Instituto Superior de Tecnologia de Paracambi Poluição Atmosférica Raquel Simas Pereira Teixeira Junho de 2011

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<ul><li> Slide 1 </li> <li> Instituto Superior de Tecnologia de Paracambi Poluio Atmosfrica Raquel Simas Pereira Teixeira Junho de 2011 </li> <li> Slide 2 </li> <li> O que a poluio do ar ? </li> <li> Slide 3 </li> <li> Poluio Atmosfrica Entende-se como poluio do ar a mudana em sua composio ou em suas propriedades, causada por emisses de poluentes, tornando-o imprprio, nocivo ou incoveniente sade, ao bem-estar pblico, vida animal e vegetal. </li> <li> Slide 4 </li> <li> Oficialmente Conselho Ambiental Europa 1967 Existe poluio do ar quando a presena de uma substncia estranha ou variao significativa na proporo dos seus constituintes suscetvel de provocar efeitos prejudiciais ou originar doenas, tendo em conta o estado dos conhecimentos cientficos do momento. Poluio Atmosfrica </li> <li> Slide 5 </li> <li> Historia da Poluio Atmosfrica No momento em que o homem descobriu o fogo teve incio a poluio do ar; As queimadas, feitas propositalmente em matas e campos naturais, a fim de limpar a terra para o cultivo, tambm constituem uma das mais antigas fontes de poluio do ar provocadas pelo homem; Quando a sociedade passou a se orgnanizar em cidades, comeou a surgir problemas mais srios de contaminao atmosfrica. </li> <li> Slide 6 </li> <li> A Revoluo Industrial Revoluo Industrial Sistema urbano atual Poluio passou a ser considerada um problema mais abrangente Ligado sade pblica </li> <li> Slide 7 </li> <li> A Revoluo Industrial Inveno da mquina a vapor Queima de grandes quantidades de carvo, lenha e leo combustvel Atmosfera dos centros industriais insalubre e perigosa para a sade </li> <li> Slide 8 </li> <li> A Poluio do ar perigosa? </li> <li> Slide 9 </li> <li> Os odores existentes nas cidades medievais no eram, por si s, txicos; Com a intensificao da queima de combustveis, comearam a ser lanadas substncias nocivas sade; No incio, esse risco estava quase limitado aos trabalhadores locais; Com a intensificao da atividade industrial, esses riscos deixaram de ser restritos a determinadas reas e passaram a atingir toda a populao das cidades; </li> <li> Slide 10 </li> <li> Episdios Crticos de Poluio do Ar 1 Blgica, no vale do Rio Meuse, 1930. Uma espessa nvoa cobriu essa zona industrial e a populao foi acometida por sintomas como tosse, dores no peito, dificuladade em respirar, irritao na mucosa nasal e olhos. Ao final de cinco dias cerca de 60 pessoas haviam morrido a maioria idosos ou com doenas cardacas ou pulmonares e centenas de outras pessoas ficaram enfermas. Tudo isso como decorrncia da combinao de vrios poluentes gasosos, associados alta umidade relativa do ar. Foram formadas substncias altamente txicas, como por exemplo o cido sulfurco, gerado pela combinao do dixido de enxofre com gua da atmosfera. </li> <li> Slide 11 </li> <li> Episdios Crticos de Poluio do Ar 1948 Cidade de Donora, nos Estados Unidos Cerca de 43% da populao (aproximadamente 4 mil pessoas) foi acometida de uma enfermidade caracterizada por irritao nos olhos e mucosas das vias respiratrias; A presena conjunta de material particulado e dixido de enxofre, de origem industrial, foi responsvel por esse fenmeno, que durou cinco dias e deixou cinco mortos. </li> <li> Slide 12 </li> <li> Episdios Crticos de Poluio do Ar 1952 Bauru, Estado de So Paulo, Brasil Uma indstria extrativa de leos vegetais lanou grande quantidade de p de mamona no ar, provocando registro de 150 casos de doenas respiratrias agudas ( bronquites e afeces alrgicas), com nove bitos. 1955 Poza Rica, no Mxico Provocado pelo lanamento acidental de uma grande quantidade de gs sulfdrico por uma indstria. O episdio durou 25 minutos, mas foi suficiente para deixar 320 pessoas hospitalizadas e causar 22 morte. </li> <li> Slide 13 </li> <li> Episdios Crticos de Poluio do Ar Avano da indstria qumica Sntese de milhares de novos compostos Uso cada vez mais generalizado de substncias estranhas a natureza Episdios crticos tornaram-se cada vez mais frequentes e mais extensos </li> <li> Slide 14 </li> <li> Episdios Crticos de Poluio do Ar Muito citado o caso da exploso de uma indstria qumica ocorrida em 1976 em Sevezo, na Itlia, em que houve formao espontnea de uma nuvem de dioxina, contaminando 37 mil pessoas, ocasionando o risco de mal formao de fetos, o que levou as autoridades a permitir o aborto das mulheres infectadas. </li> <li> Slide 15 </li> <li> Episdios Crticos de Poluio do Ar 1986 exploso acidental do reator nuclear da Usina de Chernobyl, na Ucrnia No momento da exploso ocorreram 31 mortes; Cerca de 200 pessoas foram, posteriormente contaminadas pela poluio atmosfrica, na forma de nuvem de radiao, que estendeu seus efeitos a enormes distncias; Os 135 mil habitantes da regio tiveram que sair de suas casas por tempo indeterminado; Formou-se uma imensa nuvem radioativa que cobriu todo o centro-sul da Europa. </li> <li> Slide 16 </li> <li> Episdios Crticos de Poluio do Ar Alm dessa ocorrncias, muitos outros perodos de altos ndices de poluio tm sido verificados em algumas grandes cidades do mundo. Destacam-se a Cidade do Mxico, Los Angeles, Detroit, So Paulo, Londres, Tquio e Osaka. Nestas cidades os ndices de qualidade do ar so geralmente to ruins que seua habitantes se encontram, permanentemente, sujeitos a uma maior frequncia de doenas cardiorrespiratrias. </li> <li> Slide 17 </li> <li> As Fontes de Poluio Atmosfrica </li> <li> Slide 18 </li> <li> Fontes de Poluio Atmosfrica Diferentes fontes de poluio do ar produzem poluentes com caractersticas diferentes. possvel, portanto, a classificao de contaminantes conforme a sua origem. </li> <li> Slide 19 </li> <li> A Queima de Combustveis A principal origem dos contaminantes atmosfricos est na queima de combustveis. Fsseis: petrleo; gs natural; carvo mineral. Reciclveis: lenha; lcool; </li> <li> Slide 20 </li> <li> A Queima de Combustveis Qualquer que seja o combustvel orgnico utilizado. Produtos finais de combusto. Dixido de carbono e Vapor de gua. </li> <li> Slide 21 </li> <li> A Queima de Combustveis Para se obter a queima total de algum elemento Necessrias algumas condies ideais Disponibilidade de oxignio Nem sempre ocorrem na prtica,nas indstriais e nos motores dos veculos. </li> <li> Slide 22 </li> <li> A Queima de Combustveis Combusto incompleta Sobram alguns subprodutos Perigosos poluentes atmosfricos lcoois Aldedos cidos Orgnicos Hidrocarbonetos </li> <li> Slide 23 </li> <li> A Queima de Combustveis Esses resduos so, na verdade, uma parte da molcula do combustvel original. Exemplo: Na queima completa do propano: C 3 H 8 + O 2 CO 2 + H 2 O Se a queima no for completa, podero formar-se vrios outros compostos, alm do gs carbnico, tais como etano, aldedos ou lcoois. </li> <li> Slide 24 </li> <li> A Queima de Combustveis Um composto altemente nocivo, resultante da queima incompleta de combustveis o monxido de carbono (CO) Extremamente txico Se forma no lugar do gs carbnico CO 2 </li> <li> Slide 25 </li> <li> A Queima de Combustveis Quando se queimam combustveis fsseis, principalmente aqueles mais pesados, como o carvo e o leo combustvele Tambm so queimados compostos de enxofre So impurezas </li> <li> Slide 26 </li> <li> A Queima de Combustveis O carvo mineral, por exemplo, s vezes possui mais de 3% do seu peso em enxofre, e o petrleo tem uma mdia de 0,05% desse elemento em sua composio. Quando se utiliza o combustvel, essa parcela de enxofre tambm se oxida, formando xidos de enxofre como o SO 2 e SO 3. </li> <li> Slide 27 </li> <li> A Queima de Combustveis Oxignio necessrio para qualquer combusto Extrado do prprio ar atmosfrico Nele existem mais de trs molculas de nitrognio para cada uma de oxignio. Quando submetido a uma condio de alta temperatura e presso, uma pequena parcela do nitrognio molecular tende a se oxidar, formando xidos de nitrognio (NO, NO 2 e NO 3 ), que so tambm poluentes. </li> <li> Slide 28 </li> <li> A Queima de Combustveis Todos os poluentes que so lanados diretamente pelas indstrias, veculos ou operaes de queima. Poluentes Primrios A partir deles ocorrem reaes na atmosfera, segundo determinadas condies de temperatura, umidade e radiao solar Poluentes Secundrios </li> <li> Slide 29 </li> <li> Classificao dos Poluentes </li> <li> Slide 30 </li> <li> Fontes dos Particulados da Atmosfera Classificao segundo sua origem. Util, quando a finalidade conhecer as fontes de poluio para control-las. Objetivo Estudar o efeito desses poluentes sobre as pessoas ou ambientes naturais. necessrio classific-los de acordo com sua composio. </li> <li> Slide 31 </li> <li> Compostos Sulforosos Contm enxofre Originados pela queima de combustveis fsseis xidos de enxofre Principalmente SO 2 </li> <li> Slide 32 </li> <li> Compostos Sulforosos SO 2 Absoro de radiao solar SO 3 Ambientes de alta umidade H 2 SO 4 Fortemente corrosico e txico </li> <li> Slide 33 </li> <li> Compostos Sulforosos H 2 S (gs sulfdrico) Atividade biolgica de decomposio de matria orgnica por processo anaerbio Acontece em rios altamente poludos por esgotos domsticos. Uma vez na atmosfera, o gs sulfdrico, em combinao com o oznio pode ser oxidado a SO 2 </li> <li> Slide 34 </li> <li> Compostos Nitrogenados xidos de nitrognio NO e NO 2 Reaes de combusto em alta temperatura Motores de combusto interna NO + radiao solar NO 2 </li> <li> Slide 35 </li> <li> Compostos Nitrogenados Outra classe de compostos nitrogenados que frequentemente contamina a atmosfera das ciades Amnia e seus derivados Obtida por ao biolgica de decomposio ou por processos da indstria qumica </li> <li> Slide 36 </li> <li> Compostos Orgnicos Hidrocarbonetos, lcoois, aldedos, cidos orgnicos e muitas outras substncias que possuem carbono como elemento bsico de sua molculas. Caracterticas variam de acordo com sua origem </li> <li> Slide 37 </li> <li> Compostos Orgnicos Queima parcial de combustveis Responsvel por apenas uma parcela desses compostos Evaporao de combustveis e solventes Segunda maior fonte de composto orgnicos Podem resultar em subprodutos da indstria qumica e farmacutica. </li> <li> Slide 38 </li> <li> Compostos Orgnicos Decomposio de resduos orgnicos Acumulados em dpositos de lixo ou rios com grande carga de esgotos Formao de metano Hidrocarboneto pouco txico, mas que serve de base para a formao de poluentes secundrios, por reaes atmosfricas. </li> <li> Slide 39 </li> <li> xidos de Carbono Produto final de toda combusto Gs carbnico (CO2) Embora no txico, traz problemas ambientais Efeito Estufa </li> <li> Slide 40 </li> <li> xidos de Carbono Quando o oxignio necessrio combusto insuficiente Monxido de carbono Um dos mais peerigosos txicos E mais comumente encontrado nas grandes cidades Principal fonte: motores de veculos em atividade </li> <li> Slide 41 </li> <li> xidos de Carbono Origem secundria: Metano + Oznio Formaldedo Decomposio por ao da luz Monxido de carbono </li> <li> Slide 42 </li> <li> Oxidantes Fotoqumicos Na atmosfera, a presena da luz solar em enlevada intensidade e, principalmente, de radiaes ultravioleta provoca reaes qumicas dnominadas fotoqumicas. Essa reaes ocorrem na presena de alguns poluentes, tais como xidos de nitrognio e hidrocarbonetos. Do origem a uma srie de outros compostos. Esses compostos de origem fotoquimica tm como caractersticas, em geral, uma elavada capacidade oxidante, seno por isso denomimados oxidantes fotoqumicos. </li> <li> Slide 43 </li> <li> Oxidantes Fotoqumicos A presena de oznio pode ser benfica ou nociva, dependendo do lugar em que se encontre. Nas altas camadas atmosfricas, onde no h contato com seres vivos. Benfico Retm a maior parte dos raios ultravioletas do Sol Impede que essas radiaes cheguem at nos em elevada intensidade, o que seria nocivo vida terrestre em geral. </li> <li> Slide 44 </li> <li> Oxidantes Fotoqumicos Quando acumulado junto superfcie. Resultado da poluio e das reaes fotoqumicas. Prejudicial sade e a conservao de certos materiais. </li> <li> Slide 45 </li> <li> Material Particulado Toda emisso atmosfrica no-gasosa; Pode ter as mais diversas origens; A mais elementar fonte de material particulado a simples suspenso de poeira por ao do vento ou do trafgo de veculos em vias no pavimentadas; A queima de combustveis, como leo e carvo, tambm produz grandes volumes e partculas de carbono; Muita indstrias de como as de cimento, fertilizantes e siderrgicas, lanam no ar partculas txicas ou inertes. </li> <li> Slide 46 </li> <li> Fontes Naturais de Poluio </li> <li> Slide 47 </li> <li> Fontes Naturais So processos que ocorrem sem a interferncia humana, mas que contribuem para alterar as caractersticas da atmosfera em uma dada regio, dificultando a manuteno da vida em condies normais. A quantidade de poluentes emitidos pelas fontes naturais enorme, podendo estender-se a grandes reas da superfcie da Terra. </li> <li> Slide 48 </li> <li> Fontes Naturais Mais genrica fonte natural de poluio do ar. Vento Suspende partculas do solo ou gotculas de gua salgada do mar. Pode provocar desde pequenos incmodos e irritaes no sistema respiratrio at riscos de sobrevivncia. </li> <li> Slide 49 </li> <li> Fontes Naturais Tambm so transportadas pelo vento Partculas viveis (capazes de mater-se vivas) Gros de plen, bactrias, fungos, pequenas sementes, insetos e caros. Esses partculas quando aspiradas causam muito problemas ao organismo, principalmente em pessoas mais sensveis Exemplo: febre do feno (reao alrgica ao plen), asma brnquica, infeces micticas. </li> <li> Slide 50 </li> <li> Fontes Naturais Contaminao do ar provocada por erupes vulcnicas Restrita a acontecimentos isolados Sem dvida a mais perigosa Emite gases altamente txicos Compostos de Enxofre e imensa quantidde de partculas em suspenso (cinzas) </li> <li> Slide 51 </li> <li> Os efeitos da Poluio do Ar </li> <li> Slide 52 </li> <li> Efeitos da Poluio Atmosfrica Os elementos poluidores do ar, gases ou partculas, podem provocar diferentes tipos de alteraes nocivas no ambiente: Efeitos estticos, devido perda da transparncia do ar e precipitao de partculas; Efeitos irritantes sobre as vias respiratrias e Efeitos txicos para os seres humanos, animais e plantas. Um poluente atmosfrico quase nunca exerce apenas um desses incovenientes, um mesmo gs pode ter efeito irritante e txico, assim como um material particulado pode exercer efeitos estticos e irritante. </li> <li> Slide 53 </li> <li> Efeitos Estticos Simples alteraes da aparncia do ar que nos envolve. Causadas pela presena de vapores, fumaas, poeiras ou aerssis. Emitidos por aes naturais ou humanas. </li> <li> Slide 54 </li> <li> Efeitos Estticos O fato de o efeito esttico estar relacionado aos sentidos faz com que as pessoas dem a ele um valor mutio maior do que a efeitos bem mais nocivos, como so os efeitos txicos. claro que esses efeitos estticos devem ser controlados, sob a pena de vivermos em um ambiente desagradvel e sujo. Alm disso, essa fumaa pode prejudicar a visibilidade, causando acidentes. </li> <li> Slide 55 </li> <li> Efeitos Esttico Gs sulfdrico ou Sulfeto de Hidrognio e as Mercaptanas. Gases exalados por indstrias ou por matrias em dec...</li></ul>