstica cerebral, alimentao saudvel e tima noite de sono so imprescindveis.

    Por falar em sono, aquela famosa soneca aps o almoo (para quem assiste s aulas de manh), no bem-vinda, pois o crebro, durante o sono, realiza uma espcie de limpeza na memria de curto prazo, descartando informaes recebidas no perodo anterior (j que este espao pequeno) e abrindo espao para o armazenamento de novas informaes. Assim, se voc no estudou aps a aula, para de fato aprender (enviando a informao ao crtex, local da memria de longo prazo) a possibilidade de que as informaes adquiridas sejam descartadas imensa. Neste sentido, quanto melhor a qualidade de nosso sono durante a noite, melhor nossa atuao ao longo do dia.

    A ginstica cerebral sistemtica tambm tem sido uma forte aliada neste processo, pois, alm de aprimorar o raciocnio lgico e a agilidade mental, desenvolve a disciplina para os estudos, a concentrao e o foco, possibilitando aumento de nossa autoconfiana e autoestima.

    Aprender a estudar com qualidade imprescindvel. Ser aluno muito diferente de ser estudante. A posio de aluno de quem assiste e busca entender, e a do estudante a de quem faz para aprender. Como nos diz o professor Pierluigi Piazzi, aula assistida hoje aula estudada hoje. Se eu escuto, esqueo! Se eu vejo, entendo! Se eu fao, aprendo! No deixe para amanh o estudo e o exerccio de fixao das aulas assistidas hoje. Saia das malhas do Ctrl C-Ctrl V, supere a quantificao, focando na consistncia de sua formao. Invista no ser estudante. Com certeza, sua qualidade de vida ser aprimorada. Adquira o sabor do saber e no o de reter para devolver em provas e exames. Leia e estude para voc. O restante consequncia.

  • A Espao Vital uma clnica de Psicologia que visa a promoo e a restaurao da sade emocional e psquica bem como da qualidade de vida. uma referncia de cuidado e acolhimento, tendo como valores a tica, o respeito e o prossionalismo, acreditando ainda na capacidade de cada um alcanar e desenvolver o seu potencial.A Clnica conta com prossionais capacitados nas diversas reas da Psicologia, que realizam cursos, palestras, orientao prossional, atendimento psicoterpico individual, casal, familiar e em grupo, tendo como clientela crianas, adolescentes e adultos.

    ANALICE NERES CRP 04/ 36.077

    CYNTHIA VIEIRA LOPES CRP 04/ 26.305

    ELIAS LEITE DEOLIVEIRA CRP 04/ 66.19

    FABIA TUNSIA XAVIER CRP 04/ 32.033

    FABIANA PINTO DA CRUZ CRP04/ 22.226

    FLVIO ESPINDOLA SANCHES CRP 04/ 36.370

    O atendimento com hora marcada

    Rua Bernardo Cupertino, 300. Martins Uberlndia (MG)

    34 3223.7389

    LUCIMEIRE LEMOS ATENENG/MG 1933

    MARCUS VINICIUS DUARTE OKONIEWSKI CRP 04/ 1500451

    MARINA CAMARGO BORGES PEREIRA CRP 04/ 36.198

    MICHELE DE BIAGGIO SICHEROLI CRP 04/ 38.965

    MNICA MOTA DE SOUZA CRP 04/ 36.222

    ROSE MARY MACHADO CUNHA CRP 04/ 3038

    Prossionais:

  • EducaoSade Mental

    Educao e Mediaopor Marilza Abraho P. RezendeMestre em educao (unicamp) | Professora aposentada da Faculdade de educao da universidade Federal de uberlndia

    A eDuCAO O PROCeSSO social por meio do qual o conhecimento, produzido por sucessivas geraes transmitido s gera-es futuras. enquanto processo no ocorre apenas na escola mas impregna toda a vida dos indivduos: nas ruas, nas assembleias, no trabalho, nos sindicatos, nos templos, ou seja, em todas as instituies da vida social. O con-tato com a realidade, mediado pelas relaes sociais, que produz o conhecimento. A es-cola, enquanto uma destas instituies, no esgota todo o processo da educao, mas, diferente dos outros espaos, sistematiza o conhecimento e o socializa.

    Assim, preciso situar a questo educacio-nal no conjunto das questes que envolvem a sociedade para poder compreender as ta-refas que o professor est sendo chamado a resolver. As ltimas dcadas do sec. XX e as iniciais do XXI assistiram a um proces-so acelerado de desenvolvimento tcnico-cientfico que ocorreu sustentado, ainda, pelas mesmas relaes sociais de produo baseadas na explorao do trabalho pelo Capital. A rpida globalizao das relaes econmicas entre as naes fizeram ceder as barreiras da comunicao impondo aos pro-cessos educacionais locais a necessidade da

    qualificao da mo de obra para atender ao mercado capitalista em contnua expanso.

    Nesse cenrio se coloca a questo da competncia da escola em socializar o conhecimento cientifico sistematizado co-locando-o, de forma critica e competente, nas mos de toda populao e cujo perso-nagem principal o Professor que, na sala de aula, exerce uma influncia direta na formao e comportamento de seus alu-nos. Aqui se chega a questo do que se espera do Professor.

    Como transmitir uma viso de mundo, uma viso das relaes sociais, uma viso de pro-fisso, nesse contexto acelerado de mudan-as e de novas expectativas sociais? Como trabalhar em sala de aula quando se sujeito de relaes que reproduzem a explorao do mundo do trabalho na sociedade capitalis-ta? Qual tipo de mediao se espera da ao docente quando se sabe que a identidade do Professor se constri a partir do conjunto de conhecimentos das diferentes reas do saber, dos conhecimentos do campo profissional, dos conhecimentos da prtica educacional e dos conhecimentos advindos da vivencia e sensibilidade da prtica pessoal e social?

    Por ser uma pratica social, histrica e con-creta, a educao tambm uma pratica politica. O Professor aquele que poder mostrar ao educando, toda a dimenso das mudanas que se operam na sociedade con-tempornea, superando o discurso ideolgico falseador da realidade ao desmitificar a ci-ncia e criar, junto com os alunos, uma viso de mundo libertadora, menos consumista e individualista. Os conhecimentos necessrios a construo da identidade do Professor de-vero ser tambm os instrumentos a serem apropriados pelos alunos na construo de sua prpria identidade que os capacitem a pensar um novo projeto de sociedade mais humana e inclusiva.

    A sociedade capitalista reduziu o Professor a um mero transmissor de conhecimentos, qua-se que um animador cultural diante da sala de aula, da a sensao de fracasso da qual emer-ge a afirmao corrente de que o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende.

    A mudana necessria, portanto, passa pela conscincia de que preciso assumir a edu-cao como um pratica social revolucionria e o magistrio como pratica mediadora da construo da cidadania.

  • Sade MentalArtigo

    O que o Coaching de Performance?Coach | Psicloga | CRP-04/39745

    Sirlei D. Ribeiro Giannini

    COACHING um processo de aprendizagem altamente eficaz. um conjunto de conhecimentos, ferramentas e tcnicas utilizados por um profissional denominado coach, devidamente habilitado, que visa o desenvolvimento de competncias comportamentais, psicolgicas e emocionais, direcionadas conquista e alcance de resultados extraordinrios.

    O coaching de performance um suporte que um profissional especializado oferece a quem busca melhores resultados profissionais, respeitando os valores pessoais do cliente, sua inclinao profissional e anseios pessoais, sem perder de vista o equilbrio entre o trabalho e vida pessoal, em busca da completa realizao. Para desenvolver com o cliente seu planejamento estratgico, comeamos pelas caractersticas individuais como sua inclinao profissional, que fundamentada em seus desejos, crenas e valores.

    Ao detalhar sua cadeia de valores, estaro inseridas muito mais que carreira profissional. estaro includas tambm, questes fundamentais como famlia, relao social, situao financeira e at sade fsica e mental.

    O processo de coaching traz inmeros ganhos para o profissional. O cliente (Coachee) passa a ter sua disposio um espao s seu e com

    um tempo para refletir sobre suas questes profissionais de forma isenta, com equilbrio

    e tranquilidade, o que muitas vezes no consegue no seu dia-a-dia. um

    profissional que realiza um processo de coaching est investindo em

    sua carreira profissional e isto faz toda diferena nos seus resultados.

    A relao de aliana que estabelecida entre coach (profissional) e o Coachee (cliente) de parceria e confiana.

    Com estas premissas bsicas as questes

    mais vulnerveis da vida profissional do Coachee (cliente)

    podero ser abordadas e isto pode ser decisivo na vida do profissional,

    e cabe ao coach colocar o dedo na ferida, algo que frequentemente no feito. O processo de aprendizado de quem busca coaching extenso e profundo.

    O desenvolvimento ocorre com base na elaborao de processos internos da prpria pessoa. O aprendizado acontece de dentro pra fora, a partir das experincias reais trazidas pelo cliente. Numa sesso de coaching, o cliente (Coachee) tem a oportunidade de expor os elementos de uma situao vivida e contando com o apoio do coach e com uma viso imparcial, sem julgamento, esse movimento, poder rever a situao de um outro ngulo, como algum que est fora do problema e com isto iniciar um processo de reconstruo significados. O papel do coach ajudar seu cliente (Coachee) a se conhecer melhor e fazer o melhor uso possvel de seus prprios recusos, tcnicos e emocionais.

    A melhor aplicao do coaching de performance a preventiva, embora o foco seja no ambiente profissional, a atuao nas questes individuais, acabam trazendo benefcios para a vida pessoal tambm, o que no poderia ser diferente, pois somos seres integrados.

    Como estamos falando de resultados, o coaching um processo que possui procedimentos definidos; tem comeo, meio e fim; e em determinado perodo de tempo, portanto, no faz sentindo nenhum pensarmos em processos interminveis e criem dependncia para o cliente. Quanto maior o autodesenvolvimento e o desenvolvimento das competncias emocionais do indivduo, mais diferenciado ele se torna e no processo de coaching as pessoas buscam se aperfeioar ao mximo em relao aos seus prprios recursos internos.

    O coaching uma ferramenta profunda, onde os benefcios se estendem a todos que participam do processo. As empresas ganham, medida que seus profissionais elevam a performance, os coachees ganham porque adquirem desenvolvimento profissional e pessoal e alcanam uma vida mais equilibrada, tornam-se mais seguros e atingem novas conquistas.

    Saiba mais sobre essa ferramenta que promove ganhos pessoais e profissionais aos que se envolvem com ela

    SIRLEI DIAS RIBEIRO GIANNINI: Scia e fundadora da Logus Consultoria e Desenvolvimento de Recursos Humanos. Consultora Organizacional com nfase em Gesto de Pessoas. Formada em Psicologia pelo Centro universitrio do tringulo, bacharel em Pedagogia pela universidade Federal de uberlndia; Analista Comportamental pela FMu; Personal & Self Coach e Leader Coach certificada pela european Coaching Association (eCA), Global Coaching Community (GCC) e Hipnoterapeuta ericksoniana formada pelo Instituto Milton H. erickson de belo Horizonte.

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201348

    Transtornos AlimentaresConversando um pouco sobre anorexia e bulimia

    ArtigoSade Mental

    O que anorexia?A anorexia nervosa um transtorno do

    comportamento alimentar caracterizado por limitaes dietticas auto-impostas, padres bizarros de alimentao com acentuada perda de peso induzido e mantida pelo indivduo. As caractersticas essenciais da anorexia nervosa so a recusa em manter um peso corporal na faixa normal mnima, uma busca desenfreada pela magreza, temor intenso de ganhar peso e uma perturbao significativa na percepo da forma ou tamanho do corpo.

    O que a bulimia? o transtorno alimentar caracterizado por

    episdios recorrentes de "orgias alimentares", no qual o indivduo come num curto espao de tempo grande quantidade de alimento como se estivesse com muita fome. A pessoa perde o controle sobre si mesma e depois pode utilizar mtodos purgativos (vomita) para eliminar, expulsar o que comeu, ou ainda atravs de artifcios como laxantes, com a finalidade de no ganhar peso.

    Diferenas entre anorexia e bulimia muito comum as pessoas confundirem ou

    associarem a anorexia com bulimia. Mas existem muitas diferenas entre ambas. A principal delas que na anorexia existe a restrio alimentar com diminuio acentuada do peso, enquanto que na bulimia existe um apetite voraz que posteriormente pode ser compensado com a induo de vmitos.

    No caso da anorexia, existe algum tipo de provocador comum para o desenvolvimento da doena?

    De forma resumida, podemos dizer que seu aparecimento est associado a um acontecimento vital estressante, como perdas, acontecimentos de significativa importncia. H casos de anorexia causados por abusos sexuais na infncia. tambm acreditamos na vulnerabilidade emocional, algumas pessoas so mais propensas s manifestaes da magreza impostas pelo mundo da moda e pela beleza das atrizes e celebridades divulgadas

    pela mdia. Fatores como hereditariedade e caractersticas de personalidade contribuem para o desenvolvimento do transtorno. entre as caractersticas de personalidade, as mais evidentes e comuns so: obsessividade, perfeccionismo, passividade, introverso e autoavaliao negativa. baixa autoestima ou autoavaliao negativa e vulnerabilidade ao estresse so fatores de risco importante para os transtornos alimentares.

    Quais os cuidados que os pais devem ter em relao aos filhos para evitar e identificar as doenas?

    Os pais devem observar os hbitos alimentares dos filhos, se no esto escondendo comida nos armrios, no guardaroupa, debaixo da cama, se andam somente com roupas largas, pra querer esconder o corpo, por se acharem muito obesos. Devem observar se saem da mesa muito antes que todo mundo, se vivem fazendo dietas, ou dizendo que no esto com fome. Observar tambm seus contatos na internet.

    Se comprovado, como deve ser o procedimento dos pais para com seus filhos que possurem a doena?

    O envolvimento da famlia no tratamento pode ajudar a criar uma estrutura de colaborao em que os membros se tornem o meio facilitador de mudanas, uma vez que a cultura alimentar especfica de cada famlia afeta o desenvolvimento e/ou a manuteno dos transtornos alimentares, o que se constitui como um grande desafio no atendimento.

    e qual o tratamento?O tratamento realizado com equipe multi profissional

    de maneira interdisciplinar. Psicoterapia (Psiclogo), medicamentos (Psiquiatra), acompanhamento com nutricionista, endocrinologista, clnico geral. Pode tambm ser includo um educador fsico para explicar a funcionalidade da atividade fsica para que seja feita e vista de maneira adequada e no como uma forma de perder peso, mas sim de ter uma vida com mais qualidade e com sade.

    Psicloga e Psicoterapeuta - CRP 04/36616especialista em Psicologia Clnica na Abordagem Cognitiva-Comportamentalespecialista em educao

    Ktia beal

    Atendimento nas modalidades:

    terapia infantil, adolescentes,

    adultos, casais, famlias e melhor

    idade

    Avaliao psicolgica

    Avaliao para cirurgia da

    obesidade (laudo pr-cirrgico

    baritrico)

    ConsultrioRua bernardo

    Guimares, 589 (esquina com a

    Rua Silva Jardim)

    b. Fundinho

    uberlndia - MG

    Telefones:34 3229.254734 3223.734734 8403.7734

    katiabeal@gmail.com

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio 201350

    Cultura e ArteGrafite

    Um portal para o Grafite

    A ARte CONteMPORNeA e seu amplo leque de discusses muitas delas em torno da prpria arte, como suas linguagens e mesmo seu lugar no contexto ps-moderno , cada vez mais amplia suas proposies para alm dos limites do cubo branco das galerias de Arte e avana para espaos no-institucionalizados, arraigados de significados que iro dialogar com a obra aberta em suas mltiplas leituras.

    As expresses de Arte urbana exemplificam esta tendncia, ao apropriarem-se das ruas para experimentaes artsticas, seja como suporte, como objeto, como espao expositivo... e dentre as expresses dessa Arte das Ruas temos no Grafite (ou Graffiti) um dos principais meios. Inicialmente marginalizado, O Grafite surgiu nos euA da dcada de 60 e 70, atravs de inscries em muros e prdios em associao ao movimento musical do hip-hop -, e embora nunca tenha perdido definitivamente o rtulo de clandestinidade, conquista cada vez mais espao e aceitao no mercado artstico. As telas do ex-grafiteiro Jean-Michel basquiat so exemplos disso, valorizadas desde os anos 80, e com novos artistas investindo nessa linguagem e alcanado xito, sobretudo quando o movimento passa a ser financiado pelo

    poder pblico e instituies artsticas, o que embora leve a um distanciamento conceitual da proposta contestadora do Grafite, amplia sua difuso como mercadoria . 206

    Como destaque atual do Grafite, temos Os Gmeos, dois irmos de So Paulo que alcanaram o reconhecimento por meio de suas obras monumentais, figurando entre os artistas visuais brasileiros de maior prestgio internacional.

    A partir desses antagonismos assimilados pelo Grafite rua x galeria, pichao x Arte, contracultura x reconhecimento, perifrico x central lano meu olhar sobre o trabalho realizado no grande muro residencial, no bairro Morada da Colina em uberlndia, que desperta nossa ateno e nos causa estranhamento (na melhor acepo do termo) ao seguirmos pela Av. Nicomedes Alves dos Santos no sentido centro zona Sul.

    A imagem de grande impacto: inicialmente pelas dimenses, em um muro/suporte intensamente branco e bem cuidado que atuou como uma tela de plena neutralidade, no oferecendo nenhum elemento que, no

    Cultura e Arte tambm so formas de se promover Sade.Portanto, falemos mais sobre isso

    por Srgio Rodrigues artista plstico graduado e licenciado pela UFU. membro do NUPPe (Ncleo de Pesquisa em Pintura e ensino da UFU), e j teve dois projetos de arte Urbana realizados na cidade. atualmente participa da exposio Processos em dilogo, na Oficina Cultural de Uberlndia, at 10/10/2013.

    falemaissobreisso.com.br 11a edio 201350

  • falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 51

    plano, viesse a interferir ou dialogar com a imagem. A obra, por sua vez, destoa positivamente com seu entorno, on.de a falta de cor predomina nas edificaes de carter residencial - de alto nvel padronizando a paisagem arquitetnica. Assim, a profuso de cores que ora se enquadram e ora extrapolam os espessos contornos pretos dos grafismos se chocam com as alvas construes de telhados igualmente clareados.

    A localidade em que se apresenta o Grafite, um dos principais acessos parte nobre da cidade, no deixa de ser irnico, pois a imagem de caractersticas associadas aos movimentos perifricos da arte se converte em painel de boas-vindas regio elitista de uberlndia. No atoa que a obra abre-se em um portal esquerda, para terminar numa janela escancarada para o cu azul na outra extremidade da composio: Arte das ruas adentrando novos espaos, neste caso, pedindo licena, uma vez que o trabalho foi desenvolvido a partir da aprovao dos proprietrios da residncia.

    Sem dvida, essa prvia autorizao um dos questionamentos que permeiam as mentes de quem passa pela primeira vez pelo local: Ser que o dono da casa j viu?, pode se perguntar o observador em um contato inicial, como se o mural tivesse sido realizado na noite anterior.

    Consultados para a redao desta matria, os donos do muro justificaram a autorizao concedida como uma valorizao da Arte, mas tambm uma falta de opo: que se ocupasse o muro

    com Arte, antes que fosse preenchido de forma criminosa.

    Quem trafega pela cidade, entretanto, perceber neste trabalho geograficamente isolado, uma consonncia com outros grafites espalhados por uberlndia, devido peculiaridade dos traos e a assinatura iconogrfica recorrente o personagem de bon, sem traos fisionmicos, mas possuidor de cavanhaque e sobrancelha que nos indica tratar-se de um mesmo artista, sobre quem irei brevemente delinear algumas informaes: seu nome tiago Dequete. Jovem artista natural de belo Horizonte, formado em Artes pela escola Guignard ueMG, e que reside h pouco tempo em uberlndia, seduzido pelas paredes disponveis ou no-disponveis que ele deseja preencher com seu grafitti (na grafia preferida por ele).

    em entrevista via email, ele relata sua inteno em trazer cor e vida para os muros da cidade, deixando sua assinatura visual e conversando com o pblico, com o espao, atravs da sua Arte.

    O artista tambm participou de uma exposio coletiva na Galeria Lourdes Saraiva neste ano, quando transps para telas de dimenses variadas os traos e cores presentes em seus murais. Mas para Dequete, as telas no se comparam energia do espao urbano, onde seu trabalho adquire seu real significado.

    Conheam mais sobre o artista digitando Dequete Graff no facebook. Outra forma olhar atentamente para o espao urbano, onde certamente perceber seus traos por a!

    No toa que a obra abre-se em um portal esquerda, para terminar numa janela escancarada

    para o cu azul na outra extremidade da composio: a Arte das ruas adentrando novos espaos.

    falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 51

  • Cultura e ArteDana

    Artista mineiro reconhecido internacionalmente pela Dana

    Referncia na rea, Vanilton Lakka j se apresentou em 16 pases entre as Amricas, europa e frica. Muitas apresentaes so realizadas por meio direto ou indireto de leis de incentivo. e como a Dana tambm forma de se promover Sade, vamos falar sobre isso

    por Rosiane Magalhes (Ciclo Assessoria de Imprensa)fotos_douglas Luzz | roberta monteiro

    falemaissobreisso.com.br 11a edio 201352

  • CONSAGRADO INteRNACIONALMeNte pelo trabalho que vem realizando na Dana h 16 anos, Vanilton Lakka tem projetado o nome de uberlndia, Minas Gerais, em diversas partes do mundo, seja realizando pesquisas e palestras, ministrando cursos, desenvolvendo projetos ou mesmo nos palcos.

    O danarino e coregrafo uberlandense segue com agenda de shows em alta com apresentao de seus espetculos e oficinas pela europa. Aps participao em grandes eventos nacionais, seguiu em setembro para turn por 11 cidades suecas. Logo aps, passou por barcelona, na espanha, para ministrar aulas.

    Alm do aprimoramento artstico, alcanado atravs de anos de investimento em pesquisa e criao, Lakka tambm tem buscado a profissionalizao e isso implica na interao com editais de leis de incentivo. Hoje, tem em seu currculo aprovaes em mbito municipal, estadual e federal.

    Atualmente, conta com patrocnio da Petrobras, via lei federal de incentivo cultura, no Projeto Mono-blocos - Ocupao, Interao e Ao na Praa. tambm com frequncia contratado por aprovadores de projetos em vrias partes do brasil.

    sob olhar destas experincias que Lakka conta um pouco de sua trajetria.

    FM: Como surgiu a ideia de participar dos editais de cultura?Lakka: Foi natural na medida em que no brasil a possibilidade de profissionalizao, ou seja, receber como artista est condicionado ao relacionamento com os editais pblicos e leis de incentivo.

    FM: Quando voc teve o primeiro projeto aprovado em edital de cultura? Qual foi o projeto?Lakka: As minhas primeiras experincias foram com o Festival de Dana do tringulo, em 1995, pois era necessrio organizar uma proposta e enviar ao festival para ser selecionado. Posteriormente, migrei para festivais que requisitavam mais complexidade nas propostas. No que se refere s leis de incentivo, a minha primeira experincia foi com a lei municipal de uberlndia. Na ocasio aprovei um festival chamado Circuladana, e a partir dessa experincia comecei a trabalhar com leis estaduais e federais.

    FM: Ao longo deste tempo, quantas aprovaes voc j conseguiu?Lakka: No tenho ideia de quantas aprovaes obtive. Mas na maioria do tempo sou contratado

    por produtores que aprovam projetos em editais, sendo assim, eu vivo bem pouco de projetos que eu envio, e muito mais de contrataes.

    FM: Voc acredita que estes editais auxiliam na projeo dos artistas?Lakka: eles so uma possibilidade a mais, mas que devem ser revistas todo o tempo, j que a economia, a poltica e a cultura so muito dinmicas. um bom exemplo o aumento de incentivo fiscal para o esporte, isso fez com que a arte comeasse a competir mais com o esporte no que se refere a recursos pblicos via incentivo fiscal. Dessa forma, no possvel manter a mesma poltica de incentivo aos artistas que se tinha h 3 anos, necessrio rever e elaborar outras formas de estmulo e financiamento. Por fim, no h dvida de que a interveno do estado de fundamental importncia no universo das artes.

    FM: Em quantos pases voc j se apresentou?Lakka: J me apresentei em 16 pases entre as Amricas, europa e frica. Principalmente fora do brasil, apresento-me por meio de contratao direta, sem lei de incentivo.

    FM: Qual desses pases chamou-lhe mais ateno pela projeo cultural? Por qu?Lakka: A Frana, pois o pas que possui maior proteo para o artista e com o mercado melhor elaborado.

    FM: Em qual cidade ou pas voc ainda no se apresentou e gostaria? Por qu?Lakka: Ainda no me apresentei nos estados unidos da Amrica. Nova York me interessa, porque muito do que se produz na arte contempornea comeou naquela cidade.

    FM: Qual sua viso para um futuro prximo da dana? Quais seriam as tendncias?Lakka: Vejo duas linhas de desenvolvimento. Por um lado as manifestaes separadamente vo continuar se desenvolvendo e criando complexidade interna, seja o Hip Hop, o tap Dance ou as Danas tnicas. Por lado, a prpria configurao tecnolgica de comunicao e transporte pressiona na direo de termos propostas mais hbridas. Nesse sentido, o pensamento presente no interior da Dana Contempornea se fortalece muito. Por fim, tenho boas expectativas com relao s artes, na medida em que a tendncia a migrao de uma economia industrial para uma economia de bens efmeros.

    falemaissobreisso.com.br 11a edio2013 53

  • Adriana Francisca de OliveiraPsicologia ClnicaClientela: crianas, adolescentes e adultosR. Agenor Paes, 244 | Centro | uberlndia/MG34 9206.4776 tim | 34 9641.9305 ctbc34 8812.4230 oinossocantopsicologia.blogspot.com adrianafopsi@hotmail.com

    Amanda Oliveira MouraPsicologia ClnicaClientela: adultosRua Duque de Caxias, 450 | ed. ChamsSala 1212 Centro | uberlndia/MG34 9149.9599 | amanda_om@hotmail.com

    Anderson Faria GarciaPsicologia Clnicaterapia Cognitivo Comportamental Hipnoterapia ericksonianaClientela: Adolescentes, adultos e casaisRua Augusto Csar, 415 | Fundinhouberlndia/MG34 3235.5051 | 9635.5051andersonpsicoterapia@outlook.com

    Ana Carolina Rimoldi de LimaPsicologia Clnicaterapia Cognitivo ComportamentalPalestras sobre Sade MentalClientela: adolescentes e adultosPa. Clarimundo Carneiro, 83 | Centro | uberlndia/MG34 9173.8731 | 9660.0217

    Carolina Azevedo CherulliPsicologia Clnica (Orientao Vocacional Profissional)Clientela: crianas, adolescentes e adultos.R. Quintino bocaiva, 886 | Centro | uberlndia/MG34 9102.0010 | 34 3224.7344carolinacherulli@ymail.com

    Caroline Freitas | Psicologia Clnica (terapia Cognitivo Comportamental)Clientela: crianas, adolescentes, adultos, casais (individual e grupos)R. bernardo Cupertino, 300 | bairro Martins uberlndia/MG34 9962.1685 | atiliofreitas@hotmail.com

    Caroline Neves Alves | Psicologia Clnica, escolar e Orientao ProfissionalClientela: crianas, adolescentes, adultosR. Gardnia, 71 | Centro | uberlndia/MG34 9133.4023 | 34 8847.1023carolinenalves@yahoo.com.br

    Ceclia Alves AlmeidaPsicologia ClnicaClientela: adolescentes, adultos e casaisR. Cel. Manoel Alves, 305Fundinho | uberlndia/MG34 3235.9259 | 34 9691.4355ceciaalmeida@gmail.com

    Cludia Soares | Psicologia Clnica (Anlise transacional e Sistmica)Clientela: adultosRua Quintino bocaiva, 148Clnica Interage34 9808.5183

    Deise Carvalho | Psicologia Clnica (Anlise transacional) Psicodrama Constelao Sistmica FamiliarClientela: adolescentes, adultos, casais e gruposRua Professora Juvenilia dos Santos, 1197 bairro Santa Mnica uberlndia/MG34 3219.5692 | 34 9911.3329

    Elias Leite de Oliveira| Psicologia Clnica (Hipnose e Regresso / Abordagem Junguiana)Clientela: adolescentes, adultos e idososR. bernardo Cupertino, 300 - bairro Martins Clnica espao Vital34 9673.1503 | eliasleitepsi@yahoo.com.br

    Fernanda Blascovi | Psicologia Clnica (terapia Cognitivo-Comportamental)Clientela: crianas, adolescentes e adultos.Rua Hortncio de Moraes, 1559b. Cazeca |uberlndia/MG34 3234.7130 | 34 8851.0339 fernanda@integraretcc.com.br

    Guilherme Nunes P. Silva | Psicologia Clnica e escolarClientela: adolescentes e adultos | Inclusive atendimento domiciliarR. Agenor Paes, 32 | Centro | uberlndia/MG 34 8845.3680

    Katia Beal| Psicologia ClnicaClientela: Crianas, adolescentes, adultos, casais, famlias e idososR. bernardo Guimares, 589Fundinho | uberlndia/MG 34 3229.2547 | 3223.7347 | 8403.7734katiabeal@gmail.com34 8855.5880 | 3084.2425

    Luana Branco |Psicologia ClnicaClientela: crianas e adolescentesAv. Getlio Vargas, 275 | sala 911ed. Metropolitan | Centro | uberlndia/MG34 9802.4618brancoluana@hotmail.com

    Marcela da Silveira RezendePsicologia Clnica (terapia Cognitivo-Comportamental)Clientela: crianas e adultosR. bernardo Cupertino, 300 | bairro Martins Clnica espao Vital | uberlndia/MG34 9107.7906 | 34 3223.7389

    Maria Luiza Zago de BritoPsicologia ClnicaClientela: adultosR. Polidoro de Freitas Rodrigues, 170bairroVigilato Pereira | uberlndia/MG34 9116.6700 | 34 3216.2063

    Marina Rodrigues Alves LinoPsicologia Clnicaterapia Cognitivo-ComportamentalClientela: adultosR. Polidoro de Freitas Rodrigues, 40 bairro Vigilato Pereira | uberlndia/MG34 3236.7814 | 34 9667.2230marina.lino@netsite.com.br

    Michele Biaggio | Psicologia Clnica Hipnoterapia | CoachingClientela: adolescentes, adultos e idososR. bernardo Cupertino, 300bairro Martins | uberlndia/MG34 3223.7389 | 34 8816.5331michele.sicheroli@gmail.com

    Scheila Maria Ferreira SilvaPsicologia Clnica | Orientao Profissional e de CarreiraClientela: adultos e adolescentesAv. Cesrio Alvim 818 | Sala 1008ed. uberlndia 2000 | uberlndia/MG34 9963.6005 | 34 3211.8714

    Slvia Martins GarciaPsicologia Clnica e escolarClientela: crianas, adolescentes e adultosAtendimento individual e grupalR. Gardnia, 71 |Centro | uberlndia/MG 34 9993.9918 ctbc | 34 9240.4962 tim silivam2@yahoo.com.br

    Sirlei Ribeiro GianniniPsicologia Clnicaterapia Cognitivo Comportamental Hipnoterapia ericksoniana | Coaching Orientao Vocacional e Consultoria OrganizacionalClientela: Adolescentes, adultos, casais, grupos e famliasRua Augusto Csar, 415 | Fundinhouberlndia/MG34 8855.5880 | 3084.2425sirlei-ribeiro@uol.com.br | sdr@gtconsult.com.br

    Tatiana Capute PonsanciniPsicologia ClnicaClientela: crianas, adolescentes e adultosR. Agenor Paes, 244 | Centrouberlndia/MG 34 3224.7344 / 34 9184.450taticaputep@gmail.com

    Tatiane Medeiros Cunha | Psicologia Clnica (Anlise transacional)Hipnoterapia ericksoniana Clientela: crianas, adolescentes, adultos e casaisRua Gardnia, 71 | Centro | uberlndia/MG34 8811.7164 | 34 9211.6536

    Thamy de Morais MirandaPsicologia Clnica (Psicoterapia Cognitivo-Comportamental)Clientela: crianas, adolescentes, adultos e idososAv. Cipriano Del Fvero, 794Centro | uberlndia/MG | clinicaacolher.com34 3083.6720 thamy@clinicaacolher.com

    Guia

    de

    Prof

    issio

    nais

    | Ps

    iclo

    gos(

    as)