código de defesa consumidor

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1. CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 20122012 DistribuioGratuita DIREITOSDEVERES SINDICATODOCOMRCIOVAREJISTADEGUARULHOS LEI Edio ComentadaEdio Comentada 2. Programas Projetos Iniciativas Servios Benefcios contribuinte, saiba tudo que o sincomrcio oferece a voc. Acesse www.sincomercioguarulhos.com.br e conhea nossos servios +planos de sade | descontos em escolas e faculdades | Consultoria jurdica | consultoria contbil locao de espaos | programa Repis | Certificao Digital | Oficina de Solues | Banco de Horas Conhea seu sindicatoConhea seu sindicato PROGRAMA 11 2475.7575 - R. Caraguatatuba, 17 - Centro - Guarulhos - SP Cmara Intersindical de Conciliao Trabalhista do Comrcio rede de benefcios 3. CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR www.sincomercioguarulhos.com.br 11 2475.7575 - sincomercio@sincomercioguarulhos.com.br R. Caraguatatuba, 17 - Centro - Guarulhos - SP 2 edio - 2012 - Distribuio Gratuita - Edio ComentadaEdio Comentada 4. 4 CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR LEI N. 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990 Dispe sobre a proteo do consumidor e d outras providncias. O PRESIDENTE DA REPBLICA, fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu san- ciono a seguinte Lei: Ttulo I - Dos Direitos do Consumidor Captulo I - Disposies Gerais Art. 1 - O presente Cdigo estabelece normas de proteo e defesa do consumidor, de ordem pblica e interesse social, nos termos dos artigos 5, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituio Federal, e artigo 48 de suas DisposiesTransitrias. Art. 2 - Consumidor toda pessoa fsica ou jurdica que adquire ou utiliza pro- dutos ou servio como destinatrio final. Pargrafo nico - Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indeterminveis, que haja intervindo nas relaes de consumo. Art. 3 - Fornecedor toda pessoa fsica ou jurdica, pblica ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produo, montagem, criao, construo, transformao, importao, exportao, distri- buio ou comercializao de produtos ou prestao de servios. 1 - Produto qualquer bem, mvel ou imvel, material ou imaterial. 2 - Servio qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remunerao, inclusive as de natureza bancria, financeira, de crdito e securitria, salvo as decorrentes das relaes de carter trabalhista. Captulo II - Da poltica nacional de relaes de consumo Art. 4 - A Poltica Nacional de Relaes de Consumo tem por objetivo o atendi- mento das necessidades dos consumidores, o respeito sua dignidade, sade e segurana, a proteo de seus interesses econmicos, a melhoria de sua qualidade de vida, bem como a transferncia e harmonia das relaes de consumo, atendidos os seguintes princpios: I-reconhecimentodavulnerabilidadedoconsumidornomercadodeconsumo; II - ao governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos criao e desenvolvimento de associaes representativas; c) pela presena do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e servios com padres adequados de qualidade, segurana, durabilidade e desempenho; III - harmonizao dos interesses dos participantes das relaes de consumo e com- patibilizaodaproteodoconsumidorcomanecessidadededesenvolvimentoeconmico 5. 5 e tecnolgico, de modo a viabilizar os princpios nos quais se funda a ordem econmica (ar- tigo 170, da Constituio Federal), sempre com base na boa-f e equilbrio nas relaes entre consumidores e fornecedores; IV - educao e informao de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas melhoria do mercado de consumo; V - incentivo criao pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurana de produtos e servios, assim como de mecanismos alternativos de soluo de conflitos de consumo; VI - coibio e represso eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrncia desleal e utilizao indevida de inventos e criaes industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar preju- zos aos consumidores; VII - racionalizao e melhoria dos servios pblicos; VIII - estudo constante das modificaes do mercado de consumo. Art. 5 - Para a execuo da Poltica Nacional das Relaes de Consumo, contar o Poder Pblico com os seguintes instrumentos, entre outros: I-manutenodeassistnciajurdica,integralegratuitaparaoconsumidorcarente; II - instituio de Promotorias de Justia de Defesa do Consumidor, no mbito do Ministrio Pblico; III - criao de delegacias de polcia especializadas no atendimento de consumi- dores vtimas de infraes penais de consumo; IV - criao de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a soluo de litgios de consumo; V - concesso de estmulos criao e desenvolvimento das Associaes de De- fesa do Consumidor. 1 - (Vetado.) 2 - (Vetado.) CAPTULO III - DOS DIREITOS BSICOS DO CONSUMIDOR Art. 6 - So direitos bsicos do consumidor: I - a proteo da vida, sade e segurana contra os riscos provocados por prticas no fornecimento de produtos e servios considerados perigosos ou nocivos; II - a educao e divulgao sobre o consumo adequado dos produtos e servi- os, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contrataes; III - a informao adequada e clara sobre os diferentes produtos e servios, com especificao correta de quantidade, caractersticas, composio, qualidade e preo, bem como sobre os riscos que apresentem; IV - a proteo contra a publicidade enganosa e abusiva, mtodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra prticas e clusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e servios; V-amodificaodasclusulascontratuaisqueestabeleamprestaesdesproporcio- nais ou sua reviso em razo de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; 6. 6 VI - a efetiva preveno e reparao de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; VII - o acesso aos rgos judicirios e administrativos, com vistas preveno ou reparao de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteo jurdica, administrativa e tcnica aos necessitados; VIII - a facilitao da defesa de seus direitos, inclusive com a inverso do nus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critrio do juiz, for verossmil a alegao ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinrias de experincias; IX - (Vetado.) X - a adequada e eficaz prestao dos servios pblicos em geral. Art. 7 - Os direitos previstos neste Cdigo no excluem outros decorrentes de tratados ou convenes internacionais de que o Brasil seja signatrio, da legislao interna ordinria, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes, bem como dos que derivem dos princpios gerais do direito, analogia, costumes e eqidade. Pargrafo nico - Tendo mais de um autor a ofensa, todos respondero solidaria- mente pela reparao dos danos previstos nas normas de consumo. CAPTULO IV- DA QUALIDADE DE PRODUTOS E SERVIOS, DA PREVENO E DA REPARAO DOS DANOS SEO I - DA PROTEO SADE E SEGURANA Art. 8 - Os produtos e servios colocados no mercado de consumo no acarre- taro riscos sade ou segurana dos consumidores, exceto os considerados normais e previsveis em decorrncia de sua natureza e fruio, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hiptese, a dar as informaes necessrias e adequadas a seu respeito. Pargrafonico - Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informaes a que se refere este artigo, atravs de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. Art.9 - O fornecedor de produtos e servios potencialmente nocivos ou perigo- sos sade ou segurana dever informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuzo da adoo de outras medidas cabveis em cada caso concreto. Art. 10 - O fornecedor no poder colocar no mercado de consumo produto ou servio que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade sade ou segurana. 1 - O fornecedor de produtos e servios que, posteriormente sua introduo no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, dever comunicar o fato imediatamente s autoridades competentes e aos consumidores, me- diante anncios publicitrios. 2 - Os anncios publicitrios a que se refere o pargrafo anterior sero veicula- dos na imprensa, rdio e televiso, s expensas do fornecedor do produto ou servio. 7. 7 3 - Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou ser- vios sade ou segurana dos consumidores, a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Municpios devero inform-los a respeito. Art. 11 - (Vetado). SEO II - DA RESPONSABILIDADE PELO FATO DO PRODUTO E DO SERVIO Art. 12 - O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importa- dor respondem, independentemente da existncia de culpa, pela reparao dos danos cau- sados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricao, construo, mon- tagem, frmulas, manipulao, apresentao ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informaes insuficientes ou inadequadas sobre sua utilizao e riscos. 1 - O produto defeituoso quando no oferece a segurana que dele legitima- mente se espera, levando-se em considerao as circunstncias relevantes, entre as quais: I - sua apresentao; II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam; III - a poca em que foi colocado em circulao. 2 - O produto no considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. Comentrio: Nota Fiscal Obrigatria. A emisso de Nota Fiscal obrigatria. Alguns estabelecimentos emitem, alm da Nota Fiscal, um comprovante de venda preenchido com os dados re- lacionados venda realizada. A obrigao do preenchimento correto da Nota Fiscal do Fornecedor, portanto se a Nota Fiscal no estiver preenchida corre- tamente, o Consumidor no poder ser responsabilizado e o Fornecedor no pode negar qualquer assistncia por esse motivo. 3 - O