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Legislação de Trânsito

Direção Defensiva

Primeiros Socorros

Trânsito e Meio Ambiente

Relações Interpessoais no Trânsito

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6. INTRODUÇÃO

16. LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO 18 Categoria de condutores e veículos automotores 24 Código de Trânsito Brasileiro (CTB.) 24 É dever do cidadão no trânsito 24 São direitos do cidadão no trânsito 26 Caracterização de crimes de trânsito 27 Placas de identificação e controle nacional de dados sobre o veículo Normas gerais de circulação e conduta 34 Sobre o trafegar 36 Circulação restringida 38 Passagens preferenciais 40 Manobras 41 Conduta em cruzamentos 42 Sobre as ultrapassagens 44 Utilização de luzes 47 Buzina 47 Outras ações no trânsito 47 Proibido estacionar 48 Proibido parar e estacionar 51 Outras normas de circulação 51 Motociclistas 54 Ciclistas 54 Infrações e penalidades

59. SINALIZAÇÃO 60 Sinalização vertical 60 Sinalização de regulamentação 66 Sinalização de advertência

ÍNDICE 73 Sinalização de indicação 73 Placas de localização e identificação de destino 75 Placas de orientação de destino 76 Placas educativas 76 Placas indicativas de serviços auxiliares e atrativos turísticos 79 Sinalização horizontal 79 Divisão de fluxos opostos 80 Divisão de fluxos no mesmo sentido 80 Marcas de canalização 81 Símbolos 76 Marcas várias 84 Dispositivos auxiliares de sinalização 85 Sinalização semafórica 86 Sinalização sonora 86 Sinalização gestual

89. DIREÇÃO DEFENSIVA 92 Luz 93 Tempo 95 Fumaça 95 Vias 96 Trânsito 96 Veículo 97 Condições adversas de cargas 98 Condições adversas de passageiros 98 Condutor 99 Perturbações físicas 99 Perturbações emocionais 101 Prevenção de acidentes 104 Conhecendo os tipos de colisão

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105 Sugestões para evitar situações de perigo 105 Colisão com veículo de trás 106 Colisão frente a frente 107 Colisão com pedestres 108 Colisão com animais 108 Colisão com trens 109 Colisão com bicicleta 109 Colisão com motocicletas 111 Outros fatores causadores de acidentes 111 Ingestão de bebidas alcoólicas 111 Sono

115. NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS 117 Omissão de socorro 120 Sinalizando o local do acidente 124 Tipos de acidente 124 Colisões 126 Atropelamentos 127 Parada cardiorrespiratória 128 Circulação 129 Hemorragias 132 Queimaduras 132 Avaliação neurológica

139. TRÂNSITO E MEIO AMBIENTE 140 Poluição veicular 141 Poluentes Atmosféricos e seus efeitos na saúde 142 Como poluir menos 144 Lixo 145 Poluição sonora

146. RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO 147 Trânsito e cidadania 155 Interação social no trânsito 155 Atitudes para um trânsito mais humano

159. BIBLIOGRAFIA

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INTRODUÇÃO

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INTRODUÇÃO

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Nossas rodovias:

• Somos 1.400.00 quilômetros de problemas ou 110 voltas ao redor da Terra, com apenas 18% de trechos pavimentados;

• Somos ainda cerca de 35 milhões de condutores-problemas.

A cada ano registram-se no Brasil:

• 1,5 milhão de ocorrência de acidentes de trânsito OU 1,42 acidente por minuto;

• 34.000 mortes no trânsito ou 3 mortes por hora no local do acidente;

• 11.000 pessoas morrem atropeladas OU 1,25 morte por atropelamento a cada hora;

• 400.000 feridos em acidentes de trânsito ou 45 feridos a cada hora.

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INTRODUÇÃO

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Sabe-se também que:

• Motoristas com idade entre 16 e 19 anos se envolvem quatro vezes mais em acidentes fatais do que motoristas com idade entre 30-54 anos;

• O SUS – Sistema Único de Saúde gasta R$ 5 bilhões por ano no atendimento de vitimas de trânsito nos hospitais da rede pública. Para ter uma ideia do custo social que isso representa, esse valor é superior à privatização da Companhia Siderúrgica Vale do Rio Doce, com 5 bilhões é possível construir 400 mil casas populares;

• Não há um registro preciso do que ocorre com as vítimas de trânsito depois dos primeiros socorros. O número de mortos pode chegar a 50 mil ou 60 mil por ano, superior às mortes causadas pela AIDS, como apontam o Ministério do Planejamento e o Denatran – Departamento Nacional do Trânsito;

• De acordo com OMS – Organização Mundial da Saúde, o trânsito é a 9º maior causa de mortes no mundo, e a projeção é ainda mais sombria: em 2020 ocupará o 2º lugar, perdendo apenas para doenças congênitas ou problemas cardíacos.

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INTRODUÇÃO

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Por todas essas razões, cabe aqui uma reflexão sobre esse fato alarmante. O número anual de mortes nas estradas é maior que o de muitas guerras, superior ao de tragédias como enchentes, terremotos e furacões, e nem mesmo graves epidemias matam tanto quanto os acidentes de trânsito.

Depende do cidadão que se coloca atrás de um volante evitar esses números absurdos, tomando atitudes para modificar com urgência essa realidade.

CONSCIENTIZAÇÃO

Não basta ser habilidoso no volante nem ter muitos anos de carteira. É importante estar bem consigo mesmo, pois o seu bem-estar e a sua qualidade de vida vão refletir diretamente no seu estilo de direção.

Conheça a seguir alguns conceitos que interferem bastante na conduta das pessoas no Trânsito.

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INTRODUÇÃO

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AUTOESTIMA

A autoestima é como nos vemos quanto gastamos de nós mesmos e estamos satisfeitos com a forma que vivemos. Em outras palavras: • É a confiança em nossa capacidade para enfrentar os desafios da vida e em nosso direito de sermos felizes, a sensação de sermos merecedores, dignos e qualificados para expressar nossas necessidades e desejos, e desfrutar os resultados de nossos esforços.

A autoestima tem dois aspectos inter-relacionados: 1. A noção da eficiência pessoal (auto eficiência), 2. A noção do valor pessoal (autor respeito).

Auto eficiência significa confiança no funcionamento de nossa mente, em nossa capacidade de pensar, nos processos por meio dos quais refletimos escolhermos e decidimos.

Auto respeito significa ter certeza de nossos valores. É uma atitude de afirmativa diante de nosso direito de viver e sermos felizes.

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INTRODUÇÃO

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Se uma pessoa se sente inadequada para enfrentar os desafios da vida, se não tem autoconfiança para tomar decisões ou não acredita em suas próprias ideias, é bastante provável que sua autoestima esteja abaixo do desejado. Ou, então, se ela se desvaloriza e lhe falta o senso de respeito por si mesmo, não se sentindo merecedora de amor ou de consideração; se acha que não tem direito á felicidade ou se tem medo de expor suas opiniões, vontades e necessidades, novamente reconheceremos uma autoestima deficiente, não importa que os outros atributos positivos ela venha a ter.

A autoestima contribui de maneira essencial para o processo da vida, senso indispensável para o nosso desenvolvimento psicológico normal e saudável. É uma necessidade tão poderosa que tem valor de sobrevivência.

Na ausência de uma autoestima positiva, nosso crescimento psicológico fica bloqueado. A autoestima positiva funciona como se, na realidade, fosse o sistema imunológico da consciência.

Com uma autoestima elevada, tendemos a persistir diante das dificuldades. Com uma autoestima baixa, nossa reação é de desistir ou fazer o que tem que ser feito sem dar, de fato, o melhor de nós.

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INTRODUÇÃO

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No trânsito, assim como em todos os demais aspectos da vida, é importante que tenhamos a autoestima elevada, pois com certeza saberemos respeitar nossa vida e exigir que as outras pessoas o façam também.

Reflita então: Como se comporta uma pessoa no trânsito que não consegue entender sua importância, sua condição de ser especial? Se essa pessoa se vê de forma negativa, como ela pode manifestar respeito pela vida do outro?

CIDADANIA

“A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.

(DALLARI, Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14).

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INTRODUÇÃO

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Apesar de muitos motoristas alegarem que conhecem as leis que estão no Código de Trânsito Brasileiro, as infrações mais cometidas continuam a ser: • Excesso de velocidade; • Estacionar ou parar em local proibido; • Avançar o sinal vermelho; • Não portar documentos obrigatórios; • Não usar cinto de segurança.

Todos esses procedimentos irregulares afetam a segurança do próprio motorista e a segurança dos outros. Isso significa desrespeitar as leis instituídas, portanto é agir sem cidadania. As pessoas que agem dessa forma fazem por negligência e imprudência.

Conclusão:

As estatísticas preocupantes de acidentes fatais ou que deixam sequelas e a grande quantidade de infrações, envolvendo tantas vítimas inocentes nos chamam a atenção para o fato de que na guerra travada no trânsito não há vencedores. Somos todos vítimas da imprudência e de uma competividade sem razão. O civismo precisa tomar o trânsito mais violento.

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INTRODUÇÃO

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O código de Trânsito Brasileiro – capítulo XVI, artigo 268, define a necessidade de o motorista infrator submeter-se ao curso de reciclagem:

• Quando, sendo contumaz, for necessário a sua reeducação; • Quando suspenso do direito de dirigir; • Quando se envolver em acidentes graves para qual haja contribuído, independente de processo judicial; • Quando condenado judicialmente por delito de trânsito; • A qualquer tempo, se for constatado que o condutor está colocando em risco a segurança do trânsito; • Em outras situações a serem definidas pelo CONTRAN.

DAS DISCIPLINAS E DA CARGA HORÁRIA

•LegislaçãodeTrânsito– são as normas legais que disciplinam e orientam todas as atividades que envolvem o trânsito nas vias de circulação, uniformizando todos os conhecimentos e comportamen- tos dos usuários, sejam quais forem os papéis que eles assumem; •DireçãoDefensiva–dirigir de forma defensiva pode evitar que ocorram acidentes;

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INTRODUÇÃO

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•PrimeirosSocorros–motoristas ou não motoristas precisam ter conhecimentos básicos sobre os procedimentos que devem ser tomados para socorrer uma pessoa. Esse conhecimento poderá salvar vidas, inclusive a nossa própria;

•MeioAmbienteeCidadania– o trânsito altera consideravel- mente o meio ambiente. É importante que tenhamos a preocupação em fazer com que essas alterações sejam a menor possível e conheçamos qual é a nossa participação nesse processo;

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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TRÂNSITO é a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, que realizam as ações de circulação, parada, estacionamento e operação de carga e descara. Os componentes do trânsito são: o homem, o veículo e a via.

Para que possamos adquirir a condição de conduzir veículo (automotor e/ou elétrico) devemos ser habilitados, por meio de exames realizados junto ao órgão ou entidade executivos do estado ou Distrito Federal, do domicilio ou residência do candidato, ou na sede estadual ou distrital do próprio órgão.

Esse futuro condutor deve preencher os seguintes requisitos: • Ser penalmente imputável; • Saber ler e escrever; • Possuir carteira de identidade ou equivalente.

O documento que comprova a nossa habilitação é chamado de Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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CATEGORIAS DE CONDUTORES E VEÍCULOS AUTOMOTORES

As categorias de condutores estão relacionadas com a classificação dos veículos automotores para os quais se habilitem. São elas:

•CategoriaA–condutor de veículo motorizado de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral;

•CategoriaB–condutor de veículo motorizado, não abrangido pela categoria A, cujo peso bruto não exceda 3.500kg e cuja lotação não exceda a 8(oito)lugares, excluindo o motorista;

•CategoriaC–condutor de veículo motorizado utilizado em transporte de carga, cujo peso bruto total exceda 3.500kg;

•CategoriaD–condutor de veículo motorizado utilizado no transporte de passageiros, cuja lotação exceda 8(oito)lugares, excluindo o motorista;

•CategoriaE–condutor de combinação de veículos em que a unidade tratora se enquadre nas categorias B, C ou D e cuja unidade acoplada, reboque, semirreboque ou articulada, tenha 6.000kg ou mais de peso bruto total, ou, ainda, sua lotação exceda 8(oito) lugares ,ou, ainda, seja enquadrado na categoria trailer.

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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VEÍCULOS

De acordo com a utilização e características, os veículos classificam-se:

Quantoàtração: • Automotor; • Elétrico; • De propulsão humana; • De tração animal; • Reboque ou semirreboque.

Quanto à espécie: • De passageiros; • De carga; • Misto; • De competição; • De tração; • Especial; • De coleção.Quantoàcategoria: • Oficial; • Particular;

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• De aluguel; • De aprendizagem; • De representação diplomática, repartições consulares de carreira ou organismos internacionais creditados junto ao governo brasileiro.

VIAS

É por onde transitam veículos, pessoas e animais compreendem a pista, a calçada, o acostamento, ilha e canteiro central.

Um dos objetivos desta apostila é levar o condutor habilitado a rever seus conhecimentos sobre o sistema de trânsito e, a partir daí, a modificar algumas atitudes. Para isso, não podemos deixar de refletir sobre a questão da Legislação de Trânsito.

As leis de trânsito, num aspecto amplo, estabelecem normas que garantem o direito do cidadão de ir e vir. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) foi criado para preservar esse direito.

Mas a sociedade é dinâmica e os tempos mudam. A complexidade que existe na relação do homem com o trânsito exige que os órgãos competentes façam uma revisão constante dessas leis e regulamentação,

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pois o que parecia ideal no passado nem sempre é satisfatório para os nossos dias.

Basicamente, os motoristas habilitados consultam o Código de Trânsito por duas razões principais:

• No momento em que estão se preparando para passar pelo exame teórico, que é obrigatório para conseguir a CNH;

• Ou quando recebem uma multa ou qualquer outra punição de trânsito e consultam o código para constatar se seus direitos estão sendo preservados.

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Lançamos aqui uma reflexão sobre esse comportamento:

Oqueémelhorparaomotorista?

• Conhecer seus direitos e deveres no trânsito, evitando infrações que irão gerar multas (prejuízo financeiro) e limitações no direito de dirigir? ou • Ser punido por atitudes no trânsito porque a falta do conhecimento o levou a praticar atos que depõem contra a conduta do cidadão consciente?

Muitaspessoaspodemnessemomentoargumentarque:

• Essas leis não são perfeitas na sua totalidade, falta fiscalização e, dependendo da circunstancia, acaba-se verificando muitas vezes uma atitude do tipo “dois pesos, duas medidas”;

• Realmente o trânsito é um sistema dinâmico e que exige das autoridades competentes revisão das leis, mas as que estão em vigor devem ser cumpridas, pelo menos enquanto não forem modificadas;

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O mais importante é que você possa fazer uma reflexão profunda e decidir se ...

• Devemos estudar as leis de transito para passar nos exames de habilitação ou para nos tornarmos cidadãos conscientes das nossas atitudes, preservando nossa integridade física e mental, e a dos outros também.

VALE LEMBRAR:

Desconheceraleinãoéjustificativaparaocondutorinfrator,poiseleéresponsávelportodososseusatosnosistemadetrânsito.

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CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – CTB

O Código de Trânsito Brasileiro é formado por 341 artigos, divididos em 20 capítulos que estabelecem fundamentos de atitudes para todos os cidadãos, não importando o papel que assumam no sistema de trânsito. Nesta apostila, vamos analisar e interpretar apenas as leis e resoluções que dizem respeito aos usuários na condição de condutores. O que devemos ter em mente é que a verdadeira cidadania consiste em praticarmos nossos deveres e direitos com conhecimento, visando, no caso do trânsito, transformá-lo em uma realidade humana e segura.

Segundo o CTB:

Édeverdocidadãonotrânsito:

• Transitar sem constituir perigo ou obstáculo para os demais elementos do trânsito. As outras normas derivam desse preceito.

Sãodireitosdocidadãonotrânsito:

• Utilizar vias seguras e sinalizadas. Em caso de sinalização deficiente ou inexiste, a autoridade com jurisdição sobre a via deve responder e ser responsabilizada;

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• Opinar e sugerir alterações a qualquer artigo ou norma do CTB e receber resposta, bem como solicitar alterações em sinalização, fiscalização e equipamentos de segurança a ser atendido ou receber resposta;

• Cobrar das autoridades a educação no trânsito.

No primeiro capítulo do CTB (Capítulo I, Disposições Preliminares) também estão presentes as responsabilidades dos órgãos e entidades que compõem o CTB, a definição de vias terrestres e aplicabilidade do código:

Art.1,§3º-Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do trânsito seguro.

Art.2°-São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as passagens, as estradas e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstancias especiais.

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Art.3°-As disposições deste código são aplicáveis a qualquer veículo, bem como aos proprietários, condutores dos veículos nacionais ou estrangeiros e as pessoas nele expressamente mencionadas.

Alguns elementos podem ser destacados no CTB devido ás suas temáticas:

• Instituição de sistema de pontuação e suspensão do direito de dirigir quando o infrator atinge vinte (20) pontos na Carteira Nacional de Habilitação;

• Caracterização (tipificação) de crimes de trânsito.

CaracterizaçãodeCrimesdeTrânsito

Art.291– Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores, previstos neste Código, aplicam-se as normas gerais do Código Penas e do Código de Processo Penas, se este Capítulo não dispuser de modo diverso, bem como a Lei n°9.099, de 26 de setembro de 1995, no que couber.

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Parágrafoúnico.Aplicam-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa, de embriaguez ao volante e de participação em competição não autorizada o disposto nos Artigos. 74,76 e 88 da Lei n° 9.099, de 26 de setembro de 1995.

Placas de identificação e controle nacional de dados sobre o veículo

Placasdeidentificação

Art.115–O veículo será identificado externamente por meio de placas dianteira e traseira, sendo esta lacrada em suas estruturas, obedecida as especificações e modelos estabelecidos pelo CONTRAN.

§1ºOs caracteres das placas serão individualizados para cada veículo e o acompanharão até a baixa do registro, sendo vedado seu reaproveitamento.

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§4° Os aparelhos automotores destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas e de construção ou de pavimentação são sujeitos, desde que lhes seja facultado transitar as vias, ao registro e licenciamento da repartição competente, devendo receber numeração especial.

§6ºOs veículos de duas ou três rodas são dispensados da placa dianteira.

ControleNacionaldeDados

Art.19–Complete ao órgão máximo executivo de trânsito da União: • Organizar e manter o Registro Nacional de Veículos Automotores. • Exigência de equipamentos obrigatórios para bicicletas.

EquipamentosObrigatóriosparaBicicletas

Art.105–São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:

VI–Para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais e espelho retrovisor do lado esquerdo.

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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Penalidadesparapedestres

Art.267– Poderá ser importa a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providencia como mais educativa.

§1ºA aplicação da advertência por escrito não elide o acréscimo do valor da multa prevista no §3° do art.258, imposta por infração posteriormente cometida.

§2° O disposto neste artigo aplica-se igualmente aos pedestres, podendo a multa ser transformada na participação do infrator em cursos de segurança viária, a critério da autoridade de trânsito.

• Institucionalização da educação no trânsito. • Obrigatoriedade de inspeção periódica do veículo (itens de segurança e emissão de poluentes).

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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InspeçãoPeriódicadoVeículo

Art.104–Os veículos em circulação terão suas condições de segurança, de controle de emissão de gases poluentes e de ruído avaliadas mediante inspeção, que será obrigatória, na forma e periodicidade estabelecidas pelo CONTRAN, para os itens de segurança e pelo CONOMA para emissão de gases poluentes e ruído.

§5°Será aplicada a medida administrativa de retenção aos veículos reprovados na inspeção de segurança e na de emissão de gases poluentes e ruído.

Criação do Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (para sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização e educação de trânsito).

Os deveres e penalidades estão relacionados tanto a pedestres quanto aos condutores de veículos.

O pedestre tem garantido seu direito de deslocamento pelas vias, sempre utilizando, para sua circulação, dos passeios, das calçadas e passagens apropriadas, bem como dos acostamentos das vias rurais.

Page 32: Legislação de Trânsito Direção Defensiva Primeiros Socorrosjoia.com.br/Apostila_Procondutor.pdf · 6. INTRODUÇÃO 16. LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO 18 Categoria de condutores e

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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O pedestre tem garantido seu direito de deslocamento pelas vias, sempre utilizando, para sua circulação, dos passeios, das calçadas e passagens apropriadas, bem como dos acostamentos das vias rurais.

Poroutroladoopedestretemodeverde:

• Nas estradas, andar em sentido contrário ao dos veículos, em fila única, utilizando obrigatoriamente o acostamento, onde existir;

• Nas vias urbanas, andar pelas calçadas (quando não houver, andar sempre à esquerda da via, em fila única e, neste caso, terá prioridade sobre os veículos);

• Obedecer à sinalização (semáforo, agente de fiscalização de trânsito, etc.) e somente atravessar até uma distância de 50m, cruzar a pista em linha reta.

E, finalmente, é proibido ao pedestre:

• Andar ou permanecer em pistas de rolamento se não for cruzá-las na área permitida;

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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• Atravessar as pistas em viadutos, pontes e túneis ou onde não houver boa visibilidade;

• Anda fora da calçada ou da faixa própria, onde existir. A penalidade para essas infrações é de multa no valor de 50% da infração leve.

NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Essas normas têm o objetivo de estabelecer os comportamentos adequados dos usuários das vias terrestres (ruas, avenidas, estradas, etc.) quando estão no papel de condutores de veículos.

Nesse conjunto de normas, a principal é a que estabelece que o usuário das vias terrestres devem evitar que suas ações se constituam em perigo ou obstáculo para o trânsito em geral.

Devemos também lembrar que a responsabilidade de um condutor inicia se muito antes de se colocar atrás do volante do seu carro, pois cabe a ele verificar:

• Porte de CNH e documentação do veículo;

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• Estado e condições do veículo; • Suas próprias condições físicas, mentais e emocionais.

SOBRE O TRAFEGAR

• O lado direito é sempre onde deve estar o veículo, salvo em algumas exceções justificadas e adequadamente sinalizadas;

• Deve ser mantida uma distância segura do outro carro, tanto frontal como lateral, e trafegar de maneira compatível com o clima, velocidade permitida para o local e condições de trânsito;

• Existem pistas sinalizadas como “exclusivas” (que é o caso das pistas por onde trafegam ônibus) que devem ser evitadas, salvo quando o condutor necessitar fazer uma conversão e precisar utilizar essas pistas, mas tal ato deverá ser feito com a devida sinalização e redução de velocidade;

• Veja a ilustração ao lado que nos mostra, num cruzamento, que tem a preferência de passagem: o veículo que está a sua direita sempre tem essa preferência de passagem;

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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• Numa via com várias faixas no mesmo sentido, devemos utilizar as da direita para trafegar e as da esquerda para ultrapassar. As faixas da esquerda servem também para o deslocamento dos veículos mais rápidos.

Obs.: Em todas essas situações de utilização das faixas devemos respeitar o limite de velocidade permitido no local.

Infrações pertinentes ao TrânsitoInfração Penalidade Gravidade/Pontuação

Transitar na contramão em vias de sentido único. Multa (180 UFIRs) Gravíssima 7

Transitar nas calçadas, ciclovias, canteiros, acostamentos, gramados e jardins. Multa x3 (180 UFIRs) Gravíssima 7

Transitar na contramão (em vias de sentido duplo), de ré em trechos longos ou com perigo ou sem manter a distância segura (lateral, frontal ou do

bordo) com outros veículos.Multa (120 UFIRs) Grave 5

Transitar em locais e horários não permitidos ou ao lado de outro veículo (interrompendo o trânsito). Multa (80 UFIRs) Média 4

Transitar com o veículo desligado ou desengrenado ( em declive). Multa (80 UFIRs). Remoção do veículo. Média 4

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CIRCULAÇÃO RESTRINGIDA A:

• Utilização de passeios, calçadas ou acostamento: esses locais só poderão ser utilizados pelos veículos para a entrada e saída de imóvel ou áreas de estacionamento;

• Acostamentos em rodovias: só poderão ser utilizados quando o veículo apresentar algum defeito, devendo o condutor utilizar a devida sinalização;

Obs.: A utilização do acostamento aumenta as chances de acidentes, portanto mesmo tendo a necessidade de ficar em um acostamento, procure sair do carro e ficar do lado de dentro da barreira rígida de concreto (barra New Jersey). Muitas pessoas também costumam marcar pontos de encontro, com amigos e familiares, nos acostamentos das rodovias. Essa é uma atitude que deve ser evitada. Quando se fizer necessário marcar um ponto de encontro, procure um posto de serviços na rodovia.

• Transitar pelo acostamento: essa ação só será permitida quando uma ou mais pistas de rolamento estiverem danificadas em obras ou bloqueadas por acidentes.

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Infração Penalidade Gravidade/Pontuação

Remover ou participar de competição e exibição, rachas, demonstração de perícia.

Multa x5 (180 UFIRs).

Recolhimento da CNH, apreensão e remoção do veículo, suspensão do direito de dirigir.

Gravíssima 7

Disputar corrida por espírito de competição ou rivalidade em vias públicas.

Multa x3 (180 UFIRs).

Recolhimento da CNH, apreensão e remoção do veículo, suspensão do direito de dirigir.

Gravíssima 7

Efetuar manobras perigosas, arrancadas, derrapagem ou frenagem em vias públicas.

Multa (180 UFIRs).

Recolhimento da CNH, apreensão e remoção do veículo, suspensão do direito de dirigir.

Gravíssima 7

Ameaçar pedestres que cruzam a via ou veículos.

Multa (180 UFIRs).

Recolhimento da CNH, apreensão e remoção do veículo, suspensão do direito de dirigir.

Gravíssima 7

Andar e, faixa da estrada, se esta for para outros veículos. Multa (120 UFIRs). Grave 5

Arremessar água ou detritos sobre pedestres ou veículos circular fora da faixa, exceto em emergência,

circular com o veículo lento fora da faixa direita.Multa (80 UFIRs) Média 4

Andar em faixa da direita se esta for para outros veículos, conduzir de forma desatenta ou descuidada. Multa (50 UFIRs) Leve 3

Infrações relacionadas à circulação

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PASSAGENS PREFERENCIAIS

• Quando se quer entrar numa rodovia, deve-se dar preferência a quem já estiver trafegando por ela;

• Veículos que estiverem sendo precedidos por batedores (ex.: motocicletas da Polícia Militar, acompanhando carro oficial de um Governador de Estado). A pista da esquerda é que deverá ser liberada para essa circulação;

• Veículos em serviço (ambulância, bombeiros, polícia, resgate e salvamento), com sirene e luz vermelha intermitente acionada, também terão preferência de circulação;

• Veículos que se movimentam em trilhos terão preferência de passagem.

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Infração Penalidade Gravidade/Pontuação

Não dar passagem aos veículos precedidos por batedores (ou com luzes intermitentes e sirenes

ligadas) ou a veículos não motorizados e pedestres em faixas a eles destinadas.

Multa (180 UFIRs). Gravíssima 7

Seguir veículo de urgência e com prioridade de passagem ou não dar passagem aos que trafegam por via de maior porte ( ou que se aproximam pela direita, ou que já esteja, circulado, na rotatória, ou

desobedecer ao sinal de “dê a preferência”)

Multa (120 UFIRs). Grave 5

.Não dar passagem aos demais veículos e pedestres

ao entrar ou sair de fila de estacionamento ou ao sair de áreas laterais, sem posicionar adequada-

mente o veículo e sem precauções.

Multa (80 UFIRs). Média 4

Infrações relacionadas a passagem ou preferência

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MANOBRAS

• Cada vez que se pretende ou se necessite mudar de faixa ou de direção, deve-se fazê-lo com segurança, verificando se a ação não colocará em risco a nossa vida nem a de outras pessoas;

• Deve-se sinalizar a intenção de conversão com antecedência, procurando também reduzir a velocidade;

• Retornos e conversões só deverão ser realizados em locais permitidos, sinalizando devidamente, sem obstruir a ciruculação do trânsito no local.

• Conversão à direita: - Em rodovias com acostamento: aguardar o momento no acostamento da direita; - Em via de mão dupla, sem acostamento: sinalizar corretamente, aproximar-se da faixa central, parar e dar preferencia aos carros que vêm em sentido contrário, assim como dar preferência também a ciclistas e pedestres;

• Virar à direita: aproximar-se o máximo da margem direita, sinalizar, diminuir a velocidade e concluir a manobra;

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• Marcha à ré: segundo o CTB é proibido trafegar grandes distâncias em marcha à ré. Ela deve ser utilizada apenas para pequenas manobras e em pequenas distâncias, sem colocar em risco a segurança dos demais usuários.

CONDUTA EM CRUZAMENTOS

Os cruzamentos em locais que a atenção deve ser redobrada. A sinalização deve ser feita com antecedência, com redução de velocidade.

Apreferênciadeveserdadaa:

• Veículos não motorizados; • Veículos que já estejam circulando em rotatórias ou que estejam em vias consideradas de fluxo de trânsito preferencial; • Veículos que trafegam por trilhos; • Veículos que estejam sendo acompanhados de batedores ou veículos com sirenes ligadas e luzes intermitentes.

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Emcruzamentoscomsemáforos:

• Evitar parar sobre a faixa de pedestres; • Evitar fechar o cruzamento sobre área de interseção das vias; • Sempre respeitar o semáforo.

SOBRE AS ULTRAPASSAGENS

• A ultrapassagem deve ser realizada sempre pela esquerda e em boas condições de visibilidade;

• Ter consciência de que qualquer manobra deve ser bem calculada e que tanto a velocidade quanto a proximidade dos outros veículos deve ser avaliada pelo condutor que queira realizar ultrapassagem;

• A ultrapassagem pela direita só é permitida quando o veículo que estiver na frente sinalizar uma manobra à esquerda;

• Evitar ultrapassar coletivos ou, se houver necessidade disso, reduzir a velocidade e redobrar a atenção, para evitar atropelamento de pessoas que estiverem embarcando e desembarcando.

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Infrações relacionadas à ultrapassagem

Infração Penalidade Gravidade/Pontuação

Ultrapassar pela direita (veículo coletivo ou escolar oarado para embarque ou desembarque),

pela contramão (em curvas, aclives, declives, faixas de pedestres, pontes, viadutos, tpuneis, locais proibidos, sinais luminosos, porteiras e

cruzamentos), ou froçar a ultrapassagem.

Multa (180 UFIRs) Gravíssima 7

Ultrapassar pelo acostamento (em cruzamentos e passagem de nível) ou ultrapassar veículos (em fila

parados em bloqueio parcial ou obstáculo) com excessão dos não motorizados.

Multa (120 UFIRs) Grave 5

Ultrapassar pela direita (salvo se o veículo da frente for dobrar à esquerda), não dar passagem pela

esquerda ou deixar menos de 1,5m ao passar ou ultrapassar bicicleta.

Multa (80 UFIRs) Média 4

Ultrapassar veículo que integre cortejos, desfiles e formações militares. Multa (50 UFIRs) Leve 3

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IMPORTANTE SABER:

• Os condutores de veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos veículos menores;

• Os condutores de veículos motorizados são responsáveis pela segurança dos veículos não motorizados;

• Os condutores de todos os tipos de veículos são responsáveis pela segurança dos pedestres.

UTILIZAÇÃO DE LUZES

• Luzbaixa - À noite, em vias iluminadas; - À noite, ao cruzar outro veículo; - Em situações em que a visibilidade esteja prejudicada (neblina, chuva forte, etc.); - Em tuneis, mesmo durante o dia.

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• Luz alta - À noite, com vias sem iluminação em pista livre; - De forma intermitente, para ultrapassar ou comunicar perigo.

• Pisca–alerta - Deve ser utilizado em situações de emergência, com o veículo parado.

• Luzindicadoradedireção(pisca–pisca) - Deve ser utilizado para indicar aos outros usuários que existe uma intenção, por parte do condutor, de mudar de direção para a direita ou para a esquerda.

• Luzdefreio - É a luz destinada a indicar aos demais usuários da via, que se encontram atrás do veículo, que o condutor à frente está piscando no freio. É importante fazer uma vistoria frequente no carro para evitar a circulação com essa luz queimada ou com qualquer outro problema.

• Luzdeposição(lanterna) - É a luz indicadora de presença e da largura do veículo, evitando assim que um outro carro ou um pedestre ocasione um acidente.

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Infrações relacionadas às luzes e sinais

Infração Penalidade Gravidade/Pontuação

Transitar com farol desregulado ou usar adequadamente a luz alta ofuscando outro

condutor.

Multa (120 UFIRs). Retenção para regulamentação. Grave 5

Não usar sinal luminoso ou gesto indicador de mudança de direção, mudança de faixa ou parada,

não sinalizar ao remover o veículo da pista ou permanecer no acostamento.

Multa (120 UFIRs) Grave 5

Veículos especiais de emergência que, em atendimento não estejam com os sinais acionados, não usar luz baixa de dia nos túneis e à noite se for veículo de transporte coletivo e ciclomotores, não acender luzes de posição sob chuva forte, neblina

ou cerração, não manter acesa à noite a luz de placa traseira ou usar indevidamente sinais de luz alta e

do pisca alerta.

Multa (80 UFIRs) Média 4

Usar luz alta em vias iluminadas Multa (50 UFIRs) Leve 3

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BUZINA

• A buzina é um equipamento do veículo que deve ser utilizado com o respeito e um grande senso de cidadania; • Deve ser usada de forma breve, com o objetivo apenas de alertar; • Em área urbana, a buzina só pode ser usada como advertência, a um condutor, que se pretende ultrapassa-lo.

OUTRAS AÇÕES NO TRÂNSITO

• Ao reduzir a velocidade: deve-se sinalizar e evitar que isso impeça a circulação de outros veículos; • Ao frear: evitar fazê-lo bruscamente, salvo em casos de emergência; • Ao estacionar em locais com placa “Proibido Estacionar”: fazer uma parada breve, apenas para embarcar e desembarcar os passageiros, sempre do lado da calçada e sem atrapalhar o fluxo de outros veículos.

PROIBIDO ESTACIONAR

• Em frente de pontos de ônibus e entradas e saídas de veículos; • Perto de hidrantes.

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PROIBIDO PARAR E ESTACIONAR • Em fila dupla; • Sobre calçadas e canteiros; • Sobre faixas de segurança e esquinas; • Na contramão; • A mais de meio metro da calçada; • Em locais e horários não permitidos.

Infração Penalidade Gravidade/Pontuação

Não parar o veículo antes do cruzamento com via férrea em sinal vermelho ou de parada obrigatória,

diante de agrupamento de pessoas, passeatas, desfiles.

Multa (180 UFIRs). Gravíssima 7

Transpor bloqueio policial.Multa (180 UFIRs).

Recolhimento da CNH remoção e apreensão do veículo, suspensão do direito de dirigir.

Gravíssima 7

Retirar do local veículo retido ou parar o veículo bloqueando a via.

Multa (180 UFIRs). Remoção e apreensão do veículo. Gravíssima 7

Infrações relacionadas à PARADA (ou não) do veículo

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Não parar o veículo diante de agrupamento de veículos (Cortejos, formações) ou transpor

bloqueio viário, área de pesagem ou evadir-se de pedágio; parar o veículo sobre a pista nas estradas,

vias de trânsito rápido e vias com acostamento.

Multa (120 UFIRs) Grave 5

Parar os veículos para os reparos na via, em rodovia e via de trânsito rápido. Multa (120 UFIRs). Remoção do veículo. Grave 5

Parar o veículo na contramão, em viadutos, pontes e túneis, locais e horários não permitidos; a menos de 5m das esquinas; nos cruzamentos, ou afastado mais de 1m do meio fio; sobre a faixa de pedestres

na mudança de sinal.

Multa (80 UFIRs) Média 4

Permanecer com o veículo imobilizado por falta de combustível. Multa (80 UFIRs) Média 4

Infração Penalidade Gravidade/Pontuação

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Infração Penalidade Gravidade/Pontuação

Estacionar o veículo na pista das estradas, rodovias, vias de trânsito e vias com acostamento. Multa (180 UFIRs). Remoção do veículo. Gravíssima 7

Estacionar o veículo a mais de 1m da calçada, fila dupla, ou sobre calçadas, áreas de cruzamento,

faixa de pedestres, ciclovias, ilhas, canteiros centrais, marcas de canalização, jardins e nos viadutos, pontes e túneis em locais de

estacionamento e parada proibida.

Multa (120 UFIRs). Remoção do veículo. Grave 5

Estacionar os veículos nas esquinas, a menos de 5m da transversal, perto de hidrantes ou fora da posição indicada, entrada e saída de

veículos, paradas de ônibus, de forma a impedir a movimentação de outro veículo ou em locais e

horários em que é proibido por placa de estacionar.

Multa (80 UFIRs). Remoção do veículo. Média 4

Estacionar o veículo na contramão. Multa (80 UFIRs) Média 4

Estacionar o veículo afastado da calçada da 0,5m a 1m, ou no acostamento ou em desacordo com as

placas de estacionamento regularizado.

Multa (50 UFIRs). Remoção do veículo. Leve 3

Infrações relacionadas ao estacionamento

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OUTRAS NORMAS DE CIRCULAÇÃO

MOTOCICLISTAS • Você sabia que popularmente existe uma diferença entre motociclista e motoqueiro?

MOTOCICLISTA é o condutor de motocicleta que conhece e respeita as Leis de Trânsito criadas à condução desse veículo, e que age de forma consciente e com cidadania, preservando a sua própria segurança e a dos outros.

MOTOQUEIRO é o condutor de motocicleta que não age corretamente no trânsito, desrespeitando os limites de velocidade, sinalizações e outras normas de circulação. Geralmente pessoas que agem dessa forma ao conduzir uma motocicleta acabam “engrossando” as estatísticas, pois acidentes envolvendo motoqueiros sempre têm consequências trágicas, devido à fragilidade dos veículos de 2 rodas.

As principais causas de acidentes envolvendo motocicletas são: • Agilidade com que trafegam; • Imprudência ao realizar manobras; • A capacidade de frenagem das motos, que em geral é menor que a dos automóveis; • Mau estado de conservação.

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Segundo o CTB existem algumas normas de circulação para esse tipo de condutor.

• Utilizar sempre as duas mãos ao dirigir;

• Utilizar equipamentos de segurança (capacete com viseira, botas, luvas) e vestimenta adequada (tecido resistente e de cores vivas, com faixas reflexivas de qualquer cor, na frente e nos braços);

• O passageiro da moto também deve utilizar capacete;

• Com pistas múltiplas – trafegas no centro da pista à direita;

• Com pistas simples – trafegar no bordo mais à direita da pista;

• Manter o farol ligado, mesmo durante o dia.

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Infrações relacionas à motocicletas, motoneta e ciclomotor.

Infração Penalidade Gravidade/Pontuação

Conduzir motocicletas, motoneta ou ciclomotor sem capacete, viseira, óculos ou vestuário

exigido por lei ou ainda fazendo malabarismo ou equilibrando-se em uma roda, transportar

passageiro sem capacete ou fora do banco do carro lateral, transitar com faróis apagados, ou com

criança menor de 7 anos sem condições de cuidar-se.

Multa (180 UFIRs). Recolhimento da CNH, suspensão do direito de

dirigir.Gravíssima 7

Pilotar com uma das mãos com carga incompatível, rebocando outro veículo ou com passageiro fora da

garupa ou fora do assento especial.Multa (80 UFIRs) Média 4

Transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo em acostamento ou faixa própria para

ciclomotores ou pilotar ciclomotores com criança sm condições de cuidar-se.

Multa (80 UFIRs). Remoção do veículo. Média 4

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CICLISTAS

• Sempre que possível utilizar as ciclovias, ciclo faixas ou acostamentos (quando houver); • Quando não houver esses locais apropriados, utilizar o bordo direito da pista, na mesma mão dos demais veículos; • Nas calçadas de pedestres é proibida a circulação de ciclistas; • O CTB estabelece que os equipamentos obrigatórios para as bicicletas sejam: - Campainha; - Sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais; - Espelho retrovisor do lado esquerdo.

Infração Penalidade Gravidade/PontuaçãoConduzir veículos de propulsão humana e tração

animal fora do bordo da pista, acostamento ou faixa especial.

Multa (80 UFIRs) Média 4

Pedestre permanecer ou andar nas pistas de rola-mento (excedo para cruzá-las), cruzar a pista em

viadutos, pontes ou túneis e áreas de cruzamento, fora da faixa, passarela ou passagem especial ou promover aglomerações na via sem permissão ou

desobedecer a sinalização específica.

Multa (50 UFIRs) Leve 3

Infrações relacionadas aos pedestres e veículos não motorizados

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INFRAÇÕES E PENALIDADES

A infração é cometida quando não se observa qualquer preceito do Código de Transito Brasileiro, da legislação complementar ou das resoluções do CONTRAN, ficando o infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas indicadas em cada artigo, além das punições previstas no Capítulo XIX, que define os crimes de trânsito.

PUNIÇÕES

Diante de infrações cometidas, as punições podem ser: • Advertência por escrito; • Multa; • Suspensão do direito de dirigir; • Apreensão do veículo; • Cassação da Carteira Nacional de Habilitação; • Cassação da permissão de dirigir; • Frequência obrigatória em curso de reciclagem.

A cada infração cometida são computados os seguintes números de pontos: • Gravíssima = 7 pontos; • Grave = 5 pontos;

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• Média = 4 pontos; • Leve = 3 pontos.

As infrações cometidas pelos condutores de veículos estão sujeitas a penalidades de ordem administrativa, civil ou penal.

O CTB define infração como qualquer desobediência ou inobservância em relação as leis presentes no Código de Trânsito Brasileiro.

As sanções (aplicadas pelo Detran, Prefeitura, Polícia Rodoviária, etc.) podem ser:

• Advertência por escrito (infrações leves ou médias cometidas por condutas por condutores não reincidentes e com boa conduta);

• Multas classificadas de acordo com a gravidade;

• Suspensão do direito de dirigir (pelo período de 1 mês a 1 ano ou 6 meses a 2 anos para reincidentes) para condutores que excederem o numero de pontos ou que cometerem determinados crimes e infrações;

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• Apreensão de veículo (transgressões) que fica recolhido em um depósito por até 30 dias (restituição condicionada ao pagamento das multa, taxas e despesas com remoção);

• Cassação da permissão para Dirigir (PPD) de condutores que cometem infrações graves, gravíssimas ou de reincidência média (necessário realizar novo processo para habilitação);

• Cassação da CNH (cancelamento definitivo do documento de habilitação);

• Realização de Curso de Reciclagem (infratores com direito de dirigir suspenso, condutores que tenham causado acidente grave ou condenados por delito de trânsito).

As medidas administrativas, impostas por agentes de fiscalização de trânsito nos locais das infrações, são as seguintes:

• Retenção do veículo (se a irregularidade puder ser sanada no local da infração);

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• Remoção do veículo estacionado de forma irregular e sem a presença do condutor;

• Recolhimento do Documento de Habilitação (CNH e PPD) (suspeita de adulteração ou inautenticidade do documento: transferência de propriedade não realizada no prazo de 30 dias);

• Recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual (prazo vencido, veículo retido, suspeita de adulteração ou falsificação do documento ou se não for possível sanar a irregularidade no local.);

• Transbordo do excesso de carga (veículo com excesso de peso);

• Teste de alcoolemia ou pericia (em caso de acidente, se for uma solicitação do agente de fiscalização de transito ou suspeita de condutor alcoolizado);

• Realização de exames solicitados pelo agente de fiscalização de transito (aptidão física, mental, legislação e prática).

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SINALIZAÇÃO

A sinalização é de vital importância para a organização e segurança dos usuários do sistema de trânsito. Sempre que necessário, será colocado ao longo da via, sinalização prevista no Código de Trânsito Brasileiro (Art.80), destinada a condutores (veículos, motos e bicicletas) e pedestres.

Essa sinalização deve fazer uso de dispositivos simples, em posição e condições que possibilitem a perfeita visualização e legibilidade durante o dia e a noite.

Ossinaisdetrânsitoclassificam-seem: • Verticais; • Horizontais; • Dispositivos de sinalização auxiliar; • Luminosos; • Sonoros; • Gestos do agente de transito e do condutor.

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SINALIZAÇÃO VERTICALSão as placas que ficam na posição vertical, fixadas ao lado ou suspensas sobre a pista, transmitindo mensagens permanentes, por meio de símbolos ou legendas legalmente instituídos. De acordo com a sua função essas placas são agrupadas em:

1. SINALIZAÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO• Informam aos usuários as condições, proibições, obrigações ou restrições no uso das vias. São mensagens obrigatórias e desrespeitá-las constitui uma infração;

• A forma padrão é a circular, com fundo branco, tarja vermelha, orla vermelha, símbolo preto e letras pretas;

• As placas abaixo são as exceções desse tipo de sinalização:

R-1 Parada Obrigatória R-2 Dê a preferência

R - 6 c

R - 34

R - 12

R - 1

R - 28

R - 29

R - 6 b

R - 2Obrigação Proibição

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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Informaçõescomplementares

Havendo necessidade, essas placas de regulamentação recebem uma informação adicional na parte de baixo, especificando locais, ou poderão ser incorporadas à placa principal, formando uma só placa. Veja exemplos:

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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R-1PARADA OBRIGATÓRIA

O condutor deve parar obrigatoriamente.

R-2DÊ A PREFEÊNCIA

O condutor deve dar a preferencia de passagem a outro veículo diminuindo sua

velocidade ou parando o veículo.

R-3SENTIDO PROIBIDO

O condutor está proibido de seguir em frente ou entrar em uma rua restrita.

R-4a PROIBIDO VIRAR À ESQUERDA

Determina ao condutor que e proibido entrar à esquerda.

R-4b PROIBIDO VIRAR A DIREITA

Determina ao condutor que e proibido entrar à direita.

R-5aPROIBIDO RETORNAR À ESQUERDA

Determina ao condutor que é proibido fazer meia volta ou retorno.

R-5bPROIBIDO RETORNAR À DIREITA

Determina ao condutor que é proibido fazer meia volta ou retorno.

R-6a PROIBIDO ESTACIONAR

Determina ao condutor que não é permitido estacionar.

R-6b ESTACIONAMENTO REGULAMENTADO É permitido ao condutor estacionar,

devendo verificar a existência de placas adicionais com horário permitido, tempo de

permanência e valor cobrado.

R-6c PROIBIDO PARAR E ESTACIONAR

Determina ao condutor que é proibido estacionar ou mesmo

parar, mesmo que seja para embarque ou desembarque.

R-7 PROIBIDO ULTRAPASSAR

Determina ao condutor que no trecho determinado é proibido

ultrapassar.

R-8aPROIBIDO MUDAR DE FAIXA DE TRÂNSITO

DA ESQUERDA PARA DIREITA Determina ao condutor que é proibido a

mudança de faixa de circulação onde houver mais que uma.

R-8bPROIBIDO MUDAR DE FAIXA DE TRÂNSITO

DA DIREITA PARA ESQUERDADetermina ao condutor que é proibido a

mudança de faixa de circulação onde houver mais que uma.

R-9 PROIBIDO TRANSITO DE

CAMINHÕES Determina ao condutor que é

proibido circular com veículos de carga no local.

R-10 PROBIDO TRÂNSITO DE

VEÍCULOS AUTOMOTORESDetermina ao condutor que é proibido circular com veículo

automotor no local.

SinalizaçãodeRegulamentação

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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SinalizaçãodeRegulamentação

R-13 PROIBIDO TRÂNSITO DE MÁQUINAS

AGRÍCOLAS Determina aos operadores que é proibido

qualquer tipo de máquina agrícola no local.

R-14 CARGA MÁXIMA PERMITIDA

Determina ao condutor o peso máximo permitido para circular no local.

R-15 ALTURA MÁXIMA PERMITIDA

Determina ao condutor a altura máxima permitida para circular no local.

R-16 LARGURA MÁXIMA PERMITIDA

Determina ao condutor a largura máxima permitida para circular no local.

R-17 PESO MÁXIMO PERMITIDO POR EIXO

Determina ao condutor o peso máximo por eixo permitido para circular no local.

R-18 COMPRIMENTO MÁXIMO PERMITIDO Determina ao condutor o comprimento

máximo permitido para circular no local.

R-19 VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA

Determina ao condutor o limite de velocidade permitida no local marcado, e essa velocidade vale de onde a placa está até outra que a mude.

R-20PROIBIDO ACIONAR BUZINA OU SINAL SONORO Determina ao condutor que é proibido buzinar ou utilizar qualquer tipo de marcação sonora no local.

R-21 ALFÂNDEGA

Determina ao condutor a existência de uma repartição alfandegaria, com parada

obrigatória.

R-22 USO OBRIGATÓRIO DE CORRENTE

Determina ao condutor que a partir da placa é obrigatório o uso de correntes nos pneus,

pelo menos no par das rodas motrizes.

R-23 CONSERVE-SE À DIREITA

Determina ao condutor que deve ficar à direita da pista, deixando livre a faixa da

esquerda.

R-24a SENTIDO DE CIRCULAÇÃO DE VIA

Determina ao condutor que é obrigatório manter o sentido obrigatório.

R-24b PASSAGEM OBRIGATÓRIA

Determina ao condutor a existência de obstáculos, e que ele deverá passar pela

direita do obstáculo.

R-11 PROIBIDO TRANSITO DE VEÍCULO

DE TRAÇÃO ANIMAL Determina ao condutor que é

proibido circular com veículo de tração animal no local.

R-12 PROIBIDO TRANSITO DE

BICICLETAS Determina aos ciclistas que é

proibido circular de bicicleta no local.

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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SinalizaçãodeRegulamentação

R-25c SIGA EM FRENTE OU À ESQUERDA

Determina ao condutor que só é permitido andar em frente ou à esquerda.

R-25d SIGA EM FRENTE OU À DIREITA

Determina ao condutor que só é permitido andar em frente ou à direita.

R-26 SIGA EM FRENTE

Determina ao condutor que só é permitido andar em frente.

R-27 ÔNIBUS, CAMINHÕES E VEÍCULOS DE

GRANDE PORTE, MANTENHAM-SE À DIREITA Determina ao condutor de veículos de

grande porte (ônibus, caminhão, etc.) que devem manter à direita.

R-28 DUPLO SENTIDO DE CIRCULAÇÃO

Determina ao condutor que a partir da placa há circulação de veículos nos dois sentidos.

R-29 PROIBIDO TRÂNSITO DE PEDESTRES

Determina ao pedestre que é proibido andar pelo local.

R-30 PEDESTRE ANDE PELA ESQUERDA

Determina ao pedestre que ele é obrigado a andar pela

R-31 PEDESTRE ANDE PELA DIREITA

Determina ao pedestre que ele é obrigado a andar pela direita.

R-32 CIRCULAÇÃO EXCLUSIVA DE ÔNIBUS

Na faixa ou local onde aparece esta placa, apenas ônibus podem circular.

R-33 SENTIDO CIRCULAR OBRIGATÓRIO

Mostra ao condutor o sentido que ele é obrigado a seguir em locais de retorno

circular (rotatória).

R-34 CIRCULAÇÃO EXCLUSIVA DE BICICLETAS

São locais em que somente as bicicletas podem circular, sinalizam também ciclovias.

R-25a VIRE À ESQUERDA

Determina ao condutor que ele é obrigado a virar à esquerda.

R-25b VIRE À DIREITA

Determina ao condutor que ele é obrigado a virar à direita.

R-35aCICLISTA, TRANSITE À ESQUERDA

Assinala ao ciclista a obrigatoriedade de tran-sitar pelo lado esquerdo da área, via/pista.

R-35bCICLISTA, TRANSITE À DIREITA

Assinala ao ciclista a obrigatoriedade de transitar pelo lado direito da área, via/pista.

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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SinalizaçãodeRegulamentação

R-36aCICLISTAS À ESQUERDA, PEDESTRES À

DIREITARegulamenta o trânsito de ciclistas à esquer-

da e pedestres à direita da área, via/pista.

R-36bCICLISTAS À DIREITA, PEDESTRES À

ESQUERDARegulamenta o trânsito de ciclistas à direita e

pedestres à esquerda da área, via/pista.

R-37PROIBIDO TRÂNSITO DE MOTOCICLETAS,

MOTONETAS E CICLOMOTORESAssinala ao condutor de motocicletas, moto-netas e ciclomotores a proibição de transitar a partir do ponto sinalizado na área, via/pista ou

faixa.

R-39CIRCULAÇÃO EXCLUSIVA DE CAMINHÃOAssinala ao condutor do veículo que a área,

via/pista ou faixa é de circulação exclusiva de caminhão.

R-38PROIBIDO TRÂNSITO DE ÔNIBUS

Assinala ao condutor de ônibus a proibição de transitar, a partir do ponto sinalizado, na

área, via/pista ou faixa.

R-40TRÂNSITO PROIBIDO DE CARROS DE MÃO

Assinala ao condutor de carro de mão a proibição de transitar a partir do ponto sinalizado, na área, via/pista ou faixa.

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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2 – SInALIzAção De ADveRTêncIA• Sua finalidade é alertar os usuários da via para condições potencialmente perigosas, indicando sua natureza;

• A mensagem transmitida tem um caráter de recomendação;

• A forma padrão é quadrada, devendo ficar uma das diagonais em posição vertical, com fundo amarelo, orla interna preta, orla externa amarela e os símbolos e/ou legendas pretos;

• As placas ao lado são as exceções desse tipo de sinalização.

SENTIDO DUPLO Adverte o condutor que em frente há apenas

dois sentidos de circulação.

CRUZ DE SANTO ANDRÉ Adverte o condutor que em frente tem um cruzamento com linha férrea.

SENTIDO ÚNICO Adverte o condutor que em frente há um

único sentido possível.

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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Informaçõescomplementares:Ainda como sinalização de advertência, temos as placas especiais, que servem para chamar a atenção dos condutores de veículos para a existência ou natureza de perigo, em razão da possibilidade de ocorrerem situações de emergência ou ainda mudança de situação de transito que já estava estabelecida.

O formato retangular, com tamanhos variáveis, utilizando as mesmas cores das placas de advertências principais.

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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SinalizaçãodeAdvertência

A-2a CURVA À ESQUERDA

Adverte ao condutor que tem uma curva à esquerda.

A-2b CURVA À DIREITA

Adverte ao condutor que tem uma curva à direita.

A-3a PISTA SINUOSA À DIREITA

Adverte ao condutor que em frente tem três ou mais curvas seguidas e a primeira curva é

à direita.

A-3b PISTA SINUOSA À ESQUERDA

Adverte ao condutor que em frente tem três ou mais curvas seguidas e a primeira curva é

à esquerda

A-4a CURVA ACENTUADA EM “S” À ESQUERDA

Adverte o condutor que em frente tem duas curvas seguidas em forma de “s” em que pelo menos uma delas á acentuada e a

primeira é para esquerda.

A-4b CURVA ACENTUADA EM “S” À DIREITA

Adverte o condutor que em frente tem duas curvas seguidas em forma de “s” em que pelo menos uma delas á acentuada e a

primeira é para direita.

A-5aCURVA EM “S” À DIREITA

Adverte o condutor que em frente tem duas curvas em forma de “S” sendo a primeira

delas à direita.

A-5b CURVA EM “S” À ESQUERDA

Adverte o condutor que em frente tem duas curvas em forma de “S” sendo a primeira

delas à esquerda.

A-6 CRUZAMENTO DE VIAS

Adverte o condutor que em frente tem um cruzamento.

A-7a VIA LATERAL À DIREITA

Adverte ao condutor que em frente tem uma via à direita.

A-7b VIA LATERAL À ESQUERDA

Adverte ao condutor que em frente tem uma via à esquerda.

A-8 BIFURCAÇÃO EM “T”

Adverte ao condutor que em frente tem uma bifurcação em forma de “T”.

A-9 BIFURCAÇÃO EM “Y”

Adverte ao condutor que em frente tem uma bifurcação em forma de “Y”.

A-1b CURVA ACENTUADA À DIREITA

Adverte ao condutor que em frente tem uma curva acentuada à direita.

A-1a CURVA ACENTUADA À ESQUERDA

Adverte ao condutor que em frente tem uma curva acentuada à esquerda.

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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A-11a JUNÇÕES SUCESSIVAS CONTRÁRIAS

PRIMEIRA À DIREITA Adverte o condutor que em frente tem vias

contrárias seguidas, sendo a primeira à direita.

A-11b JUNÇÕES SUCESSIVAS CONTRÁRIAS

PRIMEIRA À ESQUERDA Adverte o condutor que em frente tem vias

contrárias seguidas, sendo a primeira à esquerda.

A-12 INTERSECÇÃO EM CÍRCULO

Adverte o condutor que a circulação será feira em rotatória.

A-13a CONFLUENCIA À DIREITA

Adverte ao condutor que em frente tem uma entrada de carro na via pela direita.

A-13b CONFLUENCIA À ESQUERDA

Adverte ao condutor que em frente tem uma entrada de carro na via pela esquerda.

A-14 SEMÁFORO À FRENTE

Adverte o condutor que em frente existe um semáforo.

A-15 PARADA OBRIGATÓRIA À FRENTE

Adverte ao condutor da existência de uma parada obrigatória.

A-16 BONDE

Adverte ao condutor que emfrente tem um cruzamento com linha de bonde.

A-17 PISTA IRREGULAR

Adverte o condutor que o trecho irregular da via é perigoso.

A-18 SALIÊNCIA OU LOMBADA

Adverte ao condutor que a via tem saliência ou lombada.

A-19 DEPRESSÃO

Adverte ao condutor da existência, adiante, de uma depressão na pista de rolamento.

A-20a DECLIVE ACENTUADO

Adverte o condutor que em frente tem uma “descida” acentuada.

A-20b ACLIVE ACENTUADO

Adverte o condutor que em frente tem uma “subida” acentuada.

A-10a ENTRONCAMENTO OBLIQUO À ESQUERDA Adverte ao condutor que em frente tem uma

via de saída à esquerda.

A-10b ENTRONCAMENTO OBLIQUO À DIREITA

Adverte ao condutor que em frente tem uma via de saída à direita.

SinalizaçãodeAdvertência

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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SinalizaçãodeAdvertência

A-21c ESTREITAMENTO DA PISTA À DIREITA

Adverte ao condutor que em frente à pista da direita vai estreitar.

A-22 PONTE ESTREITA

Adverte o condutor que em frente tem uma ponte mais estreita que a via na qual ele está

andando.

A-23 PONTE MÓVEL

Adverte ao condutor que em frente tem uma ponte móvel.

A-24 OBRAS

Adverte ao conduto que em frente tem obras na via.

A-25 MÃO DUPLA ADIANTE

Adverte o condutor que em frente há circulação nos dois sentidos.

A-26a SENTIDO ÚNICO

Adverte ao condutor que frente há um único sentido possível.

A-26b SENTIDO DUPLO

Adverte ao condutor que frente há apenas dois sentidos de circulação.

A-27 ÁREA DE DESMORONAMENTO

Adverte ao condutor que em frente tem um trecho sujeito a desmoronamento.

A-28 PISTA ESCORREGADIA

Adverte ao condutor que em frente tem um trecho que pode tornar-se escorregadio.

A-29 PROJEÇÃO DE CASCALHO

Adverte ao condutor que no trecho a seguir pode haver projeção de cascalho.

A-30a CICLISTAS

Adverte o condutor que em frente tem ciclistas na pista ou passagem de bicicleta.

A-30bPASSAGEM SINALIZADA DE CICLISTAS

Adverte os condutores da existência, adiante, de faixa sinalizada para travessia

de ciclistas.

A-30cTRÂNSITO COMPARTILHADO POR CICLISTAS

E PEDESTRESAdverte o ciclista e o pedestre da existência, adiante,de trecho de via com trânsito com-

partilhado.

A-21a ESTREITAMENTO DA PISTA AO CENTRO Adverte ao condutor que em frente à pista

vai estreitar nos dois lados.

A-21b ESTREITAMENTO DA PISTA À ESQUERDA

Adverte ao condutor que em frente à pista da esquerda vai estreitar.

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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SinalizaçãodeAdvertência

A-33b PASSAGEM SINALIZADA DE ESCOLARES Indica lugares proibidos para atravessar,

próximo as escolas com faixa de pedestres sinalizadas na via.

A-34 CRIANÇAS

Adverte o condutor que em frente tem crianças brincando.

A-35 CUIDADO ANIMAIS

Adverte o condutor que no trecho ele pode encontrar animais circulando na pista.

A-36 ANIMAIS SELVAGENS

Adverte o condutor que no trecho pode haver animais selvagens atravessando a

pista.

A-37 ALTURA LIMITADA

Adverte ao condutor que para circulação em frente tem limite de altura.

A-38 LARGURA LIMITADA

Adverte o condutor que para circulação em frente tem limite de largura.

A-39 PASSAGEM DE NÍVEL SEM BARREIRA Adverte o condutor para a existência de

cruzamento com linha férrea sem barreira em nível adiante.

A-40 PASSAGEM DE NÍVEL COM BARREIRA Adverte o condutor para a existência de

cruzamento com linha férrea com barreira em nível adiante.

A-41 CRUZ DE SANTO ANDRÉ

Adverte ao condutor que em frente tem um cruzamento com linha férrea.

A-42a INÍCIO DE PISTA DUPLA

Adverte o condutor que em frente “inicia” um canteiro central separando as duas vias.

A-42b FIM DE PISTA DUPLA

Adverte o condutor que em frente “acaba” um canteiro central separando as duas vias.

A-32b PASSAGEM SINALIZADE DE PEDESTRES –

São locais para travessia de pedestres em que a faixa está pintada na via, e indica uso

obrigatório a faixa.

A-33a ÁREA ESCOLAR

Adverte o condutor que em frente tem escola com circulação de crianças.

A-31 MÁQUINA AGRÍCOLA

Adverte o condutor que em frente tem uma passagem ou circulação de máquinas

agrícolas na pista.

A-32a PASSAGEM DE PEDESTRES

Adverte o condutor que em frente tem um local de passagem de pedestres.

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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A-44 VENTO LATERAL

Adverte o condutor que no trecho em frente ocorrem ventos laterais.

A-45 RUA SEM SAÍDA

Significa que a rua sinalizada por esta placa não dá acesso a outra rua, não tem

passagem.

A-46PESO BRUTO TOTAL LIMITADO

Adverte o condutor da existência, adiante, de restrição de peso bruto total máximo do

veículo.

A-47PESO LIMITADO POR EIXO

adverte o condutor da existência, adiante, de restrição de peso limitado por eixo do

veículo.

A-48COMPRIMENTO LIMITADO

adverte o condutor quanto ao comprimento máximo permitido do veículo ou combinação

de veículos para transitar na via/pista.

A-42c PISTA DIVIDIDA

Adverte o condutor em uma via de mão única, existe algum elemento que divide, mas

permanece de sentido único.

A-43 AEROPORTO

Adverte o condutor que em frente pode ocorrer tráfego, aviões voando em baixa

altura por ter aeroporto ou pista de pouso.

SinalizaçãodeAdvertência

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3 – SInALIzAção De InDIcAção

• Sua finalidade é identificar as vias, os destinos e os locais de interesse, bem como orientar condutores de veículos quanto aos itinerários, distâncias e serviços auxiliares que podem ser encontrados naquele percurso;

• Outra formação desse tipo de sinalização é a educação do usuário;

• As informações contidas nessas placas têm caráter informativo ou educativo, sem conotação imposta;

• Divide-se nos grupos abaixo.

Placasdelocalizaçãoeidentificaçãodedestino

Posicionam ao condutor, ao longo do seu deslocamento, distancias e locais de destino.

Situam, por indicações de pontes, cidades, distâncias, nome ou número das rodovias e as quilometragens, para que o condutor possa se localizar

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e usar adequadamente o mapa rodoviário. Podem ser:• Placas de identificação de rodovias;• Placas de localização de cidades;• Placas de identificação de zonas de interesse de tráfego;• Placas de identificação nominal de pontes e viadutos;• Placas de limite de município;• Marcos quilométricos.

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Placasdeorientaçãodedestino

Indicam ao condutor a direção que deverá seguir para chegar a determinados lugares, orientando seu caminho e as distâncias dos lugares mais próximos, certos tipos de retornos ou procedimentos para a mudança de direção, ou para entrar em outras rodovias. Podem ser:

• Placas indicativas de sentido (direção).

• Placas indicativas de distância (km).

• Placas diagramadas.

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Placaseducativas

Têm a função de educar condutores e pedestres quanto ao seu comportamento no trânsito. Trazem escritas mensagens para os motoristas seguirem e baseiam-se em normas de circulação e conduta, e também nas leis de trânsito, apesar da função educativa, de respeito à vida e à segurança nas vias.

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Placasindicativasdeserviçosauxiliareseatrativosturísticos

Indicam aos condutores e pedestres os locais e os tipos de sérvio de que podem dispor, ao longo da rodovia, para seu conforto e necessidades básicas. Localizam também os pontos de referencia ou acesso a atrativos turísticos próximo às rodovias onde está transitado.

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Placasparapedestres

Atrativosturísticos

Placas de Serviços Auxiliares Placas educativas

placa de atrativos turisticos naturais

placas deatrativos históricos naturais

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SINALIZAÇÃO HORIZONTAL

É a sinalização encontrada sobre os pavimentos das vias. Tem como função organizar o fluxo de veículos e pedestres, controlar e orientar os deslocamentos, e complementar a função de todos os tipos de sinalização verticais.

Divisãodefluxosopostos

Linha simples contínua Proibida a ultrapassagem em ambos os sentidos.

Linha dupla contínuaProibida a ultrapassagem em ambos os sentidos com ênfase.

Linha simples tracejada Permitida a ultrapassagem em ambos os sentidos.

Linha dupla contínua e tracejadaUltrapassagem proibida no lado contínuo e permitida no lado tracejado.

simples contínua

dupla contínua

simples tracejada

dupla contínua e tracejada

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Divisãodefluxosnomesmosentido

Linha simples contínua Via de mão única proibida mudança de faixa.

Linha simples tracejada Via de mão única permitida mudança de faixa.

Marcasdecanalização:são colocadas no início e no fim de canteiros ou obstáculos centrais

Dividindo ou unindo faixas de mesmo sentido

Dividindo ou unindo faixas de sentido contrário

simples contínua

simples tracejada

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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Setasdirecionais:

Siga em frente Vire à esquerda Vire à direita Siga em frente ou vire à esquerda

Siga em frente ou vire à direita

Retorno à esquerda Retorno à direita

mudança obrigatória de faixa Movimento em curva

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

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Símbolos:são desenhos na pista, com indicação de sentido, manobras, fluxo e outras informações.

Serviços de Saúdeindicativo de áreas ou local de serviços de

saúde;

Dê a preferênciandicativo de interseção com via que tem prefe-

rência

Bicicletaindicativo de via, pista ou faixa de

trânsito de uso de ciclistas;

Cruz de Santo Andréindicativo de cruzamento

rodoferroviario

Deficiente Físicoindicativo de local de

estacionamento de veícu-los que transportam ou

que sejam conduzidos por pessoas portadoras de

deficiências físicas.

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Legendas:As legendas são formadas a partir de combinações de letras e algarismos, aplicadas no pavimento da pista de rolamento, com o objetivo de advertir aos condutores acerca das condições particulares de operação da via.

Velocidade regulamentada

Idicação de distância - “A...m” Pare Carga e Descarga

Escola Devagar Moto

Ambulância

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DISPOSITIVOS AUXILIARES DE SINALIZAÇÃO

São elementos de composição, forma e cores variadas e com refletores, aplicados em obstáculos ou sobre o tipo de sinalização regulamentar.

Marcadores de perigoConeMarcadores de alinhamento

Catadióptrico (olho-de-gato)

Blocos de obstrução

Cilindro Delimitador

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SInALIzAção SeMAFÓRIcA (LuMInoSA)

Utilizam de luzes acionadas alternadas ou intermitentes, por meio de sistema elétrico/eletrônico e que têm a função de controlar os descolamentos de veículos e pedestres. São chamados de semáforos.

VeículosVermelho: Obrigatoriedade de pararAmarelo: Atenção. O condutor deve parar o veículo, exceto em situação de perigo.Verde: Indica que o veículo pode prosseguir o caminho.

PedestresVermelho: Indica que os pedestres não podem atravessarVerde: Indica que a passagem de pedestres está liberada

Vermelho intermitente: Indica que o período de passagem de pedestres está para terminar. É aconselhável que os pedestres não cruzem a pista. Aqueles que já tenham iniciado a travessia devem apressar-se.

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SINALIZAÇÃO SONORA

É a sinalização executada por condutores (buzina) ou agentes de trânsito (apito).

SinaldeApito SignificaçãoUm silvo breve Atenção sigaDois silvos breves Pare!Três silvos breves Acenda a lanternaUm silvo longo Diminua a marchaUm silvo longo e um breve Trânsito impedido em

todas as direçõesTrês silvos longos Motoristas a postos

SInALIzAção PoR GeSToS (GeSTuAL)

É executada pelo agente de trânsito e prevalece sobre as regras de circulação e as normas definidas por outros sinais de trânsito.

• Ordem de parada obrigatória para todos os veículos. Quando executada em interseções os veículos que já se encontram nela não são obrigados a parar

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• Ordem de parada para todos os veículos que venham de direções que cortem ortogonalmente a direção indicada pelos braços estendidos, qualquer que seja o sentido de seu deslocamento.

• Ordem de parada para todos os veículos que venham de direções que cortem ortogonalmente a direção indicada pelo braço estendido, qualquer que seja o seu deslocamento.

• Ordem de parada para todos os veículos que venham de direções que cortem ortogonalmente a direção indicada pelo braço estendido, qualquer seja seu deslocamento.

Gestos dos condutores:

Dobrar à esquerda Dobrar à direita Diminuir a marcha ou parar

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Observaçõesfinais

• A sinalização precisa ser facilmente visível e legível de dia e de noite, e em distância compatível com a segurança do trânsito;

• É proibido interferir na visibilidade da sinalização e comprometer a segurança do trânsito colocando luzes, anteparos, construções, vegetação, publicidade e inscrições que confundam, interfiram ou prejudiquem a interpretação dos sinais;

• As penalidades impostas aos condutores por infrações relacionadas à sinalização não serão aplicadas se a sinalização for inexistente ou deficiente.

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Dirigir defensivamente é planejar todas as ações ao volante, prevendo com antecedência o comportamento de outros motoristas e as condições adversas que podem surpreender.

O motorista defensivo é aquele que reconhece que não tem nenhum domínio sobre as ações irrefletidas de outros condutores ou pedestres, mas tem tempo suficiente de corrigir o erro dos outros ou se adaptar a elas. É capaz de alterar conscientemente situações que resultariam em um acidente, tornando o trânsito mais seguro para si e para os demais usuários da via.

Muitas vezes o motorista pratica a direção defensiva sem perceber. Não importa onde a pratica e se a chama por esse nome ou não. O que importa é que a direção defensiva, necessária para evitar acidentes, requer:

•Conhecimento: dirigir com segurança requer uma boa dose de informação de fatos concretos. Grande parte dessas informações podem ser encontradas no Código de Trânsito Brasileiro, A experiência do motorista e os treinamentos periódicos também são grandes fontes de conhecimento, pois quem não conhece as regras causa mais acidentes.

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•Previsão:dois pontos importantes são a previsão, que pode ser exercida sobre um raio de ação próximo ou distante, e a capacidade de prever eventualidades no trânsito e preparar-se para eles, tanto em curto como em longo prazo. O motorista que revisa o seu veículo, antes de iniciar uma viagem, está fazendo uma previsão a longo prazo, enquanto aquele que prevê complicações em um cruzamento, alguns metros a frente, está fazendo uma previsão a curto prazo.

•Decisão:Implica o reconhecimento de alternativas que se apresentem em qualquer situação de trânsito, bem como a habilidade de fazer uma escolha correta a tempo de evitar um acidente.

•Habilidade:Diz respeito ao manuseio de controles e à execução, com bastante perícia e sucesso, de qualquer uma das manobras básicas de trânsito, tais como curvas, ultrapassagens, mudança de velocidade e

Atenção: Nenhuma forma de transporte rodoviário exige mais atenção do motorista que o veículo automotor. É preciso que se mantenha em estado de alerta durante

cada segundo em que se encontrar ao volante, consciente de que está sempre correndo risco de um possível acidente.

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estacionamento. A habilidade do motorista se desenvolve por meio de aprendizado e treino.

Algumas condições adversas à nossa vontade também podem prejudicar a condução segura do veículo. O condutor procurará então desenvolver várias práticas defensivas contra todos os riscos que possam surgir. As principais condições adversas são as que seguem.

Luz

As condições de iluminação de um determinado local, sejam elas naturais (sol), sejam artificiais (eletricidade), podem ocasionar uma visão inadequada ao condutor.

O excesso de luz solar incidindo diretamente nos olhos causa ofuscamento da visão. Isso acontece com mais facilidade pela manha e à tardinha, podendo ocorrer também pelo reflexo da luz solar em objetos polidos, como latas, vidros, para-brisas, etc. Proteja-se usando a pala de projeção (equipamento obrigatório) ou óculos de sol.

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A falta de iluminação nas estradas, assim como os faróis dos veículos em sentido contrário, causa situações de pouca visibilidade que impedem o condutor de perceber de risco a tempo de evitar danos maiores ao veículo e aos usuários da via. Dirija com atenção redobrada, regule corretamente os faróis e nunca dirija com eles desligados ou desregulados. Se um veículo vier em sentido contrário com os faróis altos, alerte-o piscando os faróis, caso ele persista, volte sua vista para a margem direita da pista.

Tempo

• A chuva, o vento, o granizo, a neve, a neblina e até o calor excessivo diminuem muito a capacidade de ver e evitar as condições reais da estrada e dos veículos;

• Na chuva, os 15 minutos iniciais são os piores. Deve-se regular a velocidade de acordo com a situação, não deixar embaçar os vidros (um jornal molhado com vinagre álcool, na mesma proporção, passado na parte interna do para-brisa deixará os vidros limpos e evitará o embaçamento), aumentar a distância do veículo da frente, acender os faróis e, não tendo condições de prosseguir, parar o carro em local seguro, que não ofereça risco (posto rodoviário, área de descanso ou posto de combustível) até que o tempo melhore.

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• Preste atenção ao passar com velocidade em poças de agua, evitando assim a aquaplanagem – perda de contato do pneu com o solo pelo efeito da água, causando a perda do controle de veículo. Se isso ocorrer, procure apenas tirar o pé do acelerador e esperar o comando do volante voltar para, então, se necessário, frear suavemente. Este será um momento de grande tensão, por isso é necessário que você saiba como agir para, com calma, tomar a atitude mais acertada;

• Na neblina, reduza a velocidade, use luz baixa, evite parar nos acostamentos e não faça ultrapassagens, principalmente em vias de duplo sentido;

• Além da dificuldade de vermos e sermos vistos, as condições ruins de tempo causam problemas nas estradas como barro, areia, desmoronamento, o que as tornam mais lisas e perigosas e as consequências, geralmente, são derrapagens e acidentes.

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Fumaça

• Provoca falta de visibilidade semelhante à causada pela neblina. Você tem que estar muito atento ao entrar em uma “cortina de fumaça”, pois não conhece as extensão nem densidade. Quando for inevitável atravessá-la, feche os vidros e diminua a velocidade ainda antes de entrar na fumaça. Não pare nem freie bruscamente pois outros motoristas também estão com pouca visibilidade.

Vias

• O estado de conservação, tipo de pavimento, inexistência de acostamento e sinalização adequada, aclives e declives muito acentuados, lombadas, desvios, curvas mal projetadas, trechos escorregadios, buracos e obras são informações importantes para poder adequar às condições da pista e também para calcular o tempo que necessitará para chegar ao destino com segurança;

• Procure informar-se das condições reais das ruas e estradas que vau usar – com o responsável, pelo rádio, ou com outros condutores que a usam com frequência – para tomar as providências necessárias para sua maior segurança no percurso.

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Trânsito

• A presença de outros elementos (pedestres, veículos, animais, etc.) na via e também determinadas situações (Natal, Carnaval, férias) interferem no comportamento do condutor e na quantidade de veículos em circulação, podendo gerar comportamentos agressivos ou imprudentes;

• Em virtude disso, lembre-se de planejar seu itinerário evitando horários e locais de congestionamento e, sempre que possível, faça uso do transporte coletivo. Saia com antecedência para prevenir-se de possíveis atrasos, O bom condutor obedece às instruções recebidas no percurso e procura sempre manter a calma e educação.

Veículo

• Não é possível dirigir com segurança em um veículo defeituoso. Ele pode deixar você na mão e ainda resultar em punições previstas no Código;

• Alguns dos defeitos mais comuns que podem causar acidentes são: pneus gastos ou mal calibrados, limpadores de para-brisas com defeito ou com as paletas em péssimo estado, freios desregulados, lâmpadas

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queimadas, espelhos retrovisores deficientes, falta ou defeito nos equipamentos obrigatórios (cinto de segurança, estepe, macaco, chave de roda, triângulo de segurança, extintor, etc.) nível de combustível, nível de agua no radiador e no limpador de para-brisas.

O condutor defensivo realiza revisões periódicas no seu veículo, deixando-o em boas condições de uso, pois pequenos cuidados garantem a sua segurança e de sua família.

CONDIÇÕES ADVERSAS DE CARGAS

• O transporte de cargas pode comprometer a segurança se a carga estiver distribuída, embaçada ou acondicionada inadequadamente, se os volumes não estiverem bem amarrados (ou imobilizados), se as características da carga não forem conhecidas ou se o compartimento de carga ou carroceria não estiverem em bom estado;

• Para transportar cargas, o condutor deve atentar para a compatibilidade do veículo em relação à capacidade de transporte, para o acondicionamento e imobilização de carga e não transportar passageiros nos compartimentos de carga.

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CONDIÇÕES ADVERSAS DE PASSAGEIROS

• O comportamento dos passageiros pode afetar a segurança e causar acidentes se houver barulho, desordem, briga, crianças pequenas desacompanhadas, excesso de passageiros, pessoas machucadas ou passando mal durante o trajeto, ou ainda se transportar passageiros em estado psicológico alterado (irritados, alcoolizados, drogados, etc.);

• Nesses casos o condutor deve mantar a atenção, transportar crianças ou idosos desacompanhados no banco traseiro, crianças de colo em assentos especiais e respeitar o limite de passageiros permitido.

Condutor

• Talvez seja esta a condição adversa mais perigosa, pois envolve a condição física e mental em que se encontra o condutor no momento em que usar o veículo, afetando diretamente sua capacidade de dirigir com segurança;

• Situações envolvendo o estado físico e mental do condutor (doenças físicas, problemas emocionais) podem ser momentâneas ou definitivas (problemas físicos, corrigidos e adaptados ou uso do veículo). Cabe ao

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condutor avaliar suas condições ao se propor a dirigir e ter bom senso para evitar envolver-se em situações de risco, pois estará pondo em risco não só a sua vida, mas a de todos os usuários do sistema de trânsito.As condições adversas mais comuns ao motorista são:

PERTURBAÇÕES FÍSICAS

• Dores ou doenças;• Cansaço, sono e fadiga;• Deficiência visual, motora ou auditiva;• Dirigir alcoolizado;• Fazer uso de medicamentos que alterem a percepção;• Fazer uso de drogas e/o “rebites”.

PERTURABAÇÕES EMOCIONAIS

• Tristezas ou alegrias;• Preocupações;• Medo, insegurança ou inabilidade.

Se você se sentir indisposto, cansado ou com dores, procure auxilio

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médico e evite dirigir. Se a perturbação for emocional, como receber uma notícia de morte na família ou se estiver com problemas graves, consiga alguém para dirigir no seu lugar, faça uso do transporte coletivo ou chame um taxi. Essa é a decisão mais segura para você e para os outros.

• As tarefas mentais complicadas podem reduzir em até 30% a capacidade do motorista de perceber objetos na estrada, portanto evita falar de problemas financeiros ou mesmo terminar um relacionamento quando estiver dirigindo.

PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Acidente é um acontecimento inesperado, que pode ser ocasionado por falha humana – negligência, imperícia, imprudência, etc. –, falha mecânica – quebra de componente importante do veículo – ou ainda pela má condição das vias – buracos, poças de água, falta de sinalização, etc.

Existem procedimentos que, quando praticados conscientemente, ajudam a prevenir ou evitar acidentes, desde que conheçamos os fatores que mais levam à sua ocorrência (falta de visibilidade, conhecimento de preferenciais, desobediência às leis de trânsito e à sinalização) e os tipos de colisão.

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Com o objetivo de evitar um acidente que lhe foi apresentado durante o percurso, é decisivo que o condutor ajuste sua velocidade de acordo com o raio visual disponível.

Após o obstáculo se tornar visível, o condutor o detecta e o identifica (reconhece), completando assim a etapa de percepção. Logo a seguir, decide sobre o que fazer (decisão) e executa alguma intervenção (ação). O tempo despendido pelos motoristas desde a percepção de um obstáculo súbito até o acionamento dos freios é em torno de 1,5 segundo, o que leva a afirmar que é preciso mantar uma distância segura do outro veículo e estar sempre muito atento.

Mas qual é a distância segura? É aquela que permite parar, mesmo numa emergência, sem colidir com o outro veículo, pedestre ou qualquer objeto na via.

Saber se estamos a uma distância segura dos outros veículos irá depender do tempo (sol ou chuva), da velocidade, das condições da via, dos pneus, do freio, da visibilidade e da capacidade de reagir rapidamente.

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Existem tabelas e fórmulas para calcularmos essa distância, principalmente nas rodovias, mas como elas variam muito, e dependem também do tipo e peso do veículo, o melhor é manter-se o mais longe possível (dentro do bom senso), para garantir a sua segurança e a dos outros.

Para manter uma distância segura entre os veículos nas rodovias, sem utilização de fórmulas ou tabelas, veja como usar um ponto de referência fixo e calcular essa distância:

• Observe a estrada à sua frente e escolha um ponto fixo de referência – uma árvore, placa, poste, etc.;

• Quando o veículo que estiver à sua frente passar por esse ponto, comece a contar pausadamente: cinquenta e um, cinquenta e dois, cinquenta e três;

• Se você passar pelo ponto de referência antes de contar cinquenta e três, aumente a distância, diminuindo a velocidade para ficar em segurança;

• Se você passar pelo ponto de referência após ter contato cinquenta e

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um, cinquenta e dois, isso significa que a sua distância é segura;Essa dica ajudará a se manter longe o suficiente dos outros veículos em trânsito, possibilitando fazer manobras de emergência ou paradas bruscas necessárias, sem perigo de colisão.

A contagem só é válida para veículos pequenos – até seis metros – e mostre a velocidade de 80km e 90km, em condições normais de veículo, tempo e estrada.

Para evitar ou minimizar os acidentes, use o sinto de segurança, que evita a projeção da pessoa para fora do veículo, choque com volante, painel ou para-brisas.

• Cinto subabdominal (impede o lançamento do usuário para fora do veículo, aumenta em 33% a chance de sobrevivência da vítima, mas não evita lesões de tórax e cabeça decorrentes da projeção do corpo para frente);

• Cinto diagonal (impede que o corpo seja projetado para frente, aumenta em 44% a chance de sobrevivência da vítima, mas não evita lesões nas pernas, coluna e pescoço decorrentes de o corpo escorregar por baixo do cinto);

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• Cinto de três pontas (considerado o mais seguro, evita a projeção da pessoa para fora do veículo ou que esta escape por baixo do cinto, ou mesmo o choque interno no veiculo: aumenta em 57% a chance de sobrevivência da vítima).

O cinto de segurança também deve ser utilizado por:

• Crianças (que se tiverem menos de 10 anos precisam ser transportadas no banco traseiro do veículo ou se forem pequenas em cadeiras especiais);

• Grávidas (que devem ajustar a parte horizontal por baixo da barriga e a diagonal pelo ombro, não pressionando o bebê).

CONHECENDOOSTIPOSDECOLISÃO

Conhecer os tipos de colisões “tradicionais”, e como evita-las, também ajuda a diminuir o número de acidentes.

Colisãocomoveículodafrente:é a mais comum. A surpresa é o elemento causador dos acidentes dessa natureza.

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Sugestõesparaevitarsituaçõesdeperigo:

• Nunca desvie a atenção do condutor da frente, pois luz de freio, seta, pisca-pisca, sinalização com braços, etc., podem indicar o que ele pretende fazer;

• Controle da situação: procure ver além do veículo da frente. Verifique a distância e o deslocamento do veículo de trás e ao seu lado;

• Mantenha a distância: não guardar distância segura lateral ou frontal com os demais veículos, bem como em relação ao bordo da pista, resulta em multa (Art. 192 – infração grave);

• Comece a parar antes: se necessário pise no freio imediatamente ao avistar algum tipo de perigo, mas pise aos poucos para evitar derrapagens ou parada brusca;

• Trafegue em velocidade compatível com a pista e o momento.

Colisãocomoveículodetrás:motivada por motoristas que dirigem “colados”. Dirigir sem atenção ou sem cuidados com a segurança resulta em multa (Art. 169 – leve).

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Sugestões para evitar situações de perigo:

• Planeje o que vai fazer: conheça o percurso, planeje seu trajeto para evitar manobras bruscas;

• Sinalize suas atitudes: informa corretamente e em tempo necessário. Certifique-se que todos viram e entenderam a sinalização;

• Pare aos poucos: livre-se dos “colados” à sua traseira. Forneça a ultrapassagem aos apressadinhos, deixando que o ultrapassem com segurança.

Colisão frente a frente: dos piores tipos de acidente, pois a colisão acontece na soma da velocidade dos dois veículos. Vários fatores ocasionam esse tipo de acidente: ingestão de bebidas alcoólicas, excesso de velocidade, dormir no volante, problemas com o veículo, distração do condutor, ultrapassagem perigosas – todos derivados do descumprimento das leis de trânsito ou normas de direção defensiva.

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Sugestões para evitar situações de perigo

• Ultrapassagens perigosas: evite ultrapassar em locais de pouca visibilidade. Verifique se o outro condutor já iniciou a ultrapassagem e aguar outro momento. Antes de iniciar a ultrapassagem não “cole” no veículo da frente para não perder o ângulo de visão;

• Cuidado com as curvas: reduza a velocidade. O tipo de pavimento, o ângulo da curva, as condições do veículo e do condutor são fatores que podem determinar a saída do veículo da faixa;

• Atenção nos cruzamentos: espere com calma e só realize a manobra em locais permitidos. Observe o semáforo ou a preferência de passagem no local.

Colisãocompedestres:são imprevisíveis. Dê-lhes sempre o direito de passagem. Lembre-se de que não reduzir a velocidade próximo a escolas, estações de embarque e desembarque de passageiros, hospitais ou onde houver intensa movimentação de pedestres resulta em multa (Art. 20 – gravíssima). Também é preciso dar atenção especial aos idosos, crianças e portadores de necessidades especiais (Art. 214 – gravíssima). Lembre-se: quando houver faixa de pedestres sem sinal luminoso, a preferência é do pedestre.

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Sugestões para evitar situações de perigo

• Seja gentil e facilite a vida do pedestre, sempre que possível;• Tente prever a reação do pedestre;• Lembre você também é pedestre e poderá ser vítima da intolerância de outros condutores.

Colisãocomanimais: choque com animais, mesmo pequenos, sempre traz consequências e pode causar um acidente de grandes proporções. Falta de golpe de vista, cansaço e sono são os principais causadores desse tipo de acidente.

Sugestões para evitar situações de perigo

• Diminua a velocidade assim que perceber a existência de um animal na pista;

• Não buzine para não assustá-lo;

Colisãodetrens:ocorre por falta de atenção ou pressa do condutor. Não parar o veículo antes de cruzar a linha férrea resulta em multa (Art. 212 – gravíssima).

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Colisãocombicicleta:a maioria dos ciclistas é composta por menores ou por pessoas que desconhecem as leis de trânsito. Por ser um veículo não motorizado, tem preferência sobre os demais veículos automotores. Certifique-se de que o ciclista o viu e entendeu sua sinalização, e cuidado com as manobras ou ao abrir a porta do veículo.

Sugestões para evitar situações de perigo

• Mantenha distância lateral de 1,5 metro;• Cuidado com os pontos cegos;• Avise sua proximidade com leves toques de buzina.

Colisãocommotociclistas:por serem de menor porte, usufruem das vantagens previstas na lei em relação aos veículos de maior porte.

Sugestões para evitar situações de perigo

• Aumente a distância entre você e eles e, na ultrapassagem, mantenha a mesma distância e faça os procedimentos como se estivesse ultrapassando um carro;

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• Cuidado nas conversões, pois os motociclistas costumam transitar nos pontos cegos;

• Cuidado ao abrir as portas do veículo quando estiver estacionado ou parado em congestionamentos.

Existem colisões nas quais é difícil identificar a causa. Estas são denominadas de colisões misteriosas e envolvem, na maior parte das vezes, somente um veículo (porem são seguidas da morte do condutor ou do passageiro no local do acidente), aliado aos seguintes elementos:

• Condições de via (buracos, óleo ou areia na pista, desníveis, lombadas, poças de água, etc.), responsáveis pela perda do controle de veículo e projeção deste em obstáculo fora da pista ou contramão;

• Condições climáticas acompanhadas de falta de adaptação do condutor e essas condições adversas;

• Condições de conservação do veículo (pneus lisos, sinalizadores queimados, freios mal regulados, limpadores de para-brisa defeituosos);

• Estado físico e mental do motorista (efeitos decorrentes do álcool, medicamentos, drogas, sono, estresse, etc.).

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OUTROS FATORES CAUSADORES DE ACIDENTES

Ingestãodebebidasalcoólicas

Nunca é demais lembrar que um dos fatores que mais causam acidentes de trânsito é a ingestão de bebidas alcoólicas. Praticamente 75% dos acidentes que acontecem no Brasil estão associados ao seu uso. São acidentes que, normalmente, acabam em capotamento e colisão – o que demonstra que o condutor estava em alta velocidade no momento em que perdeu o controle do veículo.

Sono

Dirigir com sono é outro grande perigo no trânsito. Motoristas profissionais, como os caminhoneiros, são os principais responsáveis pelo porte e pelo peso dos seus veículos. Mas isso pode acontecer com qualquer um, portanto, é importante parar imediatamente ao perceber que está ficando sonolento. Dê um cochilo de uns 30 minutos (nunca no acostamento) e se sentirá melhor. Se isso não for possível, café ou refrigerante que contenham cafeína podem mantê-lo alerta por mais algum tempo. Mas lembre-se que esses estimulantes não resolvem o problema: você precisa mesmo descansar!

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O motorista que dirige de forma defensiva procura se cercar de todos os cuidados na condução do veículo. Ele sempre pensa no trânsito de forma coletiva, deixando de lado seus interesses particulares. O mais importante é que todos que usufruem das vias públicas devem ter respeito pelo principio de vida em sociedade.

Sinal vermelho para o perigo

Muita gente considera que os acidentes são acontecimentos fortuitos, que ocorrem ao acaso e, por isso, pouco pode fazer para preveni-los. Mas, se observarmos bem, a maioria dos acidentes não ocorreria se as pessoas estivessem alertas às providências adequadas para evitá-los.Especialistas dizem que a melhor forma de enfrentar um acidente é pela prática da prevenção. Devemos procurar afastar todas as condições de risco e assim evitar que os acidentes aconteçam.

Inegavelmente, o automóvel entrou de vez em nosso cotidiano, facilitou a nossa vida e ampliou os limites de nossos mundos particulares, abrindo possibilidades de viagens, descanso e conhecimento de pessoas diferentes. Entretanto, passa praticamente despercebido o fato de que, atualmente, os acidentes de trânsito se tornaram um dos maiores

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problemas de saúde pública. Parece que estamos nos acostumando a tal ponto com eles que já vemos como acontecimentos naturais. Em várias circunstancias, ficamos tão impressionados com os aspectos que particularizam alguns desses acidentes que até nos esquecemos de como suas consequências são dolorosas e trágicas para o acidentado, sua família e a sociedade.

Muitas pessoas comparam, e com razão, as perdas de vidas e as lesões e incapacitações provocadas pelos acidentes de trânsito com aquelas resultantes de uma guerra. Talvez eles sejam até piores, porque nas guerras existem períodos de paz e trégua.

No mundo atual, predominantemente, os acidentes de trânsito são um das principais causas de morte e de perda total ou parcial, momentânea ou permanente, da capacidade de produção de homens adultos com idade entre 20 e 40 anos, ou seja, a população masculina jovem e em plena atividade produtiva. Só esse aspecto já caracteriza a sua gravidade, pois afeta não só os acidentados e suas famílias, mas também toda a economia do país.

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Além do sofrimento humano decorrente da perda de vidas, dos dolorosos ferimentos físicos e mentais, da incapacitação física ou mental e das consequências diretas na produção econômica do país, os acidentes de trânsito acarretam um prejuízo na economia nacional. Uma verdadeira fortuna poderia estar sendo aplicada na melhoria das condições de vida dos brasileiros, no entanto, somos um país em que os acidentes representam o segundo maior problema de saúde pública, só perdendo para a desnutrição.

Os acidentes de trânsito não são fatos naturais, não precisam ocorrer e podem ser prevenidos com medidas simples e fáceis que envolvem mudanças de mentalidade e comportamento.

A melhor maneira de evitar a ocorrência de acidentes é por meio de uma educação permanente que mobilize e transforme os indivíduos, modificando-lhes as motivações, atitudes e comportamentos. Só uma educação continuada possibilitará que as pessoas possam viver em cidades mais organizadas e num ambiente urbano de melhor qualidade.

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NOÇõES DE pRImEIROS SOcORROS

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NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

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Se todos soubessem noções básicas de primeiros socorros, muitas vidas poderiam ser salvas.

Prestar auxílio em momentos de perigo é um gesto necessário. Mas não basta ter boa vontade. É preciso que esse gesto seja feito de forma consciente, a fim de evitar riscos ainda maiores. Pra isso servem as técnicas de primeiros socorros.

Prestar socorro é antes de tudo um ato de solidariedade. Você é muito importante.

Os primeiros instantes após a ocorrência do acidente de trânsito são fundamentais para o destino das vítimas. Mas atenção: seu papel primordial nessa prestação de socorro é o de proteger a vida do acidentado e reduzir o seu sofrimento, deixando-o em condições de aguardar o atendimento médico especializado adequado.

É válido prestar os primeiros socorros quando a vítima não estiver em condições de cuidar de si própria, só que a grande maioria das pessoas não sabe ou tem dúvidas de como proceder nesse atendimento: por esse motivo devem aprender a prestar socorro corretamente.

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NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

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O atendimento de emergência é realizado por um profissional chamado socorrista. Quem possui apenas o curso básico de primeiros socorros é chamado de atendente de emergência.

Devemos sempre que possível optar pelo atendimento do socorrista, devido a sua qualificação. O atendimento de emergência sem o uso adequado de técnicas corretas, e sem nenhum conhecimento, pode prejudicar a vítima, causando-lhe danos irreversíveis ou até mesmo a morte.

Omissãodesocorro

Segundo o art. 135 do Código Penal, a omissão de socorro consiste em: “Deixar de prestar socorro à vítima de acidente ou pessoa em perigo iminente, podendo fazê-lo, é crime”.

Pena: detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.

Parágrafoúnico:A pena é aumentada de metade, se a omissão resulta em lesão corporal de natureza grave, e triplica, se resulta em morte.

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NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

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Importante:o fato de chamar o socorro especializado, nos casos em que a pessoa não possui um treinamento específico ou não se sente confiante para atuar, já descaracteriza a ocorrência de omissão de socorro.Mesmo sendo apenas testemunhas de um acidente com vítimas, se tivermos condições de prestar auxílio e não o fizemos, estaremos cometendo o crime de omissão de socorro.

Primeiros socorros são procedimentos de emergência que visam manter as funções vitais e evitar o agravamento de uma pessoa ferida, inconsciente ou em perigo de vida, até que receba assistência qualificada.

Primeirasatitudes:em locais de acidente é muito comum vermos cenas de sofrimento, nervosismo e pânico, pessoas inconscientes e muitas outras situações que exigem atitudes imediatas. Não importa a situação, devemos agir com muita calma, conhecimento e muita frieza, evitando principalmente pânico. Nosso papel primordial nessa prestação de socorro é o de proteger a vida do acidentado e reduzir o seu sofrimento, proporcionando-lhe condições de aguardar p atendimento médico especializado adequado.

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NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

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É importante que saibamos manter a calma. O bom senso evita a tomada de atitudes impulsivas e a realização de manobras de salvamento com pressa, de forma imprudente. Como se diz no meio: ”seja socorrista e não herói”. Às vezes se faz necessário improvisar, mas mesmo essa decisão deve estar baseada em bom senso.

Ao prestar socorro, é fundamental ligar ao atendimento pré-hospitalar de imediato ao chegar ao local do acidente.

Alguns números de telefones são os mesmos em todo o Brasil:

•190-PolíciaMilitar • 191-PolíciaRodoviáriaFederal • 192-(SAMU)ServiçodeAtendimentoMóveldeUrgência • 193-Bombeiros

Obs: Coloque em seu carro, no porta-luvas, por exemplo, o número do telefone de emergência de sua cidade.

Sempre verifique se há riscos no local, para você e sua equipe. Procure agir com bom senso, mantendo o espírito de liderança, pedindo ajuda e afastando os curiosos. Distribuir tarefas ás pessoas que poderiam atrapalhar irá ajudar e elas poderão se sentir mais úteis.

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NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

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Dê preferência ás vítimas que correm maior risco de morte, como, por exemplo, nos casos de parada cardiorrespiratória ou quando estiverem sangrando muito.

Sinalizandoolocaldoacidente:

• Duranteodia:

• Estacione o automóvel fora da faixa de rodagem, depois do local do acidente,, devidamente assinalado com as luzes de presença e o pisca alerta ligado;

• Sinalizaçãodolocaldoacidente:

• Coloque o triângulo sempre na vertical, em relação ao pavimento e ao eixo da faixa de rodagem a, pelo menos, 30 metros do veículo ou carga similar. O Triângulo tem de ser visível a 100 metros de distância;

• Perto do triângulo deve estar alguém com lanterna ou com colete refletor para abrandar o trânsito;

• Avalie a segurança do local do acidente e do sinistrado;

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• Peça a alguém que se certifique que nenhuma vítima foi jogada para fora do veículo ou tentou mover-se sozinha;

• Pequenos focos de incêndio podem ser apagados com um extintor com areia ou terra (nunca com água, pois ela espalha o combustível).

• Veroestadodoautomóveldemodoquenãoocorraoutroacidente:

• Desligue a ignição; • Desligue a bateria; • Puxe o Freio de mão; • Coloque calços nas rodas para que não haja deslocamento do veículo.

• Nãomexanocarronemnasvitimas:

• Caso não consiga afastar o perigo iminente que o veículo está apresentando, afaste a vítima do perigo (só como último recurso e se a vítima correr risco de morte) por arrastamento.

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• Durante a noite: Os procedimentos são os mesmos, com o carro do socorrista sendo estacionado antes do local do acidente, com os faróis ou lanternas acesas.

• Atençãonuncaédemais:

Toda rodovia possui um número próprio para emergência. Ao rodar pelas rodovias preste a devida atenção e anote o número. As ligações de emergência podem ser efetuadas de qualquer telefone. Não é necessário usar cartão ou ficha telefônica. A ligação é gratuita. Obs.: Algumas rodovias possuem call-boxes – pequenas cabines com telefone de emergência – instalados ao longo do trajeto, pelas concessionárias.

• Devemosinformar: • O local exato do acidente; • O tipo de acidente; • Descrição das vítimas (sexo, idade); • Se há vitimas inconscientes; • A gravidade dos ferimentos.

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NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

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• Quandoosocorrochegar,informeaosocorrista: • As condições do trânsito no local; • A descrição da ocorrência; • O que foi aplicado nos primeiros socorros; • Alguma outra informação que tenha chegado ao seu conhecimento.

• Descriçãodasvítimas(sexo,idade); • Se há vitimas inconscientes; • A gravidade dos ferimentos.

• Quandoosocorrochegar,informeaosocorrista: • As condições do trânsito no local; • A descrição da ocorrência; • O que foi aplicado nos primeiros socorros; • Alguma outra informação que tenha chegado ao seu conhecimento.

IMPORTANTE:Nuncaesqueçaquevocêdeveráseprotegercontraatransmissãodedoençasinfectocontagiosas.

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Use luvas de borracha, evite se ferir durante o atendimento. Não leve as mãos á boca e aos olhos, sem antes lavá-las com sabão e água corrente. A transmissão de doenças é facilitada pela existência de ferimentos na pele e em mucosas nas pessoas que estão no papel de socorristas.

TIPOS DE ACIDENTES1-Colisões

Uma colisão representa três situações diferentes ocorridas ao mesmo tempo: • A colisão do veículo; • A colisão do ocupante contra o interior do veículo; • A colisão dos órgãos internos do ocupante.

Dentro do veículo, no momento do acidente, uma pessoa pode sofrer diferentes impactos. Podemos avaliar quais são os possíveis traumas sofridos pelos ocupantes, analisando as deformações ocorridas no automóvel.

Colisãodianteira

• Impactos na cabeça, contra para-brisa, painel, volante, banco, etc. pode ocorrer lesão no couro cabeludo, na face, no crânio e no cérebro;

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• Impactos no pescoço – pode ocorrer fratura ou deslocamento de vértebras; • Impactos no tórax – pode ocorrer fratura do osso esterno e de costelas, bem como algumas lesões no coração ou pulmão; • Impactos no abdômen – podem resultar desligamentos e rompimentos em órgãos como rins, baço e intestinos; • Impactos nos membros– contusões ou lesões múltiplas, como fraturas ou até esmagamento nas pernas.

Colisão traseira

Esse tipo de acidente pode acarretar problemas na cabeça, que vai para trás e depois para frente (“efeito chicote”). Se não houver um apoio para a cabeça, poderá haver alguns danos muito graves nessa região.

Colisão frontal

O condutor poderá ser jogado para frente (principalmente se não estiver usando o cinto de segurança) e tal impacto pode ocasionar traumatismos na cabeça, tórax e abdômen, além de fraturas nos membros inferiores.

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2-Atropelamentos

Num atropelamento podem ocorrer três situações: - Impacto do veículo contra o quadril e as pernas do atropelado; - Impacto do tronco da vítima contra i capô e o para-brisa do veículo; - Impacto do atropelado com o solo. Numa situação como essa, pode ocorrer uma série de lesões (poli traumatismo), que, no momento do socorro, devem ser muito bem avaliadas.

VERIFICAÇÃO GERAL DAS CONDIÇÕES DA VÍTIMA Devemos identificar o tipo de acidente para determinar a origem e a natureza dos ferimentos.

Para uma avaliação mais correta é fundamental saber:

• A direção em que o veículo estava trafegando; • A intensidade do impacto; • Como o impacto afetou as vítimas.

Em qualquer tipo de acidente é importante, ao realizar os primeiros socorros, fazer uma avaliação primária da vítima, verificando:

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• Vias aéreas; • Coluna cervical; • Circulação; • Nível de consciência; • Possibilidade de fraturas.

1-Paradacardiorrespiratória

Utilizar as técnicas de respiração artificial e reanimação cardíaca. Abra a boca da vítima para retirada de prováveis corpos estranhos (secreções, pedaços de alimentos, dentes quebrados), tendo o cuidado de não fazer movimentos desnecessários com a coluna cervical.

• Para essa manobra: firme a cabeça da vítima entre os joelhos ou solicite auxílio; • Projete o maxilar para a frente, agarrando-o firmemente e logo após para baixo. Essa manobra fará com que a boca se abra e seu interior possa ser visualizado, sem causar trauma de coluna cervical; • Retire da boca os objetos e prótese dentária, se houver; • Imobilize a coluna cervical, tendo o cuidado de não elevá-la e não colocar nada embaixo. Improvise um colar cervical; • Se não estiver respirando após a retirada do corpo estranho,

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mas estiver com batimentos cardíacos presentes, devemos proceder da seguinte forma:

• Fechar as narinas de vítima com o polegar e o indicador para o ar não sair; • Colocar sua boca na boca na vítima e, com firmeza, soprar até notar que o peito da vítima está levantando; • Deixar que o ar saia naturalmente; • Repetir quantas vezes forem necessárias.

2-Circulação

• Verifique se o coração da vítima está batendo; • Utilize os dedos indicador e médio e apalpe a artéria carótida (no pescoço) ou a artéria femoral (na virilha); • Se ausentes os batimentos, proceda à ressuscitação cardiopulmonar (RCP) da seguinte forma: - Coloque as palmas das mãos, uma sobre a outra, em cima do peito da vítima; - Pressione energicamente o tórax da vítima; - Coloque o peso do seu corpo sobre suas mãos. Utilizando seu peso faça pressão para que o coração seja comprimido;

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- Retire a pressão para que o tórax volte à posição normal; - Repita os movimentos a cada dois segundos.

3-Hemorragias

Existem 3 tipos de hemorragia:

•Hemorragiaexterna - É visível, pois o sangue verte para fora do corpo através de ferimentos; - Se uma artéria foi atingida (o perigo é maior), o sangue é vermelho e sai em jatos rápidos e fortes; - Se uma veia foi atingida, o sangue é vermelho escuro e sai de forma lenta e contínua.

Comoproceder • Aplicar curativo, gaze ou pano limpo; • Evitar trocar o curativo até a chegada de socorro especializado, colocando novos curativos sobre o anterior para aproveitar a coagulação; • Amarrar pano, atadura ou cinto por cima do curativo (verificar se não está atrapalhando a circulação);

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• Se o sangramento persistir, comprimir a artéria mais próxima da região (veja ilustração); • Ferimentos pequenos - pressionar com o dedo para estancar o sangue (sem esquecer de usar luvas para a proteção do socorrista); • O membro ferido deve ficar em posição mais elevada em relação ao corpo; • Em situação de amputação é preciso fazer um torniquete para controlar a hemorragia e localizar a parte amputada para que esta possa ser levada com a vítima para o hospital; • Manter a vítima deitada, se possível.

Nunca fazer • Tentar retirar corpos estranhos do ferimento; • Colocar substâncias como pó de café ou qualquer outro produto.

•Hemorragiainterna • Ocorre em órgãos internos – pode levar o acidentado a um estado de choque.

Comoproceder • Deitar a vítima com a cabeça mais baixa que o corpo; • EXCEÇÃO: quando houver suspeita de fratura de crânio, de coluna

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ou derrame. Nesses casos, a vítima deve ser mantida com a cabeça um pouco mais elevada; • Colocar bolsa de gelo ou compressas frias sobre o local afetado; • O atendimento médico deve ser urgente; • Evitar que a vítima tome líquidos.

•Hemorragianasal • É a causa por rompimentos dos vasos sanguíneos do nariz.

Comoproceder • Deixar a cabeça um pouco abaixada, para identificar a narina que está sangrando; • Pedir que a vítima respire pela boca e NÃO deixar que ela assoe o nariz; • Comprimir as narinas com os dedos (5 a 10 minutos); • Colocar compressas frias no nariz, na nuca e na testa; • Com a vítima inconsciente - fazer posição lateral de segurança (girar a vítima 90º, como se quiséssemos deixá-la deitada de lado);

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4-Queimaduras

• Queimaduras de Primeiro Grau: lesões em camadas superficiais da pele (doloridas e avermelhadas); • Queimaduras de Segundo Grau: lesões em camadas mais profundas (doloridas avermelhadas e com formação de bolhas); • Queimaduras de Terceiro Grau: desnutrição das camadas da pele (dolorida e desprendimento de partes desta);

• É preciso identificar, afastar e controlar o elemento causador da queimadura, procurar imediatamente atendimento médico, verificar os sinais vitais da vítima, manter a área afetada úmida (com um pano molhado) sem remover as roupas que estejam grudadas na pele nem passar substâncias ou estourar as bolhas.

5-Avaliaçãoneurológica

• Se a vítima estiver consciente, pergunte o nome, telefone para contato, endereço, com o objetivo de avaliar se ela está respondendo com coerência. Exemplo: Que dia é hoje? É dia ou é noite? Onde você está?

• Caso esteja inconsciente, abre os olhos dela e verifique as pupilas:

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• Pupilas normais: sem lesões neurológicas aparentes e oxigenação presente;

• Pupilas diferentes: intensificar a avaliação, pois pode entrar em parada cardiorrespiratória;

• As duas pupilas dilatadas: parada cardiorrespiratória há mais de um minuto. Também pode ter lesão neurológica. Iniciar m anobras de RCP (ressuscitação cardiopulmonar).

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA: Somente após completar todos os passos da avaliação primária é que se parte para a secundária, quando se deve fazer a inspeção da cabeça aos pés, de forma a observar a presença de alterações.

1-Estadodechoque

Esta é uma reação comum em vítima de acidentes com hemorragias internas ou externas. Dependendo do estado da vítima, pode ocorrer um estado de choque diferente: choque emocional, anafilático, térmico, cardíaco, etc. A perda de sangue e líquidos provoca o choque hipovolêmico, que é o tipo mais comum em acidentes.

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Sinais do estado de choque: • Pele fria e pegajosa; • Suor na testa e nas palmas das mãos; • Face pálida, com expressão de ansiedade; • Frio: a vítima queixa-se de sensação de frio, chegando a ter tremores; • Náuseas e vômito; • Respiração curta, rápida e irregular; • Visão nublada; • Pulso fraco e rápido; • Pode estar consciente ou não.

Procure identificar a causa, deixando a vítima deitada, sempre com a cabeça mais baixa que o corpo. Afrouxe suas roupas, retire de sua boca, caso exista, prótese ou outros objetos, e mantenha sua respiração.

Caso a vítima vomite, vire sua cabeça para o lado e procure agasalha-la e protege-la.

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2-Desmaio

• Deitar a vítima de costas em local ventilado (com as roupas frouxas) e com as pernas elevadas a um nível superior à cabeça; • Caso a vítima apresente desmaios consecutivos ou fique inconsciente, providencie assistência adequada; • Para evitar desmaios, após a identificação dos sintomas (palidez, suores frios e tonturas), sente a vítima com o corpo curvado para a frente e a cabeça entre as pernas para que ela possa respirar profundamente até que os sintomas desapareçam completamente.

3-Convulsãotadodechoque

• A vítima de convulsão apresenta salivação, lábios roxos e contrações musculares involuntárias e descontroladas (desordenadas) durante alguns minutos de inconsciência; • Afaste objetos próximos e proteja a cabeça da vítima, mas não tente impedir os movimentos convulsivos; • Assim que eles cessarem conforte a vítima e coloque-a em posição lateral para dormir enquanto providencia assistência médica.

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4-Fraturas • Na coluna vertebral: não movimente a vítima. Nunca vire uma pessoa com suspeita de fratura de coluna. Observe sua respiração. Transporte em maca. Se a lesão for no pescoço, enrole ao seu redor, sem apertar, uma camisa, toalha ou outro pano, passando-lhe um cinto por cima, para mobilizar.

- Tipos de fratura: • Fechadas: o osso quebrado não perfura a pele; • Expostas: a pele é perfurada pelo osso quebrado; • O socorro consiste apenas em impedir o deslocamento das partes quebradas, evitando maiores danos; • Procure colocar talas sustentando o membro atingido. As talas deverão ultrapassar as articulações acima e abaixo da fratura; • Na fratura exposta, coloque uma gaze ou um pano limpo sobre o ferimento e proceda como na fratura fechada; • Nas luxações, proceda como no caso de fraturas fechadas. Se a luxação for no ombro, cotovelo ou punho, ponha o braço numa tipóia.

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NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

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5-Objetosencravados

• Não retire o objeto encravado (madeira, ferro, arame, vidro, galho, etc.). A retirada pode provocar lesões nos órgãos e graves hemorragias, pois libera o ponto de pressão que está fazendo; • Proteja a área com um pano limpo, sem retirar o objeto, fixando-o para evitar movimentação durante o transporte.

6-Deslocamentodearticulações

• É a torção de uma articulação, com lesões dos ligamentos (estrutura que sustenta as articulações). Os cuidados são semelhantes aos da fratura fechada;

• Evite transportar a vítima ou mesmo movimentá-la sem necessidade. Chame a ambulância e fique prestando o atendimento de acordo com a avaliação primária e secundária e as orientações recebidas;

• Avalie a situação: só em casos em que não há como chegar socorro (local de difícil acesso e/ou sem telefone), e desde que tomadas as devidas providências em relação à segurança da vítima e imobilização adequada, é que se pode transportá-la; ou em casos em que não houver necessidade de uma ambulância (pequenas lesões), desde que avaliadas e que o transporte por carro comum não agrave a situação.

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TRÂNSITO E mEIO AmBIENTE

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TRÂNSITO E MEIO AMBIENTE

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Existe uma realidade preocupante no que se diz respeito à poluição atmosférica e sonora dos grandes centros urbanos. Ela é decorrente, entre outros fatores, de:

• Intensa circulação de veículos automotores;• Um processo contínuo e rápido de crescimento de frota;• Preponderância de veículos automotores como meio de transporte.

A grande quantidade de veículos em circulação não só emitem po-luentes e ruídos em seus locais de origem como também acaba levando esses poluentes para regiões mais afastadas, em virtude da mobilidade dos veículos e das correntes atmosféricas.

POLUIÇÃO VEICULAR

As principais causas de poluição veicular são:

Projetodoveículo– como um veículo é projetado pode desconsiderar algumas variáveis de motor, sistemas de alimentação de ar e combustível, sistema de ignição e presença ou não de sistemas de controle de emissões de poluentes.

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TRÂNSITO E MEIO AMBIENTE

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Essa desconsideração é uma das causas de poluição veicular, que gera os seguintes poluentes emitidos pelo escapamento dos veículos: • Monóxido de carbono; • Hidrocarbonetos - também conhecidos como combustível não queimado; • Óxidos de nitrogênio; • Óxidos de enxofre; • Material particulado ou partículas (fumaça preta); • Aldeídos.

POLUENTES ATMOSFÉRICOS E SEUS EFEITOS NA SAÚDE

1-Monóxidodecarbono • Diminui a oxigenação no sangue; • Causa tonturas e vertigens; • Alterações no sistema nervoso central.

2-Hidrocarbonetos • Irritam os olhos, nariz, pele e sistema respiratório; • Responsáveis pela incidência de câncer e pulmão.

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TRÂNSITO E MEIO AMBIENTE

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3-Óxidosdenitrogênio • Aumentam as infecções respiratórias.

4-Óxidosdeenxofre • Provocam coriza e danos irreversíveis aos pulmões.

5-Materialparticulado(fumaçapreta) • Agrava quadros alérgicos de asma e bronquite.

6-Aldeídos • Provocam irritação dos olhos, nariz e garganta; • Os aldeídos emitidos por veículos a diesel e gasolina podem pro vocar câncer.

COMO POLUIR MENOS

Quem está pronto para colaborar com o meio ambiente e com a melhoria da qualidade de vida, além de ter bom senso, deve estar atento às pequenas coisas do seu dia-a-dia no trânsito. Observando as dicas abaixo, certamente você estará dando sua parcela de contribuição para que seu carro polua menos:

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TRÂNSITO E MEIO AMBIENTE

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• Trocar de marcha na rotação correta; • Evitar reduções constantes de marcha, acelerações bruscas e freadas em excesso; • Evitar paradas prolongadas com o motor funcionando; • Usar o afogador somente no momento de partida, sem esquecer de desativá-lo; • Tentar manter a velocidade constante, tirando o pé do acelerador quando o semáforo fechar ou quando o trânsito parar à frente; • Orientar seus passageiros para que não joguem lixo, pontas de cigarro, latas ou qualquer objeto pela janela; • Fazer as manutenções/revisões recomendadas pelo fabricante; • Observar a “vida útil” dos componentes importantes no controle da poluição, como filtro de ar e óleo.

Essas atitudes, além de melhorarem a qualidade do ar e evitarem acidentes, contribuem para que haja uma economia de 10% de combustível, velas e pneus.

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TRÂNSITO E MEIO AMBIENTE

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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO SOBRE O MEIO AMBIENTE

LIXO “Usar o veículo para arremessar, sobre os pedestres ou veículos, água ou detritos” – art.171 do CTB.-Infração – média-Penalidade – multa

Tenha sempre dentro do carro um saco plástico no qual possa jogar o lixo que você produzir.

“Atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias” – art.172 do CTB.-Infração – média-Penalidade – multa

Fazer um passeio com a família ao ar livre é muito saudável, mas quando for embora não deixe restos de comida ou restos de fogo no local. Além disso, não moleste animais silvestres nem agrida a vegetação local, pois ambos são necessários para a preservação ambiental.

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TRÂNSITO E MEIO AMBIENTE

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POLUIÇÃO SONORA

“Usar buzina em situação que não a de simples toque breve como advertência ao pedestre ou a condutores de outros veículos; prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto; entre as vinte e duas e às seis horas; em locais e horários proibidos pela sinalização; em desacordo com os padrões e frequências estabelecidas pelo CONTRAN’ – art.227 do CTB.Infração – levePenalidade – multa

Roncos de motor, escapamento aberto, buzinas estridentes, aparelhos de som no último volume, tudo isso significa poluição sonora. Lembre que os limites de ruídos, de dia e de noite, assim como em lugares especiais (hospitais, escolas), são regulados por lei.

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RELAÇõES INTERpESSOAIS NO TRÂNSITO

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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TRÂNSITO E CIDADANIA

O homem é um ser social. Vive em grupos modificando-se e adaptando-se de acordo com suas necessidades e aspirações.Para que se torne possível a convivência harmônica entre os indivíduos, é necessário organização e respeito aos direitos e deveres individuais e do grupo.

O comportamento do indivíduo é regido pelo consenso geral, abrangendo valores (sociais, morais, éticos, religiosos, etc.) que são determinados por normas de comportamento em todos os setores da vida.

O trânsito é, sem dúvida, resultante das aglomerações humanas, tendo surgido o veículo justamente para facilitar o deslocamento, a comunicação e a interação entre os indivíduos e os grupos.

Como eficiente meio de transporte, o veículo facilita o intercâmbio comercial e cultural entre os povos, propiciando um relacionamento mais intenso e contínuo, mesmo em distâncias maiores.

Mas o convívio das pessoas nas vias públicas envolve uma série de fatores que, se não forem levados em consideração, acabam por tornar o trânsito violento e propenso a acidentes.

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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Problemasderelacionamentohumanonotrânsito

Lembre-se sempre de que no trânsito você não está sozinho e as leis não foram feitas apenas para os outros, mas para você também. Grande parte dos problemas de relacionamento humano no trânsito ocorre devido a uma série de fatores, como:

• Supervalorização da máquina: quanto melhor o veículo, mais direitos e menos deveres o condutor “acha” que tem;

• Inversão de valores: o veículo como instrumento de força, vaidade e competição;

• Falta de controle emocional do indivíduo: só os seus problemas e vontades contam e devem ser respeitados;

• Egoísmo: falta de pensar em conjunto, só ele conta, os outros não existem;

• Descaso a normas e regulamentos: a legislação de trânsito foi feita para os outros, não para mim;

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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• Falta de domínio aos impulsos indesejáveis: diz palavrões, faz gestos obscenos, acha-se o dono da rua;

• Uso inadequado dos mecanismos de ajustamento: tentar dar um “jeitinho” para fugir às leis de trânsito;

• Falta de planejamento – horário – percurso: tentando recuperar o tempo perdido, apressando ou perturbando os outros condutores;

• Desconhecimento: não conhecendo as leis de trânsito, a sinalização e o seu próprio veículo, como poderá dirigir corretamente?

• Desrespeito aos direitos alheios: sempre que você cometer uma infração de trânsito, estará ferindo direitos alheios. Dirigir ameaçando os pedestres que estiverem atravessando a via pública, ou os demais veículos, resulta em multa, suspensão do direito de dirigir, retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação, sendo considerado infração gravíssima – Art.170 do CTB.

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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Hánasviaspúblicasdiversostiposdemotoristas

O prepotente “Você sabe por acaso com quem está falando?”.

O cara-de-pau “Eu bebi? Imagina, só estou um pouco alegrinho!”.

O distraído “Eu estava a 110 km/h nesta rua? Gente, eu nem percebi!”.

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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O folgado “Ah, seu guarda, eu vou parar aqui rapidinho, segura essa aí!”.

O simpático arrependido “Ah, seu guarda, me libera, vai, por favor, eu juro que não faço de novo!”.

O falso consciente “Eu sei que o senhor está coberto de razão, mas eu avancei o sinal com o maior cuidado!”.

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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O nervosinho “Vocês estão querendo é ganhar dinheiro fácil. Só porque eu parei em cima da calçada?”.

O injustiçado “Ah não! Todo mundo faz isso, o senhor vai multar logo a mim?”.

Nasviaspúblicastambémencontramosdiversostiposdepedestres

O irresponsável - aquele que atravessa, por exemplo, embaixo da passarela.

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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O super-herói - aquele que disputa espaço com os veículos.

O machão – aquele que, além de disputar espaço com os veículos, atravessa bem lentamente, atrapalhando o fluxo dos carros e achando que nada poderá lhe acontecer.

O distraído – aquele que atravessa sem se preocupar com o movimento da via, concentrado em outra tarefa que está executando.

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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O apressadinho – aquele que quer aproveitar a pequena distância entre os veículos, só para ganhar alguns minutos.

O desconfiado – aquele que vê o semáforo aberto, mas não tem certeza se terá tempo para atravessar quando decide passar, o farol fecha, mas ele acaba atravessando, prejudicando o trânsito e colocando sua vida em risco.

Evocê?Quetipodemotoristavocêé?Edepedestre?

Se você se encaixou em qualquer desses tipos, está na hora de rever suas atitudes no trânsito.

TANTO OS MOTORISTAS COMO OS PEDESTRES PRECISAM CONVIVERPACIFICAMENTE,RESPEITANDODIREITOSEDEVERESALHEIOSPARAQUEHAjAHARMONIA.

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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Interaçãosocialnotrânsito

Uma vez que o ser humano está em constante comunicação com o ambiente e com os indivíduos, é nesse relacionamento que ele encontra a sua realização e a satisfação de suas necessidades.

O condutor do veículo automotor, o passageiro, o pedestre, o ciclista, o carroceiro, o catador de papel, etc., estão constantemente em processo de interação social. Comunicam-se, enfrentando problemas de trânsito (estacionamento, engarrafamento, horários a cumprir, problemas com o veículo), e fazem uso dos direitos e deveres comuns a todos.

Atitudesparaumtrânsitomaishumano

O bom comportamento no trânsito, correto e educado, que promove a segurança e tranquilidade de todos, é resultante de boa educação do grupo em todos os setores da vida diária.

Existem, porém, algumas atitudes que você pode incorporar ao seu modo de conduzir que farão com que o trânsito se torne mais humano, seguro e educado. Para tanto, além do conhecimento da legislação de trânsito, você precisa de bom senso:

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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• Ao invés de acelerar quando um condutor pede passagem, diminua a velocidade e deixe-o passar. Você não está disputando um lugar no pódio;

• Em vez de trafegar lentamente pela esquerda, dificultando as ultrapassagens, mude de faixa, andando pela direita. Você também chega lá;

• Em vez de invadir a via preferencial de outro condutor, aguarde um pouco mais. Freadas bruscas não são muito agradáveis;

• Em vez de buzinar excessivamente no trânsito, mantenha a calma. Você conhece alguém que goste de buzina?

• Em vez de mudar bruscamente de pista, confira antes o retrovisor e use as setas. Você não anda sozinho pelas vias;

• Ao invés de correr na chuva, ignorando o risco da pista molhada, diminua sempre a velocidade. O aumento de acidentes, com o tempo ruim, não é mera coincidência;

• Em vez de “esquecer” o seu carro em fila dupla, atrapalhando os outros, ande um pouco mais. Há sempre uma vaga livre adiante;

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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• Ao invés de ficar atrás de um carro que está indicando que vai virar a esquerda, ultrapasse pela direita. Esta é a única exceção á regra de ultrapassagem;

• Em vez de carregar o capacete no braço, “use a cabeça”: segurança nunca é demais, e você ainda pode ser multado;

• Ao invés de “furar” o sinal que acabou de ficar vermelho, aproveitando a lógica insensata de que “o pedestre espera”, pare o carro na faixa de retenção. O respeito ao próximo vem muito antes das leis de trânsito.

Diante de todas essas possibilidades, vale também citar algumas realidades que encontramos no sistema de trânsito.

• Segundo especialistas, a maioria dos motoristas (mais de 2/3) é de pessoas conscientes e que raramente cometem infrações ou se envolvem em acidentes; portanto, temos a minoria de motoristas ainda causando problemas no trânsito.

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RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRÂNSITO

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São vários os fatores que levam os motoristas a terem ainda comportamentos inadequados: • Dificuldades de lidar com as pressões do dia-a-dia; • Traços de personalidade; • Educação; • Grande grau de ansiedade, angústia, frustrações, etc; • Ocasionalmente, todos nós podemos ficar sujeitos a algum distúrbio emocional, mental ou físico que pode alterar consideravelmente nossas atitudes no trânsito. O problema surge quando não conseguimos identificar que estamos vivenciando qualquer uma dessas situações.

O importante é reconhecer nossos desequilíbrios e tomar consciência de que algo deve ser feito para mudanças de atitudes. Essa decisão requer honestidade e autocritica. Quando não conseguimos fazer essas mudanças por nós mesmos, devemos até pensar em procurar ajuda especializada.

O que realmente não pode mais acontecer é transformarmos o trânsito, que é algo em que todos estamos inseridos, numa arena de guerra. No trânsito não existem vencedores, mas pessoas como eu e você, que devem sempre acreditar que a vida é um vem precioso e deve ser preservada – e que essa preservação depende muito de nós.

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BIBLIOGRAFIA

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