aula de direito tributrio cursinho oab (3 aula) profa. lucia sirleni crivelaro fidelis

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  • Aula de Direito Tributrio Cursinho OAB (3 aula) Profa. Lucia Sirleni Crivelaro Fidelis
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  • COMPETNCIA TRIBUTRIA UNIO ESTADOS MUNICPIOS
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  • COMPETNCIA MUNICIPAL A Constituio Federal, no art. 156 estabelece a competncia tributaria dos Municpios: So Impostos Municipais: o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), o ITBI (Imposto sobre a Transmisso de Bens Imveis) e o ISS (Imposto sobre Servios de qualquer natureza). ART.156 - Compete aos Municpios instituir impostos sobre: I - propriedade predial e territorial urbana; II - transmisso inter vivos, a qualquer ttulo, por ato oneroso, de bens imveis, por natureza ou acesso fsica, e de direitos reais sobre imveis, exceto os de garantia, bem como cesso de direitos a sua aquisio; III - servios de qualquer natureza, no compreendidos no art.155, II, definidos em lei complementar.
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  • COMPETNCIA ESTADUAL A Constituio Federal em seu art. 155 dispe a competncia tributria dos Estados e Distrito Federal. Vejamos: Art.155 - Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I - transmisso "causa mortis" e doao, de quaisquer bens ou direitos; II - operaes relativas circulao de mercadorias e sobre prestaes de servios de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicao, ainda que as operaes e as prestaes se iniciem no exterior; III - propriedade de veculos automotores.
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  • COMPETNCIA FEDERAL A Constituio Federal de 1988, dispe em seu artigo 153 o rol de impostos de competncia da Unio. Vejamos: Art. 153 - Compete Unio instituir impostos sobre: I - importao de produtos estrangeiros; II - exportao, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; III - renda e proventos de qualquer natureza; IV - produtos industrializados; V - operaes de crdito, cmbio e seguro, ou relativas a ttulos ou valores mobilirios; VI - propriedade territorial rural; VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.
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  • ADMINISTRAO TRIBUTRIA Administrao tributria a atividade do poder pblico voltada para a fiscalizao, arrecadao tributria. Visa verificar o cumprimento das obrigaes tributrias, e se for o caso praticar atos relacionados a cobrana, expedio de certides etc. A administrao tributria esta regida pelo art. 96 CTN Art. 96. A expresso "legislao tributria" compreende as leis, os tratados e as convenes internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relaes jurdicas a eles pertinentes.
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  • FISCALIZAO Art. 194 CTN prev a competncia para regular em carter geral, os poderes e deveres das autoridades administrativas em matria de fiscalizao, dispe inclusive que as autoridades administrativas devem submeter seus poderes e deveres ao principio da legalidade. Art. 195 CTN afasta qualquer disposio legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papeis etc. com o fim de uniformizar o poder investigatrio do fisco nas trs esferas impositivas. Smula 439 Esto sujeitos fiscalizao tributria ou previdenciria quaisquer livros comerciais, limitado o exame aos pontos objeto da investigao. O art. 196 CTN prescreve a obrigatoriedade de a autoridade administrativa lavrar o termo documentando o inicio da diligncia de fiscalizao, fixando o prazo mximo para a concluso dos trabalhos. O artigo em comento assegura garantias ao contribuinte diante de possveis irregularidades que possam ser cometidas pelos agentes pblicos, e assegura ao sujeito passivo a contagem do prazo decadencial a partir desse termo. A fixao do prazo mximo de concluso constitui uma garantia, pois seno o contribuinte ficaria infinitamente sob a fiscalizao dos agentes.
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  • DIVIDA ATIVA Art. 201 dispe: constitui divida ativa tributria a proveniente de credito dessa natureza, regularmente inscrita na repartio administrativa competente, depois de esgotado o prazo fixado, para o pagamento, pela lei ou por deciso final proferida em processo regular.
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  • Requisitos inscrio da divida ativa Art. 202. O termo de inscrio da dvida ativa, autenticado pela autoridade competente, indicar obrigatoriamente: I - o nome do devedor e, sendo caso, o dos co-responsveis, bem como, sempre que possvel, o domiclio ou a residncia de um e de outros; II - a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora acrescidos; III - a origem e natureza do crdito, mencionada especificamente a disposio da lei em que seja fundado; IV - a data em que foi inscrita; V - sendo caso, o nmero do processo administrativo de que se originar o crdito. Pargrafo nico. A certido conter, alm dos requisitos deste artigo, a indicao do livro e da folha da inscrio.
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  • Lei 6.830/80- Divida Ativa Presuno de certeza e liquidez Art. 3 A Dvida Ativa regularmente inscrita goza de presuno de certeza e liquidez. Pargrafo nico. A presuno a que se refere este artigo relativa e pode ser ilidida por prova inequvoca, a cargo do executado ou de terceiro, a quem aproveite.
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  • CERTIDO DE NEGATIVA DE DBITOS FISCAIS Art. 205. A lei poder exigir que a prova da quitao de determinado tributo, quando exigvel, seja feita por certido negativa, expedida vista de requerimento do interessado, que contenha todas as informaes necessrias identificao de sua pessoa, domiclio fiscal e ramo de negcio ou atividade e indique o perodo a que se refere o pedido. Pargrafo nico. A certido negativa ser sempre expedida nos termos em que tenha sido requerida e ser fornecida dentro de 10 (dez) dias da data da entrada do requerimento na repartio.
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  • Certido de negativa um direito do contribuinte As trs esferas impositivas adotaram a certido negativa como prova de quitao de tributos, sendo que sua expedio representa um poder-dever do Estado. Vejamos CF art. 5, inciso XXXIV, b: XXXIV - so a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petio aos Poderes Pblicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obteno de certides em reparties pblicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situaes de interesse pessoal;
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  • Consulta em matria tributria O procedimento administrativo da consulta tributria esta prevista no CTN, art. 161, 2. A consulta em matria tributria visa propiciar certeza do direito ao sujeito passivo, direito do contribuinte ver esclarecida qualquer ponto duvidoso. A manifestao da autoridade administrativa competente no processo de consulta vincula o fisco, colocando o contribuinte que protocolou a consulta salvo de qualquer penalidade. A consulta dever ser formulada por escrito e apresentada ao rgo local da entidade federada incumbida de arrecadar tal tributo. Enquanto perdurar o procedimento esta impedido o fisco de instaurar procedimento administrativo. No entanto, no suspende o prazo para recolhimento do tributo. Art. 161. O crdito no integralmente pago no vencimento acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuzo da imposio das penalidades cabveis e da aplicao de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributria. (...) 2 O disposto neste artigo no se aplica na pendncia de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crdito.
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  • Processo Administrativo Tributrio O Processo Administrativo Tributrio visa disciplinar dentro da esfera administrativa as relaes entre o fisco e o contribuinte, atravs dos procedimentos administrativos tributrio. disciplinado por lei que regula o modo de proceder do fisco resguardando os direitos dos contribuintes. Devido ao principio federativo que prev a autonomia e independncia de cada entidade tributante, cada qual estabelece as formalidades para sua fiscalizao e arrecadao. Devemos ento examinar a legislao adjetiva de cada esfera impositiva, aplicvel a espcie. A prpria legislao material, instituidora do imposto prev a forma de desenvolvimento do processo administrativo fiscal. Todo o procedimento administrativo deve respeitar os princpios do devido processo legal e do contraditrio e ampla defesa.
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  • Processo Judicial Tributrio As decises administrativas no so definitivas, assim, o sujeito passivo na busca de uma soluo justa e imparcial, poder lanar mo do Principio da inafastabilidade da jurisdio. A Constituio Federal, em seu art. 5, inciso XXXV dispe: a lei no excluir da apreciao do Poder Judicirio leso ou ameaa a direito. Assim caber ao Poder Judicirio dirimir conflitos tributrios entre os contribuintes e o Fisco com base na aplicao do direito material e processual pertinente. As Aes Judiciais que permeiam a soluo dos conflitos tributrios, que podero ser propostas pelos contribuintes, ou pelo Fisco, so: Ao declaratria Ao anulatria Mandado de segurana Ao de repetio do indbito Ao de consignao em pagamento Embargos Execuo Fiscal Exceo de pr-executividade
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  • Ao declaratria A ao declaratria tem fundamento no art. 4, I e II do Cdigo de Processo Civil, e tem como objeto conferir certeza jurdica da existncia ou inexistncia de obrigao tributria. pressuposto da ao declaratria a inexistncia de um lanamento, assim dever ser proposta antes que o fisco proceda tal formalidade, constituindo assim, o crdito tributrio. O rito processual da ao declaratria poder seguir o ordinrio ou sumrio, conforme o valor que for atribudo causa. No obrigatrio o depsito prvio, mas sua efetivao impedir o ao do fisco, conforme preceito do art. 151, II do CTN, o ajuizamento da declaratria com o depsito