EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE ... ?· excelentÍssimo (a) senhor (a) doutor…

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  • EXCELENTSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA __ VARA CVEL DA COMARCA

    DE CASCAVEL, ESTADO DO PARAN.

    ATACADO LIDERANA DE TECIDOS E CONFECES EIRELI, empresa individual de

    responsabilidade limitada, inscrita no CNPJ/MF sob o n. 76.777.556/0001-50, estabelecida e sediada

    na cidade de Cascavel, PR, na Avenida Aracy Tanaka Biazetto, n 6508, Regio do Lago, CEP n 85.816-

    455, atravs de seu representante legal e por intermdio do advogado que esta subscreve, a honrosa

    e respeitosa presena de Vossa Excelncia, com amparo jurdico na lei 11.101/05, ajuza a presente

    AO DE RECUPERAO JUDICIAL, cujo processamento ao final se requerer, no sem antes

    demonstrar aptido ftica e tcnica tutela jurdica irrogada, que o que se passa a fazer doravante.

    I. ESTRUTURA JURDICA E OPERACIONAL DA REQUERENTE.

    1. A requerente ATACADO LIDERANA DE TECIDOS E CONFECES EIRELI, atual razo

    social da ATACADO LIDERANA DE TECIDOS E CONFECES LTDA, se encontra em atividades formais

    desde 01 de junho de 1983, e tem como finalidades, ou objetos sociais, a explorao do ramo de

    indstria de confeces e artigos de vesturio, cama, mesa e banho, e comrcio atacadista e varejista

    de tecidos, confeces e artigos de vesturio, cama, mesa e banho, calados, armarinhos e brinquedos

    e locao de imveis prprios.

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    31/05/2017: JUNTADA DE PETIO DE INICIAL. Arq: Petio Inicial

  • 2. Seu capital social atual de R$ 5.400,000,00, concentrados na pessoa do proprietrio Sr.

    Nilton Joo Casagrande, a quem compete a administrao e representao legal.

    3. A empresa sediada nesta Comarca de Cascavel, PR, na Avenida Aracy Tanaka Biazetto,

    n 6508, bairro Regio do Lago, onde fica sua estrutura administrativa e tambm seu estabelecimento

    empresarial, no possuindo filiais na atualidade.

    4. Operacionalmente, o ATACADO LIDERANA DE TECIDOS E CONFECES EIRELI, est

    instalado num imvel, as margens da BR-277, que ocupa um espao de 70.000 metros quadrados, em

    cuja estrutura existe um centro de compra integrado, subdividido em 120 sees para fins de

    proporcionar ao lojista, pblico final do empreendimento, otimizar seu tempo com acesso a todos os

    itens que necessitada.

    5. O estabelecimento comercial e logstico dispe, ainda, de uma rea de estacionamentos

    para capacidade de 300 vagas, de uma praa de alimentao coberta, com aproximadamente 2000

    metros quadrados, e de um hotel construdo para finalidade de atender exclusivamente aos clientes

    provenientes de outras cidades da regio.

    6. A filosofia da empresa se estrutura no oferecimento ao seus clientes, lojistas, de uma

    estrutura fsica aonde os mesmos podero se dirigirem com tranquilidade, diante do acesso fcil,

    permanecerem com comodidade, dada existncia de amplo estacionamento, praa de alimentao e

    leitos de hotel, e adquirirem, num s lugar, toda grade de produtos que comercialmente oferecem nas

    suas lojas ou comrcios, da porque o ATACADO LIDERANA DE TECIDOS E CONFECES EIRELI

    atualmente reconhecido como o SHOPPING DO LOGISTA.

    7. A movimentao operacional da empresa, de grande porte para um negcio atualmente

    focado no segmento de vendas para revendas, emprega com vnculo direito aproximadamente 114

    pessoas, muito embora, ao se considerar indiretamente, como guias, funcionrios de locatrios de

    espaos na estrutura de vendas, a terceirizao dos servios da praa de alimentao, a quantidade de

    contratos de trabalho gerados dentro dessa estrutura operacional atingir um nmero prximo a 300

    pessoas, sendo, este, o fluxo de bem estar social concebido atravs do modelo de negcio do ATACADO

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  • LIDERANA DE TECIDOS E CONFECCES EIRELI, o qual, no curso do presente procedimento, se

    esforar para preservar, reestruturar e, ulteriormente, majorar na proporo em que o

    empreendimento empresarial, comercial, econmico e jurdico foram recuperados.

    II. CONDIES PROCESSUAIS DA AO.

    II. I. Possibilidade, interesse e legitimidade.

    8. A admisso para o processamento de aes judiciais, em cujo gnero a espcie da

    recuperao judicial seguramente se insere, exige o concurso necessrio das condies da ao que a

    legislao processual civil prope para aceitao preliminar de processamento, no s porque regra

    geral, mas tambm por estar disciplinada sua regncia supletiva no artigo 189 da Lei 11.101/05.

    9. As condies da ao, de natureza processual e destinadas a pautar o juzo de prelibao

    acerca da instalao do processamento judicial de um feito so: legitimidade de parte, possibilidade

    jurdica do pedido e o interesse processual.

    Possibilidade Jurdica do Pedido.

    10. Inerente possibilidade jurdica do pedido, assim explica o clssico doutrinador:

    H possibilidade jurdica do pedido quando a pretenso do autor se refere a

    providncia admissvel pelo direito objetivo. O autor, como diz Galeno

    Lacerda, s ser titular do direito subjetivo pblico de ao se, em tese, o

    direito objetivo material admitir o pedido1.

    11. No caso da recuperao judicial, a anlise da possibilidade deve se estender aos

    pressupostos da lei especfica, no caso, o artigo 2. da lei 11.101/05, em cujo preceptivo remanesce

    disciplinado que o pedido de processamento da recuperao judicial seria juridicamente impossvel

    1 Jos Frederico Marques, Instituies de direito processual civil Campinas: Millennium, 1999, p. 23.

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  • acaso perpetrado por empresa pblica e sociedade de economia mista (I); instituio financeira

    pblica ou privada, cooperativa de crdito, consrcio, entidade de previdncia complementar,

    sociedade operadora de plano de assistncia de sade, sociedade seguradora, sociedade de

    capitalizao e outras entidades legalmente equiparadas s anteriores (II).

    12. Isto posto considerando que as empresas no se enquadram s hipteses previstas no

    artigo discutido, tem-se, ento, que o pedido juridicamente possvel, haja vista a correlao entre

    o direito subjetivo e o objetivado na norma de regncia.

    Interesse de Agir.

    13. Passa-se, agora, a definio daquilo que a clssica doutrina processual eleita para apoiar

    esta pea compreende por interesse de agir, a segunda condio da ao aqui abordada:

    Para que haja interesse de agir, necessrio que o autor formule uma

    pretenso adequada a satisfao do interesse contido no direito subjetivo

    material [....] Donde se tira a seguinte lio de Liebman: A existncia do

    interesse de agir e, assim, uma condio do exame do mrito, o qual seria

    evidentemente intil se a providncia pretendida fosse por si mesma

    inadequada a proteger o interesse lesado ou ameaado [...]2.

    14. O interesse de agir, tal como a possibilidade jurdica do pedido, igualmente deve ser

    garimpado a partir da lei de regncia, eis nela estarem declarados as garantias e solues que o

    procedimento outorgar empresa que estiver sobre o regime jurdico em questo.

    15. Neste desiderato, preleciona o artigo 47 da Lei 11.101/05 que a recuperao judicial

    tem por objetivo viabilizar a superao da crise econmico-financeira do devedor, a fim de permitir a

    manuteno da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores,

    promovendo, assim, a preservao da empresa, sua funo social e o estmulo atividade econmica.

    2 Op.cit. p. 24-25.

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  • 16. E mais, o caput do artigo 49 expe que esto sujeitos recuperao judicial todos

    os crditos existentes na data do pedido, ainda que no vencidos.

    17. Emerge, da apreciao integrada destes dois artigos de lei, que o interesse de agir se

    correlaciona aqui possibilidade de superar a crise econmico-financeira do devedor, que j resultou

    ou resultar na incapacidade de pagamentos de obrigaes vencidas antes da distribuio do pedido,

    ou preexistentes e embora no vencidas, de forma que, dentro deste contexto, o resultado

    proporcionado ser til para as empresas e adequada tutela perseguida, uma vez que sustar a

    imediata exigibilidade do passivo, proporcionar um ambiente jurdico mais adequado para sua

    renegociao e permitir uma reestruturao racional e organizada das requerentes.

    18. A doutrina especializada comenta a compreenso da crise econmico-financeira:

    Em ltima anlise, a crise econmico-financeira constitui-se em um

    fenmeno tradutor de um desequilbrio entre os valores realizveis pelo

    devedor e as prestaes que lhe so exigidas pelos credores. Espelha, assim,

    sob o ponto de vista econmico um efeito patolgico do funcionamento do

    crdito. 3

    19. Diante do exposto, remetendo-se aos anexos: Fluxo de Caixa, Relao de Credores,

    Certides de Protestos, Relao de aes e de Trabalhadores tem-se por caracterizado o interesse de

    agir, expostos tanto pela demonstrao da crise econmico-financeira quanto pela necessidade de

    se preservar a funo social das empresas requerentes.

    Legitimidade de agir

    20. Enfim, a ltima condio da ao a ser abordada, que se relaciona intimamente com as

    outras duas anteriores, a legitimidade de agir, tratada assim pela irretocvel doutrina:

    3 Srgio Campinho, Falncia e recuperao de empresa: O novo regime da insolvncia empresarial 3. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2008, p. 122.

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  • A legitimao para agir (legitimatio ad causam) diz respeito a titularidade

    ativa e passiva da ao [...] S os titulares dos interesses em conflito tem o

    direito de obter uma deciso sobre a pretenso levada a juzo atravs da ao.

    So eles, portanto, os nicos legitimados a conseguir os efeitos jurdicos

    decorrentes dos direito de ao4.

    21. Por todo o exposto, afigura obvio que a legitimidade da requerente inquestionvel

    em funo de ser a nica que poder perseguir em seu nome os benefcios processuais decorrentes do

    procedimento escolhido.

    II. II. Competncia do Juzo.

    22. Alm das condies da ao j perfilhadas ao contexto exposto nesta inicial, tambm

    so relevantes maiores argumentos a despeito do assunto competncia, uma porque um requisito

    processual da ao judicial, outra porquanto a lei especfica cuida de definir, na hiptese de mais de

    um estabelecimento, qual seria Juzo para quem deveria ser distribudo o pedido.

    23. Ao par disso, o artigo 3. da Lei 11.101/05, afirma que competente para homologar

    plano de recuperao extrajudicial, deferir a recuperao judicial ou decretar a falncia o juzo do local

    do principal estabelecimento do devedor ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil.

    24. O conceito de estabelecimento, necessrio para compreenso da norma, haurvel a

    partir do artigo 1.142 do Cdigo Civil, que diz considerar estabelecimento todo complexo de bens

    organizado, para exerccio da empresa, por empresrio, ou por sociedade empresria.

    25. A respeitada doutrina considera que:

    estabelecimento empresarial o conjunto de bens que o empresrio rene

    para explorao de sua atividade econmica. Compreende os bens

    4 Jos Frederico Marques, Instituies de direito processual civil Campinas: Millennium, 1999. p. 25.

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  • indispensveis ou uteis ao desenvolvimento da empresa, como as

    mercadorias em estoque, mquinas, veculos, marca e outros sinais

    distintivos, tecnologia etc.5

    26. No caso dos autos, como inexistem filiais, aliado circunstncia da empresa estar

    estabelecida num nico endereo, fica bem delineada a competncia de processamento para a

    Comarca de Cascavel, PR.

    III. REQUISITOS ESPECIFICOS DO PROCESSAMENTO DA LEI 11.101/05.

    27. Ambicionando no somente a melhor compreenso jurdica desta inicial, mas tambm

    com a motivao de proporcionar uma exposio didtica e clara, a fim de permitir ao Juzo e todos

    interessados extrarem a melhor percepo de seu contedo, passa-se agora a atender, com

    argumentaes quando couberam, seno remisses a Anexos, os requisitos previstos entre o artigo 48

    e 51 da Lei 11.101/05, seguindo-se a cronologia numrica entre eles.

    III.I. Artigo 48, caput (ANEXO A).

    28. Segundo demonstra a Ficha Cadastral juntada no anexo predito, a requerente exerce

    atividades empresariais regular h mais de 2 (dois) anos, atingindo, na atualidade 34 (trinta e quatro)

    anos de atividades.

    III. II. Artigo 48, I, II, III, IV (ANEXO B).

    29. A requerente e seu representante legal, administrador, afirma que jamais foi falido, que

    jamais requereu recuperao judicial antes e afirma nunca ter sido condenado por crimes previstos na

    lei 11.101/05, nos termos das Declaraes juntadas no anexo apontado.

    5 Fabio Ulhoa Coelho. Curso de Direito Comercial, volume 1: direito de empresa 15. ed. So Paulo: Saraiva, 2011, p. 112

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    PROJUDI - Processo: 0017785-95.2017.8.16.0021 - Ref. mov. 1.1 - Assinado digitalmente por Ely de Oliveira Faria

    31/05/2017: JUNTADA DE PETIO DE INICIAL. Arq: Petio Inicial

  • III.III. Artigo 51, I. Exposio das causas concretas da situao patrimonial das devedoras

    e das razes da crise econmico-financeiro. (ANEXO C).

    30. Conquanto se remeta ao anexo comentado o estudo mais detido, se condensar aqui

    um pouco das razes j diagnosticadas da crise pela qual passa a requerente, bem como se expor

    medidas de reorganizao j adotadas.

    31. Em relao aos motivos j detectados para o atual cenrio de crise, tem-se a destacar

    que a empresa experimentou entre os anos de 2002 e 2008 um crescimento operacional intenso,

    refletindo aumento de volume de vendas, de trnsito dirio de clientes e consequentemente de

    faturamento, no entanto, sobredita ascenso se esbarrou na sua limitada estrutura fsica no perodo,

    composta por uma loja de 3.500 metros quadrados, no centro da cidade, e mais trs depsitos de

    mercadorias, para acondicionar o estoque, a qual, alm de limitar o crescimento projetado da

    operao, se demonstrou onerosa e de alta complexidade de gesto.

    32. Dentro deste cenrio, a empresa planejou e deu incio a execuo de um

    empreendimento capaz de solucionar todos os problemas em relao ao grfico de crescimento

    experimentado e projetado, que seria a construo, as margens da BR 277, de um centro de

    comodidades logsticas que viria (atualmente sua sede) a centralizar toda operao da empresa, que

    ocuparia um imvel de 70.000 metros quadrados, com rea construda de 19.000 metros quadrados,

    com 10.000 metros quadrados de rea de loja, alm de auditrio, refeitrio para funcionrio, praa de

    alimentao para clientes e visitantes, rea coberta para carga e descarga, 300 vagas de

    estacionamento e um hotel, alm de toda concentrao dos departamentos da empresa, inclusive com

    integrao do estoque.

    33. Acontece que a partir de 2007, com o incio da execuo do Projeto, houveram

    problemas na liberao de crditos at ento aprovados para cobertura de toda obra, o que obrigou a

    empresa a participar imediatamente e diretamente do custo da construo, sem que, contudo, tivesse

    planejado isso em seu fluxo de caixa.

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  • 34. Duas foram as consequncias, a empresa passou a se descapitalizar, ao mesmo tempo

    em que imobilizava seu capital, da mesma forma em que, no dispondo de recursos a serem utilizados

    segundo o cronograma original, a finalizao do empreendimento levou muito mais tempo do que o

    previsto, estendendo o planejamento de 12 meses para 60 meses.

    35. Paralelamente a isso, o cenrio do mercado de atuao partir da inaugurao do

    empreendimento, em fevereiro de 2013, se alterou bastante, se afastando das premissas projetadas

    inicialmente, muito embora, para esse arranque, o LIDERANA investiu em novas linhas de produtos,

    elevou bastante seu estoque, abriu novos fornecedores, novos guias de compras e contratou mais

    funcionrios.

    36. Acontece que, passada a convulso da inaugurao desse novo conceito de negcio,

    ainda no ano de 2013, j em razo da crise que flertava com a Nao, as vendas se retraram, grande

    parte do estoque, elevadssimo, ficou imobilizado, causando problemas com o giro da empresa, preso

    nos produtos sem rotatividade, alm do que, a estagnao do crescimento de vendas sacrificou o

    resultado operacional da empresa, fazendo com que os custos prevalecessem em relao as receitas,

    uma vez que a mesma havia se preparado para um cenrio econmico mais otimista e favorvel.

    37. O efeito prtico disso foi clssico, a concepo de passivos com fornecedores, parceiros,

    trabalhadores e instituies financeiras, sendo que estas ltimas, diferente dos demais credores, em

    face de suas garantias, preservaram seus interesses renegociando seus crditos ao longo do perodo,

    a troco de experimentarem remunerao pela rolagem das dvidas, sem suas respectivas liquidaes,

    mesmo que parciais, cuja medida evitou um desastre jurdico, mas sacrificou ainda mais o capital de

    giro da empresa, que foi destinado para pagamento de juros bancrios, sem que no entanto,

    houvessem liquidao de capital, concebendo um cenrio atual que, mesmo a despeito do profundo

    desembolso no perodo vertido para liquidao de obrigaes bancrias, a dvida se majorou ao invs

    de se retrair, provocando incapacidade financeira de suas liquidaes nos termos em que at ento

    ajustados.

    38. Por outro lado, no sentido oposto as razes que influenciaram na crise econmico-

    financeira, urge destacar medidas reparatrias e de reestruturao operacional em curso de

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  • implementao, as quais se voltaro, imediatamente, a estancar as causas da crise, para,

    mediatamente, sanear os efeitos concebidos a partir da mesma.

    39. Neste particular, o LIDERANA j implementou uma nova cultura comercial e investiu

    em outros meios de divulgao e marketing, eis que a primeira premissa desse processo de

    reestruturao retomar os ndices ascendentes de venda e faturamento.

    40. Em paralelo s medidas destinadas a majorar as receitas, a empresa tambm est se

    dedicando a reescalonar suas despesas, especialmente as componentes de custos fixos, sendo possvel

    destacar a implementao de ajuste na estrutura pessoal, adequada as necessidades momentneas da

    operao.

    41. Igualmente, em relao ao alto estoque de produtos existentes, representativo de um

    capital imobilizado e sem o giro idealizado, o LIDERANA est estudando junto s empresas eletrnicas

    de vendas de ativos e pontas de estoques condies mais competitivas para comercializ-lo em bloco,

    cuja medida traria dinheiro para a atividade e reduziria os custos financeiros para formao de capital

    de giro, dando mais competitividade para empresa e margens mais atraentes.

    42. Outra medida j em execuo, foi a reestruturao do layout do centro de compras,

    que ao ser reorganizado de maneira mais racional, permitiu a liberao de espao ocioso e

    proporcionou ao LIDERANA locao dos mesmos para outras empresas, agregando receita inexistente

    e, sobretudo, no desabastecendo o ambiente de convenincia da oferta de toda grade de produtos,

    dado a sua incapacidade financeira de manter essa oferta no presente momento.

    43. De resto, coexistem estudos avaliando a possibilidade de converso do espao em

    Shopping, outros no sentido de terceirizar a administrao do Hotel existente no complexo, alm de

    possibilidades de serem alienados, mesmo que parcialmente, ativos da empresa, que hoje se

    estabelece num imvel prprio e representa uma marca de alta reputao e confiabilidade junto ao

    seu mercado de ao, o que tambm refora a exposio da sua viabilidade patrimonial, sendo certo

    que tais diretrizes devero ser apresentadas ano Plano de Recuperao Judicial ou, eventualmente, at

    a deliberao pelos credores acerca da proposta de reestruturao da empresa.

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  • 44. Com lastro neste cenrio, de extrema compreenso das razes que conduziram a

    empresa ao cenrio de crise, que se confia na possibilidade da sua reorganizao e reestruturao a

    partir das medidas implementadas, e principalmente, daquelas que sero estruturadas a partir do

    Plano de Recuperao Judicial, que confirmar a viabilidade da empresa.

    III. IV. Artigo 51, II (ANEXO D).

    45. No anexo apontado acima, sero apresentadas as Demonstraes contbeis e Relatrio

    gerencial de fluxo de caixa e sua projeo.

    III.V. Artigo 51, III (ANEXO E).

    46. No anexo supracitado ser apresentada Relao nominal completa dos credores,

    inclusive aqueles por obrigao de fazer ou de dar, com a indicao do endereo de cada um, a

    natureza, a classificao e o valor atualizado de cada crdito, discriminando sua origem, o regime dos

    respectivos vencimentos, inclusive aqueles no submetidos ao procedimento.

    III. VI. Artigo 51, IV (ANEXO F).

    47. No anexo em epgrafe ser apresentada a Relao integral dos empregados, em que

    constem as respectivas funes, salrios, indenizaes e outras parcelas a que tm direito, com o

    correspondente ms de competncia, e a discriminao dos valores pendentes de pagamentos.

    III.VII. Artigo 51, V (ANEXO G).

    48. No anexo precitado ser abojada a Certido de regularidade da devedora no Registro

    Pblico de Empresas (JUCEPAR) e seu ato constitutivo atualizado.

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  • III.VIII. Artigo 51, VI (ANEXO H).

    49. No anexo supracitado ser exposta a relao dos bens particulares do scio

    administrador e proprietrio da devedora.

    III. IX. Artigo 51, VII (ANEXO I).

    50. Os extratos atualizados das contas bancrias da devedora e de suas eventuais

    aplicaes financeiras de qualquer modalidade, inclusive em fundos de investimento ou em bolsas de

    valores, esto organizados no anexo acima identificado.

    III.X. Artigo 51, VIII (ANEXO J).

    51. As Certides dos cartrios de protestos da Comarca do domiclio da devedora sero

    juntadas no anexo discriminado na epgrafe desse ttulo.

    III. XI. Artigo 51, IX (ANEXO K).

    52. Enfim, a relao, subscrita pela devedora de todas as aes judiciais em figura como

    parte, inclusive as de natureza trabalhista, com a estimativa dos respectivos valores demandados,

    sero apresentadas em no anexo especificado.

    IV. PEDIDOS.

    53. Pois bem Excelncia, como se viu de ver, a requerente se esforou sobremaneira para

    demonstrar a justaposio do momento econmico-financeiro pelo qual passa s condies

    processuais e materiais, do direito comum e especfico, que lhe permitir processar a indispensvel

    recuperao judicial, que ter como fim ser meio (com o perdo do paradoxo lxico) de sua

    reestruturao, eis representar um empreendimento historicamente vivel e causador da melhor

    funo social.

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  • 54. Portanto, estando em termos a documentao exigida pelos artigos 48 e 51 desta Lei,

    alm da adequao regncia processual, estima-se a causa, para fins de alada, no valor de R$

    100.000,00 e propugna:

    a) pelo registro da procurao outorgada pela requerente, com a subsequente

    anotao do nome deste subscritor, Ely de Oliveira Faria, OAB/SP n. 201.008,

    no sistema eletrnico de gesto processual, para os fins de recebimento das

    intimaes oriundas deste feito exclusivamente em seu nome;

    b) pelo o DEFERIMENTO DO PROCESSAMENTO da recuperao judicial:

    b.1.) em prosseguimento da deciso de processamento da recuperao

    judicial, alm das demais contingncias legislativas, pugna pela:

    I nomeao de administrador judicial;

    II seja declarada a dispensa da apresentao de certides negativas em geral

    para que as devedoras exeram suas atividades perante contratantes privados,

    o que guarda absoluto amparo legal;

    III seja determinada a suspenso de todas as aes ou execues contra o

    devedor, na forma do art. 6. desta Lei, permanecendo os respectivos autos no

    juzo onde se processam;

    IV - a intimao do Ministrio Pblico e a comunicao por carta s Fazendas

    Pblicas Federal, Estadual e Municipal;

    V - publicao de edital, exclusivamente na Imprensa Oficial, que conter o

    resumo do pedido do devedor e da deciso que defere o processamento da

    recuperao judicial; a relao nominal de credores, em que se discrimine o

    valor atualizado e a classificao de cada crdito; a advertncia acerca dos

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  • prazos para habilitao dos crditos, na forma do art. 7o, 1o, desta Lei,

    intimando-se as requerentes, na pessoa deste subscritor, para recolher as

    custas necessrias.

    VI. concesso do prazo de 60 dias para apresentao do Plano de Recuperao.

    Termos em que, o deferimento, anseia e necessita.

    Cascavel, 31 de maio de 2017, quarta-feira.

    ELY DE OLIVEIRA FARIA - ADV.

    OAB/SP 201.008

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