JORNAL DAQUI ESMERALDAS - 4ª EDIÇÃO

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<ul><li><p>DISTRIBUIO GRATUITA ESMERALDAS - MINAS GERAIS</p><p>Almoo de domingo no Hotel Fazenda Moinho. Comida Mineira Musica ao vivo e as belezas naturais esperam por voc!</p><p>Venha Conferir... A partir do dia 23 de Novembro.Maiores informaes 3286-5658/ 93352358/ 9837-1693 Site www.hotelfazendamoinho.com.br</p><p>ANO 1 - NMERO 4 - 2014</p><p>A saga dos irmos Dinho e Tonho para preservar uma cultura raiz.</p><p>O sortudo co de rua que ganhou um lar graas a uma corrente do bem.</p><p>O Jornal Daqui Esmeraldas conquista segundo prmio em apenas 3 meses de existncia.</p><p>Santa Cruz Campolina vai disputar a Copa do Brasil de Futebol Feminino em 2015.</p><p>Lcio Barbosa, conhecido como Manguei-ra, nascido em Andiroba o Pescador de Assombrao.</p><p>Um projeto cultural e social para Esmeraldas. Um exemplo a ser seguido. Entrada Franca.</p><p>Pag. 16</p><p>Pag. 5</p><p>Pag. 3</p><p>Pag. 3Pag. 8Pag. 15</p><p>Esmeraldas ainda tem carro de boi </p><p>Santa Cruz Campolina: Campe</p><p>mineira invicta </p><p>Conhea as empresas Destaque Empresarial de Esmeraldas 2014</p><p>Co Dino ganha uma nova famlia</p><p>Cine Daqui Tropeiros </p><p>Conhea o Pescador de </p><p>Assombrao</p><p>Tels.: 9579-7470 / 3538-5402DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS</p></li><li><p>2</p></li><li><p>3</p></li><li><p>4Idade de ferro - Cabea de vento medida que as geraes passam, vo se tornando </p><p>piores. Tempo vir em que as pessoas se mostraro to per-versas que passaro a adorar o poder; o poder ser para elas o direito, e a reverncia ao bem deixar de existir. Finalmente, quando nenhum homem se mostrar mais irado perante as ms aes ou no se sentir mais envergonhado na presena do miservel, Zeus tambm as destruir. - ext. do mito grego da Idade de Ferro.</p><p> Samos do perodo eleitoral, mas o perodo eleitoral no saiu de ns. rfs de um tempo em que houve permissividade para que cada brasileiro mostrasse o que tinha de pior em si, sem precisar disfarar, sob o plio do desculpismo (Estou de-fendendo meu pas!) e da ao de grupo (Fulano, beltrano e cicrano pensam como eu, fazem e falam as mesmas coisas!), pes-soas conflituosas, proble-mticas, preconceituosas, cheias de dio, fanatismo, violncia e desejos esp-rios, insistem em fazer perdurar a temporada de ofensas a todos que pen-sam de maneira diferente. Essas foram as elei-es das ofensas, da para-nia, da boataria, do ata-que, do custe o que custar. Se algum se mostrava inclinado a votar no PT e seus aliados, era imediata-mente tachado como por-tador de todos os defeitos atribudos ao PT. Se outro se mostrava favorvel a votar no PSDB, tambm recebia dos eleitores do outro partido uma desqua-lificao qualquer, tambm atribuda ao partido e aos seus candidatos. Diviso para tudo que lado, a eleio dos Petralhas versus Coxi-nhas nos ensinou que o sistema em que vivemos est muito longe de ser uma democracia. Sequer arremedo de democracia . E tome-lhe mais des-culpismo: Somos uma democracia jovem. Con-versa boba para enganar trouxa. Como dizemos em Esmeraldas: Conversa para boi dormir. Em uma democracia de fato, direita e esquerda so as mos que uma ca-bea - o povo - utiliza para realizar as tarefas neces-srias para a subsistncia de todo o corpo, formado pelos agentes de servios bsicos (a indstria, o co-mrcio, a prestao de ser-vios, o sistema financeiro, etc e etc). No sistema em </p><p>que ns, brasileiros, vive-mos hoje, quem ocupa o lugar da cabea o Poder Econmico, no o povo. Enquanto os grandes ca-pitalistas dominam as mos (esquerda e direita), destinando para si mesmos (e no para todo o corpo) todas as tarefas o que so-bra para o povo simples-mente ocupar o lugar dos ps, que sustentam o resto, para que o resto satisfaa a cabea e essa cabea d aos ps a falsa impresso de que so eles que decidem o caminho pelo qual o corpo segue. Enquanto tivermos uma democracia na qual o povo sabotado desde o bero, com a educao pblica propositalmen-te ruim, que alm de no oferecer um contedo que preste, torna a escola pblica um ambiente de-sagradvel e penoso para o estudante, sem nenhum atrativo e transforma os profissionais em educao em piqueteiros chatos, po-litiqueiros, divididos entre os fanticos e os apticos, mais preocupados em lu-tar pelos seus justos di-reitos, como salrio digno e melhores condies de trabalho, do que em cum-prir suas funes (e no pensem que os profissio-nais das escolas so assim porque querem, no, pois eles so condicionados a se tornarem isso, pelo pr-prio Poder Econmico); com a Sade Pblica vista como sinnimo de inefi-cincia, descaso, demora e morte, que faz tremer aqueles que dela precisam pois as opes geralmente se resumem a no ser aten-dido em tempo e no ser atendido adequadamente (seja tempestivamente ou no), no qual profissionais no cumprem seus papis por inmeros motivos, indo da prpria m condu-ta (como muitos mdicos que, visando o acmulo de capital, apenas recebem o dinheiro pblico e no cumprem seus plantes, indo prestar servios em outros lugares) at a falta de estrutura, e que tem no banco de leitos um sistema de corrupo e trfico de influncia; com a Segu-rana Pblica tambm ine-ficiente e incapaz de servir populao em suas de-mandas mais bsicas, com policiais que padecem des-de o despreparo at a falta de incentivo, que vo para as ruas mal equipados, mal remunerados, mal treina-dos, sem o devido suporte nem do governo nem do povo, para servirem de es-</p><p>pada e de escudo de ambos no enfrentamento contra os violentos, sendo que - muitas das vezes - esses violentos nada mais so do que seus iguais, gente do povo oprimida pelo Poder Econmico a ponto de no ter outra opo alm da criminalidade para no su-cumbir na misria; com as vias pblicas esburacadas ou privatizadas (cobrando pedgios altos e cerceando o direito de ir e vir); com a carga tributria mais alta do mundo, tornando ina-cessvel o acesso aos bens de consumo; com os pol-ticos, juzes e promotores mais bem remunerados e cheios de regalias e po-deres absolutos do mun-do, recebendo alm dos altssimos salrios, bene-fcios imorais como Au-xlio Moradia, enquanto o povo tem que pagar as contas, comer, vestir, mo-rar e educar os filhos com um vexatrio salrio m-nimo de R$724,00; com uma imprensa manipu-ladora, que serve de pan-fleto de lavagem cerebral atendendo s vontades dos patrocinadores (ou voc acha que algum jornal, al-guma revista, algum canal de televiso, alguma emis-sora de rdio, algum site na internet vai publicar algo que contrarie os inte-resses dos anunciantes?) ; enquanto assim for, temos a mostra concreta de que o que chamamos de demo-cracia no um governo do povo, pelo povo e para o povo, como deveria ser, mas sim um governo do Poder Econmico, pelos Poderes Poltico e Judici-rio, para o Poder Econ-mico. O povo apenas faz parte do teatro, da panto-mima, como expectador que participa em um mo-mento do show do ilusio-nista (na hora do voto) e acha que tem algum poder de escolha na hora em que tira uma carta do baralho. Triste, mas assim que funciona. Ser que algum acha que realmente faltam di-nheiro, tecnologia e exper-tise para que a Educao, a Sade, a Segurana e todos os servios pbli-cos, as nossas vias, nossa infraestrutura, nossa co-municao, e tudo o mais sejam excelentes? Pode faltar dinheiro aqui em Esmeraldas, municpio pequeno, de arrecadao to pequena, mas no geral, para a Unio (que divide o bolo), h muito, mas mui-to dinheiro, mesmo. Fos-se ele investido da forma correta, teramos - todos </p><p>- vidas maravilhosas. Mas preciso pagar altssimos salrios e benefcios para polticos e servidores do judicirio, preciso dar lu-cros fabulosos para bancos e empreiteiras, preciso permitir que o acumulador de capital tenha condies de multiplicar seu saldo de forma fcil e rpida. Para que isso acontea, tudo o que pblico precisa ser ruim, por uma srie de fa-tores que vo desde o fato de que coisas ruins preci-sam de constante manu-teno e refazenda, como o fato de que um povo ignorantizado, sem es-perana e desinteressado o nico capaz de aceitar viver desse jeito. A coisa chega a ser pior do que isso, pois ain-da vemos como, de quatro em quatro anos, o povo manipulado, condiciona-do, adestrado a agredir ferozmente seus iguais em defesa de esquerda ou di-reita, sem perceber que in-dependentemente da mo que segurar a batuta, a cabea continuar a mes-ma. Por mais benevolente e bem intencionada que seja a mo esquerda em relao aos mais necessita-dos e por mais que a mo direita sirva cegamente os interesses apenas do Poder Econmico, no se impor-tando nem em destinar misria todo o resto, ainda assim elas so servidoras da cabea. E assim sero enquanto houver o finan-ciamento privado das cam-panhas poltico-eleitorais. Enquanto as empresas privadas derem dinheiro para os candidatos durante a campanha, quando elei-tos os polticos estaro nas mos delas. Empreiteiras, bancos privados, prestado-res de servio de forma ge-ral no do dinheiro para partidos fazerem campa-nha por serem bonzinhos, no. Eles do dinheiro porque, sendo eleito, o candidato ter que pagar o investimento, de forma a triplicar, quadruplicar ou mesmo multiplicar por mil o valor investido na cam-panha. No Rio de Janeiro houve o caso de uma em-preiteira que investiu um milho de reais na cam-panha de um candidato e, quando o mesmo foi eleito, apenas em um ano de seu mandato ela teve um lucro de mais de 30 milhes em obras que ela foi contra-tada para fazer, vencendo licitaes direcionadas. assim que funcio-na. No sejamos inocentes de pensar que no. Quem financia a campanha </p><p>quem realmente manda no governo. O poder poltico muito pequeno compa-rado ao poder econmico. O poder econmico no se submete a ningum. Ele oprime o poltico, ele opri-me o judicirio e ambos, juntos, oprimem o povo.Tambm no sejamos inocentes e hipcritas co-locando a culpa disso nos polticos. A culpa nossa. Totalmente nossa. A culpa de quem vota na cam-panha mais bonita, mais barulhenta, mais espeta-cular, ao invs de votar no melhor candidato. No avaliamos o verdadeiro ca-rter dos polticos e, mes-mo quando o candidato A melhor preparado, bem intencionado e correto, se o candidato B, mesmo sendo bandido e de pssi-mo carter, tiver o jingle mais legal, tiver santi-nhos e outros materiais de campanha mais bacanas, tiver espao na imprensa e bombar na mdia, ti-ver mais cabos eleitorais se humilhando com ban-deiras e gritarias sob o sol escaldante nos sinais, tiver estrategistas de campanha e marqueteiros muito bem pagos, o candidato B que tende a vencer as eleies e ainda ter o apoio apaixo-nado dos mais suscetveis manipulao. Vimos isso claramente nessas eleies 2014. O poder da impren-sa comprada quase elegeu Acio Neves. Acio e sua irm, Andria Neves, sa-bem muito bem qual o poder da imprensa e da mdia sobre as cabeas das pessoas. Sempre inves-tiram alto nisso. Investi-ram to alto que fizeram acordos bilionrios com os maiores veculos de formao de opinio do Brasil: A Rede Globo e a Editora Abril (que publi-ca, entre outros, a Revis-ta Veja - o maior panfleto poltico de um partido no Brasil), alm de terem suas prprias emissoras de r-dio e sociedade em vrias afiliadas de TV no estado de Minas Gerais. Qual-quer candidato, qualquer partido, mesmo os que possuem as melhores in-tenes, sabem que se no tiverem uma campanha espetacular, no chegaro a ter sequer a ateno do povo para suas propos-tas, para seu programa de governo. Campanha sem dinheiro ridicularizada pelo povo, massacrada pe-las outras. Ento, at para fazer o bem, o bom can-didato acaba tendo que se entregar ao jogo de rece-ber dinheiro de empresas </p><p>privadas para poder fazer sua campanha espetacu-lar, ou no vence. No tem jeito. Inclusive isso fator preponderante at para que um partido, muitas das vezes, d legenda para um candidato. nisso a que o Po-der Econmico se apega para continuar comandan-do o pas, nessa necessi-dade que o povo - VOC - tem de circo, de barulho, de plumas e paets. na preguia e no desinteresse que o povo - VOC - tem de analisar de fato as pro-postas de um candidato, ignorando tudo aquilo que no empurrado sua goela abaixo por mdia televisi-va, radiofnica, virtual e impressa. nesse compor-tamento ridculo do povo - VOC -, que nossos polticos so pressionados contra a parede e acabam se entregando a acordos que muitos deles no fa-riam se tivessem outra escolha, pois comprome-tem a prpria governabi-lidade. No bastassem os apoios polticos, que nem sempre so bem-vindos, mas sem os quais no se elege, ainda ficam os bons polticos (que so poucos, mas que aprendi que exis-tem) condenados a agirem como os maus polticos, se quiserem ter uma mnima chance de serem eleitos e fazerem alguma diferena, mesmo que seja pouca. E, mesmo vendo tudo isso, o povo ainda se entrega fria contra seus semelhantes. Ainda desfazem amizades, ainda brigam com os vizinhos, ofendem os colegas de trabalho, entram em dis-putas bobas e se ferem, se magoam em debates sem fim e sem fundamento. Alguns chegam a ofender a prpria famlia, dentro de suas casas. por se-rem assim que alguns do povo aceitam a doma da imprensa e, mesmo hoje, aps as eleies, continu-am a caa contra aqueles polticos que contrariam o Poder Econmico, ain-da que de forma branda, e vemos uma turma de gado conduzido pela imprensa indo s ruas para pedir o fim da democracia. Alis, que democra-cia, mesmo?</p><p>Reinaldo JosGestor de Cultura</p></li><li><p>5der ngelo BragaLder comunitrio em Andiroba</p></li><li><p>6</p></li><li><p>7Novembro Azul daqui</p><p>Evite complicaes e esteja informado</p><p>Mudanas positivas compartilhadas</p><p>CURIOSIDADE</p><p>SINTOMAS</p><p>PREVINA-SE</p><p>Campanhas em Esmeraldas buscam conscientizar a importncia de exames preventivosna luta contra o cncer de prstata e diabetes</p><p>Em Novembro o mun-do inteiro se dedica ao combate da diabetes e do cncer de prstata. De acordo com estu-dos do Instituto Nacional de Cncer Jos Alencar Gomes da Silva (INCA) estima-se que em 2014 existiro quase 70 mil novos casos de cncer de prstata no Brasil. Esse tipo de cncer possui o valor mais elevado da taxa bruta de mortalidade entre os ho-mens - 13,97 bitos por 100 mil homens da populao de Minas. um nmero alarman-te se levado em considerao os dados do Instituto Brasi-leiro e Geografia e Estatstica (IBGE) que j sinalizavam, no Censo 2010, um maior </p><p>Espelhada na campanha outubro rosa que promove aes relativas ao cuidado com a sade da mulher e preveno contra o cncer de mama, muitas entidades ado-taram tambm em seu calen-drio a campanha novembro azul, que conta com o mesmo enfoque de preveno e diag-nsticos de doenas, s que voltado s doenas que aco-metem o pblico masculino, como o cncer de prstata e o diabetes. Surgido na Austrlia em 2003, nas comemoraes do dia mundial de combate ao cncer de prstata, 17 de novembro, o movimento tem vem tomando fora em vrios pases. Embora o foco princi-pal da campanha e divulga-o na mdia seja sobre o cn-cer de prstata a campanha no se limita a esta doena e j em sua concepo era dedi-cada tambm ao desenvolvi-mento de aes para divulga-o, preveno e diagnstico precoce do diabetes Melllitus, ou diabetes sacarino como tambm conhecido. O diabetes Mellitus uma doena metablica, ca-racterizada pelo aumento </p><p>Grandes empresas costumam destinar um dia junto ao seu RH para mobilizao dos funcionrios, encaminhando dicas, promovendo debates e palestras, alm da distribui-o de material grfico com o smbolo da campanha, o bigodinho...</p></li></ul>