1 culpabilidade. 2 culpa – idéia que remete a um conceito de reprovação; culpabilidade –...

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Culpabilidade

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Culpabilidade

“Culpa” – idéia que remete a um conceito de reprovação;

Culpabilidade – possibilidade de se considerar alguém culpado pela pática de uma infração.

Juízo de censurabilidade, reprovação por alguém que cometeu um ilícito;

• É PRESSUPOSTO DE IMPOSIÇÃO DA PENA

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Período Atual

• Conforme a TEORIA FINANALISTA DA AÇÃO:

• CULPABILIDADE - é a possibilidade de reprovar o autor de fato punível porque, de acordo com as circunstâncias,

PODIA E DEVIA AGIR DIFERENTEMENTE;

• Sem isto não há reprovação;• A responsabilidade objetiva não existe no Sistema Penal

Vigente;

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Teorias da Culpabilidade

São três teorias a respeito da culpabilidade:

1. Teoria Psicológica

2. Teoria Psicológica-Normativa

3. Teoria Normativa Pura

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1. Teoria Psicológica

• Surgiu no Sistema naturalístico ou causal, preconizado por Von Liszt ((1900);

• culpabilidade é o liame psicológico que se estabelece ente a conduta e o resultado, por meio do dolo ou da culpa;

• Fundava-se em duas bases: PREVISIBILIDADE E VOLUNTARIEDADE;

• O nexo psíquico ente a CONDUTA e o RESULTADO esgota-se no dolo e na culpa que passam a ser ESPÉCIES DE CULPABILIDADE;

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2. Teoria Psicológico-normativa

• Início do séc. XX – (1907) – Reeinhard Frank;• Ex: caso do náufrago em uma tábua de salvação• Matou seu companheiro dolosamente e por estar em

estado de necessidade, não foi considerado culpado

Conclusão: o sujeito só poderia ser culpado e merecer sanção se :

a) Se o comportamento tiver sido reprovável e censurável;

b) Houver possibilidade de agir de forma diferente

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2. Teoria Psicológico-normativa

DOLO E CULPA EM SENTIDO ESTRITOElementos da Culpabilidade

+

NOVO CARÁTER NORMATIVO

Juízo de reprovação pelo fato praticado quando há possibilidade de conduta diversa

Elementos da Culpabilidade

1. Imputabilidade;

2. Elemento psicológico normativo

3. Exigibilidade de conduta diversa.;

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3. Teoria Normativa Pura da Culpabilidade

• Nasceu com a Teoria Finalista da Ação (1930);• Hans Welzel (maior defensor);• Demonstrou que dolo e culpa em sentido estrito, não

são elementos da culpabilidade e situam-se no interior dos tipos legais;

• Demonstrou que o dolo não continha a (consciência atual da ilicitude, pois é puramente psicológico;

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DoloConsciência do fato (Previsão)

Vontade de alcançar o resultadoPOTENCIAL POTENCIAL

CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE

Culpa

culpabilidade

Fato TípicoTeoria Finalista da Ação

3. Teoria Normativa Pura da Culpabilidade

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•Potencial Consciência da ilicitude Potencial Consciência da ilicitude

•Exigibilidade de condutaExigibilidade de conduta•diversadiversa

culpabilidade

Imputabilidade

A consciência da ilicitude é potencial quando o agente, embora não tendo a percepção da ilicitude DEVERIA tê-la, em face da sua idade e da integração no meio social

A Concepção adotada pelo CP –Teoria Normativa Pura

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Elementos da Culpabilidade

1.POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE – é a possibilidade de se conhecer que o fato é contrário ao direito, ou seja, choca-se com a ordem jurídica.

2. EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA – funda-se no princípio de que SÓ PODEM SER PUNIDAS CONDUTAS QUE PODEM SER evitada.

Ex: gerente do banco que chega em casa e encontra sua mulher e filhos sob a mira de um revólver. O agressor manda que ele vá ao banco e traga o dinheiro do cofre, caso contrário mata todos.

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Pressuposto da Culpabilidade

ImputabilidadeÉ a capacidade de entender o caráter ilícito do fato e de

determinar-se de acordo com esse entendimento.

Condições físicas, psicológicas, morais e mentais de saber que

realiza um ILÍCITO.

Total condição de controle de sua vontade+

Aspecto volitivo Aspecto intelectivo

Ex: dependente de droga que compreende o caráter ilícito do furto que pratica mas não consegue controlar o invencível impulso de consumir a droga e por isto ROUBA para comprá-la.

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Imputabilidade

•O CP não diz o que é imputabilidade mas diz O QUE É

INIMPUTABILIDADE art. 26, 27, 28 § 1º - REQUISITOS PARA

AFERIÇÃO DE IMPUTABILIDADE

AGENTE É IMPUTÁVEL

Causas que excluem a imputabilidade:

Doença mental;

Desenvolvimento mental incompleto (menores de 18 anos);

Desenvolvimento mental retardado;

Embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior

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a) Doença mental

• É perturbação mental ou psíquica de qualquer ordem, capaz de eliminar ou afetar a capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de comandar sua vontade de acordo com esse entendimento.Ex: psicose, neurose, esquisofrenia, paranóias, psicopatias, etc.

Obs: A lei 6.368/76 (antiga lei de tóxicos) art. 19 parágrafo único define:” configura doença mental sempre que retirar a capacidade de ENTENDER E QUERER.

Obs: Betiol diz que: “cessa a imputabilidade em casos de enfermidades de natureza não mental mas que atinjam a capacidade de querer. Ex: estados de delírios febris decorrentes de pneumonia ou outras.

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b) Desenvolvimento Mental Incompleto

• E desenvolvimento que ainda não se concluiu, devido à idade cronológica ou a falta de convivência em sociedade – imaturidade mental e emocional.

Ex: Menores de 18 anos (CP, art. 27); os silvícolas inadaptados (os indios que não estão aculturados)

SILVÍCOLAS

É imprescindível laudo pericial para

aferir a imputabilidade

MENORES DE 18 ANOS

Apesar de não sofrerem sanção penalestão sujeitos à

medida socioeducativas prevista no ECA (Lei

8069/90, art. 103

Obs: para os surdos-mudos, deve-se analisar o caso concreto para se comprovar as conseqüências da incapacidade.

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b) Desenvolvimento Mental Retardado

• É o desenvolvimento incompatível com a idade cronológica da pessoa. È aquele que não atingiu a maturidade psíquica.

Ex: Oligofrênicos em todas as suas formas.

Oligofrênicos – são pessoas de reduzido coeficiente intelectual. Existe uma graduação, desde os mais severos até os mais leves.

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Aferição de Inimputabilidade

Sistema Biopsicológico (adotado pelo CP):

causa geradora esteja prevista na lei

atue no momento da ação delituosa, retirando do agente o entendimento e a vontade.

+

Requisitos da Imputabilidade segundo o Sistema Biopsicológico

a) Causal- existência de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, previsto em lei;

b) Cronológico – atuação ao tempo da ação delituosa;

c) Consequencial – perda total da capacidade de entender e de querer.

A prova da inimputabilidade é fornecida por exame pericial.

Provada a insanidade o agente é absolvido mas receberá MEDIDA DE SEGURANÇA ( absolvição imprópria)

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a) Embriaguez• Conceito: causa capaz de levar à exclusão do entendimento e da

vontade do agente, em virtude de intoxicação aguda transitória, causada por álcool ou qualquer substância de efeito psicotrópico sejam elas: entorpecentes (morfina, ópio, etc.), estimulantes (cocaína) ou alucinógenos (ácido lisérgico).

• A EMBRIAGUEZ no Código Penal - § 1º do art. 28

“ é isento de pena o agente que, por embriaguez COMPLETA, proveniente de CASO FORTUITO ou FORÇA MAIOR, era, ao tempo da ação ou da omissão, INTEIRAMENTE incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento”.

Para excluir ou diminuir a responsabilidade penal

EMBRIAGUEZ tem que ser COMPLETA E ACIDENTAL (?)

Fases da embriaguez: EXCITAÇÃO; DEPRESSÃO e LETÁRGICA. A EMRIAGUEZ É COMPLETA QUANDO ATINGE, PELO MENOS

A SEGUNDA FASE (DEPRESSÃO- “fase do leão”)

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Embriaguez Acidental

• POR CASO FORTUITOÉ acidental porque ocorre sem que

o sujeito deseje embriagar-se e nem decorre de negligência.

NEM É VOLUNTÁRIA NEM É CULPOSA.

Ex: alguém que ingere uma bebida na ignorância de que contém álcool; alguém que está tomando um calmante e não e não sabe que não poderia ingerir álcool; alguém que cai em um tanque de vinho. (clássico)

• POR FORÇA MAIOR

Resultante de força física externa imprimida sobre o sujeito, no sentido de obrigá-lo a ingerir a substância embriagante.

CONSEQÜÊNCIA DA EMBRIAGUEZ ACIDENTAL

Quando Completa – EXCLUI A IMPUTABILIDADE – AGENTE ISENTO DE PENA;

Quando Incompleta – não exclui mas permite a diminuição da pena de 1/3 a 2/3, conforme o grau de perturbação

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Embriaguez não Acidental• Embriaguez Voluntária (dolosa ou intencional) – o agente

ingere a substância alcoólica ou de efeitos análogos, com a intenção de embriagar-se;

• Embriaguez Culposa – o agente quer ingerir a substância, mas sem a intenção de embriagar-se. Portanto há um desejo de engessar em um estado de alteração psíquica.

Art. 28, II CP: NÃO HÁ EXCLUSÃO DE IMPUTABILIDADE

Por que?

No momento de ingerir a substância, o agente era LIVRE PARA DECIDIR SE DEVIA OU NÃO FAZÊ-LO. – AÇÃO ERA LIVRE NA

CAUSA, devendo o agente ser responsabilizado por essa razão.

TEORIA DA ACTION LIBERA IN CAUSA (Ação livre na causa)

Por essa teoria considera-se o momento da ingestão da substância e não o da prática do delito. (resquícios de

RESPONSABILIDADE OBJETIVA)

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Teoria da Action Libera in Causa

• Ex: Um estudante, após ingerir grande quantidade de álcool, vai a uma festa , na qual, completamente embriagado, disfere um disparo de arma de fogo e mata um amigo. Passando a bebedeira chora a morte do amigo e não se lembra de nada.

• Pela Teoria da Actio Libera in Causa – homicídio doloso, presumindo-se, sem admissão de prova em contrário, que estava sóbrio no momento que praticou a conduta.

• Damásio afasta completamente a responsabilidade objetiva no sistema moderno. – “o agente não pode ser responsabilizado se não tinha, no momento em que se embriagava, condições de prever o surgimento da situação que o levou à prática do crime.

Quando deve ser adotada a Teoria Action Libera in Causa

Embriaguez preordenada – quando sujeito se embriaga para praticar o crime.

Embriaguez voluntária, culposa e não preordenada – Não aceita pela doutrina moderna

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Emoção e Paixão

• Art. 28, I – Não exclui a imputabilidade a emoção e a paixão.

• Emoção – é sentimento abrupto, súbito, repentino, arrebatador que toma a pessoa tal e qual um vendaval – é fulgaz, efêmero e passageiro.

• Paixão – um estado crônico, perdurando como sentimento profundo e monopolizante (amor, vingança, fanatismo, despeito, avareza, ambição) – é duradouro

Não excluem a imputabilidade mas podem diminuir a pena – art. 65, III, c

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Emoção como causa minorante

Pode funcionar como causa específica de diminuição de pena no homicídio doloso e nas lesões corporais dolosas

Requisitos:

a) deve ser violenta;

b) O agente deve estar sob o domínio desta emoção e não sob sua influência;

c) A emoção deve ser provocada por um ato injusto da vítima;

d) A reação deve ser logo em seguida a essa provocação

A pena deve ser reduzida de 1/6 a 1/3

Obs: A paixão não funciona como causa de diminuição da pena.

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