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02 - ESQUECIMENTO DAS OFENSAS PARA DESLIGAR-SE DO MAL. O DIO OU O RESSENTIMENTO NOS LIGA AO OFENSOR E AUMENTA NOSSO SOFRIMENTO

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INDICE OBJETIVO DO TEMA .............................................................................................................2 BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL.....................................................................................................2 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR...........................................................................................2 EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPTULO XII - AMAI OS VOSSOS INIMIGOS..........3 RETRIBUIR O MAL COM O BEM.........................................................................................3 OS INIMIGOS DESENCARNADOS.......................................................................................5 SE ALGUM VOS BATER NA FACE DIREITA, APRESENTAI-LHE TAMBM A OUTRA.............6 INSTRUES DOS ESPRITOS...........................................................................................6 A VINGANA.................................................................................................................6 O DIO.............................................................................................................................7 O LIVRO DOS ESPIRITOS QUESTES 547 720 726 - 887 1000..................................9 A BUSCA INTERIOR............................................................................................................12 A FORMIGA E O TIGRE.......................................................................................................15 APRENDIZES E ADVERSRIOS............................................................................................17 BENS IMPERECVEIS...........................................................................................................19 CAUSA E EFEITO................................................................................................................20 CONSTRUINDO PONTES.....................................................................................................21 ENCONTROS E DESENCONTROS........................................................................................23 FESTAS..............................................................................................................................25 MACACO JIL.....................................................................................................................27 NO ESTRAGUE O SEU DIA................................................................................................29 NO CAMINHO DO AMOR.....................................................................................................30 O BATISMO DE FOGO.........................................................................................................32 O CONDENADO MORTE...................................................................................................34 O CONFERENCISTA ATRIBULADO.......................................................................................36 O ESCRIBA INCRDULO......................................................................................................38 O FAROLEIRO DESPREVENIDO...........................................................................................42 O PRIMEIRO PASSO............................................................................................................44

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OBJETIVO DO TEMA Mostrar que o esquecimetno das ofensas o nico caminho para desligar-se do mal. Ressaltar que o dio ou o ressentimento nos liga ao ofensor e aumenta nosso sofrimento.

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL Capitulo XII Itens 8 9 - 10 Questes 547 - 720 726 887 - 1000

O Evangelho Segundo o Espiritismo (Allan Kardec) O Livro dos Espritos (Allan Kardec)

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR Caminhos Da Libertao (Valentim Lorenzeti) Endereo Certo (Richard Simonetti) Pedaos Do Cotidiano (Espiritos Diversos / Francisco Xavier) Pagina 120 Pagina 60 Pagina 164

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EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPTULO XII - AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

RETRIBUIR O MAL COM O BEM

1. Aprendestes que foi dito: Amareis o vosso prximo e odiareis os vossos inimigos. Eu, porm, vos digo: Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que est nos cus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. - Porque, se s amardes os que vos amam, qual ser a vossa recompensa? No procedem assim tambm os publicanos? Se apenas os vossos irmos saudardes, que o que com isso fazeis mais do que os outros? No fazem outro tanto os pagos? (S. MATEUS, cap. V, vv. 43 a 47.) Digo-vos que, se a vossa justia no for mais abundante que a dos escribas e dos fariseus, no entrareis no reino dos cus.(S. MATEUS, cap. V, v. 20.) 2. Se somente amardes os que vos amam, que mrito se vos reconhecer, uma vez que as pessoas de m vida tambm amam os que os amam? - Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mrito se vos reconhecer, dado que o mesmo faz a gente de m vida? - Se s emprestardes queles de quem possais esperar o mesmo favor, que mrito se vos reconhecer, quando as pessoas de m vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Ento, muito grande ser a vossa recompensa e sereis filhos do Altssimo, que bom para os ingratos e at para os maus. Sede, pois, cheios de misericrdia, como cheio de misericrdia o vosso Deus. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 32 a 36.) 3. Se o amor do prximo constitui o princpio da caridade, amar os inimigos a mais sublime aplicao desse princpio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitrias alcanadas contra o egosmo e o orgulho. Entretanto, h geralmente equvoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. No pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de ns tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmo ou amigo. A ternura pressupe confiana; ora, ningum pode depositar confiana numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ningum pode ter para com ela expanses de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, no pode haver essas manifestaes de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas idias. Enfim, ningum pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.

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A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstncias diferentes, resulta mesmo de uma lei fsica: a da assimilao e da repulso dos fluidos. O pensamento malvolo determina uma corrente fludica que impressiona penosamente. O pensamento benvolo nos envolve num agradvel eflvio. Da a diferena das sensaes que se experimenta aproximao de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos no pode, pois, significar que no se deva estabelecer diferena alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difcil prtica, impossvel mesmo, apenas por entender-se falsamente que ele manda se d no corao, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, razo cabe estabelecer as diferenas, conforme aos casos. Amar os inimigos no , portanto, ter-lhes uma afeio que no est na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o corao de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os Inimigos no lhes guardar dio, nem rancor, nem desejos de vingana; perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condies, o mal que nos causem; no opor nenhum obstculo a reconciliao com eles; desejar-lhes o bem e no o mal; experimentar jbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; socorr-los, em se apresentando ocasio; abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; , finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a inteno de os humilhar. Quem assim procede preenche as condies do mandamento: Amai os vossos inimigos. 4. Amar os inimigos , para o incrdulo, um contra-senso. Aquele para quem a vida presente tudo, v no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte. pensa ele, o pode livrar. Da, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, seno para satisfazer o seu orgulho perante o mundo. Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se no se vingar, nem por isso deixar de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro. Para o crente e, sobretudo, para o esprita, muito diversa a maneira de ver, porque suas vistas se lanam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual no passa de um simples ponto. Sabe ele que, pela mesma destinao da Terra, deve esperar topar a com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas. Se no se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento. Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experiment-lo, deve tambm agradecer a mo que lhe d ensejo de demonstrar a sua pacincia e a sua resignao. Esta idia o dispe naturalmente ao perdo. Sente, alm disso, que quanto mais generoso for. tant