plano diretor de guarabira - pb lei 7182006

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pPlano diretor da cidade de Guarabira - PB - 2006

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    LEI N 718/2006

    INSTITUI O PLANO DIRETOR

    PARTICIPATIVO DO MUNICPIO DE

    GUARABIRA (PB) E D OUTRAS

    PROVIDNCIAS

    A PREFEITA DO MUNICPIO DE GUARABIRA, ESTADO DA PARABA, no

    uso de suas atribuies legais, faz saber que a CMARA MUNICIPAL APROVOU E ELA

    SANCIONA A SEGUINTE LEI:

    TTULO I

    Das Disposies Iniciais

    Art. 1 Ficam institudos, por esta Lei Complementar, para o Municpio de

    Guarabira (PB):

    I - o Plano Diretor;

    II - a Poltica Urbana; e

    III - a Poltica de Desenvolvimento.

    1 O Plano Diretor do Municpio de Guarabira (PB) o conjunto de diretrizes e

    meios institudos para a implantao da poltica urbana e de desenvolvimento do Municpio.

    2 A Poltica urbana o conjunto de princpios e meios institudos para o

    cumprimento da funo social da cidade e da propriedade, integrantes da Poltica de

    Desenvolvimento.

    3 A Poltica de Desenvolvimento o conjunto de diretrizes, meios de participao

    comunitria e de controle social das aes pblicas, institudas para viabilizao da gesto

    democrtica, visando a melhoria da qualidade de vida, a justia social, o crescimento

    econmico e a proteo ambiental.

    TTULO II

    DA POLTICA URBANA E DE DESENVOLVIMENTO

    Captulo I

    Dos objetivos e das diretrizes

  • 3

    Art. 2 A poltica urbana do Municpio de Guarabira tem como objetivos ordenar o

    desenvolvimento integrado das funes sociais da cidade, garantir o uso socialmente justo da

    propriedade e do solo urbano e a preservao cultural e do meio ambiente, mediante as

    seguintes diretrizes gerais:

    I garantia do direito a cidades sustentveis, entendidas como o direito terra

    urbana, moradia, ao saneamento ambiental, infra-estrutura urbana, ao transporte, aos

    servios pblicos, ao trabalho e ao lazer, para as atuais e futuras geraes;

    II gesto democrtica por meio da participao da populao e de associaes

    representativas dos vrios segmentos da comunidade na formulao, execuo e

    acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;

    III cooperao entre governos, a iniciativa privada e os demais setores da

    sociedade no processo de urbanizao, em atendimento ao interesse social;

    IV planejamento do desenvolvimento da cidade, da distribuio espacial da

    populao e das atividades econmicas do Municpio e do territrio sob sua rea de

    influncia, de modo a evitar e corrigir as distores do crescimento urbano e seus efeitos

    negativos sobre o meio ambiente;

    V regularizao fundiria e urbanizao das reas habitadas pela populao de

    baixa renda mediante o estabelecimento de normas especiais de urbanizao, uso e ocupao

    do solo e sua edificao, consideradas a situao socioeconmica da populao e as normas

    ambientais;

    VI participao da iniciativa privada nos investimentos destinados transformao

    e urbanizao dos espaos de uso coletivo;

    VII oferta de equipamentos urbanos e comunitrios, transporte e servios pblicos

    adequados aos interesses e necessidades da populao e s caractersticas locais;

    VIII ordenao e controle do uso do solo de forma a evitar:

    a) a utilizao inadequada dos imveis urbanos;

    b) a proximidade de usos incompatveis ou inconvenientes;

    c) o parcelamento do solo, a edificao ou o uso excessivo ou inadequado em

    relao infra-estrutura urbana;

    d) a instalao de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como

    plos geradores de trfego, sem a previso da infra-estrutura correspondente;

  • 4

    e) a reteno especulativa de imvel urbano, que resulte na sua subutilizao ou

    no utilizao;

    f) a deteriorao das reas urbanas;

    g) a poluio e a degradao ambiental.

    IX integrao e complementaridade entre as atividades urbanas, tendo em vista o

    desenvolvimento scio-econmico do Municpio e do territrio sob sua rea de influncia;

    X adequao dos instrumentos de poltica econmica tributria e financeira e dos

    gastos pblicos aos objetivos do desenvolvimento e expanso urbanos, de modo a privilegiar

    os investimentos geradores de bem-estar geral e a fruio dos bens pelos diferentes segmentos

    sociais;

    XI proteo, preservao e recuperao do meio ambiente natural e construdo,

    bem como do patrimnio, cultural, histrico, artstico, paisagstico e arqueolgico;

    XII audincia do Poder Pblico Municipal e da populao interessada nos

    processos de implantao de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente

    negativos sobre o meio ambiente natural ou construdo, o conforto ou a segurana da

    populao;

    XIII a implificao da legislao de parcelamento, uso e ocupao do solo e das

    normas edilcias com vistas a permitir a reduo dos custos e o aumento da oferta de lotes e

    unidades habitacionais;

    XIV isonomia de condies para os agentes pblicos e privados na promoo de

    empreendimentos e atividades relativos ao processo de urbanizao, atendido o interesse

    social.

    Art. 3 Consideram-se exigncias para o ordenamento e gesto do espao urbano,

    conforme dispe as Constituies Federal e do Estado da Paraba, a Lei Federal n 10.257, de

    10 de julho de 2001-Estatuto da Cidade e a Lei Orgnica do Municpio, o cumprimento das

    seguintes condies fundamentais:

    I o uso e a ocupao do solo tero sua distribuio compatibilizada com a infra-

    estrutura bsica disponvel, os transportes e o meio ambiente, de forma a evitar o risco de

    ociosidade ou sobrecarga nos investimentos pblicos;

  • 5

    II a ocupao do stio urbano ser limitada por sua adequao s caractersticas

    fsicas e ambientais, de forma a impedir a deteriorao ou desequilbrio do meio;

    III a gesto urbana proteger os lugares histricos, os monumentos naturais, as

    reservas biolgicas e, especialmente, as fontes e mananciais de abastecimento de gua da

    populao;

    IV as reas deterioradas ou em processo de deteriorao tero sua recuperao

    contemplada de forma a devolver-lhes as condies da habitao ou de uso coletivo;

    V a poltica habitacional ter como ponto de partida estratgico a prioridade ao

    acesso terra e oferta de moradia s faixas da populao de baixa renda;

    VI o sistema de transporte pblico de passageiros dever cumprir suas funes

    sociais, principalmente como instrumento de apoio educao, sade e gerao de emprego e

    renda;

    VII as restries s formas de poluio sero abrangentes em todas as suas

    manifestaes, inclusive sonoras, sobretudo nas reas de maior densidade populacional;

    VIII o planejamento e a gesto municipal estabelecero mecanismos estveis de

    articulao entre o Municpio de Guarabira, os Governos do Estado da Paraba e da Unio e

    os demais Municpios com interesses comuns, notadamente aqueles concernentes ao

    transporte pblico, sistema virio, meio ambiente, suprimento alimentar, abastecimento de

    gua, tratamento de esgotos, disposio final do lixo, energia, localizao industrial,

    incentivos ao investimento privado e parcelamento e uso do solo.

    Captulo II

    Da funo Social da Propriedade Urbana

    Art. 4 Para cumprir sua funo social, a propriedade urbana deve satisfazer a todas

    as exigncias e critrios contidos nesta Lei, fixando-se como mnimas as seguintes condies:

    I uso compatvel com a capacidade da infra-estrutura instalada e do suprimento

    dos servios pblicos;

    II aproveitamento e utilizao integrados preservao da qualidade do meio

    ambiente e do patrimnio cultural, de forma compatvel com a segurana e sade de seus

    usurios e dos usurios das propriedades vizinhas.

  • 6

    Art. 5 A propriedade urbana cumpre sua funo social quando o exerccio dos

    direitos a ela inerentes se submete aos interesses coletivos.

    Captulo III

    Das Definies

    Art. 6 Para os fins desta lei so adotadas as seguintes definies:

    I Zonas: subdivises da rea Urbana da Cidade, delimitadas nesta lei e

    caracterizadas por sua funo social diferenciada.

    II rea Edificada ou Construda: a soma de todos os pavimentos de uma

    edificao, inclusive as de uso comum;

    III ndice de Aproveitamento: relao entre a rea edificada e a rea do lote;

    IV rea Bruta de uma Zona: sua rea total inclusive ruas, praas e espaos para

    equipamentos de uso institucional;

    V Densidade Bruta de uma Zona: a relao entre o nmero total de habitantes e a

    rea bruta da zona;

    VI Habitao de Interesse Social: aquela destinada populao que vive em

    condies precrias de moradia ou aufere renda familiar igual ou inferior a trs vezes o salrio

    mnimo ou seu sucedneo legal;

    VII Infra-estrutura Bsica: composta dos sistemas de abastecimentos de gua,

    esgotamento sanitrio, drenagem de guas pluviais, energia eltrica, iluminao pblica,

    transporte pblico e sistema de coleta, transporte e tratamento de resduos slidos;

    VIII Solo Urbano Subutilizado: aquele cujo aproveitamento inferior ao do

    ndice de aproveitamento mnimo de 1,0 (uma unidade);

    IX IPTU Progressivo no Tempo: a majorao da alquota pelo prazo de cinco anos

    consecutivos, no devendo exceder a duas vezes o valor referente ao ano anterior, respeitada a

    alquota mxima de 10% (dez por cento);

    X Desapropriao com Pagamento em Ttulos: o pagamento de desapropriao

    feita em imvel no edificado, subutilizado ou no utilizado, em ttulos da dvida pblica

    municipal;

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    XI Direito de Superfcie: o direito de utilizar o solo, o subsolo ou o espao areo

    relativo ao terreno, na forma estabelecida no contrato respectivo, mediante escritura pblica,

    registrada em cartrio de registro de imvel;

    XII Direito de Preempo: o direito que confere ao Poder Pblico Municipal, a

    preferncia para aquisio de imvel urbano, objeto de alienao onerosa entre particulares;

    XIII Operao Urbana Consorciada: o conjunto de intervenes e medidas

    coordenadas pelo Poder Pblico Municipal com a participao dos proprietrios, moradores,

    usurios permanentes e investidores privados, com o objetivo de alcanar em uma rea

    transformaes urbansticas estruturais, melhorias sociais e valorizao ambiental;

    XIV Impacto de Vizinhana: o impacto causado pelos empreendimentos que, ao

    serem implantados, venham sobrecarregar a infra-estrutura bsica, a rede viria e o transporte

    pblico ou provoquem danos ao meio ambiente natural ou construdo;

    XV Ocupao Subnormal: a ocupao de edificao, por mais de uma famlia,

    produzindo favelas ou assentamentos ou aglomerados subnormais.

    TTULO III

    DO USO E OCUPAO DO SOLO

    Captulo I

    Do Macro Zoneamento

    Seo I

    Da rea Urbana

    Art. 7 Para efeito do uso e ocupao do solo, o macro zoneamento da rea Urbana

    do Municpio de Guarabira est representada no Anexo I, que parte integrante desta lei,

    devendo ser detalhada por quadra no Cdigo de Urbanismo.

    Art. 8 A rea Urbana de Guarabira constituda por zonas que abrigam atividades

    urbanas atendidas por dois dos sistemas de infra-estrutura bsica.

    Pargrafo nico. A rea Urbana compreende:

    I - Zonas Adensveis Prioritrias;

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    II - Zonas Adensveis no Prioritrias;

    III - Zonas no Adensveis;

    IV - Zonas Especiais.

    Art. 9 Os permetros do macrozoneamento da rea urbana s podero ser

    modificados, atravs de lei ordinria proposta pelo Poder Executivo e aprovada pelo Poder

    Legislativo, em funo de alteraes da capacidade efetiva de suporte da infra-estrutura e do

    sistema virio.

    Seo II

    Da rea Rural

    Art. 10. A rea rural aquela destinada expanso dos limites da rea urbana, s

    atividades primrias e de produo de alimentos, bem como proteo dos recursos hdricos.

    Art. 11. O Municpio, atravs dos mecanismos de articulao com os Governos do

    Estado da Paraba e da Unio e os demais Municpios com interesse comum, estabelecer o

    Zoneamento Ambiental da rea rural, como instrumento da Poltica Nacional de Meio

    Ambiente, visando o disciplinamento da ocupao e destinao de reas geogrficas, para

    que atendam s vocaes geo-econmicas e ecolgicas.

    1 Constituem zonas de interesse social os povoados, distritos e assentamentos

    rurais existentes, tais como: Distritos de Pirpiri, So Jos do Miranda, os povoados de

    Itamatay, Tananduba, Passassunga, Encruzilhada e demais reas indicadas no Zoneamento

    Ambiental.

    2 O Poder Pblico Municipal dever articular-se com as instituies pblicas e

    privadas, do setor eltrico, no sentido de viabilizar o fornecimento de energia zona rural.

    Art. 12. A utilizao de glebas na rea rural, para loteamento ou parcelamento

    urbano, poder ser autorizada em lei especfica, cumpridas simultaneamente as seguintes

    condies:

  • 9

    I que o promotor, incorporador ou responsvel legal seja obrigado implantao

    da rede de infra-estrutura bsica e que seja comprovada, quando for o caso, a viabilidade de

    sua interligao aos sistemas gerais da cidade; e

    II que o promotor, incorporador ou responsvel legal seja obrigado a implantar

    acesso pavimentado da gleba, a ser urbanizada, s vias que compem o sistema virio

    principal do Municpio.

    1 O Poder Executivo estabelecer, na lei especifica que autorize a transformao

    de pores de rea rural em rea urbana, os ndices urbansticos aplicveis.

    2 Os povoados, distritos e demais assentamentos urbanos existentes na rea rural,

    at a data de promulgao da presente Lei, tero seus ndices urbansticos estabelecidos por

    Decreto do Poder Executivo.

    Captulo II

    Das Zonas Adensveis e no Adensveis

    Art. 13. Zona Adensvel Prioritria aquela onde a disponibilidade de infra-

    estrutura e o meio ambiente permitem a intensificao do uso e ocupao do solo no qual o

    ndice de aproveitamento poder alcanar at 4,50 (quatro vrgula cinqenta) nos termos desta

    Lei.

    Art. 14. Zona Adensvel no Prioritria aquela onde a baixa disponibilidade ou a

    falta de um dos sistemas de infra-estrutura bsica permitem apenas uma moderada

    intensificao do uso e ocupao do solo, na qual o ndice de aproveitamento poder alcanar

    at 2,0 (dois) nos termos desta Lei.

    Art. 15. Zona no Adensvel aquela onde a carncia da infra-estrutura e o meio

    ambiente no justificam a intensificao do uso e ocupao do solo, na qual o ndice de

    aproveitamento no poder ultrapassar 1,0 (uma unidade).

    Art. 16. A densidade bruta para cada zona adensvel dever ser estabelecida em

    funo da infra-estrutura instalada e a preservao ambiental, no podendo ultrapassar a 200

    hab/h (duzentos habitantes por hectare).

  • 10

    Art. 17. O Poder Pblico Municipal regulamentar, atravs de decreto, as formas e

    condies para a construo de habitaes de interesse social, estabelecendo entre outros

    critrios:

    I padres mximos de parcelamento do solo e da unidade habitacional;

    II ndices urbansticos especficos.

    1 Nos casos de programas e projetos habitacionais, que tenham por objetivo o

    interesse social, desenvolvido por rgos ou entidades da Administrao Pblica, com atuao

    especfica nessa rea, poder ser feita concesso de direito real de uso de imveis pblicos,

    contratados coletivamente.

    2 Os programas e projetos habitacionais de interesse social, previstos no

    pargrafo anterior, que demandarem dispndio de recurso do Poder Pblico Municipal devem

    ser objetos de controle social, garantida a participao da comunidade, movimentos e

    entidades da sociedade civil.

    Captulo III

    Das Zonas Especiais

    Seo I

    Do Conceito e Classificao

    Art. 18. Zonas Especiais so pores do territrio do Municpio com destinao

    especifica e normas prprias de parcelamento, uso e ocupao do solo, compreendendo:

    I a rea Central:

    II zonas Especiais de Interesse Social;

    III zonas Especiais de Preservao.

    1 As Zonas Especiais, integrantes da rea urbana do municpio de Guarabira,

    encontram-se representadas no Anexo III, parte integrante desta Lei.

    2 Novas zonas especiais, bem como a modificao dos limites estabelecidos,

    devem ser aprovadas em lei, de forma a atender dinmica urbana.

  • 11

    Seo II

    Da rea Central

    Art. 19. A rea central a poro urbana que sofre processo acelerado de

    transformao e que abriga funes conflitantes, tais como concentrao de trfego de

    veculos e pessoas e um nmero significativo de edificaes destinadas ao uso de natureza

    institucional, comercial e de servios.

    Pargrafo nico. A rea central ser objeto de regulamentao complementar

    especfica, que dever contemplar:

    I preservao dos imveis de interesse histrico;

    II restries circulao de veculos e operaes de carga e descarga; e

    III garantia de livre circulao de veculos e pedestres com segurana,

    principalmente atravs da recuperao e desimpedimento das reas pblicas destinadas a esse

    fim, inclusive praas e caladas;

    IV disponibilidade de um nmero de vagas de estacionamento adequado, em todos

    os projetos de construes novas, reformas e modificao de uso;

    V estabelecimento de ndices urbansticos especficos onde for possvel o uso

    residencial ou o adensamento dos outros usos.

    Seo III

    Das zonas Especiais de Interesse Social

    Art. 20. Zonas especiais de interesse social so aquelas destinadas primordialmente

    produo, manuteno e recuperao de habitaes populares e equipamentos de interesse

    social e compreendem:

    I os terrenos pblicos ou particulares, ocupados por aglomerados subnormais ou por assentamentos assemelhados, em relao aos quais haja interesse pblico em se promover

    urbanizao ou a regularizao jurdica da posse da terra;

    II glebas ou lotes urbanos, isolados ou contguos, no edificados, subutilizados ou no utilizados com rea igual ou superior a 1.000m2;

    III edificaes que abrigam ocupao plurifamiliar subnormal, inclusive as de valor para o patrimnio histrico.

  • 12

    Art. 21. O poder pblico municipal, para promover a regularizao fundiria nas

    zonas especiais de interesse social, poder:

    I utilizar a concesso real de uso, quando o assentamento for sobre rea pblica municipal, mediante lei especfica, desde que sejam respeitados os ditames dos artigos 23 e 24

    desta lei;

    II proceder desapropriao da rea, com pagamento em ttulos da divida pblica, previamente aprovados pelo Senado Federal, devendo aproveit-la, para fins de regularizao

    fundiria, inclusive mediante concesso de uso, no prazo mximo de cinco anos, contados a

    partir da sua incorporao ao patrimnio pblico;

    III prestar assistncia jurdica e tcnica gratuita populao de baixa renda, na promoo da ao de usucapio urbana;

    Pargrafo nico. No ser deferida a uma pessoa, mais de uma concesso real de uso, salvo

    nos casos de permuta, devidamente autorizada, pela Prefeitura Municipal, ouvido o rgo

    responsvel pela poltica de habitao do municpio.

    Art. 22. No so passiveis de urbanizao e regularizao fundiria, os aglomerados

    subnormais, ou assentamentos assemelhados, localizados em reas de uso pblico, nos

    seguintes casos:

    I localizados sobre rede principal de gua ou esgotos ou sob redes de alta tenso;

    II localizados em rea que apresente risco segurana de seus ocupantes, constatado atravs de laudo tcnico de rgo competente; e

    III localizados em rea destinada realizao de obras de interesse coletivo, sobretudo nas reas de praas e de equipamentos de uso institucional.

    Seo IV

    Das zonas Especiais de Preservao

    Art. 23. Zonas especiais de preservao so pores do territrio, localizadas em reas

    urbanas e rurais, nas quais o interesse social de preservao, manuteno e recuperao de

    caractersticas paisagsticas, ambientais, histricas e culturais, impe normas especificas e

    diferenciadas para o uso e ocupao do solo, abrangendo:

    I - o ncleo histrico da rea central da cidade;

    II - os vales dos rios e seus talvegues naturais na forma da Lei Federal e Estadual

    pertinentes;

    III - os terrenos urbanos e encostas com declividade superior a 20% (vinte por cento);

    IV - as reas verdes e praas pblicas propostas em parcelamento do solo;

    V - as reas tombadas ou preservadas por legislao Municipal, Estadual ou Federal; e

  • 13

    VI - a serra da Jurema e demais reas indicadas no Anexo III, parte integrante desta

    Lei.

    Art. 24. O ncleo histrico a poro de rea urbana definida em lei, que deve ser

    objeto de regulamentao especifica contemplando:

    I o estabelecimento de mecanismo conjunto de consulta, aprovao e fiscalizao de projetos e obras entre o poder Executivo e os rgos de preservao;

    II a utilizao do instrumento de Operao Urbana Consorciada;

    III uma poltica gradual de substituio de usos, para aqueles mais adequados preservao do Centro Histrico e a utilizao de lotes vazios e a recuperao de reas

    deterioradas;

    IV o uso de incentivos fiscais definidos em lei tais como: IPTU, ITBI, ISS, taxas, licenciamentos, contribuies, para estimular a restaurao, a preservao e a ocupao dos

    imveis; e

    V uma poltica de interveno para recuperao das fachadas e volumetria de imveis tombados, cadastrados ou de interesse ambiental.

    Captulo IV

    Dos Empreendimentos de Impacto

    Art. 25. Empreendimentos de impacto so aqueles, pblicos ou privados, que quando

    implantados, venham a sobrecarregar a infra-estrutura bsica, ou provoquem danos ao meio

    ambiente.

    1 Os empreendimentos de impacto ficam obrigados a apresentar estudo prvio de

    impacto de vizinhana (EIV), e relatrio de impacto de vizinhana (RIV) para obter do poder

    pblico municipal as licenas ou autorizaes de construo, ampliao ou funcionamento.

    2 A apresentao do estudo prvio de impacto de vizinhana (EIV) e/ou relatrio de

    impacto de vizinhana (RIV), no elimina a exigncia, tambm, de EIA/RIMA Estudo de Impacto Ambiental, nos termos de legislao ambiental.

    Art. 26. So considerados empreendimentos de impacto.

    I aqueles sujeitos apresentao do RIMA Relatrio de impacto ambiental, nos

    termos da legislao Federal ou Estadual em vigor; e

    II os que se caracterizam como plos geradores de trfego e/ou grande demanda por transporte pblico.

  • 14

    Art. 27. O poder pblico Municipal regulamentar, atravs de decreto, os

    procedimentos para elaborao do Estudo Prvio de Impacto Ambiental EIA /Estudo de Impacto de Vizinhana EIV, que dever obrigatoriamente informar sobre:

    I - demanda por servios de infra-estrutura bsica;

    II - gerao de trfego e demanda por transporte pblico;

    II - movimentos de terra e produo de entulho;

    III - absoro de guas pluviais;

    IV - danos ao meio ambiente;

    V - adensamento populacional;

    VI - necessidade de equipamentos urbanos e comunitrios;

    VII - valorizao ou desvalorizao imobiliria;

    VIII - ventilao e iluminao;

    IX - alterao da paisagem urbana, do patrimnio natural ou cultural;

    Pargrafo nico. Os documentos integrantes do EIV/RIMA ficaro disposio para

    consulta de qualquer interessado no rgo municipal competente.

    Art. 28. Compete ao rgo central de Planejamento do municpio, classificar um

    empreendimento de impacto, baseado em pareceres tcnicos, especialmente dos rgos de

    transporte, trnsito e meio ambiente.

    Captulo V

    Da Circulao e dos Transportes

    Art. 29. O sistema de transportes urbanos de Guarabira, compreendendo o transporte

    pblico de passageiros, a infra-estrutura viria, a circulao de veculos e pessoas,

    estacionamentos, abrigos e terminais de passageiros e cargas de responsabilidade da

    administrao municipal, a quem compete definir a sua poltica.

    1 O sistema de transporte pblico de passageiros STPP constitudo por todos os modais de uso pblico, da infra-estrutura de operao, dos equipamentos e operadores.

    2 O sistema virio SV integrado pela infra-estrutura fsica das vias e logradouros pblicos destinados a qualquer meio de transporte terrestre.

    3 O sistema de circulao SC envolve todo o conjunto de dispositivos exigidos para a operao do sistema virio e do sistema de transporte pblico de passageiros, inclusive

    a sinalizao e os equipamentos necessrios fiscalizao e ao controle do trfego.

    4 A operao do sistema de transporte urbano compete ao municpio, podendo ser

    executada diretamente ou mediante contrato de concesso com terceiros, precedido sempre de

    licitao pblica.

  • 15

    5 O sistema de circulao s poder ser operado pelos rgos estaduais

    competentes, mediante convnio, na forma estabelecida pelo Cdigo Brasileiro de Trnsito,

    (Lei 9503/97).

    Art. 30. A poltica de transporte municipal dever ser integrada s demais polticas

    urbanas, de forma especial com as de uso do solo e meio ambiente, e tem por objetivos:

    I compatibilizar acessibilidade com o uso, parcelamento e ocupao do solo urbano planejados;

    II induzir a uma ocupao urbana racional, de forma a otimizar o uso da infra-estrutura existente ou prevista;

    III proporcionar condies adequadas de deslocamentos para atender s necessidades bsicas da populao do municpio de Guarabira;

    IV assegurar a circulao de bens necessrios ao funcionamento da estrutura de produo, comrcio e servios, sem comprometer os deslocamentos das pessoas; e

    V garantir uma oferta de transporte pblico de passageiros compatvel com a demanda e com a renda dos usurios.

    Art. 31. Constituem diretrizes gerais para execuo da poltica de transporte urbanos.

    I priorizar a circulao das pessoas em relao aos veculos, restituindo e ampliando os espaos destinados aos pedestres e ciclistas, atravs de vias exclusivas, calcadas, praas e

    travessias, proporcionando-lhes condies seguras de deslocamento e humanizando a cidade;

    II estruturar o sistema de transporte coletivo de passageiros, de forma a proporcionar aos seus usurios condies adequadas de conforto e segurana, reduzir os tempos de viagens

    e as tarifas;

    III estabelecer mecanismos de controle de circulao e trfego capazes de racionalizar a operao do sistema de transporte, melhorar a segurana do trnsito e restringir

    o uso, por veculos, das reas de concentrao de pedestres, bem como de reas residenciais e

    de vivncia coletiva;

    IV adotar tcnicas mais eficientes para melhoria do sistema de transporte pblico e de circulao, considerando desde a utilizao de veculos com melhor desempenho

    operacional ate os sistemas eletrnicos;

    V restringir a circulao de veculos de grande porte, destinados ao transporte de carga nas vias de elevado volume de trafego, limitando rotas e horrios de operao, bem

    como reas para carga e descarga.

    VI disciplinar os servios de transporte pblico em txi e moto;

    VII - adequar a oferta de estacionamento pblico, de forma a minimizar os conflitos de

    trfego, e estimular a rotatividade quando se fizer necessrio; e

    VIII - proporcionar condies adequadas de mobilidade das pessoas portadoras de

    necessidades especiais, considerando, alm dos deficientes, os idosos, gestantes e crianas.

  • 16

    Pargrafo nico. Para efeito no disposto no inciso VI, a administrao municipal

    dever priorizar a implantao de rampas, utilizao de pisos adequados e eliminao de

    obstculos que possam comprometer a livre circulao, principalmente nas reas destinadas

    ao uso pblico.

    Art. 32. As vias arteriais e coletoras, integrantes da rede viria bsica do municpio

    esto definidas no Anexo II, que parte integrante desta lei;

    Pargrafo nico. O parcelamento do solo urbano devera considerar a rede viria bsica

    definida neste plano, bem como adequar-se ao sistema de transporte do seu entorno.

    Ttulo IV

    DA GESTO URBANA

    Captulo I

    Do Direito de Superfcie

    Art. 33. O proprietrio urbano poder conceder a outrem, mediante prvia autorizao

    do Poder executivo, o direito de superfcie do seu terreno, por tempo determinado ou

    indeterminado, mediante escritura pblica registrada no cartrio de registro de imveis.

    1 O cartrio de registro de imveis, para proceder ao registro da escritura de

    transferncia do direito de superfcie, exigir obrigatoriamente dos superficirios, concedentes

    e concessionrios, certides municipais, autorizando a transferncia e comprovante de

    pagamento do ITBI, conforme o caso.

    2 O direito de superfcie abrange o direito de utilizar o solo, o subsolo ou espao

    areo relativo ao terreno, na forma estabelecida no contrato respectivo, atendida a legislao

    urbanstica, ou seja, este Plano Diretor, o Cdigo de Obras e Urbanismo e o Cdigo de

    Posturas.

    3 A concesso gratuita ou onerosa do direito de superfcie, em rea publica,

    autorizada pela Cmara Municipal, ser efetuada pelo Poder Executivo Municipal.

    4 A concesso do direito de superfcie, envolvendo reas privadas, poder ser

    gratuita ou onerosa.

    5 O superficirio responder integralmente pelos encargos e tributos que incidirem

    sobre a propriedade, arcando ainda, proporcionalmente sua parcela de ocupao efetiva,

    com os encargos e tributos sobre rea, objeto da concesso do direito de superfcie, salvo

    disposio em contrrio do contrato respectivo.

    6 O direito de superfcie pode ser transferido a terceiros ou obedecidos os termos do

    contrato respectivo.

  • 17

    7 Por morte do superficirio, os seus direitos transmitem-se aos seus herdeiros.

    Art. 34. Em caso de alienao do terreno ou do direito de superfcie, o superficirio e

    o proprietrio, respectivamente, tero direito de preferncia, em igualdade de condies

    oferta de terceiros.

    Art. 35. Extingue-se o Direito de Superfcie:

    I pelo advento termo; e

    II pelo descumprimento das obrigaes contratuais assumidas pelo superficirio.

    Art. 36. Extinto o direito de superfcie, o proprietrio recuperar o pleno domnio do

    terreno, bem como das acesses e benfeitorias introduzidas no imvel, independentemente de

    indenizao, se as partes no houverem estipulado o contrrio no respectivo contrato.

    1 Antes do termo final do contrato, extinguir-se- o direito de superfcie, se o

    superficirio der ao terreno destinao diversa daquela para a qual foi concedida.

    2 A extino do direito de superfcie ser averbada no cartrio de registro de

    imveis.

    3 Aplicam - se ao superficirio os dispositivos dos pargrafos 5, 6 e 7 do art. 33

    desta lei.

    Art. 37. O Poder Pblico Municipal, atravs de decreto do Executivo, poder

    conceder, de forma onerosa, s empresas concessionrias de servios pblicos o direito de

    superfcie para utilizao do solo pblico do municpio.

    1 O Poder Executivo estabelecer normas para implantao de estaes de servio,

    subestaes, derivaes, torres de transmisso, postes, ramais areos e/ou subterrneos,

    aparelhos de medio ou quaisquer outros componentes utilizados pelas concessionrias de

    servios pblicos, definindo seu uso conforme legislao especifica.

    2 A implantao, expanso e operao das instalaes referidas no pargrafo

    anterior, em rea pblica ou privada, devero ser precedidas de licena ou autorizao do

    rgo municipal competente.

    Art. 38. Lei Municipal poder fixar reas, nas quais o direito de construir seja

    exercido acima do coeficiente de aproveitamento adotado, bem como onde ser permitida

    alterao do uso do solo estabelecido, mediante contrapartida do beneficirio.

    1 O direito de construir na forma estabelecida neste artigo ser mediante outorga

    onerosa.

  • 18

    2 A Lei dever determinar as condies a serem observadas para a outorga onerosa,

    tais como a frmula de clculo para a cobrana, os casos passveis de iseno do pagamento e

    demais contrapartidas do beneficirio.

    Captulo II

    Do Direito de Preempo

    Art. 39. O direito de preempo confere ao poder pblico municipal a preferncia

    para aquisio de imvel urbano objeto de alienao onerosa entre particulares.

    1 A lei municipal delimitar as reas em que incidir o direito de preempo e

    fixar prazo de vigncia, no superior a cinco anos, renovvel a partir de um ano aps o

    decurso do prazo inicial de vigncia.

    2 O direito de preempo fica assegurado durante o prazo de vigncia fixado na

    forma do 1, independentemente do numero de alienaes referentes ao mesmo imvel.

    Art. 40. O direito de preempo ser exercido sempre que o poder pblico necessitar

    de reas para:

    I regularizao fundiria; II execuo de programas e projetos habitacionais de interesse social; III constituio de reserva fundiria; IV ordenamento e direcionamento da expanso urbana; V implantao de equipamentos urbanos e comunitrios; VI criao de espaos pblicos de lazer e reas verdes; VIIcriao de unidades de conservao ou proteo de outras reas de interesse

    ambiental; e

    VIIIproteo de reas de interesse histrico, cultural ou paisagstico.

    Pargrafo nico. A lei municipal prevista no 1 do art. 38 desta lei dever enquadrar

    cada rea em que incidir o direito de preempo em uma ou mais das finalidades enumeradas

    por este artigo.

    Art. 41 O proprietrio dever notificar sua inteno de alienar o imvel, para que o

    municpio, no prazo mximo de trinta dias, manifeste por escrito seu interesse em compr-lo.

    1 notificao mencionada no caput ser anexada proposta de compra, assinada

    por terceiro, interessado na aquisio do imvel, da qual constaro o preo, as condies de

    pagamento e o prazo de validade.

    2 O municpio far publicar, em rgo oficial e em pelo menos um jornal local ou

    regional de grande circulao, edital de aviso de notificao recebida nos termos do caput e da

    inteno de aquisio do imvel nas condies da proposta apresentada.

  • 19

    3 Transcorrido o prazo mencionado no caput deste artigo, sem manifestao, fica o

    proprietrio autorizado a realizar a alienao para terceiros, nas condies da proposta

    apresentada.

    4 Concretizada a venda a terceiro, o proprietrio fica obrigado a apresentar ao

    municpio, no prazo de trinta dias, cpia do instrumento pblico de alienao do imvel.

    5 A alienao processada em condies diversas de proposta apresentada nula de

    pleno direito.

    6 Ocorrendo a hiptese, prevista no pargrafo anterior, o municpio poder adquirir

    o imvel pelo valor da base de clculo do IPTU ou pelo valor indicado na proposta

    apresentada, se esta for inferior quele.

    Captulo III

    Do Usucapio

    Art. 42. Aquele que possuir como sua rea ou edificao urbana de at duzentos e

    cinqenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposio, utilizando-a

    para sua moradia ou de sua famlia, adquirir-lhe- o domnio, desde que no seja proprietrio

    de outro imvel urbano.

    1 O titulo de domnio ser conferido ao homem ou mulher, ou a ambos,

    independentemente do estado civil.

    2 O direito de que trata este artigo no ser reconhecido ao mesmo possuidor mais

    de uma vez.

    3 Para os efeitos deste artigo, o herdeiro legitimo continua, de pleno direito, a posse

    de seu antecessor, desde que j resida no imvel por ocasio da abertura da sucesso.

    Art. 43. As reas urbanas com mais de duzentos e cinqenta metros quadrados,

    ocupados por populao de baixa renda para sua moradia, por cinco anos, ininterruptamente e

    sem oposio, onde no for possvel identificar os terrenos ocupados por cada possuidor, so

    susceptveis de serem usucapidas coletivamente, desde que os possuidores no sejam

    proprietrios de outro imvel urbano.

    1 O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo,

    acrescentar sua posse de seu antecessor, contanto que ambas sejam continuas.

    2 A usucapio especial coletiva de imvel urbano ser declarada pelo juiz, mediante

    sentena, a qual servir de titulo para registro no cartrio de registro de imveis.

    3 Na sentena, o juiz atribuir igual frao ideal de terreno a cada possuidor,

    independentemente da dimenso do terreno que cada um ocupe, salvo a hiptese de acordo

    escrito entre os condminos, estabelecendo fraes ideais diferenciadas.

  • 20

    4 O condomnio especial constitudo indivisvel, no sendo passvel de extino,

    salvo deliberao favorvel tomada por, no mnimo, dois teros dos condminos, no caso de

    execuo de urbanizao posterior constituio do condomnio.

    5 As deliberaes relativas administrao do condomnio especial sero tomadas

    por maioria de votos dos condminos presentes, obrigando tambm os demais, discordantes

    ou ausentes.

    Art. 44. Na pendncia da ao de usucapio especial urbana, ficaro sobrestadas

    quaisquer outras aes, petitrias ou possessrias, que venham a ser propostas relativamente

    ao imvel usucapiendo.

    Art. 45. So partes legitimas para a propositura da ao de usucapio especial urbana:

    I o possuidor, isoladamente ou em litisconsrcio originrio ou superveniente;

    II os possuidores, em estado de composse; e

    III como substituto processual, a associao de moradores da comunidade, regularmente constituda, com personalidade jurdica, desde que explicitamente autorizada

    pelos representados.

    1 Na ao de usucapio especial urbana obrigatria e interveno do Ministrio

    Pblico.

    2 O autor ter os benefcios da justia e da assistncia judiciria gratuita, inclusive

    perante o cartrio de registro de imveis.

    Art. 46. A usucapio especial de imvel urbano poder ser invocada como matria de

    defesa, valendo a sentena que a reconhecer como titulo para registro no cartrio de registro

    de imveis.

    Art. 47. Na ao judicial de usucapio especial de imvel urbano, o rito processual a

    ser observado o sumrio.

    Captulo IV

    Do Imposto Territorial Urbano Progressivo

    Art. 48. Atravs de lei municipal ser instituda a progressividade para o imposto

    Predial e Territorial Urbano, a fim de assegurar o cumprimento da funo social da

  • 21

    propriedade, particularmente dos vazios urbanos ou terrenos subutilizados, de acordo com a

    Constituio Federal e a lei federal n 10.257 de 10.7.2001 Estatuto da Cidade.

    Art. 49. Fica definida como reas passiveis de aplicao sucessiva dos institutos do

    Parcelamento ou Edificao Compulsrios e do Imposto Predial e Territorial Urbano

    progressivo no tempo, de acordo com os incisos I e II do $4 do art. 182 da constituio

    Federal e com os Pargrafos, 1, 2 e 3 do art. 7 da lei federal n 10.257 de 10.7.2001--

    Estatuto da Cidade, os lotes ou glebas no edificados, subutilizados e no utilizados que

    estejam localizados:

    I nas zonas adensveis; II nas zonas Especiais de Interesse Social. Pargrafo nico. Excetuam-se do disposto neste artigo, os imveis com reas de at

    450metros quadrados que sejam nica propriedade do titular e que no estejam no ncleo

    histrico.

    Capitulo V

    Da Operao Urbana Consorciada

    Art. 50. Operao urbana consorciada o conjunto integrado de intervenes e

    medidas a ser coordenado pelo Poder Pblico, com a participao de proprietrios, moradores,

    usurios permanentes e investidores privados, com o objetivo de alcanar em uma rea

    transformaes urbansticas estruturais, melhorias sociais e a valorizao ambiental.

    Pargrafo nico. Podero ser previstas nas operaes urbanas consorciadas, entre

    outras medidas:

    I - a modificao de ndices e caractersticas de parcelamento, uso e ocupao do solo

    e do subsolo, bem como alteraes das normas edilcias, considerando o impacto ambiental

    delas decorrente; e

    II a regularizao de construes, reformas ou ampliaes executadas em desacordo com a legislao vigente.

    Art. 51. Na lei especfica que aprovar a operao urbana consorciada dever constar o

    Plano de operao Urbana Consorciada, contendo, no mnimo:

    I - definio da rea a ser atingida;

    II - programa de ocupao da rea;

    III - programa de atendimento econmico e social para a populao afetada;

    IV - finalidades de operao;

  • 22

    V - estudo prvio do impacto de vizinhana;

    VI - contrapartida a ser exigida dos proprietrios, usurios permanentes e investidores

    em funo da utilizao dos benefcios previstos no pargrafo nico, incisos I e II, do art. 49

    desta lei; e

    VII - forma de controle da operao, obrigatoriamente compartilhado com

    representao da sociedade civil.

    1 Os recursos obtidos pelo Poder Pblico Municipal na forma do inciso VI, deste

    artigo sero aplicados exclusivamente na prpria operao urbana consorciada.

    2 A partir da aprovao da lei especifica, de que trata o caput, so nulas as licenas

    e autorizaes a cargo do Poder Pblico Municipal expedidas em desacordo com o plano de

    operao urbana consorciada.

    Art. 52. A lei especifica que aprovar a operao urbana consorciada poder prever a

    emisso pelo Municpio de quantidade determinada de certificados de potencial adicional de

    construo, que sero alienados em leilo ou utilizados diretamente no pagamento das obras

    necessrias prpria operao.

    1 Os certificados de potencial adicional de construo sero livremente negociados,

    e conversveis em direito de construir, unicamente na rea objeto da operao.

    2 Apresentado o pedido de licena para construir, o certificado adicional ser

    utilizado no pagamento da rea de construo que supere os padres estabelecidos pela

    legislao de uso do solo, at o limite fixado pela lei especifica que aprovar a operao.

    3 Os proprietrios de lotes ou glebas podero apresentar propostas para Operao

    Urbana Consorciada, devendo ser demonstrados, concomitantemente, o interesse pblico e

    anuncia expressa de pelo menos 2/3 (dois teros) dos proprietrios envolvidos na proposta,

    cabendo aos proprietrios o financiamento da infra-estrutura bsica para sua viabilizao.

    Ttulo V

    DAS POLTICAS DE DESENVOLVIMENTO

    Capitulo I

    Do Desenvolvimento Social

    Seo I

    Da Poltica Habitacional.

    Art. 53. A poltica habitacional para a cidade tem como objetivos o direito social

    moradia e a reduo do dficit habitacional, tanto no aspecto quantitativo quanto no aspecto

    qualitativo.

  • 23

    1 O direito social moradia envolve alm da edificao, a infra-estrutura bsica na

    forma definida nesta lei.

    2 Fica caracterizado como dficit habitacional quantitativo como aquele decorrente

    da inacessibilidade pura e simples do individuo ou das famlias residentes casa prpria e que

    esteja morando em imvel alugado ou qualquer forma de locao precria, alm daquelas

    famlias que convivem num nico domiclio.

    3 O dficit qualitativo formado por aquelas habitaes cujas famlias detm a

    posse, mesmo que a titulo precrio, da propriedade e o direito de construir e que no dispem

    das mnimas condies de habitao adequadas e carecem de reforma, ampliao e outras

    melhorias habitacionais, alm de no terem acesso aos servios de infra-estrutura bsica e aos

    equipamentos sociais.

    Art. 54. A poltica habitacional da Cidade de Guarabira ser implantada a partir das

    seguintes diretrizes:

    I re-assentamento das populaes localizadas em reas de risco, com destinao de uso das reas desocupadas, para evitar novos assentamentos;

    II urbanizao e regularizao fundiria dos aglomerados subnormais e assentamentos de baixa renda, com prioridade para reas ocupadas h mais de (dois) anos, a

    partir da data de publicao desta lei;

    III adoo de programas de incremento oferta de lotes urbanizados e de financiamento de moradias populares, com prioridade para autoconstruo individual ou

    comunitria e para a participao de pequena empresa local;

    IV criao, atravs da lei municipal do Fundo Municipal de Fomento Habitao FUNHAB, para a produo e melhoria de habitao para a populao de baixa renda;

    V - combate segregao urbana, de forma a proporcionar a integrao social da

    populao de baixa renda; e

    VI elaborao de Planos Municipais de Habitao Popular, e do que dispem os incisos I e II deste artigo.

    1 As reas de risco, para efeito do inciso I, deste artigo, so as que apresentam

    declividade maior ou igual a 20%, as que estejam localizadas sob pontes, viadutos ou redes de

    alta tenso e aquelas onde as condies fsicas e ambientais no permitem edificao.

    2 No caso, de desapropriao para implantao de obras pblicas, o Poder

    Executivo poder oferecer imvel construdo em rea adequada , e o mais prximo possvel

    do imvel desapropriado.

    3 A populao de baixa renda, para os efeitos do inciso IV, deste artigo, aquela

    constituda por pessoas cuja renda familiar seja inferior ou igual a 3 (trs) salrios mnimos ou

    seu sucedneo legal.

  • 24

    Art. 55. Nos programas habitacionais, pblicos ou subsidiados com recursos pblicos,

    a pessoa idosa goza de prioridade na aquisio do imvel para moradia prpria, observados o

    seguinte:

    I - reserva de 5% (cinco por cento) das unidades residenciais para os idosos e

    portadores de deficincia;

    II - implantao de equipamentos urbanos comunitrios voltados ao idoso;

    III - eliminao de barreiras arquitetnicas e urbansticas, para garantia de

    acessibilidade aos idosos e deficientes; e

    IV - critrios de financiamento compatveis com os rendimentos do idoso.

    Pargrafo nico - As instituies que abrigarem pessoas idosas so obrigadas a

    manter padres de habitao compatveis com as necessidades deles, bem como prov-los

    com alimentao regular e a higiene indispensveis s normas sanitrias e com estas

    condizentes, sob as penas da lei.

    Seo II

    Da Sade

    Art. 56. Cabe ao Poder Pblico Municipal:

    I fortalecer a gesto plena do sistema municipal de sade;

    II garantir o acesso da populao na ateno bsica, incluindo os servios de vigilncia epidemiolgica, vigilncia sanitria e ambiental, orientao alimentar e nutricional,

    assim como saneamento bsico em parceria com o Estado e a Unio;

    III assegurar assistncia integral sade da populao em diversos nveis de complexidade, de acordo com o preconizado na Portaria MS/GM n 373 de 265 de fevereiro

    de 2002;

    IV assegurar a ateno primaria de sade em todas as reas especiais de interesse social do municpio;

    V manter programas de ateno permanente a grupos populacionais com riscos especficos e portadores de doenas infecta-contagioso;

    VI garantir o cumprimento da programao pactuada e integrada PPI, na garantia de acesso assistncia integrada da sade da populao prpria e referenciada, de acordo com

    o Plano Diretor da Regionalizao Estadual;

    VII estabelecer polticas de sade para a consolidao da municipalizao do Sistema nico de Sade;

    VIII assegurar ateno integral sade da pessoa idosa e dos portadores de deficincias;

  • 25

    IX - fornecer a pessoa idosa, gratuitamente, medicamentos, especialmente de uso

    continuados, assim como prteses, rteses e outros recursos relativos ao tratamento,

    habilitao ou reabilitao; e

    X Implantar novas unidades de sade e melhoramentos nas instalaes existentes, de forma a possibilitar um melhor atendimento comunidade urbana e rural, bem como prestar a

    devida manuteno dos servios.

    1 O atendimento de urgncia dever merecer ateno especial, inclusive com a

    implantao do SAMU, possibilitando um servio mais eficaz.

    2 A assistncia integral sade dever envolver, alm do atendimento mdico

    especializado, tratamento odontolgico e apoio de psiclogos e assistente social.

    3 A ampliao de atendimento atravs do PSF dever contemplar as comunidades

    carentes, em especial o Bairro das Naes e Nordeste I e II.

    4 Cadastramento da populao urbana e rural destacando raa, etnia, portadores de

    necessidades, sexo e faixa etria.

    Art. 57. A preveno e a manuteno de sade da pessoa idosa sero efetivadas por

    meio de:

    I - cadastramento da populao idosa;

    II - atendimento geritrico e gerontolgico em ambulatrios;

    III atendimento domiciliar, incluindo a internao, para a populao que dele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover; e

    IV demais meios assegurados no Estatuto do Idoso (Lei n10741 de 01/10/2003)

    Seo III

    Da Educao

    Art. 58. Constitui incumbncia do Poder Pblico Municipal, na rea da educao:

    I universalizar o acesso de toda a populao escolar a partir dos 6 anos, ao ensino fundamental, extensivo aos portadores de necessidades educativas especiais, adotando para

    tanto, as medidas necessrias, inclusive a ampliao e adequao da infra-estrutura escolar

    urbana e rural;

    II erradicar o analfabetismo e elevar o nvel de escolaridade dos jovens e adultos por meio da ampliao das oportunidades de ensino;

    III assegurar que todas as escolas tenham formulado seus projetos pedaggicos com, observao das Diretrizes Curriculares, Nacional e Municipal, para a educao infantil, o

    ensino fundamental, a educao de jovens e adultos e a educao especial;

  • 26

    IV contemplar nos currculos os temas transversais que trazem a contribuio para a formao da cidadania, favorecendo a compreenso da realidade e a participao social;

    V promover aes de incluso digital visando assegurar aos alunos o contato com o mundo da informtica e recursos tecnolgicos disponveis na escola;

    VI implantar sistema de avaliao do ensino fundamental, visando melhoria da qualidade da educao escolar;

    VII garantir uma escola democrtica tanto pela escolha de seus dirigentes quanto pela participao da comunidade na gesto das unidades escolares, instituindo os conselhos

    escolares ou rgos equivalentes;

    VIII conceder s direes de cada unidade escolar, progressivos graus de autonomias pedaggica, administrativa e de gesto financeira, observadas as normas gerais do direito

    financeiro pblico;

    IX desenvolver sistemas de informao e de avaliao da educao;

    X desenvolver forma de colaborao com a Unio, o Estado e a sociedade civil, visando o pleno atendimento dos objetivos e metas previstos no Plano Nacional de Educao;

    XI promover a adequada capacitao continuada e o aperfeioamento dos profissionais em educao, em efetivo exerccio, inclusive com licenciamento peridico

    remunerado para esse fim.

    XII elaborar um Programa de Educao Ambiental e de Preservao do Patrimnio Histrico, de forma que contribua para promoo do desenvolvimento sustentvel da

    comunidade e para a melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida;

    XIII implantar nas escolas municipais um Programa de Educao Ambiental, atravs de um trabalho multidisciplinar, envolvendo segmentos representativos da sociedade e a

    comunidade em geral;

    XIV criar oportunidades de acesso s pessoas idosas e portadores de necessidades especiais educao, adequando currculos, metodologias e material didtico aos programas a

    eles destinados;

    XV - incentivar a publicao de livros e peridicos, de contedo e padro editorial

    adequados s pessoas idosas e portadores de necessidades especiais, que facilitem a leitura.

    XVI disponibilizar bibliotecas pblicas, de forma a atender demanda da comunidade; e

    XVII promover aes de divulgao das diversas manifestaes culturais, inclusive da cultura afro.

    Art. 59. O Poder Pblico Municipal disponibilizar recursos financeiros de sua receita

    prpria para a realizao dos festejos tradicionais do seu calendrio.

  • 27

    Seo IV

    Da Cultura

    Art. 60. O Poder Pblico Municipal garantir a preservao e manuteno dos

    equipamentos e bens culturais de seu patrimnio, assegurado o seu uso eficaz pela

    comunidade.

    1 Deve ser dado ateno especial, pelo poder pblico municipal, ao imvel da rede

    ferroviria situado no Stio Itamatay, casares lson Sinzio e do Stio Quati, ao Stio

    arqueolgico Pedra da Viola no sitio Maciel e ao cruzeiro e capela do Stio Escrivo e

    Sapucaia.

    2 Para atendimento do disposto no caput deste artigo, dever ser implantado um

    banco de dados desse patrimnio, inclusive das agremiaes culturais existentes na zona

    urbana e rural.

    Art. 61. Fica criado o Conselho Municipal de Cultura, tendo como objetivo principal

    estabelecer as diretrizes da poltica cultural de Guarabira.

    1 A constituio e competncia do Conselho Municipal de Cultura ser estabelecida,

    atravs de decreto, devendo atender poltica do Ministrio da Cultura e aos anseios dos

    diversos segmentos representativos da sociedade. .

    2 O Conselho Municipal de Cultura dever, entre outras atribuies, elaborar e

    encaminhar ao poder executivo uma proposta para preservao e divulgao do patrimnio

    histrico e cultural do municpio.

    Art. 62. O Poder Pblico Municipal incentivar as atividades recreativas, os jogos,

    folguedos, expresses folclricas, artsticas e culturais tipicamente locais e regionais.

    Pargrafo nico. Para o cumprimento do disposto no caput deste artigo, dever ser

    desenvolvida poltica cultural voltada para os bairros do municpio.

    Art. 63. O Poder Pblico Municipal dever garantir reas pblicas destinadas a:

    montagens de circos, parques de diverses e similares.

    Art. 64. O Poder Pblico Municipal dever prover a comunidade com equipamentos

    culturais como: teatros, museus, galerias de arte, centros culturais e outros.

    1 Dever ser priorizada a implantao de um Centro Cultural ou similar, que possa

    servir de apoio produo e comercializao do artesanato local, obras de arte e demais

    manifestaes artsticas.

    2 A administrao municipal dever estimular e prestar todo o apoio necessrio

    criao e instalao de academias culturais, tais como letras, poesia, msica, histrico-

    geogrfica e outras afins.

  • 28

    Seo V

    Do Esporte e do Lazer

    Art. 65. O Poder Pblico Municipal fomentar e apoiar atividades esportivas e de

    lazer das comunidades.

    1 A oferta de espaos pblicos adequados ser prioritria como incentivo s

    atividades esportivas, na zona urbana e rural.

    2 A administrao municipal dever implantar campos e quadras para a prtica de

    esportes, abrangendo as diversas modalidades, inclusive esportes radicais e aquticos, e reas

    de lazer, localizadas de forma que possam atender a todos os bairros da zona urbana.

    Art. 66 Os eventos ligados s atividades esportivas amadoras estaro isentos da

    incidncia de qualquer gravame tributrio, desde que as rendas nele arrecadadas revertam-se

    integralmente em favor das respectivas agremiaes, ligas ou federaes.

    Art. 67. O parcelamento do solo para fins habitacionais dever contemplar reas para

    equipamentos comunitrios, com prioridade para atividades esportivas e de lazer.

    Art. 68. A cesso de uso das reas destinadas a atividades esportivas e de lazer dever

    ser precedida de consulta popular da comunidade beneficiada.

    I apoio s manifestaes tpicas das comunidades e a preservao das reas por elas utilizadas;

    II utilizao das praas, logradouros e outras reas apropriadas; e

    III atendimento a todas as faixas etrias.

    Art. 69. O poder pblico municipal dever criar oportunidades de acesso s pessoas

    idosas e portador de necessidades especiais, cultura, esporte, lazer, diverses, espetculos,

    produtos e servios que respeitem suas peculiares condies.

    Pargrafo nico - A participao dos idosos e dos deficientes fsicos em atividades

    culturais e de lazer ser proporcionada mediante desconto de pelo menos 50% (cinqenta por

    cento) nos ingressos para eventos artsticos, culturais, esportivos e de lazer, bem como acesso

    preferencial aos respectivos locais.

    Seo VI

    Da Assistncia Social

    Art. 70. O Poder Pblico Municipal executar polticas e programas para o

    atendimento das diretrizes formuladas por legislao especfica relacionadas com crianas,

    adolescentes, portadores de necessidades especiais e idosos.

  • 29

    1 Em articulao com Organizaes no Governamentais, Pastoral da Criana,

    Associaes Comunitrias e Patronais, dever ser viabilizado um programa de complemento

    alimentar s crianas carentes.

    2 O Poder Pblico Municipal promover aes integrativas voltadas para a criana e

    o adolescente, objetivando o ingresso ou o reingresso, permanncia e sucesso escolar e vida

    social e cultural, assegurando o cumprimento dos direitos que lhes so conferidos.

    Art. 71. O Poder Pblico Municipal dever concentrar esforos no sentido de atender

    s necessidades da comunidade por equipamentos comunitrios, tais como escolas, unidades

    de sade, creches, associaes de bairros, reas de lazer, feiras livres, unidades de

    atendimento especfico aos portadores de necessidades especiais e outras afins.

    1 O Cdigo de Urbanismo dever estabelecer ndices, para reserva e transferncia

    para o patrimnio municipal, de reas destinadas a implantao de equipamentos

    comunitrios no parcelamento do solo urbano.

    2 Devero ser acionados os instrumentos legais cabveis, em articulao com o

    Ministrio Pblico e o Poder Judicirio, no sentido de devolver ao uso pblico os imveis

    pertencentes ao patrimnio municipal, objeto de ocupao indevida ou de uso privado.

    3 Constituem unidades de atendimento aos portadores de necessidades especiais,

    instalaes destinadas assistncia aos idosos, moradores de rua, vitimas de violncia,

    deficientes, crianas e adolescentes, reeducao infanto-juvenil e outras afins.

    Art. 72. O Poder Pblico Municipal assegurar a proteo, assistncia e participao

    do idoso na comunidade, atravs de polticas e programas especficos, na forma estabelecida

    pelo Estatuto do Idoso.

    1 Considera-se idoso, pessoa com idade igual ou superior a sessenta anos;

    2 A assistncia social aos idosos ser prestada, forma articulada, conforme os

    princpios previstos na Poltica Nacional do Idoso, Lei Orgnica da Assistncia Social, no

    Sistema nico de Sade e demais norma pertinentes.

    Art. 73. Todas as entidades de longa permanncia, ou casa-lar, so obrigadas a firmar

    contratos de prestao de servio com a pessoa idosa abrigada.

    1 No caso de entidades filantrpicas, ou casa-lar, facultada a cobrana de

    participao do idoso no custeio da entidade.

    2 O Conselho Municipal do Idoso estabelecer a forma de participao prevista no

    pargrafo anterior, que no poder exceder a 70% (setenta por cento) de qualquer beneficio

    previdencirio ou de assistncia social percebido pelo idoso.

    3 Se a pessoa idosa for incapaz, caber ao seu representante legal firmar o contrato a

    que se refere este artigo.

  • 30

    Art. 74. O Poder Pblico Municipal dever procurar viabilizar a oferta de refeies

    comunidade, a preos acessveis, atravs de restaurante popular ou similar.

    Art. 75. O Poder Pblico Municipal poder subsidiar atravs de convnios instituies

    no governamentais de ateno e amparo criana, ao adolescente, ao idoso e aos deficientes,

    que sejam regularizadas como de utilidade pblica, sem fins lucrativos e inscritas nos

    respectivos Conselhos.

    Art. 76. O Poder Pblico Municipal garantir, atravs de leis especificas, a gratuidade

    dos transportes coletivos urbanos para os maiores de sessenta anos de idade, exceto nos

    servios seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos servios regulares.

    1 Para ter acesso gratuidade, basta que o idoso apresente qualquer documento

    pessoal que faa prova de sua idade.

    2 Nos veculos de transporte coletivo de que trata este artigo, sero reservados 10%

    (dez por cento) dos assentos para os idosos, devidamente identificados com placa de

    reservado preferencialmente para idosos.

    Art. 77. O Poder Pblico Municipal dever assegurar s pessoas portadoras de

    necessidades especiais o pleno exerccio de seus direitos bsicos, conforme estabelece a

    Poltica Nacional para a Integrao da Pessoa Portadora de Deficincia, objetivando:

    I - o acesso, o ingresso e a permanncia da pessoa portadora de deficincia em todos

    os servios oferecidos comunidade;

    II - integrao das aes dos rgos e das entidades pblicas e privadas nas reas de

    sade, educao, trabalho, transporte, assistncia social, edificao pblica, previdncia

    social, habitao, cultura, desporto e lazer visando preveno das deficincias, eliminao

    de suas mltiplas causas e incluso social;

    III desenvolvimento de programas setoriais destinados ao atendimento das necessidades especiais da pessoa portadora de deficincia;

    IV - formao de recursos humanos para atendimento da pessoa portadora de

    deficincia; e

    V - garantia da efetividade dos programas de preveno, de atendimento especializado

    e de incluso social.

    Art. 78. O Cdigo de Obras e Edificaes estabelecer normas e critrios que

    assegurem aos portadores de necessidade especiais o acesso aos bens de servios coletivos,

    logradouros e edifcios pblicos, e bem assim as edificaes destinadas ao uso industrial,

    comercial, de servios e residencial multifamiliar.

  • 31

    Seo VII

    Da poltica de Saneamento Ambiental

    Art. 79. O saneamento ambiental compreende o conjunto de aes com o objetivo de

    alcanar nveis crescentes de salubridade ambiental, reduzir os impactos ambientais das

    atividades humanas e a preservao do meio ambiente, envolvendo:

    I - abastecimento de gua;

    II - esgotamento sanitrio;

    III - manejo de resduos slidos;

    IV - manejo de guas pluviais; e

    V - controle ambiental.

    Pargrafo nico. A salubridade ambiental envolve a qualidade das condies em que

    vivem populaes urbana e rurais, no que se refere sua capacidade de inibir, prevenir ou

    impedir a ocorrncia de doenas veiculadas pelo meio ambiente, bem como favorecer o pleno

    gozo de sade e bem estar.

    Art. 80. A Administrao Municipal dever elaborar um Plano Municipal de

    Saneamento Ambiental, envolvendo:

    I cadastramento e diagnstico dos servios de infra-estrutura existentes;

    II avaliao das necessidades bsicas de intervenes no sentido de minimizar os riscos sade e degradao do meio ambiente;

    III indicao de solues para a concretizao de nveis crescentes de melhoria de salubridade ambiental;

    IV - programao das aes e os investimentos necessrios para implantar as solues

    indicadas; e

    V estabelecimento de estratgias para o controle ambiental;

    Pargrafo nico. A administrao municipal dever articular-se com os demais nveis

    de Governo no sentido de integrar aes relacionadas ao Saneamento Ambiental e viabilizar a

    implantao do Plano Municipal.

    Art. 81. A poltica municipal de abastecimento de gua, ter os seguintes objetivos

    bsicos:

    I - proporcionar os meios necessrios para a disponibilidade de gua , em qualidade e

    quantidade adequadas ao uso domstico e dos setores produtivos (comrcio, servios,

    indstrias e agricultura familiar).

    II - proteger os mananciais e rede de captao e distribuio;

  • 32

    III- desenvolver mecanismos para o controle da demanda por gua de abastecimento e

    estimular a sua reutilizao adequada, objetivando a reduo das perdas fsicas,

    particularmente nos sistemas pblicos; e

    IV- estimular o aproveitamento de guas pluviais atravs da coleta e armazenamento

    adequados (cisternas, tanques ou reservatrios), principalmente nas comunidades de baixa

    renda e zona rural.

    Art. 82. A poltica municipal de esgotamento sanitrio ter os seguintes objetivos

    bsicos:

    I - contribuir para implantao de sistemas adequados de esgotamento sanitrio, de

    forma a atender a toda a populao e rural, e preservar o meio ambiente;

    II - proteger a infra-estrutura existente de coleta, interceptao e tratamento de esgotos

    sanitrios;

    III - coibir as interconexes indevidas entre a rede de esgotamento sanitrio e a rede

    pluvial;

    IV - desenvolver programas de apoio implantao de sistemas de esgotamento

    sanitrio adequados para atendimento da populao de baixa renda urbana e rural;;

    V - criar as condies necessrias para implantao das ligaes domiciliares com a

    rede principal de esgotamento sanitrio, quando existente, particularmente nas reas ocupadas

    pela populao de baixa renda; e

    VI - no permitir ligaes diretas de esgotos com cursos dgua naturais ou artificiais, particularmente com o canal do Ju e a bacia do Rio Guarabira e o Rio Araagi.

    Art. 83. Os objetivos bsicos da poltica municipal de manejo de resduos slidos so:

    I coleta, transporte e processamento dos resduos slidos de toda a populao urbana;

    II - implantar gradualmente a coleta seletiva de resduos slidos;

    III - Implantar o aterro sanitrio, de forma a dar uma destinao tecnicamente

    adequada ao lixo urbano;

    IV - coibir o lanamento inadequado do lixo urbano, particularmente em encostas,

    vazios urbanos, talvegues e cursos dgua em geral;

    V - estimular a reciclagem do lixo urbano com a implantao de instalaes adequadas

    para triagem e armazenamento, bem como, a compostagem de resduos orgnicos;

    VI - coibir a acumulao de entulhos, podas ou outros rejeitos urbanos, nas reas de

    uso pblico e vazios urbanos; e

    VII - implantar coletores de lixo urbano, em reas pblicas, que permitam o depsito

    seletivo de resduos slidos, principalmente nas unidades de ensino municipais.

  • 33

    1 A coleta seletiva do lixo urbano dever envolver a Secretaria do Meio Ambiente,

    como coordenadora do processo, e as Secretarias de Sade, Educao e Servio Social, bem

    como a empresa prestadora desse servio, na busca permanente de minimizar os efeitos

    poluentes dos resduos slidos.

    2 Para viabilizar a coleta seletiva, dever ser elaborado um plano de aes para

    definio de metas, prazos e recursos necessrios.

    3 A administrao municipal dever desenvolver campanha permanente de

    sensibilizao da comunidade, especialmente nas unidades escolares pblicas e privadas,

    sobre a importncia da coleta seletiva.

    4 O sistema de coleta, transporte, destinao e processamento do lixo contemplar

    os tipos domiciliares, comerciais, de servios, industriais e hospitalares.

    Art. 84. A poltica municipal de manejo das guas pluviais dever obedecer aos

    seguintes objetivos:

    I - dar o destino adequado s guas pluviais, utilizando formas de captao e

    destinao, de forma a no comprometer o meio ambiente;

    II - evitar inundaes, alagamentos, intensificao de processos erosivos e impactos

    sobre os ecossistemas;

    III reduzir riscos sade pblica por insalubridade, seja por contato primrio com guas poludas ou proliferao de vetores de doena;

    IV controlar as eroses e instabilidade das margens dos cursos de gua;

    V - restaurar e proteger a flora e a fauna ribeirinha, sempre que possvel; e

    VI revitalizar atividades econmicas locais.

    Art. 85. Os objetivos bsicos relativos poltica de controle ambiental municipal so:

    I - preservar, melhorar e recuperar as condies do meio ambiente, em especial as

    bacias hidrogrficas e cursos de guas do municpio;

    II desenvolver aes integradas com as demais instituies de defesa do meio ambiente;

    III estabelecer critrios e padres ambientais de acordo com a legislao vigente;

    IV impor ao poluidor e predador as penalidades previstas em lei, inclusive a obrigao de recuperar e indenizar os danos causados ao meio ambiente;

    V fomentar uma conscincia pblica sobre a necessidade de preservar e manter o meio ambiente, com conseqente melhoria da qualidade de vida;

    VI desenvolver atividades educativas junto populao no sentido de melhorar a qualidade de vida com a preservao das condies ambientais;

  • 34

    VII compatibilizar a Poltica Ambiental com as polticas setoriais, principalmente com a de Uso e Ocupao do Solo;

    VIII estabelecer normas para preservao e recuperao de encostas, dos cursos de gua e seu entorno, bem como das demais reas degradadas ou de risco, visando uma

    utilizao ordenada e auto-sustentvel;

    IX - controlar as queimadas e o manejo florestal nas zonas urbana e rural, de forma a

    evitar a degradao do meio ambiente;

    X - implantar mecanismos de fiscalizao e controle da flora e da fauna do municpio;

    e

    XI estimular a implantao de pomares e hortas familiares, nas zonas urbana e rural, como forma de contribuir para uma alimentao adequada de subsistncia.

    Pargrafo nico. Para atender ao disposto no inciso X deste artigo, poder ser criada

    uma guarda florestal ou semelhante.

    Art. 86. A poltica ambiental dever contemplar no mnimo, diretrizes, projetos e

    programas especficos sobre:

    I - arborizao de ruas, praas, reas de lazer em geral e de estacionamentos pblicos,

    e outros logradouros de uso pblico;

    II controle da poluio de guas, do solo, do ar e sonora;

    III implantao, manuteno e conservao de parques ecolgicos, em especial nas reas de preservao estabelecidas no Anexo III desta lei;

    IV produo e distribuio de mudas, especialmente de espcies frutferas;

    V - execuo de podas, atendendo a critrios estabelecidos e tratamento adequado da

    vegetao, principalmente aquelas atingidas por doenas, pragas ou predadores;

    VI preservao, recuperao, revitalizao e reflorestamento dos esturios, nascentes de cursos de guas, encostas e reas que apresentem riscos de eroso e/ou degradao, com a

    utilizao das diversidades vegetais que ali existam ou existiam;

    VII recuperao dos rios Guarabira e Cachoeira, inclusive disciplinando as ocupaes marginais e a explorao de areais;

    VIII - Concluso e urbanizao do canal do Ju;

    IX incentivo ao cultivo de hortas comunitrias, a partir das escolas municipais; e

    X regulamentao e instalao do Conselho Municipal do Meio Ambiente, atravs de legislao especfica.

    XI Concluso do Memorial Frei Damio.

  • 35

    Art. 87. O Poder Pblico Municipal dever disponibilizar cemitrios com velrios,

    adequados para pessoas falecidas.

    Pargrafo nico. Novas unidades, referidas neste artigo, devem ser implantadas para

    atendimento dos distritos de Pirpiri, Cachoeira dos Guedes e So Jos do Miranda.

    Art. 88. O Poder Pblico Municipal dever melhorar a infra-estrutura fsica, quando

    possvel, das reas sujeitas as eroses, inundaes ou outras ocorrncias que possam

    comprometer a segurana ou a qualidade de vida das pessoas, utilizando solues tcnicas

    adequadas, tais como drenagem, arrimos, barreiras e outras capazes de eliminar ou minimizar

    seus efeitos danosos.

    1 Constatada a inviabilidade tcnica de soluo, providncias devem ser tomadas

    para relocao dos ocupantes da rea afetada.

    2 Ateno especial deve ser dada s ruas da Linha e Paulino Pinto.

    Seo VIII

    Da Poltica de Segurana

    Art. 89. O Poder Pblico Municipal dever contribuir para a melhoria da segurana

    pblica, nas zonas urbana e rural, utilizando entre outros os seguintes instrumentos:

    I - melhoria do sistema de iluminao pblica em toda a zona urbana;

    II - articular-se com os rgos de segurana pblica do Governo Estadual no sentido

    de desenvolver estratgias e planos de policiamento que possam combater a criminalidade,

    tais como implantao de postos policiais nas reas crticas, a exemplo do Parque do Encontro

    e o bairro Nordeste I; e

    III instituio de uma guarda municipal voltada prioritariamente para vigilncia do patrimnio municipal, especialmente as unidades de ensino.

    Capitulo II

    Do Desenvolvimento Econmico

    Seo I

    Das Atividades Econmicas

    Art. 90. A poltica de desenvolvimento do municpio de Guarabira ter como objetivo

    principal assegurar o aumento da produo e produtividade, segundo padres de crescimento

    sustentveis, com prioridade para aes que contemplem como agentes do processo, micro,

    pequenas e mdias empresas e as formas comunitrias de organizao da produo e

    comercializao.

  • 36

    Art. 91. O Poder Pblico Municipal, em articulao com os Governos Estadual e

    Federal, Organizaes no Governamentais, Associaes Patronais e de Empregados,

    promover as atividades agrcolas, pecurias, industriais, comerciais e de servios, mediante

    aes especificas, de acordo com o que dispe a lei Orgnica Municipal.

    Pargrafo nico. O Poder Pblico Municipal dever atuar isolado ou conjuntamente

    com os organismos de fomento integrantes de outras esferas de Governo, inclusive

    envolvendo de maneira participativa os agentes privados, com o objetivo de desenvolver o

    setor produtivo local, notadamente aqueles segmentos do setor tercirio voltados para a

    prestao de servios especializados nas reas de conhecimento humano e aqueles que

    requerem a introduo de novas tecnologias.

    Art. 92. O Poder Pblico Municipal dever manter um sistema de abastecimento,

    capaz de atender s necessidades bsicas da comunidade.

    1 O sistema de abastecimento municipal compreende os mercados pblicos, feiras

    livres e demais equipamentos correlatos.

    2 Os mercados e feiras livres devem atender s condies adequadas de higiene,

    respeitando as normas de controle de vigilncia sanitria e a preservao ambiental.

    3 A administrao municipal dever prestar o apoio necessrio s feiras livres,

    principalmente com melhoramento e manuteno da infra-estrutura bsica, destacando-se a

    tradicional Feira de Acari.

    Art. 93. O pequeno comrcio informal dever ocupar reas especficas, previamente

    estabelecidas pela administrao municipal, de forma a minimizar a concorrncia ruinosa com

    o comrcio regular, bem como atender a padres adequados.

    Art. 94. O Poder Pblico Municipal fomentar a microempresa, com instalao de

    ncleos de apoio nos bairros, atendendo a aptido diversificada, segundo a rea.

    Pargrafo nico. Os ncleos de apoio deveram desenvolver programas de treinamento para

    capacitao profissional, inclusive com a participao com das instituies especializadas

    existentes.

    Art. 95. O Poder Pblico Municipal adotar, com participao de entidades

    desenvolvimentistas prestadoras de Servios de Apoio s Micro e Pequenas Empresas da

    Paraba, programa de incentivo ao associativismo micro-empresarial para a promoo de

    compras conjuntas e utilizao coletiva de equipamentos.

  • 37

    Seo II

    Do Turismo

    Art. 96. O Poder Pblico Municipal desenvolver poltica de estimulo ao turismo,

    com as seguintes diretrizes:

    I aproveitamento do seu potencial turstico, em articulao com Estado,

    divulgando roteiros, apoiando e promovendo eventos culturais, histricos, cientficos,

    esportivos e ecolgicos;

    II implantao de equipamentos urbanos de apoio, desenvolvimento e promoo

    do turismo na Cidade de Guarabira;

    III promoo da divulgao do potencial turstico de Guarabira;

    IV apoio, atravs de incentivos fiscais, para construo de meios de hospedagem,

    recuperao e restaurao de equipamentos de interesse cultural, paisagstico e histrico da

    cidade e incentivo ao desenvolvimento de roteiros alternativos e complementares, visando

    uma maior permanncia de turistas no Municpio; e

    V promoo, em articulao com o Estado e outros Municpios, das atividades

    produtivas e de comercializao de bens de apoio economia turstica, notadamente as que se

    orientam para o mercado final de abastecimento e a oferta de artigos do artesanato local e

    estadual;

    Pargrafo nico - Incentivo especial deve ser dado, pela administrao municipal,

    produo artstica e artesanal local.

    Seo III

    Da Poltica Agro-Pecuria

    Art. 97. O Poder Pblico Municipal dever estimular o desenvolvimento do setor

    agro-pecurio, atravs de incentivos ao crescimento da produo e melhoria da produtividade,

    tais como:

    I - Incentivar e contribuir para a recuperao e ampliao de equipamentos agrcolas,

    casas de farinha, moinhos de beneficiamento do milho e outros instrumentos produtivos;

  • 38

    II - Desenvolver programas e projetos de assistncia e apoio aos pequenos

    agricultores, envolvendo distribuio de sementes de maneira compatvel com o calendrio

    agrcola, e a necessria assistncia tcnica para a plantao e cultivo.

    III Desenvolver campanhas de incentivo preservao ambiental na zona rural e de

    orientao do manejo do solo, bem como quanto s culturas adequadas;

    IV Estimular e prestar o apoio necessrio criao de feiras livres para

    comercializao direta pelos produtores rurais;

    V - Articular-se com os demais nveis de Governo e instituies financeiras, no

    sentido de facilitar o acesso s linhas de crdito rural e ao Programa Nacional de Agricultura

    Familiar - PRONAF, para os pequenos produtores;

    VI Desenvolver campanhas de combate febre aftosa e outras doenas que possam

    afetar o rebanho, inclusive procurando disponibilizar vacinas e outros instrumentos quando

    necessrios, em tempo oportuno;

    VI Estimular e prestar todo o apoio necessrio para o desenvolvimento da

    agricultura familiar sustentvel;

    VII Prestar apoio e orientao tcnica para irrigao das culturas de pequenos

    produtores; e

    VII Melhorar e conservar o sistema rodovirio municipal, particularmente as

    estradas vicinais que atendem ao escoamento da produo agrcola.

    Ttulo VI

    DO SISTEMA DE PLANEJAMENTO

    Capitulo I

    Disposies Gerais

    Art. 98. Fica institucionalizado o Sistema de Planejamento do Municpio de Guarabira

    integrado pelos rgos de planejamento central e descentralizado, setorial ou regionalmente,

    conforme vier a estabelecer a organizao administrativa e territorial do Municpio.

  • 39

    Art. 99. O rgo central de planejamento ser responsvel pela elaborao,

    atualizao, controle, acompanhamento e avaliao do Plano Diretor da Cidade.

    1 Os planos setoriais e projetos especficos elaborados pelos rgos tcnicos

    setoriais da Prefeitura atendero s diretrizes estabelecidas no Plano Diretor da Cidade de

    Guarabira.

    2 Os planos setoriais sero objeto de leis especiais de iniciativa do Poder Executivo.

    3 Alm do Plano Diretor e dos planos setoriais sero produtos do Sistema de

    Planejamento, o Plano Plurianual, a lei de Diretrizes Oramentrias e o Oramento Anual.

    Art. 100. Alm das atribuies que lhe foram conferidas em lei, caber ao rgo

    central do Sistema de Planejamento:

    I coordenar e acompanhar as fase executiva do Plano Direto e elaborar as propostas de reviso normativa, mediante fundamentao tcnica e audincia dos rgos diretamente

    envolvidos;

    II elaborar, avaliar e encaminhar as proposta de alterao da legislao de parcelamento e uso do solo, ouvidos os rgo descentralizados;

    III pronunciar sobre os empreendimentos de impacto, conforme previsto em lei;

    IV avaliar e propor, em lei especifica o disciplinamento das Operaes Urbanas Consorciadas e demais intervenes e instrumentos de poltica urbana;

    V disciplinar e controlar os usos incmodos com base nas propostas dos rgos descentralizados;

    VI coordenar as atividades de pesquisas, informaes e documentao, segundo as prioridades do Sistema de Planejamento; e

    VII pr em prtica as medidas necessrias ao cumprimento desta lei e exercer todas as atividades que, neste sentido, lhe forem deferidas pelo Poder Executivo.

    Art. 101. O Sistema de Planejamento acompanhar e fiscalizar a execuo do Pano

    Diretor, revisando-o e atualizando-o, no mximo a cada cinco anos.

    Capitulo II

    Da Gesto Democrtica

    Art. 102. Compreende-se por gesto urbana, da cidade, todo o conjunto de atividades

    que tenham por objeto assegurar o desenvolvimento adequado do Municpio, mediante o uso

    dos instrumentos de poltica urbana e do planejamento local, com suporte nas decises

    oriundas das instancias legislativa, administrativa e participativa da cidade.

  • 40

    Pargrafo nico. A gesto urbana ter carter democrtico, com a participao da

    comunidade atravs dos diversos segmentos representativos da sociedade.

    Art. 103. Para garantir a gesto urbana democrtica da cidade, devero ser utilizados,

    entre outros, os seguintes instrumentos.

    I - rgos de poltica urbana, nos nveis nacional, estadual e municipal, principalmente

    o Conselho da Cidade de Guarabira;

    II debates, audincias e consultas pblicas;

    III - conferncias sobre assuntos de interesse para o desenvolvimento urbano do

    Municpio; e

    IV - iniciativa popular de projeto de lei e de planos, programas e projetos de

    desenvolvimento urbano do Municpio.

    1 O poder Pblico Municipal dever criar mecanismo de participao da

    comunidade na elaborao da Lei de Diretrizes Oramentrias, do Plano Plurianual e do

    Oramento Anual.

    2 Entre os mecanismos previstos no pargrafo anterior, destaca-se a realizao de

    plenrias nos bairros e comunidades rurais com o objetivo de identificar as propostas destas.

    Art. 104. Fica criado o Conselho da Cidade de Guarabira, constitudo por 16

    (dezesseis) conselheiros, sendo 06 (seis) representantes do Poder Executivo, 02 (dois) do

    Poder Legislativo Municipal e 08 (oito) representantes da sociedade civil.

    1 A constituio e regulamentao do Conselho da Cidade de Guarabira sero objeto

    de legislao especfica.

    2 Os conselheiros sero nomeados pelo Prefeito Municipal, sendo membros natos os

    secretrios municipais de Planejamento, de Infra-estrutura, e de Meio Ambiente..

    3 Os representantes do Poder Legislativo sero indicados pela presidncia da

    Cmara, dentre as bancadas de oposio e situao.

    4 Os representantes da sociedade civil sero escolhidos quando da realizao da

    Conferncia da Cidade, de preferncia, entre os profissionais com atuao no municpio, nas reas de planejamento, infra-estrutura bsica, meio ambiente, educao, cultura, sade ou

    habitao.

    Art. 105. O Conselho da Cidade de Guarabira ter como atribuio permanente:

    I - manifestar-se sobre as polticas de planejamento e desenvolvimento urbano do

    municpio, de forma especial quanto gesto e implantao do Plano Diretor, bem como

    quanto ao zoneamento e uso do solo;

  • 41

    II - pronunciar-se sobre planos e programas de desenvolvimento do municpio,

    principalmente os de impacto ambiental;

    III - propor a adoo de dispositivos e normas de controle da ocupao e uso do solo,

    especialmente no que se refere preservao do meio ambiente e do patrimnio histrico e

    cultural do municpio;

    IV - realizar Audincias Pblicas e convocar instituies, autoridades e representantes

    da sociedade civil, sempre julgar necessrio discusso de temas relevantes;

    V - representar, na pessoa de qualquer de seus membros, denncias ao Ministrio

    Pblico, sempre que se fizer necessrio defesa do interesse pblico;

    VI - avaliar e acompanhar a execuo dos Planos: Diretor, de Governo, Plurianual, a

    Lei de Diretrizes Oramentrias, Lei Oramentria Anual e legislao complementar; e

    VII - elaborar o seu Regimento Interno.

    Art. 106. A gesto democrtica assegurar meios de consulta aos rgos federais e

    estaduais com influncia no espao urbano, bem como aos demais Municpios integrantes da

    Microrregio.

    Ttulo VII

    DAS DISPOSIES TRANSITRIAS

    Art. 107. O Poder Pblico Municipal dever apresentar Cmara Municipal, no

    prazo de um ano, contados a partir da publicao desta Lei, projeto de legislao especfica

    complementar ao Plano Diretor, especialmente:

    I - cdigo de Obras, Edificaes e Urbanismo;

    II - reviso do Cdigo de Posturas;

    III regulamentao e instalao do Conselho Municipal do Meio Ambiente; e

    IV - regulamentao e instalao do Conselho de Cultura e criao do fundo rotativo de

    cultura.

    Art. 108. O Poder Pblico Municipal realizar, no prazo de noventa dias, contados a

    partir da publicao desta Lei, Conferncia da Cidade para escolha dos Membros da Sociedade Civil que constituir o Conselho da Cidade de Guarabira.

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    Art. 109. Fica estabelecido o prazo de dois anos, contados a partir da publicao desta

    lei, para o Poder Pblico Municipal elaborar o Plano Municipal de Saneamento Ambiental e

    submet-lo apreciao do Conselho Municipal do Meio Ambiente e ao Conselho da Cidade

    de Guarabira.

    1 A implantao definitiva da coleta seletiva de resduos slidos dar-se- no prazo

    de trs anos, contados a partir da data de publicao desta Lei.

    2 A campanha de sensibilizao da populao sobre a coleta seletiva de resduos

    slidos dever ter inicio na rede pblica e privada de ensino a partir do ano letivo seguinte

    aprovao dessa lei.

    Art. 110. A instalao do Conselho do Idoso dar-se- no prazo de sessenta dias,

    contados a partir da data de publicao desta lei.

    Art. 111. As normas relativas ao parcelamento, uso e ocupao do solo, entram em

    vigor no prazo de sessenta dias, contados a partir da data de publicao desta Lei.

    Art. 112. Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicao.

    Art. 113. Revogam-se as disposies em contrrio.

    Pao da Prefeitura Municipal de Guarabira, PB, 17 de novembro de 2006.

    Maria de Ftima de Aquino Paulino

    Prefeita Municipal

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    ANEXO - I MACROZONEAMENTO

  • 44

    ANEXO - II SISTEMA VIRIO BSICO

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    ANEXO-III ZONA ESPECIAIS