seminário de monografia i professor: bruno pettersen

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Seminário de Monografia IProfessor: Bruno Pettersen

Quatro Recomendações

1. Como fazer um trabalho acadêmico – Prof. Konings

2. Sugestão de Temas para a Monografia3. Vade-Mécum Faje4. Umberto Eco. Como se faz uma tese.

Várias Edições.

Workshop 1:O Projeto

CapaAUTOR

TÍTULO

LOCALDATA

Folha de RostoAutor

   Título

   Projeto de monografia apresentado ao Departamento de Filosofia

da Faculdade de Jesuíta de Filosofia e Teologia, como requisito parcial à obtenção do título de Graduado ou Licenciado em Filosofia.

 

Linha de Pesquisa: Orientador:

   

Belo Horizonte - MGFaculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia

Mês - ano

Seções do Projeto

1. Título2. Objetivo Primário e Secundário3. Justificativa4. Metodologia5. Cronograma6. Bibliografia

Título

1 –Título: Deve ser breve, com no máximo duas linhas. Pode conter título e subtítulo.Deve ser o mais claro possível, indicando o filósofo, problema e ou obra analisada.Exemplo: A teoria do conhecimento no Teeteto de Platão.

Objetivos – Parte 12 – Objetivos:É a descrição breve do que se pretende.No máximo três linhas para cada subtópico.2.1 - Objetivo primário: Deve ser apenas um.Deve conter a questão, problema, conceito ou tema a ser examinado.Exemplo: O objetivo do projeto é o exame do conceito de “episteme” conforme o Teeteto de Platão.

Objetivos – Parte 22.2 -Objetivos secundários: Pode ser mais de um. Recomenda-se dois, sendo quatro um limite prático.Aqui entram temas que não são centrais, mas serão examinados.Ex: 2.2.1 Examinaremos a questão do relativismo da percepção, a partir de Protágoras. 2.2.2. Analisaremos que respostas existem hoje para o problema levantado por Platão.

Justificativa

3 - Justificativa:

É o núcleo do projeto. Não deve ultrapassar três páginas, sendo duas o recomendado.Aqui deve-se expor: O problema que será examinado. O argumento do autor. Quais intérpretes discutem o problema. Os objetivos devem ser fundamentados aqui.

Metodologia 4 - Metodologia:É a seção para se dizer como será feita a pesquisa. Não deve ultrapassar uma página.Inicialmente são apontadas as fontes e o porquê das escolhas.O método de pesquisa: a) será uma avaliação histórica que quer examinar o contexto da obra?b) será uma avaliação conceitual que quer verificar apenas a estrutura do conceito e sua aplicação atual?c) quer ser uma avaliação histórica e conceitual?A pesquisa deve ter uma expectativa de capítulos. Dois capítulos é o mínimo, com quatro capítulos no máximo e três como o recomendado.

Exemplo da Metodologia 1

Exemplo: Para a realização da pesquisa analisaremos o Teeteto de Platão segundo a edição The Theaetetus of Plato realizada por Burnyeat e Levett. Consultaremos a edição em língua portuguesa realizada em 2010 por José Santos e publicada pela editora Calouste Gulbekian.Faremos uma análise histórica do argumento...Faremos uma análise do argumento...Faremos uma análise histórica e conceitual do argumento, realçando os interlocutores da época de Platão e a coesão interna dos argumentos dele.

Exemplo da Metodologia 2

A pesquisa terá três capítulos. No primeiro mostraremos em que sentido Platão mostra que a experiência não pode ser o fundamento do conhecimento. No segundo examinaremos as definições de conhecimento apresentadas. E finalmente, no terceiro, mostraremos como a ideia de uma crença verdadeira justificada é interessante, mas também pode ser problematizada.

Cronograma

  Leitura e Fichamento da Bibliografia

Redação do Primeiro Capítulo

Redação do Segundo Capítulo

Redação do Terceiro Capítulo

Revisão Entrega

12/ 2015- 01/2016

x          01/ e 02/ 2016

  x        03/ – 04/ 2016

    x      05/ – 06/ 2016

      x    07/2016         x  08/ - 09/2016

          x

Bibliografia

Deve ser feita uma pesquisa que inclua os textos que serão pesquisados: 6.1. Bibliografia PrimáriaLivros e artigos que serão centrais na pesquisa. 6.2. Bibliografia SecundáriaLivros que poderão ser consultados na pesquisa. No mínimo 10. Recomendado: 15.

Workshop 2O Tema

Como escolher um tema:

Quase toda a decisão sobre um tema começa da maneira mais geral possível, por exemplo: “Quero estudar Platão”, “Gosto de epistemologia”, “Gostei da matéria daquele professor”.

Depois da escolha, o que se deve fazer é examinar o autor para ordená-lo para a monografia.

Não se preocupe com escolher um tema “perfeito”. Talvez este não será o tema mais importante da sua vida.

Como escolher um tema:

Deve-se escolher um tema o mais específico possível. Como?

Escolha:a) Uma área de interesse.b) Um filósofo do seu interesse.c) Um tema que este filósofo trabalhou.d) Uma obra – artigo, ensaio, livro.e) Se vai examinar todo o texto ou apenas parte.

Leitura Recomendada

Umberto Eco. Como se faz uma tese. Várias Edições.

Umberto Eco: Seis Passos de uma Pesquisa Umberto Eco: Seis passos de uma pesquisa:1. Identificar um tema preciso2. Recolher documentação sobre ele3. Por em ordem estes documentos4. Reexaminar em primeira mão o tema à luz da

documentação recolhida;5. Dar forma orgânica a todas as reflexões

precedentes6. Empenhar-se para ser compreendido pelo leitor.

Umberto Eco: Quatro regras para a escolha do tema1. Que o tema interesse ao candidato2. Que as fontes de pesquisa sejam acessíveis3. Que as fontes sejam manejáveis4. Que o quadro metodológico esteja ao nível do

candidato

Questionário Facilitador de Pesquisa

Este questionário serve para mapear a pesquisa. É uma atividade recomendada e não obrigatória.

Não precisa ser entregue para o professor orientador ou para o professor da disciplina.

Sobre o autor e a obra:

Quem é o autor e quais são as suas obras? Qual é a sua obra fundamental? Por que você escolheu esta obra? Qual trecho dela será avaliado? Justifique.

Sobre o exame do argumento

Qual é o problema a ser respondido? Existem outras respostas a tal questão? Algumas destas possíveis respostas são discutida

pelo autor? Alguma delas é pressuposta? Em uma linha: qual é o argumento do autor? Por que ele é interessante?

Sobre o exame do argumento

Como o autor organiza a apresentação do argumento?

Você seguirá o argumento ou o reconstruirá? Qual é o “estado da arte” sobre este problema? Que

comentadores você julga relevante (ou conheça)? Como você se posiciona sobre a interpretação

frequente do debate?

Sobre a redação:

Como o trabalho será dividido? Quantas seções? Qual será o tema de cada seção? Qual bibliografia secundária será usada?

Terceiro Workshop: A monografia

A organização dos capítulos

Há muitas formas para se organizar os capítulos. Normalmente a estrutura segue uma metodologia histórica ou conceitual. Assim, teríamos, os seguintes modelos:

A. Monografia com foco conceitualB. Monografia com foco histórico C. Monografia com o foco histórico e

conceitual, onde as duas análises se entrelaçam.

Na monografia com foco histórico:

1. Primeiro Capítulo: versará sobre os antecessores, debates da época e outros assuntos que levarão ao argumento principal.

2. Segundo Capítulo: o argumento do autor3. Terceiro Capítulo: algum desenvolvimento

do argumento acompanhado de implicações na história da filosofia

Na monografia com foco conceitual:

1. Primeiro Capítulo: Quais são os conceitos fundamentais? Por quê?

2. Segundo Capítulo: Como os conceitos fundamentais levam ao argumento principal?

3. Terceiro Capítulo: Que consequências o argumento tem?

Como analisar um argumento

O que é um argumento?

É uma estrutura discursiva que quer demonstrar um ponto e o faz por meio do oferecimento de razões. De uma perspectiva histórica não se observa apenas a consistência interna, mas busca-se relacionar o argumento à época do autor.

Como analisar um argumento por ele mesmo

São os seguintes os passos para demonstrar um argumento:1. Qual é o problema?2. Quais são as razões mais importantes?3. Das razões: há acordo entre você e os

intérpretes?4. Qual é o propósito do argumento?

Como analisar um argumento a partir de um viés histórico?

São os seguintes os passos para demonstrar um argumento histórico:1. Qual é o problema? Quem o discutiu antes? É uma

inovação?2. Quais são as razões mais importantes dadas por

autores passados?3. Quais são as razões mais importantes dadas pelo

autor para responder ao problema?4. Em que sentido o autor estudado concorda ou discorda

das soluções passadas?5. Como a resposta do autor impactou na história?

Como escrever para o seu leitor1.  No início da seção (e do capítulo) sempre faça um

pequeno texto introdutório, explicando ao leitor o que você vai fazer. Diga algo como, "Nesta seção, faremos isso e aquilo”.

2. Faça parágrafos curtos, eles facilitam a compreensão. No máximo 15 linhas.

3. Sublinhe por meio de itálico ou negrito os conceitos que você está destacando.

4. Sempre que for possível faça esquemas para o leitor.

5. Cuidado para não se repetir.

Erros mais comuns

Linguagem Coloquial – O texto acadêmico deve ser o mais formal possível.

Falta de objetividade e clareza – Ocorre especialmente quando a monografia está sendo escrita sem planejamento.

Falácias – São erros argumentativos cometidos muitas vezes de modo ingênuo.

Tipos Comuns de Falácias

1. Argumento contra o homem2. Apelo à misericórdia 3. Apelo para o povo4. Apelo à autoridade 5. Apelo à ignorância 6. Falácia da Generalização apressada7. Falácia da Falsa causa8. Falácia do Acidente 9. Falácia da Petição de princípio

Workshop 4 Internet

Pesquisa e a internet

Onde a Internet impactou na pesquisa:a) Forma de escrever – A internet possibilitou

que consultemos várias fontes ao mesmo tempo,

b) Forma de buscar informação – Qualquer informação é muito fácil de ser obtida,

c) Forma de refletir – A internet tem, em alguns casos, gerado reflexões com uma natureza diversa, mais curta e direta.

Fontes de Pesquisa

1) A Wikipédia como fontei. Como é feita: Os textos são escritos por

editores registrados no site da Wikipédia.ii. Confiabilidade dos artigos: Em geral os

erros são pequenos.iii.Uso em Pesquisa: É possível usá-la para

informações pouco específicas. Datas, localidades, eventos e em outros tópicos gerais.

Fontes de Pesquisa

2) Fontes Filosóficas

a) a) Stanford Encyclopedia of Philosophy (Em inglês) - http://plato.stanford.edu/

b) b) Internet Encyclopedia of Philosophy (Em inglês) - http://www.iep.utm.edu/

Fontes de Pesquisa

Stanford Encyclopedia of Philosophy e Internet Encyclopedia of Philosophy

i. Como são feitas: São enciclopédias de filosofia, onde os verbetes são escritos por especialistas.

ii. Confiabilidade dos artigos: Os artigos são muito bons.

iii. Uso em Pesquisa: Podem ser usado como fonte primária ou consulta.

Fontes de Pesquisa

1. Philosophical Research Online: É um site com uma coletânea enorme de artigos de filosofia. http://philpapers.org/

2. Scielo - Coleção de revistas e artigos científicos. http://www.scielo.org/

3. Bibliotecas – Banco de dados de teses, dissertações e monografias. Algumas bibliotecas tem estes trabalhos disponível on-line.

4. Lattes – É um data-base dos currículos de professores universitários do Brasil. http://lattes.cnpq.br/

Aplicativos

Abbyy Fine Reader – É um programa que realiza o escaneamento de um documento e lê os caracteres.

Dropbox – Uma ferramenta para sincronizar arquivos entre computadores, smartphones,etc. https://www.dropbox.com/

Google Books – É a disponibilização on-line feita pelo Google de parte ou totalidade de livros e artigos. http://books.google.com.br/

Aplicativos

Google Translate – É um boa ferramenta para a tradução, mas não deve ser utilizado para se colocar no próprio trabalho acadêmico. Para a utilização, vá até https://translate.google.com.br e digite o endereço do site a ser traduzido.

Microsoft One Note – E uma ótima forma de se coletar anotações de artigos e livros.

Notepad/Bloco de Notas – É a melhor maneira de editar um texto sem formatação ou reformatar um texto.

Como Pesquisar?

1) Comece de forma simples Ex: Coloque termos como “Ceticismo” e “Filosofia”.2) Ignore a ortografia Ex: Não se preocupe com o termo certo “jon rawls”

é corrigido para “John Rawls”.3) Use palavras comuns Ex: Platão Livro Política 4) Quanto menos, melhor Ex: O menor número de palavras, gera uma

pesquisa mais ampla. Útil para quando se ignora um assunto.

Como Pesquisar?

5) Pesquise uma frase exata: Coloque palavras entre aspas "[qualquer palavra]" para pesquisar por uma frase exata e na ordem exata. Ex: “O ser é e o não ser não é”6) Use palavras descritivas Ex: Platão Mito Caverna7) Não se preocupe com maiúsculas e minúsculas Ex: Platão e platão geram a mesma pesquisa.8) Pesquise em um site específico: digite site: Ex: Hume site:http://plato.stanford.edu/

Como Pesquisar?

9) Uso de termos lógicos: o símbolo de subtração (-) indica retirar da pesquisa, e o símbolo da disjunção exclusiva (|) significa um ou outro. Ex: Hume -Kant. Hume sem qualquer referência à Kant. Ex: Hume|Kant. Kant e Hume alternados nas pesquisas.10) Encontre páginas relacionadas. Use o operador related: Ex: related:http://plato.stanford.edu/11) Especifique o tipo de arquivo para os resultados. Digite filetype:pdf. Ex: República Platão filetype:pdf

Os dez tipos de plágio

1. Clone - É a entrega do trabalho de alguém, palavra por palavra, como se fosse seu.

2. CRTL-C - Contém porções significativas do texto de uma única fonte sem alterações

3. Encontre - Altere - Mudar palavras chaves e frases mas retendo o conteúdo essencial da fonte.

4. Remix - Paráfrases de múltiplas fontes, feitas para encaixar

5. Reciclagem - Empresta generosamente o trabalho do próprio autor sem citação

Os dez tipos de plágio

6. Híbrido - Combina perfeitamente fontes citadas com passagens sem citação

7. Mashup - Combina material copiado de múltiplas fontes

8. 404 error - Incluí citações para fontes não existentes ou imprecisas

9. Agregador - Incluí citação adequada para fontes, mas o trabalho contém quase nenhum trabalho original

10.Re-Tweet - Incluí citação adequada, mas depende demais no palavreado e forma do texto original

Workshop 5 Citações

Citação

Considera-se citação o uso de textos de outra autoria que não a própria, exceto expressões da cultura geral (provérbios etc.).

Para que possa ser verificada, mediante pesquisa bibliográfica deve estar acompanhada de uma anotação de fonte.

Tipos de Citação

1. Citação direta ou indireta: (parte de) outro documento copiado(a) no seu trabalho, de modo direto/ formal ou indireto/ informal (livre);

2. Anotação de fonte: informação da fonte do qual a citação foi copiada e que vem identificada na referência;

3. Referência Bibliográfica: identificação exata e inconfundível dos documentos referenciados no trabalho.

1. Citação direta e indireta a) Citação Direta

A citação direta (formal/literal) reproduz o texto citado tal qual:

1. Citação breve (até aprox. 3 linhas ou uma frase): no texto, entre aspas duplas (as aspas duplas que eventualmente ocorrerem dentro da citação são substituídas por aspas simples).

2. Citação longa (mais de uma frase ou mais de 3 linhas): reproduzida em parágrafo recolhido (letra tipo 10 e margem a 4 cm da margem principal, sem recuo na primeira linha), não incluída entre aspas.

1. Citação direta e indireta Obs: Supressão nas citações

Na citação direta, eventuais modificações ou supressões são assinaladas por colchetes [ ]. Exemplo:

Ao estudar as cartas de Paulo surge a pergunta: “Que diferença há entre lei e exortação? Lei é a norma a ser seguida e impõe uma ordem a ser obedecida [...]. As exortações são formas de orientação e aconselhamento.”

1. Citação direta e indireta b) Citação Indireta

A citação indireta (informal/livre) parafraseia o texto da fonte. Não exige destaque gráfico especial, mas é preciso incluir a anotação da fonte.

2. Notas

Tratamos aqui das notas explicativas e remissivas (no rodapé), bem como das anotações de fonte de citação (no texto ou no rodapé).

Notas explicativas, remissivas e bibliográficas

Distinguem-se: 1. notas explicativas: explicações que

sobrecarregariam o texto, comentários, orientações para leitura etc.;

2. notas remissivas, que remetem a outras partes do trabalho;

3. notas bibliográficas ou de anotação de fonte.

2. Notas

Observação: Todas as notas são numeradas numa sequência única. A numeração reinicia em cada capítulo do texto.

3. Anotação de fonte bibliográfica

Tanto as citações diretas quanto as indiretas devem ser acompanhadas de uma anotação de fonte, que indica o lugar exato de onde provém a citação. Isto se pode fazer de diversas maneiras.

a) Anotação de fonte por meio de sigla ou abreviação

Fontes primárias e instrumentais podem ser indicadas, quer na nota de rodapé, quer no texto, logo depois da citação, entre parênteses ( ), por uma sigla devidamente explicada na lista de abreviações antes do sumário.

Exemplo:

a) Anotação de fonte por meio de sigla ou abreviação

No texto Na lista de abreviações Na referência bibliográfica

(DHLP, ―Escatologia‖)

DHLP = DICIONÁRIO HOUAISS da Língua Portuguesa

DICIONÁRIO HOUAISS da Língua Portuguesa, São Paulo: Objetiva, 2004

(SZ 114) SZ = HEIDEGGER, Sein und Zeit.

HEIDEGGER, Martin. Sein und Zeit. Tübingen: Max Niemeyer, 1979.

(CIC, cân. 2205, § 1)

CIC = CÓDIGO de Direito Canônico

CÓDIGO de Direito Canônico. São Paulo: Loyola, 2001.

b) Anotação de fonte no rodapé (sistema de “notas mistas”)

As anotações de fonte podem aparecer em nota de rodapé, inserida sequencialmente entre as outras notas de rodapé, que podem ser de natureza diferente; daí o nome de ―notas mistas.

Regra

Atrás da citação ou atrás do nome do autor, insira-se a chamada da anotação, em número alto/expoente.

A nota de rodapé exibirá o mesmo número que a chamada e exibirá a referência reduzida, composta do sobrenome do autor (em maiúsculas), da(s) primeira(s) ou palavra(s) do título (incluindo o artigo) e da localização da parte citada (página, coluna ou outra indicação, segundo a natureza da fonte).

b) Anotação de fonte no rodapé (sistema de “notas mistas”)

Exemplos:

3 VAZ, Escritos de Filosofia I, p. 48. 2 KÜNG, Ser cristão, p. 203. 14 RAHNER, Schriften VI, p. 45. 22 KONINGS, Evangelho seg. João, p. 58-61.

c) Repetição por advérbios/locuções adverbiais

Em relação à referência imediatamente anterior usa-se: id. (mesmo autor), ― ibid. (mesma obra; sendo a mesma obra, o autor é necessariamente o mesmo, portanto, não se usa ―id. ibid.);

em relação à referência não imediatamente anterior, porém situada na proximidade pode-se usar: ―op. cit. (última obra citada do referido autor; o nome do autor deve ser repetido).

4. Anotação de fonte em parêntese (sistema autor-data)

Segundo este sistema insere-se no texto, logo depois da citação, entre parênteses ( ), o sobrenome do autor, em maiúsculas, a data da obra e a parte citada tudo separado por vírgulas.

4. Anotação de fonte em parêntese (sistema autor-data)

a) Dois autores: Os sobrenomes são separados por ponto-e-

vírgula. Havendo mais de dois autores, menciona-se apenas o primeiro e acrescenta-se ―et al.

1. ...... (KONINGS, 2005, p. 45). 2. ...... como se vê.‖ (TABORDA; LIBANIO, 1999, p.

45-47). 3. ...... e basta!‖ (BARROS et al., 2002, p. 345).

4. Anotação de fonte em parêntese (sistema autor-data)

b) Citação imediata do autor: Pode-se colocar a anotação logo depois do

nome (grafado em tipo normal), mencionando-se entre parênteses apenas data e página.

1. Como diz Libanio (2007, p. 99): ―Deus é amor. 2. Deus é amor, diz Libanio (2007, p. 99).

4. Anotação de fonte em parêntese (sistema autor-data)

c) Diversas obras do mesmo autor: Caso haja diversas obras do mesmo autor com

o mesmo ano de edição, sejam individuadas acrescentando-se ―a‖, ―b‖ etc.

1. O sol ―avermelhou (MEIRELLES, 1938a, p. 72), ―roxeou (id., 1938b, p. 32).

4. Anotação de fonte em parêntese (sistema autor-data)

d) Diversos autores com o mesmo sobrenome: Faz-se a distinção acrescentando as iniciais do

nome, separadas por vírgula: 1. ..... (SILVA, C., 1987, p. 14) ..... (SILVA, A., 2005,

p. 56).

Workshop 6:Referência Bibliográfica

Referência

A referência serve para a identificação inconfundível da fonte da citação. Na lista final das referências, tem de aparecer em sua forma essencial integral.

1. Elementos da referência em geral: 1.1. Autoria1.2. Título1.3. Edição: Local, Editor, Data

1.1. Autoria 1.1.1 Autoria pessoal

A entrada é pelo último sobrenome:

1. VAZ, Henrique C. de Lima. 2. MAC DOWELL, João Augusto Anchieta

Amazonas.

Observações1. Sobrenomes unidos por hífen (-) ou apóstrofe (‘) não se separam: LÉON-DUFOUR, O‘CONNOR, D‘AUBUISSON  2. Se o nome aparece em formas divergentes nas diferentes obras do mesmo autor, é preciso padronizar:FREIRE, Gilberto. Ver FREYRE. FREYRE, Gilberto. Casa grande e senzala [etc.].

Observações

3. Quando a obra tem até três autores, mencionam-se os três na entrada da referência, na ordem em que aparecem na publicação, separados por ponto-e-vírgula. MAIA, Tom; CALMON, Pedro; MAIA, Thereza Regina de Camargo.

Observações4) Se há mais de três autores, mencionam-se um (é preferível), dois ou os três primeiros, seguidos pela expressão: et al. (= et alii, ―e outros). ALMEIDA, José da Costa et al. ALMEIDA, José da Costa; VARGAS, Feliciano et al. ALMEIDA, José da Costa; VARGAS, Feliciano; LOBATO, Maria Luísa et al.

Observações

5) No caso de coletâneas ou obras coletivas, a entrada pode ser feita pelo nome do responsável intelectual, se destacado como tal na obra. Indica-se entre parênteses ( ) sua qualificação (organizador, coordenador etc.; abreviado, com maiúscula inicial). CUNHA, Antônio da (Coord.). A poesia no

Brasil. [etc.]

Observações

6) Em caso de autoria desconhecida, entra-se pelo título, grafando a primeira palavra em maiúsculas (não usar expressões como ―Anônimo, ―Vários, ―Diversos, ―VV.AA. etc.). A NUVEM do não-saber

Observações 7) Em lista bibliográfica, todas as obras do mesmo autor, mesmo publicadas sob diversos nomes, figuram sob o nome que tem maior oficialidade, usando-se remissiva para os demais: LOBO, Fernando. Ver TUPINAMBÁ, Marcelo. .............................................. TUPINAMBÁ, Marcelo. O amanhecer. Rio de Janeiro: Aurora, 1908.

1.1.2 Autoria coletiva

As obras de responsabilidade de entidades coletivas (órgãos governamentais, congressos etc.) entram na lista por seu próprio nome, em extenso:

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. XII Assembleia Geral [etc.]

BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Relatório da diretoria geral, 1984, [etc.]

1.2. Título

O título é reproduzido tal como figura na obra referenciada. O subtítulo segue depois de dois pontos. Subtítulos que não fornecem informação essencial podem ser suprimidos.

No caso de livros o título deve estar em itálico ou negrito.

No caso de artigos sem itálico ou negrito.

1.2. Título

No caso de periódicos referenciados como um todo, o título é sempre o primeiro elemento da referência, mesmo quando a publicação é obra de um autor ou entidade identificável. No caso de periódico com título genérico, incorpora-se o nome da entidade autora ou editora, ligado por uma flexão gramatical, posta entre colchetes

1.3. Edição1.3.1 Local/cidade

É indicado tal como figura na publicação referenciada. Quando há mais de um local para a editora, indica-se o mais destacado ou o primeiro. Ex.: Freiburg: Herder (não: Friburgo em Brisgóvia-Colônia-Roma: Herder).

1.3. Edição1.3.2 EditorO editor é mencionado tal como figura na publicação referenciada, abreviando-se os prenomes e suprimindo-se outros elementos, dispensáveis para a identificação (―editora, ―livraria, etc.).

Vozes | Paulinas | Loyola

1.3. Edição1.3.3 DataO ano de publicação é indicado em algarismos arábicos, sem ponto depois do milhar. Se a data não se encontra na folha de rosto ou em outro espaço oficial, mas pode ser estabelecida, indica-se entre colchetes. P. ex.: [1985].

Se há incerteza, essa deve ser manifestada. P. ex.: [1985?]; [197-] (= na década de 1970); [18--] (= no século XIX).

1.3. EdiçãoSem Referência Quando a cidade não aparece na publicação,

mas pode ser identificada, indica-se entre colchetes. Não sendo possível identificar, escreva-se, entre colchetes : [S.l.] (= sine loco).

Quando não pode ser identificado, pode-se indicar o impressor. Na falta de ambos, indica-se, entre colchetes: [s.n.](= sine nomine).

Não aparecendo nem local, nem editor ou impressor, indique-se: [S.l.: s.n.]

Não aparecendo a data, indique-se: [s.d.]

2. Casos específicos

2.1. Referência de livros 2.2. Referência de partes de livros 2.3 Referência de verbetes de dicionários 2.4 Referência de periódicos, coleções etc. 2.5 Referência de artigos de revista 2.6 Referência de artigos ou cadernos de jornais 2.7 Referência de trabalhos não publicados 2.8 Referência de fontes informáticas 2.9 Referência de recensão

2.1. Referência de livros

Dados essenciais: Sobrenome autor (maiúsc.), nome. Título (itálico ou negrito): subtítulo. Edição (se não for a primeira). Local: editor, ano de publicação. GOTTWALD, Norman Karol. As tribos de Iahweh: uma sociologia da religião de Israel liberto, 1250-1050 a.C. 2.ed. São Paulo: Paulinas, 1991.

2.1. Referência de livros

Mesmo autor, outra obra: Substituir o nome por traço prolongado _____ (de seis espaços, independentemente do tamanho do nome substituído), seguido de ponto. GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1967. ______. Esfinge clara. Rio de Janeiro: São José, 1962.

2.2. Referência de partes de livros

Com autoria própria - Referenciar as páginas: RAD, Gerhard von. Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: ASTE, 1973. v. 2, p. 45. ROBERT, A.; FEUILLET, A. Introdução à Bíblia. São Paulo: Herder, 1970. v. 5, p. 22.

2.2. Referência de partes de livros

Volume de uma obra em diversos volumes WIEDERKEHR, Dietrich. Cristologia sistemática. In: FEINER, Johannes; LÖHRER, Magnus. Mysterium Salutis: compêndio de dogmática histórico-salvífica. Petrópolis: Vozes, 1973. v. III/ 3.

2.2. Referência de partes de livros

Secção ou parte de livro com título e autor próprios: GRELOT, P. A interpretação católica dos livros santos. In: ROBERT, A.; FEUILLET, A. Introdução à Bíblia. São Paulo: Herder, 1969. v. l, secção 3, p. 171-213.

2.3 Referência de verbetes de dicionários Com autoria própria GENNARI, G. Segni dei tempi. In: NUOVO dizionario di spiritualità. Roma: Paoline, 1979. p. 1401-1421.

Sem autoria própria CEVADA. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda (Ed.). Novo dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975. p. 312.

2.7 Referência de trabalhos não publicados

Sobrenome do autor (maiúsc.), nome. Título (itálico): subtítulo. Cidade, entidade, data. Gênero do documento. SCHÜLER, Donaldo. A embaixada a Aquiles na estrutura da Ilíada. Porto Alegre: PUCRS, 1970. Tese de livre-docência não publicada. SALVADOR, Ângelo Domingos. Trabalhos didáticos: normas técnicas. Porto Alegre: Instituto de Teologia e Ciências Religiosas – PUCRS, 1981. Apostila mimeografada.

2.8 Referência de fontes informáticas

Obras impressas consultadas eletronicamente devem ser referenciadas com base na forma impressa. Se isso for impossível, mencione-se: (texto impresso indisponível).

2.8 Referência de fontes informáticas Arquivo em disco: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas.doc: normas para apresentação de trabalhos. Curitiba, 7 mar. 1998. 5 disquetes 3½‖, Word for Windows 7.0.   E-mail: ACCIOLY, F. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <mtmendes@uol.com.br> em 26 jan. 2000.

2.8 Referência de fontes informáticas Homepage institucional: CIVITAS. Coordenação de Simão Pedro P. Marinho. Desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 1995-1998. Apresenta textos sobre urbanismo e desenvolvimento de cidades. Disponível em: <http// www.gcs.net.com.br/oamis/civitas>. Acesso em: 27 nov. 1998.

3. A Referência Bibliográfica

A Referência Bibliográfica final, também chamado Elenco Bibliográfico ou simplesmente Bibliografia, tem por finalidade apresentar, em ordem alfabética, as referências integrais das obras que, em forma reduzida, foram referenciadas nas anotações de fonte.

A entrada das referências seja idêntica à da referência reduzida usada no trabalho.

3. A Referência Bibliográfica

Por razões de praticidade, não convém subdividir a lista, separando entre livros, artigos e publicações eletrônicas etc. Pode-se, porém, distinguir entre

1. Instrumentos (dicionários etc.), 2. Fontes primárias (textos do autor examinado,

documentos escriturístico-patrísticos etc.) e 3. Outras obras.

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