MINISTRIO DAS FINANAS DIRECO-GERAL DO ORAMENTO ... das finanas direco-geral do oramento direco-geral da administrao pblica 1 circular conjunta n. 1/2004

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  • MINISTRIO DAS FINANAS DIRECO-GERAL DO ORAMENTO

    DIRECO-GERAL DA ADMINISTRAO PBLICA

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    Circular Conjunta n. 1/2004

    ASSUNTO: Remunerao e subsdio de frias em caso de suspenso

    prolongada ou cessao definitiva de funes.

    Os preceitos legais que contemplam a definio da remunerao e do subsdio de frias a abonar em caso de suspenso prolongada e de cessao definitiva de funes - art.s 14., n.s 1 e 2, 15., n.s 2 e 3, e 16. n.s 1, 2, e 3 do Decreto-Lei n.100/99 - tm vindo a suscitar interpretao e aplicao divergentes por parte de vrios servios e organismos da Administrao Pblica, originando decises desajustadas e at injustas na apreciao de questes idnticas e tipificadas.

    Deve-se este facto, pelo menos em parte, ao regime do Decreto-Lei n 49 031, de 17 de Maio de 1969, que, fixando as frias em 30 dias corridos - cfr. Art 6 - tornava irrelevante a distino entre dias teis e dias de descanso ou feriados integrados no perodo de frias, ao qual correspondia a remunerao mensal.

    O Decreto-Lei n. 497/88, de 30 de Dezembro, operou a converso do perodo de 30 dias de frias seguidos em 22 dias teis, tendo, contudo, implcita a incluso, naquele perodo, de 4 dias de descanso semanal e 4 dias de descanso complementar, uma vez que "durante o perodo de frias o funcionrio ou agente abonado das remuneraes a que teria direito se se encontrasse em servio efectivo, excepo do subsdio de refeio" - cfr. n.1 do art.4. do Decreto-Lei n.497/88, ora revogado e substitudo pelo n.1 do art.4. do Decreto-Lei n.100/99.

    Nestes termos, e tal como sucede com a remunerao abonada ao funcionrio ou agente em servio efectivo, que abrange no s os dias em que trabalha como os dias de descanso e feriados entre eles intercalados, tem este direito, durante as frias, ao pagamento dos dias no teis que o perodo de frias englobar, pelo que a um perodo de 22 dias de frias corresponde sempre uma remunerao mensal relativa a 22 dias teis, acrescidos de 8 dias de descanso semanal e complementar.

    Assim, obtida a anuncia de Suas Excelncias a Secretria de Estado da Administrao Pblica e o Secretrio de Estado do Oramento, determina-se que, na aplicao do disposto nos art.s 14., n.s 1 e 2, 15., n.s 2 e 3 e 16., n.s 1, 2 e 3 do Decreto-Lei n.100/99, de 31 Maro, com as alteraes introduzidas pela Lei n.117/99, de 11 de Agosto, e pelos Decretos-Leis n.s 70-A/2000, de 15 de Maio e 157/2001, de 11 de Maio, quanto ao clculo das remuneraes relativas a frias a abonar nos casos de suspenso prolongada e cessao definitiva de funes, os servios e organismos da Administrao Pblica procedam em conformidade com as seguintes orientaes:

    1. Remunerao e subsdio relativo aos dias de frias vencidos em 1 de Janeiro

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    e no gozados.

    1.1. Remunerao.

    Se a 22 dias de frias corresponde uma remunerao mensal, aos dias de frias vencidos em 1 de Janeiro do ano da suspenso ou cessao de funes e no gozados corresponder montante proporcionalmente superior ou inferior, conforme o caso concreto, de acordo com a frmula seguinte:

    R =(R M X n d f) / 22,

    sendo RM a remunerao mensal e ndf o nmero de dias vencidos e no gozados, incluindo, se a eles houver direito, os acrscimos por idade e antiguidade, o perodo complementar de frias previsto no art. 7. do Decreto-Lei n.100/99, a compensao por trabalho extraordinrio nos termos do art. 29., n.1 alnea b), do Decreto-Lei n.259/98, de 18 de Agosto, e os dias de frias acumulados de anos anteriores - cfr. art. 2., n.8 e 16., n.3 do Decreto-Lei n.100/99.

    1.2. Subsdio de frias.

    Nos casos de suspenso ou cessao de funes ocorridas antes do pagamento do subsdio de frias - que, em regra, pago em Junho - deve este ser calculado nos termos dos art.s 4., n.s 3 e 4 do Decreto-Lei n.100/99 e 11., do Decreto-Lei n.496/80, de 20 de Outubro, utilizando-se a frmula seguinte:

    Subsdio de frias = RDX1,365Xndf,

    sendo RD a remunerao diria, calculada de acordo com o art. 4. do Decreto-Lei n.42 046, de 23 de Dezembro de 1958, e ndf o nmero de dias de frias, do qual esto excludos os acumulados de anos anteriores e o perodo complementar previsto no art.7. do Decreto-Lei n.100/99, no podendo exceder o limite de 22 - cfr., ainda, o n.4 do art.4. deste diploma.

    2. Remunerao e subsdio relativos a frias adquiridas pelo servio prestado no ano da suspenso ou cessao de funes.

    2.1. Clculo do perodo de frias.

    De acordo com o princpio da proporcionalidade - cfr. art.4., n.1 da Conveno n.132 da O.I.T. e art.14., n.2 do Decreto-Lei n.100/99 -, 365 dias de trabalho conferem direito a 25 dias de frias, pelo que ao perodo de trabalho prestado no ano da suspenso ou cessao corresponder um nmero de dias de frias proporcional, de acordo com a frmula:

    N d f = (n d t X 25) / 365,

    sendo Ndf o nmero de dias de frias arredondado, por excesso, para a unidade

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    seguinte, e ndt o nmero de dias de servio efectivo - ou situaes para este efeito equiparadas, de acordo com o art.13., n.1, do Decreto-Lei n.100/99 - desde o incio do ano at suspenso ou cessao de funes. A este total no so adicionados os dias de frias por idade ou por antiguidade, que se reportam ao ano em que se vencem e j foram considerados no clculo da remunerao do perodo de frias vencidas em 1 de Janeiro, nos termos do ponto 1.1..

    2.2. Remunerao.

    Calculado o nmero de dias de frias, nos moldes descritos no ponto anterior, o montante da remunerao correspondente deve ser apurado de acordo com a frmula descrita no ponto1.1., supra.

    2.3. Subsdio de Frias.

    Determinado o nmero de dias de frias conferidos pelo servio prestado no ano da suspenso ou cessao de funes, o clculo do respectivo montante deve processar-se segundo a frmula descrita no ponto 1.2., supra.

    3. Nas operaes de apuramento e determinao dos montantes utilizar-se-o valores at trs casas decimais, fixando-se o produto final em euros at duas casas decimais, pela aplicao das regras de arredondamento definidas na Circular Srie A n. 1289, de 19 de Julho de 2001, da Direco-Geral do Oramento.

    4. As orientaes definidas nos nmeros anteriores devem ser adoptadas para a resoluo de idnticas dvidas que se possam suscitar acerca da aplicao de outras disposies legais do Decreto-Lei n.100/99, de 31 de Maro, designadamente em alguns tipos de licena.

    Abril de 2004

    O Director-Geral do Oramento,

    Francisco Brito Onofre

    A Directora-Geral da Administrao

    Pblica,

    M. Ermelinda Carrachs

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