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S. Dons.

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  • DIOCESE DE URUAU

    RENOVAO CARISMTICA CATLICA

    SEMINRIO DE DONS (APRENDENDO SER UM MELHOR CARISMTICO)

    1 Palestra: DON DAS LINGUAS E SUA INTERPRETAO.

    Aprendemos que o Don das Linguas o menor dos dons, e que tambm nem por ser o menor,

    deixa de ter sua importncia. Gosto de chamar o Don das lnguas, como o Don que o Senhor

    nos concede para termos acesso aos demais. Faamos a seguinte comparao: Nossas

    residncias geralmente so compostas de quartos, banheiro, sala, cozinha etc. Cada cmodo

    possui uma porta de acesso, porm para ter acesso a estes, a estas portas, temos que abrir a

    porta principal da casa, a porta de entrada. A esta porta de entrada e de acesso, fao relao

    ao Don das lnguas, visto que os demais carismas (dons) s podem fluir em ns depois de um

    momento de orao em lnguas com muito uno e entendimento. E estes demais carismas

    que veremos adiante, so os cmodos da casa que estavam de certa forma at inutilizados e

    passaram a ter sua importncia.

    Outrossim, o Esprito vem em auxlio nossa fraqueza; porque no sabemos o que devemos

    pedir, nem orar como convm, mas o Esprito mesmo intercede por ns com gemidos

    inefveis. E aquele que perscruta os coraes sabe o que deseja o Esprito, o qual intercede

    pelos santos, segundo Deus. (CF. Rom 8,26-27).

    Neste trecho da carta de So Paulo aos Romanos, percebemos que no Don das lnguas o

    Esprito Santo intercede por ns. Assim, quando mais oramos em lnguas, mais O teremos

    como nosso intercessor, auxilio. Os momentos de fraquezas so inesperados, da a importncia

    de exercitar este Don sempre. Orando em lnguas ou na linguagem dos anjos, nosso eu,

    nosso querer, nossa vaidade d lugar ao querer de Deus para ns. E Deus tambm to bom e

    to generoso para conosco que no existem palavras inteligveis que possamos recitar ao

    ponto de agradecer ao Senhor na medida que Ele merece. Da onde o Esprito Santo vem em

    socorro a nossa misria e, com o corao aberto, comeamos a balbuciar palavras

    incompreensveis aos humanos mas muito acolhidas pelo corao de Deus (CF. ICor. 14,2).

    Frisamos tambm a importncia de orarmos em lnguas quando impomos as mos nas

    pessoas. Quando na imposio de mos, oramos em lnguas automaticamente samos de cena.

    O nosso querer, a nossa eloqncia e at muitas vezes a nossa vaidade de querer mostrar

    como oramos com palavras lindas, d lugar ao Esprito Santo que sabe muito bem de que cura

    a pessoa precisa. E, a imposio de mos sim um gesto necessrio para que se receba o

    Batismo no Espirito, para que acontea a efuso... E quando Paulo lhes imps as mos, o

    Esprito Santo desceu sobre eles, e falavam em lnguas estranhas e profetizavam.

    (Cf. Atos 19,6)

    Aqui tambm fao uma outra comparao muito pertinente. Vejamos que uma criana recm-

    nascida no consegue pronunciar palavras, a nica coisa que ela sabe chorar (gemidos

    inefveis). A criana no diz para a me se a dor no ouvido, na barriga ou em outro lugar,

    mas atravs do tom de choro da criana, a me sabe onde di. Assim muitas vezes a nossa dor

    est na alma, no esprito e mo humana no pode alcanar e na orao em lnguas, nos meus

  • gemidos inefveis, aquele que perscruta os coraes sabe o que deseja o Esprito, o qual

    intercede pelos santos, segundo Deus.

    Vejamos agora a importncia de usar o Don das Lnguas com entendimento, de forma correta

    e no brincar de orar como alguns tem feito. Se eu oro em virtude do dom das lnguas, o meu

    esprito ora, mas o meu entendimento fica sem fruto. Ento que fazer? Orarei com o esprito,

    mas orarei tambm com o entendimento; cantarei com o esprito, mas cantarei tambm com

    o entendimento. (ICor. 14, 14-15). Aqui temos uma aula de So Paulo de como usar o Don das

    lnguas de modo a edificar, dar fruto. Acredito que quando ele exorta a comunidade de corinto

    desta forma, com certeza a comunidade orava como muitos oram hoje. Uma orao em

    lnguas sem um sentido, sem um porque, oram por orar. Quando oramos em lnguas nosso

    entendimento deve orar junto, nosso pensamento deve estar focado naquilo em que estamos

    necessitando da ao de Deus para que nossa orao tendo um foco, obtenhamos xito.

    FAAMOS ESTE EXERCCIO DE ORAR EM LINGUAS TENDO SEMPRE UM OBJETIVO, UM

    PORQUE, LEMBRANDO QUE UMA ORAO QUE NO PODE SER FEITA DE QUALQUER

    FORMA.

    A INTERPRETAO

    Para falar de interpretao importante antes de tudo saber que no vamos traduzir um

    lngua. No se trata de pegar um texto em ingls e passar o mesmo para o portugus. Mas se

    trata sim de interpretar, saber o que Deus quer dizer com esta ao do Esprito. O grande erro

    que cometemos nas assemblias e at mesmo quando oramos em nosso quarto que no

    silenciamos, no paramos um momento depois de orar em lnguas para deixar que Deus fale

    ao nosso corao e, quando na assemblia, de modo a edificar, interpretemos a lngua que foi

    rezada ou cantada. Ora, desejo que todos faleis em lnguas, porm muito mais desejo que

    profetizeis. Maior quem profetiza do que quem fala em lnguas, a no ser que este as

    interprete, para que a assemblia receba edificao (ICor. 14,5). O desejo que falemos em

    linguas um desejo de Deus para ns, porm, para haver a edificao preciso exercitarmos o

    Don do silencio que muitas vezes atropelamos pela pressa de rezar. Quando ns ou a

    comunidade no recebe esta edificao culpa nossa, toda nossa, que conduzimos uma

    orao s por conduzir. A interpretao que So Paulo pede, quando falamos em lnguas.

    Mas quando se fala em lnguas? Quando se est reunido em assemblia, porque mais pessoas

    esto ouvindo. O orar em lnguas um gesto mais pessoal e verticalizado, j o falar em

    lnguas um ato comunitrio e justamente por este motivo carece de interpretao para

    edificar a comunidade presente. E at mesmo eu em meu quarto sozinho quando oro em

    lnguas preciso fazer um momento de silencio com o Senhor, para que, depois desta orao

    que me levou a intimidade com Ele, eu obtenha as respostas que estou precisando, seja ela na

    Palavra, na profecia, em uma visualizao etc.

    VAMOS EXERCITAR O SILENCIO NA ORAO EM LINGUAS PESSOAL, EM FAMILIA OU EM

    COMUNIDADE PARA QUE ASSIM A ORAO TENHA A EFICCIA QUE QUER E DEVE TER.

  • 2 PALESTRA: O DOM DA PROFECIA

    O Senhor Deus deu-me a lngua de um discpulo para que eu saiba reconfortar pela palavra o

    que est abatido. Cada manh ele desperta meus ouvidos para que escute como discpulo.

    (IS 50,4). Como eu vou reconfortar algum pela palavra? Como eu vou saber de que palavra

    certa pessoa est precisando? Deixando cumprir em ns o que diz o profeta Joel no texto

    seguinte:

    Depois disso, acontecer que derramarei o meu Esprito sobre todo ser vivo: vossos filhos e

    vossas filhas profetizaro; vossos ancios tero sonhos, e vossos jovens tero vises. (Jl 3,1)

    Reconfortar pela palavra profetizar. As pessoas quando se dirigem aos encontros da RCC e

    aos grupos de orao em especial, em sua maioria esto procurando um conforto, sair do

    abatimento e ai precisa fluir de dentro de ns este ser proftico adormecido. Assim

    precisamos permitir e desejar este derramamento do Esprito em ns todos os dias para que

    escutemos e falemos como discpulos.

    PROFECIA.

    UMA MENSAGEM DO CU MENSAGEM DE ALEGRIA, ESCLARECIMENTO, EXORTAO,

    ENCORAJAMENTO E ESPERANA. Profecia uma revelao da vontade de Deus para o seu

    povo.

    Antes que no seio fosses formado, eu j te conhecia; antes de teu nascimento, eu j te havia

    consagrado, e te havia designado profeta das naes. (Jer 1,5). Nesta passagem podemos nos

    colocar no lugar do profeta Jeremias e fazendo uma introspeco perceber que tambm desde

    nosso nascimento somos, por nosso Pai do Cu, chamados a ser profetas. Alguns no

    percebem este chamado e se desviam do caminho. A ns que estamos a caminho e no

    caminho, cabe-nos abrir ao Esprito e deixar que este ser proftico que existe dentro de ns,

    flua a cumpra a sua misso de ...edificar, exortar e consolar... (Icor 14,3).

    Profetizar por tanto falar de Deus e no de mim. Aprendemos que para falar de Deus

    precisamos estar em intensa escuta Dele, exercitando o Don de lnguas com um profundo e

    atento momento de silncio. muito fcil entender. Como posso transmitir um recado de

    algum que no falo a tempo? Ou no vou transmitir, ou vou transmitir um recado errado,

    humano, mentiroso.

    Profecias nunca transmitem ordens ou imposies, mas sim exortaes. Mesmo que contenha

    um carter corretivo, sero palavras de conforto e segurana e jamais em termos que levem a

    depresso ou a humilhao. A profecia pode ser dada em lnguas e ai entra o Don da

    interpretao. Toda profecia dada em lnguas necessrio ser interpretada. Esta interpretao

    pode ser dada a mesma pessoa que profetizou em lnguas, mas geralmente a interpretao a

    profecia em lnguas dada a outra pessoa da assemblia, at mesmo por zelo de Deus, pois

    assim, perde a impresso de que Ele est falando s com uma pessoa.

  • AUTENTICIDADE DE UMA PROFECIA:

    No extingais o Esprito, no desprezeis as profecias, mas examinai tudo e abraai o que

    bom (Ites. 5,19-21). Em geral quando temos a moo de uma profecia, quando depois de um

    momento de orao em lnguas nos dada uma profecia, junto com a profecia, pelo nosso

    medo humano, vem a interrogao: Ser que de Deus? Ser que devo falar? Mas algo to

    forte? Etc...No devemos reter, devemos proclamar porque na assemblia o Senhor nos dar a

    confirmao. Em muitas vezes depois de uma profe