panorama biomassa

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  • 8/4/2019 Panorama Biomassa

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    AGNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELTRICA ANEEL

    Panorama do Potencial de Biomassa no Brasil

    PROJETO BRA/00/029 CAPACITAO DO SETOR ELTRICO BRASILEIRO EM RELAMUDANA GLOBAL DO CLIMA

    Prof. Dr. Suani Teixeira CoelhoM.Sc. Orlando Cristiano da Silva

    Marcelo ConsglioMarcelo Pisetta

    Maria Beatriz C. de A. Monteiro.

    Dezembro, 2002

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    Agncia Nacional de Energia Eltrica

    Ministrio da Cincia e Tecnologia

    Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento

    Centro Nacional de Referncia em Biomassa.

    Universidade de So Paulo

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    APRESENTAO

    A gerao de energia eltrica no Brasil provm essencialmente de duas fontes energticas,o potencial hidrulico e o petrleo, com grande predominncia da primeira. Apesar da importnciadessas fontes, o Brasil dispe de vrias alternativas para gerao de energia eltrica, dentre asquais aquelas derivadas da biomassa. Em relao biomassa , particularmente, h uma grandevariedade de recursos energticos, desde culturas nativas at resduos de diversos tipos. Noentanto, a pouca informao a respeito do potencial energtico desses resduos limita o seu efetivoaproveitamento.

    A Agncia Nacional de Energia Eltrica ANEEL desenvolve atividades em colaboraocom o Ministrio de Cincia e Tecnologia MCT, o Programa das Naes Unidas para oDesenvolvimento PNUD e a Agncia Brasileira de Cooperao ABC, visando estimular epromover atividades de pesquisa ligadas ao setor de energia eltrica e implementar aes voltadaspara o desenvolvimento da base energtica nacional, conjugadas preservao do meio ambiente eao uso racional dos recursos naturais.

    A presente publicao sintetiza os estudos desenvolvidos pelo Centro Nacional de Refernciade Biomassa da Universidade de So Paulo CENBIO/USP, com o apoio dos dados publicadospelas seguintes entidades: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica IBGE, AssociaoBrasileira de Florestas Renovveis ABRACAVE, Unio da Agroindstria Canavieira de So Paulo UNICA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria EMBRAPA e Prefeituras Municipais.

    No intuito de consolidar as informaes existentes, o presente trabalho apresenta umpanorama do potencial de biomassa no Brasil para a gerao de energia eltrica, com arepresentao dos resultados em forma de mapas temticos.

    A ANEEL e as demais instituies envolvidas esperam que este trabalho possa contribuir com dados e informaes que sirvam de base e estmulo a novas pesquisas sobre o tema, de formaa ampliar, com racionalidade, o uso energtico de biomassa no pas.

    SUPERINTENDNCIA DE ESTUDOS E INFORMAES HIDROLGICASAGNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELTRICA

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    NDICE

    1-METODOLOGIA2-REGIO NORTEAspectos caractersticos sobre a vegetao1.2-Disponibilidade de Recursos de Biomassa e Potencial Energtico1.2.1 - Cana-de-acar

    1.2.3 - leos Vegetais1.2.4 - Resduos Agrcolas1.2.5 - Resduos Florestais

    3-REGIO NORDESTE

    2.1-Aspectos caractersticos sobre a vegetao1.2-Disponibilidade de Recursos de Biomassa e Potencial Energtico1.2.1 - Cana-de-acar1.2.3 - leos Vegetais1.2.4 - Resduos Agrcolas1.2.5 - Resduos Florestais

    4-REGIO CENTRO-OESTE2.1-Aspectos caractersticos1.2-Disponibilidade de Recursos de Biomassa e Potencial Energtico1.2.1 - Cana-de-acar1.2.3 - leos Vegetais1.2.4 - Resduos Agrcolas1.2.5 - Resduos Florestais

    5-REGIO SUDESTE2.1-Aspectos caractersticos sobre a vegetao1.2-Disponibilidade de Recursos de Biomassa e Potencial Energtico1.2.1 - Cana-de-acar1.2.3 - leos Vegetais1.2.4 - Resduos Agrcolas1.2.5 - Resduos Florestais

    6-REGIO SUL2.1-Aspectos caractersticos sobre a vegetao1.2-Disponibilidade de Recursos de Biomassa e Potencial Energtico1.2.1 - Cana-de-acar1.2.3 - leos Vegetais1.2.4 - Resduos Agrcolas1.2.5 - Resduos Florestais

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    7 BIBLIOGRAFIA

    LISTA DE FIGURAS

    LISTA DE MAPAS

    ANEXO I

    ANEXO II

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    1 - METODOLOGIA

    O trabalho foi desenvolvido sob a coordenao do CENBIO, com envolvimento de

    estudantes de Geografia da Universidade de So Paulo (USP).A pesquisa ficou baseada exclusivamente em dados publicados por entidades comoo IBGE, ABRACAVE, UNICA, EMBRAPA e Prefeituras Municipais. Estes serviram paraa elaborao e anlise de sries histricas sobre a disponibilidade de biomassa nasdiferentes regies brasileiras. Contudo, para a elaborao de mapas temticos, apenas osdados do IBGE se mostraram uniformes e com a atualizao necessria, com exceo dacana-de-acar, para a qual foram usados dados do Ministrio da Agricultura.

    Os resduos urbanos, assim como a disponibilidade de lenha e carvo, inicialmentecontemplados, foram descartados: os resduos urbanos em virtude da escassez eirregularidade dos dados adquiridos; e a disponibilidade de carvo e lenha em funo dosmesmos j possurem, no contexto atual um fim como fonte de energia trmica.

    Para o caso da cana-de-acar foram adotados dois cenrios. No Primeiro,considerou-se a gerao de energia a partir do ciclo a vapor com caldeiras de 21 kgf/cm2 eturbinas de mltiplo estgio tambm de 21 kgf/cm2, com potencial de 10 kWh/tc (quilowatthora por tonelada de cana). No segundo cenrio foram consideradas caldeira e turbina de 60kgf/cm2, cujo potencial de 120 kWh/tc.

    Os clculos da converso energtica dos resduos agrcolas e da silvicultura forambaseados tambm na tecnologia do ciclo a vapor, considerando os respectivos poderescalorficos. Para a silvicultura foram considerados apenas os resduos deixados no campo,na medida em que se desconhece o fim da madeira destinada ao beneficiamento. E, paracaso dos resduos agrcolas, considerou-se apenas os de beneficiamento de arroz, castanhade caju e coco baa.

    O potencial de gerao de energia a partir de leos vegetais foi estimado com baseem dados experimentais de projetos em vigor na regio amaznica, que mostram umconsumo de 250 kg/MWh.

    Nos Anexo 2 e 3 apresentamos os detalhes da metodologia dos clculos.Na ausncia de dados para todo o territrio nacional optou-se por elaborar mapas

    temticos, agrupando as informaes relativas a quantidade de recursos ou do potencialenergtico por microrregies e por Unidades da Federao segundo a classificao IBGE.

    Para elaborao dos mapas temticos utilizou-se a base cartogrficageorreferenciada (Malha Municipal Digital do Brasil(CD-ROM situao 1997, Rio de

    Janeiro: IBGE, 1999) associada aosoftware ArcviewGIS 3.1.

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    2 - REGIO NORTE

    2.1 - Aspectos caractersticos sobre a vegetao

    O regime de cheias do rio Amazonas e de seus tributrios, de certa forma, criacondies que determinam a existncia de diferentes tipos de mata dentro da mesma regio.A floresta amaznica se estende por todos os estados da regio norte, alm dos estados doMaranho e Mato Grosso e, ainda, nos territrios da Bolvia, Peru, Equador, Colmbia,Venezuela, Suriname, da Guiana e da Guiana Francesa.

    A vegetao da floresta amaznica um mosaico devido o regime dos rios,compreendendo as matas de terra firme (nunca inundadas), as matas de igap (sempreinundadas) e as matas de vrzea, que alagada nas cheias quando os rios ocupam asvrzeas interligando inmeras lagoas. Nas reas litorneas encontramos os mangues almde manchas de cerrado no interior devido s condies do solo em alguns pontos. No

    Estado do Tocantins verifica-se a predominncia da vegetao de cerrado.Floresta amaznica

    A floresta amaznica compreende as matas de terra firme, de vrzea e de igap. Soflorestas compactas, pereniflias e higrfilas. Em todas as matas comum e abundante apresena de cips e lianas. As matas de igaps so as mais ricas em biodiversidade. Asmatas de terra firme so as que apresentam o maior desenvolvimento em altura. Nos igapse vrzeas comum a presena das palmeiras de diversas espcies e gneros, sendo que nasde terra firme estas j no so to numerosas. A floresta amaznica se estende pelosEstados do Amazonas, Acre, Par, Amap, Rondnia, Roraima e norte dos Estados doMato Grosso e Tocantins.A floresta amaznica e o clima encontram-se intimamente ligados em um estado deequilbrio. Trata-se de um complexo onde interagem o clima, o relevo, a hidrografia, ossolos e a vegetao em uma relao de dependncia onde a modificao de um desteselementos certamente transformar os outros. Sabe-se que a vegetao responsvel porcerca de 50% da gua na Amaznia atravs do processo de evapotranspirao.

    O solo da regio amaznica , predominantemente, arenoso. A floresta que sobre elese desenvolveu produz o seu prprio sustento, ou seja, a mata retira seus nutrientesnecessrios do material que se acumula no cho da serapilheira. Assim, o desmatamentoeliminao da floresta acaba com a fertilidade do solo e provoca o aquecimento deste,causando a eliminao do hmus e da flora de fungos e outros microorganismos que soindispensveis fertilizao. Alm disso, provoca o fenmeno da laterizao que aimpermeabilizao do solo por sais de ferro que vem das profundezas por evaporao diretadevido o aquecimento. Isto dificulta a infiltrao da gua que passa a escorrer aumentandoa eroso e assoreando a calha dos rios.

    Matas de terra firme

    As matas de terra firme, que ocupam 90% da rea total da bacia amaznica, soaquelas que nunca so inundadas, j que ocupam terras mais altas, com altitude mdia de200m. O principal fator que a diferencia dos outros tipos de matas da Amaznia aformao do dossel (unio das copas) a cerca de 60-65m, que a altura das rvores mais

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    altas. O dossel retm cerca de 95% dos raios solares tornando o interior da mata escuro emido. Entre as plantas mais tpicas esto a castanha-do-par, a sapucaia, o caucho, amassaranduba, o acapu, o cedro, a sumama, as palmeiras e as figueiras.

    Matas de vrzea

    As matas de vrzea ocupam cerca de 55mil km2 da regio amaznica. A floraoacontece conforme o regime de cheias dos rios que pode atingir at 100km de largura. Estasmatas servem como uma transio entre as de terra firme e as de igap, assemelhando-se altima nas reas mais baixas e com as matas de terra firme nas partes mais altas. As rvoresmais significativas so o cumaru-de-cheiro, a seringueira, a sumama e o pau-mulato.

    Matas de igap

    As matas de igap possuem o solo e a gua cidos. Diferentemente das outras matasda regio, as maiores rvores atingem apenas 20 metros de altura, possuindo ramificaobaixa e densa, sendo estas matas as mais densas da floresta amaznica. A presena dearbustos e cips abundante. Devido ao fato de estar sempre alagada as rvores possuemrazes que servem de escora e para respirao. As rvores mais tpicas so o arapati, o taxi,a oirana e a mamorana.

    Mangue

    Os manguezais ocorrem nas reas litorneas influenciadas pelas mars, ou seja, estavegetao encontra-se associada s reas que so invadidas pelas mars e que, desta forma,possuem gua salobra.Os mangues da Amaznia legal vo do Par (inclusive a ilha de Maraj) ao Amap, sendocertamente os maiores em extenso e profundidade do litoral brasileiro, avanando at 60km de largura a partir da costa.

    Apenas algumas espcies, extremamente adaptadas, conseguem se estabelecer esobreviver no solo dos mangues que so fludos. As rvores se desenvolvem sobre razesareas que servem para a respirao. Estas razes encontram-se na altura das mars maisaltas. As espcies mais freqentes so o mangue-vermelho, a siriba e samambaias.

    Cerrado amaznico

    No interior da floresta amaznica, especificamente nas matas de terra firme,encontram-se os campos cerrados, principalmente no alto rio Negro e no alto Solimes. Soformaes abertas, sempre verdes e com folhagem xeromrfica. Aparecem como manchasnos estados de Rondnia, Roraima, Amap e Amazonas. Acontecem nesta regio em meioa exuberante floresta amaznica devido formao de laterita no solo, que impede apenetrao da gua e das razes. As caractersticas desta formao so semelhantes s doscerrados da regio Centro-Oeste e Tocantins, apesar das diferenas climticas.

    Floresta Semi-mida

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    Na rea de transio entre mata e campo cerrado, encontramos a floresta semi-mida. Esta constituda por rvores baixas com, no mximo, 15 metros de altura, e grandenmero de arbustos, lianas e gramneas. Trata-se de uma rea de transio, pois apresenta

    espcies tpicas da mata amaznica (jacarand, paineira, aroeira) e comuns ao cerrado(pequi e pau-santo). Comparativamente, mais baixa e menos densa que a florestaamaznica e mais alta e densa do que o cerrado.

    Cerrado

    Esta formao vegetal verificada na quase totalidade do Estado do Tocantins, quetambm possui reas de floresta amaznica. O cerrado est descrito no tpico sobrevegetao da regio Centro-Oeste.

    2.2 - Disponibilidade de recursos de biomassa e potencial energtico

    2.2.1 - Cana-de-acar

    Na regio Norte, segundo dados da UNICA, foram modas 521.339 toneladas decana-de-acar na safra 1999/2000. Esta produo se refere apenas ao Estado do Par erepresenta menos que 1% do total da cana moda na mesma safra em todo o pas.

    A regio Norte produziu na ltima safra (1999/00) 25.504m3 de lcool (anidro +hidratado), quantidade inferior a 1% do total produzido em todo o pas. Na safra de 1995/96a produo de lcool na Regio atingiu o teto de 34.043m3. Esta produo refere-seexclusivamente ao lcool hidratado, j que o lcool anidro passou a ser produzido a partirde 1998/99 apenas. Na safra de 1999/00 a Regio produziu 14.160m3 de lcool anidro e11.344m3 de hidratado.

    Mapa 1Quantidade de cana-de-acar moda na safra 2000/2001, segundo as mesorregies da

    regio Norte

    Potencial energtico de cana-de-acar

    Com base nos dados da cana moda, da safra 2000/01, disponibilizados peloMinistrio da Agricultura e na determinao da quantidade do bagao gerado, calculou-se opotencial terico de aproveitamento energtico do bagao de cana na regio Norte,chegando-se a concluso de um potencial de 1,97 MW, quando usada a tecnologia demenor eficincia (10 kWh/tc). Este potencial pode ser elevado a 10,17 MW, considerando atecnologia de maior eficincia (126 kWh/tc). O Estado do Par concentra a maior partedeste potencial nas mesorregies Sudeste Paraenses (51%) e Sudoeste Paraenses (21%). Orestante potencial encontra-se no Estado do Amazonas, mesorregio Centro Amazonense(28%).

    Mapa 2Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo as

    mesorregies da regio Norte.

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    No ano de 1994 ocorreu a maior produo de dend (em coco) cuja quantidadecolhida foi de 534.367 t ou 80,7% da produo nacional (o total produzido no pas foi de661.609 t), em uma rea plantada de 38.837 ha, uma rea colhida de 37.567 ha, resultando

    em um rendimento mdio de 14.224 kg/ha. Estes valores correspondem produo doEstado do Par, j que neste ano no houve produo no Amap. Nos anos em que oAmap apresentou alguma produo de dend esta foi modesta atingindo o seu pice noano de 1991 quando obteve 47.708 t de quantidade colhida, 30.277 ha de rea plantada ecolhida e um rendimento mdio de 330.018 kg/ha.

    Na regio Norte pratica-se em pequenas quantidades outras culturas oleaginosas taiscomo abacate, amendoim, algodo, urucum, soja e coco baa apresentando valores dequantidade colhida inferiores a 50.000 toneladas.

    Potencial energtico dos leos vegetais

    A regio Norte tem uma grande variedade de espcies oleaginosas nativas que podemser utilizados como fornecedores de leos vegetais para uso energtico. Alis, algumasexperincias de suprimento de eletricidade, para comunidades isoladas, com base em leosvegetais produzidos localmente, foram concretizadas com sucesso em diversos stios naAmaznia. As oleaginosas nativas apresentam vantagens econmicas e sociais pelo fato deno envolverem custos de plantio e de tratos culturais e de permitirem uma grandequantidade de mo-de-obra envolvida. Por outro lado, na maioria dos casos, aprodutividade baixa, a sazonalidade da colheita dificulta o fluxo contnuo doabastecimento e existe a competio de outros setores tradicionalmente interessados no usodo leo, fator decisivo para a elevao dos preos.

    Por isso limitamos a nossa avaliao do potencial energtico de leos vegetais naregio Norte, ao leo de dend, espcie que pode ser plantada e cuja produo pode serplanejada.

    Alguns estudos do conta de que a Amaznia brasileira possui um potencial paraplantio de 70 milhes de hectares de dend, o que corresponde produo de 350 milhesde m3 de leo. O consumo brasileiro de petrleo, segundo ANP, 1999, foi de 35 milhes dem3.

    Estimativas feitas com base em dados de produo de dend na regio Norte (IBGE,1999), mostram que o Estado do Par concentra o maior potencial terico de gerao deenergia a partir de leo de dend, 157,29 MW. Este potencial est concentrado nosarredores de Belm, onde se encontram as plantaes e as indstrias extratoras do leo dedend.

    O Estado do Amazonas tem um potencial terico baixo (0,06 MW), concentrado naregio de Manaus, em funo da sua fraca produo.

    Evidentemente queesta estimativa apenas uma simulao, considerando que todaa produo de dend foi destinada gerao de energia, o que no realista. O potencialreal de gerao de energia com leo de dend deve ser dimensionado com base emmapeamento efetivo do potencial agrcola de produo do leo na regio.

    Mapa 4Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de leo de palma,

    segundo as microrregies do Estado do Par 1999

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    2.2.3 - Resduos agrcolas

    2.2.3.1 - ArrozO arroz (em casca) foi produzido no ano de 1999 em todos os Estados da regio

    Norte, com destaque para os Estados do Par e Tocantins com produes respectivamentede 414.928 t e 438.767 t, segundo os dados da Produo Agrcola Municipal do IBGE. Oterceiro maior produtor Rondnia que colheu 157.085 t. A casca do arroz que pode serutilizada para gerao de eletricidade representa 20% do total de arroz (em casca) colhido.

    Mapa 5Produo de arroz na Regio Norte 1999

    Potencial energtico de casca de arrozA regio Norte tem um potencial estimado de gerao de energia a partir da casca de

    arroz, de 32,54 MW concentrado basicamente nas mesorregies Ocidental do Tocantins(11,13 MW) e Sudeste Paraense (9,00 MW). Outro plo que se destaca o LesteRondoniense com um potencial de 4,16 MW.

    Mapa 6Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca de arroz,

    segundo as microrregies do Estado do Par 1999

    2.2.3.2 - Castanha de caju

    A castanha de caju (em casca) foi colhida em 1999 nos Estados do Amazonas ePar. Somente este ltimo que possui uma produo um pouco mais significativa j queeste fruto caracterstico da regio Nordeste. A produo paraense foi de 1.747 t. A cascada castanha de caju 73% do peso total.

    Mapa 7Produo de castanha de caju na Regio Norte 1999

    Potencial energtico de casca de castanha de cajuOs resduos da castanha de caju tm um aproveitamento estimado inexpressivo (0,17 MW)para a regio.

    Mapa 8Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca de castanha de

    caju, segundo as mesorregiesda regio Norte 1999

    2.2.3.3 - Coco baa

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    O coco da baa (em mil frutos) s no foi produzido na regio Norte nos Estados doAmap e Roraima. O maior produtor e nico com produo representativa o Par com141.914 mil frutos colhidos. Para o clculo do resduo do coco da baa (casca) considera-se

    que cada fruto pesa em mdia 500 gramas e que 60% deste peso corresponde casca.Mapa 9

    Produo de coco baa na Regio Norte 1999

    Potencial energtico de casca de coco baa

    O potencial estimado de aproveitamento energtico a partir de resduo do coco dabaa de 5,71 MW, com nfase para a mesorregio Nordeste Paraense (4,33 MW).

    Mapa 10Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca de coco baa,

    segundo as mesorregies da regio Norte 1999

    2.2.4 - Resduos florestais

    Segundo os dados estatsticos da publicao Produo da Extrao Vegetal e daSilvicultura Brasil, 1996, de autoria do IBGE, na regio Norte as atividades desilvicultura predominam no Estado do Par cuja produo para papel e celulose atingiu1.600.000 m3 de madeira em tora destinada para papel e celulose. O Estado do Amazonasapresentou uma pequena produo de 20 m3 de madeira em tora destinada para outrasfinalidades. Nos demais Estados no h silvicultura.

    Esta mesma publicao para o ano de 1997 demonstra uma produo de madeira emtora no Estado do Par de 110.530 m3 destinada para papel e celulose. O Estado do Amapapresentou 1.255.055 m3 para papel e celulose. O Estado do Amazonas totalizou umaproduo de 24 m3 para outras finalidades.

    No ano de 1999 o Par foi o Estado maior produtor, com 1.505.800 m3 de madeiraem tora, seguido do Estado do Amap com 1.352.326 m3. O Estado do Amazonas produziusomente 23 m3 e os demais Estados no apresentaram produo.

    A produo de madeira nativa (1999) foi maior no Estado do Par com 11.325.056m3, seguido do Estado de Amazonas com 792.731 m3. Os demais Estados produzirammenos que 100.000 m3.

    Mapa 11Produo de madeira em tora (silvicultura) na Regio Norte 1999

    Potencial energtico de resduos florestais

    O maior potencial de converso energtica dos resduos florestais provenientes dasilvicultura na regio Norte do Brasil concentra-se numa rea correspondente asmesorregies do Baixo Amaznas, no Estado de Par e do Sul do Amap, de acordo com osdados disponibilizados pelo IBGE. Estima-se em aproximadamente 13 MW, o potencial

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    terico de gerao de energia a partir de resduos florestais. Este clculo contemplaexclusivamente os resduos deixados no campo pela ao de explorao da silvicultura.

    Mapa 12Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de resduos florestais(silvicultura) deixados no campo, segundo as mesorregies da regio Norte 1999

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    3 - REGIO NORDESTE

    3.1-Aspectos caractersticos sobre a vegetao

    As formaes vegetais originais desta regio podem ser divididas em Caatinga,Cerrado, Zona dos Cocais, Mata Atlntica e Mangues.

    Caatinga

    Esta vegetao recobre cerca de 11% do territrio nacional, abrangendo na regioNordeste os Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraba, Rio Grande doNorte, Cear e pequenas pores do Piau. No entanto, nestes Estados tambm encontramosoutros tipos de vegetao, como nas reas litorneas, nas reas denominadas de zona doscocais e naquelas de domnio do cerrado.

    O solo sobre o qual se desenvolve esta vegetao caracteristicamente poucoprofundo e bastante pedregoso, sendo que, por inmeras vezes encontra-se a rocha expostarefletindo o sol e aquecendo demasiadamente o ar. O clima caracterstico quente e secocom uma pequena estao chuvosa denominada localmente de inverno.

    As rvores em geral so esparsas e raramente ultrapassam os 10-12 metros de altura.Dentre as mais caractersticas destacam-se o umbuzeiro, a aroeira, a barana, o umbu, o juazeiro e a imburana, entre outras. Todas as rvores com exceo do juazeiro perdem suasfolhas na estao seca, sendo este o mecanismo encontrado pelas espcies para evitar aperda excessiva de gua. Os arbustos e rvores baixas so bastante numerosos destacando-se a favela que possui galhos providos de longos e agudos espinhos, assim como a maioriada vegetao arbustiva da regio. A vegetao rasteira representada por vrias malvceasque desaparecem nas estaes secas, mas brotam logo com a chegada das primeiras chuvas.As plantas da caatinga apresentam xeromorfia (revestimento dos tecidos que ajuda aperder menos gua por transpirao), assim como outras adaptaes fisiolgicas parasobreviver seca. A quase totalidade das plantas da regio perde suas folhas na poca secaevitando a perda dgua por transpirao.

    Ross (1996) distingue conforme os tipos de plantas mais freqentes e da estrutura davegetao cinco tipos de caatinga: Caatinga seca no-arbrea, Caatinga seca arbrea,Caatinga arbustiva densa, Caatinga de relevo mais elevado e Caatinga do ChapadoMoxot. No entanto, o mapeamento da distribuio das diferentes caatingas propostas porRoss praticamente impossvel, j que a transio de uma formao a outra no pontual,mas se do de forma gradual.

    Cerrado

    Esta formao vegetal verificada no sul do Maranho, sudoeste do Piau, sudoestee centro da Bahia. O cerrado est descrito no tpico sobre vegetao da regio Centro-Oeste.

    Zona dos cocais

    Esta formao est presente na regio nordeste do Brasil nos Estados do Maranho,do Piau e do Cear. Est associada em geral como uma zona de transio entre a floresta

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    amaznica, no Estado do Maranho, ou da vegetao litornea, nos Estados do Piau eCear que, em direo ao interior, transita para a caatinga e cerrado.

    A vegetao da zona dos cocais composta basicamente por duas palmeiras. Uma

    delas o babau, coqueiro dominante no Maranho, ocorrendo tambm no Piau e no Oestedo Cear. A outra a carnaba, uma palmeira que domina nos terrenos alagados ou nosbaixos de rios, atingindo o centro-norte e nordeste do Maranho, centro e norte do Piau eno norte do Cear. Outra planta que encontrada nos carnaubais e, principalmente, nosbabauais, o Buriti.

    As matas de babau so densas, com coqueiros adultos que podem chegar a 10 - 15metros de altura, fazendo com que o interior destas matas sejam escuros. Suas folhas so decor verde escura brilhante e atingem de 5 a 8 metros de comprimento. Cada planta pode terde 10 a 40 cachos de frutos (cocos), sendo que cada cacho tem em mdia 200-300 frutos,que possuem de 8 a 10 cm cada um e so de cor marrom escuro. O buriti um coqueiro dealto porte, com enormes folhas, tronco grosso e reto e com enormes cachos de cocos

    pendentes abaixo da copa.Contrariamente ao babaual, o carnaubal esparso e por isso ensolarado. Acarnaba adulta atinge de 15 a 20 metros de altura. Suas folhas so verde-azuladas edispostas como um cocar no pice da palmeira. Os carnaubais do Nordeste marcam osterrenos baixos eventualmente alagados no inverno e os caminhos dos rios. As folhas dacarnaba so fonte de riqueza para a populao local que a utilizam para a produo de cerae a palha da folha para os mais diversos fins de tecelagem.

    Mata atlntica

    A Mata Atlntica ocorre, na regio Nordeste, na Bahia, em Alagoas, Sergipe,Pernambuco, Paraba e Rio Grande do Norte. A vegetao da Mata Atlntica est descritano tpico sobre vegetao da regio Sudeste.

    O Mangue

    O mangue est descrito no tpico sobre vegetao da regio Norte.

    3.2 - Disponibilidade de Recursos de Biomassa e Potencial energtico

    3.2.1 - Cana-de-acar

    Na regio Nordeste, segundo dados da UNICA, foram modas 42,5 milhes detoneladas de cana-de-acar na safra 1999/2000, correspondente a 13% do total do Pas.Esta regio apresentou sua maior produo, ao longo do perodo analisado, na safra de1989/90 com 60,2 milhes de toneladas e a menor produo foi observada na safra de1993/94, com 34,1 milhes de toneladas.

    Alagoas e Pernambuco so os maiores produtores, perfazendo juntos, na safra de1999/2000, 76% do total da regio, com 19,3 e 13,3 milhes de toneladas, respectivamente.Os Estados da Paraba, Bahia e Rio Grande do Norte tambm apresentaram significativaproduo na safra 1999/00. A Paraba produziu 3,4 milhes, a Bahia 2,1 milhes e o RioGrande do Norte 1,9 milhes de toneladas de cana-de-aucar.

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    A regio Nordeste produziu 1,3 milhes de m3 de lcool (anidro + hidratado) nasafra 1999/00, o que representa 10% do lcool produzido em todo o pas. No incio doperodo analisado, 1989/90 a produo regional foi de 2,0 milhes de m3 lcool,

    representando 17% da produo nacional e no ano de menor safra, 1993/94, a produo foide 893 m3 de lcool

    Mapa 13Quantidade de cana-de-acar moda na safra 2000/2001, segundo as mesorregies da

    regio Nordeste.

    Potencial energtico de cana-de-acar

    O maior potencial terico de gerao de energia com bagao de cana na regioNordeste concentra-se na mesorregio Leste Alagoano, com a capacidade de 59,6 MW. Opotencial terico total da regio est estimado em 120,3 MW. As mesorregies de MataPernambucana (28,6 MW), Mata Paraibana (9,3 MW) e a Metropolitana de Recife (6,4MW) tambm se destacam em termos de potencial de gerao de energia. Para estesclculos, considerou-se apenas o cenrio da tecnologia de menor eficincia.

    Mapa 14Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo as

    mesorregies da regio Nordeste.Cenrio 1: Excedente especfico de 10 kWh/tc Gerao na safra (novembro a maio)

    2000/2001

    Mapa 15Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo as

    mesorregies da regio Nordeste.Cenrio 2: Excedente especfico de 126 kWh/ tc Gerao o ano todo 2000/2001

    3.2.3 - leos vegetais

    A colheita de babau na regio Nordeste ocorre nos Estados do Maranho, Piau,Cear e Bahia, apresentando a maior produo em 1987 com 161.600 t de amndoas,

    equivalentes a 81% da produo nacional (no total o Brasil apresentou uma produo de197.396 t). O Estado maior produtor o Maranho que obteve neste ano 147.245 t deamndoas, ou seja, 74% da produo nacional.

    A extrao de amndoas de pequi obteve o melhor resultado no ano de 1987, com554 t, equivalentes a 52% da produo nacional (a produo total do pas foi de 1.054 t). OEstado maior produtor a Bahia, que obteve em 1992 sua maior produo com 329 t deamndoas, correspondente a 18% da produo nacional que neste ano obteve 2.149 t.

    O melhor desempenho da quantidade produzida de licuri (coquilho) ocorreu no anode 1988 quando o Estado da Bahia (nico produtor) apresentou 8.675 t, equivalentes a63,6% da produo nacional (neste ano o Brasil obteve 13.632 t).

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    A extrao de semente de oiticica praticada nos Estados do Piau, Cear, RioGrande do Norte e Paraba, sendo que a maior produo regional ocorreu no ano de 1989quando apresentou 15.749 t, equivalentes a 63% da produo nacional (o total produzido no

    pas foi de 13.632 t).A maior quantidade produzida de tucum em amndoa ocorreu no ano de 1987quando apresentou 5.452 t, correspondentes a 100% da produo nacional, sendo oprincipal produtor o Estado do Piau que em 1990 extraiu 4.483 t, ou seja, 83% do resultadonacional (a produo brasileira neste ano foi de 5.342 t).

    A cultura oleaginosa mais significativa na regio Nordeste, segundo dadosestatsticos do IBGE para o perodo de 1987-1998, o milho, que apresentou a maiorproduo no ano de 1994 com 2.721.615 t colhidas, equivalentes a 8,3% da produonacional (total da produo no Brasil: 32.487.625 t), em uma rea plantada e colhida de3.206.200 ha, valores estes que resultaram em um rendimento mdio de 848 kg/ha. Amenor produo ocorreu em 1987, com apenas 620.722 t de quantidade colhida, em uma

    rea plantada e colhida de 2.494.730 ha, resultando em um pequeno rendimento mdio de248 kg/ha.O Estado maior produtor de milho a Bahia, que obteve em 1997 uma quantidade

    colhida de 1.067.178 t ou 3% da produo nacional (total da produo no Brasil:34.600.876 t), em uma rea plantada e colhida de 691.996 ha, e um rendimento mdio de1.542 kg/ha. Outro importante produtor de milho o Estado do Piau que obteve em 1994sua maior produo com 399.261 t de quantidade colhida, ou seja, 1,2% da produonacional, que neste ano foi de 32.487.625 t, em uma rea plantada e colhida de 605.767 ha,resultando em um rendimento mdio de 659 kg/ha.

    Outra importante cultura oleaginosa praticada na regio a soja, porm esta s cultivada nos Estados da Bahia, Maranho e Piau. No total a regio apresentou seu melhordesempenho no ano de 1998 com 1.529.186 t, equivalentes a 4,87% da produo nacional(neste ano a produo brasileira foi de 31.357.324 t), em uma rea plantada de 728.288 ha,uma rea colhida de 728.244 ha e um rendimento mdio de 2.099 kg/ha. Estes resultadosdemonstram o crescente incremento da produo desta oleaginosa na regio, sobretudo naBahia, Estado que apresentou 1.188.000 t de quantidade colhida, ou seja, 3,7% da produobrasileira, em uma rea plantada e colhida de 553.700 ha e um rendimento mdio de 2.146kg/ha.

    A cultura do algodo (em caroo), de grande importncia para a regio, apresentouuma queda significativa na produo durante o perodo analisado, apresentando o maiordesempenho no ano de 1988 com 481.816 t de quantidade colhida, correspondente a 19,7%da produo nacional (na totalidade a produo brasileira foi de 2.437.827 t), 728.578 ha derea destinada colheita, 699.368 ha de rea colhida e 688 kg/ha de rendimento mdio.Aps este ano a produo de algodo foi diminuindo, at atingir, em 1998, apenas 59.021 tde quantidade colhida (4,8% do total nacional, cuja produo neste ano foi de 1.217.378 t),em uma rea plantada de 196.661 ha, uma rea colhida de 159.839 ha, resultando em umrendimento mdio de 369 kg/ha.

    A lavoura do dend praticada apenas na Bahia, onde a maior produo ocorreu noano de 1992 quando obteve 190.266 t de quantidade colhida de coco, correspondente a 29%da produo nacional (neste ano o pas produziu 652.541 t), em uma rea destinada colheita de 45.380 ha, uma rea colhida de 45.280 ha, resultando em um rendimento mdiode 4.201 kg/ha.

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    O coco-da-baa outra importante cultura oleaginosa da regio, que obteve em 1997um total de 809.464 t de quantidade colhida, equivalentes a 79,6% da produo nacionalque foi de 1.015.994 t neste ano. A rea destinada colheita foi de 238.539 ha e a rea

    colhida de 235.888 ha, resultando em um rendimento mdio de 3.431 kg/ha. O Estadomaior produtor a Bahia, que apresentou sua maior produo no ano de 1998 quandoregistrou 809.464 t de quantidade produzida, correspondentes a 81% da produo nacional(a produo brasileira foi de 998.996 t), em uma rea plantada e colhida de 70.057 ha,resultando em um rendimento mdio de 5.050 kg/ha.

    Potencial energtico de leos vegetais

    A regio Nordeste tambm apresenta uma diversidade de espcies oleaginosasnativas e a produo cultivada de milho, coco baa e dend. A problemtica do usoenergtico dos leos vegetais, de origem nativa, para fins energticos semelhante ao caso

    da Amaznia.Sendo tambm um produtor de leo de dend, usamos o mesmo critrio do caso daregio Norte e determinamos um potencial terico de gerao de energia de 44,66 MW,concentrados na faixa costeira que vai de Porto Seguro Salvador, conhecida como Costado Dend.

    Mapa 16Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de leo de palma,

    segundo as microrregies do Estado da Bahia 1999

    3.2.4 - Resduos agrcolas

    3.2.4.1 - Arroz

    O arroz (em casca) no ano de 1999 foi produzido em todos os Estados da regioNordeste. Apenas os Estados do Cear, Piau e Maranho produziram mais que 100.000 tdeste produto agrcola. O Maranho o maior produtor com 646.134 t de arroz colhido.

    Mapa 17Produo de arroz na Regio Nordeste 1999

    Potencial energtico de casca de arrozO potencial estimado de aproveitamento energtico da casca de arroz no Nordeste

    de 34,47 MW, pulverizado entre as mesorregies Oeste, Centro, Leste, Sul e SudesteMaranhense com potncias que variam de 3 a 4,7 MW. O Sudoeste Piauiense apresenta omaio potencial fora dos estado de Maranho com 3,43 MW, seguido pelo Estremo OesteBaiano com 2,57 MW.

    Mapa 18Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca de arroz,

    segundo as mesorregies da regio Nordeste 1999

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    3.2.4.2 - Castanha de caju

    A regio Nordeste a grande produtora de castanha de caju (em casca). O maiorprodutor o Cear com 77.113 t, seguido pelo Piau com 32.224 t e pelo Estado doRio Grande do Norte com 17.898 t. O nico Estado desta regio que no produziu castanhade caju em 1999 foi Sergipe. A casca da castanha de caju 73% do peso total.

    Mapa 19Produo de castanha de caju na Regio Nordeste 1999

    Potencial energtico de casca de castanha de caju

    O potencial da casca de castanha de caju estimado em 12,76 MW, com nfase parao Norte Cearense (3,08 MW).

    Mapa 20Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca de castanha de

    caju, segundo as mesorregiesda regio Nordeste 1999

    3.2.4.3 - Coco baa

    O coco da baa foi produzido em todos os Estados da regio Nordeste. O maiorprodutor o Estado da Bahia com 426.673 frutos colhidos, seguido pelo Cear, com187.045 frutos. Para o clculo do resduo do coco da baa (casca) considera-se que cadafruto pesa em mdia 500 gramas e que 60% deste peso corresponde casca.

    Mapa 21Produo de coco baa na Regio Nordeste 1999

    Potencial energtico de casca do coco baa

    Os resduos do coco da baa tm um potencial estimado de 36,19 MW, sendo que a

    maior concentrao verificada na mesorregio Nordeste Baiano (10,43 MW). Outrosstios de referncia para o aproveitamento da casca do coco da baa so o Sul Baiano (4,34MW), O Leste Sergipano (3,52 MW) e o Norte Cearense (3,88 MW).

    Mapa 22Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca de coco baa,

    segundo as mesorregies da regio Nordeste 1999

    3.2.5 - Resduos florestais

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    Segundo os dados estatsticos da publicao Produo da Extrao Vegetal e daSilvicultura Brasil, 1996, de autoria do IBGE, na regio Nordeste as atividades desilvicultura predominam no Estado da Bahia, cuja produo para papel e celulose atingiu

    2.266.798 m3

    de madeira em tora e 80.459 m3

    para outras finalidades. O Estado do Cearapresentou uma produo de 48.105 m3 de madeira em tora destinada para outrasfinalidades. A silvicultura tambm praticada nos Estados do Piau (com 2.629 m3 parapapel e celulose) e Pernambuco (com apenas 285 m3 para outras finalidades).

    Esta mesma publicao para o ano de 1997 demonstra uma produo de madeira emtora no Estado do Piau de 2.890 m3 destinada para papel e celulose. O Estado da Bahiaapresentou 2.879.703 m3 para papel e celulose e 88.203 m3 para outras finalidades. OEstado de Pernambuco totalizou 300 m3 destinados a outras finalidades.

    No ano de 1999 o Estado maior produtor foi a Bahia que obteve 6.092.351 m3 demadeira em tora, seguido dos Estado do Piau que produziu apenas 3.674 m3 e dePernambuco com 3.160 m3. Os demais Estados no apresentaram produo.

    A produo de madeira nativa em tora para o ano de 1999 foi de 1.939.735 m3

    noEstado da Bahia (maior produtor), seguido de 540.825 m3 no Maranho. A menor produofoi de 255 m3 no Estado de Alagoas.

    Mapa 23Produo de madeira em tora (silvicultura) segundo as mesorregies da Regio Nordeste

    1999

    Potencial energtico de resduos florestais

    A silvicultura baiana representa o maior potencial de aproveitamento de resduosflorestais para fins de gerao de energia em toda a regio Nordeste. As mesorregies Sul eNordeste Baiano so responsveis por mais de 99% de um potencial terico total de 27,56MW. Foi estimado para a mesorregio Sul Baiano o potencial terico de 24,28 MW.

    Outros plos nordestinos com registros de prticas da silvicultura, no entanto comum potencial muito baixo (na ordem de 0,01 - 0,02 MW) de aproveitamento de resduospara fins de gerao de energia, so as mesorregies Norte Piauiense e Mata Paraibana.

    Mapa 24Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de resduos florestais

    (silvicultura) deixados no campo, segundo as mesorregies da regio Norte 1999.

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    4 - REGIO CENTRO-OESTE

    4.1 - Aspectos caractersticos sobre a vegetao

    Na regio Centro-Oeste, que compreende os Estados do Mato Grosso, Mato Grossodo Sul, Gois e o Distrito Federal, encontramos os seguintes tipos formao vegetal:cerrado, floresta amaznica e pantanal.

    Cerrado

    Esta formao vegetal verificada em todos os Estados da regio Centro-Oeste. Ocerrado um mosaico formado por campo limpo, campo cerrado e matas de galeria nasmargens dos rios.

    Caracteriza-se por dois estratos: um herbceo, formado por gramneas que recobrem

    inteiramente o solo ou se apresentam em tufos, com altura mdia de 50cm, que setransforma em palha na estao seca; e outro arbreo-arbustivo, com rvores esparsas demdio e pequeno portes.

    Como adaptao ao meio, as rvores do cerrado apresentam troncos e galhosretorcidos, revestidos de casca espessa, folhas grandes, simples ou compostas, coriceas,brilhantes ou revestidas por numerosos plos. Espinhos e acleos so raros.

    As razes aprofundam-se at 15 metros no solo a procura de gua, o que nosignifica que os cerrados brasileiros so secos, na verdade so midos. So conhecidascerca de 700 espcies de rvores e arbustos na flora do cerrado, entre eles, o barbatimo, opau-santo, o pequi, o ara, o murici, a gabiroba, o pau-terra, a indai, a catuaba etc.Existem espcies originrias da Mata Atlntica, como: ip-branco, o pau dleo, sucupiraetc. O fogo no Cerrado acontece naturalmente em pequenas extenses, fazendo parte daprpria dinmica do meio. Ele possui a propriedade de queimar as gramneas que podemsufocar a diversidade, tornando as reas imprprias para a rica fauna e flora do cerrado,alm de promover o rebrotamento de vrias espcies.

    Pantanal

    O pantanal uma plancie com altitudes inferiores a 200m, correspondendo splancies sedimentares inundveis da depresso da bacia hidrogrfica do rio Paraguai.Ocorre em clima tropical, com temperaturas elevadas e estao seca prolongada. A regio inundada na poca das chuvas, durante os meses de outubro a maro, formando um grandemosaico entre as reas inundadas e aquelas a poucos metros mais elevadas. Como nosensina Joly, o perodo das enchentes a poca de fertilizao dos solos pela deposio daargila e detritos vegetais carreados pelas guas transbordantes (1970, pp. 140).

    Sua vegetao denominada comocomplexo do Pantanalonde convivem espciesde cerrado e dos campos. O regime das guas na regio pantaneira, cria diversos ambientes,como um mosaico, onde podemos transitar de um campo cerrado, nos trechos noinundveis, para uma campina sem rvores ou para uma mata densa em um pequeno espaofsico.

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    Entre as espcies de cerrado, nas reas no inundveis, encontramos a aroeira, acajazeira, a canela, o carand, o jenipapo etc. Nas reas alagadas, destacam-se a vitria-rgia, o piri e a taboa.

    Esta regio confronta-se hoje com problemas ambientais que podem destruir esteparaso ecolgico, como a utilizao de seus campos para pastagem, o plantio de gros emtoda regio Centro-Oeste, a minerao e o turismo.

    A floresta amaznica

    A floresta amaznica se estende pelo norte dos Estados do Mato Grosso e estdescrita no tpico sobre vegetao da regio Norte.

    4.2 - Disponibilidade de recursos de biomassa e potencial energtico

    4.2.1 - Cana-de-acarA regio Centro-Oeste produziu na safra 1999/2000, 24,7 milhes de toneladas de

    cana modas, de acordo com os dados da NICA, quantidade inferior a 10% da produonacional na mesma safra, em todo o pas. Esta produo, no entanto, representa umaumento de 140% na produo de cana moda em dez anos. Neste mesmo perodo, o Pasapresentou, no seu conjunto, um incremento de 37% na produo de cana moda.

    O Distrito Federal apresentou uma produo nula no perodo analisado (1989/90-1999/00).

    O Estado do Mato Grosso o maior produtor da regio, somando na safra 1999/0010,1 milhes de toneladas de cana moda. Este nmero representa uma evoluosignificativa ao longo do perodo analisado, pois na safra 1989/90, a produo do Estado foide 2,5 milhes de toneladas.

    O Estado de Gois evoluiu de 4,4 milhes de toneladas em 1989/90 a 7,2 milhes detoneladas na safra de 1999/00. Desde o incio do perodo analisado Gois se manteve comoo maior produtor regional de cana moda, sendo ultrapassado na safra de 1995/96 peloEstado do Mato Grosso na safra de 1989/90 com as produes 6,3 milhes e 6,7 milhes detoneladas de cana moda, respectivamente.

    O Estado do Mato Grosso tambm apresentou uma evoluo semelhante, partindode 3,8 milhes de toneladas na safra de 1989/90 e atingindo a 7,4 milhes de toneladas decana moda na safra de 1999/00.

    A regio Centro-Oeste produziu na ltima safra (1999/00) 1,2 milhes de m3 delcool (anidro + hidratado). Esta quantidade significa 9,4% do total produzido em todo opas. Assim como o restante do pas o pico da produo do lcool se deu na safra 1997/98onde o Brasil produziu 15,4 milhes de m3 e a regio Centro-Oeste 1,5 milhes de m3.Apesar dos baixos ndices comparativamente produo nacional, o Centro-Oesteaumentou em 79% a sua produo de lcool, no perodo analisado, enquanto que para oBrasil o incremento no mesmo perodo foi apenas de 9%.

    Considerando separadamente a produo do lcool anidro e hidratado, na regio,percebe-se que enquanto o primeiro teve um enorme incremento na produo (748%), ohidratado apresentou uma queda (-3%). Na safra 1989/90 a regio produziu 612 mil m3 delcool hidratado, aumentando gradualmente a produo a cada safra chegando a de 1997/98

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    com 1,0 milho de m3. No entanto, a regio fechou o perodo com uma produo de 595,3mil m3, na safra 1999/00.

    Mapa 25Quantidade de cana-de-acar moda na safra 2000/2001, segundo as mesorregies da

    regio Centro-Oeste.

    Potencial energtico de cana-de-acar

    A regio Centro-Oeste apresentou um potencial estimado de gerao de energia apartir de bagao de cana, de 59,5 MW, considerando a tecnologia de menor rendimento. AMesorregio Sudoeste Mato-Grossense concentra o maior potencial deste total, equivalentea 15,4 MW. As mesorregies Sul e Centro Goiano, com respectivamente, 11,1 e 8,5 MW, eSudoeste do Mato Grosso do Sul, com 6,7 MW estimados, constituem os plos maissignificativos de aproveitamento energtico de bagao de cana na regio Centro-Oestebrasileiro.

    Mapa 26Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo as

    mesorregies da regio Centro-Oeste.Cenrio 1: Excedente especfico de 10 kWh/tc Gerao na safra (novembro a maio)

    2000/2001

    Mapa 27Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo asmesorregies da regio Centro-Oeste.

    Cenrio 2: Excedente especfico de 126 kWh/ tc Gerao o ano todo 2000/2001

    4.2.2 - leos Vegetais

    Na regio Centro-Oeste, segundo dados estatsticos do IBGE 1987-1995, aproduo de espcies florestais nativas oleaginosas mostra-se irrelevante produo deenergia: a colheita debabaus ocorreu em Gois at 1988, quando apresentou 39.989 t deamndoas representando 19% da produo nacional.

    O leo decopabafoi produzido no Mato Grosso em pequena escala com apenas 15t nos anos de 1993 e 1994, a maior produo gerada no perodo analisado (1987-1995),representando 14,8% do total nacional.

    A extrao de amndoas de pequi ocorre nos Estados de Gois e Mato Grosso. Amaior produo aconteceu em Gois no ano de 1992 com 830 t. A produo em MatoGrosso foi de apenas 72 t no ano de 1993. O ano de maior produo em toda a regioCentro-Oeste foi o de 1992 com 885 t, equivalentes a 41% do total nacional.

    Com relao s lavouras de espcies oleaginosas, segundo dados do IBGE para operodo de 1987-1998, a produo desoja (em gro) a mais importante, com 13 milhesde toneladas no ano de 1998 (figura 1), equivalentes a 49% da produo nacional, em umarea colhida de 5,16 milhes de hectares, uma rea plantada de 5,17 milhes de ha,

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    resultando em um rendimento mdio de 2.522 kg/ha. Ressaltamos que no perodo de 1991 a1998 a produo de soja duplicou, provavelmente relacionada com o desenvolvimento dasindstrias de transformao desta cultura, aliado expanso da fronteira agrcola das

    regies Sul e Sudeste a esta regio, principalmente ao Mato Grosso.O maior produtor em todo o perodo analisado foi o Estado de Mato Grosso, com7,2 milhes de t em 1998, em uma rea colhida e plantada de 2,6 milhes de ha, resultandoem um rendimento mdio de 2.734 kg/ha. A quantidade colhida em 1991 foi de 2,7 milhesde t, portanto em 7 anos a produo aumentou em mais de duas vezes.

    Por outro lado, o menor produtor de soja o Distrito Federal, sobretudo devido aseu pequeno territrio. Apresentou em 1989 a maior produo no perodo com 122,8 mil t,em uma rea colhida e plantada de 56.295 ha, resultando em um rendimento mdio de2.183 kg/ha. Estes valores foram diminuindo gradativamente at chegar em 1998 com86.375 t de quantidade colhida, 35.628 ha de rea colhida e plantada, e 2.424 kg/ha derendimento mdio.

    Outra cultura importante na regio omilho (em gro), apresentando a maiorproduo em 1997 com 7,2 milhes de t, equivalentes a 20% da produo nacional, em umarea colhida e plantada de 2,1 milhes de ha, e um rendimento mdio de 3.444 kg/ha.

    O Estado maior produtor Gois, que em 1997 apresentou uma produo de 3,6milhes de toneladas em uma rea colhida de 949,7 mil ha, uma rea plantada de 649,9milhes de ha, resultando um rendimento mdio de 3.885 kg/ha.

    A terceira cultura de significativo volume a dealgodo herbceo (em caroo),cuja maior produo regional ocorreu em 1998 com 637,1 mil toneladas, equivalentes a52% da produo brasileira, em uma rea plantada de 347,4 mil ha; a rea colhida foi de346,6 mil ha, resultando em um rendimento mdio de 1.837 kg/ha. Ressaltamos que estaproduo foi aproximadamente o dobro da ocorrida no ano anterior.

    O Estado maior produtor o Mato Grosso, que apresentou em 1998 seu melhordesempenho com 283,8 mil toneladas em 110,8 mil ha de rea plantada e colhida, obtendoassim, 2.560 kg/ha de rendimento mdio. Estes valores equivalem 3,6 vezes a produo doano anterior.

    O Estado de Gois apresenta um significativo desenvolvimento desta cultura,passando de 58 mil t em 1987 para 260 mil t em 1998. A rea plantada em 1998 foi de187,2 mil ha e a colhida de 186,6 mil ha, sendo o rendimento mdio de 1.394 kg/ha.

    Na regio Centro-Oeste tambm h o cultivo de outras espcies oleaginosas taiscomomamona, coco baa, urucum, abacate e amendoim, porm a produo pequenano apresentando excedentes que possam ser utilizados para outras finalidades que nosejam as tradicionais como alimentao.

    Potencial Energtico de leos Vegetais

    Algumas espcies oleaginosas nativas, como babau, copaba e pequi, soencontradas na regio Centro-Oeste. Contudo suas produes ocorrem em pequena escala eso tradicionalmente destinadas a finalidades alimentar, farmacutica, entre outras. Apequena escala de produo e a grande procura determinam o alto preo desses produtos,tornando-os pouco atrativos para o uso energtico. Este ponto de vista vlido para todasas regies brasileiras, especialmente para as do Centro-Sul.

    Contudo, a regio tambm grande produtor de leos vegetais de espciescultivadas, de ciclo anual, cujos excedentes podem ser usados para fins energticos.

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    A vocao de uso energtico desses leos vegetais, no contexto em que seenquadram, est mais voltada para a produo de combustveis e substituio ao leo dieseldo que para gerao de energia eltrica. A produo de biodiesel a partir desses leos

    poder trazer importantes benefcios econmicos, sociais e ambientais para a regio e parao Pas e pode ser viabilizado num cenrio de alta de preos do petrleo. necessrio, contudo, empreendimentos de estudos que determinem a melhor

    tecnologia de transformao e de uso deste recurso e, sobretudo, a anlise da oportunidadeda utilizao energtica de leos vegetais, em face de outros usos.

    4.2.3 - Resduos Agrcolas

    4.2.3.1 - Arroz

    A regio Centro-Oeste uma grande produtora de arroz (em casca). No ano de 1999

    o Estado do Mato Grosso colheu 1.727.339 t de arroz, Gois colheu 352.329 t e o MatoGrosso do Sul produziu 261.516 t. O Distrito Federal tem uma produo irrelevante.

    Mapa 28Produo de arroz na Regio Centro-Oeste 1999

    Potencial energtico de casca de arroz

    O maior potencial de gerao de energia a partir da casca de arroz encontra-se namesorregio Norte Matogrossense, com 38,73 MW de um potencial total estimado para aregio de 67,72 MW. As mesorregies Sudoeste de Mato Grosso do Sul e Sul Goianoapresentam, respectivamente, 5,66 MW e 5,11 MW estimados. Os restantes situam-seabaixo de 5MW, com nfase para Nordeste Matogrossense com 4,56 MW.

    Mapa 29Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca de arroz,

    segundo as mesorregies da regio Centro-Oeste 1999.

    4.2.4 - Resduos Florestais

    Segundo os dados estatsticos da publicao Produo da Extrao Vegetal e da

    Silvicultura Brasil, 1996, de autoria do IBGE, na regio Centro-Oeste a atividade desilvicultura no Estado de Mato Grosso do Sul obteve uma produo de madeira em tora de219.698 m3. O Estado de Mato Grosso apresentou uma produo de 2.227 m3 de madeiraem tora. O Estado de Gois obteve 5.315 m3. O Distrito Federal obteve 775.946 m3 demadeira em tora. Esta produo foi destinada para atividades diversas excluindo o uso parapapel e celulose.

    Esta mesma publicao para o ano de 1997 demonstra uma produo de madeira emtora no Estado do Mato Grosso do Sul de 115.470 m3. O Estado do Mato Grossoapresentou 2.300 m3. O Estado de Gois totalizou 6.050 m3. O Distrito Federal obteve75.946 m3. Esta produo tambm foi destinada para atividades diversas, exceto o uso parapapel e celulose.

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    No ano de 1999 o Estado de Mato Grosso do Sul apresentou uma produo de455.850 m3 de madeira em tora, o Estado de Gois produziu 118.482 m3, o Estado de MatoGrosso produziu 5.200 m3, o Distrito Federal no apresentou produo.

    A maior produo de madeira nativa para o ano de 1999 ocorreu no Estado do MatoGrosso com 2.636.544 m3 seguido de Gois com 71.159 m3. Os demais Estados da regiono apresentaram produo.

    Mapa 30Produo de madeira em tora (silvicultura) segundo as mesorregies da Regio Centro-

    Oeste 1999

    Potencial Energtico de Resduos Florestais

    A regio Centro-Oeste apresenta fraco potencial de aproveitamento de resduos dasilvicultura para fins energticos, se levados em considerao os dados disponibilizadospelo IBGE, 1999. O potencial terico total estimado, para a regio foi de 2,65 MW, sendoque apenas a mesorregio Leste de Mato Grosso do Sul responsvel por 2,03 MW.

    Sabe-se que existe uma intensa atividade madeireira na regio, que coloca essepotencial estimado muito aqum do potencial real. Isso nos remete a hiptese de que grandeparte da explorao florestal incida sobre as formaes nativas. Ao se confirmar essahiptese, estamos diante de uma acelerada atividade de devastao da floresta nativa, querequer uma urgente interveno do poder pblico no sentido de estabelecer regras quelevem a desacelerao da atividade destruidora do meio ambiente e promovam o usosustentvel da floresta.

    Mapa 31Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de resduos florestais

    (silvicultura) deixados no campo, segundo as mesorregies da regio Centro-Oeste 1999.

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    5-REGIO SUDESTE

    5.1-Aspectos caractersticos sobre a vegetao.

    Na regio Sudeste podemos encontrar, em termos de vegetao, o cerrado, a mataatlntica e a caatinga.

    Cerrado

    Esta formao vegetal verificada na regio Sudeste nos Estados de So Paulo eMinas Gerais e est descrita no item sobre vegetao da regio Centro-Oeste.

    O mangue

    O mangue est descrito no item sobre vegetao da regio Norte.Caatinga

    Esta vegetao na regio Sudeste ocorre apenas no norte do Estado de Minas Geraise est descrita no tpico vegetao da regio Nordeste.

    Mata Atlntica

    A Mata Atlntica ocorre, na regio Sudeste, em So Paulo, Rio de Janeiro, EspritoSanto e Minas Gerais. Mata Atlntica um nome genrico dado s variadas matas tropicaismidas que ocorrem de forma sazonal nas regies costeiras do Brasil, mais precisamente nacosta dos Estados de Santa Catarina at o Rio Grande do Norte. Avana tambm para ointerior nos Estados de So Paulo, Rio de Janeiro e Esprito Santo, chegando ao Estado deMinas Gerais.

    Estas matas esto muito associadas ao mecanismo de distribuio da Massa PolarAtlntica. Essa massa barrada pelos acidentes orogrficos na zona costeira faz com que osmaiores ndices de pluviosidade encontrem-se na regio Sudeste, na Serra do Mar em SoPaulo, com ndices de aproximadamente 3000mm anuais.

    As florestas atlnticas so as de maior biodiversidade por hectare entre as florestastropicais. Semelhantemente s florestas amaznicas, as matas atlnticas utilizam suaprpria matria orgnica em decomposio sobre o solo para suprir, em parte, de nutrientessuas plantas.

    As plantas arbreas so representadas, principalmente, por canelas, capuvas, paus-de-santa-rita, figueiras, jequitibs, cedros, quaresmeiras, ips, cssias, palmeiras eembabas. Estas possuem seus troncos e galhos revestidos de epfitas e musgos. marcantea presena de samambaias de diversos gneros, assim como diversas bromlias e orqudeas,todas estas se encontrando, em geral, como plantas hospedeiras. Dentre a vegetaoherbcea destacam-se os pacovas, diferentes espcies de Heliconia e Salpinga.

    Estas florestas, quando da chegada dos portugueses, ocupavam cerca de 1,1 milhode km2. Atualmente as estatsticas apontam que a sua rea no chega a 5% deste total. Esteresqucio se concentra nas regies serranas (pela impossibilidade de ocupao) e empequenas reas protegidas por parques.

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    5.2 - Disponibilidade de Recursos de Biomassa e Potencial energtico

    5.2.1 - Cana-de-acarA produo da cana moda na regio Sudeste, na safra 1999/00, foi de 214,9

    milhes de toneladas, 70% da produo nacional, segundo dados da NICA.A Regio apresentou ao longo do perodo analisado, um aumento de

    aproximadamente 52% na sua produo e se mantm na liderana da produo nacional decana moda.

    O grande desempenho da regio Sudeste no que se refere cana-de-acar e seusderivados se deve principalmente ao Estado de So Paulo, que na safra 1999/00 foiresponsvel por 90% da cana moda e do lcool produzido. Este nvel de produo, noentanto, no constitui uma exceo, j que a produo do Estado se situou entre 80-90% da

    produo regional, durante todo o perodo (1989/2000).Na safra 1998/99, So Paulo teve a sua maior produo no perodo, com 199,5milhes de toneladas de cana moda, o que representa 63% da produo de todo o pas. Noincio do perodo analisado (1989/90) a produo foi de 122,7 milhes de toneladas.

    O Estado de Minas Gerais o segundo maior produtor da regio Sudeste. Na ltimasafra do perodo (1999/00) produziu 13,6 milhes de toneladas, sua maior produo. Noincio do perodo (1989/90) sua produo foi de 9,4 milhes de toneladas, mantendo-seneste patamar at a safra 1996/97 (9,9 milhes de toneladas). A longo dos dez anosanalisados, o aumento na produo de cana moda do Estado foi de 45%.

    O Estado do Esprito Santo teve uma evoluo na produo de cana moda de 1,8milhes de toneladas na safra 1989/90, para 2,5 milhes na safra 1997/98, terminando operodo com 2,1 milhes de toneladas.O nico Estado da Regio que registrou declnio na produo de cana moda, noperodo analisado, foi o Rio de Janeiro, que passou de 7,3 milhes de toneladas em 1989/90para 4,9 milhes de toneladas na safra de 1999/00, resultando em uma queda de 32%.

    A regio Sudeste produziu 9,4 milhes de m3 de lcool na safra 1999/00,equivalente a 72% da produo nacional (13,0 milhes de m3). 5,1 milhes de m3 destetotal referem-se a lcool hidratado e 4,3 milhes de m3, a lcool anidro.

    O Estado de So Paulo aparece como o maior produtor de lcool da regio e doBrasil. Minas Gerais o segundo maior produtor de lcool na regio, seguido de EspritoSantos e Rio de Janeiro.

    Mapa 32Quantidade de cana-de-acar moda na safra 2000/2001, segundo as mesorregies da

    regio Sudeste.

    Potencial energtico de cana-de-acar

    A regio Sudeste a maior produtora de cana-de-acar no Brasil e, porconseqncia, com maior potencial de aproveitamento de bagao de cana para gerao deenergia. Seu potencial terico estimado foi de 353,2 kW. A maior parte deste potencial se

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    concentra nas mesorregies paulistas de Ribeiro Preto (117,2 MW), Bauru (41,5 MW),So Jos do Rio Preto (30,9 MW) e Piracicaba (30,7 MW). Fora do Estado de So Paulo, amesorregio de Tringulo Mineiro/Alto Paranaba, Estado de Minas Gerais, concentra o

    maior potencial (15,2 MW). No Estado do Esprito Santo, a mesorregio Litoral NorteEsprito Santense rene o maior potencial (3,8 MW). O Estado do Rio de Janeiro apresentaum potencial estimado de apenas (1,5 MW) concentrado na mesorregio Norte Fluminense.

    Mapa 33Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo as

    mesorregies da regio Sudeste.Cenrio 1: Excedente especfico de 10 kWh/tc Gerao na safra (novembro a maio)

    2000/2001

    Mapa 34Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo as

    mesorregies da regio Sudeste.Cenrio 2: Excedente especfico de 126 kWh/ tc Gerao o ano todo 2000/2001

    5.2.2 - leos Vegetais

    Na regio Sudeste, segundo dados estatsticos do IBGE (para os anos de 1987 a1995), a produo das espcies florestais nativas oleaginosas mostra-se pequena como fontepara a gerao de energia: a colheita de babau nesta regio ocorreu apenas no Estado deMinas Gerais, apresentando a maior produo em 1987 com 34 t de amndoas, equivalentesa 0,01% da produo nacional (no total o Brasil apresentou uma produo de 197.396 t).A extrao de amndoas de pequi tambm ocorre somente em Minas Gerais, que obteve amaior produo no ano de 1993 com 661 t, equivalentes a 30% da produo nacional (aproduo total do pas foi de 2.149 t).

    A cultura oleaginosa mais significativa na regio Sudeste, segundo dadosestatsticos do IBGE para o perodo de 1987-1998, a do milho, cuja maior produoocorreu no ano de 1997 com 8.296.309 t de quantidade colhida, equivalentes a 24% daproduo nacional (total da produo no Brasil: 34.600.876 t), em uma rea plantada de2.731.014 ha, uma rea colhida de 2.723.911 ha e um rendimento mdio de 3.045 kg/ha. Amenor produo ocorreu em 1990 com 5.258.538 t de quantidade colhida, em uma reaplantada e colhida de 2.704.098 ha, resultando em um rendimento mdio de 1.944 kg/ha.

    Os Estados que mais produzem milho so Minas Gerais e So Paulo. A maiorproduo mineira aconteceu em 1997, apresentando uma quantidade colhida de 4.140.622 tou 11,9% da produo nacional, em uma rea plantada e colhida de 1.413.917 ha, e umrendimento mdio de 2.928 kg/ha. Em So Paulo a maior produo se deu em 1995, com4.175.280 t de quantidade colhida, ou seja, 11,5% da produo nacional, que neste ano foide 36.274.584 t, em uma rea plantada e colhida de 1.243.300 ha, resultando em umrendimento mdio de 3.358 kg/ha.

    Outra importante cultura oleaginosa praticada na regio a soja, porm esta s cultivada nos Estados de Minas Gerais e So Paulo. No total a regio apresentou seumelhor desempenho no ano de 1989 com 2.518.819 t, equivalentes a 10,4% da produo

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    nacional (neste ano a produo brasileira foi de 24.071.360 t), em uma rea plantada de1.180.857 ha, uma rea colhida de 1.179.597 ha e um rendimento mdio de 2.135 kg/ha.

    A maior produo em Minas Gerais ocorreu em 1998, quando apresentou 1.281.695

    t de quantidade colhida, ou seja, 4% da produo brasileira (neste ano o total nacional foide 31.357.324 t), em uma rea plantada e colhida de 563.987 ha e um rendimento mdio de2.273 kg/ha. Em So Paulo a maior produo ocorreu no ano de 1997, com 1.408.500 t dequantidade colhida, equivalentes a 5,3% da produo nacional (a produo nacionaltotalizou 26.430.782 t), em uma rea plantada e colhida de 574.900 ha, resultando em umrendimento mdio de 2.450 kg/ha.

    Na regio Sudeste, a cultura do algodo herbceo (em caroo) praticada apenasnos Estados de Minas Gerais e So Paulo, apresentando o maior desempenho no ano de1988 com 849.049 t de quantidade colhida, correspondente a 34,8% da produo nacional(na totalidade a produo brasileira foi de 2.437.827 t), 398.389 ha de rea destinada colheita e colhida, e 688 kg/ha de rendimento mdio.

    So Paulo o maior produtor, apresentando em 1988 uma quantidade colhida de714.119 t, equivalentes a 29,2% da produo nacional, em uma rea destinada colheita ecolhida de 353.000 ha, resultando em um rendimento mdio de 2.023 kg/ha. Minas Geraisobteve sua maior produo tambm no ano de 1988 com 134.930 t de quantidade colhida,ou seja 5,5% da produo nacional, em uma rea destinada colheita de 162.239 ha, umarea colhida de 162.209 ha, e um rendimento mdio de 831 kg/ha.

    Na regio Sudeste pratica-se em menor proporo outras culturas oleaginosas taiscomo abacate, amendoim, urucum, coco baa, e mamona.

    Potencial Energtico de leos Vegetais

    Na regio Sudeste tambm ocorre espcies oleaginosas nativas como babau epequi, e culturas extensivas de soja, milho e algodo. O raciocnio desenvolvido para aregio Centro-Oeste tambm se aplica a esta regio. Por se tratar de uma regio queconcentra as maiores cidades, os aglomerados populacionais e os maiores focos de poluioambiental atravs de emisso de gases de efeito estufa, torna-se estratgico e de maiorpertinncia, a anlise da viabilidade tcnica, econmica e social da produo decombustveis a base de leos vegetais para substituio de combustveis fsseis.

    5.2.3 - Resduos Agrcolas

    5.2.3.1 - Arroz

    O arroz (em casca) foi colhido no ano de 1999 segundo os dados da ProduoAgrcola Municipal do IBGE, em todos os Estados da regio Sudeste. O Estado maiorprodutor foi Minas Gerais com 305.216 t de arroz colhido, seguido por So Paulo com126.100 t. A casca do arroz que pode ser utilizada para gerao de eletricidade representa20% do total de arroz (em casca) colhido.

    Mapa 35Produo de arroz na Regio Sudeste 1999

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    Potencial energtico de casca de arroz

    A regio Sudeste um fraco produtor de arroz. A estimativa do aproveitamento

    energtico das cascas na regio situam-se na faixa de 13 MW, sendo que nenhumamesorregio isoladamente atinge a 2 MW. As mesorregies do Tringulo Mineiro/AltoParanaba, Noroeste Mineiro e Vale do Rio Doce so os mais expressivos.

    Mapa 36Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca de arroz,

    segundo as mesorregies da regio Sudeste 1999

    5.2.3.1 - Coco baa

    O coco da baa foi produzido em todos os Estados da regio Sudeste. O Estadomaior produtor foi o Esprito Santo com 73.943 mil frutos colhidos. Para o clculo doresduo do coco da baa (casca) considera-se que cada fruto pesa em mdia 500 gramas eque 60% deste peso corresponde casca.

    Mapa 37Produo de coco baa na Regio Sudeste 1999

    Potencial energtico de casca de coco baa

    O potencial dos resduos do coco da baa estimado em 4,58 MW na regio, sendoa mesorregio Litoral Norte Esprito-Santense de maior potencial estimado em 1,47 MW.

    Mapa 38Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca de coco baa,

    segundo as mesorregies da regio Sudeste 1999

    5.2.4 - Resduos Florestais

    Segundo os dados estatsticos da publicao Produo da Extrao Vegetal e daSilvicultura Brasil, 1996, de autoria do IBGE, na regio Sudeste a atividade desilvicultura no Estado de Minas Gerais obteve uma produo para papel e celulose de

    2.346.846 m3

    de madeira em tora e 31.253.000 m3

    para outras finalidades. O Estado de SoPaulo apresentou uma produo de 9.600.785 m3 de madeira em tora destinada para papel ecelulose e 5.071.832 m3 para outras finalidades. O Estado do Esprito Santo obteve4.846.515 m3 para papel e celulose e 285.926 m3 para outras finalidades. No Rio de Janeirono houve produo para papel e celulose apresentando apenas 11.431 m3 de madeira emtora destinada para outras finalidades.

    Esta mesma publicao para o ano de 1997 demonstra uma produo de madeira emtora no Estado de Minas Gerais de 2.358.583 m3 destinada a produo de papel e celulose,e 2.398.633 m3 para outras finalidades. O Estado do Esprito Santo apresentou 3.417.397m3 para papel e celulose, e 277.677 m3 para outras finalidades. O Estado de So Paulo

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    totalizou 10.707.394 m3 para papel e celulose, e 5.182.109 m3 para outras finalidades. OEstado do Rio de Janeiro obteve 44.200 m3 para outras finalidades.

    Para o ano de 1999 o Estado maior produtor foi So Paulo, que obteve 18.348.029

    m3

    , seguido de Minas Gerais, com 5.108.914 m3

    . O terceiro Estado maior produtor foi oEsprito Santo, que apresentou uma produo de 3.370.244 m3, e o Rio de Janeiro produziuapenas 11.778 m3.

    A produo de madeira nativa para 1999 foi de 129.178 m3 para o Estado de MinasGerais, de 13.106 m3 para o Estado do Esprito Santo, de 5.445 m3 em So Paulo e de 1.128m3 para o Rio de Janeiro.

    Mapa 39Produo de madeira em tora (silvicultura) segundo as mesorregies da Regio Sudeste

    1999

    Potencial Energtico de Resduos FlorestaisO potencial terico estimado de aproveitamento de resduos da silvicultura, para

    fins energticos, na regio Sudeste de 121,27 MW. Este potencial significativo,superado apenas pela regio Sul. O Estado de So Paulo detm a maior parte destepotencial, que se concentra nas mesorregies de Itapetininga e Bauru, seguidos da do Valedo Paraba Paulista. Estes trs plos de produo da silvicultura paulista representamaproximadamente 45% do potencial da regio Sudeste. O potencial total estimado paragerao de energia a partir dos resduos da silvicultura no Estado de So Paulo de 82,90MW e o potencial estimado para o Brasil de 291,72 MW.

    Fora do Estado de So Paulo, merecem referncias as mesorregies do Vale do RioDoce, em Minas Gerais, com um potencial estimado de 12,18 MW e Litoral Norte Esprito-Santense, com 11,36 MW.

    Mapa 40Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de resduos florestais

    (silvicultura) deixados no campo, segundo as mesorregies da regio Sudeste 1999.

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    6 - REGIO SUL

    6.1 - Aspectos caractersticos sobre a vegetao

    A vegetao que recobre esta regio pode ser dividida, de forma genrica, emvegetao litornea, mata de araucrias, mata atlntica e campo limpo.

    Vegetao litornea

    A vegetao encontrada no litoral varia entre manguezais e restingas que se iniciamna linha de costa e adentram at encontrar com a mata atlntica. Esta transio acontecegradualmente e em cada ponto da costa com uma diferente profundidade, estando muitoassociada com a geomorfologia de cada rea.

    O MangueOs manguezais ocorrem nas reas litorneas influenciadas pelas mars, ou seja, esta

    vegetao encontra-se associada s reas que so invadidas pelas mars atravs da foz derios e que, desta forma, possuem gua salobra.Apenas algumas espcies extremamente adaptadas a se estabelecem e sobrevivem no solodos mangues que so fludos. As rvores se desenvolvem sobre razes areas que servempara a respirao. Estas razes encontram-se na altura das mars mais altas. As espciesmais freqentes so o mangue-vermelho, a siriba e samambaias.

    A Restinga

    A vegetao de restinga aquela que predomina nos conjuntos de dunas e areaiscosteiros. So ecossistemas costeiros determinados pelas condies edficas (solo arenoso)e pela influncia marinha. Suas plantas esto adaptadas a condies de salinidade, extremosde temperatura, forte presena de ventos, escassez de gua, solo instvel e a uma insolaoforte e direta.

    A restinga pode ser dividida em quatro ambientes: faixa halfila, vegetaoesclerfila, vegetao hidrfila e mata seca. A primeira aquela faixa de livre alcance dasondas e mars dirias, sujeita fora das ressacas, formada por espcies rasteiras. Avegetao esclerfila formada por um denso emaranhado de ramos e espinhos, com folhasde aspecto ressecado. As hidrfilas so locais midos a alagados, por acmulo de gua daschuvas, ou por afloramento do lenol fretico, onde as plantas formam matas paludosas, oubrejos herbceos e arbustivos. A ltima um ambiente de transio para a mata atlntica,onde com melhores condies de fertilidade e gua, as matas apresentam nveis herbceos,arbustivos e arbreos, com bom nmero de epfitas e cips.

    Mata Atlntica

    A Mata Atlntica est descrita no item vegetao da regio Sudeste.

    Mata de Araucrias

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    So matas de clima mido, com solos frteis, influenciadas por climas comtemperaturas moderadas a baixas no inverno. Ocupam altitudes que variam entre 700 e1100 m e s encontrada entre os paralelos 21 e 30 de latitude sul. A cidade de Curitiba

    considerada a rea de clima timo para o desenvolvimento da araucria. So formaesflorestais bastante homogneas, onde alm da Araucria angustifoliaexiste forte presenade outro pinheiro, oPodocarpus spp.

    A araucria, rvore que caracteriza esta regio, atinge 1 metro de dimetro ou mais,sendo que quando adulta, possui 25-30 metros de altura. Sua copa inconfundvel, sendoformada por longos ramos arqueados em forma de um guarda-chuva invertido. Umarvore dista da outra, aproximadamente, 20 a 30 metros, sendo que suas copas apenas setocam. Uma araucria leva em mdia 35-40 anos para atingir seu pice.

    Intercalada mata de araucrias existem outras vrias espcies. Dentre elas,merecem destaque o chamado pinheiro-bravo, a embuia, a canela, a perobeira, a erva-matee uma das maiores samambaias da flora brasileira ( Dicksonia sellowiana), de cujo tronco se

    obtm o xaxim. So abundantes os liquens e musgos que revestem totalmente os troncos egalhos na sombra da mata, ao contrrio das lianas, que aparecem, mas no na abundnciaque h em outros tipos de florestas.

    Estas florestas possuem peculiaridades como a produo do pinho e a presena dagralha-azul, ave da famlia dos corvdeos, com canto inconfundvel e responsvel peladisperso de suas sementes.

    Campo Limpo

    No Brasil existe uma rica variedade de formaes abertas que recebem designaode campo. No entanto, devido a caractersticas climticas, de solo e relevo existem grandesdiferenas ambientais entre as formaes de campos.No Rio Grande do Sul, nas reas denominadas localmente de campanhas e pampas,encontra-se a maior extenso de campos naturais que so formaes predominantementeherbceas, com extensos banhados ao redor de lagos e lagunas na regio costeira e camposnaturais de gramneas no interior, entremeados por matas subtropicais e florestas dearaucria (Ross, 1996).

    Nos pampas, reas mais prximas ao litoral, a vegetao se desenvolve sobre umrelevo relativamente bastante plano. Dominam as gramneas e as plantas herbceas, ondeuma rvore ganha grande destaque na paisagem. Entre as rvores esparsas encontradasdestacam-se a capororoca, o pau-de-leite e a corticeira. Na regio denominada campanhagacha, as rvores isoladas desaparecem, dando lugar a arbustos. Avanando ainda mais aointerior, alcana-se o relevo das coxilhas, onde surgem junto aos rios as chamadas matasciliares formadas por rvores no muito altas, onde se destacam o sarandi, as espinhentasunhas-de-gato, sombra-de-touro, a aroeira e o salgueiro.

    6.2 - Disponibilidade de Recursos de Biomassa e Potencial energtico

    6.2.1 - Cana-de-acar

    A produo sulista de cana moda na safra 1999/00 foi de 24,4 milhes detoneladas, representando 8% da produo nacional segundo dados da NICA.

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    Esta produo devida ao Estado do Paran, maior e atualmente, o nico produtorregional de cana moda. O Estado evoluiu de 10,4 milhes de toneladas na safra 1989/90,para 24,4 milhes de toneladas na safra de 1999/00. Na safra 1997/98, o Estado atingiu sua

    maior produo no perodo analisado com o processamento de 24,9 milhes de toneladas.No mesmo perodo, o Estado de Santa Catarina teve a sua melhor safra em 1990/91 com aproduo de 463,4 mil toneladas de cana moda e teve a sua ltima safra registrada, em1994/95, com o processamento de 235,5 mil toneladas.

    O Rio Grande do Sul teve a sua ltima safra registrada em 1998/99 com 32,5 miltoneladas de cana moda.

    A Regio Sul produziu na ltima safra (1999/00) 1,0 milho de m3 de lcool (anidro+ hidratado). Esta quantidade significa 7,9% do total produzido em todo o pas. Assimcomo o restante do pas o pico da produo do lcool se deu na safra 1997/98 onde o Brasilproduziu 15,4 milhes de m3 e a regio Sul 1,3 milho de m3. A regio apresentou umaumento de 52% na produo de lcool.

    Na primeira safra analisada (1989/90), o estado do Paran produziu 667,3 mil m3

    delcool, sendo 623,7 mil m3 de hidratado e 43,6 mil m3 de lcool anidro.O Estado de Santa Catarina produziu lcool hidratado somente no perodo 1989/90

    a 1993/94. A safra de maior produo deste Estado foi a de 1990/91 com 8,6 mil m3.O Rio Grande do Sul produziu lcool hidratado at a safra 1998/99. Neste ano a

    produo foi de 2,0 m3 de lcool. Na safra 1989/90 teve a sua mais expressiva produo:4,2 mil m3 de lcool.

    Mapa 41Quantidade de cana-de-acar moda na safra 2000/2001, segundo as mesorregies da

    regio Sul.

    Potencial Energtico de Cana-de-acar

    O potencial da utilizao energtica de bagao de cana na regio Sul foi estimadoem torno de 42,2 MW. Este potencial est limitado ao estado do Paran, uma vez que osoutros Estados sulistas deixaram de produzir cana-de-acar. As mesorregies NorteCentral e Noroeste Paranaenses detm a maior parte deste potencial, 17,6 MW e 14,9 MWrespectivamente. Para as outras mesorregies, Norte Pioneiro e Centro Ocidental, foramestimadas potncias que variam de aproximadamente 7,2 a 2,5 MW.

    Mapa 42Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo asmesorregiesda regio Sul.

    Cenrio 1: Excedente especfico de 10 kWh/tc Gerao na safra (novembro a maio) 2000/2001

    Mapa 43Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo as

    mesorregiesda regio Sul.Cenrio 2: Excedente especfico de 126 kWh/ tc Gerao o ano todo 2000/2001

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    6.2.2 - leos Vegetais

    Na regio Sul no ocorre espcies florestais oleaginosas nativas devido s condies

    do meio fsico. A cultura oleaginosa mais significativa na regio Sul, segundo dadosestatsticos do IBGE para o perodo de 1987-1998, a do milho cuja maior produoocorreu no ano de 1995 com 18.575.039 t de quantidade colhida, equivalentes a 51% daproduo nacional (total da produo no Brasil: 36.274.584 t), em uma rea plantada de5.645.115 ha, uma rea colhida de 5.638.962 ha e um rendimento mdio de 3.294 kg/ha. Amenor produo ocorreu em 1991 com 8.397.305 t de quantidade colhida, em uma reaplantada de 5.357.540 ha e uma rea colhida de 5.116.891 ha, resultando em umrendimento mdio de 1.641 kg/ha.

    O Estado maior produtor de milho o Paran, cujo melhor resultado aconteceu em1995 apresentando uma quantidade colhida de 8.988.166 t, ou seja, 24,7% da produonacional, em uma rea plantada de 2.699.663 ha e uma rea colhida de 2.699.273 ha, e um

    rendimento mdio de 3.330 kg/ha. No Rio Grande do Sul a maior produo tambm se deuem 1995 com 5.935.667 t de quantidade colhida, equivalentes a 16,3% da produonacional, em uma rea plantada de 1.883.870 e uma rea colhida de 1.883.445 ha,resultando em um rendimento mdio de 3.151 kg/ha.

    Outra importante cultura oleaginosa praticada na regio a soja que apresentou seumelhor desempenho no ano de 1998 com 14.403.434 t, equivalentes a 45,9% da produonacional (neste ano a produo brasileira foi de 31.357.324 t), em uma rea plantada de6.234.349 ha, uma rea colhida de 6.228.726 ha e um rendimento mdio de 2.312 kg/ha.

    A maior produo no Paran ocorreu em 1998 quando apresentou 7.286.000 t dequantidade colhida, ou seja, 23,2% da produo brasileira (neste ano o total nacional foi de31.357.324 t), em uma rea plantada e colhida de 2.848.000 ha e um rendimento mdio de2.558 kg/ha. No Rio Grande do Sul a maior produo ocorreu no ano de 1990 com6.313.476 t de quantidade colhida, equivalentes a 31% da produo nacional (a produonacional totalizou 19.887.642 t), em uma rea plantada e colhida de 3.516.048 ha,resultando em um rendimento mdio de 1.796 kg/ha. Os maiores valores referentes a estacultura em Santa Catarina ocorreram em 1989 com 660.567 t de quantidade colhida (2,7%da produo nacional que neste ano foi de 24.071.360 t), em uma rea plantada de 438.405ha e uma rea colhida de 436.435 ha, resultando em um rendimento mdio de 1.513 t.Ressalta-se que a regio Sul e a regio Centro-Oeste so as maiores produtoras de soja dopas.

    Na regio Sul, a cultura do algodo herbceo (em caroo) praticada apenas noEstado do Paran, que apresentou seu maior desempenho no ano de 1991, com 1.024.111 tde quantidade colhida, correspondente a 50,2% da produo nacional (na totalidade aproduo brasileira foi de 2.037.756 t), 618.000 ha de rea destinada colheita e colhida, e1.657 kg/ha de rendimento mdio. Ressalta-se que o Paran o Estado maior produtor dealgodo herbceo do pas.

    Na regio Sul pratica-se em menor proporo outras culturas oleaginosas, tais comoabacate, amendoim, urucum e mamona, todas com menos de 50.000 t de quantidadecolhida.

    Potencial Energtico de leos Vegetais

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    O Sul do Brasil um importante produtor de leos vegetais, principalmente o desoja e de milho e em menor escala, de amendoim e mamona, entre outros. Alguns estadosdo Sul tm sido palcos de estudos e experincias de utilizao de leos vegetais como

    combustveis em substituio ao diesel, com resultados altamente satisfatrios em termosde diminuio das emisses atmosfricas e de desempenho dos motores. Estas iniciativascorroboram com a idia da necessidade de estudos mais profundos sobre a viabilidade dautilizao de leos como combustveis para motores veiculares no Brasil.

    O potencial de produo de combustveis a partir de excedentes de leos vegetaisdeve ser objeto de estudos especficos.

    6.2.3 - Resduos Agrcolas

    6.2.3.1 - Arroz

    A regio Sul a maior produtora de arroz (em casca), segundo dados da ProduoAgrcola Municipal do IBGE. Isto se deve principalmente ao Estado do Rio Grande do Sul,que em 1999 colheu 5.630.077 t, seguido por Santa Catarina que colheu 758.837 t. A cascado arroz que pode ser utilizada para gerao de eletricidade representa 20% do total dearroz (em casca) colhido.

    Mapa 44Produo de arroz na Regio Sul 1999

    Potencial energtico de casca de arroz

    A regio Sul tem o maior potencial estimado de gerao de energia a partir da cascade arroz (189,89 MW) e concentrado majoritariamente nas mesorregies Sudoeste eSudeste Rio-Grandense com 72,61 e 33,07 MW respectivamente. A regio Metropolitanade Porto Alegre aparece tambm com um potencial bom (28,98 MW).

    Mapa 45Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca de arroz,

    segundo as mesorregies da regio Sul 1999.

    6.2.4 - Resduos Florestais

    Segundo os dados estatsticos da publicao Produo da Extrao Vegetal e daSilvicultura Brasil, 1996, de autoria do IBGE, na regio Sul a atividade de silviculturano Estado do Paran obteve uma produo para papel e celulose de 6.350.171 m3 demadeira em tora destinada para papel e celulose e 4.676.988 m3 para outras finalidades. OEstado de Santa Catarina apresentou uma produo de 5.525.964 m3 de madeira em toradestinada para papel e celulose, e 5.088.961m3 para outras finalidades. O Estado do RioGrande do Sul obteve 1.136.683 m3 para papel e celulose, e 2.441.796 m3 para outrasfinalidades.

    Esta mesma publicao para o ano de 1997 demonstra uma produo de madeira emtora no Estado do Paran de 8.041.983 m3 para papel e celulose, e 5.549.066 m3 para outras

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    finalidades. O Estado de Santa Catarina apresentou 5.525.964 m3 para papel e celulose, e5.088.961 m3 para outras finalidades. O Estado do Rio Grande do Sul totalizou 1.136.683m3 para papel e celulose, e 2.441.796 m3 para outras finalidades.

    Para o ano de 1999 o Estado maior produtor foi o Paran que obteve 12.505.715 m3

    de madeira em tora, seguido de Santa Catarina com 11.669.438 m3. O Estado do RioGrande do Sul obteve 4.012.049 m3 de madeira em tora.

    A produo de madeira nativa para o ano de 1999 foi de 1.893.140 m3 no Estado doParan, seguido do Rio Grande do Sul com 126.573 m3 e de Santa Catarina com 119.342m3.

    Mapa 46Produo de madeira em tora (silvicultura) segundo as mesorregies da Regio Sul 1999

    5.3.5 - Potencial Energtico de Resduos Florestais

    A regio Sul concentra o maior potencial de aproveitamento energtico de resduosda silvicultura para gerao de energia, no Brasil. O potencial terico estimado de 127,36MW, com a liderana da mesorregio Serrana de Santa Catarina com 20,43 MW, depotencial estimado, seguido de perto pela mesorregio Centro Oriental Paranaense, com19,97 MW. Somam-se ao potencial de Santa Catarina, 28,44 MW provenientes damesorregies Norte e Oeste Catarinenses.

    O Estado do Paran apresenta tambm outros importantes centros de silviculturacom potencialidade de uso energtico dos resduos. So eles, o Centro Sul e SudesteParanaense com 10,10 e 9,58 MW respectivamente, e a Regio Metropolitana de Curitibacom 9,25 MW de potencial terico estimado.

    O Rio Grande do Sul apresenta um potencial de cerca de 18 MW, concentrado nasua maioria na mesorregio Metropolitana de Porto Alegre.

    Mapa 47Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de resduos florestais

    (silvicultura) deixados no campo, segundo as mesorregies da regio Sul 1999.

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    BIBLIOGRAFIA

    AZEVEDO, Aroldo de. Brasil A Terra e o Homem: As bases Fsicas volume 1.

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    IBGE.Geografia do Brasil - Regio Centro-Oeste.Ed. do IBGE, Rio de Janeiro, 1977.

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    IBGE.Geografia do Brasil - Regio Nordeste. Ed. do IBGE, Rio de Janeiro, 1977.

    IBGE.Geografia do Brasil - Regio Sudeste. Ed. do IBGE, Rio de Janeiro, 1977.

    IBGE,Geografia do Brasil - Regio Sul. Ed. do IBGE, Rio de Janeiro, 1977.

    IBGE. Manuais de descrio fsica das grandes regies do Brasil. Ed. do IBGE, Rio deJaneiro, 1986

    IBGE. Novo - Paisagens do Brasil.Ed. do IBGE, Rio de Janeiro, 1968.

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    ROSS, Jurandyr L. Sanches (org.).Geografia do Brasil. Edusp, So Paulo, 1996.

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    SILVA, Orlando Cristiano.Funcionamento de motores com leos vegetais in natura experincia brasileira na Amaznia. Trabalho apresentado no seminrio internacional USP-PETROBRAS sobre biomassa para produo de energia. Rio de Janeiro, 2001.

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    ANEXO I

    Mapas do Brasil

    Mapa 48Quantidade de cana-de-acar moda na safra 2000/2001, segundo Unidades da Federao.

    Mapa 49Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo Unidades da

    FederaoCenrio 1: Excedente especfico de 10 kWh/tc Gerao na safra (novembro a maio)

    2000/2001

    Mapa 50Potencial tcnico para gerao de excedente no setor sucroalcooleiro, segundo Unidades da

    FederaoCenrio 2: Excedente especfico de 126 kWh/ tc Gerao o ano todo 2000/2001

    ________________________

    Mapa 51Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de leo de palma,

    segundo Unidades da Federao 1999.

    _______________________

    Mapa 52Produo de arroz, segundo Unidades da Federao 1999

    Mapa 53Estimativa de potencial para gerao de eletricidade a partir do uso de casca