Trabalho Código Defesa do Consumidor

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Cdigo de Defesa do ConsumidorINTRODUO O cdigo de defesa do consumidor foi institudo pela lei n 8.078 de 11 de setembro de 1990 e entrou em vigor em maro de 1991. Esse Cdigo faz referncia a um conjunto de normas que regulam as relaes de consumo, protegendo o consumidor e colocando os rgos e entidades de defesa do consumidor a seu servio, com a criao de regras que norteiam as relaes de consumo, declarando os deveres dos fornecedores, inclusive culminando sanes e penas s infraes cometidas, facilitando sociedade o conhecimento do novo diploma legal. Essencialmente educativo, o cdigo visa melhorar as relaes de consumo entre consumidores e fornecedores.

S defesa e proteo do consumidor?

A defesa e proteo tambm do bom fornecedor.A defesa no s do consumidor, nem do fornecedor, mas da prpria relao de consumo.Cdigo de defesa e Proteo das Relaes de ConsumoDos direitos bsicos do consumidor

Art. 6 do Cdigo de Defesa do Consumidor, apresenta:I - a proteo da vida, sade e segurana contra os riscos provocados por prticas no fornecimento de produtos e servios considerados perigosos ou nocivos;II - a educao e divulgao sobre o consumo adequado dos produtos e servios, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contrataes; III - a informao adequada e clara sobre os diferentes produtos e servios, com especificao correta de quantidade, caractersticas, composio, qualidade e preo, bem como sobre os riscos que apresentem; IV - a proteo contra a publicidade enganosa e abusiva, mtodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra prticas e clusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e servios; V - a modificao das clusulas contratuais que estabeleam prestaes desproporcionais ou sua reviso em razo de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; VI - a efetiva preveno e reparao de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; VII - o acesso aos rgos judicirios e administrativos com vistas preveno ou reparao de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteo jurdica, administrativa e tcnica aos necessitados (http://www.portaldoconsumidor.gov.br/ondereclamar.asp); VIII - a facilitao da defesa de seus direitos, inclusive com a inverso do nus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critrio do juiz, for verossmil a alegao ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinrias de experincias; IX - (Vetado); este inciso entra em contradio com a defesa do consumidor.X - a adequada e eficaz prestao dos servios pblicos em geral. Consumidor

De acordo com o art. 2 do Cdigo de Defesa do Consumidor, consumidor toda pessoa fsica ou jurdica que adquire ou utiliza produto ou servio como destinatrio final.Pargrafo nico. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indeterminveis, que haja intervindo nas relaes de consumo. Tambm considerado consumidor as vtimas de acidentes causados por produtos defeituosos, mesmo que no os tenha adquirido (art. 17, CDC), bem ainda as pessoas expostas s prticas abusivas previstas no Cdigo do Consumidor, como, por exemplo, publicidade enganosa ou abusiva ( art. 29, CDC). FornecedorFornecedor definido na art. 3 do CDC sendo toda pessoa fsica ou jurdica, pblica ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produo, montagem, criao, construo, transformao, importao, exportao, distribuio ou comercializao de produtos ou prestao de servios. O critrio para definir fornecedor a profissionalidade, ou seja, o fornecedor o agente que pratica determinada atividade com habitualidade.O fornecedor tem restries quanto a venda de produtos que considerada prticas abusivas e so apresentados nos art. 39,40 e 41 do CDC.

Criao de rgos fiscalizadoresArt. 4 A Poltica Nacional das Relaes de Consumo que tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito sua dignidade, sade e segurana, a proteo de seus interesses econmicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparncia e harmonia das relaes de consumo, atendidos os seguintes princpios:I reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; O consumidor sempre a parte mais fraca (vulnervel) da relao, seja de ordem tcnica (ausncia de conhecimento), econmica (desigualdade frente ao fornecedor), ftica ou informacional (desconhecimento e ausncia de informaes claras e necessrias) na relao de consumo.

II ao governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos criao e desenvolvimento de associaes representativas; Associao Brasileira de Consumidores, ADECON- Associao de Defesa da Cidadania e do Consumidor, ADOCON- Associao Catarinense de Defesa dos Direitos da Mulher, Donas de Casa e Consumidoresc) pela presena do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e servios com padres adequados de qualidade, segurana, durabilidade e desempenho. INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade Industrial), IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), INNAC (Instituto Nacional de Avaliao da Conformidade em Produtos). No caso do INNAC, trata-se de entidade que visa a melhoria da qualidade dos bens e servios relacionados segurana e sade dos consumidores, com ressaltada importncia as questes relativas ao meio ambiente.

III harmonizao dos interesses dos participantes das relaes de consumo e compatibilizao da proteo do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econmico e tecnolgico, de modo a viabilizar os princpios nos quais se funda a ordem econmica (art. 170, da Constituio Federal), sempre com base na boa-f e equilbrio nas relaes entre consumidores e fornecedores; IV educao e informao de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas melhoria do mercado de consumo; V incentivo criao pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurana de produtos e servios, assim como de mecanismos alternativos de soluo de conflitos de consumo;VI coibio e represso eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrncia desleal e utilizao indevida de inventos e criaes industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuzos aos consumidores; VII racionalizao e melhoria dos servios pblicos;VIII estudo constante das modificaes do mercado de consumo. Art. 5 Para a execuo da Poltica Nacional das Relaes de Consumo, contar o poder pblico com os seguintes instrumentos, entre outros: I manuteno de assistncia jurdica, integral e gratuita para o consumidor carente; Representadas pelas defensorias pblicas tanto da unio quanto de cada estado.II instituio de Promotorias de Justia de Defesa do Consumidor, no mbito do Ministrio Pblico; As Promotorias de Justia e Defesa dos Consumidores visam facilitao do amparo dos direitos coletivos dos consumidores que se sentirem lesados, possibilitando o oferecimento de reclamaes formais ou informais, bastando ao

III criao de delegacias de polcia especializadas no atendimento de consumidores vtimas de infraes penais de consumo; Delegacia do Consumidor (DECON), que realiza intervenes como em locais que no emitem notas fiscais, postos com alterao de combustvel, alm de servios relacionados a direitos autorais etc. IV criao de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a soluo de litgios de consumo; V concesso de estmulos criao e desenvolvimento das Associaes de Defesa do Consumidor. Neste sentido, a prpria Constituio Federal incentiva a criao de associaes que possam vir a representar seus associados, em juzo ou fora dele. Necessrio, contudo, que a Associao esteja constituda h mais de um ano, sendo assim legitima para pleitear interesse de seus associados, quando autorizadas pelo respectivo estatuto.

Riscos e Vcios de Bens e de Servios

Art. 8 Os produtos e servios colocados no mercado de consumo no acarretaro riscos sade ou segurana dos consumidores, exceto os considerados normais e previsveis em decorrncia de sua natureza e fruio, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hiptese, a dar as informaes necessrias e adequadas a seu respeito.

Danos e vciosFabricante, o produtor, o construtor (nacional ou estrangeiro), o importador e o prestador de servios.Cabe indenizao por danos morais e patrimoniais sofridos.A quem reclamar?Comerciante (30 dias) PROCON ou outro rgo de defesa do consumidorJuizado de Pequenas causas Defensoria PblicaContratar um advogado

Proteo ContratualDentre as 3 sesses abordadas no cdigo de defesa do consumidor, todas elas sero citadas, porm ser mostrada na ntegra, apenas a Segunda sesso.

I - Disposies GeraisII - Clusulas AbusivasIII - Contratos de Adeso

Clusulas Abusivas

O que so clusulas abusivas?Clusulas abusivas so aquelas que colocam o consumidor em desvantagem nos contratos de consumo. O consumidor que se deparar com uma clusula abusiva poder recorrer Justia para pleitear sua nulidade, e, consequentemente, livrar-se da obrigao nela prevista. So abusivas no s as clusulas contratuais a que se refere o Cdigo do Consumidor, como tambm aquelas previstas nas Portarias do Ministrio da Justia.Regra GeralSo estabelecidas obrigaes consideradas abusivas, que coloque o consumidor em desvantagem exagerada, ou que seja incompatvel com a boa-f ou a equidade. Diz-se que uma vantagem exagerada quando: I - Ofende os princpios fundamentais do sistema jurdico a que pertence; II - Restringe direitos ou obrigaes fundamentais inerentes natureza do contrato de modo a ameaar seu objeto ou o equilbrio contratual; III - Mostra-se excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e o contedo do contrato, o interesse das partes e outras circunstncias peculiares ao caso.Clusulas AbusivasArt. 51. So nulas de pleno