manual do advogado em inÍcio de carreira

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1 www.oabgo.org.br Comissão da Advocacia Jovem MANUAL DO ADVOGADO EM INÍCIO DE CARREIRA 2ª EDIÇÃO

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Page 1: MANUAL DO ADVOGADO EM INÍCIO DE CARREIRA

1www.oabgo.org.br 1www.oabgo.org.brComissão da Advocacia Jovem

MANUAL DO ADVOGADO

EM INÍCIO DE CARREIRA

2ª EDIÇÃO

Page 2: MANUAL DO ADVOGADO EM INÍCIO DE CARREIRA
Page 3: MANUAL DO ADVOGADO EM INÍCIO DE CARREIRA

MANUAL

JOVEM ADVOGADOdo

Page 4: MANUAL DO ADVOGADO EM INÍCIO DE CARREIRA

Ordem dos Advogados do BrasilSeção de Goiás

Presidente

Enil Henrique de Souza Filho

Vice-Presidente

Antônio Carlos Monteiro da Silva

Secretário-Geral

Julio Cesar Meirelles

Secretário-Geral Adjunto

Otávio Alves Forte

Diretora-Tesoureira

Márcia Queiroz Nascimento

Endereço

Rua 1121, 200, Marista

Goiânia - GO, CEP: 74.175-120, Caixa Postal 15

Telefone: (62) 3238-2000

E-mail: [email protected]

Comissão da Advocacia Jovem

Diretoria

Wanderson de Oliveira – Presidente

Bráulio Rodrigues Duarte - Vice-Presidente

Luiz Alves de Carvalho Filho – Secretário-Geral

Silvienn Ferreira Pires – Secretária Geral Adjunta

Page 5: MANUAL DO ADVOGADO EM INÍCIO DE CARREIRA

Nota da 2ª Edição

Depois do sucesso da 1ª Edição, é com grande satisfação que lançamos a atual edição. Revisada, atualizada e sempre no intuito de auxiliar o advogado em início de carreira.

A 1ª Edição ficou a cargo da Subcomissão do Advogado em Início de Carreira, à época coordenada por Lorena Moura Escher. Juntamente com a integrante Alyne Cristine Lopes, hoje Conselheira Seccional da OAB GO. Escher se empenhou no desenvolvimento deste trabalho. A primeira edição foi impressa no ano de 2011.

Nessa segunda edição é dado destaque à Tributação na Advocacia e ao Processo Eletrônico que são temas atuais e de extrema relevância no dia a dia da advocacia.

Ainda consta nessa versão a relação ampliada de serviços oferecidos gratuitamente à advocacia.

Esse projeto só foi possível graças ao empenho e dedicação da diretoria da CAJ da gestão 2010/2012 que fez o lançamento desta importante ferramenta de apoio à carreira do Advogado iniciante. Coube à atual gestão apenas dar sequência ao trabalho.

Dessa forma não poderíamos deixar de consignar nossos sinceros agradecimentos à Diretoria e colaboradores da primeira edição.

A 2ª Edição ficou a cargo da Subcomissão do Advogado em Início de Carreira, coordenada por Marta Rodrigues Neres que contou com a colaboração de toda Diretoria e Coordenação da Comissão. A revisão geral é de Lorena Moura Escher, Vice Presidente licenciada da comissão.

Goiânia - 2015.

Envie suas criticas e sugestões sobre o manual para [email protected]

Page 6: MANUAL DO ADVOGADO EM INÍCIO DE CARREIRA

POR UMA MAIOR ATENÇÃO AOS NOSSOS

JOVENS ADVOGADOS

O início da carreira é um momento particularmente delicado na vida de qualquer advogado. Época em que é necessário se apreender muito, em muito pouco tempo: não apenas sobre Direito, mas sobre a ética na advocacia, funcionamento do Poder Judiciário, nossas prerrogativas, novas tecnologias adotadas na área, honorários e tributação da atividade advocatícia e uma infinidade de outros temas imprescindíveis para uma melhor e mais positiva atuação. Essa é a razão pela qual a OAB-GO busca investir decisivamente na criação e disponibilização de estruturas, produtos e serviços especificamente voltados para esse jovem público . Além de fomentar o fortalecimento da atuação da Comissão da Advocacia Jovem (CAJ), uma maior interação da diretoria da OAB-GO e a elevação no número de cursos e palestras gratuitos oferecidos pela Escola Superior de Advocacia (ESA), a entidade considerou salutar publicar esta 2ª Edição do Manual do Advogado em Início de Carreira, para que se reafirme, cada vez mais, como instrumento que garanta segurança e informação ao advogado iniciante.Se você é um de nossos inscritos em início de carreira, não deixe de manusear essa publicação, ler todos os temas, tirar suas dúvidas, enfim, utilizá-la diariamente, para consultas rápidas inclusive. É para isso que a OAB-GO a publicou: para auxiliá-lo a dominar os principais assuntos relativos ao exercício da profissão, com segurança e propriedade.

Enil Henrique de Souza FilhoPresidente da OAB-GO

Page 7: MANUAL DO ADVOGADO EM INÍCIO DE CARREIRA

MENSAGEM DA DIRETORIA DA COMISSÃODA ADVOCACIA JOVEM (CAJ) OAB GO.

Prezado(a) Colega,

Você agora faz parte da instituição mais respeitada do país, a Ordem dos Advogados do Brasil. A Comissão da Advocacia Jovem (CAJ) é a sua porta de entrada, já que é composta pelos advogados em início de carreira (até cinco anos de inscrição), estagiários, bacharéis e acadêmicos de direito.

A missão da CAJ é inserir os novos profissionais nas rotinas da OABGO, incentivando-os desde cedo a lutar e a defender a classe, a valorizar a profissão, bem como a conhecer o papel de nossa importante Instituição.

Além dessa tarefa institucional, a Comissão assiste os advogados iniciantes em sua inserção no mercado de trabalho, proporcionando-lhes gratuitamente diversos serviços e programas de aprimoramento profissional, tais como, desconto na anuidade, OAB Online (leitura de publicações), Gestão de Marketing,Escritório Compartilhado, Banco de Oportunidades, Fórum Online entre tantos outros.

A Comissão ainda desenvolve projetos voltados para as áreas sociais e de ensino. Programas como OAB Vai à Faculdade, OAB Vai à Escola, Fórum de Debates, Minicursos, Terça Prática, Bate-Papo com o Legislativo são alguns exemplos.

Este manual foi criado pensando em você, por isso esperamos que possa ajudá-lo na construção de sua carreira e que você possa alcançar o sucesso profissional almejado.

Deste modo, você é nosso(a) convidado(a) a participar das reuniões, eventos, serviços e projetos da Comissão. Venha contribuir com suas ideias e sugestões. Não há burocracia, nem é necessário indicação. Tome nota de nossas atividades por meio de nosso e-mail ou telefone.

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História da Comissão da Advocacia Jovem (CAJ) da OAB GO

A CAJ foi criada em 1998 e seus comandantes tiveram sempre atuação de destaque, o que nos permite dizer que em sua história esta é uma das comissões mais atuantes da Ordem.

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1. Código de Ética e Disciplina - A Ética na Advocacia

2. Direitos e Prerrogativas da Advocacia

3. Honorários Advocatícios do Estado de Goiás

4. Tributação da atividade advocatícia

5. Serviços da OAB para os Advogados

6. Marketing Jurídico

7. Gestão de Imagem

8. Áreas do Direito: Tendências de Mercado e Gestão da Carreira Jurídica

9. Várias Formas de Exercer a Advocacia

10. Montar seu próprio escritório, trabalhar como empregado

ou associado?

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SUMÁRIO

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10 Manual do Advogado em Início de Carreira

A ordem é valorizar a advocacia em início de carreira

Wanderson de Oliveira PresidenteBráulio Rodrigues Duarte Vice PresidenteLuiz Alves de Carvalho Filho Secretário Geral-AdjuntoSilvienn Ferreira Pires Secretária Geral-Adjunta

Eduardo Kleber Xavier Lemos Subcomissão do Acadêmico e estagiário de Direito Gilson Dias de Araujo Filho Subcomissão OAB Vai à FaculdadeMarcos Filipe Machado Cruz Subcomissão do Advogado EstudanteMarcela Campos Teixeira Subcomissão OAB Vai à EscolaMarianne Cardoso Schmidt Subcomissão de Prerrogativas JovemMarta Neres Rodrigues Subcomissão de Estudos Jurídicos -Matheus Scoponi José Tavares Subcomissão de Capacitação ProfissionalPaulo Felipe Souza Subcomissão de Acompanhamento ForensePedro Henrique Mesquita de Deus Subcomissão de ComunicaçãoSilvia Mundim Lopes Veloso Subcomissão do Advogado em Início de CarreiraThiago de Melo Lopes Sub. Mov. Combate Corrupção Eleitoral (MCCE)Vilmar Altino Freire Sub. de Integração e Relações Institucionais

A OAB GO é para todos

CAJ 2013/2015.

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MANUAL DO ADVOGADO

EM INÍCIO DE CARREIRA

2ª EDIÇÃO

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12 Manual do Advogado em Início de Carreira

1. CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA - A ÉTICA NA ADVOCACIA

Colaboração: Dr. Enil Henrique de Souza Neto e Dr. Pedro Rafael de Moura Mei-

reles

A humanidade há vários anos discute o conceito de ética e sua importância. “¹Tradicionalmente ela é entendida como um estudo ou uma reflexão, científi-ca ou filosófica, e eventualmente até teológica, sobre os costumes ou sobre as ações humanas” (livro O que é Ética, editora Brasiliense, Álvaro L. M.Valls). A ética na advocacia compreende os princípios e padrões que orientam o com-portamento do profissional do direito. A ética é um dos requisitos fundamen-tais a todos os cidadãos, inclusive ao advogado.

Ao agir com ética o profissional colaborará para um convívio harmônico da sociedade. Necessidade vital para se viver em coletividade. Além do mais, em que pese, ética não é um produto, ética agrega valor ao serviço prestado pelo advogado.

O advogado que age com ética, traz uma imagem positiva a si, a classe, e traz consequências positivas para a sociedade.

A Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 133, preceitua que o Advogado é indispensável à administração da justiça.

O advogado que não atua com o devido zelo e ética profissional coloca em risco a liberdade, o patrimônio e todos os direitos de seu constituinte, po-dendo ocasionar prejuízos imensuráveis.

Para nortear o advogado em sua conduta profissional, temos o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, lei nº 8.906/94, além do Có-digo de Ética e Disciplina da OAB, instituído pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

O Estatuto da Advocacia determina que o advogado é obrigado a cumprir o Código de Ética e Disciplina. Este se norteou por princípios que formam a consciência profissional do advogado e representam imperativos de sua

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13www.oabgo.org.br

conduta:

• Lutar sem receio pelo primado da Justiça;

• Pugnar pelo cumprimento da Constituição e pelo respeito à Lei, fazendo com que esta seja interpretada com retidão, em perfeita sintonia com os fins sociais a que se dirige e as exigências do bem comum;

• Ser fiel à verdade para poder servir à Justiça como um de seus elementos essenciais;

• Proceder com lealdade e boa-fé em suas relações profissionais e em to-dos os atos do seu ofício;

• Empenhar-se na defesa das causas confiadas ao seu patrocínio, dando ao constituinte o amparo do Direito, e proporcionando-lhe a realização práti-ca de seus legítimos interesses;

• Comportar-se, nesse mister, com independência e altivez, defendendo com o mesmo denodo humildes e poderosos;

• Exercer a advocacia com o indispensável senso profissional, mas também com desprendimento, jamais permitindo que o anseio de ganho material sobreleve à finalidade social do seu trabalho;

• Aprimorar-se no culto dos princípios éticos e no domínio da ciência jurídi-ca, de modo a tornar-se merecedor da confiança do cliente e da sociedade como um todo, pelos atributos intelectuais e pela probidade pessoal;

• Agir, em suma, com a dignidade das pessoas de bem e a correção dos profissionais que honram e engrandecem a sua classe.

De acordo com o Art. 6º do EAOAB “Não há hierarquia nem subordinação en-tre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos”.

O artigo 31 e seus parágrafos do Estatuto da Advocacia assim preceituam:

Art. 31. O advogado deve proceder de forma que o torne merecedor de res-peito e que contribua para o prestígio da classe e da advocacia.§ 1º O advogado, no exercício da profissão, deve manter independência em qualquer circunstância.

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14 Manual do Advogado em Início de Carreira

§ 2º Nenhum receio de desagradar a magistrado ou a qualquer autorida-de, nem de incorrer em impopularidade, deve deter o advogado no exer-cício da profissão.

As principais infrações-ético disciplinares cometidas pelos advogados são:

• Exercer a profissão quando impedido de fazê-lo;

• Valer-se de agenciador ou captador de causas;

• Violar, sem justa causa, sigilo profissional;

• Estabelecer entendimento com a parte advesa sem autorização do cliente ou ciência do advogado contrário;

• Prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu patrocínio;

• Locupletar-se por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte adversa, por si ou interposta pessoa;

• Receber valores, da parte contrária ou de terceiro, relacionados com o objeto do mandato, sem expressa autorização do constituinte;

• Recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele. O Advogado deve uma por-menorizada prestação de contas ao cliente, não excluindo outras pres-tações solicitadas pelo cliente a qualquer momento, e devolver os bens, valores e documentos recebidos no exercício do mandato, nos termos do artigo 9º do Código de Ética;

• Reter, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista ou sem con-fiança;

• Abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos 10 dias da comunicação da renúncia;

• Fazer em nome do constituinte, sem autorização escrita deste, imputação a terceiro de fato definido como crime;

• O Advogado não deve aceitar procuração de quem já tenha patrono constituí-do, sem prévio conhecimento deste, salvo por motivo justo ou para adoção de medidas judiciais urgentes e inadiáveis;

• Incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional;

• Manter conduta incompatível com a advocacia;

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15www.oabgo.org.br

• Falta de celebração de contrato escrito – o contrato escrito de prestação de serviços advocatícios deve estabelecer o trabalho a ser realizado pelo advo-gado, o valor e a forma de pagamento dos honorários advocatícios e determi-nar de quem será a responsabilidade pelo pagamento das custas e despesas processuais, entre elas o transporte, alimentação e hospedagem do advoga-do;

• Vincular o seu nome a empreendimentos de cunho manifestadamente du-vidoso;

• Cobrar honorários advocatícios menores do que o previsto na Tabela de Honorários da OAB;

• Deixar de aconselhar o cliente a não ingressar em aventura judicial.

Estas condutas acima não são aceitas. O profissional deve evita-las de todas as maneiras possíveis.

As sanções disciplinares consistem em:

• Censura

• Suspensão, pelo prazo de 30 dias a 12 meses, podendo perdurar em al-guns casos até que o advogado satisfaça integralmente a dívida, e até que preste novas provas de habilitação.

• Exclusão

• Multa, variável entre o mínimo do valor de uma anuidade e o máximo de seu décuplo, podendo ser aplicada cumulativamente a censura ou sus-pensão, em havendo circunstâncias agravantes.

É importante ressaltar que além da responsabilidade disciplinar, o advo-gado responde civilmente pelos danos que causar ao cliente, em virtude de dolo ou culpa (art. 32 do Estatuto).

A responsabilidade civil do advogado assenta-se nos seguintes elementos:

a) o ato (ou omissão) de atividade profissional; b) o dano material ou moral;

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16 Manual do Advogado em Início de Carreira

c) o nexo de causalidade entre o ato e o dano; d) a culpa ou dolo do advogado; e) a imputação da responsabilidade civil ao advogado.

O advogado, ao observar o seu comportamento no mercado e na sociedade, deve observar também a maneira como ele divulga seu serviço.

O tema publicidade é disciplinado pelo Código de Ética e Disciplina da OAB nos artigos 29 a 34. Também regulamenta o tema o provimento 94/2000 do Conselho Federal da OAB.

O profissional que desejar uma análise aprofundada sobre o tema deverá ler as normas acima citadas, além de pesquisar a jurisprudência do Conselho Federal e Tribunais de Ética de todo país.Assim, segue abaixo algumas dicas sobre o tema. Lembrando que estas su-gestões são apenas um resumo sobre a matéria, não se almejando esgotar o tema.

DICAS SOBRE PUBLICIDADE NA ADVOCACIA

CONDUTAS ADMITIDAS:

• O advogado pode anunciar os seus serviços profissionais com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divul-gação em conjunto com outra atividade.

• O anúncio deve mencionar o nome completo do advogado e o número da inscrição da OAB. É vedada a denominação de fantasia.

• O anúncio sob a forma de placas, na sede profissional ou na residência do advogado, deve observar discrição quanto ao conteúdo, forma e dimen-sões, sem qualquer aspecto mercantilista, vedada a utilização de “outdo-or” ou equivalente.

• O uso das expressões “escritório de advocacia” ou “sociedade de advoga-dos” deve estar acompanhado da indicação de número de registro na OAB ou do nome e do número de inscrição dos advogados que o integrem.

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17www.oabgo.org.br

• O advogado que eventualmente participar de programa de televisão ou de rádio, de entrevista na imprensa, de reportagem televisionada ou de qual-quer outro meio, para manifestação profissional, deve visar a objetivos exclusivamente ilustrativos, educacionais e instrutivos, sem propósito de promoção pessoal ou profissional, vedados pronunciamentos sobre méto-dos de trabalho usados por seus colegas de profissão.

• São admitidos como veículos de informação publicitária da advocacia: a) Internet, fax, correio eletrônico e outros meios de comunicação semelhan-tes; b) revistas, folhetos, jornais, boletins e qualquer outro tipo de impren-sa escrita; c) placa de identificação do escritório; d) papéis de petições, de recados e de cartas, envelopes e pastas.

• São meios lícitos de publicidade da advocacia: a) a utilização de cartões de visita e de apresentação do escritório, contendo, exclusivamente, in-formações objetivas; b) a placa identificativa do escritório, afixada no local onde se encontra instalado; c) o anúncio do escritório em listas de tele-fone e análogas; d) a comunicação de mudança de endereço e de altera-ção de outros dados de identificação do escritório nos diversos meios de comunicação escrita, assim como por meio de mala-direta aos colegas e aos clientes cadastrados; e) a menção da condição de advogado e, se for o caso, do ramo de atuação, em anuários profissionais, nacionais ou estran-geiros; f) a divulgação das informações objetivas, relativas ao advogado ou à sociedade de.

CONDUTAS NÃO ADMITIDAS:

• O anúncio não deve conter fotografias, ilustrações, cores, figuras, desenhos, logotipos, marcas ou símbolos incompatíveis com a sobriedade da advocacia, sendo proibido o uso dos símbolos oficiais e dos que sejam utilizados pela Ordem dos Advogados do Brasil.

• São vedadas referências a valores dos serviços, tabelas, gratuidade ou forma de pagamento, termos ou expressões que possam iludir ou confun-dir o público, informações de serviços jurídicos suscetíveis de implicar, direta ou indiretamente, captação de causa ou clientes, bem como menção ao tamanho, qualidade e estrutura da sede profissional.

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18 Manual do Advogado em Início de Carreira

• Considera-se imoderado o anúncio profissional do advogado mediante remessa de correspondência a uma coletividade, salvo para comunicar a clientes e colegas a instalação ou mudança de endereço, a indicação ex-pressa do seu nome e escritório em partes externas de veículo, ou a inser-ção de seu nome em anúncio relativo a outras atividades não advocatícias, faça delas parte ou não.

• O anúncio de advogado não deve mencionar, direta ou indiretamente, qualquer cargo, função pública ou relação de emprego e patrocínio que tenha exercido, passível de captar clientela.

• Não são admitidos como veículos de publicidade da advocacia: a) rádio e televisão; b) painéis de propaganda, anúncios luminosos e quaisquer ou-tros meios de publicidade em vias públicas; c) cartas circulares e panfle-tos distribuídos ao público; d) oferta de serviços mediante intermediários.

• Não são permitidos ao advogado em qualquer publicidade relativa à advocacia: a) menção a clientes ou a assuntos profissionais e a demandas sob seu patrocínio; b) referência, direta ou indireta, a qualquer cargo, função pública ou relação de emprego e patrocínio que tenha exercido; c) emprego de orações ou expressões persuasivas, de auto-engrande-cimento ou de comparação; d) divulgação de valores dos serviços, sua gratuidade ou forma de pagamento; e) oferta de serviços em relação a casos concretos e qualquer convocação para postulação de interesses nas vias judiciais ou administrativas; f) veiculação do exercício da advocacia em conjunto com outra atividade; g) informações sobre as dimensões, qualidades ou estrutura do escritório; h) informações errôneas ou enganosas; i) promessa de resultados ou indução do resultado com dispensa de pagamento de honorários; j) menção a título acadêmico não reconhecido; k) emprego de fotografias e ilustrações, marcas ou símbolos incompatíveis com a sobriedade da advocacia; l) utilização de meios promocionais típicos de atividade mercantil.

Assim, cabe ao advogado atuar com extrema vinculação aos preceitos do Código de Ética e Disciplina da OAB e do Estatuto da Advocacia e da OAB. O advogado deve ir além, uma vez que não basta aplicá-lo, mas tem de defen-dê-lo, invocando-o a todo o momento em que, diante de si, demonstrarem--se condutas que desmereçam as ciências jurídicas.

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Não com menos importância, também destacá-lo intensamente nos meios que frequentar, estimulando a todos operadores do direito a sua fiel observância. Somente assim o advogado contribuirá para o engrandecimento e respeito da advocacia. E para a evolução e defesa da sociedade.

2. DIREITOS E PRERROGATIVAS DA ADVOCACIA

Colaboração: Dr. Alexandre Carlos Magno Mendes Pimentel

No exercício da advocacia os atos dos advogados são invioláveis, pois pres-tam serviço público e de relevante valor social, inexistindo hierarquia ou su-bordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público. Todavia, é dever do advogado agir com respeito, discrição e independência, exigindo tratamento isonômico e zelando pelas prerrogativas a que tem di-reito.

Amparado no texto Constitucional, art. 133 que dispõe ser o “advogado indispensável à administração da justiça”, não podem pairar dúvidas o quanto é significativa e necessária à presença deste profissional no tripé da administração da justiça brasileira. Além deste princípio fundamental, o artigo 5. °, inciso XIII da Constituição Federal, assim dispõe:

“Art. 5. ° - Todos são iguais perante a lei, sem discrição de qualquer natu-reza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendi-das as qualificações profissionais que a lei estabelecer.”

Ao prefaciar o livro Prerrogativas Profissionais do Advogado de Alberto Zacharias Toron e Alexandra Lebelson Szafir o Ministro Celso de Melo assim consignou:

“a íntima vinculação que há – e que não pode ser desconsiderada em qualquer

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20 Manual do Advogado em Início de Carreira

abordagem que se faça em torno do tema – entre as prerrogativas profissio-nais de são titulares os advogados, de um lado, e a declaração constitucional de direitos e garantias”

Como se depreende dos diplomas legais, a indispensabilidade e a liberdade estão diretamente ligado ao exercício profissional em razão da Lei n.°8.906, de 04 de julho de 1994, o denominado Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil.

O exercício da atividade Advocatícia, Consultoria Jurídica, Assessoria Jurídi-ca e Direção Jurídicas1 , bem como a denominação Advogado, é privativo dos inscritos nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Aquele que pra-ticar ato privativo de Advogado ou utilizar-se da denominação de advogado sem estar regularmente habilitado estará exercendo ilegalmente a profis-são e, portanto, está sujeito às sansões legais, além de serem nulos todos os atos praticados.

No exercício da profissão, o Advogado deve ser tratado com urbanidade pelas autoridades, pelos servidores públicos e pelos serventuários da justiça, sendo indispensável à administração da justiça.

Para que possa exercer a atividade de forma plena, ao Advogado foi conce-dido direitos e garantias que lhes e dirigidos especificamente para o livre exercício da profissão. A violação das prerrogativas profissionais, em última analise é uma lesão aos direitos e garantias dos cidadãos.

Para Paulo Luiz Netto Lôbo a prerrogativa profissional significa direito exclusivo e indispensável ao exercício de determinada profissão no interesse social. Em certa medida é direito-dever e, no caso da advocacia, configura condições legais de exercício de seu múnus público.

Por mais que prerrogativa seja gênero e os direitos espécie, o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil – Lei nº.8.906/1994, trata-

1 Fundamento legal: art. 1º, II, do Estatuto da Advocacia e da OAB – Lei nº 8.906/94.

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os de forma indistinta. Não existe um dispositivo específico contendo o rol taxativo destas prerrogativas.

Entretanto, destaca-se o artigo 7º do Estatuto, que dispõe sobre algumas destas prerrogativas dos Advogados, das quais merecem destacamos algumas, tendo em vista o advogado em inicio de carreira, que são elas:

a) Exercício da Advocacia em território nacional com liberdade

Todos os Advogados inscritos na OAB tem direito de exercer livremente a advocacia em todo território nacional. Existem, porém, algumas ressal-vas. O Advogado pode atuar fora da Seccional de origem, sede de atua-ção, no limite de 05(cinco) causas por ano. Quando atuar com habituali-dade deverá requerer a inscrição suplementar na seccional.

b) Ausência de hierarquia e subordinação em relação a outras autoridades, servidores públicos e serventuários da Justiça:

O direito de igualdade e a garantia para que os advogados possam atuar na defesa dos direitos dos cidadãos de forma autônoma e independente, de forma a alcançar o seu fim social.

c) Inviolabilidade do local de trabalho

A única exceção a esta prerrogativa é no caso de ordem judicial. O juiz pode expedir mandato de busca e apreensão, devendo o objeto ser defi-nido e certo para ser válido.

d) Comunicar pessoal e reservadamente com seus clientes

A garantia de comunicação com clientes, pessoal e reservadamente, mesmo quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em esta-belecimentos civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis. Tal prerrogativa é essencial para a realização do estrito cumprimento da advocacia e consequentemente seja alcançada a Justiça.

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22 Manual do Advogado em Início de Carreira

e) Ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da advocacia

No caso de prisão do advogado, por ato decorrente do exercício profissio-nal, o mesmo tem direito a presença de representante da OAB no ato de lavratura do auto de prisão, sob pena de nulidade.

É oportuno ressaltar que o Advogado, no exercício da profissão somente pode ser preso em flagrante delito, por crime inafiançável, conforme exe-gese do artigo 7º, § 3º do Estatuto da Advocacia.

Assim, a autoridade que “der voz” de prisão ao advogado no exercício profissional estará incorrendo em crime de abuso de autoridade, Lei nº 4.898/65, que pode resultar inclusive na perda do cargo conforme dispõe o artigo 6º, § 3º, alinea “c” do mencionado diploma legal, processo ad-ministrativo perante Corregedoria a que esteja vinculado a autoridade, Conselho Nacional de Justiça, além de eventual crime contra a honra e reparação por danos morais.

f) Prisão em sala de Estado Maior, até trânsito em julgado da sentença

Conforme dispõe o inciso V, do art. 7º, do Estatuto da Advocacia, o advogado recolhido preso, antes de sentença com trânsito em julgado, terá direito de ficar em sala de Estado-Maior, com instalações e comodidades condignas, e na sua falta, em prisão domiciliar.

g) Liberdade de acesso, permanência nas repartições públicas, assembléias e direito de retirada

Sendo a atividade advocatícia um serviço público e, tendo em vista, ainda, a essencialidade do advogado para a administração da justiça, há, no Estatuto da Advocacia, a previsão de prerrogativas que visam conferir ao advogado a liberdade necessária para sua boa atuação, principalmente perante os ór-gãos públicos, judiciários ou não.

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Fundamento legal para tal prerrogativa esta no art. 7º, VI e VII, do Estatuto da Advocacia e da OAB, que tem por escopo final a garantia da realização da justiça e defesa do cidadão.

h) Dirigir-se diretamente aos magistrados

A independência dos advogados e essencial para que o Estado possa atingir seu objetivo de prover a justiça.

Assim, para que possa requer providências ou obter informações necessárias ao pleno exercício da profissão o Estatuto da Advocacia confere aos advogados a prerrogativa de se dirigirem diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes.

Portanto, os magistrados têm o dever funcional de receber os advogados, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, devendo ser observando apenas a ordem de chegada.

i) Retirada, exame e vista de autos

Para que posso exercer a defesa dos interesses do seu constituinte, o Advogado necessita ter conhecimento dos fatos, documentos, provas, alegações decisões e atos processuais realizados, o que somente é possível conhecendo os autos do processo.

Diante disso é que o Estatuto da Advocacia faculta ao advogado exame de autos e inquéritos, bem como a vista e retirada de autos de processos judiciais ou administrativos, de qualquer natureza, atendidas as exceções legais.

j) Fazer uso da palavra no âmbito do Poder Judiciário, Executivo, Legislati-vo e órgãos da Administração Pública em defesa

A palavra, escrita ou falada, constitui instrumento essencial para o exer-cício da advocacia.

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24 Manual do Advogado em Início de Carreira

Assim, o Estatuto da Advocacia, consagrou o uso da palavra como prerrogativa dos advogados, em especial, no que se refere ao direito às sustentações orais, às intervenções pela ordem e às reclamações, de modo que quaisquer normas contidas em regimentos internos no âmbito do Poder Judiciário, do Poder Executivo, representado pelos órgãos da Administração Pública ou do Poder Legislativo ou imposições colocadas pelas autoridades, quanto à forma a ser seguida pelo advogado, no exercício de seu direito de manifestação constituirá violação de prerrogativas.

k) Ser desagravado em público

O desagravo é meio de defesa do advogado sendo exercido quando as ofensas forem no exercício ou em razão da profissão. Deve ser feito pelo Conselho Seccional da localidade onde tenha sido praticada a ofensa e tem como objetivo permitir a reparação moral ao ofendido de forma a resgatar a sua dignidade profissional, assim como conclamar a solidariedade da classe para com o ofendido, de modo a promover não só a sua pública defesa, mas, também, a da classe como um todo contra a ofensa perpetrada.

Ressalta-se, que haverá Desagravo independente da aceitação do ad-vogado ofendido, uma vez que, a ofensa é à advocacia e, não apenas, à pessoa do advogado.

l) Recusar a depor mesmo com o cliente autorizando ou solicitando

Conforme dispõe o artigo 7º, XIX da lei 8.906/94 é prerrogativa do advogado recusar-se a depor como testemunha mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte.

m) Imunidade profissional à injúria e difamação

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Imunidade profissional ou inviolabilidade penal2 é “uma exigência fun-cional para melhor desempenhar a defesa dos interesses que lhe são confiados e com inteira liberdade na discussão da causa”.

Dessa forma, a imunidade não é um privilegio, mas sim uma garantia para que o advogado possa atua com destemor, independência, honestidade, decoro, veracidade, lealdade, dignidade e boa-fé.

Ressalta-se que essa imunidade é relativa, é relativa, haja vista que, tanto a Carta Magna, quanto o Código Penal e o Estatuto da Advocacia prevêem, expressamente, a atuação dentro de limites legais.

O rol de prerrogativas mencionado nesse manual não abarca se quer o rol contido no artigo 7º do Estatuto da Advocacia, sendo que para o exercício pleno da Advocacia e essencial o conhecimento dos seus direito e deveres.

Assim, o objetivo aqui é despertar os novos profissionais da necessidade de conhecer os seus direito e prerrogativas para o pleno exercício da advocacia.

DA COMISSÃO DE DIREITOS E PRERROGATIVAS

A OAB-GO, visando o combate às constantes violações às Prerrogativas dos Advogados, criou o Disque-Prerrogativas, que funciona em regime de Plantão 24h por dia, a fim de prestar assistência a qualquer membro desta Seccional que esteja sofrendo ameaça ou violação às prerrogativas profissionais. O atendimento é feito pelo telefone (62) 9976-9900.

O advogado também conta com o Núcleo de Defesa das Prerrogativas, localizado no Centro de Serviços da seccional, no Setor Sul, em Goiânia. O órgão funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, para receber denúncias de violação de prerrogativas da advocacia sendo que o contato pode ser feito pessoalmente ou pelo telefone 0800-6439900.

2 Toron, Alberto Zacharias, Prerrogativas profissionais do advogado.3. Ed. – São Paulo: Atlas, 2010, pag. 11

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Assim, quando o advogado for violado nas suas prerrogativas profissionais deve informar o fato para que se possam tomar as providências judiciais e extrajudiciais cabíveis.

Destaque-se que o advogado é o guardião das liberdades, da vida e do patri-mônio do seu constituinte. Por isso, é preciso que conheçam seus direitos e deveres e os exerçam, lembrando que o advogado não pode estar sujeito a qualquer constrição.

Há de ressaltar a seguinte frase “Pecar pelo silêncio, quando deve protes-tar, faz do homem um covarde”. Abraham Lincoln.

3. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DO ESTADO DE GOIÁS

Colaboração: Dra. Lívia Costa

O Advogado é o profissional habilitado para atuar na defesa dos interesses de seu cliente, exercendo munus público, um encargo público, já que é peça essencial para a administração da justiça e instrumento básico para assegurar a defesa dos interesses das partes em juízo, sendo também um dos pilares da democracia, buscando incansavelmente a justiça.

O Advogado é profissional liberal, ou seja, presta serviços em áreas de uso intensivo de conhecimento técnico, com qualificação e habilitação determinadas pela lei e pode trabalhar na condição de empregado ou de forma independente, na condição de autônomo, exercendo sua atividade profissional sem vínculo empregatício, por conta própria e assumindo seus próprios riscos.

Assim, atuando enquanto autônomo, sozinho ou em conjunto com outros colegas, o advogado tem de arcar com diversos custos para manter seu escritório em funcionamento, tais como despesas com energia, telefone, suprimentos, aluguel, internet, auxiliares, impostos, dentre outros, além, obviamente, do proveito econômico proveniente da advocacia que lhe

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permitirá o sustento próprio e de sua família. Para custear tais despesas, é imperioso que o advogado cobre honorários advocatícios que correspondam a valores justos que lhe permitam atuar na defesa de seus clientes, bem como permitam que todos os demais colegas advogados do mercado continuem exercendo suas atividades com dignidade.

De outro modo, caso o advogado aceite trabalhar mediante o recebimento de valores pífios, estará comprometendo as despesas de seu escritório, a qualidade de seu trabalho, a valoração da advocacia perante o cliente e perante a sociedade e as condições de sobrevivência de outros escritórios advocatícios.

É lamentável, e infelizmente não raro, encontrar colegas que instauram ver-dadeiros leilões às avessas, cobrando valores cada vez menores na disputa por clientes. Nestes casos, o valor recebido a título de honorários pode pa-recer simbolizar um ganho líquido, porém, ao serem subtraídas dos honorá-rios as despesas de manutenção do escritório, não raro, o advogado obterá um saldo negativo e estará pagando para trabalhar, quando, na verdade, sua profissão deveria ter por finalidade prover seu sustento com dignidade.

Muitas vezes a falta de gerenciamento e planejamento estratégico faz com esta realidade passe despercebida pelo advogado, que apenas notará o rombo no orçamento do escritório, e consequentemente no orçamento pessoal, quando a situação já tiver se tornado irrecuperável.

Além de tudo isso, os preços pífios pelos serviços advocatícios simbolizam concorrência desleal face a outros profissionais sérios e preparados que zelam pela cobrança de valores justos no exercício profissional.

Por esta razão, a Ordem dos Advogados do Brasil criou a Tabela Mínima de Honorários Advocatícias, corrigida periodicamente, que apresenta os serviços e os respectivos valores mínimos a ser cobrados pelo advogado a fim de se evitar a situação descrita, sob pena de violação do Código de Ética da OAB.

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Frise-se que a o advogado pode cobrar acima dos valores que constam da tabela, não devendo, entretanto, cobrar abaixo, salvo em caso de motivo plenamente justificável (art. 41 do Código de Ética e Disciplina da OAB).

Das três modalidades de honorários existentes (contratados ou convencionados, arbitrados e de sucumbência), a responsabilidade ética do advogado reside na fixação dos honorários contratados ou convencionados, os honorários pactuados entre o advogado e seu cliente. O advogado fixará o preço de seu serviço de acordo com uma série de fatores como complexidade da causa, tempo de trabalho, o local da prestação do serviço, despesas a serem geradas, a experiência e renome do profissional, dentre outros (art.36 do Código de Ética e Disciplina da OAB).

Para segurança tanto do cliente quando do advogado, o Código de Ética e Disciplina da OAB determina que todo contrato de honorários deva ser fir-mado por escrito, trazendo todas as especificidades dos serviços contrata-dos, valores respectivos, forma e momento de pagamento, além de outras situações. Além disso, o Código de Ética e Disciplina da OAB preceitua:

Art. 38. Na hipótese da adoção de cláusula quota litis, os honorários devem ser necessariamente representados por pecúnia e, quando acrescidos dos de honorários da sucumbência, não podem ser superiores às vantagens advindas em favor do constituinte ou do cliente.

Parágrafo único. A participação do advogado em bens particulares de cliente, comprovadamente sem condições pecuniárias, só é tolerada em caráter excepcional, e desde que contratada por escrito.

O artigo 38 do Código de Ética e Disciplina permite o emprego da cláusula quota litis ao contrato de honorários que vincula a remuneração do causídico ao sucesso da demanda. O advogado neste caso assume, juntamente com o cliente, o risco da demanda.

Em tais casos, o percentual máximo de cobrança de honorários

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advocatícios admitido pelo Código de Ética e Disciplina da OAB é de 50% (cinquenta por cento) do proveito econômico obtido pelo cliente, somados os honorários contratados aos honorários de sucumbência.

Por esta razão, a Ordem dos Advogados do Brasil criou a Tabela Mínima de Honorários Advocatícias, corrigida periodicamente, que apresenta os serviços e os respectivos valores mínimos a ser cobrados pelo advogado a fim de se evitar a situação descrita, sob pena de violação do Código de Ética da OAB.

A Tabela de Honorários válida para o estado de Goiás pode ser acessada pelo site da OAB-GO.

De qualquer forma, o que se espera de um advogado, seja ele experiente ou em início de carreira, é que sempre use de bom senso e ética para fixar os valores dos honorários, em respeito ao seu cliente, aos demais advogados que formam o mercado e a si próprio enquanto advogado.

DICAS AO ADVOGADO EM INÍCIO DE CARREIRA

• O advogado deve contratar, por escrito, a prestação dos serviços profissionais, fixando o valor dos honorários, reajuste e condições de pagamento, inclusive no caso de acordo, e observando os valores mínimos constantes da Tabela.

• A forma e as condições de pagamento das custas e encargos judiciais e extrajudiciais, deverão integrar o contrato.

• Todas as despesas, judiciais ou extrajudiciais, bem como de locomoção, alimentação, hospedagem, certidões, cópias, condução de auxiliares, etc., serão suportadas pelo cliente, ao qual deverá o advogado fazer prestação de contas.

• Os honorários da sucumbência pertencem ao advogado e não excluem os contratados.

• O advogado substabelecido deve ajustar a sua remuneração com o advogado substabelecente e com o cliente antes de aceitar o substabelecimento.

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• Pactuar se os honorários serão devidos independente do sucesso da demanda.

• O contrato de honorário escrito é título executivo extrajudicial, enquanto os judiciais, ou seja, arbitrados em sentença judicial ou fixados a título de sucumbência, são títulos judiciais. Tanto um quanto outro devem ser cobrados por processo de execução, a diferença é que os judiciais, poderão ser cobrados nos próprios autos do processo principal.

• Para que o advogado possa reter seus honorários, caso esteja autorizado a receber proveitos em nome do cliente, é necessário que haja tal previsão no contrato de honorários.

• Outra atitude que o advogado pode adotar é, na fase de cumprimento de sentença, juntar aos autos seu contrato de honorários e requerer que seja expedido alvará distinto para o levantamento de seus honorários.

4. TRIBUTAÇÃO DA ATIVIDADE ADVOCATÍCIA

Colaboração: Colaboração: Otávio Alves Forte / Thiago MirandaCartilha da Comissão de Direito Tributário da OAB-GO

Os serviços de advocacia, assim como uma infinidade de outros serviços, são tributados. Pouco importa se o serviço é prestado por advogado autôno-mo ou por integrantes de uma Sociedade de Advogados. O não recolhimento dos tributos pode levar a uma série de consequências desagradáveis, den-tre elas: autuações por parte dos fiscos Municipal e Federal, multas (que podem, facilmente, chegar a 225% do valor do tributo devido), além de san-ções de natureza penal.Com a evolução tecnológica, está cada vez mais fácil para o Fisco identificar a renda e o patrimônio do contribuinte. Hoje, praticamente as três esferas de Governo trocam informações, cruzam dados, em busca de indícios de possíveis fraudes e/ou sonegação fiscal.Modernos programas de processamento de dados permitem que os Gover-nos cruzem informações e obtenham dados das atividades do contribuinte com grande fidelidade e agilidade.

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Deve-se ter em mente que a atividade do Advogado é pública. Basta o nú-mero de sua inscrição na OAB para se levantar quantos e quais são os pro-cessos em que ele atua. Se o advogado não recolhe ISS, por exemplo, nada impede que o Fisco Municipal, de posse desses dados, autue o profissional por sonegação fiscal. O Fisco Federal também tem interesse em saber de onde vem o patrimônio do advogado e se ele corresponde ao que ele efeti-vamente declara.Outra questão de suma importância é o recolhimento da contribuição previ-denciária pelo advogado. Além de evitar autuações fiscais, o devido recolhi-mento desse tributo garante ao advogado, autônomo ou como sócio de uma Sociedade, uma série de Direitos, tais como aposentadoria, pensão por mor-te, salário-maternidade para as advogadas, auxílio-doença, entre outros.A tributação da atividade advocatícia vai depender da forma de organização da prestação de serviços pelo profissional advogado.A advocacia, hodiernamente, pode ser prestada pelo profissional liberal ad-vogado, pessoa física (Advogados autônomos é calculado até 27,5% sobre os rendimentos a título de IR, paga ainda contribuição ao INSS e ISS), ou atra-vés da reunião de advogados em sociedade de advogados, conforme faculta o art. 15, caput, do Estatuto da Advocacia e da OAB.De início, ressalta-se que o tratamento tributário é uma das principais van-tagens da sociedade de advogados que, inclusive, agora podem ser enqua-dradas no SIMPLES. O tratamento tributário da sociedade de advogados segue a regra aplicável às pessoas jurídicas, com algumas particularidades em determinados as-pectos.O regime do lucro real, do lucro presumido e o SIMPLES. O regime do lucro presumido é mais usado pelas sociedades de advogados em detrimento do regime do lucro real. Basicamente isto se deve ao fato de não haver neces-sidade de manter escrituração de livros contábeis na forma das leis fiscais e comerciais. Basta apenas a escrituração de livro caixa, e serão trimestrais o período de apuração e o recolhimento. Pelo SIMPLES as sociedades com receita anual de até R$ 3,6 milhões podem recolher de forma unificada os tributos que o Simples Nacional abrange – Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre Lu-cro Líquido (CSLL), Programa de Integração Social e Programa de Formação

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do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), Contribuição para Financia-mento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industriali-zados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Serviços de qualquer natureza (ISS).Incide sobre a sociedade de advogados a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL). Para apuração da CSLL a sociedade de advogados deve ado-tar a mesma sistemática que foi escolhida para o IRPJ, ou seja, ou regime do lucro real ou presumido.A contribuição para o financiamento de seguridade social (COFINS), ape-sar da Súmula 276 do Superior Tribunal1 , que isentava as sociedades de advogados do pagamento deste tributo, não ter sido, até a presente data, revogada. O Supremo Tribunal Federal estáanalisando a constitucionalidade da matéria, sendo que por oito votos já entende que inexiste isenção das sociedades de advogados com relação à COFINS.Logo, recomenda-se que o escritório efetue o recolhimento do tributo. A sociedade de advogados deve contribuir com a contribuição para o pro-grama de integração social (PIS) com alíquota de 0,65% sobre sua receita apurada mensalmente, em caso de apuração do IRPJ por lucro presumido.Com relação ao imposto sobre serviços (ISS), de competência municipal, os §§ 1º e 3º do Decreto-lei Federal nº 406/68 resguardam às sociedades civis uniprofissionais de profissões regulamentadas o direito de recolher o im-posto (art. 156, inciso III da CF) através de alíquotas fixas, calculadas com base no número de profissionais habilitados e não tendo por base de cálculo o faturamento mensal, além de proibir, reflexamente, a retenção deISS pelas pessoas jurídicas que contratem as referidas sociedades civis uni-profissionais de profissões regulamentadas.Importante destacar que, apesar dos municípios alegarem que menciona-dos dispositivos foram revogados pela Lei Complementar 116/2003 e cobra-rem o ISS sobre o preço do serviço. Tal entendimento não vem vigorando nos tribunais pátrios.Tanto que a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Goiás, obteve decisão em Mandado de Segurança, confirmada pelo Tribunal de Justiça de Goiás2, que garantiu tratamento tributário privilegiado para o ISS ser calculado pelo número de profissionais da categoria existentes na sociedade de advogados,

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e não com base no faturamento do serviço. Ainda, entendeu inadequada a substituição tributária, não se permitindo a retenção do tributo pelo toma-dor do serviço, já que o recolhimento deverá ser feito pelo próprio contri-buinte.Ainda, têm-se as contribuições previdenciárias que devem ser pagas pela sociedade de advogados: a destinada ao pagamento da seguridade social é de 1% (um por cento) sobre a remuneração bruta paga aos empregados; também, a contribuição ao INSS é devida, mensalmente, em 20% (vinte por cento) sobre o total das remunerações pagas aos prestadores de serviço, independentemente de sua classe, tais como: sócios que receberem pro la-bore, advogados associados, empregados e colaboradores segurados.Mesmo apesar da incidência de vários tributos é mais vantajoso para o advo-gado constituir uma sociedade profissional, pois sobre o advogado profissio-nal liberal incidirá alíquotas mais altas, principalmente, quanto ao imposto de renda retido na fonte e a contribuição previdenciária, que, também, será retida na fonte.Destaca-se que o documento fiscal para recebimento dos honorários ad-vocatícios pelo profissional autônomo é a Requisição de Pagamento a Au-tônomo – RPA – e, da sociedade de advogados a nota fiscal de prestação de serviços.Para um melhor entendimento do assunto, tratado aqui de forma resumi-da, sugerimos a leitura da Cartilha idealizada e executada pela Comissão de Direito Tributário da OAB-GO, que trata de modo prático quais tributos devem pagar e como realizar o recolhimento. Isto porque o advogado e os escritórios de advocacia devem dedicar atenção redobrada ao correto pla-nejamento tributário de seu exercício profissional.O advogado autônomo, em especial, deve ter o cuidado de se inscrever na Previdência Social e recolher sua contribuição social, de acordo com suas possibilidades, garantindo não só o direito a aposentadoria, mas também o direito a diversos benefícios sociais.A tributação do advogado autônomo é consideravelmente maior do que a das sociedades de advogados. Sendo assim, dependendo do seu faturamen-to anual, é interessante a opção pela sociedade, cuja tributação é significa-tivamente menor.Em relação às sociedades de advogados, estas devem ter o cuidado de man-

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ter em dia a escrituração dos livros contábeis, de modo que possam distri-buir o lucro contábil em sua totalidade sem a incidência de imposto de renda em relação aos beneficiários.Em relação à figura do advogado associado, por não receber lucro, será tri-butado como advogado autônomo.Por fim, é importante relembrar que o fisco está cada vez melhor aparelha-do para identificar a renda e o patrimônio do contribuinte e que não há como fugir ao pagamento dos tributos. Lembramos ainda que é pelo recolhimento dos tributos, com a devida documentação dos fatos que lhe deram origem, que o advogado tem como justificar a licitude de sua renda e de seu patri-mônio.

Acesse a Cartilha da Comissão de Direito Tributário e tenha mais informa-ções: http://www.oabgo.org.br/oab/cartilhas/

5. SERVIÇOS DA OAB PARA OS ADVOGADOS

Colaboração: Colaboração: Marta Neres Rodrigues / Pedro Henrique Mesqui-ta de Deus

CAJ - COMISSÃO DA ADVOCACIA JOVEM

Funções: • Desenvolver política específica para o recém inscrito nos quadros da sec-cional goiana da OAB, visando a sua integração no mercado de trabalho e na Instituição; • Defender os interesses do novo advogado, bem como do estagiário no Con-selho Seccional; • Incentivar a criação de comissões similares nas demais seccionais do País, bem como no Conselho Federal; • Contribuir com a Comissão de Ensino Jurídico na discussão sobre a conve-niência e oportunidade da criação e avaliação dos cursos jurídicos no Es-tado de Goiás; • Manter intercâmbio com as comissões similares instaladas nas demais

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seccionais do País; • Contribuir com a ESA-GO na organização de eventos, seminários, encon-tros, cursos e congressos, com o objetivo de formular propostas e estabe-lecer programas voltados para o segmento da advocacia jovem e dos esta-giários; • Programar e realizar eventos de interesse específico dos novos advogados e estagiários inscritos na OAB-GO.

O que é e o que faz a CAJ? A Comissão é voltada ao auxilio do (a) advogado (a) com até cinco anos de inscrição. Presta especial atenção também aos estagiários (as), estudantes e bacharéis em Direito. Possui treze coordenações divididas em subcomis-sões. Por elas você pode fortemente atuar perante a instituição e sociedade. Há trabalhos, por exemplo, em escolas prestando informações como noções básicas de Direito e cidadania; participação no processo eleitoral, informan-do a sociedade sobre os riscos da corrupção eleitoral com o lema “voto não tem preço, tem consequência”; integração com os estudantes de Direito por meio do projeto “OAB vai à Faculdade” e tantos outros. Você pode ser pales-trante nos serviços da CAJ, sendo esta, uma excelente oportunidade para praticar sua oratória. Institucionalmente há trabalhos de preparação para o mercado com cursos e seminários, fomentação do estudo do Direito, busca de mecanismos para solucionar os problemas comuns no dia-a-dia enfrentados por advogados em início de carreira, interação entre capital e interior, defesa das prerro-gativas, integração do acadêmico e bacharel nos projetos da OAB para que conheçam a instituição etc. Principais ações da CAJ nos últimos anos:• 13 mil alunos atendidos pelo OAB Vai à Escola.• 10 mil acadêmicos alcançados pelo OAB Vai à Faculdade.• 5 mil profissionais atendidos com o Minicurso, Fórum de Debates, Terça Prática, Bate papo com o judiciário, bate papo com o legislativo, reuniões

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etc.• Presença na semana jurídica das faculdades. Principais Conquistas• Serviço gratuito de publicações – OAB On Line.• Sistema gratuito de gestão de processos – OAB Pro.• Consultoria de Mercado Gratuita – Sistema de Inteligência de Mercado – SIM.• Manual do Advogado em Início de Carreira.• Escritório Compartilhado – Serviço Gratuito que conta com apoio de secre-tária, computador e internet.• Banco de Oportunidades.• Fórum online – Fórum de dúvidas e debates.• Convites para o CEL.• Desconto de até 50% na anuidade. Todos os advogados com inscrição prin-cipal originária que ingressarem na Ordem em 2013 terão 50% de desconto nesse valor. Em seu segundo ano de inscrição, 45%. Seguindo o escalona-mento de cinco pontos percentuais, ele terá 30% de desconto em seu quinto ano de OAB.• Programa meu primeiro escritório - Crédito de até R$ 25.000,00 por meio do Goiás Fomento. Programa do Governo Estadual.

Subcomissão de Acompanhamento ForenseCoordenador: Paulo Felipe Souza

Desenvolve atuação em conjunto com a Comissão de Acompanhamento Fo-rense da OAB-GO no papel de estabelecer a interlocução entre a Ordem e o Poder Judiciário, com o intuito de facilitar o cotidiano forense dos advoga-dos e estagiários, através do levantamento dos problemas e necessidades dos profissionais em início de carreira.

Subcomissão do Advogado em Início de CarreiraCoordenador: Luiz Alves de Carvalho Filho - 2013/2015 Silvia Mundim Lopes Veloso- 2015

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Tem o objetivo de criar e implementar condições que possibilitem ao pro-fissional iniciante obter capacitação, inserir-se no mercado de trabalho e se destacar na profissão. É responsável por diversos projetos que dão suporte à carreira: Manual do Advogado em Início de Carreira, Escritórios Compartilhados, Banco de Currículos e Oportunidades, Fórum Eletrônico, Programa Meu Primeiro Escritório (concessão de crédito por meio de par-ceria com o Governo de Goiás) e OAB On-line.

Subcomissão do Advogado EstudanteCoordenador: Régis Rodrigues Pereira - 2013/2015 Marcos Filipe Machado Cruz - 2015

Tem o objetivo de trabalhar em parceira constante com a Escola Superior de Advocacia na implantação de cursos, seminários, palestras que prepa-rem o advogado interessado em carreiras da Advocacia Pública. Relacio-namento com cursinhos preparatórios e instituições que oferecem pós--graduação.

Subcomissão de Capacitação ProfissionalCoordenador: Olga Fernandes de Moura Leite - 2013 Matheus Scoponi José Tavares - 2014/2015

Atua em conjunto com a ESA-GO, promovendo a capacitação e a inserção do advogado em início de carreira e do estagiário no exercício profissional, através do auxílio na sua qualificação. O principal projeto é o Minicurso, evento para advogados, estagiários e acadêmicos, que conta com oficinas e palestras com temas atuais e motivacionais voltados para a prática jurí-dica e a gestão de escritórios. Esse serviço também visa aproximar o ad-vogado da OAB e compartilhar todos os serviços prestados.

Subcomissão de ComunicaçãoCoordenador: Pedro Henrique Mesquita de Deus

Tem a função de divulgar e dar publicidade às ações institucionais da Co-

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missão da Advocacia Jovem, sendo responsável pelas ferramentas de co-municação da Comissão (Blog da CAJ, Facebook e Twitter), além de traba-lhar em conjunto com a Assessoria de Comunicação da OAB-GO.

Subcomissão de Cultura, Eventos e LazerCoordenadora: Thayza Florencio de Sousa – 2013/2014

Desempenha o papel de incentivar a prática esportiva e a promoção cultu-ral no interior e capital, através de parcerias com o CEL e convênios com empresas e outras instituições. A Subcomissão realiza ainda as “Quintas--Culturais”, eventos já consagrados no calendário oficial da OAB-GO (Fes-ta Junina e Réveillon). Outra importante realização é a CAJ-Solidária, que arrecada alimentos, roupas e outros utensílios de necessidade para se-rem doados a instituições de caridade.

Subcomissão do Estagiário e do Acadêmico de DireitoCoordenador: Matheus Scoponi José Tavares - 2013 Murilo Marques - 2014 Eduardo Kleber Xavier Lemos - 2015

A presente Subcomissão tem por característica precípua a integração en-tre estagiários e acadêmicos de Direito por meio de sua participação ins-titucional na OAB-GO. É responsável ainda pelo levantamento das neces-sidades e por estimular a opção dos futuros bacharéis pelo exercício da atividade advocatícia.

Subcomissão de Estudos JurídicosCoordenador: Victor Naves - 2013 Marta Neres Rodrigues - 2014-2015

A Subcomissão de Estudos Jurídicos é responsável por fomentar o estu-do e o debate das diversas áreas do Direito no âmbito da Comissão, das Instituições de Ensino Superior e da própria OAB-GO, em parceria com as outras Comissões, por meio da realização de fóruns de debates, seminá-rios e palestras. O objetivo principal é inserir o profissional em início de

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carreira nas principais discussões jurídicas.

Subcomissão de Integração e Relações InstitucionaisCoordenador: Bráulio Rodrigues Duarte - 2013 Vilmar Freire - 2014/2015

É responsável pela integração entre advogados em início de carreira do interior e da capital e busca planejar, programar, fomentar e gerir ati-vidades com as diversas instituições da sociedade em todos os seus se-guimentos, inclusive parcerias junto a diferentes entidades jovens (Acieg Jovem, AJE, Faeg Jovem, Conjuv/GO, etc.) com vistas à troca de experiên-cias. É responsável ainda pela organização e realização de eventos tra-dicionais como a Terça Prática, Encontro Estadual da Advocacia Jovem e Colégio Estadual de Presidentes da CAJ.

Subcomissão do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)Coordenador: Thiago de Melo Lopes

O objetivo da Subcomissão do MCCE é o de mobilizar e esclarecer a popu-lação sobre a importância do fortalecimento e aperfeiçoamento da demo-cracia através do voto consciente, trazendo a baila temas pertinentes às eleições, como a compra de votos e a Lei da Ficha Limpa. A Subcomissão estabelece parcerias com organizações sociais, escolas, faculdades, ins-tituições religiosas e entidades da sociedade civil para alcançar o maior número de pessoas com suas ações.

Subcomissão OAB Vai à EscolaCoordenadora: Flávia Fernandes – 2013/2015 Marcela Campos Teixeira - 2015

“OAB Vai à Escola” tem como objetivo levar aos estudantes dos ensinos fundamental e médio e educação de jovens e adultos (EJA) noções de ci-dadania e demais temas legais relevantes à vida e ao cotidiano da popula-ção, auxiliando na formação de cidadãos conhecedores de seus direitos e deveres.

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Subcomissão OAB Vai à FaculdadeCoordenador: Gilson Dias de Araujo Filho

O serviço “OAB Vai à Faculdade” tem a missão de aproximar a Ordem dos acadêmicos de Direito, fomentando a advocacia no meio estudantil atra-vés de eventos, palestras e visitas nos campus, para motivar e auxiliar na escolha profissional do bacharelando em Direito, promovendo a qualifi-cação, atualização e visão do mercado de trabalho.

Subcomissão de Prerrogativas para Advogados em Início de CarreiraCoordenador: Fredd Délio Miranda Martins – 2013/2014 Marianne Cardoso Schmidt - 2015

A Subcomissão de Prerrogativas Jovem trabalha em parceria direta com a Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB/GO, assistindo os advoga-dos jovens ou estagiários que venham a sofrer ameaça ou efetiva violação aos seus direitos e prerrogativas no exercício profissional.

ESA – ESCOLA SUPERIOR DE ADVOCACIA Diretor Geral: Flávio Borges Buonaduce - 2013-2015 Ludmila Torres - 2015Funções: A Escola Superior de Advocacia da OAB-GO Conselheiro Francisco Moreira Camarço (ESA) foi criada no dia 28 de abril de 1986 para funcionar como um centro de estudos e pesquisas no campo do Direito, com foco no aprimo-ramento profissional de advogados e estagiários inscritos na OAB-GO que militam tanto na capital como nos municípios do interior do Estado. Suas atividades, que são ministradas em Goiânia e nas subseções da OAB--GO, abrangem todas as áreas do Direito, incluindo também temas como gestão de escritórios de advocacia, marketing jurídico, oratória, linguagem forense, espanhol, inglês, português instrumental, entre outros. Além dis-so, seguindo a evolução do processo judicial, desde 2008, a ESA oferece cursos e palestras voltados para a orientação do profissional sobre o peti-

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cionamento eletrônico. A Escola mantém parcerias com institutos de Direito e instituições de ensino superior para oferecer ainda mais possibilidades de aperfeiçoamento jurídi-co aos inscritos, além de apoiar eventos acadêmicos a fim de aproximar as faculdades da seccional.

CASAG Presidente: Julio Cesar do Valle Vieira MachadoFunções: A Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás - CASAG é uma entidade beneficente, sem fins lucrativos, constituída pelos Advogados e Estagiários inscritos no quadro da Ordem dos Advogados Seção de Goiás e tem por fi-nalidade prestar assistência e seguridade social aos inscritos e seus depen-dentes. (Art. 2º - Estatuto) A CASAG, cumprindo seu papel institucional, definiu planejamento estraté-gico focado em quatro perspectivas: cliente, interna, aprendizado e financei-ra. Para tanto, foram definidos os fundamentos estratégicos, missão, visão e valores. MISSÃO “Atender assistencialmente os Advogados, Estagiários, dependentes e con-veniados, oferecendo benefícios, produtos e serviços.” VISÃO “Satisfazer amplamente os nossos clientes, consolidando-se como referên-cia assistencial em nível nacional.” VALORES - Qualidade de vida - Humanização - Transparência - Responsabilidade social - Valorizar o profissional Advogado - Respeito ao cidadão - Compromisso com a sustentabilidade

OAB-PREV GOIÁS Diretor-Presidente: Enil Henrique de Souza Neto

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Funções: A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Goiás – OAB/GO e a Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás – CASAG, pensando em você e sua família, criaram um Fundo de Pensão – Entidade de Previdência Comple-mentar Fechada, o OABPrev-GO, para oferecer o Plano de Benefícios Previ-denciários do Advogado – Adv-PREV, um Plano de Benefícios ao qual todos os advogados e seus familiares filiados à OAB-GO e à CASAG poderão aderir. Posteriormente, a seccional da OAB do Tocantins e a CAATO – Caixa de As-sistência dos Advogados do Tocantins também aderiram como instituidoras do Plano. Através dos benefícios oferecidos, os participantes e sua família terão assegurados tranqüilidade e segurança, tanto no presente como no futuro.

TED Presidente: Frederico Augusto Auad de GomesFunções: A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Goiás – OAB/GO e O Tribunal de Ética e Disciplina é o órgão da OAB-GO destinado a orientar e aconselhar a respeito da ética profissional. Compete-lhe, também, por força do que dispõem a Lei nº 8.906/94 e o Có-digo de Ética e Disciplina, instruir e julgar processos disciplinares, obser-vando as regras do estatuto e do regulamento geral, aplicando os princípios expostos na legislação processual penal. Em sua função ética, o TED expede resoluções para que o advogado continue merecedor de respeito, e mantenha independência absoluta no exercício da profissão, contribuindo para o prestígio da classe.

CEL Diretor Geral: Iron Amadeu Camilo de Vasconcelos NavesFunções: O Centro de Cultura, Esporte e Lazer da Advocacia de Goiás (CEL) foi criado para oferecer aos advogados goianos e seus familiares um espaço adequado para prática esportiva, descanso e diversão. Começou a ser construído em 1999 e foi inaugurado em agosto de 2003. O projeto de arquitetura foi de-senvolvido com base nas necessidades dos advogados e na conservação da

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exuberante natureza do lugar. Construído numa área de mais de 171 mil m², o CEL abrange nascentes que abastecem os dois lagos do clube. Um deles, com grande variedade de peixes, é utilizado para pesca esportiva. Para proteger as nascentes contra erosão, uma área de 20 mil m² foi reflorestada. O CEL compreende também uma reserva florestal que abriga pássaros típicos do Centro-Oeste. O clube conta ainda com grandioso complexo esportivo, digno de importan-tes campeonatos regionais e nacionais; salão de festas, que é referência para os melhores eventos do Estado; completa estrutura de lazer; e amplo estacionamento.

SIM: SISTEMA DE INTELIGÊNCIA E MERCADO ON-LINE.

Implantado no mês de setembro de 2012, o SIM – Sistema de Inteligência e Mercado On-line foi instituído e disponibilizado pela OAB/GO para todos seus inscritos poderem acessar estudos de mercado, textos e artigos de consultores nacionais e internacionais sobre mercado de trabalho, marke-ting jurídico, gestão de escritórios e planejamento estratégico. Além disso, o SIM conta com um profissional de marketing jurídico disponí-vel para tirar dúvidas e auxiliar os advogados na condução de suas carrei-ras, através de dicas sobre posicionamento de mercado e atração ética de clientes. As modalidades iniciais de atendimento são disponibilizadas através de consultoria on-line, pelo site da OAB/GO: http://www. oabgo.org.br/oab/sistema-de-inteligencia-e-mercado-home, existindo ainda a possibilidade de agendamento para visita do consultor. ESCRITÓRIO COMPARTILHADOServiço gratuito que você pode utilizar tendo a disposição secretária, com-putador e internet.No local, os advogados que ainda não possuem seu próprio espaço de traba-lho têm à disposição secretária, computador com internet, impressora, fax e ambiente adequado para atendimento a clientes e peticionamento. O serviço é oferecido aos advogados com até cinco anos de inscrição na seccional e

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que estão com o pagamento da anuidade em dia. O profissional poderá uti-lizar as salas três vezes por semana, durante duas horas em cada dia, das 8 às 18 horas, de segunda a sexta-feira. Entretanto, é necessário agendar o horário desejado com, pelo menos, um dia de antecedência pelo telefone (62) 3901-1405.O Escritório Compartilhado em Goiânia fica no Centro de Serviços, na Rua 101, nº 123, Setor Sul. O horário de funcionamento é das 8 às 18 horas, de segunda a sexta-feira. Mais informações pelo telefone (62) 3901-1405.

OPORTUNIDADES O Banco de Oportunidades Profissionais é um espaço no Portal da OAB-GO para o cadastramento de currículos de estagiários e de advogados em início de carreira (com até cinco anos de inscrição na Seccional goiana), bem como para Sociedades de Advogados e empresas de todo o País registrarem suas vagas de emprego. Assim, o profissional poderá pesquisar as vagas dispo-níveis para o seu perfil e entrar em contato com o empregador. Da mesma forma, os escritórios de advocacia e as empresas terão acesso aos currícu-los dos profissionais cadastrados. BANCO DE OPORTUNIDADES

FÓRUM ON LINE Visando integrar advogados e estagiários inscritos na OAB Goiás, o Fórum Online é uma ferramenta no qual os usuários podem participar de grupos de discussão de direito, enviando e respondendo dúvidas de colegas e comen-tários em diversos tópicos. FÓRUM ONLINE.

OAB ONLINE Além de receber suas publicações gratuitamente via e-mail o Advogado regularmente inscrito e adimplente na OAB/GO, contam com um sistema on-line de gerenciamento de publicações, andamento processual, Proces-sos digitais, Agenda para administrar seus compromissos, Jurisprudências, Modelos de práticas jurídicas, além de várias outras funcionalidades. O sistema ainda disponibiliza de forma organiza suas publicações por áreas, com definições de prazos, garantindo ao Advogado comodidade, rapidez e segurança. O acesso ao Sistema OAB Online pode ser feito diretamente pelo site da

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OAB-GO: www.oabgo.org.br.

SERVIÇOS EXCLUSIVOS A Ordem dos Advogados do Brasil tem como principal objetivo garantir o irrestrito cumprimento dos direitos profissionais dos advogados, pois só assim os cidadãos comuns poderão ter pleno acesso à justiça. O trabalho é realizado em várias frentes, que incluem desde a realização de eventos técnicos e cursos de capacitação até campanhas de conscientização e servi-ços de apoio exclusivos para advogados. Veja abaixo algumas das principais conquistas da OAB em benefício dos advogados goianienses: • Disque Prerrogativas: em defesa das prerrogativas da advocacia o advoga-do conta com um serviço de atendimento especializado, através do telefone 9976.9900, fazendo com que seus direitos profissionais sejam garantidos. • Recorte: a OAB-GO oferece gratuitamente aos advogados o serviço gratui-to de envio de intimações judiciais. Basta fazer o cadastro no site. • Sala dos Advogados e Serviços: a OAB-GO conta com mais de ... salas de apoio ao advogado em todo o Estado. São salas equipadas com computado-res e outras ferramentas de trabalho para uso exclusivo dos advogados em sua rotina de trabalho. • Escritório Compartilhado: • Estacionamento: • Biblioteca do Advogado: biblioteca exclusiva para advogados na sede de serviços da OAB-GO. • Revista da OAB: trimestralmente os advogados recebem gratuitamente a Revista da OAB-GO, uma publicação que traz os destaques da advocacia, conquistas da OAB e dos advogados, além de reportagens e matérias jurí-dicas diversas. • Site OAB-GO: informações, notícias sempre atualizadas, eventos, versão digitalizada deste manual e muito mais no site www. oabgo.org.br.

6. MARKETING JURÍDICO

Colaboração: Victor Furtado, Consultor em Marketing Jurídico e Gestor do

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Sistema de Inteligência e Mercado (SIM ) da OAB de Goiás

O conceito que baliza o Marketing Jurídico é a moderação. O Provimento 94/2000 aponta algumas restrições visando garantir a respeitabilidade da imagem profissional da categoria impedindo a auto promoção exacerbada ou mesmo o fomento artificializado de demandas.

Podemos até chamar de “modelo” o conjunto de técnicas utilizadas para execução do marketing jurídico, dos quais o marketing pessoal é uma das ferramentas principais.

Marketing Jurídico é composto por dezenas de aspectos importantes, entre eles: Estratégias de construção de marca do escritório, estabelecimento de diferenciais competitivos valorizados pelo mercado onde atua, foco na satisfação do cliente, fidelização dos clientes lucrativos, marketing pessoal dos advogados, postura profissional, compromisso e bom atendimento ao cliente, gestão profissionalizada, captação de clientes, formulação de propostas de serviços e honorários e muitos outros temas.

Marketing Jurídico pode ser definido como um conjunto de conceitos, ações e estratégias com objetivo de construir um diferencial de mercado capaz de gerar reputação, captação de clientes e sucesso profissional. Mas, na verdade Marketing Jurídico trata e dá atenção a tudo o que acontece da “porta para fora do escritório”, e também da “porta para dentro”, pois de nada adianta o advogado ou escritório encontrar um promissor nicho de mercado para atuar com alta demanda e lucratividade e construir uma reputação positiva no mercado se ao chegar ao escritório o cliente – atraído pela reputação e perfil de serviços oferecidos – não for bem recepcionado em sua chegada, não for bem atendido pelo advogado, ou então de nada adiantará ele ser muito bem recebido quando do primeiro contato, mas não conseguir contato com seu advogado durante o processo ou mesmo não ficar satisfeito com o serviço prestado.

A advocacia é um negócio baseado na exposição profissional, construção de redes de relacionamento, competência, gestão de imagem profissional e

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conquista da confiança dos clientes, amigos e parceiros.

A exposição profissional tem por objetivo geral fazer com que o advogado seja conhecido por seu mercado alvo, pois ninguém contrata um advogado que não conhece ou nunca ouviu falar. Para contratar os serviços do advogado o cliente deve primeiro ficar sabendo que ele existe, seja por ter lhe conhecido em algum evento, ter lido um artigo seu, presenciado alguma palestra sua ou mesmo que seu nome tenha sido indicado por algum amigo, familiar ou algum outro advogado.

Aproximadamente 70% das captações nascem da indicação dos atuais clientes, amigos e familiares, e ainda de parceiros como outros advogados. Desta forma, uma boa rede de relacionamentos associada a um bom projeto de exposição profissional, permite ao advogado amplas oportunidades de captação e solidificação de sua imagem profissional, desde que este profissional seja verdadeiramente competente, pois esta é base de tudo.

A melhor estratégia para captar novos clientes ainda é manter seus atuais clientes com alto de satisfação, pois, são eles os principais responsáveis pela imagem do escritório, juntamente da competência e do profissionalismo dos advogados que compõe a marca da banca. Porém, a satisfação dos clientes não deve estar somente ancorada no resultado do processo, pois este muitas vezes não depende somente da competência e do compromisso dos advogados.

Desta forma é foco do marketing jurídico gerenciar a satisfação dos clientes ao longo do processo via contatos frequentes visando mantê-los informados sobre os passos e prognósticos do processo, evitando assim atrelar unicamente o nível de satisfação dos clientes ao resultado final. O advogado deve buscar um nível mínimo de satisfação por meio do atendimento diferenciado, demonstração de compromisso e competência ao longo do processo, a assim estará resguardando sua imagem e potencializando eventuais indicações de seu nome sem ficar refém apenas do resultado do processo.

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A utilização das mídias sociais como ferramenta de marketing pessoal e divulgação de serviços tem chamado muito a atenção no segmento e desde que moderada no tempo de dedicação e na abordagem é permitida e pode agregar valor para imagem. As mídias sociais devem ser utilizadas como fonte de divulgação de informações e não como provocação de demanda, ou seja, podem ser publicados artigos pessoais e de outros advogados (citando fonte), comentários sobre novas leis que são sancionadas visando “traduzir” seus teores para que pessoas comuns entendam. O que não pode ser feito é perguntar que alguém precisa de advogado e oferecer abertamente seus serviços nas redes sociais.

Caso deseje usar tal ferramenta que seja moderado em seus comentários e sóbrio em seus argumentos, saiba que sua imagem está sendo modelada por cada palavra publicada. Mantenha seus contatos profissionais em redes separadas dos relacionamentos pessoais.

As redes sociais são ferramentas complementares que bem utilizadas podem agregar valor para a imagem e reputação do advogado, expandir sua rede de relacionamento e produzir efeito residual da captação de clientes, principalmente no segmento de atuação Pessoas Físicas. Contudo, tais ferramentas e táticas de ação somente proporcionarão eventuais resultados positivos se forem corretamente utilizadas.

Desta forma, tendo ciência que a advocacia se baseia fortemente em relacionamentos podemos presumir que a internet e as redes sociais - se corretamente utilizadas - podem ajudar de forma efetiva tanto na construção sua rede de relacionamentos, de seu marketing pessoal, quanto em futuras oportunidades de captações de clientes, porém tais ações em mídias sociais e internet devem ser acompanhadas da postura profissional, competência jurídica, inteligência emocional, frequência, dedicação e estratégias de ação condizente com o segmento e área de atuação do advogado.

O primeiro critério é criar um canal de rede social profissional sem adição de familiares e amigos íntimos, onde serão postados apenas informações e artigos relacionados com as áreas e assuntos de direito selecionados,

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bem como eventuais comentários seus sobre fatos e artigos também desta natureza. Postagem de fotos com família e amigos, comentários despropositados, brincadeiras e outras ações que não contribuam para a formação de uma imagem de profissional sério, competente e compromissado devem ser sempre evitadas.

Normalmente a estratégia de redes sociais tem como base um Blog onde serão originalmente postados artigos escritos por você ou reproduzidos de outras fontes acrescidos de comentários. Estes artigos poderão ser postados em seu Facebook e Twitter profissional. Além de servir de plataforma de publicação este Blog também será mapeado pelo Google conforme volume de palavras chaves relacionadas ao Direito, o que permitirá um bom “ranking” de aparição no Google quando algum potencial cliente estiver em busca de algum advogado na internet.

O segundo critério é o da relevância, ou seja, não poste artigos ou comentários que não sejam relevantes evitando saturar sua comunicação e associar sua imagem apenas aquilo que é verdadeiramente importante. Fuja de opiniões repletas de “juízo de valor”.

O terceiro critério é o da frequência e provocação, pois de nada adianta uma rede social onde não acontecem interações, sejam elas de via única ou de “feedback”. Para isso devemos estimular a participação dos interlocutores solicitando opinião sobre os artigos de outros autores publicados em sua rede social, mas nunca sobre aquilo que você escreveu ou comentou evitando entrar em desacordo público.Também dê dicas para cuidado e proteção jurídica dos integrantes de sua rede, crie valor para eles, acrescente importância e relevância para suas amizades.

O quarto critério é o foco em assuntos relacionados às suas áreas de atendimento, pois quem fala de tudo transmite uma imagem que não sabe nada profundamente.

O Provimento 94/2000 da OAB tem como objetivo impedir a desvalorização da classe coibindo eventuais ações de divulgação de serviços que possam

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provocar ou artificializar demandas advocatícias, postulando sempre uma postura moderada, séria e informativa em quaisquer conteúdos produzidos.

Assim, o comedimento, a linha informativa de prestação de serviços para a comunidade, o foco no conhecimento e compartilhamento de informações jurídicas são a chave para um plano de marketing capaz de adicionar reputação, captar clientes e construir uma marca jurídica.

Ao observar o Código de Ética da OAB podemos perceber que ele protege o advogado e atua mais sobre o “modo” do que sobre o “o quê fazer”, ou seja, se o Advogado mantiver o comedimento e não provocar demandas oferecendo seus serviços de modo aberto desvalorizando sua profissão pode até manter presença constante em veículos de comunicação, desde que sua aparição tenha um caráter verdadeiramente informativo, comentando alguma nova lei ou levando conhecimento jurídico com ênfase na promoção da cidadania. Estudos mostram que ocupar espaços na mídia sob um tom mais informativo é mais vantajoso e adiciona mais valor para imagem do advogado do que se estivesse utilizando o veículo para pura venda e exposição de seus serviços sem apresentar conteúdo e transmitir competência.

O Código de Ética na verdade acaba por proteger os Advogados até de si mesmos, pois distribuir panfletos nas ruas, colocar uma fachada imensa e chamativa ou aparecer no jornal com “poses de vendedores” em anúncios apenas irá minar a reputação deste próprio Advogado.

MARKETING PESSOAL

Ao tratar de marketing pessoal estamos lidando com a imagem profissional que construímos na cabeça dos clientes, amigos, colegas e potenciais clientes. Estamos falando das características pessoais e profissionais que seu network associam a você ou mesmo as percepções que você provoca nas pessoas, ou seja, a maneira como é percebido no mercado.

Ainda há pouco mencionava que a captação de clientes na advocacia é antecedida pela captação prévia da confiança do potencial cliente. Tudo o

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que deve ser feito, cada etapa, tem como objetivo conquistar a confiança dos clientes, pois sem esta não haverá contrato. É claro que de pouco adianta o cliente confiar em você se ele demandar serviços em áreas as quais não atende, cabendo no máximo uma indicação para algum outro advogado do escritório ou colega, o qual você confia, e por isso um plano de marketing pessoal deve estar associado a um projeto de direcionamento de mercado. O plano de marketing pessoal é resultado do mercado (áreas do direito) que atua e dos diferenciais que pretende associar a sua imagem.

Entre objetivos do Marketing Pessoal a diferenciação do profissional e a conquista da confiança dos potenciais clientes estão entre os escopos principais. Contudo, sabemos que a confiança é despertada em razão da expectativa de competência jurídica, compromisso e disponibilidade de contato com o advogado. Assim, cabe ao Advogado construir uma rotina de hábitos que associem sua imagem a estas características, seja por seu comportamento, postura profissionalizada, pelo contato frequente com clientes, seu escritório, seu aperto de mão, seu vestuário, elaboração e publicação de artigos informativos - sobre áreas do Direito o qual atende - em sites e revistas, bem como palestras e outras.

Marketing pessoal exige do Advogado uma rotina que sustente hábitos, posturas e ações que confirmem as características demandas pelo mercado, sabendo que desde seu guarda roupa, seu escritório, seu cartão de visitas, sua postura perante o cliente, sua exposição pessoal, seu network de relacionamento, ou seja, tudo aquilo que compõe sua rotina e hábitos acaba por construir sua imagem profissional.

A primeira tarefa a realizar é definir quais características pretendem associar a sua imagem visando se diferenciar. Neste momento seria interessante elaborar uma breve lista de auto imagem contendo seus pontos positivos, que podem ser explorados, e seus pontos negativos, que precisam ser melhorados, compondo assim um plano básico de marketing pessoal.

Após a elaboração do plano básico o advogado estará pronto para ativar ações com objetivo de exposição profissional. Entre os canais de mídia

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disponíveis para a sustentação de seu plano de marketing pessoal estão palestras, publicação de artigos em revistas de associações de classe, jornais locais por meio de assessoria de imprensa, sites que tratam de direitos do cidadão e do trabalhador, mídias sociais com amigos e colegas de trabalho comentando assuntos reportagens relacionadas a direito do consumidor e trabalhista, bem como abertura de um site para postagem de artigos com compartilhamento nas redes sociais e divulgação deste site nos links patrocinados do Google Ad Words – respeitando sempre o Código de Ética da OAB.

Contudo, as ações de exposição de sua imagem produzirão pouco efeito se ao ser abordado pelo potencial cliente o advogado conseguir conquistar a confiança deste e transformar o contato em cliente. Por isso sempre menciono que marketing pessoal é mais do que simples exposição. Ele esta relacionado com as características, competências e habilidades que o profissional deve construir. Os profissionais acabam chegando ao marketing pessoal com objetivos profissionais, mas acabam desenvolvendo uma série preocupações e hábitos capazes de proporcionar grande desenvolvimento em sua vida pessoal.

Em cidades com menor número de habitantes o potencial do marketing pessoal para gerar reputação e captação de clientes é maximizado, mas acaba por exigir a abordagem de adotar permanentemente a postura do Advogado. Precisa fazer com que aqueles amigos e familiares que o viam como alguém íntimo passem a enxergar no Sr. o Advogado. Incorpore seu plano de marketing pessoal o maior tempo possível do seu dia, inclusive nos finais de semana. Construa sua imagem de competente e profissional a cada interação.

O assunto Marketing Pessoal é importante na medida em que de pouco adianta alguém lhe conhecer em um evento e não simpatizar ou sentir confiança, ou ainda, alguém ler seu artigo ou ser indicado por algum outro cliente e ao visitá-lo não gostar muito de sua abordagem. O Marketing pessoal é um solidificador das etapas anteriores compostas por técnicas de exposição profissional e construção de rede de relacionamentos, pois sem

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ele o esforço e investimento serão impactados negativamente, pois desde o tom de voz, pontualidade, perfil de clientes, seus sócios, roupas e as palavras e abordagens formam sua imagem, a qual querendo ou não, gerenciando ou não, será formada na mente das pessoas, sejam seus clientes, sócios, outros advogados ou mesmo entre desconhecidos.Em marketing jurídico cada detalhe é importante, e todos eles devem remeter para capacidade, seriedade, profissionalismo, comprometimento e outras expectativas padrão do mercado ao contratar um Advogado. Por isso, desde seu nome, sua postura, suas roupas, seu escritório, seu tom de voz e outros aspectos acabam por formar um mosaico de características que serão capazes ou não de formar uma imagem que reforcem estas expectativas, sendo esta afinal a base de seu marketing pessoal, ou seja, a imagem que seus clientes e colegas advogados formarão sobre você.

Entre os objetivos do Marketing Pessoal a diferenciação do profissional e a conquista da confiança dos potenciais clientes estão entre os escopos principais. Contudo, sabemos que a confiança é despertada em razão da expectativa de competência jurídica, compromisso e disponibilidade de contato com o advogado. Assim, cabe ao Advogado construir uma rotina de hábitos que associem sua imagem a estas características.

A captação de clientes se dará em razão de um bom marketing pessoal, uma boa (e focada) rede de relacionamentos, competência jurídica na área foco, da imagem e marca do escritório onde atua, da elaboração assertiva de propostas de serviços, entre outros detalhes, mas principalmente, da prática diária. Não tem como aprender a andar de bicicleta sem andar de bicicleta. Visualize cada oportunidade de seu dia ou final de semana como uma oportunidade de prospecção, treine o tempo todo. Desenvolva a habilidade de conquistar a confiança de seus interlocutores. Captação de clientes precisa de suporte prévio (competência, exposição pública da imagem, network com empresários e advogados de outras áreas, etc) mas não acontecerá sem o exercício e treino diário.

Autor: Victor Furtado, Consultor em Marketing Jurídico e Gestor do Sistema de Inteligência e Mercado (SIM ) da OAB de Goiás.

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7. GESTÃO DE IMAGEM. ESTÁ DE NA HORA DE COMEÇAR A PENSAR NISSO.

Colaboração: Djan Hennemann

Gestão de imagem é um assunto relativamente novo em algumas profissões. Empiricamente muito se faz com o objetivo de construir ou cristalizar a imagem profissional do advogado, que na maioria das vezes sofre com um regramento jurídico que não lhe permite a propaganda. É comum encontrar ações isoladas e não passíveis de mensuração. Aliás, a principal característica é a falta de planejamento para a própria imagem.

Construir uma imagem não significa comprar um carro de luxo, vestir a melhor marca de paletó ou usar um Rolex. Antes essencial, a vestimenta e os assessórios materiais já não permitem mais distinção entre o sucesso intelectual e material dos que estão no acirrado mercado jurídico.

Imagem não pode ser confundida com aparência, muito menos com realidade. Essas duas confusões são facilmente encontradas quando o assunto aparece em escritórios, corredores e até nos lugares regados a chopp. A imagem é mais do que a aparência e, muitas vezes, menos que a realidade, está entre as duas se é que seja possível achar o ponto ideal para isso. De qualquer forma, a imagem é iniciada com um contato, seja físico ou por meio de alguma plataforma de relacionamento.

Em uma relação profissional, o cliente certamente buscará alguém que julgue ter a competência para resolver o seu problema. Ora, ninguém contrata um encanador para resolver o problema do seu carro ou um um médico para sanar o vazamento de sua pia. As relações são construídas levando em consideração o que um oferece ao outro. Nesse sentindo, deixar claro o que faz, como faz e suas competências é dever de quem oferece o serviço e não de quem contrata.

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Posicionamento e nível de lembrança são fatores cruciais para quem almeja o sucesso profissional. Para entender de forma prática, o posicionamento é a forma com a qual uma marca é diferenciada das demais que estão no mercado. É por meio dessa ferramenta de marketing que se pode dar valor ao que antes era apenas um nome ou símbolo. Dessa forma, o profissional que deseja ser destaque entre os demais, deve comunicar ao mercado quais são as características que o elevam a ser diferente dos concorrentes. Logicamente não é possível querer ser diferente e continuar com as mesmas ações dos colegas de profissão. Para ser visto como diferente, deve-se assumir ou oferecer algo distinto dos demais.

Nivel de lembrança é objetivamente a forma de estar presente na cabeça nos consumidores do mercado. Dessa forma, é essencial que se estude o público a ser atingido. Verificar os hábitos de consumo de informações e de vida do seu cliente vai ajudar você a saber qual é a forma de otimizar o tempo e verba para comunicar diretamente com quem é necessário comunicar. Entenda que você deve ser lembrado por quem vai precisar do seu serviço.

Portanto, definir como se deseja ser conhecido e usar racionalmente os meios para se projetar ao mercado é uma tarefa que tempo, investimento e estratégia. A concorrência nos lembra com insistência de que isso é fundamental e algumas pessoas já descobriram seus resultados. Pavimente o seu caminho antes que você comece a andar em ruas já asfaltadas.Djan Hennemann é publicitário e especialista em marketing político e gestão de imagem.

8. ÁREAS DO DIREITO: TENDÊNCIAS DE MERCADO E GESTÃO DA CARREIRA JURÍDICA

Autor: Victor Furtado -Consultor em Marketing Jurídico e Gestor do SIM da OABGO

Os conceitos, estratégias e ações que possam alavancar a carreira do advogado serão decorrentes de onde estão e da direção que pretende tomar,

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ou seja, em qual área do direito e nichos de mercado pretende atuar. Assim como em uma viagem, ao definir “aonde deseja ir” surgirão necessidades e opções de “como chegar lá”. A definição de uma área de atuação é fundamental para se tornar referência no mercado, o que já é uma tarefa desafiadora. Agora imaginem este desafio multiplicado por dois e comprometido pela falta de foco. Advogados que atuam em duas áreas muito distintas do Direito mais cedo ou mais tarde serão obrigados a se decidirem, visando ganhar foco de conhecimento, mercado e “network”, bem como de uma identidade base para construção de sua reputação profissional. Após a seleção da área do Direito é necessário identificar dois ou três nichos de mercado que serão alvo de esforços para construção de imagem, relacionamento, elaboração de estratégias de captação de clientes e outras ações visando ganhar foco jurídico e de mercado. Depois da seleção de área e mercado, o advogado deve utilizar técnicas de construção de imagem e captação de clientes amplamente conhecidas, pois nestes casos, salvos situações especiais, não há como “inventar a roda” e a diferença não está nas estratégias utilizadas, pois praticamente todos usam as mesmas, mas sim em quem consegue executá-la com mais disciplina, dedicação e eficiência. Como parâmetros para seleção de mercado (nichos) devemos levar em conta o tamanho do mercado, o perfil de demanda e rentabilidade, índices de concorrência e oportunidades atuais de relacionamento com pessoas deste segmento. Afinal, do que adianta encontrar uma “mina de ouro” se não tem como chegar até ela? As áreas Trabalhista, Tributária, Cível Contratual e Recuperação de Créditos tendem a ter incremento em razão do atual ciclo econômico de alto endividamento das famílias e leve estagnação econômica que o país tende a atravessar nos próximos anos por razões macro econômicas, como expansão da economia americana, valorização do dólar, leve retração econômica da China e outros fatores ligados a Europa que provocarão impacto direto

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na economia brasileira e, por consequência, em determinados perfis de demanda jurídica. Aproximadamente 43% dos advogados sediados na região Metropolitana de Goiânia atuam na área Trabalhista, dos quais aproximadamente 70% atuam no segmento PF (pessoas físicas). É uma área de forte concorrência na advocacia, mas que apresenta demanda permanente de serviços e tende a ter forte incremento nos próximos oito anos. A área Criminal também apresenta tendência ao acréscimo de demanda em razão das variáveis demográficas, sociais e culturais, e deve se manter em crescimento estável nos próximos anos. A área Previdenciária é aquela que tende a ter o maior incremento de ciclo longo, ou seja, próximos vinte anos, em razão do envelhecimento do maior grupo etário de nossa pirâmide (35 a 60 anos), portanto o aumento de demanda nesta área será grande. Na região Metropolitana de Goiânia apenas 11,5% dos advogados atuam nesta área e na cidade de Goiânia – especificamente – apenas 6%. Na área de Família e Sucessões a concorrência ainda é baixa na região Metropolitana e Goiânia. Apenas 13,5% e 22% - respectivamente – dos advogados atuam nessa área. Impactada por critérios sociais e demográficos, como separações e inventários familiares, esta área apresenta tendência a incremento nos próximos anos, com uma concorrência aceitável. Para a área Previdenciária e Família a pergunta que devemos fazer é se a concorrência aumentará ou não na mesma proporção que a demanda. Devemos acompanhar tal tendência mediante alguns índices como a demanda por especializações nestas áreas. Sobre nichos de mercado com oportunidade de expansão, vale comentar que ainda há uma relevante parcela de micro (até 11 funcionários) e pequenas empresas (11 a 100 funcionários) que não possuem assessoria jurídica formal e que atuam juridicamente desprotegidas, sob grande risco

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de produzir passivos trabalhistas, contratuais, ambientais ou tributários, bem como entraves contratuais capazes de inviabilizar seu negócio. Não percebem o quanto uma assessoria jurídica formal ou preventiva pode evitar perdas financeiras desnecessárias que comprometem capital de giro e capacidade de investimento destas empresas. Há uma tendência entre empresas por optarem pela contratação de escritórios que se posicionam como abrangentes (limitados) e preparados para entregar serviços jurídicos em todas as áreas do Direito atendendo a expectativa das empresas por economia, compromisso e qualidade de serviços. Normalmente o perfil da demanda jurídica de uma cidade, região ou Estado tende a sofrer reflexos diretos do perfil da população (aspectos demográficos) e do perfil econômico (volume e ramo de empresas instaladas, bem como tendência do setor econômico que atuam). Contudo, as áreas mais promissoras da advocacia também variam de acordo com o espectro temporal do perfil de demanda no curto (próximos 2 anos), médio (entre 3 e 7 anos) e longo prazo (entre 8 e 15 anos). A demanda institucional (artificial) advinda das alterações e reformas jurídicas, como a reforma do CPC, Código Florestal e alterações Tributárias, também deve ser levada em consideração no cenário, pois gera impactos no perfil e volume de demanda jurídica. No geral, costuma produzir ondas de curto impacto temporal dentro da carteira de clientes e neste momento o perfil de honorários pactuados pode gerar incremento de receita, mas eventualmente também apresenta gatilhos e oportunidades de captação de novos clientes no mercado. Outras particularidades regionais podem ser notadas e utilizadas como estratégia e foco de mercado pelo Advogado. Como no caso de Goiás, onde um pontual desequilíbrio na balança de transação comercial com outros Estados, como Minas Gerais e São Paulo, especificamente na aquisição de alimentos industrializados, vem sendo corrigido nos últimos anos (exportação de grãos e importação de alimentos industrializados) pelo Governo do Estado por meio de medidas que buscam atrair instalação

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de indústrias do setor visando corrigir tal desequilíbrio, o que gera, por consequência, novas oportunidades de captação para os advogados e bancas de Goiás neste nicho de mercado. No geral, quando o assunto sobre tendências de demanda nas áreas jurídicas é abordado sob a dimensão nacional, costumam ser apresentadas como tendências da advocacia as áreas de internet, telecomunicações, agrobusiness, ambiental, biodireito, médico, seguro e consumidor. Contudo, mesmo que tais áreas alcancem destaque como macro tendências do Direito, devemos levar em consideração o contexto de aplicabilidade destas áreas em razão do perfil e características entre as diversas regiões e realidades do País. Pesquise em bases de dados primários disponíveis, acompanhe as notícias e faça diariamente o exercício de antever tendências econômicas, sociais e culturais que possam impactar a demanda jurídica geográfica de sua área de atendimento e região de atuação, pois o cenário profissional e as oportunidades na carreira jurídica apresentam variações e estão em constante transformação. Autor: Victor Furtado -Consultor em Marketing Jurídico e Gestor do SIM da OABGO.As opiniões veiculadas neste artigo não refletem necessariamente a opinião da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Goiás.

9. VÁRIAS FORMAS DE EXERCER A ADVOCACIA

Colaboração: Dra. Selem Auad

A sociedade de advogados possui natureza de sociedade civil (simples), exclusivamente de pessoas e finalidades profissionais. É uma sociedade profissional sui generis, que não se confunde com as demais sociedades civis. Rejeitou-se o modelo empresarial, para que não se desfigurasse

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a atividade da advocacia, que no Brasil é serviço público e integra a administração da justiça.

Por essa razão, tais sociedades não podem adotar qualquer dos tipos de sociedade simples ou de sociedades empresárias, previstas no Código Civil. Pelas mesmas razões, não podem adotar a forma de cooperativa (art. 16, Estatuto c/c art. 2º, X, Provimento 112/2006).

A sociedade de advogados é regulada pelo Estatuto nos arts. 15 a 17, pelo Regulamento Geral nos arts. 37 a 43, e o art. 43 determina o registro da sociedade de advogados, observando os requisitos e procedimentos previstos no Provimento do Conselho Federal. O Conselho Federal da OAB, em 10/09/2006, editou o Provimento 112/2006, que dispõe sobre a Sociedade de Advogados, e revogou o Provimento 92/2000, que regulava a matéria. O art. 13 do Provimento 112/2006 estabeleceu o prazo de um ano para as sociedades de advogados, que estavam regulamentadas da forma anterior ao provimento, se adaptarem. Esse prazo venceria dia 11.10.2007, mas o Conselho Federal prorrogou o prazo até dia 31.12.2008.

O novo Provimento prevê mudanças significativas para as Sociedades de Advogados. O artigo 1° detalha o que deve constar no Contrato Social de uma Sociedade de Advogados, como patrimônio, sócios, objetivo social, valor do capital social, critério de distribuição dos resultados e prejuízos, cláusula de mediação, conciliação e arbitragem, a cargo do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. As pretensões dos sócios, nas sociedades de advogado, não são em dinheiro, mas na especificação dos serviços de cada um. Por essa razão, a sociedade jamais substitui os advogados na atividade privativa da advocacia.

As procurações não podem ser outorgadas à sociedade, mas aos advogados sócios ou associados (ou empregados) e devem indicar a sociedade de que façam parte (§ 3º., art. 15, Estatuto).

As novas regras tratam também da adaptação das sociedades ao novo Código Civil, de 2002, que exige maioria absoluta e até unanimidade dos participantes para qualquer alteração no contrato social, o que inviabilizaria

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mudanças simples em grandes bancas; enquanto o Provimento do Conselho Federal pede maioria simples do capital social.

O novo Provimento prevê ainda que, para escritórios com filiais em vários Estados, apenas os sócios que atuam nas filiais precisam ser inscritos nas respectivas seccionais da OAB e pagar a anuidade. No Provimento anterior, todos os sócios da banca pagavam. Outro ponto importante do Provimento diz respeito à responsabilidade dos sócios. A partir de agora, a responsabilidade ilimitada deles vale tão somente nos danos causados aos clientes. Na área administrativa, continuam valendo as regras do Código Civil, que colocam as sociedades como responsáveis em primeiro lugar, depois os sócios.

Constituição da Sociedade e seu Registro perfazem-se mediante contrato social, que deve conter os elementos previstos no art. 2º do Provimento 112/2006.

Publicado o ato constitutivo, será levado a registro, para que adquira personalidade jurídica. O órgão registral competente é o Conselho Seccional da OAB e nenhum outro, excluído e sendo proibido o registro em Juntas Comerciais ou Registro Civil das Pessoas Jurídicas, estando ainda proibido de proceder ao registro de qualquer sociedade que inclua a atividade de advocacia entre suas finalidades, mesmo que esta seja secundária ou residual (§ 3º, art. 16, Estatuto).

A constituição de sociedade de advogados sem registro no Conselho Seccional importa infração ao art. 34, II, do Estatuto, sendo cabível a pena de censura aos advogados que a integram.

A sociedade e os advogados sócios de uma mesma sociedade estão impedidos de representar clientes de interesses entre si opostos (§ 6º, art. 15, Estatuto).

O Regulamento Geral, art. 39, introduziu ao Advogado Associado um tipo intermediário entre o sócio da sociedade e o advogado empregado.

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O advogado associado não estabelece qualquer vínculo de subordinação ou de relação de emprego com a sociedade ou com os sócios dela. Associa-se em causas de patrocínio comum, atuando em parceria e auferindo o percentual ajustado nos resultados ou honorários percebidos. Pode utilizar das instalações da sociedade, mas não assume qualquer responsabilidade social.Os contratos que especifiquem as associações devem ser averbados no registro da sociedade de advogados.

O Provimento 112/2206 mencionou a possibilidade de ajuste de associação ou de colaboração da sociedade com outras Sociedades de Advogados, devendo esse ser averbado nos registros das sociedades (art. 8º, IV).

As questões envolvendo exclusão de sócios, redução de números de sócios e dissolução da sociedade, também estão incluídas no Provimento, que estabelece que os registros de constituições das sociedades e o arquivamento de suas alterações contratuais devem ser feitos perante o Conselho Seccional da OAB, assim como o devem ser registradas nas Seccionais a previsão de criação de filial e o instrumento de alteração contratual para essa finalidade. Em caso de mudanças na composição da sociedade, os escritórios terão 180 dias para recompô-las e as bancas terão prazo de um ano para se adaptar às novas regras.

ADVOGADO EMPREGADO

O Advogado teve seu perfil alterado com a expansão das corporações industriais neste último século. Com isso, os profissionais liberais, de sua posição originária de trabalhadores autônomos, passaram para a de subordinados.Com a edição da Lei 8.906/94, dispondo sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil, nesse contexto, que dedicou-se, no Título I, especial atenção à situação do advogado empregado. O reconhecimento explícito do advogado empregado pelo Estatuto da OAB constitui a capitulação da norma à realidade.

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Em síntese: neste trabalho, procura-se analisar os vários aspectos e dificuldades encontradas na caracterização do advogado como prestador de serviços subordinados. Isto feito, passa-se a sistematizar a forma dessa prestação de serviços especializados, a possibilidade de equiparação salarial, estabilidade e sua organização sindical.

Como bem aponta Paulo Luiz Neto Lobo (in, “Comentários ao Estatuto da Advocacia” – Brasília-DF, Editora Brasília Jurídica, 1996 – pág. 100):

“... É o reconhecimento legal a um fenômeno que se tornou predominante na advocacia brasileira”, pois, conforme explicita, a regulamentação anteriormente vigente tomava como paradigma o advogado liberal, que não se subordinava, por laços de emprego, a seus clientes.”

RELAÇÃO DE EMPREGO

A relação de emprego entre o advogado e o seu empregador opera-se nos moldes estabelecidos pela CLT, submetendo-se, com as adaptações necessárias, aos mesmos requisitos. Ou seja: exige a prestação de serviços de natureza não eventual, sob dependência e mediante o pagamento regular de salário (CLT: art. 2º).

A formação da relação contratual entre o advogado e seu empregador imporá, assim, a observância de todas as normas e rotinas usualmente exigidas para os demais empregados da empresa, incluindo-se, dentre as providências necessárias, a apresentação de carteira de trabalho e o correspondente lançamento dos dados alusivos à contratação pactuada.

O advogado empregado, entretanto, não se encontra submetido às ordens e à subordinação nos moldes tradicionais, pois, segundo o art. 18 da Lei nº 8.906/94:

“A relação de emprego, na qualidade de advogado, não retira a isenção técnica nem reduz a independência profissional, inerentes à advocacia.”

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Em seu parágrafo único, acrescenta que:

“O advogado empregado não está obrigado à prestação de serviços profissionais de interesse pessoal dos empregadores, fora da relação de emprego.”

Já o art. 4º do Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe que:

“O advogado vinculado ao cliente ou constituinte, mediante relação empregatícia ou por contrato de prestação permanente de serviços, integrante de departamento jurídico ou órgão de assessoria jurídica, público ou privado, deve zelar pela sua liberdade e independência.”

Parágrafo único. É legítima a recusa, pelo advogado, do patrocínio de pretensão concernente à lei ou direito que também lhe seja aplicável, ou contrarie expressa orientação sua, manifestada anteriormente.”

A Resolução 3/92 do Tribunal de Ética da OAB, por fim, trata da recusa do advogado empregado, nos moldes acima especificados, e prevê como infração disciplinar a determinação do advogado superior hierárquico ao seu colega subordinado, para assumir defesa recusada com fundamentação na violação à independência e inviolabilidade profissionais.

Aliás, pode chegar a ser causa de rescisão indireta do contrato de trabalho a exigência feita pelo empregador para que o advogado proceda de maneira contrária à ética profissional. A hipótese encontra-se dentre aquelas previstas no art. 483, “a”, da CLT. Assim, se a relação de emprego pressupõe subordinação, o exercício da advocacia exige liberdade e independência.

DAS GARANTIAS TRABALHISTAS

Firmado o contrato de trabalho entre o advogado e o seu empregador, impõe-se necessária observância às garantias básicas previstas no Estatuto, compreendendo:

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Salário mínimo profissional

A remuneração a ser paga ao advogado deverá respeito o piso salarial fixado para a categoria em sentença normativa, acordo ou convenção coletiva.Significa dizer, quanto a esse aspecto, que a atuação de entidade sindical organizada para esse fim far-se-á necessária, incumbindo-lhe, dentre outras atribuições típicas, a discussão e a negociação do valor-padrão a ser deferido ao advogado.

Jornada de trabalho

A jornada normal e regular de trabalho foi pela Lei fixada em quatro (4) horas diárias e vinte (20) semanais, salvo estipulação feita no sentido de exigir-se do advogado regime de dedicação exclusiva (art. 20), quando então passará a jornada diária a ser de oito (8) horas e a semanal de quarenta (40) horas (Regulamento Geral: art. 12).

A Pactuação de jornada em regime de dedicação exclusiva feita em sede de contrato de trabalho, ou a fixação em instrumento coletivo (acordo ou convenção) não impede que o advogado exerça outras atividades remuneradas fora dela (RG: art. 12, § 2º)

Horas extras, ressarcimento de despesas e adicional noturno

O art. 20 da Lei nº 8.906/94 fixou a jornada diária do advogado empregado em quatro horas contínuas e vinte horas semanais e ressalvou a hipótese de sobrejornada apenas quando autorizada por acordo, convenção coletiva ou em caso de dedicação exclusiva.

Segundo o §2º desse dispositivo, “As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal, mesmo havendo contrato escrito.”

O §1º do mesmo artigo, por sua vez, considera como período de trabalho “o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador, aguardando

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ou executando ordens, no seu escritório ou em atividades externas”

Já em caso de dedicação exclusiva, o parágrafo único do art. 12 do Regulamento dispõe que as horas extras serão aquelas trabalhadas além da oitava diária. Registre-se que a sobrejornada máxima deve obedecer aos limites fixados na CLT, art.59, observado o permissivo previsto no art. 61 do mesmo diploma legal.

É possível também a compensação de jornada, quando a prorrogação terá correspondente diminuição em outra jornada.Em atividade externa, o advogado empregado escapa ao controle do empregador. Nesse caso, considera-se inexistente o trabalho extraordinário, exceto quando o empregado possa provar que, externamente, seu trabalho excedeu a jornada normal ou haja, de alguma forma, controle de horário.

O horário noturno do advogado empregado estende-se das vinte horas de um dia até as cinco horas do dia seguinte e sua remuneração é acrescida de vinte e cinco por cento.

O Estatuto, porém, não adotou a redução ficta da hora noturna, prevista no §1º do art. 73 da CLT. A hora noturna é, portanto, de sessenta minutos, pois aos advogados não se aplicam os preceitos constantes do texto consolidado, mas sim, aqueles constantes da Lei nº 8.906/94 que, em momento algum, atribuiu o benefício da hora noturna reduzida ao advogado.

Além de antecipar o início da jornada noturna para oito horas da noite, a Lei nº 8.906/94 contemplou o advogado com o adicional de 25%, superior ao adicional de 20% atribuído aos trabalhadores urbanos regidos pela CLT. Neste contexto, conclui-se que, se por um lado houve aumento da extensão da jornada noturna, por outro a hora noturna mantém-se em sessenta minutos. E não poderia ser diferente, já que é inadmissível que o advogado se beneficie das prerrogativas previstas em sua legislação especial e, simultaneamente, àquelas preconizadas na estatuto celetista.

Honorários de sucumbência

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Importante notar que pela prestação do trabalho ajustado, fará jus o advogado empregado ao salário contratualmente pactuado. Além dessa remuneração certa e previamente estabelecida, informa que a ele pertence a verba honorária, que venha a ser fixada a título de sucumbência (artigo 21 do Código de Processo Civil).

O Regulamento Geral disciplina a matéria com a finalidade de estabelecer que os honorários de sucumbência, por decorrerem precipuamente do exercício da advocacia e só acidentalmente da relação de emprego, não integram o salário ou a remuneração, não podendo, assim, ser considerados para efeitos trabalhistas ou previdenciários (art. 14).

Preocupa-se essa norma, outrossim, em emprestar à verba honorária dessa espécie, o caráter de fundo comum, cuja destinação compete aos integrantes do corpo jurídico da empresa ou por seus representantes, formulando clara orientação no sentido de distribuição a todos os membros da área jurídica, sem benefício em favor de um ou de outro profissional especificamente.

Ainda sobre a verba de sucumbência, cabe lembrar que em capítulo voltado ao disciplinamento dos honorários (arts. 22 a 26), cuidou o Estatuto de estabelecer, de forma geral, não mais se referindo apenas ao advogado empregado, que os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência, são devidos ao advogado que, em função disso, detêm direito autônomo e pessoal para requerer a execução da sentença (art. 23). Com essa disposição, restou encerrada discussão que anteriormente se travava acerca de saber a quem pertenciam os honorários de sucumbência, ora firmando-se orientação no sentido de que cabiam ao cliente, ora se dizia pertencerem ao advogado.

Releva acrescer, ademais, que evitando toda e qualquer discussão acerca disso, estatuiu a Lei 8.906/94, em seu art. 24, § 3º, ser “... nula qualquer disposição, cláusula, regulamento ou convenção individual ou coletiva que retire do advogado o direito ao recebimento dos honorários de sucumbência”. Esse dispositivo legal, em função de medida liminar concedida pelo STF

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no bojo da ADIn nº 1.194-4, teve a sua eficácia suspensa, admitindo-se liberdade de pactuação a respeito.

DA ORGANIZAÇÃO SINDICAL E ATUAÇÃO DA OAB

Com o estabelecimento dos sindicatos em nosso ordenamento jurídico, foram surgindo normas que regulamentavam o sistema de custeio destas entidades. Atualmente, a contribuição sindical é a única cobrança compulsória dos sindicatos à totalidade da categoria que representam, uma vez que foi recepcionada pela Constituição Federal (CF) de 1988, em seu artigo (art.) 8º, inciso (inc.) IV – “independentemente da contribuição prevista em lei”-, bem como no art. 149. A esse respeito, estabelece o Regulamento Geral, em seu art. 11, que “compete ao sindicato de advogados e, na sua falta, à federação ou confederação de advogados, a representação destes nas convenções coletivas celebradas com as entidades sindicais representativas dos empregadores, nos acordos coletivos celebrados com a empresa empregadora e nos dissídios coletivos perante a Justiça do Trabalho, aplicáveis às relações de trabalho”.

Fixa-se, assim, orientação no sentido de que devem coexistir e compatibilizar-se às atuações da entidade sindical representativa dos advogado e àquela que é conferida à OAB que, por expressa disposição legal, também possui a finalidade de “promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil” (Estatuto: art. 44, II). Em se tratando de interesses trabalhistas, a atuação compete à entidade sindical competente.

ESTADO COMO EMPREGADOR – ADVOCACIA PÚBLICA

O art. 9º do Regulamento Geral estabelece que “exercem a advocacia pública os integrantes da Advocacia-Geral da União, da Defensoria Pública e das Procuradorias e Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, das autarquias e das fundações públicas, estando obrigados à inscrição na OAB para o exercício das atividades”.

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O parágrafo único do referido artigo do Regulamento e o art. 10 equiparam os advogados públicos aos demais, ao estabelecer que “são elegíveis e podem integrar qualquer órgão da OAB” (parágrafo único) e que, “no exercício da atividade privativa, prevista no art. 1º do Estatuto, sujeitam-se ao regime do Estatuto, deste Regulamento Geral e do Código de Ética e Disciplina, inclusive quanto às infrações e sanções disciplinares” (art. 10).

A advocacia pública é espécie do gênero advocacia e, nos termos do art. 3º., § 1º, do Estatuto, sujeitam-se ao regime da Lei 8.906/94, além do regime próprio a que se submetem.

Com exceção dos procuradores dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, salvo se dispuserem em contrário às leis respectivas, os demais advogados públicos apenas podem exercer a advocacia no âmbito de suas atribuições institucionais. Significa dizer que não podem exercer a advocacia particular.

Ao tratar das incompatibilidades com o exercício da advocacia, no art. 28, o Estatuto não incluiu os advogados estatais ou os defensores públicos. A incompatibilidade determina a proibição total de advogar; o impedimento, a proibição parcial. Os advogados públicos e até mesmo os seus dirigentes máximos (procuradores-gerais, defensores-gerais etc. – art. 29 do Estatuto) estão parcialmente proibidos de exercer a advocacia, ou seja, fora de suas atribuições institucionais, ou a particular. Apenas se estivessem totalmente proibidos de exercer a advocacia, ficariam excluídos do regime legal do Estatuto. Mas se o advogado público da União licenciar-se de seu cargo, estará apenas impedido de exercer a advocacia perante os órgãos e as entidades dessa Fazenda Nacional.

O poder de punir o advogado público, por falta ética não funcional e relacionada com à atividade privativa da advocacia, é exclusivamente da OAB.

As regras do Estatuto relativas ao advogado empregado são supletivas das legislações específicas da advocacia pública, no que for compatível. A

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legislação estadual pode, validamente, estabelecer proibições à advocacia particular a seus servidores, não se constituindo invasão da competência legislativa da União. Nesta direção, entendeu o Conselho Federal, por seu órgão Especial, que os Estados e Municípios têm competência legislativa para vedar o exercício da advocacia privada e estabelecer dedicação exclusiva para seus procuradores (Consulta n. 0004/2002/OEP-MS).

CONCLUSÃO

Além da relação de trabalho autônoma, o advogado, também poderá laborar como empregado. Apesar da subordinação jurídica como elemento fático-jurídico da relação de emprego, o advogado não perde da isenção técnica, nem reduz sua independência profissional inerente a sua atividade. Exatamente por isso que o advogado empregado não está obrigado à prestação de serviço de interesse pessoal do empregador, se não fora contratado para tanto.

O advogado na qualidade de empregado terá direito a um salário profis-sional ajustado em sentença normativa, acordo ou convenção coletiva de trabalho. A jornada de trabalho, em regra geral, será de 4 horas contínu-as ou 20 horas semanais, salvo acordo ou convenção de compensação de jornada ou mesmo regime de dedicação exclusiva, que tende a ser o mais comum. Para que haja regime de dedicação exclusiva basta, que a jorna-da conste no contrato de trabalho (art. 20 do Regulamento). Em qualquer caso, se a jornada superar 8 horas, o excedente deverá ser remunerado como extra. As horas extras serão remuneradas com adicional de 100% sobre a hora normal e o adicional noturno será de 25%, compreendendo das 20h de um dia até as 5h do dia seguinte. Lembramos que por período trabalhado, entendemos que é o tempo à disposição do empregador. O advogado empregado tem ainda direito de receber honorários de sucum-bência e, caso exista sociedade de advogados, a aplicação do artigo 21, parágrafo único, somente se dará para casos que não haja estipulação contratual em contrário. (ADIn 1.194-4). Em todo o caso, o Regulamento em seu art. 14 estabelece que os honorários de sucumbência não inte-gram nem o salário e nem a remuneração.

10. MONTAR MEU PRÓPRIO ESCRITÓRIO, TRABALHAR

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COMO EMPREGADO OU ASSOCIADO?

Autor: Wanderson de Oliveira

INTRODUÇÃO Uma das primeiras inquietações do recém-inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil é a de como irá enfrentar o mercado da advocacia. Ele acaba de sair de uma batalha escrita por cinco anos de academia e pelo Exame de Ordem. Ainda na faculdade pairam dúvidas sobre que caminho escolher nas diversas possibilidades de carreiras que o bacharel em direito tem a sua disposição.

Escolhida a advocacia, diga-se de passagem, a mais bela de todas, inevitável que o profissional recém-inscrito indague: “Montar meu próprio escritório ou trabalhar como empregado ou associado?”.

Com o presente trabalho pretendemos orientar minimamente a esse profissional recém-chegado no mercado. Adiantamos que não se pretende esgotar a discussão e nem muito temos a pretensão de achar que as orientações aqui lançadas são perfeitas e acabadas, visto que, não há uma receita pronta para o caminho a se trilhar e o mercado está em constante mudança.

O trabalho não pretende aprofundar nas matérias de direito envolvidas, no entanto, os pontos principais estarão sendo citados para uma pesquisa aprofundada do leitor.

Ao final descrevemos um pouco da história da Advocacia em Início de Carreira de Goiás, suas conquistas, suas alegrias etc.

FORMAS DE ATUAÇÃO DO ADVOGADO Ao iniciar sua carreira o advogado pode atuar no mercado de forma autônoma, por meio de uma sociedade de advogados e ainda como empregado.

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A seguir passamos a diferenciar cada uma das formas indicando suas vantagens e desvantagens sob nossa ótica sem prejuízo de outras existentes.

Advogado Empregado

Advogado empregado é aquele que está regido pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT que traz em seu artigo 3º a definição de empregado como sendo toda pessoa física que presta serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.

Empregador na dicção do artigo 3º do mesmo diploma legal é a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.

Assim, portanto, a relação será de emprego se na relação do advogado e da empresa estiverem presentes os requisitos exigidos pela CLT.

Além da CLT a relação do advogado empregado vem regulada pela Lei 8.906/94 em seus artigos 18 a 21 e pelo Regulamento Geral da OAB em seus artigos 11 a 13.

No que pese o advogado empregado possuir subordinação jurídica em relação ao seu empregador, ele não perde sua isenção técnica, nem muito menos tem reduzida a sua independência profissional. Dessa forma, esse profissional não se sujeita à prestação de serviços de interesse pessoal de seu empregador, exceto, se firmado contrato de honorários nesse sentido, mas, sem nenhuma vinculação com a relação de emprego.

A jornada de trabalho do advogado empregado será de quatro horas diárias e 20 horas semanais, exceto acordo ou convenção coletiva ou em caso de dedicação exclusiva cuja jornada será de no máximo 8 horas diárias e 44 horas semanais. Considera-se de dedicação exclusiva o regime de trabalho que for expressamente previsto em contrato individual de trabalho.

Em caso de trabalho em regime de horas extras, estas deverão ser

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remuneradas com adicional de cem por cento sobre a hora normal.

O trabalho noturno do advogado empregado é considerado aquele prestado de vinte horas de um dia a cinco horas do dia seguinte e deve ser remunerado com adicional de vinte e cinco por cento sobre a hora normal. A lei 8.906/94 diz que os honorários de sucumbência do advogado empregado são a eles devido, exceto quando o empregador for sociedade de advogados onde serão partilhados entre a empregadora e o advogado empregado na forma estabelecida em acordo. O Regulamento Geral da OAB disciplina a matéria da seguinte forma: “Os honorários de sucumbência, por decorrerem precipuamente do exercício da advocacia e só acidentalmente da relação de emprego, não integram o salário ou a remuneração, não podendo, assim, ser considerados para efeitos trabalhistas ou previdenciários. Os honorários de sucumbência dos advogados empregados constituem fundo comum, cuja destinação é decidida pelos profissionais integrantes do serviço jurídico da empresa ou por seus representantes”

Vantagens: Remuneração fixa garantida mensalmente, FGTS, 13º salário, férias e demais benefícios que podem ser oferecidos pelo empregador.

Desvantagens: Horário rígido, perca de autonomia e limite de remuneração. Advogado associado é aquele que não é sócio da sociedade de advocacia e cuja remuneração é baseada na participação nos processos em que atua. O advogado associado não recebe os lucros da sociedade, pois, caso contrário seria sócio.

Essa forma de contratação é autorizada pelo RGOAB em seu artigo 39 que tem a seguinte redação “A sociedade de advogados pode associar-se com advogados, sem vínculo de emprego, para participação nos resultados. Parágrafo único. Os contratos referidos neste artigo são averbados no registro da sociedade de advogados.”

Não se confunde, em tese, com a relação de emprego. Nesta o risco do negócio é todo do empregador já naquela o advogado associado responde

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pelos prejuízos causados a luz do que indica o artigo 40 do RGOAB: “Os advogados sócios e os associados respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados diretamente ao cliente, nas hipóteses de dolo ou culpa e por ação ou omissão, no exercício dos atos privativos da advocacia, sem prejuízo da responsabilidade disciplinar em que possam incorrer”.

No que pese o artigo 39 do RGOAB trazer expressamente em seu texto que a contratação de advogados associados não gera vínculo de emprego, há que se chamar atenção que essa afirmação não é absoluta. Se no confronto da realidade estiverem presentes os requisitos definidos no artigo 3º da CLT a relação de associado se desconfigura e torna-se de emprego.

Vale transcrever a Deliberação número 22/2007 da OAB SP que Dispõe sobre Contrato de Advogado Associado nos termos do artigo 39 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB e do Provimento Federal nº 112/2006.

DELIBERAÇÃO 22/2007 – OABSP – O Contrato de Advogado Associado à Sociedade de Advogados, previsto no artigo 39 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia, não deverá ter cláusulas que possam caracterizar vínculo de emprego. A remuneração do advogado associado deverá ser uma participação nos resultados, não se constituindo em salário ou Em remuneração fixa que não tenha característica de adiantamento do pagamento desses resultados. Ao igual, do Contrato de Advogado Associado não deverão constar direitos ou obrigações referidas na Legislação Trabalhista, nem quaisquer outros direitos próprios de empregados, inclusive direito a férias ou a uma décima remuneração.

O contrato de associação deve ser averbado no registro da sociedade junto a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Estado.

Vantagens: Liberdade de horário para trabalhar e sem teto de remuneração

Desvantagens: Tributação e remuneração flutuante.

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Advogado Autônomo

A prestação de serviço, que não estiver sujeita às leis trabalhistas ou a lei especial, reger-se-á pelas disposições do Código Civil artigos 593 a 609.

Advogado autônomo é aquele que resolve prestar seus serviços de forma individual, sem estar inserido em uma sociedade regularmente constituída e sem estar contratado como empregado ou associado.

Trata-se da modalidade mais comum no mercado. O advogado autônomo decide como vai trabalhar e a forma de executar o trabalho.

Vantagens: Aqui poderia se listar todas inerentes a profissão, sem exceção.

Desvantagens: Tributação e problemas com choque de audiências.

MONTAR MEU PRÓPRIO ESCRITÓRIO

As Sociedades de Advogados são constituídas e reguladas segundo os arts. 15 a 17 do Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - EAOAB, os arts. 37 a 43 do seu Regulamento Geral e as disposições do Provimento 112/2006 da OAB. Recomenda-se a leitura destes institutos para uma compreensão da maneira de se criar uma sociedade de advogados.

A sociedade de advogados adquire personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede.

Os advogados podem reunir-se, para colaboração profissional recíproca, em sociedade civil de prestação de serviços de advocacia, regularmente registrada no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede.

Para tomar a decisão sobre a modalidade em que o advogado vai atuar no mercado o profissional deve sopesar os prós e contras de cada uma delas e confrontá-la com sua realidade e decidir qual a melhor para o seu caso.

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76 Manual do Advogado em Início de Carreira

Ter um sócio significa ter alguém para se compartilhar ideias, estratégias e custos. A escolha dos sócios é uma das fases mais difíceis. O que especialistas orientam é que em primeiro lugar os sócios tenham um bom relacionamento que geralmente vem sendo construído desde a faculdade, se respeitem como pessoas e como profissionais.

Depois, procura-se saber se todos os sócios possuem uma mesma visão sobre a advocacia, onde querem chegar, se são comprometidos com a profissão (se não estão de passagem pela advocacia à espera de aprovação em concurso público).

A ideia é que também não sejam sócios advogados que atuam nas mesmas áreas de direito, é bem interessante que cada um domine determinada matéria, assim, a banca poderá ter um maior número de constituintes. Uma dúvida frequente é de como dividir as receitas auferidas na sociedade. Há várias maneiras em prática no mercado, cada uma com suas características. De maneira particular não recomendaria a clássica divisão, muito comum em sociedades de recém-inscritos, em partes iguais das receitas para todos os sócios. O ideal é que se determinem percentuais diferenciados para captação e execução, bem como, divisão de lucros e fundo de reserva para o escritório. Exemplo: em determinado escritório com quatro sócios, após apuradas as despesas, se pode determinar percentuais de 33% para a captação, 20% para execução, 10% de lucros iguais e 7% de fundo de reseva. De modo que o sócio que captar e executar terá direito ao percentual de 63% sobre os valores do processo. Por outro lado, se o sócio for um excelente captador e a sociedade definir que seu papel no grupo é esse, ele terá um percentual de 43% sobre os valores do processo. A mesma regra para aquele sócio que é um excelente jurista e ficaria a cargo da execução dos processos. Com esse modelo é possível se criar várias maneiras de dividir os honorários entre os sócios.

O ideal é que as regras a respeito da sociedade estejam bem definidas no contrato, com exceção da forma de divisão das despesas e receitas que se

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recomenda não seja tratada no contrato de sociedade e sim em documento interno da sociedade.

Vantagens: Tributação, compartilhamento de ideias e divisão de despesas e lucros.

Desvantagens: Não existem, em tese, desvantagens nessa modalidade. O que mais se aproxima seriam desgastes com relacionamento entre os sócios e o desfazimento da sociedade.

ADVOCACIA DE SUCESSO

A advocacia não é uma profissão de resultado imediato e está diretamente ligada ao binômio Persistência x Paciência. Portanto, a dica que deixamos aos advogados iniciantes é que, além de se manter constantemente atualizados, compartilhem experiências com colegas de classe, principalmente, compondo uma das diversas comissões temáticas que a OABGO possui, sendo a CAJ, a mais atuante e participativa.

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78 Manual do Advogado em Início de Carreira

Wanderson de Oliveira(2013/2015)

Enil Henrique de Souza Neto

(2010/2012)

Otávio Alves Forte(2007/2009)

Presidentes da CAJ OABGO

2004-2006 Gilson Gomes Borges Filho 2001-2003 - Colemar José de Moura Filho

1998-2000 - Júlio Domingos de Almeida Neto 1998-1998 - Rosângela Magalhães de Almeira

Participantes da Gestão 2013/2015Flávia Fernandes na Coordenação da

Subcomissão OAB Vai à Escola Fredd Délio Miranda Martins na Coordenação da

Subcomissão de Prerrogativas do Advogado em Início de Carreira

Jocelino Laranjeiras na Secretária Geral AdjuntaMurilo Marques na Coordenação da Subcomissão do

Estagiário e Acadêmico de DireitoRégis Rodrigues Pereira na Coordenação da

Subcomissão do Advogado EstudanteThayza Florencio de Sousa na Coordenação da

Subcomissão de Cultuar, Lazer e EventosVictor Naves na Subcomissão de Estudos Jurídicos

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79www.oabgo.org.br

Wanderson de OliveiraPresidente

Pedro Henrique Mesquita de DeusSubcomissão de

Comunicação

Marta Neres Rodrigues

Subcomissão deEstudos Jurídicos

Bráulio Rodrigues Vice-Presidente

Lorena Moura Escher

Vice-Presidente Licenciada

Paulo Felipe Souza Subcomissão de

Acompanhamento Forense

Silvia Mundim Lopes Voloso

Subcomissão do Advogado em Início

de Carreira

Thiago MeloSubcomissão para:

Subcomissão do MCCE

Gilson Dias de Araujo Filho

Subcomissão OAB Vai à Faculdade

Marcela Campos Teixeira

Subcomissão OAB Vai à Escola

Marianne Cardoso Schmidt Subcomissão de Prerrogativas do

Advogado em Início de Carreira

Silvienn Pires Secretária

Geral-Adjunta

Olga Fernandes de Moura Leite

Secretária Adjunta Licenciada

Matheus Scoponi José Tavares Subcomissão

de Capacitação Profissional

Luiz Alves de Carvalho Filho

Secretário-Geral

Marcos Filipe Machado CruzSubcomissão do

Advogado Estudante

Gestão CAJ 2013-2015

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80 Manual do Advogado em Início de Carreira

Vilmar FreireSubcomissão de

Integração e Relações Institucionais

Eduardo Kleber Xavier

Subcomissão do Estagiário e

Acadêmico de Direito

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CAJ Gestão 2010/2012

Enil Henrique de Souza Neto - PresidenteSamuel Junio Pereira – Vice Presidente

Tobias Nascindo Amaral Gonçalves – Secretário GeralLivia Costa de Sousa – Secretário Geral Adjunto

Francisco da Silva Sena – Subcomissão de Capacitação ProfissionalGuilherme Araújo – Subcomissão do Estagiário e do Estudante de Direito

Hélida Moura – Subcomissão de Cultura e EventosIsrailton Pereira da Silva - Subcomissão MCCE

Livia Costa – Subcomissão de ImprensaLorena Moura Escher – Subcomissão do Advogado em Início de Carreira

Mônica Araújo – Subcomissão OAB Vai à EscolaOxiley de Jesus – Subcomissão de Prerrogativas JovemRicardo Farias – Subcomissão de Visitas Institucionais

Wanderson de Oliveira – Subcomissão de Estudos Jurídicos

Colaboradores da 1ª Edição

Alyne Cristine LopesFrederico Augusto Alves de Oliveira Valtuille

Jales de Oliveira Melo JúniorLeonardo MagalhãesLorena Moura Escher

Otávio Alves ForteRodolfo Luiz de Souza Carvalho Domingues

Salem AuadTabajara Francisco Povoa Neto

Tobias Nascindo Amaral GonçalvesWanderson de Oliveira

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Comissão da Advocacia Jovem