mei - aspectos gerais

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MEI MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL Aspectos Trabalhistas e Previdencirio ROTEIRO 1. INTRODUO 2. ASPECTOS TRABALHISTAS 2.1. Contratao de Empregados 2.2. CAGED 2.3. SEFIP 2.4. RAIS 2.5. Contribuio Sindical 2.6. Certificado Digital 3. ASPECTOS PREVIDENCIRIOS 3.1. Contribuio Previdenciria 3.1.1. DAS 3.2.1. Folha de Pagamento 3.2.3. Cesso de mo de Obra 3.2. Benefcios Previdencirios 3.3. Cesso de Mo de Obra 3.3.1. Impossibilidade 3.3.2. Possibilidade 3.4. Salrio Maternidade da Empregada 3.4.1. Informao em SEFIP/GFIP 4. ATIVIDADES CONCOMITANTES 4.1. MEI e Autnomo (prestador de servio) 4.2. MEI e Empregado 4.3. MEI e Scio de Empresa 1. INTRODUO Considera-se microempreendedor individual quem exerce profissionalmente atividade econmica organizada para a produo ou a circulao de bens ou de servios (art. 966 da Lei n 10.406, de 10 de janeiro de 2002), que possua os seguintes requisitos: I - tenha auferido receita bruta acumulada no ano-calendrio anterior de at R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), conforme alterao trazida pela Lei Complementar n 139/2011 (DOU DE 11.11.2011); II - seja optante pelo Simples Nacional; III - exera to-somente atividades constantes do Anexo nico constante no final desta matria; IV - possua um nico estabelecimento; V - no participe de outra empresa como titular, scio ou administrador; VI - no contrate mais de um empregado. Para a legislao previdenciria, conforme Art. 9, XXXV, IN RFB 971/2009, Deve contribuir obrigatoriamente na qualidade de contribuinte individual, o Micro Empreendedor Individual (MEI) de que tratam os arts. 18-A e 18-C da Lei Complementar n 123, de 14 de dezembro de 2006, que opte pelo recolhimento dos impostos e contribuies abrangidos pelo Simples Nacional. 2. ASPECTOS TRABALHISTAS 2.1. Contratao de Empregados

O MEI poder contratar um nico empregado que receba exclusivamente 1 (um) salrio mnimo ou o piso salarial da categoria profissional. Na hiptese de contratao, o MEI: I - dever reter e recolher a contribuio previdenciria relativa ao segurado a seu servio na forma da lei, observados prazo e condies estabelecidos pela RFB; II - fica obrigado a prestar informaes relativas ao segurado a seu servio, declarando Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Servio - FGTS, na forma, prazo e condies estabelecidos por esses rgos, dados relacionados a fatos geradores, base de clculo e valores devidos da contribuio previdenciria e outras informaes de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; III - est sujeito ao recolhimento da Contribuio Patronal Previdenciria (CPP) para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurdica, de que trata o art. 22 da Lei n 8.212, de 1991, calculada alquota de 3% (trs por cento) sobre o salrio de contribuio. 2.2. CAGED Deve informar ao Ministrio do Trabalho e Emprego todo estabelecimento que tenha admitido, desligado ou transferido empregado com contrato de trabalho regido pela CLT, ou seja, que tenha efetuado qualquer tipo de movimentao em seu quadro de empregados. Assim, o MEI que fizer a contratao de empregado, dever fazer a informao no CAGED. 2.3. SEFIP O empresrio individual, considerado Microempreendedor Individual (MEI) na forma prevista anteriormente, que no esteja impedido de optar pela sistemtica de recolhimento de impostos e contribuies, e que possua um nico empregado que receba exclusivamente um salrio mnimo ou o piso salarial da categoria profissional, dever declarar no Sistema Empresa de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Servio e Informaes Previdncia Social (SEFIP) as informaes relativas ao empregado, devendo preencher os campos abaixo relacionados da seguinte forma: - no campo "SIMPLES", "no optante"; - no campo "Outras Entidades", "0000"; e - no campo "Alquota RAT", "0,0". Na gerao do arquivo a ser utilizado para importao da folha de pagamento dever ser informado o cdigo "2100" no campo "Cd. Pagamento GPS". A diferena de 20% (vinte por cento) para 3% (trs por cento) relativa Contribuio Patronal Previdenciria calculada sobre o salrio de contribuio do empregado, dever ser informada no campo "Compensao" para efeitos da gerao correta de valores devidos em Guia da Previdncia Social (GPS). Os campos "Perodo Incio" e "Perodo Fim" devero ser preenchidos com a mesma competncia da GFIP/SEFIP. Caso o valor de compensao exceda o limite de 30% (trinta por cento) demonstrado pelo SEFIP, esse valor dever ser confirmado utilizando-se a opo "SIM". As contribuies devero ser recolhidas em GPS com os cdigos de pagamento e valores apurados pelo SEFIP.

2.3.1. SEFIP Sem Movimento O MEI, quando da inexistncia de recolhimento ao Fundo de Garantia do Tempo de Servio (FGTS) e de informaes Previdncia Social, somente dever entregar a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Servio e Informaes Previdncia Social (GFIP) com indicativo de ausncia de fato gerador (sem movimento) para a competncia subsequente quela para a qual entregou GFIP com fatos geradores. A apresentao de GFIP com indicativo de ausncia de fato gerador dever observar as orientaes contidas no manual da GFIP/SEFIP. 2.4. RAIS A Portaria n 371/2011, divulga que o microempreendedor individual fica dispensado a transmisso da RAIS NEGATIVA. Contudo, no h dispensa expressa para a entrega da RAIS positiva, caso tenha empregado. 2.5. Contribuio Sindical No que tange contribuio sindical do Microempreendedor, a este sero aplicadas as normas das Empresa Optantes do Simples, conforme Art. 4 e Art. 18-A, lei Complementar 123/2006. No que tange a contribuio sindical das empresas optantes pelo simples, cabe salientar de que a Receita Federal, atravs da Instruo Normativa SRF n 355/2003, artigo 5, 7 e Instruo Normativa SRF n 608/2006, Art. 5, 8, dispe que as empresas inscritas no SIMPLES esto dispensadas das contribuies institudas pela Unio, dentre outras, expressamente a Contribuio Sindical Patronal.Apesar de existir a dispensa expressa, ainda continua sendo questionvel tal assunto, tendo em vista que aps a Constituio Federal de 1988, em seu artigo 8 est disposto de que Unio vedado intervir em questes sindicais, alegando desta forma os Sindicatos de que no competncia da Receita Federal dispor a respeito da contribuio sindical patronal. A Lei Complementar n 123/2006 (Simples Nacional), tambm no fixou expressamente de que as empresas optantes do simples estariam dispensadas de efetuar tal recolhimento, uma vez que o artigo 13, 3 da referida lei dispe claramente a respeito da contribuio destinada terceiros/outras entidades, persistindo a dvida sobre o assunto em tela. A NOTA TCNICA/CGRT/SRT N 02/2008 trouxe a consolidao do entendimento do Ministrio do Trabalho para esta questo, determinando que as empresas optantes pelo Simples Nacional no estariam sujeitas a contribuio sindical patronal. Assim, no caso de fiscalizao realizada pelo Ministrio do Trabalho no ser aplicada multa administrativa ou impetrado "Auto de Infrao" pela falta deste pagamento. Desta forma, diante do acima exposto, mesmo havendo esta Nota Tcnica, tendo em vista de que persiste a discusso a respeito do assunto, cabe salientar de que a empresa pode vir a sofrer cobrana por parte dos Sindicatos, cabendo aos empregadores adotarem o procedimento que entender cabvel. 2.6. Certificado Digital Conforme Art. 102, resoluo CGSN 94/2011, o MEI no estar obrigado ao uso da certificao digital para cumprimento de obrigaes principais ou acessrias, bem como para recolhimento do FGTS. 3. ASPECTOS PREVIDENCIRIOS 3.1. Contribuio Previdenciria 3.1.1. DAS - Documento de Arrecadao do Simples Nacional O Microempreendedor Individual (MEI) poder optar pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos

Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (SIMEI), independentemente da receita bruta por ele auferida no ms. A opo pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (SIMEI) importa opo simultnea pelo recolhimento da contribuio para a Seguridade Social, relativa pessoa do empresrio, na qualidade de contribuinte individual de 5% (cinco por cento) sobre o valor correspondente ao limite mnimo mensal do salrio-de-contribuio O optante pelo SIMEI recolher, por meio do Documento de Arrecadao do Simples Nacional (DAS), somado aos demais tributos, o valor fixo mensal correspondente a R$ 27,25 (Vinte e Sete Reais e vinte e cinco centavos), a ttulo de contribuio para a Seguridade Social, relativa pessoa do empresrio, na qualidade de contribuinte individual. Este valor ser reajustado, na forma prevista em lei ordinria, na mesma data de reajustamento dos benefcios de que trata a Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991. O optante pelo SIMEI no estar sujeito incidncia da Contribuio Patronal Previdenciria - CPP para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurdica, de que trata o art. 22 da Lei n 8.212, de 1991 3.2.1. Folha de Pagamento do Empregado O MEI est sujeito ao recolhimento da Contribuio Patronal Previdenciria (CPP) para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurdica, de que trata o art. 22 da Lei n 8.212, de 1991, calculada alquota de 3% (trs por cento) sobre o salrio de contribuio do empregado. A GPS ser recolhida com o cdigo 2100. 3.2.3. Cesso de mo de Obra A obrigao da empresa de reter a contribuio do segurado contribuinte individual a seu servio, descontando-a da respectiva remunerao, e a recolher na forma do art. 4 da Lei n 10.666, de 8 de maio de 2003, no se aplica a este caso. Assim, a empresa contratante do MEI dever fazer a informao na GFIP como contribuinte individual pagando a parte patronal. No h desconto de 11% sobre a prestao de servio do MEI, vez que este j recolha no DAS. Dever ser informado: - CATEGORIA 13 - O campo "OCORRNCIA" dever ser preenchido com "05". - O campo "VALOR DESCONTADO DO SEGURADO" dever ser preenchido com "0,0"." Dever ser informado conforme Art. 3, Ato Declaratrio Executivo CODAC n 82 de 1 de outubro de 2009. 3.2. Benefcios Previdencirios Para a legislao previdenciria, conforme Art. 9, XX