EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) FEDERAL DA ... ?· EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A)…

Download EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) FEDERAL DA ... ?· EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A)…

Post on 29-Dec-2018

214 views

Category:

Documents

0 download

TRANSCRIPT

ADVOCACIA-GERAL DA UNIO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

PROCURADORIA SECCIONAL FEDERAL EM PETROLINA EXCELENTSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) FEDERAL DA VARA DA

SUBSEO JUDICIRIA DE SALGUEIRO/PE

Ru: INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA - INCRA

O INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA

AGRARIA - INCRA, entidade publica federal, representada pela Procuradoria Seccional

Federal em Petrolina, pela Procuradora Federal in fine assinada, vem, presena de Vossa

Excelncia, no prazo legal, oferecer a presente CONTESTAO aos pedidos objeto do presente

Processo, pelos fundamentos de fato e de direito a seguir aduzidos.

I DOS FATOS.

Pretende a parte autora, por meio da presente ao ordinria, que seja

julgado totalmente procedente o pedido formulado a fim de obter a condenao da UNIO e do

INCRA para que se abstenham definitivamente de recolher contribuio relativa ao Plano de

Seguridade Social (PSS) sobre o tero constitucional de frias; bem como a devoluo dos

valores descontados, monetariamente corrigidos e acrescidos de juros legais moratrios,

observado o prazo prescricional.

II - DA ILEGITIMIDADE DO INCRA PARA FIGURAR NO PLO PASSIVO DA

DEMANDA NO TOCANTE OBRIGAO DE DEVOLVER OS VALORES

DESCONTADOS A TTULO DE CONTRIBUIO PREVIDENCIRIA INCIDENTE

SOBRE O TERO CONSTITUCIONAL DE FRIAS.

De incio, importa destacar a impossibilidade de o INCRA ser condenado

a devolver os valores relativos s contribuies previdencirias j descontados e repassados para

a Unio Federal (Fazenda Nacional) em face da sua manifesta ilegitimidade passiva nesse ponto.

ADVOCACIA-GERAL DA UNIO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

PROCURADORIA SECCIONAL FEDERAL EM PETROLINA

2

Com efeito, conquanto descontadas pelo INCRA, as contribuies

previdencirias so destinadas Unio Federal (Fazenda Nacional).

Portanto, a legitimidade passiva ad causam para a obrigao de restituir

os valores descontados a ttulo de contribuio social sobre o tero constitucional da Unio

Federal (Fazenda Nacional).

III DO MRITO.

III.I DA CRIAO LEGISLATIVA DECORRENTE DA IMUNIZAO DO TERO

CONSTITUCIONAL EM FACE DA CONTRIBUIO SOCIAL DO SERVIDOR.

No merece prosperar o pleito autoral, seno vejamos.

A parte Autora busca imunizar o tero constitucional de frias da

incidncia da contribuio social concernente ao Plano da Seguridade Social.

Acontece que a Lei n. 10.887/2004 estabelece o rol exaustivo das

vantagens pecunirias imunes incidncia da contribuio social dos servidores e no inclui

nesse rol o tero constitucional de frias. Confira-se:

Art. 4 A contribuio social do servidor pblico ativo de

qualquer dos Poderes da Unio, includas suas autarquias e

fundaes, para a manuteno do respectivo regime prprio de

previdncia social, ser de 11% (onze por cento), incidente sobre a

totalidade da base de contribuio.

1 Entende-se como base de contribuio o vencimento do

cargo efetivo, acrescido das vantagens pecunirias permanentes

estabelecidas em lei, os adicionais de carter individual ou

quaisquer outras vantagens, excludas:

I - as dirias para viagens;

II - a ajuda de custo em razo de mudana de sede;

III - a indenizao de transporte;

IV - o salrio-famlia;

ADVOCACIA-GERAL DA UNIO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

PROCURADORIA SECCIONAL FEDERAL EM PETROLINA

3

V - o auxlio-alimentao;

VI - o auxlio-creche;

VII - as parcelas remuneratrias pagas em decorrncia de

local de trabalho;

VIII - a parcela percebida em decorrncia do exerccio de

cargo em comisso ou de funo de confiana; e

IX - o abono de permanncia de que tratam o 19 do art. 40

da Constituio Federal, o e o 1o do art. 3o da Emenda

Constitucional no 41, de 19 de dezembro de 2003.

Como visto, o 1 do art. 4 da Lei n. 10.887/2004 estabelece, de forma

exaustiva, o rol das parcelas imunes incidncia da contribuio previdenciria, dentre as quais

no est prevista a parcela referente ao 1/3 constitucional.

Por se tratar de norma que dispe sobre contribuio social do servidor

pblico, suas preceituaes somente podem ser interpretadas de forma estrita. A exegese

extensiva que viesse a ser desenvolvida implicaria liberalidade, com inovao da ordem jurdica

pela fora legiferante de que se revestiria. Este critrio no seria condizente com o princpio da

legalidade, cuja consequncia imediata a proibio de fazer se o Direito no permite.

Douto Juzo, excluir o tero constitucional de frias da base da

contribuio social do servidor pblico, como pretende a parte autora, equivale a incluir

um dcimo inciso ao pargrafo primeiro do artigo 4, o qual elenca as vantagens imunes

referida contribuio.

Equivale a converter o Poder Judicirio em verdadeiro legislador

positivo (poder legiferante), pondo em risco o equilbio da Tripartio de Poderes frente ao

Poder Legislativo que editou a lei e no inclui tal vantagem como isenta da contribuio

securitria e tambm ao Poder Executivo que vem fielmente cumprindo a legislao de

regncia.

Pe-se em risco tambm o futuro da aposentadoria da prpria parte

autora e de todos os seus milhares de colegas de servio pblico, os quais contam com

http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Constituicao/Constituiao.htm#art4019http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Constituicao/Constituiao.htm#art4019http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Constituicao/Emendas/Emc/emc41.htm#art31http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Constituicao/Emendas/Emc/emc41.htm#art31

ADVOCACIA-GERAL DA UNIO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

PROCURADORIA SECCIONAL FEDERAL EM PETROLINA

4

aposentadoria hbil a lhes protegerem das adversidades prprias da velhice. Isso porque,

afastando receita decorrente da incidncia da contrituio social sobre o tero de frias para

fazer frente s despesas atuais e futuras, cria-se desequilbrio nas difceis contas da

Previdncia dos Servidores Pblicos.

J tem havido preocupante efeito multiplicador de demandas dessa

natureza, nunca sendo tarde demais se iniciar quebra desse ciclo vicioso e deficitrio que

conspira contra a sade do regime de Previdencirio dos Servidores e at contra a sade

futura dos prprios servidores.

III.II POSIO DO PLENRIO DO COLEDO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

EM ADIN.

O Colendo Supremo Tribunal Federal, pelo Plenrio, na ADI n. 3105

(DJU 18/02/2005), reconheceu a constitucionalidade da incidncia da contribuio previdenciria

sobre os proventos de aposentadoria e penses dos servidores pblicos e seus dependentes, em

obedincia aos princpios da solidariedade e do equilbrio financeiro e atuarial, bem como aos

objetivos constitucionais de universalidade, equidade na forma de participao no custeio e

diversidade da base de financiamento.

que o art. 40, caput, da Constituio de 1988, com a redao dada pela

EC n. 41/2003, de maneira cristalina, estabelece para os servidores pblicos regime de previdncia

de carter contributivo e solidrio, de forma a ser preservado o equilbrio financeiro e atuarial do

sistema.

A interpretao da norma constitucional em questo deve levar em conta

dois aspectos. Em primeiro lugar, a contributividade quer significar que os servidores pblicos,

como futuros beneficirios do regime, devem suportar o encargo de pagar contribuies paulatinas e

sucessivas ao longo de sua relao de trabalho com a Administrao Pblica. Em segundo plano, e

no menos importante, o carter solidrio da relao jurdica indica que a contribuio previdenciria

no se destina apenas a assegurar benefcio ao servidor contribuinte e sua famlia, mas, ao reverso,

assume, verdadeiramente, objetivo tambm de carter social, exigindo-se que as pessoas integrantes

ADVOCACIA-GERAL DA UNIO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

PROCURADORIA SECCIONAL FEDERAL EM PETROLINA

5

do regime tenham a obrigao de pagar a contribuio previdenciria, agora no mais para exerccio

de direito prprio, mas tambm em favor do sistema do qual so integrantes.

Nessa linha de raciocnio, a nova sistemtica constitucional implantada pela

EC n. 41/2003 no mais se caracteriza como um regime previdncirio causal individual, mas sim

como causal social, eis porque cai por terra o argumento da parte autora no sentido da no-

incidncia da parcela do tero constitucional de frias, vez que o fato de no se incorporar

para fins de aposentadoria, bem como de no integrar a remunerao do servidor, no

impede a incidncia da contribuio previdenciria sobre tal parcela.

Portanto, eventual argumento presente em obiter dictum e em

acrdo de uma Turma, em controle difuso e concreto, no pode se sobrepor ao fundamento

determinante de uma deciso do Plenrio do Supremo Tribunal Federal, proferida em

controle concentrado e abstrato de constitucionalidade. Da porque, deve prevalecer o

entendimento segundo o qual o tero constitucional de frias compe a base de clculo da

contribuio social do servidor.

III.III O COLENDO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIA VEM SE

POSICIONANDO NO SENTIDO DE QUE O TERO CONSTITUCIONAL DE

FRIAS NO EST IMUNE CONTRIBUIO SOCIAL DO SERVIDOR.

O Superior Tribunal de Justia tem o entendimento de que o tero

constitucional de frias deve compor a base de contribuio do servidor pblico, vejamos:

TRIBUTRIO. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PBLICO

FEDERAL. ADICIONAL DE FRIAS E 13 SALRIO. BASE DE

CLCULO DA CONTRIBUIO PREVIDENCIRIA. INCIDNCIA.

VERBAS DE CARTER REMUNERATRIO. INEXISTNCIA DE

INFRINGNCIA DO ART. 535 DO CPC. AUSNCIA DE

PREQUESTIONAMENTO DO ART. 458, II , CPC. SMULA 282/STF.

1. O Sindfaz/RS interpe recurso especial pretendendo a reforma de

acrdo proferido pelo TRF 4a. Regio, que entendeu que, com a edio

da Lei 9.783/99, a contribuio previdenciria dos servidores pblicos

ADVOCACIA-GERAL DA UNIO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

PROCURADORIA SECCIONAL FEDERAL EM PETROLINA

6

passou a incidir sobre o 13 salrio e sobre o adicional de frias, porque

compreendidos no conceito legal de remunerao.

2. No se visualiza ofensa ao art. 535, II, CPC, visto que o Tribunal a

quo ofereceu prestao jurisdicional devidamente fundamentada, sem

nenhuma espcie de vcio a macular a concluso proferida. O art. 458,

II, do CPC no se encontra prequestionado. Incidncia da Smula

282/STF.

3. As verbas recebidas a ttulo de gratificao natalina bem como o

tero constitucional de frias possuem natureza remuneratria,

consonante jurisprudncia pacificada pelo STF com a edio das

Smulas n. 688/STF e 207/STF, que dispem respectivamente: "

legtima a incidncia da contribuio a previdenciria sobre o 13

salrio" e "As gratificaes habituais, inclusive as de Natal,

consideram-se tacitamente convencionadas, integrando o salrio". No

se tem, pois, por vulnerado o princpio da legalidade pela integrao de

ambos ao salrio-contribuio para efeitos previdencirios, no sendo

possvel eximir-se da obrigao tributria em questo

4. As contribuies de seguridade social constituem uma subespcie da

espcie tributo - contribuio social-, e seu custeio obedece ao princpio

da universalidade, conforme preceitua o art. 195 da CF/88, devendo ser

financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta.

.

5. Recurso-especial no-provido.

(REsp 956289/RS, Rel. Ministro JOS DELGADO, Primeira Turma, DJe

23/06/2008)

PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTRIO. SERVIDOR PBLICO

FEDERAL. CONTRIBUIO PREVIDENCIRIA SOBRE

GRATIFICAO NATALINA E UM TERO CONSTITUCIONAL DE

FRIAS. VERBAS DE CARTER REMUNERATRIO. OBSERVNCIA

DAS REGRAS DO DIREITO TRIBUTRIO.

1. As verbas recebidas ttulo de gratificao natalina, bem como tero

constitucional de frias possuem natureza remuneratria, sendo,

ADVOCACIA-GERAL DA UNIO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

PROCURADORIA SECCIONAL FEDERAL EM PETROLINA

7

portanto, passveis de contribuio previdenciria.

2. A Previdncia Social instrumento de poltica social do governo,

sendo certo que sua finalidade primeira a manuteno do nvel de

renda do trabalhador em casos de infortnios ou de aposentadoria,

abrangendo atividades de seguro social definidas como aquelas

destinadas a amparar o trabalhador nos eventos previsveis ou no,

como velhice, doena, invalidez: aposentadorias, penses, auxlio-

doena e auxlio-acidente do trabalho, alm de outros benefcios ao

trabalhador.

3. cedio nesta Corte de Justia que:

TRIBUTRIO. SERVIDOR PBLICO. CONTRIBUIO

PREVIDENCIRIA. BASE DE CLCULO. LEI 9.783/99.

1. No regime previsto no art. 1 e seu pargrafo da Lei 9.783/99 (hoje

revogado pela Lei 10.887/2004), a contribuio social do servidor

pblico para a manuteno do seu regime de previdncia era "a

totalidade da sua remunerao", na qual se compreendiam, para esse

efeito, "o vencimento do cargo efetivo, acrescido de vantagens

pecunirias permanentes estabelecidas em lei, os adicionais de carter

individual, ou quaisquer vantagens, (...) excludas: I as dirias para

viagens, desde que no excedam a cinqenta por cento da remunerao

mensal; II - a ajuda de custo em razo de mudana de sede; III - a

indenizao de transporte; IV - o salrio famlia".

2. A gratificao natalina (13 salrio), o acrscimo de 1/3 sobre a

remunerao de frias e o pagamento de horas extraordinrias, direitos

assegurados pela Constituio aos empregados (CF, art. 7, incisos VIII,

XVII e XVI) e aos servidores pblicos (CF, art. 39, 3), e os adicionais

de carter permanente (Lei 8.112/91, art. 41 e 49) integram o conceito

de remunerao, sujeitando-se, conseqentemente, contribuio

previdenciria.

3. O regime previdencirio do servidor pblico hoje consagrado na

Constituio est expressamente fundado no princpio da solidariedade

(art. 40 da CF), por fora do qual o financiamento da previdncia no

tem como contrapartida necessria a previso de prestaes especficas

ADVOCACIA-GERAL DA UNIO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

PROCURADORIA SECCIONAL FEDERAL EM PETROLINA

8

ou proporcionais em favor do contribuinte. A manifestao mais

evidente desse princpio a sujeio contribuio dos prprios

inativos e pensionistas.

4. Recurso especial improvido. ( REsp 512848 / RS, Ministro TEORI

ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, DJ 28.09.2006)

4. Conseqentemente, inclume resta o respeito ao Princpio da

Legalidade, quanto ocorrncia da contribuio previdenciria sobre a

retribuio percebida pelo servidor a ttulo de gratificao natalina, bem

como um tero constitucional de frias.

5. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, desprovido.

(REsp n. 805072/PE. Relator: Ministro LUIZ FUX. rgo Julgador:

PRIMEIRA TURMA. Data do Julgamento 12/12/2006. Data da

Publicao/Fonte DJ 15.02.2007, p. 219).

Vale, ainda, transcrever excerto do voto do e. Relator, Ministro Luiz Fux, proferido

neste ltimo precedente:

Consoante se observa, foi assegurado aos servidores pblicos regime de

previdncia de carter contributivo, verificando-se os critrios que

preservem o equilbrio financeiro e atuarial, bem como previstas regras

gerais de aposentadoria para os servidores titulares de cargos efetivos,

sem alterar, no entanto, a forma de incidncia da mencionada exao.

Por essa razo, resta assente na Turma que a contribuio social do

servidor pblico, que incide tambm sobre a gratificao natalina e tero

constitucional de frias, no viola os princpios da isonomia, da

proporcionalidade ou da vedao ao confisco, visto que estes valores

financiam no s a previdncia social, mas tambm os direitos relativos

sade e assistncia social.

Outrossim, esta Corte vem se posicionando no sentido da possibilidade

de se descontar do servidor pblico, sem a sua autorizao a

contribuio previdenciria incidente sobre um tero constitucional de

frias e gratificao natalina.

ADVOCACIA-GERAL DA UNIO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

PROCURADORIA SECCIONAL FEDERAL EM PETROLINA

9

Assim, no s o C. STF, mas tambm o prprio STJ vem caminhando no

sentido de permitir a incidncia da contribuio social do servidor pblico sobre o tero

constitucional de frias.

IV DA CONCLUSO.

Em face de todo o exposto, carece de respaldo legal, constitucional e

jurisprudencial a pretenso de afastar a incidncia da contribuio previdenciria sobre o

adicional de 1/3 constitucional de frias, sendo foroso o julgamento de improcedncia dos

pedidos autorais. Assim sendo, o INCRA pede:

1. a extino do processo sem resoluo do mrito, nos termos do art. 267, VI

do CPC, em razo da ilegitimidade passiva do INCRA que no tem como proceder, legal e

operacionalmente, no sentido de atender aos pedidos da parte autora;

2. pela eventualidade, seja julgada improcedente a pretenso autoral, pois

nos termos do artigo 4o, pargrafo 1o, da Lei Federal no 10.887, de 18 de junho de 2004, a

contribuio social do servidor pblico ativo de qualquer dos Poderes da Unio, includas suas

autarquias e fundaes, para a manuteno do respectivo regime prprio de previdncia social,

ser de 11% (onze por cento), incidir sobre a totalidade da base de contribuio, que

compreende o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecunirias permanentes

estabelecidas em lei, os adicionais de carter individual ou quaisquer outras vantagens,

ressaltando-se que os incisos I a IX no excluram da base de contribuio o adicional

correspondente a 1/3 (um tero) da remunerao do perodo de frias

;

3. ainda em observncia ao princpio da eventualidade, caso Vossa Excelncia no entenda pela improcedncia dos pedidos formulados na presente ao,

requer que seja apreciada e reconhecida a prescrio das parcelas vencidas antes do

qinqnio anterior propositura da ao ordinria, nos termos da Smula n. 85 do

Superior Tribunal de Justia.

Por fim, por se tratar de matria exclusivamente de direito, requer o

julgamento antecipado da lide, na forma do inciso I do art. 330 do CPC, reservando para si,

ADVOCACIA-GERAL DA UNIO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

PROCURADORIA SECCIONAL FEDERAL EM PETROLINA

1

todavia, em caso de entendimento diverso por Vossa Excelncia, a prerrogativa de produzir toda

e qualquer prova legalmente admitida.

Nesses termos, pede deferimento.

Petrolina, 03 de maio de 2010.

Marina Pontual

Procuradora Federal

Mat. Siape n. 1.585.080

OAB/PE 24.298

EXCELENTSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) FEDERAL DA VARA DA SUBSEO JUDICIRIA DE SALGUEIRO/PE

Recommended

View more >