administrativo ii - rita tourinho

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Administrativo

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Direito Administrativo IIProf. Rita TourinhoBibliografia: Celso Antonio Bandeira de Mello, Jos dos Santos Carvalho Filho e Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Aula extra dia 05 de setembro (segunda feira) das 19:00 s 20:30. Aqueles que estudaram Administrativo I com Modesto estudar os Poderes da Administrao e responsabilidade civil do estado e agentes pblicos. Provas: 1 prova 15.09; 2 03.11 ; 3 prova 06.121. ATO JURDICO ADMINISTRATIVOH no Direito Administrativo, assim como no Direito Civil, uma diferena entre fato e ato. No Direito Civil, ato imputvel ao homem, enquanto o fato (sentido restrito) deriva de acontecimentos naturais, que independem do homem ou que dele dependem apenas indiretamente. Quando o fato corresponde descrio contida na norma legal, ele chamado de fato jurdico e produz efeitos no mundo do direito. Quando o fato descrito na norma legal produz efeitos no campo do direito administrativo, ele um FATO ADMINISTRATIVO, como ocorre com a morte de um funcionrio, que produz a vacncia em seu cargo; como o decurso do tempo, que produz a prescrio administrativa. No ato jurdico administrativo temos uma declarao de vontade que produz efeitos jurdicos. Porm, a vontade no ato administrativo uma vontade administrativa, dependendo muitas vezes da presena de um agente. Vontade administrativa que pode ou no coincidir com a vontade do agente. Vale lembrar que muitos atos administrativos que no possuem a declarao de nenhum agente. (e como se d a declarao de vontade ento?)Se o fato no produz qualquer efeito jurdico no Direito Administrativo, ele chamado de FATO DA ADMINISTRAO. 1.1. Evoluo Histrica A noo de ato administrativo s comeou a ter sentido a partir do momento em que se tornou ntida a separao de funes, subordinando-se cada uma delas a regime jurdico prprio.A teoria do ato administrativo inicia-se no Estado Liberal de Direito. Com ela se queria legitimar o exerccio do poder perante os cidados. Nesta poca os atos administrativos eram restritivos de direitos, j que o objetivo principal do Estado era manter a ordem.Com o tempo, e achegada da crise do Estado Liberal, uma nova teoria desenvolvida contestando essa postura do Estado. O Estado passa a se voltar ao atendimento das expectativas sociais. Assim, ele passa a intervir tanto na vida social quanto na econmica. As funes estatais tambm crescem.A partir da, com essa nova postura estatal os atos administrativos deixam de ser apenas restritivos de direitos, passando a ser tambm constituintes de direitos. Por isso, tambm se fala que houve nessa poca uma mudana no conceito de ato administrativo. Continuou sendo uma declarao unilateral, mas no mais auto executria. Deixou de ter a importncia que tinha antigamente, por conta do surgimento da administrao consensual (oi? O que isso?). O autor Dcio Carlos Ulla indica certos pressupostos institucionais considerados necessrios para a existncia e o conceito de ato administrativo: Existncia de vrios Poderes do Estado, um dos quais pode definir-se como Poder Executivo; Existncia de certa diviso de atribuies entre esses Poderes, para que exista a funo administrativa; Submisso do Estado s normas jurdicas por ele mesmo emanadas (Estado de Direito) com o que a ao administrativa tambm fica sob o primado da lei (Princpio da Legalidade); Conjunto autnomo de normas jurdicas preestabelecidas pelo ordenamento jurdico e que sejam prprias e exclusivas da Administrao Pblica, constituindo um regime jurdico administrativo distinto do direito comum; onde no haja o reconhecimento de um regime jurdico administrativo no existe o conceito de ato administrativo, pois, nessa hiptese, todos os atos praticados pela AP so atos jurdicos do direito comum, ou seja, iguais aos praticados por particulares, sob regime jurdico de direito privado.OBS.: A noo de ato administrativo, tal como conhecemos, nos sistemas que adotam o common law no aceita. O direito comum para as duas espcies de sujeito: tanto para a AP, como para os particulares.1.2. ConceitoSENTIDO AMPLO O ato administrativo a declarao do Estado ou de quem lhe faa s vezes no exerccio de prerrogativas pblicas atravs de providncias jurdicas complementares a lei ou a Constituio a ttulo de lhe dar cumprimento sujeita ao controle de juridicidade exercido pelo rgo jurisdicional. Declarao = compreende sempre uma exteriorizao do pensamento.do Estado = abrange tanto os rgos do Poder Executivo como os dos demais outros Poderes, que tambm podem editar atos administrativos, desde que estejam desempenhando a funo administrativa.Prerrogativas pblicas = quer dizer que submetido ao regime de direito pblico.Complementares a lei ou a CF = isto , os atos administrativos so feitos complementando leis ou mesmo a constituio. Eles devem estar previstos em qualquer um desses diplomas.Sujeita a controle de juridicidade = quer dizer que no est sujeita apenas ao controle da lei, mas tambm de todos os princpios que regem a AP. Observe-se que o Princpio da Legalidade em sentido amplo abrange tanto a lei como os princpios, sendo denominado de princpio da Juridicidade.SENTIDO RESTRITO uma declarao UNILATERAL do Estado ou de quem lhe faa as vezes no exerccio das prerrogativas pblicas atravs de providncias CONCRETAS complementares a lei ou a Constituio a ttulo de lhe dar cumprimento sujeita ao controle de juridicidade exercido pelo rgo jurisdicional. Ato administrativo em sentido amplo abrangeria os contratos administrativo, pois estes so firmados pelo Estado ou por outro ente, sendo sujeito a regime de direito pblico, decorre de norma legal, e tambm est sujeito ao controle judicirio. Mas no um ato administrativo em sentido restrito por no ter natureza UNILATERAL, dependendo da vontade das partes. J um decreto do governador do estado no produz providencias concretas, sendo ento um ato jurdico em sentido amplo, mas no em sentido restrito. Produzir efeito concreto ao ser praticado o ato jurdico, uma consequncia jurdica ocorre imediatamente. Todos os atos feitos no mbito dos Poderes so atos administrativos em sentido amplo, mas no em sentido restrito. No entendi bem o que ter efeitos concretos.No h apenas atos administrativos apenas no mbito da administrao pblica. No podendo caracteriza-los como sendo aqueles praticados pela Administrao Pblica. Como tambm existem atos praticados no mbito AP (tanto direta como indireta), que no so atos administrativos, so chamados de ATOS DA ADMINISTRAO. Partindo-se da ideia da diviso de funes entre os trs Poderes do Estado, pode-se dizer, em sentido amplo, que todo ato praticado no exerccio da funo administrativa um ato da Administrao.Essa expresso ato da administrao tem sentido mais amplo do que a expresso ato administrativo, que abrange apenas determinada categoria de atos praticados no exerccio da funo administrativa. Assim, todo ato administrativo por ser praticado dentro da funo administrativa um ato da administrao (confirmar com rita).A doutrina divide esses atos da administrao em:a) ATOS REGIDOS PELO DIREITO CIVIL Muitos autores contestam essa classificao hoje em dia, pois mesmo esses atos so regidos tambm pelo direito administrativo em alguns casos. Exemplos: a doao, permuta, compra venda, locao, etc.No ato administrativo, nem em sentido restrito ou amplo, pois no est no exerccio das prerrogativas pblicas.b) ATOS MATERIAIS OU FATOS ADMINISTRATIVOS so aqueles que no contm manifestao de vontade, mas que envolvem apenas execuo. Exemplos: quando a SUCOM determina que determinada empresa execute a demolio de uma construo em local pblico. Este ato da empresa que demole no ato administrativo por no estar presente uma vontade, e sim um ato material. Quando um tenente d a ordem para dissolver uma passeata a uns soldados, o ato material de dissolver a passeata dos soldados, o ato administrativo a ordem expedida pelo tenente.Exatamente por no conterem uma manifestao de vontade que eles no so considerados um ato administrativo, tanto em sentido estrito como em sentido amplo.c) ATOS DE GOVERNO OU ATOS POLTICOS So aqueles atos expedidos por altas autoridades, decorrentes da CF que tratam da conduo da vida poltica do Estado com ampla margem de discricionariedade. Esto restritos s chamadas relaes internacionais dos estados (como tratados internacionais). Tambm esto presentes em alguns atos emitidos na relao legislativo-executivo, como sano e veto de lei. Nestes atos no h a possibilidade de controle pelo poder judicirio, por isso no so considerados atos administrativos nem em sentido restrito, nem em sentido amplo.d) CONTRATOS ADMINISTRATIVOS no ato administrativo, em sentido restrito apenas, por no ser uma declarao de vontade unilateral, e sim bilateral.e) ATOS NORMATIVOS DA ADMINISTRAO Abrangem decretos, portarias, resolues, regimentos, de efeitos gerais e abstratos. Por no produzem efeitos concretos e imediatos, por isso no so atos administrativo em sentido restrito apenas. No entendo porque no produzem efeitos concretos e imediatos.

1.3. Atributos do ato AdministrativoVisto que o ato administrativo espcie de ato jurdico, cumpre apresentar os atributos que o distinguem dos atos de direito privado, ou seja, aas caractersticas que permitem afirmar que ele se submete a um regime jurdico de direito pblico. a) PRESUNO DE LEGITIMIDADE Significa que se presume que os atos administrativos so sempre criados, atendendo aos princpios administrativos (Legalidade em sentido amplo), isto , de acordo com os devidos preceitos legais. Essa presuno juris tantum, ou seja, admite prova em contrrio, assim possvel arguir em a ilegalidade de determinado ato administrativo.Os fundamentos desse atributo listados por autores so muitos, entre eles: O procedimento e as formalidades que precedem a sua edio, os quais constituem garantia de observncia a lei; O fato de ser uma das formas de expresso da soberania do Estado, de modo que a autoridade que pratica o ato o faz com o consentimento de todos; A necessidade de assegurar celeridade no cumprimento dos atos administrativos, j que eles